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onde o poeta viveu, trabalhou e frequen-
tou em Lisboa, cidade onde nasceu e mor-
reu, em 1935. Todos os diapositivos apre-
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Fernando Pessoa - Evocação dos 75 anos
da morte do escritor e dos 76 anos da pu-
blicação da “Mensagem” é uma exposi-
ção cedida pelo Departamento da Cultu-
ra da Câmara Municipal de Coimbra. É
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quais surgem acompanhadas por trechos
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uma referência incontornável da lite-
ratura portuguesa.
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nando Pessoa, de Lisboa, adaptada pela
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creveu, profeticamente, Fernando Pessoa. O
seu génio expressou-se também, inúmeras
vezes, em língua inglesa – mas aquele que
viria a tornar-se o mais internacional dos escri-
tores portugueses sabia que cada língua tem
a sua cor, a sua luz e a sua música própria, e
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vos de cada língua.
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nhecido, o alto e o baixo, a estética e o co-
mércio, a política e a astrologia. Criou uma
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Semeador de papéis com um único livro pu-
blicado em vida (“Mensagem”), sonhador de
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Fernando Pessoa deixou uma obra múltipla e
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Folheto Fernando Pessoa

  • 1. Fernando Pessoa Bibliotecas Escolares Agrupamento de Escolas Marquês de Marialva Exposição na Escola Básica Marquês de Marialva Semana da Leitura | 2014 17 a 21 de abril Fernando Pessoa Fernando António Nogueira Pessoa nasceu em Lisboa, no dia 13 de junho de 1888. Aqui veio a morrer em 1935. Após a morte do pai, a família Pessoa partiu para a África do Sul, fixando-se na cidade de Durban onde o padras- to era cônsul. Neste país frequentou várias escolas e recebeu uma educa- ção inglesa. Terminou os estudos, em 1904. Regressou a Portugal em 1905 fixando residência em Lisboa. Foi a partir de 1907 que começou a sua intensa ati- vidade literária. Em 1912, Pessoa estreou-se como crí- tico literário, provocando polémicas junto à intelectualidade portuguesa. Em 1920, a mãe de Pessoa, após a morte do segundo marido, deixou a África do Sul de regresso a Lisboa. Pessoa alugou um andar para a famí- lia reunida – ele, a mãe, a meia irmã e os dois meios irmãos – naquela que é hoje a Casa Fernando Pessoa. http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/ http://mundopessoa.blogs.sapo.pt/ O espólio literário do autor, acondicio- nado na famosa arca onde guardava a sua obra para a posteridade, encon- trava-se em casa de sua irmã, Henri- queta Madalena Nogueira Rosa Dias. A inventariação destes materiais termi- nou em julho de 1972 e compreende, além de 29 cadernos de conteúdo va- riado, 25.426 originais entre manuscri- tos, datilografados e textos mistos. Para além de escritos literários em poesia e em prosa, este espólio contém ainda textos sobre Política, Sociologia, Histó- ria, poesia em inglês e ficção.
  • 2. tação em PowerPoint. É constituída por registos fotográficos com muitos dos locais onde o poeta viveu, trabalhou e frequen- tou em Lisboa, cidade onde nasceu e mor- reu, em 1935. Todos os diapositivos apre- sentam um poema de Fernando Pessoa ou dos seus heterónimos. Fernando Pessoa - Evocação dos 75 anos da morte do escritor e dos 76 anos da pu- blicação da “Mensagem” é uma exposi- ção cedida pelo Departamento da Cultu- ra da Câmara Municipal de Coimbra. É uma mostra constituída por 13 painéis com diversas fotografias do poeta em diferen- tes contextos, ao longo da sua vida, as quais surgem acompanhadas por trechos da “Mensagem”, que muitos consideram um dos mais emblemáticos poemas da língua portuguesa. A semana da leitura A Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Marquês de Marialva dá início a mais uma edição da Semana da Leitura com a exibição, de 17 a 21 de março, de duas exposições sobre Fernando Pessoa, uma que mostra “Os Lugares de Pessoa”, outra evoca- tiva dos “75 anos da morte do escritor e dos 76 anos da publicação da “Mensagem”. O objetivo é relembrar e promover a obra do poeta, com múltiplas face- tas, entre as quais a valorização da nossa língua e o enaltecimento da história nacional, que fazem dele, uma referência incontornável da lite- ratura portuguesa. As exposições “Lugares de Pessoa” constitui uma exposi- ção da responsabilidade da Casa Fer- nando Pessoa, de Lisboa, adaptada pela Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Gândara-Mar para uma apresen- “A minha pátria é a língua portuguesa”, es- creveu, profeticamente, Fernando Pessoa. O seu génio expressou-se também, inúmeras vezes, em língua inglesa – mas aquele que viria a tornar-se o mais internacional dos escri- tores portugueses sabia que cada língua tem a sua cor, a sua luz e a sua música própria, e que a arte da escrita consiste em levar para lá dos limites convencionais os dons expressi- vos de cada língua. A sua primeira originalidade foi essa: a de se entregar ilimitadamente à sua língua, sem complexos de mando nem de escravo. Por isso escreveu sobre o conhecido e o desco- nhecido, o alto e o baixo, a estética e o co- mércio, a política e a astrologia. Criou uma constelação de heterónimos e semi- heterónimos – incluindo uma extraordinária Maria José – que lhe permitiram explorar, vis- ceralmente, as mais diversas possibilidades do ser. E foi, evidentemente, um poeta inultrapas- sável – o tempo paralisa-se diante dos seus textos, sempre inscritos numa verdade futura. Semeador de papéis com um único livro pu- blicado em vida (“Mensagem”), sonhador de impossíveis que jamais se deixou esmagar pe- la monótona incompreensão do seu tempo, Fernando Pessoa deixou uma obra múltipla e incisiva, que continua a surpreender-nos, a seduzir-nos e, acima de tudo, a desafiar-nos a quebrar as fronteiras do corpo e da alma, da vida e do sonho, da reflexão e dos sentimen- tos. Uma obra absolutamente universal. Inês Pedrosa (Diretora da Casa Museu Fernando Pessoa)