Exercicios

13.951 visualizações

Publicada em

0 comentários
7 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
13.951
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
400
Comentários
0
Gostaram
7
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Exercicios

  1. 1. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI AULA 0: ORTOGRAFIAOlá, pessoalCom a publicação do edital para o concurso de Agente Fiscal deRendas do Estado de São Paulo, vulgo ICMS/SP, é hora de “afiar asgarras” e sedimentar os conhecimentos. Então, nada melhor do quepraticar (exercícios, muitos exercícios) como forma de rever a matéria.O propósito deste curso é estudar os principais tópicos da LínguaPortuguesa a partir da resolução de questões de prova da FundaçãoCarlos Chagas, banca examinadora desse certame.Nessa disciplina, as provas elaboradas pela FCC são, em geral, muitobem feitas, com textos de leitura agradável, na maioria das vezes (aocontrário do que faz, por exemplo, a ESAF), explorando de forma clarao domínio da compreensão textual. Com calma e atenção, o candidatoé capaz de acertar, senão todas, pelo menos a maior parte dasquestões de interpretação. Essas costumam ser as primeiras questõesda prova e representam algo em torno de 30% da prova.Em seguida, a banca explora conhecimentos dos aspectos gramaticais,e é nesse ponto que “mora o perigo”. Algumas questões exigem docandidato domínio das regras da gramática normativa (norma culta).Em nosso curso, faremos uma breve revisão dessas regras e, sempreque possível, serão apresentadas dicas que possam auxiliar ocandidato a compreendê-las e memorizá-las.Serão 6 (seis) encontros, incluindo este, em que comentaremosquestões aplicadas nas provas da FCC sobre os principais pontos daLíngua Portuguesa.O programa, apesar de traçado em poucas linhas no edital, é muitoextenso. Por isso, abordaremos os principais tópicos, ou seja, aquelesque são recorrentemente exigidos nas provas dessa banca, comoortografia, verbos, concordância, regência, pronomes, crase epontuação.Da mesma forma que fizemos em outra turma de exercícios, questõesque abordem um único assunto serão reproduzidas na íntegra. As queexplorem assuntos diversos na mesma questão serão tratadas deforma diferente: terão cada opção separada por assunto e suacorreção será analisada sob a forma de certo ou errado (como nasprovas da Cespe/UnB). Assim, o enunciado original dessas questõesserá modificado para “julgue a assertiva abaixo” ou algo parecido. www.pontodosconcursos.com.br 1
  2. 2. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIAo fim de cada aula, será apresentada a lista com todos os exercíciosnela comentados, para que o aluno, a seu critério, os resolva antes dever o gabarito e ler os comentários correspondentes.A aplicação das provas está prevista para os dias 30 de abril e 1º demaio, então não percamos mais tempo e vamos ao estudo, afinal,serão 40 questões de Língua Portuguesa e essa é a segundadisciplina no critério de desempate (atrás somente de RaciocínioLógico e antes mesmo de Legislação Tributária – ou seja, osexaminadores querem alguém que tenha um bom raciocínio - rápido,de preferência - e que domine a língua pátria. O principal instrumentode trabalho - a legislação estadual – acabou em terceiro plano!!!!).Nosso assunto de hoje é ORTOGRAFIA.Gosto muito de iniciar o nosso estudo alertando para o fato de queninguém é obrigado a conhecer TODAS as palavras da língua. Logo,não é vergonha nenhuma desconhecer o significado de uma ou outra.É comum esta banca exigir questões exclusivas de ortografia, muitasvezes simples. Mas, de qualquer forma, não podemos nos descuidar,tampouco menosprezar o “adversário” (a banca). Havendo dúvidas,procure o “pai dos burros” e veja como se escreve determinadapalavra.O estudo da ORTOGRAFIA abrange:1 - EMPREGO DE LETRAS (s/z; sc/sç/ss; j/g; izar/isar; etc)2 - ACENTUAÇÃO GRÁFICA3 - USO DE OUTROS SINAIS DIACRÍTICOS (principalmente o HÍFEN eo TREMA)Como nosso estudo será o mais objetivo possível, lembro-lhe que apalavra derivada costuma conservar a grafia da palavraprimitiva. Por exemplo, normalmente se usa “x” após “en” (enxuto,enxovalhar), mas isso não acontece com encher, que deriva de cheio,ou com encharcado, que provém de charco (pântano), pelo fato de odígrafo “ch” já constar da palavra primitiva. “Costuma”, porque rarasvezes podemos nos deparar com alguns casos (excepcionais) quebuscam na etimologia a mudança das letrinhas, por exemplo, estendere extensão (o substantivo que manteve o x da forma verbal latinaextendere, segundo Aurélio) ou catequese e catequizar.Recentemente, em uma prova da ESAF, a “bola da vez” foi o verboque tem relação semântica com “dispêndio”. Você sabe qual é e comoele é grafado? Acertou quem respondeu: “despender”, com “e” naprimeira sílaba. Isso porque houve alteração na formação do verbo eeste se desligou de sua origem latina (“dispendere”, com “i”). Nada www.pontodosconcursos.com.br 2
  3. 3. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIimpede que estas palavras sejam exploradas também pela FCC, não émesmo?Outra dica preciosa: na dúvida com relação à grafia de uma palavraque sofreu algum processo de transformação (substantivo derivado deverbo ou substantivo derivado de adjetivo), busque a grafia de outrapalavra conhecida sua (que servirá de paradigma), tomando ocuidado de observar se esta sofreu o mesmo processo daquela. Aquiloque aconteceu com uma irá acontecer com a outra também.Veja os exemplos.compreender -> compreensão / pretender -> pretensãopermitir -> permissão / emitir -> emissãoconceder -> concessão / retroceder -> retrocessãoTambém podem ser objeto de prova as palavras que, apesar de“parecidas” não são sinônimas – são os parônimos, que veremos emuma das questões aqui estudadas.Então, mãos à obra! Vamos às questões de prova da FCC e bomestudo! ORTOGRAFIA1 - (Técnico TRE AP/Janeiro 2006) Está correta a grafia de todas aspalavras da frase:(A)) Só os inescrupulosos continuam a gastar água sem analisar asconseqüências.(B) O consumo excecivo de energia pode, um dia, vir a se tornar umacontravensão.(C) Os que menospresavam o valor da água passaram a reconhecersua escassês.(D) Das turbinas de uma uzina a uma lâmpada acesa, o caminho élongo e sinuozo.(E) Se a falta de energia fosse algo imprevizível, desculparíamos ocoxilo dos responsáveis.Gabarito: AComentário.Vamos observar a grafia correta de alguns vocábulos apresentados naquestão: www.pontodosconcursos.com.br 3
  4. 4. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(B) As duas incorreções estão nas grafias de:- excessivo - que é em excesso, derivante de “exceder”, que nãodeve ser confundido com “exceção”, que deriva de excetuar;- contravenção - cuja origem remonta ao verbo “contravir”, ou seja,“vir em sentido contrário”, transgredir, infringir.(C) - menosprezavam – “prezar menos”, desprezar; se “prezado” é otratamento que se dá a quem é “querido”, “estimado”, menosprezadoe desprezado têm significado oposto; contudo, a grafia é a mesma,pois todos esses vocábulos têm a mesma origem e devem apresentara letra “z”;- escassez – substantivo abstrato relativo a “escasso” e, por isso,apresenta a mesma grafia do adjetivo. A terminação “ez/eza” se aplicaaos substantivos derivados de adjetivos: escasso – escassez / tímido –timidez / rígido – rigidez / grande - grandeza. Já a terminação“ês/esa” é empregada em adjetivos pátrios, como “holandês”,“português”, “calabresa” (em caso de dúvida, dê uma olhadinha emnosso Ponto 3 – Ortografia, na área aberta do Ponto).(D) usina (se você achou que esse erro foi gritante, espere só para teruma surpresa...) e sinuoso - o sufixo nominal “-oso” denota “providoou cheio de” (primeira acepção); por isso, “cheiroso”, “gostoso”,“afetuoso” são escritos com “s”. Como mencionamos no início donosso estudo, essa comparação muitas vezes auxilia na hora dadúvida.(E) - imprevisível – como o adjetivo referente a “ver” é “visível”, estagrafia se emprega também em “imprevisível” (que não tem verbocorrespondente – não existe o verbo “imprever”). Mais uma vez, aregra do paradigma poderia auxiliar na resolução da questão.- cochilo – palavra de origem africana que, segundo Aurélio, significa“sono leve”.2 – (Analista Judiciário TRT 13ª Região / Dezembro 2005) Estãocorretos o emprego e a grafia de todas as palavras na frase:(A) Há discussões que chegam a um tal estado de paradoxismo quefica improvável alguma solução que se adeque à expectativa doscontendores.(B) Os candidatos, em suas altercalções num debate, costumamdissiminar mais injúrias um contra o outro do que esclarecimentos aoeleitorado. www.pontodosconcursos.com.br 4
  5. 5. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(C) A democracia, por vezes, constitue uma espécie de campo deprovas que poucos candidatos estão habilitados a cruzar prezervandosua dignidade.(D) Se os eleitores fossem mais atentos à inépsia dos candidatos, nãose deixariam envolver por tudo o que há de falascioso nos discursos decampanha.(E)) Crêem muitos que há obsolescência na democracia, conquantoninguém se arvore em profeta de algum outro regime que pudesse sermais bem sucedido.Gabarito: EComentário.Vamos analisar as incorreções de cada um dos itens.(A) A incorreção deste item está na conjugação verbal de “adequar” naterceira pessoa do singular do Presente do Indicativo. Como veremosna aula apropriada (Verbos – Conjugação), este é um verbo defectivo,ou seja, que apresenta “defeito”, pois, no presente do indicativo,apenas é conjugado nas primeira e segunda pessoas do plural. Aliás,veremos que esse “defeito” só aparece no presente do indicativo (eformas derivadas desse tempo verbal), sendo os verbos defectivosperfeitamente conjugados em qualquer outro tempo passado oufuturo.Está correta a forma “contendores”. “Contenda” significa “discussão”,“debate”. Então, aquele vocábulo designa os serem que praticamessas ações, ou seja, os debatedores.(B) Estão incorretas as grafias dos vocábulos altercações (“altercar”significa “discutir”. Portanto, “altercações” é o mesmo que“discussões”). Essa era uma palavrinha de difícil identificação, poisnormalmente não faz parte do vocabulário padrão. Mas a bancaresolveu “aliviar” a mão e colocou, em seguida, a palavra disseminarincorretamente grafada. Disseminar tem o sentido originário de“semear”. Por analogia, passou a significar “difundir, espalhar,propagar”.(C) Os dois deslizes ortográficos são:- a forma verbal constitui – muito comum o erro na conjugação dosverbos terminados em –uir (como “concluir”, “destituir”, “possuir”), naconjugação da terceira pessoa do singular no presente do indicativo(ele constitu...?). www.pontodosconcursos.com.br 5
  6. 6. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIA explicação é que os verbos terminados em “ir” (partir, ferir, decidir)recebem na desinência a letra “e” – PARTIR: ele parte / eles partem -FERIR: ele fere / eles ferem - DECIDIR: ele decide / eles decidem.Fica fácil, então, usar o mesmo critério com os verbos terminados emhiato, como é o caso de ‘CONSTITUIR’(–uir). No entanto, nessesverbos, a conjugação da 3ª pessoa do singular (ele/ela/você) terminacom a letra “i” – CONSTITUIR: constitui – CONCLUIR: conclui -OBSTRUIR: ele obstrui – POSSUIR: ele possui.Mas, CUIDADO!!! Essa variação só ocorre na 3ª pessoa do singular. Na3ª pessoa do plural, retoma-se a desinência “EM” (com “E”):CONCLUIR: eles concluem - OBSTRUIR: eles obstruem – POSSUIR:eles possuem.- preservando – o verbo “preservar” é escrito com “s”, e não com“z”, como apresentado.(D) Os dois vocábulos incorretos são inépcia (que significa “faltaabsoluta de aptidão”) e falacioso(que deriva de falácia, com “c”).Aproveitamos a menção à palavra “inépcia” para tratar de consoantesmudas. Devemos ter cuidado com algumas palavras especiais:AFICIONADO (tem apenas um “c” – formalmente, não existe“aficcionado”), ABRUPTO , OPTAR (cuidado na conjugação do verbo,em que a letra “p” é muda – eu opto, tu optas...). Outras (e suasderivadas) facultam a colocação da letra muda – CONTA(C)TO,INFE(C)ÇÃO, CORRU(P)ÇÃO, A(C)CESSÍVEL (com o “c” dobrado,pronuncia-se <cs>), como o “x” de táxi). Não acredita? Consulte oAurélio.Outra palavra perigosa é “CARÁTER”. O plural correspondente buscaem sua origem latina a grafia CARACTERES (“Aquele rapaz é um maucaráter. Aqueles rapazes são uns maus caracteres”).3 – (PROCURADOR TCE AM /Fevereiro 2006) Está clara e correta aredação da seguinte frase:(A)) Não basta, para o economista ético, fazer uma boa análise doprocesso produtivo em si mesmo; interessa-lhe, sobretudo, contribuirobjetivamente para o fortalecimento do sentido social desse projeto.(B) Ao avalisar, legitimar e referendar a produção da civilização atual,com a qual não é capaz de discordar, o economista técnico contribueapenas no sentido de confirmar o que se consolida economicamente.(C) Quanto aos três grandes desafios que se deve enfrentar, oeconomista ético deverá de compor algumas das contradições atuais, www.pontodosconcursos.com.br 6
  7. 7. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIentre elas garantir a manutenção do emprego ao par do avançotecnológico.(D) Segundo a tese de que toda época histórica ressalta seussacerdotes superiores, infere o autor de que o nosso tempo secaracteriza pelo previlegiamento da condição dos economistas.(E) O economista técnico supõe que toda a economia é regida graçasàs leis de demanda e oferta, motivo porque ele se aplica tão somenteem referendar o sistema globalizado vijente em nossos dias.Gabarito: AComentário.(B) Já falamos que uma palavra normalmente conserva a grafia dapalavra primitiva. Se esta já apresentava a letra “s” em sua grafia, apalavra derivada irá manter essa letra. Assim, “paralisar” se escrevecom “s” por causa de “paralisia”. Se não havia a letra “s” na primitiva,a palavra derivada irá receber um “z”. Por isso que “imunizar”, quederiva de imune, se escreve com “z”.A partir desse conceito, diga-me: “avalisar” (assim está na questão)deriva de qual palavra? Resposta: “aval”. E “aval” possui a letra “s”?Resposta negativa. Então, qual a letra que devemos colocar? A letra“z”, grafando “avalizar”, assim como em computadorizado(computador), comercializar (que deriva de “comercial”), e paizinho(diminutivo de “pai”).Enquanto isso, analisar (análise), atrasar (atraso) e paralisar(paralisia) são escritas com “s”.O outro erro de grafia desse item está na conjugação do verbo“contribuir”. Como já mencionamos na correção do item “c” daquestão anterior, os verbos terminados em –uir recebem na 3ª pessoado singular a desinência “i” – contribui. Mais sobre isso será abordadona aula sobre verbos - conjugação verbal.Finalmente, há um outro erro, desta vez de regência verbal – “alguémdiscorda DE alguma coisa”. Então, correta seria a construção “da qual(e não ‘com a qual’) não é capaz de discordar”. Esse assunto seráexplorado na aula sobre Regência.(C) O erro é de construção verbal – a locução verbal “deverá compor”não necessita da preposição “de”. A construção “ao par de” éequivalente a “a par de”, porém menos usual que esta, cujo significadoé “ao lado de”. www.pontodosconcursos.com.br 7
  8. 8. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D) Não há registro formal da palavra “previlegiamento”, ou seja, nosdicionários e no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa(http://www.academia.org.br/vocabulario/frame11.htm) não existeessa palavra. Mesmo que assim o fosse, sua grafia deveria seguir opadrão da palavra originária – privilégio, com “i” na primeira sílaba.(E) “Vigente” significa “o que vige” (não confunda com “vixe”, muitocomum na Bahia, inclusive, ressurgido em um sucesso no carnaval deSalvador: “Vixe, mainha”. Imagino eu que essa expressão deve terorigem em “virgem maria”. Por favor, se algum especialista emetimologia de termos baianos estiver entre nós, corrija-me se euestiver errada!).De volta ao estudo, como “viger” (ter ou estar em vigor, vigorar) égrafado com “g”, a forma nominal correspondente deve conservar amesma letra - vigente. É um verbo defectivo, já que não se conjugana primeira pessoa do singular do presente do indicativo. Vamosestudar mais verbos defectivos na aula sobre verbos. Aguarde.Outro problema encontrado nessa opção está em “tão somente”. Oadvérbio (forma reforçada de “somente”) deve ter seus elementosligados por hífen: tão-somente, assim como acontece com ocorrespondente “tão-só” (também com hífen). Esse é um dos tópicosde ortografia. Uma das funções desse sinal diacrítico é ligar elementosque formam palavras compostas. Por isso, há diferença entre “dia adia” (locução adverbial que significa “diariamente”) e “dia-a-dia”(locução substantiva equivalente a cotidiano). Atualmente, algumaspalavras já se encontram “dispensadas”, na língua coloquial, do sinal.Um bom exemplo é “ponto de vista”, que originariamente, no sentidode “opinião”, era grafado com hífen (“ponto-de-vista”).Assim, em questões de prova, todo cuidado é pouco.Finalmente, para encerrarmos essa (longa) questão, o último deslizefoi apresentado na grafia de “porque”. Assunto igualmente longo este.Em vários livros voltados para concursos públicos há listas e maislistas sobre o “porque” e suas formas (separado com acento,separado sem acento, junto com acento, junto sem acento).Primeiro devemos entender o motivo da acentuação do vocábulo.Quando o pronome ou a conjunção está no início ou no meio doperíodo, normalmente a palavra é átona, chegando, por regionalismo,a ser pronunciada como “porqui”. Todavia, no fim do período, recebeênfase e passa a ser forte, tônica. É por isso que, nessa posição,recebe o acento circunflexo (por quê). Também é acentuado osubstantivo porquê, que, na mudança de classe gramatical, passou ater uma tonicidade que na forma de pronome ou conjunção não tinha. www.pontodosconcursos.com.br 8
  9. 9. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIEm resumo: recebe acento circunflexo o vocábulo tônico, querpronome interrogativo no fim da frase (“Eu preciso saber por quê.”),quer substantivo (“Ele não sabe o porquê da demissão.”).Se for: - conjunção (explicativa ou causal), é junto – porque. - pronome relativo acompanhado de preposição (“Há muitas razões por que tanta gente presta concurso público.”) é separado e pode ser substituído por “pelo qual” e flexões – por que. - preposição + pronome interrogativo (em pergunta direta ou indireta), ele é separado – por que (“Não sei por que você não veio.” / “Por que você não veio?” / “Você não veio por quê?” – recebeu acento por ser tônico), com a idéia de “por qual motivo / por qual razão”. Usa-se essa forma também como complemento de expressões como eis, daí e em outras em que esteja implícita a palavra “motivo” – “Eis por que (motivo) eu não irei à festa.” / “Estive doente, daí por que (motivo) não fui à festa.” / “Não há por que (motivo) você se aborrecer comigo.”.4 - (Analista TRT 8ª.Região / Dezembro 2004) Está correta a grafia detodas as palavras na frase:(A) Nem situações vexatórias, nem repreensões, nem as maisdiferentes sanções têm evitado que os fumantes dêem vazão ao seuvício.(B) A admissão de que há o direito do fumante não exclui, propõe oautor, direitos outros, sem a excessão dos direitos de quem não fuma.(C) Se é certo que há intranzigência por parte de muitosantitabagistas, também é certo que muitos fumantes não recuam emsuas obcessões.(D) A vemência dos que se insurgem contra o cigarro é às vezes tãointensa que os torna mais incômodos, onde estejam, que os própriostabagistas.(E) Tempos atraz, o ato de fumar não estigmatisava: emprestava aosujeito uma aura de elegante compenetração, de nobre austeridade.Gabarito: AComentário. www.pontodosconcursos.com.br 9
  10. 10. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIEstão perfeitamente grafadas todas as palavras dessa opção:- “vexatória” é da mesma família de “vexame”, “vexar”, as formasvariantes “avexar” e “avexado” (muito comuns no Nordeste eigualmente corretas), tudo com “x”;- a conjugação da terceira pessoa do plural no presente do indicativodos verbos LER, VER, CRER e DAR faz dobrar a letra “e”- lêem, vêem,crêem e dêem, exatamente como registrado na questão. Mais adiante,voltaremos a tratar disso.As incorreções observadas nas demais opções são:(B) exceção – já mencionamos a grafia dessa palavra, que se liga aoverbo excetuar (e não exceder, como bem observamos na questão 1).(C) intransigência – uma das acepções do verbo “transigir” é “chegara um acordo”. Logo, alguém instransigente normalmente não é dadoao dialógo, e intransigência é o substantivo que equivale aintolerância. Perceba que todos esses vocábulos são escritos com “s”.Além disso, obsessão (perseguição) é o ato de obsediar ouobsedar, praticado por quem é obsessivo (todos com “s” após o“b” mudo). Não se deve confundir com obcecação, ato de obcecar(cegar, deslumbrar, induzir a erro), qualidade de quem é obcecado(todos com “c” após o “b” mudo). Uma boa forma de memorizar agrafia de certos vocábulos é estabelecendo uma comparação delescom outros, como fizemos aqui (obsessão x obcecação). Podemosfazer isso entre suscitar e sucinto. Veja que o primeiro apresenta odígrafo “sc”, enquanto que o segundo é escrito somente com “c”. Umaforma de “guardar” – “sucinto” significa “breve”. Assim, para serbreve, economizou-se nas letras e, por isso, colocamos apenas uma (o“c”). Seu correspondente é “suscitar”, que se escreve com duas letras(“sc”). E aí, gostou? Bem, é uma tentativa de memorização, já quemuitas vezes, não há justificativa que convença o porquê do uso deuma letra e não de outra.(D) veemência significa intensidade, eloqüência e deve ser escritocom duas letras “e”.(E) atrás e estigmatizava (acredito que essa foi a mais fácil de todasas opções). Em relação ao segundo vocábulo, lembramos que osubstantivo correspondente é estigma (marca, sinal) e, assim, overbo a ele correspondente, por não apresentar a letra “s”, recebe aletra “z”: estigmatizar. Sobre isso, já falamos no comentário à opção(B) da questão 3, quando abordamos a palavra “avalizar”. Agora, napróxima questão, observe como esse assunto se repete nas provas daFCC. www.pontodosconcursos.com.br 10
  11. 11. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI5 - (Técnico TRT 3ª.Região/Janeiro 2005). Há palavras escritas demodo INCORRETO na frase:(A) Para garantir a segurança dos trabalhadores e dos usuários, osresponsáveis tomaram a decisão de paralizar, por algumas horas, ostrabalhos na uzina.(B) A intensa afluência de pessoas em áreas que possam produzirriqueza imediata pode gerar conflitos e degradação do meio ambiente.(C) Boas intenções, que norteiam programas assistenciais, nemsempre são garantia de sucesso dos empreendimentos desenvolvidos.(D) A exploração dos recursos naturais de uma determinada região e anecessária preservação do meio ambiente mobilizam defensores, tantode uma quanto de outra.(E) Embora estejam muito próximos de imensas riquezas, osgarimpeiros dificilmente têm acesso a bens de consumo, pois vivemem extrema pobreza.Gabarito: AComentário.Quando afirmamos que fazer provas anteriores é essencial àpreparação do candidato, não estamos brincando. Veja que nestaquestão os dois erros já foram mencionados nessa aula – USINA ePARALISAR. O primeiro vocábulo foi objeto da prova de Técnico doTRE AMAPÁ (questão 1) e o segundo segue a explicação apresentadanos comentários às questões 3, item (B) - “avalizar” – e 4, item (E) –“estigmatizar”.6 – (Procurador BACEN/ Janeiro 2006) Considerando-se as afirmativasabaixo, a respeito de aspectos lingüísticos constantes do texto, julgueos itens abaixo:(I) incipiente tem o mesmo significado da palavra análogainsipiente.(II) ganhos mais vultosos – o adjetivo grifado admite a forma variantevultuosos.Itens INCORRETOS.Comentário. www.pontodosconcursos.com.br 11
  12. 12. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKINessa questão, a banca exigiu o conhecimento sobre parônimos.Incipiente significa o que está no começo (incipiente, com “c” decomeço), enquanto que insipiente quer dizer “não sapiente”, ou seja,o que não sabe, ignorante; sua grafia tem origem em “sapiência”(sabedoria), por isso “insipiente” mantém a letra “s”.Vultoso se refere a algo de grande vulto (reveja o que falamos sobreo sufixo “-oso” em uma das questões anteriores), ao passo quevultuoso, segundo o Aurélio, se refere ao aspecto da face quandoestá vermelha e tumefacta e com os olhos salientes (Nossa, deve serhorrível alguém/algo vultuoso!!!).Há muitos outros parônimos, e o que não falta no mercado é materialque apresente listas e mais listas com essas palavrinhas perigosas.Contudo, como o nosso estudo deve ser o mais objetivo possível, nãoiremos reproduzi-las aqui. Se o candidato julgar conveniente, busqueestudar a grafia e o significado dos parônimos mais “famosos”(iminente/eminente – discriminar/descriminar – infringir/infligir,dentre tantos).7 - (Técnico TRT 8ª. Região / Dezembro 2004) Há palavras escritas demaneira INCORRETA na frase:(A) Recursos científicos e tecnológicos devem oferecer possibilidade deinserção social à população carente e desassistida das grandescidades.(B) Um regime de crescente colaboração entre governo, instituiçõesprivadas e sociedade garantirá o hesito de diversos programasdirecionados a adolecentes mais pobres.(C) Ao atribuir excessivo valor ao consumo de bens supérfluos, asociedade passa a exigir que as pessoas aparentem poder econômico,mesmo falso.(D) Em várias regiões, o inchaço urbano, resultante do intenso êxodorural, é responsável pelo crescimento desmedido do número defavelados.(E) Extensas áreas, em todo o mundo, encontram-se ocupadas porpopulações que vivem em situação de miséria, destituídas dos direitosbásicos da cidadania.Gabarito: BComentário www.pontodosconcursos.com.br 12
  13. 13. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIMuitas vezes, a banca tenta confundir o candidato, usando, em umapalavra, a grafia que leve à lembrança de outra, totalmenteinadequada à construção. Foi o que aconteceu aqui. Existe o verbo“hesitar”, cuja forma do presente do indicativo da 1ª. pessoa dosingular é “(eu) hesito”. Contudo, na passagem do item “b”, o quedeveria estar escrito é o substantivo “êxito” (sucesso). Talvez para“ajudar”, errou também na grafia de adolescentes (com o dígrafo“sc”).Não podemos encerrar o nosso assunto sem falar sobre acentuaçãográfica, um ponto muito importante que pode ser explorado emquestões de ortografia.De uma maneira geral, a regra é ACENTUAR O MÍNIMO DEPALAVRAS. Então, acentua-se o que há em menor número. Sebuscarmos nos dicionários, bem menor é a quantidade deproparoxítonas. A maior parte das palavras da língua portuguesa écomposta de paroxítonas e oxítonas (neste último caso, por exemplo,classificam-se todos os verbos no infinitivo impessoal – fazer, comer,estabelecer, etc.). Por isso, uma das regras de acentuação é: T O D A SA S P R O P A R O X Í T O N A S S Ã O A C E N T U A D A S (como sãopoucas, põe acento em todas elas).Por sua vez, é pequeno o número de oxítonas que terminam em A / E/ O / EM, e seus respectivos plurais. Por isso, essas serão acentuadas.De acordo com essa regra, as oxítonas terminadas por R ficaram defora e, com isso, todos os verbos no infinitivo impessoal.Veja, agora, o quadro resumidor sobre acentuação gráfica,ACENTUAÇÃO GRÁFICA – são acentuados os: MONOSSÍLABOS TÔNICOS TERMINADOS EM A(S), E(S), O(S) - cá, pé, pó, rés, mós, cós, nó, pôr (verbo), jus, bis, si, mim, sol, cor; OXÍTONOS TERMINADOS EM A(S), E(S), O(S), EM(NS) – café, caqui (fruta), também, vender, reféns, dominó, ardil, português, sermão, juiz, país, raiz, colher, ruim (a sílaba tônica é “im”), parabéns, sabiá; PAROXÍTONOS NÃO TERMINADOS EM A(S), E(S), O(S), EM(NS) - hífen (termina em EN), hifens (sem acento), biquíni, item, domino (verbo), fênix, bíceps, fácil, coco (fruta), álbum, difícil, fácil, cáqui (cor), sabia (verbo), táxi; www.pontodosconcursos.com.br 13
  14. 14. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI PAROXÍTONOS TERMINADOS EM DITONGO CRESCENTE (*), EM –ÃO, EM –ÔO - glória, indivíduos, sábia, concordância, acórdão, abençôo; TODAS AS PROPAROXÍTONAS - fósforo, matemática, hífenes (*) Segundo o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (V.O.L.P.), que tem força de lei no Brasil, a acentuação dos ditongos abertos é classificada na regra dos proparoxítonos (sé-ri-e / vi-tó-ri-a) e os monossílabos são classificados na mesma regra dos oxítonos.ENCONTROS VOCÁLICOS: OS DITONGOS ABERTOS –ÉI-, -ÉU-, -ÓI- : herói, apóiam, idéias, mausoléu NUM HIATO, RECEBEM ACENTO I OU U, COMO 2ª VOGAL DO HIATO, SOZINHO (DESDE QUE NÃO SEGUIDO DE NH) OU ACOMPANHADO DE S. COM QUALQUER OUTRA LETRA OU SOZINHO E SEGUIDO DE NH, NÃO RECEBE O ACENTO AGUDO. Ex: Piauí, juízes, raízes, rainha, campainha, juiz, Luís, ruim, Itaú (apesar de terminar com U – regra das oxítonas – é acentuada por tratar-se de U como segunda vogal do hiato, sozinho na sílaba – I-ta-ú) CUIDADO! A pronúncia de palavras como GRATUITO, FORTUITO FLUIDO (substantivo) assemelham-se à de MUITO. Nessas palavras não existe acento agudo na letra “i” (ao contrário do que acontece no particípio do verbo fluir - FLU-Í-DO), de modo que, naqueles casos, existe um ditongo, e não um hiato. -ÊEM DOS VERBOS LER, VER, CRER, DAR e derivados - O Vocabulário Ortográfico determina que se conserva, por clareza gráfica, o acento circunflexo no plural desses verbos: crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem, desdêem, relêem, revêem, etc.ACENTOS DIFERENCIAIS – A partir da mudança ortográfica, em1971, conservaram-se somente os acentos diferenciais abaixoindicados: DE TIMBRE (vogal aberta ou fechada) – o único que restou foi: pode (pres.indicativo) – pôde (pret.perf.ind) DE INTENSIDADE ou TONICIDADE (vogal átona ou tônica). Os mais comuns são: pôr (verbo) – por (preposição) pára (verbo) – para (preposição) pêlo (substantivo) – pelo (contração de por + o) www.pontodosconcursos.com.br 14
  15. 15. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIO acento circunflexo do verbo pôr é usado para diferenciá-lo dapreposição átona por (um dos casos de acento diferencial detonicidade). Por isso, não há acento nos verbos derivados do “pôr”,como propor, dispor, contrapor, indispor, repor, cuja (falta de)acentuação gráfica se justifica pela norma das oxítonas.Alguns gramáticos classificam o acento circunflexo dos verbos ter evir (e derivados) na 3ª pessoa do plural (têm, vêm, contêm,entretêm, detêm, retêm etc.) como ACENTO DIFERENCIAL DENÚMERO ou MORFOLÓGICO.As formas verbais singulares tem e vem são monossílabos tônicos e,por isso, dispensariam a acentuação (a regra é acentuar somente osmonossílabos tônicos terminados em A / E / O).A conjugação na 3ª pessoa do singular dos verbos derivados recebeacentuação (detém, contém, entretém etc.) em atendimento à regrados oxítonos terminados por “EM”.Esses gramáticos consideram, então, que o acento circunflexo (têm,vêm, detêm, contêm, entretêm) serve tão-somente para indicar que overbo está no plural.Dessa forma, a regra de acentuação, segundo eles, é:têm (acento diferencial de número)vêm (acento diferencial de número)detém (oxítona terminada em EM)detêm (acento diferencial de número c/c oxítona terminada em EM).Apresentados esses conceitos, vamos às questões de prova.8 - (Técnico TRT 3ª. Região / Janeiro 2005) As palavras do texto querecebem acento gráfico pela mesma razão que o justifica nas palavrasofício e idéias, respectivamente, são(A) único e história.(B) salários e Níger.(C) inteligências e notável.(D) período e memória.(E) agência e heróicas. www.pontodosconcursos.com.br 15
  16. 16. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIGabarito: EComentário.Sem entrar na polêmica de classificar “ofício” como paroxítonaterminada em ditongo crescente ou proparoxítona (segundo oP.V.O.L.P.), essa palavra segue a mesma regra de acentuação que“história” (A), “salários” (B), “inteligências” (C), “memória” (D) e“agência” (E).Já “idéias” é acentuado por se tratar de um ditongo aberto (éu/ éi /ói), o mesmo ocorrendo em “heróicas”. Por isso, a resposta é a letraE.As demais palavras são acentuadas de acordo com as seguintesregras:- “único” e “período” – proparoxítonas;- “Níger” e “notável” – paroxítonas não terminadas em a(s), e(s),o(s) e em(ens).9 – (Analista TRT 23ª.Região / Outubro 2004) A mesma regra quejustifica a acentuação no vocábulo início aplica-se em(A) técnica.(B) idéia.(C) possível.(D) jurídica.(E) vários.Gabarito: EComentário.Desta vez, a banca deixou claro que segue a mesma linha declassificação da maioria dos gramáticos - apresentou “início” e a elaassociou “vários”. Se classificasse esses vocábulos na regra daspalavras proparoxítonas (seguindo a posição do P.V.O.L.P.), a questãoseria anulada, pois haveria três respostas igualmente válidas – alémde “vários”, também “técnica” e “jurídica”, que, indubitavelmente, sãoproparoxítonas.Então, ATENÇÃO!!! A partir dessa questão, podemos identificar oposicionamento da banca da FCC para esta polêmica – “início” e“vários” são paroxítonas terminadas em ditongo crescente. www.pontodosconcursos.com.br 16
  17. 17. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIAs demais palavras são acentuadas de acordo com as seguintesregras:(A) “técnica” – proparoxítona(B) “idéia” – ditongo aberto (éi)(C) “possível” – paroxítona não terminada em a(s), e(s), o(s) eem(ens)(D) “jurídica” - proparoxítona10 - (Técnico TRT 3ª. Região / Janeiro 2005) Palavras do texto querecebem acento gráfico pela mesma razão que o justifica na palavrajacarés estão reproduzidas em:(A) negócios e únicos.(B) município e amazônica.(C) mantém e tamanduás.(D) tucunarés e santuários.(E) ecológicos e tuiuiús.Gabarito: CComentário.Assim como “jacarés”, os vocábulos “mantém”, “tamanduás” e“tucunarés” são oxítonas terminadas em a(s), e(s), o(s) ou em(ens).Como a opção (C) abarca duas dessas palavras, é a resposta correta.As demais são acentuadas pelos seguintes critérios:- “negócios”, “município” e “santuários” – paroxítonas terminadas emditongo crescente;- “únicos”, “amazônica” e “ecológicos” – proparoxítonas;- “tuiuiús” – “u” como segunda vogal de um hiato, acompanhado de“s”.11 – (Técnico TRT 8ª. Região / Dezembro 2004) As palavras do textoque recebem acento pela mesma razão que o justifica emfuncionários e excluída são, respectivamente,(A) décadas e possível.(B) revolucionária e benefícios. www.pontodosconcursos.com.br 17
  18. 18. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(C) países e fenômeno.(D) mínimas e públicos.(E) previdência e saúde.Gabarito: EComentário.“Funcionários” é uma paroxítona terminada em ditongo crescente,assim como “revolucionária”, “benefícios” e “previdência”. Já“excluída” apresenta a letra “i” como segunda vogal de um hiato,sozinha na sílaba, da mesma forma que ocorre em “países” e “saúde”.A opção que apresenta vocábulos cuja acentuação segue o paradigmaapresentado no enunciado é a de letra E.As demais palavras seguem as seguintes regras de acentuação:- “décadas”, “fenômeno”, “mínimas” e “públicos” são proparoxítonas;- “possível” é uma paroxítona não terminada em a(s), e(s), o(s) ouem(ens).Como buscamos abordar principalmente as provas mais recentes daFCC, não encontramos muitas questões sobre ortografia (somentealgumas, poucas delas bem feitas, como vimos).Contudo, esse tópico está no programa e há grandes chances de surgirna prova. Por isso devemos estudar com afinco.Fiquem tranqüilos, pois, em outros assuntos (como verbos,concordância e regência), teremos um número bem maior dequestões.Até a próxima.LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS1 - (Técnico TRE AP/Janeiro 2006) Está correta a grafia de todas aspalavras da frase:(A)) Só os inescrupulosos continuam a gastar água sem analisar asconseqüências.(B) O consumo excecivo de energia pode, um dia, vir a se tornar umacontravensão.(C) Os que menospresavam o valor da água passaram a reconhecersua escassês. www.pontodosconcursos.com.br 18
  19. 19. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D) Das turbinas de uma uzina a uma lâmpada acesa, o caminho élongo e sinuozo.(E) Se a falta de energia fosse algo imprevizível, desculparíamos ocoxilo dos responsáveis.2 – (Analista Judiciário TRT 13ª Região / Dezembro 2005) Estãocorretos o emprego e a grafia de todas as palavras na frase:(A) Há discussões que chegam a um tal estado de paradoxismo quefica improvável alguma solução que se adeque à expectativa doscontendores.(B) Os candidatos, em suas altercalções num debate, costumamdissiminar mais injúrias um contra o outro do que esclarecimentos aoeleitorado.(C) A democracia, por vezes, constitue uma espécie de campo deprovas que poucos candidatos estão habilitados a cruzar prezervandosua dignidade.(D) Se os eleitores fossem mais atentos à inépsia dos candidatos, nãose deixariam envolver por tudo o que há de falascioso nos discursos decampanha.(E)) Crêem muitos que há obsolescência na democracia, conquantoninguém se arvore em profeta de algum outro regime que pudesse sermais bem sucedido.3 – (PROCURADOR TCE AM /Fevereiro 2006) Está clara e correta aredação da seguinte frase:(A)) Não basta, para o economista ético, fazer uma boa análise doprocesso produtivo em si mesmo; interessa-lhe, sobretudo, contribuirobjetivamente para o fortalecimento do sentido social desse projeto.(B) Ao avalisar, legitimar e referendar a produção da civilização atual,com a qual não é capaz de discordar, o economista técnico contribueapenas no sentido de confirmar o que se consolida economicamente.(C) Quanto aos três grandes desafios que se deve enfrentar, oeconomista ético deverá de compor algumas das contradições atuais,entre elas garantir a manutenção do emprego ao par do avançotecnológico.(D) Segundo a tese de que toda época histórica ressalta seussacerdotes superiores, infere o autor de que o nosso tempo secaracteriza pelo previlegiamento da condição dos economistas. www.pontodosconcursos.com.br 19
  20. 20. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(E) O economista técnico supõe que toda a economia é regida graçasàs leis de demanda e oferta, motivo porque ele se aplica tão somenteem referendar o sistema globalizado vijente em nossos dias.4 - (Analista TRT 8ª.Região / Dezembro 2004) Está correta a grafia detodas as palavras na frase:(A) Nem situações vexatórias, nem repreensões, nem as maisdiferentes sanções têm evitado que os fumantes dêem vazão ao seuvício.(B) A admissão de que há o direito do fumante não exclui, propõe oautor, direitos outros, sem a excessão dos direitos de quem não fuma.(C) Se é certo que há intranzigência por parte de muitosantitabagistas, também é certo que muitos fumantes não recuam emsuas obcessões.(D) A vemência dos que se insurgem contra o cigarro é às vezes tãointensa que os torna mais incômodos, onde estejam, que os própriostabagistas.(E) Tempos atraz, o ato de fumar não estigmatisava: emprestava aosujeito uma aura de elegante compenetração, de nobre austeridade.5 - (Técnico TRT 3ª.Região/Janeiro 2005). Há palavras escritas demodo INCORRETO na frase:(A) Para garantir a segurança dos trabalhadores e dos usuários, osresponsáveis tomaram a decisão de paralizar, por algumas horas, ostrabalhos na uzina.(B) A intensa afluência de pessoas em áreas que possam produzirriqueza imediata pode gerar conflitos e degradação do meio ambiente.(C) Boas intenções, que norteiam programas assistenciais, nemsempre são garantia de sucesso dos empreendimentos desenvolvidos.(D) A exploração dos recursos naturais de uma determinada região e anecessária preservação do meio ambiente mobilizam defensores, tantode uma quanto de outra.(E) Embora estejam muito próximos de imensas riquezas, osgarimpeiros dificilmente têm acesso a bens de consumo, pois vivemem extrema pobreza. www.pontodosconcursos.com.br 20
  21. 21. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI6 – (Procurador BACEN/ Janeiro 2006) Considerando-se as afirmativasabaixo, a respeito de aspectos lingüísticos constantes do texto, julgueos itens abaixo:(I) incipiente tem o mesmo significado da palavra análogainsipiente.(II) ganhos mais vultosos – o adjetivo grifado admite a forma variantevultuosos.7 - (Técnico TRT 8ª. Região / Dezembro 2004) Há palavras escritas demaneira INCORRETA na frase:(A) Recursos científicos e tecnológicos devem oferecer possibilidade deinserção social à população carente e desassistida das grandescidades.(B) Um regime de crescente colaboração entre governo, instituiçõesprivadas e sociedade garantirá o hesito de diversos programasdirecionados a adolecentes mais pobres.(C) Ao atribuir excessivo valor ao consumo de bens supérfluos, asociedade passa a exigir que as pessoas aparentem poder econômico,mesmo falso.(D) Em várias regiões, o inchaço urbano, resultante do intenso êxodorural, é responsável pelo crescimento desmedido do número defavelados.(E) Extensas áreas, em todo o mundo, encontram-se ocupadas porpopulações que vivem em situação de miséria, destituídas dos direitosbásicos da cidadania.8 - (Técnico TRT 3ª. Região / Janeiro 2005) As palavras do texto querecebem acento gráfico pela mesma razão que o justifica nas palavrasofício e idéias, respectivamente, são(A) único e história.(B) salários e Níger.(C) inteligências e notável.(D) período e memória.(E) agência e heróicas.9 – (Analista TRT 23ª.Região / Outubro 2004) A mesma regra quejustifica a acentuação no vocábulo início aplica-se em www.pontodosconcursos.com.br 21
  22. 22. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(A) técnica.(B) idéia.(C) possível.(D) jurídica.(E) vários.10 - (Técnico TRT 3ª. Região / Janeiro 2005) Palavras do texto querecebem acento gráfico pela mesma razão que o justifica na palavrajacarés estão reproduzidas em:(A) negócios e únicos.(B) município e amazônica.(C) mantém e tamanduás.(D) tucunarés e santuários.(E) ecológicos e tuiuiús.11 – (Técnico TRT 8ª. Região / Dezembro 2004) As palavras do textoque recebem acento pela mesma razão que o justifica emfuncionários e excluída são, respectivamente,(A) décadas e possível.(B) revolucionária e benefícios.(C) países e fenômeno.(D) mínimas e públicos.(E) previdência e saúde. www.pontodosconcursos.com.br 22
  23. 23. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI AULA 1 - VERBOSOlá, pessoalPreparem-se, pois a aula de hoje é importantíssima e longa.Estudaremos um dos assuntos mais relevantes no estudo da LínguaPortuguesa – VERBO. Quase tudo no estudo da gramática envolve verbo –concordância verbal, regência verbal, conjugação verbal (englobando,inclusive, questões de ortografia, como vimos na aula zero), colocaçãopronominal (a posição do pronome em relação ao verbo), análise sintáticaetc.Ele é um verdadeiro coração do conjunto oracional – à sua volta, funcionamos demais elementos.Abordaremos conjugação verbal (tempo, modo, formas nominais),correlação verbal (a relação entre os verbos que compõem o período) evozes verbais (basicamente, voz ativa e passiva, e a transposição de umapara outra). Nesses três pontos, conseguiremos alcançar praticamente 25%da prova.Lembro que na parte final do nosso estudo estão todas as questõescomentadas. Por isso, se você preferir, imprima as últimas páginas, faça osexercícios e, somente depois disso, veja os comentários.Bom estudo.MODOS E TEMPOS VERBAISPara começar, temos de relembrar alguns conceitos básicos.Conceito: VERBO é uma palavra variável (pode flexionar-se emnúmero, pessoa, modo, tempo e voz) que indica uma ação, estado oufenômeno.A classificação dos verbos nos modos verbais depende da relação que ofalante tem com aquilo que enuncia – se constata um fato (indicativo); seapresenta uma hipótese, uma suposição (subjuntivo); se faz um pedido(imperativo).Em outras palavras, depende do MODO com que enuncia a ação verbal. Sãotrês modos verbais: INDICATIVO - como sugere o nome, indica um fato real, quepode pertencer ao presente, ao passado ou ao futuro. SUBJUNTIVO - enuncia um fato hipotético, duvidoso, provávelou possível. www.pontodosconcursos.com.br 1
  24. 24. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI IMPERATIVO - expressa idéias de ordem, pedido, desejo,convite.Enquanto que o modo INDICATIVO situa o fato no plano da realidade, dacerteza, o SUBJUNTIVO coloca o fato no plano do que é provável,hipotético, possível, sem a certeza apresentada pelo modo indicativo. Omodo SUBJUNTIVO também é bastante usado com determinadas conjunções(embora, caso, conquanto etc.)Perceba a diferença entre as duas orações abaixo.Ele procura um remédio que acaba com a dor de cabeça.Ele procura um remédio que acabe com a dor de cabeça.Na primeira, o sujeito já sabe qual é o medicamento que produz resultado.Vai à farmácia e pede ao balconista, porque sabe o resultado que obterá. Ofato situa-se no plano da CERTEZA – modo INDICATIVO - acaba.Na segunda, o sujeito não tem certeza de qual medicamento poderia surtirefeito. Vai ao balcão da farmácia, pede ao farmacêutico uma indicação, masnão tem certeza se irá obter a cura. Por isso, está no plano da possibilidade– modo SUBJUNTIVO - acabe.Os TEMPOS VERBAIS têm a função de indicar o momento em que sãoenunciados os fatos.No modo INDICATIVO: PRESENTE – fato ocorre no momento em que se fala (Ouço ruídos na cozinha.); ou fato que é comum de ocorrer (Eu morro de inveja dele. / Chove todos os dias em Belém.); ou apresenta um princípio, um conceito ou um dado (Todos os anos, muitas crianças morrem de desnutrição no Brasil.) PRETÉRITO PERFEITO – fato ocorrido e perfeitamente concluído antes do momento em que se fala (Todos souberam do assassinato de Celso Daniel.) PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO – denota continuidade do ato, com início no passado (Eu tenho cometido muitos erros na escolha dos meus namorados.) PRETÉRITO IMPERFEITO – fato realizado e não concluído (Ele buscava a perfeição antes de morrer.) ou que apresenta uma certa duração (Ele andava pela rua quando foi abordado pelos ladrões.) PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO – fato realizado antes de outro fato também no passado (Antes de sua morte, ele pedira o perdão aos filhos.) www.pontodosconcursos.com.br 2
  25. 25. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO – forma mais comum de expressar o fato realizado antes de outro fato também no passado (Antes de sua morte, ele tinha pedido perdão aos filhos.) FUTURO DO PRESENTE – fato posterior certo de ocorrer no futuro (Doarei todo o material de estudo após a minha aprovação.) FUTURO DO PRESENTE COMPOSTO – denota futura ocorrência de um fato que se iniciou no presente (Até o próximo ano, terei acumulado quase um milhão de reais em dívidas.) FUTURO DO PRETÉRITO – esse é um tempo bastante especial, pois apresenta diversas circunstâncias - 1) fato posterior a um fato passado (Você me garantiu [FATO PASSADO] que o nosso amor não morreria [FATO FUTURO EM RELAÇÃO AO FATO PASSADO].); ou 2) fato não chegou a se realizar (Eu iria à sua casa, mas tive um problema.); 3) também pode denotar incerteza (“Acharam um corpo que seria do chefe do tráfico.”), hipótese relacionada a uma condição (“Se você tivesse comprado o carro [CONDIÇÃO], não teria perdido o dinheiro no jogo [HIPÓTESE].”) ou polidez (“Você poderia me passar o sal?”). FUTURO DO PRETÉRITO COMPOSTO – o mesmo que o Futuro do Pretérito com relação aos dois primeiros aspectos (Ele poderia ter comprado uma casa maior se não tivesse jogado tanto dinheiro fora.).Vamos, agora, analisar como a Fundação Carlos Chagas aborda esse pontodo programa.1 - (TRT 8ª Região – Técnico Judiciário / Dezembro 2004) “ ... para tudo que se refira ao mundo físico ...”O verbo aparece nos mesmos tempo e modo em que se encontra a formagrifada acima na frase:(A) ... e prossegue, aceleradamente, com o extraordinário desenvolvimentotecnológico ...(B) ... que já nos vem do precedente...(C)) ... que confiram sentido a sua vida.(D) ... para que o objetivo de consumo se fosse convertendo...(E) ... se tornou a motivação central do homem... www.pontodosconcursos.com.br 3
  26. 26. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIGabarito: CComentário.A forma “refira” é a conjugação do verbo “referir-se” no presente dosubjuntivo, a mesma conjugação do verbo “conferir” em “confiram”.A conjugação da 1ª pessoa do singular (eu) do presente do indicativo dáorigem a toda a conjugação do presente do subjuntivo, do imperativonegativo e de algumas formas do imperativo afirmativo (estudaremosconjugação do imperativo mais adiante), apresentando alteração apenas nadesinência (parte final do verbo, que indica a flexão verbal em número,pessoa, tempo e/ou modo).Exemplo:(Pres.Indicativo) Eu confiro(Pres.Subjuntivo) (que) eu confira / (que) tu confiras / (que) ele confira/(que) nós confiramos / (que) vós confirais / (que) eles confiram(Imperativo Negativo) - / não confiras / não confira / não confiramos /não confirais / não confiramVamos verificar o tempo e modo das demais formas: (A) prossegue – presente do indicativo (B) vem – presente do indicativo (D) fosse convertendo – pretérito imperfeito do subjuntivo + gerúndio (E) tornou – pretérito perfeito do indicativo2 - (TRT 3ª Região – Técnico Judiciário / Janeiro 2005) ... que parecia suave anjo de voz tranqüila.O verbo de mesmo tempo e modo em que se encontra o verbo grifado acimaestá na frase:(A)) ... em que se amarrava cachorro com lingüiça ...(B) Só num único e mesmo jornal permaneci mais de vinte anos.(C) Algumas figuras se tornaram sombras ...(D) ... morreu nas masmorras do Chile ...(E) ... que largou o jornalismo ... www.pontodosconcursos.com.br 4
  27. 27. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIGabarito: AComentário.A forma “parecia” está conjugada no pretérito imperfeito do indicativo, damesma forma que “amarrava”.Todas as demais formas estão conjugadas no pretérito perfeito doindicativo (permaneci, tornaram, morreu e largou).3 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004) ... e vive angustiada num emprego...O verbo está no mesmo tempo e modo daquele grifado acima na frase:(A) No início do século passado acreditava-se que...(B) Ocorreu exatamente o contrário.(C) ... e acrescentaram doses extras de “stress” à vida de todos nós.(D)) ... que ocupam as funções mais banais.(E) Como se não bastasse...Gabarito: DComentário.A forma “vive” é a conjugação do verbo “viver” no presente do indicativo,assim como “ocupam”.As demais formas estão nos seguintes tempos e modos: (A) acreditava – pretérito imperfeito do indicativo (B) ocorreu – pretérito perfeito do indicativo (C) acrescentaram – pretérito perfeito do indicativo (E) bastasse – pretérito imperfeito do subjuntivo4 - (TRT 23ª Região – Técnico Judiciário / Outubro 2004) Há quem diga que isso não é urbano...O verbo empregado no mesmo tempo e modo que os do verbo grifado acimaestá na frase:(A) ... que eu criei em 1985...(B) ... em que a ocupação da Amazônia foi uma prioridade.(C) ... a população ia para os núcleos urbanos. www.pontodosconcursos.com.br 5
  28. 28. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D) Alguns colegas não gostam dessa abordagem...(E)) ... que nossa urbanização seja igual à da Europa...Gabarito: EComentário.A forma “diga” (do verbo “dizer”) está no presente do subjuntivo, bemcomo “seja” (do verbo “ser”).Lembre-se da regra de formação das conjugações: a 1ª p.s. pres.indicativodá origem à formação do presente do subjuntivo (pres.ind.: eu digo /presente subjuntivo: diga/ digas/ diga ...).As demais formas verbais estão no: (A) criei – pretérito perfeito do indicativo (B) foi – pretérito perfeito do indicativo (C) ia – pretérito imperfeito do indicativo (D) gostam – presente do indicativo5 - (TRT 8ª Região – Técnico Judiciário / Dezembro 2004)Embora, é claro, devamos resistir à tentação fácil de elevar e idealizar osfavelados, (...) também devemos, como propõe [o filósofo Alain] Badiou,enxergar as favelas...É correto afirmar que o emprego do verbo dever em modos diferentes nosegmento que inicia o último parágrafo do texto indica, respectivamente,(A)) possibilidade de ação e fato real.(B) explicação de um fato e dúvida concreta.(C) suavização de uma ordem e repetição de um fato.(D) fato anterior e hipótese futura.(E) situação real e conseqüência imediata.Gabarito: AComentário.Como vimos no início do nosso estudo, o modo subjuntivo indica fatos queestão no campo da hipótese, incerteza, possibilidade, probabilidade,enquanto que o modo indicativo retrata fatos reais, concretos. www.pontodosconcursos.com.br 6
  29. 29. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIComo a forma devamos está no presente do subjuntivo, indica um fatopossível (possibilidade), enquanto que devemos, do presente doindicativo, denota um fato real. Está correta a opção de letra (A).6 - (Assistente de Defesa Agropecuária MA / Março 2004) Ainda que parte da água possa ser reaproveitada...O emprego da forma verbal grifada indica, considerando-se o contexto,(A) fato concreto.(B))hipótese realizável.(C) ação habitual.(D) ordem imediata.(E) situação pretérita.Gabarito: BComentário.Mais uma vez, a banca explora o conceito de emprego do modo subjuntivo.A forma “possa” está no presente do subjuntivo que, como vimos, situa noplano da hipótese, possibilidade ou probabilidade os fatos que relata. Porisso, está correta a indicação de ser um caso de hipótese realizável.7 - (Assistente de Defesa Agropecuária MA / Março 2004)Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunasda frase apresentada.Os alimentos devem ser ...... em água limpa para que a população não ......a ter problemas de saúde.(A) cozinhados - venhe(B) cozinhados - vem(C) cozidos - venhe(D) cozidos - venha(E) cozidos - vêmGabarito: DComentário. www.pontodosconcursos.com.br 7
  30. 30. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIDenominam-se formas nominais as palavras, de origem verbal, quetambém podem ser empregadas nas funções próprias de adjetivos,substantivos ou advérbios. São elas: PARTICÍPIO, GERÚNDIO E INFINITIVO.PARTICÍPIO:Ele havia lavado o chão da casa antes do temporal. (verbo)O uniforme lavado ficou todo sujo após o vendaval. (adjetivo)GERÚNDIO:O presidente fica persistindo na argumentação de que nada sabia sobre ovalerioduto. (verbo)Persistindo os sintomas, o médico deverá ser consultado..(advérbio de condição = “Caso persistam os sintomas...”)INFINITIVO:Ele precisa pôr os nomes nos livros. (verbo)O pôr-do-sol é lindo nessa época do ano. (substantivo)Essas formas nominais (particípio, gerúndio e infinitivo) podem tambémfazer parte de uma locução verbal.Locução verbal é o conjunto semântico de dois ou mais verbos. Forma-secom um verbo principal e um ou mais verbos auxiliares. Às vezes, no meioda locução verbal pode aparecer uma preposição (de, a), como em “comeceia trabalhar”, “hei de vencer” ou “tenho de esquecer”.Enquanto o principal vem sob uma forma nominal (infinitivo, gerúndio ouparticípio), seu(s) auxiliar(es) pode(m) vir em uma forma finita (indicativo,subjuntivo, imperativo) ou também nominal. Nessa relação, o que seflexiona é o verbo auxiliar, mas do modo como o verbo principal iria variar.Em outras palavras, o verbo auxiliar faz tudo o que o verbo principal iriafazer se estivesse sozinho.Formam-se locuções verbais em: construções de voz passiva, principalmente com os verbosauxiliares SER e ESTAR; tempos compostos, com os verbos auxiliares TER e HAVER. construções com auxiliares modais, que determinam com maisrigor o modo como se realiza – ou deixa de se realizar - a ação verbal.Expressam circunstâncias de: início ou fim (comecei a estudar, acabei deacordar), continuidade (vai andando), obrigação (tive de entregar),possibilidade (posso escrever), dúvida (parece gostar), tentativa(procura entender) e outras tantas. www.pontodosconcursos.com.br 8
  31. 31. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIComo num escritório, onde quem manda é o chefe e quem trabalha é oempregado (ou você já viu algum chefe trabalhando???), na locução verbal,quem exerce a função de “chefe” é o verbo principal – ele fica “paradão”, sómandando, e o pobre do auxiliar se flexiona de acordo com as suas ordens.No particípio, a maior parte dos verbos só apresenta a forma regular(terminadas por “ado” / “ido”).Contudo, existem algumas exceções: alguns verbos apresentam mais deuma forma – a regular (“ado” / “ido”), usada com os verbos ter e haver(tempo composto) e a irregular, ligada aos verbos ser e estar (vozpassiva). Dentre eles, estão: ACEITAR – (ter/haver) aceitado; (ser/estar) aceito ELEGER – (ter/haver) elegido; (ser/estar) eleito ENTREGAR - (ter/haver) entregado; (ser/estar) entregue IMPRIMIR - (ter/haver) imprimido; (ser/estar) impresso SALVAR – (ter/haver) salvado; (ser/estar) salvo SUSPENDIDO – (ter/haver) suspendido; (ser/estar) suspenso Outras curiosidades: os verbos abrir, cobrir, dizer, escrever, fazer, pôr, ver, vir (e derivados) possuem apenas o particípio irregular (aberto, coberto, dito, escrito, feito, posto, visto e vindo – neste último, coincidem as formas de particípio e gerúndio); alguns verbos aceitam ambas as formas (regular e irregular) para qualquer dois verbos auxiliares: segundo a maioria dos gramáticos, são quatro: pagar, pegar, ganhar e gastar (para memorizá-las, imagine a seguinte situação: no dia do pagamento, você ganha o salário e, no supermercado, pega o produto, paga por ele e gasta o dinheiro – gostou do método mnemônico?); o particípio do verbo CHEGAR é um só – o regular CHEGADO. A forma “chego” é a conjugação de 1ª pessoa do singular do presente do indicativo (“Eu chego”). Não existe a forma de particípio irregular para esse verbo. Então: “Eu tinha chegado ao escritório bem cedo.”. De volta à questão, o verbo “cozer” muitas vezes se confunde com o correlativo “cozinhar”, mas cada um apresenta uma forma participial: cozinhado (usado basicamente em tempo composto: tinha/havia cozinhado) e cozido (geralmente construído na voz passiva: é/está cozido, mas também empregado em tempo composto: havia/tinha cozido). www.pontodosconcursos.com.br 9
  32. 32. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Na questão, o verbo “cozer” tem como auxiliar o verbo “ser”, figurando, portanto, em voz passiva. A forma correta será: cozidos. Em seguida, como o fato se situa no campo da hipótese, devemos usar o presente do subjuntivo – “para que a população não venha a ter problemas de saúde”. Está correta, pois, a opção (D).Atenção: A questão 8 baseia-se no texto apresentado abaixo.A economia vai devorar o planeta?Para a maioria dos ecologistas, o impacto das atividades humanas sobre anatureza é real. A salvação do planeta passaria necessariamente pelo fim docrescimento de economias e populações, além da adoção de uma economiaecológica − com a reforma dos sistemas de produção de alimentos,materiais e energia. Uma economia ambientalmente sustentável seriamovida por fontes renováveis de energia: eólica, solar e geotérmica. Aeletricidade eólica seria usada para produzir hidrogênio. As estruturas atuaisde gasodutos fariam o transporte do gás que moveria a frota de automóveis.Nesse sistema, a indústria da reciclagem e reutilização substituiria emgrande parte as atividades extrativistas.Para se alcançar esse estágio, os sistemas tributários mundiais precisariamser reformulados, de modo a oferecer subsídios à reciclagem e à geração deenergia limpa e renovável e taxar atividades insustentáveis, como o uso decombustível fóssil.No entanto, sem estacionar a população mundial, nenhuma mudança terárealmente efeito. Mais pessoas requerem mais comida, mais água, maisespaço, bens, serviços e energia. Ocorre que deter ou até mesmo reduzir ocrescimento da população mundial não é tão simples. O tamanho dasfamílias, em muitos países, está ligado à maneira como os casais encaram osexo e a virilidade.O tamanho e a complexidade dos sistemas mundiais tornam a adoção daecoeconomia uma tarefa gigantesca e muito distante de ser realizada. Oaumento da temperatura global, a superpopulação e a contaminação dosecossistemas mundiais estão por toda parte: somente podem-se corrigir osefeitos que eles criam, com medidas de alcance global. Pequenassubstituições e correções de rumo em alguns setores não constituem umasolução. Com 6 bilhões de pessoas no mundo, até metas mais óbvias, comodeter o nível de desflorestamento, parecem distantes.(Adaptado de Bruno Versolato, Superinteressante, maio de 2004, p. 69)8 - (TRT 22ª Região – Técnico Judiciário / Novembro 2004) www.pontodosconcursos.com.br 10
  33. 33. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIAs estruturas atuais de gasodutos fariam o transporte do gás que moveria afrota de automóveis.O emprego das formas verbais grifadas acima indica, no contexto,(A) incerteza da realização de um fato passado.(B) dúvida real de que um fato se concretize.(C) ação que se realiza habitualmente até o momento presente.(D) fato consumado, anterior a outro, também passado.(E) hipótese que depende de certa condição anterior.Gabarito: EComentário.No início do estudo, vimos que o futuro do pretérito do indicativo podedenotar incerteza, hipótese relacionada a uma condição ou polidez.Note que, na estrutura apresentada, o fato de o gás mover a frota deautomóveis depende da existência de gasodutos que viabilizem o transportedesse gás. Assim, a circunstância representada pelo tempo verbal é o dahipótese que depende de certa condição – a existência dos gasodutos (E).9 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004)... em questões nas quais a vinculação satisfaça objetivos políticos dosgovernantes.O emprego da forma verbal grifada acima introduz no contexto a mesmanoção do verbo empregado na frase:(A) Duas críticas lhe são feitas...(B) Os prazos já existem na lei...(C) ... que lhes permitem intervir no processo...(D)) ... segundo o ritmo que lhes convenha.(E) ... que se está dando um passo à frente.Gabarito: DComentário. www.pontodosconcursos.com.br 11
  34. 34. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIA forma “satisfaça” está no presente do subjuntivo. A outra forma verbalde idêntica conjugação é “convenha”, do verbo “convir”, que é derivado doverbo “vir”.Como veremos adiante, essa banca costuma exigir as formas de conjugaçãode verbos de terceira terminação (ir), e como ela gosta dos derivados doverbo “vir”!As demais formas estão nos seguintes tempos e modos: (A) são feitas – locução verbal de voz passiva com o verbo auxiliar no presente do indicativo e o verbo principal na forma nominal particípio. (B) existem – presente do indicativo (C) permitem – presente do indicativo (D) está dando – locução verbal, cujo verbo auxiliar está no presente do indicativo e o principal, no gerúndio.10 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006) Faça isso com a cabeça de um macaco.É exemplo de emprego do mesmo modo do verbo grifado acima UM dosverbos que aparecem na frase: (A) Não serão aceitas justificativas, quaisquer que sejam os motivos alegados. (B) Saiba que valores devem ser respeitados, em qualquer tempo e lugar. (C) Todo explorador desejaria entender como se reduzem cabeças. (D) É necessária a existência de critério que justifique determinados atos de violência. (E) Espera-se que ele possa entender as razões de certos costumes em determinadas civilizações.Gabarito: BComentários.Agora, o nosso assunto é a conjugação do IMPERATIVO.Em vez de memorizar várias regras, vamos guardar apenas a exceção.A REGRA: Em se tratando de imperativo, emprega-se o presente dosubjuntivo. www.pontodosconcursos.com.br 12
  35. 35. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKINo imperativo, não há conjugação da 1ª pessoa do singular (a idéia é queninguém poderia dar uma ordem a si mesmo).São conjugados pelo presente do subjuntivo os verbos em todas aspessoas no imperativo negativo, e nas 3ª pessoas (singular e plural) e 1ªpessoa do plural no imperativo afirmativo. Essa é a regra.Exemplo: “Venha para a Caixa você também” – 3ª pessoa do singular (Ocomercial estava errado!!!). “Não nos deixeis cair em tentação” – 2ª pessoa do plural (Ao sedirigir ao Pai, usa-se vós.)Essa é a regra.Agora a exceção, que deve ser memorizada, por ser em menor número.A exceção fica por conta das segundas pessoas (tu e vós) no imperativoafirmativo. Nessa conjugação, usa-se o presente do indicativo, sem o “s”final.RESUMO: No imperativo afirmativo, as 2ªs pessoas (singular e plural)buscam a conjugação do presente do indicativo e tiram a letra ‘s’. Todo orestante tem origem no presente do subjuntivo.Exemplo:1 - “Dize-me com quem andas, que eu te direi quem és.” - A forma “dize” éa redução do presente do indicativo da 2ª pessoa do singular (dizes – [s] =dize).Detalhe: o verbo “dizer”, assim como todos que têm essa terminação -zer, éum verbo abundante, que admite tanto “dize” como “diz”, no imperativo.2 – “Fazei de mim um instrumento de vossa paz.” – A forma “fazei” é aconjugação no presente do indicativo da 2ª pessoa do plural (vós fazeis),sem o “s”.Aliás, esse segundo exemplo foi retirado de uma oração – a Oração de SãoFrancisco de Assis, que não é tão conhecida quanto o “Pai Nosso”. No “PaiNosso”, temos vários exemplos do uso do imperativo, tanto afirmativoquanto negativo.Dá-se a Deus a respeitosa forma de tratamento "vós", que, como já vimos, éda segunda pessoa do plural. Em "Perdoai as nossas ofensas", as pessoasque rezam dirigem-se ao Criador e pedem a Ele que lhes perdoe as ofensaspraticadas.É para isso que também serve o imperativo. Além de ordem, essa formaverbal pode expressar também súplica, desejo ardente, que é como sãofeitos esses pedidos. www.pontodosconcursos.com.br 13
  36. 36. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKINa prece, “perdoai" e "livrai" ("perdoai as nossas ofensas"/"livrai-nos domal") estão no imperativo afirmativo, enquanto que "deixeis" ("não nosdeixeis cair em tentação") está no imperativo negativo."Perdoai" e "livrai" obedecem a um esquema que já vimos. Como sãoconjugações de 2ª pessoa do plural, essas formas vêm do presente doindicativo, sem o "s" final. Fazem parte da EXCEÇÃO.E "Não nos deixeis cair em tentação"? É da conjugação do imperativonegativo e recai na REGRA GERAL, ou seja, se forma a partir do presente dosubjuntivo (que eu deixe, que tu deixes, que ele deixe, que nós deixemos,que vós deixeis, que eles deixem).Na hora da dúvida, mesmo que você não seja católico, comece a rezar o PaiNosso e veja como se conjugam as formas verbais no Imperativo. Mas, paradar certo, você deve aprender a rezar direito!!!!Voltando à questão (garanto que você já tinha até se esquecido dapobrezinha...), a forma “Faça” é uma ordem e, por isso, está conjugada noimperativo. A outra forma de idêntica conjugação é “Saiba”.As duas formas verbais se dirigem a “você” que, como um pronome detratamento que se preza, leva o verbo e os pronomes para a 3ª pessoa(singular ou plural). Aliás, essa é uma excelente maneira de lembrar comose usam os pronomes de tratamento – o que acontece com “você” acontecetambém com todos os demais pronomes (Vossa Excelência, Vossa Senhoriaetc.) – o verbo e os pronomes ficam na 3ª pessoa. Exemplo: “VossaSenhoria terá a obrigação de rever suas decisões.”. Finalmente, (só paraencerrar esse assunto) usa-se “vossa” quando se dirige à autoridade e “sua”quando se faz menção a ela.CONJUGAÇÃO VERBALA partir de agora, o nosso assunto é CONJUGAÇÃO VERBAL, e, para ajudá-loa resolver essas questões, usamos a técnica do paradigma.Como é isso? Na dúvida com relação à conjugação de determinado verboregular (geralmente o examinador busca um verbo pouco utilizado no seudia-a-dia), basta observar a conjugação dos paradigmas clássicos (FALAR –1ª conjugação, BEBER – 2ª conjugação, PARTIR – 3ª conjugação).Extraia o radical, que é o que sobra do verbo após retirar a terminação “ar”,“er” ou “ir” do infinitivo (exemplo: FAL(AR) = radical FAL-), e empregue asdesinências, que são idênticas nos demais verbos regulares de mesmaconjugação:Por exemplo: www.pontodosconcursos.com.br 14
  37. 37. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKICONSUMAR (verbo regular de 1ª conjugação): Presente do Indicativo: Eu consum.... (???) Presente do Subjuntivo: (que) eu consum... (???)CONSUMIR (verbo regular de 3ª conjug.): Presente do Indicativo: Eu consum.... (???) Presente do Subjuntivo: (que) eu consum... (???)E aí, como você preencheu? Vamos buscar a desinência dos verbos“paradigmas”. Infinitivo Pres.Indicativo Pres.Subjuntivo Falar Eu falo (que) eu fale Consumar Eu consumo (que) eu consume Partir Eu parto (que) eu parta Consumir Eu consumo (igual) (que) eu consumaSe o verbo for irregular, ou seja, apresenta alteração no radical emdeterminadas conjugações, procure outro verbo, também irregular, demesma construção.Por exemplo: COMPETIR (3ª conjugação) – Eu comp.... (???)Esse verbo é irregular, ou seja, não mantém o radical nas conjugações.Normalmente não conjugamos esse verbo (pelo menos, não com convicção)fora de uma locução verbal. Mas usamos bastante outro verbo de idênticaestrutura. Já sabe qual é??? REPETIR. Então, como fica a conjugação desseparadigma? Eu repito => Eu compitoE “ADERIR”? Como você conjugaria a primeira pessoa do singular doPresente do Indicativo? Está com dúvida? Busque um paradigma. Aceitosugestões.... Lembrou de algum? Eu conheço um – FERIR. Como fica aconjugação do paradigma? Eu firo. Logo, “eu adiro”.Aliás, a banca da Fundação Carlos Chagas simplesmente ADORA os verbosde terceira conjugação, ou seja, os terminados por “IR”.Outros verbos são mais perigosos e não seguem um padrão. Um dessesverbos (REQUERER) será assunto uma de nossas próximas questões.Vamos lá! www.pontodosconcursos.com.br 15
  38. 38. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI11 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005)Estão corretos o emprego e a grafia de todas as palavras na frase:(A) Há discussões que chegam a um tal estado de paradoxismo que ficaimprovável alguma solução que se adeque à expectativa dos contendores.(B) Os candidatos, em suas altercalções num debate, costumam dissiminarmais injúrias um contra o outro do que esclarecimentos ao eleitorado.(C) A democracia, por vezes, constitue uma espécie de campo de provas quepoucos candidatos estão habilitados a cruzar prezervando sua dignidade.(D) Se os eleitores fossem mais atentos à inépsia dos candidatos, não sedeixariam envolver por tudo o que há de falascioso nos discursos decampanha.(E) Crêem muitos que há obsolescência na democracia, conquanto ninguémse arvore em profeta de algum outro regime que pudesse ser mais bemsucedido.Gabarito: EComentário.Não, você não está enlouquecendo (ainda...), nós já abordamos essaquestão na Aula Zero (demonstrativa),Repetimo-la porque, além dos aspectos ortográficos, devem ser objeto decomentário duas construções verbais inadequadas.A primeira, em relação ao verbo adequar, presente na opção (A). Esse é umverbo defectivo. Mas o que são verbos defectivos?São os que apresentam DEFEITO em alguma conjugação, ou seja, em algumtempo/modo, o verbo não apresenta conjugação completa.Sempre que se falar em defeito verbal, estamos nos referindo à conjugaçãodo PRESENTE DO INDICATIVO e aos tempos dele derivados (Presente doSubjuntivo e Imperativo). O “defeito” existe apenas no presente, não existeno passado nem no futuro. Assim, mesmo defectivo, o verbo poderá serconjugado inteiramente nos outros tempos e modos verbais, como, porexemplo, no Pretérito do Perfeito do Indicativo, no Pretérito Imperfeito doSubjuntivo, Futuro do Subjuntivo etc.Há dois tipos de defeitos:1º) não possuir a 1ª pessoa do singular, apenas. (explodir, abolir, colorir,delinqüir);2º) só apresentar as conjugações da 1ª e 2ª pessoas do plural (adequar,reaver) – é o caso do verbo “adequar”. No presente do indicativo, sóexistem as formas “adequamos” (nós) e “adequais” (vós). www.pontodosconcursos.com.br 16
  39. 39. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIQuando não existe a 1ª p.s. do presente do indicativo de um verbo, como éo caso do verbo adequar, não existirá, também, nenhuma forma deconjugação do presente do subjuntivo.Assim, está incorreta a construção “se adeque”. Para sair dessa “saiajusta”, podemos optar pelo emprego de uma locução verbal – “se devaadequar” ou pela troca do verbo por um sinônimo (na questão, uma boaopção seria “atenda”).Uma última observação sobre verbos defectivos: alguns autores definemcomo defectivos, também, os verbos que, de acordo com o seu emprego, sópodem ser conjugados nas terceiras pessoas, como URGIR (ter urgência),DOER (no sentido de causar dor – “alguma coisa dói.”) e os unipessoais, querepresentam vozes de animais ou fenômenos da natureza, quando utilizadosno sentido original (sentido denotativo, com “d” de “dicionário”; seu opostoé o sentido conotativo, também chamado de figurado, quando a palavra éusada em um significado diferente do original).A segunda construção verbal inadequada se refere à conjugação do verboconstituir (grafada na questão como “constitue”). A forma correta éconstitui.Os verbos, como constituir, terminados pelo hiato –UIR, exceto no casodos defectivos (verbos que não possuem todas as formas de conjugação,como ruir), apresentam duas formas de conjugação:1ª) O paradigma será POSSUIR (o radical é possu) – De acordo com estaregra, classificam-se praticamente todos os verbos com essa terminação.Nas 2ª e 3ª do singular trocam a letra ‘e’ da conjugação regular (como em‘partir’) pela letra ‘i’. Mantêm as demais conjugações inalteradas em relaçãoà conjugação do verbo paradigma ‘partir’: possuo, possuis, possui,possuímos, possuís, possuem.Dessa forma, conjugam verbos como OBSTRUIR, AFLUIR, INFLUIR, ANUIR,ARGUIR (respeitada a acentuação), CONCLUIR, DISTRIBUIR, INCLUIR2ª) CONSTRUIR (o radical é constru) e DESTRUIR (o radical é destru)–São verbos abundantes. Além da forma regular de conjugação (igual à doverbo POSSUIR: construo, construis, construi, construímos, construís,construem), mais comum em Portugal, apresenta também a conjugaçãoirregular, em que as 2ª e 3ª pessoas do singular do Presente do Indicativoformam o ditongo aberto “ói": construo, constróis, constrói, construimos,construís, constroem, da mesma forma que os verbos terminados em-OER.Assim, vimos que os verbos terminados em –UIR recebem, na 3ª pessoa dosingular, a letra “i” – constitui, e não o “e” como apresentado na questão. www.pontodosconcursos.com.br 17
  40. 40. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIVamos analisar outras conjugações especiais.1. VERBOS TERMINADOS EM HIATO:–OER: As 2ª e 3ª pessoas do singular do Presente do Indicativo formam oditongo aberto ‘ói’. As demais pessoas, em todos os outros tempos verbais,seguem o paradigma ‘beber’, respeitadas as devidas acentuações tônicas.Na hora de escolher um exemplo, lembrem que DOER (no sentido de causardor) e SOER (costumar, ter hábito de) são defectivos e só se conjugam nasterceiras pessoas.Exemplos: MOER (o radical é mo) - môo, móis, mói, moemos, moeis, moem–EAR: recebem a letra ‘i’ nas formas rizotônicas (sílaba tônica no radical).Nas demais, segue o paradigma ‘falar’. Exemplo: pentear (radical pente).A sílaba tônica foi sublinhada.Pres.Indicativo - penteio, penteia, penteia, penteamos, penteais, penteiamPres.Subjuntivo – penteie, penteies, penteie, penteemos, penteeis, penteiemPret.Perfeito: penteei, penteaste, penteou, penteamos, penteastes,pentearam–IAR: os verbos dessa terminação são regulares, ou seja, seguem aconjugação do paradigma ‘falar’. Exemplos:ADIAR (radical é adi) – Pres.Indicativo: adio, adias, adia, adiamos, adiais,adiamVARIAR (radical é vari) - Pres.Indicativo: vario, varias, varia...Dessa mesma forma, conjugam-se os verbos ARRIAR, MAQUIAR, VICIAR.Por isso, nada de “VAREIA”, senão “VICEIA”!!! Como vimos, esses verbossão REGULARES.Mas, então, por que será que tanta gente se engana? Porque ocorre uma“contaminação” com os verbos terminados em “EAR”, como “pentear”,apresentado acima.No entanto, há cinco verbos terminados em -IAR que recebem a letra ‘e’nas formas rizotônicas (formas em que a sílaba tônica recai no radical), ouseja, formas verbais em que a sílaba tônica recai no radical, como noPres.Indicativo e Pres.Subjuntivo. Suas iniciais formam o anagrama M-A-R-I-O:Mediar (e derivados, como intermediar), Ansiar, Remediar, Incendiar,Odiar www.pontodosconcursos.com.br 18
  41. 41. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIPres.Indicativo: intermedeio, intermedeia, intermedeia, intermediamos,intermediais, intermedeiamPara facilitar, lembre-se da conjugação do verbo ODIAR, o mais comumdeles.2. VERBOS “DERIVADOS” DE ÁGUA – DESAGUAR, ENXAGUAR - mantêma acentuação de “água” na conjugação.Pres.Indicativo: deságuo, deságuas, deságuas, desaguamos, desaguais,deságuamPres.Subjuntivo: deságüe, deságües, deságüe, desagüemos, desagüeis,deságüem3. AVERIGUAR, APAZIGUAR, APANIGUAR - Não seguem a regra dos“derivados” de água. Têm a acentuação tônica nas formas rizotônicas (noradical).O radical de averiguar é [averigu-] e segue o paradigma “falar”, ressalvadaa acentuação gráfica (especialmente no Pres.Subjuntivo).Pres.Indicativo: averiguo, averiguas, averigua, averiguamos, averiguais,averiguamPres.Subjuntivo: averigúe, averigúes, averigúe, averigüemos, averigüeis,averigúem(Antes da letra “e”, quando o “u” é pronunciado sem intensidade, leva trema- averigüemos; com intensidade, leva acento agudo - averigúe)12 - (TRE AP - Técnico Judiciário/ Janeiro 2006)Está corretamente flexionada a forma verbal sublinhada na frase:(A) Se alguém propor medidas para economia de energia, que seja ouvidocom atenção.(B) Caso uma represa contenhe pouco volume de água, as turbinas da usinadesligam-se.(C)) Seria preciso que refizéssemos os cálculos da energia que estamosgastando.(D) Só damos valor às coisas quando elas já escasseiaram.(E) Se não determos os desperdícios, pagaremos cada vez mais caro poreles.Gabarito: CComentário. www.pontodosconcursos.com.br 19
  42. 42. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIO verbo “refazer” é derivado do verbo “fazer”. Como a conjugação desteverbo no pretérito imperfeito do subjuntivo é fizéssemos, está correta aconstrução observada na oração.Estão incorretas as demais opções:(A) O verbo “propor” deriva do verbo “pôr” (mas, ao contrário deste, aquelenão recebe acento circunflexo – na dúvida, reveja a Aula Zero). Assim,usamos a conjugação deste como paradigma para a construção daquele.A forma verbal do pôr é “Se ele puser”. Então, a construção correta seria“Se alguém propuser”.(B) O verbo “conter” é derivado do verbo “ter”. Se a forma com este verboseria “Caso uma represa tenha” (presente do subjuntivo), a construçãocorreta seria “Caso uma represa contenha”.(Já podemos perceber que a FCC adora explorar a conjugação de verbosderivados. E você nem imagina quanto! Vamos continuar.)(D) Como vimos na questão anterior, os verbos terminados em –EAR, sórecebem a letra “i” nas formas em que a sílaba tônica recai no radical(formas rizotônicas). O radical do verbo escassear é “escasse-”. A sílabatônica da conjugação da 3ª pessoa do plural do presente do indicativo recaina desinência: escassearam. Assim, nada de colocar “i” nela, da mesmaforma que em passearam, pentearam, cearam (atire a primeira pedraquem não pronunciou um “i” nesse último verbo, pela óbvia influência dosubstantivo “ceia”!).(E) O verbo deter é derivado do verbo ter (assim como conter, da opçãoA). Então, a forma correta seria: “Se não detivermos os desperdícios...”.13 - (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006)Estão corretas ambas as formas verbais sublinhadas na frase:(A) Alguém interviu, dizendo ao czar que a caça de borboletas e andorinhasconstitue, para muitos homens, uma prática esportiva.(B)) Alguém interveio, dizendo ao czar que a caça de borboletas constitui,para muitos homens, uma prática esportiva.(C) Alguém interviu, dizendo ao czar que a caça de borboletas e andorinhasconstitui, para muitos homens, uma prática esportiva.(D) Alguém interveio, dizendo ao czar que a caça de borboletas e andorinhasconstitue, para muitos homens, uma prática esportiva.(E) Alguém interveio, dizendo ao czar que a caça de borboletas e andorinhasconstitue-se, para muitos homens, uma prática esportiva. www.pontodosconcursos.com.br 20
  43. 43. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIGabarito: BComentárioO verbo “intervir” é derivado do “vir” – assim, se falamos “alguém veio”,devemos também falar “alguém interveio”.O outro verbo é “repeteco”. “Constituir”, na 3ª pessoa do singular, forma“constitui”, já comentado na questão 11.14 - (TRT 24ª Região – Técnico Judiciário / Março 2006)O verbo flexionado corretamente está grifado na frase:(A) Empresários requiseram licença ambiental para desenvolver seusprojetos.(B) Muitos turistas vinherão ao Brasil central, atraídos pelos esportesnáuticos.(C) Os investidores disporam-se a desenvolver um turismo ecológico naregião.(D)) Sobrevieram alguns contratempos, logo resolvidos, no alojamento dosvisitantes.(E) Poucos turistas obteram a licença para permanecer mais tempo naregião.Gabarito: DComentário.Um candidato desatento, que só lesse a forma verbal sublinhada, poderiacair na casca de banana da FCC nessa questão.O primeiro verbo grifado (requiseram) não significa “querer de novo”.“REQUERER” significa “pedir por meio de requerimento ou ação, exigir,pedir, demandar...”. Por isso, ele não é derivado do “querer”. Nãoobstante, como é irregular, em algumas formas se conjuga de modo idênticoao “querer” (o que explica – mas não justifica – a confusão).Pres. ind.: requeiro, requeres, requer, requeremos, requereis, requerem;Pres. subj.: requeira, requeiras, ...Nas outras formas é regular e segue o paradigma “beber”.Assim, a forma correta é (A) “Empresários requereram licençaambiental...”.(B) “Muitos turistas virão ...” (futuro do presente do indicativo do verbo“vir”) [gente, fala sério: o que poderia ser “vinherão”????]; www.pontodosconcursos.com.br 21
  44. 44. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(C) “Os investidores dispuseram-se a desenvolver...” (pretérito perfeito doindicativo do verbo “dispor”, que é derivado do verbo “pôr”);(D) Esta é a resposta correta – sobrevir é derivado do verbo vir,formando a conjugação “sobrevieram”;(E) “Poucos turistas obtiveram a licença...” (pretérito perfeito do indicativodo verbo “obter”, que é derivado do verbo “ter”).15 - (TRT 22ª Região – Técnico Judiciário / Novembro 2004)O verbo flexionado de forma INCORRETA está grifado na frase:(A) Com base na legislação vigente, os promotores propuseram àsautoridades responsáveis as penalidades cabíveis.(B)) Alguns policiais requiseram o cumprimento do dispositivo legal paragarantir sua segurança durante as diligências.(C) Estudam-se alterações no conteúdo de certas leis para que elas dêemresultados positivos no controle da violência.(D) Apesar de rígidas, as condições de encarceramento para criminososainda não contêm a ocorrência de atos de violência.(E) Ninguém ainda se deteve para analisar os resultados da aplicaçãorigorosa de penalidades aos detentos.Gabarito: BComentário.Novamente, a banca explorou o verbo REQUERER, mas agora ficou fácil –você já sabe que a forma correta é “Alguns policiais requereram ocumprimento...”.16 - (TRT 13ª Região – Analista Judiciário / Dezembro 2005)Está correta a flexão de todas as formas verbais na frase:(A) Giscard contrapôs às falas de Mitterrand a impressão de que este sepronunciava como se detera o monopólio do coração.(B) A mãe interviu na discussão, alegando que seu filho era alérgico a pêlosde animais – razão pela qual se indispusera com a dona do cachorrinho.(C) O autor afirma que sempre se comprazeu em participar de reuniões emque todos envidam esforços na busca de soluções conciliatórias. www.pontodosconcursos.com.br 22
  45. 45. PORTUGUÊS EM EXERCÍCIOS P/ ICMS-SP – QUESTÕES FCC PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D)) Se condissessem com a verdadeira prática democrática, as campanhaseleitorais não dariam lugar ao discurso que inclui arrogância naargumentação.(E) Caso Mitterrand contesse o ímpeto de sua fala, não houvera deargumentar com tamanha simplificação e tão visível autoritarismo.Gabarito: DComentário.Está correta a forma verbal “condissessem”, que se refere a um dos verbosderivados de dizer (condizer = “dizer com” = estar de acordo, estar emharmonia), no pretérito imperfeito do subjuntivo.Temos agora uma ótima oportunidade de estudar um dos verbos maisdifíceis da Língua Portuguesa – COMPRAZER, presente na opção (C).Antes, porém, vamos analisar as demais opções:(A) “Giscard contrapôs às falas de Mitterrand a impressão de que este se pronunciava como se detivesse o monopólio do coração.” – além de não existir a forma “detera" (no pretérito mais-que-perfeito, seria “detivera”), por ser derivado do verbo “ter”, o verbo “deter”, na construção, deve ser conjugado no modo subjuntivo que, como vimos anteriormente, situa o fato no campo da hipótese, suposição, possibilidade.(B) “A mãe interveio na discussão...” – o verbo intervir já foi objeto de comentário na questão 13. A forma “indispusera” (pretérito mais-que- perfeito do verbo indispor) está corretamente flexionada.(C) Em relação ao verbo “comprazer”, há divergência doutrinária. Alguns gramáticos afirmam que esse verbo apresenta todas as conjugações (tendo por paradigma o verbo “aprazer”), enquanto outros afirmam ser um verbo defectivo, que só se conjugaria nas 3ªs pessoas, singular e plural (pres.ind.: compraz, comprazem). A questão da prova passou ao largo dessa discussão, por ter apresentado o verbo na 3ª pessoa do singular (“o autor se compr...”). Esse verbo é derivado do verbo “prazer” (este, inquestionavelmente, defectivo). O que torna difícil essa conjugação é que, no pretérito perfeito do indicativo, e nos tempos derivados deste (logo adiante, iremos falar sobre essa derivação), o verbo comprazer se conjuga como o verbo haver, como vimos no exemplo acima: Pret.perf.ind: comprouve / comprouveste / comprouve / comprouvemos / comprouvestes / comprouveram. www.pontodosconcursos.com.br 23

×