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Cap 5 organização social e cidadania

O documento discute as características de comunidades e sociedades. Apresenta a distinção entre comunidades tradicionais baseadas em relações pessoais e sociedades modernas baseadas em regras formais. Também discute como a globalização levou à transformação de sociedades comunitárias em sociedades societárias urbanas com relações mais indiretas e impessoais.

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CAP. 5 – Organização Social e cidadania
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Comunidades virtuais Nessas novas “comunidades” ocorre a inversão do processo de formação dos laços de afinidade social. Nas relações sociais tradicionais, quando conhecemos uma pessoa pela primeira vez, o encontro se dá , fisicamente, no “mundo real”.
Comunidade em crise Com o avanço da industrialização e da urbanização, as comunidades tradicionais foram perdendo seu poder de integração. À medida que isso acontecia, elas ainda se mantinham unidas, mais por uma necessidade imposta socialmente – quando não por coerção – do que por aquilo que seus integrantes tinham em comum. Ex.: Família. A grande mobilidade social que vivenciamos na sociedade ocidental “reinventou” a família contemporânea.
Viver em Sociedade Muitos sociólogos costumam a fazer distinção entre sociedade e comunidade. Em sentido amplo, a expressão sociedade refere-se à totalidade das relações sociais entre os seres humanos. Para Ferdinand Tönnies, a comunidade é definida pelo ato de  “viver junto, de modo íntimo, privado e exclusivo”  , como na família, nos grupos de parentesco, na vizinhança... Uma comunidade é unida por um acordo de sentimentos ou emoções entre pessoas, ao passo que a sociedade é unida por um acordo racional de interesses, ou seja, por regras e convenções racionais estabelecidas.
Sociedade, em contrapartida, é formada por um conjunto de leis e regulamentos racionalmente elaborados. É o que ocorre, por exemplo, nas grandes sociedade urbanas industriais. Ali, as relações sociais tendem a ser formalizadas e impessoais; os indivíduos não dependem diretamente uns dos outros para seu sustento e estão muito menos comprometidos moralmente entre si.
Sociedade moderna Ao referirmos às comunidades camponesas utilizamos a expressão  Sociedade Comunitária . Em oposição a essa sociedade, alguns sociólogos utilizam o termo  Sociedade Societária  Obs.: Outros preferem utilizar sociedade e comunidade. As grandes metrópoles contemporâneas são uma expressão da sociedade societária. Esta se caracteriza pela acentuada divisão do trabalho e pela proliferação de papéis sociais. As relações sociais tendem a ser superficiais e impessoais. O trabalho, por exemplo, fica distanciado da família e do lazer. A religião tende a confinar-se a determinadas ocasiões e lugares, em vez de fazer parte do convívio das pessoas. Nessa estrutura social, a família deixa de ser o centro de união do grupo. Obs.: no lugar da firme coesão social, característica da sociedade comunitária , na sociedade societária a integração é frouxa e o grau de consenso tende a diminuir.
Sob o impacto da Globalização Com o avanço da industrialização, as sociedades comunitárias tenderam a se transformar mais ou menos rapidamente em sociedades societárias. Como reflexo temos o crescimento explosivo das cidades, o declínio da importância da família, a internacionalização da economia, o surgimento de redes virtuais, interligando o planeta. Tais mudanças conduzem, de um lado, ao conflito, à instabilidade, à ansiedade e às tensões psicológicas; de outro, à liberação dos sistemas de controle e de coerção, e a novas oportunidades para o desenvolvimento humano.
Solidão e autoisolamento na grande cidade As novas relações sociais, fruto da sociedade contemporânea, fez surgir um novo tipo de vida, que se baseia em relações sociais acentuadamente indiretas, são os chamados  singles   (pessoas que preferem viver sozinhas) No Brasil, há cerca de 4 milhões de pessoas que vivem sozinhas em seus domicílios. Essa é uma tendência mundial. Os  singles  colocam em relevo a relação extremamente instável entre o indivíduo e a coletividade.
Que herança deixaremos? Conseguiremos resolver nossos problemas contemporâneos? Será que um retorno ao modelo tradicional de organização é o caminho ? Serão os  Singles  as formas sociais alternativas? Como conciliar os estilos de vida antagônicos das metrópoles com o do campo , do centro com o da periferia?  Obs.: mesmo em grandes centros urbanos podemos encontrar relações intensas de vizinhança que estabelecem contatos sociais diretos, com ações de solidariedade.
Essa solidariedade se dá com frequência nos bairros da periferia, onde o código moral se baseia, em geral na ajuda mútua. Em muitos bairros mais pobres, mesmo numa sociedade societária, preservam-se certos valores das antigas comunidades. Nesses lugares, a vida gira em torno da família , do local de moradia, das relações de vizinhança. O vizinho, muitas vezes, passa a ser quase um membro da família, um companheiro nas horas de dificuldade. A dificuldade do Estado intervir em certos lugares, permite que a comunidade, muitas vezes, tente “fazer justiça com as próprias mãos”. O motivo é a falta de credibilidade e legitimidade das instituições sociais.
 
O capitalismo com seu estímulo ao consumo e à competição desenfreada favorece a formação de um sociedade egocêntrica, com uma frágil conexão entre seus membros, na qual as pessoas buscam satisfazer apenas suas necessidades e impulsos. Numa sociedade desse tipo, a satisfação individual é colocada acima de qualquer obrigação comunitária
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Um dos fundamentos do regime democrático é o conceito de cidadania.  Segundo o sociólogo Herbert de Souza (Betinho) , “cidadão é um indivíduo que tem consciência de seus direitos e deveres e participa ativamente de todas as questões da sociedade. Tudo o que acontece no mundo, acontece comigo. Então preciso participar das decisões que interferem na minha vida. Um cidadão com um sentimento ético forte e consciente da cidadania não deixa passar nada, não abre mão desse poder de participação(...). A ideia de cidadania ativa é ser alguém que cobra, propõe e pressiona o tempo todo. O cidadão precisa  ter consciência de seu poder.”
Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU, 1948) Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação. Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, são proibidos. Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou Degradantes. Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual proteção da lei. Todos têm direito a proteção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.
Direitos da Criança - Adotado pela Assembléia das Nações Unidas de 20 de novembro de 1959 e ratificada pelo Brasil. 1- Todas as crianças são iguais e tem os mesmo direitos, não importa sua cor, raça, sexo, religião, origem social ou nacionalidade. 2- Todas as crianças devem ser protegidas pela família, pela sociedade e pelo Estado, para que possam se desenvolver fisicamente e intelectualmente. 3- Todas as crianças tem direito a um nome e a uma nacionalidade. 4- Todas as crianças tem direito a alimentação e ao atendimento médico, antes e depois do seu nascimento. Esse direito também se aplica à sua mãe 5- As crianças portadoras de dificuldades especiais, físicas ou mentais, tem o direito a educação e cuidados especiais. 6- Todas as crianças tem direito ao amor e à compreensão dos pais e da sociedade. 7- Todas as crianças tem direito à educação gratuita e ao lazer 8- Todas as crianças tem direito de ser socorridas em primeiro lugar em caso de acidentes ou catástrofes. 9- Todas as crianças devem ser protegidas contra o abandono e a exploração no trabalho. 10- Todas as crianças tem o direito de crescer em ambiente de solidariedade, compreensão, amizade e justiça entre os povos.
Igualdade e Equidade Recentemente, alguns pensadores acrescentaram o conceito de equidade aos fundamentos da democracia. Embora no Direito os dois termos sejam tratados como sinônimos – equidade igual a igualdade, para Sociologia e a Ciência Política existem algumas diferenças entre eles. A noção de igualdade estabelece que todos são iguais perante a lei. Entretanto, as sociedades democráticas capitalistas são caracterizadas por desigualdades sociais  e econômicas que acabam interferindo na igualdade jurídica.
No Brasil, existe a igualdade jurídica garantida pela Constituição. Entretanto, na prática a Justiça tende a favorecer as pessoas mais ricas em prejuízo das mais pobres. O princípio da “igualdade de oportunidades” também é negado desde o nascimento.  Para corrigir essas distorções, cientistas sociais vêm propondo políticas públicas destinadas a promover a equidade, ou seja, a igualdade entre desiguais, por meio de medidas corretivas no âmbito da educação, saúde pública, da moradia, do emprego, do meio ambiente saudável e dos outros benefícios sociais.
Público e Privado Em toda sociedade democrática existem duas esferas de vida que articulam as relações políticas e sociais. Uma delas é a esfera pública, na qual se localizam o Esatdo com seus três poderes e outras instituições políticas. A outra é a esfera privada, lugar das atividades econômicas, dos interesses particulares, das empresas, domercado, da vida familiar, da vida religiosa e das relações sociais. Entre essas duas esferas estão a opinião pública e a sociedade civil. Esta última formada pelas organizações privadas sem fins lucrativos. Ex.: OAB, CNBB, ONGS, UNE...
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Cap 5 organização social e cidadania

  • 1. CAP. 5 – Organização Social e cidadania
  • 2.
  • 3. Comunidades virtuais Nessas novas “comunidades” ocorre a inversão do processo de formação dos laços de afinidade social. Nas relações sociais tradicionais, quando conhecemos uma pessoa pela primeira vez, o encontro se dá , fisicamente, no “mundo real”.
  • 4. Comunidade em crise Com o avanço da industrialização e da urbanização, as comunidades tradicionais foram perdendo seu poder de integração. À medida que isso acontecia, elas ainda se mantinham unidas, mais por uma necessidade imposta socialmente – quando não por coerção – do que por aquilo que seus integrantes tinham em comum. Ex.: Família. A grande mobilidade social que vivenciamos na sociedade ocidental “reinventou” a família contemporânea.
  • 5. Viver em Sociedade Muitos sociólogos costumam a fazer distinção entre sociedade e comunidade. Em sentido amplo, a expressão sociedade refere-se à totalidade das relações sociais entre os seres humanos. Para Ferdinand Tönnies, a comunidade é definida pelo ato de “viver junto, de modo íntimo, privado e exclusivo” , como na família, nos grupos de parentesco, na vizinhança... Uma comunidade é unida por um acordo de sentimentos ou emoções entre pessoas, ao passo que a sociedade é unida por um acordo racional de interesses, ou seja, por regras e convenções racionais estabelecidas.
  • 6. Sociedade, em contrapartida, é formada por um conjunto de leis e regulamentos racionalmente elaborados. É o que ocorre, por exemplo, nas grandes sociedade urbanas industriais. Ali, as relações sociais tendem a ser formalizadas e impessoais; os indivíduos não dependem diretamente uns dos outros para seu sustento e estão muito menos comprometidos moralmente entre si.
  • 7. Sociedade moderna Ao referirmos às comunidades camponesas utilizamos a expressão Sociedade Comunitária . Em oposição a essa sociedade, alguns sociólogos utilizam o termo Sociedade Societária Obs.: Outros preferem utilizar sociedade e comunidade. As grandes metrópoles contemporâneas são uma expressão da sociedade societária. Esta se caracteriza pela acentuada divisão do trabalho e pela proliferação de papéis sociais. As relações sociais tendem a ser superficiais e impessoais. O trabalho, por exemplo, fica distanciado da família e do lazer. A religião tende a confinar-se a determinadas ocasiões e lugares, em vez de fazer parte do convívio das pessoas. Nessa estrutura social, a família deixa de ser o centro de união do grupo. Obs.: no lugar da firme coesão social, característica da sociedade comunitária , na sociedade societária a integração é frouxa e o grau de consenso tende a diminuir.
  • 8. Sob o impacto da Globalização Com o avanço da industrialização, as sociedades comunitárias tenderam a se transformar mais ou menos rapidamente em sociedades societárias. Como reflexo temos o crescimento explosivo das cidades, o declínio da importância da família, a internacionalização da economia, o surgimento de redes virtuais, interligando o planeta. Tais mudanças conduzem, de um lado, ao conflito, à instabilidade, à ansiedade e às tensões psicológicas; de outro, à liberação dos sistemas de controle e de coerção, e a novas oportunidades para o desenvolvimento humano.
  • 9. Solidão e autoisolamento na grande cidade As novas relações sociais, fruto da sociedade contemporânea, fez surgir um novo tipo de vida, que se baseia em relações sociais acentuadamente indiretas, são os chamados singles (pessoas que preferem viver sozinhas) No Brasil, há cerca de 4 milhões de pessoas que vivem sozinhas em seus domicílios. Essa é uma tendência mundial. Os singles colocam em relevo a relação extremamente instável entre o indivíduo e a coletividade.
  • 10. Que herança deixaremos? Conseguiremos resolver nossos problemas contemporâneos? Será que um retorno ao modelo tradicional de organização é o caminho ? Serão os Singles as formas sociais alternativas? Como conciliar os estilos de vida antagônicos das metrópoles com o do campo , do centro com o da periferia? Obs.: mesmo em grandes centros urbanos podemos encontrar relações intensas de vizinhança que estabelecem contatos sociais diretos, com ações de solidariedade.
  • 11. Essa solidariedade se dá com frequência nos bairros da periferia, onde o código moral se baseia, em geral na ajuda mútua. Em muitos bairros mais pobres, mesmo numa sociedade societária, preservam-se certos valores das antigas comunidades. Nesses lugares, a vida gira em torno da família , do local de moradia, das relações de vizinhança. O vizinho, muitas vezes, passa a ser quase um membro da família, um companheiro nas horas de dificuldade. A dificuldade do Estado intervir em certos lugares, permite que a comunidade, muitas vezes, tente “fazer justiça com as próprias mãos”. O motivo é a falta de credibilidade e legitimidade das instituições sociais.
  • 12.  
  • 13. O capitalismo com seu estímulo ao consumo e à competição desenfreada favorece a formação de um sociedade egocêntrica, com uma frágil conexão entre seus membros, na qual as pessoas buscam satisfazer apenas suas necessidades e impulsos. Numa sociedade desse tipo, a satisfação individual é colocada acima de qualquer obrigação comunitária
  • 14.
  • 15. Um dos fundamentos do regime democrático é o conceito de cidadania. Segundo o sociólogo Herbert de Souza (Betinho) , “cidadão é um indivíduo que tem consciência de seus direitos e deveres e participa ativamente de todas as questões da sociedade. Tudo o que acontece no mundo, acontece comigo. Então preciso participar das decisões que interferem na minha vida. Um cidadão com um sentimento ético forte e consciente da cidadania não deixa passar nada, não abre mão desse poder de participação(...). A ideia de cidadania ativa é ser alguém que cobra, propõe e pressiona o tempo todo. O cidadão precisa ter consciência de seu poder.”
  • 16. Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU, 1948) Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação. Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, são proibidos. Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou Degradantes. Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual proteção da lei. Todos têm direito a proteção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.
  • 17. Direitos da Criança - Adotado pela Assembléia das Nações Unidas de 20 de novembro de 1959 e ratificada pelo Brasil. 1- Todas as crianças são iguais e tem os mesmo direitos, não importa sua cor, raça, sexo, religião, origem social ou nacionalidade. 2- Todas as crianças devem ser protegidas pela família, pela sociedade e pelo Estado, para que possam se desenvolver fisicamente e intelectualmente. 3- Todas as crianças tem direito a um nome e a uma nacionalidade. 4- Todas as crianças tem direito a alimentação e ao atendimento médico, antes e depois do seu nascimento. Esse direito também se aplica à sua mãe 5- As crianças portadoras de dificuldades especiais, físicas ou mentais, tem o direito a educação e cuidados especiais. 6- Todas as crianças tem direito ao amor e à compreensão dos pais e da sociedade. 7- Todas as crianças tem direito à educação gratuita e ao lazer 8- Todas as crianças tem direito de ser socorridas em primeiro lugar em caso de acidentes ou catástrofes. 9- Todas as crianças devem ser protegidas contra o abandono e a exploração no trabalho. 10- Todas as crianças tem o direito de crescer em ambiente de solidariedade, compreensão, amizade e justiça entre os povos.
  • 18. Igualdade e Equidade Recentemente, alguns pensadores acrescentaram o conceito de equidade aos fundamentos da democracia. Embora no Direito os dois termos sejam tratados como sinônimos – equidade igual a igualdade, para Sociologia e a Ciência Política existem algumas diferenças entre eles. A noção de igualdade estabelece que todos são iguais perante a lei. Entretanto, as sociedades democráticas capitalistas são caracterizadas por desigualdades sociais e econômicas que acabam interferindo na igualdade jurídica.
  • 19. No Brasil, existe a igualdade jurídica garantida pela Constituição. Entretanto, na prática a Justiça tende a favorecer as pessoas mais ricas em prejuízo das mais pobres. O princípio da “igualdade de oportunidades” também é negado desde o nascimento. Para corrigir essas distorções, cientistas sociais vêm propondo políticas públicas destinadas a promover a equidade, ou seja, a igualdade entre desiguais, por meio de medidas corretivas no âmbito da educação, saúde pública, da moradia, do emprego, do meio ambiente saudável e dos outros benefícios sociais.
  • 20. Público e Privado Em toda sociedade democrática existem duas esferas de vida que articulam as relações políticas e sociais. Uma delas é a esfera pública, na qual se localizam o Esatdo com seus três poderes e outras instituições políticas. A outra é a esfera privada, lugar das atividades econômicas, dos interesses particulares, das empresas, domercado, da vida familiar, da vida religiosa e das relações sociais. Entre essas duas esferas estão a opinião pública e a sociedade civil. Esta última formada pelas organizações privadas sem fins lucrativos. Ex.: OAB, CNBB, ONGS, UNE...