Aula 4 concordância parte 2

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Aula 4 concordância parte 2

  1. 1. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI SINTAXE DE CONCORDÂNCIA – PARTE 2Hoje, daremos continuidade ao estudo da sintaxe de concordância, desta vezanalisando os casos de concordância verbal.Segundo a regra geral, o verbo concorda com o núcleo do sujeito em número epessoa. Em uma linguagem mais simples, o núcleo do sujeito manda no verbo, masé a partir do verbo que conseguimos identificar o sujeito. O técnico escalou o time. Os técnicos escalaram os times.Para isso, perguntamos ao verbo quem/o que é o seu sujeito: quem escalou otime? O técnico / os técnicos.As construções dos exemplos acima apresentam sujeito simples (um único núcleo)e dispõem os elementos da oração na ordem direta, ou seja, SUJEITO + VERBO +COMPLEMENTOS.Em frases como essas, fica bem fácil identificar o sujeito e seu núcleo e perceberqualquer erro de concordância. Veja como isso caiu em uma das mais recentesprovas da ESAF (essa acabou de sair do forno!): (ESAF/AFT/2006) Os trechos abaixo constituem um texto. Assinale a opção que apresenta erro. a) A Primeira Revolução Industrial pode ser entendida como uma guinada de todos os indicadores econômicos ingleses, sobretudo nas duas últimas décadas do século XVIII. b) Tal avanço dos indicadores econômicos tiveram várias razões: a intensificação do Comércio Internacional desde o século XVI, a Revolução Agrícola (e a expulsão de vastos contingentes de campesinos para as cidades), o surgimento de uma indústria têxtil inglesa etc. c) Esses acontecimentos propiciaram o que o historiador Eric Hobsbawm chama de a “partida para o crescimento auto-sustentável”. Por “crescimento auto-sustentável” entende-se: o poder produtivo das sociedades humanas, até então sujeito a variáveis climáticas ou demográficas, tornou-se crescente e constante – livre de epidemias, fomes, pestes ou intempéries, que regularmente ceifavam grandes contingentes de mão-de-obra em quase toda a Europa. d) Contraposto à Idade Média, em que o problema crônico da produção era a falta de homens e mulheres nos campos (e não de terras), o período que se segue à Revolução Industrial é aquele em que o homem começa a tornar-se um pouco mais supérfluo. e) Como explicita Hobsbawm, trata-se de período em que, às grandes massas de desempregados e campesinos desapossados, juntou-se um sistema fabril mecanizado que produzia “em quantidades tão grandes e a um custo tão rapidamente decrescente a ponto de não mais depender da demanda existente, mas de criar o seu próprio mercado”. (Raquel Veras Franco, Breve Histórico da Justiça e do Direito do Trabalho no Mundo.http://www.tst.gov.br/Srcar/Documentos/Historico)Será que você acertou???O gabarito deu como incorreta a construção da opção B. Note que o núcleo dosujeito é avanço (“Tal avanço dos indicadores econômicos...”). Com este elemento,o verbo TER deve concordar. Os demais elementos (“tal”, “dos indicadoreseconômicos”) só vêm complementar o sentido do núcleo. Normalmente, devido à www.pontodosconcursos.com.br 1
  2. 2. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIproximidade do verbo com vários elementos no plural, não notamos que ele devepermanecer no singular. Para evitar erros como esses (muito comuns nas provasda ESAF), uma boa dica é assinalar o núcleo de alguma forma (sublinhando,envolvendo com um círculo etc).A construção correta seria: “Tal avanço dos indicadores econômicos teve váriasrazões...”. Esse é um caso de construção na ordem direta (sujeito + verbo +complemento) com apenas um núcleo do sujeito (sujeito simples).Se você achou essa questão complicada, prepare-se, pois pode piorar! Vida deconcursando não é essa maravilha aí, não... Normalmente, as construções vêm emordem invertida e/ou com o sujeito bem distante do verbo, o que dificulta aconstatação de um equívoco na concordância. Esse, aliás, é o estilo da ESAF. Entreo núcleo do sujeito e o verbo são dispostos vários elementos em número diverso doapresentado pelo sujeito. Resultado: sem que percebamos, acabamos“contaminados” e aceitamos uma concordância incorreta.Daquela mesma prova, tiramos este outro exemplo de erro de concordância, umpouco mais complicadinho. Resolva a questão e leia o comentário. (ESAF/AFT/2006) Os trechos a seguir constituem um texto. Assinale a opção que apresenta erro de concordância. a) As riquezas geradas eram, de fato, imensas e as condições de vida nas cidades costumavam ser horríveis. Para se ter idéia, alguns recenseamentos ingleses, da década de 1840, relatam que o homem do campo vivia, em média, 50 anos e o da cidade, 30 anos. b) Talvez esses números sejam indicadores da dramaticidade das modificações ocasionadas, na vida de milhões de seres humanos, pela Revolução Industrial. c) Essa dramaticidade que, muitas vezes, nos escapa, mas que podemos entrever, como nos informa Hobsbawm, se levarmos em conta que era comum, nas primeiras décadas dos oitocentos, encontrar trabalhadores citadinos vivendo de forma que seria absolutamente irreconhecível para seus avós ou mesmo para seus pais. d) A fragmentação das sociedades campesinas tradicionais, que originou as grandes massas nas cidades, fazem com que, nas palavras de Hobsbawm, “nada se tornasse mais inevitável” do que o aparecimento dos movimentos operários. e) Aqueles trabalhadores, que viviam em condições insuportáveis, não tinham quaisquer recursos legais, somente alguns rudimentos de proteção pública. (Raquel Veras Franco, Breve Histórico da Justiça e do Direito do Trabalho no Mundo - http://www.tst.gov.br/Srcar/Documentos/ Historico)O gabarito é a letra d. Desta vez, o núcleo do sujeito (fragmentação – núcleo dosujeito na construção “A fragmentação das sociedades campesinas tradicionais”)está bem distante do verbo (fazer) e, entre eles, elementos no plural – e não sãopoucos: “das sociedades campesinas tradicionais, que originou as grandes massasnas cidades”. Nada disso interessa! O núcleo do sujeito continua sendo o mesmo –fragmentação – no singular, e com ele deve o verbo concordar: “a fragmentação(...) faz com que...”.LEMBRE-SE DA DICA: em questões como essa, MARQUE o núcleo dosujeito, para não perdê-lo de vista nem da memória. www.pontodosconcursos.com.br 2
  3. 3. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIA seguir, apresentamos alguns casos especiais de concordância verbal quedevem ser observados.Caso 1 - Sujeito composto – No sujeito composto, há mais de um núcleo dosujeito.Quando o sujeito composto estiver:1.a) anteposto ao verbo (SUJEITO + VERBO), o verbo vai para o plural, ouseja, obedece à concordância gramatical – o verbo concorda com os núcleos dosujeito. Como o sujeito (com todos os seus núcleos) já foi apresentado, não restaoutra saída a não ser concordar com todos os elementos. O técnico e os jogadores chegaram ontem a São Paulo.1.b) posposto ao verbo (VERBO + SUJEITO), o verbo pode concordar com osujeito mais próximo (concordância atrativa) ou ir para o plural, concordando comtodos eles (concordância gramatical). O raciocínio dessa concordância é este: comoo sujeito ainda não foi apresentado, o verbo pode “garantir” a concordância logocom o primeiro (concordância atrativa) ou “aguardar” a apresentação de todos ecom todos eles concordar (concordância gramatical). Chegou(aram) ontem o técnico e os jogadores.Se houver idéia de reciprocidade, obrigatoriamente o verbo vai para oplural; afinal, por ser recíproca, a ação necessita de mais de um agente. Agrediam-se mãe e filha.1.c) Havendo pronomes pessoais, formado com pessoas diferentes: verbofica no plural da pessoa predominante (1ª, 2ª ou 3ª), obedecendo à seguinteordem de preferência: PREVALECE A 1ª PESSOA – VERBO NA 1ª PESSOA DO PLURAL Eu, você e os alunos iremos ao museu.(NÓS) NA AUSÊNCIA DA 1ª PESSOA, PREVALECE A 2ª PESSOA – VERBO NA 2ª PESSOA DO PLURAL: Tu, ela e os peregrinos visitareis o santuário.(VÓS)Nesse segundo caso, modernamente vários autores (Rocha Lima, Sacconi, dentreoutros) já aceitam a conjugação na 3ª pessoa do plural, haja vista o desuso dassegundas pessoas na linguagem coloquial brasileira. Tu, ela e os peregrinos visitarão o santuário (VOCÊS).Se a oração estiver em ordem inversa (VERBO + SUJEITO COMPOSTO), pode havera concordância atrativa, ou seja, o verbo pode também concordar com o primeiroelemento: Irá ao museu ela e eu (3ª p.sing.) / Irei ao museu eu e ela (1ª p.singular) OU Iremos ao museu ela e eu/eu e ela (1ª p.plural) www.pontodosconcursos.com.br 3
  4. 4. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI1.d) Com núcleos em correlação (tanto...como; como; não só ... bem como)POLÊMICA À VISTA! Vários autores registram o emprego do verbo concordandocom o primeiro. O cientista assim como o médico pesquisa a causa do mal.Esse é o posicionamento do mestre LUIZ ANTÔNIO SACCONI (em GramáticaBásica) – Os exemplos dados pelo professor apresentam o segundo elementoisolado por vírgulas, com a flexão somente com o primeiro elemento: Meus amigos, assim como eu, gostam de estudar Português. Eu, bem como meus amigos, gosto de estudar Português.No entanto, também há registros de concordância com todos os elementos.- CELSO CUNHA & LINDLEY CINTRA (em Nova Gramática do PortuguêsContemporâneo) - O posicionamento dos professores Celso Cunha e Lindley Cintraé que, se não houver pausa entre os sujeitos (ou seja, não houver vírgula), o verboirá para o plural:“Qualquer se persuadirá de que não só a nação mas também o príncipeestariam pobres.”Os gramáticos ainda destacam o caso de sujeitos ligados por conjunçãocomparativa. Segundo eles, quando dois sujeitos estão unidos por uma dasconjunções comparativas como, assim como, bem como e equivalentes, aconcordância depende do valor que atribuímos ao conjunto. O verbo concordarácom o primeiro elemento se quisermos destacá-lo: A íris, como a impressão digital, é única em cada pessoa.Nesse caso, a conjunção conserva seu valor comparativo, e o segundo termo vemenunciado entre pausas, indicadas na escrita pelas vírgulas.Se os elementos se adicionam, se complementam, o verbo vai para o plural,seguindo o modelo apresentado nas estruturas correlativas não só... mastambém, tanto...como, visto acima.- ROCHA LIMA (em Gramática Normativa da Língua Portuguesa)- O mestreregistra a dupla possibilidade de flexão, destacando como preferível a flexão noplural:“Se o sujeito é construído com a presença de uma fórmula correlativa, devepreferir-se o verbo no plural.‘Assim Saul como Davi, debaixo do seu saial, eram homens de tão grandesespíritos, como logo mostraram suas obras’ (ANTÔNIO VIEIRA)”Segundo o autor, é raro aparecer o verbo no singular:‘(...) tanto uma, como a outra, suplicava-lhe que esperasse até passar a maiorcorrenteza’.”- EVANILDO BECHARA (em Moderna Gramática Portuguesa)- Também merecemregistro as palavras do emérito professor Evanildo Bechara, que apresenta apossibilidade de construir no singular ou no plural, indistintamente:“Se o sujeito composto tem os seus núcleos ligados por série aditiva enfática(não só... mas, tanto...quanto, não só...como, etc.), o verbo concorda com o maispróximo ou vai ao plural (o que é mais comum quando o verbo vem antes dosujeito). www.pontodosconcursos.com.br 4
  5. 5. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIVamos eliminar esse monstro que apareceu aí: série aditiva enfática. “Série”porque estamos diante, não de uma, mas de várias palavras (não só...mastambém, tanto...como, por exemplo). “Aditiva” por apresentar idéia de adição,equivalente à conjunção “e”. Finalmente, “enfática” por enfatizar cada um doselementos da construção, ou até mais um do que outro, ao contrário do que fariauma mera conjunção “e”, que coloca os dois elementos no mesmo patamar.Compare: “Eu e meu irmão vimos o acidente.” / “Não só eu como também meuirmão vimos o acidente.”. Percebeu a diferença?Parece que ouvi alguém gritar: “Claudia, o que eu faço na hora da prova???”.Resposta: vai depender da banca examinadora. Primeiramente, há as que indicambibliografia. Se isso acontecer, siga o que diz o gramático indicado. Em outroscasos (a maioria, infelizmente), devemos tomar todo cuidado. Vejamos como secomportou a ESAF: (ESAF/Assistente de Chancelaria/2002) As viagens ao exterior e os encontros com figurões estrangeiros constituem, desde o reinado de Dom Pedro II, um trunfo na estratégia das lideranças brasileiras. De fato, as críticas às viagens internacionais do Presidente da República ou de outros dirigentes parecem despropositadas. Tanto o governo como a oposição devem reposicionar os interesses brasileiros num mundo em plena mutação. O problema que se coloca é de outra natureza e se resume numa interrogação pouco formulada na campanha presidencial: quais devem ser os rumos de nossa diplomacia? (Luiz Felipe de Alencastro, Veja, 10/04/2002, com adaptações) d) o conectivo “Tanto...como”(l.4-5) for substituído por Não só ... mas também, o verbo seguinte pode ser empregado no plural, “devem”(l.5), ou no singular, deve.A banca considerou CORRETO este item, ou seja, a partir dessa questão,podemos afirmar que o entendimento da ESAF é que, em séries aditivasenfáticas, o sujeito poderá facultativamente se flexionar no singular ou no plural,com ou sem pausa (vírgula).Precisaríamos analisar como se comportam as demais bancas, mas algumaspassam ao largo da discussão e não exploram questões como essa.1.e) Ligado por COM : verbo concorda com o antecedente do COM ou vai para oplural, entendendo que formam um sujeito composto. O professor, com os alunos, resolveu o problema. O maestro com a orquestra executaram a peça clássica.A opção por uma ou outra flexão é livre, mas não indiferente. Vai depender daênfase que se queira dar. O plural destaca o conjunto dos elementos, com idéia de“cooperação”, enquanto que o singular enfatiza somente um deles.Se a intenção for realçar apenas um dos núcleos, o verbo concorda com ele. Nestecaso, como nos ensina Rocha Lima, o segundo sujeito (ligado pela preposição com)“é posto em plano tão inferior que se degrada à simples condição de umcomplemento adverbial de companhia”. A vírgula, neste caso, é facultativa. A carta com o documento foi extraviada. www.pontodosconcursos.com.br 5
  6. 6. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI1.f) Ligado por OU: verbo no singular ou plural, dependendo do valor do OU. Sefor alternativo, com idéia de exclusão dos demais, o verbo fica no singular. Valdir ou Leão será o goleiro titular.Também permanece no singular se a conjunção “ou” exprimir equivalência, de talforma que o verbo possa se dirigir a qualquer dos elementos. Um cardeal, ou um papa, enquanto homem, não é mais do que uma pessoa”. (MANUEL BERNARDES)Se o valor da conjunção for aditiva, de modo que a ação possa abranger todos ossujeitos, indistintamente, o verbo vai para o plural. Alegrias ou tristezas fazem parte da vida.(tanto umas como outras)O mesmo acontece quando um dos elementos já se apresenta no plural. O policial ou os populares poderiam ter prendido o perigoso assassino.1.g) Ligado por NEM: segue o mesmo raciocínio que o caso 1.f (sujeito compostoligado por OU) – verbo pode ficar no plural ou no singular. Nem Paulo nem Maria conquistaram a simpatia de Joana.(valor aditivo) Nem Ciro nem Enéas será eleito presidente.(valor alternativo ou excludente)Nesses dois últimos casos (1.f e 1.g - sujeito composto ligado por OU / NEM),havendo, entre os sujeitos, algum expresso por um pronome reto, devemos seguira regra 1.c (primazia das pessoas – 1ª. e 2ª): Nem meu primo, nem eu freqüentamos tal sociedade.(1ª p.plural)1.h) Resumido com pronome indefinido: o verbo concorda com o pronome, queexerce a função de aposto resumitivo. Esse é um caso de concordância especial, emque o verbo concorda, não com o sujeito (todos os elementos), mas com o aposto(pronome indefinido). Jovens, adultos, crianças, ninguém podia acreditar no que acontecia.1.i) Modificado pelo pronome CADA: quando o pronome indefinido cada éseguido por substantivo ou pronome substantivo, o verbo fica na 3ª pessoa dosingular. Cada homem, cada mulher, cada criança ajudava os flagelados.Caso 2 - Sujeito constituído por:2.a) Um e outro. O verbo no singular ou plural, indiferentemente. Um e outro médico descobriu(ram) a cura do mal. Nem um nem outro problema propostos foi(ram) resolvido(s).Estude este ponto juntamente com o caso 1.6 da Aula 3 (concordância nominalcom um e outro)2.b) Um ou outro. Em função da presença da conjunção ou, há nessa construçãoum valor excludente, que leva o verbo para o singular. www.pontodosconcursos.com.br 6
  7. 7. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Um ou outro candidato será aprovado.2.c) Nem um nem outro – POLÊMICA À VISTA.A posição majoritária é no sentido de manter o verbo no SINGULAR, como ocorrecom “um ou outro”:- EVANILDO BECHARA (em Lições de Português pela Análise Sintática): “Com nemum nem outro continua de rigor o singular para o substantivo e o verbo se poráno singular: Nem uma coisa nem outra é necessária”.- CELSO CUNHA E LINDLEY CINTRA: “As expressões um ou outro e nem um nemoutro, empregadas como pronome substantivo ou como pronome adjetivo, exigemnormalmente o verbo no singular: Nem um nem outro havia idealizado previamenteeste encontro.”- ROCHA LIMA: “Também a expressão nem um, nem outro, seguida ou não desubstantivo, exige o verbo no singular (só excepcionalmente se encontrará o verbono plural): Nem um nem outro havia idealizado previamente esse encontro” (podeparecer incrível, mas o mesmo exemplo de TASSO DE OLIVEIRA é apresentado nasduas obras citadas com divergência no emprego do pronome demonstrativo – este/ esse).Precisamos, contudo, registrar o posicionamento divergente de DOMINGOSPASCHOAL CEGALLA em Novíssima Gramática da Língua Portuguesa: “Um e outro/ Nem um nem outro – o sujeito sendo representado por uma dessas expressões,o verbo concorda, de preferência, no plural. Exemplos: Depois nem um nem outroacharam novo motivo para diálogo (Fernando Namora)/ Nem uma nem outra fotoprestavam (ou prestava).Você pode estar se perguntando por que eu citei todas essas posições doutrinárias.A resposta é simples: como nosso curso é amplo, voltado para as diversas bancasexaminadoras do país, caberá ao candidato seguir o gramático mencionado nabibliografia. Em provas realizadas por bancas como a FCC, ESAF, que não oferecemindicação bibliográfica, deve seguir a posição majoritária, tomando sempre ocuidado de analisar todas as opções.2.d) Expressões partitivas ou quantitativas (a maioria de, grande parte de,grande número de), seguidas de nome plural: Em expressões que indicamuma parte de um todo (por isso chamadas de termos ou expressões partitivas), overbo pode concordar com o núcleo do sujeito (maioria, parte, metade), ficando nosingular, ou com o especificador (substantivo que se segue). Assim, pode-sedestacar o conjunto (singular) ou os elementos desse conjunto (plural). Nesteúltimo caso, realiza-se a concordância ideológica (com a idéia). A maioria dos candidatos conseguiu/conseguiram aprovação.2.e) Coletivo geral: A idéia é que o substantivo coletivo já exerce a funçãoagregativa, ou seja, contém o valor de conjunto, deixando o verbo no singular. O povo escolherá seu governante em 15 de novembro.2.f) Expressões que indicam quantidade aproximada (cerca de, perto de,mais de) seguida de numeral: Nesses casos, o verbo concorda com o numeralque acompanha o substantivo. Mais de um jogador foi criticado pela crônica esportiva. www.pontodosconcursos.com.br 7
  8. 8. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Cerca de dez jogadores participaram da briga.Esse é um dos casos em que o português se afasta completamente da lógica.Enquanto “mais de um jogador” (que indica, no mínimo, dois) mantém o verbo nosingular (“mais de um jogador foi criticado”), a expressão “menos de dois” levaria overbo para o plural (“menos de dois jogadores foram criticados”), mesmo queindique ser UM JOGADOR!Se houver idéia de reciprocidade ou a expressão for repetida, o verbo ficaobrigatoriamente no plural. Mais de um torcedor agrediram-se. Mais de um candidato, mais de um fiscal se queixaram da extensão da prova (exemplo de BECHARA em Lições de Português pela Análise Sintática)Veja uma questão de prova que “brincou” com esse conceito. (NCE UFRJ / BNDES/ 2005) A língua portuguesa e os conhecimentos matemáticos nem sempre estão de acordo. A frase abaixo em que a concordância verbal contraria a lógica matemática é: (A) 50% da torcida brasileira gostaram da seleção; (B) mais de três jornalistas participaram da entrevista; (C) menos de dois turistas deixaram de participar do passeio; (D) são 16 de outubro; (E) participaram do congresso um e outro professor.O gabarito foi letra C. Mesmo que o sujeito apresente a idéia de UM TURISTA(menos de dois só pode ser um!), por concordar com o numeral que acompanha aexpressão (“menos de dois turistas”), o verbo deve ser flexionado no plural –“deixaram de participar”.Note que, na opção B, foi respeitada a idéia de plural (mais de três), caso em que overbo foi para o plural para concordar com o numeral (“três”).Em relação à opção E, vimos que, com a expressão “um e outro”, o verbo tantopode ir para o plural como ficar no singular (“participou/ participaram um e outroprofessor”).Os demais casos de concordância serão vistos mais adiante (número percentual everbo ser).2.g) Pronomes (indefinidos ou interrogativos)- no singular, seguidos de pronome: verbo no singular, concordando com opronome. Qual de nós será escolhido?- no plural, seguidos de pronome: o verbo concorda com o pronome pessoal ouvai para a 3ª pessoa do plural. Poucos dentre eles serão chamados pelo Exército. Alguns de nós seremos / serão eleitos. www.pontodosconcursos.com.br 8
  9. 9. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIO que está em jogo é a intenção do autor em incluir, na ação, a figura representadapelo pronome. Compare: Alguns de nós sabem o resultado do jogo. Alguns de nós sabemos o resultado do jogo.Pergunta-se: em qual dos dois casos está clara a inclusão do autor da frase nogrupo de pessoas que sabe o resultado do jogo? Resposta: no segundo caso,indicada essa circunstância pela desinência verbal (sabemos).2.h) Pronome QUEM: A concordância vai depender da classificação da palavraQUEM.Se o verbo ficar na 3ª pessoa do singular, indica-se que a palavra é um pronomeindefinido.Se for realizada a concordância com seu antecedente, entende-se que se trata deum pronome relativo, assim como acontece com o pronome relativo QUE (caso2.i). Sou eu quem pago o seu salário. Sou eu quem paga o seu salário.Nas orações interrogativas iniciadas pelos pronomes QUEM, QUE, O QUE, o verboSER concorda com o nome ou pronome que vier depois (BECHARA, op.cit.). Quem são os culpados? Que são os sonhos? O que seremos nós sem fé?2.i) Pronome relativo QUE na função de sujeito: verbo concorda com oantecedente. Não fui a aluna que chegou primeiro. Dos sonhos que me atordoam, esse é o mais recorrente.Pronome relativo é assim chamado por fazer referência a algum outro termo(substantivo, pronome substantivo, oração substantiva) já mencionadoanteriormente (ANTECEDENTE).Nas duas passagens, o que é um pronome relativo.O pronome relativo dá início a uma oração que atribui a esse antecedente umacaracterística, estado ou condição. Por esse motivo, a oração iniciada pelo pronomerelativo é uma oração subordinada adjetiva. Assim, concluímos que SEMPRE UMPRONOME RELATIVO DÁ INÍCIO A UMA ORAÇÃO ADJETIVA.Quando esse pronome relativo exerce a função sintática de sujeito da oraçãoadjetiva, para respeitar as regras de concordância, deve-se observar a qual termo opronome relativo está se referindo, e com ele será feita a concordância verbal.Em outras palavras, é como se o pronome relativo fosse o “CHEFE SUBSTITUTO”.Na oração adjetiva, é o pronome que exerce a função de sujeito, mas aconcordância é feita com o elemento que ele substitui na oração (o “CHEFE” deverdade é o antecedente).Assim, funciona como se o pronome relativo dissesse ao verbo: “Olha aqui, vocême respeita, pois aqui eu sou o sujeito. No entanto, só estou aqui substituindo www.pontodosconcursos.com.br 9
  10. 10. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIaquele lá. Então, se você quiser saber o que fazer, se vai para o plural ou para osingular, vai perguntar para ele...”.Veja como esse assunto foi tratado em uma questão de prova. (FCC/TRT 24ª Região/2006) (B) As maravilhas da geologia, da fauna e da flora do Brasil Central representa um paraíso que não foram feitas para o turismo de massas de visitantes.Este item foi considerado INCORRETO.Há, nessa passagem, dois erros de sintaxe de concordância.Primeiro erro: em “As maravilhas da geologia, da fauna e da flora do Brasil Central”o núcleo do sujeito é maravilhas. O verbo deve, pois, concordar com ele e ir parao plural – representam (caso clássico).Em seguida, o segundo erro: o pronome exerce a função de sujeito. Como seuantecedente é o substantivo “paraíso”, com ele devem o verbo e o adjetivo daoração adjetiva (foram feitas) ficar em harmonia. Nota-se, aí, o deslize deconcordância: a forma correta seria no singular e, no caso do adjetivo, masculino:“As maravilhas da geologia, da fauna e da flora do Brasil Central representam umparaíso que não foi feito para o turismo de massa de visitantes”.E, já que estamos falando em pronome relativo, vamos tratar de mais dois casosque envolvem esse termo.2.j) Um dos (...) que: O verbo pode concordar com “um”, permanecendo nosingular, ou com o complemento, flexionando-se no plural. Essa faculdade permiteque se dê ênfase ao elemento individual (singular) ou aos elementos que compõemo grupo (plural). Ele foi um dos alunos desta classe que resolveu / resolveram o problema. Seu filho foi um dos que chegou / chegaram tarde.2.l) Com a expressão “o que” – a concordância se faz com o pronome relativoque. O que falta são recursos.O sujeito, nesse caso, não é “recursos”, mas o pronome relativo “que” (a coisa quefalta). Já o verbo “ser” respeita as regras mais adiante expostas (caso 5).Vejamos como foi abordado o assunto em prova: (FCC/TCE SP/2005) O que se ...... (SEGUIR) à concentração de renda, do desemprego e da exclusão social são as manifestações violentas dos maiores prejudicados.A concordância do verbo da lacuna deve ser feita com “que” (pronome relativo).Assim, o verbo é conjugado na 3ª pessoa do singular, independentemente donúmero (singular ou plural) do elemento que vem após o verbo “ser” – “O que sesegue (...) são as manifestações violentas...”. O verbo que preenche a lacunafica no singular, pois. www.pontodosconcursos.com.br 10
  11. 11. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIAlém da concordância com a expressão “o que”, um dos casos de concordânciamais especiais, e que merece o nosso comentário, é com o verbo ser (“... são asmanifestações...”).Mais adiante, trataremos da concordância com o verbo SER (caso 5).2.m) Palavras sinônimas: O verbo concorda com o mais próximo (preferência)ou fica no plural. A Ética ou a Moral preocupa-se com o comportamento humano. A música e a sonoridade sempre nos diz / dizem algo.Observação: Expressando uma gradação, mantém-se o verbo no singular: Um gesto, um olhar, um aperto de mão bastaria.Deste modo, a ênfase recai no último elemento, que representa a série.2.n) Verbos no infinitivo substantivado: verbo no singular. Estudar e trabalhar engradece o homem. (O fato de...)- Se vierem determinados ou forem antônimos - verbo no plural. O falar e o escrever caracterizam um sábio. Rir e chorar fazem parte da vida.2.o) Número percentual - pode concordar com o numeral ou com o termoposposto. 80% da população acreditam (oitenta) / acredita (população) na moeda. Dez por cento das pessoas declaram Imposto de Renda. (A única forma é plural – dez e pessoas)Se vier determinado, vai para o plural. Os 10% mais ricos do Brasil possuem a maior parte da renda.Voltando ao exemplo do caso 2.f: “50% da torcida brasileira gostaram daseleção”, o verbo poderia ir para o plural (como foi apresentado na opção,concordando com o numeral) ou ficar no singular, concordando com o complemento(torcida).Caso 3 - Verbo acompanhado da palavra SEAgora, iremos ver um dos casos mais recorrentes em questões de provas,especialmente da Fundação Carlos Chagas e ESAF – construção de voz passivapronominal.3.a) SE = pronome apassivador: verbo concorda com o sujeito paciente.Na aula sobre VERBOS (Aula 2), vimos que, na voz passiva pronominal (ousintética), o verbo TRANSITIVO DIRETO ou DIRETO E INDIRETO, quandoacompanhado do pronome SE, deve concordar com o sujeito paciente (que estásublinhado nos exemplos abaixo). Viam-se ao longe as primeiras casas. www.pontodosconcursos.com.br 11
  12. 12. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Ofereceu-se um grande prêmio ao vencedor da corrida.Assim, para confirmação dessa passividade, temos de fazer duas perguntas:1 – O verbo é transitivo direto (TD) ou transitivo direto e indireto (TDI)?2 – Existe uma idéia passiva na construção?Se ambas as respostas forem SIM, estamos diante de uma construção de vozpassiva e, então, o verbo deverá se flexionar de acordo com o sujeito paciente(mais precisamente com o seu núcleo).Veja uma questão de prova que abordou o assunto. (FCC / TCE SP / Dezembro 2005) Analise a afirmação: (E) Ainda que se vejam as fogueiras e se ouçam os gritos dos manifestantes, não há sinais de medidas que levem à solução da crise social que a tantos vitima.Este item está CORRETO.Logo no primeiro período, junto ao verbo ver (que é TRANSITIVO DIRETO), há opronome “se”.Quando um verbo de transitividade direta ou direta e indireta estiveracompanhado do pronome se, podemos estar diante de uma construção de vozpassiva.Para confirmarmos essa passividade, teremos de fazer aquelas duas perguntinhas:1 – Os verbos apresentam transitividade direta (TD) ou direta e indireta (TDI)?SIM (alguém vê / ouve alguma coisa).2 – Existe uma idéia passiva na construção? SIM, existe idéia passiva (as fogueirassão vistas e os gritos são ouvidos).Como ambas as respostas foram SIM, estamos diante de construções de vozpassiva e, então, os verbos deverão se flexionar de acordo com os sujeitospacientes (mais precisamente com seus núcleos).No primeiro caso, o sujeito está representado por “as fogueiras”, cujo núcleo estáno plural (fogueiras).Desse modo, o verbo deverá ficar no plural, como, aliás, se apresentou.Em seguida, o núcleo é gritos, também no plural, tendo sido apresentada a corretaflexão verbal.Portanto, essa assertiva apresenta correção gramatical.Temos nessa questão alguns outros exemplos de concordância: com o verbo HAVER(impessoal), a ser estudado a seguir, e, em duas passagens, com o pronomerelativo que, recentemente estudado.O pronome relativo exerce a função de sujeito nas duas orações adjetivas (“quelevem à solução da crise social” e “que a tantos vitima”). Na primeira, tem porantecedente o substantivo medidas (medidas que levem à solução), o que justificaa flexão verbal no plural. Na segunda, o referente é a palavra crise, deixando overbo vitimar no singular (crise social que a tantos vitima). Perfeita está aconstrução. www.pontodosconcursos.com.br 12
  13. 13. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIVocê precisa treinar bastante este tipo de questão (concordância com verbos emvoz passiva pronominal), pois, especialmente nas provas da FCC e da ESAF, essetópico é reiteradamente explorado.Vamos, então, analisar um item de questão elaborada pela ESAF.(TCE ES/2001 - adaptada)Na rede esperam-se serviço nota 1000 - ou nada aquém disso.Houve um erro de sintaxe de concordância.O verbo esperar está acompanhado do pronome se. Devemos, então, analisar seforma voz passiva e se a concordância do verbo em relação ao sujeito foirespeitada.Vamos “passo a passo”:1 – o verbo esperar, na construção, é transitivo direto ou direto e indireto? SIM -o verbo esperar é transitivo direto (Alguém espera alguma coisa)2 – Há idéia passiva na construção? SIM – O serviço nota 1000 é esperado peloconsumidor.Podemos, então, concluir que se trata de uma construção de voz passivapronominal, devendo o verbo estar de acordo com o sujeito paciente (núcleo =serviço).A construção correta, portanto, seria “Na rede, espera-se serviço nota 1000”).3.b) SE = índice de indeterminação do sujeito: verbo sempre na 3ª pessoa dosingular.Usa-se construção de sujeito indeterminado quando não se sabe - ou não se querdizer – quem é o agente da ação verbal. Também é usado em orações de sentidogenérico, vago.São duas as formas de construção do sujeito indeterminado:Forma 1 - o verbo (exceto transitivo direto ou direto e indireto) permanece na 3ªpessoa do singular acompanhado do pronome se (índice / partícula deindeterminação): Necessitava-se, naqueles dias, de novas esperanças. (verbo transitivo indireto) Estava-se muito feliz com o resultado das provas. (verbo de ligação) Morria-se de tédio nas noites de inverno.(verbo intransitivo)Forma 2 – o verbo (qualquer que seja sua transitividade na construção), sem opronome, fica na 3ª pessoa do plural: Desviaram dinheiro dos cofres públicos. Bateram na porta. Falaram mal de você.No primeiro caso, a exemplo do que ocorre na voz passiva, o verbo estáacompanhado do pronome SE. Você deverá saber se este pronome tem funçãoapassivadora ou indeterminadora do sujeito. A chave desse mistério está natransitividade do verbo.Analise, agora, uma opção de prova, apresentada pela Fundação CarlosChagas: www.pontodosconcursos.com.br 13
  14. 14. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI (TRE AP – Analista Judiciário / Janeiro 2006) As "operações" a que se aludem nessa crônica referem-se à redução de uma cabeça humana a proporções mínimas.Um verbo acompanhado do pronome SE pode formar voz passiva (verbostransitivos diretos ou diretos e indiretos) ou construção de sujeito indeterminado.Já em primeira análise, podemos constatar que o verbo “aludir” não poderia sesubmeter a uma construção passiva, pois é transitivo indireto: Alguém alude aalguma coisa.Diante dessa impossibilidade, concluímos que se trata de uma construção comsujeito indeterminado, devendo o verbo ficar na 3ª pessoa do singular (Forma 1):“As "operações" a que se alude nessa crônica ...”.Este item estava, pois, INCORRETO.As bancas adoram um verbo transitivo indireto para esse tipo de questão: tratar-se de. Veja como recentemente já caiu em uma prova da ESAF: (AFRF/ 2005) Assinale a opção que constituiria, de maneira coerente com a argumentação e gramaticalmente correta, uma possível resposta para a pergunta final do texto. d) Segundo alguns pensadores modernos, não se tratam de projeções utópicas os empreendimentos culturais e sociais que renovam valores modernistas, enriquecendo saberes especializados.Observe que o verbo tratar foi indevidamente flexionado. Ele é um verbo transitivoindireto, regendo a preposição DE. Por fazer parte de uma construção com sujeitoindeterminado, o verbo deve ficar na 3ª pessoa do singular. A forma correta,portanto, seria “não se trata de projeções utópicas”.Caso 4 - Verbos impessoaisSão IMPESSOAIS, ou seja, não possuem SUJEITO, os verbos que indicamfenômenos da natureza (Chove lá fora.); verbo HAVER indicando existência (Hámuitas pessoas na sala.) ou tempo (Há muito tempo não o vejo.); os verbosFAZER, IR, indicando tempo (Faz muito tempo que não o vejo./ Vai pra dez anosque não o vejo.).Como não possuem sujeito (casos de oração sem sujeito), os verbos ficam“neutros”, na 3ª pessoa do singular. Durante o inverno, nevava muito. Ainda havia muitos candidatos para a Universidade. Ontem fez dez anos que ela se foi. Vai para dez meses que tudo terminou.Como vimos na aula sobre verbos, deve ser respeitada a correlação entre o verboimpessoal que denota tempo decorrido e o verbo principal da oraçãocorrespondente. Há muito tempo ele está sem dormir. (Ele ainda permanece nesse estado) www.pontodosconcursos.com.br 14
  15. 15. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Havia muito ele não via seu pai. (Tal situação não persiste pertence ao passado. Por isso, ambas construções verbais são conjugadas no pretérito).São inúmeras as questões de prova, especialmente de bancas como FCC,CESGRANRIO, UFRJ, que abordam a concordância com verbos impessoais.Agora, veremos uma dessas questões. (NCE UFRJ / ADMINISTRADOR PIAUÍ / 2006) 13 - “Haverá milhões de pessoas com Aids”; a alternativa abaixo em que a substituição da forma do verbo haver está gramaticalmente INCORRETA é: (A) deverá haver; (B) poderá haver; (C) poderá existir; (D) existirão; (E) deverão existir.Dessa vez, a banca explorou a diferença entre os verbos HAVER e EXISTIR, emlocuções verbais.Enquanto o verbo EXISTIR possui sujeito, o verbo HAVER é impessoal, e o que selhe segue exerce a função de complemento verbal. Assim, na oração “Haverámilhões de pessoas com Aids”, a expressão “milhões de pessoas com Aids” é oobjeto direto, devendo o verbo, por ser IMPESSOAL, permanecer inalterado na3ª.pessoa do singular (“Haverá”).As formas das opções (A) e (B) apresentam locuções verbais, em que o verboHAVER funciona como verbo principal. Essa lição fez parte de nossa aula 2. Nessescasos, o verbo auxiliar (respectivamente DEVER e PODER) devem “seguir” asordens do principal, mantendo-se inalterados na 3ª.pessoa do singular (deveráhaver / poderá haver).As opções (C), (D) e (E) trocam o verbo HAVER pelo verbo EXISTIR.Apesar de semanticamente idênticos, o tratamento a ser dispensados aos verbos étotalmente diferente. O que exercia a função de complemento do verbo HAVERpassa a ser o sujeito do verbo EXISTIR. Como a expressão está no plural (“milhõesde pessoas”), o verbo EXISTIR irá também para o plural, conforme foi apresentadona opção (D): existirão. O mesmo ocorre em locuções verbais, em que o verboauxiliar deverá se flexionar: (C) poderão existir e (E) deverão existir. Nota-se,assim, a incorreção do item (C), apontado como gabarito da prova.Caso 5 - Verbo SEREsse é um verbo bastante especial. Para começar, admite a concordância, não sócom o sujeito (regra geral), mas também com seu complemento (predicativo dosujeito).Vejamos caso a caso.5.a) Expressões que indicam tempo, distância, datas, horas: concorda com opredicativo. www.pontodosconcursos.com.br 15
  16. 16. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Hoje é dia três de outubro, pois ontem foram dois e o amanhã serão quatro. Daqui até o centro são dez quilômetros. É uma hora e quinze minutos.5.b) Com expressões é muito , é pouco , é bastante , é mais de - quandodenotarem idéia de preço, quantidade, medida, o verbo fica no singular. Se vierdeterminado, irá se flexionar. Dez feijoadas era muito para ela. Vinte milhões era muito por aquela casa. As dezenas de famílias que pediam socorro eram poucas diante do universo de miseráveis.5.c) Em predicados nominais - Por estabelecer uma relação entre o sujeito e oseu predicativo, a concordância pode se dar tanto com o primeiro quanto com osegundo elemento. Há, contudo, algumas regras que prevalecem sobre essafaculdade. Algumas dessas regras já foram apresentadas no caso 1.c (pronomespessoais).Qualquer que seja a sua função sintática (sujeito ou predicativo), prevalece aconcordância com o elemento que estiver representado por:1ª – PRONOME PESSOAL RETO: Todo eu era olhos e coração. (Machado de Assis)2ª – PESSOA, em detrimento de outro que seja “COISA” (substantivo, pronomesubstantivo, oração substantiva): Ovídio é muitos poetas ao mesmo tempo, e todos excelentes. (A.F.Castilho).Havendo elementos personativos em ambas as funções (PESSOA x PESSOA), aconcordância é facultativa com o sujeito ou com o predicado, a não ser que em umdeles haja um pronome pessoal, caso em que prevalece a concordância com esteelemento (recai na 1ª regra de prevalência). O homem sempre foi suas idéias. (pessoa x coisa = PESSOA) Santo Antônio era as esperanças da solteirona. (pessoa x coisa = PESSOA) Ele era os meus sonhos. (pronome reto x coisa = PRONOME RETO) O professor sou eu. (coisa x pronome reto = PRONOME RETO)Quando os dois elementos (do sujeito e do predicativo) forem “COISAS”(substantivos, orações substantivas ou pronomes substantivos, como TUDO, NADA,ISSO, AQUILO), a concordância é facultativa, dando-se preferência à concordânciacom o elemento no plural, por questão de eufonia: A casa era / eram ruínas. O mundo é / são ilusões. O problema era / eram os móveis. Hoje, tudo é / são alegrias eternas.Em resumo, na concordância verbal com o verbo ser, em predicados nominais: www.pontodosconcursos.com.br 16
  17. 17. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI • entre PRONOME RETO x COISA/PESSOA – prevalece PRONOME RETO; • entre PESSOA x COISA – prevalece PESSOA; • entre COISA x COISA – concordância facultativa, PREFERÊNCIA para o termo no plural.Voltemos, agora, ao exemplo apresentado no item 2.l: (FCC/TCE SP/2005) O que se ...... (SEGUIR) à concentração de renda, do desemprego e da exclusão social são as manifestações violentas dos maiores prejudicados.De um lado, temos uma oração (COISA): “O que se segue à concentração derenda, do desemprego e da exclusão social”.De outro, também COISA: “as manifestações violentas dos maiores prejudicados”.Nesse caso, a concordância é facultativa, dando-se PREFERÊNCIA ao elemento noplural. Essa é a justificativa para a flexão no plural do verbo “ser” na questão. Eleconcorda com o predicativo do sujeito por estar no plural – concordânciapreferencial.5.d) Com a expressão “é que” – A expressão de realce “é que”, em que os doiselementos se apresentam juntos, é invariável, devendo o verbo concordar com osubstantivo ou pronome que a precede, pois são eles efetivamente o seu sujeito.Vamos transcrever a lição e o exemplo apresentados por Celso Cunha e LindleyCintra, em Nova Gramática do Português Contemporâneo:“A locução é que é invariável e vem sempre colocada entre o sujeito da oração e overbo a que ele se refere. Assim: ‘José é que trabalhou, mas os irmãos é que seaproveitaram do seu esforço.’.”Por ter mera função de realce, pode ser retirada sem que acarrete prejuízo aoperíodo: “José trabalhou, mas os irmãos se aproveitaram do seu esforço.”.E continuam os professores:“É uma construção fixa, que não deve ser confundida com outra semelhante, masmóvel, em que o verbo ser antecede o sujeito e passa, naturalmente, a concordarcom ele e a harmonizar-se com o tempo dos outros verbos.Compare-se, por exemplo, ao anterior o seguinte exemplo: ‘José é que trabalhou, mas foram os irmãos que se aproveitaram do seu esforço.’Ou este: ‘Foi José que trabalhou, mas os irmãos é que se aproveitaram do seu esforço.’Assim, quando o “é que” estiver juntinho, não se modifica – é uma expressãodenotativa e, portanto, invariável (você ainda se lembra daquele quadro dasclasses de palavras? Pois estão lá do lado das INVARIÁVEIS as palavrasdenotativas). www.pontodosconcursos.com.br 17
  18. 18. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKISe a expressão se separar, ficando um dos elementos antes do sujeito, com eledeve o verbo SER concordar (Foi José que trabalhou).5.e) com pronomes interrogativos QUE/QUEM/O QUE - o verbo SER concordacom o nome/pronome que vem após.Sei que este ponto já foi mencionado no caso 2.i, mas por que não repeti-lo? Quem são os culpados? Quem és tu?Caso 6 - Verbo DARVerbo dar (bater e soar) + hora(s): segue a regra geral, concordando com osujeito. Deram duas horas no relógio do campanário. (sujeito = duas horas; neste caso, o verbo é intransitivo) Deu duas horas o relógio da igreja. (sujeito = o relógio da igreja; o verbo é transitivo direto, com “duas horas” como complemento verbal)Caso 7 - Sujeito com nome próprio plural7.a) TopônimosCaso clássico de concordância verbal é com topônimos - nomes próprios queindicam lugares.- com artigo singular ou sem artigoCaso o topônimo não exija o artigo, mesmo sendo representado por um nome noplural, ou esteja acompanhado de artigo no singular, indicando a omissão de umsubstantivo (rio, município), o verbo ficará na 3ª pessoa do singular. Bruxelas é a capital da Bélgica.Minas Gerais é o estado mais elevado do país, com 57% das terras acima dos 600 metros de altitude (você sabia???). O Amazonas deságua no Atlântico. Minas Gerais exporta minérios.- com artigo pluralOs topônimos que estiverem acompanhados de artigos flexionam os verbos epronomes a ele correspondentes no plural.“Estados Unidos (da América)” é um exemplo de topônimo que SEMPRE vemprecedido de artigo definido masculino plural (Eu vou para os Estados Unidos. / Eumorei nos Estados Unidos.).Por conseqüência, quando exerce a função de sujeito, obriga a flexão do verbo noplural. Isso acontece mesmo que esteja representado por sua sigla (EUA), motivoque levou à anulação de uma questão de prova da ESAF (a próxima a sercomentada). www.pontodosconcursos.com.br 18
  19. 19. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIO mesmo acontece com qualquer outro nome precedido de artigo definido (“OsEmirados Árabes Unidos consistem de uma federação de sete emiradoslocalizados no Golfo Pérsico.”). Os Estados Unidos enviaram tropas à zona de conflito.7.b) ObrasO mesmo acontece com qualquer outro nome próprio precedido de artigo definido Os Lusíadas narram as conquistas portuguesas.Se o título da obra estiver entre aspas, o verbo fica no singular. “Grandes Sertões Veredas” é um clássico nacional. (ESAF/AFC STN/2000) Assinale a opção que apresenta erro de morfologia ou de concordância verbal. a) A diferença entre as taxas de crescimento dos Estados Unidos, do Japão e da Europa, no longo prazo, é um indício do descompasso da economia global. Apesar das alegações européias de que os mercados estão subestimando o euro, a moeda continua flutuando pouco acima de sua mais baixa cotação, 93 centavos de dólar. b) O iene está pouco abaixo de seu pico diante do dólar e permanece próximo de seu teto histórico ante o euro. Com resultados aquém dos desejados, Japão e Europa vêm a exuberância econômica dos Estados Unidos como uma ameaça - o que não é errado. c) Em 98 e 99, a economia dos Estados Unidos cresceu cerca de 4% ao ano, enquanto as três principais economias da zona do euro - Alemanha, França e Itália - atingiram 2%, 3% e 2% ao ano, respectivamente, no período. O Fundo Monetário Internacional prevê que os três países cresçam cerca de 3% este ano. d) Com esse resultado, a Europa não é mais vista como causa de debilidade. Agora o ritmo do crescimento europeu é tão rápido que uma intervenção do Banco Central Europeu - elevando as taxas de juros - é apenas uma questão de tempo. e) Isso deixa o principal fardo da remoção dos desequilíbrios econômicos aos cuidados do EUA, que precisam reduzir o ritmo de seu crescimento (hoje perto de 6% ao ano). A diferença entre os ciclos econômicos na Europa, Estados Unidos e Japão traz o fantasma da crise mundial.Inicialmente, a banca apresentou como gabarito a opção B.Em “Japão e Europa vêm a exuberância econômica dos Estados Unidos como umaameaça”, o que se registrou foi a 3ª pessoa do plural do verbo vir: vêm. Contudo ocontexto indica ser, na verdade, o verbo ver (a exuberância é vista pelo Japão eEuropa...), cuja flexão apresenta a forma vêem.O que levou à anulação da questão foi o erro no emprego do artigo definidomasculino singular antes da sigla EUA (Estados Unidos da América), na passagemda opção e: “Isso deixa o principal fardo da remoção dos desequilíbrios econômicosaos cuidados do EUA,...”. www.pontodosconcursos.com.br 19
  20. 20. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIMesmo sob a forma de sigla, o artigo que deveria acompanhá-lo seria o masculinoplural (os EUA), já que, como vimos, esse topônimo não só exige a flexão dos seusadjuntos adnominais, como também da forma verbal que o tenha como núcleo dosujeito.Havia, portanto, duas respostas válidas: B e E.Na seqüência, observe que foi respeitada a concordância verbal. O pronomerelativo que em : “... remoção dos desequilíbrios econômicos aos cuidados doEUA, que precisam reduzir o ritmo de seu crescimento ...” tem por antecedenteEUA (Estados Unidos da América), levando a locução verbal (“precisam reduzir”)para o plural.Caso 8 – Sujeito oracionalTodo cuidado é pouco em construções com sujeito oracional. Primeiramente, ésaber diferenciar SUJEITO ORACIONAL de LOCUÇÃO VERBAL.Em locuções verbais, os dois verbos formam um conjunto, em que um deles é oprincipal (chefe) e o outro é auxilliar (pode até haver mais de um auxiliar, comovimos na aula 2). O verbo auxiliar irá se flexionar, para concordar com o sujeito, naforma que o verbo principal o faria.Quando for o caso de um sujeito oracional, o verbo correspondente deverápermanecer “neutro”, na 3ª pessoa do singular. Os verbos, nesse caso, pertencema estruturas sintáticas distintas – um é o sujeito (oracional) enquanto que o outrofaz parte do predicado. A você compete estudar.Nesse exemplo, o sujeito do verbo COMPETIR (o que compete a você?) é ESTUDAR.Esse sujeito oracional pode se apresentar na forma reduzida (infinitivo) oudesenvolvida (acompanhado de uma conjunção integrante). Parece que ele decidiu o que fazer.E agora: qual é o sujeito do verbo PARECER (o que parece?)? Resposta: “que eledecidiu o que fazer”. Neste caso, o sujeito oracional vem precedido de umaconjunção, designando-se uma oração desenvolvida.Vejamos alguns casos em que este ponto foi abordado. Essa questão é longa, masvale a pena comentá-la por apresentar diversas formas de sujeito oracional. (FCC /TRT 13ª Região / Dezembro 2005) O verbo entre parênteses deverá ser flexionado, obrigatoriamente, numa forma do plural para preencher corretamente a lacuna da frase: (A) Mesmo que não ...... (caber) a vocês tomar a decisão final, gostaria que discutissem bem esse assunto. (B) Eles sabiam que ...... (urgir) chegarem à pousada, mas não conseguiram evitar o atraso. (C) A nenhum de vocês ...... (competir) decidir quem será o novo líder do grupo. (D) Tais decisões não ....... (valer) a pena tomar assim, de afogadilho. (E) A apenas um dos candidatos ...... (restar) ainda alguns minutos para rever a prova. www.pontodosconcursos.com.br 20
  21. 21. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIO gabarito é a letra E. Esse é um tipo muito comum de questão da Fundação CarlosChagas. A flexão exigida ora é no plural, ora é no singular.Relembremos que o sujeito apresentado sob a forma oracional leva o verbocorrespondente para a 3ª pessoa do singular.Então, vamos às opções:(A) Alguma coisa cabe a alguém. Vamos perguntar, então: o que cabe a vocês?Resposta: “Tomar a decisão final” cabe a vocês. Como o sujeito do verbo caberestá sob a forma de oração reduzida de infinitivo (“tomar”), o verbo se conjuga na3ª pessoa do singular: “Mesmo que não caiba a vocês tomar a decisão final,...”.(B) Algo urge (é urgente). O que urge? “Chegarem à pousada”. O verbochegar foi flexionado por estar em correspondência com o pronome pessoal reto jáapresentado na oração principal “Eles sabiam”. Se esta oração reduzida do infinitivo(“Chegarem...”) fosse desenvolvida, ou seja, apresentada com uma conjunção,teríamos: “... urge que chegassem à pousada”, o que comprova a flexão do verbochegar no plural (eles).Assim, também, fica mais evidente a relação do verbo urgir com a oração queexerce a função de sujeito (“chegarem à pousada / que chegassem à pousada”).Novamente, por apresentar sujeito oracional, o verbo da lacuna deve ficar nosingular: “Eles sabiam que urge chegarem à pousada...”, equivalente a “Elessabiam que isso – chegarem à pousada – urge (era urgente)”.(C) O que não compete a nenhum de vocês? “Decidir quem será o novo líderdo grupo”. O sujeito oracional exige o verbo competir na 3ª pessoa dosingular:“A nenhum de vocês compete decidir...”.(D) Note que, muitas vezes, devemos “ajeitar” a oração, colocando-a na ordemdireta, para realizar a análise. Para isso, devemos partir do verbo. Há dois: valer etomar. A princípio, isso poderia causar confusão e levar a pensar que se trata deuma locução verbal. Mas, veja bem. Quem é o sujeito do primeiro verbo (valer): oque não vale a pena? Tomar tais decisões. Opa! O segundo verbo faz parte dosujeito do primeiro e, portanto, não forma com ele uma locução (cada macaco noseu galho...).Assim, essa oração reduzida de infinitivo (“tomar tais decisões”) é o sujeito doverbo valer: “Tomar tais decisões não vale a pena.”. O verbo, portanto, fica nosingular (3ª. pessoa) por ter um sujeito oracional.(E) Esse é o gabarito da questão. O que resta? Alguns minutos. Mais uma vez,o sujeito vem posposto ao verbo, o que poderia levar o candidato a pensar que, emvez de sujeito, seria esse elemento um objeto direto. Não!!! Partindo do verbo“restar”, colocamos a oração na ordem direta: “Alguns minutos ... restam aapenas um dos candidatos.”. Todo cuidado é pouco em construções invertidascomo essa.Caso 9 - Verbo PARECER + Verbo no infinitivoQuando possui o significado de “dar a impressão”, seguido de infinitivo, permiteduas construções:1ª – PARECER no plural e INFINITIVO no singular – Nesse caso, estamosdiante de um simples caso de LOCUÇÃO VERBAL, em que o verbo auxiliar seflexiona e o principal se mantém em uma forma nominal (infinitivo). Os cientistas pareciam procurar grandes segredos. (locução verbal) www.pontodosconcursos.com.br 21
  22. 22. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI2ª – PARECER no singular e INFINITIVO no plural – Agora, é o caso de sujeitooracional. Como vimos no tópico anterior, o verbo que possui um sujeito oracional(quer desenvolvido ou reduzido de infinitivo) se mantém na 3ª pessoa do singular. Os cientistas parecia procurarem grandes segredos. (sujeito oracional)Fica estranho, não é? Mas nem sempre o que é esquisito está errado. Não confie noseu “bom senso”.O que se afirma nessa construção é que “ALGO (os cientistas procurarem grandessegredos) PARECIA”. Desenvolvida, essa construção seria: Parecia que os cientistasprocuravam grandes segredos.Para complicar a sua vida que já não é nem um pouco fácil, a banca pode deslocaro sujeito da oração subordinada para antes do verbo PARECER: Os meninos parecia que queriam sair.Ai,... que coisa feia!!! Mas está CORRETO! Na verdade, o que está registrado aí é“Parecia que os meninos queriam sair”. A construção está certinha. Agora,sinceramente, atire a primeira pedra quem não teve vontade de colocar o verboPARECER no plural...BIZU: Em qualquer dos casos, somente um dos verbos se flexiona – nuncaflexione os dois ao mesmo tempo.Caso 10 - Flexão do infinitivoO infinitivo é uma das três formas nominais do verbo, junto com o gerúndio e oparticípio. Isso vimos na aula 2 – Verbos.O infinitivo pode ser IMPESSOAL (não se flexiona em número ou pessoa) ouPESSOAL (possui sujeito e com ele pode concordar, havendo, nesse caso, flexãode número e pessoa).O infinitivo PESSOAL pode se flexionar ou não, a depender da construção.Flexionar quer dizer conjugar em todas as pessoas, por exemplo: vender, venderes,vender, vendermos, venderem.10.a) casos em que o infinitivo se flexiona obrigatoriamente – SUJEITOSDIFERENTES1. Quando o sujeito da forma nominal está claramente expresso, ou seja, oinfinitivo estiver acompanhado de um pronome pessoal ou de um substantivo – é oúnico caso de flexão obrigatória. A eleição de 2006 será o momento de os eleitores decidirem por uma renovação do Congresso Nacional.O sujeito do verbo SER é “A eleição de 2006”. Já o sujeito de DECIDIR é “oseleitores”. Como são sujeitos diferentes, a flexão do infinitivo é obrigatória.2. Quando se deseja indicar o sujeito não expresso a partir da desinência verbal: Está na hora de irmos embora.Observe que, se não houvesse a indicação pela desinência, não ficaria claro quemdeveria ir embora (Está na hora de ir embora... quem vai embora????). Nesse caso,a flexão passa a ser obrigatória para definir o sujeito da forma nominal. www.pontodosconcursos.com.br 22
  23. 23. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI10.b) casos de flexão facultativa do infinitivo – SUJEITO DO INFINITIVO É OMESMO DA ORAÇÃO ANTERIOR, OU SEJA, JÁ APARECEU.Quando o sujeito do infinitivo já estiver expresso em outra oração, geralmente naoração principal, a flexão torna-se facultativa.Recomenda-se, inclusive, omitir a flexão para o texto mais enxuto e objetivo, a nãoser que exista o risco de ambigüidade, caso em que a flexão será necessária paradissipar qualquer dúvida (como vimos no item 2 acima).De qualquer forma, a flexão do infinitivo, nesses casos, é opcional – pode-seflexionar ou não, a critério do autor. As mulheres se reuniram para decidir/decidirem a melhor forma de conduta. As trabalhadoras discutiram uma forma de se proteger/protegerem dos abusos no ambiente de trabalho. O ministro convidou os índios para participar/participarem do debate.Tomando o primeiro exemplo, quem se reuniu e quem iria decidir eram as mesmaspessoas: “as mulheres”. Assim, como o sujeito já se encontrava expresso na oraçãoanterior, a flexão do infinitivo tornou-se facultativa.10.c) casos de flexão do infinitivo em voz passivaCom relação à flexão do infinitivo passivo, no esquema PREPOSIÇÃO + SER(INFINITIVO) + PARTICÍPIO, há duas possibilidades:1 - Quando os sujeitos das orações são distintos e o do infinitivo vem logo após apreposição, a flexão do infinitivo é FACULTATIVA, ou seja, as duas formas –flexionada ou não - estão certas, dando-se preferência à flexão verbal.Essa preferência se dá em virtude da proximidade do particípio.O objetivo é coletar informações mais precisas para ser / serem cruzadas com outros bancos de dados. Indique as providências a ser / serem tomadas. Envio os documentos para ser / serem analisados.2 - Prefere-se a não-flexão: a) quando o sujeito (plural) das duas orações for o mesmo: Doenças desse tipo levam até cinco anos para ser / serem tratadas. Eles estão para ser / serem expulsos. Saíram sem ser / serem percebidos. Os pedidos levaram dez dias para ser / serem analisados. b) quando se tem um adjetivo antes da preposição: São obras dignas de ser / serem imitadas. Os alimentos estavam prontos para ser / serem comercializados. www.pontodosconcursos.com.br 23
  24. 24. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI As presas pareciam fáceis de ser / serem apanhadas. Apresentamos exercícios simples de ser / serem feitos.Observe que se trata de PREFERÊNCIA, a depender da ênfase que o autor queiradar. Não podemos tachar de certo ou errado. Ao não flexionar, valoriza-se a ação;com a flexão, dá-se ênfase ao sujeito que a pratica. Muitas vezes, a escolha é feitapor questão de eufonia ou de clareza textual.Encerramos com as palavras de Pasquale Cipro Neto e Ulisses Infante (Gramáticada Língua Portuguesa, Editora Scipione) de que "o infinitivo constitui um dos casosmais discutidos da língua portuguesa", e "estabelecer regras para o uso de suaforma flexionada, por exemplo, é tarefa difícil", e, "em muitos casos, a opção émeramente estilística".Vamos ver, agora, uma questão de prova da ESAF que tratou desse ponto doestudo. (Auditor RN/2005) Marque a opção que não substitui corretamente o item sublinhado no texto, respeitando-se a ordem em que ocorrem. Na medida em que a dinâmica da acumulação privada e a mobilidade dos capitais já não são controladas pelo Estado através da tributação, os direitos humanos, numa visão jurídico-positiva, encontram-se em fase regressiva. Eles podem até continuar existindo no plano legal, sobrevivendo, em termos formais, aos processos de tributação. Mas não têm mais condições de ser efetivamente implementados no plano real (se é que o foram, integralmente, um dia). a) Considerando que b) por meio c) continuarem d) já não têm e) seremO erro está na opção C, pois, em uma locução verbal (“podem continuarexistindo”), não se admite a flexão do verbo “continuar”, o segundo verboauxiliar. O único verbo que se flexiona é o primeiro auxiliar (poder).Os demais (segundo auxiliar – CONTINUAR - e verbo principal - EXISTIR)permanecem em uma das formas nominais – infinitivo, gerúndio ou particípio.O que nos interessa nessa questão é sugestão de troca do item e, que estácorreta.“Mas [os direitos humanos] não têm mais condições de ser efetivamenteimplementados no plano real.”A troca pelo infinitivo flexionado (serem) é válida, pelos motivos expostos no caso11.c / 2 / b acima. Como vimos, prefere-se a forma não flexionada, para nãotornar o texto repetitivo, mas isso não causaria erro de concordância. Estãocorretas, portanto, as duas formas: não têm mais condições de ser implementadosou não têm mais condições de serem implementados.10.d) Verbos Causativos/ Sensitivos + Pronomes Oblíquos + Infinitivo www.pontodosconcursos.com.br 24
  25. 25. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIPara começar, vamos entender o que são os verbos causativos e sensitivos.CAUSATIVOS indicam causa/conseqüência (fazer, permitir, deixar, mandar) eSENSITIVOS expressam sensações (ouvir, sentir, ver).Quando estes verbos (causativos e sensitivos) estiverem acompanhados dePRONOME PESSOAL OBLÍQUO ÁTONO (que exercem a função de sujeito doverbo no infinitivo que lhe segue), o infinitivo, mesmo pessoal (ou seja,possuindo um sujeito) não deve ser flexionado.Estou falando grego? Então, vamos a um exemplo para compreender. Ouvi os meninos sair/saírem. Mandei os meninos sair/saírem.Quem vai sair? Resposta: os meninos.Nesse tipo de construção, quando, no objeto direto do verbo causativo/sensitivo,houver um substantivo (nome) não há consenso entre os gramáticos: há autoresque exigem a flexão obrigatória (saírem), outros que indicam uma faculdade(sair/saírem – tanto faz) e, por fim, os que se recusam a flexionar o infinitivo(sair).Contudo, todos os gramáticos concordam em um aspecto: quando essesubstantivo (nome) é representado por um pronome pessoal oblíquo átono(o/ os/ a/ as). Nesse caso, o infinitivo NÃO PODE se flexionar! Ouvi-os sair. Mandei-os sair.Caso 11 - PODER/DEVER + SE + INFINITIVO + SUBSTANTIVO NOPLURALNa voz passiva, quando os verbos PODER/DEVER estiverem acompanhados dopronome apassivador SE, de um verbo no infinitivo e, por fim, de um substantivono plural, há duas formas de análise e, conseqüentemente, de construção. Pod...-se identificar duas formas de contágio.1ª. POSSIBILIDADE: o verbo PODER forma com o verbo IDENTIFICAR umalocução verbal, em que aquele atua como verbo auxiliar e este, principal. Comoacontece em qualquer locução verbal, quem se flexiona é o verbo auxiliar.Observamos, também, que existe um pronome SE acompanhando o verboauxiliar. Como o verbo principal é TRANSITIVO DIRETO (Alguém identificaalguma coisa), a locução faz parte de uma construção de voz passiva sintética.Quem, então, é o sujeito dessa oração (o que se pode identificar?)? Resposta:duas formas de contágio. O sujeito paciente (voz passiva) está no plural,levando o verbo auxiliar à mesma flexão. A construção correta seria: Podem-seidentificar duas formas de contágio.2ª. POSSIBILIDADE: Agora, o verbo PODER tem como sujeito uma oraçãoreduzida de infinitivo “identificar duas formas de contágio”. Equivale dizer: “Épossível identificar duas formas de contágio = ISSO é possível”. Assim, mesmoem construção de voz passiva (o verbo PODER é transitivo direto e a construçãoapresenta idéia passiva), o verbo PODER permanece na 3ª pessoa do singular porapresentar um SUJEITO ORACIONAL (caso 8). A forma correta seria: Pode-seidentificar duas formas de contágio. www.pontodosconcursos.com.br 25
  26. 26. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKINote que ambas as formas verbais (flexionada ou não) estão corretas, mas aanálise que se faz de uma é diferente da da outra.Treine a análise com mais um exemplo:1 - Devem-se manter os animais nas jaulas. – Os animais devem ser mantidosnas jaulas. – construção de voz passiva = verbo auxiliar concorda com o núcleodo sujeito: animais.2 – Deve-se manter os animais nas jaulas. – Deve-se [manter os animais nasjaulas] - sujeito oracional = verbo na 3ª pessoa do singular.A ESAF adora questões como essa. Vejamos como o examinador abordou emuma de suas provas. (TCE RN/2000) Marque o item em que um dos dois períodos está gramaticalmente incorreto: c) No gênero das leis federativas, é possível discernir duas espécies bem visíveis: leis federais intransitivas e transitivas. / No gênero das leis federativas, podem-se discernir duas espécies bem visíveis: leis federais intransitivas e transitivas.Os dois períodos apresentados na opção C estavam CORRETOS.O verbo PODER, no segundo período, está acompanhado do pronome se (“podem-se discernir duas espécies bem visíveis”). Vamos analisar a passividade dessaconstrução. Então, devemos fazer aquelas perguntas (como é, ainda se lembra???):1- É verbo TD ou TDI?Sim. Se considerarmos que os verbos formam uma locução verbal (“poderdiscernir”), a transitividade de discernir (verbo principal) é DIRETA, pois significadiferenciar, distinguir, discriminar.2 – Há idéia passiva?Sim, duas espécies de leis federativas poderão ser discernidas, ou seja,diferenciadas.Então, trata-se de voz passiva pronominal (sintética) e o verbo auxiliar deveráse flexionar de acordo com o núcleo do sujeito paciente – espécies – e ir para oplural – podem-se discernir.A outra possibilidade de análise e construção seria: “pode-se discernir duasespécies bem visíveis: leis federais intransitivas e transitivas.”Neste caso, o sujeito da forma verbal “pode-se” é a oração reduzida de infinitivo“discernir duas espécies...”.São formas igualmente válidas, cada uma com uma análise sintática diferente.CUIDADO COM CERTAS CONJUGAÇÕESVocê precisa tomar cuidado especial quando a questão de prova envolverconcordância com os verbos derivados dos verbos pôr, ter e vir. Suas formasplurais não apresentam nenhuma distinção fonética em relação às formassingulares. www.pontodosconcursos.com.br 26
  27. 27. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIVamos lá: para perceber essa coincidência, fale alto, não ligue se a sua vizinhapensar que você enlouqueceu – depois que você passar no concurso, ela vem puxaro seu saco...: DISPÕE/DISPÕEM, MANTÉM/MANTÊM, CONVÉM/CONVÊM...Viu só? Isso pode enganar o seu ouvido direitinho.Por isso, sempre que surgir um verbo com esse tipo de “casca de banana”,sublinhe, circule, desenhe uma caveira, faça qualquer coisa para perceber se aforma verbal está de acordo com o sujeito correspondente.Para encerrarmos nossa aula de hoje, veja só como pode ser maldosa uma questãoassim: (ESAF/TRF/2000) Assinale a opção em que há erro gramatical. No Primeiro Reinado, as idéias de justiça fiscal e capacidade de contribuição, que pressupõe(A) que a cada cidadão deva ser cobrado o imposto de acordo com suas possibilidades, simplesmente não existiam, já que(B) não havia legislação coerente que garantisse a defesa desses princípios. Como o clero e os senhores rurais eram livres das obrigações fiscais, os privilégios subsis- tiam(C). Em face do(D) baixo grau de informação, da falta de instituições independentes e da ausência de liderança, era impossível qualquer manifestação que fosse contrária ao(E) sistema em vigor. a) A b) B c) C d) D e) EMais uma vez, temos de observar a qual palavra o pronome relativo que se refere(caso 2.i). Na passagem “que pressupõe”, o relativo que tem como antecedente osubstantivo plural idéias (“as idéias de justiça fiscal e capacidade de contribuição,que pressupõe...”). Por isso, o verbo PRESSUPOR deve com esse substantivo noplural concordar – pressupõem.Olhe aí um desses verbos perigosos. Foneticamente, não há diferença entre aforma singular e a plural da conjugação verbal nas terceiras pessoas (pressupõe /pressupõem – notou alguma diferença?).Por isso, todo cuidado é pouco na prova. Dificuldade maior reside quando a questãotranscreve um texto e apresenta em somente uma das opções a incorreçãogramatical (sem sublinhar, como nessa). Em meio a tantas possibilidades deincorreção, ainda mais com grande distância entre o verbo e o sujeitocorrespondente, um erro como esse (de concordância) pode passar despercebidoaos ouvidos e à retina.Felizmente, chegamos ao fim de nosso encontro de hoje (ufa!!!), masnão sem antes treinarmos os conhecimentos aqui adquiridos.Então, mãos à obra. Resolva as questões extraídas de diversos concursospara, só depois, ver o gabarito e ler os comentários.Grande abraço.QUESTÕES DE FIXAÇÃO1 - (NCE UFRJ / INCRA / 2005) Texto 4 - PERIGO REAL E IMEDIATO www.pontodosconcursos.com.br 27
  28. 28. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Vilma Gryzinski – Veja, 12/10/2005 Desde que a era das fotografias espaciais começou, há quarenta anos, uma nova e prodigiosa imagem se formou no arquivo mental da humanidade sobre o que é o planeta no qual vivemos. Do nosso ponto de vista no universo, provavelmente não existe nada que se compare à beleza desta vívida esfera azul, brilhando na imensidão do espaço, água e terra entrelaçadas num abraço eterno, envoltas num cambiante véu de nuvens. (...)As regras de concordância nominal dizem que o adjetivo posposto a doissubstantivos concorda com o mais próximo ou com o plural dos dois; no caso de“água e terra entrelaçadas”, a afirmativa correta, entre as que estão abaixo, é:(A) o adjetivo também poderia aparecer na forma “entrelaçada”;(B) a forma “entrelaçados” do adjetivo também estaria correta;(C) se anteposto, a única forma possível do adjetivo seria “entrelaçada”;(D) por coerência lógica, a única forma possível do adjetivo é “entrelaçadas”;(E) o adjetivo refere-se exclusivamente ao substantivo “água”.2 - (NCE UFRJ / ANALISTA FINEP / 2006)Assinale a alternativa em que a concordância nominal NÃO é adequada:(A) A temperatura do Sol obrigava a cuidado e proteção obrigatória;(B) A temperatura do Sol obrigava a cuidado e proteção obrigatórios;(C) A temperatura do Sol obrigava a cuidado e proteção forçadas;(D) A temperatura do Sol obrigava a obrigatório cuidado e proteção;(E) A temperatura do Sol obrigava a obrigatória proteção e cuidado.3 - (NCE UFRJ / ANALISTA FINEP / 2006)“A elevação da temperatura no terceiro planeta do sistema solar tornará inviável asobrevivência de qualquer criatura”; sobre os aspectos da concordância nominal everbal dessa frase, podemos dizer que:(A) o adjetivo inviável concorda com criatura;(B) a forma verbal tornará concorda com o sujeito posposto;(C) o pronome qualquer é invariável;(D) o numeral terceiro não concorda com o substantivo planeta;(E) no plural, quaisquer criaturas não modificaria a forma do adjetivo inviável.4 - (FUNDAÇÃO JOÃO GOULART/PGM RJ/2004)Há má construção gramatical quanto à concordância em:A) Os médicos consideravam inevitável nos pacientes pequenas alteraçõespsicológicas.B) As internações por si sós já causam certos distúrbios psicológicos aos pacientes.C) Uma e outra alteração psicológica podem afetar os pacientes hospitalizados. www.pontodosconcursos.com.br 28
  29. 29. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKID) Distúrbios e alterações psicológicos são normais em pacientes hospitalares.5 - (FGV/PREF.ARAÇATUBA/2001)A alternativa correta quanto à concordância nominal éA. A empregada mesmo viu tudo.B. Já fiz isso bastante vezes.C. Passado a crise, voltaram.D. As frutas chegaram meio estragadas.6 – (ESAF / AFC STN / 2000) Marque o segmento do texto que contém erro deestruturação sintática.a) Se alguém tinha alguma dúvida quanto à retomada do crescimento econômico,os últimos dados divulgados pelo IBGE e pela Confederação Nacional da Indústriase encarregaram de sepultá-las.b) Todos os indicadores disponíveis confirmam uma forte reação na produçãoindustrial brasileira, que começou ainda no ano passado, mas ganhou maior forçanos primeiros meses do ano 2000.c) A produção em fevereiro cresceu 16% em comparação com o mesmo mês doano passado, enquanto as vendas cresceram 18%.d) Em uma perspectiva mais longa, que analisa a produção nos últimos 12 meses,houve um crescimento de 1,4%, invertendo uma seqüência de resultados negativosque se arrastavam desde agosto de 1998.e) Em fevereiro, foram criados 18.000 novos postos no mercado formal, segundodados do Ministério do Trabalho.(André Lahóz, com adaptações)7 - (NCE UFRJ / Guarda Municipal /2002)Assinale o item que está de acordo com as normas gramaticais.a) O fato nada teve a haver com o assalto ocorrido a cerca de 10 dias;b) O fato nada teve a ver com o assalto ocorrido há cerca de 10 dias;c) O fato nada teve a haver com o assalto ocorrido há cerca de 10 dias;d) O fato nada teve a haver com o assalto ocorrido acerca de 10 dias;e) O fato nada teve a ver com o assalto ocorrido acerca de 10 dias.8 - (FGV/PREF.ARAÇATUBA/2001)Assinale a alternativa errada quanto ao emprego de "acerca de", "há cerca de" e "acerca de".A. Ficou há cerca de dez passos da esquina.B. Fez uma exposição acerca do impasse.C. Viajou há cerca de uma semana.D. Dirigiu-se a cerca de cem pessoas. www.pontodosconcursos.com.br 29
  30. 30. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI9 - (FCC / ICMS SP / 2006) Considere a seguinte frase:A busca de distinção entre o que é “do bem” e o que é “do mal” traz consigo umdilema (...).O verbo trazer deverá flexionar-se numa forma do plural caso se substitua oelemento sublinhado por(A) O fato de quase todas as pessoas oscilarem entre o bem e o mal (...).(B) A dificuldade de eles distinguirem entre as boas e as más ações (...).(C) Muitas pessoas sabem que tal alternativa, nas diferentes situações, (...).(D) Essa divisão entre o bem e o mal, à medida que se acentua nos indivíduos,(...).(E)) As oscilações que todo indivíduo experimenta entre o bem e o mal (...).10 - (FGV / MPE AM / 2002)Assinale a alternativa em que ocorre uma concordância verbal INACEITÁVEL emrelação à norma culta da língua.(A) Pouco importavam ao cronista a crítica e o elogio.(B) Chegou à editora o texto e uma carta do cronista.(C) Agradava-lhe o ritmo e o estilo do cronista.(D) Obrigavam-me a amizade e o dever de criticar aquele seu texto.(E) Faltava-lhe, naquele dia, fatos para escrever sua crônica.11 - (CESGRANRIO / BNDES – ADVOGADO / 2004)Indique a opção em que a concordância NÃO está de acordo com as regras danorma culta.(A) Gosto de viajar para lugares o mais exóticos possível.(B) Compramos um sofá, uma poltrona e uma mesa antigos.(C) A maioria das pessoas espera conseguir bons empregos.(D) Um dos cientistas que estudam a memória chegou ao Brasil.(E) Mais de um funcionário vão pedir promoção no mês que vem.12 - (FGV / Agente Tributário Estadual / 2006)No trecho o primeiro namorado ou o primeiro marido não sabem (L.69-70), o verbofoi flexionado corretamente no plural, observando o caso de sujeito composto comnúcleos ligados por OU.Assinale a alternativa em que, no mesmo caso, a flexão do verbo não seriapossível.(A) Esperávamos que ele ou o irmão viessem nos apanhar.(B) Umidade intensa ou ressecamento excessivo não nos fazem bem.(C) João Carlos ou Pedro se casariam com Marta.(D) O jornal ou a revista podem apresentar detalhadamente a notícia.(E) Podem ser entregues o original do documento ou sua cópia.13 - (CESGRANRIO / SEAD AM / 2005)Aponte a opção em que se encontra um uso INACEITÁVEL de concordância. www.pontodosconcursos.com.br 30
  31. 31. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(A) Uma e outra coisa merece nossa atenção.(B) Nem um nem outro candidato conseguiram se destacar.(C) O médico, com sua enfermeira, foi ao Congresso.(D) No relatório da OMS, tinham vários erros de tabela.(E) Os cientistas haviam tido muito cuidado nos experimentos.14 - (FGV / Ministério da Cultura /2006)Lá, alunos ajudaram a criar um centro cultural...Assinale a alternativa em que, substituindo-se alunos no trecho acima por outraexpressão, foi mantida a correção gramatical.(A) Lá, 1,85% ajudaram a criar um centro cultural...(B) Lá, 0,98% ajudou a criar um centro cultural...(C) Lá, a maior parte ajudaram a criar um centro cultural...(D) Lá, tu e teus amigos ajudaram a criar um centro cultural...(E) Lá, dois terços ajudou a criar um centro cultural...15 - (NCE UFRJ / PCRJ / 2002)Assinale o item que atende aos preceitos da norma culta da língua.a) A maioria dos trabalhadores participaram da sessão de treinamento;b) A maioria dos trabalhadores participou da seção de treinamento;c) A maioria dos trabalhadores participou da cessão de treinamento;d) A maioria dos trabalhadores participaram da secção de treinamento;e) A maioria dos trabalhadores participaram da seção de treinamento.16 - (FCC / MPE PE/ 2006)Está clara e correta a redação do seguinte comentário sobre o texto:(A) Nem mesmo o mais rigoroso dos dicionários são capazes de definir comprecisão o sentido que os homens desejam discernir entre os conceitosfundamentais.(B) Quando se divergem, a filosofia e o direito acabam por criar um espaço dehesitação para os conceitos, que seriam tão desejáveis estabelecer para a açãohumana.(C)) Tanta dificuldade enfrentada na definição dos nossos valores essenciaisdemonstra que não dispomos de convicções absolutas, de princípios realmenteduradouros.(D) Tanto a felicidade como a justiça devem de ser discutidos sobre os parâmetrosinstáveis da nossa consciência, o que torna problemáticos tanto um quanto outro.(E) Não se esperem que nossos valores essenciais possam ser definidos semcontrovérsias, pois as mesmas fazem parte da dinâmica que se rege o nossopensamento.17 - (FCC / ANEEL TÉCNICO / 2006) www.pontodosconcursos.com.br 31
  32. 32. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIOs trechos abaixo constituem um texto. Assinale a opção gramaticalmenteincorreta.a) A desigualdade na repartição da renda, riqueza e poder é uma marca inalienáveldo Brasil.b) De acordo com o “Atlas de exclusão social — Os ricos no Brasil” (Cortez, 2004),somente 5 mil famílias chegam a se apropriar de mais de 40% de toda a riquezanacional, embora o país registre mais de 51 milhões de famílias.c) Se considerarmos somente a parcela da população que se concentram no décimomais rico, verificam-se que 75% de toda a riqueza contabilizada termina sendo porela absorvida.d) Em outras palavras, restam 25% da riqueza nacional a ser apropriada por 90%da população brasileira. Esse descalabro em relação à concentração sem limites dariqueza no País não é algo recente.e) Pelo contrário, isso parece ser algo consolidado desde sempre no País, emboradesde 1980, com o abandono do projeto de industrialização nacional, tenhaavançado no país o ciclo da financeirização da riqueza, com retorno ao modeloprimário-exportador de matérias-primas e produtos agropecuários.(Marcio Pochmann)18 - (ESAF / ATE MS / 2001)Marque o item em que uma das sentenças está gramaticalmente mal formada:É vedado à Administração Tributária:a) exigir tributo não previsto neste Código / exigir tributo que não esteja previstoneste Código.b) aumentar tributo sem que a lei o estabeleça / aumentar tributos sem que a leios estabeleçam.c) cobrar tributos relativos a fatos geradores ocorridos antes do início deste Códigoou de outra lei que os instituir ou aumentar / cobrar tributos relativos a fatosgeradores ocorridos antes do início deste Código ou de outra lei que os institua ouaumente.d) cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a leique os instituiu ou aumentou / cobrar tributos no mesmo exercício financeiro emque tenha sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou.e) Estabelecer diferença tributária entre bens e serviços de qualquer natureza, emrazão de sua procedência ou destino / estabelecer diferença tributária entre bens eserviços de quaisquer naturezas, em razão de sua procedência ou destino.19 – (ESAF/Fiscal de Fortaleza/1998) Indique entre os itens sublinhados o quecontém erro gramatical ou impropriedade vocabular. Tudo parece indicar, a essa altura, que(A) as repercussões da crise dos paísesasiáticos sobre a América Latina serão bem menos acentuadas do que(B) seimaginava faz(C) poucos meses. Pouco a pouco, foram-se percebendo(D) que osproblemas daquela região são devidos à(E) desorganização de seus sistemasfinanceiros e a uma especulação imobiliária desenfreada. (Gazeta Mercantil, 21 e 22/2/1998, adaptado)a) A www.pontodosconcursos.com.br 32
  33. 33. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIb) Bc) Cd) De) E20 - (FGV/PREF.ARAÇATUBA/2001) A concordância verbal está correta emA. Precisam-se de muitos técnicos.B. Os Estados Unidos é contrário a essas medidas.C. Neste mês, deve haver muitos feriados.D. Tratavam-se de profissionais competentes.21 - (NCE UFRJ INCRA/2005) Texto 1 - Internet, telefone e mais de 39 mil terminais de autoatendimento. São muitas as opções para você movimentar a sua conta, efetuar pagamentos, obter crédito, receber benefícios, adquirir produtos e o que mais você precisar. É para isso que o Banco do Brasil investe tanto em tecnologia: para estar o tempo todo com você. (O Globo, 06/10/2005)Se transformarmos as cinco primeiras orações reduzidas de infinitivo em oraçõesdesenvolvidas na forma passiva pronominal (com o pronome SE), as formas verbaisadequadas serão, respectivamente:(A) movimente – efetue – obtenha – receba – adquira;(B) movimentem – efetuem – obtenham – recebam – adquiram;(C) movimente – efetuem – obtenha – recebam – adquiram;(D) movimentem – efetue – obtenham – receba – adquira;(E) movimente – efetue – obtenha – receba – adquiram.22 - (FCC/BANCO DO BRASIL/2006)É preciso corrigir a seguinte frase, na qual há um equívoco quanto àconcordância verbal:(A) As maravilhas que se dizem a respeito de uma vida bucólica ou primitiva nãoparecem ter em nada animado o cronista.(B) Não consta, entre as fobias declaradas pelo cronista, a de se sentir distante dealguém a quem o prendam laços afetivos.(C) Não se ouvem apenas os cantos do mar, mas também os sons de insetos eanimais que podem representar uma séria ameaça.(D)) Uma das convicções do bem-humorado cronista é a de que usar bermudaslongas constituem a maior de suas concessões à vida natural.(E) Fica sugerido que livros, jornais e revistas são, para o cronista, artigos deprimeira necessidade, como o são fósforos ou aspirina. www.pontodosconcursos.com.br 33
  34. 34. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI23 - (FCC / BANCO DO BRASIL / 2006)Está plenamente atendida a concordância verbal em:(A) Para o amanuense, não teriam havido outras compensações, além das alegriasque lhe proporcionavam a elaboração da linguagem do diário.(B) Entre um computador e um fax ainda existem, nas palavras do autor, muitoestímulo para as nossas paixões se manifestarem.(C) As preocupações íntimas, que se costuma traduzir na linguagem pessoal de umdiário, pode suscitar o interesse de um grande número de leitores.(D) Ninguém duvide de que possa estar na forma modesta de um diário pessoal asquestões subjetivas que a cada um de nós é capaz de afetar.(E)) É nas palavras de um diário que se formaliza a nossa subjetividade, é nelasque se espelham as faces profundas dos nossos desejos.24 - (FGV / ICMS PB / 2006)De acordo com a norma culta, a concordância verbal está correta APENAS na frase:(A) O autor disse que existe comissões parlamentares válidas e competentes.(B) Haviam perguntas que não foram respondidas durante o interrogatório.(C) Em toda a parte do mundo podem haver políticos corruptos.(D) É necessário reconhecer que algumas atitudes que fere os princípios éticosprecisam serem punidas.(E)) Já faz cinco sessões que os deputados não votam nenhuma proposta dogoverno.25 - (CESGRANRIO / INSPETOR DE POLÍCIA / 2001) “...não se pode culpar os publicitários por isso – eles, assim como todo mundo, não sabem o que fazem.”Analise o comentário sobre os componentes desse segmento do texto é:a) igualmente correta seria a forma podem culpar .26 - (TRT 15ª Região – Analista Judiciário / Setembro 2004 _________ as aparências enganosas de exatidão.Preenche-se corretamente a lacuna por:(A) Deve ser evitado(B) Deve serem evitadas(C) Deve ser evitadas(D) Devem ser evitado(E))Devem ser evitadas27 - (FCC / ANEEL TÉCNICO / 2006) De fato, os jovens têm motivos para se sentirem inseguros. Começam a vida profissional assombrados pelos altos índices de desemprego. Quase a metade dos desempregados nos grandes centros no Brasil é jovem. Além da falta de www.pontodosconcursos.com.br 34
  35. 35. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI experiência, há o despreparo mesmo. Grande parte tem baixa escolaridade. O mercado de trabalho ajuda a perpetuar a desigualdade. Muitos jovens deixam de estudar para trabalhar. Mas a disputa é acirrada também entre os mais bem-preparados. A grande oferta de mão-de-obra resulta em um processo cruel de avaliação, com testes de conhecimentos e de raciocínio lógico, redação, dinâmicas de grupo, entrevistas. E não é só. O jovem deve demonstrar habilidades que muitas vezes nem teve tempo de saber se possui ou de descobrir como adquiri-las. Como o conhecimento hoje fica obsoleto muito rápido, a qualificação e o potencial comportamental é que definem um bom candidato, e não só o preparo técnico. (Adaptado de ISTOÉ 5/10/2005)Julgue a assertiva abaixo.c) Como a expressão “a metade” (l.2) pode ser considerada um sinônimo textualpara 50%, a substituição daquela por esta preservaria a coerência textual e acorreção gramatical.28 – (ESAF/ TFC/ 1997) Assinale o item que apresenta concordância incorreta.a) As pessoas se agrupam em função de objetivos comuns em associações,federações, confederações, sindicatos, ONGs, colégios, empresas, sociedades,clubes, conselhos, fundações, institutos, etc.b) Em qualquer uma dessas situações pressupõem-se que os grupos trabalhamunidos na defesa de um ideário consubstanciado em estatutos, normas eprocedimentos que determinam formas de atuação na sociedade.c) Entre os dez setores que mais geraram empregos no Brasil, em 1996, asentidades sem fins lucrativos despontaram em primeiro lugar.(...)d) Além disso, possuem alto índice de trabalhadores voluntários quedisponibilizam seu tempo livre em benefício de toda a sociedade, algo nadadesprezível enquanto força mobilizadora.e) A questão é como usar esse poder. Talvez nunca como neste momento aconscientização da necessidade do envolvimento do empresariado na vida dacomunidade tenha sido tão importante. (Maria Christina Andrade Vieira, Gazeta Mercantil -14 de agosto de 1997, com adaptações)29 - (FCC / ANEEL ANALISTA/ 2006) A pichação é uma das expressões mais visíveis da invisibilidade humana. São mais do que rabiscos. São uma forma de estabelecer uma relação de pertencimento com a comunidade – mesmo que por meio da agressão – e, ao mesmo tempo, de dar ao autor um sentido de auto-identidade. (Gilberto Dimenstein, Folha de S. Paulo, 21/01/2006)Sobre esse trecho, analise a assertiva abaixo.II. Nos dois períodos iniciados pela forma verbal “São”, a concordância verbal se fazcom o predicativo do sujeito.30 - (FCC / ANEEL TÉCNICO / 2006) Apesar das dificuldades, o Programa de Metas foi executado e seus resultados manifestam-se na transformação da estrutura produtiva nacional. O governo www.pontodosconcursos.com.br 35

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