Agroecológico Agosto 2012

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Agroecológico Agosto 2012

  1. 1. Informativo Técnico do Sindicato dos Trabalhadores em Assistência Técnica e Extensão Ruraldo Estado de Minas Gerais Ano 4 | Edição nº 23 | Agosto de 2012 www.sinter-mg.org.brSementesFotografia da internet DESTAQUE Saiba como funciona o tratamento hidrotérmico de culturas pág. 04 OUTRAS NOTÍCIAS 02 Bio Dicas: As plantas dizem muito sobre o solo
  2. 2. Edição nº 23 | Agosto de 2012 | Ano 4 02 Editorial Bio Dicas Cada vez que procuramos artigos so- As plantas são capazes de nos dizer a respeito do solo aonde aparecem: bre agroecologia ou conversamos com técnicos e pessoas ligadas à difusão e Nome Nome Científico O que indicam implantação da agroecologia, sempre, Azedinha Oxalis oxyptera Solo argiloso, pH baixo, falta de cálcio e/ou molibdênio. um nome se destaca ou é citado: Ana Amendoim Euphorbia Desequilíbrio de nitrogênio com cobre e ausência de Primavesi. Quem já participou de algum brabo heterophylla molibdênio. congresso, palestra, ou evento em que Beldroega Solo bem estruturado, com umidade e matéria orgânica. Portulaca oleracea havia a presença desta entusiasmada e Capim arroz Echinochloa Solo anaeróbico, com nutrientes reduzidos a substân- batalhadora pesquisadora, com certeza, crusgallii cias tóxicas. saiu encantado ou renovado no seu ca- Cabelo de porco Carex ssp Solo muito exausto, com nível de cálcio muito baixo. minho em difundir as técnicas agroecoló- Capim amoroso Cenchrus Solo depauperado e muito duro, pobre em cálcio. gicas em busca da produção de produ- ou carrapicho ciliatus tos agropecuários de maneira que afete em uma escala menor o meio ambiente, Caraguatá Eryngium Planta de pastagens degradadas e com húmus ácido. produza alimentos que possibilitem ao ciliatum consumidor ingerir saúde e tente com- Carqueja Baccharis spp Solos que retêm água estagnada na estação chuvosa, preender o que o meio ambiente está no pobres em molibdênio. dizendo, como no bio-dicas deste mês. Caruru Amaranthus ssp Presença de nitrogênio livre (matéria orgânica). Uma boa anamnese sempre será uma Cravo brabo Tagetes minuta Solo infestado de nematóides. estratégia importante para diagnosticar- Dente de leão Taraxum officinalis Presença de boro. mos, prevenir e corrigirmos problemas. Fazendeiro ou Galinsoga parviflora Solos cultivados com nitrogênio suficiente, faltando picão branco cobre ou outros micronutrientes. Um dos grandes seguidores de Ana Pri- Guanxuma Solos muito compactados. Sida ssp mavesi e grande entusiasta da agroeco- Língua de vaca Rumex ssp Excesso de nitrogênio livre, terra fresca. logia é o nosso colega, e meu amigo, An- Maria mole ou Senecio brasiliensis Camada estagnante em 40 a 50cm de profundidade. dré Henriques. Com a sua empolgação, berneira Falta potássio. ele vai quebrando barreiras, difundindo Mamona Ricinus communis Solo arejado, deficiente em potássio. técnicas, experimentando, corrigindo, e crescendo. Grande André, estamos Nabisco ou Raphanus Solos carentes em boro e manganês. sempre de portas abertas para as suas nabo brabo raphanistrum contribuições agroecológicas. Papuã Brachiaria plantaginea Solo com laje superficial e falta de zinco. Picão preto Bidens pilosa Solos de média fertilidade. Faça igual ao André Henriques, seja um Samambaia Cyperus rotundus Excesso de alumínio tóxico. colaborador do Agroecológico!o. Tiririca Pteridium aquilinum Solos ácidos, adensados, mal drenados, possível defi- ciência de magnésio. Urtiga Urtiga urens Excesso de nitrogênio livre, carência em cobre. Antônio Domingues Diretor de Comunicação do Sinter-MG * Adaptado de Ana Primavesi, in Agricultura Sustentável, Nobel - São Paulo (1992). Manhuaçu | Célio Alexandre de O. Barros Juiz de Fora | Deyler Nelson Diretores de Base Maia Souto Viçosa | Luciano Saraiva Gonçalves de Souza Alfenas | Sávio Norte | Maria de Lourdes V. Leopoldo Centro | Afrânio Otávio Nogueira dos Reis Dutra Lavras | Júlio César Silva Pouso Alegre | Sérgio Bras Triângulo | Walter Lúcio de Brito Leste | Adilson Lopes Barros Zona Da Regina Mata | Margareth do Carmo C. Guimarães Sul | André Martins Ferreira Alto Paranaíba e Noroeste | Paulo César Thompson Conselho FiscalRua José de Alencar, 738 | Nova Suíça | Belo Horizonte/MG Ilka Alves Santana | Francisco Paiva de Rezende | Marlene daCEP 30480-500 | Telefax: 31 3334 3080 Representantes das Seções Sindicais Conceição A. Pereira | Noé de Oliveira Fernandes Filho | Reinaldowww.sinter-mg.org.br | conexao@sinter-mg.org.br Janaúba | Raimundo Mendes de Souza Júnior Januária | Renato Alves Bortone Lopes Montes Claros | Onias Guedes Batista Salinas | José dos ReisDIRETORIA COLEGIADA DO SINTER-MG Francisco da Rocha Barbacena | Tadeu César Gomes de Azevedo Belo Conexão sinterDiretor Geral | Carlos Augusto de Carvalho Diretor Secretário | Ronaldo Horizonte | Silmara Aparecida C. Campos Curvelo | Marcelino Teixeira Coordenação | Antônio Domingues Participação | Diretoria Sinter-MG |Vieira de Aquino Diretor de Administração e Finanças | Darci Roberti da Silva Divinópolis | Júlio César Maia Uberaba | Oeder Pedro Ferreira André Henriques Edição | Mauro Morais Diagramação | SomanyideasDiretor de Comunicação e Cultura | Antônio Domingues de Souza Uberlândia | Carlos Miguel Rodrigues Couto Patos De Minas | Dener Projeto Gráfico | Somanyideas Jornalista Responsável | Dante XavierDiretor De Assuntos Jurídicos | Pascoal Pereira de Almeida Diretor de Henrique de Castro Unaí | Dalila Moreira da Cunha Almenara | MG-13.092 Circulação | OnlineFormação Política e Sindical | Lúcio Passos Ferreira Diretor de Assuntos Ronilson Martins Nascimento Capelinha | Vilivaldo Alves da Rochade Agricultura Familiar e Reforma Agrária | Leni Alves de Souza Diretor Governador Valadares | Maurílio Andrade Dornelas Teófilo Otoni | Luiz Para sugestões, comentários e críticas sobre o Conexão Sinter-MGDe Assuntos Dos Aposentados | Elizabete Soares de Andrade Mário Leite Júnior Cataguases | Janya Aparecida de Paula Costa conexao@sinter-mg.org.br
  3. 3. Edição nº 23 | Agosto de 2012 | Ano 4 03Saiba como funciona o tratamentohidrotérmico de culturasA termoterapia ou tratamento hidrotérmico de semen- Os materiais necessários para fazer o tratamento hidro-tes é, provavelmente, a tecnologia mais antiga, barata térmico são: garrafa térmica ou caixa de isopor (depen-e, na maioria vezes, a mais segura, e a que proporciona dendo da quantidade de sementes a serem tratadas),os melhores resultados no controle das principais pra- termômetro graduado de 100ºC, pano permeável ougas e doenças das plantas cultivadas. coador de papel (filtro de café) e água quente.A termoterapia é utilizada como medida erradicativa Embrulhar as sementes no pano ou papel de filtrode patógenos (externos ou internos) de cereais e hor- de café, e fixá-las com um clips ou pedra para afun-taliças, e consiste em imergir as sementes em água dar na água. Aquecer a água até 1 grau acima doquente para eliminar microrganismos maléficos que indicado, despejar a água quente na garrafa térmicapodem estar presente nas sementes, em temperaturas ou caixa de isopor. Acompanhar com o termômetroe tempo de exposições variáveis que vão depender da a redução da temperatura da água até 1ºC acima daespécie cultivada a ser tratada. temperatura indicada para a cultura. Mergulhar as sementes e fechá-la.Os principais objetivos “Os principais objetivos do trata-do tratamento térmico Aguardar o tempo re-das sementes são: o mento térmico das sementes são: comendado para o tipocontrole de doenças; de semente que estáa redução no tempo o controle de doenças; a redução sendo tratada, durantede germinação; e o este tempo, movimen-aumento do vigor das no tempo de germinação; e o au- tar de vez em quando oplântulas. A semente recipiente sem abri-lo.deve apresentar con- mento do vigor das plântulas. Passado o tempo reco-dições favoráveis para mendado, retirar as se-se fazer o tratamento hidrotérmico, deve ser nova, vigo- mentes e esfriar em água a temperatura ambiente. Es-rosa, seca, intacta, com bom poder germinativo e não palhar as sementes à sombra, para secá-las, e semearpodem ser peletizada. logo após a secagem.
  4. 4. Edição nº 23 | Agosto de 2012 | Ano 4 04Hidroterapia (temperatura e tempo de exposição): Cultura Temperatura (Cº) Tempo de Exposição (minutos) Abobora 56 30 Alface 45 30 Algodão 56 10 Alfafa 49 15 Arroz 52 30 Banana 53 20 Batata 55 10 Beterraba 54 20 Brocolis 50 20 Cana-de-açúcar 50 120 Cebola 45 720 Cenoura 52 20 Couve-de-bruxelas 50 25 Couve-flor 56 30 Couve galega 50 20 Ervilha 55 15 Espinafre 50 25 Feijão 60 20 Feijão míudo 50 30 Gergelim 52 10 Gerânio 58 1,5 Gladíolo 57 30 Linho 53 10 40 20 Melão (2 tratamentos) 60 10 Milho 50 15 Nabo 50 20 Pepino 53 60 Pimentão 50 25 Quiabo 70 30 Rábano 50 20 Rabanete 50 15 Repolho 56 30 Rosa 50 0,7 Salsão 45 30 Tabaco 50 12 Tomate 56 30 Videira (mudas) 50 20 Zínia 52 30Engenheiro Agrônomo André Henriques - EMATER-MG de Caxambu/MG

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