Aula de Xilogravura

2.918 visualizações

Publicada em

O objetivo desse slide é propor uma introdução ao universo da xilogravura: História da xilogravura, preparação do ambiente de trabalho, conhecimento das ferramentas e do material para se trabalhar a xilo, etc.

Publicada em: Educação
0 comentários
5 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
2.918
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
178
Comentários
0
Gostaram
5
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Aula de Xilogravura

  1. 1. Xilo gravura [ Xilogravura ]
  2. 2. Você já ouviu falar em escrita cuneiforme? A escrita cuneiforme foi desenvolvida pelos sumérios, sendo a designação geral dada a certos tipos de escrita feitas com auxílio de objetos em formato de cunha. É juntamente com os hieróglifos egípcios, o mais antigo tipo conhecido de escrita, tendo sido criado pelos sumérios por volta de 3500 a.C. Inicialmente a escrita representava formas do mundo (pictogramas), mas por praticidade as formas foram se tornando mais simples e abstratas.
  3. 3. Cilindro de Ciro, 539 a.C. Mesopotamia.
  4. 4. Tipos de carimbos
  5. 5. Oque é a xilogravura?
  6. 6. Técnica e funcionalidade Pode-se descrever a xilogravura como uma espécie de carimbo. Em seu processo, uma gravura é entalhada na madeira com auxílio de objeto cortante e, na sequência, utiliza-se um rolo de borracha embebida em tinta, que penetra somente nas partes onde está a gravura (entalhe). Então, a parte em que fica a gravura é colocada em contato com a superfície a ser ilustrada. Após alguns minutos, retira-se a madeira, que deixa a imagem impregnada no local. Esta técnica é também chamada de impressão em alto relevo e pode ser feita à base de linóleo (linoleogravura) ou qualquer superfície plana. Xilogravura aplicada no Brasil O contato entre diversas culturas, como a brasileira e a portuguesa, ocasionou o surgimento da xilogravura popular brasileira. Os portugueses já utilizavam a técnica que, quando trazida para o Brasil, desenvolveu-se na Literatura de Cordel. Com isso, diversas obras foram produzidas com a utilização da xilogravura, formando diversos xilógrafos, principalmente na Região Nordeste do país. Gilvan Samico, Abraão Batista, Amaro Francisco, José Costa Leite, José Lourenço e J. Borges estão entre os principais xilógrafos brasileiros.
  7. 7. História da Xilogravura As prováveis origens da xilogravura remetem à cultura oriental. Segundo historiadores, a xilogravura foi criada pelos chineses e já era praticada por este povo desde o século 6. Durante a Idade Média, a xilogravura firma-se no ocidente, ganhando inovações durante o século 18. Com sua difusão por diversos países, acabou chegando às nações européias, onde influenciaram as artes do século 19 e ajudaram Thomas Bewick a criar a técnica da gravura de topo, diminuindo os custos de produção industrial de livros ilustrados e inciando a produção em larga escala de imagens pictóricas. Porém, com o avanço tecnológico do século 20, a técnica da xilogravura começa a cair em desuso. Com a invenção de processos de impressão a partir da fotografia, a técnica oriental foi considerada obsoleta, passando a ser utilizada somente por artistas e artesões Mais informações: http://artenaescola.org.br/uploads/livros/e-book/experiencias-contemporaneas-em-gravura/ http://casadaxilogravura.com.br/xilo.html
  8. 8. Gato e peixe. Oswaldo Goeldi. Xilogravura. 23 x 30 cm. 1973
  9. 9. "Mulheres errantes", 1919, xilogravura. Lasar Segall.
  10. 10. "A criação: adão e eva", xilogravura, Gilvan Samico
  11. 11. "5823", xilogravura, 1958. Fayga Ostrower.
  12. 12. Rubem Grilo. 1992.
  13. 13. Preparação do espaço de trabalho
  14. 14. Mantenha um mínimo de organização.
  15. 15. Locais abertos ou com janelas são ideais por cotna da circulação de ar.
  16. 16. Errado Certo Procure manter o local de trabalho organizado e com espaço suficiente.
  17. 17. Tipos de ferramentas – GOIVAS, FORMÃO E FACA • Goiva em V: também serve para os contornos e para criar hachuras finas. • Faca: confere precisão e nitidez nos contornos. • Goiva em U (arredondadas): utilizada em contornos sem a precisão proporcionada pelas facas e pelas goivas em V. Servem especialmente para abrir luzes nos fundos. •Formão reto: serve para desbaste de grandes áreas, deixando irregularidades nasuperfície, nos intervalos de cada corte.
  18. 18. Como afiar as ferramentas. A precisão da gravação depende das goivas bem afiadas.Quando utilizamos o esmeril, a ferramenta se aquece com rapidez, faz-se necessário esfriá-la, evitando-se a perda da durezado aço (têmpera). Na afiação manual, fazemos uso da pedra de carborundum, pedra Arkansas, óleo fino de máquina e de lixas d'água. Passamos das lixas mais grossas (de baixa numeração àquelas mais finas), por exemplo: 400, 600 e 1000. No ato de afiar, deve-se manter o desenho característico da ponta de cada ferramenta.
  19. 19. Rolo para entintagem da matriz. Rolo para entintagem.
  20. 20. A princípio qualquer tipo de papel serviria para a xilogravura(sulfite, canson nacional ,vergê, Kraft, papel arroz japonês, papéis importados paradesenho). Independentemente da qualidade do papel, este deve ser de superfície lisa e absorvente. De modo geral, imprime-se com papel seco. Papéis
  21. 21. Tintas à base de óleo Comumente imprimimos com tinta tipográfica (quando mais seca, resulta mais opaca) e tinta de off-set. Há marcas importadas de tintas oleosas para xilogravura. Antes de aplicarmos a tinta com o rolo (cilindro) de borracha/gelatina/couro, prepara-se a tinta sobre um vidro, esticando-a com uma espátula de aço, afim de torná-la maleável (plástica). Por fim, passa-se o rolo sobre a tinta esticada, de modo a uniformizá-la tanto no vidro quanto no rolo. Seguem-se várias passadas de rolo na matriz, até que esta adquira homogeneidade sem brilho excessivo. A tinta a óleo confere um "peso", uma profundidade as cores.
  22. 22. Tintas à base d’água Procedimento oriental, cuja tinta é composta de pasta de arroz pigmentada, substitui a tinta oleosa. Na tradição oriental é aplicada com pincéis apropriados, após umedecimento prévio dos papéis e da matriz. O baren é um instrumento mais apropriado para este tipo de impressão rápida.Uma opção mais direta é a tinta à base de água industrializada cujos resultados podem se assemelhar a transparência da aquarela.
  23. 23. Tipos de madeiras. (MATRIZ) Sempre damos preferência às madeiras secas para evitarmos as empenas e termos fluência nos cortes. As madeiras devem ser aplainadas e lixadas para que obtenhamos boas entintagens e impressões, valorizando os veios da madeira. As madeiras devem ser aplainadas e lixadas para que obtenhamos boas entintagens e impressões, valorizando os veios da madeira. Tipos de madeira brasileira que podem ser utilizados na xilogravura: pinho (araucária),cerejeira, cedrinho, peroba, imbuia, mogno, cedro, pau-marfim etc.
  24. 24. XILOGRAVURA AO FIO Fonte: http://artenaescola.org.br/uploads/livros/e-book/experiencias-contemporaneas-em-gravura/
  25. 25. XILOGRAVURA DE TOPO Fonte: http://artenaescola.org.br/uploads/livros/e-book/experiencias-contemporaneas-em-gravura/
  26. 26. Formas de manuseio das ferramentas. A princípio é interessante compreender a forma de corte de cada ferramenta. Cada uma delas tem um tipo de corte. Vamos ver isso na prática?
  27. 27. Vamos para o processo de feitura da gravura? Aqui começa nossa prática de ateliê.
  28. 28. Referências para pesquisa http://www.centrovirtualgoeldi.com/paginas.aspx?Menu=agravura (Museu) https://www.scribd.com/doc/17049101/Apostila-Xilogravura (apostila) http://www.youtube.com/watch?v=Yj-0jkelXLE (video aula) http://www.youtube.com/watch?v=4p96AWO5Kgw (video aula) http://artenaescola.org.br/uploads/dvdteca/pdf/arq_pdf_13.pdf (pdf sobre Rubem Grillo)
  29. 29. BIBLIOGRAFIA BÁSICA: CATAFAL, Jorge, OLIVA, Clara. A gravura. Lisboa : Estampa, 2003. 160 p. HERSKOVITS, Anico. Xilogravura: arte e técnica. Porto Alegre : Tchê!, 1986. 157 p. COSTELLA, Antonio F. Breve história ilustrada da xilogravura. Campos do Jordão: Editora Mantiqueira,2003. COSTELLA, Antonio F. Introdução à gravura e à sua história. Campos do Jordão: Editora Mantiqueira,2006. MARTINS, Itajahy. Gravura - arte e técnica. São Paulo: Laserprint Editorial Ltda, 1987. WESTHEIM, Paul. El grabado em madera. México: Fondo de Cultura Econômica, 1992.

×