Autor: Sergio Alfredo Macore 2017
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ÍNDICE
INTRODUÇÃO..............................................................................................................................3
1.Objectivos...................................................................................................................................4
1.1.Objectivo geral....................................................................................................................4
1.2.Objectivos Específicos......................................................................................................4
2.Metodologia ...............................................................................................................................4
3.Referencial Teórico...................................................................................................................5
3.1.Teorias da administração .................................................................................................5
3.1.1.Teoria da Administração Científica ..........................................................................6
3.1.2.Teoria clássica: F. W. Taylor.....................................................................................6
3.1.3.Teoria das relações humanas: G. Elton mayo .......................................................6
3.1.4.Teoria Comportamentalista: Maslow .......................................................................7
3.1.5.Abordagem Estruturalista: Amitai Etzioni................................................................8
3.1.6.Teoria Geral de Sistemas: Ludwig von Bertalanffy ...............................................8
3.1.7.Teoria Neoclássica: Peter Drucker ..........................................................................9
3.1.8.Teoria do Desenvolvimento Organizacional: Warren Bennis ............................10
3.1.9.Teoria Contingencial: James Thompson...............................................................10
Conclusão....................................................................................................................................12
Bibliografia...................................................................................................................................13
Autor: Sergio Alfredo Macore 2017
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INTRODUÇÃO
O presente trabalho tem como o tema ‘’Teorias Administrativas’’. Contudo, um dos
objectivos deste trabalho é de conhecer as teorias da administração, dentro da visão
temática de processos administrativos, estudadas nos conceitos fundamentais da
administração. Com base nas pesquisas realizadas sobre as sete teorias propostas, a
saber: Teoria da administração científica, teoria clássica, teoria da burocracia, teoria
neoclássica, teoria das relações humanas, teoria comportamental e teoria da
contingência. E por fim, abordarei duas questões fundamentais no estudo da
administração moderna das empresas.
Uma questão proposta é o estudo das principais contribuições das teorias referidas na
administração moderna, que serão estudadas no desenvolvimento deste trabalho. A
outra questão surge da constatação de que ainda existem organizações que aplicam
conceitos antigos por falta de conhecimento e porque não dizer, por falta de uma
política empresarial de gestão do conhecimento.
Portanto, dentro das minhas limitações académicas, estudar os conceitos fundamentais
de administração, de acordo com essas teorias, para compreender os processos
administrativos e exemplificar alguns casos.
Autor: Sergio Alfredo Macore 2017
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1.Objectivos
1.1.Objectivo geral
MARCONI e LAKATOS (2001:102) "estão ligados a uma visão global e abrangente do
tema, relaciona-se com o conteúdo intrínseco, quer dos fenómenos e eventos, quer das
ideias estudadas vincula-se directamente a própria significação da tese proposta do
trabalho."
Assim o trabalho tem como objectivo geral:
 Conhecer as teorias da administração, dentro da visão temática de processos
administrativos, estudadas nos conceitos fundamentais da administração.
1.2.Objectivos Específicos
 Estudar sobre as teorias da administração;
 Evidenciar os princípios das teorias administrativas no contexto actual;
 Pesquisar práticas que possibilitem o desenvolvimento das teorias
administrativas na comunidade académica.
2.Metodologia
Para elaboração deste trabalho foi feito uma revisão bibliográfica. Onde foi usado o
método indutivo, que é um método responsável pela generalização, isto é, partimos de
algo particular para uma questão mais ampla, mais geral.
Para Lakatos e Marconi (2007:86), Indução é um processo mental por intermédio do
qual, partindo de dados particulares, suficientemente constatados, infere-se uma
verdade geral ou universal, não contida nas partes examinadas. Portanto, o objectivo
dos argumentos indutivos é levar a conclusões cujo conteúdo é muito mais amplo do
que o das premissas nas quais nos baseia-mos.
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3.Referencial Teórico
3.1.Teorias da administração
As Teorias da Administração também são chamadas: Teorias Gerências, Teorias
Organizacionais ou Teorias de Empresa. Abaixo temos as principais correntes de
pensamento conforme a maioria dos autores. Caravantes (1998) reuniu estas teorias
em um quadro-síntese mostrando certa linha de tempo de 1900 até 1970, já que
determinadas abordagens se superpõem em termos cronológicos. Observe que o autor
mostra relevância como um divisor de águas entre as principais teorias, CHIAVENATO
(1987:78).
Tabela 1: Teorias da administração e principais enfoques
TEORIAS TEORIAS PRINCIPAIS FIGURAS PRINCIPAIS ENFOQUES
Nas tarefas
Administração
Científica
Taylor, Ford,
Edson, Gantt,
Gilberth
Organização e racionalização do
trabalho em nível operacional
Na Estrutura Escola Clássica Henry Fayol
Organização formal
Princípios Gerais da Administração
Funções do Administrador
Nas Pessoas
Das Relações
Humanas
Elton Mayo
Follet
Organização Informal Motivação -
Liderança
Dinâmica Grupal
Comunicações
No comportamento
Comportamental ou
Behaviorismo
Maslow, Herzberg,
Mc Gregor, Argyris
Comportamento do homem no meio
em que vive – o meio social – ou o
meio das organizações
Voltadas à sociedade Estruturalista
Karl Marx,
Max Weber
Regras e Procedimentos bem
definidos; a burocracia nas
organizações.
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No Ambiente Geral dos Sistemas
Bertalanffy,
Schain
Interdependência entre as partes; o
universo é sistémico.
Nas Variáveis ambientais Da Contingência Woodward
A interveniência das variáveis
ambientais, criando dependência.
Fonte: Adaptada pela pesquisadora, a partir do Caravantes (1998)
3.1.1.Teoria da Administração Científica
Um dos maiores expoentes da teoria da administração, conhecida como Administração
Científica foi Taylor. Através da leitura de Idalberto Chiavenato, em sua Teoria Geral da
Administração, nota-se que Taylor compartilhou com Fayol, criador da teoria clássica, o
reconhecimento de serem os fundadores da moderna administração.
Os dois defendiam uma visão mecanicista, de pontos de vista diferentes. Foi
exactamente assim, como mostra Chiavenato, o engenheiro americano Taylor
enxergava a organização de uma empresa de baixo para cima e o Francês Fayol, de
cima para baixo. A chamada administração científica começou a contribuir realmente
com a ciência da administração através de observações empíricas realizadas no
período da Revolução Industrial.
3.1.2.Teoria clássica: F. W. Taylor
Taylor iniciou o seu estudo observando o trabalho dos operários. Sua teoria seguiu um
caminho de baixo para cima, e das partes para o todo; dando ênfase na tarefa. Para
ele a administração tinha que ser tratada como ciência. Desta forma ele buscava ter um
maior rendimento do serviço do operariado da época, o qual era desqualificado e
tratado com desleixo pelas empresas.
3.1.3.Teoria das relações humanas: G. Elton mayo
A Teoria das Relações Humanas foi desenvolvida por cientistas sociais, como um
movimento de oposição à Teoria Clássica. Com uma abordagem humanística, a Teoria
Administrativa sofreu verdadeira revolução conceitual. A ênfase voltou-se para as
Autor: Sergio Alfredo Macore 2017
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pessoas que trabalhavam na organização. Seu surgimento, que começou após a morte
de Taylor, a partir da década de 30, foi possível devido ao desenvolvimento da
Psicologia, bem como as modificações ocorridas no panorama político e
socioeconómico da época que foi elaborada.
Para Motta (1995:140), afirma que, é partir dai onde a Teoria das Relações Humanas a
partir daí começou a estudar a influência da motivação no comportamento das
pessoas. Descobriram que a compreensão da motivação exige o conhecimento das
necessidades humanas. Também observaram que “pode-se motivar uma pessoa
quando se sabe o que ela necessita e quando uma necessidade de um determinado
nível é satisfeita passa-se para o próximo nível da hierarquia”, podendo-se encetar
outro ciclo de motivação.
3.1.4.Teoria Comportamentalista: Maslow
A teoria comportamental segue uma linha humanística e para isto a psicologia
organizacional contribuiu decisivamente para o surgimento de uma teoria administrativa
mais democrática. Abraham Maslow sugeriu que muito do comportamento do ser
humano pode ser explicado pelas suas necessidades e pelos seus desejos. Quando
uma necessidade, em particular se torna activa, ela pode ser considerada um estímulo
à acção e uma impulsionadora das actividades do indivíduo. Essa necessidade
determina o que passa a ser importante para o indivíduo e molda o seu comportamento
como tal. Na teoria de Maslow, portanto, as necessidades se constituem em fontes de
motivação.
Autor: Sergio Alfredo Macore 2017
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Fonte: Adaptada pela autora, necessidades humana, 2017
3.1.5.Abordagem Estruturalista: Amitai Etzioni
O estruturalismo teve sua origem com Amitai Etzioni, partindo do princípio que em uma
empresa qualquer que seja o departamento analisado, deve-se efectuar esta análise a
luz dos demais. Não há sectores isolados, mas uma estrutura inter-relacionada de
coisas que se associam e se completam.
A Teoria Estruturalista analisa a estrutura de uma organização considerando as partes
internas (subsistemas), comparando-as com o todo. É portanto tudo que a análise
interna da organização possa revelar e sua principal fonte de análise advém das
propostas conflitantes, KURGANT (1991:235).
3.1.6.Teoria Geral de Sistemas: Ludwig von Bertalanffy
Segundo Motta (1995:340), A T.G.S. não busca solucionar problemas ou tentar
soluções práticas, mas sim produzir teorias e formulações conceituais que possam criar
condições de aplicação na realidade empírica. Afirma que:
 Existe uma nítida tendência para a integração nas várias ciências naturais e
sociais;
 Essa integração parece orientar-se rumo a uma teoria dos sistemas;
Auto - Realizacao
Ego ou Estima
Sociais
Seguranca
Fisiologicas
Autor: Sergio Alfredo Macore 2017
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 Essa teoria de sistemas pode ser uma maneira mais abrangente de estudar os
campos não físicos do conhecimento científico, especialmente as ciências
sociais;
 Essa teoria de sistemas, ao desenvolver princípios unificadores que atravessam
verticalmente os universos particulares das diversas ciências envolvidas,
aproxima-nos do objectivo da unidade da ciência; isso pode levar a uma
integração muito necessária da educação científica.
A importância da TGS é significativa tendo em vista a necessidade de se avaliar a
organização como um todo e não somente em departamentos ou sectores. O mais
importante ou tanto quanto é a identificação do maior número de variáveis possíveis,
externas e internas que, de alguma forma, influenciam em todo o processo existente na
Organização, KURGANT (1991:150).
3.1.7.Teoria Neoclássica: Peter Drucker
A teoria Neoclássica representa uma grande contribuição do espírito pragmático dos
empresários americanos. A característica principal passa pela forte ênfase nos
aspectos práticos aplicados à administração. Pautando pelo pragmatismo, buscam
resultados concretos e palpáveis, mesmo assim a teoria neoclássica não se
desvencilhou dos conceitos teóricos da administração clássica.
Os neoclássicos absorvem, aceitam a influência das ciências do comportamento na
administração, para ao mesmo tempo reafirmarem os postulados clássicos, com
argumentos mais convincentes. A teoria Neoclássica baseia-se também no princípio de
que a administração é uma técnica social básica. Por isso deve-se levar o
administrador a conhecer todos os aspectos básicos de sua função, como também
devem aprender a dirigir pessoas dentro da organização, CHIAVENATO (1979:200).
Outra contribuição da Teoria Neoclássica é a administração por objectivos. Eles
acreditam que os meios devem ser utilizados na busca da eficiência. Entretanto, a
busca da eficácia para eles está ligada às finalidades, ou resultados finais.
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3.1.8.Teoria do Desenvolvimento Organizacional: Warren Bennis
Para Motta (1995:176), O Desenvolvimento Organizacional é um desdobramento
prático e operacional da Teoria Comportamental a caminho da abordagem sistémica.
Essa teoria representa a fusão de duas tendências no estudo das organizações: o
estudo da estrutura de um lado, e o estudo do comportamento humano nas
organizações de outro, integrados através de um tratamento sistémico. Os diversos
modelos de D.O. consideram basicamente quatro variáveis:
1. O meio ambiente, focalizando aspectos como a turbulência ambiental, a
explosão do conhecimento, a explosão tecnológica, a explosão das
comunicações, o impacto dessas mudanças sobre as instituições e valores
sociais, etc.;
2. A organização, abordando o impacto sofrido em decorrência da turbulência
ambiental e as características necessárias de dinamismo e flexibilidade
organizacional para sobreviver nesse ambiente;
3. O grupo social, considerando aspectos de liderança, comunicação, relações
interpessoais, conflitos, etc.; e
4. O indivíduo ressaltando as motivações, atitudes necessidades, etc. Os autores
salientam essas variáveis básicas de maneira a poderem explorar sua
interdependência, diagnosticar a situação e intervir em variáveis estruturais e em
variáveis comportamentais, para que uma mudança permita a consecução tanto
dos objectivos organizacionais quanto individuais. Portanto, a ênfase é dada na
gestão de pessoas e processos.
3.1.9.Teoria Contingencial: James Thompson
A Teoria da Contingência é circunstancial. Ela prega que o administrador deve
respeitar as situações encontradas no ambiente e inserir as decisões administrativas
de acordo com as circunstâncias. Para a teoria da contingência os actos
administrativos têm uma grande relatividade e não existe uma relação directa de causa
e efeito. Com esta concepção, o administrador fica livre para tomar decisões diferentes
nas mesmas situações, dependendo das circunstâncias, Kurgant (1991:190).
Autor: Sergio Alfredo Macore 2017
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A Teoria contingencial enfatiza que não há nada de absoluto nas organizações ou na
teoria administrativa. Tudo é relativo. Tudo depende. A abordagem contingencial
explica que existe uma relação funcional entre as condições do ambiente e as técnicas
administrativas apropriadas para o alcance eficaz dos objectivos da organização.
Autor: Sergio Alfredo Macore 2017
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Conclusão
Para concluir, tentarei alinhar de forma objectiva, algumas respostas para as duas
suposições acima colocadas no início deste trabalho. De certa forma, os itens citados
objectivamente nas respostas, já foram tratados directa ou indirectamente. Dai que,
ficaram evidentes que, são inúmeras as contribuições das teorias estudadas na
administração moderna das empresas. Entre elas poderíamos citar: Melhoria das
condições físicas do trabalho e do trabalhador; Incentivo salarial e prémios; Auto
realização profissional; Especialização do trabalhador; Divisão do trabalho.
Contudo, para além desses itens objectivos, pode-se dizer que actualmente, alguns
administradores estão voltando sua atenção para as pessoas que trabalham na
empresa, buscando o máximo de eficiência e prosperidade, para patrões e
empregados. Infelizmente ainda existem muitas empresas, que só pensam no lucro a
qualquer custo. Além desses administradores serem desprovidos de quaisquer
preocupações sociais, ainda tratam os empregados como máquinas.
Autor: Sergio Alfredo Macore 2017
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Bibliografia
Chiavenato I. Teoria geral da administração. V.1. 3a ed. São Paulo (SP): McGraw- Hill;
1987.
Kurgant P, coordenadora. Administração em enfermagem. São Paulo (SP): EPU; 1991.
Motta FCP. Teoria geral da administração: uma introdução. 19a ed. São Paulo (SP):
Pioneira; 1995.
Teoria Geral da Administração – Chiavenato, Idalberto ¾ São Paulo: McGraw-Hill do
Brasil, 1979.
Universidade Norte do Paraná. Tecnologia em administração de pequenas e médias
empresas: módulo 1. Londrina: UNOPAR: CDI, 2005. 170 p. : il.
INFORMAÇÃO
Nome do autor: Sérgio Alfredo Macore
Nickname: Helldriver Rapper Rapper
Facebook: Sérgio Alfredo Macore ou Helldriver Rapper Rapper
Celular: +258846458829 ou +258826677547
Cidade: Pemba – Cabo Delgado – Moçambique
E-mail: Sergio.macore@gmail.com
NOTA: Sou pesquisador privado, qualquer dúvida que for a encontrar não hesite em
contactar-me e também faço trabalhos académicos / científicos por encomenda.

Teorias administrativas

  • 1.
    Autor: Sergio AlfredoMacore 2017 2 ÍNDICE INTRODUÇÃO..............................................................................................................................3 1.Objectivos...................................................................................................................................4 1.1.Objectivo geral....................................................................................................................4 1.2.Objectivos Específicos......................................................................................................4 2.Metodologia ...............................................................................................................................4 3.Referencial Teórico...................................................................................................................5 3.1.Teorias da administração .................................................................................................5 3.1.1.Teoria da Administração Científica ..........................................................................6 3.1.2.Teoria clássica: F. W. Taylor.....................................................................................6 3.1.3.Teoria das relações humanas: G. Elton mayo .......................................................6 3.1.4.Teoria Comportamentalista: Maslow .......................................................................7 3.1.5.Abordagem Estruturalista: Amitai Etzioni................................................................8 3.1.6.Teoria Geral de Sistemas: Ludwig von Bertalanffy ...............................................8 3.1.7.Teoria Neoclássica: Peter Drucker ..........................................................................9 3.1.8.Teoria do Desenvolvimento Organizacional: Warren Bennis ............................10 3.1.9.Teoria Contingencial: James Thompson...............................................................10 Conclusão....................................................................................................................................12 Bibliografia...................................................................................................................................13
  • 2.
    Autor: Sergio AlfredoMacore 2017 3 INTRODUÇÃO O presente trabalho tem como o tema ‘’Teorias Administrativas’’. Contudo, um dos objectivos deste trabalho é de conhecer as teorias da administração, dentro da visão temática de processos administrativos, estudadas nos conceitos fundamentais da administração. Com base nas pesquisas realizadas sobre as sete teorias propostas, a saber: Teoria da administração científica, teoria clássica, teoria da burocracia, teoria neoclássica, teoria das relações humanas, teoria comportamental e teoria da contingência. E por fim, abordarei duas questões fundamentais no estudo da administração moderna das empresas. Uma questão proposta é o estudo das principais contribuições das teorias referidas na administração moderna, que serão estudadas no desenvolvimento deste trabalho. A outra questão surge da constatação de que ainda existem organizações que aplicam conceitos antigos por falta de conhecimento e porque não dizer, por falta de uma política empresarial de gestão do conhecimento. Portanto, dentro das minhas limitações académicas, estudar os conceitos fundamentais de administração, de acordo com essas teorias, para compreender os processos administrativos e exemplificar alguns casos.
  • 3.
    Autor: Sergio AlfredoMacore 2017 4 1.Objectivos 1.1.Objectivo geral MARCONI e LAKATOS (2001:102) "estão ligados a uma visão global e abrangente do tema, relaciona-se com o conteúdo intrínseco, quer dos fenómenos e eventos, quer das ideias estudadas vincula-se directamente a própria significação da tese proposta do trabalho." Assim o trabalho tem como objectivo geral:  Conhecer as teorias da administração, dentro da visão temática de processos administrativos, estudadas nos conceitos fundamentais da administração. 1.2.Objectivos Específicos  Estudar sobre as teorias da administração;  Evidenciar os princípios das teorias administrativas no contexto actual;  Pesquisar práticas que possibilitem o desenvolvimento das teorias administrativas na comunidade académica. 2.Metodologia Para elaboração deste trabalho foi feito uma revisão bibliográfica. Onde foi usado o método indutivo, que é um método responsável pela generalização, isto é, partimos de algo particular para uma questão mais ampla, mais geral. Para Lakatos e Marconi (2007:86), Indução é um processo mental por intermédio do qual, partindo de dados particulares, suficientemente constatados, infere-se uma verdade geral ou universal, não contida nas partes examinadas. Portanto, o objectivo dos argumentos indutivos é levar a conclusões cujo conteúdo é muito mais amplo do que o das premissas nas quais nos baseia-mos.
  • 4.
    Autor: Sergio AlfredoMacore 2017 5 3.Referencial Teórico 3.1.Teorias da administração As Teorias da Administração também são chamadas: Teorias Gerências, Teorias Organizacionais ou Teorias de Empresa. Abaixo temos as principais correntes de pensamento conforme a maioria dos autores. Caravantes (1998) reuniu estas teorias em um quadro-síntese mostrando certa linha de tempo de 1900 até 1970, já que determinadas abordagens se superpõem em termos cronológicos. Observe que o autor mostra relevância como um divisor de águas entre as principais teorias, CHIAVENATO (1987:78). Tabela 1: Teorias da administração e principais enfoques TEORIAS TEORIAS PRINCIPAIS FIGURAS PRINCIPAIS ENFOQUES Nas tarefas Administração Científica Taylor, Ford, Edson, Gantt, Gilberth Organização e racionalização do trabalho em nível operacional Na Estrutura Escola Clássica Henry Fayol Organização formal Princípios Gerais da Administração Funções do Administrador Nas Pessoas Das Relações Humanas Elton Mayo Follet Organização Informal Motivação - Liderança Dinâmica Grupal Comunicações No comportamento Comportamental ou Behaviorismo Maslow, Herzberg, Mc Gregor, Argyris Comportamento do homem no meio em que vive – o meio social – ou o meio das organizações Voltadas à sociedade Estruturalista Karl Marx, Max Weber Regras e Procedimentos bem definidos; a burocracia nas organizações.
  • 5.
    Autor: Sergio AlfredoMacore 2017 6 No Ambiente Geral dos Sistemas Bertalanffy, Schain Interdependência entre as partes; o universo é sistémico. Nas Variáveis ambientais Da Contingência Woodward A interveniência das variáveis ambientais, criando dependência. Fonte: Adaptada pela pesquisadora, a partir do Caravantes (1998) 3.1.1.Teoria da Administração Científica Um dos maiores expoentes da teoria da administração, conhecida como Administração Científica foi Taylor. Através da leitura de Idalberto Chiavenato, em sua Teoria Geral da Administração, nota-se que Taylor compartilhou com Fayol, criador da teoria clássica, o reconhecimento de serem os fundadores da moderna administração. Os dois defendiam uma visão mecanicista, de pontos de vista diferentes. Foi exactamente assim, como mostra Chiavenato, o engenheiro americano Taylor enxergava a organização de uma empresa de baixo para cima e o Francês Fayol, de cima para baixo. A chamada administração científica começou a contribuir realmente com a ciência da administração através de observações empíricas realizadas no período da Revolução Industrial. 3.1.2.Teoria clássica: F. W. Taylor Taylor iniciou o seu estudo observando o trabalho dos operários. Sua teoria seguiu um caminho de baixo para cima, e das partes para o todo; dando ênfase na tarefa. Para ele a administração tinha que ser tratada como ciência. Desta forma ele buscava ter um maior rendimento do serviço do operariado da época, o qual era desqualificado e tratado com desleixo pelas empresas. 3.1.3.Teoria das relações humanas: G. Elton mayo A Teoria das Relações Humanas foi desenvolvida por cientistas sociais, como um movimento de oposição à Teoria Clássica. Com uma abordagem humanística, a Teoria Administrativa sofreu verdadeira revolução conceitual. A ênfase voltou-se para as
  • 6.
    Autor: Sergio AlfredoMacore 2017 7 pessoas que trabalhavam na organização. Seu surgimento, que começou após a morte de Taylor, a partir da década de 30, foi possível devido ao desenvolvimento da Psicologia, bem como as modificações ocorridas no panorama político e socioeconómico da época que foi elaborada. Para Motta (1995:140), afirma que, é partir dai onde a Teoria das Relações Humanas a partir daí começou a estudar a influência da motivação no comportamento das pessoas. Descobriram que a compreensão da motivação exige o conhecimento das necessidades humanas. Também observaram que “pode-se motivar uma pessoa quando se sabe o que ela necessita e quando uma necessidade de um determinado nível é satisfeita passa-se para o próximo nível da hierarquia”, podendo-se encetar outro ciclo de motivação. 3.1.4.Teoria Comportamentalista: Maslow A teoria comportamental segue uma linha humanística e para isto a psicologia organizacional contribuiu decisivamente para o surgimento de uma teoria administrativa mais democrática. Abraham Maslow sugeriu que muito do comportamento do ser humano pode ser explicado pelas suas necessidades e pelos seus desejos. Quando uma necessidade, em particular se torna activa, ela pode ser considerada um estímulo à acção e uma impulsionadora das actividades do indivíduo. Essa necessidade determina o que passa a ser importante para o indivíduo e molda o seu comportamento como tal. Na teoria de Maslow, portanto, as necessidades se constituem em fontes de motivação.
  • 7.
    Autor: Sergio AlfredoMacore 2017 8 Fonte: Adaptada pela autora, necessidades humana, 2017 3.1.5.Abordagem Estruturalista: Amitai Etzioni O estruturalismo teve sua origem com Amitai Etzioni, partindo do princípio que em uma empresa qualquer que seja o departamento analisado, deve-se efectuar esta análise a luz dos demais. Não há sectores isolados, mas uma estrutura inter-relacionada de coisas que se associam e se completam. A Teoria Estruturalista analisa a estrutura de uma organização considerando as partes internas (subsistemas), comparando-as com o todo. É portanto tudo que a análise interna da organização possa revelar e sua principal fonte de análise advém das propostas conflitantes, KURGANT (1991:235). 3.1.6.Teoria Geral de Sistemas: Ludwig von Bertalanffy Segundo Motta (1995:340), A T.G.S. não busca solucionar problemas ou tentar soluções práticas, mas sim produzir teorias e formulações conceituais que possam criar condições de aplicação na realidade empírica. Afirma que:  Existe uma nítida tendência para a integração nas várias ciências naturais e sociais;  Essa integração parece orientar-se rumo a uma teoria dos sistemas; Auto - Realizacao Ego ou Estima Sociais Seguranca Fisiologicas
  • 8.
    Autor: Sergio AlfredoMacore 2017 9  Essa teoria de sistemas pode ser uma maneira mais abrangente de estudar os campos não físicos do conhecimento científico, especialmente as ciências sociais;  Essa teoria de sistemas, ao desenvolver princípios unificadores que atravessam verticalmente os universos particulares das diversas ciências envolvidas, aproxima-nos do objectivo da unidade da ciência; isso pode levar a uma integração muito necessária da educação científica. A importância da TGS é significativa tendo em vista a necessidade de se avaliar a organização como um todo e não somente em departamentos ou sectores. O mais importante ou tanto quanto é a identificação do maior número de variáveis possíveis, externas e internas que, de alguma forma, influenciam em todo o processo existente na Organização, KURGANT (1991:150). 3.1.7.Teoria Neoclássica: Peter Drucker A teoria Neoclássica representa uma grande contribuição do espírito pragmático dos empresários americanos. A característica principal passa pela forte ênfase nos aspectos práticos aplicados à administração. Pautando pelo pragmatismo, buscam resultados concretos e palpáveis, mesmo assim a teoria neoclássica não se desvencilhou dos conceitos teóricos da administração clássica. Os neoclássicos absorvem, aceitam a influência das ciências do comportamento na administração, para ao mesmo tempo reafirmarem os postulados clássicos, com argumentos mais convincentes. A teoria Neoclássica baseia-se também no princípio de que a administração é uma técnica social básica. Por isso deve-se levar o administrador a conhecer todos os aspectos básicos de sua função, como também devem aprender a dirigir pessoas dentro da organização, CHIAVENATO (1979:200). Outra contribuição da Teoria Neoclássica é a administração por objectivos. Eles acreditam que os meios devem ser utilizados na busca da eficiência. Entretanto, a busca da eficácia para eles está ligada às finalidades, ou resultados finais.
  • 9.
    Autor: Sergio AlfredoMacore 2017 10 3.1.8.Teoria do Desenvolvimento Organizacional: Warren Bennis Para Motta (1995:176), O Desenvolvimento Organizacional é um desdobramento prático e operacional da Teoria Comportamental a caminho da abordagem sistémica. Essa teoria representa a fusão de duas tendências no estudo das organizações: o estudo da estrutura de um lado, e o estudo do comportamento humano nas organizações de outro, integrados através de um tratamento sistémico. Os diversos modelos de D.O. consideram basicamente quatro variáveis: 1. O meio ambiente, focalizando aspectos como a turbulência ambiental, a explosão do conhecimento, a explosão tecnológica, a explosão das comunicações, o impacto dessas mudanças sobre as instituições e valores sociais, etc.; 2. A organização, abordando o impacto sofrido em decorrência da turbulência ambiental e as características necessárias de dinamismo e flexibilidade organizacional para sobreviver nesse ambiente; 3. O grupo social, considerando aspectos de liderança, comunicação, relações interpessoais, conflitos, etc.; e 4. O indivíduo ressaltando as motivações, atitudes necessidades, etc. Os autores salientam essas variáveis básicas de maneira a poderem explorar sua interdependência, diagnosticar a situação e intervir em variáveis estruturais e em variáveis comportamentais, para que uma mudança permita a consecução tanto dos objectivos organizacionais quanto individuais. Portanto, a ênfase é dada na gestão de pessoas e processos. 3.1.9.Teoria Contingencial: James Thompson A Teoria da Contingência é circunstancial. Ela prega que o administrador deve respeitar as situações encontradas no ambiente e inserir as decisões administrativas de acordo com as circunstâncias. Para a teoria da contingência os actos administrativos têm uma grande relatividade e não existe uma relação directa de causa e efeito. Com esta concepção, o administrador fica livre para tomar decisões diferentes nas mesmas situações, dependendo das circunstâncias, Kurgant (1991:190).
  • 10.
    Autor: Sergio AlfredoMacore 2017 11 A Teoria contingencial enfatiza que não há nada de absoluto nas organizações ou na teoria administrativa. Tudo é relativo. Tudo depende. A abordagem contingencial explica que existe uma relação funcional entre as condições do ambiente e as técnicas administrativas apropriadas para o alcance eficaz dos objectivos da organização.
  • 11.
    Autor: Sergio AlfredoMacore 2017 12 Conclusão Para concluir, tentarei alinhar de forma objectiva, algumas respostas para as duas suposições acima colocadas no início deste trabalho. De certa forma, os itens citados objectivamente nas respostas, já foram tratados directa ou indirectamente. Dai que, ficaram evidentes que, são inúmeras as contribuições das teorias estudadas na administração moderna das empresas. Entre elas poderíamos citar: Melhoria das condições físicas do trabalho e do trabalhador; Incentivo salarial e prémios; Auto realização profissional; Especialização do trabalhador; Divisão do trabalho. Contudo, para além desses itens objectivos, pode-se dizer que actualmente, alguns administradores estão voltando sua atenção para as pessoas que trabalham na empresa, buscando o máximo de eficiência e prosperidade, para patrões e empregados. Infelizmente ainda existem muitas empresas, que só pensam no lucro a qualquer custo. Além desses administradores serem desprovidos de quaisquer preocupações sociais, ainda tratam os empregados como máquinas.
  • 12.
    Autor: Sergio AlfredoMacore 2017 13 Bibliografia Chiavenato I. Teoria geral da administração. V.1. 3a ed. São Paulo (SP): McGraw- Hill; 1987. Kurgant P, coordenadora. Administração em enfermagem. São Paulo (SP): EPU; 1991. Motta FCP. Teoria geral da administração: uma introdução. 19a ed. São Paulo (SP): Pioneira; 1995. Teoria Geral da Administração – Chiavenato, Idalberto ¾ São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1979. Universidade Norte do Paraná. Tecnologia em administração de pequenas e médias empresas: módulo 1. Londrina: UNOPAR: CDI, 2005. 170 p. : il. INFORMAÇÃO Nome do autor: Sérgio Alfredo Macore Nickname: Helldriver Rapper Rapper Facebook: Sérgio Alfredo Macore ou Helldriver Rapper Rapper Celular: +258846458829 ou +258826677547 Cidade: Pemba – Cabo Delgado – Moçambique E-mail: Sergio.macore@gmail.com NOTA: Sou pesquisador privado, qualquer dúvida que for a encontrar não hesite em contactar-me e também faço trabalhos académicos / científicos por encomenda.