Profª Drª
Eliana Almeida de Souza Rezende
Consultora em Gestão Documental e Memória Institucional
a) Relação intrínseca com Planejamento Estratégico com
vistas à racionalidade e transparência administrativa;
b) Garantia de exercício de cidadania;
c) Definida em Legislação Federal nº 8.159/91
d) Cumprimento da Lei de Acesso à Informação ;
a) Garantir que a informação esteja disponível quando e
onde seja necessária a Instituição e aos cidadãos;
b) Propiciar a guarda, o acesso e preservação dos
documentos de caráter permanente;
c) Assegurar a eliminação do que não tenha mais valor
administrativo, fiscal e legal;
d) Normatizar o uso adequado do gerenciamento
eletrônico da informação.
(Gestão Documental, da Informação e do Conhecimento, por Emeide Nóbrega Duarte outros, Estado da Paraíba)
Desafio
Atender às solicitações de forma eficiente e eficaz;
Eliminar gastos desnecessários;
Introduzir a cultura da gestão documental moderna;
Racionalização de recursos humanos, tecnológicos e
financeiros
Plano
Adoção de normas, procedimentos e técnicas de gestão
arquivística documental
Planejamento e introdução de uma informática aplicada
Estabelecer diretrizes, normas e procedimentos com base
na legislação vigente para as atividades que envolvam
Gestão Arquivística de Documentos, articulando e
orientando tecnicamente os setores e departamentos a
como gerenciar seus acervos documentais e disponibilizar a
informação contida nos mesmos
Informação Suporte Documento
Para que tais documentos cumpram sua função: quer social,
administrativa, técnica, cultural, jurídica, artística eles
necessitam estar acessíveis, organizados e preservados
Co-responsabilidade no processo de recuperação da
informação, em benefício da divulgação científica,
tecnológica, cultural e social, bem como do testemunho
jurídico e histórico
ConhecimentoInformação
Conceito polissêmico
Ela é o material de que é feito o
conhecimento, após posicionamento crítico
do indivíduo.
A idéia de que todo esse patrimônio necessita ser cuidado é
pertinente, mas nem por isso se deve partir do pressuposto
de que tudo deva ser conservado, nem tão pouco, de
eliminar
É necessário fazer escolhas conscientes, baseadas em
conhecimento aprofundado, para que os bens mais
significativos possam ser preservados e valorizados
Portanto, a informação é um recurso que não
permite ser tratada com falta de profissionalismo,
ela exige cuidado e conhecimento em seu trato, de
forma a oferecer o máximo enquanto recurso de
fomento à competitividade da organização frente
ao mercado.
Deve ser tratada como absolutamente fundamental
no ambiente institucional e seu gerenciamento
deve corresponder à todas as fases em que se
divide a Gestão Documental, ou seja, da sua
produção até sua destinação e guarda permanente.
O conceito de gestão de documentos, compreende todos os
procedimentos e operações técnicas das fases corrente e
intermediária, isto é, desde a produção até a destinação final.
Adoto este conceito de gestão arquivística dos documentos
para diferenciar de outros sistemas de documentos que
usualmente usam o termo gestão mas que não cumprem com
todas as exigências arquivisticas.
Um exemplo dessa situação ocorre na área de informática
que passou a utilizar o termo gestão de documentos para
alguns procedimentos de recuperação da informação de
material digitalizado, implantação de protocolos
informatizados e/ou para controle do armazenamento, não
incorporando ao mesmo tempo o conceito de original para
produção de documentos, Código de Classificação de
Assuntos, Tabela de Temporalidade Documental, Avaliação e
Destinação.
Uma ferramenta de Gestão Eletrônica de Documentos
(GED) não necessariamente atende a todos requisitos
arquivísticos e jurídicos, se aproximando, na maioria
das vezes, de uma aplicação de gestão de documentos
e não de um sistema de gestão arquivística de
documentos
 A gestão de documentos originou-se a partir da
impossibilidade de se lidar, nos “moldes tradicionais” até
então, com as massas cada vez maiores de documentos
produzidos pelas administrações públicas americanas e
canadenses
 Assim, a partir das soluções apontadas por comissões
governamentais nomeadas para a reforma administrativa dos
Estados Unidos e do Canadá, no final da década de 40 do
século XX, foram estabelecidos princípios de racionalidade
administrativa, a partir da intervenção nas etapas do ciclo
documental, a saber: produção, utilização, conservação e
destinação (incluída a avaliação por TTD) de documentos
(Fonseca, 1998, p.38)
A sua regulamentação no Brasil se deu pela Lei Federal n.º
8.159 de 1991, que a define da seguinte forma:
“Considera-se gestão de documentos o conjunto de
procedimentos e operações técnicas referentes à sua
produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento em
fase corrente e intermediária, visando a sua eliminação ou
recolhimentos para guarda permanente”.
Além disso, no art n° 8 foi reconhecido o conceito de ciclo
vital, importante definição do valor dos documentos e da sua
responsabilidade de guarda, incluindo sua organização,
conservação e condições de acesso e uso
O conceito de gestão de documentos e de ciclo vital, ao
serem incorporados à legislação subsidiaram e possibilitaram
a criação do Código de Classificação e da Tabela de
Temporalidade das atividades-meio da Administração Pública
Federal
Divisão de
Gestão Documental
Tecnologia
da Informação
Área
Jurídica
DIRETORIAS
INSTITUIÇÃO
Comunidade
Setor Público
Empresas
Sociedade
Entidades
GERÊNCIAS
Informação
TECNOLOGIA
ARQUIVAMENTO
E CONSULTA
PRESERVAÇÃO
GESTÃO
ARQUIVÍSTICA
DE DOCUMENTOS
PRODUÇÃO
E TRÂMITE
Arquivo Intermediário
ARQUIVO GERAL
Massa documental:50%
Guarda: média 50 anos
Acesso restrito ao setor de
origem
Avaliação
Transferência
Avaliação
Recolhimento
Arquivo Corrente
SETOR PRODUTOR
Massa documental:100%
Guarda: média 5 anos
Arquivo Permanente
ARQUIVO GERAL
Massa documental:10%
Guarda: permanente
Acesso Público
As atividades de gestão não se restringem a
evitar a produção de documentos
desnecessários e a estabelecer depósitos
intermediários para garantir a organização e
a preservação dos documentos.
A gestão abrange todas as operações referentes à
produção (definição de suportes, estrutura do
documento, incluindo código de classificação e
assunto), à tramitação (protocolo), ao uso
(consulta e empréstimo), à avaliação (aplicação da
tabela de temporalidade e destinação) e ao
arquivamento (guarda e armazenamento)
Os documentos são eficientemente administrados
quando, uma vez necessária sua utilização, a
localização é rápida, sem transtorno ou confusão,
quando são conservados a um custo mínimo de
espaço e/ou manutenção e quando nenhum
documento é guardado por tempo maior ou menor
do que o estabelecido em lei.
Desenvolvimento e pesquisa de tecnologias que propiciem
 Armazenamento;
 Preservação;
 Conservação;
 Disponibilização de informação para usuários internos
e/ou externos.
Todas as tecnologias pensadas de acordo com Requisitos
Funcionais propostos pelo CONARq e que tomam em
consideração aspectos como sigilo, acesso e segurança
 Política de Gestão Arquivística de Documentos;
 Otimização no atendimento interno e/ou externo;
 Redução de custos para a Instituição;
 Envolvimento e comprometimento dos Setores
e Departamentos;
 Garantia ao direito de acesso à informação;
 Garantia de transparência administrativa;
 Planejamento e previsão de custos e definição de ações
estratégicas.
 Preservação da Memória Institucional
Profª Drª
Eliana Almeida de Souza Rezende
Consultora em Gestão Documental & Memória Institucional
http://pensadosatinta.blogspot.com.br/2014/02/gestao-documental-
para-racionalidade-e.html

Gestão Documental – racionalidade e transparência administrativa

  • 1.
    Profª Drª Eliana Almeidade Souza Rezende Consultora em Gestão Documental e Memória Institucional
  • 2.
    a) Relação intrínsecacom Planejamento Estratégico com vistas à racionalidade e transparência administrativa; b) Garantia de exercício de cidadania; c) Definida em Legislação Federal nº 8.159/91 d) Cumprimento da Lei de Acesso à Informação ;
  • 3.
    a) Garantir quea informação esteja disponível quando e onde seja necessária a Instituição e aos cidadãos; b) Propiciar a guarda, o acesso e preservação dos documentos de caráter permanente; c) Assegurar a eliminação do que não tenha mais valor administrativo, fiscal e legal; d) Normatizar o uso adequado do gerenciamento eletrônico da informação. (Gestão Documental, da Informação e do Conhecimento, por Emeide Nóbrega Duarte outros, Estado da Paraíba)
  • 4.
    Desafio Atender às solicitaçõesde forma eficiente e eficaz; Eliminar gastos desnecessários; Introduzir a cultura da gestão documental moderna; Racionalização de recursos humanos, tecnológicos e financeiros
  • 5.
    Plano Adoção de normas,procedimentos e técnicas de gestão arquivística documental Planejamento e introdução de uma informática aplicada
  • 6.
    Estabelecer diretrizes, normase procedimentos com base na legislação vigente para as atividades que envolvam Gestão Arquivística de Documentos, articulando e orientando tecnicamente os setores e departamentos a como gerenciar seus acervos documentais e disponibilizar a informação contida nos mesmos
  • 7.
  • 8.
    Para que taisdocumentos cumpram sua função: quer social, administrativa, técnica, cultural, jurídica, artística eles necessitam estar acessíveis, organizados e preservados Co-responsabilidade no processo de recuperação da informação, em benefício da divulgação científica, tecnológica, cultural e social, bem como do testemunho jurídico e histórico
  • 9.
  • 10.
    Conceito polissêmico Ela éo material de que é feito o conhecimento, após posicionamento crítico do indivíduo.
  • 11.
    A idéia deque todo esse patrimônio necessita ser cuidado é pertinente, mas nem por isso se deve partir do pressuposto de que tudo deva ser conservado, nem tão pouco, de eliminar É necessário fazer escolhas conscientes, baseadas em conhecimento aprofundado, para que os bens mais significativos possam ser preservados e valorizados
  • 12.
    Portanto, a informaçãoé um recurso que não permite ser tratada com falta de profissionalismo, ela exige cuidado e conhecimento em seu trato, de forma a oferecer o máximo enquanto recurso de fomento à competitividade da organização frente ao mercado.
  • 13.
    Deve ser tratadacomo absolutamente fundamental no ambiente institucional e seu gerenciamento deve corresponder à todas as fases em que se divide a Gestão Documental, ou seja, da sua produção até sua destinação e guarda permanente.
  • 14.
    O conceito degestão de documentos, compreende todos os procedimentos e operações técnicas das fases corrente e intermediária, isto é, desde a produção até a destinação final. Adoto este conceito de gestão arquivística dos documentos para diferenciar de outros sistemas de documentos que usualmente usam o termo gestão mas que não cumprem com todas as exigências arquivisticas.
  • 15.
    Um exemplo dessasituação ocorre na área de informática que passou a utilizar o termo gestão de documentos para alguns procedimentos de recuperação da informação de material digitalizado, implantação de protocolos informatizados e/ou para controle do armazenamento, não incorporando ao mesmo tempo o conceito de original para produção de documentos, Código de Classificação de Assuntos, Tabela de Temporalidade Documental, Avaliação e Destinação.
  • 16.
    Uma ferramenta deGestão Eletrônica de Documentos (GED) não necessariamente atende a todos requisitos arquivísticos e jurídicos, se aproximando, na maioria das vezes, de uma aplicação de gestão de documentos e não de um sistema de gestão arquivística de documentos
  • 17.
     A gestãode documentos originou-se a partir da impossibilidade de se lidar, nos “moldes tradicionais” até então, com as massas cada vez maiores de documentos produzidos pelas administrações públicas americanas e canadenses  Assim, a partir das soluções apontadas por comissões governamentais nomeadas para a reforma administrativa dos Estados Unidos e do Canadá, no final da década de 40 do século XX, foram estabelecidos princípios de racionalidade administrativa, a partir da intervenção nas etapas do ciclo documental, a saber: produção, utilização, conservação e destinação (incluída a avaliação por TTD) de documentos (Fonseca, 1998, p.38)
  • 18.
    A sua regulamentaçãono Brasil se deu pela Lei Federal n.º 8.159 de 1991, que a define da seguinte forma: “Considera-se gestão de documentos o conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes à sua produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento em fase corrente e intermediária, visando a sua eliminação ou recolhimentos para guarda permanente”.
  • 19.
    Além disso, noart n° 8 foi reconhecido o conceito de ciclo vital, importante definição do valor dos documentos e da sua responsabilidade de guarda, incluindo sua organização, conservação e condições de acesso e uso O conceito de gestão de documentos e de ciclo vital, ao serem incorporados à legislação subsidiaram e possibilitaram a criação do Código de Classificação e da Tabela de Temporalidade das atividades-meio da Administração Pública Federal
  • 20.
    Divisão de Gestão Documental Tecnologia daInformação Área Jurídica DIRETORIAS INSTITUIÇÃO Comunidade Setor Público Empresas Sociedade Entidades GERÊNCIAS Informação
  • 21.
  • 22.
    Arquivo Intermediário ARQUIVO GERAL Massadocumental:50% Guarda: média 50 anos Acesso restrito ao setor de origem Avaliação Transferência Avaliação Recolhimento Arquivo Corrente SETOR PRODUTOR Massa documental:100% Guarda: média 5 anos Arquivo Permanente ARQUIVO GERAL Massa documental:10% Guarda: permanente Acesso Público
  • 23.
    As atividades degestão não se restringem a evitar a produção de documentos desnecessários e a estabelecer depósitos intermediários para garantir a organização e a preservação dos documentos.
  • 24.
    A gestão abrangetodas as operações referentes à produção (definição de suportes, estrutura do documento, incluindo código de classificação e assunto), à tramitação (protocolo), ao uso (consulta e empréstimo), à avaliação (aplicação da tabela de temporalidade e destinação) e ao arquivamento (guarda e armazenamento)
  • 25.
    Os documentos sãoeficientemente administrados quando, uma vez necessária sua utilização, a localização é rápida, sem transtorno ou confusão, quando são conservados a um custo mínimo de espaço e/ou manutenção e quando nenhum documento é guardado por tempo maior ou menor do que o estabelecido em lei.
  • 26.
    Desenvolvimento e pesquisade tecnologias que propiciem  Armazenamento;  Preservação;  Conservação;  Disponibilização de informação para usuários internos e/ou externos. Todas as tecnologias pensadas de acordo com Requisitos Funcionais propostos pelo CONARq e que tomam em consideração aspectos como sigilo, acesso e segurança
  • 27.
     Política deGestão Arquivística de Documentos;  Otimização no atendimento interno e/ou externo;  Redução de custos para a Instituição;  Envolvimento e comprometimento dos Setores e Departamentos;  Garantia ao direito de acesso à informação;  Garantia de transparência administrativa;  Planejamento e previsão de custos e definição de ações estratégicas.  Preservação da Memória Institucional
  • 28.
    Profª Drª Eliana Almeidade Souza Rezende Consultora em Gestão Documental & Memória Institucional http://pensadosatinta.blogspot.com.br/2014/02/gestao-documental- para-racionalidade-e.html