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DeROSE
        TUDO
        O QUE VOCÊ NUNCA QUIS SABER



         SOBRE
      YÔGA
( E JAMAIS TEVE A INTENÇÃO DE PERGUNTAR )




                       SOB A CHANCELA DA

    UNIVERSIDADE DE Y ÔGA
 registrada nos termos dos artigos 45 e 46 do Código Civil Brasileiro
  Al. Jaú, 2000 − Tel.(00 55 11) 3081-9821 − São Paulo
  Endereços nas demais cidades encontram-se no website:
                 www.uni-yoga.org
Copyright 1994 -             Mestre De Rose, L.S.A.

48ª edição

Capa: Miguel de Castro
Produção Gráfica: DeRose Editora
A Editora não responde pelos conceitos emitidos pelo autor.
Impressão: Cromosete Gráfica e Editora Ltda.,
diretamente de arquivo em Word

   DADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO (CIP)


     De Rose, L.S.A., 1944 -
          Tudo o que você nunca quis saber sobre Yôga /
     DeRose. - São Paulo :
          DeRose Editora, 2009.
          Inclui bibliografia.
          1. Yôga 2. DeRose 3. Corpo e mente 4. Yôga na
     literatura 5. Mestres de Yôga. I. Título
                                                  CDD- 181.45

          PERMISSÃO DO AUTOR PARA A TRANSCRIÇÃO E CITAÇÃO
Resguardados os direitos da Editora, o autor concede permissão de uso e transcrição de trechos desta
obra, desde que seja obtida autorização por escrito e a fonte seja citada. A DeRose Editora se reserva
o direito de não permitir que nenhuma parte desta obra seja reproduzida, copiada, transcrita ou mesmo
transmitida por meios eletrônicos ou gravações, sem a devida permissão, por escrito, da referida
editora. Os infratores serão punidos de acordo com a Lei nº 9.610/98.

                       Impresso no Brasil/Printed in Brazil
SUMÁRIO
         Para localizar um tema específico,
      consulte o índice das questões, a seguir.


•   Prefácio
•   Demonstração de que a palavra Yôga tem acento
•   Índice das questões
•   “Posso lhe fazer uma pergunta?”
•   O que me levou a adotar o SwáSthya Yôga
•   Perguntas e respostas sobre Yôga
    O QUE É ? P ARA QUE SERVE ?
    Estas perguntas geralmente são feitas pelo público leigo e
    costumam ser as preferidas pela imprensa para o esclarecimento
    da população.
    C OMO COMEÇAR ? É PARA QUALQUER UM ? Q UAIS SÃO OS CUIDADOS ?
    Estas perguntas geralmente são feitas pelos que têm sincero inte-
    resse em iniciar um programa de melhoria da qualidade de vida.
    O RIENTAÇÃO SOBRE LIVROS , ESCOLAS E INSTRUTORES .
    Estas perguntas costumam ser feitas pelas pessoas interessadas
    em estudar e praticar Yôga com seriedade.
    S OBRE O FUNCIONAMENTO DE UM ESTABELECIMENTO DE Y ÔGA .
    Estas perguntas geralmente são feitas pelas pessoas que visitam
    uma escola de Yôga.
    F ORMAÇÃO P ROFISSIONAL .
    Estas perguntas geralmente são feitas pelos interessados em
    tornar-se instrutores de Yôga.
•   Uma conversa franca com os pais
•   Perguntas sugeridas e respondidas pelos alunos
•   O que é a Universidade de Yôga
a
  TUDO O QUE VOCÊ NUNCA QUIS SABER
 SOBRE YÔGA E JAMAIS TEVE A INTENÇÃO
           DE PERGUNTAR


Bem, o título deste livro já informa que ele é uma obra de
esclarecimento e não de prática. Ele disserta sobre a filoso-
fia, a ética, a história, a profissão, a alimentação e uma
porção de outros temas. Se o leitor desejar um livro sobre
prática, recomendo que leia, depois deste, o Prática Básica
de Yôga, deste mesmo autor. Nele encontrará vários respi-
ratórios, técnicas corporais, relaxamento, meditação, mudrá,
pújá e mantra. Tudo estritamente prático.
No entanto, antes de praticar, é fundamental conhecer bem,
inclusive aquilo que nunca nem lhe passou pela cabeça
questionar.
Yôga é muito diferente da imagem ingênua que a opinião
pública gerou para ele. Este livro vai procurar esclarecer e
informar tudo nos seus mínimos detalhes.
“POSSO LHE FAZER UMA PERGUNTA?”

As perguntas que você vai encontrar na primeira parte deste
livro não foram criadas por este autor ao escrevê-lo. São
perguntas que foram feitas inúmeras vezes por alunos,
curiosos, amigos, desamigos, jornalistas e até por instrutores
de outros tipos de Yôga.
Nestes quase 50 anos ensinando SwáSthya sempre me
questionaram mais sobre alguns assuntos do que sobre
outros. Então, reuni as questões mais freqüentes e mais
importantes, e decidi respondê-las todas juntas, de uma
forma definitiva.

               UM TEMPO PRECIOSO...
Se fôssemos somar todo o tempo despendido em respon-
der cada uma dessas perguntas 200, 800, 10.000 vezes em
todos esses anos eu teria tido condições de escrever mais
e melhores livros, bem como disponibilidade para estudar
mais, praticar melhor e aprimorar-me mais profunda-
mente no Yôga. Sinto que a mesma coisa ocorre com
outros instrutores.
Assim, para ajudar a mim próprio, auxiliar meus colegas
e, acima de tudo, dar uma boa mão ao aluno, fiz publicar
este trabalho com a intenção de que venha a ser um livro
pequeno e de fácil leitura.
Algumas questões aproveitaram trechos de respostas exce-
lentes dadas por alunos em exames do Curso de Formação
6                                            TUDO SOBRE YÔGA

de Instrutores de Yôga, como é o caso da pergunta: o que é
o SwáSthya Yôga?, em que os estudantes conseguiram
explanações muito claras a partir da sua própria ótica e de
suas próprias expectativas.
O objetivo é que este opúsculo seja fornecido a todos os
alunos de cada instrutor, a todos os interessados que peçam
informações em cada estabelecimento de Yôga, a cada
jornalista de todos os órgãos de imprensa da sua cidade e a
cada pessoa que mostre interesse ou que pareça mal
informada sobre Yôga.

             AOS INSTRUTORES DE YÔGA
Faço especial apelo aos instrutores para que divulguem e
recomendem a leitura deste livro, pois isso é do seu interesse
imediato já que, esclarecendo a população e eliminando os
preconceitos decorrentes da desinformação, muito mais
gente passará a praticar esta Cultura.

                    AOS JORNALISTAS
Àqueles que têm o poder de influenciar tendências e costumes,
apelo para que colaborem no resgate da imagem verdadeira
desta arte milenar. Consumismo, desonestidade, interesses
pecuniários, falta de cultura e irresponsabilidade, levaram muita
gente leiga a emitir opiniões desautorizadas. Estas, lamentavel-
mente, foram amplamente divulgadas, pois adequavam-se às
conveniências de alguns programas de televisão sensacionalistas,
bem como de algumas editoras interessadas apenas em ganhar
dinheiro, mas sem preocupações éticas.
Paradoxalmente, é muito mais fácil conseguir o apoio da
opinião pública se prometermos sonhos e ilusões do que se
DeROSE                                                      7

oferecermos a versão justa e verdadeira, embora esta última
seja muito mais interessante. Se o leitor visitasse a redação
de um órgão de imprensa vestindo trajes exóticos e um
turbante, falando sobre coisas místicas e curas miraculosas,
mais facilmente conseguiria quem lhe desse atenção do que
chegando lá de forma simples e honesta com a intenção de
não enganar ninguém.
Mas tenho fé no ser humano. Acredito que estas palavras
serão lidas por um jornalista que, como eu, considere mais
dignificante corrigir distorções e proporcionar informação
documentada, alicerçada na verdade histórica, e não
continuar alimentando falsas imagens que comprometem os
esforços de tanta gente sincera. Nossa profissão é como a sua,
nem melhor nem pior: tem gente boa e também tem os outros.

                       AO LEITOR
E a você, amigo leitor, se gostar da forma como abordo estes
temas, se achar válido meu esforço, divulgue, recomende e
dê este livrinho de presente a muitos amigos seus.
Graças a você vamos criar uma campanha de esclarecimento
sem precedentes!
Sempre que um familiar, um conhecido, um colega de
trabalho, de esporte ou de faculdade mostrar curiosidade ou
disser algum disparate com relação à nossa metodologia, tire
do bolso um exemplar de reserva deste livro e dê-lhe de
presente. Não se preocupe, ele vai ler. Portanto, ande sempre
municiado com alguns exemplares para esse fim.
Conto com você para desencadear essa reação em cadeia,
tão importante para esta filosofia quanto para a cultura geral
dos seus amigos.
8                                         TUDO SOBRE YÔGA

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deste autor sobre: origens do Yôga, meditação, mantra,
Tantra, sânscrito, alimentação biológica, karma e dharma,
chakras, kundaliní, corpos do homem e planos do universo,
o tronco do Yôga Pré-Clássico, as 4 grandes linhas do Yôga,
os 108 ramos do Yôga, a relação Mestre/discípulo na tradi-
ção oriental, hinduismo e escrituras hindus, e outras dezenas
de assuntos interessantes.
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como CDs com aulas práticas de SwáSthya Yôga,
relaxamento, meditação, mantras, mensagens etc., além de
acessar os endereços de mais de mil instrutores de diversas
linhas de Yôga. Podemos nos dar ao luxo de oferecer tudo
isso sem custo algum. Trabalhamos por ideal, porque
acreditamos no ser humano e temos a esperança de melhorar
o mundo.

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          O QUE ME LEVOU A ADOTAR
             O SWÁSTHYA YÔGA?


Ao longo de quase meio século estudei, pratiquei e fre-
qüentei o ambiente de praticamente todos os tipos de Yôga.
Viajei para a Índia durante mais de 20 anos. Contudo, era
ainda bem jovem quando cheguei à conclusão de que o meu
temperamento cético e exigente não se satisfaria com uma
modalidade mais simplista, inautêntica ou mesmo incom-
pleta. Eu buscava uma modalidade definitiva, global,
completa, abarcante. Um método que me proporcionasse
resultados fortes, rápidos e duradouros desde a área corporal
até as mais profundas.
Conheci vertentes com nomes chamativos e pretensiosos,
mas descobri em tempo que não faziam jus nem um pouco
aos títulos pomposos que exibiam, dada a pobreza dos
recursos técnicos e mesmo à tendenciosa mania de
manipular a mente dos seus seguidores aqui no Ocidente. Na
Índia, em geral, ainda encontra-se um bom ensinamento.
Mas, curiosamente, quando um ocidental traz seus
fragmentos para cá, monta-os de tal forma equivocado que o
resultado torna-se irreconhecível e expressa um falso Yôga,
aliás, "yóga".
10                                        TUDO SOBRE YÔGA

Conheci ocidentais no século XX que dedicaram anos ao
Yôga Integral, ao Rája Yôga, ao Mahá Yôga, ao Hatha Yôga
e outros. Quando foram à Índia ficaram revoltados ao perce-
ber que haviam sido logrados e depenados durante tanto
tempo pelos seus supostos "professores", que lhes empurra-
vam gato por lebre.
Eu não poderia adotar para mim, nem ensinar a terceiros, um
Yôga incompleto, certamente falsificado ou adaptado, que
mais tarde me colocasse na mesma situação desabonadora.
Portanto, fiz opção por um tronco que fosse absoluto,
completo, antigo, autêntico, forte, que produzisse resultados
rapidamente e com segurança. Numa palavra, que fosse para
mim a melhor modalidade – e essa foi o Swásthya.
Jamais quis declarar publicamente que a opção adotada por
mim era a melhor, a fim de não ser deselegante para com os
que se dedicassem a outras modalidades. Procurava
convencer-me de que nenhum Yôga é melhor do que os
demais; de que todos os ramos são bons. Finalmente, após
tantos anos lecionando e em contacto permanente com a
Índia, cheguei à conclusão de que não estarei sendo honesto
se persistir repetindo aquela fórmula meramente gentil, mas
que não é verdadeira.
Infelizmente, devido ao despreparo ou desonestidade dos
que os ensinam, a maior parte das modalidades hoje
existentes no Ocidente não é autêntica, não é boa e chega a
ser mesmo francamente nociva.
Mas ainda não bastava que o escolhido por mim fosse um
sistema autêntico. Para cativar-me por tanto tempo, era
preciso que me oferecesse liberdade. Caso contrário, eu me
rebelaria saturado contra uma monótona rotina imposta, à
revelia ou em detrimento das minhas aspirações e criativi-
DeROSE                                                            11

dade. Não aceitaria nenhum tipo de doutrinação nem de
manipulação.
Acontece que esta modalidade excepcional que me cativou
também acenava com uma proposta de liberdade como nenhum
outro. Nenhuma outra forma de Yôga me proporcionou tanta
flexibilidade nos conceitos, nem tanta elasticidade na estrutura
técnica, nem tanta criatividade na maneira de trabalhar com o
aluno. Isso tudo me convenceu, e não só a mim como a dezenas
de milhares de pessoas exigentes que elegeram o tronco Pré-
Clássico como o melhor, o mais completo, o que proporciona
efeitos mais rápidos e permanentes.
Para conseguir os progressos proporcionados por uma hora
de SwáSthya Yôga, seria preciso praticar muitas horas de
vários ramos (por exemplo: Ásana Yôga, Rája Yôga, Bhakti
Yôga, Karma Yôga, Jñana Yôga, Laya Yôga, Mantra Yôga,
Tantra Yôga e algumas subdivisões suas tais como Hatha
Yôga, Kriyá Yôga, Kundaliní Yôga, Yôga Integral, etc.).




                       Instrutora Naiana Alberti,
       Diretora da Unidade Rio Branco, Porto Alegre, RS, Brasil
O QUE É? PARA QUE SERVE?


1. O que é o Yôga?
Yôga é qualquer metodologia estritamente prática que
conduza ao samádhi.
Esta é a definição que propus em vários congressos interna-
cionais e que, afortunadamente, tornou-se uma das mais
aceitas por todos os tipos de Yôga, os quais consideraram-na
a única que abarca as propostas de todos.
Samádhi é o estado de hiperconsciência que só pode ser
desenvolvido pelo Yôga. Samádhi está muito além da me-
ditação. Para conquistar esse nível de megalucidez, é necessário
operar uma série de metamorfoses na estrutura biológica do
praticante. Isso requer tempo e saúde. Então, o próprio Yôga,
em suas etapas preliminares, providencia um acréscimo de
saúde para que o indivíduo suporte o empuxo evolutivo que
ocorrerá durante a jornada; e provê também o tempo
necessário, ampliando a expectativa de vida, a fim de que o
yôgin consiga, em vida, atingir sua meta.
Os efeitos sobre os órgãos internos, sistema nervoso e
endócrino, flexibilidade, fortalecimento, aumento de vitalidade
e administração do stress fazem-se sentir muito rapidamente.
Mas para despertar a energia chamada kundaliní, desenvolver
as paranormalidades e atingir o samádhi, precisa-se do
investimento de muitos anos com dedicação intensiva.
Por isso, a maioria dos praticantes não se interessa pela meta da
coisa em si (kundaliní e samádhi). Em vez disso, satisfaz-se
com os fortes e rápidos efeitos sobre o organismo e a saúde.
DeROSE                                                    13

O Yôga ensina, por exemplo, como respirar melhor, como
relaxar, como concentrar-se, como trabalhar músculos, arti-
culações, nervos, glândulas endócrinas, órgãos internos, etc.
através de técnicas corporais belíssimas, fortes, porém que
respeitam o ritmo biológico do praticante. A prática com-
pleta do SwáSthya Yôga compreende oito tipos de técnicas
(mudrá, pújá, mantra, pránáyáma, kriyá, ásana, yôganidrá,
samyama) que vão atuar em oito áreas distintas, promo-
vendo um aperfeiçoamento multilateral.

2. O acento existe originalmente na palavra Yôga?
O acento está claramente indicado, uma vez que a letra ô no
sânscrito é sempre longa e fechada. As transliterações oci-
dentais convencionaram que as letras longas devem ser
assinaladas com o acento. Este pode variar de uma convenção
para outra, mas o que se observa é que o circunflexo foi
adotado por um renomado autor indiano, Sri Purohit Swami,
que escreveu Os aforismos do Yôga de Pátañjali, em inglês, e
também pelo célebre autor Kastberger, que escreveu o Léxico
de filosofía hindú, em castelhano. Ora, nenhuma das duas
línguas possui o circunflexo e, apesar disso, ambos
reconheceram a necessidade da sua presença na palavra Yôga.
Durante muitos anos não se aplicou o acento uma vez que
ninguém ousou questionar isso. Primeiro, quem colonizou a
Índia foram os britânicos que não tinham acentos em suas
tipografias, mas possuíam um argumento intelectualmente
muito persuasivo que era sua poderosa Armada. Segundo, no
Ocidente conhecia-se bem pouco o sânscrito (na Índia eles
não ligam a mínima se a transliteração para alfabetos
ocidentais está correta ou não). Terceiro, há muito patrulha-
14                                                           TUDO SOBRE YÔGA

mento ideológico neste segmento e ninguém queria se expor a
críticas, ainda que chegasse a estas mesmas conclusões.
Demonstração de que a palavra Yôga tem acento no seu
original em alfabeto dêvanágarí:

 y            YA, curto.

 y+a          YAA ∴ Á, longo.       a    Este sinal é um a-ki-mátrá (acento do a).

 y + ae       YOO ∴ YÔ, longo.      ae   Este sinal é um ô-ki-mátrá (acento do o).

 yaeg         YÔGA.             Portanto, a palavra em questão deve ser acentuada.


BIBLIOGRAFIA PARA O IDIOMA ESPANHOL:
Léxico de Filosofía Hindú, de Kastberger, Editorial Kier, Buenos Aires.
BIBLIOGRAFIA PARA O IDIOMA INGLÊS:
Aphorisms of Yôga, de Srí Purôhit Swámi, Faber and Faber, Londres.
BIBLIOGRAFIA PARA O IDIOMA PORTUGUÊS:
Poema do Senhor, de Vyasa, Editora Relógio d’Água, Lisboa.


Se alguém declarar que a palavra Yôga não tem acento, peça-lhe para mostrar como
se escreve o ô-ki-mátrá (ô-ki-mátrá é um termo hindi utilizado atualmente na Índia
para sinalizar a sílaba forte). Depois, peça-lhe para indicar onde o ô-ki-mátrá ( ae)
aparece na palavra Yôga (yaeg). Ele aparece logo depois da letra y (y = ya),
transformando-a em yae = yô, longa. Em seguida, pergunte-lhe o que significa o
termo ô-ki-mátrá. O eventual debatedor, se conhecer bem o assunto, deverá
responder que ô é a letra o e mátrá traduz-se como acento, pausa ou intervalo
que indica uma vogal longa. Logo, ô-ki-mátrá traduz-se como “acento do o”.
Consulte o Sanskrit-English Dictionary, de Sir Monier-Williams, o mais conceituado
dicionário de sânscrito, página 804. Então, mais uma vez, provado está que a
palavra Yôga tem acento. A palavra SwáSthya (SvaSWy), por outro lado, possui um
a-ki-mátrá (a) depois da letra v ou w (v = va ou wa), pois seu acento (crase de
a+a, aa = á) está na letra a.(va = vá ou wá).
DeROSE                                                     15

3. Qual é o gênero da palavra Yôga?
Masculino. Quase todas as palavras sânscritas terminadas em
a são masculinas. Isto deveria valer para a corruptela "ioga",
pois a regra da nossa língua para esses casos é preservar o
gênero das palavras que forem incorporadas ao português.

4. O Yôga e "a yóga" são coisas diferentes?
Sim, totalmente diferentes. São confundidas pelo leigo de-
vido às semelhanças de escrita e pronúncia, como ocorre
com Aikidô e Hapkidô, História e estória, balonista e balo-
eiro, canapé e canapê, esotérico e exotérico.
Há diferenças marcantes quanto à época de surgimento, país
de origem, proposta, metodologia e ao tipo de público.
O Yôga (escrito sempre com acento circunflexo, com Y,
pronunciado com ô fechado e no gênero masculino) é uma
técnica dinâmica e lindíssima que surgiu na Índia há mais de
5000 anos."A yóga" surgiu no Rio de |Janeiro, na década de
60 (está documentada no livro Hatha Yóga, a ciência da
saúde perfeita, Caio Miranda, 1962, Editora Freitas Bastos,
Rio de Janeiro).

5. O Yôga é para gente jovem? Então, com mais de 40
anos, não posso praticar?
Claro que pode. De fato, pode praticar com qualquer idade.
Mas se você quer a verdade e não a versão açucarada para
fins de exploração do consumidor, vai ter que aceitar o fato
de que esta metodologia foi criada para gente jovem. Na
época em que nossa Cultura surgiu, há mais de 5000 anos, a
expectativa média de vida era de menos de 20 anos de idade.
Muitos dos que adotavam o Yôga atingiam, a partir de en-
16                                         TUDO SOBRE YÔGA

tão, uma longevidade notável. Mas analisemos o que é ser
"jovem".
Juventude é um conceito biológico e não cronológico. Tive
muitos alunos jovens com mais de 60 e outros velhos com
menos de 20. Não é jogo de palavras. Na verdade, só a você
cabe decidir se está jovem ou não. E, caso não esteja, so-
mente você poderá saber se isso é irreversível. Afinal, o
Yôga não tem uma proposta de revitalização e de rejuvenes-
cimento relativo?
O que precisa ficar bem claro é que o Yôga não é uma tera-
pia e não é para a terceira idade. O Yôga proporciona saúde
e vitalidade, mas se pessoas enfermas ou idosas tentarem
praticar, terão que satisfazer-se com uma interpretação tão
extremamente simplificada e adaptada que termina com-
prometendo a autenticidade e transformando-se numa outra
coisa que não pode mais chamar-se Yôga, nem tem a mesma
proposta.
O Yôga também não é para crianças. É para adultos jovens
de 16 anos em diante.

6. O Yôga tem algo a ver com religião?
Não, nada. Uma das demonstrações cabais de que Yôga não
interfere com a religião é o fato de que as Universidades
Católicas do Brasil formam instrutores de SwáSthya Yôga,
desde a década de 70. Tenho o privilégio de ter sido o intro-
dutor desse curso e de ser seu ministrante desde então, em
quase todas as Universidades Católicas, desde o Rio Grande
do Sul até o Norte/Nordeste.
DeROSE                                                      17

Em termos teológicos o que caracteriza a religião é o dogma
de fé. Não tendo dogmas, não pode ser religião. O Yôga não
os tem.
Além disso, o Yôga Clássico tem bases Sámkhyas. O Sám-
khya é uma corrente naturalista e que, em algumas fases
históricas, chegou a ser qualificada, erroneamente, de
materialista e ateísta, tal era a sua ausência de misticismo!
Então, o Yôga autêntico não pode sequer alimentar misti-
cismo algum. Consulte documentação no capítulo
Bibliografia discriminada, no livro Tratado de Yôga.
Pessoas de todas as religiões praticam Yôga, inclusive pa-
dres e freiras católicos, pastores protestantes, judeus, budis-
tas e xintoístas. Esse é o caso do Padre Haroldo J. Rham,
que no livro Esse terrível jesuíta, da Editora Loyola, na
página 138 aparece numa foto praticando sirshásana sobre
um colchonete com o nosso logo da Universidade de Yôga.

7. Se o Yôga não tem misticismo, de onde vem todo
aquele espiritualismo e conceitos reencarnacionistas?
O Yôga não aplica tais conceitos. O reencarnacionismo e o
espiritualismo pertencem a uma outra filosofia indiana cha-
mada Vêdánta. Várias outras correntes de pensamento indi-
anas também adotam tais conceitos, mas não o Yôga puro
pelo fato de este não possuir teoria especulativa. O Yôga é
estritamente técnico. Fique atento: quando alguém se
propuser a falar sobre Yôga, mas abordar temas teórico-
especulativos ou doutrinários poderá estar ocorrendo
equívoco ou má-fé.
As pessoas confundem Vêdánta com Yôga por falta de in-
formação. Esta confusão é encontrada em muitos livros de
Yôga, especialmente quando o autor for adepto do Vêdánta.
18                                           TUDO SOBRE YÔGA

Na verdade, o Yôga não tem nem afinidade de origem com o
Vêdánta. O Yôga Antigo, tanto o Pré-Clássico quanto o
Clássico, era de linha Sámkhya. Ora, Sámkhya e Vêdánta
são filosoficamente opostos entre si, já que o primeiro é
naturalista e o segundo, espiritualista. Naturalista é a filoso-
fia que atribui causas naturais a todos os efeitos. Espiritua-
lista é a que atribui causas sobrenaturais.
A afinidade de origem do Yôga com o Sámkhya (e não com
o seu oposto, o Vêdánta) encontra respaldo em toda a lite-
ratura séria sobre o assunto.
O próprio Bhagavad Gítá, que não é literatura de Yôga nem
de Sámkhya, associa o Yôga com o Sámkhya, e não com o
Vêdánta, ao declarar: "Yôga é poder. Sámkhya, conheci-
mento. Quem possui Yôga e Sámkhya, nada mais tem a
conquistar." Até o dicionário Aurélio concorda: "Yôga é a
prática da filosofia Sámkhya." Excelente definição!
Yôga e Sámkhya, juntos, são denominados sanátane dwe,
que significa "as duas mais antigas" ou "as duas eternas".

8. E sobre a existência de gurus no Yôga?
O termo guru aqui no Ocidente ganhou uma conotação de
mestre influente, mentor respeitado, pessoa que orienta ou
aconselha (Dicionário Houaiss). Acontece que na Índia,
guru não tem forçosamente esse sentido e sim,
simplesmente, o de professor de qualquer disciplina. Eu
mesmo tive lá um guru de música, um guru de línguas e um
guru de filosofia. Então, a palavra em si é um termo bem
despretensioso. Assim sendo, no correto sentido hindu, sim,
qualquer instrutor de Yôga, de escola primária, de idiomas,
de qualquer disciplina é um guru. Mas no sentido popular,
não, SwáSthya Yôga não tem nada a ver com “gurus”.
DeROSE                                                   19

9. O Yôga é uma espécie de ginástica?
Não. O Yôga não é nenhum tipo de ginástica nem modali-
dade alguma de Educação Física. Uma prática completa de
Yôga compreende técnicas emocionais, mentais, corporais,
bioenergéticas etc., através de procedimentos orgânicos,
respiratórios, relaxamentos, limpeza de órgãos internos,
vocalizações, concentração, meditação. Ora, isso não per-
tence à área de Educação Física. Mesmo as técnicas corpo-
rais do Yôga não são atividade física nem desportiva e são
completamente diferentes das da ginástica. Até as regras e
os princípios são totalmente diversos. Vejamos alguns
exemplos:

1) MOVIMENTO
•   Na Educação Física o movimento e a repetição são
    elementos fundamentais. A boa forma, os efeitos e o
    bom rendimento dependem da repetição adequada.
•   No Yôga, mais do que o movimento, o que importa é a
    permanência na fase crítica da técnica e, mais do que a
    repetição do mesmo procedimento, importa a diversifi-
    cação das técnicas, ainda que possam ser convergentes
    com relação aos efeitos proporcionados.

2) AQUECIMENTO
•   Na Educação Física é imprescindível um bom aqueci-
    mento muscular prévio para evitar distensões.
•   No Yôga não se faz aquecimento prévio, mesmo que
    esteja muito frio. Apesar disso, no Yôga não se obser-
    vam distensões. O fenômeno explica-se, em parte, pela
    ampla consciência corporal desenvolvida pelo prati-
    cante, que passa a conhecer perfeitamente seus limites e
20                                          TUDO SOBRE YÔGA

     sabe que não deve excedê-los e, em parte, pela sofisti-
     cada tecnologia desenvolvida empiricamente durante
     cinco mil anos de experiência.
Ocorre que, quando as fibras musculares são aquecidas, dilatam-
se, dando a falsa impressão de maior flexibilidade, mas depois
voltam a se contrair pelo esfriamento no final do exercício. No
SwáSthya Yôga não utilizamos aquecimento, o que faz com que
as fibras musculares desenvolvam um alongamento real,
definitivo, mesmo quando o corpo estiver frio.
Isso também fundamenta fisiologicamente o fato compro-
vado de que a performance conquistada pelo praticante de
Yôga incorpora-se definitivamente ao seu patrimônio corpo-
ral e ele, mesmo parando de seguir um programa regular de
prática, não perde a boa forma durante meses ou anos, de-
pendendo do nível de adiantamento obtido na fase de trei-
namento intensivo.
Assim, quando um praticante de Yôga é surpreendido por
um incidente físico conta com um organismo muito bem
condicionado a reagir sem a necessidade de aquecimento
prévio. Como um gato, fica instantaneamente em condições
neurológicas e endócrinas para enfrentar o desafio. Depois,
volta rapidamente à calma.

3) ÁREAS ATINGIDAS
•    A Educação Física atinge prioritariamente músculos e
     articulações. Depois, o sistema cardiovascular. Só se-
     cundariamente, o resto do organismo. A mente não é
     trabalhada e limita-se a receber o benefício da higiene
     mental, o "mens sana in corpore sano". Mas não há
     exercícios mentais nessa especialidade que se propõe a
     uma educação física.
DeROSE                                                   21

•   No Yôga é exatamente o inverso. Os efeitos começam
    se processando nas áreas mais profundas e afloram até
    chegar ao organismo. Nele, manifestam-se inicialmente
    nos sistemas nervoso e endócrino. Depois, no sistema
    circulatório e nos órgãos internos. Só por último os
    resultados chegam às demais partes do organismo.

4) RESPIRAÇÃO
•   Na Educação Física dá-se uma razoável importância à
    respiração, porém não há uma tecnologia respiratória
    específica. Basta fazer respirações profundas. Permite-
    se respirar pela boca. Tradicionalmente (ainda hoje) é
    comum que o treinador mande o desportista encher de
    ar a parte alta do tórax em detrimento da região dia-
    fragmática, que é a mais importante pela quantidade
    maior de ar que comporta.
•   No Yôga, uma das primeiras coisas é reaprender a
    respirar. Respirar sempre pelas narinas, fora os casos
    excepcionais. Fazemos treinamento para dominar eleti-
    vamente os músculos respiratórios abdominais numa
    circunstância, intercostais noutra, subclaviculares nou-
    tra e assim por diante. Controlamos diferentes ritmos
    para distintos objetivos, e acoplamos a determinadas
    técnicas respiratórias a contração deste ou daquele
    plexo ou glândula endócrina, a fim de dinamizar o
    efeito da técnica.
Utilizamos 46 respiratórios diferentes e mais alguns que não
podem sequer ser ensinados por livros, tal o poder que pos-
suem e também devido à sua capacidade de despertar para-
normalidades. Estas, as paranormalidades, também não
fazem parte do currículo de Educação Física!
22                                         TUDO SOBRE YÔGA

5) GASTO DE ENERGIA
•    Na Educação Física tudo produz consumo de energia,
     sem o quê os efeitos não se processam.
•    No Yôga, em sete oitavos da prática (sete em oito tipos
     de técnicas) o dispêndio de energia é próximo de zero.
     Em todos os oito feixes de técnicas capta-se, gera-se,
     canaliza-se ou armazena-se energia solar, telúrica e prá-
     nica de diversos tipos, das mais variadas fontes limpas e
     inesgotáveis.
Por isso as técnicas de Yôga são agradáveis e não cansam.
Mesmo sem esforço os efeitos ocorrem com intensidade,
desde o primeiro dia.

10. O Yôga é melhor que Educação Física?
São duas coisas completamente diferentes. Portanto, ne-
nhuma é melhor que a outra. Todo praticante de Yôga deve-
ria fazer algum esporte e todo desportista deveria comple-
mentar com o SwáSthya Yôga.

11. Então, o praticante de Yôga pode fazer ginástica,
musculação, dança e artes marciais?
Pode e deve. São coisas completamente independentes do
Yôga, contudo, consideramo-los bons, saudáveis e eficientes
naquilo a que se propõem. O Yôga tem propostas diferentes,
mas não divergentes.

12. Mas a ginástica não prejudica o Yôga?
Não. Alguns praticantes declaram que a partir do momento
em que começaram a fazer ginástica sentiram que a flexibi-
lidade reduziu, porém isso não chega a constituir problema.
DeROSE                                                                      23

Basta fazer uma boa sessão de alongamento após a aula de
ginástica, musculação, dança ou artes marciais e a sua flexi-
bilidade será preservada. Ou, ainda no local da prática es-
portiva, deixar o corpo esfriar executando ásanas do Yôga.
Aliás, dá na mesma, pois o "alongamento" nasceu do Yôga.
É nada mais do que um dos muitos aspectos da parte
orgânica do Yôga. Confira declaração no livro Alongue-se,
de Bob Anderson, página 66 e compare os exercícios que ele
ensina com as técnicas de Yôga.
Sobre alongamento e flexibilidade, o ilustre Prof. Dr. Estélio
Martins Dantas, ex-preparador físico da Equipe Brasileira
Feminina de Ginástica Olímpica, declara em seu artigo
Flexibilidade versus Musculação publicado na revista Sprint
de maio/junho de 1985, referindo-se aos métodos utilizados
em Educação Física:
   "Método Ativo (...) consiste em realizar três a quatro séries com dez a vinte
   repetições cada uma. Devido a constantes estiramentos, ativa os fusos
   musculares provocando contração muscular e tornando o trabalho mais difícil
   e doloroso.

   "Método Passivo - consistindo em posições estáticas, foi inspirado no Yôga.
   Além de ser 20% mais eficiente que o método ativo (Oliveira-1980), segundo
   De Vries, citado por Kuntzleman (1978), 'representa menos perigo de dano
   tecidual, tem menor demanda energética e faz prevenção e/ou consegue
   aliviar a tensão e a dor muscular.'

   "Atualmente, principalmente em ginástica olímpica vem sendo empregado
   este método com permanências extra-longas (em torno de 5 minutos)."
24                                           TUDO SOBRE YÔGA

13. O Yôga é terapia?
Não. Afirmar que o Yôga é terapia é o mesmo que declarar
que natação ou tênis são terapias. Algumas pessoas podem
praticar tênis como "uma verdadeira terapia" ou natação
para asma, mas isso não pode desvirtuar a verdadeira
natureza do tênis ou da natação, que é a de esporte.
Da mesma forma há quem explore a yôgaterapia, que não é
Yôga e sim um sistema medicinal inspirado no Yôga. Esse
fato não deve desfigurar a identidade do Yôga, que é sabi-
damente uma filosofia. Todos os dicionários e enciclopédias
classificam o Yôga como filosofia.
Para uma pessoa saudável, o Yôga aprimora sua saúde de tal
forma que constitui uma excepcional profilaxia, eliminando
enfermidades futuras, antes mesmo que se manifestem. Para
um praticante que passe por um problema de saúde temporá-
rio, o Yôga tem a propriedade de reduzir verticalmente a
intensidade do mal passageiro e restituir a saúde do yôgin
muito rapidamente. No entanto, não se deve procurar o
Yôga só quando se está precisando.

14. Mas os médicos não recomendam aos seus pacientes
a prática do Yôga?
Hoje já verificamos uma tendência dos médicos a só indicar
o Yôga para pacientes saudáveis e mais jovens. Pessoas que
precisam se exercitar ou administrar o stress, mas não são o
que se pode classificar como "doentes".
O Yôga Pré-Clássico (o mais antigo) não menciona finalidades
terapêuticas. Tais referências só surgem lá pela Idade Média,
cerca de 4000 anos após a origem dessa filosofia. Portanto, isso
não faz parte da proposta original do Yôga.
DeROSE                                                     25

Não basta cuidar dos sintomas mediante um tratamento
limitado a mascarar cada uma dessas manifestações. Elas
podem ceder, mas voltam. Ou então, estouram noutro lugar.
É como se o stress fosse um assaltante na sua casa e dispa-
rasse o alarme, mas você preferisse, em vez de tratar da
causa, desligar o alarme já que ele faz barulho e incomoda.
Podemos aliviar os sintomas, desde que também cuidemos
das causas. Isso, o Yôga nos proporciona.
Ensinar Yôga a enfermos ou para a terceira idade obrigaria a
adaptação e simplificação das técnicas, tornando-as
obsessivamente leves e passivas. Esse procedimento afasta-
ria da escola que assim procedesse, o público jovem e
saudável para o qual nossa arte foi criada e deixaria no seu
lugar os idosos e doentes. Como seqüela final, essas práticas
simplificadas não teriam poder suficiente para produzir os
efeitos a que o Yôga se propõe: kundaliní e samádhi.

15. Se assim é, há algum motivo pelo qual os livros de
Yôga relacionam tantos efeitos terapêuticos?
Sim: eles existem. Negá-los seria mentir. Porém, é preciso
esclarecer que são efeitos colaterais, acidentes de percurso e
que a proposta do Yôga não é essa.

16. Para que serve o Yôga?
Essa pergunta faz tanto sentido quanto esta outra: para que
serve a dança? Ou, para que serve jogar golfe? Ou, ainda,
para que serve tocar piano ou pintar um quadro?
Não se deve pensar no Yôga em termos de "toma lá, dá cá".
Não devemos ir ao Yôga em busca de benefícios (nem físi-
cos, nem – muito menos – espirituais!). Devemos ir ao Yôga
26                                         TUDO SOBRE YÔGA

se já há algo dentro de nós que nos impele a ele tal como
impele o artista a pintar.
Freqüentemente confundem-se os meios com o fim. O fim,
ou meta, em qualquer tipo de Yôga, é o autoconhecimento
proporcionado pelo samádhi. Mas como via para atingir esse
estado de hiperconsciência, de megalucidez, o SwáSthya
Yôga proporciona uma gama de efeitos preliminares que
servirão de reforço da estrutura biológica, incrementando a
vitalidade, a saúde, a energia e a longevidade para que o
yôgin consiga atingir a meta.
Tais benefícios corporais (musculares, articulares, circulató-
rios, neurológicos, endócrinos) não passam de efeitos colate-
rais, simples conseqüências secundárias, meras migalhas
que caem da mesa principal. Quem se dedica ao SwáSthya
Yôga em função dos seus efeitos é como se tivesse sido
convidado para uma festa maravilhosa, com gente lindís-
sima e, ao invés de ir ao epicentro da recepção, tivesse fi-
cado na cozinha, faturando os salgadinhos, e achando que
estava sendo muito esperto por levar essa "vantagem".

17. Está bem. A pergunta anterior foi mal formulada.
O que todo o mundo quer saber é: quais são os efeitos
secundários do SwáSthya Yôga que fazem bem à saúde?
O SwáSthya proporciona uma flexibilidade espantosa e um
excelente fortalecimento muscular. Com suas técnicas bio-
lógicas beneficia a coluna vertebral, e todos os órgãos.
É muito freqüente o iniciante exclamar que logo após as
primeiras sessões ficou livre de uma enxaqueca que o
atormentara durante dias, ou que libertou-se de uma asma de
anos, resistente a todos os tratamentos, ou ainda que estava
DeROSE                                                      27

curado de uma dor nas costas atribuída a algum suposto
problema de coluna, cujas terapias anteriores só serviram
para aliviar temporariamente, mas sem resultados
definitivos.
Na verdade, os efeitos rápidos sobre as úlceras, a hiperten-
são, a insônia, a impotência sexual, as dores de cabeça ou
das costas podem ser muito mais facilmente explicados se os
atribuirmos à redução de stress. Administrando a tensão
emocional, nervosa e muscular, podemos aliviar uma vasta
gama de sintomas que são apenas sinais de alarme, mas não
chegam a ser, ainda, enfermidades na acepção do termo.
Acontece que a relação custo/benefício do Yôga é muito
vantajosa uma vez que, não sendo terapia e sim uma prática, o
preço é considerado irrisório comparado com o que cada
praticante já despendeu anteriormente tentando outros recursos.

                     COMO FUNCIONA.
Os ásanas regulam o peso por estimulação da tireóide, oxi-
genação cerebral pelas posições invertidas, consciência
corporal, coordenação motora e alongamento muscular que
auxiliará outros esportes.
Os kriyás promovem a higiene interna, das mucosas do
estômago, dos intestinos, do seio maxilar, dos brônquios,
das conjuntivas, etc.
Os bandhas prestam um massageamento aos plexos nervo-
sos, glândulas endócrinas e órgãos internos.
Os pránáyámas fornecem uma cota extra de energia vital,
aumentam a capacidade pulmonar, controlam as emoções,
28                                        TUDO SOBRE YÔGA

permitem o contato do consciente com o inconsciente e
ajudam a conseguir o domínio da musculatura lisa.
Os mantras, em primeira instância aplicam vibração de sons
e ultra-sons para desesclerosar meridianos energéticos; em
segunda instância permitem equilibrar os impulsos de intro-
versão/extroversão e dinamizar chakras; em terceira instân-
cia, ajudam a obter o aquietamento das ondas mentais para
conquistar uma boa concentração e meditação.
O yôganidrá é o módulo de relaxamento, que auxilia a todos
os anteriores e, juntamente com os demais angas da prática,
implode o stress.
O samyama (concentração, meditação e outros estados mais
profundos) proporciona a megalucidez e o autoconheci-
mento.
Estes efeitos, e muitos outros, são simples conseqüências de
práticas e procedimentos. Ocorrem como resultado natural
de estarmos exercitando uma filosofia de vida saudável. Se
aprendemos a respirar melhor, relaxar melhor, dormir me-
lhor, comer melhor, excretar melhor, fazer exercícios mode-
rados e manifestar uma sexualidade melhor, os frutos só
podem ser o incremento da saúde e a redução de estados
enfermiços.
          O PRATICANTE QUE QUER BENEFÍCIOS.
Existem dois tipos de praticante: um que vem buscando
benefícios e outro que vem buscando Yôga. Cada qual vai
encontrar o que veio buscar. Para o instrutor, o praticante
que deseja Yôga e não vantagens pessoais é mais gratifi-
cante. Isso não significa que vamos recusar nem discriminar
o outro. Esperamos simplesmente reeducá-lo para conscien-
DeROSE                                                      29

tizar que uma coisa nobre é o Yôga e outra bem inferior são
seus efeitos.
O praticante que quer o Yôga e não meramente os seus
benefícios, lê, pesquisa, investe, dedica-se. Já o que busca
efeitos, esse não está se importando com a seriedade ou
autenticidade do método, encorajando, dessa forma malsã, a
disseminação de ensinantes sem formação nem habilitação,
mas que saibam prometer benefícios.
O sádhaka que busca benefícios não valoriza os estudos
mais profundos nem as sofisticações técnicas que seu ins-
trutor se esforça por oferecer. Ele quer benefícios e tanto faz
se o método é autêntico ou não, desde que consiga usufruir
dos efeitos. Mesmo que eles sejam produto de uma mistura
exótica e apócrifa que nada tenha a ver com o Yôga.
Agora, imagine uma outra situação, conseqüência da atitude
acima descrita. Suponha que você é um professor de Ballet
Clássico e, cada vez que vá ensinar uma técnica mais elabo-
rada para tornar seu aluno um bailarino de verdade e não um
mero iludido, ele reclame:
– Ah! Professor, não exija tanto de mim. Eu não estou aqui
para aprender a dançar. Vim só para emagrecer.
E um outro:
– Eu também não quero dançar. Só quero melhorar da
coluna.
E outro mais:
– Já não estou em idade de dançar. Meu médico me mandou
aqui para tratar da asma.
No final, você é professor de dança, mas ninguém quer
aprender a dançar, pois estão todos de olho só nos benefícios
30                                        TUDO SOBRE YÔGA

para a saúde! Que frustração! Isso é o que ocorre sistemati-
camente com os instrutores de Yôga.
Por essa razão não gostamos de falar sobre os superlativos
benefícios que a prática do Yôga pode proporcionar. Quem
vem praticar conosco é porque entendeu nossa proposta e já
sabe o que quer.

18. Parando de praticar o Yôga os efeitos cessam? Em
quanto tempo perde-se a boa forma?
Você praticamente não sai de forma. Os progressos são in-
corporados ao seu patrimônio corporal. Tenho acompanhado
casos de pessoas que pararam de executar as técnicas
durante até dez anos e a boa forma, a flexibilidade e a mus-
culatura foram muito bem conservadas.
Antes que você queira julgar o Yôga pelos parâmetros da
Educação Física, lembre-se de que Yôga não é atividade
física nem desportiva, não é ginástica, nem esporte. Segue
princípios e leis absolutamente distintos dos da Educação
Física.
Para preservar por tempo indeterminado os efeitos obtidos
com o Yôga é necessário apenas que antes de parar você
tenha praticado durante um período razoavelmente longo, a
fim de atingir um bom nível de adiantamento.

19. O Yôga é só para homens?
Na Índia, seu país de origem, o Yôga é uma arte de cavalhei-
ros. Muito raro é encontrar-se uma senhora indiana prati-
cando em uma escola ou ashram, a não ser nos grandes
centros como New Delhi. Se alguém lhe pedisse para citar
DeROSE                                                 31

dez autores de Yôga hindus, é bem provável que você
citasse dez homens e nenhuma mulher.
No Ocidente homens e mulheres praticam normalmente,
assim como podem se dedicar ao Karatê que é outra arte
oriental destinada originalmente aos homens.

20. O Yôga não é uma modalidade suave, muito parada?
Uma espécie de relaxamento?
O Yôga Antigo não é uma espécie de relaxamento. Ele é
biológico, não cansa e não agride músculos, ligamentos ou
vértebras. Contém técnicas de relaxamento, mas elas
constituem apenas uma pequena parte. O que ocupa a maior
parte do tempo de uma prática regular são os outros
procedimentos, tais como os respiratórios, as técnicas
orgânicas, a concentração, os mantras, a meditação etc.

21. O Yôga não deve servir só para orientais, já que foi
criado na Índia e nós ocidentais somos diferentes?
Diferentes em quê? Na anatomia e fisiologia? Sabemos que
não. O mesmo alimento nutre tanto a um ocidental quanto a
um oriental. O mesmo veneno mata os dois. O mesmo re-
médio cura a ambos.
Ah! Então, é psicologicamente que somos diferentes? Tam-
bém não. Não existe uma psicologia para ocidentais e outra
para orientais: é uma e única para todos.
Afirmar que Yôga não funciona para ocidentais por ter sido
criado no Oriente é estultícia. Seria o mesmo que afirmar
que Judô, Karatê, Kung-Fu não funcionam para nós por
terem sido criados por orientais.
32                                            TUDO SOBRE YÔGA

Aliás, o papel, a seda, a bússola, a pólvora, o macarrão, o
jogo de xadrez, a roda, a massagem, a acupuntura, a mate-
mática, os algarismos "arábicos" (na verdade índicos), o
conceito do zero, a química, a astronomia, a medicina... tudo
isso foi criado pelos orientais. Até o Cristianismo veio do
Oriente! Devemos então supor que todas essas coisas não
servem para nós?
Isso de dizer que orientais são diferentes dos ocidentais
constitui apenas um pretexto separatista entre seres humanos
para justificar os atos de violência física ou moral contra
nossos irmãos orientais, negros, índios, judeus, latinos etc.
tais como guetos, colonialismo, apartheid.
     “Quando vós nos feris não sangramos nós? Quando nos divertis
     não rimos nós? Quando nos envenenais, não morremos nós?
     Se somos como vós em todo o resto, nisso também seremos
     semelhantes.”
                Shakespeare, O Mercador de Veneza Ato III cena 1

22. Mas o Yôga foi criado há muito tempo e não há de
servir para o homem moderno que vive noutra realidade
cultural.
Poderíamos nos reportar à resposta anterior e perguntar se
todas aquelas criações dos orientais surgidas há centenas e
há milhares de anos ainda estão atualizadas e se ainda ser-
vem para nós...
Mas, vou preferir abrir mais uma comporta no bom-senso.
O homem contemporâneo não é nem um pouco diferente
dos seus ancestrais de 5000 anos.
Um antigo filósofo grego escreveu, antes de Cristo, que não
gostava da vida nas grandes cidades devido à poluição
DeROSE                                                    33

sonora, excesso de fumaça, gente demais, tráfego
engarrafado, muita violência e corrupção. Ora, isso não
mudou nada.
Nas escolas de oficias das Forças Armadas estudam-se as
guerras de há quatro mil anos, apesar dos avanços
tecnológicos na área bélica, já que a estratégia militar é
praticamente a mesma até hoje. A História se repete. Há,
inclusive, um DeRose Sútra que diz: “Há dois mil anos, o
povo se satisfazia com pão e circo. Hoje, contenta-se com
pain au chocolat e Cirque du Soleil.” Continua tudo igual!
O Homem não evolui tão depressa e continua sendo o
mesmo. Aliás, por ironia, o tronco que está fazendo superla-
tivo sucesso no século XXI é justamente o Pré-Clássico:
para o Homem moderno, o método que mais agrada é
precisamente o mais antigo. Denomina-se Dakshinachara-
tántrika-Niríshwarasámkhya Yoga, denominado SwáSthya,
após a codificação.

23. O que é o SwáSthya?
SwáSthya Yôga é o nome da sistematização do Yôga Antigo.
O SwáSthya alcançou grande notabilidade, pois representa o
reconhecimento de uma estirpe muito mais ancestral do que
o Yôga Clássico. O SwáSthya é a sistematização da
linhagem Dakshinacharatántrika-Niríshwarasámkhya Yôga,
pré-clássica, pré-ariana, pré-vêdica, proto-histórica: a mais
antiga, portanto, extremamente autêntica.
O fato é que jamais alguém se deteve a estudar o Yôga pri-
mitivo do povo drávida, que floresceu em Mohenjo Daro, no
Vale do Indo, a noroeste da Índia. Os atuais hindus são des-
cendentes dos arianos que chegaram milhares de anos
34                                         TUDO SOBRE YÔGA

depois e subjugaram os drávidas. A partir de então, tudo o
que se referia à cultura dravidiana foi condenado à exclusão
e ao esquecimento. O Yôga sobreviveu graças à sua
arianização, o que equivale a dizer, graças à sua deturpação.
Mediante a inversão diametral dos valores comportamentais
antes vigentes no Vale do Indo, ele se adaptou deixando de
ser tântrico para ajustar-se à nova ordem brahmáchárya e,
assim, tornou-se aceito pelos áryas vitoriosos na grande
guerra de ocupação.
Por isso, quando apresentamos a primeira sistematização
mundial do SwáSthya ocorreu algo como uma revolução na
história do Yôga. O mais interessante é que todos os fatos
sobre os quais trabalhei eram dados conhecidos e publicados
há tempos em obras conceituadas sobre História, Arqueo-
logia, Antropologia, Yôga, Sámkhya etc. Se houve algum
mérito ele foi apenas o fato de combinar essas informações
de tal forma que ninguém pudesse negar suas conclusões.
Os que tentam contestá-las fazem-no mediante um discurso
tão visivelmente emocionalizado e sem apresentar nenhuma
documentação legítima, que perdem a credibilidade.
Sobre isso, não admita questionamentos gratuitos, nem
blefes. Exija que o eventual contestador apresente provas, ou
seja, um livro contendo os elementos fundamentais da nossa
estrutura, conforme estudaremos na próxima questão, e com
data de publicação anterior à do nosso Prontuário de
SwáSthya Yôga.
O livro mais antigo que encontramos sobre um Yôga possi-
velmente aparentado com o nosso chama-se SwáSthya aur
Yôgásana e foi publicado na Índia na década de 80, por-
tanto, muitos anos depois do Prontuário de SwáSthya Yôga
DeROSE                                                                    35

ter tido várias edições no Brasil (desde a década de 1960) e
na Europa, anos depois dessa obra ter sido introduzida nos
mosteiros e bibliotecas públicas da Índia.

24. Em que consiste o SwáSthya Yôga?
O SwáSthya tem três características principais:
A. sua prática extremamente completa, em oito módulos;
B. a introdução do conceito das regras gerais de execução;
C. a execução das técnicas (ásanas, mudrás, bandhas etc.),
   formando seqüências encadeadas ou coreográficas.

A. A prática regular em oito partes denomina-se ashtánga
sádhana e é constituída por:
   1.    mudrá       (gesto reflexológico feito com as mãos);
   2.    pújá        (retribuição ética de energia);
   3.    mantra      (vocalização de sons e ultra-sons);
   4.    pránáyáma   (expansão da bioenergia através de respiratórios);
   5.    kriyá       (atividade de purificação das mucosas);
   6.    ásana       (técnica orgânica);
   7.    yôganidrá   (técnica de descontração);
   8.    samyama     (concentração, meditação e samádhi)


B. Com a sistematização do SwáSthya, pela primeira vez na
História aparece referência a regras gerais de execução em
um livro de Yôga. São regras de respiração, de permanência,
de repetição, de localização da consciência e mentalização.
Consulte as regras no livro Tratado de Yôga.
C. Resgatando uma forma primitiva, perdida na noite dos
tempos, é reintroduzida a execução sem repetição e com
passagens que estabelecem encadeamentos, constituem
36                                        TUDO SOBRE YÔGA

movimentos de ligação entre as técnicas, permitindo melhor
fluidez, numa seqüência que se convencionou chamar de
coreografia.
Para compreender melhor, recomendamos que o leitor
assista o DVD da Companhia SwáSthya de Artes Cênicas,
disponível gratuitamente no nosso site www.Uni-Yoga.org.
O que você vai ver é um espetáculo de arte e beleza que
transcende sua mais fértil imaginação sobre a imagem das
técnicas do Yôga.

25. Como foi realizada a sistematização do SwáSthya
Yôga?
Ela foi inspirada diretamente nos Shástras e meditando na
obra dos Mestres que nos precederam.

26. Yôga não aliena? Quer dizer, quem faz Yôga não fica
meio alheado, não pára de freqüentar os amigos, não
rompe com a família, não deixa o emprego, não pára de
ler jornais e fica só falando de Yôga e ouvindo música
suave?
É lamentável que haja quem pense assim. Isso tudo que a
pergunta enumerou são sintomas de uma pessoa portadora
de distúrbios de personalidade, que provavelmente precisa
de cuidados psiquiátricos.
Quem pratica a Nossa Cultura não age assim. A palavra
Yôga significa união, integração. Ora, integração é o oposto
de alienação. A proposta da nossa filosofia é integrar o
homem. Isso inclui integrá-lo ao seu meio social, familiar,
profissional, cultural. O yôgin é uma pessoa que está além e
não aquém. Para começar, ele não se comporta nem se veste
diferente dos demais, nem chama atenção sobre si.
DeROSE                                                     37

27. Já que os yôgins não se vestem diferentemente, quem
são aquelas pessoas que andam vestidas de indianos
pelas ruas, cada qual com uma vestimenta mais exótica?
Consideramos que cada qual tem a liberdade de se vestir
como bem entender, mas, em geral, quem ultrapassa os
limites do bom senso ou está sendo enganado ou está
querendo enganar. Tais pessoas, quase sempre são adeptos
de seitas. Isso não tem nada a ver com a nossa proposta.
Muita atenção: mesmo que algum movimento desses declare
que se dedica ao Yôga isso não pode ser verdade, já que esta
filosofia não é seita e não aprova ideologias radicais nem
fanatismo.
O que ocorre é que nosso Método conta com uma fama
muito grande e tem gente esperta que quer faturar em cima.
Se essa gente abrisse o jogo e confessasse ser de uma seita
interessada em aliciar adeptos e doutrinar pessoas, todo o
mundo simplesmente se poria na defensiva e recusaria a
catequese. Mas, como dizem tratar-se de Yôga, você lhes dá
uma chance e ouve o que eles têm a dizer.
A partir de hoje, já sabe: vestiu-se diferente, não tem nada a
ver com o Yôga. Na Índia vestimo-nos como indianos; na
Europa, como europeus; no Brasil, como brasileiros.

28. Mas os homens que praticam essa modalidade
costumam usar barba...
Como dizia Mark Twain, "toda generalização é perniciosa...
inclusive esta!"
Quem cultiva a barba não é por causa desta tradição
ancestral. Para seu governo, hindu não usa barba: usa
bigode. Quem ostenta umas belas barbas são os sikhs, mas
38                                         TUDO SOBRE YÔGA

eles tradicionalmente não fazem Yôga (a não ser os sikhs
ocidentais!). Yôga é uma tradição hindu e há séculos existe
um estado de animosidade entre sikhs e hindus.

29. O Yôga reprime? Ouvi dizer que os adeptos não
dançam, não podem comer de tudo e não podem ter uma
vida sexual plena e saudável.
A metodologia que ensinamos não reprime e não proíbe
coisa alguma. O que reprime é o sistema comportamental
ariano denominado brahmáchárya. Após a ocupação ariana
os indianos adotaram maciçamente o brahmáchárya e isso
faz crer aos menos informados que tudo o que venha da
Índia compreenda tal comportamento, mas não é assim.
Yôga é uma coisa e brahmáchárya é outra.
Na Cultura que propomos não há restrições à liberdade das
pessoas. Orientamos, mas dentro do respeito pela liberdade
de escolha. Cada um come o que quiser e faz da sua
sexualidade o que considerar mais adequado.
Quanto a dançar, Shiva, o criador do Yôga, era um dança-
rino que tinha o título de Natarája, "rei dos bailarinos". Em
sua representação tradicional aparece dançando dentro de
um círculo de fogo e pisoteando a ignorância, essa mesma
ignorância que leva algumas pessoas a divulgar concepções
errôneas sobre a metodologia que ensinamos.
Com relação às atitudes estranhas ou repressoras, tal respon-
sabilidade cabe muito mais à fantasia de uma mente confli-
tada e ao fanatismo típico de um praticante mal orientado.

30. Quer dizer que para praticar não sou obrigado a ser
vegetariano?
DeROSE                                                  39

A filosofia que preconizamos não obriga a coisa alguma. No
entanto, todos os esportes e até profissões têm um tipo de
alimentação especialmente recomendada. Imagine se um
executivo poderia ter a mesma alimentação de um estivador
ou vice-versa. Ambos renderiam menos e teriam sua
expectativa de vida abreviada.
Inclusive no esporte, cada modalidade tem uma alimentação
específica. Por exemplo, a dieta do corredor é diferente da
do fisiculturista. Mas a coisa ainda não é tão simples.
Entre os corredores, a alimentação do de 100 metros rasos é
uma e a do maratonista, outra. O primeiro precisa de
explosão, tem que ter em seus músculos elementos
nutricionais capazes de se transformar em grande quantidade
de energia em poucos segundos. O outro precisa que suas
reservas não se queimem nem em segundos nem em
minutos. É necessário um regime de lenta combustão para
que o maratonista perfaça os quilômetros a que se propôs e
tenha energia até o final.
No que concerne aos que se exercitam com pesos, também
verifica-se a necessidade de uma alimentação específica
para quem se dedica à hipertrofia muscular e outra bem
distinta para os que trabalham para definir a musculatura.
E assim sucessivamente, com detalhes e minúcias assom-
brosas. Alguns desportistas não estão levando muito a sério
essas filigranas nutricionais. Como conseqüência, temos
acompanhado o baixo rendimento dos Latino-americanos
nas Olimpíadas, perante outras nações que dão mais atenção
à dieta do desportista.
Muita gente diz que quer adotar a Nossa Cultura, desde que
ela não interfira nos seus hábitos. Acontece que tudo o que
40                                         TUDO SOBRE YÔGA

você for fazer seriamente, interfere. Se você pretende
aprender um instrumento musical, pintura ou esporte,
qualquer uma dessas coisas vai alterar os seus hábitos.
Modificará até pequenos detalhes como a sua maneira de
falar, vestir-se, pentear-se ou cortar as unhas!
O sistema que aplicamos não proíbe nada e não obriga a
coisa alguma. Você pode comer de tudo. Mas se quiser
aproveitar a totalidade do que o método tem para lhe ofere-
cer, recomenda-se uma alimentação específica, mais bioló-
gica, que proporcione determinados nutrientes necessários
em função quantidade de energia, do teor de consumo de
oxigênio e de gorduras, da quantidade/qualidade de proteí-
nas, vitaminas e sais minerais, do coeficiente de resíduos
deixados no organismo etc.
Nossa alimentação específica será mencionada na questão
correspondente. Nesta, só foi perguntado se o Yôga obriga o
praticante a tornar-se vegetariano. A resposta é: não obriga.

31. A alimentação preconizada é a natural ou a
macrobiótica?
Nenhuma das duas. Recomendamos o vegetarianismo como
seu sistema alimentar. Deve-se, contudo, evitar a rotulagem
já que as pessoas menos cultas pensam que vegetariano só
ingere salada (isso é o que vegetariano menos aprecia!). Ou
que vegetariano come carnes... brancas!
Como o vegetarianismo autêntico quase não tem diferença
da alimentação comum, a não ser pela ausência de bichos
mortos, sugerimos que o interessado em seguir tal experiên-
cia não se rotule. Em qualquer restaurante, pizzaria ou até
mesmo churrascaria, simplesmente peça o que desejar.
Jamais, mas jamais mesmo, pronuncie a palavra mágica
DeROSE                                                               41

"vegetariano". É como se, ao pronunciá-la, você estivesse
convidando os presentes a debater ou gracejar.
Se alguém tentar discutir alimentação com um vegetariano,
ainda que cordialmente, a atitude correta é dar um corte no
assunto, com toda a gentileza 1 . Não queremos doutrinar
ninguém. Mas também não admitimos invasão da nossa
privacidade. Cada qual que coma o que bem entender.
E nada de embaralhar com outros sistemas. Constitui gafe
imperdoável convidar um praticante da nossa tradição
cultural para uma refeição macrobiótica: ela é nada menos
que a corrente alimentar mais agressivamente oposta ao
sistema nutricional do Yôga.
Para maiores esclarecimentos, leia o nosso livro Alimenta-
ção Vegetariana: chega de abobrinha! E também:
    Dieta del Yôga, Edgardo Caramella, Editorial Kier.
    O Gourmet Vegetariano, Rosângela de Castro, edição da autora.

32. E com relação às drogas?
Nesse particular somos bem categóricos. Yôga e drogas
definitivamente não combinam.

33. Qual é o perfil de um praticante?
Entre os nossos alunos sempre houve pessoas de ambos os
sexos em proporção semelhante e pessoas de todas as ida-
des, profissões, raças e credos.




1 Leia nosso livro Boas Maneiras no Yôga, que serve também para quem não
pratica, mas quer tornar-se mais polido.
42                                        TUDO SOBRE YÔGA

Nos últimos anos nosso trabalho vem sendo mais procurado
por estudantes, empresários, executivos, profissionais
liberais, desportistas, políticos e artistas.
A faixa de idade estabilizou-se entre 20 e 50 anos de idade.
Algumas pessoas com menos, outras com mais. Quanto às
religiões dos praticantes, notamos que cresceu bastante o
número de adeptos de todas as religiões. Dentre os
protestantes temos observado mais procura por parte dos
adventistas e batistas. Os que não compreendem nossa
filosofia e chegam a publicar matérias difamatórias são
algumas seitas evangélicas. Mas isso se explica: algumas
são pessoas humildes que pela injustiça social ficaram
comprimidas na base da pirâmide cultural.
Em termos sócio-econômicos, nosso sistema de
aprimoramento pessoal é mais procurado pelas classes
culturais A e B. A classe C gosta de Yôga, mas poucos desse
grupo o praticam em escolas especializadas por problemas
econômicos. Por outro lado consomem muitos livros e CDs
para praticar sozinhos. Já a classe D cultural não sabe o que
é o Yôga, não faz parte do seu universo. Pensa que se trata
de alguma espécie de seita, ou de ginástica, ou de terapia.
As profissões que mais procuram nossa escola são, em
primeiro lugar, os engenheiros; depois, os advogados,
médicos, dentistas, arquitetos, professores de educação
física, dança e artes marciais. Os estudantes universitários
também formam uma parcela expressiva.
Outra tendência observada nos últimos tempos foi a de
muitos empresários e executivos descobrirem que nossos
recursos podiam ajudá-los não apenas a administrar o stress,
mas também aumentar sua produtividade e melhorar sua
DeROSE                                                    43

qualidade de vida. Por esse motivo, muitos deles
introduziram o Método DeRose nas respectivas empresas.
Nos cargos de decisão e comando, ao controlar o stress,
nossa metodologia reduziu os índices de esgotamento,
estafa, úlceras, gastrite, pressão alta, enfarto, enxaqueca e
insônia. No pessoal de escritório, ao combater o
sedentarismo, eliminou dores nas costas, corrigiu alguns
problemas de coluna, hemorróidas, sonolência depois do
almoço e irritabilidade que atrapalhava as relações humanas
entre os funcionários e emperrava a máquina administrativa.
Entre os operários, aumentou a produtividade em cerca de
30%, pois oxigenou seus cérebros e lhes proporcionou mais
concentração, o que reduziu os erros operacionais e os
acidentes para quase zero. Em todos os escalões observou-se
uma queda considerável nas faltas ao trabalho por motivos
de saúde. Só de gripes, por exemplo, as faltas caíram pela
metade.
Os profissionais ligados à área de esporte nos procuram uma
vez que são beneficiados com o aumento de resistência,
alongamento muscular, flexibilidade, know-how contra
distensões, mais concentração e controle emocional.
Os artistas descobriram que nossos recursos precipitam a
sensibilidade e a criatividade. Aí, incluem-se os artistas
plásticos, os da música e até os da publicidade. É enorme o
número de cantores e atores de televisão que praticam
conosco, sem falar nos locutores que vêm buscar as técnicas
de respiração e mantra para educar a voz.
Os estudantes estão interessados no melhor aproveitamento
com menos horas de estudo e no controle do sistema
nervoso nas provas.
44                                          TUDO SOBRE YÔGA

Como vemos pelos exemplos acima, quase ninguém está
interessado no Yôga em si. Quase todos querem só os bene-
fícios utilitários que constituem apenas seus efeitos
colaterais, simples migalhas. Nossa Cultura é superlativa-
mente maior, mais importante e mais profunda do que esses
pequenos benefícios.

34. Qual a razão de termos uma imagem errada sobre
essa filosofia?
Acontece que temos imagens erradas sobre quase todas as
coisas.
É preciso que a imprensa, o jornalismo, a televisão, o rádio,
enfim, todos os profissionais da comunicação reconheçam a
grande responsabilidade que têm sobre a opinião pública e
assumam a boa vontade de esclarecer a população, fazendo
um trabalho sério e corrigindo a imagem distorcida.
O Yôga é suficientemente sensacional por si só, não precisa
do sensacionalismo. É lindo como espetáculo visual, não
necessita do aspecto circense.
Mas seria necessário recorrer à consultoria somente de
instrutores de Yôga diplomados, e jamais entrevistar leigos
que se autodenominem "professores de yóga" sem ser
formados, pois isso só embaralha mais e desinforma os
leitores ou espectadores.
Quando se buscam esclarecimentos sobre medicina entrevista-
se um médico formado e o mesmo ocorre com qualquer
profissão. No caso do Yôga a imprensa dá ouvidos a curiosos,
leigos e aventureiros ao invés de aplicar o cuidado ético de só
veicular opiniões técnicas autorizadas. Isso está errado.
DeROSE                                      45




                    Ricardo Poli
         Diretor da Unidade Centro Cívico
                Curitiba, PR, Brasil
COMO COMEÇAR? É PARA QUALQUER UM?
          QUAIS SÃO OS CUIDADOS?


35. O que é necessário para praticar SwáSthya Yôga?
Prioridade. Quando não há prioridade você vai colocando os
outros interesses na frente e declara que não tem tempo para
praticar Yôga. Assim ocorre com todas as coisas. Quando
você não tem disponibilidade para algo, o que falta não é
tempo. Você é que ocupou o seu tempo com o que supunha
ter mais importância. Portanto, não diga que não tem tempo!

36. SwáSthya Yôga é para qualquer um?
O SwáSthya é para pessoas sensíveis, educadas, cultas,
saudáveis, dinâmicas, disciplinadas, alegres e de bem com a vida.

37. Deve-se tomar banho depois de uma prática?
Não. O banho deve ser tomado antes. Mas não imediata-
mente antes. É preciso esperar pelo menos meia hora para
iniciar a prática.
Quem vai de casa deve banhar-se antes de sair. Quem vai do
trabalho diretamente para a prática deve procurar fazer uma
higiene tão boa quanto o possível antes de sair da sua
empresa. É que algumas técnicas intensificam a
desintoxicação que, por sua vez, acelera a eliminação pelos
DeROSE                                                   47

poros. Se você não estiver bem limpo vai exalar um
"perfuminho" nada agradável às narinas dos seus colegas.
Após a prática, deve-se esperar no mínimo meia hora para
tomar uma ducha, pois ela dispersa as energias que nosso
método visa a concentrar. Quanto mais tempo esperar antes
de banhar-se, melhor.

38. Quanto tempo depois de uma refeição deve-se prati-
car o SwáSthya?
O ideal é que o estômago, bexiga e intestinos estejam bem
vazios. Não sendo possível, procure praticar o mais longe
que puder da sua última refeição, no mínimo 3 ou 4 horas. E
procure fazer com que essa refeição que antecede a prática
seja bem leve: pouca quantidade e boa qualidade.
Fazer um dia de jejum por semana é revitalizante, rejuve-
nescedor, purificador, ajuda a manter a boa forma, beneficia
a pressão, reduz a dilatação estomacal, faz bem para o
fígado, dá um descanso ao organismo, melhora a lucidez,
aperfeiçoa o senso de disciplina e contribui para evitar
algumas enfermidades. Bem que você poderia escolher o dia
da sua prática de SwáSthya para dar esse descanso aos seus
órgãos internos.

39. É recomendável praticar durante o período menstrual?
Se vai praticar em casa, através de livros e sem exame
médico desaconselha-se por não haver um orientador a par
da saúde, idade e hábitos culturais da praticante. Em um
estabelecimento credenciado, com o instrutor qualificado em
classe e tendo feito um exame médico específico para a
prática do SwáSthya, não há contra-indicação expressa. A
48                                         TUDO SOBRE YÔGA

maior parte das praticantes e instrutoras pratica normal-
mente nesse período.

40. E para gestantes, há algum impedimento?
A gestação não é doença e por si só não impede a prática do
SwáSthya. Se a gestante está com algum problema de saúde,
aí sim, terá que ser estudado o que é que ela pode fazer ou
não. Contudo, o exame médico é uma rotina exigida por lei
para todos os praticantes de ambos os sexos e todas as
idades para qualquer modalidade, mesmo se ela for
inteligente e biológica, como é o caso do nosso método.
Se a gestante não praticava antes da gravidez, aconselha-se
que nos primeiros três meses de gestação pratique apenas os
respiratórios, relaxamentos, meditação, mantras, pújás,
mudrás, alguns kriyás (nauli, não) e apenas os ásanas mais
simples.
Se já era praticante, é só continuar e seguir as
recomendações do seu médico e do seu instrutor.
Nas escolas que aplicam o Método DeRose não trabalhamos
com gestantes para fins de parto. No entanto, ninguém precisa
interromper sua prática de SwáSthya por ter engravidado.

41. Crianças antes da puberdade podem praticar?
A idade ideal para iniciar é depois dos 15 anos. Em geral quem
começa antes, interrompe durante a adolescência. Por outro
lado, quem começa durante a adolescência não pára mais.
O Yôga não é para crianças nem para idosos. É para adultos
jovens de 16 anos em diante. Contudo, já foi explicado que
pode-se praticar com qualquer idade.
DeROSE                                                    49

Nós não trabalhamos com crianças e, por motivos adminis-
trativos, solicitamos aos pais que não as tragam, mas, se
elas quiserem, podem praticar em casa.

42. Como fica a questão das contra-indicações tão men-
cionadas por alguns autores?
Esses autores dirigem sua propaganda para os enfermos e
idosos. É natural que se preocupem tanto com as contra-
indicações. Nós trabalhamos com outro público, jovem e
saudável, portanto, não precisamos enfatizar esse tópico.
Ademais, o exame médico obrigatório já define satisfatori-
amente o que cada qual pode ou não executar.
Não obstante, as contra-indicações que citamos numa obra
anterior permanecem perfeitamente válidas para quem pre-
tenda praticar em casa. Como não sabemos a quantas anda a
saúde desse praticante, recomendamos uma margem de
segurança.

43. Quantas vezes por semana deve-se praticar?
Quantas vezes por semana deve-se praticar piano? Ou Ballet?
Ou Jiu-jitsu? Ou qualquer coisa que se queira levar a sério e
obter progressos concretos?
Evidentemente, deve-se praticar todos os dias, inclusive nas
férias. Se não tiver disponibilidade para treinar diariamente
na escola de Yôga, complemente com algumas horas em
casa, através das gravações em áudio e em DVD.

44. Quanto tempo por dia deve-se praticar?
Nos estabelecimento credenciados por este autor as sessões
são de 55 minutos. Em casa você deve praticar um tempo
compatível com o adiantamento que desejar. No início,
50                                          TUDO SOBRE YÔGA

alguns minutos por dia, aumentando aos poucos até o limite
desejado. Como em qualquer arte ou esporte você pode ter
pequenas, médias ou grandes aspirações. O tempo investido
deve ser diretamente proporcional às suas pretensões.
Por exemplo, muita gente tem seu trabalho, sua família e
ainda consegue tempo para dedicar ao tênis ou ao curso de
inglês. Como já dissemos, é uma questão de prioridade. Se
você se satisfizer em ser um tenista amador, apenas para
exercitar um pouco o seu corpo sedentário, então, nos fins-
de-semana passará quase sempre alguns minutinhos na
quadra. Com as aulas de piano, a mesma coisa. Depois do
trabalho, duas vezes por semana você pode ir ao professor
de música para brincar de extrair sons imperfeitos daquele
nobre instrumento. Agora, se você quer ser um pianista de
verdade, um músico sério, deve treinar pelo menos sete
horas por dia, como todo mundo sabe. Ballet também. Yôga
também. O tempo médio para a prática do SwáSthya em
casa é o mesmo que deve ser dedicado àquelas outras
modalidades, observando sempre o aumento gradual do
tempo. Lembre-se de que todo exagero é desinteligente e
você não vai querer ser considerado um dos poucos
imprudentes que se machucaram fazendo Yôga.

                  OITO MINUTOS POR DIA
Todavia, se você não deseja tornar-se praticante exímio e
não aspira pelas conquistas excelsas que o nosso método
pode proporcionar, se quer apenas manter a forma e produzir
efeitos benéficos sobre o corpo e o stress, o tempo mínimo
diário de prática é de 8 minutos. Isso mesmo: apenas oito
minutos por dia são suficientes. Por isso, é a disciplina ideal
para pessoas muito ocupadas que, justamente por esse
DeROSE                                                    51

motivo, são sedentárias e estressadas, precisando, então, dar
uma atenção à sua coluna, seus pulmões, sua circulação,
alongar sua musculatura.


            ORIENTAÇÃO SOBRE LIVROS ,
             ESCOLAS E INSTRUTORES.

45. Quais os melhores livros sobre o tema?
R.: Os melhores livros são os que ensinam o Yôga Antigo.
São os que não fazem tentativas de aliciamento ou
doutrinação para seitas, religiões e ideologias. Os que não
abrem concessões ao consumismo enfatizando benefícios
terapêuticos nem espirituais.
Chegue à livraria já com a lista dos livros que deseja
adquirir e não permita que lhe empurrem outra coisa, muito
menos aquele título que "está vendendo muito bem".
Resista heroicamente à tentação de ler qualquer coisa, só por
tratar-se de desta filosofia ou de alguma matéria suposta-
mente semelhante. Melhor é reler várias vezes um bom livro
do que ler vários livros novos de má qualidade. E,
convenhamos, com uma bibliografia tão boa e extensa como
a que recomendamos, você não tem necessidade de sair
gastando o seu tempo e dinheiro com livros que poderão
prejudicar não apenas a sua cultura, mas também a sua
saúde mental. Consulte o Tratado de Yôga, sobre a lista de
50 livros que recomendamos, de vários autores e diversas
modalidades.

46. Onde encontrar bons livros sobre o assunto?
52                                        TUDO SOBRE YÔGA

A bibliografia indicada encontra-se com mais facilidade nas
livrarias especializadas. Muitas fornecem livros pelo correio
e podem enviá-los para a sua cidade. Há também alguns
websites que podem fornecer os livros e entregá-los na sua
casa, como, por exemplo:
          www.yogabooks.com.br (Brasil)
          www.portaldeyoga.com.br (Brasil)
          www.mundodoyoga.com.br (Brasil)
          www.universoyoga.org.br (Brasil)
          www.tudosobreyoga.org (Portugal)
          www.yoga.online.pt (Portugal)
          www.yogaabasto.com.ar (Argentina)
          www.federaciondeyoga.org.ar (Argentina)

47. Deve-se ler qualquer livro que aparentemente tenha
a ver com esta filosofia ou assuntos similares?
Ler tudo o que lhe caia às mãos só por tratar-se suposta-
mente da nossa ou de outra filosofia, arte ou "ciência" que
você presume correlata, é um comportamento dispersivo.
Lamentavelmente, a maior parte dos livros sobre Yôga e
similares que se encontram comercializados não é honesta.
Sua leitura mais prejudica que ajuda. É melhor não saber
nada do que pensar que sabe!

48. Como saber que livros são desaconselháveis?
Desaconselháveis são os livros escritos por leigos que ensi-
nam uma visão distorcida e idéias erradas por ignorância do
autor, pois qualquer pessoa pode publicar um livro se o
editor achar que vai vender bem.
Desaconselháveis são os livros escritos por personalidades
psicóticas que muitas vezes implantam no leitor conflitos e
distorções de comportamento, ao pregar, por exemplo, que
DeROSE                                                    53

tudo é ilusão ou que a sexualidade, beleza, dinheiro etc. são
censuráveis.
Desaconselháveis são ainda os livros que, sob o pretexto do
universalismo ou da “rolística”, criam híbridos, mesclando
coisas incompatíveis e oferecendo ao leitor uma miscelânea
apócrifa que não vai levá-lo a lugar algum, mas que segura-
mente trará conseqüências desastrosas para sua saúde e
equilíbrio mental.
Não podemos generalizar, mas alguns sintomas são os se-
guintes:
a) Qualquer alusão à repressão sexual torna o livro potenci-
almente suspeito, pois é através da repressão sexual que
certas ideologias conseguem manipular as pessoas. A partir
do momento em que um animal é castrado, torna-se dócil.
b) Outro sinal de que um livro pode não ser sério é o fato de
o autor se mostrar ao leitor como uma pessoa muito espiri-
tualizada, boa e compreensiva, falando de Deus com
freqüência excessiva. No nosso métier, todos os lobos usam
pele de cordeiro.
c) Em termos de prática, uma característica de que um livro
não é confiável é ele mandar fazer as invertidas sobre a
cabeça usando a parede como apoio. O perigoso é
justamente a parede. A natureza é sábia. Se você não estiver
apto a executar a parada sobre a cabeça a Mãe Natureza
impedirá que você execute a técnica, fazendo-o cair e ficar
em segurança... no chão! Mas se houver uma parede atrás,
você não conseguirá cair. Ficará artificialmente retido nesse
apoio, mesmo sem ter condições ou saúde. Isso tem causado
problemas na coluna cervical e lesões mais sérias em
pessoas idosas ou enfermas que leram essa orientação num
livro aparentemente bem conceituado e puseram em prática
em casa, sozinhos, sem um exame médico.
54                                        TUDO SOBRE YÔGA

49. O que o professor acha dos livros do... ?
Não é cordial da parte do estudante apresentar questões que
eventualmente nos induzam a emitir alguma opinião
desfavorável acerca deste ou daquele autor, mesmo não
sendo de Yôga.

50. Quem pode lecionar?
Legalmente e moralmente só pode lecionar esta metodologia
quem tiver feito um Curso de Formação de Instrutores e
tenha sido aprovado pela Federação do seu Estado. A menos
que seja um dos raros veteranos possuidores da Carteira de
Instrutor, expedida na década de 60 pela extinta Secretaria
de Educação do Estado da Guanabara. Mas desses, pelas
nossas pesquisas, deve haver apenas um vivo e na ativa.
Hoje, o único certificado que tem validade perante a União
Nacional de Yôga é o documento unificado expedido
conjuntamente pela Universidade de Yôga em convênio com
uma Universidade Federal, Estadual ou Católica. Além da
validade jurídica, esse certificado tem a vantagem de exigir
um exame de revalidação que precisa ser prestado todos os
anos. Isso preserva a atualização e a excelência técnica do
instrutor.
Se o instrutor possuir esse tipo de certificado orgulhar-se-á
por havê-lo conquistado e o afixará em local bem visível no
seu local de trabalho. Não havendo o certificado, não é
instrutor formado, é "ensinante leigo". Confiar a ele sua
saúde, sua coluna, sua mente, seria equivalente a operar-se
com um neurocirurgião que declare não ser necessário
formar-se em medicina para exercer sua profissão.

51. Quanto se paga para praticar num bom estabelecimento?
DeROSE                                                    55

O costume é que o instrutor cobre por mês
aproximadamente o que um médico cobrar por uma
consulta, levando-se em conta o mesmo grupo sócio-
econômico. Se cobrar menos, desconfie. Em geral, trata-se
de um ensinante clandestino, não-habilitado, e seu
estabelecimento costuma ser ilegal.
Fora isso, existe uma norma sugerida pela União Nacional
de Yôga, e aceita pelas Federações de Yôga, que regula um
valor denominado mensalidade-padrão (MP$). A MP$
existe para permitir uma avaliação indexada dos custos reais
do instrutor para poder exercer sua profissão. Por exemplo,
se seu aluguel for equivalente a 20 MP$, ele já sabe que
precisará de vinte inscritos só para pagar pelo seu local de
trabalho, e assim sucessivamente.
O padrão não é caro. Qualquer curso de línguas, de
informática, de música, de pintura, tem custo mais alto.
Quem cobra abaixo da mensalidade-padrão é considerado
anti-ético. A MP$ é considerada a menor importância que
permita o desempenho honesto da profissão.
Um instrutor que cobre menos que o padrão não tem
condições financeiras de custear seu aprimoramento através
de cursos, congressos, livros, viagens, filiação a uma
entidade de classe, pagamento ao Supervisor etc. Baixando
seu preço, baixará o seu nível. E, indiretamente, estará
forçando os demais a baixarem também por uma questão de
mercado. Isso prejudica a todos e o principal prejudicado é o
consumidor que vai comprar um produto barato, portanto,
compatível com o preço em termos de qualidade.

52. Como encontrar uma boa escola?
Achar um bom estabelecimento não é fácil. Por isso a União
Nacional de Yôga mantém uma Central de Informações para
56                                       TUDO SOBRE YÔGA

fornecer os endereços credenciados junto à União, inclusive
as Federações reconhecidas e os Cursos de Formação
Profissional com validade legal.
Os telefones da Central são (11) 3064-3949 e 3082-4514; o
site é www.Uni-Yoga.org.
O website da Universidade de Yôga não vende nada. Mas
contém uma quantidade inimaginável de informações e
instruções – teóricas e práticas – sobre o Yôga Antigo.
O site permite downloads gratuitos de vários livros em
português, espanhol, italiano e alemão (brevemente também
em francês e inglês), MP3 de diversos CDs com aulas
práticas de SwáSthya em português e espanhol,
reprogramação emocional, meditação, mantras, música,
mensagens etc.
Disponibilizamos mais de 60 aulas gravadas, possibilitan-
do a interação com estudantes de todo o Brasil e de todo o
mundo. Tudo sem ônus algum. É o único site de Yôga com
essas características.
Divulgamos gratuitamente os endereços de mais de mil
instrutores de todos os tipos de Yôga, Yóga, Yoga e ioga
disponíveis no Brasil.
SOBRE O FUNCIONAMENTO DE UM
           ESTABELECIMENTO DE YÔGA



53. Qual o motivo da exigência de um atestado médico?
Nós não aceitamos atestado médico. O que exigimos é um
exame médico deve ser feito na própria ficha médica que as
escolas fornecem. Trata-se de um exame rápido e simples,
que qualquer médico formado, de qualquer especialidade
está habilitado a preencher.
A avaliação médica é uma exigência da Lei. Estabelecimentos
legalizados não podem permitir o ingresso de praticantes
nem para a primeira aula sem cumprir esse quesito.
Com a disseminação dos seguros-saúde, qualquer pessoa
dispõe de algumas centenas de médicos gratuitos e bem
perto do seu local de trabalho ou residência.
No entanto, recomendamos que procure um médico indicado
pelo centro de Yôga ou um médico particular. Ocorre que
alguns médicos de empresas, clubes e convênios mais baratos
costumam recusar-se a preencher a ficha por não estarem
ganhando o suficiente com a consulta para compensar o
tempo que perderiam. Se você for contemplado com a recusa,
verifique se não se trata de um dos casos citados.
Se algum candidato colocar dificuldade por causa do exame
médico, tal comportamento denunciará uma pessoa com
problemas de ajustamento social. Se fosse fazer ginástica em
qualquer academia legalizada teria que submeter-se a essa
exigência que, aliás, todo o mundo aceita de bom grado.

54. Quem é que não pode praticar por motivo de saúde?
58                                         TUDO SOBRE YÔGA

A questão não é impedir a prática e sim saber o que o
interessado pode praticar e o que não deve.
Uma pessoa que tivesse, ao mesmo tempo, problemas
cardíacos, respiratórios, de coluna, de hipertensão, hérnia,
úlcera e ainda fosse paraplégica, poderia praticar
respiratórios, relaxamentos, concentração, meditação,
mudrás, mantras, pújá etc.
Portanto, não existe a possibilidade de uma “contra-
indicação à prática do método”. O que pode existir é uma
contra-indicação a determinadas técnicas, conforme o caso.

55. Qual o motivo de tirar os sapatos para entrar na sala
de prática?
Higiene. Você vai se deitar e colocar o rosto na forração da
sala de prática, portanto, ela deve estar tão limpa quanto a
sua cama.
Conseqüentemente, os praticantes não devem circular
descalços pelas instalações, senão, depois teriam que tirar os
pés para entrar na sala de aula.
Caso você veja alguém andando descalço na escola ou
associação em que pratica, alerte o colega para que não entre
mais na sala de aula. Ou lava os pés, ou calça meias, ou vai
para casa.
Se você ficar constrangido de avisar ao colega, abra o livro e
mostre-lhe esta resposta, pois, nesse caso, nós é que
estaríamos lhe dando a presente instrução.

56. É mesmo necessário utilizar o sânscrito para
designar as técnicas? Não seria possível traduzir para o
português?
DeROSE                                                         59

Sânscrito é a língua técnica do Yôga. É necessário que se
respeitem as raízes dessa filosofia milenar. Ninguém
questiona quando se usa o japonês para o Judô, o chinês
para o Kung-Fu, o francês para o Ballet. o italiano para a
Música, o inglês para o Surf, o latim para a Advocacia.
Alguém traduz habeas-corpus por “que tenhas teu corpo”?
Ou pas-de-deux por “passo-de-dois”? Ou, ainda, pianissimo
por “devagaríssimo”?

57. Quais são as atividades que um bom estabelecimento
costuma oferecer?
                            CURSOS
A principal atividade de uma boa instituição é a promoção de
cursos e eventos.
Os cursos podem ser ministrados pelo Diretor da entidade ou
por instrutores convidados, provenientes de outras cidades,
outros estados e outros países, desde que pertencentes à mesma
tradição e autorizados pelo seu respectivo Mestre.
Os cursos podem ser de respiração, de técnicas orgânicas, de
meditação, de mantra, de mudrá. de kriyá, de concentração,
de gerenciamento do stress, de alimentação biológica, de
teoria sobre chakras e muitos outros, conquanto não
extrapolem os parâmetros da linhagem seguida pela entidade
que os acolhe.
A bem da seriedade e da ética, não se devem perpetrar mesclas
com outras disciplinas supostamente similares. Não vamos
contribuir para a confusão generalizada. Uma entidade séria de
Yôga não faz barafunda com cursos de Massagem, Tai-Chi,
Cristais, Florais, Tarot, ou qualquer outra disciplina, por melhor
ou mais recomendável que essa outra possa ser, separadamente
do Yôga.
60                                            TUDO SOBRE YÔGA

      ENCONTROS SOCIAIS, RECREATIVOS E CULTURAIS
É louvável a promoção de encontros sociais, recreativos e
culturais, tais como jantares, chás, festas e reuniões com
quaisquer justificativas, estritamente para os membros da
comunidade e seus convidados. A finalidade é congregar e
nuclear a grande família yôgi, bem como integrar seus
familiares e amigos a fim de que saibam como é o lugar que
estão freqüentando e com quem estão andando.
Precisamos conviver mais uns com os outros para perceber
como o nosso público é bem mais alegre e divertido do que os
pobres mortais, sem tomarmos nem uma gota de álcool.
Além do mais, é desses encontros sociais que têm surgido os
relacionamentos afetivos mais fecundos da nossa História. É
muito importante que os adeptos da Nossa Cultura consigam
relacionar-se afetivamente entre si, pois têm muito mais diálogo e
muito mais trocas a realizar. Quando ocorrem casamentos entre
yôgins, o Yôga passa a habitar em seus corações para sempre.

                    GRUPOS ESPECÍFICOS
Uma associação ou escola de Yôga também oferece
aprimoramento específico nas áreas mais importantes, tais
como: Grupo de Estudos, Grupo de Coreografia, Grupo de
Meditação, Círculo de Leitura, Coral de Mantras e
Seminário de Preparação para Futuros Instrutores. São
atividades que motivam os alunos e contribuem para
fidelizá-los, bem como para representar melhor a imagem do
seu Espaço Cultural.

                 FORMAÇÃO PROFISSIONAL
Este é o objetivo principal do nosso trabalho. Nossa meta é a
difusão da filosofia que preconizamos. Para tanto,
precisamos preparar mais e melhores instrutores. Todo
DeROSE                                                    61

profissional honesto reconhece isso e compreende que cada
instrutor formado nos permitirá expandir o ensinamento
como um formador de opinião, um fator multiplicador. Daí a
máxima que diz: “a missão do professor de Yôga é
preparar novos instrutores”.
                     LIVROS E VÍDEOS
Uma boa instituição é um pólo de expansão cultural e
difunde a nossa mensagem através do fornecimento de
material didático, como livros e aulas gravadas em áudio e
DVD, bem como todos os suprimentos que possam
contribuir para o praticante se integrar mais à nossa escola.

         PRÁTICAS REGULARES PARA INICIANTES
Finalmente, um bom estabelecimento tem até práticas
regulares para iniciantes que não queiram tornar-se
instrutores, mas desejem apenas praticar.




               Thiago Massi – Barcelona, Espanha
FORMAÇÃO PROFISSIONAL


58. Eu posso me tornar instrutor? Mas sou apenas um
iniciante!
Pode. E é ótimo que seja um iniciante, pois assim vai
começar certo e sem vícios.

59. Como faço para iniciar minha formação profissional?
Se você tiver condições de freqüentar uma escola ou
associação credenciada pela Universidade de Yôga, receberá
a melhor orientação diretamente de professores altamente
capacitados.
Caso não possa participar ao vivo das nossas aulas, estude
em casa pelos nossos livros, CDs e com o Curso Básico em
Vídeo/DVD. A maior parte desse material didático você
pode acessar gratuitamente no site www.DeRose.org.br.

60. Caso eu me torne instrutor terei condições de
participar do trabalho da Universidade de Yôga? E mais
tarde poderei tornar-me credenciado da Uni-Yôga?
Nossa rede de escolas e associações filiadas está em
constante expansão. Conseqüentemente, estamos sempre
necessitando de novos instrutores em várias cidades e até
para outros países.
Complemente estas informações com os esclarecimentos do
próximo capítulo.
UMA CONVERSA FRANCA COM OS PAIS

Também sou pai e compreendo a sua preocupação no que
diz respeito ao futuro do seu filho ou filha. Por esse motivo,
escrevi este livreto, para tentar esclarecer as principais
apreensões daqueles cujos filhos decidiram seguir a nossa
carreira. Desempenho esta profissão há quase 50 anos,
portanto, ninguém melhor do que eu para discorrer sobre as
vantagens e desvantagens do métier.
Gostaria que você encarasse este texto como uma conversa
franca e aberta sobre os riscos e compensações decorrentes
daquela decisão, bem como um aconselhamento a pais e
filhos sobre como enfrentar tal empreitada.
Quero que fique bem claro que estou me referindo ao
Método DeRose, uma modalidade extremamente séria,
técnica e profissional. Com relação a outras vertentes, não
podemos emitir opinião nem arriscar garantias. As
diferenças entre o nosso trabalho e o dos outros são abissais.
A partir da leitura deste livro estarei à disposição para
complementar algum esclarecimento que se mostre
necessário.
Espero que este texto ajude tanto no aspecto informativo
quanto no afetivo, pois é disso que a garotada mais
necessita. Freqüentemente, é pela falta desses dois fatores
que muitos jovens acabam se envolvendo com amizades
perniciosas ou com seitas aliciantes.
64                                                            TUDO SOBRE YÔGA

Quero que conte comigo como um aliado no compromisso
de buscar o melhor para o seu filho ou filha. Coloco meu
aconselhamento à sua disposição, já que brevemente
comemoro meio século de ensino e durante essas décadas
conduzi muita gente ao sucesso profissional.
                                                  DeRose
                                      Conselheiro da Ordem dos Parlamentares do Brasil.
                       Doutor Honoris Causa por várias entidades culturais e humanitárias.
                         Comendador pela Academia Brasileira de Arte, Cultura e História.
 Comendador e Notório Saber em Yôga pela Sociedade Brasileira de Educação e Integração.




          Renata – Unidade Higienópolis – São Paulo, SP, Brasil
QUESTÕES SOBRE A PROFISSÃO
61. Meu filho estava cursando engenharia e resolveu ser
instrutor de Yôga. O que devo fazer?
Em primeiro lugar, não creio que você deva se preocupar
com isso logo de início. Pode tratar-se apenas de um
impulso momentâneo. Também fomos jovens e sabemos
que mudar de idéia é um privilégio da juventude. Se os mais
velhos desapoiarem a aspiração do jovem, ele fincará pé e
levará sua decisão até os limites, só para contrariar. Eu fui
assim, você também foi. Basta dizer não para gerar uma
defensiva e conflagrar uma guerra. O melhor a fazer é dar
um tempo.

62. E se ele persistir na idéia?
Nesse caso, não há nada que uma boa conversa não resolva.
Pais e filhos precisam conversar. Precisam ser amigos. É
necessário que confiem um no outro. Converse com ele para
verificar por que tomou essa decisão. Se tiver sido uma
decisão madura, fruto de uma vocação autêntica, então cabe
a nós, os mais velhos, prestar aconselhamento e apoio.

63. Mas eu quero que ele se forme em engenharia,
medicina ou direito.
Nada contra essas profissões, contudo não podemos
deixar de levar em consideração que a realização pessoal
do seu filho vale mais do que a satisfação das nossas
conveniências. Se ele estudar o que o pai deseja, só por
obediência, certamente tornar-se-á uma pessoa frustrada.
Nenhum pai deseja isso para o seu filho.
66                                        TUDO SOBRE YÔGA

64. É que as carreiras tradicionais têm status e contam
com o respeito da sociedade.
Sem dúvida. Mas também custam muito mais caro para
obter a formação e depois a probabilidade é que a maioria
fique desempregada porque o mercado de trabalho já está
saturado há mais de duas décadas. Grande parte dos nossos
alunos é constituída por engenheiros, advogados, arquitetos,
psicólogos e até médicos que formaram-se, mas não
conseguiram ou não quiseram trabalhar em suas respectivas
áreas.
Quanto ao status, na nossa profissão, o jovem vai ensinar
aos engenheiros, médicos, advogados, arquitetos, psicó-
logos, empresários, executivos, intelectuais, políticos e
artistas. Vai ser tratado com reverência e admiração. Vai dar
cursos em Universidades. Vai viajar pelo país todo e por
outros países. Vai dar entrevistas para jornais e televisão.
Vai escrever livros. Não há sombra de dúvida de que se
pode conquistar o respeito da comunidade sendo instrutor do
Método DeRose.

65. Precisamos pensar no futuro. É preciso estudar e ter
um certificado...
Certificado ele vai ter, expedido por uma Universidade
Federal, Estadual, Católica ou outra particular, à sua
escolha. Pela estrutura que oferecemos, provavelmente, vai
conseguir certificação de mais de uma Universidade no
Brasil e com possibilidade de, mais tarde, receber outra na
Europa. Mais para frente, poderá optar pelo Mestrado não-
acadêmico.
Na página seguinte, reproduzimos o certificado expedido em
convênio com a PUC – Pontifícia Universidade Católica.
DeROSE   67
68                                         TUDO SOBRE YÔGA

66. E quanto ao nível sócio-econômico?
Se você visitar as escolas credenciadas pelo nosso Método
vai constatar que muitos dos seus Diretores tornaram-se
empresários bem cedo e possuem instalações de excelente
nível. Vai verificar que eles trabalham com um público
classe A. Consultando esses instrutores, poderá tranqüilizar-
se com relação às oportunidades que a nossa profissão
proporciona.

67. Qual é a viabilidade econômica que a carreira
proporciona?
A viabilidade é grande e é um fato. Considere que cada
cliente do seu filho pagar-lhe-á mensalmente aquilo que ele
estiver pagando hoje para formar-se. Se ele tiver 50 alunos,
o retorno mensal será de 50 vezes o investimento.
Investimento esse que vai ser feito por alguns meses, mas o
retorno será para a vida toda. A relação custo/benefício entre
o investimento na formação profissional e a arrecadação
durante a carreira é a melhor do mercado de trabalho.
O retorno é rápido e expressivo. No entanto, sejamos
honestos, tudo depende da vocação, talento e esforço
próprio do instrutor. Se ele não se esforçar, ninguém poderá
fazer milagre por ele. E isso vale para qualquer profissão.
Seu filho poderá, ainda, criar um produto e fornecê-lo a toda
a Rede, que é bem grande. Temos hoje centenas de
entidades filiadas no Brasil, Argentina, Chile, Portugal,
Espanha, França, Inglaterra, Escócia, Alemanha, Itália,
Polônia, Austrália, Havaí, Indonésia e Estados Unidos.

68. Há casos concretos da viabilidade econômica da
profissão?
Tudo sobre yoga
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  • 1. DeROSE TUDO O QUE VOCÊ NUNCA QUIS SABER SOBRE YÔGA ( E JAMAIS TEVE A INTENÇÃO DE PERGUNTAR ) SOB A CHANCELA DA UNIVERSIDADE DE Y ÔGA registrada nos termos dos artigos 45 e 46 do Código Civil Brasileiro Al. Jaú, 2000 − Tel.(00 55 11) 3081-9821 − São Paulo Endereços nas demais cidades encontram-se no website: www.uni-yoga.org
  • 2. Copyright 1994 - Mestre De Rose, L.S.A. 48ª edição Capa: Miguel de Castro Produção Gráfica: DeRose Editora A Editora não responde pelos conceitos emitidos pelo autor. Impressão: Cromosete Gráfica e Editora Ltda., diretamente de arquivo em Word DADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO (CIP) De Rose, L.S.A., 1944 - Tudo o que você nunca quis saber sobre Yôga / DeRose. - São Paulo : DeRose Editora, 2009. Inclui bibliografia. 1. Yôga 2. DeRose 3. Corpo e mente 4. Yôga na literatura 5. Mestres de Yôga. I. Título CDD- 181.45 PERMISSÃO DO AUTOR PARA A TRANSCRIÇÃO E CITAÇÃO Resguardados os direitos da Editora, o autor concede permissão de uso e transcrição de trechos desta obra, desde que seja obtida autorização por escrito e a fonte seja citada. A DeRose Editora se reserva o direito de não permitir que nenhuma parte desta obra seja reproduzida, copiada, transcrita ou mesmo transmitida por meios eletrônicos ou gravações, sem a devida permissão, por escrito, da referida editora. Os infratores serão punidos de acordo com a Lei nº 9.610/98. Impresso no Brasil/Printed in Brazil
  • 3. SUMÁRIO Para localizar um tema específico, consulte o índice das questões, a seguir. • Prefácio • Demonstração de que a palavra Yôga tem acento • Índice das questões • “Posso lhe fazer uma pergunta?” • O que me levou a adotar o SwáSthya Yôga • Perguntas e respostas sobre Yôga O QUE É ? P ARA QUE SERVE ? Estas perguntas geralmente são feitas pelo público leigo e costumam ser as preferidas pela imprensa para o esclarecimento da população. C OMO COMEÇAR ? É PARA QUALQUER UM ? Q UAIS SÃO OS CUIDADOS ? Estas perguntas geralmente são feitas pelos que têm sincero inte- resse em iniciar um programa de melhoria da qualidade de vida. O RIENTAÇÃO SOBRE LIVROS , ESCOLAS E INSTRUTORES . Estas perguntas costumam ser feitas pelas pessoas interessadas em estudar e praticar Yôga com seriedade. S OBRE O FUNCIONAMENTO DE UM ESTABELECIMENTO DE Y ÔGA . Estas perguntas geralmente são feitas pelas pessoas que visitam uma escola de Yôga. F ORMAÇÃO P ROFISSIONAL . Estas perguntas geralmente são feitas pelos interessados em tornar-se instrutores de Yôga. • Uma conversa franca com os pais • Perguntas sugeridas e respondidas pelos alunos • O que é a Universidade de Yôga
  • 4. a TUDO O QUE VOCÊ NUNCA QUIS SABER SOBRE YÔGA E JAMAIS TEVE A INTENÇÃO DE PERGUNTAR Bem, o título deste livro já informa que ele é uma obra de esclarecimento e não de prática. Ele disserta sobre a filoso- fia, a ética, a história, a profissão, a alimentação e uma porção de outros temas. Se o leitor desejar um livro sobre prática, recomendo que leia, depois deste, o Prática Básica de Yôga, deste mesmo autor. Nele encontrará vários respi- ratórios, técnicas corporais, relaxamento, meditação, mudrá, pújá e mantra. Tudo estritamente prático. No entanto, antes de praticar, é fundamental conhecer bem, inclusive aquilo que nunca nem lhe passou pela cabeça questionar. Yôga é muito diferente da imagem ingênua que a opinião pública gerou para ele. Este livro vai procurar esclarecer e informar tudo nos seus mínimos detalhes.
  • 5. “POSSO LHE FAZER UMA PERGUNTA?” As perguntas que você vai encontrar na primeira parte deste livro não foram criadas por este autor ao escrevê-lo. São perguntas que foram feitas inúmeras vezes por alunos, curiosos, amigos, desamigos, jornalistas e até por instrutores de outros tipos de Yôga. Nestes quase 50 anos ensinando SwáSthya sempre me questionaram mais sobre alguns assuntos do que sobre outros. Então, reuni as questões mais freqüentes e mais importantes, e decidi respondê-las todas juntas, de uma forma definitiva. UM TEMPO PRECIOSO... Se fôssemos somar todo o tempo despendido em respon- der cada uma dessas perguntas 200, 800, 10.000 vezes em todos esses anos eu teria tido condições de escrever mais e melhores livros, bem como disponibilidade para estudar mais, praticar melhor e aprimorar-me mais profunda- mente no Yôga. Sinto que a mesma coisa ocorre com outros instrutores. Assim, para ajudar a mim próprio, auxiliar meus colegas e, acima de tudo, dar uma boa mão ao aluno, fiz publicar este trabalho com a intenção de que venha a ser um livro pequeno e de fácil leitura. Algumas questões aproveitaram trechos de respostas exce- lentes dadas por alunos em exames do Curso de Formação
  • 6. 6 TUDO SOBRE YÔGA de Instrutores de Yôga, como é o caso da pergunta: o que é o SwáSthya Yôga?, em que os estudantes conseguiram explanações muito claras a partir da sua própria ótica e de suas próprias expectativas. O objetivo é que este opúsculo seja fornecido a todos os alunos de cada instrutor, a todos os interessados que peçam informações em cada estabelecimento de Yôga, a cada jornalista de todos os órgãos de imprensa da sua cidade e a cada pessoa que mostre interesse ou que pareça mal informada sobre Yôga. AOS INSTRUTORES DE YÔGA Faço especial apelo aos instrutores para que divulguem e recomendem a leitura deste livro, pois isso é do seu interesse imediato já que, esclarecendo a população e eliminando os preconceitos decorrentes da desinformação, muito mais gente passará a praticar esta Cultura. AOS JORNALISTAS Àqueles que têm o poder de influenciar tendências e costumes, apelo para que colaborem no resgate da imagem verdadeira desta arte milenar. Consumismo, desonestidade, interesses pecuniários, falta de cultura e irresponsabilidade, levaram muita gente leiga a emitir opiniões desautorizadas. Estas, lamentavel- mente, foram amplamente divulgadas, pois adequavam-se às conveniências de alguns programas de televisão sensacionalistas, bem como de algumas editoras interessadas apenas em ganhar dinheiro, mas sem preocupações éticas. Paradoxalmente, é muito mais fácil conseguir o apoio da opinião pública se prometermos sonhos e ilusões do que se
  • 7. DeROSE 7 oferecermos a versão justa e verdadeira, embora esta última seja muito mais interessante. Se o leitor visitasse a redação de um órgão de imprensa vestindo trajes exóticos e um turbante, falando sobre coisas místicas e curas miraculosas, mais facilmente conseguiria quem lhe desse atenção do que chegando lá de forma simples e honesta com a intenção de não enganar ninguém. Mas tenho fé no ser humano. Acredito que estas palavras serão lidas por um jornalista que, como eu, considere mais dignificante corrigir distorções e proporcionar informação documentada, alicerçada na verdade histórica, e não continuar alimentando falsas imagens que comprometem os esforços de tanta gente sincera. Nossa profissão é como a sua, nem melhor nem pior: tem gente boa e também tem os outros. AO LEITOR E a você, amigo leitor, se gostar da forma como abordo estes temas, se achar válido meu esforço, divulgue, recomende e dê este livrinho de presente a muitos amigos seus. Graças a você vamos criar uma campanha de esclarecimento sem precedentes! Sempre que um familiar, um conhecido, um colega de trabalho, de esporte ou de faculdade mostrar curiosidade ou disser algum disparate com relação à nossa metodologia, tire do bolso um exemplar de reserva deste livro e dê-lhe de presente. Não se preocupe, ele vai ler. Portanto, ande sempre municiado com alguns exemplares para esse fim. Conto com você para desencadear essa reação em cadeia, tão importante para esta filosofia quanto para a cultura geral dos seus amigos.
  • 8. 8 TUDO SOBRE YÔGA VISITE O NOSSO SITE Entre no nosso site e assista gratuitamente mais de 40 aulas deste autor sobre: origens do Yôga, meditação, mantra, Tantra, sânscrito, alimentação biológica, karma e dharma, chakras, kundaliní, corpos do homem e planos do universo, o tronco do Yôga Pré-Clássico, as 4 grandes linhas do Yôga, os 108 ramos do Yôga, a relação Mestre/discípulo na tradi- ção oriental, hinduismo e escrituras hindus, e outras dezenas de assuntos interessantes. Faça download gratuito de vários livros deste autor, bem como CDs com aulas práticas de SwáSthya Yôga, relaxamento, meditação, mantras, mensagens etc., além de acessar os endereços de mais de mil instrutores de diversas linhas de Yôga. Podemos nos dar ao luxo de oferecer tudo isso sem custo algum. Trabalhamos por ideal, porque acreditamos no ser humano e temos a esperança de melhorar o mundo. Se gostar, recomende nosso site aos seus amigos! www.uni-yoga.org não vende nada!
  • 9. a O QUE ME LEVOU A ADOTAR O SWÁSTHYA YÔGA? Ao longo de quase meio século estudei, pratiquei e fre- qüentei o ambiente de praticamente todos os tipos de Yôga. Viajei para a Índia durante mais de 20 anos. Contudo, era ainda bem jovem quando cheguei à conclusão de que o meu temperamento cético e exigente não se satisfaria com uma modalidade mais simplista, inautêntica ou mesmo incom- pleta. Eu buscava uma modalidade definitiva, global, completa, abarcante. Um método que me proporcionasse resultados fortes, rápidos e duradouros desde a área corporal até as mais profundas. Conheci vertentes com nomes chamativos e pretensiosos, mas descobri em tempo que não faziam jus nem um pouco aos títulos pomposos que exibiam, dada a pobreza dos recursos técnicos e mesmo à tendenciosa mania de manipular a mente dos seus seguidores aqui no Ocidente. Na Índia, em geral, ainda encontra-se um bom ensinamento. Mas, curiosamente, quando um ocidental traz seus fragmentos para cá, monta-os de tal forma equivocado que o resultado torna-se irreconhecível e expressa um falso Yôga, aliás, "yóga".
  • 10. 10 TUDO SOBRE YÔGA Conheci ocidentais no século XX que dedicaram anos ao Yôga Integral, ao Rája Yôga, ao Mahá Yôga, ao Hatha Yôga e outros. Quando foram à Índia ficaram revoltados ao perce- ber que haviam sido logrados e depenados durante tanto tempo pelos seus supostos "professores", que lhes empurra- vam gato por lebre. Eu não poderia adotar para mim, nem ensinar a terceiros, um Yôga incompleto, certamente falsificado ou adaptado, que mais tarde me colocasse na mesma situação desabonadora. Portanto, fiz opção por um tronco que fosse absoluto, completo, antigo, autêntico, forte, que produzisse resultados rapidamente e com segurança. Numa palavra, que fosse para mim a melhor modalidade – e essa foi o Swásthya. Jamais quis declarar publicamente que a opção adotada por mim era a melhor, a fim de não ser deselegante para com os que se dedicassem a outras modalidades. Procurava convencer-me de que nenhum Yôga é melhor do que os demais; de que todos os ramos são bons. Finalmente, após tantos anos lecionando e em contacto permanente com a Índia, cheguei à conclusão de que não estarei sendo honesto se persistir repetindo aquela fórmula meramente gentil, mas que não é verdadeira. Infelizmente, devido ao despreparo ou desonestidade dos que os ensinam, a maior parte das modalidades hoje existentes no Ocidente não é autêntica, não é boa e chega a ser mesmo francamente nociva. Mas ainda não bastava que o escolhido por mim fosse um sistema autêntico. Para cativar-me por tanto tempo, era preciso que me oferecesse liberdade. Caso contrário, eu me rebelaria saturado contra uma monótona rotina imposta, à revelia ou em detrimento das minhas aspirações e criativi-
  • 11. DeROSE 11 dade. Não aceitaria nenhum tipo de doutrinação nem de manipulação. Acontece que esta modalidade excepcional que me cativou também acenava com uma proposta de liberdade como nenhum outro. Nenhuma outra forma de Yôga me proporcionou tanta flexibilidade nos conceitos, nem tanta elasticidade na estrutura técnica, nem tanta criatividade na maneira de trabalhar com o aluno. Isso tudo me convenceu, e não só a mim como a dezenas de milhares de pessoas exigentes que elegeram o tronco Pré- Clássico como o melhor, o mais completo, o que proporciona efeitos mais rápidos e permanentes. Para conseguir os progressos proporcionados por uma hora de SwáSthya Yôga, seria preciso praticar muitas horas de vários ramos (por exemplo: Ásana Yôga, Rája Yôga, Bhakti Yôga, Karma Yôga, Jñana Yôga, Laya Yôga, Mantra Yôga, Tantra Yôga e algumas subdivisões suas tais como Hatha Yôga, Kriyá Yôga, Kundaliní Yôga, Yôga Integral, etc.). Instrutora Naiana Alberti, Diretora da Unidade Rio Branco, Porto Alegre, RS, Brasil
  • 12. O QUE É? PARA QUE SERVE? 1. O que é o Yôga? Yôga é qualquer metodologia estritamente prática que conduza ao samádhi. Esta é a definição que propus em vários congressos interna- cionais e que, afortunadamente, tornou-se uma das mais aceitas por todos os tipos de Yôga, os quais consideraram-na a única que abarca as propostas de todos. Samádhi é o estado de hiperconsciência que só pode ser desenvolvido pelo Yôga. Samádhi está muito além da me- ditação. Para conquistar esse nível de megalucidez, é necessário operar uma série de metamorfoses na estrutura biológica do praticante. Isso requer tempo e saúde. Então, o próprio Yôga, em suas etapas preliminares, providencia um acréscimo de saúde para que o indivíduo suporte o empuxo evolutivo que ocorrerá durante a jornada; e provê também o tempo necessário, ampliando a expectativa de vida, a fim de que o yôgin consiga, em vida, atingir sua meta. Os efeitos sobre os órgãos internos, sistema nervoso e endócrino, flexibilidade, fortalecimento, aumento de vitalidade e administração do stress fazem-se sentir muito rapidamente. Mas para despertar a energia chamada kundaliní, desenvolver as paranormalidades e atingir o samádhi, precisa-se do investimento de muitos anos com dedicação intensiva. Por isso, a maioria dos praticantes não se interessa pela meta da coisa em si (kundaliní e samádhi). Em vez disso, satisfaz-se com os fortes e rápidos efeitos sobre o organismo e a saúde.
  • 13. DeROSE 13 O Yôga ensina, por exemplo, como respirar melhor, como relaxar, como concentrar-se, como trabalhar músculos, arti- culações, nervos, glândulas endócrinas, órgãos internos, etc. através de técnicas corporais belíssimas, fortes, porém que respeitam o ritmo biológico do praticante. A prática com- pleta do SwáSthya Yôga compreende oito tipos de técnicas (mudrá, pújá, mantra, pránáyáma, kriyá, ásana, yôganidrá, samyama) que vão atuar em oito áreas distintas, promo- vendo um aperfeiçoamento multilateral. 2. O acento existe originalmente na palavra Yôga? O acento está claramente indicado, uma vez que a letra ô no sânscrito é sempre longa e fechada. As transliterações oci- dentais convencionaram que as letras longas devem ser assinaladas com o acento. Este pode variar de uma convenção para outra, mas o que se observa é que o circunflexo foi adotado por um renomado autor indiano, Sri Purohit Swami, que escreveu Os aforismos do Yôga de Pátañjali, em inglês, e também pelo célebre autor Kastberger, que escreveu o Léxico de filosofía hindú, em castelhano. Ora, nenhuma das duas línguas possui o circunflexo e, apesar disso, ambos reconheceram a necessidade da sua presença na palavra Yôga. Durante muitos anos não se aplicou o acento uma vez que ninguém ousou questionar isso. Primeiro, quem colonizou a Índia foram os britânicos que não tinham acentos em suas tipografias, mas possuíam um argumento intelectualmente muito persuasivo que era sua poderosa Armada. Segundo, no Ocidente conhecia-se bem pouco o sânscrito (na Índia eles não ligam a mínima se a transliteração para alfabetos ocidentais está correta ou não). Terceiro, há muito patrulha-
  • 14. 14 TUDO SOBRE YÔGA mento ideológico neste segmento e ninguém queria se expor a críticas, ainda que chegasse a estas mesmas conclusões. Demonstração de que a palavra Yôga tem acento no seu original em alfabeto dêvanágarí: y YA, curto. y+a YAA ∴ Á, longo. a Este sinal é um a-ki-mátrá (acento do a). y + ae YOO ∴ YÔ, longo. ae Este sinal é um ô-ki-mátrá (acento do o). yaeg YÔGA. Portanto, a palavra em questão deve ser acentuada. BIBLIOGRAFIA PARA O IDIOMA ESPANHOL: Léxico de Filosofía Hindú, de Kastberger, Editorial Kier, Buenos Aires. BIBLIOGRAFIA PARA O IDIOMA INGLÊS: Aphorisms of Yôga, de Srí Purôhit Swámi, Faber and Faber, Londres. BIBLIOGRAFIA PARA O IDIOMA PORTUGUÊS: Poema do Senhor, de Vyasa, Editora Relógio d’Água, Lisboa. Se alguém declarar que a palavra Yôga não tem acento, peça-lhe para mostrar como se escreve o ô-ki-mátrá (ô-ki-mátrá é um termo hindi utilizado atualmente na Índia para sinalizar a sílaba forte). Depois, peça-lhe para indicar onde o ô-ki-mátrá ( ae) aparece na palavra Yôga (yaeg). Ele aparece logo depois da letra y (y = ya), transformando-a em yae = yô, longa. Em seguida, pergunte-lhe o que significa o termo ô-ki-mátrá. O eventual debatedor, se conhecer bem o assunto, deverá responder que ô é a letra o e mátrá traduz-se como acento, pausa ou intervalo que indica uma vogal longa. Logo, ô-ki-mátrá traduz-se como “acento do o”. Consulte o Sanskrit-English Dictionary, de Sir Monier-Williams, o mais conceituado dicionário de sânscrito, página 804. Então, mais uma vez, provado está que a palavra Yôga tem acento. A palavra SwáSthya (SvaSWy), por outro lado, possui um a-ki-mátrá (a) depois da letra v ou w (v = va ou wa), pois seu acento (crase de a+a, aa = á) está na letra a.(va = vá ou wá).
  • 15. DeROSE 15 3. Qual é o gênero da palavra Yôga? Masculino. Quase todas as palavras sânscritas terminadas em a são masculinas. Isto deveria valer para a corruptela "ioga", pois a regra da nossa língua para esses casos é preservar o gênero das palavras que forem incorporadas ao português. 4. O Yôga e "a yóga" são coisas diferentes? Sim, totalmente diferentes. São confundidas pelo leigo de- vido às semelhanças de escrita e pronúncia, como ocorre com Aikidô e Hapkidô, História e estória, balonista e balo- eiro, canapé e canapê, esotérico e exotérico. Há diferenças marcantes quanto à época de surgimento, país de origem, proposta, metodologia e ao tipo de público. O Yôga (escrito sempre com acento circunflexo, com Y, pronunciado com ô fechado e no gênero masculino) é uma técnica dinâmica e lindíssima que surgiu na Índia há mais de 5000 anos."A yóga" surgiu no Rio de |Janeiro, na década de 60 (está documentada no livro Hatha Yóga, a ciência da saúde perfeita, Caio Miranda, 1962, Editora Freitas Bastos, Rio de Janeiro). 5. O Yôga é para gente jovem? Então, com mais de 40 anos, não posso praticar? Claro que pode. De fato, pode praticar com qualquer idade. Mas se você quer a verdade e não a versão açucarada para fins de exploração do consumidor, vai ter que aceitar o fato de que esta metodologia foi criada para gente jovem. Na época em que nossa Cultura surgiu, há mais de 5000 anos, a expectativa média de vida era de menos de 20 anos de idade. Muitos dos que adotavam o Yôga atingiam, a partir de en-
  • 16. 16 TUDO SOBRE YÔGA tão, uma longevidade notável. Mas analisemos o que é ser "jovem". Juventude é um conceito biológico e não cronológico. Tive muitos alunos jovens com mais de 60 e outros velhos com menos de 20. Não é jogo de palavras. Na verdade, só a você cabe decidir se está jovem ou não. E, caso não esteja, so- mente você poderá saber se isso é irreversível. Afinal, o Yôga não tem uma proposta de revitalização e de rejuvenes- cimento relativo? O que precisa ficar bem claro é que o Yôga não é uma tera- pia e não é para a terceira idade. O Yôga proporciona saúde e vitalidade, mas se pessoas enfermas ou idosas tentarem praticar, terão que satisfazer-se com uma interpretação tão extremamente simplificada e adaptada que termina com- prometendo a autenticidade e transformando-se numa outra coisa que não pode mais chamar-se Yôga, nem tem a mesma proposta. O Yôga também não é para crianças. É para adultos jovens de 16 anos em diante. 6. O Yôga tem algo a ver com religião? Não, nada. Uma das demonstrações cabais de que Yôga não interfere com a religião é o fato de que as Universidades Católicas do Brasil formam instrutores de SwáSthya Yôga, desde a década de 70. Tenho o privilégio de ter sido o intro- dutor desse curso e de ser seu ministrante desde então, em quase todas as Universidades Católicas, desde o Rio Grande do Sul até o Norte/Nordeste.
  • 17. DeROSE 17 Em termos teológicos o que caracteriza a religião é o dogma de fé. Não tendo dogmas, não pode ser religião. O Yôga não os tem. Além disso, o Yôga Clássico tem bases Sámkhyas. O Sám- khya é uma corrente naturalista e que, em algumas fases históricas, chegou a ser qualificada, erroneamente, de materialista e ateísta, tal era a sua ausência de misticismo! Então, o Yôga autêntico não pode sequer alimentar misti- cismo algum. Consulte documentação no capítulo Bibliografia discriminada, no livro Tratado de Yôga. Pessoas de todas as religiões praticam Yôga, inclusive pa- dres e freiras católicos, pastores protestantes, judeus, budis- tas e xintoístas. Esse é o caso do Padre Haroldo J. Rham, que no livro Esse terrível jesuíta, da Editora Loyola, na página 138 aparece numa foto praticando sirshásana sobre um colchonete com o nosso logo da Universidade de Yôga. 7. Se o Yôga não tem misticismo, de onde vem todo aquele espiritualismo e conceitos reencarnacionistas? O Yôga não aplica tais conceitos. O reencarnacionismo e o espiritualismo pertencem a uma outra filosofia indiana cha- mada Vêdánta. Várias outras correntes de pensamento indi- anas também adotam tais conceitos, mas não o Yôga puro pelo fato de este não possuir teoria especulativa. O Yôga é estritamente técnico. Fique atento: quando alguém se propuser a falar sobre Yôga, mas abordar temas teórico- especulativos ou doutrinários poderá estar ocorrendo equívoco ou má-fé. As pessoas confundem Vêdánta com Yôga por falta de in- formação. Esta confusão é encontrada em muitos livros de Yôga, especialmente quando o autor for adepto do Vêdánta.
  • 18. 18 TUDO SOBRE YÔGA Na verdade, o Yôga não tem nem afinidade de origem com o Vêdánta. O Yôga Antigo, tanto o Pré-Clássico quanto o Clássico, era de linha Sámkhya. Ora, Sámkhya e Vêdánta são filosoficamente opostos entre si, já que o primeiro é naturalista e o segundo, espiritualista. Naturalista é a filoso- fia que atribui causas naturais a todos os efeitos. Espiritua- lista é a que atribui causas sobrenaturais. A afinidade de origem do Yôga com o Sámkhya (e não com o seu oposto, o Vêdánta) encontra respaldo em toda a lite- ratura séria sobre o assunto. O próprio Bhagavad Gítá, que não é literatura de Yôga nem de Sámkhya, associa o Yôga com o Sámkhya, e não com o Vêdánta, ao declarar: "Yôga é poder. Sámkhya, conheci- mento. Quem possui Yôga e Sámkhya, nada mais tem a conquistar." Até o dicionário Aurélio concorda: "Yôga é a prática da filosofia Sámkhya." Excelente definição! Yôga e Sámkhya, juntos, são denominados sanátane dwe, que significa "as duas mais antigas" ou "as duas eternas". 8. E sobre a existência de gurus no Yôga? O termo guru aqui no Ocidente ganhou uma conotação de mestre influente, mentor respeitado, pessoa que orienta ou aconselha (Dicionário Houaiss). Acontece que na Índia, guru não tem forçosamente esse sentido e sim, simplesmente, o de professor de qualquer disciplina. Eu mesmo tive lá um guru de música, um guru de línguas e um guru de filosofia. Então, a palavra em si é um termo bem despretensioso. Assim sendo, no correto sentido hindu, sim, qualquer instrutor de Yôga, de escola primária, de idiomas, de qualquer disciplina é um guru. Mas no sentido popular, não, SwáSthya Yôga não tem nada a ver com “gurus”.
  • 19. DeROSE 19 9. O Yôga é uma espécie de ginástica? Não. O Yôga não é nenhum tipo de ginástica nem modali- dade alguma de Educação Física. Uma prática completa de Yôga compreende técnicas emocionais, mentais, corporais, bioenergéticas etc., através de procedimentos orgânicos, respiratórios, relaxamentos, limpeza de órgãos internos, vocalizações, concentração, meditação. Ora, isso não per- tence à área de Educação Física. Mesmo as técnicas corpo- rais do Yôga não são atividade física nem desportiva e são completamente diferentes das da ginástica. Até as regras e os princípios são totalmente diversos. Vejamos alguns exemplos: 1) MOVIMENTO • Na Educação Física o movimento e a repetição são elementos fundamentais. A boa forma, os efeitos e o bom rendimento dependem da repetição adequada. • No Yôga, mais do que o movimento, o que importa é a permanência na fase crítica da técnica e, mais do que a repetição do mesmo procedimento, importa a diversifi- cação das técnicas, ainda que possam ser convergentes com relação aos efeitos proporcionados. 2) AQUECIMENTO • Na Educação Física é imprescindível um bom aqueci- mento muscular prévio para evitar distensões. • No Yôga não se faz aquecimento prévio, mesmo que esteja muito frio. Apesar disso, no Yôga não se obser- vam distensões. O fenômeno explica-se, em parte, pela ampla consciência corporal desenvolvida pelo prati- cante, que passa a conhecer perfeitamente seus limites e
  • 20. 20 TUDO SOBRE YÔGA sabe que não deve excedê-los e, em parte, pela sofisti- cada tecnologia desenvolvida empiricamente durante cinco mil anos de experiência. Ocorre que, quando as fibras musculares são aquecidas, dilatam- se, dando a falsa impressão de maior flexibilidade, mas depois voltam a se contrair pelo esfriamento no final do exercício. No SwáSthya Yôga não utilizamos aquecimento, o que faz com que as fibras musculares desenvolvam um alongamento real, definitivo, mesmo quando o corpo estiver frio. Isso também fundamenta fisiologicamente o fato compro- vado de que a performance conquistada pelo praticante de Yôga incorpora-se definitivamente ao seu patrimônio corpo- ral e ele, mesmo parando de seguir um programa regular de prática, não perde a boa forma durante meses ou anos, de- pendendo do nível de adiantamento obtido na fase de trei- namento intensivo. Assim, quando um praticante de Yôga é surpreendido por um incidente físico conta com um organismo muito bem condicionado a reagir sem a necessidade de aquecimento prévio. Como um gato, fica instantaneamente em condições neurológicas e endócrinas para enfrentar o desafio. Depois, volta rapidamente à calma. 3) ÁREAS ATINGIDAS • A Educação Física atinge prioritariamente músculos e articulações. Depois, o sistema cardiovascular. Só se- cundariamente, o resto do organismo. A mente não é trabalhada e limita-se a receber o benefício da higiene mental, o "mens sana in corpore sano". Mas não há exercícios mentais nessa especialidade que se propõe a uma educação física.
  • 21. DeROSE 21 • No Yôga é exatamente o inverso. Os efeitos começam se processando nas áreas mais profundas e afloram até chegar ao organismo. Nele, manifestam-se inicialmente nos sistemas nervoso e endócrino. Depois, no sistema circulatório e nos órgãos internos. Só por último os resultados chegam às demais partes do organismo. 4) RESPIRAÇÃO • Na Educação Física dá-se uma razoável importância à respiração, porém não há uma tecnologia respiratória específica. Basta fazer respirações profundas. Permite- se respirar pela boca. Tradicionalmente (ainda hoje) é comum que o treinador mande o desportista encher de ar a parte alta do tórax em detrimento da região dia- fragmática, que é a mais importante pela quantidade maior de ar que comporta. • No Yôga, uma das primeiras coisas é reaprender a respirar. Respirar sempre pelas narinas, fora os casos excepcionais. Fazemos treinamento para dominar eleti- vamente os músculos respiratórios abdominais numa circunstância, intercostais noutra, subclaviculares nou- tra e assim por diante. Controlamos diferentes ritmos para distintos objetivos, e acoplamos a determinadas técnicas respiratórias a contração deste ou daquele plexo ou glândula endócrina, a fim de dinamizar o efeito da técnica. Utilizamos 46 respiratórios diferentes e mais alguns que não podem sequer ser ensinados por livros, tal o poder que pos- suem e também devido à sua capacidade de despertar para- normalidades. Estas, as paranormalidades, também não fazem parte do currículo de Educação Física!
  • 22. 22 TUDO SOBRE YÔGA 5) GASTO DE ENERGIA • Na Educação Física tudo produz consumo de energia, sem o quê os efeitos não se processam. • No Yôga, em sete oitavos da prática (sete em oito tipos de técnicas) o dispêndio de energia é próximo de zero. Em todos os oito feixes de técnicas capta-se, gera-se, canaliza-se ou armazena-se energia solar, telúrica e prá- nica de diversos tipos, das mais variadas fontes limpas e inesgotáveis. Por isso as técnicas de Yôga são agradáveis e não cansam. Mesmo sem esforço os efeitos ocorrem com intensidade, desde o primeiro dia. 10. O Yôga é melhor que Educação Física? São duas coisas completamente diferentes. Portanto, ne- nhuma é melhor que a outra. Todo praticante de Yôga deve- ria fazer algum esporte e todo desportista deveria comple- mentar com o SwáSthya Yôga. 11. Então, o praticante de Yôga pode fazer ginástica, musculação, dança e artes marciais? Pode e deve. São coisas completamente independentes do Yôga, contudo, consideramo-los bons, saudáveis e eficientes naquilo a que se propõem. O Yôga tem propostas diferentes, mas não divergentes. 12. Mas a ginástica não prejudica o Yôga? Não. Alguns praticantes declaram que a partir do momento em que começaram a fazer ginástica sentiram que a flexibi- lidade reduziu, porém isso não chega a constituir problema.
  • 23. DeROSE 23 Basta fazer uma boa sessão de alongamento após a aula de ginástica, musculação, dança ou artes marciais e a sua flexi- bilidade será preservada. Ou, ainda no local da prática es- portiva, deixar o corpo esfriar executando ásanas do Yôga. Aliás, dá na mesma, pois o "alongamento" nasceu do Yôga. É nada mais do que um dos muitos aspectos da parte orgânica do Yôga. Confira declaração no livro Alongue-se, de Bob Anderson, página 66 e compare os exercícios que ele ensina com as técnicas de Yôga. Sobre alongamento e flexibilidade, o ilustre Prof. Dr. Estélio Martins Dantas, ex-preparador físico da Equipe Brasileira Feminina de Ginástica Olímpica, declara em seu artigo Flexibilidade versus Musculação publicado na revista Sprint de maio/junho de 1985, referindo-se aos métodos utilizados em Educação Física: "Método Ativo (...) consiste em realizar três a quatro séries com dez a vinte repetições cada uma. Devido a constantes estiramentos, ativa os fusos musculares provocando contração muscular e tornando o trabalho mais difícil e doloroso. "Método Passivo - consistindo em posições estáticas, foi inspirado no Yôga. Além de ser 20% mais eficiente que o método ativo (Oliveira-1980), segundo De Vries, citado por Kuntzleman (1978), 'representa menos perigo de dano tecidual, tem menor demanda energética e faz prevenção e/ou consegue aliviar a tensão e a dor muscular.' "Atualmente, principalmente em ginástica olímpica vem sendo empregado este método com permanências extra-longas (em torno de 5 minutos)."
  • 24. 24 TUDO SOBRE YÔGA 13. O Yôga é terapia? Não. Afirmar que o Yôga é terapia é o mesmo que declarar que natação ou tênis são terapias. Algumas pessoas podem praticar tênis como "uma verdadeira terapia" ou natação para asma, mas isso não pode desvirtuar a verdadeira natureza do tênis ou da natação, que é a de esporte. Da mesma forma há quem explore a yôgaterapia, que não é Yôga e sim um sistema medicinal inspirado no Yôga. Esse fato não deve desfigurar a identidade do Yôga, que é sabi- damente uma filosofia. Todos os dicionários e enciclopédias classificam o Yôga como filosofia. Para uma pessoa saudável, o Yôga aprimora sua saúde de tal forma que constitui uma excepcional profilaxia, eliminando enfermidades futuras, antes mesmo que se manifestem. Para um praticante que passe por um problema de saúde temporá- rio, o Yôga tem a propriedade de reduzir verticalmente a intensidade do mal passageiro e restituir a saúde do yôgin muito rapidamente. No entanto, não se deve procurar o Yôga só quando se está precisando. 14. Mas os médicos não recomendam aos seus pacientes a prática do Yôga? Hoje já verificamos uma tendência dos médicos a só indicar o Yôga para pacientes saudáveis e mais jovens. Pessoas que precisam se exercitar ou administrar o stress, mas não são o que se pode classificar como "doentes". O Yôga Pré-Clássico (o mais antigo) não menciona finalidades terapêuticas. Tais referências só surgem lá pela Idade Média, cerca de 4000 anos após a origem dessa filosofia. Portanto, isso não faz parte da proposta original do Yôga.
  • 25. DeROSE 25 Não basta cuidar dos sintomas mediante um tratamento limitado a mascarar cada uma dessas manifestações. Elas podem ceder, mas voltam. Ou então, estouram noutro lugar. É como se o stress fosse um assaltante na sua casa e dispa- rasse o alarme, mas você preferisse, em vez de tratar da causa, desligar o alarme já que ele faz barulho e incomoda. Podemos aliviar os sintomas, desde que também cuidemos das causas. Isso, o Yôga nos proporciona. Ensinar Yôga a enfermos ou para a terceira idade obrigaria a adaptação e simplificação das técnicas, tornando-as obsessivamente leves e passivas. Esse procedimento afasta- ria da escola que assim procedesse, o público jovem e saudável para o qual nossa arte foi criada e deixaria no seu lugar os idosos e doentes. Como seqüela final, essas práticas simplificadas não teriam poder suficiente para produzir os efeitos a que o Yôga se propõe: kundaliní e samádhi. 15. Se assim é, há algum motivo pelo qual os livros de Yôga relacionam tantos efeitos terapêuticos? Sim: eles existem. Negá-los seria mentir. Porém, é preciso esclarecer que são efeitos colaterais, acidentes de percurso e que a proposta do Yôga não é essa. 16. Para que serve o Yôga? Essa pergunta faz tanto sentido quanto esta outra: para que serve a dança? Ou, para que serve jogar golfe? Ou, ainda, para que serve tocar piano ou pintar um quadro? Não se deve pensar no Yôga em termos de "toma lá, dá cá". Não devemos ir ao Yôga em busca de benefícios (nem físi- cos, nem – muito menos – espirituais!). Devemos ir ao Yôga
  • 26. 26 TUDO SOBRE YÔGA se já há algo dentro de nós que nos impele a ele tal como impele o artista a pintar. Freqüentemente confundem-se os meios com o fim. O fim, ou meta, em qualquer tipo de Yôga, é o autoconhecimento proporcionado pelo samádhi. Mas como via para atingir esse estado de hiperconsciência, de megalucidez, o SwáSthya Yôga proporciona uma gama de efeitos preliminares que servirão de reforço da estrutura biológica, incrementando a vitalidade, a saúde, a energia e a longevidade para que o yôgin consiga atingir a meta. Tais benefícios corporais (musculares, articulares, circulató- rios, neurológicos, endócrinos) não passam de efeitos colate- rais, simples conseqüências secundárias, meras migalhas que caem da mesa principal. Quem se dedica ao SwáSthya Yôga em função dos seus efeitos é como se tivesse sido convidado para uma festa maravilhosa, com gente lindís- sima e, ao invés de ir ao epicentro da recepção, tivesse fi- cado na cozinha, faturando os salgadinhos, e achando que estava sendo muito esperto por levar essa "vantagem". 17. Está bem. A pergunta anterior foi mal formulada. O que todo o mundo quer saber é: quais são os efeitos secundários do SwáSthya Yôga que fazem bem à saúde? O SwáSthya proporciona uma flexibilidade espantosa e um excelente fortalecimento muscular. Com suas técnicas bio- lógicas beneficia a coluna vertebral, e todos os órgãos. É muito freqüente o iniciante exclamar que logo após as primeiras sessões ficou livre de uma enxaqueca que o atormentara durante dias, ou que libertou-se de uma asma de anos, resistente a todos os tratamentos, ou ainda que estava
  • 27. DeROSE 27 curado de uma dor nas costas atribuída a algum suposto problema de coluna, cujas terapias anteriores só serviram para aliviar temporariamente, mas sem resultados definitivos. Na verdade, os efeitos rápidos sobre as úlceras, a hiperten- são, a insônia, a impotência sexual, as dores de cabeça ou das costas podem ser muito mais facilmente explicados se os atribuirmos à redução de stress. Administrando a tensão emocional, nervosa e muscular, podemos aliviar uma vasta gama de sintomas que são apenas sinais de alarme, mas não chegam a ser, ainda, enfermidades na acepção do termo. Acontece que a relação custo/benefício do Yôga é muito vantajosa uma vez que, não sendo terapia e sim uma prática, o preço é considerado irrisório comparado com o que cada praticante já despendeu anteriormente tentando outros recursos. COMO FUNCIONA. Os ásanas regulam o peso por estimulação da tireóide, oxi- genação cerebral pelas posições invertidas, consciência corporal, coordenação motora e alongamento muscular que auxiliará outros esportes. Os kriyás promovem a higiene interna, das mucosas do estômago, dos intestinos, do seio maxilar, dos brônquios, das conjuntivas, etc. Os bandhas prestam um massageamento aos plexos nervo- sos, glândulas endócrinas e órgãos internos. Os pránáyámas fornecem uma cota extra de energia vital, aumentam a capacidade pulmonar, controlam as emoções,
  • 28. 28 TUDO SOBRE YÔGA permitem o contato do consciente com o inconsciente e ajudam a conseguir o domínio da musculatura lisa. Os mantras, em primeira instância aplicam vibração de sons e ultra-sons para desesclerosar meridianos energéticos; em segunda instância permitem equilibrar os impulsos de intro- versão/extroversão e dinamizar chakras; em terceira instân- cia, ajudam a obter o aquietamento das ondas mentais para conquistar uma boa concentração e meditação. O yôganidrá é o módulo de relaxamento, que auxilia a todos os anteriores e, juntamente com os demais angas da prática, implode o stress. O samyama (concentração, meditação e outros estados mais profundos) proporciona a megalucidez e o autoconheci- mento. Estes efeitos, e muitos outros, são simples conseqüências de práticas e procedimentos. Ocorrem como resultado natural de estarmos exercitando uma filosofia de vida saudável. Se aprendemos a respirar melhor, relaxar melhor, dormir me- lhor, comer melhor, excretar melhor, fazer exercícios mode- rados e manifestar uma sexualidade melhor, os frutos só podem ser o incremento da saúde e a redução de estados enfermiços. O PRATICANTE QUE QUER BENEFÍCIOS. Existem dois tipos de praticante: um que vem buscando benefícios e outro que vem buscando Yôga. Cada qual vai encontrar o que veio buscar. Para o instrutor, o praticante que deseja Yôga e não vantagens pessoais é mais gratifi- cante. Isso não significa que vamos recusar nem discriminar o outro. Esperamos simplesmente reeducá-lo para conscien-
  • 29. DeROSE 29 tizar que uma coisa nobre é o Yôga e outra bem inferior são seus efeitos. O praticante que quer o Yôga e não meramente os seus benefícios, lê, pesquisa, investe, dedica-se. Já o que busca efeitos, esse não está se importando com a seriedade ou autenticidade do método, encorajando, dessa forma malsã, a disseminação de ensinantes sem formação nem habilitação, mas que saibam prometer benefícios. O sádhaka que busca benefícios não valoriza os estudos mais profundos nem as sofisticações técnicas que seu ins- trutor se esforça por oferecer. Ele quer benefícios e tanto faz se o método é autêntico ou não, desde que consiga usufruir dos efeitos. Mesmo que eles sejam produto de uma mistura exótica e apócrifa que nada tenha a ver com o Yôga. Agora, imagine uma outra situação, conseqüência da atitude acima descrita. Suponha que você é um professor de Ballet Clássico e, cada vez que vá ensinar uma técnica mais elabo- rada para tornar seu aluno um bailarino de verdade e não um mero iludido, ele reclame: – Ah! Professor, não exija tanto de mim. Eu não estou aqui para aprender a dançar. Vim só para emagrecer. E um outro: – Eu também não quero dançar. Só quero melhorar da coluna. E outro mais: – Já não estou em idade de dançar. Meu médico me mandou aqui para tratar da asma. No final, você é professor de dança, mas ninguém quer aprender a dançar, pois estão todos de olho só nos benefícios
  • 30. 30 TUDO SOBRE YÔGA para a saúde! Que frustração! Isso é o que ocorre sistemati- camente com os instrutores de Yôga. Por essa razão não gostamos de falar sobre os superlativos benefícios que a prática do Yôga pode proporcionar. Quem vem praticar conosco é porque entendeu nossa proposta e já sabe o que quer. 18. Parando de praticar o Yôga os efeitos cessam? Em quanto tempo perde-se a boa forma? Você praticamente não sai de forma. Os progressos são in- corporados ao seu patrimônio corporal. Tenho acompanhado casos de pessoas que pararam de executar as técnicas durante até dez anos e a boa forma, a flexibilidade e a mus- culatura foram muito bem conservadas. Antes que você queira julgar o Yôga pelos parâmetros da Educação Física, lembre-se de que Yôga não é atividade física nem desportiva, não é ginástica, nem esporte. Segue princípios e leis absolutamente distintos dos da Educação Física. Para preservar por tempo indeterminado os efeitos obtidos com o Yôga é necessário apenas que antes de parar você tenha praticado durante um período razoavelmente longo, a fim de atingir um bom nível de adiantamento. 19. O Yôga é só para homens? Na Índia, seu país de origem, o Yôga é uma arte de cavalhei- ros. Muito raro é encontrar-se uma senhora indiana prati- cando em uma escola ou ashram, a não ser nos grandes centros como New Delhi. Se alguém lhe pedisse para citar
  • 31. DeROSE 31 dez autores de Yôga hindus, é bem provável que você citasse dez homens e nenhuma mulher. No Ocidente homens e mulheres praticam normalmente, assim como podem se dedicar ao Karatê que é outra arte oriental destinada originalmente aos homens. 20. O Yôga não é uma modalidade suave, muito parada? Uma espécie de relaxamento? O Yôga Antigo não é uma espécie de relaxamento. Ele é biológico, não cansa e não agride músculos, ligamentos ou vértebras. Contém técnicas de relaxamento, mas elas constituem apenas uma pequena parte. O que ocupa a maior parte do tempo de uma prática regular são os outros procedimentos, tais como os respiratórios, as técnicas orgânicas, a concentração, os mantras, a meditação etc. 21. O Yôga não deve servir só para orientais, já que foi criado na Índia e nós ocidentais somos diferentes? Diferentes em quê? Na anatomia e fisiologia? Sabemos que não. O mesmo alimento nutre tanto a um ocidental quanto a um oriental. O mesmo veneno mata os dois. O mesmo re- médio cura a ambos. Ah! Então, é psicologicamente que somos diferentes? Tam- bém não. Não existe uma psicologia para ocidentais e outra para orientais: é uma e única para todos. Afirmar que Yôga não funciona para ocidentais por ter sido criado no Oriente é estultícia. Seria o mesmo que afirmar que Judô, Karatê, Kung-Fu não funcionam para nós por terem sido criados por orientais.
  • 32. 32 TUDO SOBRE YÔGA Aliás, o papel, a seda, a bússola, a pólvora, o macarrão, o jogo de xadrez, a roda, a massagem, a acupuntura, a mate- mática, os algarismos "arábicos" (na verdade índicos), o conceito do zero, a química, a astronomia, a medicina... tudo isso foi criado pelos orientais. Até o Cristianismo veio do Oriente! Devemos então supor que todas essas coisas não servem para nós? Isso de dizer que orientais são diferentes dos ocidentais constitui apenas um pretexto separatista entre seres humanos para justificar os atos de violência física ou moral contra nossos irmãos orientais, negros, índios, judeus, latinos etc. tais como guetos, colonialismo, apartheid. “Quando vós nos feris não sangramos nós? Quando nos divertis não rimos nós? Quando nos envenenais, não morremos nós? Se somos como vós em todo o resto, nisso também seremos semelhantes.” Shakespeare, O Mercador de Veneza Ato III cena 1 22. Mas o Yôga foi criado há muito tempo e não há de servir para o homem moderno que vive noutra realidade cultural. Poderíamos nos reportar à resposta anterior e perguntar se todas aquelas criações dos orientais surgidas há centenas e há milhares de anos ainda estão atualizadas e se ainda ser- vem para nós... Mas, vou preferir abrir mais uma comporta no bom-senso. O homem contemporâneo não é nem um pouco diferente dos seus ancestrais de 5000 anos. Um antigo filósofo grego escreveu, antes de Cristo, que não gostava da vida nas grandes cidades devido à poluição
  • 33. DeROSE 33 sonora, excesso de fumaça, gente demais, tráfego engarrafado, muita violência e corrupção. Ora, isso não mudou nada. Nas escolas de oficias das Forças Armadas estudam-se as guerras de há quatro mil anos, apesar dos avanços tecnológicos na área bélica, já que a estratégia militar é praticamente a mesma até hoje. A História se repete. Há, inclusive, um DeRose Sútra que diz: “Há dois mil anos, o povo se satisfazia com pão e circo. Hoje, contenta-se com pain au chocolat e Cirque du Soleil.” Continua tudo igual! O Homem não evolui tão depressa e continua sendo o mesmo. Aliás, por ironia, o tronco que está fazendo superla- tivo sucesso no século XXI é justamente o Pré-Clássico: para o Homem moderno, o método que mais agrada é precisamente o mais antigo. Denomina-se Dakshinachara- tántrika-Niríshwarasámkhya Yoga, denominado SwáSthya, após a codificação. 23. O que é o SwáSthya? SwáSthya Yôga é o nome da sistematização do Yôga Antigo. O SwáSthya alcançou grande notabilidade, pois representa o reconhecimento de uma estirpe muito mais ancestral do que o Yôga Clássico. O SwáSthya é a sistematização da linhagem Dakshinacharatántrika-Niríshwarasámkhya Yôga, pré-clássica, pré-ariana, pré-vêdica, proto-histórica: a mais antiga, portanto, extremamente autêntica. O fato é que jamais alguém se deteve a estudar o Yôga pri- mitivo do povo drávida, que floresceu em Mohenjo Daro, no Vale do Indo, a noroeste da Índia. Os atuais hindus são des- cendentes dos arianos que chegaram milhares de anos
  • 34. 34 TUDO SOBRE YÔGA depois e subjugaram os drávidas. A partir de então, tudo o que se referia à cultura dravidiana foi condenado à exclusão e ao esquecimento. O Yôga sobreviveu graças à sua arianização, o que equivale a dizer, graças à sua deturpação. Mediante a inversão diametral dos valores comportamentais antes vigentes no Vale do Indo, ele se adaptou deixando de ser tântrico para ajustar-se à nova ordem brahmáchárya e, assim, tornou-se aceito pelos áryas vitoriosos na grande guerra de ocupação. Por isso, quando apresentamos a primeira sistematização mundial do SwáSthya ocorreu algo como uma revolução na história do Yôga. O mais interessante é que todos os fatos sobre os quais trabalhei eram dados conhecidos e publicados há tempos em obras conceituadas sobre História, Arqueo- logia, Antropologia, Yôga, Sámkhya etc. Se houve algum mérito ele foi apenas o fato de combinar essas informações de tal forma que ninguém pudesse negar suas conclusões. Os que tentam contestá-las fazem-no mediante um discurso tão visivelmente emocionalizado e sem apresentar nenhuma documentação legítima, que perdem a credibilidade. Sobre isso, não admita questionamentos gratuitos, nem blefes. Exija que o eventual contestador apresente provas, ou seja, um livro contendo os elementos fundamentais da nossa estrutura, conforme estudaremos na próxima questão, e com data de publicação anterior à do nosso Prontuário de SwáSthya Yôga. O livro mais antigo que encontramos sobre um Yôga possi- velmente aparentado com o nosso chama-se SwáSthya aur Yôgásana e foi publicado na Índia na década de 80, por- tanto, muitos anos depois do Prontuário de SwáSthya Yôga
  • 35. DeROSE 35 ter tido várias edições no Brasil (desde a década de 1960) e na Europa, anos depois dessa obra ter sido introduzida nos mosteiros e bibliotecas públicas da Índia. 24. Em que consiste o SwáSthya Yôga? O SwáSthya tem três características principais: A. sua prática extremamente completa, em oito módulos; B. a introdução do conceito das regras gerais de execução; C. a execução das técnicas (ásanas, mudrás, bandhas etc.), formando seqüências encadeadas ou coreográficas. A. A prática regular em oito partes denomina-se ashtánga sádhana e é constituída por: 1. mudrá (gesto reflexológico feito com as mãos); 2. pújá (retribuição ética de energia); 3. mantra (vocalização de sons e ultra-sons); 4. pránáyáma (expansão da bioenergia através de respiratórios); 5. kriyá (atividade de purificação das mucosas); 6. ásana (técnica orgânica); 7. yôganidrá (técnica de descontração); 8. samyama (concentração, meditação e samádhi) B. Com a sistematização do SwáSthya, pela primeira vez na História aparece referência a regras gerais de execução em um livro de Yôga. São regras de respiração, de permanência, de repetição, de localização da consciência e mentalização. Consulte as regras no livro Tratado de Yôga. C. Resgatando uma forma primitiva, perdida na noite dos tempos, é reintroduzida a execução sem repetição e com passagens que estabelecem encadeamentos, constituem
  • 36. 36 TUDO SOBRE YÔGA movimentos de ligação entre as técnicas, permitindo melhor fluidez, numa seqüência que se convencionou chamar de coreografia. Para compreender melhor, recomendamos que o leitor assista o DVD da Companhia SwáSthya de Artes Cênicas, disponível gratuitamente no nosso site www.Uni-Yoga.org. O que você vai ver é um espetáculo de arte e beleza que transcende sua mais fértil imaginação sobre a imagem das técnicas do Yôga. 25. Como foi realizada a sistematização do SwáSthya Yôga? Ela foi inspirada diretamente nos Shástras e meditando na obra dos Mestres que nos precederam. 26. Yôga não aliena? Quer dizer, quem faz Yôga não fica meio alheado, não pára de freqüentar os amigos, não rompe com a família, não deixa o emprego, não pára de ler jornais e fica só falando de Yôga e ouvindo música suave? É lamentável que haja quem pense assim. Isso tudo que a pergunta enumerou são sintomas de uma pessoa portadora de distúrbios de personalidade, que provavelmente precisa de cuidados psiquiátricos. Quem pratica a Nossa Cultura não age assim. A palavra Yôga significa união, integração. Ora, integração é o oposto de alienação. A proposta da nossa filosofia é integrar o homem. Isso inclui integrá-lo ao seu meio social, familiar, profissional, cultural. O yôgin é uma pessoa que está além e não aquém. Para começar, ele não se comporta nem se veste diferente dos demais, nem chama atenção sobre si.
  • 37. DeROSE 37 27. Já que os yôgins não se vestem diferentemente, quem são aquelas pessoas que andam vestidas de indianos pelas ruas, cada qual com uma vestimenta mais exótica? Consideramos que cada qual tem a liberdade de se vestir como bem entender, mas, em geral, quem ultrapassa os limites do bom senso ou está sendo enganado ou está querendo enganar. Tais pessoas, quase sempre são adeptos de seitas. Isso não tem nada a ver com a nossa proposta. Muita atenção: mesmo que algum movimento desses declare que se dedica ao Yôga isso não pode ser verdade, já que esta filosofia não é seita e não aprova ideologias radicais nem fanatismo. O que ocorre é que nosso Método conta com uma fama muito grande e tem gente esperta que quer faturar em cima. Se essa gente abrisse o jogo e confessasse ser de uma seita interessada em aliciar adeptos e doutrinar pessoas, todo o mundo simplesmente se poria na defensiva e recusaria a catequese. Mas, como dizem tratar-se de Yôga, você lhes dá uma chance e ouve o que eles têm a dizer. A partir de hoje, já sabe: vestiu-se diferente, não tem nada a ver com o Yôga. Na Índia vestimo-nos como indianos; na Europa, como europeus; no Brasil, como brasileiros. 28. Mas os homens que praticam essa modalidade costumam usar barba... Como dizia Mark Twain, "toda generalização é perniciosa... inclusive esta!" Quem cultiva a barba não é por causa desta tradição ancestral. Para seu governo, hindu não usa barba: usa bigode. Quem ostenta umas belas barbas são os sikhs, mas
  • 38. 38 TUDO SOBRE YÔGA eles tradicionalmente não fazem Yôga (a não ser os sikhs ocidentais!). Yôga é uma tradição hindu e há séculos existe um estado de animosidade entre sikhs e hindus. 29. O Yôga reprime? Ouvi dizer que os adeptos não dançam, não podem comer de tudo e não podem ter uma vida sexual plena e saudável. A metodologia que ensinamos não reprime e não proíbe coisa alguma. O que reprime é o sistema comportamental ariano denominado brahmáchárya. Após a ocupação ariana os indianos adotaram maciçamente o brahmáchárya e isso faz crer aos menos informados que tudo o que venha da Índia compreenda tal comportamento, mas não é assim. Yôga é uma coisa e brahmáchárya é outra. Na Cultura que propomos não há restrições à liberdade das pessoas. Orientamos, mas dentro do respeito pela liberdade de escolha. Cada um come o que quiser e faz da sua sexualidade o que considerar mais adequado. Quanto a dançar, Shiva, o criador do Yôga, era um dança- rino que tinha o título de Natarája, "rei dos bailarinos". Em sua representação tradicional aparece dançando dentro de um círculo de fogo e pisoteando a ignorância, essa mesma ignorância que leva algumas pessoas a divulgar concepções errôneas sobre a metodologia que ensinamos. Com relação às atitudes estranhas ou repressoras, tal respon- sabilidade cabe muito mais à fantasia de uma mente confli- tada e ao fanatismo típico de um praticante mal orientado. 30. Quer dizer que para praticar não sou obrigado a ser vegetariano?
  • 39. DeROSE 39 A filosofia que preconizamos não obriga a coisa alguma. No entanto, todos os esportes e até profissões têm um tipo de alimentação especialmente recomendada. Imagine se um executivo poderia ter a mesma alimentação de um estivador ou vice-versa. Ambos renderiam menos e teriam sua expectativa de vida abreviada. Inclusive no esporte, cada modalidade tem uma alimentação específica. Por exemplo, a dieta do corredor é diferente da do fisiculturista. Mas a coisa ainda não é tão simples. Entre os corredores, a alimentação do de 100 metros rasos é uma e a do maratonista, outra. O primeiro precisa de explosão, tem que ter em seus músculos elementos nutricionais capazes de se transformar em grande quantidade de energia em poucos segundos. O outro precisa que suas reservas não se queimem nem em segundos nem em minutos. É necessário um regime de lenta combustão para que o maratonista perfaça os quilômetros a que se propôs e tenha energia até o final. No que concerne aos que se exercitam com pesos, também verifica-se a necessidade de uma alimentação específica para quem se dedica à hipertrofia muscular e outra bem distinta para os que trabalham para definir a musculatura. E assim sucessivamente, com detalhes e minúcias assom- brosas. Alguns desportistas não estão levando muito a sério essas filigranas nutricionais. Como conseqüência, temos acompanhado o baixo rendimento dos Latino-americanos nas Olimpíadas, perante outras nações que dão mais atenção à dieta do desportista. Muita gente diz que quer adotar a Nossa Cultura, desde que ela não interfira nos seus hábitos. Acontece que tudo o que
  • 40. 40 TUDO SOBRE YÔGA você for fazer seriamente, interfere. Se você pretende aprender um instrumento musical, pintura ou esporte, qualquer uma dessas coisas vai alterar os seus hábitos. Modificará até pequenos detalhes como a sua maneira de falar, vestir-se, pentear-se ou cortar as unhas! O sistema que aplicamos não proíbe nada e não obriga a coisa alguma. Você pode comer de tudo. Mas se quiser aproveitar a totalidade do que o método tem para lhe ofere- cer, recomenda-se uma alimentação específica, mais bioló- gica, que proporcione determinados nutrientes necessários em função quantidade de energia, do teor de consumo de oxigênio e de gorduras, da quantidade/qualidade de proteí- nas, vitaminas e sais minerais, do coeficiente de resíduos deixados no organismo etc. Nossa alimentação específica será mencionada na questão correspondente. Nesta, só foi perguntado se o Yôga obriga o praticante a tornar-se vegetariano. A resposta é: não obriga. 31. A alimentação preconizada é a natural ou a macrobiótica? Nenhuma das duas. Recomendamos o vegetarianismo como seu sistema alimentar. Deve-se, contudo, evitar a rotulagem já que as pessoas menos cultas pensam que vegetariano só ingere salada (isso é o que vegetariano menos aprecia!). Ou que vegetariano come carnes... brancas! Como o vegetarianismo autêntico quase não tem diferença da alimentação comum, a não ser pela ausência de bichos mortos, sugerimos que o interessado em seguir tal experiên- cia não se rotule. Em qualquer restaurante, pizzaria ou até mesmo churrascaria, simplesmente peça o que desejar. Jamais, mas jamais mesmo, pronuncie a palavra mágica
  • 41. DeROSE 41 "vegetariano". É como se, ao pronunciá-la, você estivesse convidando os presentes a debater ou gracejar. Se alguém tentar discutir alimentação com um vegetariano, ainda que cordialmente, a atitude correta é dar um corte no assunto, com toda a gentileza 1 . Não queremos doutrinar ninguém. Mas também não admitimos invasão da nossa privacidade. Cada qual que coma o que bem entender. E nada de embaralhar com outros sistemas. Constitui gafe imperdoável convidar um praticante da nossa tradição cultural para uma refeição macrobiótica: ela é nada menos que a corrente alimentar mais agressivamente oposta ao sistema nutricional do Yôga. Para maiores esclarecimentos, leia o nosso livro Alimenta- ção Vegetariana: chega de abobrinha! E também: Dieta del Yôga, Edgardo Caramella, Editorial Kier. O Gourmet Vegetariano, Rosângela de Castro, edição da autora. 32. E com relação às drogas? Nesse particular somos bem categóricos. Yôga e drogas definitivamente não combinam. 33. Qual é o perfil de um praticante? Entre os nossos alunos sempre houve pessoas de ambos os sexos em proporção semelhante e pessoas de todas as ida- des, profissões, raças e credos. 1 Leia nosso livro Boas Maneiras no Yôga, que serve também para quem não pratica, mas quer tornar-se mais polido.
  • 42. 42 TUDO SOBRE YÔGA Nos últimos anos nosso trabalho vem sendo mais procurado por estudantes, empresários, executivos, profissionais liberais, desportistas, políticos e artistas. A faixa de idade estabilizou-se entre 20 e 50 anos de idade. Algumas pessoas com menos, outras com mais. Quanto às religiões dos praticantes, notamos que cresceu bastante o número de adeptos de todas as religiões. Dentre os protestantes temos observado mais procura por parte dos adventistas e batistas. Os que não compreendem nossa filosofia e chegam a publicar matérias difamatórias são algumas seitas evangélicas. Mas isso se explica: algumas são pessoas humildes que pela injustiça social ficaram comprimidas na base da pirâmide cultural. Em termos sócio-econômicos, nosso sistema de aprimoramento pessoal é mais procurado pelas classes culturais A e B. A classe C gosta de Yôga, mas poucos desse grupo o praticam em escolas especializadas por problemas econômicos. Por outro lado consomem muitos livros e CDs para praticar sozinhos. Já a classe D cultural não sabe o que é o Yôga, não faz parte do seu universo. Pensa que se trata de alguma espécie de seita, ou de ginástica, ou de terapia. As profissões que mais procuram nossa escola são, em primeiro lugar, os engenheiros; depois, os advogados, médicos, dentistas, arquitetos, professores de educação física, dança e artes marciais. Os estudantes universitários também formam uma parcela expressiva. Outra tendência observada nos últimos tempos foi a de muitos empresários e executivos descobrirem que nossos recursos podiam ajudá-los não apenas a administrar o stress, mas também aumentar sua produtividade e melhorar sua
  • 43. DeROSE 43 qualidade de vida. Por esse motivo, muitos deles introduziram o Método DeRose nas respectivas empresas. Nos cargos de decisão e comando, ao controlar o stress, nossa metodologia reduziu os índices de esgotamento, estafa, úlceras, gastrite, pressão alta, enfarto, enxaqueca e insônia. No pessoal de escritório, ao combater o sedentarismo, eliminou dores nas costas, corrigiu alguns problemas de coluna, hemorróidas, sonolência depois do almoço e irritabilidade que atrapalhava as relações humanas entre os funcionários e emperrava a máquina administrativa. Entre os operários, aumentou a produtividade em cerca de 30%, pois oxigenou seus cérebros e lhes proporcionou mais concentração, o que reduziu os erros operacionais e os acidentes para quase zero. Em todos os escalões observou-se uma queda considerável nas faltas ao trabalho por motivos de saúde. Só de gripes, por exemplo, as faltas caíram pela metade. Os profissionais ligados à área de esporte nos procuram uma vez que são beneficiados com o aumento de resistência, alongamento muscular, flexibilidade, know-how contra distensões, mais concentração e controle emocional. Os artistas descobriram que nossos recursos precipitam a sensibilidade e a criatividade. Aí, incluem-se os artistas plásticos, os da música e até os da publicidade. É enorme o número de cantores e atores de televisão que praticam conosco, sem falar nos locutores que vêm buscar as técnicas de respiração e mantra para educar a voz. Os estudantes estão interessados no melhor aproveitamento com menos horas de estudo e no controle do sistema nervoso nas provas.
  • 44. 44 TUDO SOBRE YÔGA Como vemos pelos exemplos acima, quase ninguém está interessado no Yôga em si. Quase todos querem só os bene- fícios utilitários que constituem apenas seus efeitos colaterais, simples migalhas. Nossa Cultura é superlativa- mente maior, mais importante e mais profunda do que esses pequenos benefícios. 34. Qual a razão de termos uma imagem errada sobre essa filosofia? Acontece que temos imagens erradas sobre quase todas as coisas. É preciso que a imprensa, o jornalismo, a televisão, o rádio, enfim, todos os profissionais da comunicação reconheçam a grande responsabilidade que têm sobre a opinião pública e assumam a boa vontade de esclarecer a população, fazendo um trabalho sério e corrigindo a imagem distorcida. O Yôga é suficientemente sensacional por si só, não precisa do sensacionalismo. É lindo como espetáculo visual, não necessita do aspecto circense. Mas seria necessário recorrer à consultoria somente de instrutores de Yôga diplomados, e jamais entrevistar leigos que se autodenominem "professores de yóga" sem ser formados, pois isso só embaralha mais e desinforma os leitores ou espectadores. Quando se buscam esclarecimentos sobre medicina entrevista- se um médico formado e o mesmo ocorre com qualquer profissão. No caso do Yôga a imprensa dá ouvidos a curiosos, leigos e aventureiros ao invés de aplicar o cuidado ético de só veicular opiniões técnicas autorizadas. Isso está errado.
  • 45. DeROSE 45 Ricardo Poli Diretor da Unidade Centro Cívico Curitiba, PR, Brasil
  • 46. COMO COMEÇAR? É PARA QUALQUER UM? QUAIS SÃO OS CUIDADOS? 35. O que é necessário para praticar SwáSthya Yôga? Prioridade. Quando não há prioridade você vai colocando os outros interesses na frente e declara que não tem tempo para praticar Yôga. Assim ocorre com todas as coisas. Quando você não tem disponibilidade para algo, o que falta não é tempo. Você é que ocupou o seu tempo com o que supunha ter mais importância. Portanto, não diga que não tem tempo! 36. SwáSthya Yôga é para qualquer um? O SwáSthya é para pessoas sensíveis, educadas, cultas, saudáveis, dinâmicas, disciplinadas, alegres e de bem com a vida. 37. Deve-se tomar banho depois de uma prática? Não. O banho deve ser tomado antes. Mas não imediata- mente antes. É preciso esperar pelo menos meia hora para iniciar a prática. Quem vai de casa deve banhar-se antes de sair. Quem vai do trabalho diretamente para a prática deve procurar fazer uma higiene tão boa quanto o possível antes de sair da sua empresa. É que algumas técnicas intensificam a desintoxicação que, por sua vez, acelera a eliminação pelos
  • 47. DeROSE 47 poros. Se você não estiver bem limpo vai exalar um "perfuminho" nada agradável às narinas dos seus colegas. Após a prática, deve-se esperar no mínimo meia hora para tomar uma ducha, pois ela dispersa as energias que nosso método visa a concentrar. Quanto mais tempo esperar antes de banhar-se, melhor. 38. Quanto tempo depois de uma refeição deve-se prati- car o SwáSthya? O ideal é que o estômago, bexiga e intestinos estejam bem vazios. Não sendo possível, procure praticar o mais longe que puder da sua última refeição, no mínimo 3 ou 4 horas. E procure fazer com que essa refeição que antecede a prática seja bem leve: pouca quantidade e boa qualidade. Fazer um dia de jejum por semana é revitalizante, rejuve- nescedor, purificador, ajuda a manter a boa forma, beneficia a pressão, reduz a dilatação estomacal, faz bem para o fígado, dá um descanso ao organismo, melhora a lucidez, aperfeiçoa o senso de disciplina e contribui para evitar algumas enfermidades. Bem que você poderia escolher o dia da sua prática de SwáSthya para dar esse descanso aos seus órgãos internos. 39. É recomendável praticar durante o período menstrual? Se vai praticar em casa, através de livros e sem exame médico desaconselha-se por não haver um orientador a par da saúde, idade e hábitos culturais da praticante. Em um estabelecimento credenciado, com o instrutor qualificado em classe e tendo feito um exame médico específico para a prática do SwáSthya, não há contra-indicação expressa. A
  • 48. 48 TUDO SOBRE YÔGA maior parte das praticantes e instrutoras pratica normal- mente nesse período. 40. E para gestantes, há algum impedimento? A gestação não é doença e por si só não impede a prática do SwáSthya. Se a gestante está com algum problema de saúde, aí sim, terá que ser estudado o que é que ela pode fazer ou não. Contudo, o exame médico é uma rotina exigida por lei para todos os praticantes de ambos os sexos e todas as idades para qualquer modalidade, mesmo se ela for inteligente e biológica, como é o caso do nosso método. Se a gestante não praticava antes da gravidez, aconselha-se que nos primeiros três meses de gestação pratique apenas os respiratórios, relaxamentos, meditação, mantras, pújás, mudrás, alguns kriyás (nauli, não) e apenas os ásanas mais simples. Se já era praticante, é só continuar e seguir as recomendações do seu médico e do seu instrutor. Nas escolas que aplicam o Método DeRose não trabalhamos com gestantes para fins de parto. No entanto, ninguém precisa interromper sua prática de SwáSthya por ter engravidado. 41. Crianças antes da puberdade podem praticar? A idade ideal para iniciar é depois dos 15 anos. Em geral quem começa antes, interrompe durante a adolescência. Por outro lado, quem começa durante a adolescência não pára mais. O Yôga não é para crianças nem para idosos. É para adultos jovens de 16 anos em diante. Contudo, já foi explicado que pode-se praticar com qualquer idade.
  • 49. DeROSE 49 Nós não trabalhamos com crianças e, por motivos adminis- trativos, solicitamos aos pais que não as tragam, mas, se elas quiserem, podem praticar em casa. 42. Como fica a questão das contra-indicações tão men- cionadas por alguns autores? Esses autores dirigem sua propaganda para os enfermos e idosos. É natural que se preocupem tanto com as contra- indicações. Nós trabalhamos com outro público, jovem e saudável, portanto, não precisamos enfatizar esse tópico. Ademais, o exame médico obrigatório já define satisfatori- amente o que cada qual pode ou não executar. Não obstante, as contra-indicações que citamos numa obra anterior permanecem perfeitamente válidas para quem pre- tenda praticar em casa. Como não sabemos a quantas anda a saúde desse praticante, recomendamos uma margem de segurança. 43. Quantas vezes por semana deve-se praticar? Quantas vezes por semana deve-se praticar piano? Ou Ballet? Ou Jiu-jitsu? Ou qualquer coisa que se queira levar a sério e obter progressos concretos? Evidentemente, deve-se praticar todos os dias, inclusive nas férias. Se não tiver disponibilidade para treinar diariamente na escola de Yôga, complemente com algumas horas em casa, através das gravações em áudio e em DVD. 44. Quanto tempo por dia deve-se praticar? Nos estabelecimento credenciados por este autor as sessões são de 55 minutos. Em casa você deve praticar um tempo compatível com o adiantamento que desejar. No início,
  • 50. 50 TUDO SOBRE YÔGA alguns minutos por dia, aumentando aos poucos até o limite desejado. Como em qualquer arte ou esporte você pode ter pequenas, médias ou grandes aspirações. O tempo investido deve ser diretamente proporcional às suas pretensões. Por exemplo, muita gente tem seu trabalho, sua família e ainda consegue tempo para dedicar ao tênis ou ao curso de inglês. Como já dissemos, é uma questão de prioridade. Se você se satisfizer em ser um tenista amador, apenas para exercitar um pouco o seu corpo sedentário, então, nos fins- de-semana passará quase sempre alguns minutinhos na quadra. Com as aulas de piano, a mesma coisa. Depois do trabalho, duas vezes por semana você pode ir ao professor de música para brincar de extrair sons imperfeitos daquele nobre instrumento. Agora, se você quer ser um pianista de verdade, um músico sério, deve treinar pelo menos sete horas por dia, como todo mundo sabe. Ballet também. Yôga também. O tempo médio para a prática do SwáSthya em casa é o mesmo que deve ser dedicado àquelas outras modalidades, observando sempre o aumento gradual do tempo. Lembre-se de que todo exagero é desinteligente e você não vai querer ser considerado um dos poucos imprudentes que se machucaram fazendo Yôga. OITO MINUTOS POR DIA Todavia, se você não deseja tornar-se praticante exímio e não aspira pelas conquistas excelsas que o nosso método pode proporcionar, se quer apenas manter a forma e produzir efeitos benéficos sobre o corpo e o stress, o tempo mínimo diário de prática é de 8 minutos. Isso mesmo: apenas oito minutos por dia são suficientes. Por isso, é a disciplina ideal para pessoas muito ocupadas que, justamente por esse
  • 51. DeROSE 51 motivo, são sedentárias e estressadas, precisando, então, dar uma atenção à sua coluna, seus pulmões, sua circulação, alongar sua musculatura. ORIENTAÇÃO SOBRE LIVROS , ESCOLAS E INSTRUTORES. 45. Quais os melhores livros sobre o tema? R.: Os melhores livros são os que ensinam o Yôga Antigo. São os que não fazem tentativas de aliciamento ou doutrinação para seitas, religiões e ideologias. Os que não abrem concessões ao consumismo enfatizando benefícios terapêuticos nem espirituais. Chegue à livraria já com a lista dos livros que deseja adquirir e não permita que lhe empurrem outra coisa, muito menos aquele título que "está vendendo muito bem". Resista heroicamente à tentação de ler qualquer coisa, só por tratar-se de desta filosofia ou de alguma matéria suposta- mente semelhante. Melhor é reler várias vezes um bom livro do que ler vários livros novos de má qualidade. E, convenhamos, com uma bibliografia tão boa e extensa como a que recomendamos, você não tem necessidade de sair gastando o seu tempo e dinheiro com livros que poderão prejudicar não apenas a sua cultura, mas também a sua saúde mental. Consulte o Tratado de Yôga, sobre a lista de 50 livros que recomendamos, de vários autores e diversas modalidades. 46. Onde encontrar bons livros sobre o assunto?
  • 52. 52 TUDO SOBRE YÔGA A bibliografia indicada encontra-se com mais facilidade nas livrarias especializadas. Muitas fornecem livros pelo correio e podem enviá-los para a sua cidade. Há também alguns websites que podem fornecer os livros e entregá-los na sua casa, como, por exemplo: www.yogabooks.com.br (Brasil) www.portaldeyoga.com.br (Brasil) www.mundodoyoga.com.br (Brasil) www.universoyoga.org.br (Brasil) www.tudosobreyoga.org (Portugal) www.yoga.online.pt (Portugal) www.yogaabasto.com.ar (Argentina) www.federaciondeyoga.org.ar (Argentina) 47. Deve-se ler qualquer livro que aparentemente tenha a ver com esta filosofia ou assuntos similares? Ler tudo o que lhe caia às mãos só por tratar-se suposta- mente da nossa ou de outra filosofia, arte ou "ciência" que você presume correlata, é um comportamento dispersivo. Lamentavelmente, a maior parte dos livros sobre Yôga e similares que se encontram comercializados não é honesta. Sua leitura mais prejudica que ajuda. É melhor não saber nada do que pensar que sabe! 48. Como saber que livros são desaconselháveis? Desaconselháveis são os livros escritos por leigos que ensi- nam uma visão distorcida e idéias erradas por ignorância do autor, pois qualquer pessoa pode publicar um livro se o editor achar que vai vender bem. Desaconselháveis são os livros escritos por personalidades psicóticas que muitas vezes implantam no leitor conflitos e distorções de comportamento, ao pregar, por exemplo, que
  • 53. DeROSE 53 tudo é ilusão ou que a sexualidade, beleza, dinheiro etc. são censuráveis. Desaconselháveis são ainda os livros que, sob o pretexto do universalismo ou da “rolística”, criam híbridos, mesclando coisas incompatíveis e oferecendo ao leitor uma miscelânea apócrifa que não vai levá-lo a lugar algum, mas que segura- mente trará conseqüências desastrosas para sua saúde e equilíbrio mental. Não podemos generalizar, mas alguns sintomas são os se- guintes: a) Qualquer alusão à repressão sexual torna o livro potenci- almente suspeito, pois é através da repressão sexual que certas ideologias conseguem manipular as pessoas. A partir do momento em que um animal é castrado, torna-se dócil. b) Outro sinal de que um livro pode não ser sério é o fato de o autor se mostrar ao leitor como uma pessoa muito espiri- tualizada, boa e compreensiva, falando de Deus com freqüência excessiva. No nosso métier, todos os lobos usam pele de cordeiro. c) Em termos de prática, uma característica de que um livro não é confiável é ele mandar fazer as invertidas sobre a cabeça usando a parede como apoio. O perigoso é justamente a parede. A natureza é sábia. Se você não estiver apto a executar a parada sobre a cabeça a Mãe Natureza impedirá que você execute a técnica, fazendo-o cair e ficar em segurança... no chão! Mas se houver uma parede atrás, você não conseguirá cair. Ficará artificialmente retido nesse apoio, mesmo sem ter condições ou saúde. Isso tem causado problemas na coluna cervical e lesões mais sérias em pessoas idosas ou enfermas que leram essa orientação num livro aparentemente bem conceituado e puseram em prática em casa, sozinhos, sem um exame médico.
  • 54. 54 TUDO SOBRE YÔGA 49. O que o professor acha dos livros do... ? Não é cordial da parte do estudante apresentar questões que eventualmente nos induzam a emitir alguma opinião desfavorável acerca deste ou daquele autor, mesmo não sendo de Yôga. 50. Quem pode lecionar? Legalmente e moralmente só pode lecionar esta metodologia quem tiver feito um Curso de Formação de Instrutores e tenha sido aprovado pela Federação do seu Estado. A menos que seja um dos raros veteranos possuidores da Carteira de Instrutor, expedida na década de 60 pela extinta Secretaria de Educação do Estado da Guanabara. Mas desses, pelas nossas pesquisas, deve haver apenas um vivo e na ativa. Hoje, o único certificado que tem validade perante a União Nacional de Yôga é o documento unificado expedido conjuntamente pela Universidade de Yôga em convênio com uma Universidade Federal, Estadual ou Católica. Além da validade jurídica, esse certificado tem a vantagem de exigir um exame de revalidação que precisa ser prestado todos os anos. Isso preserva a atualização e a excelência técnica do instrutor. Se o instrutor possuir esse tipo de certificado orgulhar-se-á por havê-lo conquistado e o afixará em local bem visível no seu local de trabalho. Não havendo o certificado, não é instrutor formado, é "ensinante leigo". Confiar a ele sua saúde, sua coluna, sua mente, seria equivalente a operar-se com um neurocirurgião que declare não ser necessário formar-se em medicina para exercer sua profissão. 51. Quanto se paga para praticar num bom estabelecimento?
  • 55. DeROSE 55 O costume é que o instrutor cobre por mês aproximadamente o que um médico cobrar por uma consulta, levando-se em conta o mesmo grupo sócio- econômico. Se cobrar menos, desconfie. Em geral, trata-se de um ensinante clandestino, não-habilitado, e seu estabelecimento costuma ser ilegal. Fora isso, existe uma norma sugerida pela União Nacional de Yôga, e aceita pelas Federações de Yôga, que regula um valor denominado mensalidade-padrão (MP$). A MP$ existe para permitir uma avaliação indexada dos custos reais do instrutor para poder exercer sua profissão. Por exemplo, se seu aluguel for equivalente a 20 MP$, ele já sabe que precisará de vinte inscritos só para pagar pelo seu local de trabalho, e assim sucessivamente. O padrão não é caro. Qualquer curso de línguas, de informática, de música, de pintura, tem custo mais alto. Quem cobra abaixo da mensalidade-padrão é considerado anti-ético. A MP$ é considerada a menor importância que permita o desempenho honesto da profissão. Um instrutor que cobre menos que o padrão não tem condições financeiras de custear seu aprimoramento através de cursos, congressos, livros, viagens, filiação a uma entidade de classe, pagamento ao Supervisor etc. Baixando seu preço, baixará o seu nível. E, indiretamente, estará forçando os demais a baixarem também por uma questão de mercado. Isso prejudica a todos e o principal prejudicado é o consumidor que vai comprar um produto barato, portanto, compatível com o preço em termos de qualidade. 52. Como encontrar uma boa escola? Achar um bom estabelecimento não é fácil. Por isso a União Nacional de Yôga mantém uma Central de Informações para
  • 56. 56 TUDO SOBRE YÔGA fornecer os endereços credenciados junto à União, inclusive as Federações reconhecidas e os Cursos de Formação Profissional com validade legal. Os telefones da Central são (11) 3064-3949 e 3082-4514; o site é www.Uni-Yoga.org. O website da Universidade de Yôga não vende nada. Mas contém uma quantidade inimaginável de informações e instruções – teóricas e práticas – sobre o Yôga Antigo. O site permite downloads gratuitos de vários livros em português, espanhol, italiano e alemão (brevemente também em francês e inglês), MP3 de diversos CDs com aulas práticas de SwáSthya em português e espanhol, reprogramação emocional, meditação, mantras, música, mensagens etc. Disponibilizamos mais de 60 aulas gravadas, possibilitan- do a interação com estudantes de todo o Brasil e de todo o mundo. Tudo sem ônus algum. É o único site de Yôga com essas características. Divulgamos gratuitamente os endereços de mais de mil instrutores de todos os tipos de Yôga, Yóga, Yoga e ioga disponíveis no Brasil.
  • 57. SOBRE O FUNCIONAMENTO DE UM ESTABELECIMENTO DE YÔGA 53. Qual o motivo da exigência de um atestado médico? Nós não aceitamos atestado médico. O que exigimos é um exame médico deve ser feito na própria ficha médica que as escolas fornecem. Trata-se de um exame rápido e simples, que qualquer médico formado, de qualquer especialidade está habilitado a preencher. A avaliação médica é uma exigência da Lei. Estabelecimentos legalizados não podem permitir o ingresso de praticantes nem para a primeira aula sem cumprir esse quesito. Com a disseminação dos seguros-saúde, qualquer pessoa dispõe de algumas centenas de médicos gratuitos e bem perto do seu local de trabalho ou residência. No entanto, recomendamos que procure um médico indicado pelo centro de Yôga ou um médico particular. Ocorre que alguns médicos de empresas, clubes e convênios mais baratos costumam recusar-se a preencher a ficha por não estarem ganhando o suficiente com a consulta para compensar o tempo que perderiam. Se você for contemplado com a recusa, verifique se não se trata de um dos casos citados. Se algum candidato colocar dificuldade por causa do exame médico, tal comportamento denunciará uma pessoa com problemas de ajustamento social. Se fosse fazer ginástica em qualquer academia legalizada teria que submeter-se a essa exigência que, aliás, todo o mundo aceita de bom grado. 54. Quem é que não pode praticar por motivo de saúde?
  • 58. 58 TUDO SOBRE YÔGA A questão não é impedir a prática e sim saber o que o interessado pode praticar e o que não deve. Uma pessoa que tivesse, ao mesmo tempo, problemas cardíacos, respiratórios, de coluna, de hipertensão, hérnia, úlcera e ainda fosse paraplégica, poderia praticar respiratórios, relaxamentos, concentração, meditação, mudrás, mantras, pújá etc. Portanto, não existe a possibilidade de uma “contra- indicação à prática do método”. O que pode existir é uma contra-indicação a determinadas técnicas, conforme o caso. 55. Qual o motivo de tirar os sapatos para entrar na sala de prática? Higiene. Você vai se deitar e colocar o rosto na forração da sala de prática, portanto, ela deve estar tão limpa quanto a sua cama. Conseqüentemente, os praticantes não devem circular descalços pelas instalações, senão, depois teriam que tirar os pés para entrar na sala de aula. Caso você veja alguém andando descalço na escola ou associação em que pratica, alerte o colega para que não entre mais na sala de aula. Ou lava os pés, ou calça meias, ou vai para casa. Se você ficar constrangido de avisar ao colega, abra o livro e mostre-lhe esta resposta, pois, nesse caso, nós é que estaríamos lhe dando a presente instrução. 56. É mesmo necessário utilizar o sânscrito para designar as técnicas? Não seria possível traduzir para o português?
  • 59. DeROSE 59 Sânscrito é a língua técnica do Yôga. É necessário que se respeitem as raízes dessa filosofia milenar. Ninguém questiona quando se usa o japonês para o Judô, o chinês para o Kung-Fu, o francês para o Ballet. o italiano para a Música, o inglês para o Surf, o latim para a Advocacia. Alguém traduz habeas-corpus por “que tenhas teu corpo”? Ou pas-de-deux por “passo-de-dois”? Ou, ainda, pianissimo por “devagaríssimo”? 57. Quais são as atividades que um bom estabelecimento costuma oferecer? CURSOS A principal atividade de uma boa instituição é a promoção de cursos e eventos. Os cursos podem ser ministrados pelo Diretor da entidade ou por instrutores convidados, provenientes de outras cidades, outros estados e outros países, desde que pertencentes à mesma tradição e autorizados pelo seu respectivo Mestre. Os cursos podem ser de respiração, de técnicas orgânicas, de meditação, de mantra, de mudrá. de kriyá, de concentração, de gerenciamento do stress, de alimentação biológica, de teoria sobre chakras e muitos outros, conquanto não extrapolem os parâmetros da linhagem seguida pela entidade que os acolhe. A bem da seriedade e da ética, não se devem perpetrar mesclas com outras disciplinas supostamente similares. Não vamos contribuir para a confusão generalizada. Uma entidade séria de Yôga não faz barafunda com cursos de Massagem, Tai-Chi, Cristais, Florais, Tarot, ou qualquer outra disciplina, por melhor ou mais recomendável que essa outra possa ser, separadamente do Yôga.
  • 60. 60 TUDO SOBRE YÔGA ENCONTROS SOCIAIS, RECREATIVOS E CULTURAIS É louvável a promoção de encontros sociais, recreativos e culturais, tais como jantares, chás, festas e reuniões com quaisquer justificativas, estritamente para os membros da comunidade e seus convidados. A finalidade é congregar e nuclear a grande família yôgi, bem como integrar seus familiares e amigos a fim de que saibam como é o lugar que estão freqüentando e com quem estão andando. Precisamos conviver mais uns com os outros para perceber como o nosso público é bem mais alegre e divertido do que os pobres mortais, sem tomarmos nem uma gota de álcool. Além do mais, é desses encontros sociais que têm surgido os relacionamentos afetivos mais fecundos da nossa História. É muito importante que os adeptos da Nossa Cultura consigam relacionar-se afetivamente entre si, pois têm muito mais diálogo e muito mais trocas a realizar. Quando ocorrem casamentos entre yôgins, o Yôga passa a habitar em seus corações para sempre. GRUPOS ESPECÍFICOS Uma associação ou escola de Yôga também oferece aprimoramento específico nas áreas mais importantes, tais como: Grupo de Estudos, Grupo de Coreografia, Grupo de Meditação, Círculo de Leitura, Coral de Mantras e Seminário de Preparação para Futuros Instrutores. São atividades que motivam os alunos e contribuem para fidelizá-los, bem como para representar melhor a imagem do seu Espaço Cultural. FORMAÇÃO PROFISSIONAL Este é o objetivo principal do nosso trabalho. Nossa meta é a difusão da filosofia que preconizamos. Para tanto, precisamos preparar mais e melhores instrutores. Todo
  • 61. DeROSE 61 profissional honesto reconhece isso e compreende que cada instrutor formado nos permitirá expandir o ensinamento como um formador de opinião, um fator multiplicador. Daí a máxima que diz: “a missão do professor de Yôga é preparar novos instrutores”. LIVROS E VÍDEOS Uma boa instituição é um pólo de expansão cultural e difunde a nossa mensagem através do fornecimento de material didático, como livros e aulas gravadas em áudio e DVD, bem como todos os suprimentos que possam contribuir para o praticante se integrar mais à nossa escola. PRÁTICAS REGULARES PARA INICIANTES Finalmente, um bom estabelecimento tem até práticas regulares para iniciantes que não queiram tornar-se instrutores, mas desejem apenas praticar. Thiago Massi – Barcelona, Espanha
  • 62. FORMAÇÃO PROFISSIONAL 58. Eu posso me tornar instrutor? Mas sou apenas um iniciante! Pode. E é ótimo que seja um iniciante, pois assim vai começar certo e sem vícios. 59. Como faço para iniciar minha formação profissional? Se você tiver condições de freqüentar uma escola ou associação credenciada pela Universidade de Yôga, receberá a melhor orientação diretamente de professores altamente capacitados. Caso não possa participar ao vivo das nossas aulas, estude em casa pelos nossos livros, CDs e com o Curso Básico em Vídeo/DVD. A maior parte desse material didático você pode acessar gratuitamente no site www.DeRose.org.br. 60. Caso eu me torne instrutor terei condições de participar do trabalho da Universidade de Yôga? E mais tarde poderei tornar-me credenciado da Uni-Yôga? Nossa rede de escolas e associações filiadas está em constante expansão. Conseqüentemente, estamos sempre necessitando de novos instrutores em várias cidades e até para outros países. Complemente estas informações com os esclarecimentos do próximo capítulo.
  • 63. UMA CONVERSA FRANCA COM OS PAIS Também sou pai e compreendo a sua preocupação no que diz respeito ao futuro do seu filho ou filha. Por esse motivo, escrevi este livreto, para tentar esclarecer as principais apreensões daqueles cujos filhos decidiram seguir a nossa carreira. Desempenho esta profissão há quase 50 anos, portanto, ninguém melhor do que eu para discorrer sobre as vantagens e desvantagens do métier. Gostaria que você encarasse este texto como uma conversa franca e aberta sobre os riscos e compensações decorrentes daquela decisão, bem como um aconselhamento a pais e filhos sobre como enfrentar tal empreitada. Quero que fique bem claro que estou me referindo ao Método DeRose, uma modalidade extremamente séria, técnica e profissional. Com relação a outras vertentes, não podemos emitir opinião nem arriscar garantias. As diferenças entre o nosso trabalho e o dos outros são abissais. A partir da leitura deste livro estarei à disposição para complementar algum esclarecimento que se mostre necessário. Espero que este texto ajude tanto no aspecto informativo quanto no afetivo, pois é disso que a garotada mais necessita. Freqüentemente, é pela falta desses dois fatores que muitos jovens acabam se envolvendo com amizades perniciosas ou com seitas aliciantes.
  • 64. 64 TUDO SOBRE YÔGA Quero que conte comigo como um aliado no compromisso de buscar o melhor para o seu filho ou filha. Coloco meu aconselhamento à sua disposição, já que brevemente comemoro meio século de ensino e durante essas décadas conduzi muita gente ao sucesso profissional. DeRose Conselheiro da Ordem dos Parlamentares do Brasil. Doutor Honoris Causa por várias entidades culturais e humanitárias. Comendador pela Academia Brasileira de Arte, Cultura e História. Comendador e Notório Saber em Yôga pela Sociedade Brasileira de Educação e Integração. Renata – Unidade Higienópolis – São Paulo, SP, Brasil
  • 65. QUESTÕES SOBRE A PROFISSÃO 61. Meu filho estava cursando engenharia e resolveu ser instrutor de Yôga. O que devo fazer? Em primeiro lugar, não creio que você deva se preocupar com isso logo de início. Pode tratar-se apenas de um impulso momentâneo. Também fomos jovens e sabemos que mudar de idéia é um privilégio da juventude. Se os mais velhos desapoiarem a aspiração do jovem, ele fincará pé e levará sua decisão até os limites, só para contrariar. Eu fui assim, você também foi. Basta dizer não para gerar uma defensiva e conflagrar uma guerra. O melhor a fazer é dar um tempo. 62. E se ele persistir na idéia? Nesse caso, não há nada que uma boa conversa não resolva. Pais e filhos precisam conversar. Precisam ser amigos. É necessário que confiem um no outro. Converse com ele para verificar por que tomou essa decisão. Se tiver sido uma decisão madura, fruto de uma vocação autêntica, então cabe a nós, os mais velhos, prestar aconselhamento e apoio. 63. Mas eu quero que ele se forme em engenharia, medicina ou direito. Nada contra essas profissões, contudo não podemos deixar de levar em consideração que a realização pessoal do seu filho vale mais do que a satisfação das nossas conveniências. Se ele estudar o que o pai deseja, só por obediência, certamente tornar-se-á uma pessoa frustrada. Nenhum pai deseja isso para o seu filho.
  • 66. 66 TUDO SOBRE YÔGA 64. É que as carreiras tradicionais têm status e contam com o respeito da sociedade. Sem dúvida. Mas também custam muito mais caro para obter a formação e depois a probabilidade é que a maioria fique desempregada porque o mercado de trabalho já está saturado há mais de duas décadas. Grande parte dos nossos alunos é constituída por engenheiros, advogados, arquitetos, psicólogos e até médicos que formaram-se, mas não conseguiram ou não quiseram trabalhar em suas respectivas áreas. Quanto ao status, na nossa profissão, o jovem vai ensinar aos engenheiros, médicos, advogados, arquitetos, psicó- logos, empresários, executivos, intelectuais, políticos e artistas. Vai ser tratado com reverência e admiração. Vai dar cursos em Universidades. Vai viajar pelo país todo e por outros países. Vai dar entrevistas para jornais e televisão. Vai escrever livros. Não há sombra de dúvida de que se pode conquistar o respeito da comunidade sendo instrutor do Método DeRose. 65. Precisamos pensar no futuro. É preciso estudar e ter um certificado... Certificado ele vai ter, expedido por uma Universidade Federal, Estadual, Católica ou outra particular, à sua escolha. Pela estrutura que oferecemos, provavelmente, vai conseguir certificação de mais de uma Universidade no Brasil e com possibilidade de, mais tarde, receber outra na Europa. Mais para frente, poderá optar pelo Mestrado não- acadêmico. Na página seguinte, reproduzimos o certificado expedido em convênio com a PUC – Pontifícia Universidade Católica.
  • 67. DeROSE 67
  • 68. 68 TUDO SOBRE YÔGA 66. E quanto ao nível sócio-econômico? Se você visitar as escolas credenciadas pelo nosso Método vai constatar que muitos dos seus Diretores tornaram-se empresários bem cedo e possuem instalações de excelente nível. Vai verificar que eles trabalham com um público classe A. Consultando esses instrutores, poderá tranqüilizar- se com relação às oportunidades que a nossa profissão proporciona. 67. Qual é a viabilidade econômica que a carreira proporciona? A viabilidade é grande e é um fato. Considere que cada cliente do seu filho pagar-lhe-á mensalmente aquilo que ele estiver pagando hoje para formar-se. Se ele tiver 50 alunos, o retorno mensal será de 50 vezes o investimento. Investimento esse que vai ser feito por alguns meses, mas o retorno será para a vida toda. A relação custo/benefício entre o investimento na formação profissional e a arrecadação durante a carreira é a melhor do mercado de trabalho. O retorno é rápido e expressivo. No entanto, sejamos honestos, tudo depende da vocação, talento e esforço próprio do instrutor. Se ele não se esforçar, ninguém poderá fazer milagre por ele. E isso vale para qualquer profissão. Seu filho poderá, ainda, criar um produto e fornecê-lo a toda a Rede, que é bem grande. Temos hoje centenas de entidades filiadas no Brasil, Argentina, Chile, Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Escócia, Alemanha, Itália, Polônia, Austrália, Havaí, Indonésia e Estados Unidos. 68. Há casos concretos da viabilidade econômica da profissão?