A Análise de Cantares

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A Análise de Cantares

  1. 1. ESBOÇO DO LIVRO I. Cenas de abertura 1.1-2.7 Lembrando o amor do rei de bom nome 1.1-4 A morena e agradável guarda de vinhas 1.5,6 Procurando amor nas pisadas do rebanho 1.7,8 Removendo as marcas da escravidão 1.9-11 A linguagem do amor 1.12-17 O espírito e a árvore 2.1-6 A primeira súplica 2.7 II. A busca por abertura 2.8-3.5 Começando a busca 2.8-15 A alegria do amor no frescor do dia 2.16,17 A procura determinada pelo objetivo principal 3.1-4 A segunda súplica 3.5 III. A busca por mutualidade 3.6-5.8 A carruagem matrimonial real do amor da aliança 3.6-11 Conhecendo Sulamita 4.1-7 Uma visão sobre a terra de cima do monte Hermom 4.8 Uma vida de união íntima num banquete no jardim 4.9-5.1 A queda da Sulamita 5.2-7 A terceira súplica 5.8 IV. A busca por unidade 5.9 –8.4 Conhecendo Salomão 5.9-6.3 A glória triunfante da Sulamita 6.4-10 O nobre povo da Sulamita 6.11-12 A dança memorial de Maanaim 6.13-7.9 O início do novo amor de iguais 7.9 –8.3 A quarta súplica 8.4 V. Últimas cenas com resumo de realizações 8.5-14 Alcançando o objetivo principal 8.5 Alcançando o amor autêntico 8.6,7 Alcançando a maternidade e a paz 8.8-10 Obtendo uma vinha igual a de Salomão 8.11-12 Obtendo a herança 8.13-14 Cântico dos cânticos (tradução João F. Almeida Corr.e Revis., Fiel)
  2. 2. 1. O banquete 2. {The Shulamite} 3. 1:1 שׁיר השׁירים אשׁר לשׁלמה׃ 4. Shir hashirim asher liShlomo: Salomão, Shelomo, paz, aquele que cuja natureza é pacífica. Ele simboliza a pessoa do Espírito, assim como Davi simboliza a pessoa de Cristo. O Espírito é chamado de Espírito de sabedoria. Salomão lembra e guarda a sua maior criação, sua mais bela canção. A melodia original de Cantares se perdeu, embora muitos estudiosos tenham visto nos sinais musicais ao lado do texto E o Espírito Santo narra seu mais profundo cântico. Derrama seus mais profundos pensamentos e sentimentos nesse cântico em que empresta toda a beleza de seus sonhos, toda a poesia de seu coração, para narrar a mais importante, a mais memorável, a mais transcendente história de amor de sua existência eterna. 1:2 ישׁקני מנשׁיקות פיהו כי־טובים דדיך מיין׃
  3. 3. Yishakeni minshikot pihu ki-tovim dodeikha miyayin: A menina recebeu de sopetão um beijo de um jovem rei apaixonado. Estava embriagada ainda pelo excesso de vinho da festa de Benjamim e até da vinha que deveria estar guardando... das raposinhas. A Sunamita é aquela moça de caráter esplendido que tipifica a amada de Cristo, a igreja que considera a intimidade com Cristo uma das coisas mais preciosas que já provou. É o inicio de uma vida maravilhosa, quando Cristo desfila seus sinais e prodígios diante de uma humanidade deslumbrada com sua tremenda glória. A boca desde a antiguidade é um símbolo para falar de voz. Da palavra. Sua palavra é apaixonante. Maravilhante. Transformadora. Num determinado contexto, esse amor que a Sunamita sente é melhor que o mundo que festeja as festividades da primavera, as celebrações do vinho, da alaegria e da colheita. Essa é a cena de Jesus na mesma festa mil anos depois quando no dia de maior alegria e embriaguez, no dia das mais intensas danças e dos mais apaixonados cânticos, grita em João 7: “quem tem sede, venha a mim e beba!” A Sunamita fica deslumbrada. O primeiro beijo foi arrebatador. A festa parou no dia em que Jesus gritou. Até os bêbados ficaram sóbrios. O impacto é tão violento que mudou a dinâmica da festa. No mesmo instante em que Jesus gritou, alguns soldados romanos haviam sido enviados para prende-lo, E retornam de mãos vazias. Quando interrogados sobre o fracasso de sua missão tudo o que conseguem expressar é: “Nunca homem nenhum falou como aquele homem!” Havia mais poder embriagante na palavra ungida de Cristo do que todo o vinho da festa que acontecia. Para muitos este é o instante em que seus olhos são abertos para entenderem quem é Jesus. Quando os olhos se abrem para entender sua Soberania, seu reino, sua eternidade, seu Poder e sua realidade. Quando os olhos se abrem para compreender que ele é o Dono de todas as coisas e que a visão de Apocalipse, quando João o enxerga com olhos de chama de fogo e CABELOS BRANCOS COMO A NEVE é só o eco de “Este é meu filho Amado, a Ele eu ouvi” quando Jesus é transfigurado sobre o BAAL-HERMOM, sobre o har Hermom, a montanha sagrada eternamente coberta pela neve cujo apelido é “cabelos brancos”. Há um momento em que uma paixão se inicia. Esse momento é distinto para muitos casais, mas a partir dele ambos passam a estar unidos em seus pensamentos. Carregam dentro de si a pessoa amada, a pessoa querida, ela é pensada e repensada, imaginada, lembrada, torna-se o refrão de uma musica impossível de ser esquecida. Passa a ser desejada como um sonho, e o afastamento já não é uma opção prazeirosa. O encontro e do despertar a fé na pessoa de Cristo produz em nós emoções profundas. Suas palavras reverberam vida, suas obras e atitudes nos trazem intima alegria. E surge a necessidade que antes não existia de termos comunhão com ele. Amar a Cristo não é amar uma história, uma carta ou abraçar uma fé. Ressurreto dos mortos e assentado a direita do Pai, numa dimensão invisível está o Amado. E por ser vivo e ter poder para tal pode comunicar-se, revelar-se, manifestar-se, tornar-se presente e interagir conosco espiritualmente. Ele pode encher-nos de sua paz, pode compartilhar a sua alegria. Pode conceder-nos sentir o amor com que nos ama. Esse mistério é denominado “comunhão”.
  4. 4. 1:3 לריח שׁמניך טובים שׁמן תורק שׁמך על־כן עלמות אהבוך׃ Lereiakh shemaneikha tovim shemen turak shemekha al-ken alamot ahevukha: Unguento era o uma mistura de ervas que eram utilizadas para cura de feridas. Há um jogo com as palavras unguento e nome, possuem uma sonoridade próxima sem, shem, e a raiz de onde vem Semente. O nome de Jesus é como um bálsamo que foi dado para curar feridas que o mundo e o inferno causaram. Ele é revestido de um poder sobrenatural capaz de curar as feridas da alma, do coração e mesmo físicas. A Igreja dos primeiros dias invocava o poder do Nome, a Autoridade que havia no nome, de modo que Pedro para diante de um paralítico diante do templo, que lhe pede esmola e lhe declara: dinheiro eu não possuo. Mas tenho algo muito mais PRECIOSO. Porque o unguento da antiguidade era uma coisa muito cara, rara, preparada em lugares especiais, segundo técnicas que eram passadas somente às famílias médicas que os preparavam. Pedro cheio de “unguento” ou completamente cheio de fé na Autoridade da SEMENTE declara: Em NOME de JESUS, levanta e anda! E a Autoridade escondida no nome, assim como o poder de vida escondido na semente, faz germinar uma fé sobrenatural no coração do paralítico e este é curado imediatamente. Os verso 1 e 2 são cheios de lirismo. E riquíssimos em poesia. Nos concedem uma vaga noção sobre a inteligência de Salomão. Ele brinca com SINESTESIA. Sinestesia é uma figura de linguagem, em termos literários, quando nós misturamos os sentidos, olfato, visão, audição, gustação, para expressar uma realidade, nós concedemos a qualidade de um gosto depurado há um sentimento, a honra nós comparamos ao perfume, a beleza, algo visual, nós concedemos sonoridade. Expressamos humores, sentimentos ou sensações em forma de sentidos. O amor é delicioso como um doce, o ódio é amargo como o fel, a ternura é doce como o mel. Uma atitude pode ser tão hedionda que é podre, repugnante, cheira mal. As Escrituras são repletas de sinestesia literária, que concedem expressividade às palavras de modo especial. A sinestesia pode ultrapassar os limites literários e possuir aspectos psicológicos e espirituais. Superinteressante expressa a experiência de uma mulher com sinestesia psicológica. “A sinestesia é uma característica genética herdada dos pais que faz com que um ser humano experimente mais de uma sensação com base no mesmo estímulo. Palavras, números, sons e vozes ganham cores, cheiros, sabores e até personalidades. Parece obra de ficção, mas é apenas fruto de um cérebro um pouquinho diferente.” http://super.abril.com.br/cotidiano/11-mulher-sinestesica-732716.shtml A sinestesia parece estar por trás da memória das chamadas savants, pessoas de memória prodigiosa e de grande habilidade com números.
  5. 5. TESLA é um bom exemplo da sinestesia e intelectualidade. Ele visualizava em sua mente os inventos que produziria, antes de iniciar a construí-los. A eletricidade em corrente alternada é herança dele. Esse verso começa a desvendar os mistérios da sabedoria de Salomão. O que o Espírito de Deus realizou nele na noite em que se manifestou numa visão e lhe concedeu o dom de Palavra de Sabedoria. Quem crê nas Escrituras compreende que os critérios divinos são perfeitos, assim como seu julgamento. Quando Deus estabelece um parâmetro, um limite, ou declara um conceito, podemos ter certeza que ele está declarando algo com um critério inigualável. Ou seja, quando algo é visto nas Escrituras como bom, é realmente bom. Se é declarado abominável, é em absoluto hediondo, torpe e abominável. Deus estabelece alguns momentos sublimes, alguns fatos que são o recorde, inigualáveis, que não podem ser ultrapassados em tempo algum, porque aos seus olhos, aos olhos de um imortal e eterno, que possui todo o conhecimento e toda a sabedoria do cosmos e além dele, aquilo é uma coisa incomum, singular, única. Por exemplo, o instante que Deus considera o de maior manifestação de poderes celestiais, o de maior manifestação de seu próprio poder é o da RESSURREIÇÃO DE CRISTO e sua EXALTAÇÃO. Não o instante da criação do universo, o que para nós parece ser um disparate. Na criação do universo o poder de Deus fluiu sem resistência. Na ressurreição de Cristo houve uma OPOSIÇÃO a este poder, de tal monta, que a força necessária ou o seu esforço para a ressurreição de Cristo aos olhos de Deus é maior que a que ele usou na criação do universo físico. Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação; 18 Tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos;
  6. 6. 19 E qual a sobreexcelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder, 20 Que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos, e pondo-o à sua direita nos céus. Deus estabelece esses “limites” essas singularidades, eventos que são de tal magnitude que simplesmente não são ultrapassáveis. Outro exemplo é o “dia do Senhor” que basicamente é o dia em que o UNIVERSO será DESFEITO. Um dia sem igual. Uma singularidade. Quando Jesus fala de tempos de angustia, de tribulação ele aponta para dias que “não haverão iguais sobre a terra em ter mos de tribulação” significa que aos seus olhos, nunca houve uma época na história da humanidade e jamais haverá outra após esses dias, tão ruim. Quando ele chama a Abrão da terra de Ur dos Caldeus, ele o conduz a uma singularidade. Dele será dito “em ti serão benditas TODAS as famílias da terra”. Essa profecia é abrangente e inigualável. Ela fala de algo que procederá de Abraão e que terá influencia em todo ser humano. Outro absoluto, outra coisa fantástica relacionadas as grandes coisas das Escrituras. Outro “recorde”. Há um homem que era capaz de rasgar leões ao meio. Sansão é uma outra singularidade. Ele é inigualável em força, nunca haverá na terra outro ser humano que se compare a ele em força física. Outro recorde. O ser humano possui a mania de comparar eventos, pessoas, fatos, acontecimentos para “medir” a grandeza do que aconteceu. A humanidade discute sobre as “maiores” guerras, aos mais poderoas aramas, qual a montanha mais alta, qual a maior explosão vulcânica, que praga matou mais seres humanos, qual o pior período de fome, qual a mulher mais bela da história, qual a maior distancia percorrida por uma expedição. As competições e esportes buscam singularidades, buscam os melhores, os menores tempos, os maiores saltos. Há no ser humano uma curiosidade com relação as coisas que ele considera os limites, os maiores eventos, relacionado a grandeza. A questão de quem foi o ser humano mais inteligente que viveu na terra seria fruto de décadas de debates entre centenas de instituições. Implicaria até na critica de qual tipo de “saber” é o mais importante, física, matemática, química, filosofia, cada disciplina exaltando seus “mestres”. Necessecitarima o apontamento das grandes descobertas cientificas e intelectuais, das grandes proezas matemáticas, para estabelecer critérios. E responder a pergunta: “o que é inteligência?” para uma “eleição” coerente. O ser humano possui uma tremenda soberba intelectual. Existem hoje testes para averiguar o “Q.I – Quonciente de Inteligencia” de um ser humano, a sociedade premia as chamadas “grandes inteligências” ela exalta o acadêmico e prestigia a especialização e os cursos de Doutorado e Pós-Graduação em diversas áreas. Há lutas entre correntes ideológicas, entre “escolas” de saberes, busca-se a proeminência cientifica, filosófica, intelectual em diversas áreas. As lutas e confrontos intelectuais entre diversas academias é uma “tradição” lúdica dos nossos tempos. Porém... Deus declarou nas Escrituras que nenhum ser humano que nasceria na terra, isso há 3000 anos atrás, se IGUALARIA a Salomão. Deus fêz dele uma “singularidade”. Aos olhos de Deus, Salomão já venceu a disputa pelo título de “homem mais inteligente que já existiu”
  7. 7. Ao lermos Cantares nos aproximamos dessa realidade. A sinestesia é uma das pistas que o Espírito nos deixou, sobre a grandeza da inteligência que o Espírito concedeu a Salomão. Nos conduz também a admirar ao DOM de Palavra de Sabedoria. Foi numa noite onde numa visão foi CONCEDIDA por meio SOBRENATURAL o dom que fez Salomão compor o Cantico dos Canticos. É muito belo, maravilhoso e poético. Os dois versos iniciais de Cantares se iniciam com um beijo que é percebido como o doce sabor do vinho e terminam com “nome” cuja magnificência e honra se “derramam” como óleo aromático, como um perfume. O beijo se transforma em vinho e o nome do amado se transforma em óleo perfumado. O beijo é algo físico. Mas o nome é algo intelectual, ele não pode ser visto, tocado, somente OUVIDO ou LIDO. Sunamita vai do visível ao invisível. A poesia dos versos nos concede uma visão que também é exclusiva, a expressão “teu nome como perfume derramado” é uma das mais belas frases já faladas sobre o nome de uma pessoa. O nome de Salomão em hebraico é Shelomo, se origina em Shalom, significa paz. O nome de Salomão era quase uma saudação. As meninas do reino, apaixonadas pelo jovem rei, brincavam com o significado do nome. Elas suspiravam seu nome, como se dissessem “ nos seus braços eu encontraria a minha paz” 1:4משׁכני אחריך נרוצה הביאני המלך חדריו נגילה ונשׂמחה בך נזכירה דדיך מיין מישׁרים אהבוך׃ Mashkheni akhareikha narutza heviani hamelekhkha darav nagila venismekha bakh nazkirah dodeikha miyayin meisharim ahevukha: Outra tradução: Acima a tradução deste verso na Biblia Ave Maria (é uma versão da Bíblia cristã publicada pela Editora Ave Maria em 1959, traduzida do grego e hebraico, por monges beneditinos de Maredsous-Bélgica). Fica muito bela a tradução deste verso (e da maioria dos outros 176 versos) nesta tradução católica. Essa tradução resgata bem a poesia do texto original – somente num dos versos – o da rosa de Sarom – há uma incorreção- ela o traduz a partir do noivo, contudo é a noiva que fala de si – ela é a rosa de Sarom. O amado é o lírio dos vales.
  8. 8. Ao texto! Arrasta-me após ti! E Corramos! A expressão que você mais ouviria em Doctor Who seria: Run! Corra! No seriado de ficção da BBC os personagens estão sempre fugindo de algum perigo. A maioria dos filmes de ação e desenhos animados deixariam de existir se não existisse uma correria.
  9. 9. Essa frase é a base de milhares de canções em filmes indianos.
  10. 10. A corrida é uma das coisas de nossa vida. A correria. A maioria dos jogos infantis é baseado em correr. E também dos jogos coletivos dos adultos. Andar, caminhar, correr expressão liberdade e alegria. A perda da capacidade de caminhar ou correr é algo terrível, algo que não é desejável. O sonho de toda pessoa com problemas motores é ter a liberdade de se movimentar, correr e pular. Era motivo de grande alegria a cura dos paralíticos no ministério de Jesus, ainda é um dos mais extraordinários momentos na Igreja de Cristo qualquer operação milagrosa em que uma pessoa com paralisia ou incapacitada receba a cura milagrosa e volte a correr ou andar. A Sunamita canta o amor de uma adolescente ou de uma criança que se alegra em segurar a mão de alguém e correr. Crianças correm muito. É a parte do amor que brinca, onde o casal apaixonado se sente como uma criança. É um padrão de alegria a ser almejado e vivido por todos os casais. Traduz saúde, alegria, brincaeira, riso, farra. Na dimensão espiritual há um desejo profundo da Igreja em sentir a alegria de viver em Cristo, de realizar sua obra como se fosse uma festa. Um dos sintomas de doenças espirituais é a perda da alegria, quando os serviços e ministérios já não são realizados com base em espontaneidade, na alegria. Quando a pregação não conduz o coração da Igreja para a alegria e o regozijo, pode haver algo errado com a pregação e com o pregador. Milhares de mestres não emocionam suas congregações, carregam a doutrina com matizes de tristeza e dor, não conhecem ao Espírito numa dimensão do Vinho, não sabem rir ou brincar, não possuem esperança em feitos de fé, não possuem experiências que não sejam dolorosas. Pregam um mundo cão, um evangelho do calabouço, um evangelho da prisão, da escuridão, uma palavra cheia de exortações, proibições, limitações e completamente destituído de alegria vivida. O evangelho da dor não produz paz. Nem riso. A falta de unção não conduz ao avivamento ou ao DESLUMBRAMENTO. Somente conduz à tristeza. Esse texto fala de uma cena que só acontecerá no futuro da vida de Sunamita. Os locais mais inalcançáveis da terra, os mais inacessíveis são as recamaras, ou os aposentos reais. O castelo ou palácio real é fortemente guardado de dia e de noite, ninguém dele se aproxima a não ser em ocasiões festivas e especiais e no máximo irão até o salão central onde o rei receberá seus convidados ou concederá uma audiência. Haviam na casa do Bosque do Líbano locais especias separados para recepção de emissários de outras nações, um amplo salão finamente decorado. Contasse que determinada dinastia mulçulmana na época do califado mandou erguer um magnífico palácio numa das cidades-estado e se assentava num salão especialmente projetado para impressionar os visitantes. Guerras foram evitadas só por causa da austeridade do salão! Salomão convida a moça a um lugar secreto, inalcançável, de acesso privilegiado aos membros da família real. É um convite. Um convite a uma posição invejável. Qualquer mulher israelita trabalharia de graça por anos para ter a honra de entrar no palácio do rei. E a moça amada foi chamada para correr pelas escadarias, pelo saguão, pelos corredores, pelas recamaras cobertas de tesouros, de um dos homens mais ricos da terra. Esse sonho é de um evento futuro que ocorrerá a partir do capítulo sete da poesia, ela já se vê intima do rei, correndo pelo palácio como se fosse seu. Ela anseia pela alegria que sentiria ao estar do lado de um homem bom, nobre, sábio, poderoso e gentil. Ela seria bem-tratada, ela não sentiria mais frio e nem fome, não teria que sentir solidão, nem se preocupar com o amanhã. Ela se regozijaria nele. O texto fala de RECORDAR um evento futuro! Ela imagina-se num futuro onde olharia para trás e se recordaria cheia de ternura dos dias em que amando e sendo amada correu pelas recamaras do palácio! Uma belíssima ilustração sobre o futuro da Igreja. Sobre sua esperança de uma vida em que é plenamente aceita e tem o privilégio de estar onde Deus está, de ter acesso a sua riqueza e aos seus segredos, de poder correr como uma criança pelos lugares celestiais! É o anseio
  11. 11. presente do coração dos que crêem, que anseiam provar do amor divino e anseiam sentir este amor de modo pleno, mais embriagante que o vinho, mais pleno que as preocupações sobre o futuro. A Igreja de Cristo quer ter a comunhão com Deus e ser ARRASTADA pela mão para o interior do castelo, para as moradas de Deus, para os lugares sonhados da cura, da libertação, da revelação, dos mistérios e da paz que só se encontra em Cristo. Há também um outro eco nestes versos. Eles deconstroem parte da história de Salomão. Fazem uma releitura de seu passado, do triste passado de uma de suas irmãs, que foi forçada a entrar contra sua vontade numa recamara real para ali ser estrupada por uma obsessão, por um capricho de seu meio irmão Amon. Amon em conjunto com um “amigo” criou uma situação para deixar que a bela adolescente ficasse a sós com o rapaz mal-intencionado, que ali a desonra e não satisfeito com isso, a abandona. Sunamita deseja ser arrastada pelo rei pelas recamaras do palácio, porque conhece seu caráter, porque confia nele não para abusar dela, antes para honrá-la. E então entramos no verso quinto... que explico em conjunto com o verso sexto e com a inenarrvale ajuda da Padukone... 1:5 שׁחורה אני ונאוה בנות ירושׁלם כאהלי קדר כיריעות שׁלמה׃ Shekhorah ani venavah benot Yerushalayim keaholei kedar kiriot Shelomo: I [am] black, but lovely, ye Daughters of Yerushalayim, as the tents of Kedar, as the curtains of Shlomo. 1:6 אל־תראוני שׁאני שׁחרחרת שׁשׁזפתני השׁמשׁ בני אמי נחרו־בי שׂמני נטרה את־הכרמים כרמי שׁלי לא נטרתי׃ Al- tiruni sheani shekharkhoret sheshezafatni hashamesh benei imi nikharu – vi samuni noterah et-hakeramim karmi sheli lo natarti: {to her beloved - Shephard}
  12. 12. São ínumeras dimensões da Sunamita. Uma é a identidade da própria moça. Outro é a representação da comunidade judaica, em relação ao seu passado, a lembrança da escravidão no Egito. E a que desenvolvo nesse verso é a a da universal assembléia, da Igreja sem restrição de raça, tribo ou nação. Que vou denominar por simplificação de Nossos agradecimentos a Deepika Padukone... ...sem a qual... ...o estudo bíblico deste verso ...não seria ...o mesmo...
  13. 13. Na Índia a tonalidade branca da pele feminina ainda é valorizada em muitas regiões. Na antiguidade as mulheres de tez branca gozavam de prestígio também. A maioria das moças de famílias menos abastadas eram invariavelmente morenas. Quanto mais escura a pele mais ela aproximava-se de pertencer a uma descendência que traria à memória: povos conquistados, diversas tribos nômades do deserto. Certamente traria à memória duras condições do deserto. Lembraria ao sol escaldante, ao calor, lembraria duras condições de
  14. 14. vida das moças morenas, castigadas pelo sol, numa sociedade em que tinham que realizar muitas atividades sob o sol, tais como cuidar de crianças, carregar água, lavar roupa. Isso as envelhecia antes do tempo. O pano de fundo do cântico dos cânticos é a sociedade pastoril israelita, e os povos que habitam na terra que hoje denominamos oriente médio. A moça de Cantares de Salomão possui um trunfo que a torna superior a todas as questões culturais que envolvem sua situação. Ela é linda. Ela reconhece sem parcimônia que é formosa ao extremo. Tão bela de corpo que as moças da cidade olham com inveja para ela. Ardem de inveja. E sem falsa modéstia diz que é maravilhosa. Que não seria a cor de sua pele que diminuiria a beleza que reconhecia que tinha e que lhe tornava tão esplendida como as mais belas tendas das tribos de Cedar. Ela que é morena de nascimento trata com desdém a quem a desdenha. Seus irmãos invejosos a colocaram para tomar conta de uma vinha, serviço de homens, perigoso, e ela zomba das que a tratam mal dando uma desculpa esfarrapada a respeito de sua cor. A ultima frase ecoa um sentimento de perda. Forçada a trabalhar nas vinhas alheias, de quem não teve responsabilidade, acabou por perder o cuidado com a que lhe pertencia. A moça de beleza sem par é parte de um poema de amor composto a quatro mãos. É um dueto da alma humana e do coração divino. O Espírito Santo inspira o amor apaixonado e nele celebra igualmente seu amor por nós. Pelo ser humano. Pelo mundo. E pela amada por quem se apaixonou a quem chama de Igreja. Sua Igreja. A Igreja é a soma dos que amam ao Espírito de Deus, daqueles que o recebem e permitem serem transformados por ele. Que amam o que ele falou, sua carta escrita ao coração dos homens, as Escrituras. A mulher que foi desprezada pelas filhas de Jerusalém sabe o quanto é formosa. As filhas de Jerusalém são as filhas dos nobres, dos príncipes e da realeza; são filhas de mercadores e de sacerdotes.
  15. 15. Pertenciam ao lugar mais caro para se morar na terra santa. E era caríssimo morar ali, desde a antiguidade. Ali habitavam os músicos e a corte de Salomão. As filhas de Jerusalém retratadas no poema são soberbas, altivas, criam estar acima de todas as outras mulheres. Elas nos lembram, neste instante ao menos, aos ricos do mundo, aos políticos que ao assumirem seus cargos usam ao poder como um escudo, aos religiosos que proclamam uma vida que não possuem, aos intelectuais e seu desprezo por Deus e pela extrema beleza espiritual da igreja que ama a Cristo. Estes últimos riem da busca da pureza, da necessidade da santidade, do chamado ao arrependimento pelos pecados. Eles desprezam a necessidade de Deus, e olham para os que anseiam pela eternidade e pelo Reino dos Céus com tremendo desdém. A Igreja gentílica, nascida da antiquíssima promessa dada a Abraão " Em ti serão benditas todas as famílias da terra" foi desprezada pelos irmãos mais velhos. Os judeus perderam a universalidade do evangelho a eles confiado e advogaram somente para si uma promessa que pertencia a todos. Trataram a irmã mais nova como um serviçal. Entenderam a si como herdeiros e não entenderam que ela era dona de direitos que não podiam ter negado. A igreja gentílica vem de homens e mulheres de toda a terra que viram seu mundo espiritual ruir. As nações não guardaram as antigas visões ou revelações dadas por Deus. Elas transformaram as palavras de seus profetas em imagens de animais e diante delas se encurvaram. As nações adoraram a deuses que não eram deuses. A vinha que lhe pertencia ela não guardou.
  16. 16. Mas algo mudou nessa moça atrevida. Ela tem um olhar diferente, uma postura diferente. A Igreja de Cristo sabe que sua herança espiritual a torna tão formosa aos olhos de Deus como os pavilhões de Salomão! Mas Salomão não habitava uma tenda. Pavilhão é o espaço coberto interior ou exterior de uma tenda. Ou um amplo salão de uma construção.
  17. 17. A moça se compara à casa com gigantescos salões, a fabulosa casa do bosque, a casa que Salomão construiu para si feita de madeira de cedro do Líbano. E ao mesmo tempo aos pavilhões do templo de Salomão. Ela é tão formosa quanto o mais sagrado templo construído na terra.
  18. 18. Cedar (Quedar) era uma antiga região da Arábia, significa "cedro", uma região onde deveriam haver bosques frondosos de árvores de cedros. Os Cedros permanecem verdes durante todas as estações. Numa padraria coberta de neve eles se destacariam como as únicas árvores verdes. Ela irrita as filhas de Jerusalém com a suprema ousadia, comparando-se ao mesmo tempo com as tendas dos árabes que descendem de Ismael e com aquilo que elas consideram mais sagrado na capital de Israel, ao templo. Ismael era filho que Abraão teve de uma escrava, Hagar. Hagar foi expulsa de casa por sua senhora, Sara, esposa de Abraão. Vagando no deserto da Arábia ela se aproxima do bosque de cedros sem provisões, sem destino e sem condições de alimentar a criança que agora desfalece sobre uma rocha próximo a Cedar. Hagar se afasta para não ver o jovem morrer. Então um anjo aparece a jovem escrava e lhe provê as condições de sobrevivência para ela e seu filho. E ainda lhe concede uma promessa. Da promessa concedida a Hagar hoje temos o mundo árabe (em árabe: ال عال م ال عرب ي , transl. al-'Alam al-'Arabi), relativo ao conjunto de países que falam o árabe e se distribuem, geograficamente, do oceano Atlântico, a oeste, até o mar Arábico, a leste, e do mar Mediterrâneo, a norte do Corno de África, até o nordeste do oceano Índico. É constituído por 22 países e territórios com uma população combinada de 360 milhões de pessoas abrangendo o Norte de África e a Ásia Ocidental.
  19. 19. Eu sou tão bela quanto as tendas de Hagar! Aquela escrava que os vossos pais desprezaram... Eu sou tão linda como as tribos de Ismael! Eu sou árabe (calma judeu messiânico!) e formosa como o templo de Salomão! Quando Cristo anunciava o evangelho os escribas saduceus e os fariseus cheios de orgulho e desprezando até onde puderam o que ele lhes ensinava perguntavam-lhe: - Quem te deu tal autoridade? Porque imaginavam-se como sendo os únicos que tinham o direito de falar e ensinar sobre as coisas contidas nas Escrituras. Imaginavam como legítimos intérpretes da Lei e viam a si mesmos como representantes oficiais de Moisés. Logo após a ressurreição de Cristo a Igreja anuncia o evangelho e relê as profecias do Velho Testamento e grita que tem direito as promessas dadas aso judeus, manifestando a presença divina de tal modo que nela há profetas, visões, revelações, visitações angelicais e toda sorte de milagres como os judeus só conheciam ao ler as antigas páginas do cânon hebraico. Quem deu a Cristo a sua Autoridade é o mesmo que inspirou as formas do templo de Salomão. Uma noite a três mil anos atrás Davi, pai de Salomão o chamou e abriu diante de seus olhos a planta de uma magnifico edifício. Um edifício que fora sendo-lhe inspirado gradativamente e que planejara construir. A planta do prédio fora concedida a ele como uma revelação é dada a um profeta. Os planos não vieram de sua mente. Davi acumulou materiais para o projeto por cerca de 14 anos. Antes de morrer ele passou os desenhos para seu filho Salomão que levou sete anos para edificá-lo. A igreja possui a beleza do ministério do Espírito Santo, de múltiplas formas, concedendo- lhe uma imagem tão bela quanto os pavilhões do templo mais belo que já existiu. Ela é estrangeira mas é adornada com graça e unção, ela ora com convicção e fé ela adora com emoção e sinceridade.
  20. 20. (nossos agradecimentos aos pais d Padukone) 1:7 הגידה לי שׁאהבה נפשׁי איכה תרעה איכה תרביץ בצהרים שׁלמה אהיה כעטיה על עדרי חבריך׃ Hagidah li sheahava nafshiei khatir eeikha tarbitz batzahorayim shalama ehye keotyah al edrei khavereikha: Tell me, O thou whom my soul loves, where thou feed, where you make your flock to rest at noon: for why should I be as one that turns aside by the flocks of thy companions? 1:8 אם־לא תדעי לך היפה בנשׁים צאי־לך בעקבי הצאן ורעי את־גדיתיך על משׁכנות הרעים׃ Im-lo tedi lakh hayafah banashim tzei-lakh beikvei hatzon urei et-gediyotayikh al mishkenot haroim: If thou know not, O thou fairest among women, go thy way forth by the footsteps of the flock, and feed thy kids beside the shepherds' tents. A moça foi procurar a Salomão que estava disfarçado de pastor. E não perde seu tempo. De alguma maneira ela encontrou algum grupo de cabritos e para se aproximar sem
  21. 21. levantar suspeitas do grupo de pastores vai arrastando com certa dificuldade o grupo de animais, fingindo ser pastora. Uma engraçadíssima cena. Para não levantar suspeitas de sua verdadeira intenção. Então ela o avista. E mais uma vez perde a respiração e OUSADAMENTE ela é que lhe dá uma cantada! Onde você está indo, me leva! Eu não quero mais ninguém (porque seria eu ‘como a que anda errante” junto ao rebanho de teus companheiros). Não quero andar “errante”. Porque com você...eu me encontrei! Não tenho que correr atrás de mais ninguém. Onde você vai estar “descansando” para que ali eu possa “descansar” também? Uma belíssima parábola do amor da Igreja por Cristo. Lembra a ousadia da moça que vai empurrando a multidão para tocar as vestes de Jesus, da outra que para toda a multidão que segue a Jesus com seus gritos e que é convocada as pressas pelos discípulos e mesmo destratada por Jesus não permite que ele continue seu caminho sem atende-la, fazendo os olhos de Jesus brilharem de alegria com sua fé desmedida e ousada: - Mulher! Grande é a tua fé! Nem emsmo em Israel encontre uma fé como a tua! A menina é ousada. Ousada como Jesus espera que a Igreja seja para com as coisas celestiais. Paulo, apóstolo, rabino, mestre, reivindica: “tendo pois ousadia entremos diante do trono de Deus! Ela anseia conhece-lo! Saber o que vai fazer enquanto há luz. Ela não quer perder-se! O coração da igreja fiel não anseia um evangelho qualquer. Uma revelação qualquer. Uma direção que a distancie do amor de Cristo. Não quer andar errante. Como tantos estão. Milhares de igrejas caminham sem nenhuma orientação divina, desviando-se, errantes, porque não seguem aos conselhos do Senhor: Aquele que tem ouvidos ouça o que o espírito hoje diz ás igrejas. “porque seria eu como a que CAMINHA errante” Andar é um símbolo nas Escrituras, Salmos exorta: “Bem-aventurado aquele que não ANDA no caminho dos pecadores e nem se ASSENTA na roda dos escarnecedores”. A menina não quer andar perdida. Ela não anseia PERDER-SE. Ela não quer errar o caminho. Vivemos hoje num mundo de controvérsias, de milhares de doutrinas julgadas bíblicas, movimentos espirituais falsificados. Ontem ouvia a rádio (01/julho/2014) e alguém falava a respeito de uma “substancia” exatamente usando o termo “substancia” a ser misturada ao “sangue do cordeiro” para libertação de vícios. A rádio FM, ao menos no RJ, protagoniza um assassinato da interpretação bíblica, que chega a ser dolorosa. Dezenas de pregadores que desconhecem a beleza e a profundidade das Escrituras, palestrando sobre coisa alguma. O nada é nada não importa se veio da boca de um Querubim ou da minha. Porcaria é sempre porcaria. Lixo espiritual é sempre lixo. Imagina-se que se um sujeito diz que recebeu uma visão dada por um anjo em meio a pelo menos uma miríade de anjos, essa tal palavra, escrita em papel celestial, seja algo maravilhoso. Se não é, não importa o pacote. O falso profeta parece um bruxo. Ele ameaça até arrancar o seu nome do livro da vida se você não crer no que ele fala. E se a porcaria que ele fala é lixo, sem sentindo, destituída de qualquer coisa nova, uma REPETIÇÃO de algo que uma criança de 6 anos aprende numa noite qualquer numa escola bíblica dominical, ele diz que você não compreendeu o mistério. O que é intrigante. A tal revelação parece morta, tá em putrefação, tá fedendo, tá de desfazendo e ele diz a coisa que ele está trazendo da parte de Deus, está viva! E se você diz que não, ele te condena ao inferno.
  22. 22. A Sunamita não deseja andar errante. Ela quer ouvir a voz de seu amado e ir descansar em seus braços. Não quer uma interpretação espúria, pobre, inexata, um evangelho que a confunda. Que a deprima. Um dos anseios do coração da Igreja é ACERTAR. É saber o que está fazendo, é orientar- se corretamente! A voz do Espírito é essencial para que ela não se perca. Para que ela não vá parar num lugar que pregue um “outro” evangelho. Para não se tornar como a Igreja de Laodicéia. Pobre, miserável, cega e nua. No final deste estudo tem uma visão mais abrangente sobre as duas faces de Laodicéia. Neste momento vemos que a moça está acompanhada de um grupinho de cabritos. Gente! Onde ela arranjou esses cabritos? Salomão sabe quem ela é. É tudo uma armação. Ele montou a cena, ele está atuando e não perde a chance e as portas abertas e manifestas do amor da bela moça. Nem pisca, a resposta é imediata. “mais formosa entre as mulheres” é mais que um elogio. É assim que ele a enxerga. É assim que ela o impacta, é assim que ele enxerga do balançar dos seus cabelos ao modo como ela caminha. Salomão possui dois cuidados, o primeiro é se afastar dos outros pastores num lugar em que possa ficar a sós com a moça. O segundo é que ele não quer que ela SE PERCA. Ele não cita um lugar desconhecido, distante demais, impossível de se acessar. Mas um caminho conhecido, com pistas à vista, de facílimo acesso. Um que mesmo uma “leiga” em atividades pastoris pudesse reconhecer e percorrer. Ele a chama de Formosa, que é a mesma designação dada a Raquel e a Ester, e ao próprio Messias que virá: Salmos 45.2 Tu és o mais formoso dos filhos dos homens; nos teus lábios se extravasou a graça; por isso, Deus te abençoou para sempre. Salomão no futuro publicaria em Eclesiastes: “Tudo Deus fez formoso em seu tempo” Isaías relatará centenas de anos depois: 52.7 Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina! A beleza da moça o constrange. O conceito de formosura da antiguidade se estabelece por harmonia, graça, leveza, beleza, luminosidade e é parente do conceito de perfeição. Elas se misturam e completam. Inclusive uma PROFECIA ume os dois conceitos numa única visão: Ezq: 27.3 3 e dize a Tiro, que habita na entrada do mar, e negocia com os povos em muitas ilhas: Assim diz o Senhor Deus: Ó Tiro, tu dizes: Eu sou perfeita em formosura. E Ezq 16.14 14 Correu a tua fama entre as nações, por causa da tua beleza, pois era perfeita, graças ao esplendor que eu tinha posto sobre ti, diz o Senhor Deus.
  23. 23. A Sunamita celestial, a Igreja universal de Cristo é de uma beleza única aos olhos do Espirito de Deus. Porque se vê refletido em seus atos de justiça, mansidão, paciência, amor não fingido, ternura, fé. A igreja é dentre a humanidade a parcela de homens e mulheres que se apaixonaram pelo Pastor Supremo, que ouviram sua voz e deixando para trás o mundo e tudo que nele há, o seguiram. Ela não compreende nenhum assunto desta existência como tão maravilhoso como o amor de Cristo. E por ter dele se aproximado foi transformada, recebeu um esplendor de justiça, foi feita morada de Deus, habitação do Espírito e em virtude disso, suas palavras e atitudes são diferentes. Ela não pragueja e nem amaldiçoa! Ela não deseja e nem planeja o mal. Ela anseia por não portar-se inconvenientemente. Essa idoneidade do coração dos separados é vista por Deus como algo de extrema beleza. Tito chama a lealdade, para com todos, da Igreja de Cristo de “ornamentos da doutrina” 10 nem defraudando, antes mostrando perfeita lealdade, para que em tudo sejam ornamento da doutrina de Deus nosso Salvador. Quando a Igreja vive a doutrina de Cristo é uma figura belíssima. Porque sua doutrina torna a humanidade belíssima aos olhos de Deus. Vivemos num mundo de políticos corruptos, de pastores que pastoreiam para si mesmos, numa realidade em que nos leva as portas do templo em Jerusalém quando um grupo de malfeitores se assenhorou do Sinédrio, quando o sacerdócio corrompido enche o templo de Jerusalém de vendilhões com intenso comércio dos animais que seriam necessários para as festas da páscoa, cobrando preços exorbitantes pelos animais que seriam sacrificados, inflacionados pela festa e pela ganancia. Os judeus eram quase que dirigidos ao monopólio de animais que pertencia a família de Caifás para terem o que oferecer nos dias antecedentes ao Yom Kipur, o dia da expiação nacional, que era encerrado solenemente pelo segundo sacrifício do cordeiro vespertino, exatamente as três horas da tarde. A beleza dos ministérios das igrejas é justamente medida pela idoneidade desse ministério. Como é feio um escândalo financeiro, moral. Como é feio um evangelho distorcido, uma manifestação espiritual falsificada. Como é feio quando profetas entregam profecias que não existem, contam visões que jamais tiveram e impõem à congregação obrigações espirituais as quais o Espírito Santo jamais ordenou. Políticos destroem seus nomes e sua carreira em busca de ganhos financeiros. A corrupção enfeia as cidades, a desonestidade desvia o dinheiro necessário para as reformas que trariam educação, cultura, emprego, prosperidade. A amargura humana, a maldade, a desonestidade, destroem a beleza que Deus anseia ver nos homens. O afastamento dos ideais divinos, da compaixão; do amor não fingido; da amizade verdadeira e de todos os caminhos agradáveis ao coração de Deus tornam ao ser humano, absurdamente feio. A Sunamita é abusivamente formosa e agradável a vista. É extremamente agradável contempla-la. Fitá-la. Olhar para seus passos, vê-la dançar, correr, rir, brincar. É assim que da eternidade Deus contemplou um grupo de pessoas que ouviria sua voz, infelizmente não todos. Não que ele não os amasse. Não que não fosse da vontade divina que todos fossem formosos como seu Jesus é a seus olhos. O contraste com a beleza é a imperfeição, o distorcido. O que não é agradável, o que não desejamos ver. O abominável.
  24. 24. 20 Abominação para o Senhor são os perversos de coração; mas os que são perfeitos em seu caminho são o seu deleite. E para que todos fossem formosos, Deus concedeu-nos o Desejado das nações, o Messias, o Cristo, o seu único Filho. Concedendo-lhes um caminho fácil de ser encontrado Como diz a versão de Welington (o sujeito que escreve este texto) de João 3:16 Jo 3:16 Porque Deus amou-nos de tal modo que enlouqueceu. Abraçando uma causa louca com coragem inadmissível, lançando-se numa empreitada suicida, sob a égide de riscos incalculáveis, apoiando-se de modo inusitado na fragilidade da esperança humana dando ao homem o que tinha de mais absoluto dentro de si sua Vida, seu sonho, sua essência, seu Filho Amado, tão precioso a si quanto o único de sua espécie, Para que todo aquele que vier a nascer na terra e crer nesse ato impossível da mais absurda viagem transcendental cheia de humilhação, tormento, loucura e confiança, já realizada com sucesso indescritível, possa receber o direito inalienável de viver para toda a eternidade. Evangelho do apóstolo João, capitulo Terceiro, Décimo Sexto Versículo. Ele amou a humanidade e a ela quis formosear. O que me lembra de como é abominável aos olhos de Cristo uma doutrina distorcida. O uso dos dons espirituais para domínio ou proveito próprio. O anuncio de falsos milagres. Salomão anseia a beleza de uma moça que não o busca por causa de sua riqueza. Por causa de sua glória. O Espírito de Deus anseia por corações que almejem a sua presença. E seu anuncio é um anuncio de Graça, de Favor. Salvação. Uma das preocupações de Salomão com a moça é que enquanto a orienta, enquanto a conduz para perto de si, ela NÃO SE PERCA. Porque é desejo dele que todo ser humano se salve. Não há e nunca houve em tempo algum algum grupo separado para a perdição. Jamais nasceu na terra um homem sem esperança dessa formosura. Basta seguir o caminho das ovelhas. O pastor oriental vai à frente do rebanho cantando, ou falando, ou citando o nome das ovelhas. Ele as chama, faz carinho nelas e segue em frente, e elas vão se guinado pela sua voz. O caminho das ovelhas é a participação da comunhão com os irmãos, de sua alegria, de suas lutas. É aprender com a experiência, com o testemunho, com o aprendizado dos que já estão um pouco a frente. É o lugar onde a voz do Espírito Santo é ouvida. Se uma ovelha não ouvisse o grito do pastor, ela se dispersa, ela sai do caminho em busca dele! Púlpitos sem unção não norteiam ovelhas. Ensino sem base espiritual, sem profundidade não as mantém no caminho. Revelações sem sentido, sem verdade, sem discernimento espiritual não pode guiá-las! Exegese espúria, hermenêutica torta, meramente humana, palavras dadas fora de seu tempo. Uma das grandiosas lutas de todos os pregadores é de serem porta-vozes de Deus. Eles anseiam falar palavras que o Espírito de Deus dirigirá à Igreja. Anseiam ser “canais” serem mensageiros dos desígnios divinos, ministros de um evangelho não contaminado, profundo
  25. 25. e transformador. O efeito de uma pregação ungida, de uma meditação profunda, de uma palavra entregue no tempo e segundo a vontade de Deus, ou segundo uma revelação é algo extraordinário. A moça da canção se ‘disfarça’ de pastora. Mas é assim que O Espírito enxerga a Sunamita celestial. Pastoreando. Cristo chama a igreja para participar de seu pastorado. Para do mesmo modo aprender a cuidar de ovelhas, aprender a cuidar de vidas, a alimentar espiritualmente aos que se tornarem parte do rebanho, do mesmo modo que o pastor cuida e ama suas ovelhas. 1. 1:9 לססתי ברכבי פרעה דמיתיך רעיתי׃ 2. Lesusati berikhvei Paroh dimitikh rayati: 3. I have compared thee, O my love, to a mare of Pharaoh's chariots. As éguas dos carros de Faraó. As éguas As variações básicas dos árabes puro sangue a entre muitas variações são o Muniqi, Saglawi, Abayyan e Kuhailan, todos descendo do Kuhaylan, que significa "puro-sangue". Cada cepa apresentou características distintas, não há dúvida que o resultado das necessidades individuais ou tipo preferência dos membros da tribo. O cavalo árabe de hoje é um produto de cruzamento constante dessas cepas. Como nenhum indivíduo carrega o sangue de um único, não diluído. Isso não quer dizer que um árabe do deserto puro, não diluído. É aí que reside uma das principais diferenças entre o árabe egípcio e os de outras linhagens. Seus descendentes são um padrão internacional para a raça dos puros-sangue árabes.
  26. 26. As éguas de faraó são animais de guerra. Usados por tribos árabes à milênios. As forças inglesas compreenderam que seria impossível combater aos árabes montados em puros- sangues. Dos primeiros cavalos documentados no Egito haviam se estabelecido como de maior importância. Eles foram amados, admirados e queridos da nobreza aos nômades do deserto. O Alcorão de Mohamed ensina que: "todo homem deve amar seu cavalo." Guerreiros beduínos montados em seus melhores cavalos árabes provaram serem invencíveis como a propagação de energia do Islã em todo o mundo civilizado. Ahmad Ibn Tuleu, (1193-1250), um cavaleiro extraordinário mameluco construíu jardins palacianos e um magnífico hipódromo para abrigar sua coleção de cavalos árabes escolhidos. Os cavalos de Saladino impediram Ricardo Coração de Leão de conquistar ao Egito e foram saudados por Sir Walter Scott em The Talisman. "Desprezavam a areia atrás deles - pareciam devorar o deserto diante deles". Os carros de Farão
  27. 27. Somente 11 carruagens de faraós foram preservadas da antiguidade. Seis delas na tumba de Tuntankamon. Este rei é de aproximadamente 340 anos antes da época de Cantares (1.327 ou 1.323 a.C.), então temos uma excelente base para comparação dos carros das dinastias egípcias posteriores. Os carros de faraó se dividiam em dois tipos, os de guerra/caça e os cerimoniais. Eles eram de exclusivo uso do faró e de sua familia. No carro de guerra havia as imagens no interior e no exterior, com asas da deusa Isis que segundo a mitologia egípcia protegia o corpo de seu marido Osíris dos ataques de uma outra divindade. Há neste carro uma representação do céu com um sinal que simbolizava as duas terras do Egito, e figuras de escravos que circudam as duas terras. O deus Horus do qual o faraó invocava sua sacendencia divina estava ali representado também. Com duas significativas inscrições: O grande Deus e Senhor dos céus. O falcão que representava Hórus segurava um símbolo chamado shen que significava ETERNIDADE. Sob as figuras o nome de Faraó e de sua esposa. Debaixo do nome de Faraó o título: Imagem viva de Amom e Senhor da Existência. Ao lado do nome de sua esposa: Aquela que vive para Amon. Depois a figura de um pássaro ( RKHYT) com as asas levantadas e o sinal tb (todos) Na frente do pássaro uma estrela. A cena inteira significava que todas as pessoas do Egito deveriam adorar ao rei que era ao mesmo tempo OSIRIS e 'TUTANKHAMUN'. Na parte inferior há uma representação do sinal SEMATAWY que se refere à unificação do Alto e do Baixo Egito, há também dois cativos emaranhados dentro do sinal Sematawy. O segundo carro é decorado com padrões em espiral e esta é a principal diferença na decoração da estrutura destes dois carros. Ele é semelhante ao primeiro, porém o corpo inteiro é coberto com folhas de ouro e incrustada com pedras semipreciosas. Seu nome em egípcio antigo foi wrrt ou mrkbt. O Carro de Tutankamon Após a reconstrução dos carros deste faraó, foi possível distinguir entre dois tipos diferentes de carros. Estes dois tipos são os seguintes: Estaduais ou cerimoniais De caça ou guerra.
  28. 28. A carruagem cerimonial foi usada pelo rei durante as cerimônias ou ao visitar diferentes partes do país para verificar o seu povo. Temos cenas do reinado de Akhenaton representando o rei andava de carro seguido por outros carros que transportam sua esposa e filhas, e o resto de seus funcionários. Esses carros eram mais pesados do que os carros de guerra e foram incrustados com pedras semi-preciosas, ouro, prata e bronze e decorado com desenhos, altamente ornamentado. Estes carros não foram construídos para serem velozes; Foram construídos para causar efeito. Também foram construídos para o conforto com grandes guarda-chuvas anexados para oferecer sombra para aqueles que andavam neles. Salomão compara a moça a um dos mais cobiçados bens de consumo de sua época. Um dos animais mais notáveis que a terra do Egito havia presenciado e cuja descendencia originaria toda a família de puro-sangues árabes da terra. Mas numa época em que ainda não havia mistura de raças, representam uma puríssima raça de cavalos, superiores às melhores raças que possuimos na atualidade. Cavalos amados por sua força, lealdade, beleza, habilidade e coragem. Não havia na época as questões éticas sobre ‘inferioridade’ dos animais e da ‘supremacia’ do homem de tal modo que houvesse indignidade em ser chamado pelas virtudes dos animais. Até hoje possuimos adjetivos, ‘forte como um touro’, graciosa como uma ‘gazela’ rápido como um ‘guepardo’. Fiel como um ‘pombo’. A moça é elogiada de modo espetacular. E não é uma égua puro-sangue qualquer. Faz parte de um grupo dos mais seletos cavalos da terra, os mais puros, raros e caros cavalos de sua raça, que sãos certamente os reprodutores ou principais de sua linhagem, separados somente para uso do Faraó. Somente dele. Cavalos destinados àquele que era considerado “Deus” na terra do Egito. E ainda associado a uma das obras de arte mais cobiçadas da antiguidade. Os carros de faraó. As éguas que puxavam o carro de faraó desfilavam constantemente pelas terras do egito sendo reverenciados pela multidão. Era o faraó que era o supremo sacerdote da terra do egito e graindiosos cermoniais eram presididos por ele. Ele desfilaria com os mais belos cavalos que o mundo pode contemplar, num carro preciosíssimo, para realizar atos tais como invocar a cheia do Rio Nilo. Tudo em seu carro era representativo. Nele estava simbolizado, domínio, poder, autoridade, filiação divina, natureza divina e proteção do amor de uma esposa. Até no carro de faraó havia uma história de amor. A Sunamita era comparada a uma raça única, separada a serviço de um homem que era tratado como uma divindade. Uma moça pobre, serva, com roupas de uma pastora, cercada no meio de cabritos roubados, com a pele descascando de tanto sol, que foi forçada a adiar sua infancia e a colocar de lado sua adolescencia recebia queima-rosto simplesmente que era maravilhosa, corajosa, determinada, única, invejada, belíssima, forte, digna de estar desfilando diante de milhares de pessoas. Uma dos bens mais valiosos da terra. E que ele sabia de sua luta e de seu trabalho servil. Na carruagem de Faraó tinha pintado alguns escravos. Ou seja, mesmo te tratando como uma escrava, observação ao detalhe, ele está disfarçado de pastor, como se fosse um homem igual a ela, um trabalhador. Ele diz que ela é algo que vai muito além de tudo que ele um dia imaginaria possuir. Uma égua de Faraó não possuía valor. Eram 7 vezes mais caras que o mais precioso cavalo da terra de todo Egito. E tá dando uma indireta. Desde a antiguidade é o pai que dá o dote da filha. Há um "preço" a ser pago pelo casamento dela. "ele sutilmente diz que é ele que está disposto a pagar o dote, mas que sabe que não possui os recursos porque para ele ,ela é de valor inigualável, acima de suas posses . Não é pouco elogio não.
  29. 29. Não é pouco elogio não. Nunca em tempo algum em qualquer romance uma moça foi tão elogiada em tão poucas palavras. Lesusati berikhvei Paroh dimitikh rayati, foram CINCO palavras em hebraico para dizer isso tudo! Sendo que o elogio própriamente dito são somente QUATRO palavras. Lesusati berikhvei Paroh dimitikh. Se alguém algum dia questionou a sabedoria de Salomão, desafio a fazer o mesmo. É claro que com a ajuda do Espírito de Deus fazer poesia é um ato de suprema covardia. Deixando de lado as reclamações invejosas da minha parte, podemos ver a alta estima e como o Espírito de Deus vê sua mada, ou anseia ve-la. No carro do Faraó há a figura de uma deusa protegendo o corpo de seu amado! Na madrugada do domingo Maria irmã de Lázaro (posso ter errado de Maria) vai até o sepulcro para ungir o corpo de Jesus. Nardo ela tinha bastante. Quando chega lá se desespera ao ver que a pedra fora removida e (com certeza absoluta) ter entrado lá e vasculhado o lugar em busca do corpo do amado mestre e nada encontrar. Ela se senta em desespero e chora em meio ao jardim, gritando de dor em sua alma. Então alguém que ela pensa ser o jardineiro se aproxima dela e ela vê nele a possibilidade de saber onde haviam levado o corpo de seu Senhor. Ela o convoca e cai aos seus pés dizendo clamando para que ele lhe indique onde levaram o corpo dele e que se ele lhe mostrar ira lá e SOZINHA o trará de volta ser for necessário. O mesmo tipo de amor é evocado na cena do carro de Faraó. Jesus vê na Igreja coragem e ousadia. Os apóstolos são açoitados e coagidos pela alta corte israelita, o sinédrio, que inclusive havia condenado injustamente à morte a Cristo e quando saem de lá pregam mais ainda. Milhares seriam os testemunhos dos atos de coragem desmedida dos que amam a Cristo ao redor da terra. O Espírito de Deus não nos vê como nós nos vemos a nós mesmos. A moça está mal vestida, fugindo do trabalho forçado e é chamada de única em toda a terra. O Espírito vê os dons, os ministérios, as operações celestiais e coisas invisiveis presentes na igreja de valor inestimável. O carro cerimonial do faraó era coberto de ouro e cravaejado de jóias. É assim que Deus nos vê, preciosos diante dele, revestidos de valor, cobertos de riquezas celestiais. E é essa a visão que quer que tenhamos de nós mesmos. Uma coisa invisivel, propositalmente invisvel no texto, um tesouro escondido. Os Carros de faraó eram carregados por 4 animais. Quatro animais magníficos, de valor inestimável treinados para andar em perfeita harmonia e sincronismo. O quatro é muito usado em Cantares. Neste verso esse número aparece de forma visível, quatro palavras e de forma invisível (poucos sabem que eram uma quadriga de cavalos que arrastava o carro). Os cavalos só podiam estar ali após treinados para trotarem como se fosse um único animal. Essa belíssima imagem nos conduz a quatro Querubins que possuem face de animais, que andam SINCRONIZADAMENTE lá no Livro de Ezequiel. E que são chamados de animais viventes lá em Apocalipse. Porque o Espírito enxerga a Igreja tão gloriosa quanto os Querubins. Tem uma outra questão no texto. Em todo o texto. O Espírito Santo suplantará espiritualmente a qualidade dos elogios de Salomão na dimensão humana. É como uma competição santa. Mas neste dueto, a voz do Espírito canta mais alto que a voz de Salomão.
  30. 30. 1:10 נאוו לחייך בתרים צוארך בחרוזים׃ Navu lekhayayikh batorim tzavarekh bakharuzim: Thy cheeks are comely with rows [of jewels], thy neck with chains [of zahav].
  31. 31. Moça do Exército Israelense Salomão observa-a por inteiro. E diferente de alguns namorados, noivos e esposos, vê cada parte da beleza da futura esposa. Ele diz que ela é tão bela quanto as jóias que está usando. Mais detalhadamente, que o rosto dela é uma jóia engastada entre outras jóias. O rei está maravilhado com sua beleza e seus olhos ultrapassam os enfeites que a cobrem porque ela aos seus olhos é mais bela do que tudo que usa para tornar-se aos seus próprios olhos, mais bonita. Desde a antiguidade as mulheres usam jóias e enfeites. Elas se enfeitavam mais ou menos como hoje, porém com uma variedade maior de enfeites, e com mais motivos. As jóias eram cobertas de significados, as pedras faziam referência em alguns casos a divindades, eram usadas como amuletos também. Tidas com poderes mágicos por diversas civilizações, ou como peças que atraiam a sorte e que afastavam os espíritos maus. Algumas designavam a origem de quem usava, assim como a sua classe social. Ou seja, ainda encontramos nos nossos dias os mesmos variados simbolismos das jóias do passado. As jóias que ela usa são trabalhos de exímios artesãos, como poderemos perceber na leitura de Cantares. Como era uma moça pobre deduzimos que ela as usa por empréstimo da mãe que a enfeitou, ou das amigas.
  32. 32. Mais uma vez O Espírito de Deus vê a preciosidade da Igreja. Sua beleza espiritual vale mais que as obras da criação. O valor da alma humana é tamanho que Davi, pai de Salomão cantava uma outra canção com este tema: Sl 49:8 pois a redenção da sua vida é caríssima, de sorte que os seus recursos não dariam; O pescoço é usado nas Escrituras em diversas cenas e dependendo de como é tratado, há um significado diferente. Como símbolo de reencontro, que agarrado quando irmãos se abraçam após a briga, símbolo da própria pessoa, o equivalente a expressão idiomática com palavra ‘costas’ na frase “sai de cima de minhas costas’, ‘colocam tudo nas minhas costas’. Os prisioneiros cativos eram acorrentados pelo pescoço, colocar a mão no pescoço de alguém ainda hoje é considerado um ato de extrema descortesia e violência. Quando Josué vence uma batalha contra vários reis, estes são trazidos e colocados no chão, os chefes das tribos pisam simbolicamente seus pescoços, significava que os dominadores haviam sido dominados. Que estavam subjugados. Jesus é chamado de o cabeça da igreja por Paulo. Vendo na Sunamita a Igreja podemos chamá-la de o Corpo de Cristo. O pescoço é aquilo que liga o corpo a cabeça e que ferido, pode matar ao corpo. Salomão irá elogiar ao pescoço da amada pelo menos QUATRO vezes no texto de Cantares. E aparecerá quatro vezes nos Evangelhos e saiba que não é coincidência. A diferença é que aqui Salomão olha para a Sunamita. Representando o olhar amoroso de deus pela sua Igreja, Lá nos evangelhos Cristo olha não para um “pescoço” amigo. Olha para o pescoço de inimigos. E de um inimigo que aparentemente deveria estar cuidando de sua amada. Nas considerações finais que abordam a profecia deste estudo a gente aprofunda o tema. De modos distintos. Ele ama aos enfeites nele, aos adornos dele. O Espírito ama aquilo que sustenta a cabeça de sua amada. Aquilo que liga a cabeça ao corpo, Cristo à sua igreja. A comunhão, a adoração, a intercessão, o louvor, os afetos, a alegria, a santidade, a justiça, o amor, a fé. O pescoço simboliza, espiritualmente, a todas essas realidades em conjunto, o que aos olhos dele é um conjunto admirável, belíssimo. Que necessita de perfeição. Que ele almeja ver cheio de beleza. Enfeitado. Com obras de exímios artesões. O Espírito de Deus quer ver sua igreja do modo apaixonado com que Salomão se deslumbra com a beleza do pescoço de sua amada. Anel grego com selo Beaded Armlet Period: New Kingdom Dynasty: Dynasty 18 Date: ca. 1550–1525 B.C. Geography: Country of Origin Egypt Medium: Gold, carnelian, lapis lazuli, blue and green glass, faience on bronze or copper wire
  33. 33. Filhas de Jerusalém 1:11תורי זהב נעשׂה־לך עם נקדות הכסף׃ Torei zahav naase-lakh im nekudot hakasef: We will make thee borders of gold with studs of silver. Cantares é uma peça que era interpretada por um coro de vozes com vários personagens. Temos diversos personagens em Cantares e quatro vozes distintas: A amada – a Sunamita O amado – Salomão Os irmãos de Sunamita As filhas de Jerusalém Quem canta este trecho são as filhas de Jerusalém. Elas querem enfeitar seus cabelos para que ela se encontre com Salomão. Intentam fazer tranças douradas, ou enrolar fios de ouro em seus cabelos, tratados com hena. Seus cabelos ganham um tom avermelhado com fios dourados e pontos trechos prateados. A simplicidade da menina ganha contornos de uma princesa. Ela está sendo enfeitada como uma princesa egípcia. Como uma noiva indiana. Como uma menina da alta sociedade israelita de sua época. Ouro e a prata são materiais raros, trazidos de minas que ficam na África e na Ásia. O processo de fabricação de pingentes de prata e correntes de ouro envolve fogo, fundição, altíssimas temperaturas e moldes, e posterior trabalho de ourivesaria. O ouro e a prata são revestidos de significados sacerdotais, intimamente relacionados ao templo e ao culto nos dias do templo de Salomão. O ouro simbolização a riqueza de uma nação, seu poderio econômico e logo seu poderio militar, pela capacidade de manutenção de exércitos, uma atividade extremamente dispendiosa. Os soldados de elite eram geralmente mercenários, soldados estrangeiros que vendiam seus serviços de proteção por meio de altos salários. Até hoje o ouro simboliza poder. Mobiliza o poder político, é lastro de diversas moedas. A prata era o material dos incensários, dela se faziam várias peças do santuário, material das moedas israelitas. Lemos sobre o preço de um escravo 30 moedas, restituição por um escravo ferido por uma chifrada ou coice de um boi, 30 moedas, o preço pelo resgate do homem, imposto pagão ao templo, do israelita ao atingir 20 anos, uma moeda de prata, meio siclo. Lemos sobre Abimeleque pagando mil moedas a Abraão como pedido de desculpas por ter tocado em Sara sem saber que era sua esposa. E lemos sobre a traição do Messias por 30 moedas, cada moeda valia meio-siclo. Metade do valor da multa por uma chifrada de um boi. A prata associa-se com o preço pago pela nossa salvação. Ela representa preço de resgate, ela
  34. 34. simboliza dívida sendo paga, multa. Prata nas Escrituras lembra-nos remissão de pecados, lembra-nos preço pago pela nossa Salvação. A Igreja de Cristo tem seus cabelos enfeitados pelas riquezas celestiais, pelo PODER tremendo que o Espírito lhe concede e pelo preço do sacrifício. Este momento em que as amigas da noiva a enfeitam os cabelos da Sunamita com ouro e prata, vem nos à mente os anjos que Jesus avisou a Natanael que desceriam sobre seu ministério. João 1:48-51 Perguntou-lhe Natanael: Donde me conheces? Respondeu-lhe Jesus: Antes que Felipe te chamasse, eu te vi, quando estavas debaixo da figueira. Respondeu-lhe Natanael: Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és rei de Israel. Ao que lhe disse Jesus: Porque te disse: Vi-te debaixo da figueira, crês? Coisas maiores do que estas, verás. E acrescentou: Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem. A igreja possui amigos que dela cuidam e a ela enfeitam. Espíritos ministradores que descem e trazem dons e talentos, que adornam-na com Poder para herdar a Salvação. Nesse momento a voz do cântico reflete um cuidado, um presente, uma dádiva que a deixa ainda mais bela. Ainda mais preparada para seu grande propósito. Que é CONQUISTAR ao noivo! Sem entender ainda que o coração de Salomão já lhe pertence. Mas, ainda que a Sunamita neste ponto do livro não saiba, a Igreja deve saber, que o coração de Cristo já se enchia de amor por ela antes que ela viesse a existir. O Ouro é uma dimensão de PODER e AUTORIDADE Espiritual presente nos pensamentos, que enfeitam a cabeça da Amada. E a prata fala da Redenção, que a torna humilde. Ela não se ensoberbece, não se enaltece ainda que opere milagres, ainda que expulse demônios e ainda que ressuscite mortos. Ela não se contamina com o ouro que usa. Porque tão importante para enfeitá-la são os pingentes de prata. É isso que estabelece o contraste. Todas as jóias são engastadas em materiais de cores diferentes, criando um belíssimo efeito pelo contraste ou combinação das cores. Eu quase me senti um design de jóias agora. Uma perfeita combinação entre Poder e Gratidão, Autoridade exercida com humildade. Porque pelo sacrifício de Cristo é que alcançamos o direito as riquezas celestiais.
  35. 35. 1:12עד־שׁהמלך במסבו נרדי נתן ריחו׃ Ad-shehamelekh bimsibo nirdi natan reikho: While the melekh [sitteth] at his table, my spikenard sendeth forth its fragrance. Nem sempre há uma ordem cronológica dos eventos em Cantares, as vezes há um contracanto, há um acontecimento que se nós tivéssemos escrito, teríamos colocado mais adiante. Mas é propositalmente poético. E descaradamente profético. Nesse caso é uma janela de seu amanhã... que irá chegar mais adiante na canção. Como um trecho antecipado de um conto, de uma narrativa. Como se ela “percebesse” o futuro. Esse movimento do texto é uma forma poética de mostrar o amanhã. E no manhã ela estará assentada na mesa do Rei enquanto seu nardo dará o seu perfume. O nardo era uma substancia aromática raríssima e importada da Índia. Há um mistério em Israel que envolve a Índia. E que nos envolve. Um amor profundo do Senhor pela nação que HOJE vive a atmosfera de divindades, a atmosfera espiritual na qual Israel viveu a três mil nos atrás. O nardo era usado para o embalsamamento dos mortos, para evitar o mal cheiro dos cadáveres, e também para ungir os cabelos de homens e mulheres, em sinal de profundo respeito, em ocasiões especiais. Era um perfume caríssimo, guardado em vasos cerâmicos, alguns de alabastro.
  36. 36. Ela se vê perfumada com uma preciosa essência. Essência que um dia será abundantemente derramada sobre a cabeça de Cristo. Com a qual ele ainda estará perfumado ao ressuscitar dos mortos! Jesus cheirava a nardo! O lugar onde ele estava sepultado estava impregnado ainda pela essência quando os apóstolos desceram para ver se o corpo ainda estava lá. Maria após abraçar a Cristo ressurreto no Jardim do sepulcro fica cheirando a nardo! Nas escrituras associamos pequenos detalhes. Memórias, sonhos, atitudes. Reminiscências. Tendo em vista a eternidade de seu Escritor, o Espírito de Deus, ele a teceu como exímio roteirista. De Genesis a Apocalipse são deixadas pistas, eventos e ligações que só vamos conectar lendo a história completa. O nardo vai ganhando significados na medida em que nós o vemos presentes em tantos momentos significantes. Como os presentes de um amigo, de uma amiga, a lembrança de uma viagem, os artefatos encontrados após muitos anos, que tem um significado especial porque fazem parte de importantes eventos de nossa vida. O rei assentado a mesa nos dá a impressão que está ceando, ou conversando. Com os olhos voltados para a Sunamita. Mas mesmo que ela estivesse num ponto em que ele não pudesse vê-la, ele sentiria sua presença pelo seu perfume! Esta passagem de Cantares é repetida por Paulo de outro modo: ll Cor. 2:15, 16 “… porque para Deus somos o aroma de Cristo entre os que estão salvos e os que estão perecendo. Para estes somos cheiro de morte, para aqueles, fragrância de vida…” Cheiro de vida, perfume da ressurreição. Cheiro de morte, preparo para o sepultamento. Jesus afirma que o mundo JAZ no maligno. Que está morto espiritualmente. Jazer é um terrível tempo verbal. A ressurreição aponta para a recompensa, para o significado de ser agradável a Deus. Fala-nos de vida que suplanta a morte. E ao mesmo tempo vindica a autoridade e a verdade de que os homens amaram mais as trevas que a luz. Que a um princípio de vida e um de morte, que há uma diferença para os que buscavam a Deus e os que não fazem. Uma lembrança de que haverá um juízo e que há uma herança, mas não para os que viverem na maldade, pois não a herdarão.
  37. 37. 1:13צרור המר דודי לי בין שׁדי ילין׃ 1. Tzeror hamor Dodi li bein shadai yalin: 2. A bundle of myrrh is my beloved unto me; he shall lie all night between my breasts. A moça pensa nele de modo íntimo, anseia carrega-lo próximo do coração. Junto a sua respiração. A moça da antiguidade se perfumava de muitos modos. Um deles era carregando um saquinho de linho com um pouco de folhas de mirra moídas, e por dias este exalaria o perfume da mirra. Perfumando-a. M I R R A As especiarias têm grande sentido na Bíblia. A mirra foi usada de diversas formas. Cantares usa essas especiarias, é como se o livro destilasse as mais variadas fragrâncias, e é verdade. O tema leva à consideração desses famosos perfumes do Oriente e da terra de Israel. Vimos Jacó enviando em tempo de seca, dessas especiarias ao Faraó do Egito. Sobre as vestes do Messias, profeticamente o livro de Salmos anunciaria: “Todos os teus vestidos cheiram a mirra e a aloés, a cássia”. Salmo 45:5, Mateus 2:11 fala da mirra com a qual os magos presentearam a Jesus. A vida de Jesus está muito entrelaçada com a mirra. O nome mirra com leves variações, é encontrado em várias línguas: murru (acadiano), marra (árabe); marra (grego). Em português “amargo”. Provavelmente trata-se de gosto amargo da resina. Paradoxalmente este arbusto deleitável foi encontrado no mercado em forma cristalina, o mor dror, um dos ingredientes do incenso do Templo (Êxodo 30:23). Dor significa - como pérola. Os cristais eram vendidos em saquinhos, daí a expressão “um saquitel de mirra” (Cantares 1:13). Dissolvidos em óleo, os cristais se tornam mais amargos que a mirra líquida ou fluída - Cantares 5:5). A Mirra aparecerá sólida num saquitel entre os seios da moça e liquida gotejando pelas mãos dela ao abrir a porta para seu amado. A mirra foi como que a preferida de Salomão que a cita 7 (sete) vezes no livro de Cantares. A mirra é uma resina derivada da planta de mesmo nome. A mirra verdadeira era valiosa e estimada pelos antigos tanto como perfume como incenso nos templos. Era também usada como unguento e bálsamo. Natural das costas orientais da África, Abssinia, Arábia e Somália. Antigamente a substância obtida de sua resina era comercializada. Hoje cresce em áreas rochosas, nos montes calcáreos do Oriente Médio e em muitas partes do norte da África. Em Cantares 5:13, a mirra é proeminente: a mirra foi usada por Davi e Salomão e também é descrita em Mateus 2:11, Marcos, João e em Salmos 45:8.
  38. 38. A Bíblia descreve a mirra como a mais popular e preciosa resina. Os egípcios antigamente usavam a mirra como incenso nos templos e como embalsamento para seus mortos. Apocalipse 18:13 fala do comércio dos grandes impérios do Oriente. A mirra está ligada a Jesus do seu nascimento à sua morte. Mateus 2:11 e ainda na crucificação Jesus provou dela. Marcos 15:23 Nicodemos trouxe um mistura de mirra e aloés com lençóis para enrolar o corpo de Jesus (João 19:39-40, Êxodo 30:23, Ester 2:12, Salmos 45:8, Provérbios 7:17, Cantares 1:3, 3:6, 5:5-14, Mateus 2:11, Marcos 15:23, João 19:39 e Apocalipse 18:13). São arbustos baixos, do tipo moita, galhos grossos e duros. As folhas crescem em cachos e no caule encontram-se espinhos afiados. A resina é abundante e é obtida pela incisão artificial. A madeira e a casca são fortemente odoríferas. Logo que é exsudada a resina é macia, clara, dura, branca ou amarela-escuro. Por um pouco é oleosa, solidificando-se rapidamente quando pinga sobre as pedras em baixo dos galhos. É amarga e levemente pungente ao paladar. Já se usou em medicina como tônico adstringente externamente como um agente de limpeza. Nos países orientais é muito apreciada como substância aromática, medicinal e como perfume. As mulheres que foram ao sepulcro de Jesus também levaram, entre as especiarias, a mirra. Era embalada em vasos. Os israelitas também usavam-na muito como perfume e Davi a canta pela sua fragrância e Salomão deliciou-se nela. Foi um dos ingredientes do santo óleo, como aloés, cássia e canela. Cantares se refere a um cano de mirra em vez de um pedaço como se poderia esperar de uma tal resina. Como dissemos, Jesus provou dela no Gólgota, talvez uma bebida existente entre os soldados, mas seja qual fosse, era de um gosto amargo. Jesus quando ferido na cruz, quando no Getsemani suou sangue, foi como se pedaços de mirra se lhe tivessem atingido. A igreja de Jesus se orna com mirra e todos os unguentos aromáticos. Então esta especiaria se associa a ele do nascer ao morrer. Sua vida foi pontilhada de pedaços amargos, de mirra. O Gólgota foi para Jesus o jardim da mirra. A semelhança da extração da mirra através da incisão, Jesus também foi ferido ali. O sangue de Jesus ensopou aquele lugar - era a mirra que pingava em gotas brilhantes como água e sangue - a água da vida e o sangue da salvação. Foi a hora mais amarga de Jesus mas também de onde se desprendeu o precioso perfume de Cristo. Era a hora da amargura, a hora do perfume, a hora do incenso no Templo, a hora da oferta da tarde da minhah - presente de Deus para o homem, a hora em que Ele garantiu nossa entrada no Santuário e no Santo dos Santos. Foi a hora do rasgar-se do véu por inteiro, como Jesus por inteiro se deu ao mundo. A hora mais sublime para o Pai, porque o Filho cumpriu tudo o que dele exigiu. E tudo isso a Sunamita celestial guarda entre os seus seios. Os seios falam desde a antiguidade da intimidade nupcial. As mulheres orientais não descobriam sequer a fronte diante de estranhos. Que se dirá dos seios. Todas as estátuas de divindades antigas são retratadas com seios desnudos. Com grandes seios. A beleza de uma moça era julgada pela beleza de seus seios, a fertilidade dela estabelecida pelo tamanho deles e de sua capacidade de amamentação. A pobreza e a fome representados pela magreza dos mesmos, a infância por sua ausência. A moça está falando de algo que não é visível aos olhos de ninguém. Porque nessa época ao menos, ela está recoberta de vestidos que não permitem ver um decote. Simboliza que ela está contando um segredo. Um mistério. A igreja revela que no coração guarda o sofrimento de Cristo, de modo profundo, íntimo e por isso, por amar seu sacrifício, cheira a mirra.
  39. 39. 1:14 אשׁכל הכפר דודי לי בכרמי עין גדי׃ 1. Eshkol hakofer Dodi li bekharmei Ein Gedi: 2. My beloved is unto me as a cluster of henna blossoms in the vineyards of Ein Gedi.
  40. 40. Engedi.
  41. 41. En Gedi (em hebraico: עין גדי , lit. Nascente do Cabrito; é um oásis localizado a Oeste do Mar Morto, perto de Massada e das cavernas de Qumran. Localização 31° 27' N 35° 23' E. É conhecido pelas suas grutas, nascentes, e a sua rica diversidade de fauna e flora. Engedi Significa – Fonte do cabrito. Lá atualmente existe um Jardim Botanico
  42. 42. A cidade judaica de Ein Gedi era uma importante fonte de bálsamo para o mundo Greco- Romano.
  43. 43. Ramalhete de Henna.
  44. 44. Sunamita compara Salomão a um ramalhete de Henna, um produto precioso para as mulheres da época, usado por diversos motivos, de um lugar especial. Engedi ainda possui hoje, passados milhares de anos, um excepcional jardim Botânico. Podemos imaginar o que foi a 3000 anos atrás. Ou melhor. Não podemos. Basicamente, o paraíso em terras Israelenses. A hena era na época uma das poucas opções para o exercício da cidadania feminina de seus cabelos. A pintura. Temos hoje no mercado centenas de produtos, talvez mais que mil tinturas diferentes. Mas na época de Cantares só existia uma. A hena. A moça que leu essas linhas até aqui tem agora a PERFEITA noção da PRECIOSIDADE daquele produto para uma menina daquela época. Sunamita afirma que seu amado é como um produto raro, indispensável para que ela se sinta mais bela, se torne agradável à vista. E trate de sua longa cabeleira. Era moda, prática comum entre as jovens de Israel, assim como das meninas dos povos de todo o Oriente e além. E ela era uma moça pobre, que dificilmente tinha acesso a produtos de beleza de tamanha qualidade. Alguns produtos de beleza são tão caros que até escrever o preço aqui nestas folhas traria escândalo. Ela orgulhosamente fala de algo que está nos limites de sua economia, mas que lhe traria imensa alegria. Essa parte da canção é o refrão da Igreja que ama a Cristo. Por muitos
  45. 45. anos dezenas de igrejas entoaram um cântico que dizia “como é precioso, ó Deus, estar junto de ti” e entoam dezenas de cânticos com o mesmo teor. A hena penetra os fios do cabelo e os restaura. Regenera o cabelo danificado. Eu não vou continuar dado as minhas limitações nessa área capilar. Mas relembra imediatamente, reconstrução, cura, restauração. Uma das grandiosas faculdades do Espírito de Deus em comunhão com a Igreja de Cristo é seu poder de restaurar. De regenerar. De curar feridas, de refazer laços familiares partidos, de reconstruir a mente de uma pessoa castigada pelo vício, pelo medo, pela angustia. Sua presença é restauradora. Ministérios bíblicos são conhecidos e amados quando uma de suas grandes características é de ter pessoas restauradas. Gente reconciliada com a vida, lares onde havia violência sendo uma morada de paz. A grande obra do Espírito Santo é justamente a restauração de nossas vidas, reconstruindo que se destruiu com o tempo, trazendo esperança onde só havia desespero. Não há a presença do Espírito onde não há restauração. Não há visão verdadeira ou dom verdadeiro se não existir restauração, cura, maravilhamento, deslumbramento, vida abundante e alegria indisfarçável. Ele é hena para nossos cabelos, ele é paz para nosso coração.
  46. 46. 1. {The Beloved} 2. 1:15 הנך יפה רעיתי הנך יפה עיניך יונים׃ 3. Hinakh yafarah rayati hinakh yafah einayikh yonim: 4. Behold, thou are fair, my love; behold, thou are fair; thou have doves' eyes.
  47. 47. http://www.tatzpit.com/site/en/pages/inPage.asp?catID=9&subID=27 http://www.tatzpit.com/site/en/pages/inPage.asp?catID=9&subID=27 Israel possui uma variedade de pombas, mas Salomão caracteriza uma que habita nas rochas, que morava em alats montanhas e se abrigava do inverno nas fendas do penhasco. A pomba era uma o anima que os pobres sacrificama no templo, por não disporem de recursos para disporem de uma ovelha, cabrito ou bezerro. Os olhos de Salomão fitam os olhos de Sunamita e dizem que eles são parecidos com o da pomba. Que algo neles lembrava o olhar deste pássaro. A pomba não possui expressão, não é capaz de demonstrar nem alegria e nem sofrimento através de seus olhos. Os animais apresentam-se por vezes com expressões na qual enxergamos emoções. Mas a pomba não.
  48. 48. O modo como um pombo expressa suas emoções é movendo-se ou arrulhando. Correndo, voando, dançando. Um pombo apaixonado realiza uma engraçadíssima dança diante da amada. Os pombos têm um caráter pacífico. Não veremos um filme de terror baseado em pombos (bem...). Salomão está dizendo que pagaria para saber o que ela está pensando. Quando uma namorada fica em silencio é um momento de grande temor para o homem. Os olhos dela não descortinavam seu interior, não transmitiam nem sua dor, nem sua alegria e nem sua paixão. Um olhar chio de mistério. Quando chegar o dia em que Jesus for dar início ao seu ministério sobre ele será visto pela primeira, e quase última vez, o Espírito Santo em forma de um ser vivo. A primeira vez que ele, o Espírito Criador, se deixa ENXERGAR, o faz em forma de uma pomba. O Espírito vê na amada sua natureza, sua simplicidade, sua paz. Note que o Espírito de Deus não desce na forma de um POMBO. Mas de uma Pomba, a mesma palavra usada em Cânticos. Em hebraico o gênero da palavra “espírito” é feminino. É ruah. No grego também. A pneuma. Alma, outra palavra relacionada à nossa formação espiritual é também feminino, tanto em grego como em hebraico. Psique e Nefesh, respecticamente. O Espírito se vê INTEGRALMENTE refletido na Igreja. Em Cristo não há diferença, servo, livre, judeu, gentio, homem ou mulher. Todos somos tratados de modo semelhante, com os mesmos direitos, herdeiros da mesma vocação, das mesmas riquezas. Ouvi sobre determinadas igrejas que impedem das mulheres ensinarem ou pregarem em seus púlpitos. Não é assim que o Espírito enxerga o ministério feminino, ou a condição espiritual da mulher em Cristo. O olhar da amada não permite que ela expresse o que sente, é uma CORTESIA. A Sunamita está vermelha e seus olhos brilham. A moça apaixonada se denuncia até pela dilatação das pupilas.
  49. 49. Mas Salomão de modo cortês não a deixa envergonhada. Há uma bela representação dessa relação entre a Igreja e o Espírito de Deus. Paulo afirma em Romanos que nós não sabemos nos expressar diante de Deus. Não sabemos na maioria das vezes como orar, como pedir e nem o que pedir. Oramos para que Deus modifique em nós aquilo que nem sequer conhecemos. Falamos coisas em orações e ajuntamos trechos das Escrituras ás nossas súplicas, confundimos realidades espirituais, e é dito que o mesmo Espírito conhecendo a nossa incapacidade de nos expressarmos corretamente diante de Deus, reconhecendo profundamente a intenção de nosso espírito, intercedendo a Deus juntamente conosco com gemidos inexprimíveis. A pomba não precisa dizer nada. Ele percebe seus sentimentos. Uma belíssima representação de nossa condição. A pomba da paz, (Sunamita também significa paz). Existem duas possibilidades para o texto. A segunda é traduzir por “seus olhos são como pombas”. Significaria nesse momento que eles não param quietos. Nunca estão imóveis. Estão sempre à procura de algo. E que ela estava intencionalmente desviando os olhos dele por que estava com vergonha. Se traduzirmos deste modo teremos outro belíssimo paralelo. Inquietação lembra ansiedade. Não andeis ansiosos e nem preocupados com que haveis de beber, comer ou vestir. Conduz-nos ao sermão do Amado diante de uma inquieta multidão no Sermão do monte. E a vergonha que ela sente conduz-nos a outra passagem das Escrituras: “porque não se envergonha de nos chamar de filhos”. Os olhos nas Escrituras representam o espírito humano. O interior do ser humano. As intenções mais profundas da alma. Gênesis 3.5 Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. Jesus declarará: São os teus olhos a lâmpada do teu corpo; se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; mas, se forem maus, o teu corpo ficará em trevas. Olhos são representações da alma, do coração, da consciência. “Abrir os olhos” é sinônimo de compreender profundamente. Daí as “visões” dos profetas, que “enxergam” a realidade invisível. Na antiguidade a revelação era tão intimamente ligada a visão espiritual que o profeta era chamado de “vidente”. Antes de se chamar profeta, os profetas eram chamados de “videntes”: Aqueles que enxergam; aqueles que veem. Os olhos da moça são como as pombas. Salomão se encanta com o movimento dos olhos da amada. O Espírito se encanta com o mover do coração da Igreja. Com a mudança de consciência. Quando a alma, o coração, o caráter, as atitudes e visão espiritual da Igreja
  50. 50. refletem a ele mesmo. Parecem pombas! E não pombas comuns. São pombas imaculadas. Ou no hebraico: PERFEITAS. Nossos textos traduzem o adjetivo “tamát” por Imaculada. As ofertas deveriam ser “tamát” para Deus. A moça é chamada de “perfeita” mas, a palavra que Salomão usa é quase de uso exclusivo do sacerdócio. Quando o profeta Ezequiel e o livro de lamentações se referem à beleza “perfeita” usam o adjetivo keliylah e não tamát, como em Ct 5,2 e 6,9. O Espírito de Deus olha nela um caráter sacerdotal. Ele vê uma pomba que é usada para o sacrifício dos pobres. E na verdade ele se vê assim. Porque o sacrifício de Cristo está nas suas recordações, profundamente gravado na pessoa do Espírito. Porque ele estava em Cristo reconciliando o mundo com Deus, poderia afirmar. Ela é perfeita e aperfeiçoada nele. Com base num Sacerdócio Eterno. Mesmo porque as pombas não recebiam “tamat” quando eram sacrificadas. Somente os cordeiros, bezerros e cabritos. A igreja é inferior aos anjos. Humanamente somos inferiores a Cristo, na carne. Ele venceu a morte porque na nossa imperfeição não poderíamos. Jesus viveu e morreu sem pecado, mas nós fomos inclusos nessa perfeição mediante seu sacrifício. Em Cânticos Salomão chamará sua amada sete vezes de Pomba. Eis que és formosa, ó amada minha, eis que és formosa; os teus olhos são como pombas. Pomba minha, que andas pelas fendas das penhas, no oculto das ladeiras, mostra-me o teu semblante faze-me ouvir a tua voz; porque a tua voz é doce, e o teu semblante formoso. Eu dormia, mas o meu coração velava. Eis a voz do meu amado! Está batendo: Abre-me, minha irmã, amada minha, pomba minha, minha imaculada; porque a minha cabeça está cheia de orvalho, os meus cabelos das gotas da noite. Mas uma só é a minha pomba, a minha imaculada; ela e a única de sua mãe, a escolhida da que a deu à luz. As filhas viram-na e lhe chamaram bem-aventurada; viram-na as rainhas e as concubinas, e louvaram-na. Como és formosa, amada minha, eis que és formosa! Os teus olhos são como pombas por detrás do teu véu; o teu cabelo é como o rebanho de cabras que descem pelas colinas de Gileade. Os seus olhos são como pombas junto às correntes das águas, lavados em leite, postos em engaste.
  51. 51. 1. {The Shulamite} 2. 1:16 הנך יפה דודי אף נעים אף־ערשׂנו רעננה׃ 3. Hinkha yafeh Dodi af naim af-arsenu raananah: 4. Behold, thou are handsome, my beloved, yea, pleasant: also our bed is green. A Sunamita contempla o jovem Salomão. O rapaz é lindo aos seus olhos. Não só aos seus, mas aos olhos de toda uma geração de moças. Não parece ter existido muita oposição por parte de várias princesas em se casarem com o belo rei. A começar da mais poderosa princesa de sua época. A filha do faraó. E agora Sunamita tem a chance de estar sozinha com um dos homens mais cobiçados de sua época. Como a lei permitia o casamento com várias esposas, apesar dela ainda não saber de quem se tratava o moço, equivaleria em nossa cultura a um dos solteiros mais requisitados do momento. E na conversa com ele, musico, cantor, poeta, ensaísta e só Deus sabe mais o que, ela descobriu mais uma virtude. Ele era uma pessoa amável. Ele a tratava com imenso carinho. Sentada no gramado, perto das cabras roubadas, ao lado de belíssima floresta, como no próximo verso, ela está admirada com a ternura do rapaz. Prestai atenção nesse fato, ó homens de toda terra. Na dimensão espiritual lemos o encontro com a beleza da Palavra de Cristo. Com a ternura do convite da salvação. Com a amabilidade do perdão, com a visão de um Espírito que conhece as nossas fraquezas. Nossos medos. Nossas dores. E que fala-nos suavemente, a maior parte do tempo. O leito é verde. Sunamita está num campo verdejante. Talvez numa colina. Evoca imediatamente o mais famoso e conhecido Salmo das Escrituras, o Salmo de Davi, quando o mesmo fala: “deitar-me faz em VERDES campos!” Lembrando que Salomão está “metamorfoseado” de pastor! O termo “deitar” nas Escrituras evoca repouso, segurança, o sono. Deitamo-nos para repousar. Os campos são verdejantes, não são feitos de palha seca, reverberam vida, novidade de vida. A grama sempre se renova. O Espírito não nos convida para repousar sobre um mundo morto de regras religiosas. Não nos convida a seguir a letra das Escrituras vivendo com base nas experiências já vividas por aqueles que a escreveram. TODOS OS ESCRITORES E PERSONAGENS DAS ESCRITURAS ESTÃO MORTOS. Com a exceção de três, talvez quatro (Enoque transladado, Elias raptado, Jesus ressurreto e possivelmente Moisés, ludibriando a morte. Oficialmente declarado morto, mas pode ter sido só por questões burocráticas celestiais, por assim dizer. Lembre-se que Satanás e Miguel discutiram a respeito do corpo de Moisés? Basicamente Satanás questionava a Miguel:- Onde está a evidencia? Onde está o cadáver? Cadê o corpo? – o que nos leva a questão... Como o sujeito que tinha nas mãos a chave da morte, pelo menos a época dos acontecimentos, não sabia onde estava o corpo do falecido...). Deixando de lado esses quatro personagens, todos os demais estão devidamente enterrados. A LETRA É MORTA. Ela relata o PASSADO. Nós vivemos no PRESENTE. As Escrituras nos indicam o CAMINHO da VIDA PLENA, a partir de experiências pessoais com Cristo e seu Espírito. Nós vivemos as Escrituras em nós. Não vivemos NELA. Não resumimos nossa vida ao que está ESCRITO. Nós vivemos em NOVIDADE DE VIDA, inspirados pelas ESCRITURAS,
  52. 52. coisas novas, experiências novas, na dimensão humana e na dimensão espiritual. Uma das maiores LOUCURAS dos teólogos é tentar NORMATIZAR a revelação divina, ou criar REGRAS para manutenção do STATUS QUO da BIBLIA SELANDO NELA a VOZ do ESPÍRITO de DEUS. Vivemos no ESPÍRITO inspirados na PALAVRA, alicerçados NELA, podendo receber INCLUSIVE novas visões sobre as coisas de Deus. Em qualquer momento. Isso se chama LIBERDADE, se não CONTRADIZEREM frontalmente aquilo que está ESCRITO. II Corintios 3:17 Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. RECLAMAÇÕES Desde que, claro, não inventem um segundo Messias, uma quinta pessoa da trindade, uma Obra Espiritual qualquer que substitua a Cristo como Salvador, e a instituição de coisas mágicas originalíssimas, tais como a unção do sal, como subsídio para péssimo uso desta liberdade. A imaginação humana não é substituta do Espírito de Deus. O espírito humano não recebeu poderes mágicos. Nem a capacidade de “profetizar” ou de “declarar” aquilo que não saiu da boca de Deus. Isso se chama de “alucinação”. A mentira espiritual é uma PRAGA que pode se desdobrar e em vários aspectos. DOUTRINÁRIOS – Evangelho espúrio, antologicamente errado, grosseiro no conhecimento da Palavra em vários níveis, contaminado pela incredulidade, pelo materialismo, pela rejeição dos dons, pela escravidão teológica a um sistema doutrinário qualquer, carecendo de integridade intelectual. No outro extremo, indo às raias da interpretação espiritualista, mítica, alegórica, imaginativa, desprovida de fundamentos de interpretação, literários, por desprezo completo do vasto trabalho intelectual dos estudiosos das Escrituras. ESPIRITUAIS - Em substituição a liberdade espiritual em CRISTO que necessita de SUBMISSÃO a voz do Espírito, a criação de um monstro espiritual qualquer. Uma BRUXA. Um dragão. Um monstro em que é misturado a cobiça humana, à perversão sexual, ao fanatismo, à falácia, e a dons falsificados. No meio termo há igrejas em que há desejo de ter experiências verdadeiras e que possui dons espirituais, onde há curas, mas a liderança é corrompida pelo amor ao dinheiro, que como todos já deviam saber, é o que rege o mundo, e não as conjecturas do Adam Smith. No livro “Hitler ganhou a guerra” – Graziliano Ramos os leitores podem ter uma profunda noção do significado da frase “o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”. Outra situação é onde os dons espirituais são manifestos, juntamente com outras situações espirituais falsificadas. Fake. Um misto entre joio e trigo na seara dos dons espirituais. Uma fonte de água contaminada, que é a coisa MAIS VENENOSA que a terra já viu. A diluição das coisas de Deus com uma doutrina amaldiçoada é algo TENEBROSO. Por demais tenebroso. COMPORTAMENTAIS – Boa doutrina, coerente, abrangente, dons espirituais verdadeiros e falta de uma visão amorosa, escrava de usos e costumes, presa a questões menores, escravidão ministerial, criação de obrigações em relação a Igreja, intromissão na vida pessoal de membros, individualismo exacerbado, desvios de conduta em função do “endeusamento” do grupo em relação aos demais.
  53. 53. A chave para a profundidade das Escrituras é a meditação nela, é a aplicação das verdades nela contidas em nossa vida. Um manual de vida só faz sentido aplicado, corretamente. Como não tinha exatamente onde encaixar essa frase, coloquei aqui, dai a quebra de contexto. Não reclame não. Isso tudo porque a grama é verde. Porque os pastos são verdejantes. A brisa passa pelo gramado em rajadas vibrantes, lá do alto da colina Sunamita vê a dança das folhas verdes das árvores, a beleza da natureza cheia de vida. A igreja é permeada de Vida, que se manifesta HOJE, que a alegra, renova, energiza, fá-la suspirar, hoje. 1. 1:17 קרות בתינו ארזים רחיטנו ברותים׃ 2. Korot bateinu arazim rakhi tenu rahi tenu berotim: The beams of our house are cedars, and our rafters and panels are cypresses or pines Cedro-do-líbano pertence à família das Pináceas. O seu principal habitat é nas cordilheiras do do Líbano, sendo esta última o seu limite mais meridional. O tronco dos maiores exemplares, que desta árvore existem na floresta do Líbano, mede 15 metros de circunferência, sendo a sua altura de quase 30 metros. Os poetas hebreus consideravam o cedro-do-líbano, como o símbolo do poder e da majestade, da grandeza e da beleza, da força e da permanência (is 2.13 – Ez 17.3,22,23 – 31.3 a 18 – Am 2.9 – Zc 11.1,2). O cedro, no seu firme e contínuo crescimento, é comparado ao progresso espiritual do homem justo (Sl 92.12). Nas suas florestas naturais, a madeira do cedro é de superior qualidade. O principal madeiramento do primeiro templo e dos palácios reais, como o de Davi (1 Cr 14.1) era de cedro, sendo este último edifício chamado ‘a Casa do Boaque do Líbano’ (1 Rs 7.2). O cedro tornou-se tão comum em Jerusalém durante o reinado de Salomão que substituiu a madeira do sicômoro, considerada de qualidade inferior. (1 Rs 10.27 – 2 Cr 9.27 – Ct 1.17). Os posteriores reis de Judá, os imperadores da Assíria tinham habitações igualmente feitas daquela preciosa madeira (Jr 22. 14,15 – Sf 2.14). Os navios de Tiro tiveram os seus mastros feitos de troncos dos cedros-do-líbano (Ez 27.5). Foi ainda o Líbano que forneceu a madeira dos seus cedros para o segundo templo de Zorobabel (Ed 3.7), e para o templo de Herodes. Quando Jesus entrar no templo em Jerusalém, mil anos após Cânticos, pisará uma habitação feita de Cedros. Sunamita olha a imensidão cercada de florestas com cedros, cipestres, tamareiras, palmeiras. O céu estrelado por telhado, as colunas erguidas são os cipestres e debaixo de sua sombra era o lugar em que gostaria de passar grnde parte de seus dias. A varanda de sua humilde e majestosa residência. Os cedros evocam a justiça, que os profetas ansiavam plena. Um pedaço de Cedro era usado nos rituais do tabernáculo:
  54. 54. Levítico 14:52 Assim expiará aquela casa com o sangue da ave, e com as águas correntes, e com a ave viva, e com o pau de cedro, e com o hissopo, e com o carmesim. Um bastão de madeira trabalhada. O Cedro unia-se ao hissopo e ao carmesim, misturava- se ao sangue da ave e aspargia gostas de seu sangue nos aposentos da casa que se desejava santificar. No hebraico, o termo "expiação" é kaphar. Segundo a definição dos estudiosos, significa "cobrir". Este conceito está descrito em textos como Sl 32:1 e 85:2, no texto hebraico. Além disto, a palavra "expiação" é definida como: "aplacar", "apaziguar", "perdoar", "purificar", pacificar", "reconciliar por". A união dessas figuras aponta para A crucificação. Os soldados romanos oferecerão uma bebida à base de vinagre e mirra ao crucificado numa esponja de hissopo. Tito Lívio (em latim: Titus Livius; Pádua c. 59 a.C.) ,Marco Túlio Cícero, em latim Marcus Tullius Cicero (Arpino, 3 de Janeiro de 106 a.C. — Formia, 7 de Dezembro de 43 a.C.), Públio (Caio) Cornélio Tácito ou simplesmente Tácito, (55 - 120 d.C.), Tito Mácio Plauto (cerca de 230 a.C. - 180 a.C E Julius Firmicus Maternus nos concedem relatos sobre a crucificação romana na antiguidade. Ao usar o “cedro” para “expiar” unindo-o ao sangue, ao hissopo, águas correntes e ao carmesim, vemos uma cena profética, uma representação diária das realidades espirituais que se tornariam reais naquela fatítica páscoa onde Jesus morreu. O Cedro vinha de longe, era usado nas naus de Tiro, a mais orgulhosa cidade da antiguidade que ficava numa ilha a 600 mestros da costa, servia para construção das casas dos Israelitas, na época do cântico poderia dizer que Jerusalém era praticamente feita de madeira de cedro. A bela moça não mora na cidade, na riquíssima cidade, mas ali deitada sob o toldo das estrelas fez sua casa da terra e das árvores as vigas de sua residência.

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