Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa




Microbiologia                               Afonso Cardoso e Pedro Santos
                                                   Assistente: Dra. Lia Oliveira
23 de Novembro de 2009                                                      TP2
Sumário
Tipos e eficácia conferida de vacinas contra a meningite
causada por:


 Haemophilus influenzae

 Streptococcus pneumoniae

 Neisseria meningitidis



                                                       2
Haemophilus influenzae
 Causa      frequente    de
  meningites em crianças não
  vacinadas.

 6 serotipos capsulares (A a F).

 O B é o mais perigoso 
  Vacina para antigénio B



                                    3
Haemophilus influenzae
 A 1º vacina Hib era composta
 exclusivamente             por
 polissacarídeos   e   portanto
 pouco eficaz.

 Conjugou-se depois      com
 proteínas para ser       mais
 imunogénica.

 De       momento    dá-se
 conjuntamente com a vacina
 tríplice.
                                  4
Haemophilus influenzae
 Vacina incluída no Programa Nacional de Vacinação:


   1ª dose: 2 meses

   2ª dose: 4 meses

   3ª dose: 6 meses

   4ª dose: 18 meses


                                                       5
Haemophilus influenzae
 A vacina tem uma eficácia de 95-100% (tipo B).

 Nos EUA antes da vacina havia 20.000 casos infecciosos
  em crianças com menos de 5 anos por ano.

 Depois da vacina esse número reduziu para 15 casos em
  2006.




                                                           6
Haemophilus influenzae




                         7
Haemophilus influenzae
 No entanto, em países em desenvolvimento as doenças
 causadas por este agente ainda são frequentes.




                                                        8
Streptococcus pneumoniae
 Agente  de meningite
 mais    frequente    no
 adulto    (50%    casos
 declarados).

 Crianças e idosos com >
 risco de infecção.


                            9
Streptococcus pneumoniae
 Vacinas contra a meningite pneumocócica ainda não está
  incluída no PNV.

 Administrada gratuitamente (heptavalente) em quatro
  doses apenas às crianças pertencentes a grupos de risco
  em 2009.

 Vacinação voluntária: elevado custo.

                                                        ®


                                                            10
Streptococcus pneumoniae
 Vacina polissacarídica 23-valente (PPSV)
    Apresenta 23 serótipos capsulares.
    Constituída por hidratos de carbono; sem proteínas.
    Baixo valor imunogénico (grupos de ‘risco’).

 Vacina conjugada heptavalente (Pn7) (2000)
    Polissacáridos de vários serótipos capsulares (14, 6B, 19F, 18C,
     23F, 4 e 9V) conjudados a uma proteína – toxóide – activação
     linfocitária (PT-proveniente do agente do tétano)

 Futuro: Vacina 13-valente (inclui 6 novos serótipos à anterior)

                                                                        11
Vacina 23-valente              Potencial cobertura vacinal
    2, 8, 9N, 10A, 11A
 12F, 15B, 17F, 20 22F, 33F


 Vacina 13-valente                               7-VALENTE               23-VALENTE
         1, 5, 7F
       3 , 6A, 19A
                                  < 2 anos        62,3%                      86,0%


Vacina conjugada 7-           ≥ 2anos – 6 anos    60,0%                      100%
      valente
 4, 6B, 9V, 14, 18C, 19F,
           23F                   ≥60 anos         35,1%                      80,7%


                                                             Fonte: Aulas teóricas de Microbiologia




                                                                                                 12
Streptococcus pneumoniae




                           13
“Em 2010 vai ser lançada no mercado uma nova vacina contra a
meningite pneumocócica. E, segundo a Direcção-Geral de Saúde,
pode vir a ser incluída no Plano Nacional de Vacinação (PNV),
depois     de       a     actual    ter     sido     excluída.

O novo produto protege contra 13 estirpes da bactéria, enquanto a existente no mercado combate sete. No início do ano, o
laboratório farmacêutico que a comercializa, a Wyeth, pediu autorização à Agência Médica Europeia (EMEA) para a sua introdução
no                                                                                                                    mercado.


A maior protecção e eficácia, que a nova vacina promete, leva a
subdirectora-geral da Saúde, Graça Freitas, a admitir a
possibilidade desta ser incluída no PNV. "Estamos a estudar essa
hipótese, mas ainda é só isso“.

                                                                            @ Diário de Notícias, 16 de Janeiro de 2009


                                                                                                                             14
“A integração da vacina contra a meningite
pneumocócica no Plano Nacional de Vacinação (PNV) é
uma das medidas incluídas no programa do XVIII
Governo.”
                              @ Pais e Filhos, 3 de Novembro de 2009




                                                                   15
Neisseria meningitidis
 Vulgo meningococcus.

 Causa meningites e
  meningococémia.

 13 serogrupos – A, B, C, Y e
  W135 como causadores de
  doença em humanos.

 Em Portugal os mais
  frequentes são os B e C.
                                 16
Neisseria meningitidis
 Há vacinas para todos os serogrupos excepto para o
 grupo B.

 Vacina grupo B  pouco imunogénica.

 Monovalentes (A ou C), divalentes (A e C) ou
 quadrivalentes (A, C, Y, W135).



                                                       17
Neisseria meningitidis

 As vacinas com polissacáridos não são muito eficazes para
  crianças com menos de 2 anos e produzem uma
  imunidade limitada.

 Vacinas conjugadas com toxóides são mais eficazes.




                                                          18
Neisseria meningitidis
 O Reino Unido foi o primeiro país a utilizar a vacina
 conjugada contra o serogrupo C (reduzindo os casos em
 81%).




                                                          19
Neisseria meningitidis
 A vacina conferiu imunidade de grupo.




                                          20
Neisseria meningitidis
 Existe a preocupação que ocorra selecção               do
  meningococccus tipo B para o qual não existe vacina.

 Introdução da vacina quadrivalente nos EUA.

 Vacina incluída no Programa Nacional de Vacinação
  (2006):

   1ª dose: 3 meses
   2ª dose: 5 meses
   3ª dose: 15 meses

                                                              21
Bibliografia
 MURRAY, Patrick R.;ROSENTHAL, Ken S.; PFALLER, Michael A.; Medical Microbiology, 6ª
    edição, 2009, Mosby Elsevier
   http://www.cdc.gov/ncidod/dbmd/diseaseinfo/haeminfluserob_t.htm
   http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/informacoes+uteis/vacinacao/vacinas.h
    tm
   http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000400013
   http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0021-75572006000400005&script=sci_arttext
   http://www.sciencemuseum.org.uk/on-line/genes/images/1-3-3-1-1-1-6-2-0-0-0.jpg
   http://pharm.cch.org.tw/newdrug/search.php?action=pop&pagenum=2
   http://portal.alert-
    online.com/?key=680B3D50093A6A002E42140A321A2A5C0B683E0A7607517D605879
   Gina Rubino, Daniel Machado, [ET AL]; Vacinação com a vacina pneumocócica conjugada
    heptavalente – Amostragem da consulta de pediatria geral do Hospital Pediátrico de
    Coimbra


                                                                                          22

Vacinas da meningite

  • 1.
    Faculdade de Medicinada Universidade de Lisboa Microbiologia Afonso Cardoso e Pedro Santos Assistente: Dra. Lia Oliveira 23 de Novembro de 2009 TP2
  • 2.
    Sumário Tipos e eficáciaconferida de vacinas contra a meningite causada por:  Haemophilus influenzae  Streptococcus pneumoniae  Neisseria meningitidis 2
  • 3.
    Haemophilus influenzae  Causa frequente de meningites em crianças não vacinadas.  6 serotipos capsulares (A a F).  O B é o mais perigoso  Vacina para antigénio B 3
  • 4.
    Haemophilus influenzae  A1º vacina Hib era composta exclusivamente por polissacarídeos e portanto pouco eficaz.  Conjugou-se depois com proteínas para ser mais imunogénica.  De momento dá-se conjuntamente com a vacina tríplice. 4
  • 5.
    Haemophilus influenzae  Vacinaincluída no Programa Nacional de Vacinação:  1ª dose: 2 meses  2ª dose: 4 meses  3ª dose: 6 meses  4ª dose: 18 meses 5
  • 6.
    Haemophilus influenzae  Avacina tem uma eficácia de 95-100% (tipo B).  Nos EUA antes da vacina havia 20.000 casos infecciosos em crianças com menos de 5 anos por ano.  Depois da vacina esse número reduziu para 15 casos em 2006. 6
  • 7.
  • 8.
    Haemophilus influenzae  Noentanto, em países em desenvolvimento as doenças causadas por este agente ainda são frequentes. 8
  • 9.
    Streptococcus pneumoniae  Agente de meningite mais frequente no adulto (50% casos declarados).  Crianças e idosos com > risco de infecção. 9
  • 10.
    Streptococcus pneumoniae  Vacinascontra a meningite pneumocócica ainda não está incluída no PNV.  Administrada gratuitamente (heptavalente) em quatro doses apenas às crianças pertencentes a grupos de risco em 2009.  Vacinação voluntária: elevado custo. ® 10
  • 11.
    Streptococcus pneumoniae  Vacinapolissacarídica 23-valente (PPSV)  Apresenta 23 serótipos capsulares.  Constituída por hidratos de carbono; sem proteínas.  Baixo valor imunogénico (grupos de ‘risco’).  Vacina conjugada heptavalente (Pn7) (2000)  Polissacáridos de vários serótipos capsulares (14, 6B, 19F, 18C, 23F, 4 e 9V) conjudados a uma proteína – toxóide – activação linfocitária (PT-proveniente do agente do tétano)  Futuro: Vacina 13-valente (inclui 6 novos serótipos à anterior) 11
  • 12.
    Vacina 23-valente Potencial cobertura vacinal 2, 8, 9N, 10A, 11A 12F, 15B, 17F, 20 22F, 33F Vacina 13-valente 7-VALENTE 23-VALENTE 1, 5, 7F 3 , 6A, 19A < 2 anos 62,3% 86,0% Vacina conjugada 7- ≥ 2anos – 6 anos 60,0% 100% valente 4, 6B, 9V, 14, 18C, 19F, 23F ≥60 anos 35,1% 80,7% Fonte: Aulas teóricas de Microbiologia 12
  • 13.
  • 14.
    “Em 2010 vaiser lançada no mercado uma nova vacina contra a meningite pneumocócica. E, segundo a Direcção-Geral de Saúde, pode vir a ser incluída no Plano Nacional de Vacinação (PNV), depois de a actual ter sido excluída. O novo produto protege contra 13 estirpes da bactéria, enquanto a existente no mercado combate sete. No início do ano, o laboratório farmacêutico que a comercializa, a Wyeth, pediu autorização à Agência Médica Europeia (EMEA) para a sua introdução no mercado. A maior protecção e eficácia, que a nova vacina promete, leva a subdirectora-geral da Saúde, Graça Freitas, a admitir a possibilidade desta ser incluída no PNV. "Estamos a estudar essa hipótese, mas ainda é só isso“. @ Diário de Notícias, 16 de Janeiro de 2009 14
  • 15.
    “A integração davacina contra a meningite pneumocócica no Plano Nacional de Vacinação (PNV) é uma das medidas incluídas no programa do XVIII Governo.” @ Pais e Filhos, 3 de Novembro de 2009 15
  • 16.
    Neisseria meningitidis  Vulgomeningococcus.  Causa meningites e meningococémia.  13 serogrupos – A, B, C, Y e W135 como causadores de doença em humanos.  Em Portugal os mais frequentes são os B e C. 16
  • 17.
    Neisseria meningitidis  Hávacinas para todos os serogrupos excepto para o grupo B.  Vacina grupo B  pouco imunogénica.  Monovalentes (A ou C), divalentes (A e C) ou quadrivalentes (A, C, Y, W135). 17
  • 18.
    Neisseria meningitidis  Asvacinas com polissacáridos não são muito eficazes para crianças com menos de 2 anos e produzem uma imunidade limitada.  Vacinas conjugadas com toxóides são mais eficazes. 18
  • 19.
    Neisseria meningitidis  OReino Unido foi o primeiro país a utilizar a vacina conjugada contra o serogrupo C (reduzindo os casos em 81%). 19
  • 20.
    Neisseria meningitidis  Avacina conferiu imunidade de grupo. 20
  • 21.
    Neisseria meningitidis  Existea preocupação que ocorra selecção do meningococccus tipo B para o qual não existe vacina.  Introdução da vacina quadrivalente nos EUA.  Vacina incluída no Programa Nacional de Vacinação (2006):  1ª dose: 3 meses  2ª dose: 5 meses  3ª dose: 15 meses 21
  • 22.
    Bibliografia  MURRAY, PatrickR.;ROSENTHAL, Ken S.; PFALLER, Michael A.; Medical Microbiology, 6ª edição, 2009, Mosby Elsevier  http://www.cdc.gov/ncidod/dbmd/diseaseinfo/haeminfluserob_t.htm  http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/informacoes+uteis/vacinacao/vacinas.h tm  http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000400013  http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0021-75572006000400005&script=sci_arttext  http://www.sciencemuseum.org.uk/on-line/genes/images/1-3-3-1-1-1-6-2-0-0-0.jpg  http://pharm.cch.org.tw/newdrug/search.php?action=pop&pagenum=2  http://portal.alert- online.com/?key=680B3D50093A6A002E42140A321A2A5C0B683E0A7607517D605879  Gina Rubino, Daniel Machado, [ET AL]; Vacinação com a vacina pneumocócica conjugada heptavalente – Amostragem da consulta de pediatria geral do Hospital Pediátrico de Coimbra 22