1. Título     CONSTRUÇÃO DE BACIAS DE CONTENÇÃO DE ÁGUAS PLUVIAIS NO        MUNICÍPIO DE POMPÉU (MG)- Micro bacia do Ribei...
2. Gestão do Projeto      a) Responsáveis Técnicos             Carlos Tadeu de Melo – Engenheiro Agrônomo CREA: 12670/D   ...
3. IntroduçãoDentre os recursos da natureza oferecidos ao homem, a água doce representa um bemfinito, cuja qualidade vem p...
de umidade dos solos de baixada e diminuição dos efeitos de enchentes e veranicos. Aelevação do nível da água no solo pode...
Google Earth, constatou-se que a área objeto do projeto apresenta as seguintescaracterísticas, de acordo com a classificaç...
comércio. A revitalização da economia agrícola está também relacionada diretamente àexistência de estradas em boas condiçõ...
recuperação de áreas degradadas pela chuva; visa também a perenização de mananciaiscom água de boa qualidade e de tornar a...
de Minas Gerais e segunda maior do Brasil), de gado de corte, álcool combustível, móveis,extração e beneficiamento de ardó...
Figura 1 – Município de Pompéu, com sua Hidrografia (Comlago, 2006)
Figura 2 - Micro Bacia do Ribeirão Canabrava
6. Público Alvo e BeneficiadosO projeto beneficiará diretamente a população rural existente sob sua área de influência dir...
Quadro 2 – Dados de arrecadação de impostos do município e Produto Interno BrutoDescrição                                 ...
•   Conscientizar os produtores rurais e consumidores de água da importância da gestão integrada de bacias hidrográficas p...
8. Metas e Metodologia   8.1. MetasPalestras Educativas a serem realizadas nas escolas de nível secundário e ensino médio ...
9. Resultados do ProjetoEspera-se com a execução do projeto, despertar na comunidade local e nas regiões circunvizinhas o ...
11. Orçamento do Projeto                                                                                                  ...
12. Cronograma de Execução                                                 Especificações das              Indicador Físic...
13. Plano de Aplicação dos Recursos                 Natureza da despesa                                             Distri...
14. Cronograma de desembolsoCRONOGRAMA DE DESEMBOLSOFHIDRO    Metas           Etapas                                      ...
Referências bibliográficasBARROS, L. C. de. Barraginhas para captação de água de chuvas, recuperação de áreas degradadas e...
Derli Prudente Santana. Manejo Integrado de Bacias Hidrográficas. Sete Lagoas: Embrapa Milho e Sorgo, 2003. 63p. (Embrapa ...
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Projeto Bacias de contenção - fhidro

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Projeto cadastrado junto ao Fhidro, visando obter recursos para construção de bacias de contenção de águas pluviais (barraginhas) na sub bacia do Ribeirão Canabrava em Poméu-MG

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Projeto Bacias de contenção - fhidro

  1. 1. 1. Título CONSTRUÇÃO DE BACIAS DE CONTENÇÃO DE ÁGUAS PLUVIAIS NO MUNICÍPIO DE POMPÉU (MG)- Micro bacia do Ribeirão Canabrava
  2. 2. 2. Gestão do Projeto a) Responsáveis Técnicos Carlos Tadeu de Melo – Engenheiro Agrônomo CREA: 12670/D Secretário Municipal de Planejamento – Prefeitura Municipal de Pompéu Fernando Alan Martins Machado – Técnico Agrícola CREA: 40.786/TD Secretário Municipal de Indústria, Comércio e Agropecuária – Prefeitura Municipal de Pompéu b) Proponente (representante legal) Prefeitura Municipal de Pompéu – CNPJ.:18.296.681/0001-42 c) Equipe Edilson Francisco da Silva Filho – Técnico Agrícola CREA Extensionista EMATER-MG Gilberto Silveira – Técnico Agrícola CREA: 140810282-0 Prefeitura Municipal de Pompéu d) Parceiros (Entidades Envolvidas) EMATER – MG IEF – MG COOPEL – Cooperativa Agropecuária de Pompéu LTDA SICOOB CREDIPÉU – Cooperativa de Crédito de Pompéu Sindicato Rural de Pompéu CODEMA – Conselho de Defesa do Meio Ambiente de Pompéu MG
  3. 3. 3. IntroduçãoDentre os recursos da natureza oferecidos ao homem, a água doce representa um bemfinito, cuja qualidade vem piorando ao longo dos anos, devido ao aumento da população ea ausência na maioria dos municípios de uma política clara para a sua preservação (arten& Minella, 2002).A constante expansão do uso de terras agricultáveis, influenciado pelo aumento doconsumo da população mundial cria a necessidade de implantar mecanismos quepromovam a otimização dos recursos produtivos associados à preservação dos recursosnaturais, bem como solo e água.O presente projeto visa promover o desenvolvimento contínuo de mecanismos e açõesfísicas e educativas, que visem à melhoria da oferta de recursos hídricos em quantidade equalidade suficiente para garantir uma harmonia na interação entre homem e o meioambiente.O município de Pompéu - MG está localizado na região do Alto São Francisco, fazendoparte de 03 importantes bacias hidrográficas - dos rios São Francisco, Pará e Paraopeba.Com área de 2.570 km², o município possui cerca de 2.500 km de estradas rurais nãopavimentadas.A Administração Pública Municipal vem dedicando um grande esforço na recuperação dasestradas rurais, considerando a sua grande importância para a circulação das riquezas epessoas, levando em conta se tratar de um município com aptidão agropecuária.A escassez de recursos faz com que ação municipal limite suas atividades ao leito dasestradas, fazendo o trabalho de nivelamento das mesmas, não disponibilizando estruturaspara contenção das águas que são canalizadas das estradas rurais para as propriedadesrurais, onde provocam erosão e carreiam sólidos para os mananciais e nascentes existentesnas partes mais baixas dos terrenos.A construção de bacias de contenção de águas pluviais, também conhecidos como“barraginhas”, tem como objetivo captar as águas das chuvas, evitando que elas escoemrapidamente e provoquem erosão do solo e enchentes. Essa tecnologia faz com que aságuas permaneçam nessas estruturas pelo menor tempo possível, de modo que eles sereabasteçam mais vezes durante o ciclo chuvoso. A tecnologia, que vem sendo estudadapela Embrapa Milho e Sorgo desde a década de 90, traz importantes benefícios, comoelevação do nível de água do lençol freático, revitalização de córregos e rios, maior tempo
  4. 4. de umidade dos solos de baixada e diminuição dos efeitos de enchentes e veranicos. Aelevação do nível da água no solo pode ser percebida pela elevação do nível da água nascisternas, pelo umedecimento das baixadas e o surgimento de minadouros. Dessa forma, asestiagens são amenizadas e os plantios de lavouras, hortas, pomares e a abertura decacimbas ficam favorecidos (Barros, 2003).4. JustificativaO Ribeirão Canabrava é um afluente direto do Rio São Francisco, possui extensão de52,31 km, com sua nascente localizada na Serra do Mocambinho e deságua diretamentenas águas do Lago de Três Marias, em seu lado direito, próximo à foz do Rio Paraopeba.O Ribeirão Canabrava está sob área de influência de vegetação do tipo “Campo”, onde aprincipal atividade econômica é a Pecuária Leiteira, caracterizadas por grandes extensõesde pastagens naturais e plantadas, alguns trechos com presença de florestas de eucaliptos,que em sua maioria são de propriedade de grandes empresas siderúrgicas ou por elasfomentadas e a grande maioria pertencente a pequenos e médios produtores rurais, quetem esta atividade como diversificação de sua atividade principal. A Exploração daspastagens ocorre de forma extensiva, o que requer trabalhos de conscientização no sentidode fazer com que os produtores rurais se atentem a utilizarem técnicas de manutenção dafertilidade do solo, controle vegetativo e mecânico dos processos erosivos, visando oaumento da produtividade, com conseqüente melhoria nas condições físicas e químicas dosolo. O relevo da região vai do ondulado na região da nascente e da foz, ao semi-onduladoao longo de sua extensão. O solo predominante da região de contribuição da Micro baciado Ribeirão Canabrava é do tipo Cambissolo Háplico e alguns fragmentos de LatossoloVermelho e suas subdivisões. Os Cambissolos, por apresentarem geralmente pequenaespessura de solum, pobreza química acentuada e quando localizados em relevomovimentado, têm-se constituído em sistemas muito instáveis (Resende et al., 1988;Oliveira et al., 1992).Levantamento feito utilizando a ferramenta computacional disponibilizada pela SEMAD-MG Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Minas Gerais, denominada “ZoneamentoEcológico Econômico de Minas Gerais - ZEE”, onde as imagens obtidas no ZEE para aárea em discussão, foram comparadas com o mapa obtido através da plotagem dolevantamento da área de contribuição da Micro bacia do Ribeirão Canabrava no software
  5. 5. Google Earth, constatou-se que a área objeto do projeto apresenta as seguintescaracterísticas, de acordo com a classificação obtida no trabalho do ZoneamentoEcológico Econômico: • Exposição do solo: varia de “Alta”, que vai da nascente até aproximadamente a metade do seu curso, a “Muito Alta” que segue até a sua foz. • Zona Ecologia Econômica: varia de “1”, que vai da sua nascente até a metade do seu curso, a “2” que segue até a sua foz. • Exposição do solo: varia de “Alta”, que vai da nascente até aproximadamente a metade do seu curso, a “Muito Alta” que segue até a sua foz. • Integridade da Flora: varia de “Muito Baixa”, que vai da nascente até aproximadamente a metade do seu curso, a “Alta” que segue até a sua foz. • Prioridade de Conservação: varia de “Baixa”, que vai da nascente até aproximadamente a metade do seu curso, a “Muito Alta” que segue até a sua foz. • Vulnerabilidade de Recursos hídricos: vai de alta “Alta” na região de contribuição da sua nascente, à “Média” em todo o seu leito até a sua foz. • Vulnerabilidade à Erosão: é classificada como “Muito Alta” na região da nascente e da foz e de “baixa” a “média” ao longo de seu curso.As informações obtidas por meio do Zoneamento Ecológico Econômico causarampreocupação do poder público e das demais entidades envolvidas, o que influencioudiretamente na tomada de decisão sobre qual micro bacia do município teria maiorurgência de intervenção no sentido de amenizar a ação dos processos erosivos.A situação constatada no ZEE é agravada pela intervenção do homem, já que a região daMicro bacia do Ribeirão Canabrava possui extensa malha viária não pavimentada e emcondições precárias de manutenção e pela ausência de mecanismos de contenção dosprocessos erosivos.A existência de uma extensa malha viária é fundamental em qualquer nação. O suporteeconômico de grande parte dos municípios do interior do Brasil está na produçãoagropecuária, sendo que o primeiro caminho percorrido pela produção agropecuária é oque vai da propriedade rural à rede coletora, constituído essencialmente de estradas nãopavimentadas. Este tipo de estrada é responsável pela interligação entre propriedadesrurais e povoados vizinhos, servindo também para acesso às vias principais, ou mesmo àsede dos municípios, sendo também chamadas de estradas vicinais. Anjos Filho (1998)salienta que as estradas devem permitir o acesso da população à educação, saúde e
  6. 6. comércio. A revitalização da economia agrícola está também relacionada diretamente àexistência de estradas em boas condições de tráfego, ajudando na manutenção do homemno campo e na integração deste à sociedade urbana, representando, desta forma,importante fator para a redução do êxodo rural.A erosão provocada pela água no leito e nas margens de estradas não pavimentadas é umdos principais fatores para sua degradação, sendo responsável por aproximadamentemetade das perdas de solo no Estado de São Paulo (ANJOS FILHO, 1998).Estudo técnico realizado pela Agência Nacional das Águas – ANA (2004) caracteriza queum dos principais problemas relacionados à conservação do solo são a construção e o usoinadequado das estradas não pavimentadas. As estradas alteram o percurso natural doescoamento superficial, a capacidade de infiltração da água no solo e, em alguns casos,concentra águas advindas de áreas adjacentes, funcionando como um dreno. Oescoamento, quando atinge determinada vazão, assume potencial para provocar odesprendimento e o transporte do solo, causando problemas para a manutenção da estrada.O escoamento advindo das estradas interfere também nas áreas adjacentes, provocando aformação de sulcos e voçorocas e, desta forma, danos às áreas agrícolas e aos recursoshídricos e, conseqüentemente, o assoreamento dos mananciais hídricos.De nada adiante o grande esforço realizado, para corrigir a pista de rolamento das estradas,envolvendo nivelamento, encascalhamento, construção de “peitos de pombo”, abertura deesgotos, etc., se não houver uma preocupação com o eficiente encaminhamento das águasacumuladas, e deixá-las, simplesmente, escoar pelas áreas circunvizinhas.Dessa forma, a terra carreada nas enxurradas vai se depositar no leito dos córregos, lagos enascentes provocando sérios desastres ambientais.A técnica de construção das “Bacias de Contenção de Águas Pluviais”, popularmenteconhecidas como “barraginhas” recentemente aprimorada e divulgada pela EMBRAPAMilho e Sorgo de Sete Lagoas MG, é de grande interesse tanto para a conservação dasestradas como para preservação dos córregos, ribeirões, rios e nascentes. Bacias deContenção são pequenas depressões, construídas para receber as águas de enxurradasdesviadas das estradas e carreadores. Essas águas são acumuladas, perdem seu efeitodestruidor, e se infiltram no solo, indo alimentar o lençol freático, revigorando asnascentes e rios a jusante. Essa tecnologia consiste em dotar as margens das estradasvicinais, no conjunto, em toda micro bacia, de pequenas barragens ou miniaçudes, noslocais em que ocorram enxurradas volumosas e erosivas, barrando-as e amenizando seusefeitos desastrosos. A construção de bacias de contenção tem como principal função a
  7. 7. recuperação de áreas degradadas pela chuva; visa também a perenização de mananciaiscom água de boa qualidade e de tornar a região numa vitrine, servindo de modelo para aimplantação de várias outras (Barros, 2000).O presente projeto está alinhado com as linhas estratégias de ação para preservação emelhoria da disponibilidade de recursos hídricos tanto em quantidade, bem como emqualidade, através do controle de processos erosivos por meio da construção de bacias decaptação de águas pluviais, nas margens das estradas rurais municipais.Espera-se com o presente trabalho, através da construção das bacias, promover aconscientização da população, principalmente dos produtores rurais, de que a água é umbem público, portanto é de responsabilidade de cada um a sua preservação e manutenção,conscientizando os produtores da necessidade de construírem as bacias dentro de suaspropriedades rurais, causando efeito multiplicador. Tais ações, ocorridas em cadeiapromoverão um maior reabastecimento do lençol freático na área de influência do projeto,aumento a oferta de água para a população, tanto para consumo doméstico, como paramanutenção da produção, através da geração de energia elétrica e seu uso direto naatividade agropecuária.5. Área de AbrangênciaTerra de Dona Joaquina de Pompéu (Joaquina Bernarda da Silva de Abreu Castelo BrancoSoutto-Mayor), figura histórica e matriarca de todo o Oeste Mineiro. O município dePompéu nasceu no Pouso dos Buritis, ponto de parada das tropas que faziam o trajeto queligava Montes Claros ao Oeste de Minas e Pitangui a todo o Litoral Atlântico. Pompéu fazparte da história do Brasil há mais de duzentos anos, contudo, somente em 1840 ocorreu afundação do arraial por Joaquim Cordeiro Valadares genro de Dona Joaquina. Em 17 dedezembro de 1938, o então arraial do Buriti da Estrada tornou-se uma cidade, recebendoentão o nome de Pompéu, homenageando seu primeiro habitante, o Sr. Antônio PompeuTaques. Situado no Alto São Francisco, região Centro-Oeste de Minas Gerais, o municípiode Pompéu é cercado de rios, duas represas, córregos e açudes, composto por uma área de256.000 ha. de terras, em grande parte férteis e cultiváveis, sendo um dos maiores e maisprósperos municípios Minas Gerais. A economia de Pompéu é bastante diversificada,baseada principalmente na produção leiteira (atualmente a maior bacia leiteira do estado
  8. 8. de Minas Gerais e segunda maior do Brasil), de gado de corte, álcool combustível, móveis,extração e beneficiamento de ardósia e plantio de eucalipto.O projeto será executado no município de Pompéu (figura 1), dentro dos limites da microbacia do Ribeirão Canabrava (figura 2), que pertence à Bacia do Rio São Francisco. ORibeirão Canabrava deságua diretamente no lago de Três Marias, tendo como UPGRH oComitê de Bacia Hidrográfica do Entorno do Lago de Três Marias - CBH SF4. A nascentedo Ribeirão Canabrava encontra-se a aproximadamente 7 Km de distância em linha reta dasede do Município de Pompéu, que apesar da proximidade, não recebe o esgoto vindo dasede do município. O município possui um distrito, denominado Silva Campos, que tempopulação em torno de 1000 habitantes, possui sistema de tratamento de esgotos, quelança o mesmo após tratado no Córrego do Brito, que é afluente direto do RibeirãoCanabrava.
  9. 9. Figura 1 – Município de Pompéu, com sua Hidrografia (Comlago, 2006)
  10. 10. Figura 2 - Micro Bacia do Ribeirão Canabrava
  11. 11. 6. Público Alvo e BeneficiadosO projeto beneficiará diretamente a população rural existente sob sua área de influência direta do mesmo, porém os resultados de longo prazoobtidos com a sua implantação beneficiarão toda a população do município, que hoje somam 28.393 habitantes (IBGE, 2006) e também demunicípios circunvizinhos, dada a ampla divulgação a ser dada dos resultados do mesmo. O PIB per capita do município é de R$ 8.520.00/hab/ano (Quadro 2).Quadro 1 - Dados de pobreza e distribuição de renda no município. Descrição Valor Unidade Incidência da Pobreza 43.58 % Limite inferior da Incidência de Pobreza 33.17 % Limite superior da Incidência de Pobreza 53.98 % Incidência da Pobreza Subjetiva 38.51 % Limite inferior da Incidência da Pobreza Subjetiva 33.18 % Limite superior Incidência da Pobreza Subjetiva 43.84 % Índice de Gini 0.41 Limite inferior do Índice de Gini 0.38 Limite superior do Índice de Gini 0.44Fonte: IBGE Censo Demográfico 2000 e Pesquisa de Orçamentos Familiares - POF 2002/2003
  12. 12. Quadro 2 – Dados de arrecadação de impostos do município e Produto Interno BrutoDescrição Valor Unidade %Valor adicionado na agropecuária R$ 75.857.000,00 reais 29,35Valor adicionado na Industria R$ 55.219.000,00 reais 21,37Valor adicionado no Serviço R$ 110.873.000,00 reais 42,90Impostos sobre produtos líquidos de subsídios R$ 16.486.000,00 reais 6,38PIB a Preço de mercado corrente R$ 258.434.000,00 reais 100,00PIB per capita R$ 8.520,00 reaisFonte: IBGE Diretoria dePesquisasCoordenação de Contas NacionaisCoordenação de Contas Nacionais7. Objetivos 7.1. Gerais • Promover a melhoria da oferta de água em quantidade e qualidade, através do incentivo à adoção de práticas que promovam o controle de processos erosivos, favorecendo um aumento da recarga do lençol freático sob a área de influência do projeto, contribuindo assim para a perenização dos manaciais.
  13. 13. • Conscientizar os produtores rurais e consumidores de água da importância da gestão integrada de bacias hidrográficas por meio de palestras e eventos voltados para o público alvo atendido, com especial atenção às escolas, para que as gerações futuras saibam cuidar do bem imprescindível à vida humanda, que é a água.7.2. Específicos • Lançar mão da técnica de construção de Bacias de Contenção para solução de problemas de erosão provocados pelo carreamento da enxurrada no leito das estradas, tendo como meta a construção Bacias de Contenção nas margens das estradas rurais localizadas na área do projeto, em pontos a serem locados após levantamento de pontos de erosão ao longo da Micro Bacia. • Promover campanhas de conscientização na zona rural, alertando o produtor rural da sua responsabilidade na conservação e manutenção das Bacias de contenção e da importência da construção de bacias dentro de suas propriedades. • Promover campanhas de conscientização nas escolas, de modo a implantar na mente dos jovens sobre a importância na preservação das águas e sua responsabilidade para com a mesma.
  14. 14. 8. Metas e Metodologia 8.1. MetasPalestras Educativas a serem realizadas nas escolas de nível secundário e ensino médio presentes no município e também nas comunidades rurais.Levantamento das áreas com foco de erosão e alocação das Bacias de Contenção de Águas Pluviais.Construção de 3000 Bacias de Contenção de Águas Pluviais.Divulgação dos resultados dos trabalhos. 8.2. MetodologiaInicialmente, em parceria com o CODEMA, IEF e EMATER, será feita uma campanha educativa de conscientização da comunidade rural afetadapelo projeto, no sentido de angariar apoio dos mesmos para a execução dos trabalhos.Posteriormente será feito campanha nas escolas secundárias e de ensino médio, envolvendo docentes e alunos de cusro técnico em meio ambiente,presente no município, salientando sobre a existência do projeto e motivando a população no sentido de se comprometerem com a conservação dasBacias.Em seguida os técnicos da Prefeitura e da Emater farão um levantamento com GPS dos pontos com foco de erosão na área de abrangência doprojeto, para posterior plotagem dos pontos em mapa da malha viária do município, com personalização dos mesmos quanto à ordem deprioridade, a ser definida pela intensidade de erosão encontrada.Após a confecção do mapa de ordem de prioridade, os técnicos da Emater demarcarão com material próprio os locais onde serão construídas asbacias de acordo com suas coordenadas geográficas colhidas no levantamento feito anteriormente.Em seguida será feita a construção propriamente dita das bacias, utilizando-se pra isso máquinas do tipo “Pá Carregadeira”, gastando-se para isso 1½(uma hora e meia) para construir uma bacia com capacidade para aproximadamente 100 metros cúbicos de águaA avaliação da eficácia da implantação das bacias será feita por meio de análise de turbidez da água do Ribeirão Canabrava, durante os meses doperíodo chuvoso, que vai de novembro a março, a ser feita antes e após a implantação das bacias.
  15. 15. 9. Resultados do ProjetoEspera-se com a execução do projeto, despertar na comunidade local e nas regiões circunvizinhas o sentimento de compromisso para com apreservação dos recursos hídricos, mais especificamente no controle dos processos erosivos, fazendo com que os cidadãos e principalmente osprodutores rurais implantem em suas propriedades a técnica da construção de Bacias de Contenção de Águas Pluviais e se comprometam namanutenção das já existentes no município, fazendo com que o projeto se torne auto sustentável no futuro. Pretende-se com isso, aumentar a vazãodos mananciais nos períodos de estiada, diminuir as enchentes no período chuvoso, conter o processo de assoreamento dos rios, diminuindo assima eutrofização da água, provocada pela presença de partículas de solo presentes na mesma.10. Tempo de duração do ProjetoO referido projeto terá duração de vinte e quatro meses, contados a partir da data da assinatura do convênio, considerando que haverá interrupçãodas atividades de construção das bacias durante o período chuvoso do ano, de modo a não comprometer a integridade das mesmas.
  16. 16. 11. Orçamento do Projeto Fonte Natureza Custo Modalidade de Metas Etapa Unidade Quantidade Total de Despesa Unitário Fhidro Proponente Contrapartida R$ R$ R$ Palestras nas escolas 33.90.35 palestra ministrada 5Mobilização da 2.000,00 10.000,00 10.000,00comunidade Palestras nas R$ R$ R$ 33.90.35 palestra ministrada 10 comunidades rurais 2.000,00 20.000,00 20.000,00Levantamento da Levantamento de R$ R$ R$ 33.90.33 hora trabalhada 185 NFÁrea campo com GPS 200,00 37.000,00 37.000,00 Construção das R$ R$ R$Construção 44.90.51 Bacia Construída 3.000 bacias de contenção 112,33 336.990,00 336.990,00 Folhetos Aquisição de R$ R$ R$ 33.90.32 informativos de 210 20.000 folhetos informativos 0,05 1.000,00 1.000,00 mm x 297 mmDivulgação inserção comercial R$ R$ R$ Anúncios em rádio 33.90.39 500 em rádio 2,00 1.000,00 1.000,00 Aquisição de placas aquisição de placa R$ R$ R$ 33.90.32 10 informativas de 2,0 m x 1,2 m 100,00 1.000,00 1.000,00 Valor Total do Projeto R$ 406.990,00 R$ 369.990,00 R$ 37.000,00
  17. 17. 12. Cronograma de Execução Especificações das Indicador Físico Duração Metas Etapas etapas Unidade Quantidade Início Término palestra Palestras nas escolas Serviços de consultoria 5 1/3/2011 31/3/2011Mobilização da ministradacomunidade Palestras nas palestra Serviços de consultoria 10 1/4/2011 30/4/2011 comunidades rurais ministrada Levantamento de Passagens e despesasLevantamento da Área hora trabalhada 150 1/5/2011 30/6/2011 campo com GPS com locomoção Construção dasConstrução Obras e instalações Bacia Construída 3.000 1/7/2011 28/2/2013 bacias de contenção Folhetos Aquisição de folhetos Material de distribuição informativos de 20.000 1/2/2012 1/3/2012 informativos gratuita 210 mm x 297 mm inserçãoDivulgação Outros serviços de Anúncios em rádio comercial em 500 1/2/2012 30/6/2012 terceiros pessoa jurídica rádio aquisição de Aquisição de placas Material de distribuição placa de 2,0 m x 10 1/2/2012 30/6/2012 informativas Gratuita 1,2 m
  18. 18. 13. Plano de Aplicação dos Recursos Natureza da despesa Distribuiçãocódigo especificação total Fhidro Contrapartida R$33.90.35 Serviços de consultoria 30.000,00 R$ 30.000,00 R$33.90.33 passagens e despesas com locomoção 37.000,00 R$ 37.000,00 R$44.90.51 obras e instalações 336.990,00 R$ 336.990,00 R$33.90.32 material de distribuição gratuita 2.000,00 R$ 2.000,00 R$33.90.39 outros serviços de terceiros pessoa jurídica 1.000,00 R$ 1.000,00 R$ Total Geral 406.990,00 R$ 369.990,00 R$ 37.000,00
  19. 19. 14. Cronograma de desembolsoCRONOGRAMA DE DESEMBOLSOFHIDRO Metas Etapas fevereiro- fevereiro- março-11 abril-11 maio-11 julho-11 fevereiro-12 12 12 Palestras nas R$ escolas 10.000,00Mobilização dacomunidade Palestras nas R$ comunidades 20.000,00 rurais Construção R$Construção das bacias de 336.990,00 contenção Aquisição de R$ folhetos 1.000,00 informativosDivulgação Anúncios em R$ rádio 1.000,00 Aquisição de R$ placas 1.000,00 informativasPROPONENTE MESES Metas Etapas fevereiro- fevereiro- março-11 abril-11 maio-11 julho-11 fevereiro-12 12 12 LevantamentLevantamento da o de campo R$ 37.000,00Área com GPS
  20. 20. Referências bibliográficasBARROS, L. C. de. Barraginhas para captação de água de chuvas, recuperação de áreas degradadas e regeneração de mananciais - A, B, C E D -Fases da mobilização. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE CAPTAÇÃO E MANEJO DE ÁGUADE CHUVA, 4., 2003, Juazeiro. [Anais...]MARTEN, G, H. & MINELLA, JEAN, P. Qualidade da água em bacias hidrográficas rurais: Um desafio atual para sobrevivência futura.Agroecologia e desenvolvimento rural sustentável.Porto Alegre, Vol. 3, nº 4, out/dez/2002. p33-38. IN: www.emater.tche.br , pesquisado em25/07/2003.RESENDE, M.; CURI, N.; SANTANA, D.P. Pedologia e fertilidade do solo: interações e aplicações. Brasília: MEC: Esalq: Potafos, 1988. 83p.OLIVEIRA, J.B. de; JACOMINE, P.K.T.; CAMARGO, M.N.Classes gerais de solos do Brasil: guia auxiliar para seu reconhecimento. Jaboticabal: Funep, 1992. 210p.Pruski, F.F. PROJETO: Modelo para o dimensionamento e avaliação da eficiência de sistemas para o controle da erosão hídrica emestradas não pavimentadas. Viçosa (MG): UFV – DEA - GPRH, 2007. 33p.ANJOS FILHO, O. Estradas de terra. Jornal O Estado de São Paulo. São Paulo.Suplemento agrícola, 29 de abril de 1998.
  21. 21. Derli Prudente Santana. Manejo Integrado de Bacias Hidrográficas. Sete Lagoas: Embrapa Milho e Sorgo, 2003. 63p. (Embrapa Milho eSorgo.Documentos, 30)

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