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Conhecer a realidade da mortematerna é requisito básico para oestabelecimento de políticas quevisem a sua redução e avalie...
182           Investigação de óbitos                2009    2010Número de óbitos de mulheres em idade fértil     6.802   6...
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2337   33,83%
A investigação das mortes declaradas   como materna foi concluída em média em   267 dias (8,9 meses)Sobre o resultados das...
RMM por causas obstétricas diretas e indiretas        Estado do Rio de Janeiro – 2000 a 2010Fonte: CEPCMM/SM/SAB/SAS/SES-R...
Distribuição proporcional segundo o tipo de óbito materno                 Estado do Rio de Janeiro                        ...
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Razão da morte materna segundo causas obstétricas diretas                Estado do Rio de Janeiro                         ...
RMM pelas cinco principais causas de morte materna obstétrica direta              Estado do Rio de Janeiro – 2000 a 2010  ...
Distribuição proporcional das causas obstétricas indiretas             Estado do Rio de Janeiro - 2010                    ...
RMM segundo grupo de idade da mulher                        2010               Estado do Rio de JaneiroFonte: CEPCMM/SM/SA...
RMM segundo raça/cor e anos de estudo da mulher                 Estado do Rio de Janeiro - 2010                           ...
Um número que não mudaA redução da mortalidade maternapermanece um grande desafio dasaúde, ética e eqüidade de gênero,vist...
Inadequação de procedimentos         Baixa escolaridade da mulher   Falta da avaliação de Risco Gestacional         Desemp...
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A investigação de cada morte materna possibilitaações e medidas preventivas que evitarãoeventos similares no futuro. A nec...
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Apresentação do Comitê Estadual de Prevenção e Controle da Mortalidade Materna (31/05/12)

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O Estado do Rio de Janeiro registrou 182 óbitos maternos em 2010. A informação, contida no relatório anual do Comitê Estadual de Prevenção e Controle da Mortalidade Materna, representa uma diminuição de 27 mortes, em relação ao ano de 2009. Os dados foram apresentados durante audiência pública realizada pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), nesta quinta-feira (31/05). Para a presidente da comissão, deputada Inês Pandeló (PT), a diminuição dos óbitos era esperada devido a epidemia, em 2009, da gripe influenza A – provocado pelo vírus H1N1. “Essa redução não é uma vitória completa. Uma morte já tem que ser motivo de indignação. Pelo menos 90% dessas mortes podiam ser evitadas. Esse tema tem que estar sempre na pauta”, argumentou a parlamentar. “A comissão tem que reiterar esse trabalho. A mulher tem que ter condições de vida”, reiterou a vice-presidente da comissão, deputada Graça Pereira (PSD).

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  • O Comitê Estadual foi criado pela Resolução SES 512/1989
  • Em 2008, óbitos maternos e de mulheres em idade fértil passam a ser de notificação e investigação obrigatória.
  • Segundo o módulo sobre Morte Materna do Sim – Sistema Federal, on-line com acesso restrito a profissionais cadastrados, do total de 6.879 óbitos de mulheres em idade fértil notificados, 5.248 tiveram a ficha síntese de investigação preenchida. 182 óbitos foram notificados como maternos.
  • Aumentou a quantidade de óbitos investigados de 2009 para 2010.
  • Sobre a oportunidade da investigação, somente 174 óbitos (2,53%) foram notificados oportunamente, considerando-se os 30 dias previstos na portaria GM 1.119
  • Somente em 33,38% a oportunidade da investigação medida pela digitação da ficha síntese foi observada. A ficha síntese contém o resumo da ficha de investigação, com informações sobre fontes de informação, confirmação da ocorrência do óbito durante o ciclo gravídico puerperal, causas de morte e outras variáveis.
  • O gráfico que mostra a RMM em trinta anos de acompanhamento, mostra inflecções na curva em função de fatos/eventos que influenciaram a investigação das mortes (criação de comite, obrigatoriedade da notificação, investigação de mortes maternas presumíveis). A curva mostra oscilações, mas sem tendência de queda até 2010. Em 2009 a RMM foi de 96,5 mortes maternas por 100.000 nascidos vivos e verificado que esse aumento foi devido às mortes por Influenza H1N1 e outras afecçoes pulmonares complicando gravidez, parto e puerpério.
  • No gráfico acima observamos aumento, em 2009 e 2010, da RMM tanto pelo aumento das causas obstéricas diretas quanto indiretas, estas últimas com maior aumento nesses últimos dois anos. Óbito materno Indireto: É aquela resultante de doenças não provocadas por causas obstétricas diretas, mas agravadas pelos efeitos fisiológicos da gravidez.
  • As causas materna diretas no Estado do Rio de Janeiro correspondem a 66% das mortes maternas obstétricas, refletindo a qualidade da assistência prestada ao pré-natal, parto e puerpério. Deve ser ressaltado que os óbitos obstétricos diretos são evitáveis na sua quase totalidade. Os óbitos maternos indiretos podem ser reduzidos pela garantia de acesso das mulheres à assistência médica especializada e ao planejamento familiar. Nos países de primeiro mundo são os óbitos maternos indiretos a principal causa de morte materna.
  • O padrão de causas está mantido como nos anos anteriores. O primeiro grupo é o das síndromes hipertensivas, seguido das hemorragias, aborto e infecção. Em quinto lugar, o grupo das causas indiretas
  • A classificação das causa das mortes maternas por critérios clínicos, facilita a sua leitura e o direcionamento das intervenções no campo da saúde da mulher. Nos três anos apresentados, a três principais causas se repetem: hipertensão, as hemorragias e o aborto, todas causas evitáveis. Nas síndromes hipertensivas, que é a principal causa das mortes matenas, aponta para a falta de qualidade da assistência pré-natal e do acesso ao serviços de maior complexidade. As causa hemorrágicas, refletem a baixa qualidade da estrutura de assistência ao parto, da vigilância da mulher no pós parto imediato, com diagnostico tardio da gravidade do sangramento. As mortes maternas por abortamento mostram a falta de acesso das mulheres ao planejamento familiar, e, quando necessário, garantir o acesso de todas as mulheres a serviços de qualidade para o tratamento das complicações do aborto As mortes maternas por infecções, ocorrem muitas vezes por falta de diagnóstico e de tratamento adequado de infecções no pré natal, assim como no momento do parto, seja por desconhecimento do profissional que atendeu a gestante, seja por falta de estrutura de exames complementares e de acesso a serviços de maior complexidade.
  • Das causas obstétricas diretas, são as Doenças Infecciosas, respiratórias e do aparelho circulatório as responsáveis pelo maior número de mortes. Dentro do grupo das DIP, dos 11 óbitos, 7 foram por tuberculose
  • A RMM das mulheres de cor preta é maior em todos os grupos segundo anos de estudo
  • Apresentação do Comitê Estadual de Prevenção e Controle da Mortalidade Materna (31/05/12)

    1. 1. Comitê Estadual de Prevenção eControle de Morte Materna e Perinatal do Rio de Janeiro CEPCMM-RJ Relatório anual Maio de 2012
    2. 2. 28 de maio Dia Internacional da Luta pela Saúde da Mulher Dia Nacional de Redução da Mortalidade MaternaDia Estadual de Luta para Prevenção da Mortalidade Materna
    3. 3. Regulamentação Vigilância de óbitos maternosA morte materna declarada e o óbito de mulher em idade fértil são eventos de notificação e investigação obrigatórios.A Declaração de Óbito (DO) é o instrumento de notificação do sistema de informação de mortalidade (SIM). Módulo de investigação no SIM permite acompanhar on-line a notificação e a síntese da investigação desses óbitos
    4. 4. Vigilância de óbitos maternos Equipe responsável pela vigilância da morte materna investiga o caso Gestor do SIM ou Equipe de vigilância de morte materna alimenta sistema de informação com a síntese e resultado da investigaçãoEquipe de vigilância da morte materna encaminha material coletado na investigação ao Comitê de morte materna para avaliação e parecer final.
    5. 5. Conhecer a realidade da mortematerna é requisito básico para oestabelecimento de políticas quevisem a sua redução e avaliem a efetividade e eficácia das ações implementadas.
    6. 6. 182 Investigação de óbitos 2009 2010Número de óbitos de mulheres em idade fértil 6.802 6.697Total de óbitos notificados (MIF + declarados) 6.999 6.879 % de óbitos com ficha síntese preenchida 53,61 76,29
    7. 7. Distribuição proporcional segundo Status da Investigação no modulo SIM Sistema de Informação sobre Mortalidade Estado do Rio de Janeiro 2010 Fonte: SIM - Sistema de Informação sobre Mortalidade Sistema Federal
    8. 8. 174 2,53%
    9. 9. 2337 33,83%
    10. 10. A investigação das mortes declaradas como materna foi concluída em média em 267 dias (8,9 meses)Sobre o resultados das investigações das mortesmaternas declaradas %Em branco 5,4Não acrescentou nem corrigiu informação 45,3Sim permitiu a correção de alguma das causas informadasoriginalmente 26,4Sim permitiu o resgate de novas informações 23,0Total 100,0
    11. 11. RMM por causas obstétricas diretas e indiretas Estado do Rio de Janeiro – 2000 a 2010Fonte: CEPCMM/SM/SAB/SAS/SES-RJCDV/SVEA/SVS/ SES-RJ
    12. 12. Distribuição proporcional segundo o tipo de óbito materno Estado do Rio de Janeiro 2010 Fonte: CEPCMM/SM/SAB/SAS/SES-RJ CDV/SVEA/SVS/ SES-RJ
    13. 13. Distribuição proporcional segundo o tipo de óbito materno Estado do Rio de Janeiro 2000 à 2010 2010 2009 2008 2007 2006 2005 2004 2003 2002 2001 2000 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Óbito materno indireto Óbito materno direto indeterminado Fonte: CEPCMM/SM/SAB/SAS/SES-RJ CDV/SVEA/SVS/ SES-RJ
    14. 14. RMM pelos cinco principais causas de morte materna obstétrica direta Estado do Rio de Janeiro - 2010Fonte: CEPCMM/SM/SAB/SAS/SES-RJCDV/SVEA/SVS/ SES-RJ
    15. 15. Razão da morte materna segundo causas obstétricas diretas Estado do Rio de Janeiro 2010 Fonte: CEPCMM/SM/SAB/SAS/SES-RJ CDV/SVEA/SVS/ SES-RJ
    16. 16. RMM pelas cinco principais causas de morte materna obstétrica direta Estado do Rio de Janeiro – 2000 a 2010 RMM pelos cinco principais causas de morte materna Estado do Rio de Janeiro 2010 Fonte: CEPCMM/SM/SAB/SAS/SES-RJ CDV/SVEA/SVS/ SES-RJ
    17. 17. Distribuição proporcional das causas obstétricas indiretas Estado do Rio de Janeiro - 2010 Gripe aviária Fonte: CEPCMM/SM/SAB/SAS/SES-RJ CDV/SVEA/SVS/ SES-RJ
    18. 18. RMM segundo grupo de idade da mulher 2010 Estado do Rio de JaneiroFonte: CEPCMM/SM/SAB/SAS/SES-RJCDV/SVEA/SVS/ SES-RJ
    19. 19. RMM segundo raça/cor e anos de estudo da mulher Estado do Rio de Janeiro - 2010 Fonte: CEPCMM/GSM/SABGC/SAS/SESDEC-RJ Fonte: CEPCMM/SM/SAB/SAS/SES-RJ CDV/SVEA/SVS/ SES-RJ SIM/ CDV/SUPLAR/SDSS/ SESDEC-RJ
    20. 20. Um número que não mudaA redução da mortalidade maternapermanece um grande desafio dasaúde, ética e eqüidade de gênero,visto que as mulheres continuammorrendo desnecessariamente emdecorrência da gravidez e do parto.
    21. 21. Inadequação de procedimentos Baixa escolaridade da mulher Falta da avaliação de Risco Gestacional DesempregoDificuldade de acesso aos serviços/a informação/ insumos emedicamentos /exames Inexistência de sistema de referência Falta de vaga no CTI Falta de recursos humanos Não identificação de risco Desqualificação do profissional de saúde reprodutivo Falta de Porque estas mortesde Baixa escolaridade da Inadequação Falta de sangue ainda acontecem ? mulher tratamentos captação Falta de equipamento social precoce e Falta de Pré-natal com pouca qualidade busca ativa saneamento Ocorreu negligência Carência de básico leitos Falta de capacitação do profissional Condições socioeconômicas desfavoráveis obstétricos Falta de acesso ao planejamento familiar Falta da busca ativa Falha da mulher Inexistência de protocolos no serviço diagnóstica
    22. 22. Como podem ser evitadas ? É preciso que essas mortes sejam humanizadas, que deixem de ser apenas mais um número em uma estatística.“... é necessário saber quantas mortes maternas ocorrem, mas é muito mais relevante saber o porquê morrem e definir estratégias”. WHO (World Health Organization) Beyond the numbers: reviewing maternal deaths and complications to make pregnancy safer; 2004
    23. 23. A investigação de cada morte materna possibilitaações e medidas preventivas que evitarãoeventos similares no futuro. A necessidade de se obter estimadores dequalidade é uma exigência ética, por que impede“mortes prematuras desnecessárias" comitematerno@gmail.com Tel/fax 21 – 2333-3857 21 – 2333-3902

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