Revista Eletrônica de Enfermagem. 2008;10(2):337-346.Available from: http://www.fen.ufg.br/revista/v10/n2/v10n2a05.htm____...
Miranda DB, Bortolon FCS, Matão MEL, Campos PHF. Parto normal e cesária: representações de mulheres que vivenciaram asduas...
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Parto normal e cesárea

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  1. 1. Revista Eletrônica de Enfermagem. 2008;10(2):337-346.Available from: http://www.fen.ufg.br/revista/v10/n2/v10n2a05.htm__________________________________________________________________________ARTIGO ORIGINAL337Parto normal e cesária: representações de mulheres quevivenciaram as duas experiências1Natural and caesarian delivery: representations of women having both experiencesParto normal y cesarea: representaciones de mujeres quevivenciaron las dos experienciasDenismar Borges de MirandaI, Fátima Cândida da Silva BortolonII, Maria Eliane Liégio MatãoIII,Pedro Humberto de Faria CamposIVRESUMOO fenômeno do parto existe desde o surgimentoda humanidade e representa a finalização doprocesso pelo qual se garante a perpetuação daespécie. Este estudo objetiva conhecerelementos da representação social acerca doparto na perspectiva de mulheres quevivenciaram partos normal e cirúrgico. Trata-sede uma pesquisa de campo, qualitativa edescritiva, a qual utiliza a Teoria dasRepresentações Sociais como referencialteórico-metodológico. Os dados foram obtidos apartir de entrevista aberta em profundidadecom secundíparas atendidas em maternidadepública municipal localizada em Goiânia entrejulho e agosto de 2006. A análise se deu pelosoftware ALCESTE 4.5. Emergiram dois eixos ecinco classes. O que se apreende quanto aoselementos importantes representacionais doparto é sua estruturação em três pilares, umrelacionado aos elementos negativos, outro aparte positiva, e o último constituído poraspectos ligados à sua institucionalização. Oparto continua sendo visto como umaexperiência esperada, única e relevante na vidadas mulheres, apesar da manifestação da dor, ea hospitalização buscada como segurança parao processo da parturição.Palavras chave: Parto normal; Partoobstétrico; Psicologia Social.ABSTRACTThe delivery phenomenon has existed since thearisal of humankind and it represents theprocess finalling through which speciesperpetuation is guaranteed. This study aims atknowing the elements of social representationconcerning the delivery under the perspectivesof women living both natural delivery andcaesarian section. This is a descriptivequalitative field research using the SocialRepresentations Theory as a theoreticalmethodological referential. Data was collectedusing open interviews in deep with second-timemothers cared in public maternity in Goiâniafrom July to august in 2006. The analysis wascarried out through ALCESTE 4.5 software. Twothematic axes and five classes have emerged.What is considered as the fundamentalelements representing childbirth is itsframework divided into three stakes, the firstone related to the negative part, the second onerelated to the positive part, and the third onebeing constituted of aspects related to itsinstitutionalization. Childbirth is still seen as anexpected experience, unique and relevant towomen’s lives, in spite of pain manifestation,and the hospitalization pursued for safetypurposes in the delivery process.Key words: Natural childbirth; Deliveryobstetric; Psychology Social.RESUMENEl fenómeno del parto existe desde elsurgimiento de la humanidad y representa lafinalización del proceso por el cual se garantizala perpetuación de la especie. El estudio tienecomo objetivo conocer elementos de larepresentación social al respecto del parto en laperspectiva de mujeres que pasaron partos,1Artigo elaborado a partir do Trabalho de Conclusão deCurso em Enfermagem no Departamento de Enfermagem,Fisioterapia e Nutrição da Universidade Católica de Goiás.IEnfermeiro Graduado pela Universidade Católica de Goiás.Aluno da Especialização em Gestão de Sistemas e Serviçosde Saúde da Universidade de Brasília/UNB. Goiânia/GO. E-mail: denismarmiranda@hotmail.com.IIEnfermeira Graduada pela Universidade Católica de Goiás.Goiânia/GO. E-mail: fatimabortolon@hotmail.com.IIIDoutoranda em Psicologia pela Universidade Católica deGoiás. Especialista em Obstetrícia. Professora Assistente Ido Departamento de Enfermagem da Universidade Católicade Goiás/UCG. Goiânia/GO. E-mail: liegio@ih.com.br.IVDoutor em Psicologia pela Université de Provence.Professor Titular do Departamento de Psicologia daUniversidade Católica de Goiás/UCG. Goiânia/GO. E-mail:phd.2001@terra.com.br.
  2. 2. Miranda DB, Bortolon FCS, Matão MEL, Campos PHF. Parto normal e cesária: representações de mulheres que vivenciaram asduas experiências. Revista Eletrônica de Enfermagem [Internet]. 2008;10(2):337-346. Available from:http://www.fen.ufg.br/revista/v10/n2/v10n2a05.htm338normal y quirúrgico. Se trata de una pesquisade campo, de calidad y descriptiva, la cualutiliza la Teoría de las RepresentacionesSociales como referencial teórico-metodológico.Los datos fueron obtenidos a partir deentrevista abierta en profundidad consegundíparas cuidado en la maternidad públicamunicipal ubicada en Goiania, en julio y agostode 2006; el análisis se dio por el softwareALCESTE 4.5. Emergieron dos ejes y cincoclases. Lo que se aprende cuanto a loselementos importantes representativos delparto es su estructuración en tres pilares, unorelaciondo a los elementos negativos, otro a laparte positiva y el último constituído poraspectos ligados a su institucionalización. Elparto continua siendo visto como unaexperiencia esperada, única e relevante en lavida de las mujeres, a pesar de la manifestacióndel dolor, y la hospitalización buscada comoseguridad para el proceso del parto.Palabras clave: Parto normal; Partoobstétrico; Psicología social.INTRODUÇÃOAo longo dos séculos, as inúmerastransformações impostas ao parto sãoresultantes ou se relacionam com aspectosculturais, sociais, geográficos, técnico-científicos, pessoais e familiares(1). Saiu daconcepção de evento solitário para a assistênciaultra-especializada, passando do ambientedomiciliar ao hospitalar e da posição de cócoraspara o deitar em mesa cirúrgica(2). O que napré-história era visto como evento solitáriopassou para as mãos das comadres ou“aparadeiras” na Antiguidade e das parteiras naIdade Média, até chegar às mãos dos médicosna Idade Moderna, quando foram iniciadas aspráticas intervencionistas ao processo de dar aluz(3-4).De um extremo ao outro, inúmerosavanços e retrocessos podem ser apontados: sepor um lado o conhecimento acerca da fisiologiado trabalho de parto, parto e nascimentotrouxeram segurança para a mulher e bebê, poroutro lado diversas intervenções praticadas porprofissionais médicos, dotados deconhecimentos obstétricos e cirúrgicosretiraram do binômio a vivência plena dessemomento. Essa evolução impôs uma mudança àassistência obstétrica, especialmente pelasubstituição das parteiras por profissionaismédicos e as ações intervencionistas.O período gravídico-puerperal é ummomento singular, especial e esperado porparte da maioria das mulheres(5). Durante agestação, ocorrem inúmeras transformações,tanto físicas quanto psicológicas, as quaissomadas a fatores culturais e sociais tornam amulher susceptível ao aparecimento deincertezas, medos e inseguranças, que podemcontribuir positiva ou negativamente para aevolução da gravidez, do parto e/ oupuerpério(5). Dito de outro modo, orientações deamigos, familiares, leigos ou profissionaispodem contribuir de modo favorável ou não,dependendo da qualidade da informação ouinfluência exercida.O tipo de parto também proporciona oaparecimento de riscos e benefícios,complicações e repercussões futuras na vida damãe e bebê. Ao profissional que acompanha operíodo gravídico-puerperal, cabe também opapel relevante da orientação e informação.Esclarecimentos ajudam na formação da opiniãodas mulheres e também da comunidade; porémisso não garante mudança na opinião e naescolha da via de parto(6). Torna-sequestionável o fato da mulher escolher a via departo que satisfaça seus anseios e expectativas,independentemente do aspecto clínico-obstétrico, além de anti ético a concordância deprofissionais nessas condições(7).Mediante o exposto, quais os elementosda representação do parto normal e cesáriapara as mulheres com vivencia de ambos? Aordem cronológica de ocorrência dos partos, aidade dessas mulheres influenciam nessarepresentação?Para tanto, objetivamos conhecerelementos da representação social acerca doparto na perspectiva de mulheres quevivenciaram parto normal e cirúrgico.Certamente, o conhecimento das variáveis queinfluenciam nessa determinação pode ser útilpara subsidiar propostas direcionadas àconsolidação do modelo humanizado deatendimento, possibilitando, de alguma forma, o
  3. 3. Miranda DB, Bortolon FCS, Matão MEL, Campos PHF. Parto normal e cesária: representações de mulheres que vivenciaram asduas experiências. Revista Eletrônica de Enfermagem [Internet]. 2008;10(2):337-346. Available from:http://www.fen.ufg.br/revista/v10/n2/v10n2a05.htm339alcance dos princípios e diretrizes asseguradaspelo Sistema Único de Saúde (SUS).PERCURSO METODOLÓGICOEstudo descritivo de abordagemqualitativa, realizado a partir de pesquisa decampo, sendo a Teoria das RepresentaçõesSociais (TRS) o referencial teórico-metodológicoadotado. A adoção desse referencial aproximaos conteúdos do senso comum do grupo,resultado da interação e comunicação entreindivíduos que confraternizam da mesmarealidade, formando um produto e processo deatividade mental que atribui significadoespecífico a um determinado objeto(8).Participaram voluntariamente dezmulheres secundíparas com experiência departo cesária e vaginal. Também foramadotados como critérios de inclusão o períodode realização do último parto (entre agosto de2001 e maio de 2006), independente da ordemdo evento, localização da ocorrência dosmesmos e tipo de instituição (pública ouprivada), e estado civil.Foram excluídas do estudo, mulheres comidade inferior a 18 anos, ocorrência degemelidade, abortamento, malformação fetal,natimortos ou morte neonatal, e tambémaquelas com registro de manifestação depsicose puerperal. A todas foram garantidos ospreceitos da Resolução 196/96(9).Após aprovação pelo Comitê de Ética emPesquisa da Universidade Católica de Goiás(protocolo de aprovação nº 0343 em 28/06/06),procedeu-se a seleção dos sujeitos, a qual foirealizada na primeira quinzena do mês de julhode 2006, por meio de consulta em prontuáriosde uma maternidade pública municipallocalizada em Goiânia, cujo atendimentopredominante é para gestantes de baixo risco.Acredita-se que neste estudo o perfilinstitucional não interferiu nas representaçõesemitidas pelas entrevistadas, especialmente porterem histórico obstétrico em outrasinstituições.Identificadas as mulheres com o perfil jámencionado, as mesmas foram contactadas portelefone quando receberam rápidas informaçõessobre o estudo e posterior questionamentoquanto a sua participação. Nos casos positivos,foram agendados conforme a conveniência decada uma, as quais optaram, em sua totalidade,pela realização da entrevista no própriodomicílio, bem como autorização para o uso degravador. As entrevistas se estenderam dasegunda metade de julho ao final de agosto de2006 e só se iniciaram após a leitura eassinatura do Termo de Consentimento Livre eEsclarecido pela participante. Foramresguardadas as condições de privacidade dossujeitos.Para coleta de dados foram utilizados 2(dois) instrumentos, um formulário pararegistro socioeconômico e uma entrevistaaberta, a qual foi iniciada pela questãonorteadora: Fale sobre sua experiência do partonormal e também sobre a experiência do partocesária. A ordem da questão obedeceu àseqüência em que os eventos, parto normal ecesária, aconteceram. Todas as falas foramtranscritas na íntegra e as fitas destruídas.O critério adotado para encerramento dacoleta de dados foi o de saturação. Logo após oencerramento das entrevistas, as mesmasforam organizadas em um único corpus, o qualé designado como Unidade de Contexto Inicial(UCI), ou seja, agrupamento de entrevistas dediferentes sujeitos. O corpus obtido foisubmetido ao software ALCESTE (AnalyseLexicale por Contexte d’um Ensemble deSegments de Texte), versão 4.5(10).ALCESTE é um programa computadorizadoque realiza uma classificação hierárquicadescendente das palavras plenas, dividindo-asem segmentos de textos, denominada Unidadede Contexto Elementar (UCE). O programadistingue classes de palavras que representamdiferentes formas de discurso de umdeterminado tópico de interesse. Para cadaclasse o ALCESTE computa uma lista de co-relações de palavras, adotando como critério deforça de associação entre elas um determinadoX2, sendo agrupadas na classe aquelas queultrapassam esse referencial. Assim, quantomaior esse valor mais relevante é a palavrapara a construção da classe. Em outraspalavras, coloca em evidência aglomerados(mundos lexicais) de signos (palavras plenas)que possuem o mesmo núcleo de sentido.Enfim, estes aglomerados de signos devem ser
  4. 4. Miranda DB, Bortolon FCS, Matão MEL, Campos PHF. Parto normal e cesária: representações de mulheres que vivenciaram asduas experiências. Revista Eletrônica de Enfermagem [Internet]. 2008;10(2):337-346. Available from:http://www.fen.ufg.br/revista/v10/n2/v10n2a05.htm340interpretados, a partir do julgamento teóricoempiricamente justificado pelos pesquisadores,apoiados em outros métodos de análise de textoe de discurso(8,10). Dito de outro modo, a partirda contextualização dos signos integrantes decada eixo e classe é possível proceder a análisequalitativa, conseqüentemente, sua nomeação.Os resultados dessa primeira análise sãodistribuídos em eixos com suas respectivasclasses, que trazem consigo os signos que asrepresentam e a variância explicável de cadauma, podendo ser apresentados em forma detabela ou árvore – dendograma(11).RESULTADOS E DISCUSSÃOOs resultados estão apresentados em duasdimensões: caracterização socioeconômica etratamento do corpus pelo ALCESTE, sendotodas descritas a seguir.Caracterização socioeconômicaO estudo foi realizado junto a umapopulação de mulheres secundíparas, com idadeentre 21 a 42 anos, cuja idade da vivência doprimeiro parto foi entre 16 a 25 anos e osegundo, entre 20 a 40 anos. No grupo, amaioria é casada, com ensino médioincompleto, religião católica, ocupação comafazeres domésticos (do lar), portanto semremuneração; metade do grupo possui moradiaprópria. A renda familiar mensal varia entre doisa cinco salários mínimos; quanto aos meiosutilizados para obtenção de informações emgeral, obedecendo à ordem decrescente, são:televisão, jornal, rádio, livros e revistas. Entreas participantes, é inexistente a prática deexercícios físicos.Neste estudo, relacionamento conjugalestável, idade adulta, crença religiosa,diferentes vivências de parto (normal ecesária), bom nível cultural e busca constantepor informações, dentre outros fatoresapresentados pelas entrevistadas, facilitaram aexpressão de suas experiências e sentimentossobre o assunto aqui enfocado certificando-ascomo idôneas para emitir suas percepçõesacerca desse tema específico(12).Tratamento do corpus pelo ALCESTEAs palavras estão distribuídas nos respectivoseixos e classes, possibilitando a melhorvisualização e apreensão dos resultados acercade como as mulheres expressam suas vivênciasrelacionadas ao parto normal e cesária.O agrupamento em eixos e a seqüência comque as classes foram estruturadas ocorreramdevido à força de co-relação entre os signos,fato que possibilitou, também, a nomeaçãodestas classes, conforme mostra a Figura 1.
  5. 5. Miranda DB, Bortolon FCS, Matão MEL, Campos PHF. Parto normal e cesária: representações de mulheres que vivenciaram as duas experiências. Revista Eletrônica de Enfermagem[Internet]. 2008;10(2):337-346. Available from: http://www.fen.ufg.br/revista/v10/n2/v10n2a05.htmFigura 1: Dendograma resultante da classificação hierárquica descendente do material textual referente às respostas das entrevistas sobre suasexperiências de parto – Secundíparas com parto normal e cesária – Goiânia – Jun-Jul/ 2006.341
  6. 6. Miranda DB, Bortolon FCS, Matão MEL, Campos PHF. Parto normal e cesária: representações de mulheres que vivenciaram asduas experiências. Revista Eletrônica de Enfermagem [Internet]. 2008;10(2):337-346. Available from:http://www.fen.ufg.br/revista/v10/n2/v10n2a05.htm342Na CLASSE I, designada “Vivência duranteo trabalho de parto”, aparecem palavras queantecedem o momento do parto. As mulheresenfocam situações próprias que marcam o iníciodo trabalho de parto, como se verifica a seguir:... eu sofri mais ainda com as dores, graças aDeus eu fui dilatando normal, né? Como deveser dilatado, então eles ficô esperando, ...porque teve que esperar os dez centímetrodilatada, né? ... desde o início que eu comeceia sentir as contrações, foi bem mais rápido,que eu dilatei mais rápido... (Entrevista 2).Fisiologicamente, o momento queantecede ao parto é vivenciado a partir do iníciodas contrações uterinas, as quais promovemalterações (dilatação e apagamento) do colouterino, descida do bebê e, ao final do processode parturição, a expulsão completa do bebê, oque determina a finalização da gestação. Apercepção da dor ao longo de todo esse períodoé individual e depende de um conjunto defatores. O sentimento de dor extrapola oslimites da fisiologia do corpo por ser um eventodefinido e desenvolvido num contexto cultural,e a única pessoa que pode descrevê-lo é quemo vivencia(13-14). A dor, para essas mulheres foio item mais recordado, apesar de algumasexperiências terem ocorrido há alguns anos.Muitas mulheres fazem referência a dor comoalgo que ficou registrado de modo marcante namemória e que, por isso mesmo, ainda pode serrelembrado com clareza. Hoje, o grupo avaliaque a dor no parto normal é presente o tempotodo, mas tolerável; na cesariana, inicialmenteestá ausente, mas, num segundo momento,aparece como conseqüência e ou complicaçãodo procedimento, resultado coincidente comoutros estudos(5,15). Assim, de um modo ou deoutro, o parto continua relacionado à dor, sendoessa referida como manifestação negativadurante o parto. Isso influenciaantecipadamente, de alguma forma, noprocesso de parturição(16).Mas também, para a maioria dasentrevistadas, assim como as de outros estudos(17), o sentimento de dor é anulado pela alegriaproveniente do nascimento do filho. Asuperação da dor é resultante da felicidade dever o filho tão esperado pela primeira vez,momento descrito como muito especial, atémesmo mágico. É a plena realização oferecidapela maternidade. A capacidade de parirtransformando a mulher em mãe, o quetambém reafirma o valorizado papel socialatribuído à fêmea(18).É importante ressaltar que a descrição dedor no parto como sensação inesquecível podeser entendida como avaliação de algo positivose vista a partir da ótica da superação, ou seja,de ser capaz de ultrapassar limites, nesse caso,especificamente, entendido como a capacidadede dar à luz a uma nova vida(14). Independentedo tipo de parto e do enfoque cultural, amaternidade continua sendo um processofisiológico, ou seja, um fato natural e esperadona vida da mulher, pelo qual ela garante aperpetuação da espécie.Em todos os relatos, há referência quantoà hospitalização por ocasião dos partos, que éuma vivência essencialmente moderna:... vou te internar, só que seu esposo nãopode ficar, eu falei: “não, então tá.” Aí nisso eleme internou, e nisso foi a noite inteirinhapassando mal. Eu internei era mais ou menos,uma meia noite e fui ter ele no outro dia, meiodia (Entrevistada 4).Ainda no trabalho de parto, verifica-se apresença de intervenções por parte dosprofissionais. Essas se relacionam com técnicasdesde as mais elementares até as maiscomplexas. Entre elas destacam-se, àadministração de medicamentos:... eles só colocaram o soro mesmo, sorofisiológico, só pra poder fortalecer, pra mim dáforça, pra mim fazer força, pra ganhar, né?(Entrevistada 3). Também o rompimento dabolsa amniótica, dentre outras, conforme aseguir: ... eu já tava já com quase oitocentímetro de dilatada, a médica “vouromper sua bolsa que logo ele nasce, daquiuma meia hora ele nasce,” não foi nem quinzeminutos ele já tava nascendo ali no quarto...(Entrevistada 2).Para a maioria da população, o médico évisto como o único profissional capacitado paraa assistência ao parto, assim como pensatambém o grupo que integra esse estudo. Nota-se que, apesar das políticas voltadas para adiminuição dos altos índices de cesarianadesnecessária, do incentivo e do respaldo legal
  7. 7. Miranda DB, Bortolon FCS, Matão MEL, Campos PHF. Parto normal e cesária: representações de mulheres que vivenciaram asduas experiências. Revista Eletrônica de Enfermagem [Internet]. 2008;10(2):337-346. Available from:http://www.fen.ufg.br/revista/v10/n2/v10n2a05.htm343do profissional enfermeiro na atuação daassistência ao parto fisiológico(19)e da formaçãotécnica que este recebe durante a graduação eespecialização, há uma mínima participação domesmo nessa área. Possivelmente, opredomínio do modelo biomédico deatendimento, bem como os aspectos culturaisarraigados junto à população contribuam paraisso.No grupo, todas as mulheres foramsubmetidas à hospitalização e aosprocedimentos tidos como intervencionistas edesnecessários, utilizados para acelerar oprocesso fisiológico de parturição, como é ocaso da medicalização do parto, aminiotomias eepisiotomias. O modelo da institucionalização doparto como garantia de segurança e melhoresrecursos tecnológicos para assistência ao partoainda são aceitos sem questionamento, apesardos muitos trabalhos educativos que sãorealizados na tentativa de mudar essarealidade(4), levando à manutenção e, emalguns casos, à ascensão dos índices deprocedimentos desnecessários e partoscirúrgicos sem indicações clínicas.A CLASSE II enfoca a resolução do períodogravídico, compreendendo a expulsão do feto eseus anexos da cavidade uterina, o partopropriamente dito. Observam-se formasdiferentes de assistência recebidas pelossujeitos durante o parto. A primeira enfoca oatendimento humanizado:... o doutor já chegou, cumprimentou, faloupra mim ficar calma, que ele iria cuidar bem demim, aí conversou com meu esposo, foisuperatencioso, já me pegou, e falou: “leva elapra sala...” (Entrevistada 10). Já a segunda, adesqualificação da assistência e/ou até mesmoa falta de acompanhamento profissional: ... praela subir lá e fazer assim na minha barriga,né? Empurrar, aí foi que saiu ... [até] aplacenta, aí ela começou a costurar, aí eu faleipra ela que tava sentindo dor, porque não tinhapegado anestesia local, isso para mim foiterrível (Entrevistada 3).O processo de parturição deve seracompanhado por equipe multiprofissionalqualificada, portanto preparada para atender agestante de forma integral, garantido oatendimento holístico e humanizado. Na faladas entrevistadas, o que se apreende é quenem todas tiveram a mesma qualidade nocuidado, havendo inclusive a ocorrência deassistência desqualificada realizada porprofissionais e até mesmo a inexistência doatendimento, realidade existente no país,especialmente junto à população de baixarenda.Já na CLASSE III, nomeada de“Manifestação da preferência”, é composta porpalavras que indicam a escolha dos sujeitossobre a via de parto. Conforme acontextualização dos signos, as mulheresapontam o parto normal como o de maiorpreferência por diversas razões. Algumasafirmam que é devido à melhor recuperação nopós-parto se comparada à cesária, outrasatribuem essa preferência não só pelo fato darecuperação mais rápida, mas também devido àanestesia utilizada na cesariana, convicçõespróprias acerca do procedimento cirúrgico edecorrência das complicações já vividasefetivamente. Em contrapartida, aparece umaminoria em defesa da cesariana. Isso ficaevidente na fala de três entrevistadas, cadauma apresentando uma justificativa distinta:intensidade da percepção da dor durante oprocesso de parturição, relativo ao acesso àmaternidade e um caso isolado defende arealização de cesariana como conveniência paraa laqueadura tubária.A preferência pela via de partopredominante entre as mulheres quecompuseram este estudo é o “parto normal”. Asrazões apresentadas por elas para essa escolha,também já foram descritas em outrosestudos(6).A próxima classe, a V, traz sentimentos eemoções vivenciados pelos sujeitos tanto porocasião do parto normal quanto da cesariana,por isso foi denominada “Sentimentospercebidos”, uma vez que, independentementedo tipo de parto, emoções positivas e negativassão relatadas pelas entrevistas. Como asensação de dor é individual, no parto normalfoi percebida com diferentes limiares. Algumasconsideram suportável, outras relatam a fortesensação de dor durante o processo, mas porum curto período de tempo:
  8. 8. Miranda DB, Bortolon FCS, Matão MEL, Campos PHF. Parto normal e cesária: representações de mulheres que vivenciaram asduas experiências. Revista Eletrônica de Enfermagem [Internet]. 2008;10(2):337-346. Available from:http://www.fen.ufg.br/revista/v10/n2/v10n2a05.htm344... acho que não seja uma dor que você nãosuporta, é uma dor que vem e vai, e vem e vai(risos) ... olha, acho que o parto normal, ele émais emocionado, ele você sente mais acriança, tem mais trabalho de parto... Olha, éuma alegria muito grande, eu achei, foialegria, por ter minha filha, ter nascido normal,apesar que dói, eu não vou dizer pra você quenão dói, que dói, mais não é igual muitosparto, meu parto foi rápido(Entrevistada 5).Entre poucas mães, aquelas cujapreferência é a cesariana reafirmam suasexperiências negativas por ocasião do partonormal, essas impostas em razão da dor. Oaspecto dor, quando relacionado ao partocesária, aparece como próprio de processocirúrgico, portanto comum ao período após oprocedimento. Na tentativa de expressar demodo mais objetivo as experiências vividas nospartos, as entrevistadas mencionaram notas, asquais podem ser vistas, de certa forma, como osignificado numérico do parto a partir dacomparação das experiências com as duas viasde parto. A CLASSE IV foi denominada “AnáliseValorativa” por conter signos que refletemjulgamento, no caso pela emissão de uma nota.Para a grande maioria das mulheres, apontuação do parto normal aparece comosuperior ao da cesária:Eu daria cinco para o normal e três paracesária (risos) (Entrevistada 2).Em contrapartida, uma minoria mencionoupontuação superior para a cesária, conforme afala a seguir:O normal dou zero, porque, se eu pudesse darmenos, eu daria (risos), zero. Pra cesária écinco e é pouco. Porque é tudo de bom (risos),já pensou ganhar um nenê sem dor, já pensouvocê chega lá, tem o dia e a hora pra vocêganhar o nenê, sem se ter que passar poraquelas dor horrível, então eu acho assim quecinco é pouco, eu acho que tinha de ser dez(Entrevistada 10).O que se apreende quanto aos elementosimportantes representacionais do parto,independentemente da via, com relevânciasocial para o grupo participante, é a suaestruturação em três pilares, um agregandoaqueles relacionados aos elementos negativos,outro agrupando a parte positiva e o últimoconstituído por aspectos ligados à suainstitucionalização. Podem ser apontados comosignos que permitem a caracterização maisexplícita de cada “coluna”: medo e dor para aprimeira; alegria, felicidade e realização nasegunda e, na terceira, medicalização e práticasintervencionistas. Essa concepção encontra-seancorada, possivelmente, na visão de partocomo experiência cercada de inquietação pelanoção de risco e ameaça à vida da mulher, e naforte sensação dolorosa, que também é deprazer e realização.O processo de parir não é simplesmenteum ato fisiológico, mas influenciado por fatoresculturais, psicológicos e mesmo sociais(13). Logoos valores, crenças, sentimentos, percepções,as representações de parto do grupo, são oresultado dessa influência. Essa compreensãoque gira em torno do parto, que estásupostamente cristalizada, determina aspráticas cotidianas as quais dificultam mudançano modelo vigente, no caso biomédico eassistencialista. Assim, pode-se falar que oparto continua visto como momento crítico eamedrontador, que precisa ser enfrentado coma ajuda de profissionais.Essa compressão reafirma a necessidadeda busca por novas estratégias de aproximaçãoe atuação junto à população em geral, mas,sobretudo, ao grupo de mulheres, sejam elasadolescentes, jovens ou adultas, para oferecerinformações e orientações sobre a fisiologia doparto e nascimento, tendo em vista apreparação para a vivência do processo demodo menos traumático. Quanto aosprofissionais que atuam na área obstétrica, seimpõe, além disso, também reflexões a respeitodessa atuação, uma vez que fica patente odesrespeito e a desatenção aos sentimentos dasmulheres na “condição” de parturientes.Cabe aos profissionais, respeitar sempreas múltiplas dimensões da gestante: espirituais,psicológicas, biológicas e sociais e direcionaresforços para alterar o atual modelo deassistência ao parto e nascimento,desenvolvendo uma assistência centrada nasnecessidades das parturientes, as quais devemter liberdade física para agir e se movimentardurante o trabalho de parto e a possibilidade dese expressar emocionalmente(13,20).
  9. 9. Miranda DB, Bortolon FCS, Matão MEL, Campos PHF. Parto normal e cesária: representações de mulheres que vivenciaram asduas experiências. Revista Eletrônica de Enfermagem [Internet]. 2008;10(2):337-346. Available from:http://www.fen.ufg.br/revista/v10/n2/v10n2a05.htm345CONSIDERAÇÕES FINAISO estudo possibilitou identificar elementosda representação social de mulheres quevivenciaram as duas experiências de parto,normal e cesária. Esses elementos sãomarcados por dificuldades, preocupações,expectativas e alegrias, as quais, no conjunto,dão parte da dimensão do que foi essa vivênciapara o grupo. Os conteúdos explícitos eimplícitos que permitiram essa leitura sãotradicionalmente sustentados pela cultura esituados em um contexto histórico.Primeiramente, foi possível visualizar queo parto continua sendo visto como experiênciaesperada, única e relevante na vida dasmulheres. Apesar disso, pode-se dizer, também,que há certo desconhecimento por parte dessasmulheres acerca das orientações sobre aevolução fisiológica do processo de parto enascimento, apontando para a existência delacuna entre as ações de educação em saúde,muito comuns no pré-natal, e a captação pelasgestantes das informações fornecidas.Outra constatação é a presença desentimentos ambivalentes permeando asnarrativas acerca das vivências relacionadas aoparto, tanto normal quanto cesária, aspecto queaponta, também, para a manutenção dosaspectos psico-emocionais relativos àparturição.Acerca da sensação de dor relacionada aoparto, a via de nascimento do filho parece quenão altera sua percepção, apesar dela serpercebida em períodos distintos. Nas duasexperiências de parto, a dor foi manifestadacomo diretamente ligada à parturição, quasecomo sua essência.A hospitalização por ocasião do início dotrabalho de parto aparece como expectativa aser atendida sem demora ou dificuldade deacesso. A gestante espera receber assistênciatécnica especializada e de qualidade, conferidaao profissional médico. Entretanto, essa não foiuma experiência comum vivida no grupo, umavez que foram explicitadas situações quecaracterizam a prática de procedimentosconsiderados intervencionistas edesnecessários.Considerando o enfoque dado pelo grupoao parto, pode-se apontar, como estruturantedessa representação, elementos que integramduas dimensões afetivo-psicológicas, umapositiva e outra negativa, e uma terceiradimensão, a assistencial ou institucional. Naprimeira e na segunda, os conteúdos revelamambivalência de sentimentos e, na terceira, ahospitalização, que termina por descaracterizaro parto em razão da perda da autonomia damulher.Fica como desafio para os profissionais daárea a redução da lacuna entre expectativas dasparturientes e a real resolução do parto. Deve-se garantir às mães um local adequado paraque sejam acolhidas, ouvidas, orientadas,respeitadas, livres para manifestarem seussentimentos, assistência de boa qualidade,acesso à tecnologia, caso necessário. Elasdevem, enfim, ser reconhecidas como sereshumanos. Assim, estaremos cumprindo ospreceitos que regem os Direitos Universais doSer Humano e os princípios do SUS, econtribuiremos com a luta e defesa do partonatural.REFERÊNCIAS1. Homei A. Tempos modernos, novos partos enovas parteiras: o parto no Japão de 1868 aosAnos 1930. Revista Estudos Feministas.2002;10(2):429-440.2. Sabatino JH, Fucgtner C, Poterio LS, NarbotLB, Cintra MA, Cunha MA et al. Parto emPosição de Cócoras. In: Pinotti JA (Org).Medicina Perinatal. Campinas: UNICAMP; 1987.p.275-288.3. Rezende Filho, J. Obstetrícia: conceito,propósitos, súmula histórica. In:_____ e cols.Obstetrícia. 9ª edição. Rio de Janeiro:Guanabara Koogan; 2002. p.1-27.4. Oliveira SMJV, Riesco MLG, Miya CFR, VidottoP. Tipo de parto: expectativas das mulheres.Revista Latino-Americana Enfermagem[Internet]. 2002 [cited 2006 mar20];10(5):667-674. Available from:http://www.scielo.br/pdf/rlae/v10n5/v10n5a7.pdf.5. Tedesco RP, Maia Filho NL, Mathias L, BenezAL, Castro VCL, Bourroul GM et al. Fatoresdeterminantes para as expectativas deprimigestas acerca da via de parto. RevistaBrasileira de Ginecologia e Obstetrícia[Internet]. 2004 [cited 2006 mar
  10. 10. Miranda DB, Bortolon FCS, Matão MEL, Campos PHF. Parto normal e cesária: representações de mulheres que vivenciaram asduas experiências. Revista Eletrônica de Enfermagem [Internet]. 2008;10(2):337-346. Available from:http://www.fen.ufg.br/revista/v10/n2/v10n2a05.htm34620];26(10):791-798. Available from:http://www.scielo.br/pdf/rbgo/v26n10/22906.pdf.6. Ministério da Saúde. Parto, aborto epuerpério: assistência humanizada à mulher.Brasília (Brasil): Área Técnica de Saúde daMulher; 2001. p. 32-37.7. Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM1246 de 08 de janeiro de 1988. Código de ÉticaMédica. Rio de Janeiro, 1988.8. Campos PHF, Torres ARR, Guimarães SP.Sistemas de representação e mediaçãosimbólica da violência na escola. Educação eCultura Contemporânea. 2004;1(2):109-132.9. Ministério da Saúde. Diretrizes e NormasRegulamentadoras de Pesquisa EnvolvendoSeres Humanos. Brasília (Brasil): ProgramaNacional de DST e Aids; 1997.10. Kronberger N, Wagner W. Palavras-Chaveem Contexto: análise estatística de textos. In:Bauer MW, Gaskell G. Pesquisas Qualitativa comTextos, Imagem e Som. Guareschi PA, trad.Petrópolis (RJ): Vozes; 2002.11. Camargo BV. ALCESTE: Um programainformático de análise quantitativa de dadostextuais. In: Moreira ASP, Jesuíno JC, CamargoBV. (Org.). Perspectivas teórico-metodológicasem representações sociais. João Pessoa:EdUFPB; 2005. p. 511-539.12. Donelli TMS. O parto no processo detransição para maternidade [dissertação].[Porto Alegre]: Instituto de Psicologia/UFRS;2003.13. Gualda DMR. Eu conheço minha natureza:um estudo etnográfico da vivência do parto[tese]. [São Paulo]: Escola deEnfermagem/USP; 1993.14. Saito E, Gualda DMR. A importância doenfoque cultural na compreensão da dor departo. Revista Paulista de Enfermagem. 2002;21(2):148-155.15. Zorzetto R. Escolha errada. Cadernos daCepia [Internet]. 2006 [cited 2006 nov 17];38-44. Available from:http://www.cepia.org.br/doc/mulheres.pdf.16. Figueiredo B, Costa R, Pacheco A.Experiência de Parto: alguns fatores econseqüência associado. Revista AnálisePsicológica [Internet]. 2002 [cited 2006 nov16];20(2):203-217. Available from:http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/aps/v20n2/v20n2a02.pdf.17. Domingues RMSM, Santos EM, Leal MC.Aspectos da satisfação das mulheres com aassistência ao parto: contribuição para odebate. Caderno de Saúde Pública [Internet].2004 [cited 2006 nov 17];20(1):S52-S62.Available from:http://www.scielosp.org/pdf/csp/v20s1/06.pdf.18. Sbroggio AMR, Osis MJMD, Bedone AJ. Thesignificance of uterus removal for women.Revista da Associação Médica Brasileira[Internet]. 2005 [cited 2006 nov22];51(5):270-274. Available from:http://www.scielo.br/pdf/ramb/v51n5/a18v51n5.pdf.19. Presidência da República (BR). Decreto94.406 de 08 de junho de 1987. Regulamenta aLei nº. 7.498 de 25 de junho de 1986, quedispõe sobre o exercício profissional e dá outrasprovidências. Diário Oficial da União. Brasília:1987.20. Osava RH. Assistência ao parto no Brasil: olugar do não médico [tese]. [São Paulo]:Faculdade de Saúde Pública/USP; 1997.Artigo recebido em 25.05.07Aprovado para publicação 30.06.08

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