éTica 2010

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éTica 2010

  1. 1. Ética Professor Dr Jean Bartoli jeanbartoli@uol.com.br
  2. 2. ORIGENS DA ÉTICA • Chamamos de cultura um conjunto de idéias e de atitudes por serem o fruto do progressivo cultivo das possibilidades humanas. • Denominamos ética o aspecto pelo qual os membros de um mesmo grupo descobrem e formulam regras, do conviver de tal sorte que, em vez de se tratar como ameaça recíproca, tenham a efetiva possibilidade de compartilhar os mesmos bens e vantagens, sem se armar um contra o outro e sem se ameaçar. • Nesse sentido, a ética é o aspecto da cultura pelo qual se tenta superar o clima de violência entre os humanos.
  3. 3. ÉTICA: PRÁTICA DA LIBERDADE (Foucault) O problema da ética é o da prática da liberdade: • como podemos praticar a liberdade? • O que é a ética se não for a prática da liberdade, a prática refletida da liberdade? A liberdade é a condição ontológica da ética.
  4. 4. ÉTICA: CUIDADO (Foucault) • O cuidado consigo mesmo foi no mundo Greco-romano o modo no qual a liberdade individual refletiu a si mesmo como ética. Para pratica corretamente a liberdade, é necessário cuidar de si mesmo, o que significa conhecer a si mesmo e dominar o que pode nos destruir. • Significa também conhecer um certo número de princípios ou de regras de conduta que são ao mesmo tempo verdades e prescrições. Cuidar de si significa equipar-se dessas verdades.
  5. 5. ETHOS: SIGNIFICADO Os gregos problematizavam a liberdade como um problema ético: • êthos significava o modo de ser ou de conduzir-se. Era um modo de ser do sujeito e um certo modo de fazer visível para os outros. • O êthos de alguém traduz-se pelo seu costume, seu jeito, pela calma com a qual ele recebe os acontecimentos. O homem que tem um belo êthos é alguém que pode ser admirado e citado como exemplo, é alguém que pratica a liberdade de um certo modo: para isso é necessário um trabalho de si sobre si mesmo. • Ser livre significa não ser escravo de si mesmo e de seus apetites, o que implica que se estabelece consigo mesmo uma certa relação de dominação, de maestria.
  6. 6. TRÊS NÍVEIS: 1. SOCIAL HISTÓRICO • É o lugar da invenção humana. • É mais maleável do que a natureza e não obedece à mesma temporalidade. • Nesse nível, sempre temos domínio e podemos desfazer e refazer diferente, até um certo ponto. • Assim, no aspecto político, um outro mundo é sempre possível.
  7. 7. TRÊS NÍVEIS: 2 NATUREZA • Termo limite dificilmente identificável. • Necessariamente postulado pelas nossas ações que se chocam com ela. • Quando falamos em natureza, falamos – Seja de processos (atividade do sol) sobre os quais não temos nem podemos ter algum domínio – Seja de processos que, embora desencadeados pela ação humana, têm vida própria e sobre os quais perdemos o domínio uma vez desencadeados.
  8. 8. TRÊS NÍVEIS: 3 NATUREZA- CULTURA • É a realidade na qual vivemos no dia a dia. • É um mix dos dois elementos formadores (social-histórico de um lado e a natureza do outro lado). • Nesse nível as conseqüências dos nossos atos começam a escapar: – São induzidas pela sociedade – Se desenvolvem segundo processos e numa escala que não é mais da sociedade.
  9. 9. MORADIA MORADA OIKOS ETHOS
  10. 10. RACIONALIDADE DA AÇÃO AGIR RACIONALIDADE MUNDO VALIDAÇÃO Estratégico Instrumental: em relação a Objetivo Resultado um objetivo Ético Em relação a princípios e Social Justiça valores Comunicativo Em relação à imagem Subjetivo Autenticidade Habermas, Ladrière & Gruzon
  11. 11. ÉTICA E MORAL • “A ética é a busca de uma vida boa com e para o outro no âmbito de instituições justas.” (Paul Ricoeur, inspirado por Aristóteles) • A moral representa o campo das normas teóricas e universais da consciência que asseguram a integridade da pessoa, considerada mais na sua autonomia do que na sua solidariedade. (Kant)
  12. 12. SENTIMENTOS HUMANOS BÁSICOS “Quando falo de sentimentos humanos básicos, não estou pensando somente em alguma coisa efêmera e vaga. Refiro-me à incapacidade de suportar a visão do sofrimento do outro. É o que provoca o sobressalto quando ouvimos um grito de socorro, é o que nos faz recuar instintivamente ao ver alguém maltratado, o que nos faz sofrer ao presenciar o sofrimento dos outros. E o que nos faz fechar os olhos quando queremos ignorar a desgraça alheia.” Dalai Lama, Uma ética para o novo milênio 12
  13. 13. VALOR HUMANO BÁSICO... Apesar das dúvidas e das limitações... “No reino das finalidades, tudo tem um preço ou uma dignidade. O que tem preço pode ser substituído por outra coisa, como equivalente. Pelo contrário, o que é superior a qualquer preço e, portanto, não tem equivalente, é o que possuí uma dignidade.” Immanuel Kant 13
  14. 14. ÉTICA E PRÁTICA Para pensar uma prática, é preciso interrogar-se sobre • Suas condições de existência • Sua finalidade • Suas regras • Seus valores.
  15. 15. TRÊS CONDIÇÕES PARA DEFINIR A ÉTICA • Limites • Debates • Reconhecer a dignidade das pessoas.
  16. 16. PENSAMENTO ÉTICO (Isaiah Berlin) “O pensamento ético consiste no exame sistemático das relações que os seres humanos estabelecem entre si, das concepções, interesses e ideais a partir dos quais surgem as formas com que os seres humanos tratam uns aos outros; consiste igualmente nos sistemas de valor sobre os quais se baseiam esses propósitos humanos. As crenças referentes à maneira como a vida deveria ser vivida, ao modo como homens e mulheres deveriam ser e agir, são objetos da investigação moral; quando aplicadas a grupo e nações e, na verdade, à humanidade como um todo, são chamados de filosofia política, que nada mais é do que a ética aplicada à sociedade.”

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