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               UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
                  INSTITUTO DE ARTES




CONTRIBUIÇÕES DO ARTISTA HÉLIO MELO PARA PENSAR A
         EDUCAÇÃO EM ARTE POR PROJETOS




                 CEILDE NELY MENEZES
              Trabalho de Conclusão de Curso
                  XAPURI,- ACRE 2011
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               UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
                  INSTITUTO DE ARTES




CONTRIBUIÇÕES DO ARTISTA HÉLIO MELO PARA PENSAR A
         EDUCAÇÃO EM ARTE POR PROJETOS




                    Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao
                    Instituto de Artes da Universidade de Brasília, como
                    requisito à obtenção do título de Licenciatura em
                    Artes Visuais da Universidade de Brasília.

                    Orientadora: Professora Doutora Thérèse Hofmann
                    Gatti

                    Tutora: Dorisdei Valente Rodrigues




                 CEILDE NELY MENEZES
              Trabalho de Conclusão de Curso
                  XAPURI,- ACRE 2011
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LISTA DE FIGURAS:


Figura 1: Estrada da Borracha (de 1983) .......................................................... 13
Figura 2: Ferramentas do seringueiro (de 1983) ............................................. 13
Figura 3: A árvore que chora (1985) ................................................................. 14
Figura 4: Produção Concluída .......................................................................... 16
Figura 5: Frente da Escola Anthero Soares Bezerra ....................................... 17
Figura 6: Pintando a tela .................................................................................... 19
Figura 7: Um aluno observando as imagens do Artista Hélio Melo............... 22
Figura 8: Uma conversa sobre as imagens...................................................... 22
Figura 9: Desenho de um aluno ........................................................................ 23
Figura 10: Desenho de um dos alunos ............................................................. 23
4



SUMÁRIO


1 – INTRODUÇÃO ............................................................................................ 5

2 – JUSTIFICATIVA ........................................................................................... 7

3 – DESENVOLVIMENTO ................................................................................. 11

        3.1. O Ensino da Arte no Acre e a inserção de artistas locais ........... 11

        3.2. Hélio Melo e sua obras ................................................................... 11

        3.3. Projeto/Plano de aula de Intervenção ........................................... 15

        3.4. Relato da Intervenção - Aplicação ................................................ 19

4 – CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................................... 24

5 – REFERÊNCIAS ........................................................................................... 26
5


1. INTRODUÇÃO


      O curso de artes visuais da Universidade de Brasília- UnB me trouxe muitas
 experiências no campo da arte educação. Assim a partir da disciplina de estágio
 busco desenvolver esse tema que tem se tornado uma fonte de investigação e
 contribuição na minha formação em artes visuais, para intervir de forma mais
 significativa em nossas escolas no Acre.
       Esse tema nasce da percepção e observação em uma escola do estado do
 Acre, pela falta de informação, conhecimento e reconhecimento dos alunos a
 respeito de artistas da nossa região.
      Existe   como    sugestão    nos   Parâmetros   Curriculares   Nacionais,   o
 desenvolvimento de atividades com artistas locais, assim como também consta
 nos referenciais curriculares de Ensino de Arte do Estado do Acre, mas isso não
 acontece em nossas escolas. Nesse sentido, escolhi um artista de relevância no
 Estado e optei por trabalhar o seguinte tema: Verificar como estão inseridas as
 obras de Hélio Melo nas escolas de Xapuri nos dias atuais, analisando como a
 inserção dessas obras pode beneficiar os alunos e a comunidade xapuriense,
 para assim compreender suas peculiaridades, envolvendo os estudantes locais.
      Este projeto é um trabalho que aponta para a necessidade dos educadores
 em Xapuri, explorar a realidade local assim como seus artistas, tendo em vista
 que a produção dos nossos artistas é pouco explorada em sala de aula.
      Hélio Melo (1926-2001), o artista escolhido para abordar esse projeto,
 contribui muito para a construção da história do Acre, participou da 27a Bienal
 internacional de Arte em São Paulo, em 2006, sendo um dos artistas mais
 conhecidos do Acre. Trabalhar este artista seria uma forma de resgatar nossa
 cultura, suas produções retratam a vivência do homem do seringal, os segredos
 da floresta e pode ser uma forma do aluno valorizar a própria identidade.
      Por atuar como professora de Arte, percebo a relevância desse trabalho,
 tendo em vista que também necessito me aprofundar na temática a que me
 proponho – e nada mais justo que fazer uma pesquisa mergulhando nas obras
 que estão cheias dos temas amazônicos, verdadeira identidade cultural de Xapuri.
      O fato de ter procurado inspiração neste artista acreano, foi porque em suas
produções, retratava a vivência do homem do seringal, os segredos da floresta, que
6

aprendeu com os índios. Pois toda sua história de vida faz parte do meu contexto
social, assim como cultural.
      Pretendo com o aprofundamento da pesquisa conhecer a temática dos
artistas acreanos, mais especificamente de Hélio Melo,e contribuir de forma efetiva
com uma prática no ensino de arte educação no estado do Acre.
7

2. JUSTIFICATIVA


      Em um momento que vivemos tantas transformações e mudanças com o
rápido avanço das tecnologias de comunicação e informação, cada vez a
preservação da identidade e da cultura local se fazem necessário. Trazer as obras
de Helio Melo para contemporaneidade é inserir a tradição no contexto atual.
       Nesse projeto, desenvolvo um estudo sobre “As obras de Hélio Melo na
Contemporaneidade do Ensino de Artes das Escolas de Xapuri”, com objetivo de
verificar como a inserção dessas obras pode beneficiar os alunos e a comunidade
xapuriense,   para   assim    compreender    suas    peculiaridades,    envolvendo      os
estudantes locais.
      Nossos artistas têm sido cada vez menos explorados pelos professores de
Arte que, muitas vezes, optam por trabalhar com outros nomes, de nível nacional,
relegando o trabalho de importantes ícones locais ao esquecimento – o que explica
porque como a história, assim como as obras de acreanos, são cada vez menos
constantes nas conversas entre estudantes.
      No Ensino de Artes do Município de Xapuri podem ser inseridos artistas locais
que abordam as temáticas cotidianas das cidades amazônicas, valorizando não
apenas o artista, mas a própria identidade dos alunos.
      Atualmente o Ensino de Artes nas escolas brasileiras tem se tornado cada
vez mais reconhecido, por desenvolver competências habilidades como criatividade,
sensibilidade, socialização etc.
      Mesmo com toda essa importância já destacada, nem sempre isso é sinal de
que esse ensino da arte, seja utilizado de forma a desenvolver as competência e
habilidades de saberes nas diferentes linguagens artísticas, desenvolvendo as
potencialidades dos alunos.
      Infelizmente vemos práticas em sala de aula voltada para recreação e até
como distração, sem nenhuma preocupação com o conhecimento da arte .


      De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de arte,


                                     [...] a Arte é um campo de conhecimento e seu ensino é
                                     obrigatório em todos os níveis da educação. Sendo a
8

                                      aprendizagem significativa em arte quando o objeto de
                                      conhecimento é a própria arte. (1996, p. 12).


      Dentro dessa perspectiva, faz-se necessário cada vez mais que a Arte esteja
como uma disciplina nas escolas, contribuindo com todos os saberes das crianças,
como um todo, e de forma interdisciplinar e influenciando as demais outras áreas de
conhecimento. A Arte, enquanto objeto de aprendizagens múltiplas, possibilita aos
alunos um desempenho mais significativo que sai do âmbito escolar e invade a vida,
privilegiando também o individual e o coletivo.
      Na escola, os professores ganharão alunos mais ativos, reflexivos, críticos,
com pensamento mais rápido e mais participativo, além das inúmeras modificações
na mente e na prática dos estudantes.


                                      O que a Arte na Escola principalmente pretende é formar
                                      o conhecedor, fruidor, decodificador da obra de arte. (...)
                                      Arte não é apenas básico, mas fundamental na
                                      educação de um país que se desenvolve. Arte não é
                                      enfeite. Arte é cognição, é profissão, é uma forma
                                      diferente de interpretar o mundo, a realidade, o
                                      imaginário, e é conteúdo. Como conteúdo, arte
                                      representa o melhor trabalho do ser humano.
                                      (BARBOSA, 1991, p.19).



      A Arte trabalha todas as percepções humanas, com ganhos que favorecem
toda a comunidade escolar, além dos pais, comunidade e do próprio aluno, que
estará inserido em um mundo novo, divertido e capaz de capacitar, de forma prática
e divertida, a sua ação humana como um todo. Pimentel (1999) diz que:

                                      (...)ensinar e aprender arte não é um processo de mão
                                      única. Depende da participação efetiva de professores e
                                      alunos. Ambos têm conhecimento e experiência no
                                      assunto e experiência de vida, isto é, aprendizagem
                                      institucional (1999, p. 41).

      Assim como os alunos que desenvolvem a linguagem da Arte na escola se
desenvolvem e influenciam todo um conjunto de competências e habilidades em
diferentes áreas de sua vida. Nos educadores, passamos a ter uma prática renovada
e renovadora, melhorando a motivação dos alunos e sua própria forma de encarar
suas aulas, melhorando a qualidade do trabalho.
9

      O que acontece de marcante, nesse caso, não é apenas o cuidado com que o
professor vai ter com suas aulas, mas a forma como vai preparar-se, pois a
educação em Arte exige seus conhecimentos específicos, técnicas e teorias, tendo
o educador que estar em constante formação e buscar uma capacitação.
      O próprio fazer artístico será necessário a esse educador, pois a prática se
faz também necessária para a educação em Artes, já que não se pode ensinar
aquilo que não se sabe ou não interiorizou. Nesse sentido, a vivencia pela
experiência, vai possibilitar ao professor fazer a diferença em sala de aula, além de
lhe dar a devida segurança e também empolgação ao trabalho que estará sendo
executado.


                                     Os professores de arte conseguem os seus diplomas,
                                     mas eles são incapazes de prover uma educação
                                     artística e estética que forneça informação histórica,
                                     compreensão de uma gramática visual e compreensão
                                     do fazer artístico como auto-expressão. Muito
                                     aprendizado seria necessário além do que a
                                     universidade vem dando até agora. Os professores
                                     reagem contra o que não estão preparados para ensinar.
                                     (BARBOSA, 1975, p. 13).



      A formação acadêmica é importante para a melhoria do trabalho do professor
de Artes. Nesse sentido, é muito importante a formação acadêmica da Universidade
de Brasília, que me possibilitou uma ampliação de minha formação e olhar do
conhecimento em arte, assim como contribuiu de forma direta na melhoria do meu
trabalho como educadora da disciplina de Artes.
      Nesse sentido, nos professores de Arte devemos inserir em nosso roteiro de
aulas coisas que sejam próximas, significativas aos alunos, tendo em vista que a
bagagem que os alunos trazem anterior à escola é necessária no processo de
ensino e aprendizagem. E a partir desse conhecimento introduzir novos
conhecimentos.
      Da mesma forma, tudo aquilo que o professor puder aproximar também vai
potencializar as aprendizagens, tendo em vista que o que é de conhecimento pode
aprofundar ainda mais as relações dentro da sala de aula, com ganhos dos dois
lados, tanto para o educador como para o educando.
      Assim o professor tem de inserir conhecimentos que façam parte das
temáticas conhecidas por eles, e desenvolver como projetos aproveitando o que
10

puder da matéria conhecida, desenvolvendo a contribuição destes para o trabalho
em arte.
11

3. DESENVOLVIMENTO



3.1. O Ensino da Arte no Acre e a inserção de artistas locais



      Em se tratando do Estado do Acre, muitos de seus artistas podem ser
trabalhados em sala de aula com ganhos positivos. Os artistas locais são
conhecidos dentro do Estado, mas nem todos os alunos tem acesso a esses
materiais, já que nos municípios do interior nem sempre se consegue ir para a
capital, Rio Branco, para visitar os espaços museológicos que tem as obras de
grandes artistas da região – e nem tudo está tão fácil na rede mundial de
computadores, a internet.
      Nos educadores podemos fazer algumas pesquisas e levar para os alunos,
além de poderem pedir que tragam informações, como tarefa proveitosa, podendo
até expor o trabalho coletado. De forma singular é possível levar obras desses
artistas, ou reprodução das mesmas para fazer um trabalho mais específico.
      Em Xapuri, a terra de muitos artistas locais, nem todos são conhecidos, mas
podemos perceber influência de alguns pintores, que muito contribuíram para a
cultura dos povos, pois se baseavam em temáticas de seus antepassados. Esse é
um dos pontos que podemos aproximar do ensino da historia da arte.




3.2. Hélio Melo e sua obra


      Hélio Melo (Boa do Acre, 1926 e Goiânia, 2001) foi um dos maiores
expoentes das artes plásticas que o Acre já teve, considerado como um
autodidata,não tendo formação acadêmica.
      As obras do artista Hélio Melo (ver figuras 1, 2 e 3) foram utilizadas pelos
professores de Xapuri nessa pesquisa, mas muitas turmas ainda não foram
abrangidas pelos conhecimentos acerca desse pintor e escritor que se baseava nas
temáticas dos povos da floresta para, de forma simples e inteligente, trazer às telas
todo a beleza dos mitos, animais, costumes, interesses, sonhos e dificuldades da
gente que mora nas matas amazônicas.
12

        Em Alma Acreana1 o artista é descrito da seguinte forma:

                                                Nasceu e passou boa parte de sua vida - dos 12 aos 41
                                                anos - dentro de um seringal. Foi entre o corte nas
                                                estradas de seringa, que o artista rabiscou seus
                                                primeiros desenhos e aprendeu a tirar som do primeiro
                                                instrumento: um violão. Mais tarde, ele iria abandonar
                                                este e um outro instrumento - o cavaquinho - pela paixão
                                                ao violino, que aprendeu a tocar de ouvido, no meio da
                                                floresta. Encantado com a beleza e os mistérios da
                                                Amazônia, o pequeno Hélio aproveitava as horas de
                                                folga preenchendo folhas brancas com desenhos que
                                                misturavam lápis e uma tinta extraída do sumo de uma
                                                planta.² Em 1959, deixou para trás o seringal e veio para
                                                Rio Branco em busca de uma vida melhor para a família.
                                                Na capital acreana, foi trabalhar como catraieiro, levando
                                                e trazendo passageiros de uma margem à outra do rio
                                                Acre. No início da década de 70, com a construção da
                                                primeira ponte ligando os dois lados da cidade, a procura
                                                pela velha catraia diminuiu e Hélio Melo tratou de
                                                arrumar outro ofício que lhe garantisse o sustento da
                                                mulher e dos cinco filhos. Foi barbeiro ambulante e
                                                depois vigia. Em meados da década de 80, matriculou-se
                                                num curso ministrado pelo também pintor Genésio
                                                Fernandes.


        É um dos artistas que teve suas obras expostas na maioria dos municípios do
Acre e pode ser destacado nas aulas, para realizar uma leitura de imagem
contextualizando e relacionando com a atualidade, identificando seus temas, seus
traços, sua pintura a técnica utilizada,assim como os materiais, papeis, tintas e etc,
buscando também aproximar de artistas nacionais e locais.
        Melo teve suas obras expostas na 7a Bienal Internacional de São Paulo, que
aconteceu de 7 de outubro a 17 de dezembro,no ano de 2006 no parque Ibirapuera,
zona sul de São Paulo. Com o tema "Como Viver Junto", a mostra teve obras de
conteúdo fortemente político, experiências comunitárias e recortes antropológicos.




1
  http://almaacreana.blogspot.com/acesso em 20 de novembro as 19:00horas
² A principal planta, dentre muitas, era a o urucum, também conhecido como bixina, misturado com líquidos e
óleo.
13




Figura 1- Estrada da Borracha (Hélio Melo, 1983) – Óleo sobre tela, 1mx50cm




Figura 2- Ferramentas do seringueiro (Hélio Melo, 1983). Tinta de resina sobre tela.
1m x 60 cm.
14




      Figura 3- A árvore que chora (Hélio Melo, 1985). Lápis sobre papel. 1m x 60cm.




      Hélio Melo, representa o perfil do seringueiro da região, que se apropria da
arte para explorar as temáticas locais e, também, as dificuldades, sofrimentos,
anseios, medos, expondo formas de como sobressair destas.
      Era um artista que não apenas abusava das temáticas locais, mas dos
materiais alternativos, feitos com produtos da região, naturais – como sementes de
urucum e mulungu, raízes de plantas como a caiçuma, além de folhas de embaúba,
dentre outras – imprimindo a forma característica de fazer sua arte, destacando a
identidade local.
      Ao verificar nas escolas percebe-se que poucos são os professores de Arte
que trabalham com temáticas voltadas para as obras e vida do artista Hélio Melo– o
que se apresenta como preocupação constante, já que devemos valorizar tudo o
que compete à nossa cultura.
      Outro fato que deve ser destacado é que quando se pretende fazer uma
maior pesquisa bibliográfica descobre-se a dificuldade em conseguir materiais do
artista, o que se caracteriza como maior necessidade de registrar material sobre sua
15

vida e suas obras de arte, fazendo uma inserção dentro da temática “arte-educação”
e as temáticas locais.
      É possível reconhecer que no Ensino de Artes do Município de Xapuri podem
ser inseridos artistas locais que abordam as temáticas cotidianas das cidades
amazônicas, valorizando não apenas o artista mas a própria identidade dos alunos.
      Isto posto, esquematizei um Projeto de Intervenção que pudesse colocar em
prática o que está sendo proposto no presente trabalho, verificando sua viabilidade
prática – que será avaliada mais a frente.
      Tais conhecimentos são importantes para a valorização da cultura do
acreano, do artista Hélio Melo e da redescoberta da identidade dos estudantes,
inseridos nesse contexto da Amazônia, por meio da Arte das escolas de Xapuri.
Após apresentação do artista apresentamos o que vamos chamar de projeto de
intervenção local.




3.3 Projeto/Plano de Aula de Intervenção

      Quando decidi fazer meu projeto resolvi direcioná-lo ao Artista Plástico Helio
 Melo. Pelo fato de ser do Acre e também por ter sido seringueiro crítico de grande
 sabedoria. Suas obras eram produzidas pela sua experiência e vivencia como
 seringueiro.

      Era um artista que se utilizava muito dos materiais encontrados nas florestas
 do Acre (folhas, frutos, sementes e raízes) para fazer suas obras de arte – e
 também teve grande importância para a literatura, já que também escreveu
 alguns livros (que até deveriam ter nas escolas).

      Uma coisa muito importante que deve ser destacado aqui é que durante a
 produção do projeto tive muita dificuldade em encontrar obras que falassem sobre
 o artista, as poucas que foram encontradas por mim diziam sempre a mesma
 coisa, não indo além do que já tinha encontrado.

      A falta de bibliografia prova a necessidade de maior pesquisa e registro
 delas para que sirvam de base para trabalho de professores, acadêmicos,
16

estudantes em geral, assim como para o público que se interessa pela vida e
obras de arte de acreanos.

     Existem alguns blogs que trazem informações sobre o artista, mais são
poucos,além das informações também serem as mesmas, o que faz com que nos
professores, tenhamos o dever de democratizar obras importante para pensar a
construção cultural do nosso estado.




                              Figura 4: Produção concluída.


     Pensando assim, conforme proposto na Disciplina de Projeto Interdisciplinar
em Artes Visuais 2, fiz um projeto direcionado aos alunos da Escola Estadual de
Ensino Fundamental Anthero Soares Bezerra, localizada na Rua Coronel
Brandão, 131, Centro da Cidade de Xapuri, Estado do Acre – que atende cerca de
700 alunos no período da manhã e da tarde (ver figura 5) – conforme roteiro
abaixo:
17




                Figura 5: Frente da Escola Anthero Soares Bezerra




    Público alvo: Alunos do Ensino Fundamental do 6º ao 9º ano, das Escolas de
Xapuri.

    Nesse projeto, desenvolvo um estudo sobre “As obras de Hélio Melo na
Contemporaneidade do Ensino de Artes das Escolas de Xapuri”. Onde posso
trabalhar as disciplinas de Artes, Literatura, geografia, História, como também
outras. Melo foi muito importante para a História do Acre, pois com sabedoria
conseguia em suas produções, retratava a vivência do homem do seringal, os
segredos da floresta, que aprendeu com os índios. E toda sua história de vida faz
parte do meu contexto social. E também para valorizar a nossa cultura.

      Como sou professora de Arte, é de total relevância para o meu trabalho,
tendo em vista que também necessito me aprofundar na temática a que me
proponho – e nada mais justo que fazer uma pesquisa mergulhando nas obras que
estão cheias dos temas amazônicos, verdadeira identidade cultural de Xapuri.

Número de aulas: 20h/a
18

Objetivos do projeto de intervenção

         Conhecer a vida e as obras do artista Hélio Melo.
         Verificar como as obras de Hélio Melo estão inseridas nas Escolas.
         Resgatar nossa cultura e identidade.

Metodologia:

         Para melhor compreensão coloquei em etapas para poder realizar a reflexão
de cada uma de forma separada e também em seqüência para analise nas
considerações finais.

         Para compor a seqüência de atividades identifico como teoria utilizada a
proposta triangular de Ana Mae Barbosa (2006)2, e as etapas de leitura e critica da
obra de arte, a história da arte e o fazer artístico.

         1ª Etapa: Apresentar aos alunos cópias de algumas obras de Hélio Melo.
Convidarei a observarem com bastante atenção, alertando-os para um olhar com
curiosidade, com intuito de lembrar ou descobrir informações sobre ela. Em seguida
faremos uma discussão onde os alunos digam o que mais lhes chamou atenção nas
obras,    anotando    as   palavras-chave     mais      significativas   e   as   informações
apresentadas.

         2ª Etapa: Convidar os alunos para formarem grupos e faremos o sorteio de
algumas obras de Hélio Melo. Em seguida, iniciarei a análise e apreciação das
obras, após, pedirei que os alunos verifiquem qual a figura principal da pintura e
quais valores estão associados a ela.

         3ª Etapa: Ampliar o conhecimento da produção artística levando as turmas a
investigar o contexto de produção da pintura. Fornecer fontes (texto) que trazem
informações sobre o artista e suas obras.

         4ª Etapa: Assistir Vídeo no youtube sobre o artista Hélio Melo, em seguida,
fazer comentários.


2
 http://www.cleabrasil.com.br/Grupos/GRUPO.%2010%20ROXO/ ABORDAGEM%20TRIANGULAR
%20NA%20PR%C3%81TICA%20DO%20ARTE-EDUCADOR.pdf.Acesso em 01/11/2011 as 20:00.
19

        5ª Etapa: Os alunos produzirão trabalhos em cartolina utilizando lápis de cor
ou Tinta artesanal de acordo com a preferência.

        Será utilizado como recurso pedagógico nesse processo, um projetor Data
show; algumas obras de Hélio Melo; Vídeos; Internet; Papel A 4; Cartolina; Lápis de
cor; Tinta acrílica artesanal.

        Com o projeto também foi possível fazer uma produção pessoal, com base
nas obras de arte de Hélio Melo, pois tenho muita admiração. A obra (ver figura 5) é
mais contemporânea, onde procurei mostrar a realidade das nossas florestas,
utilizando o movimento impressionista. Concluindo, acredito que Hélio Melo é um
artista relevante que pode e deve ser explorado em sala de aula e em projetos como
este.




                                   Figura 6: Pintando a tela




        3.4.   Relato da Intervenção – Aplicação

        Primeiramente visitei a escola uma semana antes para conhecer o ambiente
onde ia aplicar o projeto. E também conversar com a Professora de Artes, onde
fotografei o espaço.
20

        Em 07.11.20111: Juntamente com a professora de Artes Jeovana Monteiro,
iniciei meu projeto: As Obras de Hélio Melo no Ensino de Artes das Escolas de
Xapuri no 6º ano “A”, com 32 (trinta e dois) alunos, onde fui apresentada ao alunos
pela professora. Depois falei do projeto para os alunos, em seguida tivemos uma
conversa sobre o artista, os alunos ficaram atentos para o que eu falava e para
minha alegria 05 (cinco) alunos falaram que já tinha visto falar deste artista, Pois
vejo que meu estágio no ano passado já surtiu efeito na escola. Depois mostrei
algumas obras de Melo e tivemos uma conversa sobre as imagens foi uma troca de
ideias. A partir dessa discussão sugeri que eles fizessem uma produção baseada
nas obras de Hélio Melo. E Produziram em papel A4, com lápis preto. Foram duas
horas aulas.

        No dia 09.11.2011 – Voltei novamente na mesma sala de aula para fazer a
segunda etapa do projeto. A professora de Artes faltou e foi substituída pela
professora de ciências que gosto da atividade e deixou que terminasse meu
trabalho.

        Nesta aula produzimos tinta acrílica, utilizei cola branca, pigmento e óleo de
cravo. Falei que estávamos apelas produzindo as cores primárias e com elas iriam
fazer outras cores e foram comprovados nas produções. Foi um trabalho
interessante para eles, também falei que poderia tirar de raízes de plantas do
urucum e outros recursos, teve um aluno que falou que ia fazer este experimento em
casa.

        Depois entreguei um pedaço de cartolina e fizeram sua arte também baseada
em Helio Melo e pintaram com a tinta que produziram.

        Acredito que neste projeto contribui bastante para o ensino aprendizagem dos
alunos, por trabalhar artista da nossa região, percebi o quanto eles estavam
empenhados neste trabalho, e como já falei anteriormente teve alunos que falaram
que já tinha visto falar em Hélio Melo e que conhecia algumas de suas obras. Um
ponto negativo foi o fato que não ter levado os alunos no laboratório de informática,
pois não estava funcionando e nem a internet, trabalhei apenas imagens e biografia
que levei como material didático. Mas ainda pretendo fazer este mesmo trabalho
com o PROJOVEM adolescente no CRAS. Também tenho muito agradecer a UNB
21

pela oportunidade de nos tornar professora formada com qualidade de ensino,
podendo passar o que aprendemos para as escolas de nosso município.

      Não poderia deixar de citar aqui, também, alguns depoimentos colhidos
durante o processo de aplicação do Projeto:

      “A Professora Ceilde Nely Menezes apresentou aos alunos do 6º ano “A” a
bibliografia e as obras de Hélio Melo artista acreano que muitos não conheciam.
Todos gostaram e baseados nas suas obras criaram seus próprios desenhos que
por sinal saíram excelentes. A aula foi maravilhosa.” Jeovana Monteiro, Professora
de Artes da Escola Anthero Soares Bezerra.

      “No dia 09.11.11, quarta-feira a professora Ceilde Nely Menezes foi na minha
sala de aula e ensinou meus alunos a usarem as cores primarias com cola, pignol e
óleo de cravo, fazerem novas cores usando as mesmas, tudo baseado nas pinturas
do artista plástico acreano Hélio Melo, foi uma ótima aula, pois os alunos se
interessaram bastante e fizeram bonitos desenhos usando as tintas. Até eu que não
sou professora de Artes e sim de ciências aprendi a fazer pinturas usando esses
materiais. É bom saber e vê que os trabalhos de um artista plástico de nosso estado
está chegando nas escolas e ver que muitos de nossos alunos também são capazes
de ser um artista plástico no futuro.” Maria Raimunda Mendes, Professora de
Ciências da Escola Anthero Soares Bezerra.

      “A aula da professora Ceilde foi muito legal porque teve a oportunidade de
conhecer as obras de Hélio Melo, e também de produzir tintas nas cores primárias e
delas poder misturar e fazer outras cores.” Aluna Maria Mirtes Barbosa da Silva da
escola de Ensino Fundamental Anthero Soares Bezerra.

      “Gostei da aula da professora Ceilde, aprendi a fazer tintas. E com os
trabalhos de Helio Melo conheci um pouco da vida dos seringueiros.” Aluna Letícia
de Araújo Ferreira da Escola de Ensino Fundamental Anthero Soares Bezerra.
Abaixo, algumas fotos da intervenção em sala de aula:
22




Figura 7: Um aluno observando as imagens do Artista Hélio Melo




 Figura 8: Uma conversa sobre as imagens
23




 .

Figura 9: Desenho de um aluno




               Figura 10: Desenho de um dos alunos
24

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS


      Inicio minhas considerações finais do presente trabalho relatando, conforme
destacado em todo o trabalho, que nossos artistas tem sido, cada vez menos
explorados pelos professores de Arte que, muitas vezes, optam por trabalhar com
outros nomes, de nível nacional, relegando o trabalho de importantes ícones locais
ao esquecimento – o que explica porque como a história, assim como as obras de
acreanos, são cada vez menos constantes nas conversas entre estudantes.
      No Ensino de Artes do Município de Xapuri podem ser inseridos artistas locais
que abordam as temáticas cotidianas das cidades amazônicas, valorizando não
apenas o artista, mas a própria identidade dos alunos, e por isso mesmo propus a
questão norteadora do Trabalho de Conclusão de Curso de Artes Visuais que é:
      ‘Verificar como estão inseridas as obras de Hélio Melo nas Escolas de
Xapuri nos dias atuais, analisando como a inserção dessas obras pode beneficiar
os alunos e a comunidade xapuriense, para assim compreender suas
peculiaridades, envolvendo os estudantes locais.’
      O fato de ter procurado inspiração neste artista acreano, foi porque em suas
produções, retratava a vivência do homem do seringal, os segredos da floresta, que
aprendeu com os índios. Pois toda sua história de vida faz parte do meu contexto
social. E também para valorizar a nossa cultura.
      Acredito que o desenvolvimento deste projeto propiciou uma diferenciação em
todo o roteiro de uma aula – fato que pode ser verificado ouvindo os relatos dos
alunos e da própria professora, analisando que as aulas de Arte passaram a ser
bem mais atrativas e ricas em aprendizagens.
      Tal projeto também foi de grande importância para minha carreira de
Acadêmica em Artes Visuais, pois tive a oportunidade de verificar como podem
estão e como podem ser inseridas as obras de Arte desse autor, verificando os
benefícios juntos aos alunos.
      Como sou professora de Arte é de total relevância para o meu trabalho, tendo
em vista que também necessito me aprofundar na temática a que me proponho – e
nada mais justo que fazer uma pesquisa mergulhando nas obras que estão cheias
dos temas amazônicos, verdadeira identidade cultural de Xapuri.
25

      O tema é importante para a valorização da cultura do acreano, do artista Hélio
Melo e da redescoberta da identidade dos estudantes, inseridos nesse contexto da
Amazônia, por meio da Arte das escolas de Xapuri.
      Outros professores podem pegar esse Projeto como modelo e fazer diferentes
ramificações que propiciem aprendizagens renovadoras e significativas.
      Ter contato com nossos artistas é poder dizer que reconhecemos que nossas
raízes dizem muito sobre nossa identidade e que somos capazes de valorizá-las de
uma forma fácil, rápida, dinâmica e com a participação de todos os alunos no
processo de construção da aprendizagem artística.
      Quando os professores aproximam a aprendizagem do universo dos alunos
tudo fica facilitado e ganhamos colaboradores assíduos, com gosto de ir e participar
de cada aula – isso é extremamente motivados tanto para o educador como para o
estudante, pois propicia verdadeiros banquetes culturais e intelectuais, que marcam
uma vida inteira.
      Aprender com quem muito contribuiu com a Arte e com a própria educação é
um dever do arte-educador e que, ao procurar colocar em prática, verificará que tal
ato se transforma em prazer e em sentimento de dever cumprido.
      A participação coletiva em sala de aula, interligada com o mundo da Arte,
também pode trazer a noção de que o ensino não necessita ficar preso aos bancos
da escola – mas utilizar o pátio, as praças ou mesmo um museu, desde que com
uma proposta estabelecida, com objetivos claros e aprofundados, altamente
comprometidos com a prática educacional e artística.
      Eu fico grata de poder ter tido a oportunidade de Cursar uma Licenciatura em
Artes Visuais pela Universidade de Brasília e posso dizer que tudo valeu a pena,
cada aprendizagem.
      E tudo que aprendi – e ainda estou aprendendo a cada dia que passa – será
levado para a minha vida profissional, mas também tentarei multiplicar para outros
professores, deixando acessível o conhecimento e a prática artístico-pedagógica
que muito me influenciaram durante todo o Curso.
      Não acredito que esse trabalho é uma finalização, mas um início de uma
grande história, uma caminhada que apenas começou e que pretendo trilhar em
parceria com outros professores – colegas – e com os alunos, chamando para junto
da gente a comunidade escolar, pais, professores e quem mais acreditar na causa.
26

        5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS




BARBOSA, Ana Mae. Arte-educação no Brasil. 2ª Ed. São Paulo: Perspectiva,
2006.

BARBOSA, Ana Mae et al. Inquietações e mudanças no mundo da arte. 4ª Ed.
São Paulo: Cortez, 2008.

BARBOSA, A. M. 1975. Teoria e prática da educação artística. São Paulo, Cultrix.

Didática do Ensino da Arte: a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte.
São Paulo: FTD, 1998.


MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO. Parâmetros Curriculares
Nacionais: Arte,1998.

PIMENTEL, Lúcia Gouveia. Limites em Expansão: Belo Horizonte: C/Arte, 1999.

http://almaacreana.blogspot.com/2009/10/helio-melo-arte-imita-vida.html, Acesso em
02 de julho de 2011, às 14h.

http://www.cleabrasil.com.br/Grupos/GRUPO.%2010%20ROXO/ Acesso em 05 de
julho de 2011, às 16h.

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CONTRIBUIÇÕES DO ARTISTA HÉLIO MELO PARA PENSAR A EDUCAÇÃO EM ARTE POR PROJETOS .

  • 1. 1 UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA INSTITUTO DE ARTES CONTRIBUIÇÕES DO ARTISTA HÉLIO MELO PARA PENSAR A EDUCAÇÃO EM ARTE POR PROJETOS CEILDE NELY MENEZES Trabalho de Conclusão de Curso XAPURI,- ACRE 2011
  • 2. 2 UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA INSTITUTO DE ARTES CONTRIBUIÇÕES DO ARTISTA HÉLIO MELO PARA PENSAR A EDUCAÇÃO EM ARTE POR PROJETOS Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto de Artes da Universidade de Brasília, como requisito à obtenção do título de Licenciatura em Artes Visuais da Universidade de Brasília. Orientadora: Professora Doutora Thérèse Hofmann Gatti Tutora: Dorisdei Valente Rodrigues CEILDE NELY MENEZES Trabalho de Conclusão de Curso XAPURI,- ACRE 2011
  • 3. 3 LISTA DE FIGURAS: Figura 1: Estrada da Borracha (de 1983) .......................................................... 13 Figura 2: Ferramentas do seringueiro (de 1983) ............................................. 13 Figura 3: A árvore que chora (1985) ................................................................. 14 Figura 4: Produção Concluída .......................................................................... 16 Figura 5: Frente da Escola Anthero Soares Bezerra ....................................... 17 Figura 6: Pintando a tela .................................................................................... 19 Figura 7: Um aluno observando as imagens do Artista Hélio Melo............... 22 Figura 8: Uma conversa sobre as imagens...................................................... 22 Figura 9: Desenho de um aluno ........................................................................ 23 Figura 10: Desenho de um dos alunos ............................................................. 23
  • 4. 4 SUMÁRIO 1 – INTRODUÇÃO ............................................................................................ 5 2 – JUSTIFICATIVA ........................................................................................... 7 3 – DESENVOLVIMENTO ................................................................................. 11 3.1. O Ensino da Arte no Acre e a inserção de artistas locais ........... 11 3.2. Hélio Melo e sua obras ................................................................... 11 3.3. Projeto/Plano de aula de Intervenção ........................................... 15 3.4. Relato da Intervenção - Aplicação ................................................ 19 4 – CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................................... 24 5 – REFERÊNCIAS ........................................................................................... 26
  • 5. 5 1. INTRODUÇÃO O curso de artes visuais da Universidade de Brasília- UnB me trouxe muitas experiências no campo da arte educação. Assim a partir da disciplina de estágio busco desenvolver esse tema que tem se tornado uma fonte de investigação e contribuição na minha formação em artes visuais, para intervir de forma mais significativa em nossas escolas no Acre. Esse tema nasce da percepção e observação em uma escola do estado do Acre, pela falta de informação, conhecimento e reconhecimento dos alunos a respeito de artistas da nossa região. Existe como sugestão nos Parâmetros Curriculares Nacionais, o desenvolvimento de atividades com artistas locais, assim como também consta nos referenciais curriculares de Ensino de Arte do Estado do Acre, mas isso não acontece em nossas escolas. Nesse sentido, escolhi um artista de relevância no Estado e optei por trabalhar o seguinte tema: Verificar como estão inseridas as obras de Hélio Melo nas escolas de Xapuri nos dias atuais, analisando como a inserção dessas obras pode beneficiar os alunos e a comunidade xapuriense, para assim compreender suas peculiaridades, envolvendo os estudantes locais. Este projeto é um trabalho que aponta para a necessidade dos educadores em Xapuri, explorar a realidade local assim como seus artistas, tendo em vista que a produção dos nossos artistas é pouco explorada em sala de aula. Hélio Melo (1926-2001), o artista escolhido para abordar esse projeto, contribui muito para a construção da história do Acre, participou da 27a Bienal internacional de Arte em São Paulo, em 2006, sendo um dos artistas mais conhecidos do Acre. Trabalhar este artista seria uma forma de resgatar nossa cultura, suas produções retratam a vivência do homem do seringal, os segredos da floresta e pode ser uma forma do aluno valorizar a própria identidade. Por atuar como professora de Arte, percebo a relevância desse trabalho, tendo em vista que também necessito me aprofundar na temática a que me proponho – e nada mais justo que fazer uma pesquisa mergulhando nas obras que estão cheias dos temas amazônicos, verdadeira identidade cultural de Xapuri. O fato de ter procurado inspiração neste artista acreano, foi porque em suas produções, retratava a vivência do homem do seringal, os segredos da floresta, que
  • 6. 6 aprendeu com os índios. Pois toda sua história de vida faz parte do meu contexto social, assim como cultural. Pretendo com o aprofundamento da pesquisa conhecer a temática dos artistas acreanos, mais especificamente de Hélio Melo,e contribuir de forma efetiva com uma prática no ensino de arte educação no estado do Acre.
  • 7. 7 2. JUSTIFICATIVA Em um momento que vivemos tantas transformações e mudanças com o rápido avanço das tecnologias de comunicação e informação, cada vez a preservação da identidade e da cultura local se fazem necessário. Trazer as obras de Helio Melo para contemporaneidade é inserir a tradição no contexto atual. Nesse projeto, desenvolvo um estudo sobre “As obras de Hélio Melo na Contemporaneidade do Ensino de Artes das Escolas de Xapuri”, com objetivo de verificar como a inserção dessas obras pode beneficiar os alunos e a comunidade xapuriense, para assim compreender suas peculiaridades, envolvendo os estudantes locais. Nossos artistas têm sido cada vez menos explorados pelos professores de Arte que, muitas vezes, optam por trabalhar com outros nomes, de nível nacional, relegando o trabalho de importantes ícones locais ao esquecimento – o que explica porque como a história, assim como as obras de acreanos, são cada vez menos constantes nas conversas entre estudantes. No Ensino de Artes do Município de Xapuri podem ser inseridos artistas locais que abordam as temáticas cotidianas das cidades amazônicas, valorizando não apenas o artista, mas a própria identidade dos alunos. Atualmente o Ensino de Artes nas escolas brasileiras tem se tornado cada vez mais reconhecido, por desenvolver competências habilidades como criatividade, sensibilidade, socialização etc. Mesmo com toda essa importância já destacada, nem sempre isso é sinal de que esse ensino da arte, seja utilizado de forma a desenvolver as competência e habilidades de saberes nas diferentes linguagens artísticas, desenvolvendo as potencialidades dos alunos. Infelizmente vemos práticas em sala de aula voltada para recreação e até como distração, sem nenhuma preocupação com o conhecimento da arte . De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de arte, [...] a Arte é um campo de conhecimento e seu ensino é obrigatório em todos os níveis da educação. Sendo a
  • 8. 8 aprendizagem significativa em arte quando o objeto de conhecimento é a própria arte. (1996, p. 12). Dentro dessa perspectiva, faz-se necessário cada vez mais que a Arte esteja como uma disciplina nas escolas, contribuindo com todos os saberes das crianças, como um todo, e de forma interdisciplinar e influenciando as demais outras áreas de conhecimento. A Arte, enquanto objeto de aprendizagens múltiplas, possibilita aos alunos um desempenho mais significativo que sai do âmbito escolar e invade a vida, privilegiando também o individual e o coletivo. Na escola, os professores ganharão alunos mais ativos, reflexivos, críticos, com pensamento mais rápido e mais participativo, além das inúmeras modificações na mente e na prática dos estudantes. O que a Arte na Escola principalmente pretende é formar o conhecedor, fruidor, decodificador da obra de arte. (...) Arte não é apenas básico, mas fundamental na educação de um país que se desenvolve. Arte não é enfeite. Arte é cognição, é profissão, é uma forma diferente de interpretar o mundo, a realidade, o imaginário, e é conteúdo. Como conteúdo, arte representa o melhor trabalho do ser humano. (BARBOSA, 1991, p.19). A Arte trabalha todas as percepções humanas, com ganhos que favorecem toda a comunidade escolar, além dos pais, comunidade e do próprio aluno, que estará inserido em um mundo novo, divertido e capaz de capacitar, de forma prática e divertida, a sua ação humana como um todo. Pimentel (1999) diz que: (...)ensinar e aprender arte não é um processo de mão única. Depende da participação efetiva de professores e alunos. Ambos têm conhecimento e experiência no assunto e experiência de vida, isto é, aprendizagem institucional (1999, p. 41). Assim como os alunos que desenvolvem a linguagem da Arte na escola se desenvolvem e influenciam todo um conjunto de competências e habilidades em diferentes áreas de sua vida. Nos educadores, passamos a ter uma prática renovada e renovadora, melhorando a motivação dos alunos e sua própria forma de encarar suas aulas, melhorando a qualidade do trabalho.
  • 9. 9 O que acontece de marcante, nesse caso, não é apenas o cuidado com que o professor vai ter com suas aulas, mas a forma como vai preparar-se, pois a educação em Arte exige seus conhecimentos específicos, técnicas e teorias, tendo o educador que estar em constante formação e buscar uma capacitação. O próprio fazer artístico será necessário a esse educador, pois a prática se faz também necessária para a educação em Artes, já que não se pode ensinar aquilo que não se sabe ou não interiorizou. Nesse sentido, a vivencia pela experiência, vai possibilitar ao professor fazer a diferença em sala de aula, além de lhe dar a devida segurança e também empolgação ao trabalho que estará sendo executado. Os professores de arte conseguem os seus diplomas, mas eles são incapazes de prover uma educação artística e estética que forneça informação histórica, compreensão de uma gramática visual e compreensão do fazer artístico como auto-expressão. Muito aprendizado seria necessário além do que a universidade vem dando até agora. Os professores reagem contra o que não estão preparados para ensinar. (BARBOSA, 1975, p. 13). A formação acadêmica é importante para a melhoria do trabalho do professor de Artes. Nesse sentido, é muito importante a formação acadêmica da Universidade de Brasília, que me possibilitou uma ampliação de minha formação e olhar do conhecimento em arte, assim como contribuiu de forma direta na melhoria do meu trabalho como educadora da disciplina de Artes. Nesse sentido, nos professores de Arte devemos inserir em nosso roteiro de aulas coisas que sejam próximas, significativas aos alunos, tendo em vista que a bagagem que os alunos trazem anterior à escola é necessária no processo de ensino e aprendizagem. E a partir desse conhecimento introduzir novos conhecimentos. Da mesma forma, tudo aquilo que o professor puder aproximar também vai potencializar as aprendizagens, tendo em vista que o que é de conhecimento pode aprofundar ainda mais as relações dentro da sala de aula, com ganhos dos dois lados, tanto para o educador como para o educando. Assim o professor tem de inserir conhecimentos que façam parte das temáticas conhecidas por eles, e desenvolver como projetos aproveitando o que
  • 10. 10 puder da matéria conhecida, desenvolvendo a contribuição destes para o trabalho em arte.
  • 11. 11 3. DESENVOLVIMENTO 3.1. O Ensino da Arte no Acre e a inserção de artistas locais Em se tratando do Estado do Acre, muitos de seus artistas podem ser trabalhados em sala de aula com ganhos positivos. Os artistas locais são conhecidos dentro do Estado, mas nem todos os alunos tem acesso a esses materiais, já que nos municípios do interior nem sempre se consegue ir para a capital, Rio Branco, para visitar os espaços museológicos que tem as obras de grandes artistas da região – e nem tudo está tão fácil na rede mundial de computadores, a internet. Nos educadores podemos fazer algumas pesquisas e levar para os alunos, além de poderem pedir que tragam informações, como tarefa proveitosa, podendo até expor o trabalho coletado. De forma singular é possível levar obras desses artistas, ou reprodução das mesmas para fazer um trabalho mais específico. Em Xapuri, a terra de muitos artistas locais, nem todos são conhecidos, mas podemos perceber influência de alguns pintores, que muito contribuíram para a cultura dos povos, pois se baseavam em temáticas de seus antepassados. Esse é um dos pontos que podemos aproximar do ensino da historia da arte. 3.2. Hélio Melo e sua obra Hélio Melo (Boa do Acre, 1926 e Goiânia, 2001) foi um dos maiores expoentes das artes plásticas que o Acre já teve, considerado como um autodidata,não tendo formação acadêmica. As obras do artista Hélio Melo (ver figuras 1, 2 e 3) foram utilizadas pelos professores de Xapuri nessa pesquisa, mas muitas turmas ainda não foram abrangidas pelos conhecimentos acerca desse pintor e escritor que se baseava nas temáticas dos povos da floresta para, de forma simples e inteligente, trazer às telas todo a beleza dos mitos, animais, costumes, interesses, sonhos e dificuldades da gente que mora nas matas amazônicas.
  • 12. 12 Em Alma Acreana1 o artista é descrito da seguinte forma: Nasceu e passou boa parte de sua vida - dos 12 aos 41 anos - dentro de um seringal. Foi entre o corte nas estradas de seringa, que o artista rabiscou seus primeiros desenhos e aprendeu a tirar som do primeiro instrumento: um violão. Mais tarde, ele iria abandonar este e um outro instrumento - o cavaquinho - pela paixão ao violino, que aprendeu a tocar de ouvido, no meio da floresta. Encantado com a beleza e os mistérios da Amazônia, o pequeno Hélio aproveitava as horas de folga preenchendo folhas brancas com desenhos que misturavam lápis e uma tinta extraída do sumo de uma planta.² Em 1959, deixou para trás o seringal e veio para Rio Branco em busca de uma vida melhor para a família. Na capital acreana, foi trabalhar como catraieiro, levando e trazendo passageiros de uma margem à outra do rio Acre. No início da década de 70, com a construção da primeira ponte ligando os dois lados da cidade, a procura pela velha catraia diminuiu e Hélio Melo tratou de arrumar outro ofício que lhe garantisse o sustento da mulher e dos cinco filhos. Foi barbeiro ambulante e depois vigia. Em meados da década de 80, matriculou-se num curso ministrado pelo também pintor Genésio Fernandes. É um dos artistas que teve suas obras expostas na maioria dos municípios do Acre e pode ser destacado nas aulas, para realizar uma leitura de imagem contextualizando e relacionando com a atualidade, identificando seus temas, seus traços, sua pintura a técnica utilizada,assim como os materiais, papeis, tintas e etc, buscando também aproximar de artistas nacionais e locais. Melo teve suas obras expostas na 7a Bienal Internacional de São Paulo, que aconteceu de 7 de outubro a 17 de dezembro,no ano de 2006 no parque Ibirapuera, zona sul de São Paulo. Com o tema "Como Viver Junto", a mostra teve obras de conteúdo fortemente político, experiências comunitárias e recortes antropológicos. 1 http://almaacreana.blogspot.com/acesso em 20 de novembro as 19:00horas ² A principal planta, dentre muitas, era a o urucum, também conhecido como bixina, misturado com líquidos e óleo.
  • 13. 13 Figura 1- Estrada da Borracha (Hélio Melo, 1983) – Óleo sobre tela, 1mx50cm Figura 2- Ferramentas do seringueiro (Hélio Melo, 1983). Tinta de resina sobre tela. 1m x 60 cm.
  • 14. 14 Figura 3- A árvore que chora (Hélio Melo, 1985). Lápis sobre papel. 1m x 60cm. Hélio Melo, representa o perfil do seringueiro da região, que se apropria da arte para explorar as temáticas locais e, também, as dificuldades, sofrimentos, anseios, medos, expondo formas de como sobressair destas. Era um artista que não apenas abusava das temáticas locais, mas dos materiais alternativos, feitos com produtos da região, naturais – como sementes de urucum e mulungu, raízes de plantas como a caiçuma, além de folhas de embaúba, dentre outras – imprimindo a forma característica de fazer sua arte, destacando a identidade local. Ao verificar nas escolas percebe-se que poucos são os professores de Arte que trabalham com temáticas voltadas para as obras e vida do artista Hélio Melo– o que se apresenta como preocupação constante, já que devemos valorizar tudo o que compete à nossa cultura. Outro fato que deve ser destacado é que quando se pretende fazer uma maior pesquisa bibliográfica descobre-se a dificuldade em conseguir materiais do artista, o que se caracteriza como maior necessidade de registrar material sobre sua
  • 15. 15 vida e suas obras de arte, fazendo uma inserção dentro da temática “arte-educação” e as temáticas locais. É possível reconhecer que no Ensino de Artes do Município de Xapuri podem ser inseridos artistas locais que abordam as temáticas cotidianas das cidades amazônicas, valorizando não apenas o artista mas a própria identidade dos alunos. Isto posto, esquematizei um Projeto de Intervenção que pudesse colocar em prática o que está sendo proposto no presente trabalho, verificando sua viabilidade prática – que será avaliada mais a frente. Tais conhecimentos são importantes para a valorização da cultura do acreano, do artista Hélio Melo e da redescoberta da identidade dos estudantes, inseridos nesse contexto da Amazônia, por meio da Arte das escolas de Xapuri. Após apresentação do artista apresentamos o que vamos chamar de projeto de intervenção local. 3.3 Projeto/Plano de Aula de Intervenção Quando decidi fazer meu projeto resolvi direcioná-lo ao Artista Plástico Helio Melo. Pelo fato de ser do Acre e também por ter sido seringueiro crítico de grande sabedoria. Suas obras eram produzidas pela sua experiência e vivencia como seringueiro. Era um artista que se utilizava muito dos materiais encontrados nas florestas do Acre (folhas, frutos, sementes e raízes) para fazer suas obras de arte – e também teve grande importância para a literatura, já que também escreveu alguns livros (que até deveriam ter nas escolas). Uma coisa muito importante que deve ser destacado aqui é que durante a produção do projeto tive muita dificuldade em encontrar obras que falassem sobre o artista, as poucas que foram encontradas por mim diziam sempre a mesma coisa, não indo além do que já tinha encontrado. A falta de bibliografia prova a necessidade de maior pesquisa e registro delas para que sirvam de base para trabalho de professores, acadêmicos,
  • 16. 16 estudantes em geral, assim como para o público que se interessa pela vida e obras de arte de acreanos. Existem alguns blogs que trazem informações sobre o artista, mais são poucos,além das informações também serem as mesmas, o que faz com que nos professores, tenhamos o dever de democratizar obras importante para pensar a construção cultural do nosso estado. Figura 4: Produção concluída. Pensando assim, conforme proposto na Disciplina de Projeto Interdisciplinar em Artes Visuais 2, fiz um projeto direcionado aos alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental Anthero Soares Bezerra, localizada na Rua Coronel Brandão, 131, Centro da Cidade de Xapuri, Estado do Acre – que atende cerca de 700 alunos no período da manhã e da tarde (ver figura 5) – conforme roteiro abaixo:
  • 17. 17 Figura 5: Frente da Escola Anthero Soares Bezerra Público alvo: Alunos do Ensino Fundamental do 6º ao 9º ano, das Escolas de Xapuri. Nesse projeto, desenvolvo um estudo sobre “As obras de Hélio Melo na Contemporaneidade do Ensino de Artes das Escolas de Xapuri”. Onde posso trabalhar as disciplinas de Artes, Literatura, geografia, História, como também outras. Melo foi muito importante para a História do Acre, pois com sabedoria conseguia em suas produções, retratava a vivência do homem do seringal, os segredos da floresta, que aprendeu com os índios. E toda sua história de vida faz parte do meu contexto social. E também para valorizar a nossa cultura. Como sou professora de Arte, é de total relevância para o meu trabalho, tendo em vista que também necessito me aprofundar na temática a que me proponho – e nada mais justo que fazer uma pesquisa mergulhando nas obras que estão cheias dos temas amazônicos, verdadeira identidade cultural de Xapuri. Número de aulas: 20h/a
  • 18. 18 Objetivos do projeto de intervenção Conhecer a vida e as obras do artista Hélio Melo. Verificar como as obras de Hélio Melo estão inseridas nas Escolas. Resgatar nossa cultura e identidade. Metodologia: Para melhor compreensão coloquei em etapas para poder realizar a reflexão de cada uma de forma separada e também em seqüência para analise nas considerações finais. Para compor a seqüência de atividades identifico como teoria utilizada a proposta triangular de Ana Mae Barbosa (2006)2, e as etapas de leitura e critica da obra de arte, a história da arte e o fazer artístico. 1ª Etapa: Apresentar aos alunos cópias de algumas obras de Hélio Melo. Convidarei a observarem com bastante atenção, alertando-os para um olhar com curiosidade, com intuito de lembrar ou descobrir informações sobre ela. Em seguida faremos uma discussão onde os alunos digam o que mais lhes chamou atenção nas obras, anotando as palavras-chave mais significativas e as informações apresentadas. 2ª Etapa: Convidar os alunos para formarem grupos e faremos o sorteio de algumas obras de Hélio Melo. Em seguida, iniciarei a análise e apreciação das obras, após, pedirei que os alunos verifiquem qual a figura principal da pintura e quais valores estão associados a ela. 3ª Etapa: Ampliar o conhecimento da produção artística levando as turmas a investigar o contexto de produção da pintura. Fornecer fontes (texto) que trazem informações sobre o artista e suas obras. 4ª Etapa: Assistir Vídeo no youtube sobre o artista Hélio Melo, em seguida, fazer comentários. 2 http://www.cleabrasil.com.br/Grupos/GRUPO.%2010%20ROXO/ ABORDAGEM%20TRIANGULAR %20NA%20PR%C3%81TICA%20DO%20ARTE-EDUCADOR.pdf.Acesso em 01/11/2011 as 20:00.
  • 19. 19 5ª Etapa: Os alunos produzirão trabalhos em cartolina utilizando lápis de cor ou Tinta artesanal de acordo com a preferência. Será utilizado como recurso pedagógico nesse processo, um projetor Data show; algumas obras de Hélio Melo; Vídeos; Internet; Papel A 4; Cartolina; Lápis de cor; Tinta acrílica artesanal. Com o projeto também foi possível fazer uma produção pessoal, com base nas obras de arte de Hélio Melo, pois tenho muita admiração. A obra (ver figura 5) é mais contemporânea, onde procurei mostrar a realidade das nossas florestas, utilizando o movimento impressionista. Concluindo, acredito que Hélio Melo é um artista relevante que pode e deve ser explorado em sala de aula e em projetos como este. Figura 6: Pintando a tela 3.4. Relato da Intervenção – Aplicação Primeiramente visitei a escola uma semana antes para conhecer o ambiente onde ia aplicar o projeto. E também conversar com a Professora de Artes, onde fotografei o espaço.
  • 20. 20 Em 07.11.20111: Juntamente com a professora de Artes Jeovana Monteiro, iniciei meu projeto: As Obras de Hélio Melo no Ensino de Artes das Escolas de Xapuri no 6º ano “A”, com 32 (trinta e dois) alunos, onde fui apresentada ao alunos pela professora. Depois falei do projeto para os alunos, em seguida tivemos uma conversa sobre o artista, os alunos ficaram atentos para o que eu falava e para minha alegria 05 (cinco) alunos falaram que já tinha visto falar deste artista, Pois vejo que meu estágio no ano passado já surtiu efeito na escola. Depois mostrei algumas obras de Melo e tivemos uma conversa sobre as imagens foi uma troca de ideias. A partir dessa discussão sugeri que eles fizessem uma produção baseada nas obras de Hélio Melo. E Produziram em papel A4, com lápis preto. Foram duas horas aulas. No dia 09.11.2011 – Voltei novamente na mesma sala de aula para fazer a segunda etapa do projeto. A professora de Artes faltou e foi substituída pela professora de ciências que gosto da atividade e deixou que terminasse meu trabalho. Nesta aula produzimos tinta acrílica, utilizei cola branca, pigmento e óleo de cravo. Falei que estávamos apelas produzindo as cores primárias e com elas iriam fazer outras cores e foram comprovados nas produções. Foi um trabalho interessante para eles, também falei que poderia tirar de raízes de plantas do urucum e outros recursos, teve um aluno que falou que ia fazer este experimento em casa. Depois entreguei um pedaço de cartolina e fizeram sua arte também baseada em Helio Melo e pintaram com a tinta que produziram. Acredito que neste projeto contribui bastante para o ensino aprendizagem dos alunos, por trabalhar artista da nossa região, percebi o quanto eles estavam empenhados neste trabalho, e como já falei anteriormente teve alunos que falaram que já tinha visto falar em Hélio Melo e que conhecia algumas de suas obras. Um ponto negativo foi o fato que não ter levado os alunos no laboratório de informática, pois não estava funcionando e nem a internet, trabalhei apenas imagens e biografia que levei como material didático. Mas ainda pretendo fazer este mesmo trabalho com o PROJOVEM adolescente no CRAS. Também tenho muito agradecer a UNB
  • 21. 21 pela oportunidade de nos tornar professora formada com qualidade de ensino, podendo passar o que aprendemos para as escolas de nosso município. Não poderia deixar de citar aqui, também, alguns depoimentos colhidos durante o processo de aplicação do Projeto: “A Professora Ceilde Nely Menezes apresentou aos alunos do 6º ano “A” a bibliografia e as obras de Hélio Melo artista acreano que muitos não conheciam. Todos gostaram e baseados nas suas obras criaram seus próprios desenhos que por sinal saíram excelentes. A aula foi maravilhosa.” Jeovana Monteiro, Professora de Artes da Escola Anthero Soares Bezerra. “No dia 09.11.11, quarta-feira a professora Ceilde Nely Menezes foi na minha sala de aula e ensinou meus alunos a usarem as cores primarias com cola, pignol e óleo de cravo, fazerem novas cores usando as mesmas, tudo baseado nas pinturas do artista plástico acreano Hélio Melo, foi uma ótima aula, pois os alunos se interessaram bastante e fizeram bonitos desenhos usando as tintas. Até eu que não sou professora de Artes e sim de ciências aprendi a fazer pinturas usando esses materiais. É bom saber e vê que os trabalhos de um artista plástico de nosso estado está chegando nas escolas e ver que muitos de nossos alunos também são capazes de ser um artista plástico no futuro.” Maria Raimunda Mendes, Professora de Ciências da Escola Anthero Soares Bezerra. “A aula da professora Ceilde foi muito legal porque teve a oportunidade de conhecer as obras de Hélio Melo, e também de produzir tintas nas cores primárias e delas poder misturar e fazer outras cores.” Aluna Maria Mirtes Barbosa da Silva da escola de Ensino Fundamental Anthero Soares Bezerra. “Gostei da aula da professora Ceilde, aprendi a fazer tintas. E com os trabalhos de Helio Melo conheci um pouco da vida dos seringueiros.” Aluna Letícia de Araújo Ferreira da Escola de Ensino Fundamental Anthero Soares Bezerra. Abaixo, algumas fotos da intervenção em sala de aula:
  • 22. 22 Figura 7: Um aluno observando as imagens do Artista Hélio Melo Figura 8: Uma conversa sobre as imagens
  • 23. 23 . Figura 9: Desenho de um aluno Figura 10: Desenho de um dos alunos
  • 24. 24 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS Inicio minhas considerações finais do presente trabalho relatando, conforme destacado em todo o trabalho, que nossos artistas tem sido, cada vez menos explorados pelos professores de Arte que, muitas vezes, optam por trabalhar com outros nomes, de nível nacional, relegando o trabalho de importantes ícones locais ao esquecimento – o que explica porque como a história, assim como as obras de acreanos, são cada vez menos constantes nas conversas entre estudantes. No Ensino de Artes do Município de Xapuri podem ser inseridos artistas locais que abordam as temáticas cotidianas das cidades amazônicas, valorizando não apenas o artista, mas a própria identidade dos alunos, e por isso mesmo propus a questão norteadora do Trabalho de Conclusão de Curso de Artes Visuais que é: ‘Verificar como estão inseridas as obras de Hélio Melo nas Escolas de Xapuri nos dias atuais, analisando como a inserção dessas obras pode beneficiar os alunos e a comunidade xapuriense, para assim compreender suas peculiaridades, envolvendo os estudantes locais.’ O fato de ter procurado inspiração neste artista acreano, foi porque em suas produções, retratava a vivência do homem do seringal, os segredos da floresta, que aprendeu com os índios. Pois toda sua história de vida faz parte do meu contexto social. E também para valorizar a nossa cultura. Acredito que o desenvolvimento deste projeto propiciou uma diferenciação em todo o roteiro de uma aula – fato que pode ser verificado ouvindo os relatos dos alunos e da própria professora, analisando que as aulas de Arte passaram a ser bem mais atrativas e ricas em aprendizagens. Tal projeto também foi de grande importância para minha carreira de Acadêmica em Artes Visuais, pois tive a oportunidade de verificar como podem estão e como podem ser inseridas as obras de Arte desse autor, verificando os benefícios juntos aos alunos. Como sou professora de Arte é de total relevância para o meu trabalho, tendo em vista que também necessito me aprofundar na temática a que me proponho – e nada mais justo que fazer uma pesquisa mergulhando nas obras que estão cheias dos temas amazônicos, verdadeira identidade cultural de Xapuri.
  • 25. 25 O tema é importante para a valorização da cultura do acreano, do artista Hélio Melo e da redescoberta da identidade dos estudantes, inseridos nesse contexto da Amazônia, por meio da Arte das escolas de Xapuri. Outros professores podem pegar esse Projeto como modelo e fazer diferentes ramificações que propiciem aprendizagens renovadoras e significativas. Ter contato com nossos artistas é poder dizer que reconhecemos que nossas raízes dizem muito sobre nossa identidade e que somos capazes de valorizá-las de uma forma fácil, rápida, dinâmica e com a participação de todos os alunos no processo de construção da aprendizagem artística. Quando os professores aproximam a aprendizagem do universo dos alunos tudo fica facilitado e ganhamos colaboradores assíduos, com gosto de ir e participar de cada aula – isso é extremamente motivados tanto para o educador como para o estudante, pois propicia verdadeiros banquetes culturais e intelectuais, que marcam uma vida inteira. Aprender com quem muito contribuiu com a Arte e com a própria educação é um dever do arte-educador e que, ao procurar colocar em prática, verificará que tal ato se transforma em prazer e em sentimento de dever cumprido. A participação coletiva em sala de aula, interligada com o mundo da Arte, também pode trazer a noção de que o ensino não necessita ficar preso aos bancos da escola – mas utilizar o pátio, as praças ou mesmo um museu, desde que com uma proposta estabelecida, com objetivos claros e aprofundados, altamente comprometidos com a prática educacional e artística. Eu fico grata de poder ter tido a oportunidade de Cursar uma Licenciatura em Artes Visuais pela Universidade de Brasília e posso dizer que tudo valeu a pena, cada aprendizagem. E tudo que aprendi – e ainda estou aprendendo a cada dia que passa – será levado para a minha vida profissional, mas também tentarei multiplicar para outros professores, deixando acessível o conhecimento e a prática artístico-pedagógica que muito me influenciaram durante todo o Curso. Não acredito que esse trabalho é uma finalização, mas um início de uma grande história, uma caminhada que apenas começou e que pretendo trilhar em parceria com outros professores – colegas – e com os alunos, chamando para junto da gente a comunidade escolar, pais, professores e quem mais acreditar na causa.
  • 26. 26 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BARBOSA, Ana Mae. Arte-educação no Brasil. 2ª Ed. São Paulo: Perspectiva, 2006. BARBOSA, Ana Mae et al. Inquietações e mudanças no mundo da arte. 4ª Ed. São Paulo: Cortez, 2008. BARBOSA, A. M. 1975. Teoria e prática da educação artística. São Paulo, Cultrix. Didática do Ensino da Arte: a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 1998. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO. Parâmetros Curriculares Nacionais: Arte,1998. PIMENTEL, Lúcia Gouveia. Limites em Expansão: Belo Horizonte: C/Arte, 1999. http://almaacreana.blogspot.com/2009/10/helio-melo-arte-imita-vida.html, Acesso em 02 de julho de 2011, às 14h. http://www.cleabrasil.com.br/Grupos/GRUPO.%2010%20ROXO/ Acesso em 05 de julho de 2011, às 16h.