SlideShare uma empresa Scribd logo

Receita fiscal, crescimento e dívida pública (em Portugal)

Carlos Marinheiro
Carlos Marinheiro
Carlos MarinheiroMember of the Board of the Portuguese Public Finance Council & Assistant Professor at University of Coimbra

Seminário Fiscal no dia 7 de abril de 2017, na FEUC, em Coimbra organizado por: Associação Fiscal Portuguesa, Secção Regional de Coimbra; Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra; Coimbra Business School, ISCAC. Orador: Carlos Fonseca Marinheiro Moderador: Xavier de Basto

Receita fiscal, crescimento e dívida pública (em Portugal)

1 de 39
Baixar para ler offline
Receita fiscal, crescimento e
dívida pública
Carlos Fonseca Marinheiro | Conselho das Finanças Públicas, Vogal
Universidade de Coimbra, Professor Auxiliar
Coimbra, 7.4.2017
Organização: Associação Fiscal Portuguesa, Secção Regional de Coimbra
Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra
Coimbra Business School, ISCAC
Disclaimer: as opiniões aqui expressas vinculam apenas o autor.
Objetivos sistema fiscal
Objetivos do sistema fiscal
 Xavier Basto (2004): «Teremos (…) seis objectivos centrais, que o pobre
sistema tributário, um artefacto humano, afinal de contas, tem de carregar
às costas:
 suficiência de receitas;
 justiça ou equidade tributária;
 eficiência económica;
 simplicidade;
 estabilidade;
 capacidade concorrencial.»
 Tradicionalmente só os 3 primeiros.
 «Tax systems are primarily aimed at financing public expenditures. Tax
systems are also used to promote other objectives, such as equity, and to
address social and economic concerns. They need to be set up to minimise
taxpayers’ compliance costs and government’s administrative cost, while
also discouraging tax avoidance and evasion. But taxes also affect the
decisions of households to save, supply labour and invest in human capital,
the decisions of firms to produce, create jobs, invest and innovate, as well
as the choice of savings channels and assets by investors.» OCDE (2010)
Objetivos do sistema fiscal
 Em 2016, a Comissão Europeia aponta no mesmo sentido no caso da
tributação rendimento das sociedades (COM(2016) 682 final, 25.10.2016):
 A tributação é um elemento fundamental da ação da UE para construir uma
economia mais forte, mais competitiva e mais justa, com uma clara
dimensão social. A Europa precisa de um sistema fiscal que esteja adaptado
ao seu mercado interno e apoie o crescimento económico e a
competitividade, atraia o investimento, favoreça a criação de empregos,
promova a inovação e defenda o modelo social europeu.
 A tributação deve:
 gerar receitas estáveis para as políticas de investimento público e
políticas favoráveis ao crescimento.
 garantir a todas as empresas
 condições de concorrência leais,
 segurança jurídica e
 o menor número possível de obstáculos nas suas atividades
transfronteiras.
 inscrever-se num sistema fiscal mais vasto em que os cidadãos
confiem, por ser justo e ir ao encontro das necessidades
socioeconómicas da sociedade.
Objetivos do sistema fiscal na CRP
 N.º 1 do artigo 103.º: «O sistema fiscal visa
 a satisfação das necessidades financeiras do Estado e outras
entidades públicas e
 uma repartição justa dos rendimentos e da riqueza».
 Artigo 104.º
 O imposto sobre o rendimento pessoal visa a diminuição das
desigualdades e será único e progressivo, tendo em conta as necessidades e
os rendimentos do agregado familiar.
 A tributação das empresas incide fundamentalmente sobre o seu
rendimento real.
 A tributação do património deve contribuir para a igualdade entre os
cidadãos.
 A tributação do consumo visa adaptar a estrutura do consumo à evolução
das necessidades do desenvolvimento económico e da justiça social,
devendo onerar os consumos de luxo.
 N.º 4 do artigo 105.º: «O Orçamento prevê as receitas necessárias
para cobrir as despesas, definindo a lei as regras da sua execução,
as condições a que deverá obedecer o recurso ao crédito público
(…)»
Portugal
Breve caracterização
pressões sobre a receita fiscal
Anúncio

Recomendados

A Carga Tributária no Brasil: Repercussões na Indústria de Transformação
A Carga Tributária no Brasil: Repercussões na Indústria de TransformaçãoA Carga Tributária no Brasil: Repercussões na Indústria de Transformação
A Carga Tributária no Brasil: Repercussões na Indústria de TransformaçãoEdgar Gonçalves
 
Cartilha sobre Reforma Tributária - Ministério da Fazenda - 2008
Cartilha sobre Reforma Tributária - Ministério da Fazenda - 2008Cartilha sobre Reforma Tributária - Ministério da Fazenda - 2008
Cartilha sobre Reforma Tributária - Ministério da Fazenda - 2008Roberto Dias Duarte
 
O regime de substituição tributária do ICMS como sustentação da arrecadação d...
O regime de substituição tributária do ICMS como sustentação da arrecadação d...O regime de substituição tributária do ICMS como sustentação da arrecadação d...
O regime de substituição tributária do ICMS como sustentação da arrecadação d...berbone
 
Movimento brasil justo pedro delarue
Movimento brasil justo   pedro delarueMovimento brasil justo   pedro delarue
Movimento brasil justo pedro delarueEllen Jocham
 
Já conhece as novas regras do IRS para 2015?
Já conhece as novas regras do IRS para 2015?Já conhece as novas regras do IRS para 2015?
Já conhece as novas regras do IRS para 2015?UWU Solutions, Lda.
 
Resenha estados e municípios
Resenha estados e municípiosResenha estados e municípios
Resenha estados e municípiosDaniel Gil
 

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Apresentação – O desafio do ajuste fiscal (16/08/2016)
Apresentação – O desafio do ajuste fiscal (16/08/2016)Apresentação – O desafio do ajuste fiscal (16/08/2016)
Apresentação – O desafio do ajuste fiscal (16/08/2016)Ministério da Economia
 
Apresentacao fonac
Apresentacao fonacApresentacao fonac
Apresentacao fonacfonacrj
 
Emily Anderson - A Reforma Tributária em Angola - 7/06/2013
Emily Anderson - A Reforma Tributária em Angola - 7/06/2013Emily Anderson - A Reforma Tributária em Angola - 7/06/2013
Emily Anderson - A Reforma Tributária em Angola - 7/06/2013Development Workshop Angola
 
Apresentação – Programação fiscal 2017-2018 (15/08/2017)
Apresentação – Programação fiscal 2017-2018 (15/08/2017)Apresentação – Programação fiscal 2017-2018 (15/08/2017)
Apresentação – Programação fiscal 2017-2018 (15/08/2017)Ministério da Economia
 
Os apoios fiscais às empresas favorecem as oligarquias sem fomentar o investi...
Os apoios fiscais às empresas favorecem as oligarquias sem fomentar o investi...Os apoios fiscais às empresas favorecem as oligarquias sem fomentar o investi...
Os apoios fiscais às empresas favorecem as oligarquias sem fomentar o investi...GRAZIA TANTA
 
Apresentação – 20 mitos sobre a reforma da Previdência (08/05/2017)
Apresentação – 20 mitos sobre a reforma da Previdência (08/05/2017)Apresentação – 20 mitos sobre a reforma da Previdência (08/05/2017)
Apresentação – 20 mitos sobre a reforma da Previdência (08/05/2017)Ministério da Economia
 
Apresentação – Os 7 mitos sobre a PEC do Teto (08/11/2016)
Apresentação – Os 7 mitos sobre a PEC do Teto (08/11/2016)Apresentação – Os 7 mitos sobre a PEC do Teto (08/11/2016)
Apresentação – Os 7 mitos sobre a PEC do Teto (08/11/2016)Ministério da Economia
 
Guia Essencial do IRS: Edição 2016
Guia Essencial do IRS: Edição 2016Guia Essencial do IRS: Edição 2016
Guia Essencial do IRS: Edição 2016ComparaJá.pt
 
Apresentação do ministro Henrique Meirelles no seminário “Previdência Social ...
Apresentação do ministro Henrique Meirelles no seminário “Previdência Social ...Apresentação do ministro Henrique Meirelles no seminário “Previdência Social ...
Apresentação do ministro Henrique Meirelles no seminário “Previdência Social ...Ministério da Economia
 
Apresentação – Ajuste fiscal: pré-condição para o crescimento sustentado (08/...
Apresentação – Ajuste fiscal: pré-condição para o crescimento sustentado (08/...Apresentação – Ajuste fiscal: pré-condição para o crescimento sustentado (08/...
Apresentação – Ajuste fiscal: pré-condição para o crescimento sustentado (08/...Ministério da Economia
 
Apresentação - O desafio do ajuste fiscal estrutural (12/08/2016)
Apresentação - O desafio do ajuste fiscal estrutural (12/08/2016)Apresentação - O desafio do ajuste fiscal estrutural (12/08/2016)
Apresentação - O desafio do ajuste fiscal estrutural (12/08/2016)Ministério da Economia
 
Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2015
Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2015Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2015
Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2015Palácio do Planalto
 
Apresentação - Novo Fies - Juro zero para quem mais precisa (06/07/2017)
Apresentação - Novo Fies - Juro zero para quem mais precisa (06/07/2017)Apresentação - Novo Fies - Juro zero para quem mais precisa (06/07/2017)
Apresentação - Novo Fies - Juro zero para quem mais precisa (06/07/2017)Ministério da Economia
 
Lucro presumido empree ndimento contábil
Lucro presumido   empree ndimento contábilLucro presumido   empree ndimento contábil
Lucro presumido empree ndimento contábilEmanuel Reolin Oscal
 
Retrato das desigualdades na Europa - 1995/2018 (concl)
Retrato das desigualdades na Europa - 1995/2018 (concl)Retrato das desigualdades na Europa - 1995/2018 (concl)
Retrato das desigualdades na Europa - 1995/2018 (concl)GRAZIA TANTA
 
Apresentação – Ajuste fiscal: pré-condição para o crescimento sustentado com ...
Apresentação – Ajuste fiscal: pré-condição para o crescimento sustentado com ...Apresentação – Ajuste fiscal: pré-condição para o crescimento sustentado com ...
Apresentação – Ajuste fiscal: pré-condição para o crescimento sustentado com ...Ministério da Economia
 

Mais procurados (20)

Apresentação – O desafio do ajuste fiscal (16/08/2016)
Apresentação – O desafio do ajuste fiscal (16/08/2016)Apresentação – O desafio do ajuste fiscal (16/08/2016)
Apresentação – O desafio do ajuste fiscal (16/08/2016)
 
Apresentacao fonac
Apresentacao fonacApresentacao fonac
Apresentacao fonac
 
Emily Anderson - A Reforma Tributária em Angola - 7/06/2013
Emily Anderson - A Reforma Tributária em Angola - 7/06/2013Emily Anderson - A Reforma Tributária em Angola - 7/06/2013
Emily Anderson - A Reforma Tributária em Angola - 7/06/2013
 
Apresentação – Programação fiscal 2017-2018 (15/08/2017)
Apresentação – Programação fiscal 2017-2018 (15/08/2017)Apresentação – Programação fiscal 2017-2018 (15/08/2017)
Apresentação – Programação fiscal 2017-2018 (15/08/2017)
 
Carga Tributária Consolidada: Setor Elétrico Brasileiro - 1999 a 2008 - Acend...
Carga Tributária Consolidada: Setor Elétrico Brasileiro - 1999 a 2008 - Acend...Carga Tributária Consolidada: Setor Elétrico Brasileiro - 1999 a 2008 - Acend...
Carga Tributária Consolidada: Setor Elétrico Brasileiro - 1999 a 2008 - Acend...
 
Os apoios fiscais às empresas favorecem as oligarquias sem fomentar o investi...
Os apoios fiscais às empresas favorecem as oligarquias sem fomentar o investi...Os apoios fiscais às empresas favorecem as oligarquias sem fomentar o investi...
Os apoios fiscais às empresas favorecem as oligarquias sem fomentar o investi...
 
Apresentação – 20 mitos sobre a reforma da Previdência (08/05/2017)
Apresentação – 20 mitos sobre a reforma da Previdência (08/05/2017)Apresentação – 20 mitos sobre a reforma da Previdência (08/05/2017)
Apresentação – 20 mitos sobre a reforma da Previdência (08/05/2017)
 
Apresentação – Os 7 mitos sobre a PEC do Teto (08/11/2016)
Apresentação – Os 7 mitos sobre a PEC do Teto (08/11/2016)Apresentação – Os 7 mitos sobre a PEC do Teto (08/11/2016)
Apresentação – Os 7 mitos sobre a PEC do Teto (08/11/2016)
 
Guia Essencial do IRS: Edição 2016
Guia Essencial do IRS: Edição 2016Guia Essencial do IRS: Edição 2016
Guia Essencial do IRS: Edição 2016
 
Apresentação do ministro Henrique Meirelles no seminário “Previdência Social ...
Apresentação do ministro Henrique Meirelles no seminário “Previdência Social ...Apresentação do ministro Henrique Meirelles no seminário “Previdência Social ...
Apresentação do ministro Henrique Meirelles no seminário “Previdência Social ...
 
Apresentação – Ajuste fiscal: pré-condição para o crescimento sustentado (08/...
Apresentação – Ajuste fiscal: pré-condição para o crescimento sustentado (08/...Apresentação – Ajuste fiscal: pré-condição para o crescimento sustentado (08/...
Apresentação – Ajuste fiscal: pré-condição para o crescimento sustentado (08/...
 
Apresentação - O desafio do ajuste fiscal estrutural (12/08/2016)
Apresentação - O desafio do ajuste fiscal estrutural (12/08/2016)Apresentação - O desafio do ajuste fiscal estrutural (12/08/2016)
Apresentação - O desafio do ajuste fiscal estrutural (12/08/2016)
 
Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2015
Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2015Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2015
Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2015
 
Apresentação - Novo Fies - Juro zero para quem mais precisa (06/07/2017)
Apresentação - Novo Fies - Juro zero para quem mais precisa (06/07/2017)Apresentação - Novo Fies - Juro zero para quem mais precisa (06/07/2017)
Apresentação - Novo Fies - Juro zero para quem mais precisa (06/07/2017)
 
Lucro presumido empree ndimento contábil
Lucro presumido   empree ndimento contábilLucro presumido   empree ndimento contábil
Lucro presumido empree ndimento contábil
 
Retrato das desigualdades na Europa - 1995/2018 (concl)
Retrato das desigualdades na Europa - 1995/2018 (concl)Retrato das desigualdades na Europa - 1995/2018 (concl)
Retrato das desigualdades na Europa - 1995/2018 (concl)
 
Uma Receita para o Brasil
Uma Receita para o BrasilUma Receita para o Brasil
Uma Receita para o Brasil
 
Cartilha desoneraçãofolhapagamento
Cartilha desoneraçãofolhapagamentoCartilha desoneraçãofolhapagamento
Cartilha desoneraçãofolhapagamento
 
Cdr tributação pdf
Cdr tributação  pdfCdr tributação  pdf
Cdr tributação pdf
 
Apresentação – Ajuste fiscal: pré-condição para o crescimento sustentado com ...
Apresentação – Ajuste fiscal: pré-condição para o crescimento sustentado com ...Apresentação – Ajuste fiscal: pré-condição para o crescimento sustentado com ...
Apresentação – Ajuste fiscal: pré-condição para o crescimento sustentado com ...
 

Semelhante a Receita fiscal, crescimento e dívida pública (em Portugal)

Reforma Tributária e o Imposto Único
Reforma Tributária e o Imposto ÚnicoReforma Tributária e o Imposto Único
Reforma Tributária e o Imposto ÚnicoFrancisco Pinheiro
 
Portugal economic-survey-main-findings-portuguese
Portugal economic-survey-main-findings-portuguesePortugal economic-survey-main-findings-portuguese
Portugal economic-survey-main-findings-portugueseOECD, Economics Department
 
23º ENCONTRO DE LÍDERES DO MERCADO SEGURADOR - LUIZ CARLOS HAULY
23º ENCONTRO DE LÍDERES DO MERCADO SEGURADOR - LUIZ CARLOS HAULY	23º ENCONTRO DE LÍDERES DO MERCADO SEGURADOR - LUIZ CARLOS HAULY
23º ENCONTRO DE LÍDERES DO MERCADO SEGURADOR - LUIZ CARLOS HAULY CNseg
 
Relatório econômico da OECD Portugal 2014 - As reformas estão a dar frutos
Relatório econômico da OECD Portugal 2014 - As reformas estão a dar frutosRelatório econômico da OECD Portugal 2014 - As reformas estão a dar frutos
Relatório econômico da OECD Portugal 2014 - As reformas estão a dar frutosOECD, Economics Department
 
REENGENHARIA TECNOLÓGICA E TRIBUTÁRIA | Luiz Carlos Hauly | 11º ENCONTRO PAUL...
REENGENHARIA TECNOLÓGICA E TRIBUTÁRIA | Luiz Carlos Hauly | 11º ENCONTRO PAUL...REENGENHARIA TECNOLÓGICA E TRIBUTÁRIA | Luiz Carlos Hauly | 11º ENCONTRO PAUL...
REENGENHARIA TECNOLÓGICA E TRIBUTÁRIA | Luiz Carlos Hauly | 11º ENCONTRO PAUL...APF6
 
Apresentação sobre Reforma Tributária - Ministério da Fazenda
Apresentação sobre Reforma Tributária - Ministério da FazendaApresentação sobre Reforma Tributária - Ministério da Fazenda
Apresentação sobre Reforma Tributária - Ministério da FazendaRoberto Dias Duarte
 
Apresentação do Orçamento do Estado 2016 Conferência de Imprensa | 05.02.2016
Apresentação do Orçamento do Estado 2016 Conferência de Imprensa | 05.02.2016Apresentação do Orçamento do Estado 2016 Conferência de Imprensa | 05.02.2016
Apresentação do Orçamento do Estado 2016 Conferência de Imprensa | 05.02.2016AltosGrausREAA
 
Apresentação do Orçamento de Estado de 2016 pelo Governo Português
Apresentação do Orçamento de Estado de 2016 pelo Governo PortuguêsApresentação do Orçamento de Estado de 2016 pelo Governo Português
Apresentação do Orçamento de Estado de 2016 pelo Governo PortuguêsAltosGrausREAA
 
Orçamento de Estado de 2022 do Governo Português
Orçamento de Estado de 2022 do Governo PortuguêsOrçamento de Estado de 2022 do Governo Português
Orçamento de Estado de 2022 do Governo PortuguêsAltosGrausREAA
 
20171013+mf+apres+oe21018.pptx
20171013+mf+apres+oe21018.pptx20171013+mf+apres+oe21018.pptx
20171013+mf+apres+oe21018.pptxRogério Faceira
 
Portugal: Consolidação da reforma estrutural para o apoio ao crescimento e à ...
Portugal: Consolidação da reforma estrutural para o apoio ao crescimento e à ...Portugal: Consolidação da reforma estrutural para o apoio ao crescimento e à ...
Portugal: Consolidação da reforma estrutural para o apoio ao crescimento e à ...Cláudio Carneiro
 
Construindo as condições para a retomada do crescimento
Construindo as condições para a retomada do crescimentoConstruindo as condições para a retomada do crescimento
Construindo as condições para a retomada do crescimentoEdgar Gonçalves
 
Os custos tributários impactam o crescimento econômico?
Os custos tributários impactam o crescimento econômico?Os custos tributários impactam o crescimento econômico?
Os custos tributários impactam o crescimento econômico?berbone
 
Mobilização das Receitas Domésticas através da Tributação em Moçambique
Mobilização das Receitas Domésticas através da Tributação em MoçambiqueMobilização das Receitas Domésticas através da Tributação em Moçambique
Mobilização das Receitas Domésticas através da Tributação em MoçambiqueUNU-WIDER
 
Impactos fiscais
Impactos fiscaisImpactos fiscais
Impactos fiscaismvvf1972
 
Painel 4 - Os rumos do desenvolvimento econômico do Brasil
Painel 4 - Os rumos do desenvolvimento econômico do BrasilPainel 4 - Os rumos do desenvolvimento econômico do Brasil
Painel 4 - Os rumos do desenvolvimento econômico do BrasilDiágoras M. Alencar Junior
 

Semelhante a Receita fiscal, crescimento e dívida pública (em Portugal) (20)

Reforma Tributária e o Imposto Único
Reforma Tributária e o Imposto ÚnicoReforma Tributária e o Imposto Único
Reforma Tributária e o Imposto Único
 
Portugal economic-survey-main-findings-portuguese
Portugal economic-survey-main-findings-portuguesePortugal economic-survey-main-findings-portuguese
Portugal economic-survey-main-findings-portuguese
 
23º ENCONTRO DE LÍDERES DO MERCADO SEGURADOR - LUIZ CARLOS HAULY
23º ENCONTRO DE LÍDERES DO MERCADO SEGURADOR - LUIZ CARLOS HAULY	23º ENCONTRO DE LÍDERES DO MERCADO SEGURADOR - LUIZ CARLOS HAULY
23º ENCONTRO DE LÍDERES DO MERCADO SEGURADOR - LUIZ CARLOS HAULY
 
Guia Fiscal 2016
Guia Fiscal 2016Guia Fiscal 2016
Guia Fiscal 2016
 
Relatório econômico da OECD Portugal 2014 - As reformas estão a dar frutos
Relatório econômico da OECD Portugal 2014 - As reformas estão a dar frutosRelatório econômico da OECD Portugal 2014 - As reformas estão a dar frutos
Relatório econômico da OECD Portugal 2014 - As reformas estão a dar frutos
 
REENGENHARIA TECNOLÓGICA E TRIBUTÁRIA | Luiz Carlos Hauly | 11º ENCONTRO PAUL...
REENGENHARIA TECNOLÓGICA E TRIBUTÁRIA | Luiz Carlos Hauly | 11º ENCONTRO PAUL...REENGENHARIA TECNOLÓGICA E TRIBUTÁRIA | Luiz Carlos Hauly | 11º ENCONTRO PAUL...
REENGENHARIA TECNOLÓGICA E TRIBUTÁRIA | Luiz Carlos Hauly | 11º ENCONTRO PAUL...
 
Análise do Orçamento do Estado 2017
Análise do Orçamento do Estado 2017  Análise do Orçamento do Estado 2017
Análise do Orçamento do Estado 2017
 
Apresentação sobre Reforma Tributária - Ministério da Fazenda
Apresentação sobre Reforma Tributária - Ministério da FazendaApresentação sobre Reforma Tributária - Ministério da Fazenda
Apresentação sobre Reforma Tributária - Ministério da Fazenda
 
Apresentação do Orçamento do Estado 2016 Conferência de Imprensa | 05.02.2016
Apresentação do Orçamento do Estado 2016 Conferência de Imprensa | 05.02.2016Apresentação do Orçamento do Estado 2016 Conferência de Imprensa | 05.02.2016
Apresentação do Orçamento do Estado 2016 Conferência de Imprensa | 05.02.2016
 
Apresentação do Orçamento de Estado de 2016 pelo Governo Português
Apresentação do Orçamento de Estado de 2016 pelo Governo PortuguêsApresentação do Orçamento de Estado de 2016 pelo Governo Português
Apresentação do Orçamento de Estado de 2016 pelo Governo Português
 
Orçamento de Estado de 2022 do Governo Português
Orçamento de Estado de 2022 do Governo PortuguêsOrçamento de Estado de 2022 do Governo Português
Orçamento de Estado de 2022 do Governo Português
 
Política fiscal e ciclos econômicos
Política fiscal e ciclos econômicosPolítica fiscal e ciclos econômicos
Política fiscal e ciclos econômicos
 
20171013+mf+apres+oe21018.pptx
20171013+mf+apres+oe21018.pptx20171013+mf+apres+oe21018.pptx
20171013+mf+apres+oe21018.pptx
 
Portugal: Consolidação da reforma estrutural para o apoio ao crescimento e à ...
Portugal: Consolidação da reforma estrutural para o apoio ao crescimento e à ...Portugal: Consolidação da reforma estrutural para o apoio ao crescimento e à ...
Portugal: Consolidação da reforma estrutural para o apoio ao crescimento e à ...
 
Construindo as condições para a retomada do crescimento
Construindo as condições para a retomada do crescimentoConstruindo as condições para a retomada do crescimento
Construindo as condições para a retomada do crescimento
 
Novas medidas brasil maior
Novas medidas brasil maiorNovas medidas brasil maior
Novas medidas brasil maior
 
Os custos tributários impactam o crescimento econômico?
Os custos tributários impactam o crescimento econômico?Os custos tributários impactam o crescimento econômico?
Os custos tributários impactam o crescimento econômico?
 
Mobilização das Receitas Domésticas através da Tributação em Moçambique
Mobilização das Receitas Domésticas através da Tributação em MoçambiqueMobilização das Receitas Domésticas através da Tributação em Moçambique
Mobilização das Receitas Domésticas através da Tributação em Moçambique
 
Impactos fiscais
Impactos fiscaisImpactos fiscais
Impactos fiscais
 
Painel 4 - Os rumos do desenvolvimento econômico do Brasil
Painel 4 - Os rumos do desenvolvimento econômico do BrasilPainel 4 - Os rumos do desenvolvimento econômico do Brasil
Painel 4 - Os rumos do desenvolvimento econômico do Brasil
 

Último

ATIVIDADE 1 - BEDU - EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO FUNDAMENTAL ANOS FINAIS E ENSI...
ATIVIDADE 1 - BEDU - EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO FUNDAMENTAL ANOS FINAIS E ENSI...ATIVIDADE 1 - BEDU - EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO FUNDAMENTAL ANOS FINAIS E ENSI...
ATIVIDADE 1 - BEDU - EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO FUNDAMENTAL ANOS FINAIS E ENSI...Unicesumar
 
Analisando o objetivo de Matheus (Perfil 1), o treinamento resistido será des...
Analisando o objetivo de Matheus (Perfil 1), o treinamento resistido será des...Analisando o objetivo de Matheus (Perfil 1), o treinamento resistido será des...
Analisando o objetivo de Matheus (Perfil 1), o treinamento resistido será des...Unicesumar
 
Um dos materiais mais utilizados em salas de aula na educação escolar pública...
Um dos materiais mais utilizados em salas de aula na educação escolar pública...Um dos materiais mais utilizados em salas de aula na educação escolar pública...
Um dos materiais mais utilizados em salas de aula na educação escolar pública...AcademicaDlaUnicesum
 
A molécula de ATP e formada por açúcar (ribose), ligado a uma base nitrogenad...
A molécula de ATP e formada por açúcar (ribose), ligado a uma base nitrogenad...A molécula de ATP e formada por açúcar (ribose), ligado a uma base nitrogenad...
A molécula de ATP e formada por açúcar (ribose), ligado a uma base nitrogenad...Unicesumar
 
ATIVIDADE 1 – PROTOCOLO E PROCEDIMENTO DE COLETA DAS MEDIDAS.
ATIVIDADE 1 – PROTOCOLO E PROCEDIMENTO DE COLETA DAS MEDIDAS.ATIVIDADE 1 – PROTOCOLO E PROCEDIMENTO DE COLETA DAS MEDIDAS.
ATIVIDADE 1 – PROTOCOLO E PROCEDIMENTO DE COLETA DAS MEDIDAS.Unicesumar
 
Com base nos estudos e material da disciplina, explique por qual motivo o tre...
Com base nos estudos e material da disciplina, explique por qual motivo o tre...Com base nos estudos e material da disciplina, explique por qual motivo o tre...
Com base nos estudos e material da disciplina, explique por qual motivo o tre...Unicesumar
 
Considerando as especificações, o nível de experiência, assim como o objetivo...
Considerando as especificações, o nível de experiência, assim como o objetivo...Considerando as especificações, o nível de experiência, assim como o objetivo...
Considerando as especificações, o nível de experiência, assim como o objetivo...Unicesumar
 
MAPA - ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS - 51/2024
MAPA - ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS - 51/2024MAPA - ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS - 51/2024
MAPA - ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS - 51/2024Unicesumar
 
01. Considerando as informações da imagem acima, explique de formas simples e...
01. Considerando as informações da imagem acima, explique de formas simples e...01. Considerando as informações da imagem acima, explique de formas simples e...
01. Considerando as informações da imagem acima, explique de formas simples e...Unicesumar
 

Último (9)

ATIVIDADE 1 - BEDU - EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO FUNDAMENTAL ANOS FINAIS E ENSI...
ATIVIDADE 1 - BEDU - EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO FUNDAMENTAL ANOS FINAIS E ENSI...ATIVIDADE 1 - BEDU - EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO FUNDAMENTAL ANOS FINAIS E ENSI...
ATIVIDADE 1 - BEDU - EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO FUNDAMENTAL ANOS FINAIS E ENSI...
 
Analisando o objetivo de Matheus (Perfil 1), o treinamento resistido será des...
Analisando o objetivo de Matheus (Perfil 1), o treinamento resistido será des...Analisando o objetivo de Matheus (Perfil 1), o treinamento resistido será des...
Analisando o objetivo de Matheus (Perfil 1), o treinamento resistido será des...
 
Um dos materiais mais utilizados em salas de aula na educação escolar pública...
Um dos materiais mais utilizados em salas de aula na educação escolar pública...Um dos materiais mais utilizados em salas de aula na educação escolar pública...
Um dos materiais mais utilizados em salas de aula na educação escolar pública...
 
A molécula de ATP e formada por açúcar (ribose), ligado a uma base nitrogenad...
A molécula de ATP e formada por açúcar (ribose), ligado a uma base nitrogenad...A molécula de ATP e formada por açúcar (ribose), ligado a uma base nitrogenad...
A molécula de ATP e formada por açúcar (ribose), ligado a uma base nitrogenad...
 
ATIVIDADE 1 – PROTOCOLO E PROCEDIMENTO DE COLETA DAS MEDIDAS.
ATIVIDADE 1 – PROTOCOLO E PROCEDIMENTO DE COLETA DAS MEDIDAS.ATIVIDADE 1 – PROTOCOLO E PROCEDIMENTO DE COLETA DAS MEDIDAS.
ATIVIDADE 1 – PROTOCOLO E PROCEDIMENTO DE COLETA DAS MEDIDAS.
 
Com base nos estudos e material da disciplina, explique por qual motivo o tre...
Com base nos estudos e material da disciplina, explique por qual motivo o tre...Com base nos estudos e material da disciplina, explique por qual motivo o tre...
Com base nos estudos e material da disciplina, explique por qual motivo o tre...
 
Considerando as especificações, o nível de experiência, assim como o objetivo...
Considerando as especificações, o nível de experiência, assim como o objetivo...Considerando as especificações, o nível de experiência, assim como o objetivo...
Considerando as especificações, o nível de experiência, assim como o objetivo...
 
MAPA - ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS - 51/2024
MAPA - ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS - 51/2024MAPA - ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS - 51/2024
MAPA - ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS - 51/2024
 
01. Considerando as informações da imagem acima, explique de formas simples e...
01. Considerando as informações da imagem acima, explique de formas simples e...01. Considerando as informações da imagem acima, explique de formas simples e...
01. Considerando as informações da imagem acima, explique de formas simples e...
 

Receita fiscal, crescimento e dívida pública (em Portugal)

  • 1. Receita fiscal, crescimento e dívida pública Carlos Fonseca Marinheiro | Conselho das Finanças Públicas, Vogal Universidade de Coimbra, Professor Auxiliar Coimbra, 7.4.2017 Organização: Associação Fiscal Portuguesa, Secção Regional de Coimbra Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra Coimbra Business School, ISCAC Disclaimer: as opiniões aqui expressas vinculam apenas o autor.
  • 3. Objetivos do sistema fiscal  Xavier Basto (2004): «Teremos (…) seis objectivos centrais, que o pobre sistema tributário, um artefacto humano, afinal de contas, tem de carregar às costas:  suficiência de receitas;  justiça ou equidade tributária;  eficiência económica;  simplicidade;  estabilidade;  capacidade concorrencial.»  Tradicionalmente só os 3 primeiros.  «Tax systems are primarily aimed at financing public expenditures. Tax systems are also used to promote other objectives, such as equity, and to address social and economic concerns. They need to be set up to minimise taxpayers’ compliance costs and government’s administrative cost, while also discouraging tax avoidance and evasion. But taxes also affect the decisions of households to save, supply labour and invest in human capital, the decisions of firms to produce, create jobs, invest and innovate, as well as the choice of savings channels and assets by investors.» OCDE (2010)
  • 4. Objetivos do sistema fiscal  Em 2016, a Comissão Europeia aponta no mesmo sentido no caso da tributação rendimento das sociedades (COM(2016) 682 final, 25.10.2016):  A tributação é um elemento fundamental da ação da UE para construir uma economia mais forte, mais competitiva e mais justa, com uma clara dimensão social. A Europa precisa de um sistema fiscal que esteja adaptado ao seu mercado interno e apoie o crescimento económico e a competitividade, atraia o investimento, favoreça a criação de empregos, promova a inovação e defenda o modelo social europeu.  A tributação deve:  gerar receitas estáveis para as políticas de investimento público e políticas favoráveis ao crescimento.  garantir a todas as empresas  condições de concorrência leais,  segurança jurídica e  o menor número possível de obstáculos nas suas atividades transfronteiras.  inscrever-se num sistema fiscal mais vasto em que os cidadãos confiem, por ser justo e ir ao encontro das necessidades socioeconómicas da sociedade.
  • 5. Objetivos do sistema fiscal na CRP  N.º 1 do artigo 103.º: «O sistema fiscal visa  a satisfação das necessidades financeiras do Estado e outras entidades públicas e  uma repartição justa dos rendimentos e da riqueza».  Artigo 104.º  O imposto sobre o rendimento pessoal visa a diminuição das desigualdades e será único e progressivo, tendo em conta as necessidades e os rendimentos do agregado familiar.  A tributação das empresas incide fundamentalmente sobre o seu rendimento real.  A tributação do património deve contribuir para a igualdade entre os cidadãos.  A tributação do consumo visa adaptar a estrutura do consumo à evolução das necessidades do desenvolvimento económico e da justiça social, devendo onerar os consumos de luxo.  N.º 4 do artigo 105.º: «O Orçamento prevê as receitas necessárias para cobrir as despesas, definindo a lei as regras da sua execução, as condições a que deverá obedecer o recurso ao crédito público (…)»
  • 7. Carga fiscal: aumento muito significativo 15,7 18,9 24,1 29,3 31,1 31,8 29,9 31,8 34,2 34,5 - 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0 30,0 35,0 40,0 1965 1975 1985 1995 2000 2007 2009 2012 2014 2015p %doPIB OECD Portugal … ultrapassando média OCDE em 2014 Fonte: Revenue Statistics 2016 - © OECD 2016
  • 8. 0 10 20 30 40 50 Mexico Chile Korea United States Switzerland Australia Ireland Turkey Latvia Canada Israel Slovak Republic Japan United Kingdom Poland Estonia New Zealand Czech Republic Spain Portugal Greece Slovenia Germany Netherlands Hungary Luxembourg Norway Iceland Sweden Austria Italy Finland Belgium France Denmark Fonte: Revenue Statistics 2016 - © OECD 2016 Carga fiscal | Total tax revenue as % of GDP, 2014 16.ª posição
  • 9. Portugal: no top10 do aumento carga fiscal desde 1985 -6 -5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 United Kingdom Hungary² Mexico Luxembourg Czech Republic³ Netherlands Ireland Norway Belgium Japan France Germany Australia Austria Sweden Chile¹ Switzerland OECD/OCDE (+1.8) United States Denmark Iceland Canada Greece Korea Poland² Spain Portugal Turkey Finland Italy New Zealand Changes in tax to GDP ratio (in % points) 1985-1995 1995-2014 -13-12-11-10 -9 -8 -7 -6 -5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Slovak Republic Poland Israel Estonia Canada New Zealand Ireland Sweden Hungary Slovenia Czech Republic Norway Latvia Finland United States Australia Netherlands Germany OECD/OCDE (+0.9) Chile Switzerland Austria United Kingdom Belgium Spain Denmark Luxembourg France Mexico Portugal Italy Korea Japan Greece Iceland Turkey
  • 10. Carga fiscal e desenvolvimento económico 10 15 20 25 30 35 40 45 50 10 000 20 000 30 000 40 000 50 000 60 000 70 000 80 000 90 000 Cargafiscal,%PIB PIB per capita, USD, PPP Lux DIN EUA Suíça NoruegaHU Grécia OCDE Carga fiscal próxima média OCDE, mas menor PIB per capita (PPP) PRT
  • 11. Instabilidade fiscal  Sarmento e Duarte (2015): análise das alterações aos códigos fiscais IRS, IRC, IVA, RITI, Contribuição Autárquica (mais tarde substituída pelo IMI), IMT, Imposto de Selo e Estatuto dos Benefícios Fiscais entre 1989 e 2014  Concluem: “elevado nível de instabilidade fiscal”  Total de 492 alterações legislativas durante o período em análise.  Em média 19 alterações em cada ano  IRS é o imposto mais alterado, seguido do IRC e do IVA. Os impostos sobre o património, apesar da reforma de 2003, apresentam uma maior estabilidade  As 492 alterações legislativas produziram um total de 3.178 alterações a artigos dos referidos Códigos fiscais  Pereira & Wemans (2013) concluem pela existência de efeitos fortemente negativos e persistentes no PIB e consumo decorrentes dos aumentos de tributação legislados entre 1996-2012  Legislated tax changes of 1 percent of GDP reduce output by 1.3 percent one year out, and 2.7 percent three years out.
  • 12. Pressões: Despesa Nota: Série “compatibilizada” em SEC 2010. Valores não ajustados de one-offs. Fonte: INE e cálculos do autor 34,2% 43% 45% 20% 25% 30% 35% 40% 45% 50% 55% 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 PIB RF+ CSS ef. (carga fiscal) Receita total Despesa Total
  • 13. Pressões: Despesa - recomendações do Conselho UE e avaliação da CE Semestre Europeu: Recomendação  CSR1 (Recomendação Específica por País) Proceder, até fevereiro de 2017, a um profundo reexame da despesa (expenditure review) e reforçar o controlo das despesas, a eficácia em termos de custos e a orçamentação adequada a todos os níveis da administração pública Avaliação Comissão Europeia, fevereiro 2017  Alguns progressos na realização de um profundo reexame da despesa. As autoridades deram início a um exercício de revisão das despesas, principalmente com base em medidas de eficiência que envolvem os ministérios da saúde e da educação; as empresas estatais e a contratação pública (centralizada) e a gestão imobiliária.  Este reexame das despesas ainda está muito longe de configurar uma abordagem global, dado que o seu âmbito de aplicação abrange apenas o Governo central e centra-se na obtenção de ganhos de eficiência decorrentes da racionalização dos serviços.  Continua a não existir um enquadramento para garantir a sustentabilidade orçamental das empresas públicas. Nota: OE2017 prevê 238,6 milhões de poupanças atribuídos ao exercício de revisão de despesa (134 na saúde; 30 na educação; 17 nas compras públicas). Despesa total AP: € 87.168 milhões
  • 15. Pressões: Défice 0,0% 2,0% 4,0% 6,0% 8,0% 10,0% 12,0% 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 Défice sem one-off Défice headline Série SEC 2010
  • 17. Pressões: Dívida - aumento 2008-2016 Decomposição não convencionalDecomposição convencional  Aumento de 58,7 p.p. do PIB (112 870 milhões euros)  Líquida de depósitos Admn Central: +99 879 milhões euros  Numerário e depósitos: + 8 p.p. do PIB  Privatizações: -3 p.p. PIB  Intervenção em apoio a instituições financeiras: 11 p.p. do PIB  De acordo com notificação PDE de março de 2017 impacto nas responsabilidades fecho de balanço (stock dívida bruto) 20.919 milhões em 2016 (11,3% do PIB); custo anual líquido acumulado totaliza 12.896 milhões de euros (a preços correntes) entre 2008-2016 (7,3 p.p. do PIB); diferença entre ativos e passivos €13.061 milhões em 2016 (7,1% do PIB)  Efeito dinâmico desfavorável (bola de neve): 28,2 p.p. do PIB  [21 p.p. correspondem soma anos 2009, 2011 e 2012 em que se registou crescimento nominal negativo do PIB; e 10 p.p. só de 2012]  Assunção da dívida da CP, Carris e STCP (não refletidas no valor da dívida de 2008): 3 p.p. do PIB  Remanescente : 11,8 p.p. do PIB  Soma défices primários ajustados 2009 a 2016: 11,6 p.p. do PIB  Soma défices primários 2009 a 2016: 18,8 p.p. do PIB
  • 18. Pressões: Juros da dívida Juros da dívida voltam a representar 10% valor receita 2005; 6% 2010 7% 2016 10% 17% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% 45% Juros/receita Juros/Receita fiscal
  • 20. Restrição externa Financiamento das administrações públicas por contraparte – transações (BdP)
  • 22. Pressões: Crescimento potencial • “nível de investimento está a comprometer as perspetivas de crescimento potencial” • “emigração e o envelhecimento demográfico estão a reduzir a população ativa” Fonte: Comissão Europeia, SWD(2017) 87 final, 22.2.2017 Relatório relativo a Portugal 2017 que inclui uma apreciação aprofundada sobre a prevenção e a correção de desequilíbrios macroeconómicos Citando a Comissão Europeia:
  • 23. Regras orçamentais €uropeias  Saldo orçamental inferior a 3% do PIB  Saldo estrutural deve convergir para Objetivo de Médio Prazo (OMP) de um excedente de 0,25% do PIB  Saldo estrutural corresponde ao saldo orçamental ajustado do ciclo económico e líquido de one-offs  Trajetória de convergência para OMP dependente do estado da economia. Nas condições projetadas para próximos anos melhoria anual de 0,6 p.p. PIB no saldo estrutural  Benchmark para um agregado modificado da despesa: não deve crescer mais rapidamente que o PIB potencial a não ser que o excesso seja compensado por medidas discricionárias no lado da receita (DRM no original EN). Crescimento abaixo potencial até MTO (incorpora margem de convergência)  Regra para redução do excesso de dívida face ao valor de referência de 60% do PIB  Regra geral de redução de 5% do excesso ao ano, em média nos últimos três anos  Regra transitória (menos exigente) de ajustamento linear mínimo aplicável durante 3 anos aos países que saiam de procedimento por défice excessivo iniciado antes de 2011 [Portugal está desde 2009]
  • 24. Síntese intermédia  Receita fiscal pressionada pelo aumento de despesa  Programação plurianual incipiente: concentração no ciclo anual do Orçamento do Estado em vez do médio prazo  instabilidade fiscal  Mais recentemente o aumento carga fiscal resultou da necessidade de acelerar consolidação orçamental  Processo de consolidação orçamental não se encontra concluído:  Saldo estrutural ainda distante OMP [redução adicional aprox. 2 ¼ p.p. PIB]  Necessidade de colocar o rácio da dívida numa trajetória claramente descendente:  para melhorar condições de financiamento (melhorar perceção de risco país que está num nível muito elevado, diminuindo spread face ao Bund, melhoria do rating)  e cumprimento da regra de dívida  Alguns aumentos tributação durante programa de ajustamento foram/serão reduzidos/eliminados  Nível de endividamento externo (privado e público) não permitirá crescimento via crédito externo (aumento de dívida). Necessidade de atrair Investimento Direto Estrangeiro (IDE) produtivo  Logo: expetável manutenção de pressão sobre receita fiscal
  • 26. Debate inexistente  Como conciliar pressão sobre a receita fiscal com a urgência de promoção de condições que permitam um maior ritmo de crescimento?  A estrutura fiscal é adequada?  A estabilidade fiscal deve ser procurada? Como a conseguir? A instabilidade fiscal pesa sobre a atratividade do país para IDE?  Isenções fiscais, despesa fiscal, contratualização de incentivos  Espaço para melhorar a transparência: relatório da despesa fiscal de 2016 não foi publicado; no OE2017 alterou-se a metodologia (IRC só uma linha)  Desenvolvimentos a nível europeu: criação da base comum de IRC  Combate a base erosion and profit shifting (BEPS)
  • 27. The Global Competitiveness Report 2016–2017 http://reports.weforum.org/global-competitiveness-index/country-profiles/#economy=PRT Ordem de restritividade: Taxas de imposto, burocracia e instabilidade das políticas públicas (policy), legislação laboral, regulamentação fiscal Como somos vistos pelos investidores?
  • 28. Effect of taxation on incentives to invest (6.04) In your country, to what extent do taxes reduce the incentive to invest? [1 = to a great extent; 7 = not at all]
  • 29. Estrutura fiscal % total carga fiscal (2014) PRT: > peso relativo bens & serviços < peso relativo CSS exceto caso IRL (mas próx. média OCDE) < peso relativo propriedade que em FR, ESP, IRL > peso relativo IRC que FR, ALEM, IT, SWE, ESP, NL variabilidade peso relativo IRS 0 5 10 15 20 25 30 35 40 Bens e serviços Propriedade IRCCSS IRS PRT ESP IRL NL SWE 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 Bens e serviços Propriedade IRCCSS IRS PRT OCDE FR ALEM Fonte: OCDE; cálculos do autor
  • 30. Impostos e crescimento: literatura económica Não consensual, mas alguma predominância de efeitos significativos  Widmalm (2001): estrutura fiscal tem impacto no crescimento (pooled cross-sectional data from 23 OECD countries, 1965 - 1990): proporção receita proveniente imposto sobre rendimento tem correlação negativa com crescimento económico  Lee & Gordon (2005): Taxas IRC têm impacto negativo crescimento (cross- country data 1970-1997). The coefficient estimates suggest that a cut in the corporate tax rate by 10 percentage points will raise the annual growth rate by one to two percentage points.  Arnold, Brys, & Heady (2011): This article has presented empirical results that support theoretical beliefs that economic growth can be increased by gradually moving the tax base towards consumption and immovable property (especially residential property). It has also argued that growth can also be enhanced by improving the design of individual taxes.  (Xing, 2012) finds ‘‘tax and growth ranking’’ suggested by some recent empirical studies, including Arnold et al. (2011) is not robust under different assumptions about heterogeneity across countries of the long- run and short-run coefficients in the underlying econometric model.
  • 31. Impostos e crescimento  Mas difícil avaliar efeitos das reformas fiscais sobre crescimento:  difícil distinguir efeito no nível vs taxa de crescimento PIB  Mudanças em vários impostos em simultâneo  Efeitos cruzados (ex.º redução tributação trabalho pode aumentar emprego, mas também diminui o custo oportunidade de não completar educação universitária o que afeta a produtividade) OCDE (2010): Tax Policy Reform and Economic Growth  De acordo com esta publicação o sistema fiscal pode influir sobre o PIB per capita ao influenciar a utilização de trabalho e a sua produtividade (que resulta da acumulação de capital físico e capital humano, bem como eficiência na s/ utilização– TFP)
  • 32. Impostos e crescimento OCDE (2010): Tax Policy Reform and Economic Growth  Minimizar impacto negativo no crescimento: minimizar os efeitos de distorção nas decisões das empresas e famílias. Não desencorajar a tomada de riscos nem entrada (ou retenção) de trabalhadores altamente qualificados  Ordenação impacto impostos na economia:  Mais negativo: imposto sobre as sociedades  Imposto sobre o rendimento pessoas singulares  Impostos sobre o consumo  Impostos recorrentes sobre a propriedade: impacto menos negativo  OCDE sugere transferência de parte do fardo fiscal do rendimento para consumo e/ou propriedade residencial:  «A growth-oriented tax reform would therefore shift part of the tax burden from income to consumption and/or residential property.»
  • 33. Impostos sobre rendimento OCDE (2010): Tax Policy Reform and Economic Growth  Imposto rendimento pessoas coletivas (IRC): efeito negativo PIB per capita  Redução taxa IRC aumenta crescimento TFP e investimento (sobretudo nas empresas mais inovadoras)  Redução impostos sobre o rendimento potencialmente maiores efeitos positivos no PIB per capita se redução taxas marginais em vez de aumentos escalões  Redução rendimento pessoas singulares compensado por IVA:  devido à progressividade IRS redução taxa marginal aumenta incentivo trabalhar mais horas;  reduz rendimento real dos não participantes mercado trabalho aumentando incentivo oferta trabalho.  Mas menos progressividade  Aumento desigualdade, sobretudo para rendimentos + baixos  Trade-off entre política fiscal orientada para melhoria PIB per capita e equidade  Uso de política proteção social para amortecer este impacto (contudo mitiga o impacto da alteração fiscal no crescimento)
  • 34. Sugestões OCDE  Alargamento das bases tributárias, possivelmente com taxas mais reduzidas em vez de tentar proporcionar alívios direcionados excepto para corrigir externalidades (e eventualmente para incentivar I&D)  Redução das taxas marginais nos impostos sobre o rendimento evitando efeitos adversos sobre o capital humano e empreendedorismo  Taxa única de IVA: “This includes moving to a single rate VAT and levying corporate tax on a broader base and with a lower rate.”  “Posologia” não difere da proposta por Xavier Basto (2004) nos seus “tópicos para uma reforma fiscal impossível”  Incentivos bem desenhados para incentivar participação no mercado laboral dos trabalhadores com baixos rendimentos (incluindo redução tax wedge)
  • 35. Imposto sobre as sociedades | Desenvolvimentos comunitários: CCCTB/MCCCIS  Comunicação da CE, COM(2016) 682 final, 25.10.2016: Matéria Coletável Comum Consolidada do Imposto sobre as Sociedades (MCCCIS), mais conhecida pela expressão inglesa Common Consolidated Corporate Tax Base (CCCTB)  1.ª proposta 2011 parou nas negociações no Conselho” (questão da unanimidade). Agora abordagem em duas fases  Objetivo: combater fragilidades importantes do quadro fiscal atual que abrem caminho ao planeamento fiscal agressivo  Um conjunto único de regras para o cálculo dos lucros das empresas, associado a uma nova fórmula de repartição dos lucros de modo a garantir que a tributação reflita melhor o lugar onde a atividade económica decorre efetivamente. Fim dupla tributação no mercado único. Serão também eliminados os preços de transferência, que representam cerca de 70% do total da transferência de lucros.  MCCCIS garantirá um sistema estável que não esteja sujeito a alterações periódicas, proporcionando desta forma às empresas um nível de segurança fiscal sem precedentes. Ao proporcionar às empresas regras sólidas e previsíveis, condições equitativas de concorrência e uma redução dos custos e dos encargos administrativos a MCCCIS fará da UE um mercado muito atrativo para investir.  MCCCIS será obrigatória para todos os grupos financeiros com receitas consolidadas do grupo superiores a 750 milhões de EUR. As PME e as empresas em fase de arranque (startups) podem optar pelo sistema
  • 36. Desenvolvimentos comunitários: CCCTB/MCCCIS  «A MCCCIS permitirá igualmente introduzir uma transparência total relativamente ao sistema fiscal de cada Estado-Membro e às suas taxas efetivas de imposto.  Os Estados-Membros têm o direito soberano de fixar as suas próprias taxas de tributação e a MCCCIS não compromete de forma alguma este direito. Garantirá, no entanto, que sempre que um Estado-Membro decida sobre a sua taxa de tributação, esta seja efetivamente aplicada a todas as empresas.  Deixará de ser possível recorrer a regimes preferenciais dissimulados e a decisões fiscais com efeitos prejudiciais. Tal deverá reforçar a confiança dos cidadãos na forma como as empresas são tributadas e garantir às empresas condições de concorrência mais equitativas no mercado único.»
  • 37. Conclusão  Necessário olhar para o sistema fiscal de forma integrada e não só como fonte de receita  Optimização do sistema fiscal por forma minimizar os efeitos negativos da tributação no crescimento atendendo à necessidade de continuar processo de consolidação orçamental  Importância de uma efetiva programação orçamental a médio prazo em detrimento de focus no orçamento anual por forma a garantir estabilidade fiscal  Estabilidade pressupõe debate informado
  • 38. Biblografia  Arnold, J., Brys, B., & Heady, C. (2011). Tax Policy for Economic Recovery and Growth. The Economic Journal, 121(2008), 59–80. http://doi.org/10.1111/j.1468- 0297.2010.02415.x.  Basto, J. G. X. de. (2004). Tópicos para uma Reforma Fiscal impossível. Notas Económicas, 19, 8–17. Retrieved from http://hdl.handle.net/10316.2/24935  Lee, Y., & Gordon, R. H. (2005). Tax structure and economic growth. Journal of Public Economics, 89(5–6), 1027–1043. http://doi.org/10.1016/j.jpubeco.2004.07.002  OECD (2010), Tax Policy Reform and Economic Growth, OECD Publishing, Paris. DOI: http://dx.doi.org/10.1787/9789264091085-en  Pereira, M. C., & Wemans, L. (2013). Output effects of a measure of tax shocks based on changes in legislation for Portugal (Banco de Portugal Working Papers No. 15/2013). Retrieved from http://www.bportugal.pt/en-US/BdP Publications Research/wp201315.pdf  Sarmento, J. M., & Duarte, I. (2015). A instabilidade do sistema fiscal português : uma retrospetiva entre 1989 e 2014. Julgar Online, (Dezembro), 1–12. Retrieved from http://julgar.pt/a-instabilidade-do-sistema-fiscal-portugues-uma-retrospetiva-entre- 1989-e-2014/  Widmalm, F. (2001). Tax structure and growth: Are some taxes better than others? Public Choice, 107(3–4), 199–219. http://doi.org/10.1023/A:1010340017288  Xing, J. (2012). Tax structure and growth: How robust is the empirical evidence? Economics Letters, 117(1), 379–382. http://doi.org/10.1016/j.econlet.2012.05.054