Pme2010

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Pme2010

  1. 1. As PMEs que maiscrescem no BrasilUm estudo sobreas empresas quecultivam as basesda sua expansão 2010
  2. 2. Sumário do relatório Metodologia do estudo .................................................................................................................... 4 Amostra da pesquisa .......................................................................................................................... 6 Perfil das empresas que mais crescem ......................................................................................... 7 O ambiente de negócios das emergentes ................................................................................ 15 Análise dos indicadores financeiros ............................................................................................ 21 As PMEs que mais crescem no Brasil ..........................................................................................24 As bases do crescimento, sob a ótica de empresas especiais ...........................................28As visões das empresas que compõem o rankingdas 200 PMEs que mais crescem podem, semdúvida, sinalizar estratégias adequadas tambémpara as demais organizações com o mesmo perfilno mercado brasileiro.2
  3. 3. Oportunidades em um país M Es que m Pde alto potencial de crescimento ais As cr il as es ce r m no B Após um período de grande turbulência, Com o objetivo de entender como as pequenas e especialmente gerado pelas incertezas da economia médias empresas estão se preparando para aproveitar mundial, o Brasil tem apresentado grande potencial as oportunidades do novo ciclo de expansão do País, de crescimento ao atrair a atenção de investidores, a Deloitte e a revista EXAME PME realizaram este o que, aliado à estabilidade política e econômica, ao estudo em parceria. Em sua quinta edição, a pesquisa fortalecimento do mercado interno e à perspectiva “As PMEs que mais crescem no Brasil” traz um ranking de realização dos megaeventos esportivos de 2014 das 200 pequenas e médias empresas brasileiras que e 2016, configura um novo ciclo de expansão registram os níveis mais elevados de crescimento econômica. ao longo dos últimos anos encerrados, além de apontar a visão de seus líderes a respeito de fatores Nesse contexto, as pequenas e médias empresas fundamentais para a sobrevivência e o crescimento no (PMEs) que contarem com planos estratégicos bem cenário econômico oportuno que se apresenta. definidos e melhores condições de atendimento às necessidades do mercado estarão melhor As análises geradas mostram que as expectativas posicionadas para aproveitar as oportunidades que de negócios das empresas giram em torno de surgirão. Portanto, elas devem se adequar às novas elementos que englobam desde a busca de exigências e superar os desafios para se beneficiar descentralização da carteira de clientes, até a dessa nova fase de expansão. manutenção e elevação da parceria com grandes organizações: desafios e oportunidades que exigem Cabe ressaltar também que o forte processo de a adequação às exigências do mercado, a redução globalização tem levado a um ambiente de negócios dos custos sem comprometimento da qualidade e a cada vez mais complexo, onde as organizações expansão das operações tanto no mercado interno devem, continuamente, buscar melhorias na quanto externo. gestão. Atualmente, o paradigma de administração tem como base a sustentabilidade, pela qual as Por pertencerem ao grupo que expande seus negócios empresas estão constantemente sujeitas ao desafio com maior velocidade, as visões das empresas que de gerar resultados com base em princípios sólidos compõem o ranking das 200 PMEs que mais crescem de criação de valor, que precisa ser percebido por podem, sem dúvida, sinalizar estratégias adequadas todas as pessoas envolvidas no processo produtivo. também para as demais organizações com o mesmo A qualidade dos produtos e serviços e o controle de perfil no mercado brasileiro, ajudando a clarear um custos já não são os únicos elementos que devem ser novo e ainda desconhecido caminho que elas devem observados para a manutenção do crescimento de percorrer nos próximos anos. uma empresa. Aliás, o conceito de sustentabilidade agrega desde a geração de valor até a continuidade dos negócios. As PMEs que mais crescem no Brasil 3
  4. 4. Metodologia do estudo O universo definido para a realização da pesquisa Para compor esse universo de estudo, a Deloitte e a “As PMEs que mais crescem no Brasil” abrange revista EXAME PME convidaram aproximadamente organizações brasileiras que estão em fase 11 mil empresas, por meio de encaminhamento operacional desde, pelo menos, 1º de janeiro de 2005 de questionários impressos e eletrônicos. Esse e que registram receita líquida entre R$ 5 milhões e universo foi complementado pelas organizações que R$ 200 milhões em suas demonstrações financeiras manifestaram interesse em participar, após tomarem referentes ao final de 2009. ciência da pesquisa por meio da divulgação em websites, anúncios publicitários e notas editoriais das O resultado classificatório das 200 PMEs que mais empresas realizadoras do estudo. crescem está baseado na evolução da receita líquida das empresas ao longo dos últimos três anos. Para isso, elas A pesquisa contou com o envio de questionários apresentaram demonstrações financeiras referentes a impressos via Correios, além da disponibilidade para este período (2007, 2008 e 2009), além de apontarem preenchimento no portal da Deloitte (www.deloitte. estimativas para a receita a ser obtida em 2010. com.br). As respostas foram remetidas diretamente para a Deloitte, responsável pelo tratamento e pela Não puderam participar da pesquisa e, por compilação dos dados. O regulamento da pesquisa foi conseguinte, do ranking, as empresas dos segmentos disponibilizado ao longo de todo o período de coleta de auditoria, consultoria, mídia e comunicação de respostas no website da empresa. (setores de atuação das organizações realizadoras do estudo), além de cooperativas, instituições financeiras, No total, 620 empresas responderam aos empresas públicas e organizações sem fins lucrativos, questionários e 422 encaminharam demonstrações por possuírem características diferenciadas de financeiras. Ao final, 330 organizações atenderam geração e avaliação de receitas. Também foi vetada a todos os critérios definidos para a participação na a participação de empresas que fazem parte de um amostra total do estudo. As empresas de melhor conglomerado empresarial com mais de 30% do seu desempenho compuseram o ranking das 200 que capital controlado por estrangeiros e também de mais crescem, publicado na revista EXAME PME e que subsidiárias de grupos empresariais ou instituições também consta da presente publicação. com faturamento igual ou superior a R$ 1 bilhão por ano, independentemente da origem de seu capital. Processo de coleta das respostas e de formação do ranking Amostra total Ranking 200 422 330 11 mil 620 classificaram-se encaminharam atenderam empresas foram responderam ao para o grupo demonstrações aos critérios da convidadas questionário de maior financeiras pesquisa crescimento4
  5. 5. A análise dos resultados O conteúdo deste relatório • Os resultados da pesquisa serviram de base paraAs respostas assinaladas pelas empresas Essa estratificação visou à comparação entreda amostra total da pesquisa, com base os resultados de cada grupo específico de a elaboração deste relatório, que apresenta umanos questionários encaminhados, foram empresas participantes, a fim de proporcionar análise completa dos dados levantados e representaanalisadas a partir de uma série de estratos de uma avaliação mais apropriada das informações uma oportunidade para mensurar o estágio deorganizações participantes: coletadas. Os dados referentes a cada um desses• O ranking das organizações que mais estratos são citados e analisados ao longo deste desenvolvimento das pequenas e médias empresas cresceram entre 2007 e 2009 (200 empresas). relatório quando as suas respostas evidenciam no Brasil.• O conjunto de empresas que compõem a uma discrepância relevante em relação aos • Os resultados retratados com prioridade amostra e que não se classificaram para grupos de empresas analisados ou à amostra o ranking das 200 que mais cresceram total da pesquisa. neste relatório dizem respeito às respostas das (130 organizações). empresas que compõem o ranking das 200 PMEs• Empresas que encaminharam demonstrações O conjunto das respostas das empresas que que mais crescem. financeiras, mas que foram excluídas da participaram do estudo foi então avaliado a amostra por estarem acima da faixa de receita partir do levantamento, da consolidação e • Os resultados referentes à amostra líquida estabelecida para o último ano-base da análise de informações complementares total só foram citados em caso de discrepância do estudo (R$ 200 milhões em 2009); e/ de mercado, obtidas por meio de fontes relevante entre esse grupo e a subamostra das que ou possuírem mais de 30% do seu capital diversas, como institutos de pesquisa, órgãos controlado por estrangeiros; e/ou fazerem governamentais e entidades empresariais. mais crescem, quando pertinente para a melhor parte de um grupo empresarial ou instituição compreensão do universo das pequenas e médias que fatura mais de R$ 1 bilhão. Esse estrato Dessa forma, as visões, práticas e tendências empresas no Brasil. de empresas passou a ser denominado neste evidenciadas pelas respostas dos empresários relatório como “Grupo Especial”, merecendo que responderam aos questionários foram um capítulo à parte para a análise de suas avaliadas a partir do ângulo dos fatores respostas (páginas 28 a 30). econômicos e de negócios que incidem sobre as operações das empresas participantes da pesquisa e do mercado em geral. As PMEs que mais crescem no Brasil 5
  6. 6. Amostra da pesquisaComo são, onde estão e o que fazem as PMEs Classificação por setores (%)As empresas que compõem a amostra total Setores de serviços (58%) 1da pesquisa totalizaram receitas líquidas que, 21 29 Serviços 2juntas, compõem R$ 16,2 bilhões (conforme as 2 Indústria digital 2demonstrações financeiras referentes a 2009), com Varejo 3crescimento médio anual de 16% nos últimos dois Atacado 3 Transporteanos. A maioria das empresas é de origem brasileira e Telecomunicaçõesopera há menos de trinta anos, além de se concentrar 7na região Sudeste (61% da amostra total e 57% das Setores de indústria (42%)200 maiores). As organizações do ranking perfizeram Indústria da construção 8 15R$ 9,7 bilhões em receitas e cresceram 35%, em Bens de capital Bens de consumomédia, entre 2007 e 2009. Farmacêutico Químico e petroquímico 11 5A amostra total da pesquisa contempla praticamente 2 3 4 Siderurgia e metalurgiatodos os setores econômicos, com destaque, no Automotivosetor de serviços, para indústria digital, varejo, Energia Papel e celuloseatacado, telecomunicações e transporte. Na indústria, Eletroeletrônicodestacam-se construção, bens de capital e de Têxtilconsumo e farmacêutico. Grande parte das empresasdo ranking das 200 que mais crescem estima umcrescimento de 35% para 2010. Receita líquidaClassificação geográfica Amostra total (330 empresas)Por Estado (%) R$ bilhões Crescimento (%) 2007 2008 2009 2007-2009 Taxa anual São Paulo 38 11,9 15,3 16,2 35 16 Minas Gerais 11 Rio de Janeiro 6 Ranking (200 empresas que mais crescem) Espírito Santo 2 R$ bilhões Crescimento (%) Paraná 9 2007 2008 2009 2007-2009 Taxa anual Rio Grande do Sul 8 5,4 7,9 9,7 82 35 Santa Catarina 6 Pernambuco 5 Número de funcionários Bahia 5 Amostra total (330 empresas) Ceará 1 Número de funcionários Crescimento (%) Por região do País Paraíba 1 2007 2008 2009 2007-2009 Taxa anual Sudeste: 57% 111.793 134.448 140.151 25 12 Goiás 3 Sul: 23% Nordeste: 12% Distrito Federal 2 Centro-Oeste: 7% Mato Grosso 1 Norte: 1% Ranking (200 empresas que mais crescem) Número de funcionários Crescimento (%)Mato Grosso do Sul 1 2007 2008 2009 2007-2009 Taxa anual Pará 1 61.162 76.733 89.789 47 216
  7. 7. Perfil das empresas que mais crescem Os grandes temas que rondam a economia do País, crescimento das organizações nos últimos três anos. como o novo ciclo de crescimento econômico, Contudo, essas considerações tendem a mudar nos amplos investimentos em infraestrutura e realização próximos anos devido ao cenário que se configura de megaeventos esportivos, entre outros, abriram para o País. Com isso, as empresas já consideram diversas oportunidades de negócios no Brasil, ampliar os investimentos em recursos humanos e tanto para empresas nacionais quanto estrangeiras. em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), bem como Dessa forma, os fatores decisivos de crescimento aumentar o nível de governança corporativa, fatores das empresas vão se alterando, ganhando maiores imprescindíveis para a condução do crescimento proporções e modelos mais complexos. em um mercado cada vez mais globalizado e competitivo. Na edição 2007 desta pesquisa, os Nesse contexto, as pequenas e médias empresas investimentos em P&D foram indicados por 37% que mais crescem reconhecem que qualidade da amostra das empresas então pesquisadas, dos produtos e dos serviços, controle de custos contra 54% na edição atual, o que indica a e relacionamento e fidelização de clientes foram maior relevância desse fator na condução do fatores muito importantes para a condução do crescimento das PMEs.Informações de mercadoSinais de um novo ciclo de expansão do País(PIB – Crescimento % real)A forte recuperação da economia em 2010 está diretamente associada também à contração ocorrida 9,9*em todas as atividades em 2009. Apesar de a economia mundial ainda trafegar por tempos difíceis, asexpectativas de mercado indicam que o Brasil deve apresentar crescimento médio de 5% até 2013. 7,9 7,1* 6,1 6,1 5,7 5,7 5,2* 5,3 5,3* 5,1 5,0 4,8 4,8 4,4 4,1 3,7 3,7 3,4 2,9 2,8 2,6 2,3 2,2 1,0 –0,2 PIB Agropecuária Indústria Serviços * Expectativa –5,2 –5,5Ano 04 05 06 07 08 09 10 04 05 06 07 08 09 10 04 05 06 07 08 09 10 04 05 06 07 08 09 10Fonte: Research – Deloitte (a partir da consolidação de dados do Banco Central). Em relação a 2010, as expectativas de mercado foram registradas em 28/05/2010. As PMEs que mais crescem no Brasil 7
  8. 8. De fato, o Brasil tem ampliado os investimentos em Na edição 2007 desta pesquisa, quando indagadas P&D. No entanto, ainda registra os menores gastos sobre os desafios que deveriam enfrentar para manter quando comparado a outros países. Adicionalmente, a expansão atual ou para crescer ainda mais, as os apontamentos indicam que as PMEs percebem PMEs também se mostravam pouco preocupadas que sua vantagem competitiva está diretamente com a concorrência do mercado informal. No relacionada à capacidade de adequação às novas entanto, passados três anos, esses apontamentos exigências do mercado. mais que dobraram – de 7% em 2007 para 20%. Adicionalmente, as empresas parecem dar maior Cabe ressaltar que a manutenção de custos importância à criação de condições para uma competitivos e a atenção para os recursos humanos administração ágil e eficiente – 43% em 2007 contra também aparecem como principais desafios que 62% dos apontamentos em 2010. as PMEs devem enfrentar no médio e longo prazos para manutenção do ritmo de crescimento atual, As pessoas ou organizações envolvidas na cadeia sendo indicados por 85% e 77% dos respondentes, de negócios afetam diretamente as atividades de respectivamente, enfatizando a relevância desses uma empresa, sendo elementos essenciais para o fatores como importantes para o crescimento e, planejamento e a tomada de decisões estratégicas. ao mesmo tempo, desafiadores para Dessa forma, o sucesso das empresas depende da as organizações. participação e da sinergia com partes interessadas e, por isso, suas expectativas e necessidades devem ser devidamente conhecidas e consideradas pelos gestores.Principais fatores decisivos para o crescimento das PMEs (%) Nos próximos 3 a 5 anos Nos últimos 3 anos Relacionamento e fidelização de clientes 76 = 76 Investimentos em recursos humanos 75 (5º) 55 Controle de custos 75 = 61 Qualidade dos produtos 70 (2º) 72 Acesso a novas tecnologias 67 (4º) 59 Eficiência no relacionamento com fornecedores e/ou distribuidores 61 = 55 Acões de marketing e comunicação 61 (9º) 46 Aumento da capacidade de produção 56 = 48 Contratação de profissionais especializados para gestão da empresa 55 (11º) 37 Investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) 54 (12º) 29 Aumento de nível de governança corporativa 53 (13º) 27 Aumento de capital e/ou investimento dos lucros 52 (7º) 53 Acesso ao crédito e outras formas de financiamento 49 (10º) 42 Sobe de posição em relação aos últimos 3 anos Cai de posição em relação aos últimos 3 anos = Mesma posição em relação aos últimos 3 anos(º): Indicação da posição ocupada pelo item nos últimos três anosPercentual de empresas que assinalaram cada quesito; questão com respostas múltiplas8
  9. 9. Nesse contexto, a grande maioria das pequenas e Apesar de os clientes serem os maiores influenciadores médias empresas que mais crescem considera que nas decisões estratégicas das PMEs, o retorno dos os clientes são os principais influenciadores de suas funcionários é o método de avaliação da eficiência decisões estratégicas. Na edição 2010 da pesquisa, de que as empresas devem dispor ainda mais nos também se destaca a relevância que as PMEs destinam próximos três a cinco anos, sendo indicado por cerca a funcionários, fator sendo assinalado por quase de 70% da amostra. metade da amostra. Além disso, cerca de um terço das empresas do ranking também considera importante a Além disso, podemos destacar que as organizações avaliação dos investidores com participação direta no pretendem manter-se mais atentas às empresas capital (sócios e/ou acionistas). concorrentes, além de contar com a opinião de consultores externos. O acompanhamento do desempenho econômico da empresa, assim como na pesquisa anterior, foi o método de avaliação mais utilizado para verificar a efetividade de suas ações perante o mercado.Principais desafios que as PMEs devem enfrentar no médio e longo prazos (%) Manter custos competitivos 85 Manter-se tecnologicamente atualizada 78 Atrair e reter profissionais com alta qualificação 77 Diferenciar os produtos com relação à concorrência 68Criar condições para uma administração ágil e eficiente 62 Obter recursos para financiar suas operações 40 Concorrer com o mercado informal 20 Percentual de empresas que assinalaram cada quesito; questão com respostas múltiplasQuem mais influencia as decisões estratégias das PMEs (%) Clientes 89 Funcionários 45 Fornecedores 32 Governo 31 Investidores com participação direta no capital 30 (sócios e/ou acionistas) Distribuidores 10 Percentual de empresas que assinalaram cada quesito; questão com respostas múltiplas As PMEs que mais crescem no Brasil 9
  10. 10. As estratégias priorizadas pelas empresas para a consideram fortemente a utilização de tecnologia de condução do crescimento estiveram relacionadas, ponta e a ampliação de sua área de atuação, tanto no nos últimos três anos, principalmente, à entrada em mercado interno quanto externo, tornando-se mais novos mercados geográficos (48% da amostra) e ao globalizadas e competitivas. lançamento de novos produtos e/ou serviços (46% do ranking). A elaboração de um plano de negócios e/ou planejamento estratégico é extremante importante Já nos próximos 3 a 5 anos, vale destaque para os para uma boa formulação de objetivos e metas, para apontamentos que indicam os investimentos em a seleção de programas de ação mais focados e para inovação e a internacionalização dos negócios. Esses sua execução efetiva. Em suma, esses planos levam em fatores denotam que as PMEs que mais crescem conta as condições internas e externas da empresa eMétodos para avaliar a eficiência na gestão dos negócios (%) 88Acompanhamento do desempenho econômico da empresa 87 80 Retorno de clientes 82 61 Retorno de funcionários 69 53 Comparação com empresas concorrentes 61 38 Opinião de consultores externos Nos últimos 3 anos 50 Nos próximos 3 a 5 anos Percentual de empresas que assinalaram cada quesito; questão com respostas múltiplasEstratégias a priorizar para condução do crescimento (%) Nos próximos 3 a 5 anos Nos últimos 3 anos Investimento em inovação 72 (2º) 47 Lançamento de novos produtos e/ou serviços 72 = 46 Entrada em novos mercados geográficos 67 (1º) 48 Realização de alianças e/ou parcerias 64 = 37 Melhora na distribuição e logística 52 = 28 Investimento em marcas 42 = 23 Internacionalização dos negócios 36 (9º) 12 Terceirização de processos 28 (7º) 18 Direcionamento das vendas para o setor público 21 (8º) 14 Sobe de posição em relação aos últimos 3 anos Cai de posição em relação aos últimos 3 anos = Mesma posição em relação aos últimos 3 anos(º): Indicação da posição ocupada pelo item nos últimos três anosPercentual de empresas que assinalaram cada quesito; questão com respostas múltiplas10
  11. 11. a evolução estimada pelos seus gestores. Além disso, Atualmente, uma das maiores dificuldades enfrentadas também consideram premissas básicas que a empresa por pequenos e médios empresários é a obtenção deve seguir para que todo o processo seja coerente de crédito para investir em seus negócios – 42% e sustentado. Das organizações que compõem o consideram o acesso ao crédito e outras formas ranking, 89% possuem um plano e/ou planejamento de financiamento como fatores decisivos para o estratégico (63% de forma documentada e 26% não crescimento, e 40% das PMEs avaliam a obtenção de documentada). As demais pretendem adotar algum recursos como um desafio no médio e longo prazos. plano de negócios no curto prazo (7% da amostra) e nos próximos anos (3% da amostra). Apenas 1% Nesse contexto, a principal fonte de recursos utilizada das PMEs não possui e não pretende formular seus pelas PMEs nos últimos três anos foi o reinvestimento objetivos e metas. dos lucros, segundo declaração de 75% das empresas do ranking, seguido por empréstimos e/ Sua empresa possui um planejamento estratégico documentado? (%) ou financiamentos bancários (57% da amostra). A utilização de recursos de bancos e fundos de 1 3 fomento, como o Banco Nacional de Desenvolvimento 7 Sim, possui um plano e/ou planejamento Econômico e Social (BNDES), o Banco do Nordeste documentado (BNB), a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) Sim, mas não de forma documentada e outros, vem apresentando crescimento expressivo Não, mas pretende ter no curto prazo dentre os apontamentos das PMEs desde o início Não, mas pretende ter nos próximos 3 a 5 anos da pesquisa em 2006, sendo indicada por 38% das26 empresas na atual edição. Em 2006, a utilização Não e não pretende ter 63 dessas linhas de crédito foi apontada por apenas 17% das empresas. Já para os próximos três anos, os recursos de fomento devem passar a ser utilizados por 52% das PMEs, segundo os entrevistados. As principais fontes de recursos utilizadas pelas PMEs (%) Nos próximos 3 a 5 anos Nos últimos 3 anos Reinvestimento dos lucros 71 = 75 Bancos e fundos de fomento (BNDES, BNB, FINEP etc) 52 (3º) 38 Empréstimos e/ou financiamentos bancários 44 (2º) 57 Empréstimos de partes relacionadas (mútuos) 14 = 21 Fundos de private equity 12 (6º) 3 Bolsa de Valores 8 (8º) 0 Parcelamento de impostos 7 (5º) 21 Venda de ativos e desinvestimentos 3 (7º) 1 Sobe de posição em relação aos últimos 3 anos Cai de posição em relação aos últimos 3 anos = Mesma posição em relação aos últimos 3 anos (º): Indicação da posição ocupada pelo item nos últimos três anos Percentual de empresas que assinalaram cada quesito; questão com respostas múltiplas As PMEs que mais crescem no Brasil 11
  12. 12. De fato, os desembolsos para micro, pequenas e Apesar de ainda haver grande dificuldade no acesso médias empresas do sistema BNDES têm demonstrado ao crédito para as PMEs, principalmente em relação constante crescimento, principalmente nos últimos às taxas de juros e à burocracia, há um consenso de três anos. As políticas de incentivo para captação de que este cenário está mudando. Os apontamentos crédito alavancaram consideravelmente o número realizados pelas empresas do ranking indicam menor de desembolsos concedidos pelo BNDES às micro e dificuldade na disponibilidade de crédito atualmente. pequenas empresas em 2009. Esse cenário pode ser atribuído, em parte, ao forte crescimento na participação dos fundos de fomento, com linhas voltadas para pequenos e médios empresários, que têm facilitado, principalmente, a aquisição de máquinas e equipamentos.Fatores que dificultam o acesso ao crédito (%) 68 Taxas de juros cobradas sobre o crédito 57 48Burocracia para concessão de empréstimos e financiamentos 41 40 Exigências de garantias 33 Disponibilidade de linhas de crédito 23 18 Prazos exigidos para a quitação do empréstimo 16 13 4 Exigências de práticas de governança corporativa (balanço Nos últimos 3 anos patrimonial não auditado etc) 4 Atualmente Percentual de empresas que assinalaram cada quesito; questão com respostas múltiplas 225,3 Informações de mercado Mais crédito para as emergentes Desembolso do sistema BNDES – em número de operações (mil) Micro e pequenas Médias 99,3 69,3 39,4 27,0 29,3 28,7 18,9 20,4 22,4 16,4 5,2 6,1 6,7 8,4 9,7 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Fonte: Research – Deloitte (a partir da consolidação de dados do BNDES)12
  13. 13. A abertura de capital, apesar de pouco considerada à estabilidade econômica, indicada por 60% e 41%como forma de captação de recursos pelas empresas da amostra, respectivamente. As consideraçõesdo ranking atualmente, é uma alternativa aos feitas pelo conjunto das PMEs que mais crescemfinanciamentos bancários, abrindo para a organização pouco diferem da amostra das organizaçõesuma gama de investidores potenciais, tanto no Brasil respondentes que já ingressaram no mercado dequanto no exterior. Dessa forma, dentre os motivos ações (12 companhias), exceto em relação à crescenteque levaram e/ou levariam as PMEs a listarem ações popularização do investimento em ações (segundona Bolsa de Valores, destaca-se a captação de apontado por 33% das corporações listadas, anterecursos com menor custo e o ambiente favorável 19% das empresas do ranking).Informações de mercado Início da recuperaçãoConcessões acumuladas de crédito em geral (PJ e PF) (em R$ bilhões) econômica180170 Resultados Estatização das maiores financeiras A falta de liquidez do sistema bancários negativos norte-americanas e pedidos de concordata financeiro atinge a produção econômica (Fev/2008) (Agosto e final de setembro/2008) (Janeiro/2009)160 Crise de confiança/falta de liquidez bancária (Ago/2007)150140 Revelação da crise sub-prime (Fev/2007)130120110 2007 2008 2009 2010 Mai/10Fonte: Research – Deloitte (a partir da consolidação de dados do Banco Central)Nota: Concessões acumuladas no mês das operações de crédito com recursos livres para taxas de jurosMotivos para listar ações na Bolsa de Valores (%) 200 PMEs que mais crescem Grupo das 12 empresas de capital aberto da amostra Captação de recursos com menor custo 60 67 Ambiente favorável e estabilidade econômica 41 50 Maior facilidade na emissão de ações 19 com relação ao passado 25Crescente popularização do investimento em ações 19 33 Grande volume de investidores estrangeiros 18 17 operando na BolsaPercentual de empresas que assinalaram cada quesito; questão com respostas múltiplas As PMEs que mais crescem no Brasil 13
  14. 14. As pequenas e médias empresas que mais crescem estão mais atentas às oportunidades do mercado, considerando, já num futuro próximo, a participação em operações de fusões e aquisições (M&A, de “merger and acquisitions”), sendo preferível, muitas vezes, em relação ao crescimento orgânico de suas atividades. Nesse contexto, os principais objetivos visados em operações de M&A estão relacionados à conquista de novos mercados e clientes, à ampliação da carteira de produtos e serviços e ao aumento da participação no mercado.Motivos para participar de operações de fusões e aquisições (%) Nos próximos 3 a 5 anos Nos últimos 3 anos Ampliação da carteira de produtos e/ou serviços 59 15 Conquista de novos mercados/clientes 67 13 Aumento de market share 57 10 Ampliação de canais de distribuição e/ou 33 fontes de suprimentos 7 Desenvolvimento de capacidades tecnológicas 39 6Proteção com relação ao ingresso de competidores 34 5 Diversificação do risco, a partir da operação em 14 2 outros paísesPercentual de empresas que assinalaram cada quesito; questão com respostas múltiplasInformações de mercadoO risco de permanecer pequenoNúmero de operações de fusão e aquisição 420 391 367 332 243 1º sem. 2º sem. 1º sem. 2º sem. 1º sem. 2008 2009 2010Fonte: Research – Deloitte (elaborado a partir de dados da imprensa e da internet); inclui parcerias14
  15. 15. O ambiente de negócios das emergentes As expectativas das PMEs para os próximos 3 a 5 anos apontam que o perfil da carteira de clientes não deve se alterar consideravelmente A ampliação de mercados e conquista de novos As expectativas das PMEs para os próximos 3 a 5 anos clientes devem ser objetivos contínuos das empresas apontam que a concentração na carteira de clientes para condução do crescimento. Além disso, quanto não deve se alterar consideravelmente, havendo apenas maior e mais diversificada a carteira de clientes, menos uma melhora na participação das empresas de menor exposta às oscilações do mercado a empresa estará. porte, passando a representar 39% dos resultados. Atualmente, a carteira de clientes das 200 pequenas A manutenção ou conquista de um bom relacionamento e médias organizações que mais crescem está com grandes empresas é importante para as PMEs concentrada em empresas (mais de 70% dos não somente no sentido comercial, como também no resultados), sendo que as de grande porte, apesar desenvolvimento de novos produtos e serviços. Dessa de representarem apenas 1% do número de clientes, forma, as empresas do ranking consideram a ampliação contribuem com 39% das receitas geradas. As de sua relação com corporações de grande porte. empresas com faturamento igual ou inferior a R$ Cerca de metade da amostra avalia que, nos últimos 400 milhões, que representam 54% da carteira de 3 a 5 anos, seu relacionamento com grandes grupos clientes, foram responsáveis por 34% das receitas. Os teve como base o fornecimento e o desenvolvimento consumidores finais e os governos contribuíram com de produtos e serviços. Para os próximos três anos, as 14% e 13% dos resultados, respectivamente. organizações pretendem ampliar, principalmente, sua parceria com grandes companhias e também receber mais recursos para desenvolvimento ou produção. Quem são e qual a importância dos clientes para as PMEs Número de clientes (composição %) Contribuição para os resultados (composição %) 14 Consumidor 14 13 Governo 1254 44 34 39 Empresas 11 Consumidores finais 39 35 Governos Grandes empresas* Demais empresas** * Faturamento superior ou igual a R$ 400 milhões Nos últimos Nos próximos ** Faturamento igual ou inferior a R$ 400 milhões 3 anos 3 a 5 anos As PMEs que mais crescem no Brasil 15
  16. 16. A relação comercial com grandes empresas pode ser influenciou na melhora dos processos ao cumprir complicada devido às exigências que elas costumam com as exigências de qualidade. Além disso, mais de fazer. Ao mesmo tempo, essa maior exigência pode metade da amostra avalia que com essa relação seus ser benéfica ao incentivar uma pequena ou média resultados melhoraram ao influenciar na conquista empresa a ser mais competitiva. Nesse contexto, mais de novos clientes, tornando-se mais competitivas de dois terços das empresas do ranking consideram ao aprimorar o controle de custos e ao contar com que sua relação comercial com grandes grupos funcionários melhor qualificados. Tipo de relacionamento que as PMEs mantêm com as grandes organizações (%) 48 Mantém parceria 63 46 Fornece produtos e/ou serviços encomendados 54 Desenvolve produtos, serviços e/ou 45Participação na cadeia de grandes empresas novas tecnologias de acordo com a necessidade 58 29 Atua como terceirizada 27 24 Cresce dependendo de grandes empresas 26 19 Revende produtos 22 Seus produtos e/ou serviços são vendidos por grandes empresas 12 (que servem como um canal de distribuição) 18 10 Oferece serviços como instalação e/ou manutenção 15 Recebe recursos/ajuda/consultoria para 7 desenvolvimento ou produção 17 37 Compete com grandes empresas 49grandes empresasSem relação com Oferece produtos e/ou serviços que não são 26 fornecidos por grandes empresas 27 2 Inexistência de qualquer tipo de relação Nos últimos 3 anos 2 Nos próximos 3 a 5 anos Percentual de empresas que assinalaram cada quesito; questão com respostas múltiplas 16
  17. 17. As grandes organizações, em geral, apresentam uma Por outro lado, apenas 16% das PMEs consideram tendência à concentração de fornecedores. Portanto, que as grandes não valorizam relações duradouras o acesso a essas empresas costuma ser muito restrito, com seus fornecedores. Portanto, manter contatos e burocrático e até inviável para a maior parte das negócios com grandes companhias é uma garantia PMEs. De fato, cerca de 50% da amostra avalia que de estabilidade, apesar do risco envolvido com a a burocracia é a principal dificuldade ou obstáculo concentração das atividades. na relação comercial com as grandes empresas. Além disso, 44% do ranking considera arriscado depender A busca pela melhoria do relacionamento com clientes das grandes corporações. A busca contínua por e consumidores deve ser constante, porém, as formas preços baixos (42% do ranking) e descontos (40% da de consegui-las não são fáceis, pois as necessidades amostra) também aparecem como grandes barreiras e demandas dos indivíduos mudam constantemente. nesta relação. De forma geral, a oferta de produtos e serviços com qualidade, item indicado por 88% dos respondentes, é visto como o fator mais importante no relacionamento com clientes e/ou consumidores.Relações comerciais das PMEs com as grandes empresas (%) Minha empresa... Melhorou processos para cumprir com as exigências de qualidade de grandes clientes 66 Conquistou novos clientes ao fornecer para uma grande empresa 58 Cresceu muito após conquistar grandes clientes 56 Passou a contar com funcionários melhor qualificados 51 Tornou-se mais competitiva ao aprimorar o controle dos custos 50 Conseguiu ganhos de escala ao fornecer para uma grande empresa 47 Melhorou a gestão financeira para atender a um grande cliente 35 Tornou-se mais atrativa para os investidores 33 Obteve maior acesso às linhas de financiamento 23 Obteve maior acesso à tecnologia ao ser apoiada por um grande cliente 21 Desenvolveu um plano de gestão de riscos 18 Não obteve nenhum benefício 5 Percentual de empresas que assinalaram cada quesito; questão com respostas múltiplasA visão das PMEs sobre as grandes organizações (%) Empresas grandes são mais burocráticas 49 É arriscado depender de grandes empresas 44 Empresas grandes buscam sempre preço baixo 42Empresas grandes pedem descontos que podem inviabilizar a rentabilidade das menores 40 É difícil falar com a pessoa certa dentro da estrutura de uma grande empresa 31 Empresas grandes não valorizam relações duradouras com seus fornecedores 16 Empresas grandes sobrecarregam as equipes de vendas das menores 11 Percentual de empresas que assinalaram cada quesito; questão com respostas múltiplas As PMEs que mais crescem no Brasil 17
  18. 18. O relacionamento das PMEs também é sustentado A flexibilização de preços e concessão de descontos e por outros fatores, como qualidade de atendimento a manutenção da boa performance financeira já não (78% do ranking) e oferta diversificada de produtos são suficientes para atender às exigências das grandes e serviços (52% da amostra). Nos próximos anos as organizações. Os selos de gestão de qualidade, as PMEs devem estar mais atentas à oferta de produtos certificações sócio-ambientais e a adequação ao novo e serviços com base em tecnologia de ponta e padrão contábil (IFRS) são o que realmente estão se ecologicamente corretos e feitos com responsabilidade tornando tendência. social, denotando maior preocupação com a sustentabilidade dos negócios. As questões sócio-ambientais vêm despertando a atenção de diversos setores e, com o aumento da Mesmo que a estrutura e o modelo de gestão competitividade e da maior conscientização dos entre as grandes e as PMEs sejam diferentes, as clientes/consumidores, essa variável assume uma exigências do mercado são iguais para ambas. importância cada vez maior na relação com grandes Portanto, novos modelos e demandas do mercado empresas. devem ser encarados como formas de aumentar a competitividade e, quanto mais rápido e eficiente for essa adaptação, melhor para as organizações aproveitarem as oportunidades geradas pelo novo ciclo de expansão do País.O que é mais importante para as PMEs no relacionamento com clientes e consumidores (%) Nos próximos 3 a 5 anos Nos últimos 3 anos Qualidade dos produtos/serviços 86 = 88 Qualidade de atendimento 79 = 78 Produtos/serviços com base em tecnologia de ponta 63 (4º) 46 Oferta diversificada de produtos/serviços 62 (3º) 52Oferta de produtos /serviços ecologicamente corretos 19 e feitos com responsabilidade social 45 (6º) Produtos/serviços com design diferenciado 29 (5º) 22 Sobe de posição em relação aos últimos 3 anos Cai de posição em relação aos últimos 3 anos = Mesma posição em relação aos últimos 3 anos(º): Indicação da posição ocupada pelo item nos últimos três anosPercentual de empresas que assinalaram cada quesito; questão com respostas múltiplasO que as PMEs precisam fazer para se adequar ao mercado (%)Reduzir os custos sem comprometimento da qualidade 80 Manter e/ou ampliar a participação de grandes 66 clientes na carteira Acessar e/ou ampliar o mercado doméstico 60 Melhorar a gestão 52 Profissionalizar a gestão 46 Acessar e/ou ampliar o mercado externo 31Percentual de empresas que assinalaram a cada quesito; questão com respostas múltiplas18
  19. 19. As PMEs que mais crescem, nesse novo contexto, Além disso, as empresas participantes do ranking consideram adotar uma nova orientação incorporando acreditam que, dentre as adequações exigidas, o as certificações sócio-ambientais (ISO 14000, SA 8000 acesso e a ampliação tanto do mercado doméstico etc) em seus planos de negócios, ganhando vantagem (60% do ranking) quanto do mercado externo competitiva. Dessa forma, a preocupação com a (31% das PMEs) precisam ser realizados. Esses fatores sustentabilidade passa a constituir uma oportunidade também estão dentre as estratégias a priorizar para de mercado ao invés de uma barreira comercial. a condução do crescimento das PMEs nos próximos 3 a 5 anos. As PMEs se deparam com a necessidade de se adequar de forma imediata às exigências do mercado De acordo com os resultados da pesquisa, a cadeia para aproveitar as oportunidades do novo ciclo de da construção civil é a que apresenta maior potencial expansão do País. Nesse contexto, os apontamentos de crescimento nesse e nos próximos anos, segundo revelaram que a redução dos custos sem 38% das PMEs. Depois, aparecem as atividades de comprometimento da qualidade (80% da amostra) e a petróleo gás/petroquímica e tecnologia, ambos manutenção e ampliação da participação de grandes com cerca 30% dos apontamentos. Estes resultados clientes na carteira (66% das PMEs) são as principais indicam maior otimismo das PMEs com as cadeias/ adequações que as empresas precisam realizar para atividades produtivas voltadas para a infraestrutura, aproveitarem as oportunidades e cumprirem com as setor que vem recebendo grandes investimentos e exigências do mercado. incentivos governamentais.O que as grandes exigem das PMEs (%) Nos próximos 3 a 5 anos Nos últimos 3 anos Selos de gestão de qualidade (ISO 9000 etc) 57 (2º) 41 Customização e adequação dos produtos e/ou serviços 56 (3º) 40 Certificações sócio-ambientais (ISO 14000, SA 8000 etc) 51 (9º) 13 Manutenção da boa performance financeira 48 = 36 Flexibilização de preços e concessão de descontos 46 (1º) 44Adequação ao novo modelo contábil e fiscal – SPED (NF-e etc) 36 (10º) 11 Realização de auditoria nos balanços 35 (6º) 15 Adoção de mecanismos que evitem a informalidade 32 (5º) 28 Implementação de um plano de contingência 22 (8º) 13 Selos de procedência (INMETRO, INPI etc) 19 (7º) 14 Sobe de posição em relação aos últimos 3 anos Cai de posição em relação aos últimos 3 anos = Mesma posição em relação aos últimos 3 anos(º): Indicação da posição ocupada pelo item nos últimos três anosPercentual de empresas que assinalaram cada quesito; questão com respostas múltiplas As PMEs que mais crescem no Brasil 19
  20. 20. Informações de mercadoSinais de um novo ciclo de expansão do PaísSalto dos investimentos (em R$ milhões) Aumento de 2010 382,2 em relação a 2009Transporte ferroviário 676,3 76,9% 398,3Assistência hospitalar 79,0% e ambulatorial 712,9 602,3 Defesa aérea 19,5% 719,9 452,1 Ensino superior 69,3% 765,2 395,7 Recursos hídricos 123,0% 882,6 689,9Infraestrutura urbana 69,8% 1.162,8 731,5 Saneamento básico 64,2% 1.201,1 202,9 Defesa naval 533,8% 1.285,9 2.414,5Transporte rodoviário 67,9% 4.053,9 5.647,1 Outros 27,6% 7.207,1 1º sem/2009 – Total: 11,9 bi 1º sem/2010 – Total: 18,7 bi Total: 56,7% Fonte: Research – Deloitte (a partir de dados do Siafi, Tesouro Nacional, IBGE e Ipea)As cadeias com maior potencial de crescimento para as PMEs, neste e nos próximos anos (%) Construção civil 38 Petróleo e gás/petroquímica 32 Tecnologia 31Transportes, infraestrutura e logística 28 Energia elétrica 24 Telecomunicações 22 Alimentos e bebidas 22 Agronegócio 21 Produtos e serviços de saúde 21 Mineração e metalurgia 20Percentual de empresas que assinalaram cada quesito; questão com respostas múltiplas20
  21. 21. Análise dos indicadores financeiros O ano de 2009, último ano de referência para as demonstrações financeiras das empresas que participaram desse estudo, foi marcado por uma retomada da economia brasileira, com base nos estímulos econômicos concedidos, como redução das taxas de juros, ampliação da disponibilidade de crédito, principalmente dos bancos públicos, e corte nos tributos para setores-chave, com destaque para a cadeia da construção civil e de eletroeletrônicos. Nesse contexto, nota-se que as empresas que formaram o ranking desta edição da pesquisa souberam aproveitar as oportunidades, pois seus indicadores não tiveram declínio significativo, ao contrário, até registraram melhoria. Observa-se que o grupo das 200 empresas que mais cresceram apresentou um retorno sobre o patrimônio líquido maior do que o das demais organizações da amostra total (330 empresas). Essa constatação sugere uma correspondência direta entre o crescimento das empresas e o seu desempenho. O quadro a seguir apresenta a comparação de indicadores de desempenho das PMEs participantes da pesquisa, divididas em dois grupos: a) As 200 PMEs incluídas no ranking de maior crescimento; b) As empresas com faturamento superior a R$ 200 milhões em 2009, com mais de 30% de capital estrangeiro, subsidiárias de grupo empresarial com faturamento igual ou superior a R$ 1 bilhão por ano ou controladas pelo setor público, que ficaram fora da amostra total. As PMEs que mais crescem no Brasil 21

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