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Reflexão inicial:
Será que todas as crianças e famílias estão representadas nos murais e
painéis existentes na unidade?
E o acervo de filmes e livros? As histórias com personagens negros e
indígenas têm destaque no dia a dia?
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PREFEITURA DE INDAIATUBA
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
Educação Infantil
1º Bimestre- 2014
Sugestões de atividades para o trabalho com a Lei 11645/08 (antiga Lei 10639)
que trata da obrigatoriedade da inclusão no Currículo Regular da história e cultura afro-
brasileira e dos povos indígenas.
Estas sugestões foram elaboradas pela Comissão Municipal de Educação para as
Relações Étnico-raciais de Indaiatuba, cujo objetivo é apoiar os profissionais da
Educação Infantil a implementar o Art. 7º, inciso V, do documento Diretrizes
Curriculares da Educação Infantil. No documento há a indicação de que as propostas
pedagógicas devem estar comprometidas com o rompimento de relações de
dominação étnico-raciais.
Existe a crença de que a discriminação e o preconceito não fazem parte do
cotidiano das escolas de Educação Infantil, pré-escola e creche. Porém, pesquisas de
pós-graduação que tratam das relações raciais apontam que há muitas situações de
discriminação envolvendo crianças, profissionais e familiares. Isto é um alerta de que
devemos ampliar nosso olhar para as relações interpessoais que permeiam a
comunidade escolar, pois há racismo. Não o vemos ou não queremos ver. E, como
sabemos esconder os problemas não nos ajudará a cumprir nossa missão de construir
uma sociedade mais justa e solidária formada por cidadãos conscientes de seu papel
histórico e de sua identidade pessoal, se não observarmos atentamente ao redor e
interferirmos nos acontecimentos.
Cada fase da vida apresenta suas especificidades. Cada momento do
desenvolvimento infantil é único e requer do adulto uma atenção especial às
necessidades que o caracterizam. De zero a seis anos, é importante cuidar dos afetos e
das relações da criança com o mundo e consigo mesma. Afeto e relacionamento são
dois fatores importantíssimos na construção de uma identidade positiva. Para isso,
seguem algumas ideias práticas para auxiliar no trabalho com identidade e autoestima.
Reconhecer as diferenças que sabemos existir é um passo fundamental para a
promoção da igualdade.
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Ação inicial:
Pesquisar imagens de crianças e famílias de diversas etnias: brancos, negros, indígenas, etc.
Socializar as imagens com as crianças, indagando-as em relação às suas observações acerca
das características físicas das pessoas representadas nas imagens; auxiliá-las na
compreensão de que a sociedade é formada pela diversidade; e utilizar nos murais e painéis
da escola;
Selecionar os livros e DVD's que possam ajudar na autoestima e formação de uma identidade
positiva da criança. Manter uma rotina de utilização desses materiais na educação para a
igualdade racial, evitando o predomínio e/ou exclusividade de filmes e livros de lendas
baseadas nas histórias de princesas europeias.
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Atividade - Identidade:
Proponha um cantinho de beleza. Coloque à disposição das crianças todos os
materiais disponíveis para o cuidado dos cabelos. É bastante comum, em salões de
beleza, imagens de penteados nas paredes. Portanto, distribua fotos de crianças
utilizando penteados variados nesse cantinho. Atenção: como o nosso objetivo é
promover a igualdade racial, é indispensável que sejam utilizadas imagens de crianças
africanas e indígenas com seus penteados étnicos.
Em seguida, na roda de conversa, peça para que as crianças digam qual imagem
chamou mais a sua atenção. Solicitar a elas que identifiquem nas imagens cabelos ou
penteados parecidos com os seus. É importante que a professora esteja atenta para
não deixar que nenhum cabelo seja colocado como superior ou inferior ao outro. É,
também, uma ótima oportunidade para a reflexão acerca da expressão “cabelo ruim”.
Porque, como sabemos, não existem cabelos ruins ou bons, o que existem são cabelos
crespos, lisos, ondulados, cacheados, etc.
É importante compartilhar as experiências entre os colegas nos momentos de
HTPC’s. Para efetivação das práticas promotoras de igualdade, é imprescindível a
socialização dos relatos.
Comissão de Educação para Relações Étnico-Raciais
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Orientação:
As atividades aqui propostas deverão ser desenvolvidas no momento indicado por
este informativo ou incluídas no planejamento, quando o professor considerar oportuno.
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PREFEITURA MUNICIPAL DE INDAIATUBA
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
1º Ano
1º Bimestre- 2014
Sugestões de atividades para o trabalho com a Lei 11645/08 (antiga Lei 10639)
que trata da obrigatoriedade da inclusão no Currículo Regular da história e cultura afro-
brasileira e dos povos indígenas.
Apesar de a população negra constituir grande parte da sociedade brasileira,
somente a partir da Lei nº 10.639 de 2003 que tornou obrigatório o ensino da história
da África e dos afro-brasileiros no Ensino Fundamental e Médio, as escolas ampliaram a
reflexão e discussão sobre o papel e a posição do negro em nossa sociedade.
Há necessidade de conscientização acerca das práticas e representações que
configuram o racismo, de apresentar aos alunos a verdadeira história e tradição do
povo negro no Brasil, de maneira íntegra, sem estereótipos que distorcem e não
retratam fielmente a trajetória dos descendentes de africanos, sem mensagens
subliminares que consolidam uma sociedade racista e excludente.
Assim sendo, ao elaborar o trabalho sobre Cultura Negra deve-se pensar em
atividades que possibilitem aproximar os alunos da riqueza cultural afro-brasileira,
aprofundar o estudo das fortes raízes culturais africanas, visando elevar a autoestima
da criança negra e sua percepção e atuação sobre si mesma e seu lugar no mundo.
Desde a mais tenra idade deve-se trabalhar o assunto, privilegiando a questão
da identidade, do respeito à diversidade e da autoaceitação. Toda a comunidade
escolar deve estar inserida no projeto e não apenas os afrodescendentes, de forma em
que fique claro que conhecer as variadas culturas é essencial para despertar na criança
o respeito pelas outras pessoas independentemente da etnia (raça). Para tal, é
fundamental divulgar o lado positivo da história negra, não apenas as questões de
escravidão, miséria e sofrimento, proporcionar situações didáticas centradas em
vivências, ações e reflexões no estímulo à criticidade e na resolução de problemas que
possibilitem aos alunos pensarem na questão de forma ética.
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Objetivos:
Aprender sobre a origem dos afrodescendentes e características do continente africano.
Aprender a respeito da diversidade cultural e lúdica dos países africanos através de
alguns jogos e brincadeiras populares deste continente.
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Atividade:
Professor, assim que concluir a atividade nº 1 de Língua Portuguesa, página
14, realizar uma roda de apreciação do autorretrato produzido e discutir com os
alunos se eles perceberam que cada criança na sala possui características diferentes
na cor da pele, dos olhos, cabelos, formato do nariz e tipo de cabelo. Caso já tenha
realizado a atividade retome o trabalho, olhando o desenho que fizeram.
Importante: Essa atividade deverá ser utilizada como sondagem para que o
professor observe como os alunos estão construindo sua identidade quanto a sua
origem étnica.
Nesse primeiro momento, questione porque os alunos utilizaram a cor para
representar a tonalidade de pele e demais características.
Observar ainda como os alunos representam o tipo de cabelo e cor dos
mesmos.
A partir dessa atividade, perguntar aos alunos se eles sabem por que somos
diferentes e anotar as respostas das crianças.
Em seguida proponha a leitura do livro “Porque somos de cores diferentes”
(acervo PNAIC):
Obs.: A leitura deste livro pode ser realizada na finalização da atividade 6, página
133- História
Selecionar obras literárias que retratam histórias dos afrodescendentes e
indígenas e explorar com a turma a forma como os ilustradores representam a cor da
pele desses povos.
Fique atento: A generalização do uso do lápis cor de pele como cor eleita para
identificar a cor da pele humana, carrega consigo discriminações e reforça nas
pessoas o sentimento de superioridade ou inferioridade de uma cor em relação à
outra, além de perpetuar mensagens subliminares de menos valia na pessoa que não
se identifica com essa representação o que causa problemas de identidade e
autoestima.
Labirinto (Moçambique)- Mostrar no mapa a localização
Professor, para realizar essa brincadeira você pode solicitar a parceria do
Professor de Educação Física:
Duração: 25 minutos
Material: giz
Local: quadra ou pátio
A brincadeira do Labirinto (Figura 2) é originária de Moçambique e possui uma
dinâmica simples e interessante. Para começar é preciso que se faça um desenho do
labirinto no chão. (a). Os jogadores iniciam o jogo na primeira extremidade do desenho
(b). Para seguir em frente tira-se par ou ímpar repetidas vezes. Toda vez que um
jogador ganhar ele segue para a extremidade à frente. O jogador que chegar na última
extremidade primeiro, vence a partida. Sugestões de variação: - Ao invés de tirar par
ou ímpar para seguir em frente os jogadores poderão utilizar pedras, papel e tesoura. -
Pode-se jogar com mais de duas crianças, mas para isso é preciso mudar a disputa de
par ou ímpar para adedanha (brincadeira do Stop).
http://portaldoprofessor.mec.gov
.br/fichaTecnicaAula.html?aula=22256
Comissão de Educação para Relações Étnico-Raciais
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2º Ano
1º Bimestre- 2014
Sugestões de atividades para o trabalho com a Lei 11645/08 (antiga Lei 10639)
que trata da obrigatoriedade da inclusão no Currículo Regular da história e cultura afro-
brasileira e dos povos indígenas.
Apesar de a população negra constituir grande parte da sociedade brasileira,
somente a partir da Lei nº 10.639 de 2003 que tornou obrigatório o ensino da história
da África e dos afro-brasileiros no Ensino Fundamental e Médio, as escolas ampliaram a
reflexão e discussão sobre o papel e a posição do negro em nossa sociedade.
Há necessidade de conscientização acerca das práticas e representações que
configuram o racismo, de apresentar aos alunos a verdadeira história e tradição do
povo negro no Brasil, de maneira íntegra, sem estereótipos que distorcem e não
retratam fielmente a trajetória dos descendentes de africanos, sem mensagens
subliminares que consolidam uma sociedade racista e excludente.
Assim sendo, ao elaborar o trabalho sobre Cultura Negra deve-se pensar em atividades
que possibilitem aproximar os alunos da riqueza cultural afro-brasileira, aprofundar o
estudo das fortes raízes culturais africanas, visando elevar a autoestima da criança
negra e sua percepção e atuação sobre si mesma e seu lugar no mundo.
Desde a mais tenra idade deve-se trabalhar o assunto, privilegiando a questão
da identidade, do respeito à diversidade e da autoaceitação. Toda a comunidade
escolar deve estar inserida no projeto e não apenas os afrodescendentes, de forma em
que fique claro que conhecer as variadas culturas é essencial para despertar na criança
o respeito pelas outras pessoas independentemente da etnia (raça). Para tal, é
fundamental divulgar o lado positivo da história negra, não apenas as questões de
escravidão, miséria e sofrimento, proporcionar situações didáticas centradas em
vivências, ações e reflexões no estímulo à criticidade e na resolução de problemas que
possibilitem aos alunos pensarem na questão de forma ética.
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Orientação:
As atividades aqui propostas deverão ser desenvolvidas no momento
indicado por este informativo ou incluídas no planejamento, quando o
professor considerar oportuno.
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Objetivos
Desmistificar a nomenclatura “cor de pele” do lápis de cor
Compreender a diversidade de etnias (raças) na própria família
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Professor,
1- No caderno “Meia pauta” ou outro material, pedir ao aluno que faça uma
representação de sua família através de desenho. Pode-se aproveitar para que cada
aluno crie uma legenda nas linhas ao lado, com nome e parentesco.
2- Neste momento, o (a) professor (a), pode trazer uma reflexão sobre o termo
“cor de pele”, que muitas vezes é o vocabulário mais comum para nomear o lápis
“bege” bem como o “salmão”, de maneira errônea.
3- Já preparado anteriormente, scanneado para uso na lousa digital, apresentar o
livro “Minha família é colorida”, Georgina Martins, Ilustrações de Maria Eugênia,
contido no acervo do PNAIC 1º ano, acervo “B”, onde a personagem principal, Ângelo,
tem um irmão de cabelos lisos, outro de cabelos encaracolados, uma mãe de pele
branca, uma avó que é negra...
4- Professor, você pode trazer reflexões:
- Por que todo mundo é diferente?
- E como todos fazem parte da mesma família, já que quase ninguém se parece?
Caro educador, as perguntas e respostas surgirão de acordo com sua criatividade!
Realizar uma Roda de Conversa com os alunos ressaltando os pontos
chave do livro e em seguida dar oportunidade aos alunos que quiserem compartilhar a
diversidade de etnias (raças) em sua própria família.
5- Lição de casa: Fazer uma nova ilustração observando as características de cada
membro da sua família, ressaltando cor dos olhos, pele, altura, cabelos, bem como
outras características, semelhantes e diferentes.
Pode-se comparar com a ilustração anterior.
6- Socializar com os amigos na aula seguinte, explicando em voz alta os pontos
observados.
7- A professora pode também socializar fotos de sua família e fazer sua
explanação, como exemplo.
8- Considerar a possibilidade de termos em nosso meio, alunos que são filhos do
coração, onde talvez não hajam tantas semelhanças físicas, mas neste caso, o que nos
une, é o amor!
Sugestão: Expor os desenhos dos alunos num mural, em papel kraft, sob o título:
“Minha família é colorida”, e a sua?
Comissão de Educação para Relações Étnico-Raciais
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3º Ano
1º Bimestre- 2014
Sugestões de atividades para o trabalho com a Lei 11645/08 (antiga Lei 10639)
que trata da obrigatoriedade da inclusão no Currículo Regular da história e cultura afro-
brasileira e dos povos indígenas.
Apesar de a população negra constituir grande parte da sociedade brasileira,
somente a partir da Lei nº 10.639 de 2003 que tornou obrigatório o ensino da história
da África e dos afro-brasileiros no Ensino Fundamental e Médio, as escolas ampliaram a
reflexão e discussão sobre o papel e a posição do negro em nossa sociedade.
Há necessidade de conscientização acerca das práticas e representações que
configuram o racismo, de apresentar aos alunos a verdadeira história e tradição do
povo negro no Brasil, de maneira íntegra, sem estereótipos que distorcem e não
retratam fielmente a trajetória dos descendentes de africanos, sem mensagens
subliminares que consolidam uma sociedade racista e excludente.
Assim sendo, ao elaborar o trabalho sobre Cultura Negra deve-se pensar em atividades
que possibilitem aproximar os alunos da riqueza cultural afro-brasileira, aprofundar o
estudo das fortes raízes culturais africanas, visando elevar a autoestima da criança
negra e sua percepção e atuação sobre si mesma e seu lugar no mundo.
Desde a mais tenra idade deve-se trabalhar o assunto, privilegiando a questão
da identidade, do respeito à diversidade e da autoaceitação. Toda a comunidade
escolar deve estar inserida no projeto e não apenas os afrodescendentes, de forma em
que fique claro que conhecer as variadas culturas é essencial para despertar na criança
o respeito pelas outras pessoas independentemente da etnia (raça). Para tal, é
fundamental divulgar o lado positivo da história negra, não apenas as questões de
escravidão, miséria e sofrimento, proporcionar situações didáticas centradas em
vivências, ações e reflexões no estímulo à criticidade e na resolução de problemas que
possibilitem aos alunos pensarem na questão de forma ética.
Orientação:
As atividades aqui propostas deverão ser desenvolvidas no momento indicado
por este informativo ou incluídas no planejamento, quando o professor considerar
oportuno.
Objetivos:
Ampliar os conhecimentos dos alunos a respeito das contribuições dos povos
indígenas referentes aos cuidados com a Natureza e brincadeiras realizadas entre suas
crianças.
Aprender sobre a diversidade cultural e lúdica dos países africanos através de
alguns jogos e brincadeiras populares nesse continente.
Atividade:
Antes de iniciar a atividade 4, Ciências- Unidade 2, pág. 102, com seus alunos e
continuar o assunto extinção, ouça o que eles têm a dizer a respeito disso. Inicie
depois, dizendo “Vocês sabiam que...”
*Foi com os índios que nós aprendemos o respeito pelos animais e plantas, o
costume de tomar banho diariamente, de alimentar-se com frutas e vegetais
ingerindo mandioca, canjica, milho nas refeições, construir objetos úteis como
canoas, manufaturar redes para descansar, artesanato de cerâmica, a contar histórias
misturadas com lendas do Saci, da Iara, da Mula sem cabeça?
*O uso de chás e plantas medicinais era exercido pelos curandeiros, os
médicos das tribos, e com eles aprendemos a cultivar e cuidar para utilizar também
essas ervas e melhorar a nossa saúde, além de despertar nossa consciência para o
cuidado e o amor com a Natureza em geral?
Em seguida, proponha a leitura do livro “Txopai e Itôhã” contido no acervo do
PNAIC 2ºano. Sugerimos que a criatividade do professor seja o foco na leitura e
interpretação, após levantamento do conhecimento prévio na Roda de Conversa.
http://www.cotacota.com.br/txopai-e-itoha-conforme-a-nova-ortografia-2-ed-2000-pataxo-kanatyo_1154_443953_oferta.ht
Brincadeira indígena
Brincadeiras com a Peteca- Se possível realizar essa atividade em parceria
com o professor de Arte ou Educação Física
O nome “peteca” – de origem Tupi e que significa “tapear”, “golpear com as
mãos” – é hoje o mais popular entre todos os nomes desse brinquedo tão conhecido
no Brasil. Com as palhas do milho é possível trançar diferentes amarras e laços que
criam petecas de vários formatos. Pode-se criá-las até com folhas de revista! O
professor criativo estará livre para elaborar com os alunos suas próprias petecas ou
contar com a ajuda do professor de Arte. Permita que eles joguem para descobrirem o
porquê da alegria e liberdade dos índios.
http://pibmirim.socioambiental.org/como-vivem/brincadeiras 16/12/13
História “Trilhas das Águas”
Professor, antes de iniciar Na trilha das Águas, disciplina de História, página 110,
descubra o que seus alunos sabem a respeito da importância da água para o corpo
humano, para a saúde e a necessidade dessa substância para as plantas, os animais e o
homem. Mostre-lhes a localização geográfica do continente africano em relação ao
Brasil, no globo terrestre ou mapas. Diga a eles algumas informações interessantes a
respeito da inteligência do povo africano ao observar o oferecimento do rio Nilo no
“Vocês sabiam que...”
*Foi na África, berço da civilização, que às margens do Rio Nilo, nasceram as
primeiras técnicas de irrigação e também de armazenamento de água que o mundo
atual conhece?
*Existem provas que as terras já eram irrigadas por canais que desviavam as
águas do rio Nilo para favorecer a agricultura no antigo Egito?
Há VÍDEOS que mostram mais um pouco deste assunto, podem esclarecer seus
comentários e chamar a atenção dos alunos: ANTIGO EGITO partes 1 e 2 e África 1- O
Reino de Kush www.youtube.com/watch ( Educador, você poderá assistir o vídeo
previamente na HAP para aprofundar seus conhecimentos e verificar se interessará a
seus alunos).
Comissão de Educação para Relações Étnico-Raciais
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4º Ano
1º Bimestre- 2014
As sugestões de atividades que seguem são para o trabalho com a Lei 11645/08
(antiga Lei 10639) que trata da obrigatoriedade da inclusão no Currículo Regular da
história e cultura africana, afro-brasileira e dos povos indígenas.
Apesar de a população negra constituir grande parte da sociedade brasileira,
somente a partir da Lei nº 10.639 de 2003 que tornou obrigatório o ensino da história
da África e dos afro-brasileiros no Ensino Fundamental e Médio, as escolas ampliaram a
reflexão e discussão sobre o papel e a posição do negro em nossa sociedade.
Há necessidade de conscientização acerca das práticas e representações que
configuram o racismo, de apresentar aos alunos a verdadeira história e tradição do
povo negro no Brasil, de maneira íntegra, sem estereótipos que distorcem e não
retratam fielmente a trajetória dos descendentes de africanos, sem mensagens
subliminares que consolidam uma sociedade racista e excludente.
Assim sendo, ao elaborar o trabalho sobre Cultura Negra deve-se pensar em
atividades que possibilitem aproximar os alunos da riqueza cultural afro-brasileira,
aprofundar o estudo das fortes raízes culturais africanas, visando elevar a autoestima
da criança negra e sua percepção e atuação sobre si mesma e seu lugar no mundo.
Desde a mais tenra idade deve-se trabalhar o assunto, privilegiando a questão
da identidade, do respeito à diversidade e da autoaceitação. Toda a comunidade
escolar deve estar inserida no projeto e não apenas os afrodescendentes, de forma em
que fique claro que conhecer as variadas culturas é essencial para despertar na criança
o respeito pelas outras pessoas independentemente da etnia (raça). Para tal, é
fundamental divulgar o lado positivo da história negra, não apenas as questões de
escravidão, miséria e sofrimento, proporcionar situações didáticas centradas em
vivências, ações e reflexões no estímulo à criticidade e na resolução de problemas que
possibilitem aos alunos pensarem na questão de forma ética.
Orientação:
As atividades aqui propostas deverão ser desenvolvidas no momento indicado
por este informativo ou incluídas no planejamento, quando o professor considerar
oportuno.
Objetivos
- Situar diferentes povos e época na qual apareceram os números.
- Reconhecer como e porque surgiram os números .
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
- Conhecimentos prévios do sistema de numeração.
Professor, assim que concluir a leitura e a exploração do quadro sobre os
símbolos de representação dos números, na página 53, na disciplina de Matemática,
dar sequência com as duas atividades abaixo:
Atividades
1) No texto que acabamos de estudar, aprendemos que o sistema de numeração é
de origem egípcia. Sabemos que o Brasil faz parte do Continente Americano e o Egito a
qual Continente pertence?
Anote as respostas na lousa e depois desenvolva a seguinte proposta:
2) Mostrar aos alunos o globo terrestre para que eles observem a localização dos
continentes. Destaque os continentes Americano e Africano. Explore a localização do
continente Africano em relação ao Brasil. Localize o Egito e conte-lhes esta história:
Breve relato da história da civilização egípcia
A civilização egípcia desenvolveu-se no nordeste africano (margens do rio Nilo) nos
anos 3200 a.C. Como a região é formada por um deserto (Saara), o rio Nilo ganhou extrema
importância para os egípcios. O rio era utilizado como via de transporte e, essa civilização
floresceu graças aos abundantes recursos hídricos e terras férteis que fizeram o povo nômade
tornar-se sedentário, ou seja, o homem deixa de ser apenas caçador e coletor de alimento e
passa a ser agricultor. A agricultura e o pastoreio provocaram inúmeras mudanças na vida do
homem que desenvolveu o comércio rudimentar e o sistema de trocas. Para contar eram
usados os dedos, pedras, os nós de uma corda, marcas num osso... E, assim contando objetos
com outros objetos o homem construiu seu conceito de números.
Outras contribuições dos egípcios para a humanidade:
Agricultura
Os egípcios eram grandes conhecedores da Natureza. Desde cedo aprenderam
a cultivar a terra e a entender a polinização das plantas. Com isso desenvolveram
técnicas que lhes permitiram aumentar sua produção de alimentos. Eles foram um
dos primeiros povos a cultivar a uva para a fabricação do vinho, o trigo para fazer pão
e cerveja e tantos outros produtos. Foram grandes consumidores de lentilhas. Outra
grande contribuição foi a domesticação de muitos animais para a produção de carne.
Arquitetura
As grandes pirâmides e os templos construídos pelos egípcios são provas
concretas do seu grande conhecimento matemático, que lhes permitiram
desenvolver técnicas sofisticadas de engenharia. Os egípcios empregavam
maravilhosas e gigantescas colunas, feitas das mais resistentes rochas que garantiram
a majestade das suas obras.
Arte
Todas as pessoas que gostam de arte se surpreendem com a beleza das obras
de arte egípcias. Elas demonstram uma grande sensibilidade e um senso muito
grande sobre o equilíbrio das formas e a simetria, além de desenvolveram vários
tipos de tintas para suas pinturas.
A arte egípcia aliada à arquitetura permitiu aos egípcios desenvolveram uma
linha de móveis para o lar como camas, mesas, cadeiras, assim como fabulosos
tronos para os faraós (reis).
Cerâmica
Assim como os chineses e mesopotâmicos, os egípcios desenvolveram a
cerâmica. Com isso criaram vasos, pratos e outros recipientes para os mais variados
usos.
Comércio
O comércio resultou da prosperidade trazida pela agricultura. E os egípcios
não fugiram à regra e se tornaram excelentes comerciantes, pois produziam mais
comida do que necessitavam, além de muitos papiros, linho, peixes secos e outros
produtos. Eles eram trocados por ouro, prata, incenso e madeira de cedro-do-Líbano.
A maior parte do comércio era feita através de grandes barcos de madeira feitos de
cedro-do-Líbano, que percorriam o rio Nilo.
Joias e bijuterias
A arte egípcia que contava com fabulosos artesões produziu uma grande
variedade de joias e bijuterias, que foram encontradas em tumbas. Os egípcios
aprenderam a lapidar pedras preciosas que eram usadas em joias, ornamentos e
também em estátuas.
Destacamos ainda a arte de fazer móveis de madeira, a dança e a música, o
papel e o surgimento de um dos primeiros tipos de escrita humana.
É importante lembrar que os egípcios foram um dos primeiros povos a
desenvolver perfumes, essências aromáticas, a fabricação de tecidos e a criação de
uma moda própria.
Comissão de Educação para Relações Étnico-Raciais
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5º Ano
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Sugestões de atividades para o trabalho com a Lei 11645/08 (antiga Lei 10639)
que trata da obrigatoriedade da inclusão no Currículo Regular da história e cultura afro-
brasileira e dos povos indígenas.
Apesar de a população negra constituir grande parte da sociedade brasileira,
somente a partir da Lei nº 10.639 de 2003 que tornou obrigatório o ensino da história
da África e dos afro-brasileiros no Ensino Fundamental e Médio, as escolas ampliaram a
reflexão e discussão sobre o papel e a posição do negro em nossa sociedade.
Há necessidade de conscientização acerca das práticas e representações que
configuram o racismo, de apresentar aos alunos a verdadeira história e tradição do
povo negro no Brasil, de maneira íntegra, sem estereótipos que distorcem e não
retratam fielmente a trajetória dos descendentes de africanos, sem mensagens
subliminares que consolidam uma sociedade racista e excludente.
Assim sendo, ao elaborar o trabalho sobre Cultura Negra deve-se pensar em
atividades que possibilitem aproximar os alunos da riqueza cultural afro-brasileira,
aprofundar o estudo das fortes raízes culturais africanas, visando elevar a autoestima
da criança negra e sua percepção e atuação sobre si mesma e seu lugar no mundo.
Desde a mais tenra idade deve-se trabalhar o assunto, privilegiando a questão
da identidade, do respeito à diversidade e da autoaceitação. Toda a comunidade
escolar deve estar inserida no projeto e não apenas os afrodescendentes, de forma em
que fique claro que conhecer as variadas culturas é essencial para despertar na criança
o respeito pelas outras pessoas independentemente da etnia (raça). Para tal, é
fundamental divulgar o lado positivo da história negra, não apenas as questões de
escravidão, miséria e sofrimento, proporcionar situações didáticas centradas em
vivências, ações e reflexões no estímulo à criticidade e na resolução de problemas que
possibilitem aos alunos pensarem na questão de forma ética.
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Orientação:
As atividades aqui propostas deverão ser desenvolvidas no
momento indicado por este informativo ou incluídas no planejamento,
quando o professor considerar oportuno.


Objetivos:
Aprender sobre como era a vida dos negros na África antes da invasão
dos europeus.
Diferenciar a condição de escravo e escravizado.


Estratégias e recursos da aula
Professor, assim que concluir a atividade 10, página 134 e 135, disciplina de
História, do Material Didático, questionar os alunos o que já aprenderam sobre os
povos africanos e como imaginavam que eram suas vidas antes de virem forçados
para o Brasil. Ao ouvir a opinião dos alunos faça a leitura dos textos seguintes:

.

Fomente com os alunos a discussão sobre a diferença de utilizar os termos:
Escravo- refere-se a uma condição de inferioridade e aceitação da situação
como sendo natural. Impedindo a compreensão da escravização como um
processo social.
Escravizado- remete à ideia de situação imposta por outros e que pode ser
modificada. Exemplo: Ao invés de se dizer “descendente de escravo”, optar
por “descendente de africanos que foram escravizados”. Utilize o bom
senso para conversar com seus alunos. Saiba ouvir a opinião de cada um.

Fonte: Coleção Porta Aberta. Editora FTD.
Professor, após estas leituras, questione os alunos se gostariam de comentar o
que mudou na opinião que tinham antes da leitura dos textos. É importante
desassociar a população negra do estigma do escravo, resgatando sua história
milenar.
Sugerimos a leitura do livro seguinte, que pode ser feita em capítulos:
.
Comissão de Educação para Relações Étnico-Raciais
PREFEITURA MUNICIPAL DE INDAIATUBA
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5º Ano – ARTES
1º Bimestre- 2014
Sugestões de atividades para o trabalho com a Lei 11645/08 (antiga Lei 10639)
que trata da obrigatoriedade da inclusão no Currículo Regular da história e cultura afro-
brasileira e dos povos indígenas.
Apesar de a população negra constituir grande parte da sociedade brasileira,
somente a partir da Lei nº 10.639 de 2003 que tornou obrigatório o ensino da história
da África e dos afro-brasileiros no Ensino Fundamental e Médio, as escolas ampliaram a
reflexão e discussão sobre o papel e a posição do negro em nossa sociedade.
Há necessidade de conscientização acerca das práticas e representações que
configuram o racismo, de apresentar aos alunos a verdadeira história e tradição do
povo negro no Brasil, de maneira íntegra, sem estereótipos que distorcem e não
retratam fielmente a trajetória dos descendentes de africanos, sem mensagens
subliminares que consolidam uma sociedade racista e excludente.
Assim sendo, ao elaborar o trabalho sobre Cultura Negra deve-se pensar em atividades
que possibilitem aproximar os alunos da riqueza cultural afro-brasileira, aprofundar o
estudo das fortes raízes culturais africanas, visando elevar a autoestima da criança
negra e sua percepção e atuação sobre si mesma e seu lugar no mundo.
Desde a mais tenra idade deve-se trabalhar o assunto, privilegiando a questão
da identidade, do respeito à diversidade e da autoaceitação. Toda a comunidade
escolar deve estar inserida no projeto e não apenas os afrodescendentes, de forma em
que fique claro que conhecer as variadas culturas é essencial para despertar na criança
o respeito pelas outras pessoas independentemente da etnia (raça). Para tal, é
fundamental divulgar o lado positivo da história negra, não apenas as questões de
escravidão, miséria e sofrimento, proporcionar situações didáticas centradas em
vivências, ações e reflexões no estímulo à criticidade e na resolução de problemas que
possibilitem aos alunos pensarem na questão de forma ética.
Orientação:
As atividades aqui propostas deverão ser desenvolvidas no momento indicado
por este informativo ou incluídas no planejamento, quando o professor considerar
oportuno.
Importante: Professor, introduza o assunto quando a turma já tiver realizado a
atividade 2 da disciplina de Geografia, página 146, do Material Didático.
ESTRATÉGIAS:
1.ª) Iniciar a partir de uma conversa informal sobre o tema. Sugerimos a utilização do
globo terrestre ou se possível a sala de informática, para que os estudantes pesquisem
a localização do continente africano.
2.ª) Professor, coloque um som de música instrumental africana. Existem sons de
Kalimba, Berimbau e Tambores disponíveis na Internet. Dê preferência ao som
instrumental. Sugere-se como pesquisa, o material “Palavra Cantada”.
3.ª) Fazer o levantamento do conhecimento prévio dos alunos utilizando os
questionamentos abaixo. Anotar as respostas dos alunos.
1 - O que vocês (nossas crianças) já ouviram ou estudaram sobre a África?
2 - A África é um:
( ) Município ( ) Estado ( ) País ( X ) Continente ( ) Bairro ( ) Aldeia
3 - O que é etnia?
Grupo de indivíduos que possuem os mesmos fatores culturais, como religião, língua,
roupas, iguais, e não apenas a cor da pele, por exemplo.
4 - Qual é a etnia predominante na África?
Os negros são predominantes no continente africano. É a grande maioria da
população. Mas também é possível encontrar todas as outras etnias naquele
continente. Nele existem imensas populações descendentes de muçulmanos, árabes,
indianos, europeus e asiáticos.
5- Quem nasce na África é:
( ) Nativo ( ) Quilombola ( X ) Africano ( ) Aldeão ( ) Brasileiro
Após retomar as respostas dos alunos, apresente algumas imagens do
Serengeti e do Monte Kilimanjaro, em seguida faça os seguintes questionamentos:
Você já ouviu falar sobre o SERENGETI? Você sabe o que é isso?
Você já ouviu falar no Monte Kilimanjaro?
Ouça o que os alunos têm a dizer e depois complemente com as informações
do texto abaixo:
Serengeti
É uma região geográfica na África Oriental, no norte da Tanzânia e sudoeste do
Quénia. O Parque Nacional de Serengeti (ou Serengueti) é um parque nacional de
grandes dimensões (cerca de 40.000km²) na ecorregião de Serengeti, no norte da
Tanzânia e sudoeste do Quênia, na África Oriental, famoso pelas migrações anuais de
gnus, zebras e gazelas que acontecem de maio a junho.
No Parque vivem mais de 35 espécies de grandes mamíferos como leões, hipopótamos,
elefantes, leopardos, rinocerontes, girafas, antílopes e búfalos. O parque também possui
hienas, chitas, macacos, além de mais de 500 espécies de pássaros.
Serengeti, na linguagem da tribo dos masai, significa "imensas planícies". Essa tribo
vive nas dependências do parque e adjacências e parte do Quênia.
Monte Kilimanjaro
O Monte Kilimanjaro situa-se no norte da Tanzânia, junto à fronteira com o
Quénia. É o ponto mais alto de África, com uma altitude de 5895 m. Este antigo vulcão,
com o topo coberto de neves eternas, ergue-se no meio de uma planície de savana,
oferecendo um espectáculo único. O Monte e as florestas circundantes, com uma área
de 75.353 ha possuem uma fauna rica, incluindo muitas espécies ameaçadas de
extinção e constitutem o Parque Nacional do Kilimanjaro, que foi inscrito pela
UNESCO em 1987 na lista dos locais que são Patrimônio da Humanidade
Vamos conhecer uma canção:
LÁ E CÁ
(Edgar/Diga)
SOU DO BRASIL, MAS MEU PÉ TEM UM GENE DE LÁ
SOU VARONIL, TENHO ÁFRICA NO REQUEBRAR
NO TOCAR DO TAMBOR,... NO FALOR EM NAGÔ
NO AXÉ,... SOU DE FÉ, SOU DE GINGA
TRAZ KALIMBA, SANFONA
MOQUECA E PAMONHA
É CULTURA DE LÁ E CÁ
SOU MEIO DO CONGO E DO GERAIS
SOU ÁFRICA, MANDELA E OS PANTANAIS
BAOBÁ, CAATINGA E OS SERINGAIS
Vamos tentar interpretar o que o compositor quis dizer?!...
Após a interpretação (Roda de Conversa- abordar a nossa ancestralidade), ouvir e coreografar.
Vamos conhecer mais uma canção:
SERENGETI
(Edgar/Diga/2008)
GNÚ,... CERVO E ANTÍLOPE, DEU ZEBRA
FUJAM DO REI LEÃO, QUE ELE É PROBLEMA
GIRAFA E ELEFANTE SÃO GRANDES, NÃO TEM MEDO
MAIS ESTÃO SEMPRE LIGADOS, POIS NÃO TEM SOSSÊGO
CROCODILO DO NILO TEM UM BOCÃO
HIPOPÓPÓPÓPÓPÓ,... TEM "MÓ" POPOZÃO
RINOCERONTE TEM PINTA DE TONELADA
DONA HIENA MAGRELA É SÓ RISADA
TODOS SÃO MUITO BEM VINDOS NO SERENGETI
GRANDE SAVANA AFRICANA QUE É "IN CONTEST"
MUITO CUIDADO AO PISAR NO SERENGETI
SEMPRE TEM BICHO FAMINTO, "QUERENDO CONFETE"
SUBI NO ALTO DA MONTANHA, TIREI UMA FOTO BEM BACANA
FIQUEI ENCANTADO EM VER NEVE NO KILIMANJARO
CONGA,... CONGA, CONGA, CONGA
WAKA,... WAKA, WAKA, WAH
UÊIA,... UÊIA, UÊIA, UÊIA, UÊIA, UÊIA, UÊIA, UÊIA,... ÔH!
Para realização dessa atividade há um vídeo com o exemplo de aula com a música e a
coreografia no Portal da Educação, aba vídeos, categoria material didático.
Comissão de Educação para Relações Étnico-Raciais
PREFEITURA MUNICIPAL DE INDAIATUBA
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
Termo I e Termo II
1º Bimestre- 2014
Sugestões de atividades para o trabalho com a Lei 11645/08 (antiga Lei 10639)
que trata da obrigatoriedade da inclusão no Currículo Regular da história e cultura
afro-brasileira e dos povos indígenas.
Apesar de a população negra constituir grande parte da sociedade brasileira, somente
a partir da Lei nº 10.639 de 2003 que tornou obrigatório o ensino da história da África
e dos afro-brasileiros no Ensino Fundamental e Médio, as escolas ampliaram a reflexão
e discussão sobre o papel e a posição do negro em nossa sociedade.
Há necessidade de conscientização acerca das práticas e representações que
configuram o racismo, de apresentar aos alunos a verdadeira história e tradição do
povo negro no Brasil, de maneira íntegra, sem estereótipos que distorcem e não retra-
tam fielmente a trajetória dos descendentes de africanos, sem mensagens sublimina-
res que consolidam uma sociedade racista e excludente.
Assim sendo, ao elaborar o trabalho sobre Cultura Negra deve-se pensar em atividades
que possibilitem aproximar os alunos da riqueza cultural afro-brasileira, aprofundar o
estudo das fortes raízes culturais africanas, visando elevar a autoestima do estudante
negro e sua percepção e atuação sobre si mesmo e seu lugar no mundo.
Desde a mais tenra idade deve-se trabalhar o assunto, privilegiando a questão
da identidade, do respeito à diversidade e da autoaceitação. Toda a comunidade esco-
lar deve estar inserida no projeto e não apenas os afrodescendentes, de forma em que
fique claro que conhecer as variadas culturas é essencial para despertar no estudante
o respeito pelas outras pessoas independentemente da etnia (raça). Para tal, é funda-
mental divulgar o lado positivo da história negra, não apenas as questões de escravi-
dão, miséria e sofrimento, proporcionar situações didáticas centradas em vivências,
ações e reflexões no estímulo à criticidade e na resolução de problemas que possibili-
tem aos alunos pensarem na questão de forma ética.
Orientação:
As atividades aqui propostas deverão ser desenvolvidas no momento indicado
por este informativo ou incluídas no planejamento, quando o professor considerar
oportuno.
Objetivo:
Aprender sobre a origem da escrita e características do continente africano.
Atividade:
Assim que concluir atividade da página 12 de Língua Portuguesa do volume úni-
co de alfabetização da coleção “É bom aprender” (Termo I) ou finalizar a atividade da
página 13 de Língua Portuguesa do volume multidisciplinar da coleção “É bom apren-
der” (Termo II), realizar uma roda e fazer os seguintes questionamentos para levantar
os conhecimentos prévios dos alunos e ir anotando na lousa as sugestões:
-Vocês imaginam quem inventou o sistema de escrita que conhecemos hoje como al-
fabeto?
-Como acham que esse sistema de escrita se chamava?
-O que sabem sobre esse lugar?
Assim que concluir essa atividade conte aos alunos que fará a leitura de um texto que
vai informar a origem da escrita e alguns fatos sobre esse lugar:
ADINKRA: UM SISTEMA DE ESCRITA FILOSÓFICO, HISTÓRICO E CULTURAL AFRICANO
O Continente Africano é realmente uma caixa de surpresas, principalmente para
nós os brasileiros que, como colonizados pelos europeus, temos um imaginário social
povoado de distorções em relação à África. Por exemplo, ela é um país miserável,
faminto e sem história, onde todos falam a mesma língua, o africano. É lúdica: só
tem danças, cantos, feitiços, animais, florestas e desertos.
Bem senhoras e senhores, meninas e meninos, a África vai além disso! “A distor-
ção da história africana está entre os maiores responsáveis pela perpetuação da i-
magem dos “negros” como tribais, primitivos e atrasados” (NASCIMENTO, 2008, p.
31), vivendo ainda em grande parte, da oralidade.
O que uma grande maioria não sabe é que a África é um continente cheio de sabe-
res e descobertas, revelado hoje como “berço único da humanidade arcaica e mo-
derna (com) [...] redes sociais complexas [...] ao longo de seus quase três milhões de
anos de existência” (MOORE-in LARKIN, 2008, p. 11). Seus povos, até hoje, apesar da
globalização, preservam sabedorias ancestrais contidas em coisas tão simples, que
jamais imaginaríamos estarem ali guardadas, estratégias de sobrevivência e conti-
nuidade filosófica de valores civilizatórios. Sim, isso mesmo: significados e intenções
oriundos de civilizações milenares.
Uma dessas jóias ancestrais é o conjunto ideográfico chamado Adinkra, concebido
pelos Akan, povo da antiga Costa do Ouro, a atual Gana, que espalhou-se pela Costa
do Marfim, Togo e outros países da África Ocidental. Em Twi, língua dos Akan, A-
dinkra “significa literalmente ‘despedida’, ‘gesto de adeus’”(LOPES in LARKIN, 2009).
Cada símbolo, em um número maior que oitenta, carrega um conteúdo não apenas
estético, mas incorpora, preserva e transmite “aspectos da história, filosofia, valores
e normas socioculturais desses povos de Gana”(Nascimento, 2009), que foi incorpo-
rado também pelo povo Ashanti. No Adinkra, o princípio Sankofa tem o significado
de “voltar e apanhar de novo aquilo que ficou pra trás”, ou seja, “voltar às suas raí-
zes e construir sobre elas o desenvolvimento, o progresso e a prosperidade de sua
comunidade em todos os aspectos da realização humana” (Glover apud Larkin,
2008).
Para esses povos os valores comunitários se sobrepõem ao individualismo, visto
que a comunidade é vivenciada como o espírito, a luz-guia do grupo social, local on-
de todos devem caminhar e mergulhar juntos, profundamente e fazer o círculo de
volta. “Qualquer relacionamento é uma dádiva do espírito, requer nossa gratidão e
que estejamos abertos a ouvir a razão pela qual fomos unidos”(SOMÉ, 2003, p.8).
Esses ensinamentos são tácitamente exemplos da descentralização como prática
política africana, em contraste com o centralismo absoluto dos imperialismos atuais,
filhos do Império Romano.
Os Adinkra, formam um tipo de escritura pictográfica impressa e estampada nos
tecidos e também registrados pelos Akan, nas esculturas feitas em objetos como o
Gwa, um tipo de assento, (o banco do rei e símbolo de soberania), o bastão do lin-
guista (símbolo das relações do Estado com os povos) e os djayobwe (contrapeso
para medir quantidades de ouro e sal), figuras esculpidas em ferro e em bronze. Mui-
tas vezes a simbologia é relacionada a provérbios representados por animais. Por
exemplo, dois crocodilos dividindo um estômago (um ligado ao outro formando um
X) aprendem que ao brigar entre si, ambos ficam com fome. No Adinkra representa a
necessidade de unidade, principalmente quando os destinos se confundem que é o
Funtummireku Denkyemmireku, – unidade na diversidade e advertência contra bri-
gas internas quando existe um destino em comum.
Bem, desta forma podemos começar a compreender que antes da escrita árabe ser
introduzida na África através das invasões mulçumanas, vários sistemas de escrita já
existiam. Então, podemos deduzir que os africanos foram os primeiros povos a criar
essa técnica, o que vem a desmentir a idéia de que os povos africanos por serem á-
grafos, ou seja, sem escrita, tiveram como consequência a ausência de história, pois,
viviam apenas da oralidade.
REFERÊNCIAS
NASCIMENTO, Elisa Larkin (Org) A Matriz Africana no Mundo, São Paulo: Selo Negro, 2008.
NASCIMENTO, Elisa Larkin & GÁ, Luis Carlos (Org) Adinkra: Sabedoria em Símbolos Africanos, Rio de
Janiro: Pallas, 2009
SOMÉ, Sobonfu, O Espirito da Intimidade: ensinamentos ancestrais africanos sobre relacionamentos,
São Paulo: Odysseus Editora, 2003
Professor, você pode utilizar o globo terrestre ou outro mapa em que seja possível
visualizar os continentes e explorar a localização da África.
Após encerrar a leitura, apresentar aos alunos os Adinkras e explicar os seus signi-
ficados. A seguir proponha a seguinte dinâmica:
 Solicite que os alunos escolham um colega para formar uma dupla e em segui-
da selecionem um símbolo a partir do seu significado para ofertar ao parceiro
da dupla;
 Não se preocupe com a pronúncia do nome dos símbolos, o mais importante é
seu significado;
 Entregue a eles um cartão de cartolina previamente recortado e peça-lhes que
tentem desenhar do melhor jeito o Adinkra escolhido. Ofereça-lhes caneta, lá-
pis de cor ou giz de cera preto para colori-los;
 Combine que você passará por todas as duplas e farão a leitura do significado
do símbolo, porém deverão ficar atentos para definirem em uma palavra a i-
dentificação do Adinkra;
 Quando terminarem, organize uma roda para que os alunos apresentem o seu
parceiro e compartilhem com o grupo porque escolheu aquele Adinkra e a pa-
lavra para ele;
 Outra sugestão seria a turma escolher um Adinkra para representar a turma.
Exemplo:
De: Natalia para: Marcelo
Owo Foro Adobe (A cobra sobe palmeiras de ráfia): “Escolhi esse adinkra porque meu amigo faz
coisas extraordinárias e tem muita capacidade de liderança”.
Abaixo, disponibilizamos alguns Adinkras e seus significados para realização da
atividade, porém nada impede que pesquisem outros. Inclusive essa pesquisa
pode ser realizada com os alunos na aula de informática.
Nsoromma
Símboliza a Guarda. Um lembrete que o deus é o pai e zela por todos os povos. Criança
do Céu (estrelas).
Nkyi
Símbolo da iniciativa, do dinamismo e da versatilidade.
Nkonsokonson
Ligação símbolo da unidade das relações. Lembra que na unidade encontra-se a força.
Gyen Nyame
Simboliza a supremacia de deus.
Funtunfunefu – DENKYEMFUNEFU
Simboliza a democracia e a unidade. Crocodilos Siameses. O estômago siamês une os
crocodilos, contudo eles lutam pelo alimento excedente. Este símbolo popular lembra
que a guerra e o tribalismo são prejudiciais a tudo que acomplam neles.
Eban
Símbolo do amor e da segurança. A residência ao Akan é um lugar especial. Uma
residência que tenha uma cerca em torno dela é considerada uma residência ideal. A
cerca simbolicamente separa e fixa a família da parte externa. Por causa da segurança e
da proteção que uma cerca tem, o símbolo é associado também com o encontro no
amor.
Nyame nti
Simboliza a fé e a confiança em deus. Pela graça de deus.
Adôbe de owo foro
Serpente que escala a árvore. Simboliza as pessoas que fazem coisas extraordinárias ou
muito difíceis de se realizar
Nyame biribi wo soro
Deus está no céu. Simboliza a esperança.
Dwennimmen
Símbolo da humanidade com a Força. Chifre de Ram.
Denkyem
Simboliza a adaptabilidade. Crocodilo.
Akoben
Simboliza a vigilância. O Chifre da Guerra.
Adinkrahene
Simboliza a liderança, o carisma e a grandiosidade. É o chefe dos símbolos adinkra.
Sankofa
Simboliza a importância de se aprender com o passado. A busca das origens, das raízes
e da ancestralidade.
Aya
Simboliza a samambaia, que representa a superação de quem sofreu adversidades.
Masie Mate
Simboliza a sabedoria e a prudência de se levar em consideração o que outra pessoa
diz.
Bi Do Bi Inka
Simboliza a paz e harmonia. Ninguém deve morder os outros.
Akoma Ntoso
Simboliza a compreensão e o acordo. Corações ligados.
Akoma
Simboliza a paciência e a tolerância. O coração.
Akoko Nan
Simboliza o pé de uma galinha que protege seus filhotes embaixo de sua asa.
Comissão de Educação para Relações Étnico-Raciais

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Africanidade

  • 1.  Reflexão inicial: Será que todas as crianças e famílias estão representadas nos murais e painéis existentes na unidade? E o acervo de filmes e livros? As histórias com personagens negros e indígenas têm destaque no dia a dia?  PREFEITURA DE INDAIATUBA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO Educação Infantil 1º Bimestre- 2014 Sugestões de atividades para o trabalho com a Lei 11645/08 (antiga Lei 10639) que trata da obrigatoriedade da inclusão no Currículo Regular da história e cultura afro- brasileira e dos povos indígenas. Estas sugestões foram elaboradas pela Comissão Municipal de Educação para as Relações Étnico-raciais de Indaiatuba, cujo objetivo é apoiar os profissionais da Educação Infantil a implementar o Art. 7º, inciso V, do documento Diretrizes Curriculares da Educação Infantil. No documento há a indicação de que as propostas pedagógicas devem estar comprometidas com o rompimento de relações de dominação étnico-raciais. Existe a crença de que a discriminação e o preconceito não fazem parte do cotidiano das escolas de Educação Infantil, pré-escola e creche. Porém, pesquisas de pós-graduação que tratam das relações raciais apontam que há muitas situações de discriminação envolvendo crianças, profissionais e familiares. Isto é um alerta de que devemos ampliar nosso olhar para as relações interpessoais que permeiam a comunidade escolar, pois há racismo. Não o vemos ou não queremos ver. E, como sabemos esconder os problemas não nos ajudará a cumprir nossa missão de construir uma sociedade mais justa e solidária formada por cidadãos conscientes de seu papel histórico e de sua identidade pessoal, se não observarmos atentamente ao redor e interferirmos nos acontecimentos. Cada fase da vida apresenta suas especificidades. Cada momento do desenvolvimento infantil é único e requer do adulto uma atenção especial às necessidades que o caracterizam. De zero a seis anos, é importante cuidar dos afetos e das relações da criança com o mundo e consigo mesma. Afeto e relacionamento são dois fatores importantíssimos na construção de uma identidade positiva. Para isso, seguem algumas ideias práticas para auxiliar no trabalho com identidade e autoestima. Reconhecer as diferenças que sabemos existir é um passo fundamental para a promoção da igualdade.
  • 2.  Ação inicial: Pesquisar imagens de crianças e famílias de diversas etnias: brancos, negros, indígenas, etc. Socializar as imagens com as crianças, indagando-as em relação às suas observações acerca das características físicas das pessoas representadas nas imagens; auxiliá-las na compreensão de que a sociedade é formada pela diversidade; e utilizar nos murais e painéis da escola; Selecionar os livros e DVD's que possam ajudar na autoestima e formação de uma identidade positiva da criança. Manter uma rotina de utilização desses materiais na educação para a igualdade racial, evitando o predomínio e/ou exclusividade de filmes e livros de lendas baseadas nas histórias de princesas europeias.  Atividade - Identidade: Proponha um cantinho de beleza. Coloque à disposição das crianças todos os materiais disponíveis para o cuidado dos cabelos. É bastante comum, em salões de beleza, imagens de penteados nas paredes. Portanto, distribua fotos de crianças utilizando penteados variados nesse cantinho. Atenção: como o nosso objetivo é promover a igualdade racial, é indispensável que sejam utilizadas imagens de crianças africanas e indígenas com seus penteados étnicos. Em seguida, na roda de conversa, peça para que as crianças digam qual imagem chamou mais a sua atenção. Solicitar a elas que identifiquem nas imagens cabelos ou penteados parecidos com os seus. É importante que a professora esteja atenta para não deixar que nenhum cabelo seja colocado como superior ou inferior ao outro. É, também, uma ótima oportunidade para a reflexão acerca da expressão “cabelo ruim”. Porque, como sabemos, não existem cabelos ruins ou bons, o que existem são cabelos crespos, lisos, ondulados, cacheados, etc. É importante compartilhar as experiências entre os colegas nos momentos de HTPC’s. Para efetivação das práticas promotoras de igualdade, é imprescindível a socialização dos relatos. Comissão de Educação para Relações Étnico-Raciais
  • 3.  Orientação: As atividades aqui propostas deverão ser desenvolvidas no momento indicado por este informativo ou incluídas no planejamento, quando o professor considerar oportuno.  PREFEITURA MUNICIPAL DE INDAIATUBA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO 1º Ano 1º Bimestre- 2014 Sugestões de atividades para o trabalho com a Lei 11645/08 (antiga Lei 10639) que trata da obrigatoriedade da inclusão no Currículo Regular da história e cultura afro- brasileira e dos povos indígenas. Apesar de a população negra constituir grande parte da sociedade brasileira, somente a partir da Lei nº 10.639 de 2003 que tornou obrigatório o ensino da história da África e dos afro-brasileiros no Ensino Fundamental e Médio, as escolas ampliaram a reflexão e discussão sobre o papel e a posição do negro em nossa sociedade. Há necessidade de conscientização acerca das práticas e representações que configuram o racismo, de apresentar aos alunos a verdadeira história e tradição do povo negro no Brasil, de maneira íntegra, sem estereótipos que distorcem e não retratam fielmente a trajetória dos descendentes de africanos, sem mensagens subliminares que consolidam uma sociedade racista e excludente. Assim sendo, ao elaborar o trabalho sobre Cultura Negra deve-se pensar em atividades que possibilitem aproximar os alunos da riqueza cultural afro-brasileira, aprofundar o estudo das fortes raízes culturais africanas, visando elevar a autoestima da criança negra e sua percepção e atuação sobre si mesma e seu lugar no mundo. Desde a mais tenra idade deve-se trabalhar o assunto, privilegiando a questão da identidade, do respeito à diversidade e da autoaceitação. Toda a comunidade escolar deve estar inserida no projeto e não apenas os afrodescendentes, de forma em que fique claro que conhecer as variadas culturas é essencial para despertar na criança o respeito pelas outras pessoas independentemente da etnia (raça). Para tal, é fundamental divulgar o lado positivo da história negra, não apenas as questões de escravidão, miséria e sofrimento, proporcionar situações didáticas centradas em vivências, ações e reflexões no estímulo à criticidade e na resolução de problemas que possibilitem aos alunos pensarem na questão de forma ética.
  • 4.  Objetivos: Aprender sobre a origem dos afrodescendentes e características do continente africano. Aprender a respeito da diversidade cultural e lúdica dos países africanos através de alguns jogos e brincadeiras populares deste continente.  Atividade: Professor, assim que concluir a atividade nº 1 de Língua Portuguesa, página 14, realizar uma roda de apreciação do autorretrato produzido e discutir com os alunos se eles perceberam que cada criança na sala possui características diferentes na cor da pele, dos olhos, cabelos, formato do nariz e tipo de cabelo. Caso já tenha realizado a atividade retome o trabalho, olhando o desenho que fizeram. Importante: Essa atividade deverá ser utilizada como sondagem para que o professor observe como os alunos estão construindo sua identidade quanto a sua origem étnica. Nesse primeiro momento, questione porque os alunos utilizaram a cor para representar a tonalidade de pele e demais características. Observar ainda como os alunos representam o tipo de cabelo e cor dos mesmos. A partir dessa atividade, perguntar aos alunos se eles sabem por que somos diferentes e anotar as respostas das crianças.
  • 5. Em seguida proponha a leitura do livro “Porque somos de cores diferentes” (acervo PNAIC): Obs.: A leitura deste livro pode ser realizada na finalização da atividade 6, página 133- História Selecionar obras literárias que retratam histórias dos afrodescendentes e indígenas e explorar com a turma a forma como os ilustradores representam a cor da pele desses povos. Fique atento: A generalização do uso do lápis cor de pele como cor eleita para identificar a cor da pele humana, carrega consigo discriminações e reforça nas pessoas o sentimento de superioridade ou inferioridade de uma cor em relação à outra, além de perpetuar mensagens subliminares de menos valia na pessoa que não se identifica com essa representação o que causa problemas de identidade e autoestima. Labirinto (Moçambique)- Mostrar no mapa a localização Professor, para realizar essa brincadeira você pode solicitar a parceria do Professor de Educação Física: Duração: 25 minutos Material: giz Local: quadra ou pátio A brincadeira do Labirinto (Figura 2) é originária de Moçambique e possui uma dinâmica simples e interessante. Para começar é preciso que se faça um desenho do labirinto no chão. (a). Os jogadores iniciam o jogo na primeira extremidade do desenho (b). Para seguir em frente tira-se par ou ímpar repetidas vezes. Toda vez que um jogador ganhar ele segue para a extremidade à frente. O jogador que chegar na última extremidade primeiro, vence a partida. Sugestões de variação: - Ao invés de tirar par ou ímpar para seguir em frente os jogadores poderão utilizar pedras, papel e tesoura. - Pode-se jogar com mais de duas crianças, mas para isso é preciso mudar a disputa de par ou ímpar para adedanha (brincadeira do Stop).
  • 7. PREFEITURA MUNICIPAL DE INDAIATUBA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO 2º Ano 1º Bimestre- 2014 Sugestões de atividades para o trabalho com a Lei 11645/08 (antiga Lei 10639) que trata da obrigatoriedade da inclusão no Currículo Regular da história e cultura afro- brasileira e dos povos indígenas. Apesar de a população negra constituir grande parte da sociedade brasileira, somente a partir da Lei nº 10.639 de 2003 que tornou obrigatório o ensino da história da África e dos afro-brasileiros no Ensino Fundamental e Médio, as escolas ampliaram a reflexão e discussão sobre o papel e a posição do negro em nossa sociedade. Há necessidade de conscientização acerca das práticas e representações que configuram o racismo, de apresentar aos alunos a verdadeira história e tradição do povo negro no Brasil, de maneira íntegra, sem estereótipos que distorcem e não retratam fielmente a trajetória dos descendentes de africanos, sem mensagens subliminares que consolidam uma sociedade racista e excludente. Assim sendo, ao elaborar o trabalho sobre Cultura Negra deve-se pensar em atividades que possibilitem aproximar os alunos da riqueza cultural afro-brasileira, aprofundar o estudo das fortes raízes culturais africanas, visando elevar a autoestima da criança negra e sua percepção e atuação sobre si mesma e seu lugar no mundo. Desde a mais tenra idade deve-se trabalhar o assunto, privilegiando a questão da identidade, do respeito à diversidade e da autoaceitação. Toda a comunidade escolar deve estar inserida no projeto e não apenas os afrodescendentes, de forma em que fique claro que conhecer as variadas culturas é essencial para despertar na criança o respeito pelas outras pessoas independentemente da etnia (raça). Para tal, é fundamental divulgar o lado positivo da história negra, não apenas as questões de escravidão, miséria e sofrimento, proporcionar situações didáticas centradas em vivências, ações e reflexões no estímulo à criticidade e na resolução de problemas que possibilitem aos alunos pensarem na questão de forma ética.
  • 8.  Orientação: As atividades aqui propostas deverão ser desenvolvidas no momento indicado por este informativo ou incluídas no planejamento, quando o professor considerar oportuno.   Objetivos Desmistificar a nomenclatura “cor de pele” do lápis de cor Compreender a diversidade de etnias (raças) na própria família  Professor, 1- No caderno “Meia pauta” ou outro material, pedir ao aluno que faça uma representação de sua família através de desenho. Pode-se aproveitar para que cada aluno crie uma legenda nas linhas ao lado, com nome e parentesco. 2- Neste momento, o (a) professor (a), pode trazer uma reflexão sobre o termo “cor de pele”, que muitas vezes é o vocabulário mais comum para nomear o lápis “bege” bem como o “salmão”, de maneira errônea. 3- Já preparado anteriormente, scanneado para uso na lousa digital, apresentar o livro “Minha família é colorida”, Georgina Martins, Ilustrações de Maria Eugênia, contido no acervo do PNAIC 1º ano, acervo “B”, onde a personagem principal, Ângelo, tem um irmão de cabelos lisos, outro de cabelos encaracolados, uma mãe de pele branca, uma avó que é negra... 4- Professor, você pode trazer reflexões: - Por que todo mundo é diferente? - E como todos fazem parte da mesma família, já que quase ninguém se parece?
  • 9. Caro educador, as perguntas e respostas surgirão de acordo com sua criatividade! Realizar uma Roda de Conversa com os alunos ressaltando os pontos chave do livro e em seguida dar oportunidade aos alunos que quiserem compartilhar a diversidade de etnias (raças) em sua própria família. 5- Lição de casa: Fazer uma nova ilustração observando as características de cada membro da sua família, ressaltando cor dos olhos, pele, altura, cabelos, bem como outras características, semelhantes e diferentes. Pode-se comparar com a ilustração anterior. 6- Socializar com os amigos na aula seguinte, explicando em voz alta os pontos observados. 7- A professora pode também socializar fotos de sua família e fazer sua explanação, como exemplo. 8- Considerar a possibilidade de termos em nosso meio, alunos que são filhos do coração, onde talvez não hajam tantas semelhanças físicas, mas neste caso, o que nos une, é o amor! Sugestão: Expor os desenhos dos alunos num mural, em papel kraft, sob o título: “Minha família é colorida”, e a sua? Comissão de Educação para Relações Étnico-Raciais
  • 10. PREFEITURA MUNICIPAL DE INDAIATUBA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO 3º Ano 1º Bimestre- 2014 Sugestões de atividades para o trabalho com a Lei 11645/08 (antiga Lei 10639) que trata da obrigatoriedade da inclusão no Currículo Regular da história e cultura afro- brasileira e dos povos indígenas. Apesar de a população negra constituir grande parte da sociedade brasileira, somente a partir da Lei nº 10.639 de 2003 que tornou obrigatório o ensino da história da África e dos afro-brasileiros no Ensino Fundamental e Médio, as escolas ampliaram a reflexão e discussão sobre o papel e a posição do negro em nossa sociedade. Há necessidade de conscientização acerca das práticas e representações que configuram o racismo, de apresentar aos alunos a verdadeira história e tradição do povo negro no Brasil, de maneira íntegra, sem estereótipos que distorcem e não retratam fielmente a trajetória dos descendentes de africanos, sem mensagens subliminares que consolidam uma sociedade racista e excludente. Assim sendo, ao elaborar o trabalho sobre Cultura Negra deve-se pensar em atividades que possibilitem aproximar os alunos da riqueza cultural afro-brasileira, aprofundar o estudo das fortes raízes culturais africanas, visando elevar a autoestima da criança negra e sua percepção e atuação sobre si mesma e seu lugar no mundo. Desde a mais tenra idade deve-se trabalhar o assunto, privilegiando a questão da identidade, do respeito à diversidade e da autoaceitação. Toda a comunidade escolar deve estar inserida no projeto e não apenas os afrodescendentes, de forma em que fique claro que conhecer as variadas culturas é essencial para despertar na criança o respeito pelas outras pessoas independentemente da etnia (raça). Para tal, é fundamental divulgar o lado positivo da história negra, não apenas as questões de escravidão, miséria e sofrimento, proporcionar situações didáticas centradas em vivências, ações e reflexões no estímulo à criticidade e na resolução de problemas que possibilitem aos alunos pensarem na questão de forma ética.
  • 11. Orientação: As atividades aqui propostas deverão ser desenvolvidas no momento indicado por este informativo ou incluídas no planejamento, quando o professor considerar oportuno. Objetivos: Ampliar os conhecimentos dos alunos a respeito das contribuições dos povos indígenas referentes aos cuidados com a Natureza e brincadeiras realizadas entre suas crianças. Aprender sobre a diversidade cultural e lúdica dos países africanos através de alguns jogos e brincadeiras populares nesse continente. Atividade: Antes de iniciar a atividade 4, Ciências- Unidade 2, pág. 102, com seus alunos e continuar o assunto extinção, ouça o que eles têm a dizer a respeito disso. Inicie depois, dizendo “Vocês sabiam que...” *Foi com os índios que nós aprendemos o respeito pelos animais e plantas, o costume de tomar banho diariamente, de alimentar-se com frutas e vegetais ingerindo mandioca, canjica, milho nas refeições, construir objetos úteis como canoas, manufaturar redes para descansar, artesanato de cerâmica, a contar histórias misturadas com lendas do Saci, da Iara, da Mula sem cabeça? *O uso de chás e plantas medicinais era exercido pelos curandeiros, os médicos das tribos, e com eles aprendemos a cultivar e cuidar para utilizar também essas ervas e melhorar a nossa saúde, além de despertar nossa consciência para o cuidado e o amor com a Natureza em geral?
  • 12. Em seguida, proponha a leitura do livro “Txopai e Itôhã” contido no acervo do PNAIC 2ºano. Sugerimos que a criatividade do professor seja o foco na leitura e interpretação, após levantamento do conhecimento prévio na Roda de Conversa. http://www.cotacota.com.br/txopai-e-itoha-conforme-a-nova-ortografia-2-ed-2000-pataxo-kanatyo_1154_443953_oferta.ht Brincadeira indígena Brincadeiras com a Peteca- Se possível realizar essa atividade em parceria com o professor de Arte ou Educação Física O nome “peteca” – de origem Tupi e que significa “tapear”, “golpear com as mãos” – é hoje o mais popular entre todos os nomes desse brinquedo tão conhecido no Brasil. Com as palhas do milho é possível trançar diferentes amarras e laços que criam petecas de vários formatos. Pode-se criá-las até com folhas de revista! O professor criativo estará livre para elaborar com os alunos suas próprias petecas ou contar com a ajuda do professor de Arte. Permita que eles joguem para descobrirem o porquê da alegria e liberdade dos índios. http://pibmirim.socioambiental.org/como-vivem/brincadeiras 16/12/13 História “Trilhas das Águas” Professor, antes de iniciar Na trilha das Águas, disciplina de História, página 110, descubra o que seus alunos sabem a respeito da importância da água para o corpo humano, para a saúde e a necessidade dessa substância para as plantas, os animais e o homem. Mostre-lhes a localização geográfica do continente africano em relação ao Brasil, no globo terrestre ou mapas. Diga a eles algumas informações interessantes a respeito da inteligência do povo africano ao observar o oferecimento do rio Nilo no “Vocês sabiam que...” *Foi na África, berço da civilização, que às margens do Rio Nilo, nasceram as primeiras técnicas de irrigação e também de armazenamento de água que o mundo atual conhece?
  • 13. *Existem provas que as terras já eram irrigadas por canais que desviavam as águas do rio Nilo para favorecer a agricultura no antigo Egito? Há VÍDEOS que mostram mais um pouco deste assunto, podem esclarecer seus comentários e chamar a atenção dos alunos: ANTIGO EGITO partes 1 e 2 e África 1- O Reino de Kush www.youtube.com/watch ( Educador, você poderá assistir o vídeo previamente na HAP para aprofundar seus conhecimentos e verificar se interessará a seus alunos). Comissão de Educação para Relações Étnico-Raciais
  • 14. PREFEITURA MUNICIPAL DE INDAIATUBA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO 4º Ano 1º Bimestre- 2014 As sugestões de atividades que seguem são para o trabalho com a Lei 11645/08 (antiga Lei 10639) que trata da obrigatoriedade da inclusão no Currículo Regular da história e cultura africana, afro-brasileira e dos povos indígenas. Apesar de a população negra constituir grande parte da sociedade brasileira, somente a partir da Lei nº 10.639 de 2003 que tornou obrigatório o ensino da história da África e dos afro-brasileiros no Ensino Fundamental e Médio, as escolas ampliaram a reflexão e discussão sobre o papel e a posição do negro em nossa sociedade. Há necessidade de conscientização acerca das práticas e representações que configuram o racismo, de apresentar aos alunos a verdadeira história e tradição do povo negro no Brasil, de maneira íntegra, sem estereótipos que distorcem e não retratam fielmente a trajetória dos descendentes de africanos, sem mensagens subliminares que consolidam uma sociedade racista e excludente. Assim sendo, ao elaborar o trabalho sobre Cultura Negra deve-se pensar em atividades que possibilitem aproximar os alunos da riqueza cultural afro-brasileira, aprofundar o estudo das fortes raízes culturais africanas, visando elevar a autoestima da criança negra e sua percepção e atuação sobre si mesma e seu lugar no mundo. Desde a mais tenra idade deve-se trabalhar o assunto, privilegiando a questão da identidade, do respeito à diversidade e da autoaceitação. Toda a comunidade escolar deve estar inserida no projeto e não apenas os afrodescendentes, de forma em que fique claro que conhecer as variadas culturas é essencial para despertar na criança o respeito pelas outras pessoas independentemente da etnia (raça). Para tal, é fundamental divulgar o lado positivo da história negra, não apenas as questões de escravidão, miséria e sofrimento, proporcionar situações didáticas centradas em vivências, ações e reflexões no estímulo à criticidade e na resolução de problemas que possibilitem aos alunos pensarem na questão de forma ética.
  • 15. Orientação: As atividades aqui propostas deverão ser desenvolvidas no momento indicado por este informativo ou incluídas no planejamento, quando o professor considerar oportuno. Objetivos - Situar diferentes povos e época na qual apareceram os números. - Reconhecer como e porque surgiram os números . Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno - Conhecimentos prévios do sistema de numeração. Professor, assim que concluir a leitura e a exploração do quadro sobre os símbolos de representação dos números, na página 53, na disciplina de Matemática, dar sequência com as duas atividades abaixo: Atividades 1) No texto que acabamos de estudar, aprendemos que o sistema de numeração é de origem egípcia. Sabemos que o Brasil faz parte do Continente Americano e o Egito a qual Continente pertence? Anote as respostas na lousa e depois desenvolva a seguinte proposta: 2) Mostrar aos alunos o globo terrestre para que eles observem a localização dos continentes. Destaque os continentes Americano e Africano. Explore a localização do continente Africano em relação ao Brasil. Localize o Egito e conte-lhes esta história: Breve relato da história da civilização egípcia A civilização egípcia desenvolveu-se no nordeste africano (margens do rio Nilo) nos anos 3200 a.C. Como a região é formada por um deserto (Saara), o rio Nilo ganhou extrema importância para os egípcios. O rio era utilizado como via de transporte e, essa civilização floresceu graças aos abundantes recursos hídricos e terras férteis que fizeram o povo nômade tornar-se sedentário, ou seja, o homem deixa de ser apenas caçador e coletor de alimento e passa a ser agricultor. A agricultura e o pastoreio provocaram inúmeras mudanças na vida do homem que desenvolveu o comércio rudimentar e o sistema de trocas. Para contar eram usados os dedos, pedras, os nós de uma corda, marcas num osso... E, assim contando objetos com outros objetos o homem construiu seu conceito de números.
  • 16. Outras contribuições dos egípcios para a humanidade: Agricultura Os egípcios eram grandes conhecedores da Natureza. Desde cedo aprenderam a cultivar a terra e a entender a polinização das plantas. Com isso desenvolveram técnicas que lhes permitiram aumentar sua produção de alimentos. Eles foram um dos primeiros povos a cultivar a uva para a fabricação do vinho, o trigo para fazer pão e cerveja e tantos outros produtos. Foram grandes consumidores de lentilhas. Outra grande contribuição foi a domesticação de muitos animais para a produção de carne. Arquitetura As grandes pirâmides e os templos construídos pelos egípcios são provas concretas do seu grande conhecimento matemático, que lhes permitiram desenvolver técnicas sofisticadas de engenharia. Os egípcios empregavam maravilhosas e gigantescas colunas, feitas das mais resistentes rochas que garantiram a majestade das suas obras. Arte Todas as pessoas que gostam de arte se surpreendem com a beleza das obras de arte egípcias. Elas demonstram uma grande sensibilidade e um senso muito grande sobre o equilíbrio das formas e a simetria, além de desenvolveram vários tipos de tintas para suas pinturas. A arte egípcia aliada à arquitetura permitiu aos egípcios desenvolveram uma linha de móveis para o lar como camas, mesas, cadeiras, assim como fabulosos tronos para os faraós (reis). Cerâmica Assim como os chineses e mesopotâmicos, os egípcios desenvolveram a cerâmica. Com isso criaram vasos, pratos e outros recipientes para os mais variados usos. Comércio O comércio resultou da prosperidade trazida pela agricultura. E os egípcios não fugiram à regra e se tornaram excelentes comerciantes, pois produziam mais comida do que necessitavam, além de muitos papiros, linho, peixes secos e outros produtos. Eles eram trocados por ouro, prata, incenso e madeira de cedro-do-Líbano. A maior parte do comércio era feita através de grandes barcos de madeira feitos de cedro-do-Líbano, que percorriam o rio Nilo. Joias e bijuterias A arte egípcia que contava com fabulosos artesões produziu uma grande variedade de joias e bijuterias, que foram encontradas em tumbas. Os egípcios aprenderam a lapidar pedras preciosas que eram usadas em joias, ornamentos e também em estátuas.
  • 17. Destacamos ainda a arte de fazer móveis de madeira, a dança e a música, o papel e o surgimento de um dos primeiros tipos de escrita humana. É importante lembrar que os egípcios foram um dos primeiros povos a desenvolver perfumes, essências aromáticas, a fabricação de tecidos e a criação de uma moda própria. Comissão de Educação para Relações Étnico-Raciais
  • 18. PREFEITURA MUNICIPAL DE INDAIATUBA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO 5º Ano 1º Bimestre- 2014 Sugestões de atividades para o trabalho com a Lei 11645/08 (antiga Lei 10639) que trata da obrigatoriedade da inclusão no Currículo Regular da história e cultura afro- brasileira e dos povos indígenas. Apesar de a população negra constituir grande parte da sociedade brasileira, somente a partir da Lei nº 10.639 de 2003 que tornou obrigatório o ensino da história da África e dos afro-brasileiros no Ensino Fundamental e Médio, as escolas ampliaram a reflexão e discussão sobre o papel e a posição do negro em nossa sociedade. Há necessidade de conscientização acerca das práticas e representações que configuram o racismo, de apresentar aos alunos a verdadeira história e tradição do povo negro no Brasil, de maneira íntegra, sem estereótipos que distorcem e não retratam fielmente a trajetória dos descendentes de africanos, sem mensagens subliminares que consolidam uma sociedade racista e excludente. Assim sendo, ao elaborar o trabalho sobre Cultura Negra deve-se pensar em atividades que possibilitem aproximar os alunos da riqueza cultural afro-brasileira, aprofundar o estudo das fortes raízes culturais africanas, visando elevar a autoestima da criança negra e sua percepção e atuação sobre si mesma e seu lugar no mundo. Desde a mais tenra idade deve-se trabalhar o assunto, privilegiando a questão da identidade, do respeito à diversidade e da autoaceitação. Toda a comunidade escolar deve estar inserida no projeto e não apenas os afrodescendentes, de forma em que fique claro que conhecer as variadas culturas é essencial para despertar na criança o respeito pelas outras pessoas independentemente da etnia (raça). Para tal, é fundamental divulgar o lado positivo da história negra, não apenas as questões de escravidão, miséria e sofrimento, proporcionar situações didáticas centradas em vivências, ações e reflexões no estímulo à criticidade e na resolução de problemas que possibilitem aos alunos pensarem na questão de forma ética.
  • 19.  Orientação: As atividades aqui propostas deverão ser desenvolvidas no momento indicado por este informativo ou incluídas no planejamento, quando o professor considerar oportuno.   Objetivos: Aprender sobre como era a vida dos negros na África antes da invasão dos europeus. Diferenciar a condição de escravo e escravizado.   Estratégias e recursos da aula Professor, assim que concluir a atividade 10, página 134 e 135, disciplina de História, do Material Didático, questionar os alunos o que já aprenderam sobre os povos africanos e como imaginavam que eram suas vidas antes de virem forçados para o Brasil. Ao ouvir a opinião dos alunos faça a leitura dos textos seguintes:  .
  • 20.
  • 21.
  • 22.  Fomente com os alunos a discussão sobre a diferença de utilizar os termos: Escravo- refere-se a uma condição de inferioridade e aceitação da situação como sendo natural. Impedindo a compreensão da escravização como um processo social. Escravizado- remete à ideia de situação imposta por outros e que pode ser modificada. Exemplo: Ao invés de se dizer “descendente de escravo”, optar por “descendente de africanos que foram escravizados”. Utilize o bom senso para conversar com seus alunos. Saiba ouvir a opinião de cada um.  Fonte: Coleção Porta Aberta. Editora FTD. Professor, após estas leituras, questione os alunos se gostariam de comentar o que mudou na opinião que tinham antes da leitura dos textos. É importante desassociar a população negra do estigma do escravo, resgatando sua história milenar.
  • 23. Sugerimos a leitura do livro seguinte, que pode ser feita em capítulos: . Comissão de Educação para Relações Étnico-Raciais
  • 24. PREFEITURA MUNICIPAL DE INDAIATUBA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO 5º Ano – ARTES 1º Bimestre- 2014 Sugestões de atividades para o trabalho com a Lei 11645/08 (antiga Lei 10639) que trata da obrigatoriedade da inclusão no Currículo Regular da história e cultura afro- brasileira e dos povos indígenas. Apesar de a população negra constituir grande parte da sociedade brasileira, somente a partir da Lei nº 10.639 de 2003 que tornou obrigatório o ensino da história da África e dos afro-brasileiros no Ensino Fundamental e Médio, as escolas ampliaram a reflexão e discussão sobre o papel e a posição do negro em nossa sociedade. Há necessidade de conscientização acerca das práticas e representações que configuram o racismo, de apresentar aos alunos a verdadeira história e tradição do povo negro no Brasil, de maneira íntegra, sem estereótipos que distorcem e não retratam fielmente a trajetória dos descendentes de africanos, sem mensagens subliminares que consolidam uma sociedade racista e excludente. Assim sendo, ao elaborar o trabalho sobre Cultura Negra deve-se pensar em atividades que possibilitem aproximar os alunos da riqueza cultural afro-brasileira, aprofundar o estudo das fortes raízes culturais africanas, visando elevar a autoestima da criança negra e sua percepção e atuação sobre si mesma e seu lugar no mundo. Desde a mais tenra idade deve-se trabalhar o assunto, privilegiando a questão da identidade, do respeito à diversidade e da autoaceitação. Toda a comunidade escolar deve estar inserida no projeto e não apenas os afrodescendentes, de forma em que fique claro que conhecer as variadas culturas é essencial para despertar na criança o respeito pelas outras pessoas independentemente da etnia (raça). Para tal, é fundamental divulgar o lado positivo da história negra, não apenas as questões de escravidão, miséria e sofrimento, proporcionar situações didáticas centradas em vivências, ações e reflexões no estímulo à criticidade e na resolução de problemas que possibilitem aos alunos pensarem na questão de forma ética. Orientação:
  • 25. As atividades aqui propostas deverão ser desenvolvidas no momento indicado por este informativo ou incluídas no planejamento, quando o professor considerar oportuno. Importante: Professor, introduza o assunto quando a turma já tiver realizado a atividade 2 da disciplina de Geografia, página 146, do Material Didático. ESTRATÉGIAS: 1.ª) Iniciar a partir de uma conversa informal sobre o tema. Sugerimos a utilização do globo terrestre ou se possível a sala de informática, para que os estudantes pesquisem a localização do continente africano. 2.ª) Professor, coloque um som de música instrumental africana. Existem sons de Kalimba, Berimbau e Tambores disponíveis na Internet. Dê preferência ao som instrumental. Sugere-se como pesquisa, o material “Palavra Cantada”. 3.ª) Fazer o levantamento do conhecimento prévio dos alunos utilizando os questionamentos abaixo. Anotar as respostas dos alunos. 1 - O que vocês (nossas crianças) já ouviram ou estudaram sobre a África? 2 - A África é um: ( ) Município ( ) Estado ( ) País ( X ) Continente ( ) Bairro ( ) Aldeia 3 - O que é etnia? Grupo de indivíduos que possuem os mesmos fatores culturais, como religião, língua, roupas, iguais, e não apenas a cor da pele, por exemplo. 4 - Qual é a etnia predominante na África? Os negros são predominantes no continente africano. É a grande maioria da população. Mas também é possível encontrar todas as outras etnias naquele continente. Nele existem imensas populações descendentes de muçulmanos, árabes, indianos, europeus e asiáticos. 5- Quem nasce na África é: ( ) Nativo ( ) Quilombola ( X ) Africano ( ) Aldeão ( ) Brasileiro Após retomar as respostas dos alunos, apresente algumas imagens do Serengeti e do Monte Kilimanjaro, em seguida faça os seguintes questionamentos: Você já ouviu falar sobre o SERENGETI? Você sabe o que é isso? Você já ouviu falar no Monte Kilimanjaro?
  • 26. Ouça o que os alunos têm a dizer e depois complemente com as informações do texto abaixo: Serengeti É uma região geográfica na África Oriental, no norte da Tanzânia e sudoeste do Quénia. O Parque Nacional de Serengeti (ou Serengueti) é um parque nacional de grandes dimensões (cerca de 40.000km²) na ecorregião de Serengeti, no norte da Tanzânia e sudoeste do Quênia, na África Oriental, famoso pelas migrações anuais de gnus, zebras e gazelas que acontecem de maio a junho. No Parque vivem mais de 35 espécies de grandes mamíferos como leões, hipopótamos, elefantes, leopardos, rinocerontes, girafas, antílopes e búfalos. O parque também possui hienas, chitas, macacos, além de mais de 500 espécies de pássaros. Serengeti, na linguagem da tribo dos masai, significa "imensas planícies". Essa tribo vive nas dependências do parque e adjacências e parte do Quênia. Monte Kilimanjaro O Monte Kilimanjaro situa-se no norte da Tanzânia, junto à fronteira com o Quénia. É o ponto mais alto de África, com uma altitude de 5895 m. Este antigo vulcão,
  • 27. com o topo coberto de neves eternas, ergue-se no meio de uma planície de savana, oferecendo um espectáculo único. O Monte e as florestas circundantes, com uma área de 75.353 ha possuem uma fauna rica, incluindo muitas espécies ameaçadas de extinção e constitutem o Parque Nacional do Kilimanjaro, que foi inscrito pela UNESCO em 1987 na lista dos locais que são Patrimônio da Humanidade Vamos conhecer uma canção: LÁ E CÁ (Edgar/Diga) SOU DO BRASIL, MAS MEU PÉ TEM UM GENE DE LÁ SOU VARONIL, TENHO ÁFRICA NO REQUEBRAR NO TOCAR DO TAMBOR,... NO FALOR EM NAGÔ NO AXÉ,... SOU DE FÉ, SOU DE GINGA TRAZ KALIMBA, SANFONA MOQUECA E PAMONHA É CULTURA DE LÁ E CÁ SOU MEIO DO CONGO E DO GERAIS SOU ÁFRICA, MANDELA E OS PANTANAIS BAOBÁ, CAATINGA E OS SERINGAIS Vamos tentar interpretar o que o compositor quis dizer?!... Após a interpretação (Roda de Conversa- abordar a nossa ancestralidade), ouvir e coreografar. Vamos conhecer mais uma canção: SERENGETI (Edgar/Diga/2008) GNÚ,... CERVO E ANTÍLOPE, DEU ZEBRA FUJAM DO REI LEÃO, QUE ELE É PROBLEMA GIRAFA E ELEFANTE SÃO GRANDES, NÃO TEM MEDO MAIS ESTÃO SEMPRE LIGADOS, POIS NÃO TEM SOSSÊGO CROCODILO DO NILO TEM UM BOCÃO HIPOPÓPÓPÓPÓPÓ,... TEM "MÓ" POPOZÃO RINOCERONTE TEM PINTA DE TONELADA DONA HIENA MAGRELA É SÓ RISADA
  • 28. TODOS SÃO MUITO BEM VINDOS NO SERENGETI GRANDE SAVANA AFRICANA QUE É "IN CONTEST" MUITO CUIDADO AO PISAR NO SERENGETI SEMPRE TEM BICHO FAMINTO, "QUERENDO CONFETE" SUBI NO ALTO DA MONTANHA, TIREI UMA FOTO BEM BACANA FIQUEI ENCANTADO EM VER NEVE NO KILIMANJARO CONGA,... CONGA, CONGA, CONGA WAKA,... WAKA, WAKA, WAH UÊIA,... UÊIA, UÊIA, UÊIA, UÊIA, UÊIA, UÊIA, UÊIA,... ÔH! Para realização dessa atividade há um vídeo com o exemplo de aula com a música e a coreografia no Portal da Educação, aba vídeos, categoria material didático. Comissão de Educação para Relações Étnico-Raciais
  • 29. PREFEITURA MUNICIPAL DE INDAIATUBA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO Termo I e Termo II 1º Bimestre- 2014 Sugestões de atividades para o trabalho com a Lei 11645/08 (antiga Lei 10639) que trata da obrigatoriedade da inclusão no Currículo Regular da história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas. Apesar de a população negra constituir grande parte da sociedade brasileira, somente a partir da Lei nº 10.639 de 2003 que tornou obrigatório o ensino da história da África e dos afro-brasileiros no Ensino Fundamental e Médio, as escolas ampliaram a reflexão e discussão sobre o papel e a posição do negro em nossa sociedade. Há necessidade de conscientização acerca das práticas e representações que configuram o racismo, de apresentar aos alunos a verdadeira história e tradição do povo negro no Brasil, de maneira íntegra, sem estereótipos que distorcem e não retra- tam fielmente a trajetória dos descendentes de africanos, sem mensagens sublimina- res que consolidam uma sociedade racista e excludente. Assim sendo, ao elaborar o trabalho sobre Cultura Negra deve-se pensar em atividades que possibilitem aproximar os alunos da riqueza cultural afro-brasileira, aprofundar o estudo das fortes raízes culturais africanas, visando elevar a autoestima do estudante negro e sua percepção e atuação sobre si mesmo e seu lugar no mundo. Desde a mais tenra idade deve-se trabalhar o assunto, privilegiando a questão da identidade, do respeito à diversidade e da autoaceitação. Toda a comunidade esco- lar deve estar inserida no projeto e não apenas os afrodescendentes, de forma em que fique claro que conhecer as variadas culturas é essencial para despertar no estudante o respeito pelas outras pessoas independentemente da etnia (raça). Para tal, é funda- mental divulgar o lado positivo da história negra, não apenas as questões de escravi- dão, miséria e sofrimento, proporcionar situações didáticas centradas em vivências, ações e reflexões no estímulo à criticidade e na resolução de problemas que possibili- tem aos alunos pensarem na questão de forma ética. Orientação: As atividades aqui propostas deverão ser desenvolvidas no momento indicado por este informativo ou incluídas no planejamento, quando o professor considerar oportuno.
  • 30. Objetivo: Aprender sobre a origem da escrita e características do continente africano. Atividade: Assim que concluir atividade da página 12 de Língua Portuguesa do volume úni- co de alfabetização da coleção “É bom aprender” (Termo I) ou finalizar a atividade da página 13 de Língua Portuguesa do volume multidisciplinar da coleção “É bom apren- der” (Termo II), realizar uma roda e fazer os seguintes questionamentos para levantar os conhecimentos prévios dos alunos e ir anotando na lousa as sugestões: -Vocês imaginam quem inventou o sistema de escrita que conhecemos hoje como al- fabeto? -Como acham que esse sistema de escrita se chamava? -O que sabem sobre esse lugar? Assim que concluir essa atividade conte aos alunos que fará a leitura de um texto que vai informar a origem da escrita e alguns fatos sobre esse lugar: ADINKRA: UM SISTEMA DE ESCRITA FILOSÓFICO, HISTÓRICO E CULTURAL AFRICANO O Continente Africano é realmente uma caixa de surpresas, principalmente para nós os brasileiros que, como colonizados pelos europeus, temos um imaginário social povoado de distorções em relação à África. Por exemplo, ela é um país miserável, faminto e sem história, onde todos falam a mesma língua, o africano. É lúdica: só tem danças, cantos, feitiços, animais, florestas e desertos. Bem senhoras e senhores, meninas e meninos, a África vai além disso! “A distor- ção da história africana está entre os maiores responsáveis pela perpetuação da i- magem dos “negros” como tribais, primitivos e atrasados” (NASCIMENTO, 2008, p. 31), vivendo ainda em grande parte, da oralidade. O que uma grande maioria não sabe é que a África é um continente cheio de sabe- res e descobertas, revelado hoje como “berço único da humanidade arcaica e mo- derna (com) [...] redes sociais complexas [...] ao longo de seus quase três milhões de anos de existência” (MOORE-in LARKIN, 2008, p. 11). Seus povos, até hoje, apesar da globalização, preservam sabedorias ancestrais contidas em coisas tão simples, que jamais imaginaríamos estarem ali guardadas, estratégias de sobrevivência e conti- nuidade filosófica de valores civilizatórios. Sim, isso mesmo: significados e intenções oriundos de civilizações milenares. Uma dessas jóias ancestrais é o conjunto ideográfico chamado Adinkra, concebido pelos Akan, povo da antiga Costa do Ouro, a atual Gana, que espalhou-se pela Costa
  • 31. do Marfim, Togo e outros países da África Ocidental. Em Twi, língua dos Akan, A- dinkra “significa literalmente ‘despedida’, ‘gesto de adeus’”(LOPES in LARKIN, 2009). Cada símbolo, em um número maior que oitenta, carrega um conteúdo não apenas estético, mas incorpora, preserva e transmite “aspectos da história, filosofia, valores e normas socioculturais desses povos de Gana”(Nascimento, 2009), que foi incorpo- rado também pelo povo Ashanti. No Adinkra, o princípio Sankofa tem o significado de “voltar e apanhar de novo aquilo que ficou pra trás”, ou seja, “voltar às suas raí- zes e construir sobre elas o desenvolvimento, o progresso e a prosperidade de sua comunidade em todos os aspectos da realização humana” (Glover apud Larkin, 2008). Para esses povos os valores comunitários se sobrepõem ao individualismo, visto que a comunidade é vivenciada como o espírito, a luz-guia do grupo social, local on- de todos devem caminhar e mergulhar juntos, profundamente e fazer o círculo de volta. “Qualquer relacionamento é uma dádiva do espírito, requer nossa gratidão e que estejamos abertos a ouvir a razão pela qual fomos unidos”(SOMÉ, 2003, p.8). Esses ensinamentos são tácitamente exemplos da descentralização como prática política africana, em contraste com o centralismo absoluto dos imperialismos atuais, filhos do Império Romano. Os Adinkra, formam um tipo de escritura pictográfica impressa e estampada nos tecidos e também registrados pelos Akan, nas esculturas feitas em objetos como o Gwa, um tipo de assento, (o banco do rei e símbolo de soberania), o bastão do lin- guista (símbolo das relações do Estado com os povos) e os djayobwe (contrapeso para medir quantidades de ouro e sal), figuras esculpidas em ferro e em bronze. Mui- tas vezes a simbologia é relacionada a provérbios representados por animais. Por exemplo, dois crocodilos dividindo um estômago (um ligado ao outro formando um X) aprendem que ao brigar entre si, ambos ficam com fome. No Adinkra representa a necessidade de unidade, principalmente quando os destinos se confundem que é o Funtummireku Denkyemmireku, – unidade na diversidade e advertência contra bri- gas internas quando existe um destino em comum. Bem, desta forma podemos começar a compreender que antes da escrita árabe ser introduzida na África através das invasões mulçumanas, vários sistemas de escrita já existiam. Então, podemos deduzir que os africanos foram os primeiros povos a criar essa técnica, o que vem a desmentir a idéia de que os povos africanos por serem á- grafos, ou seja, sem escrita, tiveram como consequência a ausência de história, pois, viviam apenas da oralidade. REFERÊNCIAS NASCIMENTO, Elisa Larkin (Org) A Matriz Africana no Mundo, São Paulo: Selo Negro, 2008. NASCIMENTO, Elisa Larkin & GÁ, Luis Carlos (Org) Adinkra: Sabedoria em Símbolos Africanos, Rio de Janiro: Pallas, 2009 SOMÉ, Sobonfu, O Espirito da Intimidade: ensinamentos ancestrais africanos sobre relacionamentos, São Paulo: Odysseus Editora, 2003
  • 32. Professor, você pode utilizar o globo terrestre ou outro mapa em que seja possível visualizar os continentes e explorar a localização da África. Após encerrar a leitura, apresentar aos alunos os Adinkras e explicar os seus signi- ficados. A seguir proponha a seguinte dinâmica:  Solicite que os alunos escolham um colega para formar uma dupla e em segui- da selecionem um símbolo a partir do seu significado para ofertar ao parceiro da dupla;  Não se preocupe com a pronúncia do nome dos símbolos, o mais importante é seu significado;  Entregue a eles um cartão de cartolina previamente recortado e peça-lhes que tentem desenhar do melhor jeito o Adinkra escolhido. Ofereça-lhes caneta, lá- pis de cor ou giz de cera preto para colori-los;  Combine que você passará por todas as duplas e farão a leitura do significado do símbolo, porém deverão ficar atentos para definirem em uma palavra a i- dentificação do Adinkra;  Quando terminarem, organize uma roda para que os alunos apresentem o seu parceiro e compartilhem com o grupo porque escolheu aquele Adinkra e a pa- lavra para ele;  Outra sugestão seria a turma escolher um Adinkra para representar a turma. Exemplo: De: Natalia para: Marcelo Owo Foro Adobe (A cobra sobe palmeiras de ráfia): “Escolhi esse adinkra porque meu amigo faz coisas extraordinárias e tem muita capacidade de liderança”.
  • 33. Abaixo, disponibilizamos alguns Adinkras e seus significados para realização da atividade, porém nada impede que pesquisem outros. Inclusive essa pesquisa pode ser realizada com os alunos na aula de informática. Nsoromma Símboliza a Guarda. Um lembrete que o deus é o pai e zela por todos os povos. Criança do Céu (estrelas). Nkyi Símbolo da iniciativa, do dinamismo e da versatilidade. Nkonsokonson Ligação símbolo da unidade das relações. Lembra que na unidade encontra-se a força.
  • 34. Gyen Nyame Simboliza a supremacia de deus. Funtunfunefu – DENKYEMFUNEFU Simboliza a democracia e a unidade. Crocodilos Siameses. O estômago siamês une os crocodilos, contudo eles lutam pelo alimento excedente. Este símbolo popular lembra que a guerra e o tribalismo são prejudiciais a tudo que acomplam neles. Eban Símbolo do amor e da segurança. A residência ao Akan é um lugar especial. Uma residência que tenha uma cerca em torno dela é considerada uma residência ideal. A cerca simbolicamente separa e fixa a família da parte externa. Por causa da segurança e da proteção que uma cerca tem, o símbolo é associado também com o encontro no amor.
  • 35. Nyame nti Simboliza a fé e a confiança em deus. Pela graça de deus. Adôbe de owo foro Serpente que escala a árvore. Simboliza as pessoas que fazem coisas extraordinárias ou muito difíceis de se realizar Nyame biribi wo soro Deus está no céu. Simboliza a esperança.
  • 36. Dwennimmen Símbolo da humanidade com a Força. Chifre de Ram. Denkyem Simboliza a adaptabilidade. Crocodilo. Akoben Simboliza a vigilância. O Chifre da Guerra.
  • 37. Adinkrahene Simboliza a liderança, o carisma e a grandiosidade. É o chefe dos símbolos adinkra. Sankofa Simboliza a importância de se aprender com o passado. A busca das origens, das raízes e da ancestralidade. Aya Simboliza a samambaia, que representa a superação de quem sofreu adversidades.
  • 38. Masie Mate Simboliza a sabedoria e a prudência de se levar em consideração o que outra pessoa diz. Bi Do Bi Inka Simboliza a paz e harmonia. Ninguém deve morder os outros. Akoma Ntoso Simboliza a compreensão e o acordo. Corações ligados. Akoma Simboliza a paciência e a tolerância. O coração.
  • 39. Akoko Nan Simboliza o pé de uma galinha que protege seus filhotes embaixo de sua asa. Comissão de Educação para Relações Étnico-Raciais