Fundamentos da teoria do consumidor1

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O presente slide descreve os fundamentos básicos da teoria do consumidor.

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Fundamentos da teoria do consumidor1

  1. 1. FUNDAMENTOS DA TEORIA DO CONSUMIDOR PROF. RICARDO SCALABRIN TONIETO
  2. 2. DO QUE TRATA A TEORIA DO CONSUMIDOR? A Teoria do Consumidor tem sua atenção voltada ao estudo da investigação do comportamento do consumidor.  Sua preocupação está em estabelecer os conceitos que mostram como o consumidor escolhe as quantidades dos produtos que deseja consumir. 
  3. 3. OBJETIVO DA TEORIA DO CONSUMIDOR  * Determinar a curva de demanda do consumidor.
  4. 4. O CONSUMIDOR * O consumidor escolhe as quantidades dos produtos que deseja consumir, considerando que:  * seus recursos são limitados;  * possui preferências;  * faz comparações e é racional 
  5. 5. PREFERÊNCIAS DO CONSUMIDOR  O consumidor estabelece suas preferências diante de uma grande variedade de produtos e serviços a sua disposição.
  6. 6. EXEMPLO 1 Ingressos Tipo do Carnê Futebol Cinema A 7 2 B 5 5 C 4 4 D 2 7 E 2 5 F 2 4
  7. 7. HIPÓTESES BÁSICAS SOBRE O CONSUMIDOR 1. 2. 3. O consumidor ao se deparar com duas alternativas distintas sempre prefere uma alternativa à outra, ou é indiferente entre elas. Ele é capaz de compará-las estabelecendo uma ordem de preferência. Esta é a hipótese da comparabilidade; Se um consumidor prefere assistir uma partida de futebol a um filme, e se também prefere um filme à uma peça de teatro, então deverá preferir uma partida de futebol a uma peça de teatro. Esta é a hipótese da transitividade; Todo o consumidor preferirá possuir mais do que menos. Supondo que um determinado bem é desejável, e não se preocupando com o custo, o consumidor estará sempre mais desejoso de dispor da maior quantidade deste bem. Essa é a hipótese da racionalidade.
  8. 8. CURVAS DE INDIFERENÇA
  9. 9. GRÁFICO DOS TIPOS DE CARNÊS
  10. 10. MAPA DE INDIFERENÇA
  11. 11. MAPA DE INDIFERENÇA • O Mapa de indiferença é o conjunto de curvas de indiferenças que representa as preferências de um consumidor. Na figura anterior, tem-se que: 𝑈2 > 𝑈1 > 𝑈0 > 𝑈4 > 𝑈3 .
  12. 12. AS CURVAS DE INDIFERENÇA PODEM SE CRUZAR?
  13. 13. TAXA MARGINAL DE SUBSTITUIÇÃO
  14. 14. TAXA MARGINAL DE SUBSTITUIÇÃO • • • • É a quantidade de um bem ou produto que um consumidor desiste em troca de outro; Também é conhecida como TMS; Matematicamente, podemos escrever a definição da TMS como: 𝑇𝑀𝑆 = − 𝞓𝐶 𝞓𝐹
  15. 15. TMS COMO FUNÇÃO CONTÍNUA É o resultado do quociente, precedido pelo sinal negativo, entre os diferenciais dos dois produtos. Assim, a TMS em A de 𝑑𝑞 𝑞1 por 𝑞2 será definida como: TMS = − 2 𝑑𝑞1
  16. 16. PONTOS DA TMS NA CURVA DE INDIFERENÇA
  17. 17. PRODUTOS PERFEITAMENTE SUBSTITUTOS E COMPLEMENTARES
  18. 18. RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA Toda a renda do consumidor é empregada na aquisição de bens desejáveis;  O consumo depende do orçamento disponível do consumidor;  O consumidor está diante de uma restrição: a restrição orçamentária 
  19. 19. RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA    Supondo R a renda de um estudante, C e F a quantidade de ingressos de cinema e partida de futebol, respectivamente, 𝑃 𝐹 o preço do ingresso do futebol e de 𝑃 𝐶 o preço do ingresso do cinema, e que toda a sua renda será gasta com esses ingressos, então pode-se escrever: 𝑷 𝑭 + 𝑷 𝑪 = 𝑹 Admitindo-se que o ingresso de futebol seja R$10,00, o do cinema R$5,00 e uma renda disponível de R$75,00, a equação da restrição orçamentária será 10F + 5C = 75 ou C = 15 - 2F. Atribuindo-se valores parar F é possível calcular os valores de C.
  20. 20. GRÁFICO DA RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA
  21. 21. EFEITO DA REDUÇÃO DE PREÇO NA RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA
  22. 22. EFEITO DO AUMENTO DA RENDA (R$100,00)
  23. 23. ESCOLHA DO CONSUMIDOR – SOLUÇÃO GRÁFICA
  24. 24. FUNÇÃO UTILIDADE   O conceito de utilidade ordinal é o suficiente para o desenvolvimento da teoria que explica como o consumidor decide o que adquirir. A utilidade ordinal é o conceito de utilidade de Hicks, em homenagem a John Hicks, que desempenhou importante papel na formulação da teoria ordinal da utilidade. Pela teoria ordinal, somente necessita-se saber quais produtos geram maiores utilidades. Esse ranqueamento é suficiente para a decisão do consumidor.
  25. 25. FUNÇÃO UTILIDADE
  26. 26. ESCOLHA DO CONSUMIDOR – SOLUÇÃO ANALÍTICA Exemplo: Suponha que a função utilidade seja 𝑈 𝑞1 , 𝑞2 = 𝑞1 , 𝑞2 , onde 𝑞1 significa a quantidade de ingressos para o futebol e 𝑞2 a quantidade de ingressos para o cinema. Você deseja resolver o antigo problema da compra do carnê para a sua diversão nas próximas férias. O preço da entrada do cinema é R$4 e do futebol é R$14. Sua renda de R$56 será toda empregada na compra de ingressos. Que tipo de carnê você irá adquirir?
  27. 27. SOLUÇÃO DO EXEMPLO USANDO O MULTIPLICADOR DE LAGRANGE Obs. O consumidor procura maximizar sua utilidade. Seja o Lagrangeano: 𝐿 𝑞1 , 𝑞2 , 𝞴 = 𝑈 𝑞1 , 𝑞2 + 𝞴 𝑅 − 𝑞1 𝑝1 , − 𝑝2 𝑞2 Substituindo os valores no Lagrangeano, fica: 𝐿 𝑞1 , 𝑞2 , 𝞴 = 𝑈 𝑞1 , 𝑞2 + 𝞴 56 − 14𝑞1 , − 4𝑞2
  28. 28. SOLUÇÃO DO EXEMPLO USANDO O MULTIPLICADOR DE LAGRANGE Derivando na condição de primeira ordem, fica: 𝟃𝐿 = 𝑞2 − 14𝞴 = 0 𝟃𝑞1 𝟃𝐿 = 𝑞1 − 4𝞴 = 0 𝟃𝑞2 𝟃𝐿 = 56 − 14𝑞1 − 4𝑞2 = 0 𝟃𝞴
  29. 29. SOLUÇÃO DO EXEMPLO USANDO O MULTIPLICADOR DE LAGRANGE Das duas primeiras equações, temos: 𝑞1 4 2 = ⇒ 𝑞2 𝑞2 14 7 Substituindo este resultado na última equação, teremos: 14 × 2 56 − 𝑞2 − 4𝑞2 = 0 ⇒ 56 − 8𝑞2 = 0 ⇒ 𝑞2 = 7 7 𝐼𝑛𝑔𝑟𝑒𝑠𝑠𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝑐𝑖𝑛𝑒𝑚𝑎 Logo: 𝑞1 = 2×7 7 = 2 𝐼𝑛𝑔𝑟𝑒𝑠𝑠𝑜𝑠 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑜 𝑓𝑢𝑡𝑒𝑏𝑜𝑙
  30. 30. TEORIA DA PREFERÊNCIA REVELADA Conhecendo a função-utilidade pode-se definir o mapa de indiferença do consumidor;  Isso é possível por meio do levantamento de suas preferências. Em Microeconomia, este procedimento é conhecido como Teoria da Preferência Revelada.  Conjunto de experimentos que testa a preferência do consumidor. 
  31. 31. HIPÓTESE DA TEORIA DA PREFERÊNCIA REVELADA Assumindo que a renda do consumidor varia e que os preços dos produtos também, é possível investigar o comportamento do consumidor;  Por hipótese dessa teoria, postula-se que o gosto do consumidor não se altera diante das alterações dos preços e de sua renda. 
  32. 32. GRÁFICO DA PREFERÊNCIA REVELADA
  33. 33. GRÁFICO DA PREFERÊNCIA REVELADA
  34. 34. A PREFERÊNCIA É TRANSITIVA? Se p1x1+ p2x2≥p1y1+ p2y2, dizemos que (x1, x2) é diretamente revelada como preferida a( y1, y2).  Se X é diretamente revelada como preferida a Y, e Y é diretamente revelada como preferida a Z(etc.), dizemos que X é indiretamente revelada como preferida a Z. 
  35. 35. A PREFERÊNCIA É TRANSITIVA? Até agora partimos de preferências para descrever o comportamento de escolha.  Preferência revelada sugere o inverso: partir de comportamento de escolha e descrever preferências   .
  36. 36. BIBLIOGRAFIA  BAÍDYA, Tara Keshar Nanda. Introdução a Microeconomia. Departamento de Engenharia Industrial. Pontifícia Universidade Católica – RJ. Atlas, 1999.

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