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“Esta Cartilha é de estudo referente à Nova Ortografia
Brasileira, tem a finalidade de atender a solicitação ...
Sumário
Introdução.........................................................4
O Que é o Acordo Ortográfico....................
Introdução
O Acordo Ortográfico foi criado para estabelecer um
modelo de ortografia que pudesse ser usado com referencia
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Formação da Língua Portuguesa
A língua é um organismo vivo que se modifica ao longo do
tempo. Palavras novas surgem para e...
Uso do Trema
Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u
para indicar que ela deve ser pronunciada nos gru...
Uso da Acentuação
 Acento Agudo: desaparece das palavras da Língua
Portuguesa em três casos, como se pode ver a
seguir:
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Boiúna Boiuna
Feiúra Feiura
Nas formas verbais que tem o acento tônico na raiz com o u
tônico precedido das letras g ou q ...
Dêem Deem
Lêem Leem
Vêem Veem
Descrêem Descreem
Relêem Releem
Revêem Reveem
No entanto, nada muda na acentuação dos verbos...
No entanto, duas palavras obrigatoriamente continuarão
recebendo o acento diferencial:
• Pôr (verbo) mantém o circunflexo ...
• Em palavras estrangeiras incorporadas à língua.
Exemplos: sexy, show, download, megabyte.
Palavras Homônimas
As homônima...
 Nova Regra “r” e “s”: O hífen não será mais
utilizado em prefixos terminados em vogal seguida de
palavras iniciadas com ...
Como será autoafirmação, autoajuda, autoaprendizagem,
autoescola, autoestrada, autoinstrução, coautor,
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Acordo ortográfico parte 2

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Acordo ortográfico parte 2

  1. 1. Apresentação “Esta Cartilha é de estudo referente à Nova Ortografia Brasileira, tem a finalidade de atender a solicitação feita ao trabalho. Nesta pesquisa você ficará sabendo um pouco sobre essa reforma ortográfica que tem um prazo de todos adquirirem o conhecimento sobre a mesma”. Discentes 2ºB: Eliana nº11 Eriadne nº12 Laisa Araújo nº19 Liskelly nº22 Quésia nº29 Sande nº33 Docente: Priscila Dantas Disciplina: Português
  2. 2. Sumário Introdução.........................................................4 O Que é o Acordo Ortográfico.............................5 Formação da Língua Portuguesa.......................6 Uso do Trema.....................................................7 Acento Agudo..................................................8 Acento nas Paroxítonas...................................8 Acento Circunflexo...........................................9 Acento Diferencial...........................................10 Alfabeto...........................................................11 Palavras Homônimas.......................................12 Hífens “R” e “S”.......................................13 Mesma Vogal..................................................13 Vogais Diferentes...........................................13 Mudança na Grafia dos Verbos terminados em “Ê” e “ÔO”......................................................14 Dupla Grafia...................................................14 Mestres da Língua Portuguesa......................16 Agradecimentos Gerais...................................17 Conclusão......................................................18 Bibliografia......................................................19
  3. 3. Introdução O Acordo Ortográfico foi criado para estabelecer um modelo de ortografia que pudesse ser usado com referencia nas publicações oficiais e no ensino em ambos os países iniciando-se assim um longo processo de tentativas de convergências das ortografias usadas em cada país. O Acordo da Língua Portuguesa entra em vigor no Brasil, com prazo de adequação até 2012. Os países que fazem parte deste Acordo Ortográfico são: Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Timor Leste. Os países que foram colonizados por Portugal entre XV a XX foram: Angola, Brasil, Moçambique, Galiza, Timor-Leste, Cabo Verde, São Tomé e Princípe, Guiné-Bissau. Portugal colonizou a estes países adquirindo assim a língua portuguesa em vários lugares, fazendo com se tornasse a Língua Oficial. Língua Oficial É a língua que é tomada como única num Estado (País). Ou seja, é a língua que todos habitantes do País precisam saber, que todos precisam usar em todas as ações oficiais, ou seja, nas suas relações com as instituições do Estado. A língua oficial é também a língua nacional
  4. 4. Formação da Língua Portuguesa A língua é um organismo vivo que se modifica ao longo do tempo. Palavras novas surgem para expressar conceitos igualmente novos; outras deixam de ser utilizadas, sendo substituídas. Na época das grandes navegações, Portugal conquistou inúmeras colônias e o idioma português foi influenciado pelas línguas faladas nesses lugares, incorporando termos diferentes como "jangada", de origem malaia, e "chá", de origem chinesa. O período renascentista também provocou uma série de modificações na língua, que recebeu termos eruditos, especialmente aqueles relacionados à arte. Os colonizadores portugueses, principalmente os padres jesuítas, difundiram o idioma no Brasil. No entanto, diversas palavras indígenas foram incorporadas ao português e, posteriormente, expressões utilizadas pelos escravos africanos e imigrantes também foram adotadas. Assim, o idioma português foi se juntando à família lingüística tupi- guarani, em especial o Tupinambá, um dos dialetos Tupi. Desde o século XVI, época da formação do Português moderno, o português falado em Portugal manteve-se mais impermeável às contribuições lingüísticas externas. Já o Brasil, em decorrência do processo de formação de sua nacionalidade, esteve mais aberto às contribuições lingüísticas de outros povos. Ainda hoje o português é constantemente influenciado por outras línguas. Assim, o contato com línguas estrangeiras faz com que se incorporem ao idioma outros vocábulos, em sua forma original ou aportuguesada. Atualmente, existem muitas diferenças entre o português que falamos no Brasil e o que se fala em Portugal. Existem também diferenças de vocabulário (só para citar um exemplo, no Brasil dizemos "trem", em Portugal se diz "comboio") e de construção gramatical (enquanto no Brasil se utiliza uma construção como "estou estudando", em Portugal prefere-se a forma "estou a estudar").
  5. 5. Uso do Trema Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui, deixando de existir na Língua Portuguesa. Porém a pronúncia continua a mesma: Como era Como fica Agüentar aguentar Argüir arguir Bilíngüe bilíngue Cinqüenta cinquenta Delinqüente delinquente Eloqüente eloquente Ensangüentado ensanguentado Eqüestre equestre Freqüente frequente Lingüeta lingueta Lingüiça linguiça Qüinqüênio quinquênio Sagüi sagui Seqüência sequência Seqüestro sequestro Tranqüilo tranquilo Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas. Exemplos: Müller, mülleriano, Bündchen e etc.
  6. 6. Uso da Acentuação  Acento Agudo: desaparece das palavras da Língua Portuguesa em três casos, como se pode ver a seguir: • Nos ditongos (encontro de duas vogais proferidas em uma só sílaba) abertos ei e oi das paroxítonas (aquelas cuja silaba pronunciada com mais intensidade é a penúltima). No entanto, as oxítonas (palavras com acento na ultima sílaba) e os monossílabos tônicas terminados em éi, éu e ói continuam com o acento (no singular e/ou no plural. Exemplos: Herói(s); Ilhéu(s); Chapéu(s); Anéis; dói; céu.  Acento nas Paroxítonas: Com i e u tônicos que formam hiato (seqüência de duas vogais que pertencem a sílabas diferentes) com vogal anterior quando esta faz parte de um ditongo: Proparoxítonas - São aquelas em que a silaba tônicas se evidencia na antepenúltima sílaba. Ex: lâmpada - câmara - tímpano - médico - ônibus Como podemos observar, mediante todos os exemplos mencionados, os vocábulos possuem mais de uma sílaba, mas em nossa língua existem aqueles com uma sílaba somente, são os chamados monossílabos, que, quando pronunciados, há certa diferenciação quanto à intensidade. Tal diferenciação só é percebida quando os pronunciamos em uma dada seqüência de palavras. Como podemos observar o exemplo a seguir: Como é Hoje Como Vai Ficar Baiúca Baiuca
  7. 7. Boiúna Boiuna Feiúra Feiura Nas formas verbais que tem o acento tônico na raiz com o u tônico precedido das letras g ou q e seguindo de e ou i. Esses casos são poucos freqüentes na Língua Portuguesa: apenas nas formas verbais de argüir e redargüir: Como é Hoje Como vai Ficar Argúis Arguis Argúem Arguem Redargúis Redarguis Redargúem Redarguem  Acento Circunflexo: Com o acordo ortográfico, o acento circunflexo não será mais usado nas palavras terminadas em oo: Como é Hoje Como vai Ficar Enjôo Enjoo Vôo Voo Abençôo Abençoo Corôo Coroo Magôo Magoo Perdôo Perdoo Da mesma forma, deixa de ser usado o circunflexo na conjugação da terceira pessoa do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos crer, dar, ler, ver e seus derivados. Como é Hoje Como vai Ficar Crêem Creem
  8. 8. Dêem Deem Lêem Leem Vêem Veem Descrêem Descreem Relêem Releem Revêem Reveem No entanto, nada muda na acentuação dos verbos ter, vir e seus derivados. Eles continuam com acento circunflexo no plural (eles têm, eles vêm) e, no caso dos derivados, com acento agudo nas formas que possuem mais de uma sílaba no singular (ele detém, ele intervém).  Acento Diferencial: é utilizado para permitir a identificação mais fácil de palavras homófonas, ou seja, que têm a mesma pronúncia. Atualmente, usamos o acento diferencial-agudo ou circunflexo – em vocábulos como pára (forma verbal), a fim de não confundir com para (a preposição), entre vários outros exemplos. Com a entrada em vigor do acordo, o acento diferencial não será mais usado nesse caso e também nos que estão a seguir: • Péla (verbo pelar) e pela (a união da preposição com o artigo); • Pólo (o substantivo) e polo (a união antiga e popular de por e lo); • Pélo (do verbo pelar) e pêlo (o substantivo); • Pêra (o substantivo) e pêra (o substantivo arcaico que significa pedra), em oposição à pêra (a preposição arcaica que significa para).
  9. 9. No entanto, duas palavras obrigatoriamente continuarão recebendo o acento diferencial: • Pôr (verbo) mantém o circunflexo para que não seja confundido com a preposição por; • Pôde (o verbo conjugado no passado) também mantém o circunflexo para que não haja confusão com pode (o mesmo verbo conjugado no presente). Obs.: Já em fôrma/forma, o acento é facultativo. Alfabeto O acordo prevê que nosso alfabeto passe a ter 26 letras – hoje são 23. Além das atuais, serão oficialmente incorporadas as letras K, W e Y. No entanto, como já ocorre atualmente. Confira os principais exemplos: • Em nomes próprios de pessoas e seus derivados; Exemplos: Franklin, frankliniano, Darwin, darwinismo, Wagner, wagneriano, Taylor, taylorista, Byron, byroniano. • Em nomes próprios de lugares originários de outras línguas e seus derivados; Exemplos: Kuwait, kuwaitiano, Washington, Yokohama, Kiev. • Em símbolos, abreviaturas, siglas e palavras adotadas com unidades de medidas internacionais; Exemplos: Km (quilômetro), KLM (Companhia Aérea), K (potássio), W (Watt), WWW (sigla de Word Wide Web, expressão que é sinônimo para a rede mundial de computadores).
  10. 10. • Em palavras estrangeiras incorporadas à língua. Exemplos: sexy, show, download, megabyte. Palavras Homônimas As homônimas são palavras que possuem a mesma grafia e a mesma pronúncia, mas significados diferentes. Veja alguns exemplos: • O “canto” do pássaro é maravilhoso. • O “canto” da casa está pintado de novo. • Agora vou colocar “extrato” de tomate, para o molho. • Agora tenho que ir ao banco pegar o “extrato”. Agora que você já se recordou das palavras homônimas, vamos ver o que mudou nas palavras acentuadas. Como é/Como vai Ficar: pára/para, péla/pela, pêlo/pelo, pêra/pêra, pólo/pólo. Nova Regra: Não existirá mais o acento diferencial em palavras homônimas (grafia igual, som e sentido diferente). Exemplos: para, pela, pelo, pêra polo. Obs 1.: O acento diferencial ainda permanece no verbo poder (pôde, quando usando no passado) e no verbo pôr (para diferenciar da preposição por). Obs 2.: È facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo? Hífens
  11. 11.  Nova Regra “r” e “s”: O hífen não será mais utilizado em prefixos terminados em vogal seguida de palavras iniciadas com “r” ou “s”. Nesse caso, essas letras deverão ser duplicadas. Como é: ante-sala, auto-retrato, anti-social, anti-rugas, arqui-rival, auto-regulamentação, auto-sugestão, contra- senso, contra-regra, contra-senha, extra-regimento, infra- som, ultra-sonografia, semi-real, supra-renal. Como será: antessala, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirrival, autorregulamentação, autossugestão, contrassenso, contrarregra, contrassenha, extrarregimento, infrassom, ultrassonografia, semirreal, suprarrenal.  Nova Regra “Mesma Vogal”: O hífen será utilizado quando o prefixo terminar com uma vogal e a segunda palavra começar com a mesma vogal. Como é: antiibérico, antiinflamatório, antiinflacionário, antiimperialista, arquiinimigo, arquiirmandade, microondas, microônibus. Como será: anti-ibérico, anti-inflamatório, anti- inflacionário, anti-imperialista, arqui-inimigo, arqui- irmandade, micro-ondas, micro-ônibus.  Nova Regra “Vogais Diferentes”: Nova regra: O hífen não será utilizado quando o prefixo terminar em vogal diferente da que inicia a segunda palavra. Como é: auto-afirmação, auto-ajuda, auto- aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-instrução, co- autor, contra-exemplo, contra-indicação, contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi- aberto, semi-árido, semi-automático
  12. 12. Como será autoafirmação, autoajuda, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, coautor, contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiárido, semiautomático. Obs: A regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por h: anti-herói, anti-higiênico, extra-humano, semi- herbáceo. Mudanças na Grafia dos Verbos Terminados em Ê e ÔO: Com o novo acordo ortográfico a grafia dos verbos muda, desaparecendo o acento passando a escrever da seguinte forma: Como é Hoje Como vai Ficar Vôo Voo Perdôo Perdoo Zôo Zoo Crê Cre Vê Ve Dupla Grafia  Com o Acordo passa a ocorrer dupla grafia em fêmur/fémur; ônix/ónix; acento facultativo em dêmos (1ª pess. pl. pres. subj.) para distinguir de demos (1ª pess. pl. pres. ind.); e em fôrma (substantivo) para distinguir de forma (substantivo ou verbo no presente indicativo ou imperativo). Não se emprega o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo
  13. 13. dos verbos crer, dar, ler, ver e seus derivados: creem, leem, veem, deem, relêem (o acento foi abolido). Obs.: Não confundir com terceira pessoa do plural dos verbos ter, manter, reter etc., que conservam o acento: (eles) têm, mantêm, retêm. Não se emprega mais acento circunflexo nas paroxítonas terminadas em oo (hiato): enjoo, voo. Não são acentuadas com acento gráfico as palavras homógrafas, com exceção de pôr (verbo) para distinguir de por (preposição). para (verbo)/para (preposição) pela (verbo e substantivo)/pela (per+la) pelo (vebo)/pelo(s) (per+lo e substantivo) polo(s) (substantivo)/polo(s) (por+lo(s) antigo e popular) “Eu pelo o pelo do corpo pelo prazer de pelar.” Apesar de ser um acordo entre os países que falam português, essa reforma ainda permitirá a dupla grafia de palavras que são pronunciadas com entonação diferente em diferentes países.

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