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SANTOS, Ivone Muniz. O CONSUMO ELEVADO DE ALCOOL PELOS USUARIOSDO CRAS DO MUNICÍPIO DE PINDAÍ. 2012, 87 páginas. Trabalho ...
LISTA DE FIGURASFigura 1 – Mapa de Pindaí destacadoFigura 2 – Cidade de PindaíFigura 3– Culminância do Projeto "Em Busca d...
LISTA DE GRÁFICOSGráfico 1. IdadeGráfico 2. SexoGráfico 3. ReligiãoGráfico 4: Com quem você mora?Gráfico 5: Renda familiar...
LISTA DE QUADROSQuadro 1 – Níveis de alcool no sangue, estados e sintomasQuadro 1 – Quantidade de alcool por litro de sang...
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SUMÁRIO1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................
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17capitalista. Paulo Neto (2001) destaca com ênfase que esse foi um períodocaracterizado por significativos impactos na es...
18da ideologia da classe influente entre a classe trabalhadora.A expansão do Serviço Social no Brasil ocorreu a partir de ...
19processo de revitalização da sociedade civil que emergiu com a luta pelademocratização do Estado e da sociedade. Esse pe...
20Suas propriedades euforizantes e intoxicantes são conhecidasdesdetempos pré-históricos e praticamente, todas as culturas...
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22problemática presente na sociedade brasileira moderna influenciando ocomportamento principalmente dos adolescentes, que ...
23todas as sociedades, independente do nível socioeconômico para a sua existência,entre os indivíduos, diferenciando-se as...
24“Um estado psíquico e algumas vezes também físico, resultante dainteração entre um organismo vivo e uma substância carac...
25serie de comportamentos de risco, além de aumentar a chance de envolvimento emacidentes, violência sexual e desvios de c...
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272. Curiosidade e Experimentação.Um grande número de adolescentes tem curiosidade deexperimentar o sabor da bebida que el...
28pode se entregar ao álcool para eliminar temporariamente os sentimentosdepressivos, de ansiedade e medo, agravando ainda...
29A Organização Mundial de Saúde reconhece a dependência químicacomo doença, porque há alteração da estrutura e no funcion...
30 O álcool é a droga que mais detona o corpo (tanto como cocaína e crack),é aque mais faz vítimas e a mais consumida ent...
31(LIMA, 2008 P.90)Segundo Meloni e Laranjeira (2004) citado por SANTOS. O consumode bebidas alcoólicas é comum em grande ...
32(hipertensão e problemas no coração), os casos de poli neurite alcoólica,caracterizada por dor, formigamento e cãibras n...
33constringidas e o sangue é obrigado a deixar escapar, por escoamento, a partelíquida, reunindo muito líquido no ventre. ...
34crítico1,8 a 2,7 ConfusãoVertigens, desequilíbrio, dificuldade na fala edistúrbios da sensação.2,7 a 4,0 EstuporApatia e...
35funções hepáticas de cada indivíduo1,5 a 2,0 g/l Embriaguez, torpor alcoólico, duplavisão2,0 a 5,0 g/l Embriaguez profun...
36amnésia em 30 a 40% dos casos, hipersensibilidade, dormência, formigamento nosmembros superiores e inferiores, estados d...
37eles ainda se apresentam maiores quando se diz respeito ao feto que ainda esta emprocesso de desenvolvimento no útero.Es...
38adequadas aos horários em que são apresentadas.Constitui-se um tema naturalmente controverso no meio social eacadêmicobr...
39realidade social. O assistente social convive cotidianamente com as mais amplasexpressões da questão social, matéria pri...
40indistintamente os indivíduos que o consome e indiretamente as pessoas próximas aestes. “O alcoolismo é considerado uma ...
41programas desenvolvidos por meio de uma postura ética através da relação deinterlocução teoria pratica, onde a família, ...
42individualmente, para cada usuário como o processo de dependência, é necessárioque se submeta a um bom exame clinico, on...
43CAPÍTULO II4 - CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE PINDAÍ-BAO município de Pindaí esta situado no Centro Sul Baiano, com umaá...
44Comporta bom número de escolas da rede pública. Além do distrito acima referido, omunicípio tem ainda na sua composição ...
45obrigaçõesrecíprocas e o compartilhamento de renda e ou dependência econômica.Portanto amatricialidadesociofamiliarse re...
46 De conhecer o nome e a credencial de quem o atende (profissional técnico,estagiário ou administrativo do CRAS); À esc...
47A visita domiciliar é uma das ferramentas muito utilizadas nadinâmica do CRAS, são através destas visitas que temos cont...
48Identificar as famílias em situações de vulnerabilidades;Atuar de forma preventiva, para que as famílias não tenham seus...
49O CRAS do município de Pindaí tem hoje 564 famílias cadastradas,sendo que estes estão compostos por beneficiários do Pro...
50CAPITULO III6 - METODOLOGIAA pesquisa é uma atividade de investigação que utiliza processoscientíficos para verificar pr...
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52Neste momento do estudo foi realizada uma analise dos dadosobtidos à luz de uma fundamentação teórica no intuito de inve...
53Em relação ao sexo dos entrevistados, como mostra o gráfico 2,pode-se observar que é predominante o sexo masculino, uma ...
54representou 60,9% dos entrevistados. É sabido que os evangélicos admitem umcritério de pertencimento ao seu grupo religi...
55Gráfico 4: Com quem você mora?Em relação a renda familiar como mostra o gráfico 5, foi verificadoque a maioria, 50% ou m...
O Consumo elevado de Alcool pelos usuários do CRAS
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O Consumo elevado de Alcool pelos usuários do CRAS

  1. 1. SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADOSERVIÇO SOCIALIVONE MUNIZO CONSUMO ELEVADO DE ALCOOL PELOS USUARIOS DO CRASDO MUNICÍPIO DE PINDAÍGuanambi2012
  2. 2. IVONE MUNIZO CONSUMO ELEVADO DE ALCOOL PELOS USUARIOS DO CRASDO MUNICÍPIO DE PINDAÍTrabalho de Conclusão de Curso apresentado àUniversidade Norte do Paraná – UNOPAR, comorequisito parcial para a obtenção do título de Bacharelem Serviço Social.Orientador (a):Haline Karina Augusto da SilvaSupervisor: Paulo Sérgio AragãoGuanambi2012
  3. 3. Dedico este trabalho a Deus que com suainfinita graça e misericórdia até aquime ajudou,me capacitando com a sabedoria necessáriapara vencer os mais difíceis obstáculos...Obrigada Senhor!
  4. 4. AGRADECIMENTOSAo meu Deus por estar sempre ao meu lado me amparando, meiluminando e guiando os meus passos, pela porta aberta através do PROUNI para omeu ingresso na Faculdade!...Aos meus pais Gero e Dalva, que lutaram para me dar uma boaeducação, que estiveram ao meu lado me incentivando em todas as minhasescolhas na vida sempre com muito amor e carinho. Pai, obrigada pela sua imensapreocupação e dedicação, mais que um pai você é um exemplo pra mim. Mãeobrigada pelo seu jeito carinhoso e dedicada, por sempre querer o melhor para mime lutar por isso. Amo muito vocês, Deus me presenteou com pais maravilhosos...A minha avó Ceiça que durante toda esta caminhada esteve ao meulado, que com o seu jeito amável me ensinou a valorizar as pequenas coisas davida, você é um exemplo pra mim! Obrigada...Aos meus irmãos Gilson, Vandilson e Vânia que sempre acreditaramno meu potencial, me incentivando e apesar das brigas de irmãos, sabem que tenhograndes amigos e companheiros ao meu lado! Amo vocês!A minha sobrinha Nicolly por ser uma benção e um presente deDeus na minha vida!Ao meu namorado Jean. Este homem que durante todo esse tempoque estamos juntos esteve ao meu lado durante todos os momentos alegres etristes. Que me aturou na TPM e nos meus ataques de puro estresse e choro.Sempre com muito carinho me fez enxergar as saídas quando eu não conseguia vê-las. Obrigada pela imensa dedicação.Aos meus amigos, e a Igreja Batista Filadélfia, que estiveramsempre do meu lado e compreenderam os meus períodos de ausência, sempre medando forças através das orações e palavras de incentivo.As amigas que a Faculdade em presenteou: Marlene, Nalva e Giseli,obrigada pelo incentivo, dedicação, pelos diversos momentos agradáveis... Enfim,obrigada pela amizade de vocês. Hoje mais que amigas, considero todas parte daminha família! Que este laço de amizade nunca se rompa!Agradeço de forma especial à amiga e Super Assistente SocialMarileide pelos momentos de ajuda e incentivo, que com o seu jeito doce e
  5. 5. tranqüiloconseguiu fazer com que eu levasse esses quatro anos de faculdade damelhor maneira possível. Obrigada pelas orientações e por sua dedicação, apesardas diversas tarefas que realiza!Aos tutores de sala Cristiane, Valda, Santhiago e Marina, pelocomprometimento e disposição em ajudar, contribuindo enormemente para a minhaformação acadêmica.Aos usuários do CRAS que entrevistei, que de forma muito solícitaaceitaram participar das entrevistas, contribuindo para a realização do meu TCC.Às Assistentes Socias e todos os funcionários da SecretariaMunicipal de Assistência e Ação Social de Pindaí e do CRAS, que me acolheramnão como estagiária, mas como parte igual da equipe. Vocês foram fundamentaispara a minha formação.A todos vocês o meu muito obrigada!!!“Até aqui nos ajudou o Senhor” I Samuel 7:12
  6. 6. "A miúdo, a simples colocação de um problema émuito mais essencial que a sua solução, que podeser apenas uma questão de habilidade matemáticaou experimental. Fazer novas perguntas, suscitarnovas possibilidades, ver velhos problemas sob umnovo ângulo, são coisas que exigem imaginaçãocriadora e possibilitam verdadeiros adiantamentosna ciência."Albert Einstein
  7. 7. SANTOS, Ivone Muniz. O CONSUMO ELEVADO DE ALCOOL PELOS USUARIOSDO CRAS DO MUNICÍPIO DE PINDAÍ. 2012, 87 páginas. Trabalho de Conclusão deCurso (graduação em serviço social) – Sistema de Ensino Presencial Conectado,Universidade Norte do Paraná, Pindaí, 2012.RESUMOO uso abusivo de álcool constitui uma prática mundial e uma problemática para asociedade moderna, podendo ser compreendido por múltiplas perspectivas, sendo oprincipal agente de muitas situações de risco e vulnerabilidade social. Éconsideradocomo uma questão de saúde pública, uma vez constituindo um fator derisco para várias doençascrônicas através da dependência química originada pelaexposição ao consumo exagerado desta substância. Diante desses aspectos opresente trabalho tem como objetivo principal, prevenir a ocorrência de riscos sociaisnos territórios, por meio do desenvolvimento de potencialidades e aquisições, dofortalecimento de vínculos familiares e comunitários e da ampliação do acesso aosdireitos de cidadania. A pesquisa se baseia entre os usuários do CRAS do municípiode Pindaí na Bahia, uma instituição que tem como objetivo centralassistir famílias declasse baixa e classe média baixa. A escolha desta instituição se deu por seridentificado entre os usuários cadastrados na mesma um índice alarmante deproblemas sociais causados pela conseqüência à ingestão excessiva do álcool. Foirealizada uma pesquisa de campo exploratória com abordagem quali-quantitativaentre estes usuários cuja ênfase está centrada na tentativa de compreender estefenômeno, levando em consideração a percepção e a subjetividade dos sujeitosenvolvidos, o questionário foi composto por 16 questões fechadas, com uma amostrade 20 usuários, onde dentre estes 78% possuem acima de 20 anos, 62% são dosexo masculino, 100% católicos, 50% sobrevivem com menos de um salário mínimo,95% possuem histórico de álcool na família, 55% consomem algum tipo de bebidaalcoólica, 60% começaram a consumir álcool antes dos 10 anos de idade, 81%destes usuários consomem álcool regularmente e entre 60% dos entrevistados acachaça predomina como a bebida mais consumida no município. Como resultadopode se perceber que diante de tal realidade é necessário o desenvolvimento deações públicas imediatas que visem a diminuição, ou exclusão do uso abusivo desubstancias psicoativas, visando o fortalecimento de vínculos, a reinserção erecuperação social dos usuários.Palavras-chave:Serviço Social, Bebida Alcoólica, Etilismo, Recuperação.
  8. 8. LISTA DE FIGURASFigura 1 – Mapa de Pindaí destacadoFigura 2 – Cidade de PindaíFigura 3– Culminância do Projeto "Em Busca de Sobriedade"Figura 4 – Palestra de execução do Projeto "Em Busca de Sobriedade"Figura 5 – Palestra sobre alcoolismoFigura 6– Cursos de Pinturas em tecido ofertados pelo CRASFigura 7 – Projeto “Diversão nas Férias”, Realizado pelo CRASFigura 8 – Cursos de manicure ofertados pelo CRASFigura 9 – Curso de Capoeira ofertado pelo CRASFigura 10 – Palestra de execução do Projeto “Em Busca de Sobriedade”Figura 11 – Visita domiciliar em casa de EtilistaFigura12 – visita domiciliar a família em situação de risco e vulnerabilidade social
  9. 9. LISTA DE GRÁFICOSGráfico 1. IdadeGráfico 2. SexoGráfico 3. ReligiãoGráfico 4: Com quem você mora?Gráfico 5: Renda familiarGráfico 6: Possui histórico de álcool na família?Gráfico 7:Faz uso de bebidas alcoólicas?Gráfico 8:Qual a idade que você começou a beberGráfico 9:Quem da sua família consome álcool?Gráfico 10: Com que freqüência?Gráfico 11:Qual o tipo de bebida você mais consome?Gráfico 12:Alguma vez você sentiu que deveria diminuir a quantidade de bebida queconsome ou parar de beber?Gráfico 13:As pessoas o incomodam com reclamações sobre o seu modo de beberou do seu familiar?Gráfico 14:Você já se sentiu culpado por consumir bebida alcoólica?Gráfico 15:Você freqüenta algum grupo de apoio antidrogas, como o as reuniões doA.A. (Alcoólicos Anônimos)?Gráfico 16:Você já fez ou faz alguma terapia psicológica ou psiquiátrica sobre oalcoolismo?
  10. 10. LISTA DE QUADROSQuadro 1 – Níveis de alcool no sangue, estados e sintomasQuadro 1 – Quantidade de alcool por litro de sangue/efeitos
  11. 11. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLASCRASDSTECAIBGELBALOASNADHOMSPAIFPNASSENADSUASUNIADA AAVCBACEASCEBRIDCIDCentro de referencia da Assistência SocialDoença Sexualmente TransmissívelEstatuto da Criança e do AdolescenteInstituto Brasileiro de Geografia e EstatísticaLegião Brasileira de AssistênciaLei Orgânica de Assistência SocialNicotinamida adenina dinucleotídeoOrganização Mundial de SaúdeProteção e Atendimento Integral à FamíliaPolítica Nacional de Assistência SocialSecretaria Nacional de Políticas sobre DrogasSistema Único de Assistência SocialUnidade de Pesquisa em Álcool e DrogasAlcoólicos AnônimosAcidente Vascular CerebralBahiaCentro de Estudos e Ação SocialCentro Brasileiro de Informações sobre Drogas PsicotrópicasClassificação Internacional das Doenças
  12. 12. SUMÁRIO1. INTRODUÇÃO ......................................................................................................142. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA (CAPÍTULO I) .........................................................162.1 O SERVIÇO SOCIAL COMO PROFISSÃO .....................................................162.2 O HISTORICO DO ALCOOL NO BRASIL........................................................193. DEMANDAS SOCIAIS QUE O ALCOOL TRAZ PARA O SERVIÇO SOCIAL ....223.1 O CONSUMO DE BEBIDAS ALCOOLICAS ....................................................223.2 CAUSAS DO ALCOOLISMO ...........................................................................253.3 EFEITOS NEGATIVOS DO ALCOOL ..............................................................283.3.1 O ALCOOL NO ORGANISMO...............................................................313.3.2 O ALCOOL NO SISTEMA NERVOSO...................................................353.3.3 O ALCOOL E SUAS CONSEQUENCIAS PARA A GESTAÇAÕ ...........363.3.4 O ALCOOL E A MÍDIA ...........................................................................374. AS ATRIBUIÇÕES DO ASSISTENTE SOCIAL NO COTIDIANO DOS USUARIOSDE ALCOOL E O PROCESSO DE REINCERSÃO SOCIAL DO ETILISTA ............384.1 TRATAMENTO ................................................................................................415. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICIPIO DE PINDAI (CAPITULO II).......................425.1 CRAS ...............................................................................................................436. METODOLOGIA (CAPÍTULO III)..........................................................................486.1 ASPECTOS METODOLOGICOS.....................................................................497. ANÁLISE E REFLEXÃO.......................................................................................508. CONSIDERAÇÕES FINAIS ..................................................................................669. REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO .......................................................................6910. ANEXOS .............................................................................................................76ANEXO A – TERMO DE CONSCENTIMENTO ....................................................77ANEXO B – QUESTIONÁRIO...............................................................................7910. APENDICES .......................................................................................................81APENDICE A – FOTOS DE ATIVIDADES REALIZADAS NO CRAS EEXECUSSÃO DO PROJETO DE INTERVENÇÃO.............................................82
  13. 13. 141. INTRODUÇÃOEm meio às fundamentais motivações para o estudo do tema emquestão, é válido destacar que a aplicação deste estudo entre os usuários do CRASdo Município de Pindaí justifica-se primeiramente por esta Instituição ser umaunidade pública estatal, responsável pela organização e oferta de serviços deproteção social básica SUAS, que tem como objetivo primordial prevenir aocorrência de riscos sociais nos territórios, por meio do desenvolvimento depotencialidades e aquisições, do fortalecimento de vínculos familiares e comunitáriose da ampliação do acesso aos direitos de cidadania, uma vez que o município dePindaí vem apresentando um índice hediondo de dependentes químicos, ondedentre estes destacamos com ênfase o consumo exorbitante de bebidas alcoólicas,que se configura como um sério problema social enfrentado pela população, além deficar constatados que cerca de 90% dos conflitos familiares vivenciados pelosusuários do CRAS, envolvem direta ou indiretamente o álcool.Diante destas constatações sustentou-se a pesquisa no objetivoprincipal de Investigar os impactos causados pela prática constante do consumo deálcool entre os usuários do CRAS de Pindaí - BA, bem como as sequelasvivenciadas por suas respectivas famílias, identificando o perfil destes etilistas ecompreendendo o que o etilismo acarreta na vida destes usuários, detectando osfatores que contribuem para a elevação do consumo de bebidas alcoólicas nomunicípio, e verificando a influencia da mídia como agente propulsor de incentivo abebida alcoólica dentre estes usuários.É interessante destacar que os problemas advindos do alcoolismoalém de ser uma questão de ordem social, suas consequências são vistas tambémcomo uma questão de saúde pública, uma vez constituindo um fator de risco paravárias doenças.Esta situação, por abranger um grave problema de saúde pública,não admitesoluções apenas no campo da saúde, mas sim deve envolver umaabordagemamplamente intersetorial, que trate dos problemas da violência urbana,dasinjustiças sociais, das graves desigualdades de acesso à educação, ao trabalho,aolazer e à cultura (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 1989).É natural observar ainda, que não existe cura específica para oetilismo, mas sim tratamento, porém as dificuldades de acesso a este tratamento é
  14. 14. 15muito restrita, uma vez que faltam políticas públicas voltadas para estes usuários,além do reconhecimento da doença por si próprios.Um estudo realizado em 2006, pela Secretaria Nacional de Políticassobre Drogas - SENAD em parceria com a Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas(UNIAD), da Universidade Federal de São Paulo, verificou em uma amostra de 1.152adultos brasileiros que faziam uso do álcool, 45% tinham problemas decorrentes dobeber, no momento da pesquisa ou no passado, sendo 58% homens e 26%mulheres.Observa-se através destas informações que o consumo de bebidasalcoólicas evidencia o comprometimento da saúde física e psicológica do indivíduo,trazendo consequências futuras frustrantes. Desta forma surgiu o desejo e anecessidade de investigar esta realidade, no intuito de intervir neste processoencontrando formas de resgatar os valores e recuperar a reinserção social destesusuários.SUDBRACK (2006) assegura que o trabalho de prevenção do usode drogasevoluiu da repressão ao usuário e do amedrontamento da população paraum novoenfoque, voltado para a educação e para a saúde, centrado na valorizaçãoda vida ena participação da comunidade.A partir do conhecimento adquirido com este estudo serão sugeridasações voltadas para a prevenção do uso de álcool e sucessivamente asconsequências causadas pelo mesmo, fortalecendo os fatores protetores emotivando estes usuários a serem os seus próprios agentes de mudança.
  15. 15. 16CAPITULO I2. REVISÃO BIBLIOGRAFICA2.1.OSERVIÇO SOCIAL COMO PROFISÃO NO BRASILO surgimento do Serviço Social no Brasil tem sua origem noamplomovimento social que a Igreja Católica desenvolve com o objetivoderecristianizar a sociedade. Com o crescimento da industrialização edaspopulações das áreas urbanas, surge a necessidade de controlar a massaoperária.Com isso o Estado absorve parte das reivindicações populares, quedemandavamcondições de reprodução: alimentação, moradia, saúde, ampliando asbases doreconhecimento da cidadania social, através de uma legislação social esalarial. Essa atitude visava principalmente o interesse do Estado e das classesdominantesde atrelar as classes subalternas ao Estado, facilitando sua manipulaçãoedominação, Iamamoto (1998).O serviço Social surge como um dos mecanismos utilizados pelasclasses dominantes como meio de exercícios de seu poder nasociedade, instrumento esse que deve modificar-se, constantemente,em função das características diferenciadas, da luta de classes e / oudas formas como são percebidas as sequelas derivadas doaprofundamento do capitalismo”. (Iamamoto e Carvalho, relaçõesSociais e Serviço Social no Brasil, 2008, p 19).“A questão social neste período precisava ser enfrentada de formamais sofisticada, transformando-se em questão de política e não de polícia, com aintervenção estatal e a criação de novos aparelhos que contemplassem osassalariados urbanos, que se caracterizavam como atores importantes no cenáriopolítico nacional”. (BRAVO, 2004: pág.26).Segundo Iamamoto a Igreja em sua preocupação com a “questãosocial” se prontifica em compartilhar da ação do Estado no que concerne às famíliasatravés de sua ação doutrinaria e organizadora, com o objetivo de “livrar ooperariado das influências da vanguarda socialista do movimento operário eharmonizar as classes em conflitos a partir do comunitarismo cristão” (2004, p. 19).Desde o seu principio o Serviço Social brasileiro viveu um períodoconturbado de assistencialismo e caridade, atrelado a ideologia dominante da IgrejaCatólica onde o domínio oligárquico regia o país e já se viviam em pleno período
  16. 16. 17capitalista. Paulo Neto (2001) destaca com ênfase que esse foi um períodocaracterizado por significativos impactos na estrutura societária, decorrentes dorecrudescimento das contradições surgidas nesse sistema.Emergindo como profissão a partir do background acumulado naorganização da filantropia própria à sociedade burguesa, o Serviço Social desbordao acervo das suas protoformas ao se desenvolver como um produto típico da divisãosocial (e técnica) do trabalho da ordem monopólica. Originalmente parametrado edinamizado pelo pensamento conservador, adequou-se ao tratamento dosproblemas sociais quer tomados nas suas refrações individualizadas (donde afuncionalidade da psicologização das relações sociais), quer tomados comoseqüelas inevitáveis do „progresso‟ (donde a funcionalidade da perspectiva „pública‟da intervenção - e desenvolveu-se legitimando-se precisamente como intervenienteprático-empírico e organizador simbólico no âmbito das políticas sociais. Paulo Neto(2001, p. 79)E em 1932 foi inaugurado o Centro de Estudos e Ação Social(CEAS) de São Paulo, como primeira iniciativa de formação de “trabalhadorassociais”, baseado no método de ensino da Escola Católica de Serviço Social deBruxelas, com orientação para a formação técnica da ação social e difusão dadoutrina social da igreja. “(...) São promovidos diversos cursos de filosofia, moral,legislação do trabalho, doutrina social, enfermagem de emergência etc.”(IAMAMOTO & CARVALHO, 2005, p. 173).Em 1940 surge o Instituto de Serviço Social de São Paulo, outraescola de Serviço Social, só que destinada a homens e com a oferta de bolsasgratuitas, subsidiadas pelo Estado. Essa iniciativa partiu da necessidade de levar otrabalho social para os presídios masculinos, bem como para instituições deinternação e correção de menores. “Ainda quanto à questão da demanda, caberiaconsiderar dois aspectos: a importância quantitativa de alunos bolsistas e dos cursosintensivos de formação de auxiliares sociais”; (IAMAMOTO & CARVALHO, 2005, p.178).Nesse período o país registrava uma intensificação no processo deindustrialização e um impulso significativo rumo ao desenvolvimento econômico,social, político e cultural (Pereira, 1991). A partir de então o Serviço Social enquantoprofissão situava-se no processo de reprodução das relações sociais, comoatividadesassistenciais e subsidiárias no estágio do controle social e na propagação
  17. 17. 18da ideologia da classe influente entre a classe trabalhadora.A expansão do Serviço Social no Brasil ocorreu a partir de 1945,relacionado às exigências de aprofundamento do capitalismo no paíspassando pelacrise de 1929 até a Segunda Guerra (1939-1945), havia no Brasil uma conjunturafavorável à industrialização, que, não obstante, se efetivou associada à economiacafeeira e não em oposição a ela.São inegáveis os vínculos conservadores da profissão desde a suaorigem, marcada pelo capitalismo na era dos monopólios e pela agudização daquestão social reconhecida, no caso brasileiro, pelo modelo urbano-industrial,claramente assumido no primeiro governo de Getúlio Vargas (1930-1945) e pelatendência crescente da Igreja Católica - nessa mesma época - em „recristianizar‟ asociedade apoiando-se na modernização das ações leigas. Silva (2008, p. 2).O período de 1960 ate os dias atuais foram marcados pelomovimento de Reconceituaçãovoltada à defesa dos direitos de cidadania e dosvalores democráticosdestacando a militância política na efervescência do Populismo.“O que importa ressaltar – para os fins da presente análise – é quese a descoberta do marxismo pelo Serviço Social latino –americano contribuidecisivamente para um processo de ruptura teórica e prática com a tradiçãoprofissional, as formas pelas quais se deu aquela aproximação do Serviço Socialcom o amplo e heterogêneo universo marxista foram também responsáveis porinúmeros equívocos e impasses de ordem teórica, política e profissional cujasrefrações até hoje se fazem presente” ( Iamamoto, 2001, p.210).Assim, IAMAMOTO (2004, p. 20)chama atenção que ao contrário daideia evolucionista da profissãoo Serviço Social não pode ser entendido apenascomo novo forma de exercer a caridade, mas, sobretudo, como forma de intervirideologicamente na vida dos trabalhadores, ainda que suabase seja a atividadeassistencial; contudo seus efeitos são essencialmente políticos: através doenquadramento dos trabalhadores nas relações sociais vigentes, reforçando amutuacolaboração entre capital e trabalho”.Na década de 70 através da influencia burocrática e modernizada dapolítica desenvolvimentista no intuito de obter maior controle sobre a sociedade,fortaleceu as instituições como a LBA a realizar concursos públicos para opreenchimento de vagas em diversas áreas, inclusive para Serviço Social.Durante a década de 80, a sociedade brasileira foi palco de um
  18. 18. 19processo de revitalização da sociedade civil que emergiu com a luta pelademocratização do Estado e da sociedade. Esse período foi marcado por ummovimento de conquistas democráticas que ganharam a cena pública como aorganização de movimentos sociais em diferentes setores, o fortalecimento dossindicatos, a visibilidade das demandas populares e a luta por direitos sociais(RAICHELIS, 2000).Grandes e significativos avanços aconteceram trazendo umamadurecimento intelectual e negando a pratica tradicional, segundo (BARROCO2003:168). “o amadurecimento intelectual se objetiva através da superação dosequívocos do marxismo vulgar, evidenciados nas leituras mecanicistas quemarcaram a negação inicial da prática tradicional”.O assistente social convive cotidianamente com as mais amplas expressõesda questão social, matéria prima de seu trabalho. Confronta-se com asmanifestações mais dramáticas dos processos da questão social no níveldos indivíduos sociais, seja em sua vida individual ou coletiva(ABEPSS/CEDEPSS, 1996, p. 154-5).2.2 - HISTÓRICO DO ÁLCOOL NO BRASILApontamentos arqueológicos publicam que toda a história dahumanidade esta permeada pelo consumo de álcool, e que os primeiros vestígiossobre o dispêndio do mesmo pelo ser humano aconteceu a milhares de anos atrásdesde os tempos das cavernas, “ha recipientes e inscrições nas paredes dascavernas com possíveis alusões ao hábito da bebida” (LIMA, 2003 p.21).Considerando-se os dados de estudos arqueológicos, pode-se dizerque nos primórdios de nossa civilização, há cerca de 6 a 7.000 anosa.C. já existiam indícios de bebidas alcoólicas produzidas pelohomem, de forma artesanal (LIMA, 2003 p.21Conta a história que inicialmente as bebidas tinham um conteúdoalcoólico relativamente baixo, sendo até considerada por muitos como um remédiopara diversos tipos de doenças que afetavam a humanidade. A partir da RevoluçãoIndustrial registrou-se um grande aumento na oferta de bebidas alcoólicas,oferecendo um maior consumo e consequentemente, motivando um aumento nonúmero de pessoas que passaram a apresentar algum tipo de problema devido aouso excessivo do álcool.
  19. 19. 20Suas propriedades euforizantes e intoxicantes são conhecidasdesdetempos pré-históricos e praticamente, todas as culturas têm ou tiveramalgumaexperiência com sua utilização. É seguramente a drogapsicotrópica de uso e abusomais amplamente disseminada em grandenúmero e diversidade de países naatualidade.É sabido que o etanol ou o álcool etílico é conhecido desde a pré-história em quase todo o mundo. Ele é formado através da fermentação do levadode amido ou do açúcar presente nos frutos e cereais, como batata, cana de açúcar earroz, após ser processado se torna um produto comercial. (MICHEL, 2002).De acordo com MORENO et al (2009) e a Federação dasComunidadesTerapêuticas (2001) o álcool é a droga mais antiga que muda mentese emoções. Através do avanço nas técnicas de fermentação das matérias primascomo cevada e frutas originaram-se a produção de bebidas alcoólicas por váriospovos. Na idade média como droga saudável e utilizada para fins terapêuticos foidenominada aqua vitae. No século XIX, com a revolução industrial ocorreu suapopularidade e consequências. No Brasil uma bebida de fabricação indígena pelafermentação da mandioca chamada cauim foi encontrada pelos portugueses. Maistarde fabricaram a cachaça da cana de açúcar. Atualmente a bebida alcoólica nopaís é usada na alegria e na tristeza, em todas as classes sociais em todos oscontextos (ANDRADE et al, 2010).Após a década de 70 a configuração do mercado mundial foialterada devido a fatores como: a melhoria do poder de compra e a liberalização doscostumes e a adoção de novos hábitos. Todos estes aspectos contribuíram para oaumento do consumo do álcool e das empresas de comercialização de bebidasdestiladas. O aumento de consumidores e a globalização vieram aumentar avariedade de bebidas disponíveis no mercado (CARVALHO, 2003)No Brasil atualmente existe uma grande diversidade de bebidasalcoólicas, cada tipo com uma quantidade diferente de álcool em sua composição,na cerveja, por exemplo, existem cerca de 5% de álcool, na cerveja light, 3,5%, novinho 12%, vinhos fortificados 20% e nos uísque, vodka e pinga cerca de 40%.(www.virtual.epm.br/material/tis/curr-bio/trab99/alcool/hist.).O consumo de bebidas alcoólicas é o hábito social mais antigo edisseminado entre as populações. As justificativas para o seu consumo são os maisdiversos possíveis, sendo atribuído efeito calmante, desinibitório, afrodisíacos e
  20. 20. 21estimulantes do apetite (Cardin et al., 1986; Llambrich, 2005). Se avaliarmos o álcoolé até mais maléfico do que as drogas ilícitas, como a maconha. "Dentro da nossarealidade, o alcoolismo causa mais mal”.Apesar das diferenças socioeconômicas e culturais entre ospaíses, a Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta o álcool como a substânciapsicoativa mais consumida no mundo e também como a droga de escolha entrecrianças e adolescentes. No Brasil, o álcool também é a droga mais usada emqualquer faixa etária e o seu consumo entre adolescentes vem aumentando,principalmente entre os mais jovens (de 12 a 15 anos de idade) e entre as meninas.(VIEIRA et al. 2007).CABRAL, 2010 afirma que a produção de alcool é um procedimentoconhecido desde a antiguidade e tormou algo comum, assim como o consumoalcoolico. Dessa forma apenas a embriaguez era vista como um constrangimento,sendo que o alcoolismo cronico e seus sinais não eram considerados problema.Apenas na segunda metade do século XIX, na França, é desenvolvido o conceito dealcoolismo como doença e não apenas como vício, a partir daí surge nesse país apreocupação com o consumo exagerado de alcool. Finalmente em 1967 oalcoolismo passa a ser incorporado, pela organização Mundial de Saúde – OMS, àClassificação Internacional das Doenças – CID-8.Dados brasileiros associados ao uso de álcool e suasconsequências ainda são escassos. Sabe-se, porém, que os acidentes de trânsitosão frequentemente relacionados à alta concentração de álcool no sangue, maior doque 0,6 g/l, limite de alcoolemia permitido pelo Código de Trânsito Brasileiro (VIEIRAet al., 2008).A ingestão do álcool na infância e na adolescência é hoje um temaimportante, dado o consumo cada vez mais frequente dessa substância pelapopulação. Quanto mais cedo se inicia o uso de álcool e tabaco, maior avulnerabilidade de se desenvolver o abuso e a dependência das mesmassubstâncias e, concomitantemente, o uso de drogas ilícitas (FERIGOLO et al., 2004).Especificamente quanto à relação entre uso de álcool e homicídio,estudo realizado em 1990 e 1995 na cidade de Curitiba (Paraná) mostrou que 53,6%das vítimas e 58,9% dos autores dos crimes estavam intoxicados no momento docrime (CARLINI et al., 2000).Por se tornar algo comum o alcool pode ser considerado uma
  21. 21. 22problemática presente na sociedade brasileira moderna influenciando ocomportamento principalmente dos adolescentes, que por coviverem com os paisetilistas acabam se envolvendo diretamente com esta droga, tornando-se indivíduosem risco de vulnerabilidade social.A ingestão do álcool na infância e na adolescência é hoje um temaimportante, dado o consumo cada vez mais frequente dessa substância pelapopulação. Quanto mais cedo se inicia o uso de álcool, maior a vulnerabilidade dese desenvolver o abuso e a dependência destasubstância e, concomitantemente, ouso de drogas ilícitas (FERIGOLO et al.,2004).No Brasil, a média de idade parao primeiro uso de álcool é 12,5anos. Por sua vez, quanto mais cedo àexperimentação, pior as consequências emaior o risco de desenvolvimento deabuso e dependência do álcool (MELONI;LARANJEIRA, 2004).Portanto o presente estudo explica se pela necessidade de seconhecer a realidade da população usuária de álcool no município de Pindaí- Ba,compreendendo os principais problemas relacionados ao consumo de álcool entreestes usuários, estendendo para além da prevalência do uso, considerando tambémos diversos fatores que influenciam o comportamento do ato de beber.1. - DEMANDAS SOCIAIS QUE O ALCOOL TRAZ PARA O SERVIÇO SOCIAL.Dentre uma série de questões sociais enfrentadas pelo AssistenteSocial, o álcool tem sido um dos principais causadores desse impacto. Diversosestudos apontam que os efeitos nocivos do consumo de álcool podem sernumerosos, compreendendo uma temática discutível na sociedade brasileira.São notáveis cada vez mais as consequências sociais que o álcooltraz para a sociedade, envolvendo os profissionais do Serviço Social nessa temáticana busca de uma ação imediata e precisa, a fim de impedir que problemas oriundosdo uso abusivo desta substância continuem sobrevindo. Destacamos a seguiralgumas demandas sociais que o álcool traz para o cotidiano do Serviço Social.3.1 –O CONSUMO DE BEBIDAS ALCOOLICASO consumo de bebidas alcoólicas ocorre em todos os segmentos de
  22. 22. 23todas as sociedades, independente do nível socioeconômico para a sua existência,entre os indivíduos, diferenciando-se assim, os vários tipos de bebidas alcoólicaspredominantes em cada classe econômica (LORDELLO, 1998).Atualmente no Brasil o consumo exagerado de bebidas alcoólicasvem se expondo ao longo de sua historia um difícil problema social. Essaingestãoexorbitante procede a cada dia se tornando uma prática mundial, trazendoconsequências negativas que prejudicam a qualidade de vida da população.Apesar de ser considerado uma droga lícita, ou seja, aceita pelasociedade e fazer parte da nossa cultura, o álcool tem ocasionado inúmerasseqüelas ou transtornos de comportamento na mesma, gerando assim um grandenumero de excluídos sociais.O álcool é considerado a droga de maior consumo por todas asidades considerando o uso em pelo menos uma fase da vida iniciando este hábitoentre os dez e os onze anos de idade. Pode se constatar que é um númerosignificante de trabalhos nesta área, de psicologia, medicina, educação e outrasciências que procuram compreender o complexo processo do consumo abusivo dedrogas e mais, especificamente, do álcool (LEPRE, 2005).Muitas vezes o contato inicial com a bebida alcoólica pode acontecerdentro da própria família, estimulando a criança e o adolescente a fazer uso delatambém em outros lugares, podendo levar este indivíduo a uma dependência futura(ROMANO, et al, 2007).Numa dimensão global cerca de 80% das pessoas fazem uso debebidas alcoólicas, sendo que 10% destas são consideradas alcoólatras. Hoje, oconsumo de bebidas alcoólicas se configura um sério problema de saúde públicamundial e tanto nos países desenvolvidos, em desenvolvimento como nossubdesenvolvidos exerce uma grande influencia sobre o individuo, podendoprejudicá-lo na sua saúde, na vida social, econômica, política e familiar. (LIMA et al.,2008).Os transtornos advindos da ingestão excessiva e abusiva desubstancias psicotrópicas, principalmente aquelas relacionadas ao uso do álcool,vem sendo consideradas desde muito tempo um grave problema de saúde pública,Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS 1994:8) o Alcoolismo comodoença é uma toxicomania ou fármaco-dependência.
  23. 23. 24“Um estado psíquico e algumas vezes também físico, resultante dainteração entre um organismo vivo e uma substância caracterizada por umcomportamento e outras reações que incluem sempre compulsão paraingerir a droga, de forma contínua ou periódica, com a finalidade deexperimentar seus efeitos psíquicos e às vezes para evitar o desconforto desua abstinência. A tolerância pode existir ou faltar e o indivíduo pode serdependente de mais de uma droga”.Como uma droga psicotrópica o álcool age no sistema nervosocentral, provocando mudanças de comportamento alem de causar resultadosagudos em seus dependentes, causando efeitos psicológicos, físicos, sociais emorais.Embora ainda seja visto por grande parte da sociedade como umvício, o alcoolismo é uma doença, vista pela OMS (Organização Mundial de Saúde),como uma doença de natureza complexa, na qual atua como fator determinantesobre causas psicossomáticas preexistentes no indivíduo e para cujo tratamento épreciso recorrer a processos profiláticos e terapêuticos de grande amplitude. Já osalcoólatras são bebedores excessivos, cuja dependência do álcool chega a ponto deacarretar-lhes perturbações mentais evidentes, manifestações que afetam a saúdefísica e mental, suas reações individuais, seu comportamento socioeconômico oupródromos de perturbações desse gênero e que, por isso, necessitam de tratamento(CORDEIRO et al., 1954).Para a medicina, alcoolismo é:Uma doença caracterizada pela ingestão repetitiva e compulsiva dequaisquer drogas sedativas. O etanol representando apenas umadeste grupo, de maneiratal a resultar na interferência em algumaspecto da vida do paciente, seja ele asaúde, o estado civil, acarreira, os relacionamentos interpessoais, ou outrasadaptaçõessociais necessárias. Como com qualquer doença, oalcoolismorepresenta uma disfunção ou uma inadaptação àsnecessidades da vidacotidiana. O aspecto-chave da definiçãorepousa na repetição recorrente do usode um soporífero apesar domelhor e definitivo interesse da pessoa. Nenhumamenção precisa serfeita em relação ao volume específico de álcool consumido, nem àfreqüência com que o consumo ocorre. De fato, há pacientes comestadoença que não ingerem nada mais forte que uma cerveja e háaqueles cujoconsumo alcoólico está limitado a apenas uma ou duasvezes por ano. Muitos,senão a maiorias dos pacientes com essadoença fazem esforços substanciaispara controlar a freqüência ou ovolume do seu beber, deste modo atingindo acondição daquele quecomumente é chamado de um “periódico. (Gitlow ePerser, 1991).O álcool apresenta a principal droga do mundo por ser lícita, por issoela é a porta de entrada para outras drogas, se tornando um problema social. Oconsumo de bebida alcoólica principalmente na adolescência está associado a uma
  24. 24. 25serie de comportamentos de risco, além de aumentar a chance de envolvimento emacidentes, violência sexual e desvios de conduta social (NENO & ALENCAR, 2001;PECHANSKY, SZOBOT & SCIVOLETTO, 2004).BORGES (1993) aponta os prejuízos causados pelo impacto doconsumo de álcool no desenvolvimento cognitivo e psicossocial, além do álcool abrirportas para o consumo de outras drogas, contribuindo para o surgimento deperturbações psiquiátricas e comprometimento da saúde mental.O álcool se apresenta no meio social sob um rótulo de drogainofensiva, sendo de fácil acesso pela humanidade em geral. Aidéia construídasobre álcool como droga aceitável socialmente vem colaborando na formação deindivíduos alcoólatras. Alem da falsa imagem, a droga ainda leva vantagens por serlícita e não ter o cumprimento da lei que proíbe a venda deste produto a indivíduoscom idades inferiores há 18 anos (VESPUCCI & VESPUCCI, 1999)Dados confirmam que cerca de aproximadamente 68,7% dosbrasileiros consomem álcool, em esfera mundial, está como o primeiro pais domundo no consumo de destilados de cachaça.3.2 - CAUSAS DO ALCOOLISMOO alcoolismo ou Síndrome de Dependência do Álcool é atualmenteuma das doenças com decorrências anatômicas e igualitárias mais maléficas,relacionada pela Organização Mundial de Saúde. Ela compromete o físico, oemocional, o espiritual, como também a família, amigos, social, financeiro,profissional, ou seja, afeta tudo. É responsável também e principalmente peloelevado número de homicídios, suicídios, acidentes de trabalho, de trânsito e um doscampeões de internações e reinternações em clínicas e hospitais.Segundo CARVALHO; SOUZA; CARVALHO E SOARES (2009) osacidentes de trânsito constituem hoje uma verdadeira e urgente questão de saúdepública no mundo moderno. O aumento da morbimortalidade, devido à violência notrânsito, já é considerado uma epidemia, face à sua extensão. São muitas asevidências de que os abusos de álcool são responsáveis por sérios agravos parasaúde.Para Camargo e Bertoldo (2006), o consumo de álcool éconsiderado comportamento de risco pelas alterações cognitivas que tornam o
  25. 25. 26indivíduo mais vulnerável a outras situações de risco, como o contágio por DoençaSexualmente Transmissível.De acordo com Carrilo e Mauro (2003), Pechansky et al. (2005) eWesselovicz et al. (2008) é grande a incidência de relações sexuais sem o uso depreservativos entre pessoas alcoolizadas, oferecendo sérios riscos de contaminaçãopor alguma Doença Sexualmente Transmissível (DST) ou até mesmo uma gravideznão planejada. Estes fatos parecem estar relacionados com a quantidade de álcoolconsumido.Estudos têm procurado estabelecer as causas do alcoolismo, comofatores individuais, sociais e culturais, ou a interação desses fatores. Tais estudostêm estimulado o desenvolvimento de teorias biológicas, psicológicas,psicodinâmicas, comportamentais e socioculturais para determinar a etiologia doalcoolismo (DSM-IV, 1995; SHUCKIT, 1999; FRANCES & FRANKLIN, 1992).As suas principais causas estão intimamente aprofundadas nascomplexas necessidades e incertezas do indivíduo, que após intuir que as bebidasalcoólicas traziam um efeito tônico e euforizante, permitindo o alívio da angustia e aliberação das repressões começou a consumi-la constantemente, em algumassituações também como formas de aceitação no meio onde esta inserido.SOUZA E ALMEIDA (2008) tendo como base os estudos deFishman (1988) e Vieira et al. (2007) listaram como sendo seis os principais fatoresque estimulam o comportamento de beber:1. Contexto Familiar e Social.É comum na nossa sociedadeque uma reunião social, ou familiarpossa não tornar-se agradável sem que seja acompanhada de bebida alcoólica. Osadolescentes são inclinados a imitar os pais, outros parentes e heróis da televisão,dos livros, do rádio ou do cinema. É comum um adolescente dizer que começou abeber porque viu que isso era um hábito de alguém que ele admira. Uma pesquisarealizada por Vieira et al. (2007) com estudantes de Paulínia (SP), revela que 40,4%dos alunos relataram que familiares foram os primeiros a lhes oferecer bebidaalcoólica e, que quase metade (47,9%) afirmou que há alguém na família que bebedemais;
  26. 26. 272. Curiosidade e Experimentação.Um grande número de adolescentes tem curiosidade deexperimentar o sabor da bebida que eles vêem os outros ingerir, sentem se atraídospor este hábito. Além disso, querem explorar os efeitos da bebida, por meio doabuso. Querem saber como é estar embriagado ou intoxicado, acham fascinanteviver a sensação de uma situação relatada pelo pai, ou amigo;2. Pressão dos amigos.Para muitos jovens e adolescentes acompanhar a moda pode seruma necessidade, assim como gostar de certos tipos de música. Nessa etapa davida eles se encontram psicologicamente imaturos para exercer a criticidade e acapacidade de julgamento, absorvendo influências sem meditar sobre elas. Se beberestá na moda entre determinado grupo de adolescentes, poucos terão a concepçãode segurança e senso crítico suficientes para criticar a bebida ou simplesmenterecusar-se a beber. No estudo de Vieira et al. (2007), 35,5% dos alunos disseramque amigos foram os primeiros a lhes oferecer bebida alcoólica e 62,4% relatambeber mais freqüentemente na companhia de amigos.4. Prazer.Muitos adolescentes consomem bebidas alcoólicaspara estimularoentretenimento e o namoro, isto é, para os prazeres. Incluem bebidas alcoólicascomo subsídios favoráveis a distração em festas, idas ao cinema ou ao jogo defutebol. É entre os mesmos uma tendência cultural e social que identifica o álcoolcom o prazer e que sem dúvidas precisa ser censurado.5. Problemas emocionais.Uma das conseqüências imediatos e dominantes dos efeitos doálcool no organismo humano é o de tranqüilizante ou de ocasionador de euforia ebem-estar. Um exemplo claro de um indivíduo que esteja enfrentando momentos detensão, nervosismo, conflitos ou dificuldades no relacionamento familiar, com amigos
  27. 27. 28pode se entregar ao álcool para eliminar temporariamente os sentimentosdepressivos, de ansiedade e medo, agravando ainda mais a situação em vez deresolvê-la.6. Facilidade de acesso.A disponibilidade comercial e o preço do álcool, além de tudo que jáfoi citado, é outro fator que contribui fundamentalmente para o seu usoprincipalmente entre adolescente. As bebidas alcoólicas são encontradas facilmente,em qualquer lugar e com preços acessíveis aos jovens. Embora existam leis queimpedem a venda de bebidas à menor de 18 anos, essa é uma prática vulgar e quedeve ser combatida em todo o país.Infelizmente uma triste realidade que observa-se na atualidade é queesse acesso chega cada vez mais rápido aos nossos jovens e adolescentes atravésdos principais canais de televisão, onde são apresentadas propagandas banalizadasde diversos tipos de bebidas alcoólicas, estimulando cada vez mais o consumo entreos mesmos. Embora o álcool seja uma droga o seu consumo é legalizado, sendoconsumido e comercializado livremente em nossa sociedade.3.3 - EFEITOS NEGATIVOS DO ALCOOLO uso abusivo do álcool pode provocar várias conseqüências gravesà saúde, pois, além de estar diretamente relacionado com inúmeros acidentes detransito, altera a percepção do espaço, do tempo e reduz a assiduidade visual. Valedestacar ainda que do total de álcool ingerido, apenas cerca de cinco por cento éeliminado pelo organismo, através da expiração, da saliva, da transpiração e daurina, sendo que o restante é transportado através da corrente sanguínea para osvários órgãos do corpo. Desta forma, ao atingir os órgãos do nosso organismo oálcool provoca, perda de inibição, perturbação das capacidades perceptivas senso-riais, em especial ao nível visual, e pode ainda provocar desidratação, hipoglicemia,fadiga, constrição intestinal, irritação do estômago, diurese, lesões no fígado e nocérebro, especificamente a diminuição da coordenação motora. A ingestão freqüentede quantidades significativas de álcool pode ainda alterar o comportamento, reduzira capacidade de aprendizagem, de memorização e de atenção, além de provocaraumento de peso, impotência sexual e esterilidade, entre muitas outras.
  28. 28. 29A Organização Mundial de Saúde reconhece a dependência químicacomo doença, porque há alteração da estrutura e no funcionamento normal dapessoa, sendo-lhe prejudicial. Não tem causa única, mas é produto de uma série defatores (físicos, emocionais, psíquicos e sociais) que atuam ao mesmo tempo, sendoque às vezes, uns são mais predominantes naquela pessoa específica, do que emoutras. Atinge o ser humano nas suas três dimensões básicas (biológica, psíquica eespiritual), e atualmente, é reconhecida como uma séria questão social, à medidaem que atinge o mundo inteiro, em todas as classes sociais (COSTA, 2009).Segundo a Revista Plantão Médico - Drogas, Alcoolismo eTabagismo (1998, p 67) O alcoolismo é a terceira doença que mais mata no mundo.Além disso, causa 350 doenças (físicas e psiquiátricas) e torna dependentes dadroga um de cada dez usuários de álcool.A vinculação do álcool com a sexualidade é marcante na relaçãoentre moças e rapazes, uma vez que para o rapaz o uso do álcool reforça suamasculinidade, já a mulher que o usa de forma exagerada é tida como alguém decomportamento inadequado (ARAÚJO E GOMES,1998)Segundo (CASTRO) Este dado é preocupante, dada a possibilidadede crescimento de alcoolistas e os problemas decorrentes do uso de álcool. Além deoutros dados que merecem ser apresentados e discutidos relacionados aoalcoolismo: No Brasil 45% dos jovens entre 13 e 19 anos envolvidos em acidentes,haviam ingerido bebida alcoólica; Os motoristas alcoolizados são responsáveis por 65% dos acidentesfatais emSão Paulo; O alcoolismo é a terceira doença que mais mata no mundo; O abuso do álcool causa 350 doenças físicas e psíquicas; No Brasil, 90% das internações em hospitais psiquiátricos pordependência dedrogas, acontecem devido ao álcool; Em geral, o fígado leva uma hora para processar 30 gramas de álcool.(aproximadamente uma lata de cerveja); Um, entre dez usuários de álcool, se torna dependente da droga; O uso de álcool aumenta as chances da pessoa ter comportamento deiscopara a AIDS, (transar sem camisinha);
  29. 29. 30 O álcool é a droga que mais detona o corpo (tanto como cocaína e crack),é aque mais faz vítimas e a mais consumida entre os jovens noBrasil(alcoolismo, 2001).Sabe-se que, no Brasil, o alcoolismo é o terceiro motivo paraabsenteísmo no trabalho, a causa mais freqüente de aposentadorias precoces eacidentes no trabalho e a oitava causa para concessão de auxílio doença pelaPrevidência Social (VAISSMAN, 2004).Nas organizações, e suas conseqüências podem ser percebidasobservando-se os seguintes aspectos no comportamento dos trabalhadores(VAISSMAN, 2004): Absenteísmo: faltas não autorizadas, licenças por doença, freqüente nassegundas, sextas, ou antes, e depois de feriados, etc. Ausências no período da jornada de trabalho: atraso excessivo apósalmoço ou intervalo, saída antecipada, idas freqüentes a banheiro,bebedouro, sala de descanso, etc. Queda na produtividade e qualidade do trabalho: necessidade de umtempo maior para realizar menos, desperdício de materiais, perda ou estragode equipamentos, desculpas inconsistentes, dificuldades com instruções eprocedimentos, alternância de períodos de alta e baixa produtividade,dificuldade com tarefas complexas. Mudanças nos hábitos pessoais: trabalho em condições anormais (bêbado,com discurso vago ou confuso), comportamento diferente depois do almoço,menos atenção à higiene e à aparência pessoal. Relacionamento ruim com os colegas: reação exagerada às críticas reaisou não, ressentimentos irreais (como a paranóia, idéias de perseguição, etc),conversar excessivamente com os colegas, estados emocionais muitovariados, endividamento, pedido de empréstimo, irritabilidade em discussões,explosões de ira, choro ou riso.É valido ressaltar que a temática do álcool pertinente ao ambiente detrabalho tem ocasionado grandes prejuízos para toda a sociedade em seu textoLima 2008 expõe dados hediondos de um estudo americano: 74,3% dosconsumidores de drogas estão empregados e 40% das mortes e 47% dos ferimentosocorridos no local de trabalho estão relacionados ao abuso de bebidas alcoólicas
  30. 30. 31(LIMA, 2008 P.90)Segundo Meloni e Laranjeira (2004) citado por SANTOS. O consumode bebidas alcoólicas é comum em grande parte das culturas. O uso das bebidas ocorreem diversas situações como celebrações, situações de negócio, cerimônias religiosas eeventos sociais e culturais. No entanto, o seu uso indevido é responsável por cerca de3% de todas as mortes que ocorrem no mundo. As causas das mortes podem ser desdecirrose e câncer hepáticos até acidentes, quedas, intoxicações e homicídios (MELONI ELARANJEIRA, 2004 apud LARANJEIRA et al, 2007 ). Outro dado alarmante é que o usonocivo do álcool é responsável por 4% dos anos perdidos de vida útil em todo o planeta.Porém, quando analisamos apenas a América Latina, esse índice aumenta 4 vezes.Neste continente, cerca de 16% dos anos de vida útil são perdidos.(SANTOS, 2009).3.3.1 - O ALCOOL NO ORGANISMOO uso estável exagerado e progressivo de bebidas alcoólicas podeimplicar seriamente sobre o funcionamento do organismo humano, levando oindividuo a enfrentar seqüelas quase sempre irreversíveis.É sabido que o etanol (CH3 CH2OH),é uma substancia orgânicaobtidade açúcares, hidratação do etileno, ou redução do acelateído encontrado embebidas como cerveja, vinho e aguardente. O mesmo quando ingerido, é digeridopelo estomago, absorvido no intestino e levado pelas correntes sanguíneas ate océrebro através das moléculas.O seu uso excessivo e progressivo provoca diversos efeitos noorganismo, às vezes estimulantes, em outras, efeitos depressores, variando semprede intensidade dependendo das características pessoais do organismo de cadaindividuo. Os estimulantes por sua vez podem aparecer nos primeiros momentosapós a ingestão do álcool, como euforia, perda de eficiência, diminuição da atenção,desinibição, ou maior facilidade para falar. Já os efeitos depressores só podem serobservados com o passar do tempo, como a falta de coordenação motora,descontrole do sono, inconsciência anestésica, dentre outras, em alguns casoschegando a ser fatal.É valido ressaltar que os indivíduos dependentes do álcool podemdesenvolver diversos tipos de doenças, como problemas do aparelho digestivo(gastrite, síndrome de má absorção e pancreatite), no sistema cardiovascular
  31. 31. 32(hipertensão e problemas no coração), os casos de poli neurite alcoólica,caracterizada por dor, formigamento e cãibras nos membros inferiores, porem asmais freqüentes são as doenças do fígado (esteatose hepática, hepatite alcoólica ecirrose).De acordo com a dose ingerida a forma como o organismo respondeao consumo de álcool varia em cada pessoa, concentração da bebida e suadistribuição no sangue, capacidade de metabolização de cada indivíduo que podeestar relacionadas a sexo, idade, raça e genética. É de fato que o consumo debebidas alcoólicas em um longo período de tempo e em grandes quantidades refleteno organismo humano, causando importantes alterações nutricionais significativas. Aingestão crônica de álcool relaciona-se a intensas conseqüências no nível nutricionalda pessoa, podendo originar desnutrição. (LIMA et al.,2008).A desnutrição se desenvolve como resultado das calorias vazias doálcool, apetite reduzido e má absorção (absorção inadequada de nutrientes pelotrato intestinal). A desnutrição contribui para a doença hepática. A ingestão do álcoolpode interferir na gliconeogênese, contribuindo para a desnutrição. Em suametabolização há formação de NADH. Uma concentração alta desta coenzima ativaa enzima desloca a reação catalisada pela lactato desidrogenase no sentido daformação de lactato. Assim a via não segue seu caminho normal de formação deglicose. Dessa forma uma pessoa que ingeriu muito álcool e com baixa ingestão dealimentos poderá atingir um estado de hipoglicemia e desnutrição (UNIFESP/EPM,2004, p.2).De acordo com o trabalho de BALBACH (s.d.) podemos listar comoprincipais efeitos do álcool na saúde:1. Efeitos do álcool sobre o esôfago, o estômago e os intestinos. O álcoolprovoca irritações na mucosa gástrica e nas paredes do intestino, prejudicando adigestão e diminuindo o apetite. Além disso, o câncer no estômago é mais freqüentenos alcoólatras que nos abstinentes e, 90% dos casos de câncer do esôfago sãodevidos ao abuso do álcool;2. Efeitos do álcool sobre o fígado. Autoridades competentes reconhecem que90 % dos casos de cirrose hepática têm como causa o alcoolismo. Quando o fígadosofre engrossamento pela cirrose as veias procedentes do intestino são
  32. 32. 33constringidas e o sangue é obrigado a deixar escapar, por escoamento, a partelíquida, reunindo muito líquido no ventre. Daí, a ascite, vulgarmente conhecidacomobarriga d‟água;3. Efeitos do álcool sobre os rins. O álcool provoca irritação nos rins,prejudicando seu funcionamento normal, acarretando a hidropisia (infiltração daágua da urina nos tecidos) e, posteriormente, a uremia (presença de grandequantidade de substâncias tóxicas no sangue).4. Efeitos do álcool sobre os brônquios e os pulmões. Parte do álcool éeliminada pelos pulmões e pelos brônquios, provocando irritações nesses órgãos.Os alcoólatras são muito sujeitos às bronquites, e também às afecções pulmonares,especialmente à tuberculose.5. Efeitos do álcool sobre o coração. O álcool, a princípio, acelera ascontrações cardíacas. Em seguida, o coração diminui seus batimentos e a circulaçãosanguínea se torna mais lenta, acarretando má circulação do sangue. Além disso, oálcool provoca lesões nas fibras nervosas e nos vasos do próprio coração.6. Efeitos do álcool sobre o sistema vascular. O álcool é responsável porcerca de 25% dos casos de arteriosclerose. Ele também atua aumentando a pressãoarterial e maximizando os riscos de acidente vascular cerebral (AVC)Há também uma relação entre os efeitos do álcool e os níveis dasubstância no sangue, que variam em razão do tipo de bebida utilizada, davelocidade do consumo, da presença de alimentos no estômago e de possíveisalterações no metabolismo da droga por diversas situações – por exemplo, nainsuficiência hepática, em que a degradação da substância é mais lentaÁlcool no sangueÁlcool no sangue(gramas/litro)Estados Sintomas0,1 a 0,3 Sobriedade Nenhuma influência aparente0,3 a 0,9 EuforiaPerda de eficiência, diminuição da atenção,julgamento e controle0,9 a 1,8 ExcitaçãoInstabilidade das emoções, descoordenaçãomuscular. Menor inibição. Perda do julgamento
  33. 33. 34crítico1,8 a 2,7 ConfusãoVertigens, desequilíbrio, dificuldade na fala edistúrbios da sensação.2,7 a 4,0 EstuporApatia e inércia geral. Vômitos, incontinênciaurinária e fezes.4,0 a 5,0 Coma Inconsciência, anestesia. MorteAcima de 5,0 Morte Parada respiratóriaFonte: WikipédiaObservações: Em média 45 gramas de etanol (120 ml de aguardente), com estômago vazio, fazem o sangue ter concentração de 0,6 a1,0 grama por litro;após refeição a concentração é de 0,3 a0,5 grama por litro. Um conteúdo igual de etanol, sob a forma de cerveja (1,2 litros), resulta 0,4 a0,5 gramas deetanol por litro de sangue, com estômago vazio e 0,2 a0,3 gramas por litro, após uma refeição mista.Estas taxas de álcool no sangue variam de acordo com o peso, aaltura e condições físicas de cada indivíduo. Tomando-se por base a ingestão deálcool por um indivíduo que pese 70 kg podem obter o seguinte resultado.Com0,6 g/litrode sangue,o risco deacidente é50% maiorCom0,8 g/litrode sangue,o risco deacidente équatro vezes maiorCom1,5 g/litrode sangue,o risco deacidente é25 vezes maiorQuantidade de álcool por litro desangue (em gramas)*Efeitos0,2 a 0,3 g/l - equivalente a um copode cerveja, um cálice pequeno devinho, uma dose de uísque ou outrabebida destiladaAs funções mentais começam a ficarcomprometidas. A percepção dadistância e da velocidade sãoprejudicadas0,3 a 0,5 g/l - dois copos de cerveja,um cálice grande de vinho, duas dosesde bebidas destiladasO grau de vigilância diminui, assimcomo o campo visual. O controlecerebral relaxa, dando sensação decalma e satisfação0,51 a 0,8 g/l - três ou quatro copos decerveja, três copos de vinho, trêsdoses de uísqueReflexos retardados, dificuldades deadaptação da visão a diferenças deluminosidade, superestimação daspossibilidades e minimização de riscose tendência à agressividade0,8 a 1,5 g/l - a partir dessa taxa, asquantidades são muito grandes evariam de acordo com o metabolismo,com o grau de absorção e com asDificuldades de controlar automóveis,incapacidade de concentração e falhasna coordenação neuromuscular
  34. 34. 35funções hepáticas de cada indivíduo1,5 a 2,0 g/l Embriaguez, torpor alcoólico, duplavisão2,0 a 5,0 g/l Embriaguez profunda5,0 g/l Coma alcoólicaFonte: www.alcoolismo.com.brAs estatísticas provam que o uso do álcool diminui a longevidadeproporcionalmente à quantidade ingerida e à duração do vício por parte do indivíduo.3.3.2 - O ALCOOL NO SISTEMA NERVOSOO álcool é uma substancia psicoativa, que opera como um depressordo sistema nervoso central, produzindo alterações no mesmo, de acordo com adose, rapidez e assiduidade com que é ingerido pelo usuário, peso e estado deânimo do mesmo podendo causar alterações no comportamento deste, e o limite deimpregnação de cada organismo, entre outros.É considerado um fator de risco para muitas doenças mentais, pois aingestão do produto atua sobre os centros superiores do cérebro, dificultando osmesmos de realizar a coordenação motora e o sistema nervoso sensitivo,impossibilitando-o de por alguns instantes usar a razão, levando o individuo aloucura passageira.O álcool estimula a produção de betaendorfinas (dopaminas eanalgésicos naturais do organismo), que proporcionam a sensação de euforia,saciedade e poder. O estado de embriaguez e os problemas da percepção, que seapresentam aliados a agitação, são decorrentes da depressão do Sistema NervosoCentral, também é causada pelo álcool. Quando metabolizado, o álcool se torna umacelateído, que atua fortemente nos neurotransmissores, compromete oaproveitamento das proteínas e intervém no DNA, que é o material genético dascélulas. Prejudica também a coordenação motora e libera emoções contidas(LEPRE, 2005).ANDRADE (2006) afirma que são inúmeros os problemas geradospelo consumo contínuo de álcool. Quanto ao sistema nervoso, esse habito causa
  35. 35. 36amnésia em 30 a 40% dos casos, hipersensibilidade, dormência, formigamento nosmembros superiores e inferiores, estados de euforia patológica, depressão estadosde ansiedade na abstinência alcoólica, delírios e alucinações, perda de memória ecomportamento desajustado. Exames de necropsia mostram que indivíduos quefazem uso de álcool apresentam o cérebro pequeno, mais leve e comprimido, sendoque local mais comprometido é o córtex pré frontal, que é a região intelecto e pelacoordenação motora.Efeitos do álcool sobre o sistema nervoso. O álcool prejudica ofuncionamento dos centros de coordenação motora e o sistema nervoso sensitivo.Ao agir sobre os centros superiores do cérebro, priva o indivíduo,momentaneamente, do uso da razão. Esse estado de loucura passageira é um fatormuito importante na produção de crimes. É também um fator de risco para umadiversidade de doenças mentais. (BALBACH s.d.)A ação depressora do álcool no cérebro produz mudançasemocionais e comportamentais. Os efeitos do uso crônico de álcool podem causaralterações no lobo frontal e em diferentes áreas corticais e subcorticais do cérebro,bem como déficits psicológicos específicos na memória de figuras e na habilidadeabstrata e verbal, além de problemas clínicos graves, entre eles a dependência físicae a síndrome de abstinência. (GUTTING, 1978; MOSELHY, GEORGIOU & KAHN,2001).O uso freqüente de álcool tem causado redução do volume do hipocampo,dificuldades de raciocínio e concentração, além de perda considerável de memória.Segundo a Infocancer 2004, o Câncer de boca pode estar associadoa fatores como o uso excessivo de álcool.Cerca de 50% dos pacientes com Câncerdo Fígado apresenta cirrose hepática que também está associada ao etilismo, aingestão excessiva de álcool associada ao fumo leva ao desenvolvimento de câncernas vias aerodigestivas superiores, ou seja, Câncer da Laringe, aumentando o riscopara o câncer supraglótico, a ingestão regular de álcool, mesmo que em quantidademoderada pode causar o Câncer de mama (INFOCANCER 2004).3.3.3 - O ALCOOL E SUAS CONSEQUENCIAS PARA A GESTAÇÃOA OMS (Organização Mundial de Saúde) tem realizado estudosque demonstram a influência negativa do álcool quando consumido por mulheresdurante a gestação. Sabe-se que alem dos danos causados a mulher que consome,
  36. 36. 37eles ainda se apresentam maiores quando se diz respeito ao feto que ainda esta emprocesso de desenvolvimento no útero.Estudos comprovam que além de diversos outros problemasrelacionados ao consumo exagerado de bebidas alcoólicas durante a gestação osmais freqüentessão:Malformações no corpo, nos órgãos internos e, em parte dossentidos, Síndrome de Down, atraso mental,deficiências orgânicas após onascimento, a criança pode apresentar incapacidade de desenvolvimento normal,dificuldades de aprendizagem, defeitos de caráter, pobreza mental e espiritualalémde causar um aborto, ou seja a morte do feto.Segundo a Dra. MaríaLuisa Martínez, médica espanhola econhecedora do tema, as bebidas alcoólicas penetram no feto, através da correntesangüínea materna, causando a SFA Síndrome fetal alcoólica descrita pela primeiravez por Jones e Smith em 1973, que são anormalidades faciais e exibe déficitintelectual, problemas cognitivos e problemas comportamentais físicos e mentaisque Segundo a OMS, a cada ano atinge 12.000 bebês no mundo.3.3.4 - O ALCOOL E A MÍDIAA televisão é um dos meios de comunicação mais presentes nocotidiano dos brasileiros, a mesma tem um caráter apelativo muito marcante, seduz,utiliza efeitos audiovisuais e exerce uma poderosa influência sobre nossa cultura(LOT ET AL, 1995).A televisão é uma das opções de lazer dos adolescentes ficandoatrás apenas ao ato de ouvir músicas, mas as emissoras de televisão não vêmdemonstrando interesse em explorar atrações educativas, direcionando seusprogramas pelo interesse de seus anunciantes, ou seja, se preocupando apenascom o interesse financeiro, sem levar em consideração a qualidade da programaçãoou o conteúdo das mensagens repassadas, que nem sempre são adequadas aoshorários em que são apresentadas (ZAGURY, 1996).A mídia através das diversas propagandas vem influenciando oconsumo de substancias psicoativas, principalmente entre a população jovem, poisao invés de explorar as potencialidades educativas direciona suas programaçõesvisando apenas o seu interesse financeiro sem levar em consideração a qualidadeda programação ou o conteúdo das mensagens repassadas, que nem sempre estão
  37. 37. 38adequadas aos horários em que são apresentadas.Constitui-se um tema naturalmente controverso no meio social eacadêmicobrasileiro, o uso de álcool entre a população adolescente. Ao mesmotempo em quea lei brasileira define como proibida a venda de bebidas alcoólicaspara menores de18 anos (Lei nº. 9.294, de 15 de julho de 1996), é prática comum oconsumo deálcool pelos jovens, seja no ambiente domiciliar, em festas, ou mesmoemambientes públicos. Isso demonstra que a sociedade como um todo adotaatitudesparadoxais frente o alcoolismo e o adolescente. Por um lado, condena oabuso deálcool pelos jovens, mas é permissiva ao estimular o consumo de bebidasalcoólicaspor meio de propagandas (PECHANSKY; SZOBOT; SCIVOLETTO,2004).A linguagem publicitária hoje é muito persuasiva, as principaispropagandas usam apelos emocionais, provocando na vida dos indivíduos asensação de que o consumo das mesmas provocaria uma mudança de vida,difundindo um conceito deturpado de tais produtos nos anúncios e propagandascomerciais, desconsiderando os prejuízos causados por este.4. AS ATRIBUIÇÕES DO ASSISTENTE SOCIAL NO COTIDIANO DO USUARIOSDE ALCOOL E O PROCESSO DE REINSERÇÃO SOCIAL DO ETILISTAO Assistente social é o profissional que tem em mente o bem-estarcoletivo e a integração do indivíduo na sociedade. Seu desempenho é muito vasto,uma vez que suas competências são regulamentadas pela Lei 8662/93 que dispõesobre a profissão e dá outras providências e pelo Código de Ética Profissional.Como qualquer outra profissão inscrita na divisão social e técnica dotrabalho, sendo o Assistente Social um trabalhador assalariado, dependem da vendade sua força de trabalho especializada no mercado profissional de trabalho. Paraque ele tenha valor de troca expresso monetariamente no seu preço requer que oprofissional seja capaz de responder critica e criativamente aos desafios postospelas profundas transformações incidentes nas esferas de produção e do Estado,com profundas repercussões na conformação das classes sociais. (IAMAMOTO,2009, p.172).Segundo a ABESS/CEDEPSS (1996, p.154-5) “a formaçãoprofissional tem na questão social sua base de fundação sócio histórica, o que lheconfere um estatuto de elemento central e constitutivo da relação entre profissão e
  38. 38. 39realidade social. O assistente social convive cotidianamente com as mais amplasexpressões da questão social, matéria prima de seu trabalho. Confronta-se com asmanifestações mais dramáticas dos processos da questão social no nível dosindivíduos sociais, seja em sua vida individual ou coletiva.”A questão social não é senão as expressões do processo deformação e desenvolvimento da classe operária e de seu ingresso no cenário políticoda sociedade, exigindo seu reconhecimento como classe por parte do empresariadoe do Estado. É a manifestação no cotidiano da vida social, da contradição entre oproletariado e a burguesia, a qual passa a exigir outros tipos de intervenção, maisalém da caridade e repressão. (CARVALHO e IAMAMOTO 1991, p.77)Observa- se no cenário da sociedade contemporânea as diversasfaces apresentadas pela questão social, sendo assim necessária a atenção doprofissional de serviço social frente a estas formas de demandas sociaisenfrentadas. A atuação do Assistente Social é voltada para atender, sobretudo osusuários em situações de risco e vulnerabilidade social e tem como objetivos de suaatuação voltados basicamente para o enfrentamento das expressões da questãosocial, através da formulação e execução de intervenções sociais pertinentes aocampo de trabalho, assegurando acesso universal aos direitos sociais, civis epolíticos. Por ser uma carreira generalista, o campo de trabalho é amplo: vai desde aárea pública, em hospitais e secretarias, a empresas, na parte de recursos humanos,treinamento e de responsabilidade social ate os setores privados. No caso doalcoolismo ele atua dando suporte tanto para o etilista como para a famíliaorientando e buscando apoio para que o mesmo logo após o período de tratamentosaia do vício e se reintegre à sociedade.Em decorrência, ao término do tratamento, o que geralmente durade 8 a 10 meses, o usuário recuperado se vê diante de outro desafio: o retorno aomeio sociofamiliar. Trata-se do reinicio das relações no âmbito da família, dotrabalho, da escola... O que é decisivo para o seu retorno ou não ao uso de drogas.Dependerá de como essa reinserção é trabalhada, enfrentada e assumida por todosos envolvidos nesse processo: profissionais, egressos e familiares (COSTA, 2009).Na conjuntura histórica da sociedade brasileira o álcool, parece estáintimamente anexo a grande parte dos espaços e circunstâncias do dia-a-dia daspessoas, especialmente em certas atividades esportivas, viagens, trabalhoacompanhadas a abundantes doses de bebidas alcoólicas, que atinge
  39. 39. 40indistintamente os indivíduos que o consome e indiretamente as pessoas próximas aestes. “O alcoolismo é considerado uma doença de evolução crônicae progressivaacometendo todos os indivíduos, sem distinção de sexo, raça, nível socioeconômico,escolaridade e atividade laborativa” (BARROS, 1994: 53).Desde a antiguidade no Brasil, o problema do álcool sempre foitratado como uma questão socialde saúde publica e isso reflete no perfil de toda asociedade, levando não só o profissional assistente social a meditar sobre o mesmo,mas toda uma equipe multidisciplinar, uma vez que o foco principal para uma boaintervenção é o trabalho em rede, pois além das consequências que o álcool trásaos etilistas e suas famílias que fundamentalmente necessitam da intervenção dediferentes profissionais como psicólogos, psiquiatras, médicos, enfermeiros,psicopedagogos, e outros proporcionando condições de melhor enfrentamento dosproblemas advindos da mesma no contexto familiar e social.O trabalho em rede consiste em uma constante articulação integradano intuito de discutir as demandas e serviços prestados para o enfrentamento dasmesmas, ampliando a relação permanente entre todos ao envolvidosdesta demanda,para que se possa romper com o individualismo ter as ações voltadas a prevençãoao uso e abuso de bebidas alcoólicas.Para que o profissional assistente social possa lidar com acomplexidade desses diversos fenômenos atuantes em nossa sociedade o mesmonecessita estar engajado em seu projeto Ético político através de conhecimentosteóricos metodológicos específicos para o desenvolvimento das ações e acompreensão das relações frente a estas demandas.Um dos maiores desafios que o assistente social vive nopresente é desenvolver sua capacidade de decifrar arealidade e construir propostas de trabalho criativas ecapazes de preservar e efetivar direitos, a partir dedemandas emergentes no cotidiano. Enfim, ser umprofissional propositivo e não só executivo (IAMAMOTO,2005,p.20).E necessário que o profissional de serviço social tenha um olharcritico em relação à demanda do uso exagerado de álcool e das consequênciasapresentadas determinantes desses fatores, intervindo assim na realidade dessesusuários, com o intuito de transformação através da implantação de projetos ações e
  40. 40. 41programas desenvolvidos por meio de uma postura ética através da relação deinterlocução teoria pratica, onde a família, os gestores e a sociedade de forma geraldeve estar sendo estimulada para a formulação de propostas de políticas publicasque visa o enfrentamento dessa demanda.A questão da dependência do álcool permeia vários contextos naárea de assistência social, seja na perspectiva preventiva ou de tratamento, onde opúblico-alvo do atendimento, pode ser idoso, criança, adolescente, homens,mulheres, famílias e deficientes.Sabemos da complexidade e da dificuldade intrínseca no temaálcool e outras drogas e da extrema importância do papel a ser exercido peloassistente social nas instituições na qual atua, portanto é necessário que este possaassumir o seu papel enquanto transformador da sua realidade.Diante do seu campo de atuação o profissional assistente socialdeve exercer seu trabalho com a visão direcionada para o ser social, tendocapacidade e competência de sugerir transformações e alcançar respostasprofissionais. É necessário nesta atuação diagnosticar o território de abrangência daintervenção com a finalidade principal de desenvolver uma ação preventiva, atravésde atividades educativas, profissionalizantes e culturais, propiciando a essesusuários a construção de cidadania e identidade, oportunizando para eles umaconsciência critica de que o consumo exagerado de álcool, ou seja a drogadição,através deste consumo exagerado e constante não tem a contribuir na formação dasua competência como cidadão de direitos sociais abrindo caminhos para ofortalecimento de vínculos e a reinserção à sociedade, sendo indispensável umtrabalho em rede para que se possa concretizar estas ações.4.1 – TRATAMENTOBarros afirma que o alcoolismo é considerado uma doença deevolução crônica e progressiva acometendo todos os indivíduos, sem distinção desexo, raça, nível socioeconômico, escolaridade e atividade laborativa.(BARROS,1994).O processo de tratamento do alcoolismo é fundamentado naaceitação da doença, enfrentamento e prevenção a recaída. É preciso esclarecerque não existe um tratamento ideal para o alcoolismo, mas para cada caso
  41. 41. 42individualmente, para cada usuário como o processo de dependência, é necessárioque se submeta a um bom exame clinico, onde será indicado o tratamento maisapropriado para o mesmo.Nos dias atuais o tratamento do alcoolismo tem envolvido duasetapas: desintoxicação e reabilitação.Desintoxicação de acordo com a Wikipédia é um termo geral quedescreve a remoção de substâncias tóxicasdo corpo. É uma das funções maisimportantes do fígado, trato gastrointestinal inferior e rins, mas também pode serfeita artificialmente através de técnicas como a diálise.Conforme Cezar Bittencourt, reabilitação “trata-se de medida depolítica criminal que objetiva restaurar a dignidadepessoal e facilitar a reintegraçãodo condenado à comunidade, que já deu mostras de sua aptidãopara exercerlivremente a sua cidadania”.
  42. 42. 43CAPÍTULO II4 - CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE PINDAÍ-BAO município de Pindaí esta situado no Centro Sul Baiano, com umaárea de 665 Km2 e com uma população em 2010 de 15,628 habitantes, sendo quedesse total, 3,631 são da zona urbana e 11.997 da zona rural constituindo assim ummunicípio com uma zona rural extensa particularizando sua grande cultura agrícola.Dentre esta população 76% tem idades entre 15 e 60 anos de idade. A distancia dasede para a capital do Estado é de 843 km.Em 1900 era um simples povoado logo elevado a distrito deUmburanas com o nome de São João da Gameleira. No ano de 1918, passou adistrito de Urandi sendo que 1945 recebeu o nome de Pindaí, pois São João daGameleira coincidia com o nome de outro município baiano. No dia 13 de fevereirode 1962 criou-se o município desmembrado do de Urandi, sob a lei estadual nº1.617, publicada no diário oficial do dia 20 de fevereiro deste mesmo ano. Foiinstalado como independente a Sete de abril de 1963.Nesta época também houve a primeira eleição donde foi escolhido oSr. Jerônimo Borges como prefeito municipal. Já no ano de 1965, foi apresentado nacâmara municipal um projeto que modificaria o nome de Pindaí para Ouro Branco,em vista da grande produção de algodão que é a cultura de maior destaque naregião. Apesar de ter havido aprovação unânime por parte dos vereadores o nomenão se oficializou, pois já existia no estado da Bahia outro município com estadenominação. Fonte (IBGE).Pindaí limita-se ao Norte com Guanambi e Caetité, ao Sul comUrandi, ao Leste com Caetité, Licínio de Almeida e Urandi e ao Oeste com Urandi,Candiba e Guanambi. Está localizado a 14º49" Lat. Sul e 42º68" W.Gr. A altitude dasede municipal é de 610 metrosem relação Mao nível do mar, e o biomapredominante é cerrado caatinga. Fonte (IBGE).O Município conta com 01 Distrito como uma vila em grandedesenvolvimento, localizado na zona rural, assim distribuído: Distrito de Guirapádistante 50 km da sede, com uma média de 1.080 habitantes, com estrada de terra ebarro. O referido distrito apresenta infraestrutura mais desenvolvida que algumaslocalidades, contando com rede de distribuição de água, luz, não apresenta esgoto.
  43. 43. 44Comporta bom número de escolas da rede pública. Além do distrito acima referido, omunicípio tem ainda na sua composição geográfica, 04 localidades de maiorconcentração populacional, assim distribuídas: Paus Pretos, com 360 habitantes13km distante da sede e estrada de barro. Tanque, com380 habitantes 12,5 kmdistante da sede e estrada de barro. Sanharó com 280 habitantes 6 km distante dasede e estrada de barro. Mato Grosso com 180 habitantes 5 km distante da sede eestrada de barro.Fonte: (Site Oficial da Prefeitura Municipal de Pindaí).5.1– CRASO CRAS é conhecido como "a casa das famílias", pois é umaunidade pública estatal descentralizada da política de assistência social responsávelpela organização e oferta de serviços da proteção social básica do SUAS nas áreasde vulnerabilidades e risco social dos municípios, desenvolve o Programa deAtenção Integral à Família, PAIF, que visa atender as famílias, garantindo seusdireitos básicos. É responsável pela oferta de serviços continuados de proteção deassistência e de promoção social. O atendimento social psicológico para famíliassubmetidas a risco de vulnerabilidade social é executada pelos profissionais atravésda escuta qualificada individual ou em grupo identificando as principaisnecessidades e ofertando orientações aos usuários e suas famílias, visando ofortalecimento do convívio sócio familiar e comunitário.Esta unidade pública do SUAS é referência para o desenvolvimentode todos os serviços sócio-assistenciais de proteção básica do SUAS, no seuterritório de abrangência. Estes serviços, de caráter preventivo, protetivo e proativo,podem ser ofertados diretamente no CRAS, desde que disponha de espaço físico eequipe compatível. Quando desenvolvidos no território do CRAS, por outra unidadepública ou entidade de assistência social privada sem fins lucrativos, devem serobrigatoriamente a ele referenciados.(Orientações técnicas CRAS, 2009).O CRAS ostenta dois amplos eixos estruturantes no SUAS: amatricialidade sócio familiar e a territorialização.Sabe-se que a família independente dos formatos ou modelos emque assume é mediadora das relações entre os sujeitos e a coletividade, segundo aPNAS, é o conjunto de pessoas unidas por laços consanguíneos, afetivos e ou desolidariedade, cuja sobrevivência e reprodução social pressupõem
  44. 44. 45obrigaçõesrecíprocas e o compartilhamento de renda e ou dependência econômica.Portanto amatricialidadesociofamiliarse refere à centralidade dafamília comonúcleo social fundamental para a efetividade de todas as ações eserviçosda política de assistência social. A importância da família como espaço desocialização, já é reconhecida desde apromulgação da Constituição Federal de 1988em seu artigo 226, que diz “a família, baseada sociedade, tem especial proteção doEstado” (BRASIL, 2003B). Logo após a LeiOrgânica da Assistência Social - LOAStambém vêm reforçando esta centralidade quandodiz em seu artigo 2º que aassistência social tem por objetivo a proteção a família.De acordo com a Tipificação Nacional dos Serviços Socio-assistenciais o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família – PAIF dentrodo CRAS tem como objetivos: fortalecer o papel de proteção à família, progredindona sua qualidade de vida; precavendo a extrusão dos vínculos familiares ecomunitários, permitindo a superação de ocorrências de vulnerabilidade socialvivenciadas; promovendo conquistas igualitárias e materiais às famílias,potencializando o princípio e a autonomia destas; levando as mesmas à ascensãoaos benefícios, programas de transferência de renda e serviços sócio-assistenciais,contribuindo para a inserção destas famílias na rede de proteção social deassistência social; além de promover acesso aos demais benefícios setoriais,colaborando para o usufruto de direitos e apoio às famílias que possuem, dentreseus membros, indivíduos que necessitam de cuidados especiais, através doacolhimento dos membros desta família na busca de superação da situação.A territorializaçãopor sua vez se refere à centralidade do territóriocomo fator determinantepara a compreensão das situações de vulnerabilidadee riscosociais, bem como para seu enfrentamento. A adoção daperspectiva daterritorialização se materializa a partir da descentralizaçãoda política de assistênciasocial e consequente ofertados serviços sócio-assistenciais em locais próximos aosseus usuários. Isso aumenta sua eficácia e efetividade, criandocondiçõesfavoráveisà ação de prevenção ou enfrentamento das situaçõesdevulnerabilidade e risco social, bem como de identificação e estímulo daspotencialidades presentes no território.(Orientações técnicas CRAS, 2009).O CRAS deve assegurar as famílias usuárias de seus serviços osseguintes direitos:
  45. 45. 46 De conhecer o nome e a credencial de quem o atende (profissional técnico,estagiário ou administrativo do CRAS); À escuta, à informação, à defesa, à provisão direta ou indireta ou aoencaminhamento de suas demandas de proteção social asseguradas pelaPolítica Nacional de Assistência Social; A dispor de locais adequados para seu atendimento, tendo o sigilo e suaintegridade preservados; De receber explicações sobre os serviços e seu atendimento de forma clara,simples e compreensível; De receber informações sobre como e onde manifestar seus direitos erequisições sobre o atendimento sócio assistencial; A ter seus encaminhamentos por escrito, identificados com o nome doprofissional e seu registro no Conselho ou Ordem Profissional, de forma clarae legível; A ter protegida sua privacidade, dentro dos princípios e diretrizes da éticaprofissional, desde que não acarrete riscos a outras pessoas; A ter sua identidade e singularidade preservadas e sua história de vidarespeitada; De poder avaliar o serviço recebido, contando com espaço de escuta paraexpressar sua opinião; A ter acesso ao registro dos seus dados, se assim o desejar; A ter acesso às deliberações das conferências municipais, estaduais enacionais de assistência social.O CRAS – Centro de Referencia da Assistência Social do Municípiode Pindaí, foi inaugurado no dia 03 de dezembro de 2010, está localizado à Rua SãoJoão nº 175 no centro da cidade do município supracitado não possui sede própria,conta com uma estrutura física restrita, mas todas as atividades são desenvolvidasda melhor forma possível, onde o seu objetivo primordial é assistir famílias de classebaixa e classe média baixa, este foi o espaço eleito para o desenvolvimento destetrabalho.Por ano são atendidas mais de 500 famílias, com diversos cursos,oficinas, palestras, encontros, projetos para idosos, mulheres, homens, gestantes,crianças e adolescentes. São as famílias que fazem parte desta construção políticasocial do CRAS no município de Pindaí.
  46. 46. 47A visita domiciliar é uma das ferramentas muito utilizadas nadinâmica do CRAS, são através destas visitas que temos contato direto com arealidade da família, perfilhando de fato as necessidades enfrentadas,diagnosticando encaminhamentos e orientando frente à realidade apresentada. Alémde acompanhar as condicionalidades que não estão sendo cumpridos nas diversasáreas como da saúde, educação e delicados outros casos de extremavulnerabilidade social.ESTÁ SITUADO EM UM ESPAÇO FÍSICO COMPOSTO POR:01 Recepção,01 Brinquedoteca,01 Sala de atendimento,01 Cozinha,01 Sala de uso coletivo,01 Sala para coordenação,01 Banheiro,02 Espaços externos que são utilizados para múltiplas atividades.OS OBJETIVOS PRINCIPAIS DO CRAS SÃO:Ofertar o serviço de proteção social básica;Desenvolver a auto - estima;CONTA COM UMA EQUIPE TÉCNICA COMPOSTO POR:01 Coordenador,01 Assistente social,01 Recepcionista,01 Auxiliar de serviços gerais01 Psicólogo,X Além dos oficineiros que não são profissionais permanentes, e que sãoconvocados de acordo a necessidade
  47. 47. 48Identificar as famílias em situações de vulnerabilidades;Atuar de forma preventiva, para que as famílias não tenham seus direitos violados;Promover o acompanhamento sócio-assistencial de famílias em um determinadoterritório;Potencializar a família como unidade de referencia, fortalecendo vínculos internos eesternos de solidariedade;Desenvolvendo ações que possibilitem a redução da pobreza..AS PRINCIPAIS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO CRAS SÃO:Atendimento a famílias e indivíduos;Visitas domiciliares e institucionais;Encaminhamentos a rede sócio-assistencial;Reuniões e ações comunitárias;Palestras;Oficinas de convivência;Trabalho sócio educativos;Campanhas;Capacitações incentivando a geração de Emprego e Renda;Articulação e fortalecimento de grupos sociais.Os cursos de geração de renda fazem parte das ações do CRASque visa oferecer as famílias beneficiarias e a comunidade uma formação para otrabalho informal. Além de capacitação profissional dos cidadãos recebendo apoiono aprendizado para geração de sua própria renda. Dentre os cursos desenvolvidosno CRAS temos:CURSOS DESENVOLVIDOS NO CRASCurso de capoeira;Curso de manicure e pedicure;Curso de corte e costura;Curso de artesanato;Curso de pintura em tecido
  48. 48. 49O CRAS do município de Pindaí tem hoje 564 famílias cadastradas,sendo que estes estão compostos por beneficiários do Programa Bolsa Família,BPC, além de diversos outros usuários que não são beneficiários de algumprograma de transferência de renda, e que se encontra em situação de risco ouvulnerabilidade social.
  49. 49. 50CAPITULO III6 - METODOLOGIAA pesquisa é uma atividade de investigação que utiliza processoscientíficos para verificar problemas teóricos e práticos. Busca uma solução ouresposta para as dúvidas existentes e só obtêm êxito se os instrumentos científicos eprocedimentos utilizados no trabalho forem os mais adequados. Assim ela possuitrês elementos indispensáveis para a sua concreta realização, que são as dúvidasproblemas, método científico e resposta solução. (CERVO ET. AL., 2007).Este estudo consiste em uma pesquisa de campo exploratória comabordagem quali-quantitativa, realizada entre os usuários do CRAS e suas famíliasque tem algum envolvimento com o álcool, visando ao aprofundamento no universodos significados na investigação dos impactos causados pela prática constante doconsumo de álcool entre os usuários do CRAS, bem como as sequelas vivenciadaspor suas respectivas famílias, visando conhecimentos em relação ao consumo doálcool, a partir de uma perspectiva sociocultural.6.1– ASPECTOS METODOLOGICOSA presente pesquisa caracteriza-se por uma abordagemdescritiva e exploratória, de natureza quali-quantitativo, realizado no CRAS domunicípio de Pindaí/BA.O caráter descritivo é definido por Duarte e Furtado (2002, p. 28)como o meio de “descrever um fenômeno ou situação mediante um estudo realizadoem determinado contexto espacial e temporal”.Para Minayo (2002) a abordagem qualitativa pode pretender chegarà verdade considerando o que certo ou errado. Já Gil (1996, p. 64) este tipo depesquisa permite “descrever ou explicar um fenômeno ou uma cultura”.Quanto a abordagem quantitativa Gil (1996) determina que o ideal édescobrir quantos indivíduos de uma mesma população compartilham de umamesma característica.Os instrumentos de coleta utilizados foramos questionários comquestões fechadas norteadoras quanto ao Tema em evidência, estudando os
  50. 50. 51significados e importância do mesmo, que de acordo com CERVO et. Al. (2007), éuma maneira de obtenção de respostas a questões formuladas. Este conta com 16questões objetivas, a fim de verificar o índice de álcool consumido pelos habitantesdo Município de Pindaí e os aspectos envolvidos. Para este estudo foram priorizadosos usuários cadastrados no CRAS deste município.As perguntas do questionário referem-se a aspectos relevantes aoestudo como idade, sexo, religião, com quem mora, renda familiar, se faz uso debebidas alcoólicas, com que idade começou a beber, que tipo de bebida consome,possui histórico de álcool na família, se frequenta algum grupo antidrogas, dentreoutras. Os resultados obtidos serão organizados em gráficos em forma de coluna,utilizando o programa Microsoft Office Excel, interpretados e discutidos de acordocom os conhecimentos obtidos através da observação de trabalhos publicados naárea.A construção teórica deste trabalho foi fundamentada a partir dapesquisa bibliográfica que se deu durante todo o processo de construção desseestudo, com a finalidade de coletar informações imprescindíveis para o mesmo.Com relação ao universo de pesquisa estafoi constituída porusuários cadastrados no CRAS que faz uso de bebidas alcoólicas e suas respectivasfamílias. A amostra determinada para esta pesquisa foi escolhida conveniente, ondea pesquisa de campo foi realizada através da observação de cotidiano e das açõesdos sujeitos.Todos os participantes receberam explicação sobre os objetivos emétodos da pesquisa através de informações que estão contidas em um Termo deLivre Consentimento, apresentado aos mesmos. Somente participaram da pesquisaos dependentes alcoólicos que concordaram com o termo. Foram levados emconsideração os aspectos éticos contidos na resolução 196/96 que regulamenta apesquisa em seres humanos. Garantiu-se o anonimato, à privacidade e desistênciaem qualquer etapa da pesquisa.Após a realização da coleta dos dados, estes foram organizados eanalisados à luz da fundamentação teórica construida durante a pesquisabibliográfica. Com apresentação dos dados discutidos e analisados a seguir.7- ANÁLISE E REFLEXÃO
  51. 51. 52Neste momento do estudo foi realizada uma analise dos dadosobtidos à luz de uma fundamentação teórica no intuito de investigar o nível dealcoolismo no município, bem como os impactos causados pela prática constante doconsumo de álcool entre os usuários do CRAS de Pindaí, e as sequelas vivenciadaspor suas respectivas famílias, sendo de fundamental importância a veracidade dasinformações adquiridas e a solidez das análises feitas.Para a pesquisa foram analisados questionários respondidos pelosusuários do CRAS do Município supracitado, contendo questões que se referiram aoconsumo de álcool pelos mesmos ou seus concernentes familiares.Dentre os entrevistados, grande parte, ou seja, 78% destes têmidade superior aos 20 anos. Esses dados justificaram-se por a pesquisa ter sido umaamostra realizada entre usuários adultos cadastrados no CRAS, uma vez que épossível ainda constatar que há um grande numero de adolescentes que faz usodestas substancias no município, e que a cada dia esse consumo se inicia maisprecocemente. O curioso é que em sua grande maioria o contato inicial dessesadolescentes com o álcool acontece dentro da própria casa diante do apoio dafamília.Segundo Melo et al. (2008), a família tem um papel muito importantena formação dos jovens, entre suas funções cumpre função de mediadora, oindivíduo adquire as noções do certo e do errado, sem a imposição dos agentesexternos da sociedade.Gráfico 1. Idade0%10%20%30%40%50%60%70%80%Acima de 20 anos Até 20 anos78%22%
  52. 52. 53Em relação ao sexo dos entrevistados, como mostra o gráfico 2,pode-se observar que é predominante o sexo masculino, uma vez que estamos nosreferindo apenas aos usuários do CRAS, é valido ainda destacar que através depesquisa realizada no município consta que o índice de bebidas alcoólicasconsumidos apenas pelas mulheres é alarmante.Segundo a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção paraDoenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel Brasil, 2010), realizada peloMinistério da Saúde, a parcela da população feminina que admite abusar no álcoolpassou de 8,2%, em 2006, para 10,6%, em 2010. Entre os homens, a proporçãopassou de 25,5% para 26,8%. Na análise geral, o levantamento ponta que oconsumo excessivo de bebidas alcoólicas passou de 16,2% para 18% dapopulação.( g1.globo.com/.../aumenta-o-consumo-excessivo-de-alcool-entre-mul...)Gráfico 2. SexoQuanto à religião dos entrevistados os dados mostram que 100%dos entrevistados são católicos, não havendo nenhum evangélico, ou de outrareligiãoSegundo SOUZA et.al.2005, em seu trabalho a religião católica0%10%20%30%40%50%60%70%Feminino Masculino38%62%
  53. 53. 54representou 60,9% dos entrevistados. É sabido que os evangélicos admitem umcritério de pertencimento ao seu grupo religioso e abdica a qualquer modalidade aouso de bebidas alcoólicas, uma vez que a Bíblia deixa claro que existe o livrearbítrio.Gráfico 3. ReligiãoNo questionamento com quem você mora a maioria dosentrevistados, ou seja 60% dos mesmos responderam que moram com o cônjuge,28% com os pais, além dos 12% que se declararam outros, dentre estesdestacamos irmão, filhos, amigos, etc. Diversos estudos vêm relacionando oconsumo exagerado de álcool ao fato de não morar com os pais, uma vez em cercade 46% dos usuários de bebida alcoólica tem influência direta ou indiretamente dafamília. Segundo Vaillant (1999), o risco familiar é considerado critério devulnerabilidade ao alcoolismo, uma vez que a presença de pais alcoolistas aumentao risco do alcoolismo em seus filhos. Essa afirmação se opõe ao que dizemCavalcante, Alves & Barroso (2008), quando afirmam que a família é o lócus onde oadolescente se vê seus principais exemplos de vida, sendo assim, o meio familiar édestacado como um dos espaços responsáveis pela formação do indivíduo epromoção da sua saúde.0%10%20%30%40%50%60%70%80%90%100%Católico Evangélico Outro100%0% 0%
  54. 54. 55Gráfico 4: Com quem você mora?Em relação a renda familiar como mostra o gráfico 5, foi verificadoque a maioria, 50% ou metade dos entrevistado apresentam uma renda de menosde 1 salário mínimo por mês, seguido de 38% de usuários que sobrevivem apenascom um salário mínimo, além dos 10% que se declararam não possuírem rendaalguma.Esses dados mostram como o Brasil é um pais onde impera umhistórico de desigualdades sociais, mesmo diante de um elevado crescimentoeconômico cada vez mais abrangendo uma mínima camada da população, ondefamílias inteiras precisam sobreviver com uma renda mensal tão miserável.De acordo com IAMAMOTO (2006), o conjunto de desigualdadessociais que cada vez mais estão se acentuando na sociedade capitalista tem suaraiz histórica na contradição existente entre capital e trabalho.0%10%20%30%40%50%60%70%Pais Cônjuge Outros28%60%12%

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