Solos do Rio Grande do Sul

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Apresentação realizada no Instituto Federal Farroupilha - campus de Alegrete, Rio Grande do Sul, Brasil

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Solos do Rio Grande do Sul

  1. 1. Solos do Rio Grande do SulEng. Agro. Alessandro Samuel-RosaEng. Agro., MSc. Pablo Miguel Alegrete, 25 de março de 2010.
  2. 2. SUMÁRIO-Conceitos - Solo - Formação do solo - Levantamento e classificação de solos- Classes de solo do RS - Características - Exemplos - Uso e manejo agropecuário
  3. 3. SOLORecurso natural lentamente renovável,encontrado em diferentes posições napaisagem, formado pela ação do clima e dosorganismos vivos sobre o material de origem,ao longo do tempo, modificado pela açãohumana.
  4. 4. ClimaOrganismos Relevo Processos Solo Rocha Tempo
  5. 5. Rio Grande do Sul Clima Diferentes tiposDiversidade Geologia = de solos Relevo
  6. 6. Clima (temperatura)
  7. 7. Clima (precipitação)
  8. 8. Geologia
  9. 9. Relevo (Campanha)
  10. 10. Relevo (Depressão Central) Argissolos
  11. 11. Relevo (Rebordo do Planalto) 3
  12. 12. Relevo (Alto Uruguai)
  13. 13. Relevo (Planalto)
  14. 14. O uso racional, economicamente viável eambientalmente sustentável do solo exige umconhecimento prévio em relação as suasprincipais características, limitações e aptidão deuso.
  15. 15. O uso racional, economicamente viável eambientalmente sustentável do solo exige umconhecimento prévio em relação as suasprincipais características, limitações e aptidão deuso. COMO CONSEQUÊNCIA... ... Levantamentos de solos são essenciais, pois permitem a sua identificação e caracterização.
  16. 16. O uso racional, economicamente viável eambientalmente sustentável do solo exige umconhecimento prévio em relação as suasprincipais características, limitações e aptidão deuso. COMO CONSEQUÊNCIA... ... Levantamentos de solos são essenciais, pois permitem a sua identificação e caracterização. Classificação natural ou taxonômica (SBCS, Soil Taxonomy, WRB-FAO) Classificação técnica ou interpretativa (Sistema de aptidão agrícola das terras, Sistema de capacidade de uso das terras)
  17. 17. Streck et al. (2008)
  18. 18. ARGISSOLOS
  19. 19. Características- Relevo suave ondulado até forte ondulado (maior área do RS);- Profundos a muito profundos;- Bem a imperfeitamente drenados;- Sequência de horizontes: A – Bt – C ou A – E – Bt – C;- Gradiente textural (horizonte B mais argiloso do que horizontes A e E);- Origem de diversos materiais.
  20. 20. ARGISSOLO VERMELHO-AMARELOA Alumínico úmbrico (UM Júlio de Castilhos)Bt
  21. 21. A A A E EBt Bt Bt ARGISSOLO VERMELHO Distrófico típico ou arênico ou espessarênico (UM São Pedro)
  22. 22. A ARGISSOLO BRUNO-ACINZENTADOBt1 Alítico úmbrico (UM Santa Maria)Bt2 C
  23. 23. ARGISSOLO VERMELHOA Distrófico latossólico (UM São Jerônimo)BtBw
  24. 24. Uso e manejo agropecuário- Solos arenosos (uso de implementos);- Baixa fertilidade natural;- Limitações na drenagem natural (Bt);- Erosão em sulcos;- Práticas conservacionistas.
  25. 25. CAMBISSOLOS
  26. 26. Características- Relevo ondulado;- Rasos a profundos;- Bem a imperfeitamente drenados;- Sequência de horizontes: A – Bi – C ou O – A – Bi – C;- Solos em processo de transformação  possuem características insuficientes para serem enquadrados em outras classes de solos mais desenvolvidos;- Presença de fragmentos de rochas  baixo grau de alteração.
  27. 27. CAMBISSOLO HÚMICO Alumínico típico (UM Bom Jesus)ABi
  28. 28. CAMBISSOLO HÁPLICO Alumínico organossólico (UM Rocinha)ABi
  29. 29. CAMBISSOLO HÚMICOA Alumínico típico (UM Farroupilha)Bi
  30. 30. Uso e manejo agropecuário- Fruticultura e silvicultura;- Práticas conservacionistas (relevo);- Corretivos e fertilizantes;- Pedogênese reversa (erosão de Chernossolos).
  31. 31. CHERNOSSOLOS
  32. 32. Características- Relevo ondulado e áreas de encosta;- Rasos a profundos;- Sequência de horizontes: A – Bt – C ou A – Bi – C;- Alto teor de MO  cores escuras no horizonte superficial;- Alta fertilidade química (V% > 65% e alta CTC).
  33. 33. CHERNOSSOLO ARGILÚVICO Férrico típicoA (UM Ciríaco)Bt
  34. 34. CHERNOSSOLO EBÂNICO Carbonático vertissólico (UM Uruguaiana)ABCCk
  35. 35. A CHERNOSSOLO ARGILÚVICO Órtico vertissólico (UM Ponche Verde)BtC
  36. 36. Uso e manejo agropecuário- Dificuldade de mecanização (relevo);- Culturas anuais, pastagem, fruticultura e silvicultura;- Erosão  perda do horizonte A  pedogênese reversa;- Argilas expansivas;- Drenagem.
  37. 37. GLEISSOLOS
  38. 38. Características- Depressões mal drenadas em todo o RS;- Pouco profundos a profundos;- Muito mal drenados;- Cor acinzentada ou preta;- Ausência de gradiente textural;- Sequência de horizontes: A – Cg, ou A – Bg – Cg ou H – Cg.
  39. 39. A GLEISSOLO HÁPLICO Tb Eutrófico típico (UM Banhado)Cg1Cg2
  40. 40. GLEISSOLO MELÂNICOA Tb Eutrófico típico (UM Taim e Colégio)Cg
  41. 41. Uso e manejo agropecuário- Preservação permanente (cursos de água);- Arroz irrigado – sistematização;- Drenagem natural;- Fertilidade depende do material de origem (sedimento).
  42. 42. LATOSSOLOS
  43. 43. Características- Metade norte do RS;- Bem drenados e profundos a muito profundos;- Sequência de horizontes: A – Bw – C;- Perfil homogêneo;- Muito intemperizados (caulinita e óxidos de Fe);- Baixa CTC, alta acidez, baixa reserva de nutrientes e toxidez por Al.
  44. 44. LATOSSOLO VERMELHOA Distrófico típico (UM Cruz Alta e Cerrito)Bw
  45. 45. LATOSSOLO BRUNOAluminoférrico típico (UM Vacaria) A Bw1 Bw2
  46. 46. Uso e manejo agropecuário- Boa aptidão agrícola (propriedades físicas e relevo);- Uso de fertilizantes e corretivos;- Erosão laminar;- Campos de Cima da Serra  clima.
  47. 47. LUVISSOLOS
  48. 48. Características- Metade sul do RS;- Acumulação subsuperficial de argila;- Pouco profundos;- Bem a imperfeitamente drenados;- Sequência de horizontes: A – Bt – C;- Alta CTC e V%;
  49. 49. LUVISSOLO CRÔMICOA Pálico saprolítico (UM Cambaí)BC
  50. 50. LUVISSOLO HÁPLICOA Órtico típico (UM Bexigoso)BC
  51. 51. LUVISSOLO HÁPLICO Órtico típico UM PiraíABC
  52. 52. Uso e manejo agropecuário- Boa fertilidade natural (↓ fósforo);- Impedimentos a mecanização (relevo e profundidade);- Práticas conservacionistas;- Drenagem pode ser impedimento em alguns casos.
  53. 53. NEOSSOLOS
  54. 54. Características- Encostas, relevo plano, litoral...- Solos pouco desenvolvidos;- Rasos a profundos;- Sequência de horizontes: A – R, A – C, A – C – R, etc.- Não apresentam qualquer tipo de horizonte B diagnóstico.
  55. 55. NEOSSOLO LITÓLICO Eutrófico fragmentárioA (UM Charrua)R
  56. 56. NEOSSOLO LITÓLICO Distrófico típico (UM Caxias)AR
  57. 57. A NEOSSOLO LITÓLICO Eutrófico lépticoB (UM Pedregal)R
  58. 58. NEOSSOLO QUARTZARÊNICOA Órtico típico (UM Osório)C1C2
  59. 59. Uso e manejo agropecuário- Preservação permanente (relevo);- Impedimentos a mecanização;- Deficiência hídrica;- Mais profundos: pastagem, fruticultura e silvicultura;- Quartzarênicos: erosão e arenização.
  60. 60. NITOSSOLOS
  61. 61. Características- Relevo suave ondulado a ondulado (metade norte do RS);- Profundos;- Sequência de horizontes: A – B – C;- Semelhante aos Latossolos;- Estrutura mais desenvolvida;- Solos ácidos, com baixa CTC;- Avançado grau de intemperismo (caulinita e óxidos de Fe).
  62. 62. NITOSSOLO VERMELHOA Distroférrico latossólico (UM Estação e São Borja)B
  63. 63. Uso e manejo agropecuário- Boa aptidão agrícola (propriedades físicas e relevo);- Correção da fertilidade química;- Culturas diversas;- Práticas conservacionistas.
  64. 64. ORGANOSSOLOS
  65. 65. Características- Áreas muito mal drenadas (lagoas, depressões)  litoral;- Solos orgânicos;- Acúmulo de material orgânico;- Baixa densidade;- Grande capacidade de armazenar água;- Presença de materiais sulfídricos.
  66. 66. ORGANOSSOLO HÁPLICOH1H2H3
  67. 67. Uso e manejo agropecuário- Drenagem  decomposição da MO  rebaixamento;- Combustão espontânea;- Preservação permanente;- Fertilizantes e corretivos;- Acidez (timórficos);- Olericultura e orrizicultura.
  68. 68. PLANOSSOLOS
  69. 69. Características- Depressão Central, Campanha e Litoral;- Imperfeitamente ou mal drenados;- Áreas de várzeas;- Sequência de horizontes: A – E – Bt – C;- Mudança textural abrupta;- Cor acinzentada e/ou preta.
  70. 70. A PLANOSSOLO HÁPLICO Eutrófico solódico (UM Vacacaí)EBt
  71. 71. PLANOSSOLO HÁPLICO A Eutrófico vertissólico (UM São Gabriel)Bt
  72. 72. PLANOSSOLO HÁPLICO Eutrófico vertissólico (UM Bagé)ABtC
  73. 73. A PLANOSSOLO HÁPLICO Eutrófico solódicoE (UM Pelotas)Bt
  74. 74. Uso e manejo agropecuário- Cultivo de arroz irrigado;- Drenagem para culturas de sequeiro;- Salinidade em alguns casos;- Fertilidade depende do material de origem (sedimento);- Preparo do solo inundado  perda de argila.
  75. 75. PLINTOSSOLOS
  76. 76. Características- Pequena ocorrência (associado a Argissolos e Planossolos);- Drenagem moderada a imperfeita até mal drenados;- Sequência de horizontes: A – Bf – C;- Coloração variegada (B);- Presença de plintita.
  77. 77. PLINTOSSOLO ARGILÚVICOAEBfBt
  78. 78. Uso e manejo agropecuário- Necessidade de drenagem;- Endurecimento irreversível da plintita;- Fertilizantes e corretivos.
  79. 79. VERTISSOLOS
  80. 80. Características- Região da Campanha;- Imperfeitamente ou mal drenados  cores escuras;- Pouco profundos;- Sequência de horizontes: A – Cv ou A – Biv – Cv;- Argilominerais expansivos (slickensides e gilgai);- Elevada fertilidade natural.
  81. 81. VERTISSOLO EBÂNICOA Órtico chernossólico (UM Escobar)BvC
  82. 82. A VERTISSOLO EBÂNICO Órtico chernossólicoBv (UM Aceguá)CR
  83. 83. Uso e manejo agropecuário- Limitações físicas  duros quando secos e plásticos e pegajosos quando úmidos;- Problemas de drenagem;- Cultivo de arroz irrigado e pastagem natural;- Práticas conservacionistas – erosão.
  84. 84. RESUMO- 12 classes de solo: - Argissolos; - Neossolos; - Cambissolos; - Nitossolos; - Chernossolos; - Organossolos; - Gleissolos; - Planossolos; - Latossolos; - Plintossolos; - Luvissolos; - Vertissolos.
  85. 85. RESUMOCaracterísticas diferenciadas
  86. 86. RESUMO Características diferenciadasLimitações e aptidões diferentes
  87. 87. RESUMO Características diferenciadasLimitações e aptidões diferentes Práticas de manejo diferentes
  88. 88. DESAFIO
  89. 89. DESAFIOConstruir estratégias sustentáveis na utilização do solo e demais recursos naturais na agricultura, mantendo a capacidade de resposta dos agroecossistemas no longo prazo e na preservação da paisagem rural.
  90. 90. Muito obrigado!!!
  91. 91. Muito obrigado!!! Alessandro Samuel Rosa(alessandrosamuel@yahoo.com.br) Pablo Miguel (tchemiguel@yahoo.com.br)

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