Leitura da obra Guernica

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Leitura da obra Guernica

  1. 1. PABLO DIEGO JOSÉ FRANCISCO DE PAULA JUAN NEPOMUCENO MARÍA DE LOS REMEDIOS CIPRIANO DE LA SANTÍSIMA TRINIDAD RUIZ Y PICASSO<br />Um dos grandes gênios da pintura contemporânea, filho de um professor de Desenho e Pintura, deslocou-se ainda jovem para Barcelona, onde estudou Belas-Artes e pintou seus primeiros quadros de tendência acadêmica, entre os quais se destaca Ciência e Caridade (1897). No início do século XX, partiu para Paris, cidade em que se instalou em 1904 e onde recebeu a influência de Gauguin e Toulouse-Lautrec (período azul, com obras de tema popular, e período rosa, centrado no mundo do circo). Na primavera de 1907, pintou na capital francesa As Senhoritas de Avignon, quadro com que rompe com a profundidade espacial, ao representar as figuras numa simultaneidade de planos, e inicia, assim, seu período cubista. Entre 1908 e 1911, desenvolveu sua fase analítica por meio da decomposição das formas, especialmente de paisagens como as de Horta d'Ebre, ao mesmo tempo que reduz a sua gama cromática aos cinzentos. Em 1912, interessou-se pela técnica da colagem: Natureza Morta com Cadeira de Palha, com que inicia também sua passagem para o cubismo sintético, no qual prevalece a reconstrução do objeto através de seus planos essenciais. Ao mesmo tempo, sua gama cromática amplia-se de novo, como se observa em Natureza Morta Dentro de uma Paisagem (1915). Depois de passar por uma fase realista e outra com influências surrealistas, a guerra civil imprimiu uma marca profunda em sua produção. Assim, o bombardeamento da cidade de Guernica levou-o a criar Guernica, exposto no pavilhão espanhol da Exposição de Paris em 1937, como protesto pela violência sem sentido da guerra, sentimento também expresso no quadro Matanças na Coréia (1950). A partir de 1947, interessou-se especialmente pela cerâmica e pela reelaboração de obras clássicas: Mulheres de Argel, de Delacroix (1955), As Meninas, de Velásquez (1957), ou Merenda Campestre, de Manet (1960).<br />PABLO PICASSO<br />CubismoO movimento artístico que surgiu por volta de 1907 com Georges Braque e Pablo Picasso considerava a obra de arte um objeto real - ou seja, não apenas algo que imitava ou representava outra coisa. Com a geometrização das formas, foram abandonadas as noções tradicionais de perspectiva.Os artistas cubistas procuravam novas maneiras de retratar o que viam. Influenciados por Cézanne, passaram a valorizar as formas geométricas e a retratar os objetos como se eles estivessem partidos. Todas as partes de um objeto eram representadas num único plano, como se o artista visse vários ângulos do objeto ao mesmo tempo.Além da geometrização das formas e de abandonar a perspectiva, outras características importantes do cubismo são a perda do uso clássico de claro-escuro, a representação do volume colorido sobre superfícies planas o que faz o quadro passar a sensação de relevo, quase como uma escultura.O cubismo teve duas fases: analítica e sintética.<br />educacao.uol.com.br<br />
  2. 2. LEITURA DA OBRA<br />O quadro gerou muita polêmica, tanto nos meios políticos como nos artísticos. Alguns críticos disseram que a obra era abstrata demais para servir de instrumento de denúncia social, outros, como sempre, criticaram o artista, dizendo que arte e política não devem ser "misturadas" etc. Toda essa polêmica fez com que a obra ganhasse o "status" de "uma das produções artísticas mais significativas do séc. XX" e fez com que seu autor se consagrasse como o mais importante artista de vanguarda da época. <br />Atualmente a obra Guernica encontra-se no Centro de Arte Rainha Sofia, em Madri. No entanto, ela ficou durante um longo período no museu de Moderna de Nova York. <br />A tela Guernica de Picasso foi exibida pela primeira vez em 1937, durante a Exposição Internacional de Paris no pavilhão da República Espanhola. Picasso, que estava engajado com a causa republicana e antifascista da Guerra Civil Espanhola, pretendia que sua obra fosse uma espécie de instrumento de denúncia contra as atrocidades da Guerra Civil espanhola e contra a eterna desumanidade do homem. <br />
  3. 3. Mulher carregando o filho morto<br />Lenço final fotografado em 1937 <br />ESBOÇOS DA OBRA <br />os rituais das corridas os cavalos são alvos fáceis no início da corrida, com seus olhos tapados é uma mira certeira para o touro<br />Esboços de cabeças de mulheres<br />
  4. 4. Proporções: 3,5 x 7,8 m.Material: Óleo sobre tela.Cores: Não existe cor. Apenas: preto, branco e tonalidades de cinza, exprimindo assim angústia, terror e destruição.Local da ação: em uma cozinha. Pode-se ver claramente uma mesa.<br />LEITURA DA OBRA<br />No lado direito superior e ao centro, logo ao lado da figura de um homem com os braços levantados, vemos uma figura que parece surgir, suavemente, por debaixo das telhas. Essa figura, com o rosto dominador, e que vem do infinito, olha horrorizada para o cavalo ferido. Repare que ela está boquiaberta, como se não acreditasse no que estivesse<br />Vendo.<br />No centro superior da tela, próximo à cabeça do cavalo, existe um braço, que se parece como uma nuvem. A sua mão disforme segura uma lamparina a óleo, muito comum nas casas de camponeses. <br />Na lateral direita superior (visão do observador) destaca-se a figura de um homem com os braços levantados, boca aberta e pescoço muito comprido. Essa figura pode simbolizar duas coisas: o homem, que está apavorado, devido aos seus traços torcidos, tenta deter as bombas que são lançadas sobre a cidade. Uma outra hipótese é que essa figura faz analogia a figura principal da obra "Os fuzilamentos" do 03 de maio de 1808 de Goya. <br />Na lateral direita inferior, pode-se ver a figura de uma mulher que parece sair da escuridão para dentro do cone de luz. Sua expressão de completo esgotamento, como se carregasse um grande fardo, e seu rosto erguido na direção da luz pode ter uma certa semelhança com as imagens de Jesus Cristo carregando a cruz. <br />
  5. 5. LEITURA DA OBRA<br />No lado esquerdo da tela encontra-se o touro. Essa é também é uma figura ambígua, pois nele pode estar representada a resistência do povo espanhol. No entanto, o touro, que representa brutalidade, pode simbolizar o general Franco. Repare que o touro está parado, abanando a cauda, como se, "após um ataque bem-sucedido", recuasse para ver os "estragos feitos no adversário" e se preparasse para o próximo ataque. A presença do touro deve-se também ao fascínio que Picasso sempre teve por touradas, esporte nacional, que aparece freqüentemente em suas obras.<br />Na parte central do quadro, vemos um cavalo em agonia. Repare que ele está caído de joelhos, como se estivesse sentindo as terríveis dores causadas pela lança fincada em seu corpo e por uma enorme ferida ainda aberta. A cabeça do cavalo está voltada para o touro. Da boca do cavalo parece sair um rugido feroz, um misto de ira e dor. Repare que esse "urro" parece estar direcionado para a figura do touro, ao lado. O cavalo pode representar a angústia do povo espanhol. No entanto, essa figura é ambígua, pois segundo alguns críticos de arte, o cavalo, devido aos traços rígidos, que beiram o patético, representam o general Franco. <br />
  6. 6. LEITURA DA OBRA<br />Nessa imagem percebe-se claramente a dor que sente uma mãe quando perde um filho. Não só essa mãe, ou só as mães da cidade de Guernica, mas sim todas as mães do mundo.<br />Toda a lateral inferior esquerda do quadro é ocupada por uma figura totalmente mutilada, que pode ser assemelhada uma espécie de guerreiro. Repare que, apesar de ter a cabeça e os braços cortados, o guerreiro está agarrado a uma espada quebrada, simbolizando assim a resistência do povo espanhol. Próxima a sua mão, ainda contraída em torno da espada quebrada, encontra-se uma flor, símbolo da esperança de uma nova era. A flor, símbolo da esperança, quase que unida à espada, símbolo da resistência, juntas, podem transmitir uma mensagem do tipo: "enquanto houver resistência haverá esperança". <br />www.mundocultural.com.br/<br />Pietá - Michelangelo<br />fddreis.wordpress.com<br />

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