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DICAS CONHECIMENTOS PEDAGÓGICOS
PROFª ANA MAGISTÉRIO
Dica 1 - Tendências Pedagógicas:
Não esqueça que os conceitos de Luckesi e Libâneo sobre
a classificação de Tendências Pedagógicas mais cobrada
nos certames. As Tendências são tipificadas em dois
grupos: liberais e progressistas.
Atenção: as Tendências Pedagógicas Liberais tiveram
as influências da Revolução Francesa, de "igualdade,
liberdade, fraternidade", que foi, também, determinante do
liberalismo no mundo ocidental e do sistema capitalista,
onde estabeleceu uma forma de organização social
baseada na propriedade privada dos meios de produção.
Sua preocupação básica é o cultivo dos interesses.
Para essa tendência, o saber já produzido (conteúdos de
ensino) é muito mais importante que a experiência do
sujeito e o processo pelo qual ele aprende.
Se, nas Tendências Liberais, a escola possuía uma função
equalizadora, nas Tendências Progressistas, derivada das
teorias críticas, ela passa a ser analisada como
reprodutora das desigualdades de classe e reforçadora do
modo de produção capitalista. Nessa perspectiva, Libâneo
(1994), designa à Pedagogia Liberal em três tendências:
Tradicional, Renova ( Diretiva e Não-Diretiva ) e
Tecnicista.
Já as Tendências Progressistas, a escola passa a ser
vista não mais como redentora, mas como reprodutora da
classe dominante. Três teorias tiveram grande
repercussão: teoria do Sistema enquanto Violência
Simbólica (Bourdieu e Passeron, 1970); teoria da escola
enquanto Aparelho Ideológico do Estado (AIE, Althusser,
1968); e teoria da escola Dualista (Baudelot e Establet,
1971). Todas elas, denominadas como "crítico-
reprodutivistas", não apresentam, no entanto,
explicitamente uma proposta pedagógica, limitando-se,
apenas, a explicar as razões do fracasso escolar e da
marginalização das classes populares, além da
necessidade de superação, tanto da ilusão da escola
como redentora, como da impotência e o imobilismo da
escola reprodutora. Nessa perspectiva, Libâneo (1994),
designa à Pedagogia Progressista três tendências:
Libertadora, Libertária e Crítica Social dos Conteúdos.
Dica 2 - Piaget e Vygostsky:
Piaget especializou-se nos estudos do conhecimento
humano, concluindo que, assim como os organismos vivos
podem adaptar-se geneticamente a um novo meio, existe
também uma relação evolutiva entre o sujeito e o seu
meio, ou seja, a criança reconstrói suas ações e ideias
quando se relaciona com novas experiências ambientais.
Para ele, a criança constrói sua realidade como um ser
humano singular, situação em que o cognitivo está em
supremacia em relação ao social e o afetivo.
Na perspectiva construtivista de Piaget, o começo do
conhecimento é a ação do sujeito sobre o objeto, ou seja,
o conhecimento humano se constrói na interação homem-
meio, sujeito-objeto. Conhecer consiste em operar sobre o
real e transformá-lo a fim de compreendê-lo, é algo que se
dá a partir da ação do sujeito sobre o objeto de
conhecimento. As formas de conhecer são construídas
nas trocas com os objetos, tendo uma melhor organização
em momentos sucessivos de adaptação ao objeto. A
adaptação ocorre através da organização, sendo que o
organismo discrimina entre estímulos e sensações,
selecionando aqueles que irá organizar em alguma forma
de estrutura. A adaptação possui dois mecanismos
opostos, mas complementares, que garantem o processo
de desenvolvimento: a assimilação e a acomodação.
Segundo Piaget, o conhecimento é a
equilibração/reequilibração entre assimilação e
acomodação, ou seja, entre os indivíduos e os objetos do
mundo.
Já Para Vygotsky, de cunho socialista, a criança nasce
inserida num meio social, que é a família, e é nela que
estabelece as primeiras relações com a linguagem na
interação com os outros. Nas interações cotidianas, a
mediação com o adulto acontece espontaneamente no
processo de utilização da linguagem, no contexto das
situações imediatas.
Essa teoria apoia-se na concepção de um sujeito interativo
que elabora seus conhecimentos sobre os objetos, em um
processo mediado pelo outro. O conhecimento tem
gênese nas relações sociais, sendo produzido na
intersubjetividade e marcado por condições culturais,
sociais e históricas.
Assim, o homem se produz na e pela linguagem, isto é, é
na interação com outros sujeitos que formas de pensar são
construídas por meio da apropriação do saber da
comunidade em que está inserido o sujeito. A relação
entre homem e mundo é uma relação mediada, na qual,
entre o homem e o mundo existem elementos que auxiliam
a atividade humana. Estes elementos de mediação são os
signos e os instrumentos
Dica 3 - Avaliação Formativa:
A avaliação formativa tem seu foco no processo ensino-
aprendizagem. Alguns teóricos chegam a nomear essa
modalidade com o nome de avaliação formativa
diagnóstica. A avaliação formativa não tem finalidade
probatória e está incorporada no ato de ensinar, integrada
na ação de formação. Alguns autores consideram que a
avaliação formativa englobe as outras modalidades de
avaliação já que ela se dá durante o processo educacional.
Seu caráter é especificamente pedagógico.
Dica 4 - Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da
Educação Básica - Resolução nº 04/2010:
Sobre o Currículo não esqueça que está organizado a em
Básica Nacional Comum e Parte Diversidade. A base
nacional comum na Educação Básica constitui-se de
conhecimentos, saberes e valores produzidos
culturalmente, expressos nas políticas públicas e gerados
nas instituições produtoras do conhecimento científico e
tecnológico; no mundo do trabalho; no desenvolvimento
das linguagens; nas atividades desportivas e corporais; na
produção artística; nas formas diversas de exercício da
cidadania; e nos movimentos sociais. Constitui a base
nacional comum nacional: a Língua Portuguesa; a
Matemática; o conhecimento do mundo físico, natural, da
realidade social e política, especialmente do Brasil,
incluindo-se o estudo da História e das Culturas Afro-
Brasileira e Indígena, a Arte, em suas diferentes formas de
expressão, incluindo-se a música; a Educação Física; o
Ensino Religioso.
A base nacional comum e a parte diversificada não podem
se constituir em dois blocos distintos, com disciplinas
específicas para cada uma dessas partes, mas devem ser
organicamente planejadas e geridas de tal modo que as
tecnologias de informação e comunicação perpassem
transversalmente a proposta curricular, desde a Educação
Infantil até o Ensino Médio, imprimindo direção aos
projetos político-pedagógicos.
A parte diversificada pode ser organizada em temas
gerais, na forma de eixos temáticos, selecionados
colegiadamente pelos sistemas educativos ou pela
unidade escolar.
Processo de Ensino-Aprendizagem
Questões relacionadas à temática, na maioria das vezes, estão
pautadas no modelo de sociedade democrática atual, em que a
escola não pode manter uma estrutura de educação na qual o
conhecimento é meramente reproduzido de forma verticalizada.
O processo de ensino-aprendizagem na sala de aula deve
consistir na relação de comunicação e diálogo entre professor e
aluno. O professor é responsável por mediar o conhecimento e, a
partir da prática pedagógica adotada, possibilitar o
desenvolvimento de habilidades e competências, estimulando a
criatividade e reflexão. Para tanto é fundamental que o educador
conheça seus alunos, suas capacidades, limitações, dificuldades,
estabelecendo relação de afetividade e perceba a necessidade de
se autoavaliar constantemente, reorganizando o trabalho
pedagógico sempre que os resultados exigirem.
A Escola e a sua Função Social
A função social da escola é uma abordagem frequente nas
questões de concurso, considerando o novo paradigma
educacional. Nessa perspectiva, o conhecimento adquirido na
escola não pode ser desvinculado da realidade social do
educando. Na prática ele deve ser um instrumento transformador
dessa realidade. Dessa forma é que identificamos a função social
da escola, através do conhecimento atrelado às reais
necessidades dos sujeitos, um conhecimento com sentido e
funcionalidade.
Gestão Escolar e Projeto Político Pedagógico
Em questões que enfatizam o Projeto Político Pedagógico é
essencial compreender que a gestão da escola tem papel
fundamental na estruturação e condução da equipe para sua
construção. Lembrando que tal equipe deve ser composta por
funcionários, professores, pais e alunos. Para isto é
imprescindível conhecer a comunidade na qual a escola
encontra-se inserida e ter clareza da necessidade de todos os
envolvidos no processo de elaboração, conhecer as propostas da
escola, como por exemplo: valores que se deseja efetivar,
políticas de organização, currículo e formação de professores que
pretendem implantar. Não esqueça também que a revisão do
projeto é de extrema relevância, através dela a instituição terá um
diagnóstico dos avanços e problemáticas surgidas no processo de
concretização das propostas. Por fim enfatizo a importância do
gestor em criar um ambiente de comunicação e diálogo com a
comunidade a fim de minimizar as dificuldades na elaboração do
PPP (Projeto Político Pedagógico) da sua instituição de ensino.
Política Nacional da Educação Especial
O enfoque nesta temática muitas vezes está pautado nas práticas
frequentes de discriminação. É crescente o número de alunos nas
instituições de ensino que necessitam de atendimento
diferenciado. Desta forma a escola precisa adequar-se a um novo
modelo no qual o respeito à diversidade é uma questão que
perpassa as limitações da escola, permeando a sociedade de
forma integral. O processo de inclusão consiste em ações
pedagógicas, mas também culturais, políticas e sociais. A
educação na perspectiva da inclusão está fundamentada na
concepção de direitos humanos, sendo assim o aluno com
necessidades educacionais especiais não só tem direito de acesso
ao ensino regular nas escolas, como também precisam assegurá-
lo de que serão oferecidas condições necessárias para a
efetivação de uma educação de qualidade.
Perceba que os temas são interligados. Portanto, esteja atento às
questões nas suas diferentes formas e abordagens. Considerando
que, em geral, elas se complementam e estabelecem relações
entre si.
1. De que forma a escola, como cumpridora do seu papel
social deve se planejar para combater as práticas de
discriminação?
a) Estimular a realização de atividades curriculares relacionadas
à diversidade, excluindo orientações sexuais e religiosas.
b) Desenvolver atividades curriculares que apresentem a
importância da diversidade cultural em sua totalidade, incluindo
orientações sexuais e religiosas.
c) Evitar a discussão de assuntos voltados ao tema, considerando
que a escola não está preparada para essa abordagem.
d) Apresentar profissionais de outras áreas para discutir temas
transversais do currículo.
COMENTÁRIO: atividades que abordam a riqueza da
diversidade que temos em nossa cultura, incluindo práticas
sexuais e religiosas são fundamentais para auxiliar no processo
de conscientização dos educandos sobre a importância de
valorizar as diferenças para a construção de uma sociedade
plena.
2. A escola apresenta orientação inclusiva, quando:
a) Trabalha os conteúdos de forma homogênea, independente das
necessidades educacionais evidenciadas.
b) Promove mudanças apenas nos aspectos estruturais,
garantindo acessibilidade no espaço físico.
c) Propõe mudanças físicas e atitudinais, além de espaços para
debates, troca de experiências, formação continuada para
professores atuarem na educação inclusiva.
d) Direciona alunos com maiores dificuldades de aprendizagem
para classes especiais.
COMENTÁRIO: uma escola inclusiva deve garantir excelência
no acesso e permanência do aluno. Para isso não só os aspectos
estruturais são relevantes, mas a formação do profissional
atuante em salas que apresentem portadores de necessidades
especiais.
3. É correto afirmar sobre situações de aprendizagem
vivenciadas nas salas de aula:
a) Baseiam-se em atividades sem objetivos específicos,
planejados pelo educador.
b) Fundamentam-se em atividades direcionadas e planejadas
como objetivo de contribuir para o processo de ensino-
aprendizagem.
c) Consiste em atividades direcionadas apenas aos alunos que
apresentam dificuldades.
d) Funda-se em atividades recreativas elaboradas pelo educando.
COMENTÁRIO: o contexto escolar atual exige que o processo
de aprendizagem considere o aluno pesquisador, ativo, capaz de
trabalhar em equipe de forma cooperativa e compartilhada. E que
o conhecimento por ele adquirido esteja pautado em suas
vivências e articulados a sua realidade social. Um conhecimento
funcional, que contribua na prática para o desenvolvimento de
novas competências e habilidades.
4. De que forma a relação interpessoal se configura nas
práticas cotidianas em sala de aula:
a) Através da convivência.
b) A partir da implementação de técnicas pedagógicas, apenas.
c) Pela imposição dos direitos e deveres.
d) Somente pela vontade do professor.
COMENTÁRIO: a plenitude na relação entre professor e aluno
não é possível se concretizar, visto que as situações pedagógicas
são influenciadas por outros elementos. No entanto, quando essa
relação se fundamenta em uma comunicação adequada entre as
partes, é possível que a interação ocorra positivamente. Como
destaca Paulo Freire, é importante saber ouvir. E para haja uma
boa relação interpessoal, a convivência deve favorecer o falar e
ouvir de forma recíproca.
5. O Projeto Pedagógico é importante aliado no processo de
construção da aprendizagem. Dessa forma é INCORRETO
afirmar quanto às práticas adequadas de projeto nas
escolas:
a) Admite a filosofia da instituição.
b) Descreve objetivos e metas de avaliação com propósito de
categorizar a aprendizagem.
c) Propõe práticas de integração, cooperação e coletividade na
escola.
d) Aborda valores da sociedade em geral.
COMENTÁRIO: o Projeto Pedagógico é um importante
instrumento de apoio para promover a melhoria na aprendizagem
e de outros aspectos fundamentais para a formação do educando.
O trabalho com projetos oportuniza novos desafios, além da
ressignificação de muitas ações executadas pelos principais
envolvidos no processo.
6. Segundo a LDB, a Educação Especial é entendida como:
a) Modalidade de educação escolar, oferecida sempre na rede
regular de ensino, para educandos portadores de necessidades
especiais.
b) Modalidade de educação escolar, oferecida na rede regular de
ensino, para educandos portadores de necessidades especiais,
quando há vagas disponíveis.
c) Modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente
na rede regular de ensino, para educandos portadores de
necessidades especiais.
d) Modalidade de educação escolar, oferecida apenas em
instituições específicas para educandos portadores de
necessidades especiais.
COMENTÁRIO: o número de alunos portadores de
necessidades especiais já incluídos nas escolas, vem aumentando
ao longo dos anos. A obrigatoriedade prevista na LDB da
inclusão dos alunos especiais em séries regulares ampliou a
discussão acerca do tema no país, fazendo com que instituições
de ensino buscas sem adaptações na estrutura física, bem como
nas metodologias aplicadas, para atender esse público que, assim
como todos tem direito a uma educação de qualidade.
7. Como poderá se organizar a educação básica:
a) A educação básica apresenta formas de organização
condizentes a estrutura da instituição, com base no referencial
teórico e filosofia.
b) A educação básica poderá organizar-se apenas em séries
anuais, períodos semestrais e ciclos.
c) A educação básica poderá organizar-se por forma diversa de
organização.
d) A educação básica poderá organizar-se em séries anuais,
períodos semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de
estudos, grupos não-seriados, com base na idade, na competência
e em outros critérios, ou por forma diversa de organização,
sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o
recomendar.
COMENTÁRIO: por algum tempo a organização da educação
proposta pela LDB foi tema frequente de debates, a problemática
partia do princípio das dificuldades do educador em executar o
trabalho pedagógico pautado nesse novo modelo estrutural. A
organização do ensino em ciclos vinculou-se a compreensão do
papel social da escola na tentativa de melhorar a qualidade do
ensino e assim corrigir índices que implicam diretamente no
fracasso escolar.
8. A Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) é um conceito
elaborado por qual teórico:
a) Karl Marx
b) Jean Piaget
c) Sigmund Freud
d) Lev Vygotsky
COMENTÁRIO: a ZDP segundo Vygotsky configura se como
o intervalo entre a capacidade da criança resolver um problema
sozinha (nível de desenvolvimento real) e a resolução de um
problema mediado por um adulto ou em colaboração com outros
pares (nível de desenvolvimento potencial).
9. Para Cipriano Luckesi, “não há avaliação se ela não
trouxer um diagnóstico que contribua para melhorar a
aprendizagem”. Considerando a concepção de avaliação
defendida pelo autor podemos afirmar que:
a) A prática avaliativa não precisa ser planejada.
b) A avaliação não se constitui por instrumentos de diagnóstico
que objetivam melhorar o processo de aprendizagem.
c) Instrumentos como: questionário, teste, redação; não devem
ser usados para avaliar.
d) A maioria das escolas promove exames que não consistem em
práticas avaliativas.
COMENTÁRIO: as práticas inadequadas de avaliação podem
ser corrigidas a partir da construção e execução de um
planejamento didático para elaboração dos instrumentos
avaliativos, na intenção de analisar e reorientar a aprendizagem.
Notas e conceitos são relevantes nesse processo quando o
objetivo desse registro permitir o fornecimento de subsídios para
uma avaliação formativa e não classificatória.
10. A Assimilação e Acomodação são processos cognitivos
definidos por:
a) Jean Piaget
b) Paulo Freire
c) Phillipe Perrenoud
d) Friedrich Froebel
COMENTÁRIO: as situações de assimilação e acomodação, na
perspectiva do autor consistem na adaptação do sujeito. Dessa
forma as relações estabelecidas oportunizam a estruturação e
desenvolvimento do seu cognitivo. O processo de aprendizagem
pode ser justificado por essa teoria: a inteligência do sujeito já
propõe a assimilação, no momento em que ele se apropria de um
conhecimento muda os esquemas cognitivos, pois ele foi
incorporado, possibilitando assim a acomodação.

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Dicas conhecimentos pedagógicos

  • 1. DICAS CONHECIMENTOS PEDAGÓGICOS PROFª ANA MAGISTÉRIO Dica 1 - Tendências Pedagógicas: Não esqueça que os conceitos de Luckesi e Libâneo sobre a classificação de Tendências Pedagógicas mais cobrada nos certames. As Tendências são tipificadas em dois grupos: liberais e progressistas. Atenção: as Tendências Pedagógicas Liberais tiveram as influências da Revolução Francesa, de "igualdade, liberdade, fraternidade", que foi, também, determinante do liberalismo no mundo ocidental e do sistema capitalista, onde estabeleceu uma forma de organização social baseada na propriedade privada dos meios de produção. Sua preocupação básica é o cultivo dos interesses.
  • 2. Para essa tendência, o saber já produzido (conteúdos de ensino) é muito mais importante que a experiência do sujeito e o processo pelo qual ele aprende. Se, nas Tendências Liberais, a escola possuía uma função equalizadora, nas Tendências Progressistas, derivada das teorias críticas, ela passa a ser analisada como reprodutora das desigualdades de classe e reforçadora do modo de produção capitalista. Nessa perspectiva, Libâneo (1994), designa à Pedagogia Liberal em três tendências: Tradicional, Renova ( Diretiva e Não-Diretiva ) e Tecnicista. Já as Tendências Progressistas, a escola passa a ser vista não mais como redentora, mas como reprodutora da classe dominante. Três teorias tiveram grande repercussão: teoria do Sistema enquanto Violência Simbólica (Bourdieu e Passeron, 1970); teoria da escola
  • 3. enquanto Aparelho Ideológico do Estado (AIE, Althusser, 1968); e teoria da escola Dualista (Baudelot e Establet, 1971). Todas elas, denominadas como "crítico- reprodutivistas", não apresentam, no entanto, explicitamente uma proposta pedagógica, limitando-se, apenas, a explicar as razões do fracasso escolar e da marginalização das classes populares, além da necessidade de superação, tanto da ilusão da escola como redentora, como da impotência e o imobilismo da escola reprodutora. Nessa perspectiva, Libâneo (1994), designa à Pedagogia Progressista três tendências: Libertadora, Libertária e Crítica Social dos Conteúdos.
  • 4. Dica 2 - Piaget e Vygostsky: Piaget especializou-se nos estudos do conhecimento humano, concluindo que, assim como os organismos vivos podem adaptar-se geneticamente a um novo meio, existe também uma relação evolutiva entre o sujeito e o seu meio, ou seja, a criança reconstrói suas ações e ideias quando se relaciona com novas experiências ambientais. Para ele, a criança constrói sua realidade como um ser humano singular, situação em que o cognitivo está em supremacia em relação ao social e o afetivo. Na perspectiva construtivista de Piaget, o começo do conhecimento é a ação do sujeito sobre o objeto, ou seja, o conhecimento humano se constrói na interação homem- meio, sujeito-objeto. Conhecer consiste em operar sobre o real e transformá-lo a fim de compreendê-lo, é algo que se dá a partir da ação do sujeito sobre o objeto de
  • 5. conhecimento. As formas de conhecer são construídas nas trocas com os objetos, tendo uma melhor organização em momentos sucessivos de adaptação ao objeto. A adaptação ocorre através da organização, sendo que o organismo discrimina entre estímulos e sensações, selecionando aqueles que irá organizar em alguma forma de estrutura. A adaptação possui dois mecanismos opostos, mas complementares, que garantem o processo de desenvolvimento: a assimilação e a acomodação. Segundo Piaget, o conhecimento é a equilibração/reequilibração entre assimilação e acomodação, ou seja, entre os indivíduos e os objetos do mundo. Já Para Vygotsky, de cunho socialista, a criança nasce inserida num meio social, que é a família, e é nela que estabelece as primeiras relações com a linguagem na
  • 6. interação com os outros. Nas interações cotidianas, a mediação com o adulto acontece espontaneamente no processo de utilização da linguagem, no contexto das situações imediatas. Essa teoria apoia-se na concepção de um sujeito interativo que elabora seus conhecimentos sobre os objetos, em um processo mediado pelo outro. O conhecimento tem gênese nas relações sociais, sendo produzido na intersubjetividade e marcado por condições culturais, sociais e históricas. Assim, o homem se produz na e pela linguagem, isto é, é na interação com outros sujeitos que formas de pensar são construídas por meio da apropriação do saber da comunidade em que está inserido o sujeito. A relação entre homem e mundo é uma relação mediada, na qual, entre o homem e o mundo existem elementos que auxiliam
  • 7. a atividade humana. Estes elementos de mediação são os signos e os instrumentos Dica 3 - Avaliação Formativa: A avaliação formativa tem seu foco no processo ensino- aprendizagem. Alguns teóricos chegam a nomear essa modalidade com o nome de avaliação formativa diagnóstica. A avaliação formativa não tem finalidade probatória e está incorporada no ato de ensinar, integrada na ação de formação. Alguns autores consideram que a avaliação formativa englobe as outras modalidades de avaliação já que ela se dá durante o processo educacional. Seu caráter é especificamente pedagógico.
  • 8. Dica 4 - Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica - Resolução nº 04/2010: Sobre o Currículo não esqueça que está organizado a em Básica Nacional Comum e Parte Diversidade. A base nacional comum na Educação Básica constitui-se de conhecimentos, saberes e valores produzidos culturalmente, expressos nas políticas públicas e gerados nas instituições produtoras do conhecimento científico e tecnológico; no mundo do trabalho; no desenvolvimento das linguagens; nas atividades desportivas e corporais; na produção artística; nas formas diversas de exercício da cidadania; e nos movimentos sociais. Constitui a base nacional comum nacional: a Língua Portuguesa; a Matemática; o conhecimento do mundo físico, natural, da realidade social e política, especialmente do Brasil, incluindo-se o estudo da História e das Culturas Afro-
  • 9. Brasileira e Indígena, a Arte, em suas diferentes formas de expressão, incluindo-se a música; a Educação Física; o Ensino Religioso. A base nacional comum e a parte diversificada não podem se constituir em dois blocos distintos, com disciplinas específicas para cada uma dessas partes, mas devem ser organicamente planejadas e geridas de tal modo que as tecnologias de informação e comunicação perpassem transversalmente a proposta curricular, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, imprimindo direção aos projetos político-pedagógicos. A parte diversificada pode ser organizada em temas gerais, na forma de eixos temáticos, selecionados colegiadamente pelos sistemas educativos ou pela unidade escolar.
  • 10. Processo de Ensino-Aprendizagem Questões relacionadas à temática, na maioria das vezes, estão pautadas no modelo de sociedade democrática atual, em que a escola não pode manter uma estrutura de educação na qual o conhecimento é meramente reproduzido de forma verticalizada. O processo de ensino-aprendizagem na sala de aula deve consistir na relação de comunicação e diálogo entre professor e aluno. O professor é responsável por mediar o conhecimento e, a partir da prática pedagógica adotada, possibilitar o desenvolvimento de habilidades e competências, estimulando a criatividade e reflexão. Para tanto é fundamental que o educador conheça seus alunos, suas capacidades, limitações, dificuldades, estabelecendo relação de afetividade e perceba a necessidade de
  • 11. se autoavaliar constantemente, reorganizando o trabalho pedagógico sempre que os resultados exigirem. A Escola e a sua Função Social A função social da escola é uma abordagem frequente nas questões de concurso, considerando o novo paradigma educacional. Nessa perspectiva, o conhecimento adquirido na escola não pode ser desvinculado da realidade social do educando. Na prática ele deve ser um instrumento transformador dessa realidade. Dessa forma é que identificamos a função social da escola, através do conhecimento atrelado às reais necessidades dos sujeitos, um conhecimento com sentido e funcionalidade. Gestão Escolar e Projeto Político Pedagógico Em questões que enfatizam o Projeto Político Pedagógico é essencial compreender que a gestão da escola tem papel
  • 12. fundamental na estruturação e condução da equipe para sua construção. Lembrando que tal equipe deve ser composta por funcionários, professores, pais e alunos. Para isto é imprescindível conhecer a comunidade na qual a escola encontra-se inserida e ter clareza da necessidade de todos os envolvidos no processo de elaboração, conhecer as propostas da escola, como por exemplo: valores que se deseja efetivar, políticas de organização, currículo e formação de professores que pretendem implantar. Não esqueça também que a revisão do projeto é de extrema relevância, através dela a instituição terá um diagnóstico dos avanços e problemáticas surgidas no processo de concretização das propostas. Por fim enfatizo a importância do gestor em criar um ambiente de comunicação e diálogo com a comunidade a fim de minimizar as dificuldades na elaboração do PPP (Projeto Político Pedagógico) da sua instituição de ensino. Política Nacional da Educação Especial
  • 13. O enfoque nesta temática muitas vezes está pautado nas práticas frequentes de discriminação. É crescente o número de alunos nas instituições de ensino que necessitam de atendimento diferenciado. Desta forma a escola precisa adequar-se a um novo modelo no qual o respeito à diversidade é uma questão que perpassa as limitações da escola, permeando a sociedade de forma integral. O processo de inclusão consiste em ações pedagógicas, mas também culturais, políticas e sociais. A educação na perspectiva da inclusão está fundamentada na concepção de direitos humanos, sendo assim o aluno com necessidades educacionais especiais não só tem direito de acesso ao ensino regular nas escolas, como também precisam assegurá- lo de que serão oferecidas condições necessárias para a efetivação de uma educação de qualidade. Perceba que os temas são interligados. Portanto, esteja atento às questões nas suas diferentes formas e abordagens. Considerando
  • 14. que, em geral, elas se complementam e estabelecem relações entre si. 1. De que forma a escola, como cumpridora do seu papel social deve se planejar para combater as práticas de discriminação? a) Estimular a realização de atividades curriculares relacionadas à diversidade, excluindo orientações sexuais e religiosas. b) Desenvolver atividades curriculares que apresentem a importância da diversidade cultural em sua totalidade, incluindo orientações sexuais e religiosas. c) Evitar a discussão de assuntos voltados ao tema, considerando que a escola não está preparada para essa abordagem.
  • 15. d) Apresentar profissionais de outras áreas para discutir temas transversais do currículo. COMENTÁRIO: atividades que abordam a riqueza da diversidade que temos em nossa cultura, incluindo práticas sexuais e religiosas são fundamentais para auxiliar no processo de conscientização dos educandos sobre a importância de valorizar as diferenças para a construção de uma sociedade plena. 2. A escola apresenta orientação inclusiva, quando: a) Trabalha os conteúdos de forma homogênea, independente das necessidades educacionais evidenciadas.
  • 16. b) Promove mudanças apenas nos aspectos estruturais, garantindo acessibilidade no espaço físico. c) Propõe mudanças físicas e atitudinais, além de espaços para debates, troca de experiências, formação continuada para professores atuarem na educação inclusiva. d) Direciona alunos com maiores dificuldades de aprendizagem para classes especiais. COMENTÁRIO: uma escola inclusiva deve garantir excelência no acesso e permanência do aluno. Para isso não só os aspectos estruturais são relevantes, mas a formação do profissional atuante em salas que apresentem portadores de necessidades especiais.
  • 17. 3. É correto afirmar sobre situações de aprendizagem vivenciadas nas salas de aula: a) Baseiam-se em atividades sem objetivos específicos, planejados pelo educador. b) Fundamentam-se em atividades direcionadas e planejadas como objetivo de contribuir para o processo de ensino- aprendizagem. c) Consiste em atividades direcionadas apenas aos alunos que apresentam dificuldades. d) Funda-se em atividades recreativas elaboradas pelo educando. COMENTÁRIO: o contexto escolar atual exige que o processo de aprendizagem considere o aluno pesquisador, ativo, capaz de trabalhar em equipe de forma cooperativa e compartilhada. E que o conhecimento por ele adquirido esteja pautado em suas
  • 18. vivências e articulados a sua realidade social. Um conhecimento funcional, que contribua na prática para o desenvolvimento de novas competências e habilidades. 4. De que forma a relação interpessoal se configura nas práticas cotidianas em sala de aula: a) Através da convivência. b) A partir da implementação de técnicas pedagógicas, apenas. c) Pela imposição dos direitos e deveres. d) Somente pela vontade do professor. COMENTÁRIO: a plenitude na relação entre professor e aluno não é possível se concretizar, visto que as situações pedagógicas
  • 19. são influenciadas por outros elementos. No entanto, quando essa relação se fundamenta em uma comunicação adequada entre as partes, é possível que a interação ocorra positivamente. Como destaca Paulo Freire, é importante saber ouvir. E para haja uma boa relação interpessoal, a convivência deve favorecer o falar e ouvir de forma recíproca. 5. O Projeto Pedagógico é importante aliado no processo de construção da aprendizagem. Dessa forma é INCORRETO afirmar quanto às práticas adequadas de projeto nas escolas: a) Admite a filosofia da instituição.
  • 20. b) Descreve objetivos e metas de avaliação com propósito de categorizar a aprendizagem. c) Propõe práticas de integração, cooperação e coletividade na escola. d) Aborda valores da sociedade em geral. COMENTÁRIO: o Projeto Pedagógico é um importante instrumento de apoio para promover a melhoria na aprendizagem e de outros aspectos fundamentais para a formação do educando. O trabalho com projetos oportuniza novos desafios, além da ressignificação de muitas ações executadas pelos principais envolvidos no processo. 6. Segundo a LDB, a Educação Especial é entendida como:
  • 21. a) Modalidade de educação escolar, oferecida sempre na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais. b) Modalidade de educação escolar, oferecida na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais, quando há vagas disponíveis. c) Modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais. d) Modalidade de educação escolar, oferecida apenas em instituições específicas para educandos portadores de necessidades especiais. COMENTÁRIO: o número de alunos portadores de necessidades especiais já incluídos nas escolas, vem aumentando ao longo dos anos. A obrigatoriedade prevista na LDB da
  • 22. inclusão dos alunos especiais em séries regulares ampliou a discussão acerca do tema no país, fazendo com que instituições de ensino buscas sem adaptações na estrutura física, bem como nas metodologias aplicadas, para atender esse público que, assim como todos tem direito a uma educação de qualidade. 7. Como poderá se organizar a educação básica: a) A educação básica apresenta formas de organização condizentes a estrutura da instituição, com base no referencial teórico e filosofia. b) A educação básica poderá organizar-se apenas em séries anuais, períodos semestrais e ciclos.
  • 23. c) A educação básica poderá organizar-se por forma diversa de organização. d) A educação básica poderá organizar-se em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de estudos, grupos não-seriados, com base na idade, na competência e em outros critérios, ou por forma diversa de organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar. COMENTÁRIO: por algum tempo a organização da educação proposta pela LDB foi tema frequente de debates, a problemática partia do princípio das dificuldades do educador em executar o trabalho pedagógico pautado nesse novo modelo estrutural. A organização do ensino em ciclos vinculou-se a compreensão do papel social da escola na tentativa de melhorar a qualidade do ensino e assim corrigir índices que implicam diretamente no fracasso escolar.
  • 24. 8. A Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) é um conceito elaborado por qual teórico: a) Karl Marx b) Jean Piaget c) Sigmund Freud d) Lev Vygotsky COMENTÁRIO: a ZDP segundo Vygotsky configura se como o intervalo entre a capacidade da criança resolver um problema sozinha (nível de desenvolvimento real) e a resolução de um problema mediado por um adulto ou em colaboração com outros pares (nível de desenvolvimento potencial).
  • 25. 9. Para Cipriano Luckesi, “não há avaliação se ela não trouxer um diagnóstico que contribua para melhorar a aprendizagem”. Considerando a concepção de avaliação defendida pelo autor podemos afirmar que: a) A prática avaliativa não precisa ser planejada. b) A avaliação não se constitui por instrumentos de diagnóstico que objetivam melhorar o processo de aprendizagem. c) Instrumentos como: questionário, teste, redação; não devem ser usados para avaliar. d) A maioria das escolas promove exames que não consistem em práticas avaliativas.
  • 26. COMENTÁRIO: as práticas inadequadas de avaliação podem ser corrigidas a partir da construção e execução de um planejamento didático para elaboração dos instrumentos avaliativos, na intenção de analisar e reorientar a aprendizagem. Notas e conceitos são relevantes nesse processo quando o objetivo desse registro permitir o fornecimento de subsídios para uma avaliação formativa e não classificatória. 10. A Assimilação e Acomodação são processos cognitivos definidos por: a) Jean Piaget b) Paulo Freire c) Phillipe Perrenoud
  • 27. d) Friedrich Froebel COMENTÁRIO: as situações de assimilação e acomodação, na perspectiva do autor consistem na adaptação do sujeito. Dessa forma as relações estabelecidas oportunizam a estruturação e desenvolvimento do seu cognitivo. O processo de aprendizagem pode ser justificado por essa teoria: a inteligência do sujeito já propõe a assimilação, no momento em que ele se apropria de um conhecimento muda os esquemas cognitivos, pois ele foi incorporado, possibilitando assim a acomodação.