Aula 6 monopólio

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Aula 6 monopólio

  1. 1. MONOPÓLIO Mankiw – Cap. 15
  2. 2. Monopólio • Se você tem um computador pessoal, ele provavelmente utiliza alguma versão do Windows, o sistema operacional vendido pela Microsoft Corporation. • Quando a Microsoft projetou a primeira versão do Windows, há muitos anos pediu e recebeu do governo um copyright, que da a Microsoft direito exclusivo de produzir e vender cópias do sistema operacional Windows. • Dizemos que a Microsoft detém o monopólio do mercado de Windows.
  3. 3. Mercado competitivo x Monopólio • As decisões empresariais da Microsoft não são bem descritas pelo modelo de comportamento da empresa que desenvolvemos no capítulo anterior. • Um monopólio como o da Microsoft não tem concorrentes próximos e, assim, pode influenciar o preço de mercado de seu produto. • Enquanto uma empresa competitiva é uma tomadora de preços, uma empresa monopolista é uma formadora de preços.
  4. 4. Mercado competitivo x Monopólio • Uma empresa competitiva toma o preço de seu produto como dado pelo mercado e então determina a quantidade que ofertará de maneira que o preço seja igual ao custo marginal. • Já o preço cobrado por um monopólio excede o custo marginal. • O custo marginal do Windows – o custo adicional em que a Microsoft incorreria ao gravar em um CD uma cópia adicional do programa – é de apenas alguns dólares. O preço de mercado do Windows é muitas vezes superior ao seu custo marginal.
  5. 5. Monopólio • Talvez não seja surpreendente que os monopólios cobrem preços elevados por seus produtos. Os clientes dos monopólios parecem não ter outra escolha a não ser pagar o preço que o monopólio esteja cobrando. • No entanto, se é esse o caso, por que uma cópia do Windows não custa $ 500? Ou $ 5 mil? As pessoas comprariam menos computadores, passariam para outros sistemas operacionais ou fariam cópias ilegais. • Embora os monopólios possam controlar o preço de seus produtos, seus lucros não são ilimitados.
  6. 6. Monopólio • Ao examinarmos as decisões de produção e determinação de preços dos monopólios, consideraremos também as implicações do monopólio para a sociedade como um todo. • As empresas monopolistas, assim como as competitivas, têm por objetivo maximizar o lucro, mas esse objetivo tem ramificações muito diferentes para as empresas competitivas e as monopolistas. • Como as empresas monopolistas não estão sujeitas ao freio da competição, o resultado em um mercado em que haja monopólio nem sempre atende aos melhores interesses da sociedade.
  7. 7. Monopólio • Princípio 7 da economia: “Às vezes os governos podem melhorar os resultados dos mercados” • A análise feita neste capitulo esclarecerá esse princípio. Ao examinarmos os problemas que os monopólios criam para a sociedade, também discutiremos as diversas maneiras pelas quais os formuladores de políticas do governo podem reagir a esses problemas.
  8. 8. Monopólio • Uma empresa é um monopólio se é a única vendedora de seu produto e se seu produto não tem substitutos próximos. • A causa fundamental dos monopólios está nas barreiras à entrada. • Um monopólio se mantem como o único vendedor de seu mercado porque as outras empresas não podem entrar no mercado e competir com ela. As barreiras à entrada, por sua vez, têm três origens principais:
  9. 9. Origens das barreiras à entrada • Um recurso-chave é exclusivo de uma única empresa. • O governo concede a uma única empresa o direito exclusivo de produzir um determinado bem ou serviço. • Os custos de produção tornam um produtor mais eficiente do que um grande número de produtores. • Vamos discutir rapidamente cada uma dessas fontes.
  10. 10. Recursos monopolistas • A maneira mais simples pela qual um monopólio pode surgir é uma única empresa ser proprietária de um recurso-chave. • Embora a propriedade exclusiva de um recurso-chave seja uma causa potencial de monopólio, os monopólios raramente surgem por esse motivo na prática. • As economias atuais são grandes e os recursos têm muitos proprietários. Como muitos bens são negociados internacionalmente, o alcance de seus mercados é mundial.
  11. 11. Monopólios criados pelo governo • Em muitos casos, os monopólios surgem porque o governo concede a uma só pessoa ou empresa o direito de vender algum bem ou serviço. • Às vezes, o monopólio decorre da influência política de quem quer ser monopolista. • As leis de patentes e direitos autorais são dois exemplos importantes de como o governo cria um monopólio para atender ao interesse público. • Patentes e direitos autorais trazem benefícios e custos.
  12. 12. Monopólios naturais • Uma indústria é um monopólio natural quando uma só empresa consegue ofertar um bem ou serviço a um mercado inteiro a um custo menor do que duas ou mais empresas. • Um monopólio natural surge quando há economias de escala para toda a faixa relevante de produção. Um número maior de empresas leva a uma menor produção por empresa e a um custo total médio mais elevado. • Exemplo: distribuição de água.
  13. 13. Como os monopólios tomam decisões de produção e determinação de preço • Agora que sabemos como surgem os monopólios, podemos examinar como uma empresa monopolista decide quanto produzir e que preço cobrar pelo seu produto. • Essa análise de comportamento é o ponto de partida para avaliar se os monopólios são desejáveis e que políticas o governo pode adotar nos mercados monopolistas.
  14. 14. Monopólio e competição • A principal diferença entre uma empresa competitiva e um monopolista é a capacidade que este tem de influenciar o preço do produto. • Uma maneira de enxergar essa diferença entre uma empresa competitiva e um monopolista é examinar a curva de demanda que cada uma delas enfrenta. • Como uma empresa competitiva é tomadora de preço, vende qualquer quantidade ao preço que maximiza o lucro, portanto a curva é horizontal. Como o monopolista é o único produtor, representa todo o mercado, sua curva de demanda é descendente.
  15. 15. Curvas de demanda para empresas competitivas e monopolistas
  16. 16. A receita de um monopólio • Exemplo: cidade com um único produtor de água. • Escala de demanda: quanto maior a quantidade menor o preço. • Receita total = P × Q • Receita média = Preço • Receita marginal < Preço
  17. 17. Receita de um monopólio
  18. 18. Receita dos monopólios • A receita marginal dos monopólios é muito diferente da receita marginal das empresas competitivas. Quando um monopolista aumenta a quantidade vendida afeta de duas formas a receita total (P × Q): • O efeito quantidade: é vendida uma quantidade maior, de modo que Q é maior. • O efeito preço: o preço cai, de modo que P é menor. • Não existe o efeito preço para as empresas competitivas. O monopolista, por sua vez quando aumenta a produção em uma unidade, precisa reduzir o preço, e essa redução diminui a receita das unidades que já tinha vendido.
  19. 19. As curvas de demanda e de receita marginal para um monopólio
  20. 20. Maximização de lucros • Assim como em empresas competitivas, a quantidade produzida que maximiza o lucro do monopolista é determinada pela interseção da curva de receita marginal com a curva de custo marginal. • Depois de verificada a quantidade que maximiza o lucro, a curva de demanda definirá o preço do produto a essa quantidade. • Para empresas competitivas: P = RMg = CMg • Para monopolistas: P > RMg = CMg
  21. 21. Maximização de lucros
  22. 22. O lucro dos monopolistas •É calculado da mesma forma que nas empresas competitivas. Lucro = RT – CT • Multiplicando e dividindo o lado direito por Q: Lucro = (RT/Q – CT/Q) × Q • Portanto: Lucro = (P – CTM) × Q
  23. 23. O lucro dos monopolistas
  24. 24. O custo do monopólio em relação ao bem-estar • O monopólio é uma boa maneira de organizar um mercado? • Os monopolistas cobram preços superiores ao custo marginal. • Do ponto de vista dos consumidores, esse preço elevado é indesejável. • Do ponto de vista dos produtores esse preço faz com que o monopólio seja atraente. • E sob o ponto de vista da sociedade como um todo?
  25. 25. O custo do monopólio em relação ao bem-estar • Para respondermos esta questão usamos o conceito de excedente total. • O excedente do consumidor é o quanto ele está disposto a pagar por um bem menos o quanto ele realmente paga. • O excedente do produtor é a quantia que os produtores recebem menos seus custos de produção. • O excedente total é a soma dos excedentes do consumidor e do produtor.
  26. 26. O custo do monopólio em relação ao bem-estar • Em mercados competitivos, o equilíbrio é natural, mas também desejável. A mão invisível do mercado leva a uma alocação de recursos que torna o excedente total o maior possível. • Como um monopólio leva a uma alocação de recursos diferente da que ocorreria em um mercado competitivo, o resultado deve, de alguma maneira, falhar na maximização do bem-estar econômico social.
  27. 27. O Peso Morto • Começaremos analisando o que a empresa monopolista faria se fosse administrada por um planejador social benevolente, que não se preocupa apenas com o lucro, mas também com os benefícios recebidos pelos consumidores. • A figura a seguir analisa o nível de produção que o planejador escolheria. • A quantidade socialmente eficiente se encontra no ponto em que a curva de demanda e a curva de custo marginal se cruzam.
  28. 28. O Peso Morto • O monopolista decide produzir e vender a quantidade em que as curvas de receita marginal e custo marginal se cruzam; • O planejador social cobraria um preço igual ao custo marginal. • Como mostra a figura a seguir, o monopolista produz menos que a quantidade socialmente eficiente. • O peso morto representa a perda de excedente total decorrente da formação de preço monopolista.
  29. 29. A ineficiência do monopólio
  30. 30. O lucro do monopólio: um custo social? • Segundo a análise econômica do monopólio, o lucro da empresa não é por si só necessariamente um problema para a sociedade. • O bem-estar da sociedade inclui o bem-estar dos consumidores e dos produtores. O preço monopolista reduz a o excedente do consumidor, mas aumenta o do produtor. Assim, o excedente total permanece igual. • O problema surge porque a empresa produz e vende uma quantidade inferior ao nível que maximiza o excedente total. O peso morto mede o quanto o bolo econômico se reduziu como resultado disso.
  31. 31. Política pública quanto aos monopólios • Os formuladores de políticas do governo podem reagir ao problema dos monopólios de quatro maneiras: • Tentando tornar as indústrias monopolizadas mais competitivas; • Regulamentando o comportamento dos monopólios; • Transformando alguns monopólios privados em empresas públicas; • Não fazendo nada.
  32. 32. Aumento da competição com as leis antitruste • Se a Coca-Cola e a Pepsi quiserem se fundir, a transação será minuciosamente analisada pelo governo antes de ser realizada. Se for prejudicada a concorrência e a formação de um monopólio, as empresas serão impedidas de se fundir. • As leis antitruste têm por objetivo limitar o poder dos monopólios, empresas. •A legislação benefícios. proibindo antitruste fusões tem e tanto desmembrando custos quanto
  33. 33. Regulamentação • Essa solução é comum no caso dos monopólios naturais, como os das empresas de água e energia elétrica. • Essas empresas não podem cobrar os preços que desejam. • Em vez disso, há agências regulamentam seus preços. governamentais • Exemplo no Brasil: Agências reguladoras. que
  34. 34. Propriedade Pública • Em vez de regulamentar um monopólio natural administrado por uma empresa privada, o próprio governo pode administrar o monopólio • Exemplos: • Correios; • Empresas de energia elétrica de água; • Os economistas costumam preferir a propriedade privada à propriedade pública dos monopólios naturais.
  35. 35. Não fazer nada • Alguns economistas acreditam que em muitos casos o melhor é o governo não tentar remediar as ineficiências da determinação de preços monopolista. • “O grau de falha de mercado da economia norte- americana é muito menor que o de falha política decorrente das imperfeições das políticas econômicas encontradas nos sistemas políticos reais”. • Determinar o papel apropriado do governo na economia requer tantos julgamentos políticos quanto julgamentos econômicos.
  36. 36. Discriminação de Preços • Discriminação de preços é a prática comercial de vender o mesmo bem por diferentes preços a diferentes clientes. • Por que as empresas monopolistas às vezes discriminam os preços? • Por causa do peso morto gerado pelos preços mais altos. • A empresa cobra de cada cliente o que ele está disposto a pagar.
  37. 37. Discriminação de preços

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