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Porque usar a fotografia como ferramenta de intervenção? 
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Photovoice 
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Photovoice 
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Benefícios do método 
1. 
Construção de amizades num ambiente lúdico e não ameaçador 
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Etapas 
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O papel do educador é fazer um projeto atrativo para ambos os públicos. 
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Materiais e Equipamentos
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Exposições fotográficas
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Fotografia participativa

  1. 1. Brasil 250 jovens (11-21 anos) 16 projetos 14 comunidades 7 formadores/educadores 25 exposições fotográficas 120 câmaras fotográficas 1 Olhares em Foco Mirim (até 7 anos) 1 especial Grant 1 Manual Olhares em Foco para educadores 5 Formação para educadores/jovens 100 Educadores/jovens formados no método Portugal 34 jovens (12-16 anos) 2 projetos 2 comunidades 5 exposições fotográficas Olhares em Foco Hoje 3
  2. 2. O que é fotografia participativa?
  3. 3. Porque usar a fotografia como ferramenta de intervenção? • Estímulo aos participantes envolvidos • Linguagem alternativa e visual • Retratar seus interesses, preocupações e questões que os afetam diretamente • Utilizar a linguagem fotográfica como uma ferramenta para promover a “voz” • Estimular habilidades para documentar e divulgar suas próprias ideias e perceções sobre o mundo • Fotografar e dialogar sobre as imagens • Não tem a preocupação estética com a imagem – Não é um curso de fotografia • A partir dos diálogos construir uma perspectiva e agenda para a mudança • A fotografia como meio de comunicação e expressão • Engajamento e empoderamento através da comunicação visual
  4. 4. Photovoice •Criado por Carole Wang e Mari Ann Burris (1992) – PhotoNovela e PhotoElicitation •Fotografia documental, teoria feminista e educação para consciência crítica (Paulo Freire) •Experiências com base na promoção à saúde: a)Saúde sexual e reprodutiva, VIH, Lesão Cerebral b)Sem-abrigos c)Comunidades multiétnicas (Crianças e Jovens) •O Photovoice enfatiza as seguintes ideias: 1.Experiências vividas subjetivas dos indivíduos, 2.Representação individual de sua própria realidade, 3.Empowerment de grupos em situação de exclusão •Pressupostos: 1.Imagens ensinam (contam histórias) 2.Fotografias podem influenciar políticas públicas 3.Membros da comunidade podem estar mais sensibilizados e participarem mais ativamente na incidência política
  5. 5. Photovoice •Objetivos retornos sociais do uso da metodologia photovoice : 1.Capacitar as pessoas para registrar e refletir os recursos e preocupações comunitárias 2.Promover o diálogo crítico e conhecimento sobre questões pessoais e da comunidade através de discussões em grupo das fotografias. 3.Fornecer uma representação visual das experiências e dos problemas e encaminhar aos decisores políticos que se dedicam •Para que usar o Photovoice enquanto ação social? 1.Para engajar uma comunidade ou grupo social 2.Para descobrir os problemas comunitários. 3.Para desenvolver competências e habilidades sociais e técnicas na comunidade. 4.Para desenvolver um plano de ação para uma mudança estruturada. 5.Para comunicar um problema.
  6. 6. Benefícios do método 1. Construção de amizades num ambiente lúdico e não ameaçador 2. Reconhecimento cultural e local (espaços públicos e privados) 3. Instrumento criativo (autoestima e confiança) 4. Quebra de estereótipos da imagem estigmatizada 5. Processo de incidência política (Agendamento das problemáticas, disseminação pelos meios, sensibilização e voz)
  7. 7. Photovoice no Olhares em Foco Etapas 1.Identificação dos decisores políticos e lideranças na comunidade 2.Mobilização e recrutamento dos participantes 3.Regras do grupo e diálogo sobre imagem, poder e ética 4.Reuniões de Grupo sobre técnicas fotográficas e a imagem como meio de informação 5.Identificação de temas para as fotografias 6.Distribuição das câmaras para os participantes 7.Reuniões para discursão das fotografias e identificação dos recursos e problemáticas 8.Seleção das imagens e histórias a ser contadas 9.Partilha e exposição (Socializar Olhares)
  8. 8. Níveis de análise a partir dos debates 1- Escolhas fotográficas a) Porque escolheu essa cena? b) O que passava pela sua mente enquanto tirava esta fotografia? c) Qual a história que acha que deve estar por trás desta fotografia? d) Para si, o que significa esta imagem? e) Está satisfeito com o resultado? f) Existe alguma coisa em particular que gostaria de destacar a partir da foto? 2- Dinâmica da captação fotográfica a)Quem estava presente quando tirou a fotografia? b)Quem são estas pessoas e locais? c)O que se passava no momento da captação fotográfica? e)Em que aspeto essa fotografia mostra a si, os seus amigos, a família ou a sua comunidade?
  9. 9. Executando o projeto Olhares em Foco
  10. 10. Seleção dos participantes
  11. 11. Seleção • Idades • igualdade de género • De onde são os participantes? • Quais as necessidades e características específicas do grupo? • O que precisam para participar ativamente – a alfabetização e o conhecimento do português pode ser um pré-requisito • Formas de divulgação das inscrições • O material promocional • Facebook, blog twitter, e-mail, mensagem de texto, por telemóveis. • Tempo para divulgar e sensibilizar • Partilha dos documentos • Regras de convívio • sessão de esclarecimento (vídeos, fotos e dados sobre o projeto em outras comunidade)
  12. 12. Tempo das Oficinas
  13. 13. Tempo das oficinas • O papel do educador é fazer um projeto atrativo para ambos os públicos. • Não deixar uma atividade monótona • Algo dinâmico e entusiasmante • O ideal está entre 15 e 20 encontros, de 3 a 4 horas cada • Desmobilização durante para projetos longos • Desmobilização após para projetos curtos • Tempo para relações entre o grupo e com o educador para que se sintam confortáveis para falar e interagir
  14. 14. Materiais e Equipamentos
  15. 15. Materiais e equipamentos • Câmaras fotográficas devem ser as digitais mais simples possíveis • Saídas podem ser feitas em duplas • Poderão levar as câmeras para casa, caso se responsabilizem • Apropriação dos equipamentos • Boa gestão das câmaras, baterias, carregadores • Tempo para arquivar as imagens • Segurança e manutenção do equipamento • Gestão participativa do equipamento • Aumento no status social local - acesso a oportunidades e recursos materiais • Orgulho e importância nos participantes
  16. 16. Flexibilidade das atividades
  17. 17. Especificação e adequação das atividades • Flexibilidade do currículo e das atividades do projeto • Mudança do cronograma de aulas durante a proposta • Ponto fixo no início: construção coletiva das regras e normas éticas • Desde a primeira sessão os participantes já devem fotografar • Atividades dinâmicas que evitem o tédio e a desmobilização • Conhecer a comunidade e os locais ao acompanhar os participantes • O que mais gosto mais na minha comunidade; “o que gostaria de mudar”; “como é o meu quotidiano” • Estimular as “missões fotográficas”
  18. 18. Exposições fotográficas
  19. 19. Exposições fotográficas • Fechamento de um ciclo que tem começo, meio e fim - resultado prático e palpável • Melhoram a autoestima e valorizam os caminhos percorridos • Escolha das fotografias pelos participantes(nunca passar de 50 ou 60 fotos) • Criatividade na montagem • Registro de visitas • Projeção das imagens • Panfletos distribuídos pelos envolvidos em um dia de mutirão • Convites personalizados • Meios de comunicação (jornais locais e rádios comunitárias e websites) • Criação de uma página na internet - Facebook • Dias e horários que os membros da comunidade possam ir visitar • Primeira exposição feita na comunidade
  20. 20. Daniel Meirinho danielmeirinho@hotmail.com www.facebook.com/projetoolharesemfoco http://www.slideshare.net/danielmeirinho/manual-olhares-em-foco

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