UFCD | MÓDULO: 5440 – COMUNICAÇÃO
INTERPESSOAL E ASSERTIVIDADE
(4 DEZ 2024)
FORMADOR/A: SUSANA GUIMARÃES
Conteúdos:
• Reflexão sobre a atividade da aula anterior
• A comunicação como objeto de dinamização de uma equipa de
trabalho
• Círculo de preocupação vs círculo de controlo
• Estilos de comportamento e comportamento assertivo
• Estilos típicos de comportamento
• Dimensões do comportamento assertivo
• Componente emocional da assertividade
• Desenvolvimento da assertividade
A comunicação como objeto de
dinamização de uma equipa de trabalho
A comunicação como objeto de
dinamização de uma equipa de trabalho
O que é uma equipa?
Grupo de pessoas que trabalha em
conjunto para um determinado
serviço ou objetivo comum.
Interdependentes uns dos outros.
Qual a importância da comunicação
nas equipas?
A comunicação como objeto de
dinamização de uma equipa de trabalho
Saber comunicar em equipa – benefícios
Produtividade
Relações
saudáveis
Mais partilha
Melhores ideias
Maior evolução
individual e
grupo
Confiança
Saber comunicar em equipa – benefícios
Comunicação ineficaz leva a:
• Mau ambiente
• Desmotivação
• Conflitos
• Diminuição da produtividade
Saber comunicar em equipa –
necessidades
• https://www.youtube.com/watch?v=sSQL5BCaCzE
Saber comunicar em equipa –
necessidades
• Envolver a equipa nos processos de decisão
• Saber escutar
• Dar e pedir feedback construtivo
• Reformulação (backtracking)
• Momentos de auto e hétero avaliação bem conduzidos
• Momentos próprios para partilhas entre equipa (colegas e superiores)
• Minimizar a distorção da informação – minimizando os intervenientes
(comunicação mais objetiva e direta)
• Interesse e respeito pela pessoa
Saber comunicar em equipa –
necessidades
• Partilhar objetivos, desafios e resultados com a
equipa de trabalho
• Reconhecer os resultados e esforço da equipa
e valorizar
Saber comunicar em equipa
• Não terceirizes a responsabilidade pela tua
vida, relações e comunicação.
• Há sempre algo que está no teu poder. Não
podes mudar o outro, nem o contexto.
• Podes mudar a ti e consequentemente
influenciar o contexto.
Saber comunicar em equipa
Saber comunicar em equipa
Saber comunicar em equipa
Saber comunicar em equipa
Saber comunicar em equipa
Em que lugar estás? Onde colocas a tua
atenção?
Tu és o maior responsável pelos
teus resultados!
• https://www.youtube.com/watch?v=313Nmy7jnsw
Atividade prática
• O que retiram de toda esta informação para
aplicar no contexto de comunicação e relações
no trabalho?
• Que mudanças podem aplicar na vossa conduta
para melhorar a comunicação? (mínimo 3)
• Que sugestões têm para a instituição de forma a
melhorar a comunicação interna? (mínimo 3)
• Quais são as situações mais
desafiantes e que geram
mais conflitos no trabalho?
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Estilos típicos do comportamento
assertivo
Uma pessoa assertiva é capaz de expressar o mais
diretamente possível o que pensa, o que deseja,
escolhendo um conjunto de atitudes adequadas
para cada situação, de acordo com o local e o
momento.
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Estilos típicos do comportamento
assertivo
É uma forma comportamental de comunicar que
significa afirmar o que eu quero, sinto e penso,
dando simultaneamente espaço de afirmação ao outro.
A assertividade é um treino sistemático, em que o
indivíduo tem de reaprender a autenticidade através
de uma prática gradual e regular.
Ser verdadeiro não consiste em "dizer tudo o que me
vem à cabeça", mas sim em exprimir-me eficazmente,
tendo como objetivo a evolução satisfatória e realista
da situação.
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Estilos típicos do comportamento
assertivo
• Está à vontade na relação face a face;
• É verdadeiro consigo mesmo e com os outros, não
dissimulando os seus sentimentos;
• Coloca as coisas de forma clara e objetiva aos outros, negociando
na base de objetivos precisos e claramente determinados;
• Procura compromissos realistas, em caso de desacordo;
• Negoceia na base de interesses mútuos e não mediante ameaças;
• Não deixa que o pisem;
• Estabelece com os outros uma relação fundada na confiança
e não na dominação nem no calculismo
• Ninguém é 100% assertivo com todas as pessoas e em todas as
situações.
Particularidades do perfil assertivo
Comunicação
eficaz
Respeito Clareza Objetividade
Confiança
Entendimento
entre partes
Direto
Particularidades do perfil assertivo
• Passa segurança através da sua comunicação, abrindo
possibilidades de reflexão e respostas para os demais.
• Sem barreiras para se expressar adequadamente,
consegue definir uma posição, evitando assim qualquer
dúvida.
• Está aberta ao compromisso e à negociação. Aceita
que os outros pensem de forma diferente da sua:
respeita as diferenças e não as rejeita nem julga.
Particularidades do perfil assertivo
 Empatia
 Objetividade
 Honestidade
 Flexibilidade
 Autoconhecimento e
autocontrolo
Direitos que precisamos
relembrar para podermos ser
mais assertivos
Estilos típicos do comportamento
assertivo
• Fatores essenciais
Tom de voz
adequado
Postura
aberta
Bom contacto
visual
Atenção à
linguagem
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Estilos típicos do comportamento
assertivo
APOIO / INTERESSE
DIRETIVO/GUIA
ANALÍTICO
EXPRESSIVO
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Estilos típicos do comportamento
assertivo
APOIO / INTERESSE
• Este estilo comunica calor, cuidado e
interesse pelos outros.
• O conteúdo é apresentado de um modo
direto, honesto e respeitoso.
• Mantém uma consciência dos sentimentos
dos outros.
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Estilos típicos do comportamento
assertivo
DIRECTO / GUIA
• É um estilo impessoal que comunica uma
abordagem não absurda e autoritária e uma
preocupação com os resultados.
• É um estilo firme, mas respeitoso que usa
diretivas em vez de pedidos. Não tem nada a
ver com ser “mandão” ou “ditador”.
• Comunica crenças e opiniões
apropriadamente, bem como ordens.
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Estilos típicos do comportamento
assertivo
ANALÍTICO
• Também é impessoal e realista.
• Comunica factos, informação, pensamentos
e probabilidades.
• Usa pedidos em vez de diretivas para obter
resultados.
• O estilo ”Direto / Guia” assenta no “diz-lhes”,
enquanto este é um estilo “pede-lhes”.
• É calmo e sem emoção.
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Estilos típicos do comportamento
assertivo
EXPRESSIVO
• Este estilo é animado, enérgico, espontâneo e
emocional.
• Neste estilo, os sentimentos, os gostos e as
aversões, os desejos e as necessidades são
comunicados de forma aberta e expressiva.
• Aqueles que usam este estilo são
normalmente intuitivos, criativos, espontâneos
e vivos.
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Estilos típicos do comportamento
assertivo
Quando é que se deve usar uma atitude assertiva?
•Quando é necessário comunicar qualquer coisa de
desagradável a alguém.
•Quando se pretende pedir qualquer coisa de
invulgar.
•Quando é necessário dizer NÃO àquilo que alguém
pede
•Quando se é alvo de uma crítica.
•Quando se pretende desmascarar uma
manipulação.
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Dimensões do comportamento
assertivo
Tipos de comportamentos esperados:
• Ser capaz de dizer não;
• Faça críticas construtivas;
• Saber dar e receber elogios;
• A capacidade de iniciar, manter e encerrar conversas;
• Dê opiniões, mesmo que discordem das dos demais;
• Sabe expressar os próprios sentimentos, positivos e negativos;
• Fala de si mesmo e não do outro, o que implica colocar a
conversa na primeira pessoa: “Eu acredito, parece-me, eu
sinto”.
Como desenvolver a assertividade?
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Como desenvolver a assertividade?
Expressão do problema: Fazê-lo de forma
objetiva, clara e concisa, com factos.
Desacordo verbal: utilizar uma fórmula breve com
"não estou de acordo com...", ou "não estou
disposto/não consigo a fazê-lo...".
Pedido de mudança de conduta: Invés de focar
no problema, deve-se oferecer ao recetor uma
informação de como espera que ele se comporte
no futuro, um comportamento alternativo.
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Atitudes base da comunicação
assertiva _ componente emocional
Adaptabilidade: É a capacidade de nos
adaptarmos ao tipo de comunicação do outro.
Ex: se estamos a falar com adultos falamos de
uma forma diferente de quando estamos a falar
com crianças; falar com um familiar é diferente
de falar com desconhecido.
Autocontrolo e gestão emocional: É a nossa
capacidade de controlar os nossos sentimentos
e emoções negativas de modo a não
interferirem na relação com o outro
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Atitudes base da comunicação
assertiva _ componente emocional
Tolerância à frustração: Tem a ver com a nossa
resistência aos aspetos mais negativos da
nossa vida. Caracteriza-se pela capacidade de
gerir as tensões e conflitos nas nossas relações
com os outros.
Sociabilidade: Um comunicador assertivo deve
ter prazer em comunicar e relacionar-se
comos outros
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Atitudes base da comunicação
assertiva _ componente emocional
Auto Estima: a assertividade pressupõe a nossa
autoafirmação, é importante aprender a aceitar as
nossas características, de forma a desenvolver a
nossa autoestima, sem pessimismos,
condescendências ou suposições.
Determinação e clareza: força de vontade para
prosseguir com os nossos objetivos até ao fim.
Empatia: Consiste na capacidade de nos
colocarmos no lugar do outro, procurando
compreendê-lo, escutá-lo não fazendo juízos de valor
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Dimensões do comportamento
assertivo
Dimensão correta da situação envolve:
• Entender o que está em jogo (o real problema
a resolver, o objetivo da conversa);
• Contexto;
• Saber as potenciais emoções associadas à
situação;
• Ter clareza diante de quem eu sou, amigo,
autoridade, ente querido, colega de trabalho.
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Como desenvolver a assertividade?
• Com vontade
• Treino das ferramentas
• Repetição
• Atitude de melhoria contínua
Escuta ativa
• Permite ampliar a compreensão e interação com o
outro.
• Essencial para conseguirmos ter empatia
• Escutar realmente significa compreender as ideias
e modelos de pensamentos do outro.
• Aceitar incondicionalmente a sua estrutura de
referência. Não julgar. Não significa estar de
acordo ou em desacordo.
Escuta ativa
• Estar atento à linguagem não verbal e perceber o
que ela significa.
• A escuta ativa permite-nos estar focados no
outro e não nos nossos próprios pensamentos
(“silêncio interno”) para podermos identificar e
compreender as suas preocupações, objetivos,
crenças e valores.
Escuta ativa
O que implica?
• Estado de presença: estar atento à sua linguagem
verbal e não verbal
• Dar-lhe a oportunidade de falar sem interromper (ouvir
mais e falar menos)
• Cultivar a mente aberta (ouvir sem julgar e sem tirar
conclusões precipitadas)
• Respeitar os silêncios do outro
• Falar o necessário e na hora certa
• Demonstrar interesse genuíno, mantendo uma atitude
positiva e encorajadora
Escuta ativa - Ferramentas
• Silêncio
• Postura, linguagem corporal e contacto
ocular
• Pontuação
• Pedir permissão
• Expressão de perceção
• Reformular
O que precisam para sentir que estão a ser ouvidos?
Escuta ativa – ferramentas
Silêncio
• Evitar interferir e abster-se de expressar sentimentos,
reações, opiniões e comentários.
• Evitar interromper para fazer perguntas que cortem
inapropriadamente o seu raciocínio ou desrespeitem o seu
espaço de reflexão.
• Permite captar o ambiente mental, emocional e sensorial
da expressão da pessoa, ao mesmo tempo que permite
que este explore o seu território pessoal.
• É uma habilidade fulcral para a comunicação assertiva.
Escuta ativa – ferramentas
Postura, linguagem corporal e contacto ocular
• Adaptar-se à posição do seu interlocutor, de forma a
sincronizar-se com o seu comportamento (rapport deve
estar presente durante toda a sessão).
• A nossa linguagem corporal é facilmente percebida pela
maioria das pessoas - conseguem perceber se está em
presença ativa e recetiva ou, pelo contrário, se não está
totalmente presente.
• O contacto ocular transmite que a atenção está focada
no interlocutor.
Escuta ativa – ferramentas
Pontuação
• Quando estamos a escutar ativamente, daremos
sinais de “pontuação” como acenar com a cabeça ou ir,
ocasionalmente, dizendo “sim…”, “e…”, “então…”
(palavras curtas de uma só sílaba)
• Demonstra que está sincronizado e conectado com ele.
• É preciso dosear apropriadamente esta pontuação,
tendo em conta as diferentes pessoas, as suas
necessidades específicas e a situação concreta.
Escuta ativa – ferramentas
Pedir permissão
• Respeitamos o espaço de reflexão do outro, por
isso pede permissão antes de se introduzir na sua
estrutura de referência.
• Caso haja um discurso demasiado longo, podemos
perguntar algo como “Posso interrompe-lo?” ou
“posso fazer uma pergunta desafiante sobre esse
assunto?”.
Escuta ativa – ferramentas
Expressão de perceções
• Por vezes, pode ser benéfico expressar as suas
perceções sobre o que observa no interlocutor,
colocando uma pergunta para validar as mesmas,
de forma a ajudá-lo a tomar consciência de algo
que possa ter escapado à sua atenção.
• Exemplo: “Tenho a impressão de que esta última
opção que apresentou não é a que mais o motiva,
estou certo?”.
Escuta ativa – ferramentas
Reformular/backtracking
• Trata-se de voltar a expressar uma ideia complexa
ou extensa desenvolvida.
• Utiliza-se as palavras ou expressões chave similares
às utilizadas por ele, o que pressupõe uma escuta
ativa apurada.
• Essencial perguntar se está correta a reformulação
pois a pessoa pode não estar de acordo ou querer
acrescentar algo.
Escuta ativa – ATIVIDADE
Escuta ativa
Na escuta ativa NÃO devemos:
• Desviar o olhar do interlocutor
• Discutir
• Interromper ou falar ao mesmo tempo
• Tirar conclusões prematuras
• Dar conselhos sem nos pedirem
• Deixar-nos influenciar demasiado pelas emoções
• Utilizar gestos de distração
• Falar com colegas ao mesmo tempo
• Fazer promessas que não se possam cumprir
Escuta ativa
• É contrariar a tendência que temos para ouvir o
que queremos ouvir e ver o que queremos ver.
• Ajuda a minimizar as barreiras de comunicação e
garantir que a mensagem recebida por nós é o
mais próxima daquela que o emissor desejava
transmitir
Conceito de contexto comum
• Temos mais tendência e facilidade em confiar e
relacionarmo-nos com pessoas com as quais nos
identificamos, por isso, a criação de um contexto
em comum, de similaridades, pode facilitar o
processo comunicativo.
Conceito de contexto comum
• Uma das estratégias para isso é a utilização do
rapport.
• Essencial também na assertividade.
Estabelecimento do rapport
• O Rapport é a arte de criar e manter sintonia com o Coachee
e ajuda a obter melhores resultados na interação -> favorece
um clima de confiança e recetividade.
• Rapport é a capacidade de criar um contexto de aspetos
comuns com o outro
• O interlocutor sente-se mais próximo de nós, compreendido e
aceite no modelo que tem do mundo.
• Todos gostamos de pessoas que nos compreendem e revelam
ter algo em comum connosco. Quando assim é, a
comunicação flui facilmente e aumenta a nossa recetividade.
Estabelecimento do rapport
• É algo que fazemos de forma natural e inconsciente
mas pode ser desenvolvida e aprimorada de forma
constante.
• A técnica usada para criar Rapport é o
“espelhamento” - “espelhar” não é imitar!
• Podemos espelhar, de forma subtil, discreta e
elegante, a forma de comunicar de outra pessoa (o
seu comportamento verbal e não verbal)
• Para isso temos de prestar muita atenção ao nosso
interlocutor - calibração
Estabelecimento do rapport
Comportamentos que podem ser espelhados:
• Postura e movimentos corporais (não verbal)
• Expressões faciais (não verbal)
• Padrão de respiração (não verbal)
• Ritmo, tom e volume de voz (verbal)
• Palavras e expressões verbais (verbal)
• Backtracking ou reformulação (verbal)
Estabelecimento do rapport
Estabelecimento do rapport
• O Rapport é útil no processo de comunicação para
que se crie um clima de parceria e confiança.
• Precisamos de ter flexibilidade para ser capaz de
entrar na realidade do outro.
• Assim, o outro sente-se compreendido e na
presença de alguém familiar, o que facilita a
abertura para a comunicação e entendimento.
Estabelecimento do rapport
Como estabelecer Rapport?
• Use as palavras que o seu interlocutor utiliza
- Termos preferidos
- Backtracking (resumir os pontos chave usando as palavras do
cliente, acompanhado com o tom de voz e linguagem corporal)
• Use a mesma tonalidade, velocidade e volume de voz (fale as
palavras como ele as fala)
• Adote a mesma fisiologia do seu interlocutor (por exemplo:
posição das mãos, a forma como está sentado; sempre de
forma subtil)
• Use o nome da pessoa
Estabelecimento do rapport
Vídeo exemplo incorreto
Vídeo exemplo rapport e condução
Backtracking ou reformulação
• Repetir o que a pessoa disse usando as palavras
dela, de forma a garantir que entendeu e dar
oportunidade à pessoa de corrigir/complementar.
• Além de se sentir ouvida, valorizada e
compreendida.
Quando somos o emissor: questionar o que a outra
pessoa entendeu do que dissemos.
Técnica da cebola
• Tal como a cebola tem várias camadas, aquilo que
dizemos e as palavras que escolhemos também.
• Em vez de assumirmos que sabemos o que a pessoa
quer dizer com determinada questão ou expressão,
perguntar o que a pessoa quer dizer.
Ir a fundo nas questões. Muitas vezes o problema não
é o problema, há algo mais por detrás.
Empatia
Empatia - teste
• Leia com atenção cada frase e responda com o
máximo de sinceridade. Não existe certo ou
errado. O importante é que seja sincero.
1.Quando alguém está animado(a), tendo a ficar
animado(a) também”.
• Nunca (0)
• Raramente (1)
• Às Vezes (2)
• Quase Sempre (3)
• Sempre (4)
Empatia - teste
2.”A infelicidade ou desgraça das outras pessoas
abala-me muito”.
• Nunca (0)
• Raramente (1)
• Às Vezes (2)
• Quase Sempre (3)
• Sempre (4)
Empatia - teste
3.”Incomoda-me ver alguém ser tratado(a) com
desrespeito”.
• Nunca (0)
• Raramente (1)
• Às Vezes (2)
• Quase Sempre (3)
• Sempre (4)
Empatia - teste
4.”Eu fico contagiado quando outra pessoa próxima
a mim está feliz”.
• Nunca (0)
• Raramente (1)
• Às Vezes (2)
• Quase Sempre (3)
• Sempre (4)
Empatia - teste
5.”Eu gosto de fazer outras pessoas sentirem-se bem”.
• Nunca (0)
• Raramente (1)
• Às Vezes (2)
• Quase Sempre (3)
• Sempre (4)
Empatia - teste
6.”Eu tenho compaixão e preocupação pelas pessoas que são
menos privilegiadas do que eu”.
• Nunca (0)
• Raramente (1)
• Às Vezes (2)
• Quase Sempre (3)
• Sempre (4)
Empatia - teste
7.”Quando um(a) amigo(a) começa a falar dos seus problemas,
mantenho a conversa sem mudar de assunto”.
• Nunca (0)
• Raramente (1)
• Às Vezes (2)
• Quase Sempre (3)
• Sempre (4)
Empatia - teste
8.”Posso dizer quando outras pessoas estão tristes mesmo se
elas não disserem nada”.
• Nunca (0)
• Raramente (1)
• Às Vezes (2)
• Quase Sempre (3)
• Sempre (4)
Empatia - teste
9.”Sinto que estou em sintonia com o humor das outras
pessoas”.
• Nunca (0)
• Raramente (1)
• Às Vezes (2)
• Quase Sempre (3)
• Sempre (4)
Empatia - teste
10.”Sinto compaixão pelas pessoas que provocaram seus
próprios problemas”.
• Nunca (0)
• Raramente (1)
• Às Vezes (2)
• Quase Sempre (3)
• Sempre (4)
Empatia - teste
11.”Fico sensibilizado(a) quando alguém chora”.
• Nunca (0)
• Raramente (1)
• Às Vezes (2)
• Quase Sempre (3)
• Sempre (4)
Empatia - teste
12.”Estou muito interessado(a) em como as outras pessoas se
sentem”.
• Nunca (0)
• Raramente (1)
• Às Vezes (2)
• Quase Sempre (3)
• Sempre (4)
Empatia - teste
13.”Sinto uma forte necessidade de ajudar quando vejo que
alguém está mal”.
• Nunca (0)
• Raramente (1)
• Às Vezes (2)
• Quase Sempre (3)
• Sempre (4)
Empatia - teste
14.”Quando vejo alguém sendo tratado injustamente, sinto
piedade”.
• Nunca (0)
• Raramente (1)
• Às Vezes (2)
• Quase Sempre (3)
• Sempre (4)
Empatia - teste
15.”Eu acho legítimo quando as pessoas choram de
felicidade”.
• Nunca (0)
• Raramente (1)
• Às Vezes (2)
• Quase Sempre (3)
• Sempre (4)
Empatia - teste
16.”Quero defender e proteger as pessoas de quem foi tirada
alguma vantagem quando vejo uma situação do tipo”.
• Nunca (0)
• Raramente (1)
• Às Vezes (2)
• Quase Sempre (3)
• Sempre (4)
Empatia - teste
Resultados:
• Some os pontos e compare com os resultados a
seguir
• Fonte: Spreng RN, McKinnon MC, Mar RA, Levine B.
The Toronto Empathy Questionnaire: Scale development
and initial validation of a factor-analytic solution to
multiple empathy measures. J. Pers. Assmt.
2009.;91(1):62-71.
Empatia - teste
Resultados:
• 0 a 32 = baixíssimo nível de empatia. Você marcou muito
menos que a média neste teste. Na pesquisa original, a
média foi de 46 pontos.
• 33 a 45 = baixo nível de empatia. Você marcou menos que a
média neste teste. Na pesquisa original, a média foi de 46
pontos.
• 46 a 49 = bom nível de empatia. Você marcou na média
neste teste. Na pesquisa original, a média foi de 46 pontos.
• 50 a 59 = alto nível de empatia. Você marcou acima da
média neste teste.
• 60 a 64 = Altíssimo nível de empatia. Você marcou muito
acima da média neste teste.
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Empatia
Vídeo sobre empatia 1
Video 2:
https://www.youtube.com/watch?v=tJsGGsPNakw
Empatia
• Capacidade psicológica que permite, de uma
forma aprofundada e íntima, a compreensão de
ideias, sentimentos e motivações de outras
pessoas.
• A capacidade de “se colocar no lugar do outro”.
Empatia
• É através da empatia que se criam as pontes de
comunicação entre duas pessoas. Que se cria conexão.
Empatia
• Nem todos possuímos inatamente esta
característica.
• Mesmo quem a tem, poucos a sabem utilizar a seu
favor.
• Qualquer um a pode desenvolver.
Empatia
Se temos algo a dizer, é essencial sabermos escolher
a forma de, não só transmitir a ideia, mas faze-la ser
bem compreendida por quem nos ouve. Precisamos
também de ser capaz de entender o que o outro nos
está a querer dizer, à luz do que ele viveu e pensa e
não à luz do nosso entendimento.
95
Empatia
Vantagens:
1-A comunicação torna-se mais clara, pois diminuem as
interpretações incorretas dos comportamentos e os
conflitos são menos frequentes e melhor resolvidos.
2-Ao compreendermos o outro e "vermos o seu interior",
também nos descobrimos muitas vezes a nós próprios
(percebemos que muitos dos nossos medos e
inseguranças são partilhados pelos outros).
3-Ajuda o outro a sentir-se compreendido e motivado
para colaborar connosco; sobretudo, é útil em situações
como acalmar alguém à beira de uma situação de
descontrolo ou numa situação de elevada desmotivação
Comunicação não violenta
• Rosenberg define a Comunicação Não-Violenta
como uma abordagem da comunicação, que
compreende as habilidades de falar e ouvir, que
leva os indivíduos a se entregarem de coração,
possibilitando a conexão com si mesmos e com os
outros, permitindo assim que a compaixão se
desenvolva.
Comunicação não violenta
• Quanto à expressão Não-Violenta, o psicólogo faz
uso da definição de Gandhi, se referindo a uma
condição compassiva natural que aparece
quando a violência é afastada do coração.
Comunicação não violenta
• Com a Comunicação Não-Violenta (CNV), as
respostas a estímulos comunicacionais deixem de
ser automáticas e repetitivas e passam a ser mais
conscientes e baseadas em percepções do
momento, por meio da observação de
comportamentos e fatores que tem influência sobre
cada um.
Comunicação Não Violenta
Escuta
ativa
Atenção Empatia
Comunicação não violenta
1. Observação de facto (em vez de Julgamento e
opinião)
2. Sentimentos/emoções (em vez de Avaliações)
3. Necessidades (em vez de Estratégias)
4. Pedidos (em vez de Ordens)
Comunicação Não-Violenta
Exemplo:
“Joana, quando gritas comigo no local de trabalho
(observação), eu sinto-me diminuído e irritado
(sentimento) porque preciso sentir que sou respeitado
e que meus colegas querem me ajudar a me
desenvolver (necessidades). Podias chamar-me para
conversar em particular quando te sentires irritada
comigo? (pedido).”
Exercícios de CNV que
podes usar para praticar
• Um exercício simples para começar a praticar a
Comunicação Não-Violenta hoje é, diante de uma
situação desafiadora, ou até mesmo algo que aconteceu
no passado, fazer um exercício de autoconexão,
orientado pelos 4 componentes propostos pelo Marshall
Rosenberg:
• O que de fato aconteceu? O que foi feito ou dito?
• O que eu estou a sentir
• O que é importante para mim? Quais necessidades estão vivas aqui?
• Qual o próximo pequeno passo? Eu tenho um pedido para outra pessoa ou para
mim?
Exercícios de CNV que
podes usar para praticar
• O Marshall Rosenberg dizia que existem 3
fatores essenciais para a integração da
Comunicação Não-Violenta:
1. Compreensão do que nos passa internamente
2. Uma comunidade de prática e apoio
3. Prática, prática, prática
Lista de sentimentos
Lista de pseudo sentimentos
Perguntas poderosas
As perguntas facilitam a relação interpessoal, desde que essas
perguntas sejam delicadas, oportunas e discretas, respeitando o
outro.
Deve ter-se sempre em conta que perguntar permite: ultrapassar
objecções, obter informações, analisar detalhes, suscitar
necessidades ou desejos, mostrar consideração e respeito.
Perguntas poderosas
• Ajudam a descobrir que recursos (dos que já
dispõe e daqueles que necessita encontrar)
fazem sentido, dentro da sua realidade, para
atingir o seu objetivo.
• As questões levam a que a pessoa encontre
as suas próprias respostas, utilizando os seus
próprios conhecimentos, consequentemente
valorizando mais as conclusões
Perguntas poderosas
• As perguntas são uma excelente ferramenta de
comunicação
• Ajudam na reflexão, auto conhecimento e impulso
para a ação.
Perguntas poderosas
As perguntas devem ser:
• Abertas (para evitar respostas “sim” ou “não”),
• Positivas e focadas em soluções (estimular o o
interlocutor a analisar a sua realidade de um novo
ângulo)
• Sem cariz avaliativo (devem ser “neutras”, sem
juízos de valor).
Perguntas poderosas
Estas perguntas visam:
• Colher informações
• Clarificar (aprofundar ou modificar) significados
• Identificar limitações no “modelo do mundo”
da pessoa
• Levar à reflexão (a tomada de consciência é o
primeiro passo para a mudança)
Perguntas poderosas
Estas perguntas em visam:
• Provocar “insights” e ajudar a pessoa a alargar a sua
perceção do mundo, ver a situação de outra forma
e considerar novas possibilidades e alternativas
• Cclarificar os seus pensamentos, objetivos, medos,
necessidades,…
• Desafiar a pessoa a descobrir o seu potencial
• Criar novas opções e escolhas
• Impulsionar para a ação
Perguntas poderosas
Características de uma boa pergunta:
• Breve
• Simples e clara
• Precisa e objetiva
• Adaptada
Perguntas poderosas
As perguntas em Coaching começam com:
• O quê? Foca a situação do Coachee de modo
específico, leva a desenhar passos concretos em função
do seu objetivo (p.ex: o que está disposto a fazer?)
• Como? Explora estratégias do Coachee, leva-o a
interiorizar o processo.
• Quando? Define o tempo de realização e chega à
meta/objetivo
• Quem? Explora os recursos do sistema (Com quem? A
quem pode recorrer?)
• Para quê? Foca os valores do cliente
Perguntas poderosas
Como elaborar perguntas poderosas?
São orientadas para os objetivos e não para os
problemas e são centradas no presente e no futuro
mais do que a explorar situações do passado:
O que… Você… Verbo… Futuro Positivo
Perguntas poderosas
A arte das perguntas poderosas:
• Fazer perguntas com o intuito principal de apoiar o a
pessoa na sua aprendizagem (o sucesso de uma
pergunta depende do que a pessoa aprende com ela)
• Fazer perguntas que contém pressupostos positivos e úteis
para a situação
• Fazer perguntas que levem a pessoa a olhar para os
problemas e obstáculos como possibilidades de
aprendizagem para gerar os resultados futuros desejados
(ajudar a ver a situação noutra perspetiva)
Perguntas poderosas
A arte das perguntas poderosas:
• Fazer perguntas que convidem a uma resposta
pessoal para realmente envolver e auto
responsabilizar a pessoa
• Fazer perguntas que desbloqueiem para a ação
• Fazer perguntas que movam a pessoa para a
escolha, compromisso e a ação (estas tendem a ser
menos abertas do que as perguntas de exploração
Perguntas poderosas - prática
Responda às seguintes perguntas/frases com perguntas poderosas:
1.De que vale todo o meu esforço se eu sei que nunca vou conseguir tornar-
me numa pessoa confiante?
2.Os outros é que foram culpados de isto ter corrido mal.
3.O meu filho está sempre a arranjar confusão. Estou cansada!
4.Para quê continuar a insistir se tudo o que fiz até agora não me levou a lado
nenhum? Continuo a não conseguir corrigir este erro.
5.Estou desmotivado no trabalho. Cansado de ver os outros a progredir e eu
sem sair do sítio. É uma injustiça.
Perguntas poderosas - reflexão
Vídeo:
https://www.ted.com/talks/andrew_vincent_the_art
_of_asking_questions?trigger=0s
Feedback
https://www.ted.com/talks/leeann_renninger_the_s
ecret_to_giving_great_feedback?language=en&su
btitle=en&trigger=0s
Quais são os 4 pontos essenciais presentes no vídeo
para um bom feedback?
Feedback
Ferramenta fulcral da comunicação:
• Através do feedback, o gestor determina o
comprometimento e a evolução da equipa
• Fornece dados que o ajudam a melhorar o seu
desempenho
• Permite levar a pessoa a analisar as situações sob
novas perspetivas, ajudar a ampliar a sua
perspetiva, motivá-lo, encorajar para a mudança
e fortalecer a sua autoestima.
Feedback
Para o feedback ser efetivo é necessário ser:
• Oportuno
• Descritivo (relatado sem julgamentos)
• Específico (em vez do uso de generalizações)
• Dirigido a esferas de atuação em que o
individuo se possa aperfeiçoar
• Compatível com as motivações e objetivos
Feedback
É fundamental para o feedback ser bem-sucedido
que haja uma relação de confiança e um
ambiente de segurança.
Feedback estratégico
Utiliza-se sempre que a pessoa não atinge o resultado
desejado e se foca nas falhas.
1. O que fiz bem e por isso vou voltar a fazer?
2. O que não fiz bem e por isso não vou repetir?
3. O que posso fazer diferente da próxima vez?
Feedback sandwich
• Usado quando é necessário dar
um feedback negativo.
• Não fere a autoestima da
pessoa.
1. O que foi bem feito ou
funcionou
2. O que pode ser desenvolvido
ou melhorado
3. Apreciação global positiva
Feedback sandwich
Dar feedback para um colaborador que é bom vendedor tem chegado
atrasado.
1- Pão: A primeira etapa do feedback sanduíche é destacar os pontos
positivos: ” João, tu és um ótimo vendedor, parabéns por teres alcançado a
tua meta desta semana! ”
2- Recheio: Apresentar os pontos que precisam ser melhorados, focar em
falar sobre o comportamento e não a pessoa e evitar usar “mas ou porém”:
“João, tu és um ótimo vendedor, parabéns por teres alcançado a tua meta
desta semana! Tenho observado que durante toda a semana passada
chegaste um pouco atrasado. Está a acontecer alguma coisa que eu possa
ajudar?”
Note que expôs o problema e, mais do que isso, mostrou-se disposto a
ajudar a contornar a situação.
3- O outro pão: Para finalizar o Feedback Sandwich, devemos terminar
fortalecendo as qualidades que podem ajudar com que o seu liderado
chegue nos resultados que você espera. Voltar a frisar situações positivas e
comportamentos positivos.
Feedback sandwich
É essencial que seja dada a oportunidade do
colaborador falar e que caso seja possível se
trabalhe para encontrar soluções para resolver o
problema.
Além disso, é fundamental que tudo o que é dito
seja sincero e não forçado.
Feedback inspirado em Brené
Brown
• Apresentar 3 pontos fortes
• Apresentar 1 oportunidade de crescimento
Feedback inspirado em Brené
Brown
• Usar a sua avaliação dos pontos fortes para
fazerem uma sugestão sobre como o individuo
poderá lidar com a oportunidade apresentada. Por
exemplo:
Feedback inspirado em Brené
Brown
• Pontos fortes:
1- captaste o meu interesse de imediato com a tua
historia pessoal produtiva
2- usaste exemplos relevantes para a minha vida
3- terminaste com estratégias acionáveis que se
ligavam à nossa aprendizagem na sala de aula
Feedback inspirado em Brené
Brown
• Oportunidade:
As tuas histórias e exemplos fizeram-me sentir
conectada a ti e ao que estavas a dizer, mas às
vezes, tive dificuldade em ler o powerpoint e ouvir-te
ao mesmo tempo. Não queria perder nada do que
estavas a dizer mas estava preocupado em não
seguir os diapositivos. Poderás tentar usar menos
palavras nos diapositivos – ou talvez não usar
diapositivos. Tinhas a minha atenção sem eles.
Feedback inspirado em Brené
Brown
Como saber que estou disposto a dar feedback?
• Estou pronto a sentar-me junto a ti em vez de à tua frente
• Estou pronto a por o problema à nossa frente, em vez de entre
nós (ou empurra-lo para o outro)
• Estou pronto a ouvir, fazer perguntas e aceitar que posso não
compreender totalmente a questão
• Quero reconhecer o que o outro faz bem, em vez dos seus erros
• Reconheço os pontos fortes do outro e como pode usá-los para
lidar com os desafios dele
Feedback inspirado em Brené
Brown
Como saber que estou disposto a dar feedback?
• Posso responsabilizar o outro sem o envergonhar ou culpar
• Assumo a minha parte
• Posso agradecer ao outro genuinamente pelos esforços
dele em vez de o criticar pelas falhas dele
• Posso falar sobre como resolver esses desafios ajudará o
outro a crescer e a ver as oportunidades que surgirão daí
• Consigo ser um exemplo de vulnerabilidade e de abertura
que espero ver no outro
Como conduzir conflitos?
• Pode haver ou não um mediador.
• Deve-se seguir um passo a passo claramente
definido, em que as pessoas sabem com o que
contam
• Determinar hora e local para a conversa, bem
como objetivo/intenção dessa conversa.
Como conduzir conflitos?
Guião
• Tu falas: o outro ouve.
• O outro diz-te o que ouviu.
• Em conjunto chegam a um acordo relativamente ao que disseste.
• O outro fala: tu ouves.
• Tu dizes o que ouviste.
• Em conjunto chegam a um acordo relativamente ao que o outro disse.
• Em conjunto definem o problema a resolver.
• Cada um sugere soluções.
• Em conjunto analisam as soluções e chegam a um acordo relativamente à
solução a implementar.
• Repetem o que entenderam e o que ficou combinado com a conversa
• É necessário resolver o conflito e melhorar a relação com os outros assim
como ir ao encontro das nossas próprias necessidades
Como conduzir conflitos?
Avaliação da conversa
– Quais foram os resultados da discussão?
– Autoavalia-te: o que é que correu bem, o que
é que da próxima vez deveria correr melhor…
Técnica de auto afirmação DEEC
Esta técnica consiste em quatro etapas:
D – Descreve
Descrever ao outro o seu comportamento de uma forma
precisa e objetiva.
Ex: Ontem, quando foi procurar uns papéis na minha pasta…
E – Expressa
Transmitir ao outro o que sentimos e pensamos em relação ao
seu comportamento (sentimentos, preocupações, desacordos
ou críticas).
Ex: …fiquei muito aborrecido porque me desorganizou o meu
trabalho.
Técnica de auto afirmação DEEC
Esta técnica consiste em quatro etapas:
E - Especifica
Propor ao outro uma forma clara e realista de modificar o
seu comportamento. Ex:…gostaria que daqui para a frente
me pedisse o que precisar em vez de remexer as minhas
coisas…
C – Consequências
Realçar as possíveis consequências positivas e benéfica que
a sua nova atitude lhe traria.
Ex:…Assim, perde menos tempo e garante que recebe o que
precisa
Técnica do disco riscado
O “Disco Riscado” consiste simplesmente em repetir a
nossa resposta tantas vezes quantas forem
necessárias para vencer a pressão exercida pelos
outros.
É importante resistirmos à tentação de nos
justificarmos ou de contra-atacarmos as “acusações”
dos outros
Técnica do disco riscado
É geralmente eficaz quando lidamos com pessoas manipuladoras.
Exemplo:
- Porque é que não pode sair mais tarde às 6ªfeiras?
- Porque tenho um compromisso inadiável.
- Mas é mesmo preciso...
- Acredito, mas é mesmo inadiável o meu compromisso.
- Acho que não quer colaborar com a empresa!
- Tem o direito de pensar assim, mas o meu compromisso é mesmo
inadiável.
- Mas…que compromisso é esse…que é assim tão importante?
- Como já disse, é mesmo inadiável.
Avaliação
• Trabalho de grupo
• Teste final
• Feedback da UFCD
Feedback
Numa folha responder aos seguintes tópicos:
• Quais as principais aprendizagens da UFCD?
• O que pretende aplicar/já aplicou no seu dia a
dia?
• Uma apreciação sobre as aulas, as atividades e a
formadora
• Qual uma coisa que a formadora poderia
melhorar/implementar para melhorar a dinâmica
das aulas/integração de conhecimento por parte
dos formandos?
147
Comportamento assertivo em
várias situações
SER ASSERTIVO a expressar afeto e prazer
•Ser breve e direto.
•Elogiar atividades e resultados concretos.
•Utilizar com frequência o EU.
•Evitar comparações com os outros ou com o
passado.
•Elogiar de forma imediata.
•Variar a forma de elogiar consoante o grau
de agrado.
148
Comportamento assertivo em
várias situações
SER ASSERTIVO a receber elogios
•Aceitar o elogio, quando se considera o elogio
merecido.
•No caso de se considerar o elogio não
merecido, agradecer e exprimir a nossa
opinião.
•Não pensar que é presunção concordar com
os elogios.
149
Comportamento assertivo em
várias situações
SER ASSERTIVO a fazer pedidos
•Não se desculpar nem se autojustificar
enquanto se faz um pedido.
•Ser discreto e breve.
•Não explorar a boa vontade do outro.
•Dar razões para o pedido (poucas mas
autênticas)
150
Comportamento assertivo em
várias situações
SER ASSERTIVO a recusar pedidos
•Esclarecer o pedido.
•Reconhecer o pedido.
•Dar razões que justifiquem a recusa.
•Não “almofadar a recusa” com pedidos de
desculpa e com razões suplementares
151
Comportamento assertivo em
várias situações
SER ASSERTIVO na defesa de opinião e de direitos
•Alegar que se compreende a opinião do outro;
•Falar na primeira pessoa do singular;
•Utilizar uma linguagem correta, objetiva e clara;
•Exemplificar e argumentar.
152
Comportamento assertivo em
várias situações
SER ASSERTIVO em casos de tentativa de manipulação
•Alegar claramente que aquilo que o interlocutor está
a tentar parafrasear não corresponde aquilo que disse.
•Se o interlocutor se repetir, repita-se também;
•Afirmar diretamente que não está a perceber onde é
que o interlocutor quer chegar;
•Pedir sempre informação objetiva, real e verdadeira
e que se possa provar;
•Colocar questões ao interlocutor
153
Comportamento assertivo em
várias situações
SER ASSERTIVO na expressão de sentimentos
•Identificar a situação ou comportamento
que desencadeou o sentimento;
•Descrever o sentimento, falando na primeira
pessoa do singular
Dúvidas?
Saber receber feedback
Cada grupo vai explicar e resumir um dos vídeos.
Vídeo 1:
https://www.ted.com/talks/joe_hirsch_the_joy_of_getting_feedba
ck?trigger=0s
Vídeo 2: https://www.youtube.com/watch?v=FQNbaKkYk_Q&t=2s
Vídeo 3:
https://www.youtube.com/watch?v=FQNbaKkYk_Q&t=2s
Colocar limites
https://www.youtube.com/watch?v=UaKshuMXcl8

UFCD 5440 - comunicação assertiva e interperssoal.pptx

  • 1.
    UFCD | MÓDULO:5440 – COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL E ASSERTIVIDADE (4 DEZ 2024) FORMADOR/A: SUSANA GUIMARÃES
  • 2.
    Conteúdos: • Reflexão sobrea atividade da aula anterior • A comunicação como objeto de dinamização de uma equipa de trabalho • Círculo de preocupação vs círculo de controlo • Estilos de comportamento e comportamento assertivo • Estilos típicos de comportamento • Dimensões do comportamento assertivo • Componente emocional da assertividade • Desenvolvimento da assertividade
  • 3.
    A comunicação comoobjeto de dinamização de uma equipa de trabalho
  • 4.
    A comunicação comoobjeto de dinamização de uma equipa de trabalho O que é uma equipa? Grupo de pessoas que trabalha em conjunto para um determinado serviço ou objetivo comum. Interdependentes uns dos outros. Qual a importância da comunicação nas equipas?
  • 5.
    A comunicação comoobjeto de dinamização de uma equipa de trabalho
  • 6.
    Saber comunicar emequipa – benefícios Produtividade Relações saudáveis Mais partilha Melhores ideias Maior evolução individual e grupo Confiança
  • 8.
    Saber comunicar emequipa – benefícios Comunicação ineficaz leva a: • Mau ambiente • Desmotivação • Conflitos • Diminuição da produtividade
  • 9.
    Saber comunicar emequipa – necessidades • https://www.youtube.com/watch?v=sSQL5BCaCzE
  • 10.
    Saber comunicar emequipa – necessidades • Envolver a equipa nos processos de decisão • Saber escutar • Dar e pedir feedback construtivo • Reformulação (backtracking) • Momentos de auto e hétero avaliação bem conduzidos • Momentos próprios para partilhas entre equipa (colegas e superiores) • Minimizar a distorção da informação – minimizando os intervenientes (comunicação mais objetiva e direta) • Interesse e respeito pela pessoa
  • 11.
    Saber comunicar emequipa – necessidades • Partilhar objetivos, desafios e resultados com a equipa de trabalho • Reconhecer os resultados e esforço da equipa e valorizar
  • 13.
    Saber comunicar emequipa • Não terceirizes a responsabilidade pela tua vida, relações e comunicação. • Há sempre algo que está no teu poder. Não podes mudar o outro, nem o contexto. • Podes mudar a ti e consequentemente influenciar o contexto.
  • 14.
  • 15.
  • 16.
  • 17.
  • 18.
  • 19.
    Em que lugarestás? Onde colocas a tua atenção?
  • 20.
    Tu és omaior responsável pelos teus resultados! • https://www.youtube.com/watch?v=313Nmy7jnsw
  • 21.
    Atividade prática • Oque retiram de toda esta informação para aplicar no contexto de comunicação e relações no trabalho? • Que mudanças podem aplicar na vossa conduta para melhorar a comunicação? (mínimo 3) • Que sugestões têm para a instituição de forma a melhorar a comunicação interna? (mínimo 3)
  • 22.
    • Quais sãoas situações mais desafiantes e que geram mais conflitos no trabalho?
  • 23.
    23 Estilos típicos docomportamento assertivo Uma pessoa assertiva é capaz de expressar o mais diretamente possível o que pensa, o que deseja, escolhendo um conjunto de atitudes adequadas para cada situação, de acordo com o local e o momento.
  • 24.
    24 Estilos típicos docomportamento assertivo É uma forma comportamental de comunicar que significa afirmar o que eu quero, sinto e penso, dando simultaneamente espaço de afirmação ao outro. A assertividade é um treino sistemático, em que o indivíduo tem de reaprender a autenticidade através de uma prática gradual e regular. Ser verdadeiro não consiste em "dizer tudo o que me vem à cabeça", mas sim em exprimir-me eficazmente, tendo como objetivo a evolução satisfatória e realista da situação.
  • 25.
    25 Estilos típicos docomportamento assertivo • Está à vontade na relação face a face; • É verdadeiro consigo mesmo e com os outros, não dissimulando os seus sentimentos; • Coloca as coisas de forma clara e objetiva aos outros, negociando na base de objetivos precisos e claramente determinados; • Procura compromissos realistas, em caso de desacordo; • Negoceia na base de interesses mútuos e não mediante ameaças; • Não deixa que o pisem; • Estabelece com os outros uma relação fundada na confiança e não na dominação nem no calculismo • Ninguém é 100% assertivo com todas as pessoas e em todas as situações.
  • 26.
    Particularidades do perfilassertivo Comunicação eficaz Respeito Clareza Objetividade Confiança Entendimento entre partes Direto
  • 27.
    Particularidades do perfilassertivo • Passa segurança através da sua comunicação, abrindo possibilidades de reflexão e respostas para os demais. • Sem barreiras para se expressar adequadamente, consegue definir uma posição, evitando assim qualquer dúvida. • Está aberta ao compromisso e à negociação. Aceita que os outros pensem de forma diferente da sua: respeita as diferenças e não as rejeita nem julga.
  • 28.
    Particularidades do perfilassertivo  Empatia  Objetividade  Honestidade  Flexibilidade  Autoconhecimento e autocontrolo
  • 29.
    Direitos que precisamos relembrarpara podermos ser mais assertivos
  • 31.
    Estilos típicos docomportamento assertivo • Fatores essenciais Tom de voz adequado Postura aberta Bom contacto visual Atenção à linguagem
  • 32.
    32 Estilos típicos docomportamento assertivo APOIO / INTERESSE DIRETIVO/GUIA ANALÍTICO EXPRESSIVO
  • 33.
    33 Estilos típicos docomportamento assertivo APOIO / INTERESSE • Este estilo comunica calor, cuidado e interesse pelos outros. • O conteúdo é apresentado de um modo direto, honesto e respeitoso. • Mantém uma consciência dos sentimentos dos outros.
  • 34.
    34 Estilos típicos docomportamento assertivo DIRECTO / GUIA • É um estilo impessoal que comunica uma abordagem não absurda e autoritária e uma preocupação com os resultados. • É um estilo firme, mas respeitoso que usa diretivas em vez de pedidos. Não tem nada a ver com ser “mandão” ou “ditador”. • Comunica crenças e opiniões apropriadamente, bem como ordens.
  • 35.
    35 Estilos típicos docomportamento assertivo ANALÍTICO • Também é impessoal e realista. • Comunica factos, informação, pensamentos e probabilidades. • Usa pedidos em vez de diretivas para obter resultados. • O estilo ”Direto / Guia” assenta no “diz-lhes”, enquanto este é um estilo “pede-lhes”. • É calmo e sem emoção.
  • 36.
    36 Estilos típicos docomportamento assertivo EXPRESSIVO • Este estilo é animado, enérgico, espontâneo e emocional. • Neste estilo, os sentimentos, os gostos e as aversões, os desejos e as necessidades são comunicados de forma aberta e expressiva. • Aqueles que usam este estilo são normalmente intuitivos, criativos, espontâneos e vivos.
  • 37.
    37 Estilos típicos docomportamento assertivo Quando é que se deve usar uma atitude assertiva? •Quando é necessário comunicar qualquer coisa de desagradável a alguém. •Quando se pretende pedir qualquer coisa de invulgar. •Quando é necessário dizer NÃO àquilo que alguém pede •Quando se é alvo de uma crítica. •Quando se pretende desmascarar uma manipulação.
  • 38.
    38 Dimensões do comportamento assertivo Tiposde comportamentos esperados: • Ser capaz de dizer não; • Faça críticas construtivas; • Saber dar e receber elogios; • A capacidade de iniciar, manter e encerrar conversas; • Dê opiniões, mesmo que discordem das dos demais; • Sabe expressar os próprios sentimentos, positivos e negativos; • Fala de si mesmo e não do outro, o que implica colocar a conversa na primeira pessoa: “Eu acredito, parece-me, eu sinto”.
  • 39.
    Como desenvolver aassertividade?
  • 40.
    40 Como desenvolver aassertividade? Expressão do problema: Fazê-lo de forma objetiva, clara e concisa, com factos. Desacordo verbal: utilizar uma fórmula breve com "não estou de acordo com...", ou "não estou disposto/não consigo a fazê-lo...". Pedido de mudança de conduta: Invés de focar no problema, deve-se oferecer ao recetor uma informação de como espera que ele se comporte no futuro, um comportamento alternativo.
  • 41.
    41 Atitudes base dacomunicação assertiva _ componente emocional Adaptabilidade: É a capacidade de nos adaptarmos ao tipo de comunicação do outro. Ex: se estamos a falar com adultos falamos de uma forma diferente de quando estamos a falar com crianças; falar com um familiar é diferente de falar com desconhecido. Autocontrolo e gestão emocional: É a nossa capacidade de controlar os nossos sentimentos e emoções negativas de modo a não interferirem na relação com o outro
  • 42.
    42 Atitudes base dacomunicação assertiva _ componente emocional Tolerância à frustração: Tem a ver com a nossa resistência aos aspetos mais negativos da nossa vida. Caracteriza-se pela capacidade de gerir as tensões e conflitos nas nossas relações com os outros. Sociabilidade: Um comunicador assertivo deve ter prazer em comunicar e relacionar-se comos outros
  • 43.
    43 Atitudes base dacomunicação assertiva _ componente emocional Auto Estima: a assertividade pressupõe a nossa autoafirmação, é importante aprender a aceitar as nossas características, de forma a desenvolver a nossa autoestima, sem pessimismos, condescendências ou suposições. Determinação e clareza: força de vontade para prosseguir com os nossos objetivos até ao fim. Empatia: Consiste na capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, procurando compreendê-lo, escutá-lo não fazendo juízos de valor
  • 44.
    44 Dimensões do comportamento assertivo Dimensãocorreta da situação envolve: • Entender o que está em jogo (o real problema a resolver, o objetivo da conversa); • Contexto; • Saber as potenciais emoções associadas à situação; • Ter clareza diante de quem eu sou, amigo, autoridade, ente querido, colega de trabalho.
  • 45.
    45 Como desenvolver aassertividade? • Com vontade • Treino das ferramentas • Repetição • Atitude de melhoria contínua
  • 46.
    Escuta ativa • Permiteampliar a compreensão e interação com o outro. • Essencial para conseguirmos ter empatia • Escutar realmente significa compreender as ideias e modelos de pensamentos do outro. • Aceitar incondicionalmente a sua estrutura de referência. Não julgar. Não significa estar de acordo ou em desacordo.
  • 47.
    Escuta ativa • Estaratento à linguagem não verbal e perceber o que ela significa. • A escuta ativa permite-nos estar focados no outro e não nos nossos próprios pensamentos (“silêncio interno”) para podermos identificar e compreender as suas preocupações, objetivos, crenças e valores.
  • 49.
    Escuta ativa O queimplica? • Estado de presença: estar atento à sua linguagem verbal e não verbal • Dar-lhe a oportunidade de falar sem interromper (ouvir mais e falar menos) • Cultivar a mente aberta (ouvir sem julgar e sem tirar conclusões precipitadas) • Respeitar os silêncios do outro • Falar o necessário e na hora certa • Demonstrar interesse genuíno, mantendo uma atitude positiva e encorajadora
  • 50.
    Escuta ativa -Ferramentas • Silêncio • Postura, linguagem corporal e contacto ocular • Pontuação • Pedir permissão • Expressão de perceção • Reformular O que precisam para sentir que estão a ser ouvidos?
  • 51.
    Escuta ativa –ferramentas Silêncio • Evitar interferir e abster-se de expressar sentimentos, reações, opiniões e comentários. • Evitar interromper para fazer perguntas que cortem inapropriadamente o seu raciocínio ou desrespeitem o seu espaço de reflexão. • Permite captar o ambiente mental, emocional e sensorial da expressão da pessoa, ao mesmo tempo que permite que este explore o seu território pessoal. • É uma habilidade fulcral para a comunicação assertiva.
  • 52.
    Escuta ativa –ferramentas Postura, linguagem corporal e contacto ocular • Adaptar-se à posição do seu interlocutor, de forma a sincronizar-se com o seu comportamento (rapport deve estar presente durante toda a sessão). • A nossa linguagem corporal é facilmente percebida pela maioria das pessoas - conseguem perceber se está em presença ativa e recetiva ou, pelo contrário, se não está totalmente presente. • O contacto ocular transmite que a atenção está focada no interlocutor.
  • 53.
    Escuta ativa –ferramentas Pontuação • Quando estamos a escutar ativamente, daremos sinais de “pontuação” como acenar com a cabeça ou ir, ocasionalmente, dizendo “sim…”, “e…”, “então…” (palavras curtas de uma só sílaba) • Demonstra que está sincronizado e conectado com ele. • É preciso dosear apropriadamente esta pontuação, tendo em conta as diferentes pessoas, as suas necessidades específicas e a situação concreta.
  • 54.
    Escuta ativa –ferramentas Pedir permissão • Respeitamos o espaço de reflexão do outro, por isso pede permissão antes de se introduzir na sua estrutura de referência. • Caso haja um discurso demasiado longo, podemos perguntar algo como “Posso interrompe-lo?” ou “posso fazer uma pergunta desafiante sobre esse assunto?”.
  • 55.
    Escuta ativa –ferramentas Expressão de perceções • Por vezes, pode ser benéfico expressar as suas perceções sobre o que observa no interlocutor, colocando uma pergunta para validar as mesmas, de forma a ajudá-lo a tomar consciência de algo que possa ter escapado à sua atenção. • Exemplo: “Tenho a impressão de que esta última opção que apresentou não é a que mais o motiva, estou certo?”.
  • 56.
    Escuta ativa –ferramentas Reformular/backtracking • Trata-se de voltar a expressar uma ideia complexa ou extensa desenvolvida. • Utiliza-se as palavras ou expressões chave similares às utilizadas por ele, o que pressupõe uma escuta ativa apurada. • Essencial perguntar se está correta a reformulação pois a pessoa pode não estar de acordo ou querer acrescentar algo.
  • 57.
  • 58.
    Escuta ativa Na escutaativa NÃO devemos: • Desviar o olhar do interlocutor • Discutir • Interromper ou falar ao mesmo tempo • Tirar conclusões prematuras • Dar conselhos sem nos pedirem • Deixar-nos influenciar demasiado pelas emoções • Utilizar gestos de distração • Falar com colegas ao mesmo tempo • Fazer promessas que não se possam cumprir
  • 59.
    Escuta ativa • Écontrariar a tendência que temos para ouvir o que queremos ouvir e ver o que queremos ver. • Ajuda a minimizar as barreiras de comunicação e garantir que a mensagem recebida por nós é o mais próxima daquela que o emissor desejava transmitir
  • 60.
    Conceito de contextocomum • Temos mais tendência e facilidade em confiar e relacionarmo-nos com pessoas com as quais nos identificamos, por isso, a criação de um contexto em comum, de similaridades, pode facilitar o processo comunicativo.
  • 61.
    Conceito de contextocomum • Uma das estratégias para isso é a utilização do rapport. • Essencial também na assertividade.
  • 62.
    Estabelecimento do rapport •O Rapport é a arte de criar e manter sintonia com o Coachee e ajuda a obter melhores resultados na interação -> favorece um clima de confiança e recetividade. • Rapport é a capacidade de criar um contexto de aspetos comuns com o outro • O interlocutor sente-se mais próximo de nós, compreendido e aceite no modelo que tem do mundo. • Todos gostamos de pessoas que nos compreendem e revelam ter algo em comum connosco. Quando assim é, a comunicação flui facilmente e aumenta a nossa recetividade.
  • 63.
    Estabelecimento do rapport •É algo que fazemos de forma natural e inconsciente mas pode ser desenvolvida e aprimorada de forma constante. • A técnica usada para criar Rapport é o “espelhamento” - “espelhar” não é imitar! • Podemos espelhar, de forma subtil, discreta e elegante, a forma de comunicar de outra pessoa (o seu comportamento verbal e não verbal) • Para isso temos de prestar muita atenção ao nosso interlocutor - calibração
  • 64.
    Estabelecimento do rapport Comportamentosque podem ser espelhados: • Postura e movimentos corporais (não verbal) • Expressões faciais (não verbal) • Padrão de respiração (não verbal) • Ritmo, tom e volume de voz (verbal) • Palavras e expressões verbais (verbal) • Backtracking ou reformulação (verbal)
  • 65.
  • 66.
    Estabelecimento do rapport •O Rapport é útil no processo de comunicação para que se crie um clima de parceria e confiança. • Precisamos de ter flexibilidade para ser capaz de entrar na realidade do outro. • Assim, o outro sente-se compreendido e na presença de alguém familiar, o que facilita a abertura para a comunicação e entendimento.
  • 67.
    Estabelecimento do rapport Comoestabelecer Rapport? • Use as palavras que o seu interlocutor utiliza - Termos preferidos - Backtracking (resumir os pontos chave usando as palavras do cliente, acompanhado com o tom de voz e linguagem corporal) • Use a mesma tonalidade, velocidade e volume de voz (fale as palavras como ele as fala) • Adote a mesma fisiologia do seu interlocutor (por exemplo: posição das mãos, a forma como está sentado; sempre de forma subtil) • Use o nome da pessoa
  • 68.
    Estabelecimento do rapport Vídeoexemplo incorreto Vídeo exemplo rapport e condução
  • 69.
    Backtracking ou reformulação •Repetir o que a pessoa disse usando as palavras dela, de forma a garantir que entendeu e dar oportunidade à pessoa de corrigir/complementar. • Além de se sentir ouvida, valorizada e compreendida. Quando somos o emissor: questionar o que a outra pessoa entendeu do que dissemos.
  • 70.
    Técnica da cebola •Tal como a cebola tem várias camadas, aquilo que dizemos e as palavras que escolhemos também. • Em vez de assumirmos que sabemos o que a pessoa quer dizer com determinada questão ou expressão, perguntar o que a pessoa quer dizer. Ir a fundo nas questões. Muitas vezes o problema não é o problema, há algo mais por detrás.
  • 71.
  • 72.
    Empatia - teste •Leia com atenção cada frase e responda com o máximo de sinceridade. Não existe certo ou errado. O importante é que seja sincero. 1.Quando alguém está animado(a), tendo a ficar animado(a) também”. • Nunca (0) • Raramente (1) • Às Vezes (2) • Quase Sempre (3) • Sempre (4)
  • 73.
    Empatia - teste 2.”Ainfelicidade ou desgraça das outras pessoas abala-me muito”. • Nunca (0) • Raramente (1) • Às Vezes (2) • Quase Sempre (3) • Sempre (4)
  • 74.
    Empatia - teste 3.”Incomoda-mever alguém ser tratado(a) com desrespeito”. • Nunca (0) • Raramente (1) • Às Vezes (2) • Quase Sempre (3) • Sempre (4)
  • 75.
    Empatia - teste 4.”Eufico contagiado quando outra pessoa próxima a mim está feliz”. • Nunca (0) • Raramente (1) • Às Vezes (2) • Quase Sempre (3) • Sempre (4)
  • 76.
    Empatia - teste 5.”Eugosto de fazer outras pessoas sentirem-se bem”. • Nunca (0) • Raramente (1) • Às Vezes (2) • Quase Sempre (3) • Sempre (4)
  • 77.
    Empatia - teste 6.”Eutenho compaixão e preocupação pelas pessoas que são menos privilegiadas do que eu”. • Nunca (0) • Raramente (1) • Às Vezes (2) • Quase Sempre (3) • Sempre (4)
  • 78.
    Empatia - teste 7.”Quandoum(a) amigo(a) começa a falar dos seus problemas, mantenho a conversa sem mudar de assunto”. • Nunca (0) • Raramente (1) • Às Vezes (2) • Quase Sempre (3) • Sempre (4)
  • 79.
    Empatia - teste 8.”Possodizer quando outras pessoas estão tristes mesmo se elas não disserem nada”. • Nunca (0) • Raramente (1) • Às Vezes (2) • Quase Sempre (3) • Sempre (4)
  • 80.
    Empatia - teste 9.”Sintoque estou em sintonia com o humor das outras pessoas”. • Nunca (0) • Raramente (1) • Às Vezes (2) • Quase Sempre (3) • Sempre (4)
  • 81.
    Empatia - teste 10.”Sintocompaixão pelas pessoas que provocaram seus próprios problemas”. • Nunca (0) • Raramente (1) • Às Vezes (2) • Quase Sempre (3) • Sempre (4)
  • 82.
    Empatia - teste 11.”Ficosensibilizado(a) quando alguém chora”. • Nunca (0) • Raramente (1) • Às Vezes (2) • Quase Sempre (3) • Sempre (4)
  • 83.
    Empatia - teste 12.”Estoumuito interessado(a) em como as outras pessoas se sentem”. • Nunca (0) • Raramente (1) • Às Vezes (2) • Quase Sempre (3) • Sempre (4)
  • 84.
    Empatia - teste 13.”Sintouma forte necessidade de ajudar quando vejo que alguém está mal”. • Nunca (0) • Raramente (1) • Às Vezes (2) • Quase Sempre (3) • Sempre (4)
  • 85.
    Empatia - teste 14.”Quandovejo alguém sendo tratado injustamente, sinto piedade”. • Nunca (0) • Raramente (1) • Às Vezes (2) • Quase Sempre (3) • Sempre (4)
  • 86.
    Empatia - teste 15.”Euacho legítimo quando as pessoas choram de felicidade”. • Nunca (0) • Raramente (1) • Às Vezes (2) • Quase Sempre (3) • Sempre (4)
  • 87.
    Empatia - teste 16.”Querodefender e proteger as pessoas de quem foi tirada alguma vantagem quando vejo uma situação do tipo”. • Nunca (0) • Raramente (1) • Às Vezes (2) • Quase Sempre (3) • Sempre (4)
  • 88.
    Empatia - teste Resultados: •Some os pontos e compare com os resultados a seguir • Fonte: Spreng RN, McKinnon MC, Mar RA, Levine B. The Toronto Empathy Questionnaire: Scale development and initial validation of a factor-analytic solution to multiple empathy measures. J. Pers. Assmt. 2009.;91(1):62-71.
  • 89.
    Empatia - teste Resultados: •0 a 32 = baixíssimo nível de empatia. Você marcou muito menos que a média neste teste. Na pesquisa original, a média foi de 46 pontos. • 33 a 45 = baixo nível de empatia. Você marcou menos que a média neste teste. Na pesquisa original, a média foi de 46 pontos. • 46 a 49 = bom nível de empatia. Você marcou na média neste teste. Na pesquisa original, a média foi de 46 pontos. • 50 a 59 = alto nível de empatia. Você marcou acima da média neste teste. • 60 a 64 = Altíssimo nível de empatia. Você marcou muito acima da média neste teste.
  • 90.
    90 Empatia Vídeo sobre empatia1 Video 2: https://www.youtube.com/watch?v=tJsGGsPNakw
  • 91.
    Empatia • Capacidade psicológicaque permite, de uma forma aprofundada e íntima, a compreensão de ideias, sentimentos e motivações de outras pessoas. • A capacidade de “se colocar no lugar do outro”.
  • 92.
    Empatia • É atravésda empatia que se criam as pontes de comunicação entre duas pessoas. Que se cria conexão.
  • 93.
    Empatia • Nem todospossuímos inatamente esta característica. • Mesmo quem a tem, poucos a sabem utilizar a seu favor. • Qualquer um a pode desenvolver.
  • 94.
    Empatia Se temos algoa dizer, é essencial sabermos escolher a forma de, não só transmitir a ideia, mas faze-la ser bem compreendida por quem nos ouve. Precisamos também de ser capaz de entender o que o outro nos está a querer dizer, à luz do que ele viveu e pensa e não à luz do nosso entendimento.
  • 95.
    95 Empatia Vantagens: 1-A comunicação torna-semais clara, pois diminuem as interpretações incorretas dos comportamentos e os conflitos são menos frequentes e melhor resolvidos. 2-Ao compreendermos o outro e "vermos o seu interior", também nos descobrimos muitas vezes a nós próprios (percebemos que muitos dos nossos medos e inseguranças são partilhados pelos outros). 3-Ajuda o outro a sentir-se compreendido e motivado para colaborar connosco; sobretudo, é útil em situações como acalmar alguém à beira de uma situação de descontrolo ou numa situação de elevada desmotivação
  • 96.
    Comunicação não violenta •Rosenberg define a Comunicação Não-Violenta como uma abordagem da comunicação, que compreende as habilidades de falar e ouvir, que leva os indivíduos a se entregarem de coração, possibilitando a conexão com si mesmos e com os outros, permitindo assim que a compaixão se desenvolva.
  • 97.
    Comunicação não violenta •Quanto à expressão Não-Violenta, o psicólogo faz uso da definição de Gandhi, se referindo a uma condição compassiva natural que aparece quando a violência é afastada do coração.
  • 98.
    Comunicação não violenta •Com a Comunicação Não-Violenta (CNV), as respostas a estímulos comunicacionais deixem de ser automáticas e repetitivas e passam a ser mais conscientes e baseadas em percepções do momento, por meio da observação de comportamentos e fatores que tem influência sobre cada um.
  • 99.
  • 101.
    Comunicação não violenta 1.Observação de facto (em vez de Julgamento e opinião) 2. Sentimentos/emoções (em vez de Avaliações) 3. Necessidades (em vez de Estratégias) 4. Pedidos (em vez de Ordens)
  • 102.
    Comunicação Não-Violenta Exemplo: “Joana, quandogritas comigo no local de trabalho (observação), eu sinto-me diminuído e irritado (sentimento) porque preciso sentir que sou respeitado e que meus colegas querem me ajudar a me desenvolver (necessidades). Podias chamar-me para conversar em particular quando te sentires irritada comigo? (pedido).”
  • 103.
    Exercícios de CNVque podes usar para praticar • Um exercício simples para começar a praticar a Comunicação Não-Violenta hoje é, diante de uma situação desafiadora, ou até mesmo algo que aconteceu no passado, fazer um exercício de autoconexão, orientado pelos 4 componentes propostos pelo Marshall Rosenberg: • O que de fato aconteceu? O que foi feito ou dito? • O que eu estou a sentir • O que é importante para mim? Quais necessidades estão vivas aqui? • Qual o próximo pequeno passo? Eu tenho um pedido para outra pessoa ou para mim?
  • 104.
    Exercícios de CNVque podes usar para praticar • O Marshall Rosenberg dizia que existem 3 fatores essenciais para a integração da Comunicação Não-Violenta: 1. Compreensão do que nos passa internamente 2. Uma comunidade de prática e apoio 3. Prática, prática, prática
  • 107.
  • 108.
    Lista de pseudosentimentos
  • 111.
    Perguntas poderosas As perguntasfacilitam a relação interpessoal, desde que essas perguntas sejam delicadas, oportunas e discretas, respeitando o outro. Deve ter-se sempre em conta que perguntar permite: ultrapassar objecções, obter informações, analisar detalhes, suscitar necessidades ou desejos, mostrar consideração e respeito.
  • 112.
    Perguntas poderosas • Ajudama descobrir que recursos (dos que já dispõe e daqueles que necessita encontrar) fazem sentido, dentro da sua realidade, para atingir o seu objetivo. • As questões levam a que a pessoa encontre as suas próprias respostas, utilizando os seus próprios conhecimentos, consequentemente valorizando mais as conclusões
  • 113.
    Perguntas poderosas • Asperguntas são uma excelente ferramenta de comunicação • Ajudam na reflexão, auto conhecimento e impulso para a ação.
  • 114.
    Perguntas poderosas As perguntasdevem ser: • Abertas (para evitar respostas “sim” ou “não”), • Positivas e focadas em soluções (estimular o o interlocutor a analisar a sua realidade de um novo ângulo) • Sem cariz avaliativo (devem ser “neutras”, sem juízos de valor).
  • 115.
    Perguntas poderosas Estas perguntasvisam: • Colher informações • Clarificar (aprofundar ou modificar) significados • Identificar limitações no “modelo do mundo” da pessoa • Levar à reflexão (a tomada de consciência é o primeiro passo para a mudança)
  • 116.
    Perguntas poderosas Estas perguntasem visam: • Provocar “insights” e ajudar a pessoa a alargar a sua perceção do mundo, ver a situação de outra forma e considerar novas possibilidades e alternativas • Cclarificar os seus pensamentos, objetivos, medos, necessidades,… • Desafiar a pessoa a descobrir o seu potencial • Criar novas opções e escolhas • Impulsionar para a ação
  • 117.
    Perguntas poderosas Características deuma boa pergunta: • Breve • Simples e clara • Precisa e objetiva • Adaptada
  • 118.
    Perguntas poderosas As perguntasem Coaching começam com: • O quê? Foca a situação do Coachee de modo específico, leva a desenhar passos concretos em função do seu objetivo (p.ex: o que está disposto a fazer?) • Como? Explora estratégias do Coachee, leva-o a interiorizar o processo. • Quando? Define o tempo de realização e chega à meta/objetivo • Quem? Explora os recursos do sistema (Com quem? A quem pode recorrer?) • Para quê? Foca os valores do cliente
  • 119.
    Perguntas poderosas Como elaborarperguntas poderosas? São orientadas para os objetivos e não para os problemas e são centradas no presente e no futuro mais do que a explorar situações do passado: O que… Você… Verbo… Futuro Positivo
  • 120.
    Perguntas poderosas A artedas perguntas poderosas: • Fazer perguntas com o intuito principal de apoiar o a pessoa na sua aprendizagem (o sucesso de uma pergunta depende do que a pessoa aprende com ela) • Fazer perguntas que contém pressupostos positivos e úteis para a situação • Fazer perguntas que levem a pessoa a olhar para os problemas e obstáculos como possibilidades de aprendizagem para gerar os resultados futuros desejados (ajudar a ver a situação noutra perspetiva)
  • 121.
    Perguntas poderosas A artedas perguntas poderosas: • Fazer perguntas que convidem a uma resposta pessoal para realmente envolver e auto responsabilizar a pessoa • Fazer perguntas que desbloqueiem para a ação • Fazer perguntas que movam a pessoa para a escolha, compromisso e a ação (estas tendem a ser menos abertas do que as perguntas de exploração
  • 122.
    Perguntas poderosas -prática Responda às seguintes perguntas/frases com perguntas poderosas: 1.De que vale todo o meu esforço se eu sei que nunca vou conseguir tornar- me numa pessoa confiante? 2.Os outros é que foram culpados de isto ter corrido mal. 3.O meu filho está sempre a arranjar confusão. Estou cansada! 4.Para quê continuar a insistir se tudo o que fiz até agora não me levou a lado nenhum? Continuo a não conseguir corrigir este erro. 5.Estou desmotivado no trabalho. Cansado de ver os outros a progredir e eu sem sair do sítio. É uma injustiça.
  • 123.
    Perguntas poderosas -reflexão Vídeo: https://www.ted.com/talks/andrew_vincent_the_art _of_asking_questions?trigger=0s
  • 124.
  • 125.
    Feedback Ferramenta fulcral dacomunicação: • Através do feedback, o gestor determina o comprometimento e a evolução da equipa • Fornece dados que o ajudam a melhorar o seu desempenho • Permite levar a pessoa a analisar as situações sob novas perspetivas, ajudar a ampliar a sua perspetiva, motivá-lo, encorajar para a mudança e fortalecer a sua autoestima.
  • 126.
    Feedback Para o feedbackser efetivo é necessário ser: • Oportuno • Descritivo (relatado sem julgamentos) • Específico (em vez do uso de generalizações) • Dirigido a esferas de atuação em que o individuo se possa aperfeiçoar • Compatível com as motivações e objetivos
  • 127.
    Feedback É fundamental parao feedback ser bem-sucedido que haja uma relação de confiança e um ambiente de segurança.
  • 128.
    Feedback estratégico Utiliza-se sempreque a pessoa não atinge o resultado desejado e se foca nas falhas. 1. O que fiz bem e por isso vou voltar a fazer? 2. O que não fiz bem e por isso não vou repetir? 3. O que posso fazer diferente da próxima vez?
  • 129.
    Feedback sandwich • Usadoquando é necessário dar um feedback negativo. • Não fere a autoestima da pessoa. 1. O que foi bem feito ou funcionou 2. O que pode ser desenvolvido ou melhorado 3. Apreciação global positiva
  • 130.
    Feedback sandwich Dar feedbackpara um colaborador que é bom vendedor tem chegado atrasado. 1- Pão: A primeira etapa do feedback sanduíche é destacar os pontos positivos: ” João, tu és um ótimo vendedor, parabéns por teres alcançado a tua meta desta semana! ” 2- Recheio: Apresentar os pontos que precisam ser melhorados, focar em falar sobre o comportamento e não a pessoa e evitar usar “mas ou porém”: “João, tu és um ótimo vendedor, parabéns por teres alcançado a tua meta desta semana! Tenho observado que durante toda a semana passada chegaste um pouco atrasado. Está a acontecer alguma coisa que eu possa ajudar?” Note que expôs o problema e, mais do que isso, mostrou-se disposto a ajudar a contornar a situação. 3- O outro pão: Para finalizar o Feedback Sandwich, devemos terminar fortalecendo as qualidades que podem ajudar com que o seu liderado chegue nos resultados que você espera. Voltar a frisar situações positivas e comportamentos positivos.
  • 131.
    Feedback sandwich É essencialque seja dada a oportunidade do colaborador falar e que caso seja possível se trabalhe para encontrar soluções para resolver o problema. Além disso, é fundamental que tudo o que é dito seja sincero e não forçado.
  • 132.
    Feedback inspirado emBrené Brown • Apresentar 3 pontos fortes • Apresentar 1 oportunidade de crescimento
  • 133.
    Feedback inspirado emBrené Brown • Usar a sua avaliação dos pontos fortes para fazerem uma sugestão sobre como o individuo poderá lidar com a oportunidade apresentada. Por exemplo:
  • 134.
    Feedback inspirado emBrené Brown • Pontos fortes: 1- captaste o meu interesse de imediato com a tua historia pessoal produtiva 2- usaste exemplos relevantes para a minha vida 3- terminaste com estratégias acionáveis que se ligavam à nossa aprendizagem na sala de aula
  • 135.
    Feedback inspirado emBrené Brown • Oportunidade: As tuas histórias e exemplos fizeram-me sentir conectada a ti e ao que estavas a dizer, mas às vezes, tive dificuldade em ler o powerpoint e ouvir-te ao mesmo tempo. Não queria perder nada do que estavas a dizer mas estava preocupado em não seguir os diapositivos. Poderás tentar usar menos palavras nos diapositivos – ou talvez não usar diapositivos. Tinhas a minha atenção sem eles.
  • 136.
    Feedback inspirado emBrené Brown Como saber que estou disposto a dar feedback? • Estou pronto a sentar-me junto a ti em vez de à tua frente • Estou pronto a por o problema à nossa frente, em vez de entre nós (ou empurra-lo para o outro) • Estou pronto a ouvir, fazer perguntas e aceitar que posso não compreender totalmente a questão • Quero reconhecer o que o outro faz bem, em vez dos seus erros • Reconheço os pontos fortes do outro e como pode usá-los para lidar com os desafios dele
  • 137.
    Feedback inspirado emBrené Brown Como saber que estou disposto a dar feedback? • Posso responsabilizar o outro sem o envergonhar ou culpar • Assumo a minha parte • Posso agradecer ao outro genuinamente pelos esforços dele em vez de o criticar pelas falhas dele • Posso falar sobre como resolver esses desafios ajudará o outro a crescer e a ver as oportunidades que surgirão daí • Consigo ser um exemplo de vulnerabilidade e de abertura que espero ver no outro
  • 138.
    Como conduzir conflitos? •Pode haver ou não um mediador. • Deve-se seguir um passo a passo claramente definido, em que as pessoas sabem com o que contam • Determinar hora e local para a conversa, bem como objetivo/intenção dessa conversa.
  • 139.
    Como conduzir conflitos? Guião •Tu falas: o outro ouve. • O outro diz-te o que ouviu. • Em conjunto chegam a um acordo relativamente ao que disseste. • O outro fala: tu ouves. • Tu dizes o que ouviste. • Em conjunto chegam a um acordo relativamente ao que o outro disse. • Em conjunto definem o problema a resolver. • Cada um sugere soluções. • Em conjunto analisam as soluções e chegam a um acordo relativamente à solução a implementar. • Repetem o que entenderam e o que ficou combinado com a conversa • É necessário resolver o conflito e melhorar a relação com os outros assim como ir ao encontro das nossas próprias necessidades
  • 140.
    Como conduzir conflitos? Avaliaçãoda conversa – Quais foram os resultados da discussão? – Autoavalia-te: o que é que correu bem, o que é que da próxima vez deveria correr melhor…
  • 141.
    Técnica de autoafirmação DEEC Esta técnica consiste em quatro etapas: D – Descreve Descrever ao outro o seu comportamento de uma forma precisa e objetiva. Ex: Ontem, quando foi procurar uns papéis na minha pasta… E – Expressa Transmitir ao outro o que sentimos e pensamos em relação ao seu comportamento (sentimentos, preocupações, desacordos ou críticas). Ex: …fiquei muito aborrecido porque me desorganizou o meu trabalho.
  • 142.
    Técnica de autoafirmação DEEC Esta técnica consiste em quatro etapas: E - Especifica Propor ao outro uma forma clara e realista de modificar o seu comportamento. Ex:…gostaria que daqui para a frente me pedisse o que precisar em vez de remexer as minhas coisas… C – Consequências Realçar as possíveis consequências positivas e benéfica que a sua nova atitude lhe traria. Ex:…Assim, perde menos tempo e garante que recebe o que precisa
  • 143.
    Técnica do discoriscado O “Disco Riscado” consiste simplesmente em repetir a nossa resposta tantas vezes quantas forem necessárias para vencer a pressão exercida pelos outros. É importante resistirmos à tentação de nos justificarmos ou de contra-atacarmos as “acusações” dos outros
  • 144.
    Técnica do discoriscado É geralmente eficaz quando lidamos com pessoas manipuladoras. Exemplo: - Porque é que não pode sair mais tarde às 6ªfeiras? - Porque tenho um compromisso inadiável. - Mas é mesmo preciso... - Acredito, mas é mesmo inadiável o meu compromisso. - Acho que não quer colaborar com a empresa! - Tem o direito de pensar assim, mas o meu compromisso é mesmo inadiável. - Mas…que compromisso é esse…que é assim tão importante? - Como já disse, é mesmo inadiável.
  • 145.
    Avaliação • Trabalho degrupo • Teste final • Feedback da UFCD
  • 146.
    Feedback Numa folha responderaos seguintes tópicos: • Quais as principais aprendizagens da UFCD? • O que pretende aplicar/já aplicou no seu dia a dia? • Uma apreciação sobre as aulas, as atividades e a formadora • Qual uma coisa que a formadora poderia melhorar/implementar para melhorar a dinâmica das aulas/integração de conhecimento por parte dos formandos?
  • 147.
    147 Comportamento assertivo em váriassituações SER ASSERTIVO a expressar afeto e prazer •Ser breve e direto. •Elogiar atividades e resultados concretos. •Utilizar com frequência o EU. •Evitar comparações com os outros ou com o passado. •Elogiar de forma imediata. •Variar a forma de elogiar consoante o grau de agrado.
  • 148.
    148 Comportamento assertivo em váriassituações SER ASSERTIVO a receber elogios •Aceitar o elogio, quando se considera o elogio merecido. •No caso de se considerar o elogio não merecido, agradecer e exprimir a nossa opinião. •Não pensar que é presunção concordar com os elogios.
  • 149.
    149 Comportamento assertivo em váriassituações SER ASSERTIVO a fazer pedidos •Não se desculpar nem se autojustificar enquanto se faz um pedido. •Ser discreto e breve. •Não explorar a boa vontade do outro. •Dar razões para o pedido (poucas mas autênticas)
  • 150.
    150 Comportamento assertivo em váriassituações SER ASSERTIVO a recusar pedidos •Esclarecer o pedido. •Reconhecer o pedido. •Dar razões que justifiquem a recusa. •Não “almofadar a recusa” com pedidos de desculpa e com razões suplementares
  • 151.
    151 Comportamento assertivo em váriassituações SER ASSERTIVO na defesa de opinião e de direitos •Alegar que se compreende a opinião do outro; •Falar na primeira pessoa do singular; •Utilizar uma linguagem correta, objetiva e clara; •Exemplificar e argumentar.
  • 152.
    152 Comportamento assertivo em váriassituações SER ASSERTIVO em casos de tentativa de manipulação •Alegar claramente que aquilo que o interlocutor está a tentar parafrasear não corresponde aquilo que disse. •Se o interlocutor se repetir, repita-se também; •Afirmar diretamente que não está a perceber onde é que o interlocutor quer chegar; •Pedir sempre informação objetiva, real e verdadeira e que se possa provar; •Colocar questões ao interlocutor
  • 153.
    153 Comportamento assertivo em váriassituações SER ASSERTIVO na expressão de sentimentos •Identificar a situação ou comportamento que desencadeou o sentimento; •Descrever o sentimento, falando na primeira pessoa do singular
  • 154.
  • 156.
    Saber receber feedback Cadagrupo vai explicar e resumir um dos vídeos. Vídeo 1: https://www.ted.com/talks/joe_hirsch_the_joy_of_getting_feedba ck?trigger=0s Vídeo 2: https://www.youtube.com/watch?v=FQNbaKkYk_Q&t=2s Vídeo 3: https://www.youtube.com/watch?v=FQNbaKkYk_Q&t=2s
  • 157.

Notas do Editor

  • #46 ou seja, assenta nas capacidades e habilidades do Coach.
  • #47 Brincadeira: “O chapéu da fala” Separe estes materiais: cartões com temas para dialogar, um chapéu e uma ampulheta (esta é opcional, você também pode usar o cronômetro do seu relógio). Peça para que as crianças formem um semicírculo e fique de frente para elas. A brincadeira consiste em dar o chapéu para uma criança e pedir que ela escolha um dos cartões. A criança deverá falar sobre o tema escolhido durante um minuto e, em seguida, passar o chapéu para outra criança, para que ela escolha outro cartão e repita o processo. Enquanto esperam a sua vez, o restante das crianças deve permanecer em silêncio.
  • #49 focar-se completamente no que a outra pessoa está a dizer e no que ela não está a dizer
  • #52 - É importante o Coach ter noção da sua postura corporal e de como esta se relaciona com a do Coachee. Mesmo pequenas “quebras” na atenção do Coach podem ser percebidas, levando a que o Coachee se desconcentre no seu diálogo. Perceber que o Coach possa não estar plenamente comprometido com o diálogo, pode originar algo mais grave, como uma quebra na relação de confiança. Quebras no contacto ocular podem ser percecionadas pelos Coachees como uma forma de desinteresse por parte do Coach.
  • #53 de forma a mostrar que está a acompanhar e a estimular o desenvolvimento do seu discurso. Uma pontuação excessiva pode fazer com que a pessoa se sinta pressionada ou sem espaço suficiente para a sua reflexão. Por outro lado, uma pontuação demasiado escassa, pode fazer com que alguns indivíduos se sintam um pouco abandonados ou desacompanhados. Geralmente, pessoas mais extrovertidas podem necessitar de uma apreciação mais contínua que lhes mostre mais visivelmente a presença do Coach. Pessoas mais introvertidas, podem sentir-se mais confortáveis e reagir melhor a uma menor pontuação.
  • #62 gerando um ambiente de harmonia, confiança, respeito e compreensão. É a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, de “calçar os sapatos do outro” e ver o mundo sob a sua perspetiva. Desta forma:
  • #63 Falar sobre quando convivem muito tempo com uma pessoa começam a usar as expressões dela
  • #103 https://www.institutocnvb.com.br/single-post/comunica%C3%A7%C3%A3o-n%C3%A3o-violenta-cnv-o-que-%C3%A9-e-como-praticar https://blog.betrybe.com/carreira/comunicacao-nao-violenta-tudo-sobre/
  • #104 https://www.institutocnvb.com.br/single-post/comunica%C3%A7%C3%A3o-n%C3%A3o-violenta-cnv-o-que-%C3%A9-e-como-praticar https://blog.betrybe.com/carreira/comunicacao-nao-violenta-tudo-sobre/
  • #112 Para isso o Coach usa perguntas eficazes, de forma a que o cliente tome consciência da sua realidade atual e da desejada, a que perceba quais os obstáculos e limitações que podem surgir e a descobrir soluções que fazem sentido no seu mundo e o aproximam do ponto de chegada O Coach é um parceiro de jornada.
  • #114 As perguntas mais usadas em Coaching são as abertas, apesar de por vezes ser necessário recorrer a perguntas fechadas, nomeadamente para verificar informação, confirmar se entendeu bem, voltar a situar o cliente no assunto.
  • #117 Características de uma boa pergunta Breve (curta para captar a atenção do recetor) Simples e clara (fácil de entender, sem termos rebuscados e formulada na linguagem do interlocutor) Precisa e objetiva (deve ter um objetivo específico. expressar uma ideia de cada vez) Adaptada (deve ser adaptada ao interlocutor, ao objetivo e às circunstâncias do momento)
  • #119 Para as perguntas serem consideradas poderosas são necessários alguns pressupostos, nomeadamente, o rapport com o cliente, saber escutar ativamente, compreender a estrutura de pensamento e o modelo do mundo do cliente, saiba ficar em silêncio e lidar com o silêncio do Coachee e compreenda a comunicação não-verbal do cliente. Esta forma de questionar orienta para o objetivo, responsabilizando o cliente, dando significado a ação e conduzindo ao estado desejado.
  • #120  (o sucesso de uma pergunta depende do que o Coachee aprende com ela) (“qual a melhor opção para resolver a situação” – contém a suposição de que o cliente tem mais do que uma opção para resolver a situação)
  • #121 (quanto mais pessoal for a pergunta mais ela tem o poder de levar o cliente a explorar a questão segundo a sua perspetiva e realidade pessoal de forma mais concreta e com potencial para reflexão) (p.ex: A que está a resistir? Qual a melhor coisa que podia acontecer?) por exemplo: “Precisamente, quando vai iniciar e terminar cada etapa da ação?”)
  • #122 (quanto mais pessoal for a pergunta mais ela tem o poder de levar o cliente a explorar a questão segundo a sua perspetiva e realidade pessoal de forma mais concreta e com potencial para reflexão) (p.ex: A que está a resistir? Qual a melhor coisa que podia acontecer?) por exemplo: “Precisamente, quando vai iniciar e terminar cada etapa da ação?”)
  • #123 (quanto mais pessoal for a pergunta mais ela tem o poder de levar o cliente a explorar a questão segundo a sua perspetiva e realidade pessoal de forma mais concreta e com potencial para reflexão) (p.ex: A que está a resistir? Qual a melhor coisa que podia acontecer?) por exemplo: “Precisamente, quando vai iniciar e terminar cada etapa da ação?”)