Tutorial Clínica Médica - Fechamento
Residentes: Adlyene Muniz
Roberta Fiuza
Wandenberg Santos
Preceptoras: Ana de Fátima
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Sinusopatia Aguda
 Resposta inflamatória da mucosa que reveste as fossas nasais e
cavidades paranasais.
 Pode ser causad...
 Obstrução nasal, rinorréia mucopurulenta, rinorréia posterior,
alucinação olfativa (cheiro desagradável), halitose, toss...
 Não tratar a sinusite viral que apresenta sintomas leves e
resolução espontânea
 Em sinusites leves ou moderadas, preco...
IRA Akin 2
 Lesão renal aguda é definida com uma redução abrupta
(dentro de 48 horas) da função renal
 A classificação A...
Estágio
Critério creatinina
sérica
Critério fluxo urinário
1
Aumento da creatinina
sérica ≥ 0,3 mg/dl ou
aumento para ≥ 15...
Corticóides e a proteinúria?
 Quanto ao equilíbrio hidro-eletrolítico, algumas preparações
GC são poderosas retentoras de...
Lúpus Eritematoso Sistêmico
 O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença inflamatória
crônica autoimune cuja etiopat...
 É uma doença rara
 em mulheres jovens - na fase reprodutiva
 nove a dez mulheres para um homem
 14 a 50/100.000 habit...
 Febre
 Emagrecimento
 Perda de apetite
 Fraqueza
 Apatia
 Alopécia
 Outros específicos de cada órgão como: dores n...
 Critérios de Classificação
 American College of Reumathology (ACR) de 1982, revistos em
1997, mas não validados
 pelo ...
1. Eritema malar: lesão eritematosa fixa em região malar, plana ou em relevo.
2. Lesão discóide: lesão eritematosa, infilt...
7. Comprometimento renal: proteinúria persistente ou cilindrúria anormal.
8. Alterações neurológicas: convulsão ou psicose...
 Novo consenso de 2012, foram identificados 17 critérios
 A. Critérios clínicos: 1. Lúpus cutâneo agudo 2. Lúpus cutâneo...
1. Educação: informar ao paciente e a seus familiares sobre a doença
e sua evolução, possíveis riscos e os recursos dispon...
4. Dieta
5. Proteção contra luz solar e outras formas de irradiação ultravioleta.
6. Evitar tabagismo: além de ser fator d...
 A glomerulonefrite (GN) é a causa mais frequente do uso de doses
elevadas de corticosteroides (CE) e imunossupressores
...
 Biópsia permite o reconhecimento de marcadores diagnósticos e
prognósticos que podem influenciar a escolha terapêutica.
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 Classe I – NL mesangial mínima Glomérulos normais à microscopia
ótica, mas com depósitos imunes à imunofluorescência .
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 Classe IV – NL difusa GN difusa ativa ou inativa, segmentar ou global
envolvendo ≥ 50% de todos os glomérulos, tipicamen...
 Classe V – NL membranosa Depósitos imunes subepiteliais globais
ou segmentares ou suas sequelas morfológicas, com ou sem...
 O sedimento urinário ativo, definido pela presença de
hematúria, leucocitúria e cilindrúria celular, é
reconhecidamente ...
 Imunossupressores são mais indicados que
corticosteroides em NL classe V sendo indicada a
associação dos dois na classe ...
Síndrome Nefrótica – (SN)
 Conjunto de sinais, sintomas e achados laboratoriais que se
desenvolvem quando, por algum moti...
SN - Etiologia
 PRIMÁRIA
 Lesões mínimas
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 Membranosa
 SECUNDÁRIA
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 Diabetes melli...
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 Morfologia:
 lesões que resultam de acúmulo de
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SN – Fisiopatologia - Lesão
SN – Fisiopatologia - Lesão
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SN – Fisiopatologia - Proteinúria
 Não-seletiva  perda da barreira de tamanho
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SN – Fisiopatologia - Proteinúria
PROTEÍNA PERDIDA RESULTADO
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Antitrombina III Hipercoagulabilidade (Trombos...
SN – Fisiopatologia - Edema
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SÍNDROME NEFRÓTICA
PROTEINÚRIA
> 3,5g/24h
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 A restrição de Na é recomendada para evitar retenção
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Conduta Dietoterápica
Nutriente Recomendação VET (PA: 46,7kg)
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Conclusão
 Terapia nutricional  efeito a longo prazo, ajudando na
reversão da IR (controle da PTN), porém não reverteu a...
Conclusão
 A partir de informações colhidas junto à equipe médica
do paciente, o prognóstico do mesmo é desfavorável,
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Referências Bibliográficas
 KLACK et al, Dieta e aspectos nutricionais no lúpus eritematoso
sistêmico, Rev. Bras. Reumato...
Referências Bibliográficas
 ESCOTT-STUMP S, Mahan K L, Raymond J L - Krause -
Alimentos, Nutrição e Dietoterapia - 12ª Ed...
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Terapia Nutricional no Lúpus

  1. 1. Tutorial Clínica Médica - Fechamento Residentes: Adlyene Muniz Roberta Fiuza Wandenberg Santos Preceptoras: Ana de Fátima Viviane Penna
  2. 2. Sinusopatia Aguda  Resposta inflamatória da mucosa que reveste as fossas nasais e cavidades paranasais.  Pode ser causada por vírus, poluição, tabagismo, fungos entre outros.  Sendo a sinusite aguda quando temos sintomas por até 4 semanas, subaguda sintomas por 4 a 12 semanas e crônica para sintomas que duram mais de 12 semanas. Sakano et al, 2001
  3. 3.  Obstrução nasal, rinorréia mucopurulenta, rinorréia posterior, alucinação olfativa (cheiro desagradável), halitose, tosse e hipertermia podem ser encontradas.  Sensação de peso facial e cefaléia também são freqüentes, cuja localização pode auxiliar na identificação do seio acometido Sakano et al, 2001 Sinusopatia Aguda - Sintomas
  4. 4.  Não tratar a sinusite viral que apresenta sintomas leves e resolução espontânea  Em sinusites leves ou moderadas, preconiza-se a amoxicilina com duração de tratamento de 7 a 10d  Cefalosporina, azitromicina e claritromicina, levofloxacino, gatifloxacino, moxifloxacino Sakano et al, 2001 Tratamento Clínico
  5. 5. IRA Akin 2  Lesão renal aguda é definida com uma redução abrupta (dentro de 48 horas) da função renal  A classificação AKIN não é um diagnóstico, mas um sistema de estratificação da função renal que se utiliza do pior valor da creatinina sérica e do fluxo urinário.  Indivíduos que recebem terapia renal substitutiva são considerados em estágio 3 não importando o estágio em que eles se encontram no momento da terapia de reposição renal Lopes et al 2008
  6. 6. Estágio Critério creatinina sérica Critério fluxo urinário 1 Aumento da creatinina sérica ≥ 0,3 mg/dl ou aumento para ≥ 150% a 200% (1,5x a 2x) do valor basal < 0,5 ml/kg/h em > 6h 2 Aumento da creatinina sérica para > 200% a 300% (>2x a 3x) do valor basal < 0,5 ml/kg/h em > 12h 3 Aumento da creatinina sérica para > 300% (> 3x) do valor basal, ou creatinina sérica ≥ 4,0 mg/dl com um aumento agudo de pelo menos 0,5 mg/dl < 0,3 ml/kg/h em 24h, ou anúria por 12h Lopes et al 2008 Sistema de classificação e Estágios da Lesão Renal Aguda (AKIN)
  7. 7. Corticóides e a proteinúria?  Quanto ao equilíbrio hidro-eletrolítico, algumas preparações GC são poderosas retentoras de sódio e perdedoras de potássio, graças a um efeito mineralocorticóide  Tais aspectos devem ser lembrados quando diante de pacientes que têm dificuldades de lidar com volume, como é o caso de cardiopatas ou nefropatas.  Pela espoliação de volume que provocam, ocorre ativação do sistema renina angiotensina-aldosterona que leva a hipertensão intraglomerular  Complicações renais: nefrocalcinose, nefrolitíase e uricosúria Damiani, 2001
  8. 8. Lúpus Eritematoso Sistêmico  O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença inflamatória crônica autoimune cuja etiopatogenia envolve múltiplos genes, fatores hormonais e ambientais.  É uma doença com ampla variabilidade fenotípica de apresentação, gravidade e curso clínico  Evolui com períodos de atividade e de remissão.  2 tipos  cutâneo (manchas na pele avermelhadas e em locais expostos ao sol)  sistêmico (1 ou + órgãos internos acometidos). Borba et al, 2012
  9. 9.  É uma doença rara  em mulheres jovens - na fase reprodutiva  nove a dez mulheres para um homem  14 a 50/100.000 habitantes, em estudos norte-americanos.  Todas as raças e em todas as partes do mundo.  Curso benigno – mortalidade maior que na população geral  Causadas principalmente por infecção, atividade da doença, doença cardiovascular, lesão renal e câncer sendo maior em pacientes com acometimento renal Borba et al, 2012 Lúpus Eritematoso Sistêmico
  10. 10.  Febre  Emagrecimento  Perda de apetite  Fraqueza  Apatia  Alopécia  Outros específicos de cada órgão como: dores nas articulações, manchas na pele, inflamação da pleura, hipertensão e/ou problemas renais. Borba et al, 2012 Sintomas Gerais
  11. 11.  Critérios de Classificação  American College of Reumathology (ACR) de 1982, revistos em 1997, mas não validados  pelo menos 4 dos 11 critérios.  Tinha muita duplicação de sinais de lúpus cutâneo Borba et al, 2012 Diagnóstico
  12. 12. 1. Eritema malar: lesão eritematosa fixa em região malar, plana ou em relevo. 2. Lesão discóide: lesão eritematosa, infiltrada, com escamas queratóticas aderidas e tampões foliculares, que evolui com cicatriz atrófica e discromia. 3. Fotossensibilidade: exantema cutâneo como reação não-usual à exposição à luz solar 4. Úlceras orais/nasais: úlceras orais ou nasofaríngeas, usualmente indolores 5. Artrite: não-erosiva envolvendo duas ou mais articulações periféricas, caracterizadas por dor e edema ou derrame articular. 6. Serosite: pleuris (caracterizada por história convincente de dor pleurítica atrito auscultado pelo médico ou evidência de derrame pleural) ou pericardite Borba et al, 2012
  13. 13. 7. Comprometimento renal: proteinúria persistente ou cilindrúria anormal. 8. Alterações neurológicas: convulsão ou psicose (na ausência de outra causa). 9. Alterações hematológicas: anemia hemolítica ou leucopenia ou linfopenia ou plaquetopenia 10. Alterações imunológicas: anticorpo anti-DNA nativo ou anti-Sm ou presença de anticorpo antifosfolípide. 11. Anticorpos antinucleares: título anormal de anticorpo antinuclear por imunofluorescência indireta ou método equivalente. Borba et al, 2012
  14. 14.  Novo consenso de 2012, foram identificados 17 critérios  A. Critérios clínicos: 1. Lúpus cutâneo agudo 2. Lúpus cutâneo cronico 3. Úlceras orais 4. Alopécia não cicatrizante5. Sinovite 6. Serosite 7. Lesão renal 8. Sinais e sintomas neurológicos 9. Anemia hemolítica 10. Leucopenia ou Linfopenia 11. Trombocitopenia  B. Critérios imunológicos: 1. Valores de anticorpos anti-nuclear (ANAs) acima dos limites de referência laboratoriais 2. Valor de anticorpos anti-DNA de cadeia dupla (anti-dsDNA) acima dos limites de referência laboratoriais 3. Anticorpos anti-Sm positivo 4. Anticorpo anti- fosfolípidos positivo 5. Fatores do complemento diminuídos 6. Teste de Coombs directo. Borba et al, 2012 Diagnóstico Atual
  15. 15. 1. Educação: informar ao paciente e a seus familiares sobre a doença e sua evolução, possíveis riscos e os recursos disponíveis para diagnóstico e tratamento 2. Apoio psicológico 3. Atividade física: repouso nos períodos de atividade sistêmica da doença deve ser recomendado Por causa da redução da capacidade aeróbica medidas visando a melhora do condicionamento físico devem ser estimuladas. A atividade física regular reduz risco cardiovascular e promove melhora da fadiga e da qualidade de vida Borba et al, 2012 Medidas Gerais
  16. 16. 4. Dieta 5. Proteção contra luz solar e outras formas de irradiação ultravioleta. 6. Evitar tabagismo: além de ser fator de risco para aterosclerose, diminui a eficácia dos antimaláricos favorecendo a manutenção ou a piora das lesões cutânea 7. Controle rigoroso dos fatores de risco cardiovascular: glicemia, hipertensão arterial, dislipidemia e obesidade Borba et al, 2012
  17. 17.  A glomerulonefrite (GN) é a causa mais frequente do uso de doses elevadas de corticosteroides (CE) e imunossupressores  Aumenta internações hospitalares e aumenta a mortalidade.  A evolução para DRC dialítica ocorre em 10% a 30% dos pacientes principalmente nos que apresentam glomerulonefrite proliferativa (GNP)  Maior sobrevida que dialítico sem LES  60% dos pacientes  Alterações tubulares, intersticiais, vasculares e glomerulares  É o envolvimento glomerular que determina maior parte dos sinais e sintomas da nefrite lúpica que também apresenta graus distintos de gravidade, com períodos de atividade e remissão Nefrite Lúpica Klumb et al, 2015
  18. 18.  Biópsia permite o reconhecimento de marcadores diagnósticos e prognósticos que podem influenciar a escolha terapêutica.  marcadores clínicos e laboratoriais que auxiliam a caracterizar a gravidade e atividade da GN e orientam o uso dos agentes imunomoduladores e/ou imunossupressores  O objetivo principal do tratamento é alcançar a remissão completa que está associada a bom prognóstico em longo prazo  menos do que 50% dos pacientes com Nefrite lúpica obtém remissão completa após os primeiros seis meses de tratamento Klumb et al, 2015
  19. 19.  Classe I – NL mesangial mínima Glomérulos normais à microscopia ótica, mas com depósitos imunes à imunofluorescência .  Classe II – NL mesangial proliferativa Hipercelularidade mesangial pura em qualquer grau ou expansão da matriz mesangial pela MO com depósitos imunes no mesângio.  Classe III – NL focal Glomerulonefrite focal ativa ou inativa, segmentar ou global, endo ou extracapilar envolvendo < 50% de todos os glomérulos, É ainda classificada em: A, ativa; A/C, ativa/crônica; C, crônica inativa. Klumb et al, 2015 Classificação da Nefrite Lúpica da International Society of Nephrology/Renal Pathology Society 2003
  20. 20.  Classe IV – NL difusa GN difusa ativa ou inativa, segmentar ou global envolvendo ≥ 50% de todos os glomérulos, tipicamente com depósitos imunes subendoteliais com ou sem alterações mesangiais. É dividida em difusa segmentar (IV-S) na qual ≥ 50% dos glomérulos envolvidos apresentam lesões e difusa global (IV-G) na qual ≥ 50% dos glomérulos envolvidos apresentam lesões. É ainda classificada em: A, ativa; A/C, ativa/crônica; C, crônica inativa. Klumb et al, 2015
  21. 21.  Classe V – NL membranosa Depósitos imunes subepiteliais globais ou segmentares ou suas sequelas morfológicas, com ou sem alterações mesangiais. Pode ocorrer em combinação com as classes III ou IV.  Classe VI – esclerose avançada Esclerose glomerular global em ≥ 90% sem atividade residual. Klumb et al, 2015
  22. 22.  O sedimento urinário ativo, definido pela presença de hematúria, leucocitúria e cilindrúria celular, é reconhecidamente um dos parâmetros mais importantes para caracterização de glomerulonefrite em atividade.  Redução da filtração glomerular, a proteinúria nefrótica e a presença de hipertensão arterial sistêmica sugerem maior gravidade e pior prognóstico Klumb et al, 2015 Outras formas diagnósticas
  23. 23.  Imunossupressores são mais indicados que corticosteroides em NL classe V sendo indicada a associação dos dois na classe IV  Iniciado com pulsos de metilprednisona com redução gradual da dose de 1g/kg/dia para 5 a 10 mg por dia em ate seis meses  Uso associado com ciclofosfamida ou micofenolato de mofetil ou azatioprina(Classe V) Tratamento
  24. 24. Síndrome Nefrótica – (SN)  Conjunto de sinais, sintomas e achados laboratoriais que se desenvolvem quando, por algum motivo, ocorre aumento patológico da permeabilidade dos glomérulos.  Proteinúria maciça >3,5g/24h no adulto e >50mg/Kg/24h na criança  Hipoalbuminemia < 2,5mg/dl  Edema  Hipercolesterolemia
  25. 25. SN - Etiologia  PRIMÁRIA  Lesões mínimas  Gesf  Membranoproliferativa  Membranosa  SECUNDÁRIA  LES  Diabetes mellitus  CMV  Hepatite  AIDS  TORCHS  Linfoma
  26. 26. SN – Fisiopatologia - Lesão  Morfologia:  lesões que resultam de acúmulo de imunocomplexos nos rins.  rim: acometido 60-70% dos casos, pode haver:  glomerulonefrite lúpica mesangial (25%)  glomerulonefrite proliferativa focal (20%)  glomerulonefrite proliferativa difusa (35-40%)  glomerulonefrite membranosa (15%)
  27. 27. SN – Fisiopatologia - Lesão
  28. 28. SN – Fisiopatologia - Lesão
  29. 29. SN – Fisiopatologia - Lesão
  30. 30. SN – Fisiopatologia - Proteinúria  Não-seletiva  perda da barreira de tamanho (alteração estrutural dos glomérulos – podócitos lesados, desarranjo das fendas de filtração)
  31. 31. SN – Fisiopatologia - Proteinúria PROTEÍNA PERDIDA RESULTADO Albumina Edema Antitrombina III Hipercoagulabilidade (Trombose venosa) Globulina de ligação da tiroxina Altera exames de função tireoideana (T4 total , T4 livre e TSH normais) Proteína fixadora de colecalcitriol Hiperparatireodismo secundário Transferrina Anemia hipo-micro (resistente à reposição de ferro) Imunoglobulinas (IgG) e fatores do Complemento (B e properdina) Maior susceptibilidade a infecções (bactérias encapsuladas – Streptococcus pneumoniae)
  32. 32. SN – Fisiopatologia - Edema  Pressão hidrostática x Pressão oncótica SÍNDROME NEFRÓTICA PROTEINÚRIA > 3,5g/24h HIPOALBUMINEMIA (< 2g/dl) PRESSÃO ONCÓTICA PLASMA PERDA DE LÍQUIDO 3º ESPAÇO RETENÇÃO 1ária De Na+ TENDÊNCIA A HIPOVOLEMIA, ATIVANDO SIST. RENINA ANGIOT. EDEMA OSMÓTICO PRESSÓRICO HIPOALBUMINEMIA TENDÊNCIA A HIPERVOLEMIA E DA PA “underfilling” “overfilling”
  33. 33. SN – Fisiopatologia - Dislipidemia Hipoalbuminemia  pressão oncótica  síntese hepática de lipoproteínas  LDH (hipercolesterolemia)  Metabolismo do VLDL  Ttriglicerídeos (menos frequente, comum nas IRCs) síndrome síndrome nefrótica nefrótica em instabilidade instabilidade hemodinâmica hemodinâmica refratárias refratárias a tratamento tratamento com diurético. (RDC n 115)
  34. 34. Estudo Teórico da TN - SN ptn (dieta) secreção de glucagon (pâncreas) alteração atividade renina- angiotensina liberação de ox nítrico + síntese de prostalglandina renal liberação de ox nítrico + síntese de prostalglandina renal fluxo sanguíneo renal e tfg pressão hidráulica pelo capilar glomerular seletividade do capilar glomerular  PROTEINÚRIA Riella e Martins, 2013
  35. 35. Estudo Teórico da TN - SN  ingestão de proteínas não é recomendada fluxo glomerular de PTN é lesivo para rins e o trânsito  de PTN o protegeria das consequências pró- inflamatórias da sobrecarga tubular A administração dos inibidores da enzima de conversão da angiotensina tem efeitos antiproteinúricos Ptn vegetal induz maior retardo no declínio da TFG,  do fluxo plasmático renal e frações de excreção renal Proteínas Riella e Martins, 2013
  36. 36. Estudo Teórico da TN - SN Dislipidemia  produção hepática de colesterol Catabolismo alterado das lipoproteínas carreadoras da apolipoproteína B perda de PTN urinária, alteração da pressão osmótica coloidal plasmática  lipoproteína aterogênica (Lp(a)   risco de DCV Riella e Martins, 2013
  37. 37. Estudo Teórico da TN - SN Apenas uso de dieta de  lipídico teve redução mínima dos níveis de colesterol e excreção de proteína urinária Ác. graxos monoinsaturados demonstraram propriedades antioxidantes, anti- inflamatórias e hipolipidêmicas Uso de ptn de soja  resposta positiva em lip. séricos (30 a 50g de soja/d) - estrógenos, isoflavonas e fitoestrógenos É recomendado consumo adequado de fibras (efeito positivo na excreção intestinal de colesterol) Lipídios Riella e Martins, 2013
  38. 38. Estudo Teórico da TN - SN  A restrição de Na é recomendada para evitar retenção de água e hipertensão arterial, principalmente na fase aguda da doença;  A ingestão reduzida em menor que 6g de Na por dia pode minimizar edema e ainda potencializar efeitos de inibidores de ECA;  A hiper ou hipopotassemia é comum em pacientes com SN, e o controle dos níveis séricos é essencial para conduta; Riella e Martins, 2013
  39. 39. Estudo Teórico da TN - SN  As alterações no metabolismo de vitamina D podem causar distúrbios no balanço do cálcio (na fase de atividade da doença a absorção intestinal de cálcio está diminuída), além dos efeitos dos corticoides, podendo causar perda óssea;  Pode ocorrer anemia hipocrômica microcítica devido a perda urinaria do principal carreador proteico do ferro (transferrina), porém não é recomendada administração de ferro pois a sua reabsorção tubular pode causar fibrose intertiscial renal (salvo em casos de evidência da sua deficiência). Riella e Martins, 2013
  40. 40. Estudo Teórico da TN - LES Nutriente Favorável Desfavorável Fontes Isoflavonas Anti-inflamatória e anti-oxidante  produção de auto- anticorpos  proteinúria  creatinina Soja e derivados Taurina  Estresse oxidativo  Citocinas inflamatórias Nada consta Ovos, carne, ostra Ômega 3  Proteinúria  Pressão arterial Anti-inflamatório Nada consta Óleo de peixe, linhaça, canola, azeite Ômega 6 Nada consta Exacerbação do LES  Mediadores inflamatórios  creatinina Óleo de milho, girassol, leite, ovos Klack et al, 2012
  41. 41. Estudo Teórico da TN - LES Nutriente Favorável Desfavorável Recomendado Ômega 3 ++ - Óleos de peixe, linhaça, azeite, salmão, sardinha Fibras ++ - Integrais, leguminosas Isoflavonas ++ ? Soja e derivados Vit. D ++ ? Alimentos fortificados Taurina + - Ovos, carnes Vit. A + - Cenoura, abóbora Vit. E + - Integral, nozes, peixes Comp. B + - Carne vermelha, cereal fortificado Vit. C + - Cítricos, brócolis, mamão Selênio + - Nozes, cereais integrais Cálcio + - Lacticínios, couve, espinafre Klack et al, 2012
  42. 42. Avaliação Metabólica GET: 2236 Kcal TMB: 1376 Kcal FA (Ac+Móvel): 1,25 FI (Sepse): 1,3 FT (Afebril): 1,0 Harris-Benedict, 1919 Long, 1979
  43. 43. Conduta Dietoterápica Nutriente Recomendação VET (PA: 46,7kg) Kcal/kg 30-35 1401-1635kcal/dia Proteínas g/kg 0,8-1,0 + 1g para cada g perdida na urina 51,4-60,7gPTN/dia Lipídios (% do total de Kcal) <30 46,7-54,5gLIP/dia NaCl 3g 3g/dia Riella e Martins, 2013
  44. 44. Conduta Dietoterápica  Suplementação via oral rica em vitaminas, minerais, além de taurina e fibras, com adequado aporte proteico;  Uso de azeite 2x/dia e peixes 3x/semana, contribuindo com recomendação de ác. graxos mono e poliinsaturados;  Uso de fonte de isoflavonas – leite de soja;  Uso de alimentos integrais, oferta de frutas e vegetais para alcance de recomendação de fibra. Dieta Hipossódica + Suplemento VO hipercalórico, hipoproteico, fornecendo 2215kcal/dia e 74gPTN/dia
  45. 45. Conduta Dietoterápica 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 28/Apr 29/Apr 30/Apr 01/May 02/May 03/May 04/May 05/May 06/May 07/May 08/May 09/May 10/May 11/May 12/May 13/May 14/May 15/May 16/May 17/May 18/May 19/May 20/May 21/May 22/May 23/May 24/May 25/May 26/May 27/May 28/May Aceitação Aceitação
  46. 46. Conduta Dietoterápica Valor energético 0 500 1000 1500 2000 2500 Kcal oferec Recebida Necessidade Nec. Calórica: 2236kcal Média oferecido: 2208kcal (47,3kcal/kg/dia) Média recebido: 1347kcal (28,8kcal/kg/dia) %Média recebido: 60,2%
  47. 47. Conduta Dietoterápica Proteína 0 10 20 30 40 50 60 70 80 28/04/2… 29/04/2… 30/04/2… 01/05/2… 02/05/2… 03/05/2… 04/05/2… 05/05/2… 06/05/2… 07/05/2… 08/05/2… 09/05/2… 10/05/2… 11/05/2… 12/05/2… 13/05/2… 14/05/2… 15/05/2… 16/05/2… 17/05/2… 18/05/2… 19/05/2… 20/05/2… 21/05/2… 22/05/2… 23/05/2… 24/05/2… 25/05/2… 26/05/2… 27/05/2… 28/05/2… Ptn ofer. Ptn receb. Nec Ptn Nec. Proteica: 60,7g (0,8-1g kg/dia + 1g por cada g de proteinúria) Média oferecido: 73,9g (1,6g/kg/dia) Média recebido: 45g (0,96g/kg/dia) %Média recebido: 74%
  48. 48. Conclusão  Terapia nutricional  efeito a longo prazo, ajudando na reversão da IR (controle da PTN), porém não reverteu a proteinuria;  Edema manteve-se com variação de + ou – 2kg, sem reversão;  Estado nutricional manteve-se constante;  Não foi possível comparar a TN no que diz respeito ao controle lipídico devido a falta de parâmetros de acompanhamento (Falta reagente).
  49. 49. Conclusão  A partir de informações colhidas junto à equipe médica do paciente, o prognóstico do mesmo é desfavorável, devido o paciente ter LES, ser jovem e do sexo masculino, além de não apresentar adequada resposta à terapia medicamentosa;  Além disso, o paciente apresentou sepse secundária a celulite em MIE (Klebsiella pneumoniae e Enterococcus faecalis).
  50. 50. Referências Bibliográficas  KLACK et al, Dieta e aspectos nutricionais no lúpus eritematoso sistêmico, Rev. Bras. Reumatol, 2012.  SAKANO E, Weckx L L M, Sennes L U Diagnóstico e Tratamento da Rinossinusite Projeto Diretrizes Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina 2001  LOPES JA, Fernandes P, Jorge S, Gonçalves S, et al. Acute kidney injury in intensive care unit patients: a comparison between the RIFLE and the Acute Kidney Injury Network classifications. Crit Care. 2008  LEVI TM ,Souza S P, Magalhães J G, et al. Comparação dos critérios RIFLE, AKIN e KDIGO quanto à capacidade de predição de mortalidade em pacientes graves Rev. bras. ter. intensiva vol.25 no.4 São Paulo Oct./Dec. 2013  DAMIANI D, et al. Corticoterapia e suas repercussões Pediatria (São Paulo) 2001  BORBA, Eduardo et al. Consenso de lúpus eritematoso sistêmico. Rev Bras Reumatolo, São Paulo, v.48,n.4,p.196-207, jul/ago, 2012.
  51. 51. Referências Bibliográficas  ESCOTT-STUMP S, Mahan K L, Raymond J L - Krause - Alimentos, Nutrição e Dietoterapia - 12ª Ed- EDITORA Elsevier / Medicina Nacionais, 2010  Klumb et al. Consenso da Sociendade Brasileira de Reumatologia para diagnóstico manejo e tratamento da Nefrie Lúpica. Revista Brasileira de Reumatologia, 2015

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