Teste história da arte 2

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Teste história da arte 2

  1. 1. Universidade de Lisboa — Faculdade de Belas Artes Ano lectivo 2008-2009 Teste de avaliação de História da Arte Contemporânea II Duração da prova: 120 minutos Responda apenas a duas das seguintes questões (no caso de resposta a todas serão consideradas apenas as duas primeiras) 1. «(…) as cores eram para nós como cartuchos de dinamite. Tinham que descarregar luz» (André Derain, cit. Walter Hess, Documentos para a compreensão da Arte Moderna); «Gostaria muito que a minha obra brotasse do material, onde não há regras fixas (...). Pintando, quis sempre que as cores, através de mim como pintor, se propagassem na tela com a mesma naturalidade com que a natureza cria as suas próprias figuras (...)» (Emil Nolde, (Nolde, in Cartas dos anos 1894-1926, Berlim, 1927; Anos de Luta, Berlim, 1934, cit. Walter Hess, Documentos para a compreensão da Arte Moderna) Confronte e posicione o fauvismo francês e o Grupo alemão Die Brücke , relativamente à emergência do expressionismo no âmbito das primeiras vanguardas 2. «(…), tratava-se de analisar os objectos e de criar as condições espaciais dessa análise de maneira que o acto pictural os decompusesse ideograficamente, isto é, não através da visão imediata deles mas de memória como visão mediata, guardada do que deles o pintor sabia. O poder memorizante do pintor impressionista estivera subordinado à sensação experimentada; o do pintor cubista funcionava agora em termos perceptuais de conceptualização». ( José-Augusto França, História da Arte Ocidental 1780-1980, modos de emprego ) Problematize as questões colocadas pelo cubismo perante a tradição representativa da pintura. 3. «De facto, [o ready-made] limita-se a separar o objecto do contexto que lhe é habitual e em que desempenha uma função prática: tira-o do seu ambiente, desloca-o. Retirando-o de um contexto em que tudo é utilitário, e nada pode ser estético, situa-o numa dimensão em que, nada sendo utilitário, tudo pode ser estético. O que determina o valor estético, por conseguinte, já não é um processo técnico, um trabalho, mas um puro acto mental, uma atitude diferente perante a realidade» (Guilio Carlo Argan, A Arte Moderna. Do Iluminismo aos Movimentos Contemporâneos ) Avalie a importância dos primeiros ready-made de Marcel Duchamp , como provocação da noção e do valor da obra de arte, e como defesa de uma arte que ultrapasse a tradição retiniana da cultura ocidental. O docente: Fernando Paulo Rosa Dias Marcel Duchamp, Fonte , 1917, ready made: urinol de porcelana [fotografia do original ] André Derain (1880-1954), A Ponte de Waterloo , 1906 Karl Schmidt-Rottluff, Quatro Banhistas na Praia [Vier Badende am Strande] , 1913 Pablo Picasso, Menina com Bandolim , princípios de 1910.
  2. 2. Universidade de Lisboa — Faculdade de Belas Artes Ano lectivo 2007-2008 Teste de avaliação de História da Arte Contemporânea II Duração da prova: 120 minutos Responda apenas a duas das seguintes questões (no caso de resposta a todas serão consideradas apenas as duas primeiras) 1. «Mas é outra coisa estar no movimento ou olhá-lo do exterior. O futurismo decompunha o movimento, o cubismo apresentava o objecto em todas as suas faces» ( Jacques Villon, Arts, 26 Abril 1961 ). Relativamente à questão do tempo representado, confronte os princípios do cubismo com os do futurismo . 2. «(…) a escolha dos ready-mades nunca me foi ditada por qualquer deleite estético. A escolha é fundada por uma reacção de indiferença visual, combinado ao mesmo tempo com uma ausência total de bom ou mau gosto. De facto, uma anestesia completa» (Marcel Duchamp, Duchamp du signe ) Considerando a frase de Marcel Duchamp, problematize o « ready-made » enquanto gesto artístico. 3. «O Mundo está repleto de ressonâncias. Ele constitui um cosmos de seres que exercem uma acção espiritual. A matéria morta é espírito vivo» (Wassily Kandinsky, in «Sobre o problema da forma», in Der Blaue Reiter, 1912, reed. in Gramática da Criação) «Por meio da abstracção atinge-se a expressão pura abstracta. Desnaturalizar é aprofundar» (Piet Mondrian, cit. France Farago, Arte) Diferencie os projectos de pintura abstracta propostos por Kandinsky e por Mondrian. O docente: Fernando Paulo Rosa Dias Marcel Duchamp, Fonte , 1917, ready made: urinol de porcelana [fotografia do original ] Giacomo Balla, Bambina multipliato balcone (Rapariga correndo ao longo de um balcão) , 1912 Pablo Picasso, Menina com Bandolim , princípios de 1910 Wassily Kandinsky, (Primeira Aguarela Abstracta), 1910/1913 Piet Mondrian, Composição em Vermelho, Azul e Amarelo , 1930
  3. 3. Universidade de Lisboa — Faculdade de Belas Artes Ano lectivo 2006-2007 Teste de avaliação de História da Arte Contemporânea II Duração da prova: 120 minutos Responda apenas a duas das seguintes questões (no caso de resposta a todas serão consideradas apenas as duas primeiras) 1. «A acção vanguardista do primeiro expressionismo alemão no início do século XX foi um acto moral sobre a história, procurando a unidade perdida (sujeito/mundo) através do retorno a um princípio pré-civilizacional, ao paraíso perdido do primitivismo, ou enfatizando a acção intuitiva do sujeito, depurada na própria agudização impulsiva das suas profundezas irracionais. (…). Se a beleza significava o resultado de um progresso e sofisticação da história, a obra mais pura e sincera requeria não a sua manifestação, mas a brutalidade e energia que só uma estética do feio (…) e uma praxis tosca podiam sustentar e legitimar». ( Fernando Rosa Dias, “Introdução ao Expressionismo”, in Actas das Conferências «Ciências das Artes», nº1 , Faculdade de Belas Artes, 2007). Posicione e esclareça o sentido do expressionismo enquanto manifestação das primeiras vanguardas no âmbito das artes plásticas. 2. «Dada foi um protesto extremo contra o lado físico da pintura. Era uma atitude metafísica» (Marcel Duchamp, 1946) Avalie, através de exemplos pertinentes, a importância de Dada na arte do século XX. 3. «Uma acção não é uma questão de gosto» (Harold Rosenberg) Referindo exemplos, problematize a importância da «pintura de acção» ( action painting ) norte americana no segundo pós-Guerra. O docente: Fernando Paulo Rosa Dias

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