QUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016
A CIDADE
retorno!
FELIZ Serena gosta
da volta às aulas para
reencontrar os amigos
e os professores
AULASAULAS
VOLTA ÀSVOLTA ÀS
O fim das férias e volta aos
estudos há tempos deixou
de ser uma tortura. Com
planejamento e uma pitada
de boa vontade, voltar a
estudar pode ser algo pra lá
de divertido – a Serena, por
exemplo, não vê a hora!
MATHEUSURENHA/ACIDADE
SUPLEMENTOEXCLUSIVODOJORNALACIDADE
Feliz
2 A CIDADE QUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016
WEBERSIAN/ACIDADE
EDIÇÃO
Thiago Roque
REPORTAGEM
André Dutra, Gabriel Pereira,
Renan Procópio
PROJETO GRÁFICO
Roberto Machado
DIAGRAMAÇÃO
Roberto Machado
EDIÇÃO DE FOTOGRAFIA
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NOVIDADES
O ato de voltar às aulas carrega
um fardo pesadíssimo. Afinal, vem
na sequência do fim das férias, pe-
ríodo sempre festivo e esperado por
todos os alunos, de todas as idades,
depois de um ano cheio de contas,
frases, fórmulas, mapas e questões.
Mas, cá entre nós, voltar às aulas
é bom demais, não é mesmo?
Quando você é criança, reencon-
tra os amigos, os professores, se pre-
para para aprender um mundo de
novidades.
Quando é adolescente, reencon-
tra os amigos, começa a planejar
o futuro, se prepara para aprender
um mundo de novidades.
Se virou bixo na faculdade, faz
novos amigos, inicia nova fase da
vida, se prepara para aprender um
mundo de novidades.
Caso esteja trabalhando e busca
uma especialização, se qualifica pa-
ra o mercado de trabalho, se prepa-
ra para aprender um mundo de no-
vidades.
Se as aulas são de idiomas, co-
nhece novas pessoas, ganha baga-
gem cultural e... se prepara para
aprender um mundo de novidades.
Pode até ser que você perca as fé-
rias ao voltar à sala de aula. Mas ga-
nha tanta coisa...
Nas páginas a seguir, você vai en-
contrar personagens que se prepa-
ram para mais um volta às aulas –
e felizes demais pela oportunidade.
Que inspire todos nós!
MUNDO
NOVIDADES
DE
MUNDO
UM
3A CIDADEQUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016
4 A CIDADE QUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016
É LEGAL
Serena gosta das férias,
mas curte mesmo é voltar
à escola para encontrar
amigos, professores e,
claro, conhecimento
Diferentemente de muitos estu-
dantes, Serena Mariano Saran, 12
anos, não quer que as férias durem
muito. Pelo contrário: a adolescen-
te está contando os dias para voltar
às aulas. Diz não gostar muito das
férias porque fica longe de quem
tanto gosta. “Sempre fico ansiosa
porque vou encontrar meus profes-
sores e meus amigos, além de co-
nhecer novos alunos. Às vezes, fico
até com tédio nas férias”, conta.
Apesar da ansiedade, alguns pe-
quenos receios também surgem.
Mas nada que Serena não consi-
ESTUDAR
DEMAIS!
ENSINOFUNDAMENTAL
EXPECTATIVA
Serena conta os dias
para a volta às aulas
ga tirar de letra. “Eu sou tranqui-
la, mas, às vezes, quando vem uma
matéria que a gente não consegue
entender, dá um pouco de medo”.
Para a mãe, Cristiane Mariano, o
mais difícil é voltar à rotina – con-
ciliar todos os horários não é uma
tarefa tão fácil assim e acordar ce-
do acaba se tornando um desafio.
“A logística das aulas não me afe-
ta tanto. Talvez afete mais a ela, que
fica com mais compromissos assu-
midos. Mas, meu maior desafio é
organizar os horários para se deslo-
car. Tem dia que ela volta tarde, tem
o horário de almoço e essas coisas
todas”, diz
Seja como for, as adversidades
do dia a dia não conseguem desani-
mar a dupla. Serena guarda muitas
expectativas. “Fico ansiosa para ver
se vou ter alguma matéria diferente,
sobre as mudanças”, conta.
“Sempreficoansiosaporquevou
encontrarmeusprofessoresemeusamigos,
alémdeconhecernovosalunos”
Serena Mariano Saran
12 anos, estudante
MATHEUSURENHA/ACIDADE
5A CIDADEQUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016
CONHECER O AMBIENTE
Independentemente da idade do aluno, os pais
tem o dever de conhecer o espaço em que
o filho passará boa parte do dia, ainda mais
se for uma transferência. É preciso conhecer
a escola, conversar com os professores e
diretores. Tudo isso faz com que o estudante
fique ainda mais confiante.
CONHECER AS REGRAS
Muitos pais confundem o filho com o aluno. É
importante ressaltar que o ambiente escolar
é coletivo e institucional, diferente do que
acontece em casa. Por isso, é fundamental
que pais e filhos conheçam as regras da
escola. Quando isso acontece, muitos
problemas são evitados. Se o filho quer
levar o celular para a escola, por exemplo, é
necessário que os pais saibam se é permitido.
PREPARAR A ROTINA
As escolas costumam fazer a lista de material
com antecedência. Por isso, não é bom deixar
para a última hora. Visitar as lojas com calma
é uma ótima dica para quem quer achar o que
precisa e ainda economizar. Os mais novos,
por exemplo, adoram cadernos estampados
com personagens famosos. O conselho para
os pais é saber negociar e evitar excessos.
RITMO DE AULA
Antes do início das aulas, é necessário que
os pais já comecem a organizar a rotina com
o filho. Isso porque eles costumam dormir
até mais tarde nas férias e perdem o ritmo.
Na última semana de férias, por exemplo, é
interessante que os pais já comecem uma
readaptação para que seja mais leve na hora
da transição.
LANCHE
Dependendo da idade, o filho pode levar
lanche ou preferir comer na escola. Seja lá
qual for a situação, o importante é que o
aluno tenha uma alimentação balanceada
nos intervalos. Preparar um lanchinho
saudável é a melhor opção, pois o aluno terá
melhor concentração durante as aulas. Além
disso, sai mais barato do que comprar em
cantinas.
ORGANIZAÇÃO
Com as aulas, voltam as atividades extras.
Portanto, organizar a rotina com horários
pré-determinados é muito importante. Se
a criança pratica algum esporte ou faz um
curso de línguas, é preciso estipular regras
e horários para que tudo seja cumprido sem
afetar nenhuma área.
MATHEUSURENHA/ACIDADE
6 A CIDADE QUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016
ENSINOMÉDIO
COMEÇA
O FUTURO
AGORA
tas matérias. Espero ter mais facili-
dade”, torce.
A faculdade de Direito, por en-
quanto, é uma possibilidade de es-
colha da adolescente. Por outro la-
do, Ana está tranquila, sabe que de-
ve ter paciência para descobrir suas
habilidades. “É bom aproveitar os
dois primeiros anos do ensino mé-
dio para tentar descobrir a área que
mais se identifica. E você só desco-
bre estudando”, ensina.
A relação com os pais é aber-
ta e tranquila. Sempre conversam e
trocam ideias. Eles deixam a filha à
vontade, sem nenhuma pressão so-
bre o curso que deve optar. “Deixa-
mos ela livre. No dia a dia, é claro
que acompanhamos o horário que
tem para sair com as amigas, pa-
ra ficar na internet. Mas a Ana sem-
pre fecha as notas e tem responsa-
bilidade com os estudos. Ela é um
orgulho para nós”, conta o pai, Sá-
vio Penha.
Ana Luiza começa a traçar
a caminhada rumo ao
vestibular. Nessa volta às
aulas, já começa a planejar
os estudos e o futuro
Ana Luiza Penha, 15 anos, está
cada vez mais próxima do vestibu-
lar – este ano, inicia a caminhada
do 2º ano do ensino médio. A ansie-
dade para voltar às aulas já fez com
que prometesse algo importante
para si mesma: praticar o método
“aula dada, aula estudada”. “Assim
não acumula”, diz, determinada.
Com as responsabilidades fican-
do cada vez maiores, a inseguran-
ça, às vezes, também dá as caras.
Ano passado, Ana teve dificulda-
des com as disciplinas de filosofia,
sociologia e história da arte. “Eram
matérias novas para mim. Mas, este
ano, vão mudar os professores des-
“Ébomaproveitarosdoisprimeiros
anosdoensinomédioparadescobrir
aáreaquemaisseidentifica.Evocê
sódescobreestudando”
Ana Luiza Penha
15 anos, estudante
ORGANIZAÇÃO Ana Luiza
já prometeu: este ano,
“aula dada, aula estudada”
7A CIDADEQUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016QUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016
PLANEJE
“Não basta estudar, tem que planejar”,
diz o professor de língua portuguesa Luiz
Cláudio Jubilato. E o planejamento deve
começar desde o primeiro ano, e não só
no último, quando o vestibular está mais
próximo. O ensino médio é uma etapa
muito importante na vida dos alunos. É
a hora de descobrir todas as aptidões e
pontos fracos.
ESTEJA ATUALIZADO
Você sabe o que é bagagem cultural?
Ela tem a ver com tudo o que está
acontecendo no mundo. Ou seja,
compreender o país e o continente
em que vive é importante. Também é
fundamental entender as antigas e atuais
principais relações de conflito do mundo.
Para isso, além das aulas tradicionais, é
essencial que o aluno utilize livros, jornal
e internet a seu favor.
LEIA BASTANTE
A leitura é um hábito muito importante,
independentemente da idade. Mas, o
ensino médio traz o desafio da redação.
Os principais vestibulares do país
apostam na produção de texto e avaliam
os estudantes através dela. Mas isso não
significa que o aluno deve ler somente
por obrigação. A literatura também é
diversão. É necessário aprender a ler por
prazer, ok?
ESTUDE PARA SI
Estudar para si é muito mais importante
do que apenas estudar para passar
na prova. Quando o aluno estuda um
conteúdo apenas no dia anterior à prova,
ele pode até conseguir a nota, mas não
conseguirá absorver o conhecimento.
Isso é um grande problema para ele
mesmo. Estudar para si, pela vontade de
aprender, para desenvolver habilidades, é
sempre a melhor opção.
CONVERSE COM O PROFESSOR
Alguns alunos enfrentam problemas de
timidez excessiva. Já outros têm receio
de falar com o professor. Isso pode fazer
com que dúvidas não sejam sanadas.
Manter boa relação e diálogo com o
professor é fundamental para que o
processo de aprendizado seja garantido.
O estudante não pode ter vergonha ou
receio de perguntar.
RESERVE TEMPO PARA O LAZER
De vez em quando é bom lembrar que o
estudante não é robô – sim, alguns se
esquecem disso. Ter responsabilidade
com os estudos é crucial para todos.
Por outro lado, o lazer não deve ser
exceção, mas uma regra. Isso não
significa que o aluno deve fazer o que
quiser e na hora que quiser. É preciso
ter responsabilidade. Mas reservar um
tempo para descontração é saudável.
MASTRANGELO REINO / A CIDADE
8 A CIDADE QUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016
9A CIDADEQUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016
10 A CIDADE QUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016
ENSINOSUPERIOR
FOCO
DEDICAÇÃO E
DIFERENTES
conta. “Eu levei mais em conside-
ração como o curso é reconhecido
no mercado de trabalho e no mer-
cado internacional. Eu também le-
vei em consideração o menor gasto
que eu teria, porque a USP é uma
faculdade boa e perto de casa”, en-
sina Bruna.
O investimento na educação su-
perior tem muitos benefícios para
o aluno que decide entrar em uma
universidade.
“O conhecimento é uma das
questões, e a faculdade me permite
conhecer muitos lugares. No Bra-
sil faz muita diferença ter uma fa-
culdade para o mercado de traba-
lho, então, considero importante
ter uma graduação”, finaliza a estu-
dante de economia.
O aluno que começa a faculda-
de com o espírito de que essa fase
é uma continuação do ensino mé-
dio já entra em desvantagem.
“É bem diferente [do ensino
médio]. Você só aprende mesmo
se for atrás do conhecimento”, ex-
plica Bruna Fontes, uma vez alu-
na do ensino médio e, agora, es-
tudante de economia na FEA-USP
de Ribeirão.
“No ensino médio, algumas
disciplinas o aluno talvez nem vá
usar. Mas, na faculdade, tudo é
necessário. Por isso, precisa pen-
sar se é isso mesmo que você quer
e se dedicar ainda mais”, comple-
ta a estudante.
Para fazer uma boa faculdade,
é preciso levar alguns fatores em
Quem escolhe fazer um curso superior
deve levar os estudos a sério para
se tornar um bom profissional e se
destacar no mercado de trabalho
11A CIDADEQUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016
WEBER SIAN / A CIDADE
DEDICAÇÃO Bruna já avisa: a dedicação aos estudos na gradução é diferente
QUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016
INSTITUIÇÃO COM BOA FORMAÇÃO
Existem várias faculdades que o aluno
sai graduado e com o diploma, mas
sem o conhecimento necessário para
atuar de forma satisfatória no mercado,
pois não aprendeu tudo o que deveria
durante o curso. É importante que a
faculdade tenha bons convênios ou uma
boa estrutura para que o aluno possa
desenvolver suas habilidades.
CONTATO COM PESSOAS INFLUENTES
Fazer novos contatos e estar próximo
a pessoas importantes e que são
referência na área de atuação podem
ajudar a conseguir uma melhor posição
no mercado e um futuro emprego para
o aluno. Sempre é bom fazer novos
contatos, e as palestras e eventos da área
costumam ser bons locais para isso.
MERCADO DE TRABALHO
Fazer um bom curso de graduação em
uma boa faculdade ou universidade
permite ao aluno ter mais chances de
fazer um bom estágio, que pode até
ser realizado na própria instituição ou até
em uma empresa da área. Com isso,
as empresas procuram o aluno
recém-formado para ele atuar no
mercado de trabalho.
BONS PROFESSORES
Ter aula com bons professores ao
longo do curso ajuda o aluno não só
nos estudos, mas também na hora de
conquistar uma vaga no mercado de
trabalho. Além disso, os professores
são fontes de bons conselhos e podem
ajudar você na hora de tomar uma
decisão profissional importante.
12 A CIDADE QUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016
MILENA AUREA / A CIDADE
Cursos de pós ou
de MBA trazer mais
especialização e
força ao currículo do
profissional
Depois de quatro ou cin-
co anos estudando muito pa-
ra a graduação, existe fôle-
go para uma pós-graduação?
Claro que existe.
Tanto a pós-graduação
quanto cursos como MBA
tem o objetivo de trazer es-
pecialização de um profissio-
nal em determinada área. A
bióloga Roberta Paolino, por
exemplo, optou por se espe-
cializar em Biologia Ambien-
tal na USP Ribeirão. Motivos
não faltam. “Um motivo mais
pessoal é o caminho que pre-
cisa ser feito para conseguir
um emprego desejado e es-
ses títulos acabam facilitan-
do algumas coisas, como
passar em um concurso pú-
blico, por exemplo, ou seguir
MAIS
CONHECIMENTO
ESPECIALIZADO
na carreira acadêmica”, expli-
ca. “Fazer uma pós-gradua-
ção pode ser uma chance de
sair do país e conhecer uma
nova cultura”, acrescenta.
E atenção: muda muita
coisa. “É difícil deixar uma
turma que você está acostu-
mado e mudar para uma em
que não conhece ninguém.
O tipo de sala de aula tam-
bém muda, porque pode ter
uma sala com 80 alunos ou
uma com quatro alunos.”
As pesquisas no Bra-
sil costumam ser baseadas
na pós-graduação e são im-
portantes para o desenvolvi-
mento do país e também dos
pesquisadores. Para fazer
uma boa pesquisa, é preciso
alguns cuidados. “Fazer em
um bom local e o momento
que a pessoa atravessa é im-
portante, para verificar o que
será levado em consideração
para fazer o curso, inclusi-
ve as limitações que podem
existir tanto na vida pessoal
quanto na profissional”, avi-
sa Roberta.
“Fazerumapós-graduação
podeserumachancede
sairdopaíseconheceruma
novacultura”
Roberta Paolino
Bióloga e aluna de pós-graduação em Biologia Ambiental
ÁREA QUE VOCÊ QUER TRABALHAR
O curso deve ter professores e
pesquisadores que sejam referência
no assunto que você quer trabalhar
– isso é fundamental para crescer
profissionalmente e a experiência de
conhecer pessoas que tenham bastante
conhecimento no assunto é importante.
VERIFIQUE A NOTA DA CAPES
Os cursos são avaliados pela Capes,
um órgão governamental que avalia os
professores e alunos de todos os cursos
de pós-graduação do país. Os cursos
mais bem avaliados recebem a nota
sete e os cursos que estão começando
recebem nota de 3 a 4.
FINANCIAMENTO PARA A PESQUISA
Os órgãos federais que oferecem bolsas
são a Capes e o CNPq e quanto maior a
nota do programa, mais bolsas ele deve
receber para os alunos. O financiamento
pode vir também pelos órgãos
financiadores estaduais, mas o aluno
deve verificar como ele funciona antes.
ESCOLHA BEM O ORIENTADOR
Ele é quem vai te acompanhar ao
longo da pesquisa e é importante
ter uma empatia com ele e com o
ritmo de trabalho dele para crescer
profissionalmente. O orientador também
deve apresentar desafios e novas
perspectivas na área de atuação.
CONHEÇA AS DISCIPLINAS
Verifique a grade curricular e as
disciplinas oferecidas – tanto na
pós quanto também no MBA. Isso é
fundamental para saber se a área é
compatível como que você deseja. Na pós,
vale a pena saber também se é possível
fazer disciplinas em outros cursos.
INSCRIÇÕES E PROCESSO SELETIVO
Saiba quando será realizado o período
de inscrições e se existe algum tipo de
processo seletivo para garantir a vaga.
Esse planejamento é fundamental para
saber o tipo de avaliação pela qual
passará (prova ou entrevista) e quando o
curso, de fato, tem início.
PÓS/MBA FOCO Roberta vê na pós
uma possibilidade de até
conhecer outros países
13A CIDADEQUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016
14 A CIDADE QUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016
IDIOMAS
MUNDO
TODO O
EM AULAS
Porém, Domingues Júnior, ao
projetar o futuro da sua trajetória
profissional, pensa em empregar
seu dinheiro em aulas para se fami-
liarizar com o inglês.
“Não tem como ficar sem ter es-
se conhecimento. Saber a língua
de qualquer outro país é indispen-
sável. Se você não for atrás disso,
é inevitável você ficar para trás no
mercado”, diz.
Ainda segundo o supervisor
operacional, existe um outro fator
faz com que queira aprender ou-
tro idioma.
“Daqui um tempo, quero pas-
sar uma temporada fora do Bra-
sil e não dá para fazer isso sem ter
uma noção mínima do vocabulário
e da cultura de um país estrangeiro.
Você acaba passando apuro e não
consegue aproveitar”, explica.
Estudar um novo idioma
faz toda a diferença para
a vida profissional – e
também para a bagagem
cultural das pessoas
O cotidiano corrido de traba-
lho dificultou os planos do supervi-
sor operacional Renato Domingues
Júnior, 22 anos, em aprender qual-
quer palavra que não fosse dita ou
escrita em português.
“Trabalho até tarde e, na maio-
ria das vezes, na rua, fora do escri-
tório da empresa. Fico correndo o
dia todo, resolvendo as demandas
que a organização precisa. Esse ti-
po de atividade impossibilitou que
eu viabilizasse esse tipo de estudo
antes”, afirma.
15A CIDADEQUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016QUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016
RAPIDEZ DIFERENTE DE RESULTADO
Não busque a solução mais rápida para
solucionar possíveis problemas com
idioma. É preciso saber, sobretudo,
que isso não é um produto e sim um
conhecimento que você busca adquirir.
Não existem soluções mágicas quando
tratamos de aprendizagem.
EVITE A CHATICE
Quando estamos, antes de tudo,
dispostos a aprender de maneira sólida
um novo idioma, é preciso saber que
isso será uma ferramenta de intercâmbio
cultural, de troca de experiência e
conhecimento. Por isso, as aulas devem
ser agradáveis e leves.
VALORIZE A CONCENTRAÇÃO
Evite a todo custo os cursos de
línguas cujas aulas sejam ministradas
em ambientes que não favoreçam
a concentração e desprezem a
necessidade de uma rotina sistemática
de estudos. Os bons cursos são aqueles
que exigem tempo e dedicação do aluno.
INSIRA O ESTUDO NO DIA A DIA
Prefira um curso onde o modelo
pedagógico relacione o conteúdo
ministrado em sala de aula com coisas
que o aluno está vivendo naquele
momento.
INTERAÇÃO
Busque sempre, de toda forma, por
um curso onde haja uma facilidade na
interação entre os alunos. Também é
importante o contato com pessoas que
já têm um conhecimento prévio de uma
língua estrangeira ou que, pelo menos,
estejam aprendendo.
EVITE COMPARAÇÕES
Evite aprender um novo idioma
comparando-o ao que você já possui.
Cada língua, bem como cada cultura,
tem sua própria identidade. Tente somar
conhecimentos e não traduzi-los. A
prática é o segredo do aprendizado.
Deixe-se envolver pelo que aprendeu.
TROCA
Procure também por cursos onde
você não guarde para si qualquer
conhecimento ou descoberta que tiver na
nova língua que está aprendendo. Trocar
e compartilhar novos conhecimentos
são componentes essenciais para a
consolidação do aprendizado.
MEMORIZAÇÃO
Escolha um lugar que facilite a
memorização do conteúdo passado.
Cursos que incentivam a leitura e a
interpretação de textos contribuem para
isso.
START Renato encontrou
um tempo na agenda corrida
para fazer aulas de inglês
MATHEUS URENHA / A CIDADE
16 A CIDADE QUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016

Volta às aulas

  • 1.
    QUINTA-FEIRA, 21 DEJANEIRO DE 2016 A CIDADE retorno! FELIZ Serena gosta da volta às aulas para reencontrar os amigos e os professores AULASAULAS VOLTA ÀSVOLTA ÀS O fim das férias e volta aos estudos há tempos deixou de ser uma tortura. Com planejamento e uma pitada de boa vontade, voltar a estudar pode ser algo pra lá de divertido – a Serena, por exemplo, não vê a hora! MATHEUSURENHA/ACIDADE SUPLEMENTOEXCLUSIVODOJORNALACIDADE Feliz
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    2 A CIDADEQUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016 WEBERSIAN/ACIDADE EDIÇÃO Thiago Roque REPORTAGEM André Dutra, Gabriel Pereira, Renan Procópio PROJETO GRÁFICO Roberto Machado DIAGRAMAÇÃO Roberto Machado EDIÇÃO DE FOTOGRAFIA Mariana Martins TRATAMENTO DE IMAGENS Francielly Flamarini DEPARTAMENTO COMERCIAL comercial@jornalacidade.com.br TELEFONE (16) 3977-2172 CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Antonio Carlos Coutinho Nogueira José Bonifácio Coutinho Nogueira Filho André Coutinho Nogueira José Bonifácio Coutinho Nogueira Neto Marcos Frateschi Fernando Corrêa da Silva JORNAL DO GRUPO A CIDADEDESDE 1905 DIRETOR DE JORNAIS E MÍDIAS DIGITAIS Josué Suzuki EDITOR-CHEFE Thiago Roque thiago.roque@jornalacidade.com.br GERENTE DE PUBLICIDADE Marco Vallim comercial@jornalacidade.com.br REDAÇÃO Rua São Sebastião, 610 Centro Fone (16) 3977-2175 CEP 14015-040 - Ribeirão Preto/SP DEPARTAMENTO COMERCIAL comercial@jornalacidade.com.br TELEFONE (16) 3977-2172 NOVIDADES O ato de voltar às aulas carrega um fardo pesadíssimo. Afinal, vem na sequência do fim das férias, pe- ríodo sempre festivo e esperado por todos os alunos, de todas as idades, depois de um ano cheio de contas, frases, fórmulas, mapas e questões. Mas, cá entre nós, voltar às aulas é bom demais, não é mesmo? Quando você é criança, reencon- tra os amigos, os professores, se pre- para para aprender um mundo de novidades. Quando é adolescente, reencon- tra os amigos, começa a planejar o futuro, se prepara para aprender um mundo de novidades. Se virou bixo na faculdade, faz novos amigos, inicia nova fase da vida, se prepara para aprender um mundo de novidades. Caso esteja trabalhando e busca uma especialização, se qualifica pa- ra o mercado de trabalho, se prepa- ra para aprender um mundo de no- vidades. Se as aulas são de idiomas, co- nhece novas pessoas, ganha baga- gem cultural e... se prepara para aprender um mundo de novidades. Pode até ser que você perca as fé- rias ao voltar à sala de aula. Mas ga- nha tanta coisa... Nas páginas a seguir, você vai en- contrar personagens que se prepa- ram para mais um volta às aulas – e felizes demais pela oportunidade. Que inspire todos nós! MUNDO NOVIDADES DE MUNDO UM
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    3A CIDADEQUINTA-FEIRA, 21DE JANEIRO DE 2016
  • 4.
    4 A CIDADEQUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016 É LEGAL Serena gosta das férias, mas curte mesmo é voltar à escola para encontrar amigos, professores e, claro, conhecimento Diferentemente de muitos estu- dantes, Serena Mariano Saran, 12 anos, não quer que as férias durem muito. Pelo contrário: a adolescen- te está contando os dias para voltar às aulas. Diz não gostar muito das férias porque fica longe de quem tanto gosta. “Sempre fico ansiosa porque vou encontrar meus profes- sores e meus amigos, além de co- nhecer novos alunos. Às vezes, fico até com tédio nas férias”, conta. Apesar da ansiedade, alguns pe- quenos receios também surgem. Mas nada que Serena não consi- ESTUDAR DEMAIS! ENSINOFUNDAMENTAL EXPECTATIVA Serena conta os dias para a volta às aulas ga tirar de letra. “Eu sou tranqui- la, mas, às vezes, quando vem uma matéria que a gente não consegue entender, dá um pouco de medo”. Para a mãe, Cristiane Mariano, o mais difícil é voltar à rotina – con- ciliar todos os horários não é uma tarefa tão fácil assim e acordar ce- do acaba se tornando um desafio. “A logística das aulas não me afe- ta tanto. Talvez afete mais a ela, que fica com mais compromissos assu- midos. Mas, meu maior desafio é organizar os horários para se deslo- car. Tem dia que ela volta tarde, tem o horário de almoço e essas coisas todas”, diz Seja como for, as adversidades do dia a dia não conseguem desani- mar a dupla. Serena guarda muitas expectativas. “Fico ansiosa para ver se vou ter alguma matéria diferente, sobre as mudanças”, conta. “Sempreficoansiosaporquevou encontrarmeusprofessoresemeusamigos, alémdeconhecernovosalunos” Serena Mariano Saran 12 anos, estudante MATHEUSURENHA/ACIDADE
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    5A CIDADEQUINTA-FEIRA, 21DE JANEIRO DE 2016 CONHECER O AMBIENTE Independentemente da idade do aluno, os pais tem o dever de conhecer o espaço em que o filho passará boa parte do dia, ainda mais se for uma transferência. É preciso conhecer a escola, conversar com os professores e diretores. Tudo isso faz com que o estudante fique ainda mais confiante. CONHECER AS REGRAS Muitos pais confundem o filho com o aluno. É importante ressaltar que o ambiente escolar é coletivo e institucional, diferente do que acontece em casa. Por isso, é fundamental que pais e filhos conheçam as regras da escola. Quando isso acontece, muitos problemas são evitados. Se o filho quer levar o celular para a escola, por exemplo, é necessário que os pais saibam se é permitido. PREPARAR A ROTINA As escolas costumam fazer a lista de material com antecedência. Por isso, não é bom deixar para a última hora. Visitar as lojas com calma é uma ótima dica para quem quer achar o que precisa e ainda economizar. Os mais novos, por exemplo, adoram cadernos estampados com personagens famosos. O conselho para os pais é saber negociar e evitar excessos. RITMO DE AULA Antes do início das aulas, é necessário que os pais já comecem a organizar a rotina com o filho. Isso porque eles costumam dormir até mais tarde nas férias e perdem o ritmo. Na última semana de férias, por exemplo, é interessante que os pais já comecem uma readaptação para que seja mais leve na hora da transição. LANCHE Dependendo da idade, o filho pode levar lanche ou preferir comer na escola. Seja lá qual for a situação, o importante é que o aluno tenha uma alimentação balanceada nos intervalos. Preparar um lanchinho saudável é a melhor opção, pois o aluno terá melhor concentração durante as aulas. Além disso, sai mais barato do que comprar em cantinas. ORGANIZAÇÃO Com as aulas, voltam as atividades extras. Portanto, organizar a rotina com horários pré-determinados é muito importante. Se a criança pratica algum esporte ou faz um curso de línguas, é preciso estipular regras e horários para que tudo seja cumprido sem afetar nenhuma área. MATHEUSURENHA/ACIDADE
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    6 A CIDADEQUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016 ENSINOMÉDIO COMEÇA O FUTURO AGORA tas matérias. Espero ter mais facili- dade”, torce. A faculdade de Direito, por en- quanto, é uma possibilidade de es- colha da adolescente. Por outro la- do, Ana está tranquila, sabe que de- ve ter paciência para descobrir suas habilidades. “É bom aproveitar os dois primeiros anos do ensino mé- dio para tentar descobrir a área que mais se identifica. E você só desco- bre estudando”, ensina. A relação com os pais é aber- ta e tranquila. Sempre conversam e trocam ideias. Eles deixam a filha à vontade, sem nenhuma pressão so- bre o curso que deve optar. “Deixa- mos ela livre. No dia a dia, é claro que acompanhamos o horário que tem para sair com as amigas, pa- ra ficar na internet. Mas a Ana sem- pre fecha as notas e tem responsa- bilidade com os estudos. Ela é um orgulho para nós”, conta o pai, Sá- vio Penha. Ana Luiza começa a traçar a caminhada rumo ao vestibular. Nessa volta às aulas, já começa a planejar os estudos e o futuro Ana Luiza Penha, 15 anos, está cada vez mais próxima do vestibu- lar – este ano, inicia a caminhada do 2º ano do ensino médio. A ansie- dade para voltar às aulas já fez com que prometesse algo importante para si mesma: praticar o método “aula dada, aula estudada”. “Assim não acumula”, diz, determinada. Com as responsabilidades fican- do cada vez maiores, a inseguran- ça, às vezes, também dá as caras. Ano passado, Ana teve dificulda- des com as disciplinas de filosofia, sociologia e história da arte. “Eram matérias novas para mim. Mas, este ano, vão mudar os professores des- “Ébomaproveitarosdoisprimeiros anosdoensinomédioparadescobrir aáreaquemaisseidentifica.Evocê sódescobreestudando” Ana Luiza Penha 15 anos, estudante ORGANIZAÇÃO Ana Luiza já prometeu: este ano, “aula dada, aula estudada”
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    7A CIDADEQUINTA-FEIRA, 21DE JANEIRO DE 2016QUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016 PLANEJE “Não basta estudar, tem que planejar”, diz o professor de língua portuguesa Luiz Cláudio Jubilato. E o planejamento deve começar desde o primeiro ano, e não só no último, quando o vestibular está mais próximo. O ensino médio é uma etapa muito importante na vida dos alunos. É a hora de descobrir todas as aptidões e pontos fracos. ESTEJA ATUALIZADO Você sabe o que é bagagem cultural? Ela tem a ver com tudo o que está acontecendo no mundo. Ou seja, compreender o país e o continente em que vive é importante. Também é fundamental entender as antigas e atuais principais relações de conflito do mundo. Para isso, além das aulas tradicionais, é essencial que o aluno utilize livros, jornal e internet a seu favor. LEIA BASTANTE A leitura é um hábito muito importante, independentemente da idade. Mas, o ensino médio traz o desafio da redação. Os principais vestibulares do país apostam na produção de texto e avaliam os estudantes através dela. Mas isso não significa que o aluno deve ler somente por obrigação. A literatura também é diversão. É necessário aprender a ler por prazer, ok? ESTUDE PARA SI Estudar para si é muito mais importante do que apenas estudar para passar na prova. Quando o aluno estuda um conteúdo apenas no dia anterior à prova, ele pode até conseguir a nota, mas não conseguirá absorver o conhecimento. Isso é um grande problema para ele mesmo. Estudar para si, pela vontade de aprender, para desenvolver habilidades, é sempre a melhor opção. CONVERSE COM O PROFESSOR Alguns alunos enfrentam problemas de timidez excessiva. Já outros têm receio de falar com o professor. Isso pode fazer com que dúvidas não sejam sanadas. Manter boa relação e diálogo com o professor é fundamental para que o processo de aprendizado seja garantido. O estudante não pode ter vergonha ou receio de perguntar. RESERVE TEMPO PARA O LAZER De vez em quando é bom lembrar que o estudante não é robô – sim, alguns se esquecem disso. Ter responsabilidade com os estudos é crucial para todos. Por outro lado, o lazer não deve ser exceção, mas uma regra. Isso não significa que o aluno deve fazer o que quiser e na hora que quiser. É preciso ter responsabilidade. Mas reservar um tempo para descontração é saudável. MASTRANGELO REINO / A CIDADE
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    10 A CIDADEQUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016 ENSINOSUPERIOR FOCO DEDICAÇÃO E DIFERENTES conta. “Eu levei mais em conside- ração como o curso é reconhecido no mercado de trabalho e no mer- cado internacional. Eu também le- vei em consideração o menor gasto que eu teria, porque a USP é uma faculdade boa e perto de casa”, en- sina Bruna. O investimento na educação su- perior tem muitos benefícios para o aluno que decide entrar em uma universidade. “O conhecimento é uma das questões, e a faculdade me permite conhecer muitos lugares. No Bra- sil faz muita diferença ter uma fa- culdade para o mercado de traba- lho, então, considero importante ter uma graduação”, finaliza a estu- dante de economia. O aluno que começa a faculda- de com o espírito de que essa fase é uma continuação do ensino mé- dio já entra em desvantagem. “É bem diferente [do ensino médio]. Você só aprende mesmo se for atrás do conhecimento”, ex- plica Bruna Fontes, uma vez alu- na do ensino médio e, agora, es- tudante de economia na FEA-USP de Ribeirão. “No ensino médio, algumas disciplinas o aluno talvez nem vá usar. Mas, na faculdade, tudo é necessário. Por isso, precisa pen- sar se é isso mesmo que você quer e se dedicar ainda mais”, comple- ta a estudante. Para fazer uma boa faculdade, é preciso levar alguns fatores em Quem escolhe fazer um curso superior deve levar os estudos a sério para se tornar um bom profissional e se destacar no mercado de trabalho
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    11A CIDADEQUINTA-FEIRA, 21DE JANEIRO DE 2016 WEBER SIAN / A CIDADE DEDICAÇÃO Bruna já avisa: a dedicação aos estudos na gradução é diferente QUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016 INSTITUIÇÃO COM BOA FORMAÇÃO Existem várias faculdades que o aluno sai graduado e com o diploma, mas sem o conhecimento necessário para atuar de forma satisfatória no mercado, pois não aprendeu tudo o que deveria durante o curso. É importante que a faculdade tenha bons convênios ou uma boa estrutura para que o aluno possa desenvolver suas habilidades. CONTATO COM PESSOAS INFLUENTES Fazer novos contatos e estar próximo a pessoas importantes e que são referência na área de atuação podem ajudar a conseguir uma melhor posição no mercado e um futuro emprego para o aluno. Sempre é bom fazer novos contatos, e as palestras e eventos da área costumam ser bons locais para isso. MERCADO DE TRABALHO Fazer um bom curso de graduação em uma boa faculdade ou universidade permite ao aluno ter mais chances de fazer um bom estágio, que pode até ser realizado na própria instituição ou até em uma empresa da área. Com isso, as empresas procuram o aluno recém-formado para ele atuar no mercado de trabalho. BONS PROFESSORES Ter aula com bons professores ao longo do curso ajuda o aluno não só nos estudos, mas também na hora de conquistar uma vaga no mercado de trabalho. Além disso, os professores são fontes de bons conselhos e podem ajudar você na hora de tomar uma decisão profissional importante.
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    12 A CIDADEQUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016 MILENA AUREA / A CIDADE Cursos de pós ou de MBA trazer mais especialização e força ao currículo do profissional Depois de quatro ou cin- co anos estudando muito pa- ra a graduação, existe fôle- go para uma pós-graduação? Claro que existe. Tanto a pós-graduação quanto cursos como MBA tem o objetivo de trazer es- pecialização de um profissio- nal em determinada área. A bióloga Roberta Paolino, por exemplo, optou por se espe- cializar em Biologia Ambien- tal na USP Ribeirão. Motivos não faltam. “Um motivo mais pessoal é o caminho que pre- cisa ser feito para conseguir um emprego desejado e es- ses títulos acabam facilitan- do algumas coisas, como passar em um concurso pú- blico, por exemplo, ou seguir MAIS CONHECIMENTO ESPECIALIZADO na carreira acadêmica”, expli- ca. “Fazer uma pós-gradua- ção pode ser uma chance de sair do país e conhecer uma nova cultura”, acrescenta. E atenção: muda muita coisa. “É difícil deixar uma turma que você está acostu- mado e mudar para uma em que não conhece ninguém. O tipo de sala de aula tam- bém muda, porque pode ter uma sala com 80 alunos ou uma com quatro alunos.” As pesquisas no Bra- sil costumam ser baseadas na pós-graduação e são im- portantes para o desenvolvi- mento do país e também dos pesquisadores. Para fazer uma boa pesquisa, é preciso alguns cuidados. “Fazer em um bom local e o momento que a pessoa atravessa é im- portante, para verificar o que será levado em consideração para fazer o curso, inclusi- ve as limitações que podem existir tanto na vida pessoal quanto na profissional”, avi- sa Roberta. “Fazerumapós-graduação podeserumachancede sairdopaíseconheceruma novacultura” Roberta Paolino Bióloga e aluna de pós-graduação em Biologia Ambiental ÁREA QUE VOCÊ QUER TRABALHAR O curso deve ter professores e pesquisadores que sejam referência no assunto que você quer trabalhar – isso é fundamental para crescer profissionalmente e a experiência de conhecer pessoas que tenham bastante conhecimento no assunto é importante. VERIFIQUE A NOTA DA CAPES Os cursos são avaliados pela Capes, um órgão governamental que avalia os professores e alunos de todos os cursos de pós-graduação do país. Os cursos mais bem avaliados recebem a nota sete e os cursos que estão começando recebem nota de 3 a 4. FINANCIAMENTO PARA A PESQUISA Os órgãos federais que oferecem bolsas são a Capes e o CNPq e quanto maior a nota do programa, mais bolsas ele deve receber para os alunos. O financiamento pode vir também pelos órgãos financiadores estaduais, mas o aluno deve verificar como ele funciona antes. ESCOLHA BEM O ORIENTADOR Ele é quem vai te acompanhar ao longo da pesquisa e é importante ter uma empatia com ele e com o ritmo de trabalho dele para crescer profissionalmente. O orientador também deve apresentar desafios e novas perspectivas na área de atuação. CONHEÇA AS DISCIPLINAS Verifique a grade curricular e as disciplinas oferecidas – tanto na pós quanto também no MBA. Isso é fundamental para saber se a área é compatível como que você deseja. Na pós, vale a pena saber também se é possível fazer disciplinas em outros cursos. INSCRIÇÕES E PROCESSO SELETIVO Saiba quando será realizado o período de inscrições e se existe algum tipo de processo seletivo para garantir a vaga. Esse planejamento é fundamental para saber o tipo de avaliação pela qual passará (prova ou entrevista) e quando o curso, de fato, tem início. PÓS/MBA FOCO Roberta vê na pós uma possibilidade de até conhecer outros países
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    14 A CIDADEQUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016 IDIOMAS MUNDO TODO O EM AULAS Porém, Domingues Júnior, ao projetar o futuro da sua trajetória profissional, pensa em empregar seu dinheiro em aulas para se fami- liarizar com o inglês. “Não tem como ficar sem ter es- se conhecimento. Saber a língua de qualquer outro país é indispen- sável. Se você não for atrás disso, é inevitável você ficar para trás no mercado”, diz. Ainda segundo o supervisor operacional, existe um outro fator faz com que queira aprender ou- tro idioma. “Daqui um tempo, quero pas- sar uma temporada fora do Bra- sil e não dá para fazer isso sem ter uma noção mínima do vocabulário e da cultura de um país estrangeiro. Você acaba passando apuro e não consegue aproveitar”, explica. Estudar um novo idioma faz toda a diferença para a vida profissional – e também para a bagagem cultural das pessoas O cotidiano corrido de traba- lho dificultou os planos do supervi- sor operacional Renato Domingues Júnior, 22 anos, em aprender qual- quer palavra que não fosse dita ou escrita em português. “Trabalho até tarde e, na maio- ria das vezes, na rua, fora do escri- tório da empresa. Fico correndo o dia todo, resolvendo as demandas que a organização precisa. Esse ti- po de atividade impossibilitou que eu viabilizasse esse tipo de estudo antes”, afirma.
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    15A CIDADEQUINTA-FEIRA, 21DE JANEIRO DE 2016QUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016 RAPIDEZ DIFERENTE DE RESULTADO Não busque a solução mais rápida para solucionar possíveis problemas com idioma. É preciso saber, sobretudo, que isso não é um produto e sim um conhecimento que você busca adquirir. Não existem soluções mágicas quando tratamos de aprendizagem. EVITE A CHATICE Quando estamos, antes de tudo, dispostos a aprender de maneira sólida um novo idioma, é preciso saber que isso será uma ferramenta de intercâmbio cultural, de troca de experiência e conhecimento. Por isso, as aulas devem ser agradáveis e leves. VALORIZE A CONCENTRAÇÃO Evite a todo custo os cursos de línguas cujas aulas sejam ministradas em ambientes que não favoreçam a concentração e desprezem a necessidade de uma rotina sistemática de estudos. Os bons cursos são aqueles que exigem tempo e dedicação do aluno. INSIRA O ESTUDO NO DIA A DIA Prefira um curso onde o modelo pedagógico relacione o conteúdo ministrado em sala de aula com coisas que o aluno está vivendo naquele momento. INTERAÇÃO Busque sempre, de toda forma, por um curso onde haja uma facilidade na interação entre os alunos. Também é importante o contato com pessoas que já têm um conhecimento prévio de uma língua estrangeira ou que, pelo menos, estejam aprendendo. EVITE COMPARAÇÕES Evite aprender um novo idioma comparando-o ao que você já possui. Cada língua, bem como cada cultura, tem sua própria identidade. Tente somar conhecimentos e não traduzi-los. A prática é o segredo do aprendizado. Deixe-se envolver pelo que aprendeu. TROCA Procure também por cursos onde você não guarde para si qualquer conhecimento ou descoberta que tiver na nova língua que está aprendendo. Trocar e compartilhar novos conhecimentos são componentes essenciais para a consolidação do aprendizado. MEMORIZAÇÃO Escolha um lugar que facilite a memorização do conteúdo passado. Cursos que incentivam a leitura e a interpretação de textos contribuem para isso. START Renato encontrou um tempo na agenda corrida para fazer aulas de inglês MATHEUS URENHA / A CIDADE
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