Resumão de língua portuguesa 2º ano

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Essa é uma coletânea de textos e links que, acredito, contribuirá com aqueles que preparam-se para o Enem, ou algum outro concurso. Estão presentes todas as referências, dando assim o devido mérito aos autores, e inúmeros endereços que poderão ajudar os interessados.

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Resumão de língua portuguesa 2º ano

  1. 1. RESUMÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA – 2º ANO (Org.) Prof. Ewerton Rezer Gindri
  2. 2. Prezados alunos. Compreendo o Ensino Médio como um momento de grandes descobertas, sejam elas intelectuais ou emocionais. Penso que essas descobertas possuem momentos diferentes em nossas vidas e que às vezes acabamos negligenciando situações extremamente relevantes, como o tempo que passamos em sala de aula, por não sabermos separá-las adequadamente. Também é verdade que no cotidiano do estudo temos que ler, reler, anotar e sistematizar o conhecimento, de forma que possamos atender não somente nossa curiosidade, como também as expectativas das bancas avaliadoras que enfrentaremos. Por isso fiz uma coletânea de textos e links que julgo merecedora de vossa atenção, já que resume os tópicos de nossa ementa, bem como possibilita viagens mais ambiciosas. Um forte abraço. Tangará da Serra, 2014. Prof. Ewerton Rezer Gindri
  3. 3. GRAMÁTICA CLASSES GRAMATICAIS Palavra variável é a palavra que altera sua forma para indicar um acidente gramatical. Palavra invariável é a palavra de forma fixa. 1- SUBSTANTIVO É a classe gramatical de palavras variáveis as quais denominam os seres. Ex.: giz, Madalena, lousa, mesa, demônio, escola, menino. Classificação dos Substantivos: 1- Comuns : aplicam-se a todos os seres de uma espécie. Ex.: mesa, país, homem, árvore, livro, cidade. Próprios : aplicam-se a um único ser de toda espécie. Ex.: Benedito, Brasil, Rex. 2- Concretos : nomeiam seres de existência real ou que a imaginação dá como tal. Ex.: caneta, Deus, fada, porta. Abstratos : nomeiam estados, qualidades, ações, sentimentos. Ex.: viagem, visita, ódio, amor. 3- Primitivos : não tem origem em outra palavra portuguesa. Ex.: mar, céu, cinza, terra. Derivados : têm origem em outra palavra portuguesa. Ex.: marujo, cinzeiro, terreno, bondade. 4- Simples : são formados de um só radical. Ex.: tempo, sol, mármore, terreiro. Compostos : são formados de mais de um radical. Ex.: couve-flor, girassol, fidalgo, pé-de- moleque. 5- Coletivos : nomeiam agrupamentos de seres da mesma espécie. NOTA – O coletivos é um substantivo singular, mas com ideia de plural. Flexões do Substantivo: 1. Gênero: Masculino - Feminino 2. Número: Singular - Plural 3. Grau: Aumentativo - Diminutivo 2- ARTIGO É a classe gramatical de palavras que acompanham os substantivos, determinando-os. Classificação dos Artigos: 1- Definidos : o, a, os, as – determinam os substantivos de maneira precisa: Vi o rapaz. Comprei a motocicleta. 2- Indefinidos : um, uma, uns, umas – determinam os substantivo de maneira vaga: Comprei um livro. Ofereci-lhe um carro.
  4. 4. 3- ADJETIVO É a classe gramatical de palavras que exprimem qualidade, defeito, origem, estado do ser. Classificação dos Adjetivos: 1- Explicativo : exprimem qualidade própria do ser. Restritivo : exprimem qualidade que não é própria do ser. 2- Primitivo : não vem de outra palavra portuguesa. Derivado : tem origem em outra palavra portuguesa. 3- Simples : formado de um só radical. Composto: formado de mais de um radical. Locução Adjetiva: É toda expressão formada de uma preposição mais um substantivo, equivalente a um adjetivo. Ex.: Homens com aptidão (aptos) Pé de chumbo (plúmbeo) Bandeira da Irlanda (Irlandesa) Rapazinho com sossego (sossegado) Gênero dos Adjetivos: 1- Biformes: tem duas formas, sendo uma para o masculino e outra para o feminino. Ex.: mau – má. 2- Uniformes: têm uma só forma tanto para o masculino quanto para o feminino. Ex.: cruel, feliz. Graus dos Adjetivos: Grau dos Adjetivos
  5. 5. 4- NUMERAIS Classificação dos Numerais: 1- Cardinais: indicam contagem, medida. Ex.: um, dois, três. 2- Ordinais: indicam a ordem do ser numa série dada. Ex.: primeiro, segundo. 3- Fracionários: indicam a divisão dos seres. Ex.: meio, terço. 4- Multiplicativos: indicam a multiplicação dos seres. Ex.: dobro, triplo. 5- PRONOME É a classe de palavras que substituem o nome ou a ele se referem. Pronomes Substantivos e Pronomes Adjetivos: 1- Pronome Substantivo: é o pronome que substitui o nome. Ex.: Ele não o viu ontem. 2- Pronome Adjetivo: é o pronome que acompanha o nome, juntando-lhe uma característica. Ex.: Aquele rapaz não viu sua prima. Classificação dos Pronomes: 1- Pronomes Pessoais: a) Retos: exercem a função de sujeito. (eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas) b) Oblíquos: exercem a função de complementos. (me, te, se...) c) Tratamento: são expressões usadas no tratamento cerimonioso ou de respeito. (Vossa Senhoria, Vossa Santidade...). 2- Pronomes Possessivos: Número/Pessoas Singular 1ª Meu (s), minha (s) 2ª Teu (s), tua (s) 3ª Seu (s), sua (s) Plural 1ª Nosso (s), nossa(s) 2ª Vosso (s), vossa (s) 3ª Seu (s), sua (s) 3- Pronomes Demonstrativos: Este (s), esta (s), isto, Esse (s), essa (s), isso, Aquele (s), aquela (s), aquilo, Mesmo (s), mesma (s), Próprio (s), própria (s), Semelhante (s), Tal, tais, O, a, os, as (= aquilo, isto, isso, aquele (s), aquela (s)).
  6. 6. 4- Pronomes Indefinidos: Algum , alguns, alguma (s), alguém, algo, muito (s), muita (s), nenhum, nenhuns, ninguém, nada, qualquer, quaisquer, todo (s), toda (s), tudo, cada, um, uns, uma (s), outro (s), outra (s), outrem. 5- Pronomes Relativos: Que, quem, quanto (s), quanta (s), o qual, os quais, a qual, as quais, cujo, cuja, cujos, cujas, onde, etc.. 6- Pronomes Interrogativos: Segundo alguns gramáticos, os pronomes interrogativos são algumas formas de pronomes indefinidos empregados nas interrogações diretas ou indireta. 6- ADVÉRBIO É a classe de palavras invariáveis que indicam circunstâncias diversas. O advérbio, dependendo da circunstância que indica. Classificação do Advérbio: 1- de lugar: perto, longe, aqui, ali, lá... 2- de tempo: ainda, jamais, nunca, sempre... 3- de modo: bem, mal, assim, calmamente, e quase todas palavras terminadas em mente. 4- de intensidade: muito, pouco, intensamente... 5- de negação: não, nem (=não)... 6- de afirmação: sim, certamente... 7- de dúvida: talvez, quiçá, porventura... Advérbios Interrogativos: São advérbios interrogativos que estabelecem uma interrogação e se classificam como: 1- de lugar: onde, donde, aonde. 2- de causa: por que. 3- de modo: como. 4- de tempo: quando. 5- de intensidade: quanto. Locução Adverbial: É toda expressão que corresponde a um advérbio, desde que formada demais de uma palavra. Ex.: de repente, com certeza, por aqui. Tanto a locução adverbial como o advérbio modificam o verbo, o adjetivo e outro adverbio. Ex.: não vivemos (verbo) , muito cedo (advérbio). 7- PREPOSIÇÃO É a classe de palavras invariáveis que ligam duas palavras, subordinando a segunda à primeira. Classificação das Preposições:
  7. 7. 1- essenciais: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás. 2- acidentais: conforme, segundo, consoante, como, afora, mediante, durante. Locução Prepositiva: É a expressão equivalente a uma preposição, formada também por um grupo de palavras. Ex.: a respeito de, perto de, para com. Combinação: É a união da preposição a com os artigos o, os, sem que haja alteração de forma. Ex.: a + o = ao a + os = aos Contração: É a união da preposição com outra palavra, havendo alteração da forma. Ex.: em + a = na de + aquela = daquela per + o = pelo 8- INTERJEIÇÃO É a classe gramatical de palavras invariáveis que exprimem um estado emotivo. Dependendo do estado emotivo ( espanto, alivio, advertência, alegria, apelo, dor, lástima, aplauso, imitação de um som ou ruído, saudação, desaprovação, desejo, indignação, desculpa, pena, etc.), as interjeições são classificadas. O estado emotivo expresso pela interjeição é determinado pela entonação com que é pronunciada. Essa entonação especial é indicada pelo ponto de exclamação. Ex.: ih! (lástima ou perda) , eh! (advertência). Locução Interjetiva: É toda expressão que corresponde a uma interjeição. Ex.: Ora bolas! Valha-me Deus! Ai de mim! 9- CONJUNÇÃO É a classe de palavras invariáveis que ligam duas palavras ou orações entre si. Locução Conjuntiva é a expressão equivalente a uma conjunção. Classificação das principais Conjunções e Locuções Conjuntivas: A) Coordenadas: 1- aditivas: e, nem (=e não), mas também, mas ainda, como também, bem como. 2- adversativas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, senão. 3- alternativas: ou ... ou, ora ... ora, já ... já. 4- conclusivas: logo, portanto, por conseguinte, por isso, pois (depois do verbo) 5- explicativas: que, porque, porquanto, pois (antes do verbo) B) Subordinativas: 1- causais: porque, porquanto, visto que, como (= porque), desde que, pois, dado que, já que, uma
  8. 8. vez que, que (= porque), visto como. 2- concessivas: embora, ainda que, se bem que, mesmo que, posto que, por mais que, por menos que, por muito que, por pouco que, apesar de que, conquanto, sem que (= embora não). 3- condicionais: se, caso, contanto que, salvo se, a não ser que, a menos que, desde que, sem que (= senão). 4- conformativas: como, conforme, segundo, consoante. 5- comparativas: como, do que, quanto, qual, que nem, tal e qual, que. 6- consecutivas: que, sem que, de forma que, de jeito que. 7- finais: para que, a fim de que, que (= para que), porque (= para que). 8- temporais: quando, enquanto, antes que, depois que, logo que, assim que, agora que, mal, apenas, até que, desde que, sempre que. 9- proporcionais: à medida que, à proporção que, quanto mais, quanto menos. 10- VERBO É a classe de palavras variáveis em pessoa, número, tempo, modo e voz, que indicam ação (correr), estado (ficar), fenômeno (chover), fato (nascer). Flexões Verbais: 1- Pessoa: varia a forma verbal para indicar a pessoa gramatical a que se refere: 1ª pessoa: orador (que fala) 2ª pessoa: interlocutor (com quem se fala) 3ª pessoa: assunto (de que se fala) 2- Número: varia a forma verbal para indicar o número de sujeitos a que se refere: Singular: refere-se a um único sujeito. Plural: refere-se a mais de um sujeito. 3- Tempo: Presente: indica a ação que acontece durante o momento em que se fala. Pretérito: indica a ação que acontece antes de se falar. Futuro: indica a ação que vai acontecer depois de se falar. 4- Modo: Indicativo: indica uma realidade Subjuntivo: indica uma dúvida, uma possibilidade. Imperativo: indica uma ordem, um pedido, um conselho, um desejo, uma súplica. Além dos três modos verbais, existem as três formas nominais: 1- infinitivo: passa o substantivo. Ex.: andar = o andar. 2- gerúndio: passa a substantivo. Ex.: formando = o formando. 3- particípio: passa a substantivo ou adjetivo. Ex.: realizado = trabalho realizado. 5- Voz: indica se o sujeito pratica ou recebe ação. Há três vozes verbais: 1- voz ativa: o sujeito pratica a ação (agente). 2- voz passiva: o sujeito sofre a ação ( paciente )
  9. 9. 3- voz reflexiva: o sujeito pratica e recebe a ação. (Fonte: http://ideiasdouradas.blogspot.com.br/2012/02/resumo-das-classes-de-palavras.html) MORFOSSINTAXE Frase, Oração e Período Síntese de Termos da Oração Temos essenciais Sujeito É o termo da oração do qual se declara alguma coisa. Exemplo: No céu, um sol claro anuncia o verão. Características do Sujeito: I. Pode ser identificado através da pergunta "quem é que"... (ou "que é que"...), feitaantes do verbo da oração Que(m) é que + verbo? __ Resposta=sujeito II. É substituível por ele(s), ela(s) III. O verbo concorda com o sujeito. Classificação do sujeito: I. Simples: tem um único núcleo. Exemplo: O velho navio aproximava-se do cais. II. Composto: tem dois ou mais núcleos Exemplo: As ruas e as praças estão vazias.
  10. 10. III. Oculto, elíptico ou desinencial: o sujeito pode ser identificado pela desinência do verbo ou pelo contexto em que aparece. Exemplo: Voltarás para casa (sujeito: tu) IV. Indeterminado: Quando não é possível determinar o sujeito. Com verbos na 3ª pessoa do plural sem referência a elemento anterior. Exemplo: Atualmente, espalham muitos boatos. Com verbo na 3ª pessoa do singular + se (em orações que não admitem a voz passiva analítica) Exemplo: Precisou-se de novos professores. Orações sem sujeito: I. Verbo haver significando existir, acontecer e indicando tempo passado. Exemplos: Aqui já houve grandes festas. Amanhã faz dez anos que ele partiu. II. Verbo ser indicando tempo, horas, datas e distâncias. Exemplo: Agora são cinco e doze da tarde. III. Verbos indicativos de fenômenos da natureza. Exemplo: Ontem à tarde, ventou muito aqui. Predicativo É tudo que se diz do sujeito. (Retirando o sujeito, o que fica na oração é o Predicado.) Predicado verbal: Apresenta verbos sem ligação. Apresenta predicativo (só do sujeito). O núcleo é predicativo. Exemplo: Eles estavam furiosos. Predicado verbo-nominal: Apresenta verbo significativo Apresenta predicativo (do sujeito ou de objeto) Dois núcleos: o verbo e o predicativo. Exemplos: Eles invadiram furiosos a loja. Todos consideram ruim o filme. Verbo significativo Expressa uma ação, ou um acontecimento. Exemplo: "O sol nasce pra todos, todo dia de manhã..." (Humbeto Gessinger) "Enquanto a vida vai e vem, você procura achar alguém.." (Renato Russo)
  11. 11. Temos relacionados ao verbo I. Objeto direto: a) Funciona como destinatário/receptor do processo verbal. b) Completa o sentido do verbo transitivo direto c) Pode ser trocado por o, as, os, as. d) A oração admite voz passiva. Exemplo: Muitas pessoas viram o acidente II. Objeto indireto: a) Funciona como destinatário/receptor do processo verbal. b) Completa o sentido do verbo transitivo direto. c) Apresenta-se sempre com preposição d) A oração não admite voz passiva. Exemplo: Todos discordam de você. III. Agente da passiva: a) Pratica a ação verbal na voz passiva. b) Corresponde ao sujeito da voz ativa. c) Iniciado por preposição: por, pelo ou de. Exemplo: O deputado foi vaiado pelos sem terra. IV. Adjunto adverbial: a) Acrescenta ao verbo cirscunstâncias de tempo, lugar, modo, dúvida, causa, intensidade. Termos Relacionados a nomes I. Adjunto adnominal: a) Determina, qualifica ou caracteriza o nome a que se refere. b) Pode se referir a qualquer termo da oração (sujeito, objeto, etc.) Exemplo: As três árvores pequenas secaram. II. Predicativo: a) Exprime uma característica/qualidade atribuída ao sujeito ou ao objeto. b) Liga-se ao sujeito ou ao objeto através de verbo de ligação (claro ou subtendido) Exemplo: Toda a cidade estava silenciosa. Elegeram José representante de turma. III. Complemento nominal:
  12. 12. a) Completa o sentido de nomes (substantivos abstratos, advérbios) de sentido incompleto. b) Sempre com repetição. Exemplo: Ninguém ficou preocupado com ele. IV. Aposto: a) Detalha, caracteriza melhor, explica ou resume o nome a que se refere. Exemplo: O Flamengo, time carioca, ganhou ontem. V. Vocativo: a) Usado para "chamar" o ser com quem se fala. b) Na escrita, vem sempre isolado por vírgula(s) Exemplo: Era a primeira vez, meu amigo, que eu a encontrava. Principais diferenças entre complemento nominal e adjunto adnominal O complemento nominal é sempre iniciado por uma preposição e o adjunto adnominal às vezes inicia-se por preposição. Por esse motivo, se houver dúvida, você pode usar os seguintes critérios diferenciadores: Adjunto adnominal Complemento nominal I. Só se refere a substantivos (concretos e abstratos). II. Quando o nome se refere, exprime uma ação; a adjunto adnominal é o agente dessa ação. III. Pode em certas frases indicar posse. I. Pode se referir a substantivos abstratos,adjetivos e a advérbio. II. Quando o nome a que se refere exprime uma ação, o complemento nominal é o paciente (alvo) dessa ação. III. Nunca indica posse. Exemplos: I. Ele comprou alguns livros de literatura O termo destacado (de literatura) refere-se ao nome livros, que é um substantivo concreto. Observando o primeiro critério do quadro, conclui-se que de literatura só pode seradjunto adnominal, uma vez que o complemento nominal só se refere a substantivos abstratos, nunca a concreto. II. Seu amigo está descontente com nossa atitude. Observe que com nossa atitude refere-se a descontente, que é um adjetivo. Portanto, o tempo com nossa amizade só pode ser complemento nominal, uma vez que o adjunto adnominal nunca se refere a adjetivo. III. A ofensa do torcedor irritou o juiz. Nesse exemplo, a ofensa, é uma ação e o torcedor é o agente da ação. Portanto pelo segundo critério do quadro, do torcedor é adjunto adnominal. Você poderia chegar a essa conclusão usando também o terceiro critério do quadro (do torcedor exprime posse).
  13. 13. (Fonte:http://www.algosobre.com.br/gramatica/sintese-de-termos-da-oracao.html) Veja também: http://www.portugues.com.br/ http://www.blogdogramaticando.com/ http://www.normaculta.com.br/
  14. 14. ROMANTISMO Características  Reação ao racionalismo classicista, o Romantismo marcou a história da literatura do final do século 18 a meados do século 19.  Literatura de tendências mais subjetivas, que buscava expressar, de maneira espontânea, as emoções individuais e coletivas.  Recuperação do medievalismo, do exotismo e do irracionalismo; liberação do inconsciente; reação contra o cientificismo; rebelião contra as convenções sociais e artísticas; retorno à natureza.  Busca de uma verdade relativa (a verdade do "eu" em oposição à sociedade). A verdade poética se superpõe à verdade científica.  Ênfase na intuição, em detrimento da compreensão racional.  Culto do mistério, do misticismo e do esoterismo.  A exaltação do "eu" conduziu à crença no conhecimento puramente intuitivo e subjetivo da realidade; e no culto à rebeldia individual, cuja expressão máxima seria a personalidade satânica (cujo modelo é o poeta inglês Lord Gegorge G. Byron). O herói romântico é um tipo ideal, marcado pela fatalidade, e hipersensibilidade, além de, às vezes, demonstrar tendências patológicas.  A história do movimento romântico europeu parte de uma contradição básica: os seus participantes proclamaram sempre o nacionalismo - mas a evolução desse processo conduziu o Romantismo a ser o movimento literário mais internacional até então existente. Um internacionalismo que se revestiu de características divergentes, do ponto de vista estético ou ideológico. Romantismo no Brasil • O período romântico se esboça no Brasil em meados do decênio de 1830, mas só se firma na década seguinte. 1850 e 1860 são seus momentos principais, enquanto o decênio de 1870 vê as suas últimas manifestações e o surgimento de correntes
  15. 15. literárias novas. • Principais características: desejo exaltado de exprimir as peculiaridades do país e os aspectos mais individuais da vida afetiva. Ou seja: nativismo e afetividade – pitoresco e confidência –nacionalismo intenso e vibração emocional - indianismo (muitas vezes exacerbado). • O desejo de exprimir a realidade física e social do país levou à descrição sentimental da natureza, ao interesse pela história e pelos costumes sociais. Principais escritores  José Gonçalves de Magalhães, autor de, entre outros, Suspiros poéticos e saudades (1836), obra medíocre, mas considerada o marco inicial do Romantismo brasileiro. - Gonçalves Dias: primeiro romântico de vulto. Foi quem estabeleceu as cadências, o temário e as posições de espírito da tradição romântica brasileira: melancolia desalentada, fusão do sentimento na paisagem, indianismo.  Joaquim Manuel de Macedo: verdadeiro iniciador do romance brasileiro (com A Moreninha, de 1844). Compôs a fórmula do romance de costumes.  Álvares de Azevedo: talvez o mais dotado dos poetas românticos brasileiros, produziu poesia de grande acuidade crítica, compondo, inclusive, sátiras ao Romantismo. Era, ao mesmo tempo, sentimental e humorístico, piegas e satânico.  Casimiro de Abreu: mestre dos poetas menores, que expressavam sentimentos fáceis numa linguagem fácil, de modo que a dor acabasse uma convenção amena e os impulsos da fantasia nunca desmanchassem o respeito das normas sociais.  Sousândrade (Joaquim de Sousa Andrade): para alguns críticos, um dos poetas mais originais do Romantismo, revelando instigante lirismo reflexivo. Para outros, como José Guilherme Merquior, Sousândrade é um exemplo de "preciosismo pernóstico" e seu verso tem uma "empostação empolada".  Manuel Antônio de Almeida: original e dotado de humor. Seu romance Memórias de um sargento de milícias é o mais despojado e resistente do período romântico. Tinha o gosto pelo documento vivo e pelos meios sociais do Rio de Janeiro. Memórias de um sargento de milícias, de estilo seco e irônico, marcou a posição extrema do anti-sentimentalismo no período romântico.  José de Alencar: fundador do romance indianista com O Guarani, obra de mensagem facilmente inteligível, cujas características seriam levadas ao ponto máximo com Iracema. Acertou nos romances que refletiam os problemas humanos na vida urbana, como Lucíola e Senhora. Também fecundou o romance regional, com obras menores como O Gaúcho e O Sertanejo.  Fagundes Varela: poeta seguidor e, ao mesmo tempo, sintetizador dos predecessores. Composta em versos melodiosos, sua obra-prima é "Cântico do Calvário".  Bernardo Guimarães: sua obra-prima é O Seminarista, em que fundiu a preocupação social ao amor pelas regiões agrestes (e que introduz, na ficção romântica, um toque naturalista).
  16. 16.  Castro Alves: a magia de seus versos vem da riqueza e da raridade das metáforas, bem como do movimento nervoso da composição. Poeta de traços oratórios, dedicou-se também aos temais sociais, sobretudo o abolicionismo.  Já vinculados, em certos aspectos, ao Naturalismo e ao Realismo, merecem atenção, ainda, o romance Inocência, de Alfredo d'Escragnole Taunay, e o regionalismo de Franklin Távora (O Cabeleira e Lourenço). O Romantismo consolidou a literatura no Brasil e a transformou em peça mestra da construção de uma consciência nacional. (Fonte: http://vestibular.uol.com.br/revisao-de-disciplinas/literatura/romantismo.jhtm) Veja também: https://www.youtube.com/watch?v=WyWDLN1IPNA O Romantismo em Portugal Características Em Portugal, é reflexo dos dois acontecimentos que marcaram e mudaram a face da Europa na segunda metade do século XVIII: a Revolução Francesa e a Revolução Industrial, responsáveis pela abolição da monarquias aristocratas e pela introdução da burguesia que então, dominara a vida política, econômica e social da época. A luta pelo trono em Portugal, se dá com veemência, gerando conturbação e desordem interna na nação. Com isso, Almeida Garrett acaba por exilar-se na Inglaterra, onde entra em contato com a Obra de Lord Byron e Scott. Ao mesmo tempo, por estar presenciando o Romantismo inglês, envolve-se com o teatro de William Shakespeare. Em 1825, Garrett publica a narrativa Camões, inspirando-se na epopéia Os Lusíadas. A narrativa deste autor, é uma biografia sentimental de Camões. Este poema é considerado introdutor do Romantismo em Portugal, por apresentar características que viriam se firmar no espírito romântico: versos decassílabos brancos, vocabulário, subjetivismo, nostalgia, melancolia, e a grande combinação dos gêneros literários. O primeiro momento do Romantismo Como toda tendência nova, o Romantismo não veio implantar-se totalmente nos primeiros momentos em Portugal. Inicialmente, buscava-se gradativamente, apagar os modelos clássicos que ainda permeavam o meio sócio-econômico. Os escritores dessa época, eram românticos em espírito, ideal e ação política e literária, mas ainda clássicos em muitos aspectos. Almeida Garrett Almeida Garrett, cultivou a oratória parlamentar, o pensamento pedagógico e doutrinário, o jornalismo, a poesia, a prosa de ficção e o teatro, o qual entrou em contato com o de Shakespeare quando em exílio na Inglaterra. Teve uma vida sentimental bastante atribulada em que se sobressai o seu romance adúltero com a viscondessa da Luz, a qual inspirou seus melhores poemas. Na poesia, assimilou os moldes clássicos e morreu sem tornar-se romântico autêntico, pois carecia do egocentrismo tão almejado pelos românticos, deixando sua fantasia no teatro e na prosa de ficção. Escreveu Camões (1825), Dona Branca (1826), Folhas Caídas (1853), Viagens na minha terra (1846), dentre outras.
  17. 17. Alexandre Herculano Herculano, exilou-se na Inglaterra e na França, criando polêmica com o clero, por participar da lutas liberais. Junto com Garrett, foi um intelectual que atuou bastante nos programas de reformas da vida portuguesa. Na ficção de Alexandre Herculano, prevalece o caráter histórico dos enredos, voltados para a Idade Média, enfocando as origens de Portugal como nação. Além disso, ocorrem muitos temas de caráter religioso. Quanto à sua obra não-ficcional, os críticos consideram que renovou a historiografia, uma vez que se baseia não mais em ações individuais, mas no conflito de classes sociais para explicar a dinâmica da história. Sua obras principais são: A harpa do crente (1838), Eurico, o presbítero (1844), dentre outras. Castilho Castilho, tem como principal papel traduzir poetas clássicos. Sua passagem pelo Romantismo é discreta, mesmo que tenha sido o provocador da Questão Coimbrã. A história de Castilho é a dum grande mal-entendido: graças à cegueira, que lhe dava um falso brilho de gênio à Milton, mais do que à sua poesia, alcançou injustamente ser venerado como mestre pelos românticos menores. Não obstante válida historicamente, sua poesia caiu em compreensível esquecimento. O sugundo momento do Romantismo Neste momento, desfazem-se os enlaces arcádicos que ainda envolviam os escritores da época. Aqui, notamos com plena facilidade o domínio da estética e da ideologia romântica. Os escritores tomam atitudes extremas, transformando-se em românticos descabelados, caindo fatalmente no exagero, tendenciando temas soturnos e fúnebres, tudo expresso numa linguagem fácil e comunicativa. Soares de Passos Soares de Passos constitui a encarnação perfeita do "mal-do-século". Vivendo na própria carne os devaneios de que se nutria a fértil imaginação de tuberculoso, sua vida e sua obra espelham claramente o prazer romântico do escapismo das responsabilidades sociais da época, acabando por cair em extremo pessimismo, um incrível desalento derrotista Obra: Poesias (1855) Camilo Castelo Branco Casou-se com uma jovem de 15 anos, a quem abandonou com uma filha; em seguida raptou outra moça, sua prima, e com ela passou a viver. Acusado de bigamia, foi preso. Sua primeira esposa morreu e, logo em seguida, a filha. Abandonou a prima e viveu amores passageiros com outra jovem e com uma freira. Uma crise religiosa levou-o a ingressar num seminário, do qual desistiu. Conheceu Ana Plácido, senhora casada que seria o grande amor de sua vida. Ocorre sua primeira tentativa de suicidar-se, diante da impossibilidade de viver com ela. Mas, finalmente passaram a viver juntos o que lhes custou um processo por adultério. Ambos foram presos. Na prisão, Camilo escreveu Amor de Perdição. Absolvidos e morto o marido de Ana, se casaram. Alguns anos depois da morte de Ana, Camilo, vencido pela cegueira, acaba por suicidar-se. Suas obras principais: Amor de salvação (1864), A queda dum anjo (1866), dentre outras.
  18. 18. O terceiro Momento do Romantismo Acontece aqui, um tardio florescimento literário que corresponde ao terceiro momento do Romantismo, em fusão dos remanescentes do Ultra-Romantismo. Esse período é marcado pela presença de poetas, como João de Deus, Tomás Ribeiro, Bulhão Pato, Xavier de Novais, Pinheiro Chagas e Júlio Dinis, que purificam até o extremo as características românticas. Tomás Ribeiro mistura a influência de Castilho e de Victor Hugo, o que explica o caráter entre passadista e progressista da sua poesia. Bulhão Pato começa ultra-romântico e evolui, através duma sátira às vezes cortante, para atitudes realistas e parnasianas. Faustino Xavier de Novais dirigiu uma folha literária. Satirizou o Ultra-Romantismo. Manuel Pinheiro Chagas cultivou a poesia de Castilho, que motivou a Questão Coimbrã; a historiografia e a crítica literária. João de Deus João de Deus foi apenas poesia. Lírico de incomum vibração interior, pôs-se à margem da falsa notoriedade e dos ruídos da vida literária e manteve-se fiel até o fim a um desígnio estético e humano que lhe transcendia a vontade e a vaidade. Contemplativo por excelência, sua poesia é a dum "exilado" na terra a mirar coisas vagas e por vezes a se deixar estimular concretamente. Júlio Dinis Os poemas de Júlio Dinis armam-se sobre uma tese moral e teleológica, na medida em que pressupõem uma melhoria, embora remota, para a espécie humana, frontalmente contrária à desesperação e ao amoralismo cético dos ultra-românticos, numa linguagem coerente, lírica e de imediata comunicabilidade. Conduz suas histórias, sempre a um epílogo feliz, não considerando a heroína como "mulher demônio", mas sim como "mulher anjo". Sua principal obra: As pupilas do senhor reitor Conclusão Compreendemos que o Romantismo, não passou de uma forma de repudiar as regras que contornavam e preenchiam o campo literário da época que, juntamente com a ideologia vigente, traziam um enorme descontentamento. Este momento em que a literatura presenciava, talvez fosse, o marco principal para a definitiva liberdade de expressão do pensamento, que viria se firma, tardiamente com o Modernismo. Por: Corolina Lisboa (Fonte: http://www.coladaweb.com/literatura/romantismo-em-portugal)
  19. 19. O Realismo Literário no Brasil Comparação entre Realismo e Romantismo
  20. 20. Realismo no Brasil • As raízes do Realismo brasileiro remontam a Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida. • Lentamente, os escritores abandonam o verso condoreiro ou grandiloquente de Castro Alves e o idealismo de José de Alencar, com sua tendência a enaltecer o índio, transformando-o na figura do “bom selvagem” de Rousseau. • Passa a ocorrer uma tentativa de reconhecimento da realidade brasileira, acompanhada da reelaboração da linguagem. • Há uma diversificação das técnicas narrativas, seja na utilização do material regional como base da ficção, seja no estudo de individualidades e seus relacionamentos sociais. • O texto literário ganha autonomia. Não há mais um projeto nacional a lhe determinar o conteúdo ou a forma. O texto passa a ser obra de arte autônoma, cujo objetivo é, antes de tudo, exatamente esse: ser obra literária. Obras e autores  O Ateneu, de Raul Pompeia: o discurso narrativo que compõe o mundo do pequeno Sérgio, levado pelo pai para um colégio interno (Ateneu), instaura, na verdade, um microcosmo que acentua e intensifica a realidade existente fora do colégio. É o primeiro romance a retratar, no Brasil, a adolescência. O autor mescla refinada psicologia e crítica aos valores da sociedade.  Bom-Crioulo, de Adolfo Caminha: com traços naturalistas, o romance critica o castigo corporal, comum na Marinha da época, e faz um estudo do homossexualismo. É uma construção sóbria e precisa.  Dona Guidinha do Poço, de Manuel de Oliveira Paiva: trata-se de uma anotação regional cuidadosa de ambientes e de usos da língua (inclusive das estruturas sintáticas). História trágica baseada em fatos reais. Machado de Assis: Merece atenção especial o caso singular de Machado de Assis. Poeta, crítico, genial como contista e romancista, a obra machadiana estilhaça os esquemas literários da época, aprofunda as experimentações com a linguagem, torna mais complexa a sondagem do drama humano e demonstra preocupação inusitada com os elementos da própria narrativa (tempo, espaço, personagens, etc. se distanciam dos chavões da época). A obra de Machado de Assis pretende, em sua essência, analisar o espírito humano e refletir sobre os valores que não pertencem apenas aos brasileiros, mas são patrimônio de todos os homens. E Machado o faz sem perder de vista a realidade brasileira, antecipando-se aoModernismo e criando um texto ácido, no qual a ironia e a paródia são extremamente refinadas.
  21. 21. O núcleo narrativo machadiano é composto pelos romances:  Memórias póstumas de Brás Cubas (1881): narrada por um defunto, a obra apresenta a vida do anti-herói Brás Cubas. Com alta carga irônica, Machado inova, inclusive, nos recursos gráficos. É um divisor de águas não só na obra machadiana, mas na própria literatura brasileira.  Quincas Borba (1891): narra as desventuras do tolo Rubião, que chega a ser cômico em seu completo despreparo para a vida. Machado também aproveita o romance para fazer críticas irônicas ao darwinismo.  Dom Casmurro (1899): obra de caráter ambíguo, com personagens complexos, a história é contada por um narrador que, gradativamente, vai se revelando pouco confiável, o que só aprofunda ainda mais a insegurança e as dúvidas do leitor. De maneira genial, Machado apresenta os limites e os paradoxos da linguagem por meio da própria linguagem. Machado de Assis fundou a literatura brasileira enquanto entidade autônoma, desvinculada de um projeto nacional, e exatamente por isso madura, aberta ao diálogo com os valores universais da humanidade. (Fonte: http://vestibular.uol.com.br/revisao-de-disciplinas/literatura/realismo.jhtm) Veja também: https://www.youtube.com/watch?v=wIAYknHsveI Quadro comparativo: Realismo X Naturalismo O Realismo em Portugal Realismo português - resumo, contexto histórico, poesia, prosa, autores, dicas e questão comentada Preocupando-se com a verdade dos fatos e a realidade concreta, o Realismo surge como reação ao idealismo e ao subjetivismo românticos. Inicia-se na França, em 1857, com o romance Madame Bovary, de Gustav Flaubert.
  22. 22. Em Portugal, o Realismo começa com a polêmica entre seus partidários e seguidores do Romantismo- a chamada Questão Coimbrã. A discussão envolve António Feliciano de Castilho - que escreve posfácio para o livro Poema da Mocidade, de Pinheiro Chagas - e Antero de Quental - que critica Castilho e defende o ideário realista no opúsculo Bom senso e bom gosto. Poesia Antero de Quental: adotando uma postura oposta ao lirismo ultra-romântico, defende a missão social da poesia e apresenta em sua obra uma busca filosófica da verdade através da própria experiência. Cesário Verde: também se afasta do lirismo tradicional português, sobretudo pelo tratamento que dá a temas como cidade, amor e mulher. Buscando espontaneidade, usa estilo que valoriza a linguagem concreta e o tom coloquial. "Poeta dos sentidos", constrói imagens com muitas cores, formas e sons. Essa visão plástica do mundo antecipa a postura assumida por Fernando Pessoa na pele de seu Heterônimo Alberto Caeiro. Prosa Eça de Queirós: admirador de Gustav Flaubert, Émile Zola e Honoré de Balzac, produz romances marcados pelo uso do determinismo e do impressionismo para construir críticas (à burguesia e ao clero, por exemplo). Dono de um estilo direto e contundente, é hábil na descrição de locais e comportamentos. O pessimismo, o humor e a ironia com que constrói personagens são tipicamente realistas. Com o que ficar atento? Orientado para a análise psicológica da sociedade, o romance realista tem como tema a riqueza e a miséria resultantes do crescimento desordenado dos grandes centros urbanos. Por isso, seus heróis são indivíduos em conflito com o meio em que estão. Como pode cair no vestibular? As transformações sociais ocorridas a partir da segunda metade do século 19 ocasionaram o aparecimento de novas maneiras de pensar e explicar o mundo capitalista. Por isso, as diversas doutrinas surgidas nessa época são tema frequente das questões sobre o Realismo. As provas também costumam perguntar sobre o interesse realista pelo funcionamento e organização da sociedade, o racionalismo, a objetividade e a dinâmica social retratada pelos artistas do período. Como já caiu no vestibular? (Fuvest-SP) Ao criticar O Primo Basílio, Machado de Assis afirmou: "(...) a Luísa é um caráter negativo, e no meio da ação ideada pelo autor, é antes um títere que uma pessoa moral." Títere é um boneco mecânico, acionado por cordéis controlados por um manipulador. Nesse sentido, as personagens que, principalmente, manipulam Luísa, determinando-lhe o modo de agir, são: a) Basílio e Juliana. b) Jorge e Justina. c) Jorge, Conselheiro Acácio e Juliana. d) Basílio, Leopoldina e Conselheiro Acácio. e) Jorge e Leopoldina.
  23. 23. Gabarito Resposta correta: A Comentário: Em sua crítica ao romance de Eça de Queirós, Machado condena uma das principais características da prosa de viés naturalista de Portugal: o determinismo biológico e social. (Fonte: http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/literatura/realismo-portugues-contexto- historico-poesia-prosa-autores-dicas-questao-comentada-598947.shtml) Parnasianismo e simbolismo Duas concepções poéticas diferentes - Nas últimas décadas do século XIX, a literatura brasileira trilhou novos caminhos, abandonando o exagerado sentimentalismo dos românticos. Enquanto na prosa, houve o desenvolvimento do Realismo e do Naturalismo, na poesia presenciamos o surgimento de dois novos movimentos: O Parnasianismo e o Simbolismo. Estilo parnasiano Na França, quando o romance realista - tendo a frente Zola - seguiu para o Naturalismo, seduzido pelo cientificismo da época, a sensibilidade dos poetas, não aceitando bem a imagem do "homem fisiológico", resolveu comprometer-se com o respeito pela arte, pelo ofício e pelo artifício. Um grupo de poetas publicou uma coletânea de versos intitulada Parnaso Contemporâneo, lembrando o nome da montanha da Fócida, Parnaso, consagrada a Apolo e às Musas. Talvez assim pretendessem patentear seu isolamento e sua elevação. Esses poetas e seus seguidores passaram a ser chamados de parnasianos. Características das poesias parnasianas: -Preocupação formal que se revela na busca da palavra exata, caindo muitas vezes no preciosismo; o parnasiano, confiante no poder da linguagem, procura descrever objetivamente a realidade.
  24. 24. -Comparação da poesia com as artes plásticas, sobretudo com a escultura. -Atividade poética encarada como habilidade no manejo dos versos. -Frequentes alusões a elementos da mitologia grega e latina. -Preferência por temas descritivos - cenas históricas, paisagens, objetos, estátuas etc. -Enfoque sensual da mulher, com ênfase na descrição de suas características físicas. Última deusa Foram-se os deuses, foram-se, em verdade; Mas das deusas alguma existe, alguma Que tem teu ar, a tua majestade, Teu porte e aspecto, que és tu mesma, em suma. Ao ver-te com esse andar de divindade, Como cercada de invisível bruma, A gente à crença antiga se acostuma E do Olimpo se lembra com saudade. De lá trouxeste o olhar sereno e garço, O alvo colo onde, em quedas de ouro tinto, Rútilo rola o teu cabelo esparso... Pisas alheia terra... Essa tristeza Que possuis é de estátua que ora extinto Sente o culto da forma e da beleza. (Alberto de Oliveira) A um poeta Longe do estéril turbilhão da rua, Beneditino escreve! No aconchego Do claustro, na paciência e no sossego. Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua! Mas que na forma se disfarce o emprego Do esforço; e a trama viva se construa De tal modo, que a imagem fique nua, Rica mas sóbria, como um templo grego. Não se mostre na fábrica o suplício Do mestre. E natural, o efeito agrade, Sem lembrar os andaimes do edifício: Porque a Beleza, gêmea da Verdade,
  25. 25. Arte pura, inimiga do artifício, É a força e a graça na simplicidade. (Olavo Bilac) Versificação: Soneto14 versos, 4 estrofes, 2 quartetos e 2 tercetos. Versos: decassílabos (10 sílabas poéticas). Rima: ABBA/ BAAB/ CDC/ DCD. Metalinguistíca: Mensagem como tema. Um poeta dedicando o poema ao poeta. Olavo Bilac dedica a sua poesia a um poeta Beneditino - fala sobre a construção e o "sofrimento" do monge Beneditino na composição dos seus poemas. Composição da poesia: racional, construída a partir do trabalho dos artistas que gostam de usar a razão, a técnica, a lógica e buscam sempre a perfeição formal. Simbolismo O movimento simbolista também é de origem francesa e seu marco inicial no Brasil é a publicação, em 1893, de dois livros de Cruz e Sousa: Missal (poemas em prosa) e Broquéis (poesias). Por seu subjetivismo, o Simbolismo apresenta algumas semelhanças com a poesia romântica, porém a grande diferença reside na linguagem bem mais trabalhada dos simbolistas, que procuram obter variados efeitos rítmicos e sonoros. -Preocupação formal que se revela na busca de palavras de grande valor conotativo e ricas em sugestões sensoriais; o simbolista não pretende descrever a realidade, mas sugeri-la. -Comparação da poesia com a música. -A poesia é encarada como forma de evocação de sentimentos e emoções. -Frequentes alusões a elementos evocadores de rituais religiosos (incenso, altares, cânticos, arcanjos, salmos etc.) -Preferência por temas subjetivos, que tratem da morte, destino, de Deus etc. -Enfoque espiritualista da mulher, envolvendo-a num clima de sonho onde predomina o vago, o impreciso e o etéreo. Trechos do poema Antífona de Cruz e Sousa: Ó formas alvas, brancas, formas claras De lugares, de veves, de neblinas!... Ó formas vagas, fluidas, cristalinas... Incensos dos turíbulos das aras... Formas do amor, constelarmente puras, De virgens e santas pavorosas... Brilhos errantes, mádidas frescuras E dolências de lírios e de rosas... Indefiníveis músicas supremas,
  26. 26. Harmonias da cor e do perfume... Horas do ocaso, trêmulas, extremas, Réquim do sol que a dor da luz resume... Visões, salmos e cânticos serenos, Surdinas de órgãos flébeis, soluçantes... Dormências de volúpticos venenos Sutis e suaves, mórbidos, radiantes... Infinitos espíritos dispersos, Inefáveis, edênicos, aéreos, Fecundai o mistério destes versos Com a chamada ideal de todos os mistérios. Do sonho as mais azuis diafaneidades Que fuljam, que na estrofe se levantem E as emoções, todas as castidades Da alma do verso, pelos versos cantem. O poema Antífona de Cruz e Sousa, apresenta a tematização do mistério, sensações, angústia da dor de existir e elevação do espírito. É um poema de cunho e vocabulário religioso como o próprio título - Antífona é um curto versículo recitado ou cantado antes ou depois de um salmo. Palavras como incenso, turíbulos, visões, salmos, cânticos. Como característica marcante do Simbolismo, temos a citação de entidades espirituais na tentativa de evocá-las e assim atingir um plano espiritual mais elevado buscando a afastamento da realidade concreta pois o poema não descreve nenhum objeto ou uma situação de um caso de amor, de cultivarem o subjetivismo posto de lado pelos parnasianos. O poema não apresenta um esquema de rimas fixo, embora tenha predominância nas estrofes o esquema ABAB, característica parnasiana que os simbolistas não apreciavam. Apresenta rimas ricas, pois aparecem diferentes classes gramaticais (Do sonho as mais azuis diafaneidades - adjetivo), (...se levantem - verbo), (castidades - substantivo), (...cantem - verbo) (Fonte: http://elaineruizcederj.blogspot.com.br/2010/10/parnasianismo-e-simbolismo.html) Veja também: https://www.youtube.com/watch?v=gZvktE8Ammg
  27. 27. Mapa Conceitual do Parnasianismo no Brasil (Fonte: http://aidrantybelpie.blogspot.com.br/2013/05/mapa-conceitual-parnasianismo-no- brasil.html) Quadro comparativo
  28. 28. Tipologia Textual pode ser considerado a forma que os acontecimentos serão apresentados em um texto. Há poucas tipologias textuais: narração, descrição, dissertação, explicação e injutivo. Características de cada Tipologia Textual Narração: Tendo como principal material a ação, a progressão temporal é essencial para o desenrolar dos fatos. O tempo predominante é o passado. Advérbios de tempo e lugar também são característicos desse tipo textual. Descrição: Ao contrário da narração, na descrição não há uma sucessão de acontecimentos ou fatos, mas sim a apresentação pura e simples do estado a ser descrito em um determinado momento. Geralmente é comum notar diversos adjetivos, e o uso de frases nominais. Dissertação: Nela o autor defende o seu ponto de vista, utilizando a argumentação. É comum a utilização da persuasão para tentar convencer o leitor. Estrutura: introdução, argumentos e conclusão. Explicação: O objetivo do texto é passar conhecimento para o leitor. Nesse tipo textual, não se faz a defesa de uma ideia. Exemplos de textos explicativos são os encontrados em manuais de instruções. Injutivo: A característica mais forte neste tipo textual é o verbo no imperativo. É utilizada para aconselhar. Um exemplo é o modo de preparo nas receitas. (Fonte:http://aprovadonovestibular.com/tipologia-textual-redacao.html) Também sugiro os seguintes links: https://www.youtube.com/watch?v=P8oY5dwA2u4 https://www.youtube.com/watch?v=IHy0l4L68bk https://www.youtube.com/watch?v=SwJVVBVONPI https://www.youtube.com/watch?v=GO81u3QBo6k

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