Editorial

3.193 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação
1 comentário
13 gostaram
Estatísticas
Notas
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
3.193
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
265
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
1
Gostaram
13
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Editorial

  1. 1. EditorialProf. Kleber Brito
  2. 2. EDITORIAL• Definição• Contexto de circulação• Público• Estrutura• Linguagem
  3. 3. Definição O EDITORIAL é um gênero discursivo que tem a finalidade de manifestar a opinião de um jornal (ou algum órgão de imprensa) sobre acontecimento importante no cenário nacional ou internacional. Não é assinado, porque não deve ser associado a um ponto de vista individual.
  4. 4.  Deve ser enfático, equilibrado e informativo. Deve apresentar os argumentos que sustentem a posição assumida pelo jornal. Costuma também resumir opiniões contrárias, para refutá-las.
  5. 5. Contexto de circulaçãoOs jornais diários são o espaço de circulaçãodos editoriais, que têm neles uma seção fixa.Geralmente essa seção aparece logo nasprimeiras páginas, próxima às colunas de opiniãoque abordam temas da vida política nacional einternacional.
  6. 6. PúblicoBuscam os editoriais os leitores que não secontentam com as informações sobre os principaisacontecimentos nacionais e internacionais, e quedesejam ver tais acontecimentos analisados,considerados a partir do contexto maior em que seinserem.
  7. 7. Esses leitores são pessoas que procuram analisar osfatos e, por isso, procuram textos analíticos eargumentativos nos jornais que leem. Esperamencontrar não só a opinião do jornal, mas tambémuma confirmação da posição que elas mesmastêm a respeito dos acontecimentos analisados.
  8. 8. EstruturaA estrutura básica de um editorial deve trazer umaintrodução que contextualize a questão a seranalisada; um desenvolvimento no qual sãoapresentados argumentos que sustentem a análise(e, se for o caso, refutados os argumentoscontrários); e uma conclusão que decorra daargumentação feita.
  9. 9. A diferença básica entre um editorial e um artigode opinião, que são gêneros argumentativos, é,por um lado, a extensão: enquanto os artigos sãomais longos, editoriais devem ser curtos, porémmais enfáticos, tratando a questão central demodo resumido e objetivo.
  10. 10. Por outro lado, diferenciam-se quanto àperspectiva adotada para a análise: os editoriaisnão são assinados, e não podem ser associados auma perspectiva subjetiva, já que têm comofunção expressar o ponto de vista do periódicoem que são publicados.
  11. 11. LinguagemO editorial é um texto explicitamente formal.Representa o periódico no qual circula e, por essemotivo, deve garantir que a imagem que delefazem os leitores seja a melhor possível. No casoda linguagem, isso significa adotar comoreferência o padrão culto da língua escrita.Marcas de pessoalidade (1ª pessoa) não devemaparecer nos editoriais.
  12. 12. EXEMPLO Censura em rede A maior ameaça à liberdade de expressão no Brasil, hoje, parte do Judiciário. Se alguém alimentava dúvida sobre essa situação espantosa, a detenção do diretor de um serviço de publicação de vídeos na rede mundial de computadores, por determinação da Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul, se encarregou de desfazê-la.  Questão polêmica  contextualização
  13. 13. O juiz eleitoral Flávio Saad Peron determinara aprisão porque não havia sido retirada do ar uma peçacom ataques a um candidato a prefeito, exigênciaque se repete em dezenas de ações similares em 21Estados. Como toda decisão judicial, era obrigatóriocumpri-la, ainda que fosse imediatamente seguida derecurso à própria Justiça contra seu caráter abusivo. No Amapá, a Justiça Eleitoral obrigou aempresa que edita o jornal "O Estado de S. Paulo" asuprimir comentário de blogueiro sobre umcandidato local. Detalhe: sua nota informava que opostulante responde a várias ações penais.
  14. 14. E não é só na esfera eleitoral que o vezocensório se manifesta. Um juiz de São Paulodeterminou que a mesma organização retire darede em todo o Brasil o filmete que satiriza Maomé eprovocou reações violentas em países muçulmanos. Há outros episódios semelhantes, além devetos quase sistemáticos à divulgação de pesquisaseleitorais que contrariem os interesses de algumcandidato. E, já que se fala de Judiciário e censura,é oportuno lembrar que, devido a recorrentesproibições, biografias se tornaram um gêneroliterário ameaçado de extinção no país.
  15. 15. Admita-se: nem sempre é simples sopesar princípios constitucionais em choque e chegar a conclusões sobre casos concretos, missão mesma do Poder Judiciário. A julgar por uma série de decisões recentes, porém, muitos juízes parecem esquecidos Argumentos de que a regra geral é a liberdade, e não o contrário. É verdade que o problema não está só na Justiça, que adere a um movimento maior de intolerância e moralismo. Num lance quase humorístico, o deputado Protógenes Queiroz (PC do B-SP) queria elevar para 18 anos a classificação de um filme porque um urso de pelúcia aparece nele fumando maconha.
  16. 16. Até a Academia Brasileira de Letras, quedeveria ser um bastião da liberdade de opinião,censurou há pouco a transmissão de uma palestrasobre história da arte e sexo. É claro que a ABL, instituição privada, é livrepara escolher o que vai exibir e parlamentares,para fazer de tudo a fim de aparecer, mas seriamais útil se usassem sua liberdade e seu poder paraaprovar o Marco Civil da Internet, de maneira aclarificar de vez a questão da responsabilidade deveiculadores e autores nesse meio de difusão.
  17. 17. Quanto à Justiça, não pode haver dúvida: éimprescindível que magistrados, como guardiões daConstituição, adotem uma interpretação consistentedas garantias da Carta para as liberdades depensamento, expressão e imprensa e se abstenhamdefinitivamente de qualquer forma de censura. http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/1160538-editorial-censura-em-rede.shtml

×