Portugues i eja

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Portugues i eja

  1. 1. _Língua Portuguesa I Taguatinga-DF– C 12, Lotes 5/7, Bloco A, Sobreloja, Centro – Fone/Fax: (61)351-6554/352-3448–www.unidf.com.br 1UNI Olá Aluno, Para que você possa organizar seu estudo, é importante que saiba que esta disciplina, Língua Portuguesa I, está dividida da seguinte forma: UNIDADE I. FRASE, ORAÇÃO, PERÍODO _________________________________________ 3 SEÇÃO I.1. FRASE: _________________________________________________________________ 3 SEÇÃO I.2. ORAÇÃO: _______________________________________________________________ 3 SEÇÃO I.3. PERÍODO: ______________________________________________________________ 3 UNIDADE II. TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO _________________________________ 3 SEÇÃO II.1. SUJEITO: ______________________________________________________________ 3 SEÇÃO II.2. PREDICADO: ___________________________________________________________ 3 EXERCÍCIOS ______________________________________________________________________ 4 GABARITOS _______________________________________________________________________ 4 UNIDADE III. TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO ______________________________ 5 SEÇÃO III.1. COMPLEMENTOS VERBAIS: ___________________________________________ 5 SEÇÃO III.2. COMPLEMENTO NOMINAL:____________________________________________ 5 SEÇÃO III.3. AGENTE DA PASSIVA: _________________________________________________ 5 EXERCÍCIOS ______________________________________________________________________ 5 GABARITOS _______________________________________________________________________ 6 UNIDADE IV. TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO ________________________________ 6 SEÇÃO IV.1. ADJUNTOS ADNOMINAIS ______________________________________________ 6 SEÇÃO IV.2. ADJUNTO ADVERBIAL: ________________________________________________ 6 SEÇÃO IV.3. APOSTO_______________________________________________________________ 6 EXERCÍCIOS ______________________________________________________________________ 6 GABARITOS _______________________________________________________________________ 7 UNIDADE V. COORDENAÇÃO___________________________________________________ 7 SEÇÃO V.1. ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS _________________________________ 7 SEÇÃO V.2. ORAÇÕES COORDENADAS ASSINDÉTICAS_______________________________ 7 EXERCÍCIOS ______________________________________________________________________ 7 GABARITOS _______________________________________________________________________ 8 UNIDADE VI. SUBORDINAÇÃO _________________________________________________ 8 SEÇÃO VI.1. ORAÇÕES SUBSTANTIVAS:_____________________________________________ 8 SEÇÃO VI.2. ORAÇÕES ADJETIVAS:_________________________________________________ 8 SEÇÃO VI.3. ORAÇÕES ADVERBIAIS: _______________________________________________ 8 SEÇÃO VI.4. ORAÇÕES REDUZIDAS: ________________________________________________ 9 SEÇÃO VI.5. ORAÇÕES INTERCALADAS_____________________________________________ 9
  2. 2. Língua Portuguesa I UNI _ Taguatinga-DF– C 12, Lotes 5/7, Bloco A, Sobreloja, Centro – Fone/Fax: (61)351-6554/352-3448–www.unidf.com.br 2 EXERCÍCIOS ______________________________________________________________________ 9 GABARITOS _______________________________________________________________________ 9 UNIDADE VII. TEORIA LITERÁRIA _____________________________________________ 10 SEÇÃO VII.1. COMUNICAÇÃO _____________________________________________________ 10 SEÇÃO VII.2. FUNÇÕES DA LINGUAGEM ___________________________________________ 10 EXERCÍCIOS _____________________________________________________________________ 10 GABARITOS ______________________________________________________________________ 11 UNIDADE VIII. LITERATURA __________________________________________________ 11 UNIDADE IX. FIGURAS DE LINGUAGEM _______________________________________ 11 SEÇÃO IX.1. FIGURAS DE PALAVRAS ______________________________________________ 11 SEÇÃO IX.2. FIGURAS DE PENSAMENTO ___________________________________________ 12 SEÇÃO IX.3. FIGURAS DE CONSTRUÇÃO ___________________________________________ 12 EXERCÍCIOS _____________________________________________________________________ 12 GABARITOS ______________________________________________________________________ 13 UNIDADE X. VERSIFICAÇÃO __________________________________________________ 13 SEÇÃO X.1. O VERSO ______________________________________________________________ 13 SEÇÃO X.2. ESTROFES ____________________________________________________________ 13 SEÇÃO X.3. RITMO________________________________________________________________ 14 SEÇÃO X.4. RIMA _________________________________________________________________ 14 UNIDADE XI. GÊNEROS LITERÁRIOS __________________________________________ 14 SEÇÃO XI.1. Gênero Épico:__________________________________________________________ 14 SEÇÃO XI.2. Gênero Narrativo: ______________________________________________________ 14 SEÇÃO XI.3. Gênero Dramático: _____________________________________________________ 14 SEÇÃO XI.4. Gênero Lírico: _________________________________________________________ 14 UNIDADE XII. ESTILOS _______________________________________________________ 14 EXERCÍCIOS _____________________________________________________________________ 15 GABARITOS ______________________________________________________________________ 15 UNIDADE XIII. QUINHENTISMO - LITERATURA DE INFORMAÇÃO (1500-1601) _____ 15 SEÇÃO XIII.1. LITERATURA DOS VIAJANTES_______________________________________ 15 SEÇÃO XIII.2. LITERATURA DOS JESUÍTAS_________________________________________ 16 UNIDADE XIV. BARROCO – SEISCENTISMO (1601-1768) __________________________ 16 SEÇÃO XIV.1. AUTORES E OBRAS__________________________________________________ 16 EXERCÍCIOS _____________________________________________________________________ 17 GABARITOS ______________________________________________________________________ 17
  3. 3. _Língua Portuguesa I Taguatinga-DF– C 12, Lotes 5/7, Bloco A, Sobreloja, Centro – Fone/Fax: (61)351-6554/352-3448–www.unidf.com.br 3UNI Olá! Eu sou o professor UNI e vou ajudar você a entender toda a matéria! Vamos começar? Bem, você está começando a estudar a disciplina de Língua Portuguesa I! Começaremos pela Unidade I: Frase, oração, período; Unidade II: Termos essenciais da oração. Em seguida você fará exercícios para que verifique a sua aprendizagem, relendo os conteúdos quando necessário, e verificando suas respostas no gabarito. UNIDADE I. FRASE, ORAÇÃO, PERÍODO SEÇÃO I.1. FRASE: É todo enunciado suficiente por si mesmo para estabelecer comunicação. SEÇÃO I.2. ORAÇÃO: É todo enunciado estruturado em torno de um verbo ou locução verbal, podendo ou não ter sentido completo. SEÇÃO I.3. PERÍODO: É uma frase verbal formada de uma ou mais orações. Período Simples: frase em que só há uma oração. Essa oração, por ser única dentro do período, denomina-se Oração Absoluta. Período composto: frase constituída de duas ou mais orações. UNIDADE II. TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO SEÇÃO II.1. SUJEITO: É o ser ou coisa a que se atribui a idéia contida no predicado. O carro velho da minha tia quebrou. Sujeito Predicado Núcleo do Sujeito: Podem existir palavras no sujeito que sejam secundárias e que girem em torno de um termo chave que é chamado de núcleo. Ex: O carro velho da minha tia quebrou. (o termo “carro” é o núcleo do sujeito). TIPOS DE SUJEITO SUJEITO SIMPLES: possui apenas um núcleo. Ex: As crianças patinam nas praças. SUJEITO COMPOSTO: possui mais de um núcleo. Ex: A liberdade e o sonho fazem parte da sua vida. SUJEITO OCULTO, ELÍPTICO OU DESINENCIAL: Não vem expresso na oração. Possui apenas uma referência. Ex: Cheguei apressado ao colégio. (Eu) LEMBRE-SE: Os sujeitos: simples, composto e oculto são determinados! SUJEITO INDETERMINADO: ocorre quando a identidade e o número de agentes do sujeito é desconhecida. E quando o pronome SE for índice de indeterminação do sujeito: Ex: Encontraram o cadáver no meio da rua. Precisa-se de operários competentes. Observação: Há casos em que o pronome se classifica-se como pronome apassivador. Nesse caso, o sujeito não será indeterminado, mas simples ou composto, porque virá escrito. Ex: Nesta loja, vendem-se sapatos por bagatela. = Nesta loja, sapatos são vendidos por bagatela. SUJEITO INEXISTENTE: não haverá sujeito numa oração quando o verbo for impessoal. O verbo virá conjugado na terceira pessoa do singular. SÃO VERBOS IMPESSOAIS: Os verbos que indicam fenômeno da natureza ou astronômico, usados em sentido denotativo. Ex: Chovia o dia inteiro, a noite toda. Amanheceu rapidamente. Observação: Esses mesmos verbos, se empregados conotativamente terão sujeito expresso. Nesse caso, deixarão de ser impessoais e concordarão com o respectivo sujeito: Ex: Na briga, choveram socos e pontapés. SER - FAZER - ESTAR indicando idéia de tempo (horas, dias, meses, anos, clima): Ex: Faz dias ensolarados nesta época. Está muito quente hoje. São duas horas da tarde. HAVER - quando sinônimo de EXISTIR, ACONTECER ou OCORRER: Ex: Há bons alunos nesta escola. Houve acidentes tenebrosos naquela rodovia, na semana passada. Com as expressões verbais: CHEGA DE e BASTA DE em orações exclamativas. PASSA DE em indicação de tempo. Ex: Chega de tolices! Basta de conversas! Passa das sete horas, e ninguém chegou. SEÇÃO II.2. PREDICADO: É tudo aquilo que se atribui ao sujeito ou se declara sobre o sujeito. A vida está muito difícil! Sujeito Predicado Núcleo do Predicado: O predicado também traz um termo chave, que contém uma declaração maior sobre o sujeito. TIPOS DE PREDICADO Predicado verbal: é aquele que tem por núcleo um verbo. O verbo pode ser transitivo – o que precisa de um complemento – ou intransitivo – o que não precisa de complemento.
  4. 4. Língua Portuguesa I UNI _ Taguatinga-DF– C 12, Lotes 5/7, Bloco A, Sobreloja, Centro – Fone/Fax: (61)351-6554/352-3448–www.unidf.com.br 4 Exemplo: Vanessa comprou uma casa na praia. LEMBRE-SE: Os verbos transitivos podem ser Diretos ou Indiretos. Os transitivos diretos exigem um complemento chamado objeto direto. Os transitivos indiretos exigem um complemento chamado objeto indireto. (Os objetos serão estudados mais adiante) Predicado Nominal: é aquele que tem como núcleo um nome que se refere ao sujeito. Apresenta verbo de ligação. A função do verbo de ligação é indicar estado, qualidade ou condição do sujeito. Exemplo: Os jogadores andam cansados ultimamente. Predicado verbo-nominal: é aquele que tem dois núcleos: um no verbo e um no nome. Indica ação e estado. O verbo de ligação não vem escrito, mas fica subentendido. Exemplo: Vanessa chegou assustada. Sujeito verbo nome EXERCÍCIOS 1. Assinale a alternativa que apresenta oração sem sujeito: a) Embora com muito atraso, haviam chegado. b) Existem pessoas que são tristes. c) Alguns de nós ainda temos esperanças de encontrá-lo. d) Há muitos bichos no pantanal. 2. Em: “Falas mal de tua vida?”, O sujeito é: a) Desinencial. b) inexistente. c) Falas. d) indeterminado. 3. Em: "As rosas e as violetas dão vida ao jardim”, verifica-se que o sujeito é: a) Simples. b) Indeterminado. c) Verbo impessoal d) Composto. 4. Qual das orações seguintes tem sujeito determinado? Ou seja, qual não é oração sem sujeito? Assinale-a: a) Ali lhe amanheceram dias de perfeita ventura. b) Fazia frio naquele dia. c) Há alguém esperando você! d) Até isso chegaram a dizer. 5. “(...) A beleza dolorida é dos mais patéticos espetáculos que a natureza e a fortuna podem oferecer à contemplação do homem.(...)”. (Helena, Machado de Assis). Indique a função sintática de: “A beleza dolorida”: a) Predicado b) Sujeito c) Verbo transitivo d) Verbo Impessoal 6. Observe as orações: I. Ninguém quer falar sobre o assunto. II. Existiam seis maçãs no cesto sobre a mesa. III. Havia poucas adesões ao partido. Os sujeitos são respectivamente: a) Determinado, determinado, inexistente. b) Oculto, determinado, oculto. c) Inexistente, inexistente, determinado. d) Determinado, inexistente, inexistente. 7. Observe as orações seguintes: I. Viajaram sem rumo! II. Dizem por ai tantas coisas... III. Quebraram minha vidraça. O sujeito está indeterminado: a) Nas três orações. b) Na III apenas. c) Na I e II apenas. d) Em nenhuma delas. 8. Qual das frases a seguir apresenta sujeito determinado composto? a) "Pão é amor entre estranhos”. (Clarice Lispector) b) "O sogro e a sogra apelaram no mesmo tom”. (Drummond) c) "Na reunião de pais só havia mães”. (Fernando Sabino) d) "Precisa-se de um técnico em previsão do tempo (...)" (Leon Eliachar) 9. Na oração: "Faz três dias que não durmo", o sujeito é: a) simples. b) Inexistente. c) Indeterminado. d) Composto. 10. Indique a alternativa correta no que se refere ao sujeito da oração "Na janela as flores pareciam lindas”: a) Simples, tendo por núcleo janela. b) Simples, tendo por núcleo flores. c) Composto, tendo por núcleo pareciam lindas. d) Simples, tendo por núcleo lindas. GABARITOS 1. D / 2. A / 3. D / 4. D / 5. B / 6. A / 7. A / 8. B / 9. B / 10. B Bem, agora que você já sabe discernir entre frase, oração e período. Sabe também identificar os termos essenciais da oração. Continuaremos o estudo com a Unidade III: Termos integrantes da oração. Em seguida você fará exercícios para que verifique a sua aprendizagem, relendo os conteúdos quando necessário, e verificando suas respostas no gabarito.
  5. 5. _Língua Portuguesa I Taguatinga-DF– C 12, Lotes 5/7, Bloco A, Sobreloja, Centro – Fone/Fax: (61)351-6554/352-3448–www.unidf.com.br 5UNI UNIDADE III. TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO SEÇÃO III.1. COMPLEMENTOS VERBAIS: Objeto Direto: É o complemento que se liga diretamente ao verbo, sem o auxílio obrigatório de preposições. Ex.: Os tratores derrubaram o bosque. Objeto Indireto: É o complemento que se liga indiretamente ao verbo, ou seja, obrigatoriamente por meio de preposição. SEÇÃO III.2. COMPLEMENTO NOMINAL: É o complemento de um nome. Completa o sentido de algum nome que precisa de complemento. Liga-se ao nome através de preposição. Ex.: Minha case está cheia de gente. Cheia é um substantivo, portanto, um nome, que precisa de um complemento. “de gente” é um complemento nominal. LEMBRE-SE: Não confunda complemento nominal com objeto indireto! Pois o objeto indireto completa o sentido de um verbo e o complemento nominal completa o sentido de um nome, nunca de um verbo. SEÇÃO III.3. AGENTE DA PASSIVA: É o complemento de um verbo na voz passiva. Corresponde ao sujeito do verbo na voz ativa. Vem precedido geralmente da preposição por/pelo e em alguns casos da preposição de. Ex.: A casa foi vendida pelos corretores. Dizemos que essa oração está na voz passiva, pois o sujeito é o paciente, o elemento sobre o qual recai a ação verbal. Pelos corretores completa o sentido de foi vendida. Portanto, pelos corretores é agente da passiva. EXERCÍCIOS 1. Leia as seguintes frases: “Os grandes poetas apenas escrevem...”. “Minha esposa ficou linda com aquele vestido!”. “As fotos lembram grandes momentos”. Quanto à predicação, os verbos: escrevem, ficou, lembram classificam-se, respectivamente, como: a) Intransitivo, ligação, transitivo direto. b) Transitivo direto, intransitivo, intransitivo. c) Transitivo, intransitivo, transitivo. d) Transitivo, ligação, ligação. 2. Em "Eles continuam loucos!", o verbo é: a) transitivo indireto. b) de ligação. c) Intransitivo. d) transitivo direto e indireto. 3. Em qual das frases abaixo o verbo necessita de um objeto direto? a) "Todos o consideravam como aventureiro”. b) "Luísa ofereceu para todos os seus préstimos”. c) "Eu corro pelas manhãs”. d) “Minha mãe gosta de comer muito”. 4. Marque a alternativa correta quanto à função sintática do termo destacado: A cidade era povoada de índios. a) Agente da passiva b) Adjunto adverbial c) Objeto indireto d) Objeto direto 5. Na oração: "O barulho da fábrica chegava ao prédio, com muita rapidez”, a expressão destacada veicula uma idéia de: a) comparação. b) lugar. c) modo. d) conseqüência. 6. "Cuspi no chão com um nojo desgraçado daquele sangue na minha boca.”(Rachel de Queiroz) O verbo é cuspi é: a) Intransitivo. b) Transitivo direto. c) Transitivo indireto. d) Transitivo direto e indireto. 7. "Sem dúvida, esta moça gosta de música e toca piano muito bem". Nesse período, os termos destacados são, respectivamente: a) Complemento nominal e objeto direto. b) Complemento nominal e agente da passiva. c) Objeto direto e objeto indireto. d) Objeto indireto e objeto direto. 8. "Minha mãe precisa de uma nora”. (pára- choque de caminhão) Assinale a alternativa que classifica o termo destacado: a) Sujeito b) Objeto indireto c) Objeto direto d) Complemento nominal 9. “Meus amigos estão fazendo as malas”. Na voz passiva a frase ficaria: “As malas estão sendo feitas pelos meus amigos”. Qual é o agente da passiva na Segunda frase? a) As malas b) Sendo feitas c) Pelos meus amigos. d) Estão. 10. Em “Cansei de ilusões!” e “Vamos ao dia 20 de outubro.”, as orações expostas apresentam, respectivamente, sujeito: a) Indeterminado e Inexistente. b) Simples e composto. c) Elíptico e elíptico.
  6. 6. Língua Portuguesa I UNI _ Taguatinga-DF– C 12, Lotes 5/7, Bloco A, Sobreloja, Centro – Fone/Fax: (61)351-6554/352-3448–www.unidf.com.br 6 d) Composto e Inexistente. GABARITOS 1. A / 2. B / 3. A / 4. A / 5. C / 6. A / 7. D / 8. B / 9. C / 10. C Você já está terminando de aprender sobre os termos de uma oração. Logo poderá fazer análise sintática completa! Só para você recordar: análise sintática é a análise das funções que uma palavra desempenha numa oração, você estudou isso nas Unidades de I a III e agora terminará o estudo na Unidade IV que são os termos acessórios da oração. Em seguida faça os exercícios para verificar sua aprendizagem! Releia os conteúdos quando necessário, e verifique suas respostas no gabarito. UNIDADE IV. TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO SEÇÃO IV.1. ADJUNTOS ADNOMINAIS São termos que especificam ou determinam o sentido de um nome. Gravitam em torno do núcleo de uma função sintática (sujeito, complementos verbais e nominal). Não são exigidos pelos outros termos. Podem ser representados por: numerais, locuções adjetivas, adjetivos, pronomes adjetivos e artigos. Ex.: Gosto das tuas duas filhas lindas. Lindas é um adjetivo que está determinando a forma das filhas, porém não é obrigatório determinar. Portanto “lindas” é um adjunto adnominal. SEÇÃO IV.2. ADJUNTO ADVERBIAL: O adjunto adverbial é o termo que atribui circunstâncias ao verbo ou intensifica um adjetivo ou advérbio. Ex.: Nós compramos o material agora. São muitas as circunstâncias expressas por um adjunto adverbial. As principais são: De lugar: Aquilo aconteceu na sala. De tempo: Chegamos em casa às dez horas. De causa: O papagaio morreu de fome. De fim: Estudou muito para o exame. De assunto: Já conhecíamos sobre este tema. De instrumento / meio: Ted faz barba a navalha. De modo: Ana falou com calma. De intensidade: Hoje estou muito feliz! De dúvida: Talvez ele chegue às onze horas. De companhia: João foi passear com Maria. De negação: Nunca diga que é burro. SEÇÃO IV.3. APOSTO Palavra ou expressão que: explica, resume, enumera, especifica. Veja os exemplos, respectivamente: João, meu vizinho, viajou para o rio. Arroz, feijão, macarrão tudo está muito caro. Duas coisas me alegram: Brendha e Etiene. O Rio Amazonas é o maior do mundo. SEÇÃO IV.4. VOCATIVO É a palavra ou expressão que o falante usa para por em evidência o ser a quem se dirige. Ex.: Senhores, eu lhes peço um minuto de atenção. Meu canto de morte, guerreiros, ouvi! (Gonçalves Dias) EXERCÍCIOS 1. O termo em destaque na seguinte frase: "Ele amava o duro mundo dos homens, com toda [...] a miséria que continha”. (Edward Lopes) é um: a) Adjunto Adnominal b) Aposto c) Vocativo d) Objeto Direto 2. Observe as seguintes frases: I. Raramente a ternura se acende em sentimentos muito desumanos. II. No meu lar reina a paz. III. Naquele dia quando bateu à porta da casa, ao meio-dia, ouviu um rebuliço extraordinário. Agora, marque a alternativa correta quanto à existência de adjunto adverbial. a) Não existe em nenhuma. b) Existe na II e na III c) Existe nas três. d) Existe apenas na III. 3. Na seguinte Frase: "Os ilhais da fera arfam de fadiga, a espuma franja-lhe a boca, as pernas vergam e resvalam, e os olhos amortecem de cansaço”. O termo "de cansaço" funciona como: a) Adjunto adverbial de modo. b) Adjunto adverbial de causa. c) Adjunto adnominal d) Aposto 4. Na seguinte frase: O livro foi acolhido com entusiasmo pelos leitores. Temos um: a) Adjunto adverbial de lugar b) Adjunto adverbial de tempo c) Adjunto adverbial de modo d) Adjunto adverbial de causa 5. Na frase: “A lembrança da cena vive comigo até hoje.” A palavra destacada é: a) Adjunto adverbial. b) Objeto indireto. c) Objeto direto. d) Complemento nominal. 6. "Dois pais conversam sobre o futuro dos filhos: - O que seu filho vai ser quando terminar o primeiro grau? - pergunta um deles. - Pelo jeito, acho que vai ser um velho de barbas brancas... - responde o outro.” Um, analisando-se morfológica e sintaticamente, é, respectivamente: a) Artigo indefinido; adjunto adnominal. b) Pronome adjetivo; objeto direto.
  7. 7. _Língua Portuguesa I Taguatinga-DF– C 12, Lotes 5/7, Bloco A, Sobreloja, Centro – Fone/Fax: (61)351-6554/352-3448–www.unidf.com.br 7UNI c) Pronome substantivo indefinido; sujeito. d) Numeral cardinal; objeto direto. 7. O estudioso americano Edward Peters, autor do livro Tortura, tem explicação definitiva para mostrar como e por que a prática se perpetua em determinadas sociedades: "O futuro da tortura depende do que a sociedade faz com o torturador”. (O poder da pauleira e do choque, Veja, 1º nov. 1995). É correto afirmar que nos termos destacados: a) As vírgulas estão mal colocadas. b) As vírgulas estão adequadamente empregadas: separam um aposto dos demais termos. c) No vocábulo explicação a letra x representa a combinação de dois fonemas. d) Não existe nenhum aposto. 8. “Julgo-me capaz de enfrentar qualquer dificuldade”. O termo destacado é: a) Sujeito. b) Objeto indireto. c) Objeto direto. d) Predicativo do objeto. 9. Nos versos: "(...) e em que Camões chorou no exílio amargo, o gênio sem ventura e o amor sem brilho”. A expressão destacada tem função sintática de: a) Adjunto adverbial de modo. b) Predicativo do sujeito. c) Complemento nominal. d) Adjunto adnominal. 10. Marque a alternativa que classifica o termo grifado da seguinte frase: "Os grandes campeões de equitação são pouco mais que anões”. (Rubem Fonseca). a) Complemento nominal. b) Adjunto adnominal. c) Objeto indireto. d) Vocativo. GABARITOS 1. A / 2. C / 3. A / 4. C / 5. D / 6. A / 7. B / 8. C / 9. D / 10. B Importante! Agora você já aprendeu a fazer a análise sintática de uma oração! Portanto, vamos adiante! Continuaremos com o estudo da Unidade V: Coordenação. Em seguida você fará exercícios para que verifique a sua aprendizagem, relendo os conteúdos quando necessário, e verificando suas respostas no gabarito. UNIDADE V. COORDENAÇÃO A coordenação é, basicamente, a organização de orações sintaticamente independentes. As orações coordenadas classificam- se em Sindéticas e Assindéticas. SEÇÃO V.1. ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS Iniciam-se com conjunção. Serão classificadas de acordo com o nome da conjunção que as introduz no período. Elas podem ser: Aditivas: Aquelas que estabelecem relação de soma ou adição. Principais conjunções aditivas: e, nem, que, mas também, não só, tanto como etc. Ex.: Meto a mão no colete e acho o relógio. Alternativas: Aquelas que estabelecem uma relação de alternância. Principais conjunções alternativas: ou, ou...ou, quer ... quer, já ... já, ora ... ora. Ex.: Siga as determinações, ou desista do cargo. Adversativas: Exprimem idéias de contraste, compensação. Principais conjunções e locuções adversativas: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto. Ex.: É apenas um sino, mas é de ouro. (Rachel de Queiroz) Conclusivas: Encerram a conclusão do enunciado anterior. Conjunções e/ou locuções conclusivas: logo, pois, portanto, por conseguinte, conseqüentemente, então, assim, por isso, de modo que, em vista disso etc. Ex.: Vives mentindo, logo não mereces fé. Explicativas: Justificam, explicam uma ou várias idéias enunciadas anteriormente. Principais conjunções explicativas: pois, porque, porquanto. Exemplo: Falem baixo, pois estou doente. SEÇÃO V.2. ORAÇÕES COORDENADAS ASSINDÉTICAS As Orações Assindéticas não se iniciam com conjunção. Em seu lugar aparecem vírgula, ponto e vírgula ou dois pontos. Ex.: Cheguei, vi e venci. / O amor é criança: não tem preocupações. EXERCÍCIOS 1. As orações do período a seguir são coordenadas entre si: "Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos." Rescrevendo o período para estabelecer entre essas orações uma relação de conclusão. Marque a alternativa correta: a) Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, portanto estavam cansados. b) Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, porque estavam cansados. c) Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, porém estavam cansados. d) Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, pois estavam cansados. 2. Em qual das alternativas há orações coordenadas? a) "As ondas aplacavam-se a um gesto seu. Os peixes, que se recusavam a Pedro, enchiam a rede que Jesus mandara lançar”.
  8. 8. Língua Portuguesa I UNI _ Taguatinga-DF– C 12, Lotes 5/7, Bloco A, Sobreloja, Centro – Fone/Fax: (61)351-6554/352-3448–www.unidf.com.br 8 b) "Uma noite, perante os discípulos turbados, caminhou lisamente sobre o mar, como nós outros pisamos o chão”. c) "Acalmou possessos. Fez andar paralíticos. A leprosos secava as feridas." d) "Todas essas respostas seriam impressionantes, e os evangelistas as consignariam respeitosamente em suas crônicas”. 3. "Ontem aconteceu o que era inevitável, mas nos encantou como se fosse inesperado: Meu filho disse mamãe!”. Que palavra faz da Segunda oração (em destaque) uma oração coordenada? a) Mas b) Nos c) Como d) Se 4. No seguinte par de orações não ligadas por conjunções: “Os operários entraram em greve: xxx não aceitaram o aumento proposto”. Indique qual das conjunções, entre as propostas, seria aceitável entre as respectivas orações. a) mas b) entretanto c) pois d) não só 5. No seguinte par de orações não ligadas por conjunções: O cavalo campeão quebrara a pata: xxx era preciso sacrificá-lo. a) mas b) portanto c) pois d) porque 6. No período: "Não é nada a minha experiência de preso político, por isso a omiti das memórias”. (Paulo Francis), vemos uma oração coordenada: a) Sindética aditiva b) Sindética adversativa c) Sindética conclusiva d) Assindética GABARITOS 1. A / 2. D / 3. A / 4. C / 5. B / 6. C Lembre-se! Além das orações coordenadas, existem as orações subordinadas. Vejamos o que são elas na Unidade VI: Subordinação. Em seguida você fará exercícios para que verifique a sua aprendizagem, relendo os conteúdos quando necessário, e verificando suas respostas no gabarito. UNIDADE VI. SUBORDINAÇÃO A subordinação é o relacionamento de termos e de orações dependentes dentro de um período. As orações subordinadas são classificadas conforme a sua função na oração principal. Portanto, poderão ser: SEÇÃO VI.1. ORAÇÕES SUBSTANTIVAS: São as que desempenham função substantiva. Iniciam-se por conjunção integrante. São de seis tipos: SUBJETIVAS: Funcionam como sujeito da oração principal. Para que isso ocorra, a oração principal terá sempre o verbo na terceira pessoa do singular. Ex.: Foi resolvido que todos ficariam. OBJETIVAS DIRETAS: Funcionam como objeto direto. Ex.: Espero que você aprenda português. OBJETIVAS INDIRETAS: Funcionam como objeto indireto. Ex.: Não gosto que você saia sozinho. COMPLETIVAS NOMINAIS: Funcionam como complemento nominal. Ex.: Tenho certeza de que você está aprendendo português. PREDICATIVAS: Funcionam como predicativo do sujeito da oração principal, que terá verbo de ligação. Ex.: Meu desejo era que a noite acabasse logo. APOSITIVAS: Funcionam como aposto. Ex.: “Só sabemos uma coisa: que nada sabemos.” SEÇÃO VI.2. ORAÇÕES ADJETIVAS: São aquelas que desempenham função de adjetivo. Iniciam-se por pronome relativo. Há dois tipos: EXPLICATIVAS: São aquelas que modificam um termo de sentido amplo dando ênfase a uma de suas características. São isoladas entre vírgulas. Ex.: O jornal, que está rasgado, está ali. RESTRITIVAS: São aquelas que restringem o sentido do termo que modificam. Ex.: “A paciência é uma árvore cuja raíz é amarga” SEÇÃO VI.3. ORAÇÕES ADVERBIAIS: São aquelas que funcionam como adjunto adverbial da oração principal. São introduzidas por conjunção subordinativa. Existem nove tipos: CAUSAIS: Indicam a causa do que se declara na oração principal. Iniciadas principalmente por: porque, visto que, já que. Ex.: João julga-se desinteressante porque é pobre. COMPARATIVAS: Representam o segundo termo de uma comparação. Iniciadas principalmente por: que, do que, como. Ex.: No elogio há sempre menos sinceridade que na repreensão. CONCESSIVAS: Indicam um fato contrário ao da oração principal, mas não suficiente para anulá- lo. Iniciadas principalmente por: embora, se bem que, ainda que. Ex.: Vou mudar de curso, embora goste desse. CONDICIONAIS: Exprimem condição para que se realize o evento expresso na oração principal. Iniciadas principalmente por: se, caso, contanto que, desde que. Ex.: Vou embora desde que você vá junto.
  9. 9. _Língua Portuguesa I Taguatinga-DF– C 12, Lotes 5/7, Bloco A, Sobreloja, Centro – Fone/Fax: (61)351-6554/352-3448–www.unidf.com.br 9UNI CONFORMATIVAS: Indicam a conformidade de pensamento com algo já previsto na oração principal. Iniciadas principalmente por:conforme, como, segundo. Ex.: Lula venceu, conforme previam as pesquisas. CONSECUTIVAS: Indicam a consequência ou resultado do fato expresso na oração principal. Iniciadas principalmente por que (depois de tão, tanto, tamanho, tal). Ex.: Tanta dor tinha, que não saiu de casa. TEMPORAIS: Marcam em que tempo/momento ocorreu o fato expresso na oração principal. Iniciadas principalmente por: quando, enquanto, logo que. Ex.: Somos felizes somente enquanto amamos. FINAIS: Indicam a finalidade do fato expresso na oração principal. Iniciadas principalmente por: para que, afim de que. Ex.: Falta pouco para que caia a noite. a) PROPORCIONAIS: Exprimem um fato simultâneo ao da oração principal. Iniciadas principalmente por: à medida que, a proporção que. Ex.: “Quanto mais conheço os homens, mais admiro os animais” ( Alexandre Herculano) SEÇÃO VI.4. ORAÇÕES REDUZIDAS: São as orações que apresentam o verbo numa das formas nominais: Infinitivo (cantar/pôr); Particípio (cantado/posto); Gerúndio (falando/cantando). Exemplos: Dizendo isto, saiu. Tomada a Espanha, estaria perdida a guerra. Ao sair, apague a luz. SEÇÃO VI.5. ORAÇÕES INTERCALADAS São aquelas que se intercalam no período, interrompendo-lhe a continuidade. Pode vir isolada por: vírgulas; travessões; parênteses. Ex.: Devemos, dizia ela, trabalhar para viver. EXERCÍCIOS 1 – Marque a alternativa em que a oração destacada exerce a função de complemento nominal: a) Nunca precisei de que você me protegesse. b) Estou certo de que você está doente. c) De tanto comer, você acabará ficando gorda. d) Só digo uma coisa: não me procure mais. 2 – No seguinte período: Ninguém se opôs a que falasse o que desejava. O termo destacado é: a) Complemento nominal. b) Sujeito. c) Objeto indireto. d) Adjunto adverbial de condição. 3 – Observe: “Convém que todos digam a verdade”. A oração destacada é: a) Subordinada substantiva objetiva direta. b) Subordinada substantiva completiva nominal. c) Subordinada substantiva subjetiva direta. d) Subordinada substantiva subjetiva. 4 – Leia o seguinte período: “Saí sem olhar para trás, com receio de que a emoção ali me detivesse para sempre.” É correto afirmar que a oração em destaque pode ser analisada como: a) Predicativa. b) Completiva nominal. c) Objetiva direta. d) Apositiva. 5 – “Não aconteceu nada de mais, como havíamos previsto”. A oração destacada classifica-se como: a) Oração subordinada adverbial comparativa. b) Oração coordenada. c) Oração subordinada adverbial conformativa. d) Oração adjetiva explicativa. 6 – “Joana entra e vai ligar a televisão. Detenho-a: não quero luz”. Os dois-pontos usados nesse período estabelecem uma relação de subordinação: a) Temporal. b) Causal. c) Final. d) Concessiva. 7 – “Mereço sua confiança tanto quanto ela merece”. Nesse trecho estabelece-se uma relação de: a) comparação. b) conformidade. c) concessão. d) adição. 8 – Marque a alternativa que classifica corretamente a segunda oração (em destaque), considerando a conjunção que a introduz: “A torcida incentivou os jogadores, do Brasil; contudo, não conseguiram vencer”. a) Oração subordinada substantiva opositiva. b) Oração subordinada substantiva Direta. c) Oração Coordenada. d) Oração Subordinada Proporcional. 9 - "Eu tinha esperança de que um dia ele voltaria”. Nesse trecho destacado há uma oração subordinada substantiva: a) subjetiva b) apositiva c) predicativa d) Completiva nominal 10 - Marque a alternativa em que há uma oração subordinada substantiva subjetiva: a) Ninguém percebeu que ele dormiu na reunião. b) Só imponho uma condição: que o patrão aumente meu salário. c) Parece que a luz sumiu. d) Tenho receio de que o magoem. GABARITOS 1. B / 2. C / 3. D / 4. B / 5. C / 6. B / 7. A / 8. A / 9. D/ 10. C
  10. 10. Língua Portuguesa I UNI _ Taguatinga-DF– C 12, Lotes 5/7, Bloco A, Sobreloja, Centro – Fone/Fax: (61)351-6554/352-3448–www.unidf.com.br 10 Agora que você já aprendeu algumas coisas da parte de gramática da Língua Portuguesa, passaremos a ver um pouco sobre literatura. Começaremos por Teoria Literária na Unidade VII. Em seguida você fará exercícios para que verifique a sua aprendizagem, relendo os conteúdos quando necessário, e verificando suas respostas no gabarito. UNIDADE VII. TEORIA LITERÁRIA SEÇÃO VII.1. COMUNICAÇÃO Os textos são uma forma de comunicação que coloca em relação um emissor e um receptor. Os elementos do processo de comunicação compreendem: Emissor: quem emite a mensagem. Receptor: quem recebe a mensagem. Mensagem: é o conteúdo das informações transmitidas (visual, auditivo, olfativo...). Canal: é o meio que possibilita a transmissão da mensagem: voz, foto, texto, pintura etc. Código: é a linguagem verbal ou não verbal utilizada. Referente: é o contexto, a situação aos quais a mensagem remete. SEÇÃO VII.2. FUNÇÕES DA LINGUAGEM Nas comunicações orais ou escritas, um dos elementos será mais enfatizado do que os outros. Portanto em cada texto há uma função predominante da linguagem. As funções de linguagem que um texto pode ter são: Função referencial: Informa sobre uma situação ou uma realidade de um referente. Ex.: O ônibus parte as três horas. Função emotiva: É a expressão da personalidade ou dos sentimentos do emissor. Ex.: Tenho medo de dormir no escuro. Função conativa ou apelativa: Visa uma ação sobre o destinatário, manifestando-se em formas de persuasão, apelo, ordem etc. Ex.: Não cometa a loucura de dormir no ponto! 1. Função fática: Assegura a eficácia da comunicação. Manifesta-se por interjeições ou expressões sem conteúdo informativo preciso: Ex.: Ah! hein?! Sim, entendi! Não vou dormir. 2. Função poética: Ocorre quando a linguagem é considerada em seu significante, no seu valor rítmico, sonoro ou visual. Utiliza-se de conotações. É centrada na mensagem. Tem como característica a criatividade da linguagem. Ex.: Viaje bem, viaje VASP. (slogan publicitário) 3. Função Metalingüística: É o valor explicativo ou didático de uma mensagem: o que se fala sobre a linguagem. Ex.: Ônibus: veículo para transporte urbano e interurbano de passageiros, com itinerário preestabelecido. (Dicionário). LEMBRE-SE: Sentido denotativo é o sentido próprio, real, do dicionário, primário, independente ao contexto. Sentido conotativo é um sentido imaginário, secundário, ligado ao contexto. LEMBRE-SE: "O signo lingüístico une não uma coisa e uma palavra, mas um conceito (significado) e uma imagem acústica (significante)". EXERCÍCIOS 1 – “Amor. [Do latim moré]. S.m. 1. Sentimento que predispõe a desejar o bem de outrem, ou de alguma coisa(...) 2. Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro ser ou a uma coisa(...).” (Aurélio Buarque H. Ferreira) Em relação às funções da linguagem, qual o aspecto mais valorizado nesse texto, ou seja, qual a função de linguagem predominante? a) Metalinguística b) Fática c) Referencial d) Poética 2 – “Amor é um fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer“. (Luís de Camões) Em relação às funções da linguagem, qual o aspecto mais valorizado nesse texto, ou seja, qual a função de linguagem predominante? a) Conativa b) Referencial c) Metalingüística d) Poética 3 – “Os gregos viram no amor, sobretudo uma força unitiva e organizadora e estenderam-na sobre o fundamento do Amor sexual, da concórdia política e da amizade. Com o Cristianismo a noção de Amor sofre uma transformação; de um lado, é entendido como uma relação ou um tipo de relações em que se deve estender a todo ‘próximo’; de outro, transforma-se em um mandamento”. (Nicola Abbaquano) Em relação às funções da linguagem, qual o aspecto mais valorizado nesse texto, ou seja, qual a função de linguagem predominante? a) Fática b) Poética c) Referencial d) Emotiva 4 – “Aquela doença é uma expressão popular do interior do Ceará para substituir o nome de certas enfermidades incuráveis ou impressionantes, como a lepra, o câncer, a tuberculose.”
  11. 11. _Língua Portuguesa I Taguatinga-DF– C 12, Lotes 5/7, Bloco A, Sobreloja, Centro – Fone/Fax: (61)351-6554/352-3448–www.unidf.com.br 11UNI Em relação às funções da linguagem, qual o aspecto mais valorizado nesse texto, ou seja, qual a função de linguagem predominante? a) Fática b) Poética c) Referencial d) Metalingüística 5 – “Que frio! Que vento! Que calor! Que absurdo! Que bacana! Que tristeza! Que tarde! Que amor! Que besteira! Que esperança! Que modos! Assim, em plena floresta de exclamações, vai-se tocando pra frente”. (Drummond). Em relação às funções da linguagem, qual o aspecto mais valorizado nesse texto, ou seja, qual a função de linguagem predominante? a) Metalingüística b) Fática c) Referencial d) Emotiva 6 – “Minha primeira namorada é avó / de um neto / que não é meu”. Em relação às funções da linguagem, qual o aspecto mais valorizado nesse texto, ou seja, qual a função de linguagem predominante? A) Conativa B) Poética C) Referencial D) Fática 7 – “Logo você saberá a verdade, Marcos.” Em relação às funções da linguagem, qual o aspecto mais valorizado nesse texto, ou seja, qual a função de linguagem predominante? A) Referencial B) Conativa C) Metalingüística D) Poética 8 – Quando em um texto predomina-se conotações, ritmos, e ele é centrado na própria mensagem, é correto afirmar que a função predominante desse texto é: A) Função Poética B) Função Referencial C) Função Conativa D) Função Metalingüística 9 – “A Lua é o satélite da Terra.” Em relação às funções da linguagem, qual o aspecto mais valorizado nesse texto, ou seja, qual a função de linguagem predominante? a) Conativa b) Referencial c) Metalingüística d) Poética 10- “A lua é uma foice de ouro.” Em relação às funções da linguagem, qual o aspecto mais valorizado nesse texto, ou seja, qual a função de linguagem predominante? A) Poética B) Referencial C) Fática D) Metalingüística GABARITOS 1. A / 2. D / 3. C / 4. D / 5. D / 6. B / 7. B / 8. A / 9. B/ 10. A Veremos agora o que é a literatura na Unidade VIII, em seguida estudaremos as figuras de linguagem na Unidade IX. Logo após você fará exercícios para que verifique a sua aprendizagem, relendo os conteúdos quando necessário, e verificando suas respostas no gabarito. UNIDADE VIII. LITERATURA Em sentido geral pode ser o conjunto de obras escritas, ou mais especificamente a composição de obras de arte em que a palavra é a matéria prima. A literatura é a ficção, a criação de uma supra- realidade com dados profundos, singulares, da intuição do artista. É a arte que se manifesta por meio da palavra escrita ou falada. O que é dito não é literário, mas sim, como é dito. UNIDADE IX. FIGURAS DE LINGUAGEM São formas de falar e escrever que dão mais beleza, mais graça e mais força à expressão. Podem ser classificadas em três grupos: SEÇÃO IX.1. FIGURAS DE PALAVRAS Caracterizam-se por apresentar sempre dois elementos: um termo real e outro ideal. Comparação ou símile: É uma comparação entre dois elementos através de uma qualidade que é comum aos dois. Há uso da conjunção como. A moça entrou como um raio de sol. Metáfora: É uma comparação entre dois seres através de uma qualidade atribuída a ambos, mas sem a presença da conjunção como. Observe: A vida é uma batalha. (metáfora) A vida é como uma batalha. (comparação) Catacrese: Catacrese quer dizer "abuso". Dá novo sentido a um termo já existente, fazendo com que ele passe a designar um outro ser semelhante. Pode-se dizer que é o emprego abusivo ou indevido de um termo. Ele descansava nos braços da poltrona. Metonímia (ou sinédoque): É a substituição do sentido de uma palavra pelo de outra que com ela apresente relação constante. Observe: As batinas civilizaram o Brasil. [a coisa possuída (batina) é empregada pelo possuidor (padre)]
  12. 12. Língua Portuguesa I UNI _ Taguatinga-DF– C 12, Lotes 5/7, Bloco A, Sobreloja, Centro – Fone/Fax: (61)351-6554/352-3448–www.unidf.com.br 12 Perífrase (ou antonomásia): Pode-se dizer que é uma espécie de metonímia, pois consiste na substituição de um nome próprio por uma circunstância ou qualidade que se refere a ele. Observe: A Cidade-Luz continua bela e majestosa. (Cidade-Luz = Paris) Sinestesia: É a mistura, numa mesma expressão, de sensações percebidas por diferentes sentidos ao mesmo tempo. "Aqueles dias de luz tão mansa" (Mário Quintana). SEÇÃO IX.2. FIGURAS DE PENSAMENTO Representam operações do pensamento, com muita emoção, paixão e imaginação. Apóstrofe: consiste na interpelação a alguém em meio ao discurso. “Ó espíritos errantes sobre a terra!. Ó velas enfunadas sobre os mares! Vós bem sabeis quanto sois efêmeros.” (Castro Alves) Antítese (ou contraste): É a oposição de dois ou mais pensamentos ou idéias. Quando a oposição é extrema, chama-se de paradoxo. Antítese: "Desculpem-me por ter sido longo porque não tive tempo de ser breve”. (Pe. Vieira) Paradoxo: "Eles diziam mais do que os estóicos: Dor - tu és um prazer! Grelha - és um leito! Brasa, - és uma gema!" (Castro Alves) Hipérbole: É o exagero da expressão para reforçar uma idéia. "Sabia de cor mil e trezentas orações”. (Antônio Nobre) Prosopopéia (ou personificação): É o fato de atribuir características de seres vivos a seres inanimados. "Na noite alta, como sobre um muro, As estrelinhas cantam como grilos..." (Mário Quintana) Ironia: Ocorre quando dizemos o contrário do que pensamos. Eis o grande esforço que fizeste: tiraste nota zero na prova. Eufemismo: É o abrandamento de expressões duras e rudes. Ele passou desta para melhor vida. (= morreu) Amplificação: Consiste na enumeração de qualidades de um ser, de forma que elas vão se somando e ampliando: "A vida é o dia de hoje, A vida é ar que mal soa, A vida é sombra que foge, A vida é nuvem que voa." (João de Deus) Gradação (ou clímax): É a apresentação de idéias em progressão ascendente ou descendente. "Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba”. (Pe. Vieira). SEÇÃO IX.3. FIGURAS DE CONSTRUÇÃO Alteram a estrutura normal da frase. Em concordância, regência ou colocação. Anáfora: É a repetição de palavra, palavras ou frase. "É preciso casar João, é preciso suportar Antônio é preciso odiar Melquíades, é preciso substituir nós todos." (Carlos Drummond de Andrade) Inversão: É a alteração da ordem normal dos termos na oração ou das orações no período. "... imitar era o meio indicado; fingida era a inspiração, e artificial o entusiasmo”. (Gonçalves de Magalhães) Pleonasmo: É a palavra ou expressão redundante para dar mais ênfase ao que é dito. "Vi, claramente visto, o nome vivo que a marítima gente tem por santo”. (Camões) Polissíndeto: É a repetição intencional e enfática da conjunção “e”. "Tudo era lânguido, e vazio, e descampado e deserto”. (Graça Aranha) Assíndeto: Consiste na omissão da conjunção “e” ou de conectivos aditivos. "É o órgão da fé, o órgão da esperança, o órgão do ideal”. (Rui Barbosa) Elipse: É a omissão de palavras ou expressões que são facilmente subentendidas. "Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores." (Gonçalves Dias) Nossa vida (tem) mais amores Anacoluto: É quando se inicia um pensamento sem ligação alguma com o anterior, então ocorre em frase interrompida. O anacoluto mais exato e expressivo é o causado pela emoção: 1. Trago-te flores, - restos arrancados Da terra que nos viu passar unidos e ora mortos nos deixa e separados. Que eu, se tenho nos olhos malferidos Pensamentos de vida formulados, São pensamentos idos e vividos. (Machado de Assis) Silepse: É quando se faz a concordância com a idéia subentendida e não com a palavra expressa: a) Grande parte dos meninos saíram. b) Vossa Alteza parece cansado. c) Todos os homens somos iguais. EXERCÍCIOS 1 – A respeito da literatura, podemos dizer que ela: a) Só pode ser falada. b) Só pode ser escrita. c) Pode ser escrita ou falada. d) Não deve ser escrita nem falada. 2 – Muitos são os estudos sobre literatura, conceitos vem sendo buscados com interesse desde a antigüidade clássica. Marque a única alternativa que não pode ser considerada verdadeira como conceito de literatura:
  13. 13. _Língua Portuguesa I Taguatinga-DF– C 12, Lotes 5/7, Bloco A, Sobreloja, Centro – Fone/Fax: (61)351-6554/352-3448–www.unidf.com.br 13UNI Literatura é algo inerente ao indivíduo, que parte essencialmente dele e que exige vivência. Literatura é um mero pretexto para preencher os momentos de lazer. Literatura é a expressão dos conteúdos de ficção ou imaginação por meio da palavra de sentido múltiplo e pessoal. Literatura é a arte da palavra. 3 – Observe o seguinte trecho: “... e daquele vasto incêndio do crepúsculo alastrava-se a cabeça loura das ondas”. (Castro Alves). Considerando as figuras de linguagem, nesse trecho, podemos identificar exemplo de: a) Metonímia b) Comparação c) Metáfora d) Anáfora 4 – Observe o seguinte texto: “O poeta sem religião e sem moral é como o veneno derramado na fonte”. (Gonçalves de Magalhães). Considerando as figuras de linguagem, podemos identificar nesse trecho exemplo de: a) Metonímia b) Pleonasmo c) Anáfora d) Comparação 5 – Observe o seguinte trecho: “Era pátria e família e vida e tudo”. (Casimiro de Abreu). Considerando as figuras de linguagem, podemos identificar nesse trecho exemplo de: a) Polissíndeto b) Pleonasmo c) Anáfora d) Comparação 6 – Observe: “Em mim se apoiava, / Em mim se firmava...” (Gonçalves Dias). Considerando as figuras de linguagem, nesse trecho podemos identificar exemplo de: Anáfora Polissíndeto Metonímia Pleonasmo 7 – “Vossa Excelência é muito generoso”. Nessa frase podemos identificar exemplo de: Elipse Anáfora Inversão Silepse 8 – Marque a alternativa em que vemos um exemplo de elipse: a) “Entre cá dentro, berrou o pai”. b) “ Tinha chovido muito; lá fora, umidade”. c) “O balão subiu lá para cima”. d) “Eu parece-me que sinto muita dor de cabeça”. 9 – Na frase: “Ele lê Machado de Assis”, podemos observar que existe: a) Inversão. b) Catacrese. c) Perífrase. d) Metonímia. 10 - “De repente do riso fez-se o pranto Silencioso e branco como a bruma E das bocas unidas fez-se a espuma E das mãos espalmadas fez-se o espanto.(...)” (Vinícius de Morais) Vemos em parte desses versos uma repetição sistemática da conjunção “e”, o que é uma figura de linguagem. Como chama-se essa figura? a) Silepse. b) Polissíndeto. c) Metonímia. d) Anáfora GABARITOS 1. C / 2. B / 3. C / 4. D / 5. A / 6. A / 7. D / 8. B / 9. D/ 10. B. Continuemos nosso estudo literário! Você aprenderá na Unidade X sobre versificação, na Unidade XI sobre Gêneros Literários e na Unidade XII sobre Estilos. Em seguida faça os exercícios para que verifique a sua aprendizagem, relendo os conteúdos quando necessário, e verificando suas respostas no gabarito. UNIDADE X. VERSIFICAÇÃO É a arte ou técnica de escrever em forma de versos. É também considerado o estudo dos recursos que constituem um poema. SEÇÃO X.1. O VERSO É cada linha poética, com um número determinado de sílabas e harmoniosa movimentação entre as sílabas átonas e tônicas. Podem ser classificados em tradicionais ou livres. Os tradicionais possuem o mesmo número de sílabas, e as pausas que dão ritmo a eles são regulares; enquanto os livre não tem essa preocupação. SEÇÃO X.2. ESTROFES Estrofe é um conjunto de versos. Antes e depois de cada estrofe, aparece uma linha em branco, marcando a sua unidade. Conforme o tamanho da estrofe, ela recebe um nome diferente. Observe: Número de versos Nome da estrofe Dois versos Dístico Três versos Tercerto Quatro versos Quarteto
  14. 14. Língua Portuguesa I UNI _ Taguatinga-DF– C 12, Lotes 5/7, Bloco A, Sobreloja, Centro – Fone/Fax: (61)351-6554/352-3448–www.unidf.com.br 14 Cinco versos Quinteto Seis versos Sexteto ou sextilha Sete versos Sétima ou septilha Oito versos Oitava Nove versos Nova Dez versos Décima SEÇÃO X.3. RITMO É o ritmo que determina a melodia fundamental na estrutura dos versos e poemas. Ele é estabelecido pela regularidade na sucessão de sílabas átonas e tônicas. A contagem é feita até a última sílaba tônica do verso, juntando-se os sons vocálicos iguais e finais com início de palavras, quando pronunciadas num só lance. Número de sílabas Nome do verso Uma sílaba Monossílabos Duas sílabas Dissílabos Três sílabas Trissílabos Quatro sílabas Tetrassílabos Cinco sílabas Pentassílabos Seis sílabas Hexassílabos Sete sílabas Heptassílabos Oito sílabas Octossílabos Nove sílabas Eneassílabos Dez sílabas Decassílabos Onze sílabas Hendecassílabos Doze sílabas Dodecassílabos Mais de doze sílabas Versos bárbaros Exemplo: De re/pen/te, /não/ mais /que/ de re/pen/te Fez-se /de /tris/te o /que /se /fez a/man/te E de /so/zi/nho o /que se/ fez /con/ten/te Fez-se /do a/mi/go pró/xi/mo o /dis/tan/te Fez-se/ da vi/da u/ma a/vem/tu/ra e/rran/te De re/pen/te, /não /mais /que /de re/pen/te. a) Versos Octossílabos SEÇÃO X.4. RIMA Rima é considerada a semelhança de sons entre as palavras que se localizam no fim ou no meio de versos diferentes. Classificam-se quanto a qualidade e quanto a disposição(posição na estrofe). Quanto à qualidade: a) Pobres: são as rimas formadas com palavras da mesma classe gramatical. Ricas: são as rimas formadas com palavras de classe gramatical diferente. Raras: são as rimas formadas entre palavras em que existem poucas rimas possíveis. Preciosas: são as rimas construídas com palavras combinadas, obtidas de forma artificial. Quanto à disposição: 1. Encadeadas: são as rimas com o fim do verso que continua no verso seguinte. 2. Cruzadas ou alternadas: são as rimas que apresentam-se em versos alternados. 3. Intercaladas, interpoladas ou opostas: são as rimas que rimam os versos extremos de uma estrofe. 4. Emparelhadas: são as rimas que sucedem-se duas a duas, ou seja, rimam-se com o verso seguinte. UNIDADE XI. GÊNEROS LITERÁRIOS Gênero literário é um conjunto de obras dotadas de características comuns. Desde Platão (filósofo grego do século V a.C.), os três gêneros fundamentais são: o lírico, o dramático e o épico. Porém, muitas vezes, em algumas obras predominará um gênero sobre o outro, mas nunca haverá a expressão pura de um só gênero. Assim, fundindo essa tripartição tradicional, com as diferenciações apontadas pelas modernas teorias literárias, temos quatro gêneros básicos e suas respectivas formas: SEÇÃO XI.1. Gênero Épico: São as narrativas de tempos passados, em terceira pessoa. Narram episódios heróicos, históricos, mitológicos, místicos. Temos como exemplo: Ilíada e Odisséia, atribuídas a Homero. SEÇÃO XI.2. Gênero Narrativo: São as narrativas de ficção em prosa, em primeira ou terceira pessoa. Os principais tipos são: romance, novela, conto, crônica, cartas, epístolas, sermões. SEÇÃO XI.3. Gênero Dramático: São textos feitos para o teatro, para encenação. Drama em grego significa ação. Temos como exemplo: tragédia, comédia, tragicomédia, farsa, monólogo, auto. SEÇÃO XI.4. Gênero Lírico: São os textos que expressam subjetividade. Não possuem atores, mas sim o eu lírico. Essa subjetividade lírica é estruturada com: idéias, sentimentos, emoções, desejos, recordações, profundos estados de espírito. Temos como exemplo: Soneto, ode, hino, elegia, cantiga, idílio. UNIDADE XII. ESTILOS Estilo significa jeito ou maneira de escrever. Existem vários tipos de estilo, os principais são: de época, de lugar, de pessoa. O conjunto desses estilos é chamado de: Escolas Literárias, que apresentam duas tradições: clássicas(mais conservadoras) e não-clássicas(menos conservadoras). Ao longo da história literária brasileira podemos reconhecer dois momentos básicos de estilo: Literatura do Período Colonial (1550-1822) e Literatura do Período Nacional (1822-até dias atuais).
  15. 15. _Língua Portuguesa I Taguatinga-DF– C 12, Lotes 5/7, Bloco A, Sobreloja, Centro – Fone/Fax: (61)351-6554/352-3448–www.unidf.com.br 15UNI EXERCÍCIOS 1 –Os principais tipos de Estilo são: a) De época, de lugar, de pessoa, era colonial. b) De época, de lugar, de pessoa. c) Era colonial, era nacional. d) Período nacional, período colonial, de época. 2 –Leia o texto: “(...) Donzela Valsando, Sorrindo Fugindo” (Casimiro de Abreu) Agora responda: qual o nome do tipo de estrofe do texto? Quarteto Sexteto Oitava Dístico 3 –Leia o texto: “(...) Donzela Valsando, Sorrindo Fugindo” (Casimiro de Abreu) Agora responda: qual o metro empregado nesses versos, ou seja, qual o nome dos versos? a) Trissílabos b) Tetrassílabos c) Dissílabos d) Monossílabos 4 –Leia o texto: “(...) Donzela Valsando, Sorrindo Fugindo” (Casimiro de Abreu) Agora responda: quanto a qualidade das rimas, podemos dizer que verificamos nesse texto entre “sorrindo” e “fugindo”: a) Rimas ricas. b) Rimas pobres. c) Rimas medianas. d) Rimas médias. 5 –Leia o texto: “(...) Donzela Valsando, Sorrindo Fugindo” (Casimiro de Abreu) Agora responda: quanto a disposição das rimas, podemos dizer que verificamos nesse texto entre “sorrindo” e “fugindo”: a) Rimas cruzadas. b) Rimas intercaladas. c) Rimas opostas. d) Rimas emparelhadas. 6 –Quanto ao gênero dramático, podemos dizer que é um gênero literário que: a) Narra fatos. b) Prevê encenações. c) Narra fatos heróicos. d) Narra fatos antigos. 7 –Quanto ao gênero lírico, podemos dizer que ele: a) Possuí um eu lírico. b) Narra fatos heróicos. c) Prevê encenações. d) É feito para o teatro. 8 –Quanto ao gênero literário épico, podemos afirmar que: a) É feito para o teatro. b) Possui um eu lírico. c) Expressa emoções. d) Narra fatos heróicos. 9 –Sobre exemplos de gênero narrativo, podemos afirmar que: A Ilíada de Homero é um gênero narrativo. O soneto é um gênero narrativo. O romance é um gênero narrativo. A Odisséia de Homero é um gênero narrativo. 10 - “É um conjunto de obras dotadas de características comuns”. Podemos afirmar que esse conceito é: a) Gênero épico. b) Gênero dramático. c) Gênero lírico. d) Gênero literário. GABARITOS 1. B / 2. A / 3. C / 4. B / 5. D / 6. B / 7. A / 8. D / 9. C/ 10. D. Bem, agora você já aprendeu algumas coisas sobre literatura. Já está finalizando seu estudo de Língua Portuguesa I. E para completar os conhecimentos que você está adquirindo nessa matéria, veremos agora a Unidade XIII: Quinhentismo-Literatura de Informação; e a Unidade XIV: Barroco. Em seguida faça os exercícios para que verifique a sua aprendizagem, relendo os conteúdos quando necessário, e verificando suas respostas no gabarito. Logo após, você terá concluído seus estudos de Língua Portuguesa I! UNIDADE XIII. QUINHENTISMO - LITERATURA DE INFORMAÇÃO (1500- 1601) SEÇÃO XIII.1. LITERATURA DOS VIAJANTES Os primeiros escritos sobre a América tem caráter informativo. São cartas, crônicas e tratados produzidos por viajantes e padres, que informam as condições gerais da terra conquistada numa perspectiva do colonizador em relação ao Brasil. A natureza é vista como exuberante, mas os habitantes da terra são pintados como seres boçais e selvagens. As cartas de Fernão Cortês sobre a subjugação do México são o exemplo mais famoso dessa literatura informativa. No Brasil, a carta de Pero
  16. 16. Língua Portuguesa I UNI _ Taguatinga-DF– C 12, Lotes 5/7, Bloco A, Sobreloja, Centro – Fone/Fax: (61)351-6554/352-3448–www.unidf.com.br 16 Vaz de Caminha inicia a série de documentos que compõem a nossa literatura informativa: 1. "Esta terra, Senhor, parece-me que, da ponta que mais contra o Sul vimos, até a outra ponta que contra o Norte vem, de que nós deste porto houvemos vista, será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. Traz ao longo do mar em algumas partes grandes barreiras, umas vermelhas, e outras brancas; e a terra de cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. De ponta a ponta é toda praia. .. Muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande; porque, a estender olhos, não podíamos ver senão terra e arvoredos - terra que nos parecia muito extensa. Até agora não podemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal, ou ferro; nem lha vimos. Contudo a terra em si é de muito bons ares, frescos e temperados como os de Entre Douro e Minho, porque neste tempo dagora assim os achávamos como os de lá. [As] águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das águas que tem! Contudo, o melhor fruto que dela se pode tirar parece-me que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar ”. Caminha, Pêro Vaz de. Carta a el-rei D. Manuel. Lisboa, Imprensa Nacional, 1974. SEÇÃO XIII.2. LITERATURA DOS JESUÍTAS Eram textos intelectualmente mais elaborados. Boa parte da literatura dos jesuítas possui uma dimensão meramente informativa: os padres enviavam aos superiores notícias da obra catequética e dos problemas da ordem. Porém, foram também os primeiros textos artísticos, calcados na literatura religiosa medieval. Sua temática era: a catequese, a doutrinação do índio, questões de ordem moral e religiosa. O principal autor dessa época foi o padre José de Anchieta. UNIDADE XIV. BARROCO – SEISCENTISMO (1601-1768) O Barroco privilegia a riqueza de detalhes e de ornatos. O dinamismo e o desequilíbrio são marcas características do Barroco. Transgredindo o princípio da harmonia universal buscado pelos clássicos, o Barroco se caracteriza pela contorção das formas e pela instabilidade, como vemos nos versos do poeta Manuel Botelho de Oliveira: “E na desigual ordem Consiste a fermosura na desordem“. (“A Ilha de Maré”, 1705) O Barroco tomou-se, nos países católicos, a arte da Contra-Reforma, pelo fato da religião transformar-se novamente em elemento primordial da vida individual e coletiva. O Barroco cultua o contraste, a contradição; busca o equilíbrio entre Teocentrismo e Antropocentrismo; prevê questionamentos e dúvidas, como vemos no seguinte soneto: "Delírios da natureza” Em um ponto me alegro, e me entristeço, Choro, e rio, ouso, e temo, vivo, e morro, Caio, e grito, contemplo, e não discorro, Parto, e fico, não vou e me despeço. Lembrando-me de mim, de mim me esqueço, Ora fujo, ora tomo, paro e corro, Já atado, já solto, preso, e forro, Lince, e cego, me ignoro, e me conheço. Eu mesmo me acredito, e me desminto, Eu mesmo agravo o mal, e peço a cura, Eu mesmo me consolo e me ressinto. Saiba, pois, toda a humana criatura, Que, para escapar deste labirinto, Há de fugir às mãos da formosura. (Francisco de Pina e Melo, Rimas, 1ª parte, 1725) SEÇÃO XIV.1. AUTORES E OBRAS Oficialmente, considera-se a publicação da Pro- sopopéia de Bento Teixeira, em 1601, o marco inicial do Barroco brasileiro. Padre Antônio Vieira (Lisboa, 1608 – Salvador, 1697) pode ser considerado como patrimônio de nossa literatura barroca, pelo tempo que viveu no Brasil e o interesse com que problematizou tantos aspectos de nossa realidade colonial. Destaca-se também Gregório de Matos Guerra (Salvador, 1623 ou 1633 – Recife, 1696), como poeta barroco mais significativo do século XVII no Brasil. Na Bahia, sede do governo colonial português, surgiu Botelho de Oliveira, autor de “Música do Parnaso” (1705), obra que se distingue pelo virtuosismo plurilingüista: pois os poemas foram escritos em português, castelhano, italiano e latim; dentro da mais característica linha do cultismo barroco europeu. A face mais conhecida da poesia de Gregório de Matos é aquela revelada por suas sátiras. Sua verve iconoclasta não poupou nem mesmo o governador- geral Antônio de Sousa de Menezes, que era a mais importante autoridade no Brasil da época, tendo governado entre 1684 e 1687. (Menezes era conhecido como o “Braço de Prata”, pois usava uma peça desse metal para substituir o braço perdido numa batalha naval contra os invasores holandeses.). Para observarmos essa veia satírica, vejamos o seguinte trecho de um soneto seu: “(...) Senhor Antão de Sousa de Menezes Quem sobe ao alto lugar, que não merece, Homem sobe, asno vai, burro parece, Que o subir é desgraça muitas vezes. A fortunilha autora de entremezes Transpõe em burro o Herói, que indigno cresce:
  17. 17. _Língua Portuguesa I Taguatinga-DF– C 12, Lotes 5/7, Bloco A, Sobreloja, Centro – Fone/Fax: (61)351-6554/352-3448–www.unidf.com.br 17UNI Desanda a roda, e logo o homem desce, Que é discreta a fortuna em seus revezes.(...)” (Gregório de Matos) EXERCÍCIOS 1 –É correto afirmar que destaca em suas obras a literatura dos viajantes do século XVI: a) Oswald Andrade. b) Mário de Andrade. c) Pero Vaz de Caminha. d) Pe. Vieira. 2 –É correto afirmar que: Na literatura de viagens encontramos informações sobre: a) A natureza e o homem brasileiro. b) A religião e o catolicismo brasileiro. c) A natureza e o catolicismo brasileiro. d) A natureza e o homem português. 3 –padre José de Anchieta foi principal autor de qual época literária? a) Literatura dos viajantes. b) Literatura dos Jesuítas. c) Literatura barroca. d) Literatura provincial. 4 –“Pode ser considerado como patrimônio de nossa literatura barroca”. A quem pertence essa afirmação? a) Padre Vieira. b) Gregório de Matos Guerra. c) Padre José de Anchieta. d) Machado de Assis. 5 –Leia o seguinte pensamento: “Os primeiros escritos da nossa vida documentam precisamente a instauração do processo: são _________ que viajantes e missionários europeus colheram sobre a ______ e o ________ brasileiro”. (Alfredo Bosi). Marque a alternativa que preenche corretamente as lacunas: a) Análises – mulher – clima b) Análises – agricultura – comércio c) Informações – indústria – comércio. d) Informações – natureza – homem 6 –Marque o item em que todos os nomes citados tenham sido de importância para a literatura brasileira do seiscentismo: a) Gregório de Matos, Aluísio Azevedo, Castro Alves. b) Manuel Botelho de Oliveira, Ledo Ivo, Tomás Antônio Gonzaga. c) Pe. Antônio Vieira, Gregório de Matos, Manuel Botelho de Oliveira. d) Pe. Antônio Vieira, Adonias Filho, João Cabral de M. Neto. 7 –Quem foi o poeta barroco mais significativo do século XVII no Brasil? a) Padre Antônio Vieira. b) Gregório de Matos Guerra. c) Machado de Assis. d) Padre José de Anchieta. 8 –Marque a alternativa que completa corretamente a seguinte frase: A poesia de Gregório de Matos é rica em antíteses, contradições e jogos conceituais ao: a) Gosto romântico. b) Gosto português. c) Gosto clássico. d) Gosto barroco. 9 –A série de documentos da literatura informativa brasileira iniciou-se com: 1. A carta de Fernão Cortês. 2. A carta de Pero Vaz de Caminha. 3. A carta do Pe. Anchieta. 4. A carta do Pe. Vieira. 10 - “Contudo, o melhor fruto que dela se pode tirar parece-me que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar ”. Nesse trecho da carta de Pero Vaz de Caminha podemos observar claramente uma das características do Quinhentismo. Qual é essa característica? a) Caracterizar o patrimônio da literatura barroca. b) Privilegiar a riqueza de ornamentos. c) Informações numa perspectiva do colonizador em relação ao Brasil. d) Transgredir o princípio da harmonia universal buscada pelos clássicos. GABARITOS 1. C / 2. A / 3. B / 4. A / 5. D / 6. C / 7. B / 8. D / 9. B/ 10. C. Parabéns! Você concluiu os estudos de Língua Portuguesa I! Já está apto a desempenhar todas as habilidades que os conteúdos estudados lhe proporcionam. Agora é só utiliza-los! Boa sorte em seus próximos estudos na UNI! Estamos felizes por você ter chegado aqui com êxito e continue estudando! Pois “O estudo enobrece o homem”.

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