Técnica de indução de colágeno

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Técnica de indução de colágeno

  1. 1. TÉCNICA DE INDUÇÃO DE COLÁGENO (T.I.P.C) Microagulhamento Amanda Hamaue Crefito Nº183662F
  2. 2. ANATOMIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA TEGUMENTAR O sistema tegumentar é composto por três camadas  Epiderme  Derme  Hipoderme Exerce diversas funções, como: regulação térmica, defesa orgânica, controle do fluxo sanguíneo, proteção contra diversos agentes do meio ambiente e funções sensoriais (calor, frio, pressão, dor e tato).
  3. 3. EPIDERME  Tecido epitelial estratificado pavimentoso queratinizado,  Células fortemente unidas  avascularizada.  Renovação de 28 a 30 dias.  Possui 5 camadas : basal,espinhosa,granul osa,lucida e cornea
  4. 4. CÉLULAS DA EPIDERME  Queratinócito:Produz queratina, uma proteína fibrosa que da epiderme uma camada protetora.  Melanócito: localizados nas camadas basal e espinhosa, com prolongamentos dentríticos dirigidos para a superfície da epiderme, responsável por produzir melanina (pigmento).  Celulas de langerhans: localizadas entre os queratinócitos e principalmente na camada espinhosa, fazem parte do sistema imunitário.  Celulas de merkel:são os receptores nervosos: tato e pressão. Ruffini, Paccini, Meissner; para temperatura tato e pressão respectivamente.
  5. 5. PROCESSO DE RENOVAÇÃO CELULAR  Camada basal Esta camada, por ser rica em células-tronco, também recebe o nome de germinativa. Apresenta intensa atividade de mitose sendo responsável, juntamente com a camada seguinte (camada espinhosa), pela contínua renovação da epiderme.  Camada espinhosa Mantêm unidas com as células ao redor através dos desmossomos, dando às células um aspecto espinhoso e tonofilamentos que se inserem nos espessamentos citoplasmáticos dos desmossomos desempenham importante papel na manutenção da coesão entre as células da epiderme e na resistência ao atrito.  Camada granulosa Possui grânulos basófilos, queratino-hialina contêm uma proteína rica em histidina fosforilada e também proteínas contendo cistina. Os grânulos lamelares, que se fundem com a camada granulosa, onde há a deposição de um material lipídico, contribuiem para a formação de uma barreira contra a penetração de substâncias e torna a pele impermeável à água, impedindo a desidratação do organismo.  Camada lúcida Esta camada é mais evidente na pele espessa é composta por celulas eosinofílicas e translúcidas, cujos núcleos e organelas foram digeridos por enzimas dos lisossomos e desapareceram.  Camada córnea Possui espessura muito variável e é constituída por células achatadas, mortas e anucleadas,citoplasma cheio de queratina que possui seis polipeptídeos distintos; a composição dos tonofilamentos são modificados a medida que os queratinócitos se diferenciam.Na camada córnea os tonofilamentos se aglutinam juntamente com a matriz formada pelos grânulos de querato-hialina. Nesta fase, os queratinócitos estão transformados em placas sem vida descamando continuamente.
  6. 6. DERME  Tecido conjuntivo frouxo,  vascularizada responsável por nutrir a epiderme e sustentação;  Possui 2 tipos de camadas : Derme papilar e Derme reticular  Papilas dérmicas, que acompanham as reentrâncias correspondentes da epiderme.  As papilas aumentam a área de contato entre estas duas camadas da pele, reforçando a união entre ambas
  7. 7. CELULAS DA DERME  Fibroblastos: são células responsáveis pela produção de fibras colágenas, elásticas, reticulares e matriz extracelular  Componentes da matriz extracelular: acido hialuroniaco (glicosaminoglicanas,proteinoglicanas),colageno,elastina e glicoproteinas adesivas.  Macrófagos teciduais, mastócitos, leucócitos sanguíneos: são células que exercem a função de defesa da derme contra o ataque de microorganismos ou presença de substâncias estranhas ao organismo.
  8. 8. FIBROBLASTO Responsável em produzir colágeno, elastina e matriz extra celular;
  9. 9. MATRIZ EXTRACELULAR SFA
  10. 10. ANEXOS DA DERME  Pelos: estruturas delgadas, feitas de queratina, que se desenvolvem a partir de uma invaginação da epiderme, o folículo piloso.  Glândulas sebáceas: desembocam na porção terminal dos folículos pilosos, exceto em lábios e genitais onde abrem-se diretamente na superfície. Sua secreção é uma mistura complexa de lipídeos, que deixam a pele oleosa.  Glândulas sudoríparas: são estruturas tubulosas simples, formando um enovelado com diâmetro de 0,4 mm, imerso na derme. Sua secreção é o suor, um fluido que contém água, sódio, potássio, cloretos, uréia, amônia e ácido úrico
  11. 11. ANEXOS DA DERME  Unhas: são placas córneas, localizadas na falange distal dos dedos recobre um leito ungueal, que tem estrutura comum de pele e não participa de sua formação.  A unha cresce a partir da raiz, ou matriz, e é basicamente composta por placas de queratina fortemente aderidas, a partir da diferenciação de células epiteliais da raiz, de forma similar a que acontece com a epiderme, fazendo com que a unha deslize gradualmente sobre o leito ungueal.
  12. 12. TÉCNICA DE INDUÇÃO DE COLÁGENO Protocolo para Técnica de Microagulhamento Flor da Terra http://flordaterra.blog.br/protocolo-para-tecnica-de-microagulhamento/
  13. 13. HISTÓRICO DA TÉCNICA  Surgiu em 1995 onde Orentreich e Orentreich1 descreveram o termo “subcisão” para rugas e cicatrizes retraidas  Desmond Fernandes, técnica tratar o lábio superior introduzindo uma agulha 15G na pele produzindo túneis paralelos à superfície da pele, sob as rugas,em várias direções.  Camirand e Doucet trataram cicatrizes com pistola de tatuagem para simular uma abrasão com agulha.  Em 2006 Desmond Fernandes publicou seu primeiro artigo referente a técnica: “Minimally invasive percutaneous collagen induction” in the 2006 edition of Oral and Maxillofacial Surgical Clinics of North America.
  14. 14. MECANISMO FISIOLÓGICO DA T.I.P.C As agulhas quebram as fibras antigas de colágeno na camada mais superficial da derme que limita as cicatrizes ou as rugas. Esse processo promove a remoção do colágeno danificado induzindo a neocolagenese. https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ve d=0CAYQjB1qFQoTCNDO15WY28YCFUJ9kAodQRcE1Q&url=http%3A%2F%2Fportalbraganca .com.br%2Fbelezaesaude%2Fterapia-de-inducao-percutanea-de-colageno-por-suzana- barretto.html&ei=gkylVdCFLcL6wQTBrpCoDQ&bvm=bv.97653015,d.Y2I&psig=AFQjCNHJ47ipY mJt43hlbYc4VnpwuwyXZQ&ust=1436981267135809
  15. 15. MECANISMO FISIOLÓGICO DA T.I.P.C O extrato córneo da epiderme permanece “intactos”, exceto pelos buracos minúsculos feitos pelas agulhas; Quando uma agulha penetra pele, o ferimento causa uma lesão localizada, desencadeando um processo de reparo tecidual. O reparo tecidual ocorre em três fases: Inflamação, proliferação e remodelagem; e culmina com a formação de novo colágeno derme superior logo abaixo da camada basal da epiderme
  16. 16. MECANISMO FISIOLÓGICO DA T.I.P.C Segundo Fabroccini, 2009; As microagulhas finas (com comprimento de até 1,5 mm) não provocam um ferimento no sentido clássico da palavra. O processo cicatrização da ferida é, de certa forma, abreviado porque o corpo é “enganado” para acreditar que uma lesão ocorreu. De acordo com essa nova teoria, a bioeletricidade desencadeia uma cascata fatores de crescimento que estimula a cicatrização
  17. 17. FASE DE INJURIA/INFLAMATORIA
  18. 18. FASE DE PROLIFERAÇÃO/REMODELAGEM
  19. 19. BIOSEGURANÇA DERMAROLLER  Cada cliente deve possuir um roller individual e descartar após utilização  Escolha um equipamento com registro na anvisa  Utilizar luvas, máscara de proteção, touca  Higienizar o tecido com clorixidina alcoolica 5% ou álcool 70%
  20. 20. ESCOLHA SEU EQUIPAMENTO: CLASSES PROFISSIONAIS  Segundo Negrao,2014 Classes Profissionais Comprimento das agulhas Esteticistas, técnicas e tecnólogas Até 0,5mm Fisioterapeutas , biomédicos Até 1,5mm Médicos Todos os comprimentos
  21. 21. DERMA ERASE ANVISA Nº80102511132
  22. 22. Takano 2013 relata que agulhas com 3mm de comprimento penetre apenas 1,5 a 2mm, ou seja, aproximadamente 50 a 70% de sua extensão. Portanto, quando o comprimento da agulha é de 1mm o dano ficaria limitado à derme.
  23. 23. APLICAÇÃO DA T.I.P.C Segundo Negrão,2014: é indicada 6 a 10 passadas nos sentidos:horizontal,vertical e tranversal no sentido ascendente e descendente. Já Desmond,2006 Indica 15 a 20 passadas nos sentidos vertical,horizontal e transversal. Priorizamos o menor número de passadas no inicio do tratamento ou seja 15 passadas em cada sentido.
  24. 24. APLICAÇÃO DA T.I.P.C É indicado dividir a face em quadrantes deixando as regiões de maior sensibilidade por último para aumentar o tempo de absorção do anestésico tópico. Orientamos a cliente passar o anestésico em casa com 45 a 60 minutos de antecedência a sessão 1 22 3 4
  25. 25. CONTRA INDICAÇÕES /COMPLICAÇÕES  Diabetes  Queloides  Doença neuromuscular  Doença vascular  Corticoterapia aguda ou crônica  Terapia com anticoagulantes  Alergias a metal  Neoplasias  Verrugas  Ceratose solar  Infecção cutânea  Pele sensível  Gravidez  Acne aguda  Herpes ativa  Isotretinoina  Rosácea ativa  Pós exposição ao sol  Hiperpigmentação pós – inflamatória  Cortes arranhões  Cicatrizes hipertróficas  Queloides  Hematomas  Edemas
  26. 26. INDICAÇÕES  Rugas e sinais de expressão  Rejuvenecimento  Hipercromias  Cicatriz de acne  Estrias  Cicatrizes  Flacidez tissular  Celulite  Alopecia
  27. 27. ASSOCIAÇÕES COM ELETROTERAPIA  Alta frequência  Microdermoabrasão  Microcorrentes  Correntes polarizadas  Laser de baixa intensidade  Luz intensa pulsada  Carboxiterapia  Radiofrequência
  28. 28. ASSOCIAÇÕES COM TERAPIAS MANUAIS  Drenagem linfática manual  Massagem lifting  Endermoterapia  Massagem Kobido  Massofilaxia  Bambuterapia
  29. 29. PROTOCOLOS PRÉ TRATAMENTO  Microdermoabrasão: ajudando a afinar extrato córneo melhorando a profundidade e abrasão do roller  Normalização,nutrição,bioestimulação com microcorrentes: tecido hidratado melhor resposta a terapia e penetração de ativos  Limpeza de pele-7 dias: ajuda a remover impurezas, afina extrato córneo, prepara a pele para receber a técnica.  Laser de baixa intensidade: aumenta metabolismo ajudando no processo de formação de colágeno e elatina  Led azul antes do procedimento: hidrata tecido, clareia e analgésico  Peeling ultrassônico-remove extrato córneo e ativa microcirculação.  Radiofrequência- aumento do metabolismo induz uma melhor resposta a TIPC  Luz intensa pulsada -metabolismo celular dando estímulos ao fibroblasto através da fototermólise melhor resposta a TIPC  Carboxiterapia aumento do metabolismo induz uma melhor resposta a TIPC
  30. 30. PROTOCOLO PÓS TRATAMENTO Tratamento Intervalo Microcorrentes Nl/Nu/Bio 7 dias Radiofrequência 15 dias Luz intensa pulsada 15 dias Carboxiterapia 15 dias Laser de baixa 15 dias Us pulsado/contínuo 7 dias/15 dias Dermoabrasão 7 dias/15 dias
  31. 31. CUIDADO!!!!  Ao realizar o procedimento sempre elevar o roller para mudar de direção!  Ao associar técnicas de eletroterapia imediatamente antes do roller, é necessário em primeiro lugar avaliar quais serão os benefícios e principalmente a resposta do tecido aos estímulos isoladamente.  Realizar registro fotográfico do pré e pós tratamento.  Antes de iniciar a técnica faz se necessário a paciente assinar termo de consentimento livre e esclarecido.
  32. 32. ORIENTAÇÕES PARA PACIENTE  Utilizar o FPS a cada 3 horas  Hidratação tópica e sistêmica  Evitar alterações bruscas de temperatura  Utilizar despigmentante tanto oral quanto tópico no caso de hipercromias  Utilizar cosméticos home care Higienização:leite de limpeza, tônico  Dermocosmeticos que induzam a produção de colageno e elastina com fatores de crescimento, vitamina C
  33. 33. REFERÊNCIAS  Orentreich DS, Orentreich N. Subcutaneous incisionless (subcision) surgery for the correction of depressed scars and wrinkles. Dermatol Surg. 1995;21(6):6543-9  Lima EVA, Lima MA, Takano D. Microagulhamento: estudo experimental e classificação da injúria provocada. Surgical and Cosmetic Dermatology. 2013; 5(2):110-114  Matthias C. Aust, Karsten Knobloch, Kerstin Reimers, Jörn Redeker, Ramin Ipaktchi, Mehmet Ali Altintas, Andreas Gohritz, Nina Schwaiger, Peter M. Vogt. Percutaneous collagen induction therapy: An alternative treatment for burn scars,Accepted: November 13, 2009;  Percutaneous collagen induction therapy: An alternative treatment for burn scars - Burns,september 2010 volume 36,issue 6 pages 836-846. http://www.burnsjournal.com/article/S0305-4179(09)00566- X/abstract  Takano D ,et al.estudo experimental e classificação da injuria provocada. Surg Cosmet Dermatol 2013;5(2):1104.
  34. 34. CONTATO Email:treinamento1@casadaestetica.com.br Site: casadaestetica.com.br Blog :blogcasadaestetica.com.br Amanda Hamaue

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