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DIA INTERNACIONAL DA
        MULHER
      8 DE MARÇO
ORIGEM DO DIA DA MULHER

Até as primeiras décadas do século XX, as mulheres eram submetidas a um sistema desumano de trabalho.


Longas jornadas de trabalho ultrapassando 12 horas
Condições de trabalho precárias, sendo algumas submetidas a espancamentos e humilhações
Salários até 60% menores aos dos homens




O Dia Internacional da Mulher, 08 de março, está desta forma ligado aos movimentos feministas que
buscavam mais dignidade para as mulheres, reclamando participarem de uma sociedade mais justa e
igualitária.




Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres ,realizada na Dinamarca, surgiu a ideia de
uma data comemorativa, não tendo sido escolhida nenhuma data em concreto.
1975 foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher, uma homenagem às operárias de Nova
Iorque.




 Dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as
conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres, mas também a discriminação e a violência a que
muitas delas foram e ainda são submetidas em todo o mundo.




 A partir de então esta data começou a ser comemorada no mundo inteiro como homenagem às
                                                 mulheres.
AS CONQUISTAS DEMOCRÁTICAS
       DA MULHER PORTUGUESA
       A SITUAÇÃO DA MULHER PORTUGUESA NO SÉCULO XIX
A situação da mulher portuguesa, condicionada pelos costumes e pelas leis, era idêntica à das mulheres da
Europa e, tal como as suas congéneres, procurou melhorar as suas condições de vida.


Em pleno século XIX, a situação da mulher na família era precária.


Só o marido exerce o poder, tendo autoridade para maltratar a mulher, que lhe deve obediência.
Só ao chefe de família, ou seja, ao homem, compete exercer autoridade sobre os filhos.


O Código Civil de 1867 melhora um pouco este quadro ao conceder à mãe o poder sobre os filhos quase em
equivalência com o pai, mas tudo o resto permanece.


A mulher casada não pode assumir qualquer compromisso ao exercer uma profissão e, no caso de ter uma
ocupação fora do lar, não lhe é permitido dispor do seu salário.
SÉCULO XX

Em 1909 foi criada pela médica Adelaide Cabete, a escritora Ana de Castro Osório e a professora Maria
Veleda a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas.


Com a proclamação da Primeira República em 1910, dão-se alterações fundamentais no Código Civil,
nomeadamente:


Novas leis sobre o casamento, baseado na igualdade .
Aprovação da lei do divórcio, tendo o marido e a mulher os mesmos direitos.


Outras vantagens são conseguidas com a Constituição de 1911:


A mulher pode aceder à função pública.
O acesso à escolaridade obrigatória (dos 7 aos 11 anos) abrange os dois sexos. (Com a Constituição de 1933
esta vitória volta a trás).
Mas no plano político continua a ser negado à mulher o direito de voto, reservado apenas aos chefes de
      família do sexo masculino, como se verificou em 1912 nas eleições municipais.


As mulheres não desistem:


    1914 Adelaide Cabete funda o Concelho Nacional das Mulheres Portuguesas, que é um ramo do
         Conselho Internacional de Mulheres com representação em vários países.


    Mas o estado fascista de Salazar estava vigilante e encerra o Concelho após o sucesso e a repercussão
         que teve a “Exposição de Livros Escritos por Mulheres de todo o Mundo”, que ocorreu na sociedade
         Nacional de Belas Artes, em 1947.


Pois a Constituição de 1933 continuava a enquadrar a mulher num esquema rígido de comportamento.


A Constituição de 1933, ao afirmar a igualdade dos cidadãos, abre uma exceção para as mulheres “pelas
diferenças que resultam da sua natureza e do bem da família”


As regras estabelecidas colocam a mulher na dependência do homem, pai ou marido.
A mulher deve assegurar o futuro da raça no lar.


A instrução é um perigo e por isso suprime-se a coeducação, e a orientação do ensino primário, no
concernente às raparigas, deve ter em conta a economia doméstica e os cursos de costura.


O trabalho realizado pelo homem, mesmo que seja penoso, é sempre uma alegria, e existe a melhor harmonia
entre dirigentes e dirigidos. A mulher só é feliz se estiver à guarda do homem.


No interior do lar o homem detém a autoridade e a mulher deve receá-lo, servi-lo e obedecer-lhe.


O Código Civil de 1939 concede ao marido o poder de obrigar a mulher a regressar ao domicílio conjugal.


A mulher não pode ter passaporte nem viajar para o estrangeiro sem a autorização do marido, mesmo que
estejam separados.
Os casados pela Igreja não podem divorciar-se (Concordata com a Santa Sé, 1940). Pelo que todas as cri-
anças nascidas de uma nova relação, posterior ao primeiro casamento, eram consideradas ilegítimas, havia
então duas alternativas no acto do registo: a mulher ou dava à criança o nome do marido anterior ou assumia
o estatuto de "mãe incógnita". O que não podia era dar o seu nome e o do marido actual.


O Novo Código Civil de 1966, , traz algumas melhorias, tais como:


A mulher casada já pode exercer uma profissão liberal sem autorização do marido e pode dispor do seu
salário, o que é um passo importante para a sua autonomia. Mas o marido pode denunciar o contrato de
trabalho da mulher.


Em 1968 a mulher adquire a igualdade política podendo votar, desde que saiba ler e escrever, mas esta
clausula não se aplica às eleições municipais.


  Sem dúvida que os limites impostos procuraram impedir a caminhada para a emancipação da
         mulher portuguesa que, na época, entre as mulheres da Europa era a que tinha menos
                                                    direitos.
AS CONQUISTAS DE ABRIL
 Com a implantação da democracia conquistou-se a liberdade de pensamento e de expressão, a
liberdade de imprensa, e foram reconhecidos direitos e deveres iguais para homens e mulheres.
   O direito à educação, à cultura e à saúde foram garantidos constitucionalmente a todos os
                       cidadãos, sem discriminação de sexo, etnia ou religião.



Num curto período a mulher conseguiu conquistas legislativas de grande alcance:


Ainda em 1974 as mulheres passam ter acesso a todos os cargos da carreira administrativa local, à carreira
diplomática e à magistratura.


A partir de 1975 a mulher possui o direito de voto sem qualquer restrição, tendo podido exercer esse direito já
nas eleições para a Assembleia Constituinte.


Em 1976 é abolido o direito do marido abrir a correspondência da mulher.
É reconhecido o valor social da maternidade, assegurando-se o direito, antes e depois do parto, a uma licença
sem perda de remuneração ou de outras vantagens.


As mulheres portuguesas viam consagradas nas leis reivindicações pelas quais tinham lutado ao longo
 de muitos anos, contribuindo com a sua acção para denunciar situações de humilhação pautadas por
                códigos rígidos de conduta e sugerindo alterações às leis ainda em vigor.


A 1 de abril de 1978,entram em vigor novas medidas:


O restabelecimento do divórcio.


A valoração do casamento baseado na igualdade de direitos e deveres dos conjugues.


A partilha, na família, do poder paterno entre o marido e a mulher.


A igualdade de tratamento no casamento, em que tanto o homem como a mulher estão ligados pelos deveres
de respeito, fidelidade, coabitação e assistência.
Gradualmente surgem outras mudanças:


O Código Penal de 1983 introduz importantes alterações no que respeita aos maus-tratos entre conjuges e
contra menores, penalizando-se a falta de assistência materna à família dentro e fora do casamento.


Sem dúvida que, conquistada a liberdade e iniciada a vida democrática, o estatuto das mulheres
portuguesas na sociedade foi melhorando, mediante a concretização progressiva dos princípios
                        e direitos consagrados na Constituição da República.


Mas não basta a consagração na lei para que se verifiquem na prática os princípios enunciados
     e se evitem situações discriminatórias, que reflectem a influência da pesada herança do
                                                 passado.
MULHERES PORTUGUESAS QUE
      FIZERAM HISTÓRIA
São muitas as mulheres que ao longo de 8 séculos fizeram parte da história de Portugal.


                            RAINHA D. LEONOR – A PRINCESA PERFEITA


 Nasceu: Beja, 2 de maio de 1458
 Faleceu: Lisboa, 17 de novembro de 1525
 Casada: Seu primo, D. João II de Portugal, o Princípe Perfeito


Fomentou e financiou as Misericórdias por todo o reino. Projecto que existe ainda nos nossos dias.


                              MARIA AMÁLIA VAZ DE CARVALHO

 Nasceu: Lisboa, 2 de fevereiro de 1847
 Faleceu: Lisboa, 24 de março de 1921


Foi poetisa, ensaísta, biógrafa e escritora.
Primeira mulher a ingressar na Academia das Ciências de Lisboa.
CAROLINA MICHAËLIS DE VASCONCELOS

Nasceu: Berlim, 15 de março de 1851
Faleceu: Porto, 22 de outubro de 1925


Foi a primeira mulher a lecionar numa universidade portuguesa
Foi crítica literária, escritora, lexicógrafa e investigadora
Teve grande importância como mediadora entre a cultura portuguesa e a cultura alemã


                                           ADELAIDE CABETE

Nasceu: Elvas, 25 de janeiro de 1857
Faleceu: Lisboa, 14 de setembro de 1935


Foi uma das principais feministas portuguesas do séc. XX. Republicana convicta, foi a primeira médica
     obstetra, professora, publicista, defensora dos animais e humanista portuguesa.
Foi pioneira na reivindicação dos direitos das mulheres, e durante mais de 20 anos , presidiu o Conselho
     Nacional das Mulheres Portuguesas, nessa qualidade reivindicou para as mulheres um mês de
     descanso antes do parto.
Em 1912 reivindicou o direito ao voto feminino, sendo em 1933, a primeira e única mulher a votar a
     Constituição Portuguesa (em Luanda, onde viveu).
ANA DE CASTRO OSÓRIO

Nasceu: Mangualde, 18 de junho 1872
Faleceu: Setúbal, 23 de março de 1935


Foi pioneira na luta pela igualdade de direitos entre homem e mulher.
Colaborou com o ministro da Justiça, Afonso Costa, na elaboração da LEI DO DIVÓRCIO.
É considerada a criadora da literatura infantil em Portugal.


                                  CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO

Nasceu: Guarda, 16 de abril de 1878
Faleceu: Lisboa, 3 de outubro de 1911


Concluiu o curso de medicina em 1902, tendo sido a primeira médica cirurgiã em Portugal.
Foi a primeira mulher a exercer o voto em Portugal em 1911, por ser viúva e chefe de família, sendo de
     imediato a lei mudada para que as mulheres, mesmo que chefes de família como era o seu caso,
     não o pudessem voltar a fazer.
Foi sufragista, militante da Liga Republicana das Mulheres, Fundadora e presidente da Associação da
     Propaganda Feminista.
MARIA LAMAS

     Nasceu: Torres Novas, 6 de outubro de 1893
     Faleceu: Lisboa, 6 de dezembro de 1983


    Foi escritora, tradutora, jornalista e conhecida activista política feminista portuguesa.




                                          MANUELA DE AZEVEDO


Nasceu: Lisboa, 31 de agosto de 1911


    Foi a primeira mulher a receber, em Portugal, a carteira profissional de jornalista.
    Foi professora, crítica de arte e escritora.
    Publicou dezenas de livros de poesia, contos, novelas, ensaios, biografias, crónicas, romances e peças
         de teatro.
AMÁLIA RODRIGUES

 Nasceu: Lisboa, 1 de julho de 1920
 Faleceu: Lisboa, 6 de outubro de 1999


Foi a maior fadista do século XX, atriz de teatro, de cinema e também poeta.
1939, estreia-se no Retiro da Severa, como fadista profissional.
1943, primeira atuação no estrangeiro. Atuou em toda a Europa e também nas Américas, em Hollywood e
     Nova Iorque, Alemanha do Leste...
1996, parou de cantar devido a doença grave.


                               MARIA DE LURDES PINTASSILGO


 Nasceu: Abrantes, 18 de janeiro de 1930
 Faleceu: Lisboa, 10 de julho de 2004


Foi engenheira química, dirigente eclesial e política.
Foi a única mulher que desempenhou o cargo de primeiro-ministro em Portugal, tendo chefiado o V
     Governo Constitucional, em funçoes de julho de 1979 a janeiro de 1980.
Foi também a segunda mulher primeiro-ministro em toda a Europa, dois meses depois da tomada de
     posse de Margaret Thatcher.
PRIMEIRAS MULHERES MILITARES




A Força Aérea recebeu as primeiras militares do sexo feminino, as enfermeiras para-quedistas, em 1961 e
     foi também o primeiro ramo das forças armadas a abrir as portas da Academia da Força Aérea a
     candidatas em 1988.


Regina Ramos, cursou medicina e ingressou na Força Aérea em 1988 para fazer a recruta como qualquer
     militar, foi incorporada em Abril de 1989.


Dois anos depois, a Academia Militar incorporou as primeiras cadetes femininas.


Em 1992, realizou-se a primeira incorporação feminina, no Batalhão de Informações e Reconhecimento
     das Transmissões, na Trafaria.




                                                            Universidade senior Entroncamento
                                                                                  8 de março de 2012

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Dia Internacional da Mulher

  • 1. DIA INTERNACIONAL DA MULHER 8 DE MARÇO
  • 2. ORIGEM DO DIA DA MULHER Até as primeiras décadas do século XX, as mulheres eram submetidas a um sistema desumano de trabalho. Longas jornadas de trabalho ultrapassando 12 horas Condições de trabalho precárias, sendo algumas submetidas a espancamentos e humilhações Salários até 60% menores aos dos homens O Dia Internacional da Mulher, 08 de março, está desta forma ligado aos movimentos feministas que buscavam mais dignidade para as mulheres, reclamando participarem de uma sociedade mais justa e igualitária. Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres ,realizada na Dinamarca, surgiu a ideia de uma data comemorativa, não tendo sido escolhida nenhuma data em concreto.
  • 3. 1975 foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher, uma homenagem às operárias de Nova Iorque. Dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres, mas também a discriminação e a violência a que muitas delas foram e ainda são submetidas em todo o mundo. A partir de então esta data começou a ser comemorada no mundo inteiro como homenagem às mulheres.
  • 4. AS CONQUISTAS DEMOCRÁTICAS DA MULHER PORTUGUESA A SITUAÇÃO DA MULHER PORTUGUESA NO SÉCULO XIX A situação da mulher portuguesa, condicionada pelos costumes e pelas leis, era idêntica à das mulheres da Europa e, tal como as suas congéneres, procurou melhorar as suas condições de vida. Em pleno século XIX, a situação da mulher na família era precária. Só o marido exerce o poder, tendo autoridade para maltratar a mulher, que lhe deve obediência. Só ao chefe de família, ou seja, ao homem, compete exercer autoridade sobre os filhos. O Código Civil de 1867 melhora um pouco este quadro ao conceder à mãe o poder sobre os filhos quase em equivalência com o pai, mas tudo o resto permanece. A mulher casada não pode assumir qualquer compromisso ao exercer uma profissão e, no caso de ter uma ocupação fora do lar, não lhe é permitido dispor do seu salário.
  • 5. SÉCULO XX Em 1909 foi criada pela médica Adelaide Cabete, a escritora Ana de Castro Osório e a professora Maria Veleda a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas. Com a proclamação da Primeira República em 1910, dão-se alterações fundamentais no Código Civil, nomeadamente: Novas leis sobre o casamento, baseado na igualdade . Aprovação da lei do divórcio, tendo o marido e a mulher os mesmos direitos. Outras vantagens são conseguidas com a Constituição de 1911: A mulher pode aceder à função pública. O acesso à escolaridade obrigatória (dos 7 aos 11 anos) abrange os dois sexos. (Com a Constituição de 1933 esta vitória volta a trás).
  • 6. Mas no plano político continua a ser negado à mulher o direito de voto, reservado apenas aos chefes de família do sexo masculino, como se verificou em 1912 nas eleições municipais. As mulheres não desistem: 1914 Adelaide Cabete funda o Concelho Nacional das Mulheres Portuguesas, que é um ramo do Conselho Internacional de Mulheres com representação em vários países. Mas o estado fascista de Salazar estava vigilante e encerra o Concelho após o sucesso e a repercussão que teve a “Exposição de Livros Escritos por Mulheres de todo o Mundo”, que ocorreu na sociedade Nacional de Belas Artes, em 1947. Pois a Constituição de 1933 continuava a enquadrar a mulher num esquema rígido de comportamento. A Constituição de 1933, ao afirmar a igualdade dos cidadãos, abre uma exceção para as mulheres “pelas diferenças que resultam da sua natureza e do bem da família” As regras estabelecidas colocam a mulher na dependência do homem, pai ou marido.
  • 7. A mulher deve assegurar o futuro da raça no lar. A instrução é um perigo e por isso suprime-se a coeducação, e a orientação do ensino primário, no concernente às raparigas, deve ter em conta a economia doméstica e os cursos de costura. O trabalho realizado pelo homem, mesmo que seja penoso, é sempre uma alegria, e existe a melhor harmonia entre dirigentes e dirigidos. A mulher só é feliz se estiver à guarda do homem. No interior do lar o homem detém a autoridade e a mulher deve receá-lo, servi-lo e obedecer-lhe. O Código Civil de 1939 concede ao marido o poder de obrigar a mulher a regressar ao domicílio conjugal. A mulher não pode ter passaporte nem viajar para o estrangeiro sem a autorização do marido, mesmo que estejam separados.
  • 8. Os casados pela Igreja não podem divorciar-se (Concordata com a Santa Sé, 1940). Pelo que todas as cri- anças nascidas de uma nova relação, posterior ao primeiro casamento, eram consideradas ilegítimas, havia então duas alternativas no acto do registo: a mulher ou dava à criança o nome do marido anterior ou assumia o estatuto de "mãe incógnita". O que não podia era dar o seu nome e o do marido actual. O Novo Código Civil de 1966, , traz algumas melhorias, tais como: A mulher casada já pode exercer uma profissão liberal sem autorização do marido e pode dispor do seu salário, o que é um passo importante para a sua autonomia. Mas o marido pode denunciar o contrato de trabalho da mulher. Em 1968 a mulher adquire a igualdade política podendo votar, desde que saiba ler e escrever, mas esta clausula não se aplica às eleições municipais. Sem dúvida que os limites impostos procuraram impedir a caminhada para a emancipação da mulher portuguesa que, na época, entre as mulheres da Europa era a que tinha menos direitos.
  • 9. AS CONQUISTAS DE ABRIL Com a implantação da democracia conquistou-se a liberdade de pensamento e de expressão, a liberdade de imprensa, e foram reconhecidos direitos e deveres iguais para homens e mulheres. O direito à educação, à cultura e à saúde foram garantidos constitucionalmente a todos os cidadãos, sem discriminação de sexo, etnia ou religião. Num curto período a mulher conseguiu conquistas legislativas de grande alcance: Ainda em 1974 as mulheres passam ter acesso a todos os cargos da carreira administrativa local, à carreira diplomática e à magistratura. A partir de 1975 a mulher possui o direito de voto sem qualquer restrição, tendo podido exercer esse direito já nas eleições para a Assembleia Constituinte. Em 1976 é abolido o direito do marido abrir a correspondência da mulher.
  • 10. É reconhecido o valor social da maternidade, assegurando-se o direito, antes e depois do parto, a uma licença sem perda de remuneração ou de outras vantagens. As mulheres portuguesas viam consagradas nas leis reivindicações pelas quais tinham lutado ao longo de muitos anos, contribuindo com a sua acção para denunciar situações de humilhação pautadas por códigos rígidos de conduta e sugerindo alterações às leis ainda em vigor. A 1 de abril de 1978,entram em vigor novas medidas: O restabelecimento do divórcio. A valoração do casamento baseado na igualdade de direitos e deveres dos conjugues. A partilha, na família, do poder paterno entre o marido e a mulher. A igualdade de tratamento no casamento, em que tanto o homem como a mulher estão ligados pelos deveres de respeito, fidelidade, coabitação e assistência.
  • 11. Gradualmente surgem outras mudanças: O Código Penal de 1983 introduz importantes alterações no que respeita aos maus-tratos entre conjuges e contra menores, penalizando-se a falta de assistência materna à família dentro e fora do casamento. Sem dúvida que, conquistada a liberdade e iniciada a vida democrática, o estatuto das mulheres portuguesas na sociedade foi melhorando, mediante a concretização progressiva dos princípios e direitos consagrados na Constituição da República. Mas não basta a consagração na lei para que se verifiquem na prática os princípios enunciados e se evitem situações discriminatórias, que reflectem a influência da pesada herança do passado.
  • 12. MULHERES PORTUGUESAS QUE FIZERAM HISTÓRIA São muitas as mulheres que ao longo de 8 séculos fizeram parte da história de Portugal. RAINHA D. LEONOR – A PRINCESA PERFEITA Nasceu: Beja, 2 de maio de 1458 Faleceu: Lisboa, 17 de novembro de 1525 Casada: Seu primo, D. João II de Portugal, o Princípe Perfeito Fomentou e financiou as Misericórdias por todo o reino. Projecto que existe ainda nos nossos dias. MARIA AMÁLIA VAZ DE CARVALHO Nasceu: Lisboa, 2 de fevereiro de 1847 Faleceu: Lisboa, 24 de março de 1921 Foi poetisa, ensaísta, biógrafa e escritora. Primeira mulher a ingressar na Academia das Ciências de Lisboa.
  • 13. CAROLINA MICHAËLIS DE VASCONCELOS Nasceu: Berlim, 15 de março de 1851 Faleceu: Porto, 22 de outubro de 1925 Foi a primeira mulher a lecionar numa universidade portuguesa Foi crítica literária, escritora, lexicógrafa e investigadora Teve grande importância como mediadora entre a cultura portuguesa e a cultura alemã ADELAIDE CABETE Nasceu: Elvas, 25 de janeiro de 1857 Faleceu: Lisboa, 14 de setembro de 1935 Foi uma das principais feministas portuguesas do séc. XX. Republicana convicta, foi a primeira médica obstetra, professora, publicista, defensora dos animais e humanista portuguesa. Foi pioneira na reivindicação dos direitos das mulheres, e durante mais de 20 anos , presidiu o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, nessa qualidade reivindicou para as mulheres um mês de descanso antes do parto. Em 1912 reivindicou o direito ao voto feminino, sendo em 1933, a primeira e única mulher a votar a Constituição Portuguesa (em Luanda, onde viveu).
  • 14. ANA DE CASTRO OSÓRIO Nasceu: Mangualde, 18 de junho 1872 Faleceu: Setúbal, 23 de março de 1935 Foi pioneira na luta pela igualdade de direitos entre homem e mulher. Colaborou com o ministro da Justiça, Afonso Costa, na elaboração da LEI DO DIVÓRCIO. É considerada a criadora da literatura infantil em Portugal. CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO Nasceu: Guarda, 16 de abril de 1878 Faleceu: Lisboa, 3 de outubro de 1911 Concluiu o curso de medicina em 1902, tendo sido a primeira médica cirurgiã em Portugal. Foi a primeira mulher a exercer o voto em Portugal em 1911, por ser viúva e chefe de família, sendo de imediato a lei mudada para que as mulheres, mesmo que chefes de família como era o seu caso, não o pudessem voltar a fazer. Foi sufragista, militante da Liga Republicana das Mulheres, Fundadora e presidente da Associação da Propaganda Feminista.
  • 15. MARIA LAMAS Nasceu: Torres Novas, 6 de outubro de 1893 Faleceu: Lisboa, 6 de dezembro de 1983 Foi escritora, tradutora, jornalista e conhecida activista política feminista portuguesa. MANUELA DE AZEVEDO Nasceu: Lisboa, 31 de agosto de 1911 Foi a primeira mulher a receber, em Portugal, a carteira profissional de jornalista. Foi professora, crítica de arte e escritora. Publicou dezenas de livros de poesia, contos, novelas, ensaios, biografias, crónicas, romances e peças de teatro.
  • 16. AMÁLIA RODRIGUES Nasceu: Lisboa, 1 de julho de 1920 Faleceu: Lisboa, 6 de outubro de 1999 Foi a maior fadista do século XX, atriz de teatro, de cinema e também poeta. 1939, estreia-se no Retiro da Severa, como fadista profissional. 1943, primeira atuação no estrangeiro. Atuou em toda a Europa e também nas Américas, em Hollywood e Nova Iorque, Alemanha do Leste... 1996, parou de cantar devido a doença grave. MARIA DE LURDES PINTASSILGO Nasceu: Abrantes, 18 de janeiro de 1930 Faleceu: Lisboa, 10 de julho de 2004 Foi engenheira química, dirigente eclesial e política. Foi a única mulher que desempenhou o cargo de primeiro-ministro em Portugal, tendo chefiado o V Governo Constitucional, em funçoes de julho de 1979 a janeiro de 1980. Foi também a segunda mulher primeiro-ministro em toda a Europa, dois meses depois da tomada de posse de Margaret Thatcher.
  • 17. PRIMEIRAS MULHERES MILITARES A Força Aérea recebeu as primeiras militares do sexo feminino, as enfermeiras para-quedistas, em 1961 e foi também o primeiro ramo das forças armadas a abrir as portas da Academia da Força Aérea a candidatas em 1988. Regina Ramos, cursou medicina e ingressou na Força Aérea em 1988 para fazer a recruta como qualquer militar, foi incorporada em Abril de 1989. Dois anos depois, a Academia Militar incorporou as primeiras cadetes femininas. Em 1992, realizou-se a primeira incorporação feminina, no Batalhão de Informações e Reconhecimento das Transmissões, na Trafaria. Universidade senior Entroncamento 8 de março de 2012