SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 11
Baixar para ler offline
Reunião de preparação para o jogo
Introdução
A reunião de preparação para o jogo (também denominada de prelecção)
constitui-se como uma etapa fundamental de importância vital para a eficácia da
planificação estratégica da equipa, e encerra o seu ciclo de preparação antes da
realização do confronto com a equipa adversária. A referida reunião tem um carácter
fundamentalmente teórico versando aspectos técnicos, tácticos, psicológicos e
organizativos, respeitantes às duas equipas (própria e adversária) em confronto. Neste
sentido, iremos analisar a reunião de preparação para o jogo em cinco vertentes
essenciais: a importância, os objectivos, os princípios e a metodologia de condução da
reunião.
1. Importância da reunião
Esta reunião constitui-se como um elemento chave no processo de preparação da
equipa para o jogo, na qual o treinador intervém, pela última vez, de forma
sistemática antes da competição, sendo neste sentido fundamental, encontrar as
ideias e as palavras justas ao momento.
1.1. Estabelece-se como uma reflexão teórica
"Tendo em conta que a percepção e a solução mental dependem da rapidez de
actualização dos conhecimentos e da forma como é accionada a táctica em função
do adversário (estratégia), a reflexão teórica consequente dos jogadores em função
da equipa adversária, implica:
1. Que sejam recapitulados os conhecimentos indispensáveis de base da equipa.
2. Das particularidades tácticas do adversário para que a sua atenção se possa
fixar nas possíveis variantes" face à organização adversa” (Mahlo, 1966).
1.2. Participação consciente
A reunião de preparação para o jogo contribui substancialmente para a
participação consciente, sobre o entendimento, clarificação e sistematização da
direcção geral do jogo da equipa e das missões tácticas individuais atribuídas aos
diferentes jogadores em particular.
1.3. Reagrupar num só pensamento
A reunião de preparação para o jogo constitui-se como um momento no qual se
procura reagrupar num só pensamento, num mesmo objectivo onze vontades
autónomas face à organização adversa.
2. Objectivos da reunião
A reunião de preparação para o jogo caracterizada pela seriedade e solenidade,
consubstancia-se essencialmente no afinar e finalizar a compreensão por parte dos
jogadores da forma como irá ser aplicado o plano estratégico. Com efeito, e
segundo Teodorescu (1984), a reunião de preparação poderá evidenciar os
seguintes objectivos:
1. Precisar de forma conclusiva as diferentes missões tácticas individuais e a
forma segundo a qual os jogadores irão colaborar com os seus companheiros que
têm missões tácticas especiais a cumprir (durante os esquemas tácticos
defensivos, por exemplo: a formação da barreira e a sua coordenação com as
informações do guarda-redes, marcar os postes da baliza e as zonas do 1º e do 2º
postes durante a execução dos pontapés de canto, etc.).
2. Contribuir para ultrapassar o estado emotivo e para o estabelecimento no seio
da equipa de um sentimento positivo, eliminando, neste sentido, influências
perturbadoras.
3. Apreciação final das características e das potencialidades dos adversários, sem
as sobrestimar nem as subestimar.
4. Contribuir para estimular as componentes volitivas e morais.
5. Estabelecer algumas medidas que prevejam situações para o caso de se
conseguir uma vantagem, ou pelo contrário, uma desvantagem durante o jogo.
6. Contribuir para desenvolver o nível de preparação teórica dos jogadores para
esse jogo em especial e para os jogos seguintes em geral.
3. Meios da reunião
Podemos subdividir os meios, isto é, as condições mais favoráveis para o decorrer
da reunião de preparação para o jogo em: gerais e específicos.
3.1. Gerais
A reunião de preparação para o jogo deverá ser levada a efeito num local
apropriado devendo ser calmo e agradável (habitual no caso de jogos em casa e
poder-se-à utilizar por exemplo a sala do hotel a quando dos jogos fora), durante
o qual os jogadores estejam isolados, sem se preocuparem com outras
actividades.
3.2. Específicos
Durante a realização da reunião dever-se-à utilizar quadros ou maquetas
do campo de jogo com peças móveis (que representam jogadores) para que seja
possível uma fácil, clara e orientada representação mental dos elementos da
equipa, sobre a exposição do treinador.
4. Princípios de orientação da reunião
Tal como para os meios, podemos subdividir os princípios de orientação da
reunião de preparação para o jogo em: gerais e específicos.
4.1. Gerais
4.1.1. Condução e direcção da reunião
Cabe ao treinador principal a condução e a direcção da reunião de
preparação para o jogo. Todavia, este poderá ser coadjuvado na sua acção pelos
seus colaboradores que poderão dirigir-se aos jogadores para explicarem e
demonstrarem certos aspectos específicos, principalmente no que diz respeito à
equipa adversária. Com efeito, é preciso que fique claro, que toda a organização
dos temas, quer no plano técnico, táctico, físico, psicológico, etc., a sua
sistematização e metodologia de exposição à equipa, é da total responsabilidade
do treinador.
4.1.2. Elementos que participam nestas reuniões
Participam nestas reuniões de preparação para o jogo fundamentalmente
os jogadores convocados pelo treinador para esse efeito e a equipa técnica
(treinador principal e adjuntos). A participação de outras pessoas para além
destas (director do clube por exemplo) só é recomendável quando este
acompanha diariamente as diferentes actividades (treinos, reuniões, etc.) da
equipa, independentemente do valor da equipa adversária e da importância do
jogo. Se este elemento, por razões imperativas, tiver que usar da palavra deverá
fazê-lo (em função do tema) logo no princípio da reunião ou no final desta.
4.1.3. O momento em que se situa a reunião
A reunião de preparação para o jogo situa-se no tempo entre as 24 e as 2
horas antes do começo do jogo. Basicamente, a hora da reunião deverá ser a
mesma durante todo o período competitivo. Todavia, a amplitude temporal
evidenciada é função de três aspectos essenciais:
1. Da capacidade dos diferentes elementos que constituem a própria equipa
em se concentrarem e compreenderem as diferentes missões tácticas que irão
desempenhar no jogo, como reflectirem o seu comportamento individual em
função de um projecto colectivo (finalidade).
2. Da dificuldade e complexidade do cumprimento dos objectivos
estabelecidos para esse jogo. Com efeito, quanto maior e fulcral for essa
concretização (por exemplo: a equipa adversária ser do mesmo nível, ou de
um nível de eficácia superior), mais distante no tempo, em nossa opinião, a
reunião deverá situar-se. Isto é devido fundamentalmente a evitar situações de
hiperexcitação até muito próximo do começo do jogo.
3. Dos tratamentos médicos que alguns jogadores, considerados chave,
deverão realizar muitas horas antes do jogo, para que produzam efeito. Neste
contexto, haverá a necessidade do treinador indicar ao gabinete médico qual
será a constituição da equipa ou parte desta. Portanto, para que não haja
"fugas de informação" nem indicadores pertinentes através dos quais os
outros jogadores poderão fazer juízos errados, é preferível, nestas
circunstâncias, realizar a reunião de preparação para o jogo nas vésperas da
competição.
4.1.4. A duração da reunião
Para que os jogadores se mantenham realmente atentos às indicações
transmitidas durante a reunião de preparação para o jogo, é fundamental que esta
não se prolongue exageradamente no tempo. Neste sentido, quanto maior for a
sua duração, maiores serão a probabilidades de os jogadores dispersarem a sua
atenção, que consequentemente tem efeitos negativos na concretização dos
objectivos pretendidos para esta reunião. Em nossa opinião, a reunião não
deverá durar mais de 45 minutos, sendo o tempo ideal de 30. Basicamente,
quanto mais perto da competição menor será o tempo da reunião de preparação
para o jogo. Por último, a correcta preparação de uma equipa de futebol para o
confronto, determina a necessidade de uma reunião preparatória frequente e
habitual, independentemente do valor da equipa adversária e da importância do
jogo.
4.2. Específicos
4.2.1. Elementos que estruturam a reunião
O princípio específico da reunião de preparação para o jogo deverá basear-
se nas soluções estudadas, preparadas e treinadas durante o período de tempo
que mediou até à competição. Todavia, não se exclui a utilização de outras
soluções já conhecidas, assimiladas e postas em prática pelos jogadores em
outros jogos.
4.2.2. A utilização de soluções nunca treinadas
Em última análise, a essência do princípio específico enunciado procura
evitar o risco irracional presente nalguns treinadores e jogadores através do qual
se "inventa" uma série de soluções (utópicas) mais ou menos ardilosas, mas que
estão desenquadradas do contexto do treino desenvolvido durante a preparação
da equipa e para o qual a reunião foi programada.
4.2.3. A reunião não substitui os aspectos que não foram treinados
É preciso ter presente que esta reunião não substitui as falhas de
preparação da equipa quer no plano quantitativo, quer no plano qualitativo.
Neste sentido, este princípio específico estabelece que a reunião de preparação
para o jogo, deva decorrer na realidade como uma etapa subsequente do ciclo de
etapas de preparação da equipa para uma determinada e específica competição.
4.2.4. Reforçar a estabilidade psíquica dos jogadores e da equipa
O princípio específico fundamental da reunião de preparação para o jogo
deve basear-se nas informações que reforcem a estabilidade psíquica dos
jogadores e da equipa, suprimindo simultâneamente, todas as informações e
experiências que tornem os jogadores inseguros.
5. Metodologia da reunião
A metodologia da reunião de preparação para o jogo estabelece, à partida, duas
vertentes essenciais:
1. A que se refere aos aspectos organizativos da equipa.
2. A que se refere aos aspectos táctico-estratégicos.
5.1. Organizativos
O treinador dedicará os primeiros minutos (entre a 2 a 4 minutos) da
reunião para abordar aspectos ligados:
• à hora e local de partida do jogo;
• meio de transporte;
• outras informações referentes ao jogo;
• convida igualmente os jogadores a pronunciar-se ou a pedirem
esclarecimentos suplementares, se for caso disso.
5.2. Táctico-estratégicos
Em relação a esta vertente da reunião, o treinador tem de solicitar a concentração
dos jogadores e da equipa para a competição, encontando sempre as palavras e o
tom mais adequado para transmitir as suas convicções de forma clara. Neste
contexto, o treinador deverá de forma metódica e sistematizada dirigir o
pensamento dos seus jogadores influindo positivamente no seu comportamento,
convencendo-os com argumentos válidos e centrando-os basicamente em oito
problemas essenciais:
5.2.1. Introdução
Curta introdução (entre 2 a 3 minutos) na qual fará comentários acerca da
importância do jogo dentro do contexto competitivo em que a equipa está
inserida e os reflexos que este terá em função dos diferentes resultados possíveis
do jogo (vitória, empate, derrota).
5.2.2. Caracterizar o árbitro do jogo
Caracterizará (entre 2 a 3 minutos) seguidamente o árbitro do encontro, no
que diz respeito à sua forma pessoal de interpretar as Leis do jogo, como reage
às situações de indisciplina dos jogadores, quais os seus hábitos nos julgamentos
das situações mais vantajosas do jogo (por exemplo: grande penalidade), e por
fim, outros aspectos caracteriais que o treinador ache conveniente informar.
5.2.3. Caracterizar a equipa adversária
O treinador caracterizará de forma sucinta (entre 3 e 4 minutos) a equipa
adversária, focando as suas particularidades positivas e negativas no plano
individual e colectivo, apresentando o modo como pressupõe que este actuará,
evidenciando:
• o sistema de jogo que a equipa adversária optará, os diferentes jogadores
(prováveis) e as suas respectivas posições dentro desse dispositivo táctico;
• o método de jogo mais utilizado quer no plano ofensivo, quer no plano
defensivo;
• a resolução das situações de bola parada (livres, pontapés de canto, etc,); e
por último,
• o comportamento disciplinar da equipa, consequentemente as relações que
estabelecem com os adversários, com o árbitro, etc.
Para terminar a sua exposição sobre a equipa adversária o treinador deverá
resumir em três ou quatro frases os seus aspectos característicos principais.
5.2.4. Plano estratégico concebido para a equipa
Encerrada a caracterização da equipa adversária o treinador debruça-se no
plano estratégico concebido para a própria equipa (entre 4 e 5 minutos)
precisando:
• o sistema de jogo a utilizar;
• a constituição da equipa (indicação dos jogadores);
• distribuição das missões tácticas gerais e específicas;
• a organização do processo ofensivo e defensivo; e,
• a resolução das situações de bola parada (esquemas tácticos-indicação dos
jogadores com a responsabilidade de os executar).
5.2.5. Comparar as duas equipas
Uma vez exposta a equipa adversária e a equipa própria, o treinador
deverá de imediato (entre 3 a 4 minutos) compará-las (no plano teórico) e se o
resultado, segundo Teodorescu (1984), for favorável deverá mobilizar os
jogadores por forma que estes confirmem no terreno de jogo através de atitudes
e comportamentos técnico-tácticos eficazes essa relação favorável.
A. Se a relação for favorável
Com efeito, quando se desenvolvem condições aparentemente favoráveis para se
conseguir uma vitória sem necessitar pôr em campo todo o talento individual e
colectivo da equipa, pode-se estabelecer uma desmobilização e uma falta de
concentração no jogo o que é prejudicial. Nestas circunstâncias, o treinador
deverá pôr em evidência os seguintes aspectos (segundo Crevoisier, 1985):
• insistir para se respeitar todos os adversários;
• demonstrar que o erro é sempre possível e pode ter consequências graves;
• lutar contra o excesso de confiança;
• privilegiar a noção de que "um jogo se ganha ou se perde sobre um metro
quadrado, ou num segundo decisivo;
• relembrar que seja qual for o adversário, o número de pontos conseguidos
no caso de vitória não varia;
• atenuar os efeitos das opiniões favoráveis dos jornalistas, sócios, dirigentes,
etc., diminuindo esse excesso de confiança;
• evidenciar os pontos fortes e as lacunas dos adversários;
• fazer nascer uma certa inquietude nos jogadores para estes não estarem
completamente seguros;
• situar as perspectivas no caso de vitória;
• relembrar no final da exposição que as forças em presença são favoráveis à
própria equipa desde que a prestação seja correspondente ao seu valor, é esta
a única condição.
B. Se a relação for desfavorável
Se esta relação for desfavorável, ainda segundo o mesmo autor (1984), à própria
equipa, sublinhar-se-ão as possibilidades de ordem técnica, ou táctica, ou física,
ou psicológica que, tirando os jogadores o máximo proveito delas, poderão,
nestas circunstâncias, equilibrar essa relação (teórica) de forças e asseguram o
melhor resultado possível consubstanciado por um comportamento meritório.
Neste contexto, o treinador deverá, uma vez que a motivação é elevada, centrar a
sua exposição mais nos aspectos do plano táctico e as qualidades morais da
equipa. Assim segundo Crevoisier (1985):
• não deverá insistir sobre a capacidade do adversário, mas antes sobre as
qualidades da própria equipa;
• diminuir a motivação dos jogadores por forma que estes conservem a
lucidez durante a totalidade do jogo;
• diminuir a tensão dos jogadores, através da utilização de piadas;
• desdramatizar a situação, não colocando os jogadores sobre a
responsabilidade imperiosa de não perder;
• não aumentar a importância do resultado;
• o treinador deverá transmitir uma relativa serenidade não transmitindo
estados de ansiedade;
• manter uma força lúcida, mobilizadora da energia individual e colectiva.
5.2.6. Previsão de possíveis alterações da equipa adversária
Seguidamente o treinador fará uma breve previsão (entre 2 a 3 minutos)
das diferentes hipóteses respeitantes ao comportamento da equipa adversária
perante um quadro situacional vantajoso, ou desvantajoso e demonstrará como a
própria equipa deverá accionar para contrastar com essas modificações.
5.2.7. Efectuar precisões sobre as missões tácticas dos jogadores
Finda a exposição dos problemas inerentes à vertente táctico-estratégica, o
treinador define os jogadores suplentes e dá a palavra (entre 4 a 5 minutos) aos
jogadores para se efectuarem precisões sobre as missões tácticas gerais e
específicas (tendo, neste sentido, oportunidade de testar a eficácia da sua
comunicação) e as sugestões sobre aspectos particulares de certas situações de
jogo.
5.2.8. Insistir nas atitudes e comportamentos técnico-tácticos fundamentais
Por último, o treinador insistirá (entre 2 a 3 minutos) nas atitudes e
comportamentos técnico-tácticos fundamentais para fazer face à equipa
adversária, mobilizando fortemente a vontade dos jogadores, a sua
combatividade, disciplina e organização, e fará prevalecer o optimismo e a
crença de se conquistar um resultado consentâneo com os objectivos
estabelecidos. Este último aspecto deverá ser relembrado pelo treinador através
de frases sucintas, claras, audíveis e enérgicas, momentos antes da equipa entrar
para o terreno para efectuar o jogo.
Concluindo, importa igualmente referir que é necessário variar a forma e a
locução da reunião. A utilização de um modelo esteriotipado e imutável irá
contribuir para a concretização de um objectivo inverso ao pretendido. É preciso ter
presente que duas reuniões absolutamente idênticas com o mesmo grupo de
jogadores realizadas com um certo intervalo de tempo, têm efeitos diferentes.
Bibliografia
CASTELO, J. (1994) Futebol - modelo técnico-táctico do jogo, Edições FMH, U.T.L.
CASTELO, J. (1996) Futebol - a organização do jogo, Edição do autor, Lisboa
CASTELO, J. (1999) Futbol - estructura y dinamica del juego, INDE Publicaciones, Barcelona
CREVOISIER, J. (1985) Football et psychologie, Chiron Sports Editions, Paris
MAHLO, F. (1966) O acto táctico, Compendium, Lisboa
TEODORESCU, L. (1984) Problemas de teoria e metodologia nos desportos colectivos, Livros
Horizonte, Lisboa

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Gestos técnicos de base do guarda redes
Gestos técnicos de base do guarda redesGestos técnicos de base do guarda redes
Gestos técnicos de base do guarda redesValter Nascimento
 
Periodização Tática - Exercícios
Periodização Tática - ExercíciosPeriodização Tática - Exercícios
Periodização Tática - ExercíciosLeandro Zago
 
FIFA 11+ (Prevenção de Lesões)
FIFA 11+ (Prevenção de Lesões)FIFA 11+ (Prevenção de Lesões)
FIFA 11+ (Prevenção de Lesões)Fernando Farias
 
A bíblia de mourinho no fc porto
A bíblia de mourinho no fc portoA bíblia de mourinho no fc porto
A bíblia de mourinho no fc portoraseslb
 
Esquema futebol Básico
Esquema futebol BásicoEsquema futebol Básico
Esquema futebol BásicoPedro Martins
 
Análise Tática de Futebol
Análise Tática de FutebolAnálise Tática de Futebol
Análise Tática de FutebolClaudio Roberto
 
Modelo de Jogo e Morfociclo Padrão de Carlo Ancelotti
Modelo de Jogo e Morfociclo Padrão de Carlo AncelottiModelo de Jogo e Morfociclo Padrão de Carlo Ancelotti
Modelo de Jogo e Morfociclo Padrão de Carlo AncelottiFundação Real Madrid
 
Small sided games_book
Small sided games_bookSmall sided games_book
Small sided games_bookmorphin88
 
Periodização Tática - José guilherme 2016
Periodização Tática - José guilherme 2016Periodização Tática - José guilherme 2016
Periodização Tática - José guilherme 2016Fernando Farias
 
Youth Football (soccer) Periodisation
Youth Football (soccer) PeriodisationYouth Football (soccer) Periodisation
Youth Football (soccer) PeriodisationPhilip Cauchi
 
Programação e Periodização do Treino em Futebol
Programação e Periodização do Treino em FutebolProgramação e Periodização do Treino em Futebol
Programação e Periodização do Treino em FutebolFundação Real Madrid
 
Periodização Tática - Morfociclo padrão: pelas entranhas do processo
Periodização Tática - Morfociclo padrão: pelas entranhas do processoPeriodização Tática - Morfociclo padrão: pelas entranhas do processo
Periodização Tática - Morfociclo padrão: pelas entranhas do processoRodrigo Saldanha
 
Implantação e Caraterização de um Modelo de Jogo
Implantação e Caraterização de um Modelo de JogoImplantação e Caraterização de um Modelo de Jogo
Implantação e Caraterização de um Modelo de JogoFundação Real Madrid
 
Planificacao tática da pre temporada em equipes profissionais
Planificacao tática da pre temporada em equipes profissionaisPlanificacao tática da pre temporada em equipes profissionais
Planificacao tática da pre temporada em equipes profissionaisFutbol Tactico Brasil
 
Periodizacao tactica um modelo de treino jose gu ilherme oliveira
Periodizacao tactica um modelo de treino   jose gu ilherme oliveiraPeriodizacao tactica um modelo de treino   jose gu ilherme oliveira
Periodizacao tactica um modelo de treino jose gu ilherme oliveiraBruno Comelli
 
Cap 8 fifa la formación y la preparación física
Cap 8 fifa la formación y la preparación físicaCap 8 fifa la formación y la preparación física
Cap 8 fifa la formación y la preparación físicaOscar Pascual
 

Mais procurados (20)

Gestos técnicos de base do guarda redes
Gestos técnicos de base do guarda redesGestos técnicos de base do guarda redes
Gestos técnicos de base do guarda redes
 
Periodização Tática - Exercícios
Periodização Tática - ExercíciosPeriodização Tática - Exercícios
Periodização Tática - Exercícios
 
FIFA 11+ (Prevenção de Lesões)
FIFA 11+ (Prevenção de Lesões)FIFA 11+ (Prevenção de Lesões)
FIFA 11+ (Prevenção de Lesões)
 
A bíblia de mourinho no fc porto
A bíblia de mourinho no fc portoA bíblia de mourinho no fc porto
A bíblia de mourinho no fc porto
 
Treinos em construção
Treinos em construçãoTreinos em construção
Treinos em construção
 
Esquema futebol Básico
Esquema futebol BásicoEsquema futebol Básico
Esquema futebol Básico
 
Análise Tática de Futebol
Análise Tática de FutebolAnálise Tática de Futebol
Análise Tática de Futebol
 
Model of Game (Juan Delgado)
Model of Game (Juan Delgado)Model of Game (Juan Delgado)
Model of Game (Juan Delgado)
 
Modelo de Jogo e Morfociclo Padrão de Carlo Ancelotti
Modelo de Jogo e Morfociclo Padrão de Carlo AncelottiModelo de Jogo e Morfociclo Padrão de Carlo Ancelotti
Modelo de Jogo e Morfociclo Padrão de Carlo Ancelotti
 
Small sided games_book
Small sided games_bookSmall sided games_book
Small sided games_book
 
Periodização Tática - José guilherme 2016
Periodização Tática - José guilherme 2016Periodização Tática - José guilherme 2016
Periodização Tática - José guilherme 2016
 
Esquemas tácticos
Esquemas tácticosEsquemas tácticos
Esquemas tácticos
 
Youth Football (soccer) Periodisation
Youth Football (soccer) PeriodisationYouth Football (soccer) Periodisation
Youth Football (soccer) Periodisation
 
Programação e Periodização do Treino em Futebol
Programação e Periodização do Treino em FutebolProgramação e Periodização do Treino em Futebol
Programação e Periodização do Treino em Futebol
 
Periodização Tática - Morfociclo padrão: pelas entranhas do processo
Periodização Tática - Morfociclo padrão: pelas entranhas do processoPeriodização Tática - Morfociclo padrão: pelas entranhas do processo
Periodização Tática - Morfociclo padrão: pelas entranhas do processo
 
Implantação e Caraterização de um Modelo de Jogo
Implantação e Caraterização de um Modelo de JogoImplantação e Caraterização de um Modelo de Jogo
Implantação e Caraterização de um Modelo de Jogo
 
Planificacao tática da pre temporada em equipes profissionais
Planificacao tática da pre temporada em equipes profissionaisPlanificacao tática da pre temporada em equipes profissionais
Planificacao tática da pre temporada em equipes profissionais
 
Periodizacao tactica um modelo de treino jose gu ilherme oliveira
Periodizacao tactica um modelo de treino   jose gu ilherme oliveiraPeriodizacao tactica um modelo de treino   jose gu ilherme oliveira
Periodizacao tactica um modelo de treino jose gu ilherme oliveira
 
Cap 8 fifa la formación y la preparación física
Cap 8 fifa la formación y la preparación físicaCap 8 fifa la formación y la preparación física
Cap 8 fifa la formación y la preparación física
 
Plano de treino
Plano de treinoPlano de treino
Plano de treino
 

Destaque

Simplificação da Estrutura Complexa do Jogo - Fases do Jogo
Simplificação da Estrutura Complexa do Jogo - Fases do JogoSimplificação da Estrutura Complexa do Jogo - Fases do Jogo
Simplificação da Estrutura Complexa do Jogo - Fases do JogoFundação Real Madrid
 
Periodização Tática - Pressupostos e Fundamentos (2014)
Periodização Tática - Pressupostos e Fundamentos (2014)Periodização Tática - Pressupostos e Fundamentos (2014)
Periodização Tática - Pressupostos e Fundamentos (2014)Fundação Real Madrid
 
Technical Report and Statistics - FIFA World Cup Brazil 2014
Technical Report and Statistics - FIFA World Cup Brazil 2014Technical Report and Statistics - FIFA World Cup Brazil 2014
Technical Report and Statistics - FIFA World Cup Brazil 2014Fundação Real Madrid
 
Programação, Periodização e Planificação do Treino de Futebol
Programação, Periodização e Planificação do Treino de FutebolProgramação, Periodização e Planificação do Treino de Futebol
Programação, Periodização e Planificação do Treino de FutebolFundação Real Madrid
 
Modelo de Formação do "Pequeno" Jogador
Modelo de Formação do "Pequeno" JogadorModelo de Formação do "Pequeno" Jogador
Modelo de Formação do "Pequeno" JogadorFundação Real Madrid
 
"The Roadmap to International Success" - FFA National Curriculum 2013
"The Roadmap to International Success" - FFA National Curriculum 2013"The Roadmap to International Success" - FFA National Curriculum 2013
"The Roadmap to International Success" - FFA National Curriculum 2013Fundação Real Madrid
 
Periodização Tática x Periodização Convencional
Periodização Tática x Periodização ConvencionalPeriodização Tática x Periodização Convencional
Periodização Tática x Periodização ConvencionalFundação Real Madrid
 
O Guarda-Redes no Futebol - Sérgio Ferreira
O Guarda-Redes no Futebol - Sérgio FerreiraO Guarda-Redes no Futebol - Sérgio Ferreira
O Guarda-Redes no Futebol - Sérgio FerreiraFundação Real Madrid
 
German Football Association - Talent Development
German Football Association - Talent DevelopmentGerman Football Association - Talent Development
German Football Association - Talent DevelopmentFundação Real Madrid
 
"Conditioning Aspects in Developing a Style of Play"
"Conditioning Aspects in Developing a Style of Play""Conditioning Aspects in Developing a Style of Play"
"Conditioning Aspects in Developing a Style of Play"Fundação Real Madrid
 
Pep Guardiola - Sesiones de Entrenamiento
Pep Guardiola - Sesiones de EntrenamientoPep Guardiola - Sesiones de Entrenamiento
Pep Guardiola - Sesiones de EntrenamientoFundação Real Madrid
 
Periodização - Prolongamento do estado de forma
Periodização - Prolongamento do estado de formaPeriodização - Prolongamento do estado de forma
Periodização - Prolongamento do estado de formaFundação Real Madrid
 

Destaque (20)

FUNino: Horst Wein
FUNino: Horst WeinFUNino: Horst Wein
FUNino: Horst Wein
 
Simplificação da Estrutura Complexa do Jogo - Fases do Jogo
Simplificação da Estrutura Complexa do Jogo - Fases do JogoSimplificação da Estrutura Complexa do Jogo - Fases do Jogo
Simplificação da Estrutura Complexa do Jogo - Fases do Jogo
 
Periodização Tática - Pressupostos e Fundamentos (2014)
Periodização Tática - Pressupostos e Fundamentos (2014)Periodização Tática - Pressupostos e Fundamentos (2014)
Periodização Tática - Pressupostos e Fundamentos (2014)
 
Technical Report and Statistics - FIFA World Cup Brazil 2014
Technical Report and Statistics - FIFA World Cup Brazil 2014Technical Report and Statistics - FIFA World Cup Brazil 2014
Technical Report and Statistics - FIFA World Cup Brazil 2014
 
New Zealand FA Development Framework
New Zealand FA Development FrameworkNew Zealand FA Development Framework
New Zealand FA Development Framework
 
Programação, Periodização e Planificação do Treino de Futebol
Programação, Periodização e Planificação do Treino de FutebolProgramação, Periodização e Planificação do Treino de Futebol
Programação, Periodização e Planificação do Treino de Futebol
 
DFB - Youth Development Programme
DFB - Youth Development Programme DFB - Youth Development Programme
DFB - Youth Development Programme
 
Modelo de Formação do "Pequeno" Jogador
Modelo de Formação do "Pequeno" JogadorModelo de Formação do "Pequeno" Jogador
Modelo de Formação do "Pequeno" Jogador
 
"The Roadmap to International Success" - FFA National Curriculum 2013
"The Roadmap to International Success" - FFA National Curriculum 2013"The Roadmap to International Success" - FFA National Curriculum 2013
"The Roadmap to International Success" - FFA National Curriculum 2013
 
Periodização Tática x Periodização Convencional
Periodização Tática x Periodização ConvencionalPeriodização Tática x Periodização Convencional
Periodização Tática x Periodização Convencional
 
The FA: Tesco Skills 5-11's
The FA:  Tesco Skills 5-11'sThe FA:  Tesco Skills 5-11's
The FA: Tesco Skills 5-11's
 
LIVERPOOL FC - Training Drills
LIVERPOOL FC - Training DrillsLIVERPOOL FC - Training Drills
LIVERPOOL FC - Training Drills
 
Club Brugge - Youth Development
Club Brugge - Youth DevelopmentClub Brugge - Youth Development
Club Brugge - Youth Development
 
O Guarda-Redes no Futebol - Sérgio Ferreira
O Guarda-Redes no Futebol - Sérgio FerreiraO Guarda-Redes no Futebol - Sérgio Ferreira
O Guarda-Redes no Futebol - Sérgio Ferreira
 
German Football Association - Talent Development
German Football Association - Talent DevelopmentGerman Football Association - Talent Development
German Football Association - Talent Development
 
Football Conditioning - FFA
Football Conditioning - FFAFootball Conditioning - FFA
Football Conditioning - FFA
 
"Conditioning Aspects in Developing a Style of Play"
"Conditioning Aspects in Developing a Style of Play""Conditioning Aspects in Developing a Style of Play"
"Conditioning Aspects in Developing a Style of Play"
 
Pep Guardiola - Sesiones de Entrenamiento
Pep Guardiola - Sesiones de EntrenamientoPep Guardiola - Sesiones de Entrenamiento
Pep Guardiola - Sesiones de Entrenamiento
 
Periodização - Prolongamento do estado de forma
Periodização - Prolongamento do estado de formaPeriodização - Prolongamento do estado de forma
Periodização - Prolongamento do estado de forma
 
Belgium Youth Development
Belgium Youth DevelopmentBelgium Youth Development
Belgium Youth Development
 

Semelhante a Reunião Jogo 30

El desenvolvimeinto-de-jugar-1217352900071818-9-120211143523-phpapp02 (1)
El desenvolvimeinto-de-jugar-1217352900071818-9-120211143523-phpapp02 (1)El desenvolvimeinto-de-jugar-1217352900071818-9-120211143523-phpapp02 (1)
El desenvolvimeinto-de-jugar-1217352900071818-9-120211143523-phpapp02 (1)Filipe Silva
 
El Desenvolvimiento de Jugar segun la Periodizacion TacticaIntroduccion
El Desenvolvimiento de Jugar segun la Periodizacion TacticaIntroduccionEl Desenvolvimiento de Jugar segun la Periodizacion TacticaIntroduccion
El Desenvolvimiento de Jugar segun la Periodizacion TacticaIntroduccionJulián Gallego
 
O desenvolvimento do jogar segundo a PT
O desenvolvimento do jogar segundo a PTO desenvolvimento do jogar segundo a PT
O desenvolvimento do jogar segundo a PTRodrigo Saldanha
 
O desenvolvimento do jogar
O desenvolvimento do jogarO desenvolvimento do jogar
O desenvolvimento do jogarFernando Farias
 
1a visita-técnica iabb-resumo
1a visita-técnica iabb-resumo1a visita-técnica iabb-resumo
1a visita-técnica iabb-resumoRodney Martins
 
E book (o desenvolvimento do jogar segundo a pt)
E book (o desenvolvimento do jogar segundo a pt)E book (o desenvolvimento do jogar segundo a pt)
E book (o desenvolvimento do jogar segundo a pt)Silas Paixao
 
Construindo uma forma de jogar guia de treino para iniciantes
Construindo uma forma de jogar   guia de treino para iniciantesConstruindo uma forma de jogar   guia de treino para iniciantes
Construindo uma forma de jogar guia de treino para iniciantesJarbas Rossatto
 
Periodização Táctica - Carlos Carvalhal
Periodização Táctica - Carlos CarvalhalPeriodização Táctica - Carlos Carvalhal
Periodização Táctica - Carlos CarvalhalFundação Real Madrid
 
Análise e observação - Importância para o treinador de guarda-redes.
Análise e observação - Importância para o treinador de guarda-redes.Análise e observação - Importância para o treinador de guarda-redes.
Análise e observação - Importância para o treinador de guarda-redes.Pedro Ferrer
 
“A congruência entre a filosofia, o treino e a realidade no Jogo de Futebol” ...
“A congruência entre a filosofia, o treino e a realidade no Jogo de Futebol” ...“A congruência entre a filosofia, o treino e a realidade no Jogo de Futebol” ...
“A congruência entre a filosofia, o treino e a realidade no Jogo de Futebol” ...António Martins Silva
 
PERIODIZAÇÃO TÁCTICA: PRINCÍPIOS ESTRUTURANTES E ERROS METODOLÓGICOS NA SUA A...
PERIODIZAÇÃO TÁCTICA: PRINCÍPIOS ESTRUTURANTES E ERROS METODOLÓGICOS NA SUA A...PERIODIZAÇÃO TÁCTICA: PRINCÍPIOS ESTRUTURANTES E ERROS METODOLÓGICOS NA SUA A...
PERIODIZAÇÃO TÁCTICA: PRINCÍPIOS ESTRUTURANTES E ERROS METODOLÓGICOS NA SUA A...Raúl Oliveira
 
Pedro Ferrer - Metodologia para o treino de guarda-redes.
Pedro Ferrer - Metodologia para o treino de guarda-redes.Pedro Ferrer - Metodologia para o treino de guarda-redes.
Pedro Ferrer - Metodologia para o treino de guarda-redes.Pedro Ferrer
 
Periodização Tática - Carlos Carvalhal
Periodização Tática - Carlos CarvalhalPeriodização Tática - Carlos Carvalhal
Periodização Tática - Carlos CarvalhalFernando Farias
 
João Aroso - Periodização do Treino no Futebol
João Aroso - Periodização do Treino no FutebolJoão Aroso - Periodização do Treino no Futebol
João Aroso - Periodização do Treino no FutebolFundação Real Madrid
 

Semelhante a Reunião Jogo 30 (20)

O modelo de jogo
O modelo de jogoO modelo de jogo
O modelo de jogo
 
Métodos de Treino
Métodos de TreinoMétodos de Treino
Métodos de Treino
 
El desenvolvimeinto-de-jugar-1217352900071818-9-120211143523-phpapp02 (1)
El desenvolvimeinto-de-jugar-1217352900071818-9-120211143523-phpapp02 (1)El desenvolvimeinto-de-jugar-1217352900071818-9-120211143523-phpapp02 (1)
El desenvolvimeinto-de-jugar-1217352900071818-9-120211143523-phpapp02 (1)
 
El Desenvolvimiento de Jugar segun la Periodizacion TacticaIntroduccion
El Desenvolvimiento de Jugar segun la Periodizacion TacticaIntroduccionEl Desenvolvimiento de Jugar segun la Periodizacion TacticaIntroduccion
El Desenvolvimiento de Jugar segun la Periodizacion TacticaIntroduccion
 
Modelo de Jogo
Modelo de JogoModelo de Jogo
Modelo de Jogo
 
O desenvolvimento do jogar segundo a PT
O desenvolvimento do jogar segundo a PTO desenvolvimento do jogar segundo a PT
O desenvolvimento do jogar segundo a PT
 
O desenvolvimento do jogar
O desenvolvimento do jogarO desenvolvimento do jogar
O desenvolvimento do jogar
 
Pt ponencia ok
Pt ponencia okPt ponencia ok
Pt ponencia ok
 
Coachidapp-eBook.pdf
Coachidapp-eBook.pdfCoachidapp-eBook.pdf
Coachidapp-eBook.pdf
 
1a visita-técnica iabb-resumo
1a visita-técnica iabb-resumo1a visita-técnica iabb-resumo
1a visita-técnica iabb-resumo
 
E book (o desenvolvimento do jogar segundo a pt)
E book (o desenvolvimento do jogar segundo a pt)E book (o desenvolvimento do jogar segundo a pt)
E book (o desenvolvimento do jogar segundo a pt)
 
Construindo uma forma de jogar guia de treino para iniciantes
Construindo uma forma de jogar   guia de treino para iniciantesConstruindo uma forma de jogar   guia de treino para iniciantes
Construindo uma forma de jogar guia de treino para iniciantes
 
Exercicia de treino
Exercicia de treino Exercicia de treino
Exercicia de treino
 
Periodização Táctica - Carlos Carvalhal
Periodização Táctica - Carlos CarvalhalPeriodização Táctica - Carlos Carvalhal
Periodização Táctica - Carlos Carvalhal
 
Análise e observação - Importância para o treinador de guarda-redes.
Análise e observação - Importância para o treinador de guarda-redes.Análise e observação - Importância para o treinador de guarda-redes.
Análise e observação - Importância para o treinador de guarda-redes.
 
“A congruência entre a filosofia, o treino e a realidade no Jogo de Futebol” ...
“A congruência entre a filosofia, o treino e a realidade no Jogo de Futebol” ...“A congruência entre a filosofia, o treino e a realidade no Jogo de Futebol” ...
“A congruência entre a filosofia, o treino e a realidade no Jogo de Futebol” ...
 
PERIODIZAÇÃO TÁCTICA: PRINCÍPIOS ESTRUTURANTES E ERROS METODOLÓGICOS NA SUA A...
PERIODIZAÇÃO TÁCTICA: PRINCÍPIOS ESTRUTURANTES E ERROS METODOLÓGICOS NA SUA A...PERIODIZAÇÃO TÁCTICA: PRINCÍPIOS ESTRUTURANTES E ERROS METODOLÓGICOS NA SUA A...
PERIODIZAÇÃO TÁCTICA: PRINCÍPIOS ESTRUTURANTES E ERROS METODOLÓGICOS NA SUA A...
 
Pedro Ferrer - Metodologia para o treino de guarda-redes.
Pedro Ferrer - Metodologia para o treino de guarda-redes.Pedro Ferrer - Metodologia para o treino de guarda-redes.
Pedro Ferrer - Metodologia para o treino de guarda-redes.
 
Periodização Tática - Carlos Carvalhal
Periodização Tática - Carlos CarvalhalPeriodização Tática - Carlos Carvalhal
Periodização Tática - Carlos Carvalhal
 
João Aroso - Periodização do Treino no Futebol
João Aroso - Periodização do Treino no FutebolJoão Aroso - Periodização do Treino no Futebol
João Aroso - Periodização do Treino no Futebol
 

Mais de Fundação Real Madrid

TACTICAL PERIODIZATION - Mourinho's Secret
TACTICAL PERIODIZATION - Mourinho's SecretTACTICAL PERIODIZATION - Mourinho's Secret
TACTICAL PERIODIZATION - Mourinho's SecretFundação Real Madrid
 
FC Barcelona - Youth Teams (Fútbol Base)
FC Barcelona - Youth Teams (Fútbol Base)FC Barcelona - Youth Teams (Fútbol Base)
FC Barcelona - Youth Teams (Fútbol Base)Fundação Real Madrid
 
Carlo Ancelotti - Sessão de Treino 2014
Carlo Ancelotti - Sessão de Treino 2014Carlo Ancelotti - Sessão de Treino 2014
Carlo Ancelotti - Sessão de Treino 2014Fundação Real Madrid
 
Vicente del Bosque: "As Lições do Treinador Campeão do Mundo"
Vicente del Bosque: "As Lições do Treinador Campeão do Mundo"Vicente del Bosque: "As Lições do Treinador Campeão do Mundo"
Vicente del Bosque: "As Lições do Treinador Campeão do Mundo"Fundação Real Madrid
 
A Dinâmica de Grupos e de Coesão nas Equipas Desportivas
A Dinâmica de Grupos e de Coesão nas Equipas DesportivasA Dinâmica de Grupos e de Coesão nas Equipas Desportivas
A Dinâmica de Grupos e de Coesão nas Equipas DesportivasFundação Real Madrid
 

Mais de Fundação Real Madrid (10)

TACTICAL PERIODIZATION - Mourinho's Secret
TACTICAL PERIODIZATION - Mourinho's SecretTACTICAL PERIODIZATION - Mourinho's Secret
TACTICAL PERIODIZATION - Mourinho's Secret
 
AC Milan Methodology
AC Milan MethodologyAC Milan Methodology
AC Milan Methodology
 
Liverpool FC - Coaching Manual
Liverpool FC - Coaching ManualLiverpool FC - Coaching Manual
Liverpool FC - Coaching Manual
 
FC Barcelona - Youth Teams (Fútbol Base)
FC Barcelona - Youth Teams (Fútbol Base)FC Barcelona - Youth Teams (Fútbol Base)
FC Barcelona - Youth Teams (Fútbol Base)
 
Carlo Ancelotti - Sessão de Treino 2014
Carlo Ancelotti - Sessão de Treino 2014Carlo Ancelotti - Sessão de Treino 2014
Carlo Ancelotti - Sessão de Treino 2014
 
Diego Simeone - Sessão de Treino
Diego Simeone - Sessão de TreinoDiego Simeone - Sessão de Treino
Diego Simeone - Sessão de Treino
 
Vicente del Bosque: "As Lições do Treinador Campeão do Mundo"
Vicente del Bosque: "As Lições do Treinador Campeão do Mundo"Vicente del Bosque: "As Lições do Treinador Campeão do Mundo"
Vicente del Bosque: "As Lições do Treinador Campeão do Mundo"
 
A Dinâmica de Grupos e de Coesão nas Equipas Desportivas
A Dinâmica de Grupos e de Coesão nas Equipas DesportivasA Dinâmica de Grupos e de Coesão nas Equipas Desportivas
A Dinâmica de Grupos e de Coesão nas Equipas Desportivas
 
A Arte de Comunicar
A Arte de ComunicarA Arte de Comunicar
A Arte de Comunicar
 
Dia Verde da Periodização Tática
Dia Verde da Periodização TáticaDia Verde da Periodização Tática
Dia Verde da Periodização Tática
 

Reunião Jogo 30

  • 1. Reunião de preparação para o jogo Introdução A reunião de preparação para o jogo (também denominada de prelecção) constitui-se como uma etapa fundamental de importância vital para a eficácia da planificação estratégica da equipa, e encerra o seu ciclo de preparação antes da realização do confronto com a equipa adversária. A referida reunião tem um carácter fundamentalmente teórico versando aspectos técnicos, tácticos, psicológicos e organizativos, respeitantes às duas equipas (própria e adversária) em confronto. Neste sentido, iremos analisar a reunião de preparação para o jogo em cinco vertentes essenciais: a importância, os objectivos, os princípios e a metodologia de condução da reunião. 1. Importância da reunião Esta reunião constitui-se como um elemento chave no processo de preparação da equipa para o jogo, na qual o treinador intervém, pela última vez, de forma sistemática antes da competição, sendo neste sentido fundamental, encontrar as ideias e as palavras justas ao momento. 1.1. Estabelece-se como uma reflexão teórica "Tendo em conta que a percepção e a solução mental dependem da rapidez de actualização dos conhecimentos e da forma como é accionada a táctica em função do adversário (estratégia), a reflexão teórica consequente dos jogadores em função da equipa adversária, implica: 1. Que sejam recapitulados os conhecimentos indispensáveis de base da equipa. 2. Das particularidades tácticas do adversário para que a sua atenção se possa fixar nas possíveis variantes" face à organização adversa” (Mahlo, 1966). 1.2. Participação consciente A reunião de preparação para o jogo contribui substancialmente para a participação consciente, sobre o entendimento, clarificação e sistematização da
  • 2. direcção geral do jogo da equipa e das missões tácticas individuais atribuídas aos diferentes jogadores em particular. 1.3. Reagrupar num só pensamento A reunião de preparação para o jogo constitui-se como um momento no qual se procura reagrupar num só pensamento, num mesmo objectivo onze vontades autónomas face à organização adversa. 2. Objectivos da reunião A reunião de preparação para o jogo caracterizada pela seriedade e solenidade, consubstancia-se essencialmente no afinar e finalizar a compreensão por parte dos jogadores da forma como irá ser aplicado o plano estratégico. Com efeito, e segundo Teodorescu (1984), a reunião de preparação poderá evidenciar os seguintes objectivos: 1. Precisar de forma conclusiva as diferentes missões tácticas individuais e a forma segundo a qual os jogadores irão colaborar com os seus companheiros que têm missões tácticas especiais a cumprir (durante os esquemas tácticos defensivos, por exemplo: a formação da barreira e a sua coordenação com as informações do guarda-redes, marcar os postes da baliza e as zonas do 1º e do 2º postes durante a execução dos pontapés de canto, etc.). 2. Contribuir para ultrapassar o estado emotivo e para o estabelecimento no seio da equipa de um sentimento positivo, eliminando, neste sentido, influências perturbadoras. 3. Apreciação final das características e das potencialidades dos adversários, sem as sobrestimar nem as subestimar. 4. Contribuir para estimular as componentes volitivas e morais. 5. Estabelecer algumas medidas que prevejam situações para o caso de se conseguir uma vantagem, ou pelo contrário, uma desvantagem durante o jogo. 6. Contribuir para desenvolver o nível de preparação teórica dos jogadores para esse jogo em especial e para os jogos seguintes em geral.
  • 3. 3. Meios da reunião Podemos subdividir os meios, isto é, as condições mais favoráveis para o decorrer da reunião de preparação para o jogo em: gerais e específicos. 3.1. Gerais A reunião de preparação para o jogo deverá ser levada a efeito num local apropriado devendo ser calmo e agradável (habitual no caso de jogos em casa e poder-se-à utilizar por exemplo a sala do hotel a quando dos jogos fora), durante o qual os jogadores estejam isolados, sem se preocuparem com outras actividades. 3.2. Específicos Durante a realização da reunião dever-se-à utilizar quadros ou maquetas do campo de jogo com peças móveis (que representam jogadores) para que seja possível uma fácil, clara e orientada representação mental dos elementos da equipa, sobre a exposição do treinador. 4. Princípios de orientação da reunião Tal como para os meios, podemos subdividir os princípios de orientação da reunião de preparação para o jogo em: gerais e específicos. 4.1. Gerais 4.1.1. Condução e direcção da reunião Cabe ao treinador principal a condução e a direcção da reunião de preparação para o jogo. Todavia, este poderá ser coadjuvado na sua acção pelos seus colaboradores que poderão dirigir-se aos jogadores para explicarem e demonstrarem certos aspectos específicos, principalmente no que diz respeito à equipa adversária. Com efeito, é preciso que fique claro, que toda a organização dos temas, quer no plano técnico, táctico, físico, psicológico, etc., a sua sistematização e metodologia de exposição à equipa, é da total responsabilidade do treinador.
  • 4. 4.1.2. Elementos que participam nestas reuniões Participam nestas reuniões de preparação para o jogo fundamentalmente os jogadores convocados pelo treinador para esse efeito e a equipa técnica (treinador principal e adjuntos). A participação de outras pessoas para além destas (director do clube por exemplo) só é recomendável quando este acompanha diariamente as diferentes actividades (treinos, reuniões, etc.) da equipa, independentemente do valor da equipa adversária e da importância do jogo. Se este elemento, por razões imperativas, tiver que usar da palavra deverá fazê-lo (em função do tema) logo no princípio da reunião ou no final desta. 4.1.3. O momento em que se situa a reunião A reunião de preparação para o jogo situa-se no tempo entre as 24 e as 2 horas antes do começo do jogo. Basicamente, a hora da reunião deverá ser a mesma durante todo o período competitivo. Todavia, a amplitude temporal evidenciada é função de três aspectos essenciais: 1. Da capacidade dos diferentes elementos que constituem a própria equipa em se concentrarem e compreenderem as diferentes missões tácticas que irão desempenhar no jogo, como reflectirem o seu comportamento individual em função de um projecto colectivo (finalidade). 2. Da dificuldade e complexidade do cumprimento dos objectivos estabelecidos para esse jogo. Com efeito, quanto maior e fulcral for essa concretização (por exemplo: a equipa adversária ser do mesmo nível, ou de um nível de eficácia superior), mais distante no tempo, em nossa opinião, a reunião deverá situar-se. Isto é devido fundamentalmente a evitar situações de hiperexcitação até muito próximo do começo do jogo. 3. Dos tratamentos médicos que alguns jogadores, considerados chave, deverão realizar muitas horas antes do jogo, para que produzam efeito. Neste contexto, haverá a necessidade do treinador indicar ao gabinete médico qual
  • 5. será a constituição da equipa ou parte desta. Portanto, para que não haja "fugas de informação" nem indicadores pertinentes através dos quais os outros jogadores poderão fazer juízos errados, é preferível, nestas circunstâncias, realizar a reunião de preparação para o jogo nas vésperas da competição. 4.1.4. A duração da reunião Para que os jogadores se mantenham realmente atentos às indicações transmitidas durante a reunião de preparação para o jogo, é fundamental que esta não se prolongue exageradamente no tempo. Neste sentido, quanto maior for a sua duração, maiores serão a probabilidades de os jogadores dispersarem a sua atenção, que consequentemente tem efeitos negativos na concretização dos objectivos pretendidos para esta reunião. Em nossa opinião, a reunião não deverá durar mais de 45 minutos, sendo o tempo ideal de 30. Basicamente, quanto mais perto da competição menor será o tempo da reunião de preparação para o jogo. Por último, a correcta preparação de uma equipa de futebol para o confronto, determina a necessidade de uma reunião preparatória frequente e habitual, independentemente do valor da equipa adversária e da importância do jogo. 4.2. Específicos 4.2.1. Elementos que estruturam a reunião O princípio específico da reunião de preparação para o jogo deverá basear- se nas soluções estudadas, preparadas e treinadas durante o período de tempo que mediou até à competição. Todavia, não se exclui a utilização de outras soluções já conhecidas, assimiladas e postas em prática pelos jogadores em outros jogos. 4.2.2. A utilização de soluções nunca treinadas Em última análise, a essência do princípio específico enunciado procura evitar o risco irracional presente nalguns treinadores e jogadores através do qual
  • 6. se "inventa" uma série de soluções (utópicas) mais ou menos ardilosas, mas que estão desenquadradas do contexto do treino desenvolvido durante a preparação da equipa e para o qual a reunião foi programada. 4.2.3. A reunião não substitui os aspectos que não foram treinados É preciso ter presente que esta reunião não substitui as falhas de preparação da equipa quer no plano quantitativo, quer no plano qualitativo. Neste sentido, este princípio específico estabelece que a reunião de preparação para o jogo, deva decorrer na realidade como uma etapa subsequente do ciclo de etapas de preparação da equipa para uma determinada e específica competição. 4.2.4. Reforçar a estabilidade psíquica dos jogadores e da equipa O princípio específico fundamental da reunião de preparação para o jogo deve basear-se nas informações que reforcem a estabilidade psíquica dos jogadores e da equipa, suprimindo simultâneamente, todas as informações e experiências que tornem os jogadores inseguros. 5. Metodologia da reunião A metodologia da reunião de preparação para o jogo estabelece, à partida, duas vertentes essenciais: 1. A que se refere aos aspectos organizativos da equipa. 2. A que se refere aos aspectos táctico-estratégicos. 5.1. Organizativos O treinador dedicará os primeiros minutos (entre a 2 a 4 minutos) da reunião para abordar aspectos ligados: • à hora e local de partida do jogo; • meio de transporte; • outras informações referentes ao jogo; • convida igualmente os jogadores a pronunciar-se ou a pedirem esclarecimentos suplementares, se for caso disso.
  • 7. 5.2. Táctico-estratégicos Em relação a esta vertente da reunião, o treinador tem de solicitar a concentração dos jogadores e da equipa para a competição, encontando sempre as palavras e o tom mais adequado para transmitir as suas convicções de forma clara. Neste contexto, o treinador deverá de forma metódica e sistematizada dirigir o pensamento dos seus jogadores influindo positivamente no seu comportamento, convencendo-os com argumentos válidos e centrando-os basicamente em oito problemas essenciais: 5.2.1. Introdução Curta introdução (entre 2 a 3 minutos) na qual fará comentários acerca da importância do jogo dentro do contexto competitivo em que a equipa está inserida e os reflexos que este terá em função dos diferentes resultados possíveis do jogo (vitória, empate, derrota). 5.2.2. Caracterizar o árbitro do jogo Caracterizará (entre 2 a 3 minutos) seguidamente o árbitro do encontro, no que diz respeito à sua forma pessoal de interpretar as Leis do jogo, como reage às situações de indisciplina dos jogadores, quais os seus hábitos nos julgamentos das situações mais vantajosas do jogo (por exemplo: grande penalidade), e por fim, outros aspectos caracteriais que o treinador ache conveniente informar. 5.2.3. Caracterizar a equipa adversária O treinador caracterizará de forma sucinta (entre 3 e 4 minutos) a equipa adversária, focando as suas particularidades positivas e negativas no plano individual e colectivo, apresentando o modo como pressupõe que este actuará, evidenciando: • o sistema de jogo que a equipa adversária optará, os diferentes jogadores (prováveis) e as suas respectivas posições dentro desse dispositivo táctico;
  • 8. • o método de jogo mais utilizado quer no plano ofensivo, quer no plano defensivo; • a resolução das situações de bola parada (livres, pontapés de canto, etc,); e por último, • o comportamento disciplinar da equipa, consequentemente as relações que estabelecem com os adversários, com o árbitro, etc. Para terminar a sua exposição sobre a equipa adversária o treinador deverá resumir em três ou quatro frases os seus aspectos característicos principais. 5.2.4. Plano estratégico concebido para a equipa Encerrada a caracterização da equipa adversária o treinador debruça-se no plano estratégico concebido para a própria equipa (entre 4 e 5 minutos) precisando: • o sistema de jogo a utilizar; • a constituição da equipa (indicação dos jogadores); • distribuição das missões tácticas gerais e específicas; • a organização do processo ofensivo e defensivo; e, • a resolução das situações de bola parada (esquemas tácticos-indicação dos jogadores com a responsabilidade de os executar). 5.2.5. Comparar as duas equipas Uma vez exposta a equipa adversária e a equipa própria, o treinador deverá de imediato (entre 3 a 4 minutos) compará-las (no plano teórico) e se o resultado, segundo Teodorescu (1984), for favorável deverá mobilizar os jogadores por forma que estes confirmem no terreno de jogo através de atitudes e comportamentos técnico-tácticos eficazes essa relação favorável. A. Se a relação for favorável Com efeito, quando se desenvolvem condições aparentemente favoráveis para se conseguir uma vitória sem necessitar pôr em campo todo o talento individual e colectivo da equipa, pode-se estabelecer uma desmobilização e uma falta de
  • 9. concentração no jogo o que é prejudicial. Nestas circunstâncias, o treinador deverá pôr em evidência os seguintes aspectos (segundo Crevoisier, 1985): • insistir para se respeitar todos os adversários; • demonstrar que o erro é sempre possível e pode ter consequências graves; • lutar contra o excesso de confiança; • privilegiar a noção de que "um jogo se ganha ou se perde sobre um metro quadrado, ou num segundo decisivo; • relembrar que seja qual for o adversário, o número de pontos conseguidos no caso de vitória não varia; • atenuar os efeitos das opiniões favoráveis dos jornalistas, sócios, dirigentes, etc., diminuindo esse excesso de confiança; • evidenciar os pontos fortes e as lacunas dos adversários; • fazer nascer uma certa inquietude nos jogadores para estes não estarem completamente seguros; • situar as perspectivas no caso de vitória; • relembrar no final da exposição que as forças em presença são favoráveis à própria equipa desde que a prestação seja correspondente ao seu valor, é esta a única condição. B. Se a relação for desfavorável Se esta relação for desfavorável, ainda segundo o mesmo autor (1984), à própria equipa, sublinhar-se-ão as possibilidades de ordem técnica, ou táctica, ou física, ou psicológica que, tirando os jogadores o máximo proveito delas, poderão, nestas circunstâncias, equilibrar essa relação (teórica) de forças e asseguram o melhor resultado possível consubstanciado por um comportamento meritório. Neste contexto, o treinador deverá, uma vez que a motivação é elevada, centrar a sua exposição mais nos aspectos do plano táctico e as qualidades morais da equipa. Assim segundo Crevoisier (1985): • não deverá insistir sobre a capacidade do adversário, mas antes sobre as qualidades da própria equipa;
  • 10. • diminuir a motivação dos jogadores por forma que estes conservem a lucidez durante a totalidade do jogo; • diminuir a tensão dos jogadores, através da utilização de piadas; • desdramatizar a situação, não colocando os jogadores sobre a responsabilidade imperiosa de não perder; • não aumentar a importância do resultado; • o treinador deverá transmitir uma relativa serenidade não transmitindo estados de ansiedade; • manter uma força lúcida, mobilizadora da energia individual e colectiva. 5.2.6. Previsão de possíveis alterações da equipa adversária Seguidamente o treinador fará uma breve previsão (entre 2 a 3 minutos) das diferentes hipóteses respeitantes ao comportamento da equipa adversária perante um quadro situacional vantajoso, ou desvantajoso e demonstrará como a própria equipa deverá accionar para contrastar com essas modificações. 5.2.7. Efectuar precisões sobre as missões tácticas dos jogadores Finda a exposição dos problemas inerentes à vertente táctico-estratégica, o treinador define os jogadores suplentes e dá a palavra (entre 4 a 5 minutos) aos jogadores para se efectuarem precisões sobre as missões tácticas gerais e específicas (tendo, neste sentido, oportunidade de testar a eficácia da sua comunicação) e as sugestões sobre aspectos particulares de certas situações de jogo. 5.2.8. Insistir nas atitudes e comportamentos técnico-tácticos fundamentais Por último, o treinador insistirá (entre 2 a 3 minutos) nas atitudes e comportamentos técnico-tácticos fundamentais para fazer face à equipa adversária, mobilizando fortemente a vontade dos jogadores, a sua combatividade, disciplina e organização, e fará prevalecer o optimismo e a crença de se conquistar um resultado consentâneo com os objectivos estabelecidos. Este último aspecto deverá ser relembrado pelo treinador através
  • 11. de frases sucintas, claras, audíveis e enérgicas, momentos antes da equipa entrar para o terreno para efectuar o jogo. Concluindo, importa igualmente referir que é necessário variar a forma e a locução da reunião. A utilização de um modelo esteriotipado e imutável irá contribuir para a concretização de um objectivo inverso ao pretendido. É preciso ter presente que duas reuniões absolutamente idênticas com o mesmo grupo de jogadores realizadas com um certo intervalo de tempo, têm efeitos diferentes. Bibliografia CASTELO, J. (1994) Futebol - modelo técnico-táctico do jogo, Edições FMH, U.T.L. CASTELO, J. (1996) Futebol - a organização do jogo, Edição do autor, Lisboa CASTELO, J. (1999) Futbol - estructura y dinamica del juego, INDE Publicaciones, Barcelona CREVOISIER, J. (1985) Football et psychologie, Chiron Sports Editions, Paris MAHLO, F. (1966) O acto táctico, Compendium, Lisboa TEODORESCU, L. (1984) Problemas de teoria e metodologia nos desportos colectivos, Livros Horizonte, Lisboa