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Caro professor, 
Arte é algo difícil de ser definido. No entanto, podemos dizer que a 
arte é uma das atividades humanas que procura o prazer estético. 
Segundo Edward Munch (1907): “A arte é o oposto da natureza. 
Uma obra de arte só pode provir do interior do homem”. 
Para Vassily Kandinsky (1910): “A arte é uma força cuja finalidade 
deve desenvolver e apurar a alma humana”. 
Pelo dicionário Aurélio, Arte é o conjunto de preceitos para a perfei-ta 
execução de qualquer coisa; atividade criativa, artifício, ofício, profis-são, 
astúcia, habilidade. 
Independente da dificuldade de definição do que seja a Arte, o fato 
é que ela está sempre presente na história humana, sendo um dos fato-res 
que diferenciam os seres humanos dos demais seres vivos. 
As manifestações artísticas estão presentes e nos criam sensibilidade 
e percepção de busca, de procura interior. Por outro lado, a produção 
artística também pode ser uma grande ajuda no estudo de um período 
ou de uma cultura particular, por revelar valores do meio em que é pro-duzida. 
“A obra de arte revela para o artista e para o espectador uma possi-bilidade 
de existência e comunicação, além da realidade de fatos e rela-ções 
habitualmente conhecidas”. (PCN: Arte, MEC, 1997. p. 35.)
Sumário 
Objetivos gerais do ensino de Arte ............................................ 7 
Orientações ....................................................................................... 7 
Avaliação............................................................................................. 8 
Considerações................................................................................... 9 
Objetivos específicos – Livro 4..................................................... 11 
Estratégias pedagógicas para o desenvolvimento do 
conteúdo............................................................................................. 13 
Atividades 
1 – Desenho de memória .................................................................. 14 
2 – Desenho de observação............................................................... 14 
Lição 1 – As cores.................................................................................. 14 
Atividades 
1 – Identificando cores em obras de arte ........................................... 15 
2 – Pintando com cores primárias...................................................... 17 
3 – Desenhando e pintando com cores secundárias........................... 17 
4 – Colagem com cores quentes ....................................................... 17 
5 – Pintando com cores frias ............................................................. 17 
Fazendo arte 
1 – Trabalhando com a linha reta ...................................................... 17 
2 – Trabalhando com a linha curva .................................................... 18 
3 – Recorte e montagem – Bicho com espiral .................................... 18 
Lição 2 – Colagem................................................................................. 19 
Atividades 
1 – Colagem com papel colorido e caneta hidrocor ........................... 20 
2 – Colagem com diferentes tipos e papel......................................... 20
Fazendo arte 
1 – Continuando o desenho.............................................................. 21 
2 – Dia das Mães – Confeccionando uma cesta ................................. 21 
Lição 3 – Origami.................................................................................. 22 
Atividades 
1 – Origami – Casa............................................................................ 23 
2 – Origami – Cachorro..................................................................... 23 
Lição 4 – Tarsila do Amaral................................................................... 24 
Atividades 
1 – Pintando uma obra de Tarsila do Amaral...................................... 25 
2 – Releitura de obra de arte de Tarsila do Amaral ............................. 26 
Fazendo Arte 
1 – Cartão-postal .............................................................................. 27 
2 – Dia dos Pais – Quadro com palitos de sorvete .............................. 27 
3 – Repetição da forma ..................................................................... 28 
4 – Aviso de porta – Pintura e recorte................................................ 28 
Lição 5 – Técnicas de pintura 
Atividades 
1 – Pintando com tinta guache.......................................................... 30 
2 – Pintando com tinta acrílica .......................................................... 31 
Fazendo arte 
1 – Desenhando com vela ................................................................. 32 
2 – Ilustração da música “Aquarela” ................................................. 32 
3 – Formas geométricas .................................................................... 33 
4 – Montagem e colagem com formas geométricas .......................... 35 
5 – Mosaico com carimbo de batata.................................................. 35 
6 – Simetria....................................................................................... 36 
7 – Tangram...................................................................................... 36 
8 – Eu gostaria de ser... .................................................................... 37 
9 – Monte sua história em quadrinhos .............................................. 37 
10 – Desenho livre .............................................................................. 38 
Lição 6 – Chegou o Natal! ................................................................. 38 
Atividades 
1 – É Natal – Cartão ....................................................................... 39 
2 – É Natal – Montagem de um presépio........................................ 40
Parte geral 
Objetivos gerais do ensino de Arte 
De acordo com os objetivos gerais especificados para o ensino de Arte nos Parâmetros 
Curriculares Nacionais, este deve ser organizado de modo que, ao final do Ensino Funda-mental, 
Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor  
os alunos sejam capazes de: 
• expressar e saber comunicar-se em Arte mantendo uma atitude de busca pessoal e/ou 
coletiva, articulando a percepção, a imaginação, a emoção, a sensibilidade e a reflexão ao 
realizar e fruir produções artísticas; 
• interagir com materiais, instrumentos e procedimentos variados em artes (Artes Visuais, 
Dança, Música, Teatro) experimentando-os e conhecendo-os de modo a utilizá-los nos 
trabalhos pessoais; [...] 
• compreender e saber identificar a Arte como fato histórico contextualizado nas diversas 
culturas, conhecendo, respeitando e podendo observar as produções presentes no entor-no, 
assim como as demais do patrimônio cultural e do universo natural, identificando a 
existência de diferenças padrões artísticos e estéticos [...]. Parâmetros Curriculares Nacio-nais: 
Arte. Brasília: MEC/SEF, 1997. p. 53-54. 
Os conteúdos trabalhados no Novo Eu gosto – Arte ganham gradativa evolução e com-plexidade. 
Norteamo-nos em três eixos: produção, fruição e reflexão. 
• Produção – que os alunos sejam capazes de produzir, aprender, fazer. 
• Fruição – apreciação da Arte dentro do universo a eles relacionado. Arte como produto 
social. 
• Reflexão – construção do conhecimento sobre o trabalho artístico pessoal e como produto 
da história. 
Orientações 
Algum tempo atrás, a educação intelectual e a Arte estavam praticamente separadas. 
Isso já não acontece, pois comprovou-se que a Arte favorece o desenvolvimento intelectual. 
Nossa proposta de trabalhar Arte é aberta e flexível, para que cada professor possa abor-dar 
os conteúdos de acordo com o seu ambiente escolar e sociocultural. 
Estimulamos a reflexão dos alunos na construção dos conhecimentos artísticos, criando 
imagens gráficas, conhecendo o trabalho em equipe, criando formas e posições diferentes, 
luz e sombra, imagens em seqüência. 
Kerschensteiner foi um dos grandes defensores dos trabalhos manuais e artísticos, 
desenvolvidos nas escolas. De acordo com ele, o aluno deveria aprender não só pelos livros, 
mas também pelo trabalho, pela execução. 
Para Pestalozzi, o envio perfeito é aquele que tem participação simultânea: “cabeça, 
coração e mãos”; o que correlaciona com o sentido psicopedagógico do desenvolvimento 
simultâneo: “aspecto intelectual, afetivo e motor”. Em síntese a educação integral.
A Arte é um meio de a criança desenvolver-se em termos de percepção, memória, lin-guagem, 
pensamento, etc., e com isso a aprendizagem dos conteúdos escolares é facilitada 
e agilizada. 
Foram estas bases de estudo que nos levaram a criar para você, professor, este traba-lho 
de Arte. Exercitar técnicas, formar hábitos de trabalho, ordem, participação, bem como 
desenvolver ao máximo as habilidades que facilitam a aquisição da aprendizagem escolar, 
fazem parte desse material. Pensando em nossos alunos acreditamos que se faz necessário: 
a) realizar a formação integral dos diferentes aspectos do desenvolvimento infantil; 
b) desenvolver o gosto estético; 
c) desenvolver a atenção (implica habilidade de ver, ouvir e concentrar-se); 
d) criar interesse nas atividades de Arte com objetivos concretos; 
e) favorecer a descoberta do mundo ao seu redor (natural e social); 
f) valorizar o jogo, as construções e modelagens, bem como as atividades de recortes, acom-panhando 
o andamento das demais disciplinas. 
Avaliação 
A escola, como agência educativa, não deve constituir-se numa instituição hermética, 
como uma realidade fechada em si mesma. 
Avaliar é um processo amplo que exige apreciação pessoal, pela comparação e decisões. 
Pressupõe definir objetivos, fixar critérios e colher informações que nos darão condições de 
formar um juízo de valores. 
Dentro da Arte, avaliar é reconhecer limites e saber até onde os alunos serão capazes de 
dominar um determinado assunto. 
Segundo os PCN, é importante que o aluno possa “estabelecer relações com o trabalho 
de Arte produzido por si e por outras pessoas, sem discriminações estéticas, artísticas, étni-cas 
e de gênero”. (PCN: Arte, MEC, 1997. p. 95.) 
Orientações para avaliação em Arte 
Os objetivos e os procedimentos didáticos devem ser considerados em conexão com 
os conteúdos e os modos de aprendizagem dos alunos. 
Ao avaliar, o professor precisa considerar a história do processo pessoal de cada alu-no 
e sua relação com as atividades desenvolvidas na escola, observando os trabalhos e 
seus registros [...]. 
A avaliação em Arte constitui uma situação de aprendizagem em que o aluno pode 
verificar o que aprendeu, retrabalhar os conteúdos, assim como o professor pode avaliar 
como ensinou e o que seus alunos aprenderam. 
A avaliação pode remeter o professor a observar o seu modo de ensinar e apresen-tar 
os conteúdos e levá-lo a replanejar uma tarefa para obter aprendizagem adequada. 
Portanto, a avaliação também leva o professor a avaliar-se como criador de estratégias de 
ensino e de orientações didáticas. 
 Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor
Duas situações extremas costumam chamar a atenção sobre os critérios de avaliação: 
quando todos os alunos sempre vão bem e quando todos sempre vão mal. Nos dois casos 
é bom repensar sobre os modos de ensinar e as expectativas em relação aos resultados. 
Outro aspecto a ser considerado na avaliação é o conhecimento do professor sobre 
a articulação dos saberes pela criança e seus modos de representação dos conteúdos. 
A formulação autêntica da criança e as relações construídas por ela, a partir do contato 
com a própria experiência de criação e com as fontes de informação, valem mais como 
conhecimento estruturado para ela mesma do que a repetição mecânica de frases ditas 
pelo professor ou escritas em textos a ela oferecidos. 
[...] 
A avaliação precisa ser realizada com base nos conteúdos, objetivos e orientação do 
projeto educativo em Arte e tem três momentos para sua concretização: 
• a avaliação pode diagnosticar o nível de conhecimento dos alunos. Nesse caso costuma 
ser prévia a uma atividade; 
• a avaliação pode ser realizada durante a própria situação de aprendizagem, quando o 
professor identifica como o aluno interage com os conteúdos; 
• a avaliação pode ser realizada ao término de um conjunto de atividades que compõem 
uma unidade didática para analisar como a aprendizagem ocorreu. 
[...] 
Finalmente, é fundamental que o professor discuta seus instrumentos, métodos e 
procedimentos de avaliação junto com a equipe da escola. O professor precisa ser ava-liado 
sobre as avaliações que realiza, pois a prática pedagógica é social, de equipe de 
trabalho da escola e da rede educacional como um todo. 
Parâmetros Curriculares Nacionais: Arte. Brasília: MEC/SEF, 1997. p. 100-101. 
Considerações 
• O conteúdo geral foi distribuído da seguinte forma: conceitos básicos (comunicação, pon-to, 
linha, luz, superfície, volume, cor, espaço, movimento, ritmo, composição), elementos 
onde se articulam as técnicas, materiais e procedimentos criativos. 
• Não esqueça que cada aluno é um ser social, com valores, emoções, temperamento pró-prios; 
por isso cuidado para não lhes tolher a iniciativa. Aos poucos, você verá os alunos 
executarem seus trabalhos artísticos sozinhos. 
• Conduza a classe no sentido de trabalhar com alegria e prazer. Afinal, a felicidade se con-verte 
Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor  
em alimento do espírito. 
• As aulas de Arte, bem como as demais, não devem ser executadas sem planejamento, pois 
improvisar pode resultar em uma aula sem motivação. 
• Fase imprescindível dos muitos resultados da arte figurativa, do desenho e das projeções, a 
geometria é o núcleo fundamental para muitos procedimentos artísticos. Ela está presente 
na vida da criança pela própria observação e raciocínio lógico adquiridos, mesmo antes de 
chegar à escola. 
Estamos convencidos de que um bom trabalho na área de Arte favorecerá a interdiscipli-naridade 
e o desenvolvimento do aluno nas demais áreas do conhecimento humano.
Parte específica 
Objetivos específicos – Livro 4 
• Desenvolver a motricidade e a noção de limite espacial. 
• Valorizar o senso artístico e a criatividade por meio da colagem. 
• Desenvolver a atenção voluntária e posição espacial. 
• Reconhecer a importância da motricidade manual e estimular o desenvolvimento da lin-guagem 
Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor  
artística. 
• Habilidade de manipulação e recorte. 
• Desenvolver a técnica da colagem, a simetria, a harmonia e a percepção visual, identifi-cando 
formas e cores. 
• Observar detalhes, completando as figuras. 
• Trabalhar momentos de conhecimento artístico e pintores. 
• Treinar habilidade manual e autodisciplina, familiarizando-se com formas básicas em tra-balhos 
de recorte e montagem. 
• Reconhecer figuras geométricas. 
• Estimular o gosto por desenhos e trabalhar a compreensão e expressão artística. 
• Desenvolver a técnica da colagem, a simetria, a harmonia e a percepção visual, identifi-cando 
formas e cores. 
• Trabalhar a criatividade e o gosto pela técnica de montagem.
Bibliografia 
AMARAL, A. A. Artes plásticas na Semana de 22. 5. ed. São Paulo: Editora 34, 1998. 
ARNHEIM, R.; FARIA, I. T. Arte e percepção visual: Uma psicologia da visão criadora. São Paulo: 
Thomson Pioneira, 1998. 
. Teoria e prática da educação artística. São Paulo: Cultrix, 1975. 
BARBER, B. R. Jihad vs. McWorld: How globalism and tribalism are re-shaping the world. Nova 
York: Ballantine Books, 1995. 
BARBOSA, A. M. A imagem no ensino da arte: Anos oitenta e novos tempos. 6. ed. São Paulo: 
Perspectiva, 2005. (Coleção Estudos) 
BARBOSA, A. M.; SALES, H. M. O ensino da arte e sua história. São Paulo: MAC/USR, 1990. 
BASTIDE, R. Arte e sociedade. São Paulo: Nacional,1976. 
BEAUDOT, A. A criatividade na escola. São Paulo: Nacional, 1976. 
BOAL, A. Duzentos exercícios e jogos para o ator e o não ator com vontade de dizer algo através 
do teatro. São Paulo: Civilização Brasileira, 1983. 
BRASIL. SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasí-lia: 
MEC/SEF, 1997. 
CHACRA, S. Natureza e sentido da improvisação teatral. São Paulo: Perspectiva, 1991. (Coleção 
Debates) 
COURTHEY, R. Jogo, teatro e pensamento: As bases intelectuais do teatro na educação. 2. ed. 
São Paulo: Perspectiva, 2003. (Coleção Estudos) 
CROSS, J. O ensino de arte nas escolas. São Paulo: Cultrix/EDUSP, 1983. 
EURENZWEIG, A. A ordem oculta da arte: Um estudo sobre a psicologia da imaginação criadora. 
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1969. 
FAURE, G.; LASCAR, S. O jogo dramático na escola primária. Lisboa: Estampa, 1982. 
FISCHER, E. A necessidade da arte. 9. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. 
FONTANEL-BRASSARD, S. A prática da expressão plástica. São Paulo: Martins Fontes, 1984. 
GOMBRICH, E. H. Norma e forma. São Paulo: Martins Fontes, 1990. (Coleção A) 
HARVEY, D. Condição pós-moderna. São Paulo: Loyola, 1992. 
KNELLER, G. F. Arte e ciência da criatividade. São Paulo: IBRASA, 1973. 
KOUDELA, I. D. Jogos teatrais. 4. ed. São Paulo: Perspectiva, 2001. (Coleção debates) 
LABAN, R. Domínio do movimento. São Paulo: Summus, 1978. (Coleção Comportamento, Cor-po, 
Movimento) 
LEITE, L. B. et al. Teatro é cultura. Rio de Janeiro: Brasília/Rio, 1976. 
MORElRA, P. R. Psicologia da educação: Interação e identidade.São Paulo: FTD, 1996. (Coleção 
Aprender e Ensinar) 
REVERBEL, O. Jogos teatrais na escola: Atividades globais de expressão. São Paulo: Scipione, 
1993. (Coleção Pensamento e Ação no Magistério) 
. Teatro na escola. São Paulo: Scipione, 1989. 
SILVA, U. R.; Loreto, M: L. S. Elementos de estética. Pelotas: Educarte, 1995. 
SOUZA, A. M. Artes Plásticas na escola. Rio de Janeiro: Bloch, 1997. 
 Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor
Estratégias pedagógicas para 
o desenvolvimento do conteúdo 
Apresentação – Observando e conhecendo o desenho 
O desenho é uma forma de representar idéias, sensações, seres e objetos em papel ou 
Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor  
outra superfície. 
Desenhar é uma forma de comunicação muito antiga. Desde a época em que habitava 
em cavernas, o ser humano já desenhava. 
Várias técnicas podem ser utilizadas para desenhar. Podemos usar lápis grafite, lápis de 
cor, pincel, carvão, e até mesmo o dedo, entre muitas outras opções. 
Por meio do desenho, conhecemos muito da história da humanidade. O desenho acom-panha 
o desenvolvimento do homem. Em cada etapa da história, vemos desenhos diferen-tes, 
usando materiais diferentes. Leonardo da Vinci usou o bico de pena para fazer seus 
desenhos, e hoje podemos usar o computador para desenhar. 
Pintura rupestre – Lascaux. 15.000 a 10.000 anos a.C. Desenho de observação feito com lápis 
grafite. 
Desenho feito e colorido no 
Paint do computador. 
Pablo Picasso. Retrato de 
– Erikc Satie – lápis sobre 
papel. 1920. 
Se a sua escola dispõe 
de sala de computadores, 
recomendamos uma aula 
para ensinar os alunos a 
usar o Paint. Mesmo que os 
desenhos não possam ser 
impressos, vale a atividade 
de produção. 
Acervo das autoras 
Visipix 
Acervo das autoras 
Acervo das autoras
Atividades 
1 – Desenho de memória 
Objetivo: 
• Desenvolver a criatividade por meio da livre expressão. 
Procedimento: 
Peça aos alunos que procurem se lembrar de um ou mais objetos que possuem em casa 
e façam um desenho procurando colocar todos os detalhes. Nesta atividade, explore o uso 
do lápis grafite, orientando os alunos para que “trabalhem” o desenho com o lápis grafite. 
Material: 
lápis grafite e borracha. 
2 – Desenho de observação 
Objetivos: 
• Valorizar a iniciativa individual de tomada de decisões. 
• Conscientizar sobre a importância da Arte em desenho de observação. 
Procedimento: 
Providencie algumas frutas e uma garrafa para montar uma cena, e colocar no centro da 
sala de aula, de forma que os alunos fiquem ao redor. 
A seguir, peça aos alunos que observem bem os objetos, os detalhes, as posições e as 
cores. 
Os alunos deverão fazer o desenho de modo que ocupem o espaço da atividade, ou 
seja, um desenho grande. Depois de pronto, colorir com giz de cera. 
Material: 
lápis grafite, borracha e giz de cera. 
Lição 1 – As cores 
A palavra cor vem do latim colore. 
A cor é característica de uma radiação eletromagnética visível, de comprimento de onda 
situado num pequeno intervalo do espectro eletromagnético, a qual depende da intensidade 
do fluxo luminoso e da composição espectral da luz e provoca no observador uma sensação, 
subjetiva, independente de condições espaciais ou temporais homogêneas. O branco é a 
síntese dessas radiações e o preto é a ausência de luz. 
Através dos tempos, o homem sempre foi atraído pelas cores e sentiu necessidade de 
expressar-se por meio delas. 
Fez pinturas em rochas, em seus utensílios, nas casas, nos templos, nos túmulos. A cor 
e a pintura também são um meio para o homem expressar sua tristeza, sua alegria, seus 
dramas e sua religiosidade. 
Cores primárias 
As cores primárias são as cores puras, ou seja, aquelas que dão origem a todas as outras 
cores. 
 Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor
As cores primárias são: vermelho, amarelo e azul. 
= 
= 
= 
Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor  
Cores secundárias 
As cores secundárias são as cores obtidas das misturas de duas cores primárias em partes 
iguais. 
As cores secundárias são: verde, roxo e laranja. 
Cores quentes 
+ 
+ 
+ 
As cores quentes transmitem sensações como calor, alegria, barulho, luz. São como o 
fogo, o sol e o verão. 
As cores quentes são o amarelo e seus tons, o laranja e seus tons e o vermelho e seus 
tons. 
Observe a escala de cores quentes. 
Cores frias 
As cores frias transmitem sensações como frio, tristeza, descanso, tranqüilidade e paz. 
São como as árvores, o mar, a imensidão do céu. 
As cores frias são o azul e seus tons, o verde e seus tons e o roxo e seus tons. 
Observe a escala de cores frias. 
Atividades 
1 – Identificando cores em obras de arte 
Objetivo: 
• Reconhecer a análise e síntese da perspectiva visual mediante comparação de cores.
Procedimento: 
Peça aos alunos que observem as obras de arte e identifiquem quais as cores que pre-valecem 
em cada uma, classificando entre: cores primárias, cores secundárias, cores quentes 
e cores frias. 
Autor: Gustavo Rosa. 
Titulo da obra: Galo. 
Ano em que foi pintada: 2005. 
Material usado: tinta acrílica sobre tela. 
Coleção particular. 
 Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor 
Autor: Paul Klee. 
Titulo da obra: Senecio 
Ano em que foi pintada: 1922. 
Material Usado: óleo sobre tela. 
Kunstmuseum, Basel, Suíça. 
Autor: Vincent Van Gogh. 
Titulo da obra: Caminho com cipreste e 
estrela. 
Ano em que a obra foi pintada: 1890. 
Material usado: óleo sobre tela. 
Rijksmuseum Kroller-Muller, Otterlo. 
Autor:Claude Monet. 
Titulo da obra: Mulher com sombrinha. 
Ano em foi pintada: 1875. 
Material usado: óleo sobre tela. 
National Gallery of Art, Washington 
DC, USA. 
Visipix 
Visipix Gustavo Rosa 
Autris, Brasil 2006/AKG
2 – Pintando com cores primárias 
Objetivos: 
• Reconhecer a análise e síntese da perspectiva visual mediante comparação de cores. 
• Identificar e aplicar cores. 
Procedimento: 
Peça aos alunos que pintem o desenho da atividade apenas com as cores primárias, 
usando lápis aquarela. A seguir, aplicar a técnica, usando um pincel com água. 
Material: 
lápis aquarela, copo com água, pincel e papel-toalha. 
3 – Desenhando e pintando com cores secundárias 
Objetivos: 
• Reconhecer a análise e síntese da perspectiva visual mediante comparação de cores. 
• Identificar e aplicar cores. 
Procedimento: 
Peça aos alunos que façam um desenho e a seguir pintem com as cores secundárias. 
Material: 
lápis grafite, borracha e lápis de cor. 
4 – Colagem com cores quentes 
Objetivos: 
• Reconhecer a análise e síntese da perspectiva visual mediante comparação de cores. 
• Identificar e aplicar cores. 
Procedimento: 
Peça aos alunos que recortem, em revistas, várias imagens que tenham cores quentes e 
façam uma colagem sobre o papel amarelo da folha. 
Material: 
revistas, tesoura de pontas arredondadas e cola em bastão. 
5 – Pintando com cores frias 
Objetivos: 
• Reconhecer a análise e síntese da perspectiva visual mediante comparação de cores. 
• Identificar e aplicar cores. 
Procedimento: 
Peça aos alunos que pintem a composição usando apenas as cores frias. 
Material: 
lápis de cor. 
Fazendo arte 
1 – Trabalhando com a linha reta 
Objetivo: 
• Treinar habilidade manual e a autodisciplina, familiarizando-se com formas básicas, no 
estudo de linhas. 
Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor
Procedimento: 
Peça aos alunos que, com o auxilio de uma régua, façam um desenho usando apenas 
linhas retas, e pintem com cores de livre escolha. No caso do modelo, foram usadas as cores 
frias. 
Material: 
régua, lápis grafite, borracha e lápis de cor. 
2 – Trabalhando com a linha curva 
Objetivo: 
• Reconhecer a importância da habilida-de 
manual, o gosto artístico e aperfei-çoar 
técnicas com linhas curvas. 
Procedimento: 
Peça aos alunos que façam linhas 
curvas, se cruzando por todo o espaço da 
ficha, formando um lindo desenho. A se-guir 
pintar com material de livre escolha. 
Material: 
lápis grafite, borracha e material de pin-tura 
livre. 
Pintura em seda pura de Angela Anita Cantele Leonardi. 
3 – Recorte e montagem – Bicho com espiral 
Objetivo: 
• Desenvolver a imaginação, o espírito criativo, a habilida-de 
manual e a expressão artística, para que aprendam a 
organizar seqüências espaços-temporais. 
Procedimento: 
Peça aos alunos que pintem e recortem a cabeça do 
gato que aparece na atividade e recortem a espiral. Depois 
de ter as duas peças recortadas, é só fixar a cabeça do gato 
na parte central da espiral, conforme o modelo. Fazer um 
furo na cabeça do gato, no local marcado, e colocar um 
barbante de uns 60 centímetros. Erguendo o barbante, a 
espiral se abre e dá movimento ao gato. 
Material: 
lápis de cor, tesoura de pontas arredondadas, barbante e 
cola em bastão. 
 Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor 
Acervo das autoras Acervo das autoras
Henri Matisse, L’escargot, guache sobre 
papel cortado, 1953. 
Tate Gallery, Londres, Inglaterra. 
Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor  
Lição 2 – Colagem 
A técnica da colagem é bastante divertida e permite que usemos nossa criatividade. 
Podemos fazer diferentes trabalhos usando a colagem, misturando diferentes materiais 
e imagens. 
Pablo Picasso foi pioneiro em utilizar esta técnica em suas obras de arte. Ele colava di-versos 
materiais em suas obras, como rótulos de garrafas, pedaços de jornal, caixas, entre 
outros. Alguns artistas como George Braque e Max Ernst também usaram a técnica da cola-gem 
para fazer seus trabalhos. 
Henri Matisse chamava a técnica da colagem de “desenhando com tesoura”. 
Henri Matisse, The sorrowers of the king, guache 
sobre papel cortado, 1952. 
Museé National d’Art Moderne, Paris. 
Biografia 
Henri Matisse nasceu em 1869, na França. Estudou em 
Paris. Começou a desenhar e a pintar em 1890. Pintou sob a 
influência do impressionismo e do neo-impressionismo. Das co-res 
vivas passou para o desenho simples de formas modeladas. 
Sua arte era expressiva, e nunca perdeu de vista seus valores 
pictóricos e artísticos. O seu caminho por tecidos e cerâmicas 
orientais aparece nos pormenores decorativos e no caráter exó-tico 
da série Odaliscas de 1920-1925. Algumas de suas princi-pais 
obras: Luxe, calme et volupté (1904-1905); Joie de vivre 
(1905-1906); Retrato de Madame Matisse; Lago em Trivaux; O 
pintor e o seu modelo; A dança. 
Trabalhou com colagens de papéis coloridos a guache e re-cortados, 
dispostos em ritmos abstratos expressivos, como, por 
exemplo, na obra L’escargot feita em 1953. Morreu em 1954, 
aos 85 anos de idade. 
Visipix 
Visipix
Atividades 
1 – Colagem com papel colorido e caneta hidrocor 
Objetivo: 
• Valorizar o senso artístico e a criatividade por meio da colagem. 
Procedimento: 
Peça aos alunos que recortem os quatro pedaços de papel colorido que aparecem na 
atividade. A seguir, sem desenhar, usando apenas a tesoura, criem formas que podem ser 
abstratas ou não e colem na ficha seguinte, criando uma composição. Para completar o 
trabalho, deverão usar caneta hidrocor nas cores que desejarem e fazer alguns detalhes, 
usando como referência as obras de Henri Matisse. 
Se a sua escola dispuser de computadores, promova com os alunos uma atividade de 
busca de imagens dos artistas citados no texto. 
Material: 
papel colorido da ficha, tesoura de pontas arredondadas, cola em bastão e caneta hidrocor. 
2 – Colagem com diferentes tipos de papel 
Objetivo: 
• Valorizar o senso artístico e a criatividade por meio da colagem. 
Procedimento: 
Peça aos alunos que tragam de casa papéis diversos, como: jornal, revista, papel de 
embrulho, papelão, entre outros. Recortar diferentes formas e fazer uma colagem sobre o 
fundo preto da folha. 
Material: 
papéis diversos, tesoura de pontas arredondadas e cola em bastão. 
 Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor 
Recorte e colagem com 
materiais diversos, de 
Giovanna Leonardi. 
Acervo das autoras
Fazendo arte 
1 – Continuando o desenho 
Objetivo: 
• Consolidar o hábito visomotor de direcionalidade, em atividade de Arte com linhas. 
Procedimento: 
Peça aos alunos que, a partir das linhas feitas, continuem e completem um desenho. A 
seguir, pintar com lápis de cor e caneta hidrocor. 
Material: 
lápis grafite, borracha, lápis de cor e caneta hidrocor. 
2 – Dia das Mães – Confeccionando uma cesta 
Objetivos: 
• Incutir nas crianças os sentimentos de gratidão, respeito e amor às mães. 
• Desenvolver o potencial artístico. 
Procedimento: 
Peça aos alunos que recortem o quadrado e a tira (alça) que aparece na ficha. A seguir, 
recortem os quatro quadrados que ficam na extremidade, conforme a foto 1. Depois de 
recortado, colem os corações que estão na folha de adesivos. O próximo passo é recortar o 
espaço que fica entre os quadrados, na marca vermelha, e colar o quadrado decorado sobre 
o liso, formando a cesta. Colar a alça para dar o acabamento. 
Sugestão: 
Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor  
Colocar na cesta um bombom. 
Material: 
adesivos (da folha de adesivos), tesoura de pontas arredondadas, cola em bastão e bombom. 
A B 
C D 
Fotos: Acervo das autoras
Lição 3 – Origami 
Origami é uma palavra japonesa que significa “dobrar papel”. E é também uma arte 
milenar, de origem japonesa, de dobradura de papel. 
No século passado, esta arte se difundiu pela Europa e pelas Américas, abrangendo um 
público significativo de jovens e adultos. 
Através do papel nós nos comunicamos, informamos, adquirimos cultura, fazemos arte 
e até jogamos. 
Atualmente, o origami faz parte do currículo das escolas dos países do Sol Nascente e, 
quem sabe, logo venha também a ter função educativa nas escolas do Brasil. 
Existem vários tipos de papéis recomendados para o uso da dobradura, os melhores são: 
papel espelho, laminado, sulfite e vegetal. 
Regras: 
• Você deve ter paciência e agir com calma. Aos poucos, estará familiarizado com os sím-bolos 
e desenhos. 
• Dobre sempre os modelos sobre uma base lisa e plana, obedecendo às ordens de comando. 
• Marque bem as dobras com o dorso da unha. Mantenha as mãos limpas. 
• Se errar, não desanime. Pegue um novo pedaço de papel, se for o caso, e comece tudo 
de novo. 
• Lembre-se de que, feita uma dobradura, e se ela estiver errada, não tem como voltar atrás, 
porque ela machucará o papel e estragará seu trabalho. 
• O tipo de papel deve se adaptar bem ao trabalho que você for realizar. 
• Observe bem a cor e o modelo do que você vai fazer. 
• Use apenas as mãos. Não utilize tesoura, régua ou compasso. 
 Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor 
Fotos: Acervo das autoras
Atividades 
1 – Origami – Casa 
Objetivos: 
• Desenvolver a imaginação a habilidade manual e exercitar a capacidade para a expressão 
plástica. 
• Orientar-se de modo a desenvolver o espírito crítico e criativo. 
Procedimento: 
Peça aos alunos que recortem os dois quadrados que aparecem na ficha e dobrem cada 
um deles, conforme a seqüência para se montar uma casa. Na folha seguinte, fazer um de-senho 
de uma paisagem (esta paisagem pode ser urbana, do campo, ou ainda semelhante 
ao lugar onde mora o aluno), pintar a paisagem e colem as casas feitas de dobradura. 
Material: 
tesoura de pontas arredondadas, lápis grafite, lápis de cor e cola em bastão. 
2 – Origami – Cachorro 
Objetivos: 
• Desenvolver a imaginação a habilidade manual e exercitar a capacidade para a expressão 
plástica. 
• Orientar-se de modo a desenvolver o espírito crítico e criativo. 
Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor
Procedimento: 
Peça aos alunos que recortem os dois quadrados que aparecem na ficha e, a seguir, 
dobrem acompanhando a seqüência conforme o modelo. 
Na folha seguinte, o aluno deverá fazer um desenho, colorir e colar o cachorro. 
Material: 
tesoura de pontas arredondadas, cola em bastão, lápis grafite, lápis de cor e caneta hidrocor. 
Sugestão: 
As dobraduras podem ser repetidas com outros papéis. O importante é que sejam qua-drados. 
Recomendamos o uso de papel espelho 12X12 cm ou 15X15 cm . 
Lição 4 – Tarsila do Amaral 
Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, no estado de São Paulo, em 1o de setembro de 
1886. 
Em 1920, foi para a Europa, estudar na Academia Julian, em Paris. 
Em 1922, expôs um trabalho no Salão Oficial de Artes da França. Neste mesmo ano, em 
São Paulo, aconteceu a Semana de Arte Moderna. 
De volta a São Paulo, em meados de 1922, Tarsila uniu-se ao grupo dos modernistas. Fez 
parte do chamado Grupo dos Cinco, do qual também faziam parte Anita Malfatti, Menotti 
del Picchia, Mário de Andrade e Oswald de Andrade. 
Em 1924, viajou para Minas Gerais, onde descobriu as cores ditas “caipiras” - rosas e 
azuis. 
Casou-se com Oswald de Andrade em 1926, com quem viveu até 1930. 
Entre suas obras, estão: A negra (1923); Religião brasileira (1927), Abaporu (1928), Pes-cador 
(1931), Operários (1933), 2a Classe (1933) e Procissão do Santíssimo em São Paulo no 
século XVIII (1954). 
Tarsila morreu em São Paulo, no dia 17 de janeiro de 1973. 
 Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor
Atividades 
1 – Pintando uma obra de Tarsila do Amaral 
Objetivos: 
• Capacitar-se no confronto de imagens e individualizar elementos presentes e ausentes em 
obras de arte. 
• Apreciar a obra de arte e observar detalhes significativos em pintura. 
Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor  
A negra, 1923, óleo sobre tela. 
100 x 80 cm. 
MAC – USP, São Paulo. 
Abaporu, 1928, óleo sobre tela. 
147 x 127 cm. 
Coleção Eduardo Constantini, Buenos Aires. 
O mamoeiro,1925, óleo sobre tela. 
67 x 70 cm. 
Coleção Mário de Andrade, HEB-USP. 
Operários, 1933, óleo sobre tela. 
Coleção do Governo do Estado de São Paulo. 
150 x 205 cm. 
Tarsila do Amaral 
Tarsila do Amaral 
Tarsila do Amaral 
Tarsila do Amaral
Procedimento: 
Peça aos alunos que, observando a obra na folha anterior, pintem o desenho que apa-rece 
na atividade. 
Material: 
lápis de cor. 
2 – Releitura de obra de arte de Tarsila do Amaral 
Conceito de releitura 
A releitura em Arte consiste em criar uma nova obra de arte, tomando por base uma 
outra já existente. Ao fazer a releitura, usamos o mesmo tema do autor do original, reprodu-zindo- 
o de forma diferente. O resultado final, no entanto, deve mostrar qual a obra original. 
Fazer uma releitura é algo bastante diferente de plágio (cópia), uma vez que, neste segundo 
caso, a intenção é a de se fazer passar pela obra original. 
Um bom exemplo de releitura é a feita pelo pintor colombiano Fernando Botero a partir 
da famosa Monalisa de Leonardo da Vinci. 
Obra original Leonardo da 
Vinci, Monalisa, 1503-1507, 
óleo sobre madeira. Museu do 
Louvre, Paris, França. 
Obra de releitura de Fernando Botero, 
Monalisa, 1977, óleo sobre tela. 
Visipix 
Fernando Botero 
Objetivos: 
• Desenvolver a imaginação, o espírito criativo, a habilidade manual e a expressão artística, 
para que aprendam a organizar seqüências espaço-temporais, bem como apreciar obras 
de arte. 
• Apreciar a releitura e usar a criatividade na atividade proposta. 
Procedimento: 
Peça aos alunos que escolham uma obra de arte da Tarsila que aparece na Lição 4 e 
façam a releitura. 
 Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor
Material: 
lápis grafite, borracha e material de pintura livre (sugestão: tinta guache, lápis de cor, lápis 
de cor aquarelável, caneta hidrocor ou giz de cera). 
Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor  
Fazendo arte 
1 – Cartão-postal 
Sugestão: 
Leve cartões-postais para a sala de aula e explique aos alunos que eles sempre têm uma 
parte em branco para escrever a mensagem e outra para colocar o endereço da pessoa a 
quem vão ser enviados. 
Se julgar conveniente, utilize o material para as aulas de Língua Portuguesa. 
Objetivo: 
• Desenvolver a imaginação, o espírito criativo, a habilidade manual e a expressão artística, 
para que aprendam a organizar seqüências espaço-temporais, bem como apreciar obras 
de Arte, na confecção de cartões. 
Procedimento: 
Peça aos alunos que procurem uma gravura de um lugar que achem atrativo em sua 
cidade e façam uma colagem, montando um cartão-postal. A colagem também pode ser 
substituída por um desenho. 
Material: 
tesoura de pontas arredondadas e cola em bastão ou lápis grafite, borracha e lápis de cor. 
2 – Dia dos Pais – Quadro com palitos de sorvete 
Objetivos: 
• Desenvolver a imaginação a habilidade manual e exercitar a capacidade para a expressão 
plástica. 
• Incutir nas crianças os sentimentos de gratidão, respeito e amor aos pais, ou responsável. 
• Desenvolver o potencial artístico. 
Procedimento: 
Peça aos alunos que pintem o motivo de coração da atividade e, a seguir, recortem. Re-cortar 
também o retângulo com dizeres e o quadrado com linhas. No quadrado com linhas 
escrever uma mensagem para o pai ou responsável. 
Com palitos de sorvete preparar uma base, seguindo o modelo. Depois de pronta a 
base, colocar um pedaço de fita ou barbante (40 cm) e fazer dois nós para fixar. Depois de 
pronta a base, colar na frente o coração e os dizeres, e decorar com tinta dimensional ou cola 
glitter. Na parte de trás, colar o texto feito pelo aluno. 
Material: 
palitos de sorvete, cola líquida, fita ou barbante de 40 cm, tesoura de pontas arredondadas, 
lápis de cor e caneta hidrocor.
A B C D 
Fotos: Acervo das autoras 
3 – Repetição da forma 
Objetivo: 
• Consolidar o hábito visomotor de direcionalidade, em atividade de Arte com linhas. 
Procedimento: 
Peça aos alunos que, a partir das linhas feitas, continuem e completem um desenho. A 
seguir, pintar com lápis de cor e caneta hidrocor. 
Material: 
lápis grafite, borracha, lápis de cor e caneta hidrocor. 
4 – Aviso de porta – Pintura e recorte 
Objetivo: 
• Desenvolver a imaginação, o espírito criativo, a habilidade manual e a expressão artística. 
Procedimento: 
Peça aos alunos que pintem o aviso de porta que aparece na ficha, a seguir recortem e 
colem em cartolina para ficar mais firme. Se desejar, para um melhor acabamento, pode-se 
plastificar com adesivo transparente. 
 Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor
No aviso que está em branco cada aluno vai criar o seu texto, colocando sua maior ne-cessidade. 
Aldemir Martins, Gato com flores, 
1999, acrílico sobre tela. 25 x 30 cm. 
Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor  
Alguns exemplos: 
Silêncio: gênio estudando. 
Estou dormindo! Não atrapalhe. 
Pode entrar, mas não bagunce. 
Material: 
lápis de cor, caneta hidrocor, lápis grafite, borracha, adesivo transparente, tesoura de pontas 
arredondadas, cola em bastão e cartolina. 
Lição 5 – Técnicas de pintura 
Pintura acrílica 
Pintura que utiliza como mediação a resina acrílica 
solúvel em água. Tem merecido as preferências de di-versos 
artistas, sobretudo porque seca mais rapidamente 
que a pintura a óleo. No Brasil, onde vem sendo em-pregada 
desde a década de 1960, destacam-se entre os 
seus cultores Aldemir Martins, Benjamim Silva e Antonio 
Maia, entre outros. 
Pintura com aquarela 
Técnica de pintura que consiste em aplicar, 
sobre o papel, cores dissolvidas em água. Conhe-cida 
já no Egito do século II d.C., foi utilizada no 
medievo para colorir manuscritos e xilografias. A 
aquarela ganhou força artística com o pintor Al-brecht 
Dürer, mas só com os paisagistas ingleses 
de fins do século XVIII e começo do século XIX 
atingiria seu ponto máximo de desenvolvimen-to. 
Ideal para pintura de paisagens e flores. 
Pintura com guache 
Técnica de pintura similar à da aquarela, mas 
na qual as cores são opacas e mais encorpadas. O 
guache forma uma camada sobre o papel, uma 
vez que a densidade dos pigmentos impede a 
penetração por entre as fibras. Os brancos e de 
modo geral as colorações cremosas são obtidos 
com o emprego de pigmentos brancos, em geral 
branco de zinco. Não é incomum, por outro lado, 
que o artista utilize, num mesmo trabalho, o gua-che 
e a aquarela. 
Juan Miró, Personagem atirando uma pedra 
num pássaro, 1926, guache sobre papelão. 
73 x 92 cm. 
Museu de Arte Moderna de Nova York. 
Visipix Aldemir Martins 
Visipix 
House, on Maine street, de Richard Kaiser.
Pintando com tinta óleo 
A tinta a óleo é uma mistura de pigmento pul-verizado 
 Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor 
e óleo de linhaça ou papoula. É uma massa 
espessa, da consistência da manteiga, e já vem pron-ta 
para o uso, embalada em tubos ou em pequenas 
latas. Dissolve-se com óleo de linhaça ou terebentina 
para torná-la mais diluída e fácil de espalhar. O óleo 
acrescenta brilho à tinta; o solvente tende a torná-la 
opaca. 
A grande vantagem da pintura a óleo é a flexi-bilidade, 
pois a secagem lenta da tinta permite ao 
pintor alterar e corrigir o seu trabalho. 
Leonardo da Vinci, Monalisa, 1503-1507, 
óleo sobre madeira. 
Museu do Louvre, Paris, França. 
Atividades 
1 – Pintando com tinta guache 
A tinta guache: 
A tinta guache é uma preparação feita com substâncias corantes diluídas em água. 
Adicionado a esses corantes, a goma arábica o mel ou gema de ovo obtém-se uma mistura 
pastosa. A técnica de pintar com guache resulta em pinturas com cores opacas. 
Orientações para trabalhar com tinta guache: 
• Primeiramente, deve-se forrar a carteira. 
• Para preparar a tinta, coloca-se o guache nas cores desejadas num recipiente descartável 
(copinhos plásticos) e adicionam-se umas gotinhas de água. Não se deve deixar a tinta 
muito líquida; ela deve ficar meio pastosa, consistente. 
• Para pintar, molha-se o pincel na tinta, tendo sempre o cuidado de não usá-lo em cores 
diferentes sem antes lavá-lo. 
• Deve-se deixar o desenho secar e evitar colocar os dedos sobre eles, para não manchá-lo. 
• Terminado o trabalho, devem-se lavar os pincéis, enxugá-los com retalhos de pano ou 
papel, tampar os vidros de tinta usados e limpar o local onde trabalhou. 
Objetivos: 
• Manipular diferentes materiais, como pincel e tinta. 
• Conhecer o efeito da pintura com tinta guache. 
• Desenvolver o senso estético e de organização do material utilizado e do espaço prático. 
Visipix
Acervo das autoras 
Trabalho de aluno. Trabalho de aluno. 
Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor  
Procedimento: 
Pedir aos alunos que pintem o desenho da atividade com tinta guache, usando as cores 
de sua livre escolha. 
Material: 
tinta guache em cores diversas, pincéis redondos de vários tamanhos, copinhos descartáveis 
para pôr a tinta ou outro tipo de godê, copo com água, pano para limpeza. 
Acervo das autoras 
2 – Pintando com tinta acrílica 
Objetivos: 
• Trabalhar com diferentes efeitos cromáticos em obra de arte. 
• Perceber e identificar obras de arte. 
Procedimento: 
Peça aos alunos que façam um desenho em papel sulfite, a seguir copiem o desenho 
para uma folha de papel vegetal. Com o auxílio de papel carbono, transfiram o desenho para 
a tela. 
Depois de pronto o desenho, pintar usando tinta acrílica nas cores de preferência do 
aluno. 
Orientações: 
• O desenho para a tela pode ser copiado de algum livro ou revista, pode ser um desenho 
livre, ou uma releitura de alguma obra de arte ou ainda sobre um tema escolhido pelo 
professor ou pelos alunos. 
• A tinta acrílica pode ser em bisnaga ou em vidro, a diferença é que a tinta em bisnaga é 
mais consistente e deve ser usada com pincel umedecido em água. 
• Se o material (tinta acrílica) for comunitário, aconselhamos usar bandejas de isopor (des-cartáveis), 
colocando uma pequena quantidade de cada cor e deixar que usem o material 
em duplas ou em trio. 
• Esta atividade merece um destaque por parte da escola, fazendo uma exposição, com um 
convite para os pais. 
Material: 
tela (20 X 30 cm), pincéis diversos (são melhores para essa técnica os pincéis chatos de cerda 
mais dura), tinta acrílica em diversas cores, papel vegetal, papel carbono, bandeja de isopor, 
copo para água e pano para limpeza.
Fazendo arte 
1 – Desenhando com vela 
Objetivos: 
• Perceber e identificar obras de arte com diferentes materiais. 
• Valorizar a criatividade. 
Procedimento: 
Peça aos alunos que façam um desenho abstrato, ou figurativo, com uma vela branca. 
A seguir, em copinhos descartáveis, misturem tinta guache na proporção 1 de tinta para 2 
de água. Com esta aguada, pintar sobre o papel em que foi feito o desenho com a vela – o 
desenho começa a parecer em linhas brancas. 
Material: 
vela branca, pincel, tinta guache em cores sortidas, copinhos descartáveis, pano para limpe-za 
e jornal para forrar a mesa. 
Trabalho de aluno. 
Acervo das autoras 
2 – Ilustração da música “Aquarela” 
Objetivos: 
• Relacionar palavras a imagens. 
• Transmitir uma mensagem por meio de imagens. 
Procedimento: 
Após leitura da letra da letra da música, converse com os alunos sobre quais as palavras 
mais marcantes da música. Peça a eles que, com essas palavras em mente, façam um dese-nho 
que ilustre a letra da música. 
Material: 
lápis grafite, borracha, lápis de cor e caneta hidrocor. 
Professor: se possível, providencie um aparelho de som e um CD que 
tenha a música “Aquarela” de Toquinho. Coloque-a para que os alunos 
ouçam a música, e acompanhem a letra, que está no livro. 
 Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor
Aquarela 
(Letra: Toquinho, Composição: Toquinho e Vinícius de Moraes) 
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo 
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo. 
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva, 
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva. 
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel, 
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu. 
Vai voando, contornando a imensa curva Norte e Sul, 
Vou com ela viajando Havaí, Pequim ou Istambul. 
Pinto um barco a vela branco navegando,é tanto céu e mar num beijo azul. 
Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená. 
Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar. 
Basta imaginar e ele está partindo, sereno, indo, 
E se a gente quiser ele vai pousar. 
Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida 
Com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida. 
De uma América a outra consigo passar num segundo, 
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo 
Um menino caminha e caminhando chega no muro 
E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está. 
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar, 
Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar. 
Sem pedir licença muda nossa vida, depois convida a rir ou chorar. 
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá. 
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar. 
Vamos todos numa linda passarela 
De uma aquarela que um dia, enfim, descolorirá. 
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo (que descolorirá). 
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo (que descolorirá). 
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo (que descolorirá). 
Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor  
3 – Formas geométricas 
Quando fechamos uma linha poligonal com três ou mais segmentos de retas, obtemos 
as chamadas figuras geométricas, que podem ser regulares ou irregulares. Vamos conhecer 
um pouco algumas figuras regulares.
Triângulos 
Os polígonos de três lados e três ângulos chamam-se triângulos. 
Quanto à medida de seus lados, os triângulos podem ser: 
• Eqüilátero – os três lados iguais. 
• Isósceles – dois lados iguais. 
• Escaleno – os três lados diferentes. 
Quadriláteros 
Os polígonos de quatro lados, quatro vértices e quatro ângulos chamam-se quadriláte-ros. 
Os principais quadriláteros são: 
quadrado retângulo paralelogramo losango trapézio 
Circunferência 
A circunferência também é um polígono formado por uma linha poligonal fechada. A 
parte de dentro da circunferência chama-se círculo. 
circunferência círculo 
Objetivos: 
• Identificar a constância perceptiva das formas geométricas. 
• Exercitar o conhecimento geométrico. 
• Desenvolver a combinação de cores. 
Procedimento: 
Peça aos alunos que nomeiem as formas geométricas que aparecem na ficha. A seguir, 
fazer uma composição usando estas formas geométricas. Pintar o fundo com uma cor que 
dê bastante contraste. Se achar conveniente, recomende o uso de régua e de compasso. As 
formas podem ser contornadas com caneta hidrocor e pintadas com lápis de cor. 
Material: 
lápis grafite, borracha, régua, caneta hidrocor e lápis de cor. 
 Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor
4 – Montagem e colagem com formas geométricas 
Objetivos: 
• Identificar formas geométricas. 
• Desenvolver noções de composição plástica. 
• Relacionar tamanhos e compor o todo. 
Procedimento: 
Peça aos alunos que recortem as formas geométricas que aparecem na atividade e a 
seguir montem um castelo, que deverá ficar igual ao modelo a seguir. 
Material: 
tesoura de pontas arredondadas e cola em bastão. 
5 – Mosaico com carimbo de batata 
Objetivos: 
• Desenvolver no aluno a percepção e noções espaciais. 
• Despertar o gosto por diferentes formas de fazer arte. 
Procedimento: 
Solicite aos alunos que tragam de casa uma batata e cortem uma tira de modo que fique 
Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor  
com a ponta quadrada. 
Em um prato de plástico colocar tinta guache 
de diferentes cores e umedecer as pontas da tira 
de batata. Carimbar com a batata até preencher 
todo o espaço do desenho com quadradinhos co-loridos. 
Sugerimos a leitura do livro de Marie Ender-len- 
Debuisson, Mosaicos. São Paulo: Companhia 
Editora Nacional, 2005. (Coleção Brincar com 
Arte). 
Material: 
batata, tinta guache, prato descartável, pincel e 
pano para limpeza.
6 – Simetria 
Objetivo: 
• Levar a criança a perceber detalhes, aprender a observar, completar figuras e trabalhar 
com simetria. 
Procedimento: 
Peça aos alunos que recortem, nas linhas contínuas, o círculo e a frisa que se encontram 
na atividade. Depois, eles deverão dobrar nas linhas pontilhadas, deixando o risco visível, e 
recortar nas linhas contínuas. Ao desdobrar os papéis, eles poderão observar a simetria. 
Se julgar conveniente, peça aos alunos que colem os recortes sobre papel colorido (pa-pel 
espelho, cartolina ou laminado). 
Material: 
tesoura de pontas arredondadas, cola em bastão e papel colorido (papel espelho, cartolina 
ou laminado). 
7 – Tangram 
Exercícios lógicos de percepção visual 
Objetivo: 
• Levar a criança a desenvolver a atenção voluntária e ampliar seus conhecimentos em re-lação 
às figuras geométricas. 
Orientação: 
A origem do tangram é desconhecida, mas, pelo que se sabe, ele foi muito utilizado 
pelos chineses. 
Procedimento: 
Peça aos alunos que prestem bastante atenção para aprender a jogar o tangram. É 
necessário usar sempre as sete peças. Não é permitido formar figuras sem usar todas elas. 
Depois de compor várias formas, os alunos deverão escolher duas e fazer uma colagem na 
folha seguinte. 
Material: 
tesoura de pontas arredondadas e cola em bastão. 
 Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor
Observe alguns exemplos de figuras que podem ser construídas com o tangram. 
8 – Eu gostaria de ser... 
Objetivos: 
• Estimular e desenvolver a criatividade do aluno, bem como trabalhar a educação artística. 
• Despertar o gosto pelo desenho. 
Procedimento: 
Pergunte aos alunos qual animal gostariam de ser e por que, comentando as caracte-rísticas 
que mais lhe chamam a atenção no animal escolhido. A seguir, os alunos deverão 
desenhar na folha o animal que escolheram. 
Material: 
lápis grafite, borracha, lápis de cor e caneta hidrocor. 
9 – Monte sua história em quadrinhos 
Objetivos: 
• Desenvolver a capacidade de simbolizar sons e barulhos. 
• Estimular o desenvolvimento da memória e da atenção. 
• Desenvolver a arte da seqüência lógica. 
• Respeitar o espaço. 
• Valorizar a linguagem e oralidade. 
Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor
Orientação: 
Onomatopéia é uma palavra cuja pronúncia imita o som do que ela significa. Essas pa-lavras 
podem ser trabalhadas com desenhos. 
Procedimento: 
Explique aos alunos o que é onomatopéia. A seguir, peça que criem, desenhem e pintem 
uma história em quadrinhos onde deverão aparecer algumas onomatopéias. 
Material: 
lápis grafite, borracha, lápis de cor e caneta hidrocor. 
10 – Desenho livre 
Objetivos: 
• Valorizar a criatividade como forma de expressão plástica. 
• Despertar o gosto pelo desenho. 
• Permitir a livre expressão. 
Procedimento: 
Peça aos alunos que façam um desenho de livre escolha. Parece simples, mas quando os 
alunos se vêem diante de um papel em branco, alguns apresentam dificuldade em começar, 
questionando, pedindo sugestões do que podem fazer. É importante, neste momento, que 
o aluno seja conduzido a fazer algo de sua livre escolha, assim eles estarão aprendendo a ter 
autonomia. 
Material: 
lápis grafite, borracha e material de pintura livre. 
Lição 6 – Chegou o Natal! 
Presépio 
A palavra presépio significa “um lugar onde se recolhe o gado; curral, estábulo”. Presé-pio 
também é a denominação dada à representação artística do nascimento de Jesus num 
estábulo. 
A celebração do nascimento de Cristo vem do final do século III, quando peregrinos 
visitavam a gruta em que nasceu, em Belém. O nascimento de Jesus é ilustrado por pintu-ras, 
relevos e afrescos desde o século XIV. E a primeira réplica da gruta em que teve lugar o 
nascimento de Jesus foi feita em Roma, três séculos mais tarde. 
 Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor
Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor  
Embora os cristãos já celebrassem 
a memória do nascimento de Jesus 
desde o século III, a tradição do pre-sépio, 
na sua forma atual, tem as suas 
origens no século XVI, na Itália. Em 
1567, a duquesa de Amalfi, Constan-za 
Piccolomini, que possuía dois baús 
com 116 figuras com as quais repre-sentava 
o nascimento, a adoração dos 
reis magos, entre outras cenas, fez o 
primeiro presépio em sua casa. 
Neste mesmo século XVI, veio de 
Nápoles o hábito de manter o presé-pio 
nas salas dos lares com figuras de 
barro ou madeira, que se difundiu 
por toda a Europa; de lá chegou ao 
Brasil. 
Até o século XVIII eram sobretudo 
as cortes que tinham presépios, feitos 
por artistas famosos. 
Em muitos países do mundo, um 
Natal sem presépio não é Natal. Esses 
cenários coloridos que representam 
o nascimento de Jesus, a adoração 
dos pastores e dos reis magos, são 
expostos tanto em igrejas como nos 
lares. Em muitos casos, trata-se de pe-ças 
valiosas que são passadas de pais 
para filhos. 
Atividades 
1 – É Natal – Cartão 
Objetivos: 
• Desenvolver as habilidades manuais. 
• Desenvolver o asseio, a ordem e a importância da organização em trabalhos práticos. 
• Conhecer as datas comemorativas presentes no calendário cristão. 
Procedimento: 
Peça aos alunos que pintem e decorem a árvore de Natal, usando lantejoulas, glitter, 
cola colorida ou outro material que achar conveniente. A seguir, recortar e dobrar na linha 
pontilhada. Na parte interna, sugerir que os alunos escrevam uma mensagem para alguém 
querido. 
Material: 
lápis de cor, lantejoulas, glitter, cola colorida e tesoura de pontas arredondadas. 
Fotos: CPG
2 – É Natal – Montagem de um presépio 
Objetivo: 
• Perceber detalhes e semelhanças em figuras diferentes, estabelecendo a relação entre 
elas. 
Procedimento: 
Peça aos alunos que pintem o fundo do presépio e a seguir colem os adesivos que estão 
da folha de adesivos. Colar no presépio as abas em cartolina (usar o modelo que está no 
livro). Fixar as abas para que fique de pé. 
Material: 
lápis de cor, tesoura, cola bastão, cartolina e adesivos (da folha de adesivos). 
 Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor

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Artes eu gosto

  • 1.
  • 2.
  • 3. Caro professor, Arte é algo difícil de ser definido. No entanto, podemos dizer que a arte é uma das atividades humanas que procura o prazer estético. Segundo Edward Munch (1907): “A arte é o oposto da natureza. Uma obra de arte só pode provir do interior do homem”. Para Vassily Kandinsky (1910): “A arte é uma força cuja finalidade deve desenvolver e apurar a alma humana”. Pelo dicionário Aurélio, Arte é o conjunto de preceitos para a perfei-ta execução de qualquer coisa; atividade criativa, artifício, ofício, profis-são, astúcia, habilidade. Independente da dificuldade de definição do que seja a Arte, o fato é que ela está sempre presente na história humana, sendo um dos fato-res que diferenciam os seres humanos dos demais seres vivos. As manifestações artísticas estão presentes e nos criam sensibilidade e percepção de busca, de procura interior. Por outro lado, a produção artística também pode ser uma grande ajuda no estudo de um período ou de uma cultura particular, por revelar valores do meio em que é pro-duzida. “A obra de arte revela para o artista e para o espectador uma possi-bilidade de existência e comunicação, além da realidade de fatos e rela-ções habitualmente conhecidas”. (PCN: Arte, MEC, 1997. p. 35.)
  • 4. Sumário Objetivos gerais do ensino de Arte ............................................ 7 Orientações ....................................................................................... 7 Avaliação............................................................................................. 8 Considerações................................................................................... 9 Objetivos específicos – Livro 4..................................................... 11 Estratégias pedagógicas para o desenvolvimento do conteúdo............................................................................................. 13 Atividades 1 – Desenho de memória .................................................................. 14 2 – Desenho de observação............................................................... 14 Lição 1 – As cores.................................................................................. 14 Atividades 1 – Identificando cores em obras de arte ........................................... 15 2 – Pintando com cores primárias...................................................... 17 3 – Desenhando e pintando com cores secundárias........................... 17 4 – Colagem com cores quentes ....................................................... 17 5 – Pintando com cores frias ............................................................. 17 Fazendo arte 1 – Trabalhando com a linha reta ...................................................... 17 2 – Trabalhando com a linha curva .................................................... 18 3 – Recorte e montagem – Bicho com espiral .................................... 18 Lição 2 – Colagem................................................................................. 19 Atividades 1 – Colagem com papel colorido e caneta hidrocor ........................... 20 2 – Colagem com diferentes tipos e papel......................................... 20
  • 5. Fazendo arte 1 – Continuando o desenho.............................................................. 21 2 – Dia das Mães – Confeccionando uma cesta ................................. 21 Lição 3 – Origami.................................................................................. 22 Atividades 1 – Origami – Casa............................................................................ 23 2 – Origami – Cachorro..................................................................... 23 Lição 4 – Tarsila do Amaral................................................................... 24 Atividades 1 – Pintando uma obra de Tarsila do Amaral...................................... 25 2 – Releitura de obra de arte de Tarsila do Amaral ............................. 26 Fazendo Arte 1 – Cartão-postal .............................................................................. 27 2 – Dia dos Pais – Quadro com palitos de sorvete .............................. 27 3 – Repetição da forma ..................................................................... 28 4 – Aviso de porta – Pintura e recorte................................................ 28 Lição 5 – Técnicas de pintura Atividades 1 – Pintando com tinta guache.......................................................... 30 2 – Pintando com tinta acrílica .......................................................... 31 Fazendo arte 1 – Desenhando com vela ................................................................. 32 2 – Ilustração da música “Aquarela” ................................................. 32 3 – Formas geométricas .................................................................... 33 4 – Montagem e colagem com formas geométricas .......................... 35 5 – Mosaico com carimbo de batata.................................................. 35 6 – Simetria....................................................................................... 36 7 – Tangram...................................................................................... 36 8 – Eu gostaria de ser... .................................................................... 37 9 – Monte sua história em quadrinhos .............................................. 37 10 – Desenho livre .............................................................................. 38 Lição 6 – Chegou o Natal! ................................................................. 38 Atividades 1 – É Natal – Cartão ....................................................................... 39 2 – É Natal – Montagem de um presépio........................................ 40
  • 6.
  • 7. Parte geral Objetivos gerais do ensino de Arte De acordo com os objetivos gerais especificados para o ensino de Arte nos Parâmetros Curriculares Nacionais, este deve ser organizado de modo que, ao final do Ensino Funda-mental, Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor os alunos sejam capazes de: • expressar e saber comunicar-se em Arte mantendo uma atitude de busca pessoal e/ou coletiva, articulando a percepção, a imaginação, a emoção, a sensibilidade e a reflexão ao realizar e fruir produções artísticas; • interagir com materiais, instrumentos e procedimentos variados em artes (Artes Visuais, Dança, Música, Teatro) experimentando-os e conhecendo-os de modo a utilizá-los nos trabalhos pessoais; [...] • compreender e saber identificar a Arte como fato histórico contextualizado nas diversas culturas, conhecendo, respeitando e podendo observar as produções presentes no entor-no, assim como as demais do patrimônio cultural e do universo natural, identificando a existência de diferenças padrões artísticos e estéticos [...]. Parâmetros Curriculares Nacio-nais: Arte. Brasília: MEC/SEF, 1997. p. 53-54. Os conteúdos trabalhados no Novo Eu gosto – Arte ganham gradativa evolução e com-plexidade. Norteamo-nos em três eixos: produção, fruição e reflexão. • Produção – que os alunos sejam capazes de produzir, aprender, fazer. • Fruição – apreciação da Arte dentro do universo a eles relacionado. Arte como produto social. • Reflexão – construção do conhecimento sobre o trabalho artístico pessoal e como produto da história. Orientações Algum tempo atrás, a educação intelectual e a Arte estavam praticamente separadas. Isso já não acontece, pois comprovou-se que a Arte favorece o desenvolvimento intelectual. Nossa proposta de trabalhar Arte é aberta e flexível, para que cada professor possa abor-dar os conteúdos de acordo com o seu ambiente escolar e sociocultural. Estimulamos a reflexão dos alunos na construção dos conhecimentos artísticos, criando imagens gráficas, conhecendo o trabalho em equipe, criando formas e posições diferentes, luz e sombra, imagens em seqüência. Kerschensteiner foi um dos grandes defensores dos trabalhos manuais e artísticos, desenvolvidos nas escolas. De acordo com ele, o aluno deveria aprender não só pelos livros, mas também pelo trabalho, pela execução. Para Pestalozzi, o envio perfeito é aquele que tem participação simultânea: “cabeça, coração e mãos”; o que correlaciona com o sentido psicopedagógico do desenvolvimento simultâneo: “aspecto intelectual, afetivo e motor”. Em síntese a educação integral.
  • 8. A Arte é um meio de a criança desenvolver-se em termos de percepção, memória, lin-guagem, pensamento, etc., e com isso a aprendizagem dos conteúdos escolares é facilitada e agilizada. Foram estas bases de estudo que nos levaram a criar para você, professor, este traba-lho de Arte. Exercitar técnicas, formar hábitos de trabalho, ordem, participação, bem como desenvolver ao máximo as habilidades que facilitam a aquisição da aprendizagem escolar, fazem parte desse material. Pensando em nossos alunos acreditamos que se faz necessário: a) realizar a formação integral dos diferentes aspectos do desenvolvimento infantil; b) desenvolver o gosto estético; c) desenvolver a atenção (implica habilidade de ver, ouvir e concentrar-se); d) criar interesse nas atividades de Arte com objetivos concretos; e) favorecer a descoberta do mundo ao seu redor (natural e social); f) valorizar o jogo, as construções e modelagens, bem como as atividades de recortes, acom-panhando o andamento das demais disciplinas. Avaliação A escola, como agência educativa, não deve constituir-se numa instituição hermética, como uma realidade fechada em si mesma. Avaliar é um processo amplo que exige apreciação pessoal, pela comparação e decisões. Pressupõe definir objetivos, fixar critérios e colher informações que nos darão condições de formar um juízo de valores. Dentro da Arte, avaliar é reconhecer limites e saber até onde os alunos serão capazes de dominar um determinado assunto. Segundo os PCN, é importante que o aluno possa “estabelecer relações com o trabalho de Arte produzido por si e por outras pessoas, sem discriminações estéticas, artísticas, étni-cas e de gênero”. (PCN: Arte, MEC, 1997. p. 95.) Orientações para avaliação em Arte Os objetivos e os procedimentos didáticos devem ser considerados em conexão com os conteúdos e os modos de aprendizagem dos alunos. Ao avaliar, o professor precisa considerar a história do processo pessoal de cada alu-no e sua relação com as atividades desenvolvidas na escola, observando os trabalhos e seus registros [...]. A avaliação em Arte constitui uma situação de aprendizagem em que o aluno pode verificar o que aprendeu, retrabalhar os conteúdos, assim como o professor pode avaliar como ensinou e o que seus alunos aprenderam. A avaliação pode remeter o professor a observar o seu modo de ensinar e apresen-tar os conteúdos e levá-lo a replanejar uma tarefa para obter aprendizagem adequada. Portanto, a avaliação também leva o professor a avaliar-se como criador de estratégias de ensino e de orientações didáticas. Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor
  • 9. Duas situações extremas costumam chamar a atenção sobre os critérios de avaliação: quando todos os alunos sempre vão bem e quando todos sempre vão mal. Nos dois casos é bom repensar sobre os modos de ensinar e as expectativas em relação aos resultados. Outro aspecto a ser considerado na avaliação é o conhecimento do professor sobre a articulação dos saberes pela criança e seus modos de representação dos conteúdos. A formulação autêntica da criança e as relações construídas por ela, a partir do contato com a própria experiência de criação e com as fontes de informação, valem mais como conhecimento estruturado para ela mesma do que a repetição mecânica de frases ditas pelo professor ou escritas em textos a ela oferecidos. [...] A avaliação precisa ser realizada com base nos conteúdos, objetivos e orientação do projeto educativo em Arte e tem três momentos para sua concretização: • a avaliação pode diagnosticar o nível de conhecimento dos alunos. Nesse caso costuma ser prévia a uma atividade; • a avaliação pode ser realizada durante a própria situação de aprendizagem, quando o professor identifica como o aluno interage com os conteúdos; • a avaliação pode ser realizada ao término de um conjunto de atividades que compõem uma unidade didática para analisar como a aprendizagem ocorreu. [...] Finalmente, é fundamental que o professor discuta seus instrumentos, métodos e procedimentos de avaliação junto com a equipe da escola. O professor precisa ser ava-liado sobre as avaliações que realiza, pois a prática pedagógica é social, de equipe de trabalho da escola e da rede educacional como um todo. Parâmetros Curriculares Nacionais: Arte. Brasília: MEC/SEF, 1997. p. 100-101. Considerações • O conteúdo geral foi distribuído da seguinte forma: conceitos básicos (comunicação, pon-to, linha, luz, superfície, volume, cor, espaço, movimento, ritmo, composição), elementos onde se articulam as técnicas, materiais e procedimentos criativos. • Não esqueça que cada aluno é um ser social, com valores, emoções, temperamento pró-prios; por isso cuidado para não lhes tolher a iniciativa. Aos poucos, você verá os alunos executarem seus trabalhos artísticos sozinhos. • Conduza a classe no sentido de trabalhar com alegria e prazer. Afinal, a felicidade se con-verte Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor em alimento do espírito. • As aulas de Arte, bem como as demais, não devem ser executadas sem planejamento, pois improvisar pode resultar em uma aula sem motivação. • Fase imprescindível dos muitos resultados da arte figurativa, do desenho e das projeções, a geometria é o núcleo fundamental para muitos procedimentos artísticos. Ela está presente na vida da criança pela própria observação e raciocínio lógico adquiridos, mesmo antes de chegar à escola. Estamos convencidos de que um bom trabalho na área de Arte favorecerá a interdiscipli-naridade e o desenvolvimento do aluno nas demais áreas do conhecimento humano.
  • 10.
  • 11. Parte específica Objetivos específicos – Livro 4 • Desenvolver a motricidade e a noção de limite espacial. • Valorizar o senso artístico e a criatividade por meio da colagem. • Desenvolver a atenção voluntária e posição espacial. • Reconhecer a importância da motricidade manual e estimular o desenvolvimento da lin-guagem Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor artística. • Habilidade de manipulação e recorte. • Desenvolver a técnica da colagem, a simetria, a harmonia e a percepção visual, identifi-cando formas e cores. • Observar detalhes, completando as figuras. • Trabalhar momentos de conhecimento artístico e pintores. • Treinar habilidade manual e autodisciplina, familiarizando-se com formas básicas em tra-balhos de recorte e montagem. • Reconhecer figuras geométricas. • Estimular o gosto por desenhos e trabalhar a compreensão e expressão artística. • Desenvolver a técnica da colagem, a simetria, a harmonia e a percepção visual, identifi-cando formas e cores. • Trabalhar a criatividade e o gosto pela técnica de montagem.
  • 12. Bibliografia AMARAL, A. A. Artes plásticas na Semana de 22. 5. ed. São Paulo: Editora 34, 1998. ARNHEIM, R.; FARIA, I. T. Arte e percepção visual: Uma psicologia da visão criadora. São Paulo: Thomson Pioneira, 1998. . Teoria e prática da educação artística. São Paulo: Cultrix, 1975. BARBER, B. R. Jihad vs. McWorld: How globalism and tribalism are re-shaping the world. Nova York: Ballantine Books, 1995. BARBOSA, A. M. A imagem no ensino da arte: Anos oitenta e novos tempos. 6. ed. São Paulo: Perspectiva, 2005. (Coleção Estudos) BARBOSA, A. M.; SALES, H. M. O ensino da arte e sua história. São Paulo: MAC/USR, 1990. BASTIDE, R. Arte e sociedade. São Paulo: Nacional,1976. BEAUDOT, A. A criatividade na escola. São Paulo: Nacional, 1976. BOAL, A. Duzentos exercícios e jogos para o ator e o não ator com vontade de dizer algo através do teatro. São Paulo: Civilização Brasileira, 1983. BRASIL. SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasí-lia: MEC/SEF, 1997. CHACRA, S. Natureza e sentido da improvisação teatral. São Paulo: Perspectiva, 1991. (Coleção Debates) COURTHEY, R. Jogo, teatro e pensamento: As bases intelectuais do teatro na educação. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 2003. (Coleção Estudos) CROSS, J. O ensino de arte nas escolas. São Paulo: Cultrix/EDUSP, 1983. EURENZWEIG, A. A ordem oculta da arte: Um estudo sobre a psicologia da imaginação criadora. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1969. FAURE, G.; LASCAR, S. O jogo dramático na escola primária. Lisboa: Estampa, 1982. FISCHER, E. A necessidade da arte. 9. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. FONTANEL-BRASSARD, S. A prática da expressão plástica. São Paulo: Martins Fontes, 1984. GOMBRICH, E. H. Norma e forma. São Paulo: Martins Fontes, 1990. (Coleção A) HARVEY, D. Condição pós-moderna. São Paulo: Loyola, 1992. KNELLER, G. F. Arte e ciência da criatividade. São Paulo: IBRASA, 1973. KOUDELA, I. D. Jogos teatrais. 4. ed. São Paulo: Perspectiva, 2001. (Coleção debates) LABAN, R. Domínio do movimento. São Paulo: Summus, 1978. (Coleção Comportamento, Cor-po, Movimento) LEITE, L. B. et al. Teatro é cultura. Rio de Janeiro: Brasília/Rio, 1976. MORElRA, P. R. Psicologia da educação: Interação e identidade.São Paulo: FTD, 1996. (Coleção Aprender e Ensinar) REVERBEL, O. Jogos teatrais na escola: Atividades globais de expressão. São Paulo: Scipione, 1993. (Coleção Pensamento e Ação no Magistério) . Teatro na escola. São Paulo: Scipione, 1989. SILVA, U. R.; Loreto, M: L. S. Elementos de estética. Pelotas: Educarte, 1995. SOUZA, A. M. Artes Plásticas na escola. Rio de Janeiro: Bloch, 1997. Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor
  • 13. Estratégias pedagógicas para o desenvolvimento do conteúdo Apresentação – Observando e conhecendo o desenho O desenho é uma forma de representar idéias, sensações, seres e objetos em papel ou Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor outra superfície. Desenhar é uma forma de comunicação muito antiga. Desde a época em que habitava em cavernas, o ser humano já desenhava. Várias técnicas podem ser utilizadas para desenhar. Podemos usar lápis grafite, lápis de cor, pincel, carvão, e até mesmo o dedo, entre muitas outras opções. Por meio do desenho, conhecemos muito da história da humanidade. O desenho acom-panha o desenvolvimento do homem. Em cada etapa da história, vemos desenhos diferen-tes, usando materiais diferentes. Leonardo da Vinci usou o bico de pena para fazer seus desenhos, e hoje podemos usar o computador para desenhar. Pintura rupestre – Lascaux. 15.000 a 10.000 anos a.C. Desenho de observação feito com lápis grafite. Desenho feito e colorido no Paint do computador. Pablo Picasso. Retrato de – Erikc Satie – lápis sobre papel. 1920. Se a sua escola dispõe de sala de computadores, recomendamos uma aula para ensinar os alunos a usar o Paint. Mesmo que os desenhos não possam ser impressos, vale a atividade de produção. Acervo das autoras Visipix Acervo das autoras Acervo das autoras
  • 14. Atividades 1 – Desenho de memória Objetivo: • Desenvolver a criatividade por meio da livre expressão. Procedimento: Peça aos alunos que procurem se lembrar de um ou mais objetos que possuem em casa e façam um desenho procurando colocar todos os detalhes. Nesta atividade, explore o uso do lápis grafite, orientando os alunos para que “trabalhem” o desenho com o lápis grafite. Material: lápis grafite e borracha. 2 – Desenho de observação Objetivos: • Valorizar a iniciativa individual de tomada de decisões. • Conscientizar sobre a importância da Arte em desenho de observação. Procedimento: Providencie algumas frutas e uma garrafa para montar uma cena, e colocar no centro da sala de aula, de forma que os alunos fiquem ao redor. A seguir, peça aos alunos que observem bem os objetos, os detalhes, as posições e as cores. Os alunos deverão fazer o desenho de modo que ocupem o espaço da atividade, ou seja, um desenho grande. Depois de pronto, colorir com giz de cera. Material: lápis grafite, borracha e giz de cera. Lição 1 – As cores A palavra cor vem do latim colore. A cor é característica de uma radiação eletromagnética visível, de comprimento de onda situado num pequeno intervalo do espectro eletromagnético, a qual depende da intensidade do fluxo luminoso e da composição espectral da luz e provoca no observador uma sensação, subjetiva, independente de condições espaciais ou temporais homogêneas. O branco é a síntese dessas radiações e o preto é a ausência de luz. Através dos tempos, o homem sempre foi atraído pelas cores e sentiu necessidade de expressar-se por meio delas. Fez pinturas em rochas, em seus utensílios, nas casas, nos templos, nos túmulos. A cor e a pintura também são um meio para o homem expressar sua tristeza, sua alegria, seus dramas e sua religiosidade. Cores primárias As cores primárias são as cores puras, ou seja, aquelas que dão origem a todas as outras cores. Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor
  • 15. As cores primárias são: vermelho, amarelo e azul. = = = Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor Cores secundárias As cores secundárias são as cores obtidas das misturas de duas cores primárias em partes iguais. As cores secundárias são: verde, roxo e laranja. Cores quentes + + + As cores quentes transmitem sensações como calor, alegria, barulho, luz. São como o fogo, o sol e o verão. As cores quentes são o amarelo e seus tons, o laranja e seus tons e o vermelho e seus tons. Observe a escala de cores quentes. Cores frias As cores frias transmitem sensações como frio, tristeza, descanso, tranqüilidade e paz. São como as árvores, o mar, a imensidão do céu. As cores frias são o azul e seus tons, o verde e seus tons e o roxo e seus tons. Observe a escala de cores frias. Atividades 1 – Identificando cores em obras de arte Objetivo: • Reconhecer a análise e síntese da perspectiva visual mediante comparação de cores.
  • 16. Procedimento: Peça aos alunos que observem as obras de arte e identifiquem quais as cores que pre-valecem em cada uma, classificando entre: cores primárias, cores secundárias, cores quentes e cores frias. Autor: Gustavo Rosa. Titulo da obra: Galo. Ano em que foi pintada: 2005. Material usado: tinta acrílica sobre tela. Coleção particular. Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor Autor: Paul Klee. Titulo da obra: Senecio Ano em que foi pintada: 1922. Material Usado: óleo sobre tela. Kunstmuseum, Basel, Suíça. Autor: Vincent Van Gogh. Titulo da obra: Caminho com cipreste e estrela. Ano em que a obra foi pintada: 1890. Material usado: óleo sobre tela. Rijksmuseum Kroller-Muller, Otterlo. Autor:Claude Monet. Titulo da obra: Mulher com sombrinha. Ano em foi pintada: 1875. Material usado: óleo sobre tela. National Gallery of Art, Washington DC, USA. Visipix Visipix Gustavo Rosa Autris, Brasil 2006/AKG
  • 17. 2 – Pintando com cores primárias Objetivos: • Reconhecer a análise e síntese da perspectiva visual mediante comparação de cores. • Identificar e aplicar cores. Procedimento: Peça aos alunos que pintem o desenho da atividade apenas com as cores primárias, usando lápis aquarela. A seguir, aplicar a técnica, usando um pincel com água. Material: lápis aquarela, copo com água, pincel e papel-toalha. 3 – Desenhando e pintando com cores secundárias Objetivos: • Reconhecer a análise e síntese da perspectiva visual mediante comparação de cores. • Identificar e aplicar cores. Procedimento: Peça aos alunos que façam um desenho e a seguir pintem com as cores secundárias. Material: lápis grafite, borracha e lápis de cor. 4 – Colagem com cores quentes Objetivos: • Reconhecer a análise e síntese da perspectiva visual mediante comparação de cores. • Identificar e aplicar cores. Procedimento: Peça aos alunos que recortem, em revistas, várias imagens que tenham cores quentes e façam uma colagem sobre o papel amarelo da folha. Material: revistas, tesoura de pontas arredondadas e cola em bastão. 5 – Pintando com cores frias Objetivos: • Reconhecer a análise e síntese da perspectiva visual mediante comparação de cores. • Identificar e aplicar cores. Procedimento: Peça aos alunos que pintem a composição usando apenas as cores frias. Material: lápis de cor. Fazendo arte 1 – Trabalhando com a linha reta Objetivo: • Treinar habilidade manual e a autodisciplina, familiarizando-se com formas básicas, no estudo de linhas. Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor
  • 18. Procedimento: Peça aos alunos que, com o auxilio de uma régua, façam um desenho usando apenas linhas retas, e pintem com cores de livre escolha. No caso do modelo, foram usadas as cores frias. Material: régua, lápis grafite, borracha e lápis de cor. 2 – Trabalhando com a linha curva Objetivo: • Reconhecer a importância da habilida-de manual, o gosto artístico e aperfei-çoar técnicas com linhas curvas. Procedimento: Peça aos alunos que façam linhas curvas, se cruzando por todo o espaço da ficha, formando um lindo desenho. A se-guir pintar com material de livre escolha. Material: lápis grafite, borracha e material de pin-tura livre. Pintura em seda pura de Angela Anita Cantele Leonardi. 3 – Recorte e montagem – Bicho com espiral Objetivo: • Desenvolver a imaginação, o espírito criativo, a habilida-de manual e a expressão artística, para que aprendam a organizar seqüências espaços-temporais. Procedimento: Peça aos alunos que pintem e recortem a cabeça do gato que aparece na atividade e recortem a espiral. Depois de ter as duas peças recortadas, é só fixar a cabeça do gato na parte central da espiral, conforme o modelo. Fazer um furo na cabeça do gato, no local marcado, e colocar um barbante de uns 60 centímetros. Erguendo o barbante, a espiral se abre e dá movimento ao gato. Material: lápis de cor, tesoura de pontas arredondadas, barbante e cola em bastão. Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor Acervo das autoras Acervo das autoras
  • 19. Henri Matisse, L’escargot, guache sobre papel cortado, 1953. Tate Gallery, Londres, Inglaterra. Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor Lição 2 – Colagem A técnica da colagem é bastante divertida e permite que usemos nossa criatividade. Podemos fazer diferentes trabalhos usando a colagem, misturando diferentes materiais e imagens. Pablo Picasso foi pioneiro em utilizar esta técnica em suas obras de arte. Ele colava di-versos materiais em suas obras, como rótulos de garrafas, pedaços de jornal, caixas, entre outros. Alguns artistas como George Braque e Max Ernst também usaram a técnica da cola-gem para fazer seus trabalhos. Henri Matisse chamava a técnica da colagem de “desenhando com tesoura”. Henri Matisse, The sorrowers of the king, guache sobre papel cortado, 1952. Museé National d’Art Moderne, Paris. Biografia Henri Matisse nasceu em 1869, na França. Estudou em Paris. Começou a desenhar e a pintar em 1890. Pintou sob a influência do impressionismo e do neo-impressionismo. Das co-res vivas passou para o desenho simples de formas modeladas. Sua arte era expressiva, e nunca perdeu de vista seus valores pictóricos e artísticos. O seu caminho por tecidos e cerâmicas orientais aparece nos pormenores decorativos e no caráter exó-tico da série Odaliscas de 1920-1925. Algumas de suas princi-pais obras: Luxe, calme et volupté (1904-1905); Joie de vivre (1905-1906); Retrato de Madame Matisse; Lago em Trivaux; O pintor e o seu modelo; A dança. Trabalhou com colagens de papéis coloridos a guache e re-cortados, dispostos em ritmos abstratos expressivos, como, por exemplo, na obra L’escargot feita em 1953. Morreu em 1954, aos 85 anos de idade. Visipix Visipix
  • 20. Atividades 1 – Colagem com papel colorido e caneta hidrocor Objetivo: • Valorizar o senso artístico e a criatividade por meio da colagem. Procedimento: Peça aos alunos que recortem os quatro pedaços de papel colorido que aparecem na atividade. A seguir, sem desenhar, usando apenas a tesoura, criem formas que podem ser abstratas ou não e colem na ficha seguinte, criando uma composição. Para completar o trabalho, deverão usar caneta hidrocor nas cores que desejarem e fazer alguns detalhes, usando como referência as obras de Henri Matisse. Se a sua escola dispuser de computadores, promova com os alunos uma atividade de busca de imagens dos artistas citados no texto. Material: papel colorido da ficha, tesoura de pontas arredondadas, cola em bastão e caneta hidrocor. 2 – Colagem com diferentes tipos de papel Objetivo: • Valorizar o senso artístico e a criatividade por meio da colagem. Procedimento: Peça aos alunos que tragam de casa papéis diversos, como: jornal, revista, papel de embrulho, papelão, entre outros. Recortar diferentes formas e fazer uma colagem sobre o fundo preto da folha. Material: papéis diversos, tesoura de pontas arredondadas e cola em bastão. Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor Recorte e colagem com materiais diversos, de Giovanna Leonardi. Acervo das autoras
  • 21. Fazendo arte 1 – Continuando o desenho Objetivo: • Consolidar o hábito visomotor de direcionalidade, em atividade de Arte com linhas. Procedimento: Peça aos alunos que, a partir das linhas feitas, continuem e completem um desenho. A seguir, pintar com lápis de cor e caneta hidrocor. Material: lápis grafite, borracha, lápis de cor e caneta hidrocor. 2 – Dia das Mães – Confeccionando uma cesta Objetivos: • Incutir nas crianças os sentimentos de gratidão, respeito e amor às mães. • Desenvolver o potencial artístico. Procedimento: Peça aos alunos que recortem o quadrado e a tira (alça) que aparece na ficha. A seguir, recortem os quatro quadrados que ficam na extremidade, conforme a foto 1. Depois de recortado, colem os corações que estão na folha de adesivos. O próximo passo é recortar o espaço que fica entre os quadrados, na marca vermelha, e colar o quadrado decorado sobre o liso, formando a cesta. Colar a alça para dar o acabamento. Sugestão: Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor Colocar na cesta um bombom. Material: adesivos (da folha de adesivos), tesoura de pontas arredondadas, cola em bastão e bombom. A B C D Fotos: Acervo das autoras
  • 22. Lição 3 – Origami Origami é uma palavra japonesa que significa “dobrar papel”. E é também uma arte milenar, de origem japonesa, de dobradura de papel. No século passado, esta arte se difundiu pela Europa e pelas Américas, abrangendo um público significativo de jovens e adultos. Através do papel nós nos comunicamos, informamos, adquirimos cultura, fazemos arte e até jogamos. Atualmente, o origami faz parte do currículo das escolas dos países do Sol Nascente e, quem sabe, logo venha também a ter função educativa nas escolas do Brasil. Existem vários tipos de papéis recomendados para o uso da dobradura, os melhores são: papel espelho, laminado, sulfite e vegetal. Regras: • Você deve ter paciência e agir com calma. Aos poucos, estará familiarizado com os sím-bolos e desenhos. • Dobre sempre os modelos sobre uma base lisa e plana, obedecendo às ordens de comando. • Marque bem as dobras com o dorso da unha. Mantenha as mãos limpas. • Se errar, não desanime. Pegue um novo pedaço de papel, se for o caso, e comece tudo de novo. • Lembre-se de que, feita uma dobradura, e se ela estiver errada, não tem como voltar atrás, porque ela machucará o papel e estragará seu trabalho. • O tipo de papel deve se adaptar bem ao trabalho que você for realizar. • Observe bem a cor e o modelo do que você vai fazer. • Use apenas as mãos. Não utilize tesoura, régua ou compasso. Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor Fotos: Acervo das autoras
  • 23. Atividades 1 – Origami – Casa Objetivos: • Desenvolver a imaginação a habilidade manual e exercitar a capacidade para a expressão plástica. • Orientar-se de modo a desenvolver o espírito crítico e criativo. Procedimento: Peça aos alunos que recortem os dois quadrados que aparecem na ficha e dobrem cada um deles, conforme a seqüência para se montar uma casa. Na folha seguinte, fazer um de-senho de uma paisagem (esta paisagem pode ser urbana, do campo, ou ainda semelhante ao lugar onde mora o aluno), pintar a paisagem e colem as casas feitas de dobradura. Material: tesoura de pontas arredondadas, lápis grafite, lápis de cor e cola em bastão. 2 – Origami – Cachorro Objetivos: • Desenvolver a imaginação a habilidade manual e exercitar a capacidade para a expressão plástica. • Orientar-se de modo a desenvolver o espírito crítico e criativo. Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor
  • 24. Procedimento: Peça aos alunos que recortem os dois quadrados que aparecem na ficha e, a seguir, dobrem acompanhando a seqüência conforme o modelo. Na folha seguinte, o aluno deverá fazer um desenho, colorir e colar o cachorro. Material: tesoura de pontas arredondadas, cola em bastão, lápis grafite, lápis de cor e caneta hidrocor. Sugestão: As dobraduras podem ser repetidas com outros papéis. O importante é que sejam qua-drados. Recomendamos o uso de papel espelho 12X12 cm ou 15X15 cm . Lição 4 – Tarsila do Amaral Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, no estado de São Paulo, em 1o de setembro de 1886. Em 1920, foi para a Europa, estudar na Academia Julian, em Paris. Em 1922, expôs um trabalho no Salão Oficial de Artes da França. Neste mesmo ano, em São Paulo, aconteceu a Semana de Arte Moderna. De volta a São Paulo, em meados de 1922, Tarsila uniu-se ao grupo dos modernistas. Fez parte do chamado Grupo dos Cinco, do qual também faziam parte Anita Malfatti, Menotti del Picchia, Mário de Andrade e Oswald de Andrade. Em 1924, viajou para Minas Gerais, onde descobriu as cores ditas “caipiras” - rosas e azuis. Casou-se com Oswald de Andrade em 1926, com quem viveu até 1930. Entre suas obras, estão: A negra (1923); Religião brasileira (1927), Abaporu (1928), Pes-cador (1931), Operários (1933), 2a Classe (1933) e Procissão do Santíssimo em São Paulo no século XVIII (1954). Tarsila morreu em São Paulo, no dia 17 de janeiro de 1973. Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor
  • 25. Atividades 1 – Pintando uma obra de Tarsila do Amaral Objetivos: • Capacitar-se no confronto de imagens e individualizar elementos presentes e ausentes em obras de arte. • Apreciar a obra de arte e observar detalhes significativos em pintura. Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor A negra, 1923, óleo sobre tela. 100 x 80 cm. MAC – USP, São Paulo. Abaporu, 1928, óleo sobre tela. 147 x 127 cm. Coleção Eduardo Constantini, Buenos Aires. O mamoeiro,1925, óleo sobre tela. 67 x 70 cm. Coleção Mário de Andrade, HEB-USP. Operários, 1933, óleo sobre tela. Coleção do Governo do Estado de São Paulo. 150 x 205 cm. Tarsila do Amaral Tarsila do Amaral Tarsila do Amaral Tarsila do Amaral
  • 26. Procedimento: Peça aos alunos que, observando a obra na folha anterior, pintem o desenho que apa-rece na atividade. Material: lápis de cor. 2 – Releitura de obra de arte de Tarsila do Amaral Conceito de releitura A releitura em Arte consiste em criar uma nova obra de arte, tomando por base uma outra já existente. Ao fazer a releitura, usamos o mesmo tema do autor do original, reprodu-zindo- o de forma diferente. O resultado final, no entanto, deve mostrar qual a obra original. Fazer uma releitura é algo bastante diferente de plágio (cópia), uma vez que, neste segundo caso, a intenção é a de se fazer passar pela obra original. Um bom exemplo de releitura é a feita pelo pintor colombiano Fernando Botero a partir da famosa Monalisa de Leonardo da Vinci. Obra original Leonardo da Vinci, Monalisa, 1503-1507, óleo sobre madeira. Museu do Louvre, Paris, França. Obra de releitura de Fernando Botero, Monalisa, 1977, óleo sobre tela. Visipix Fernando Botero Objetivos: • Desenvolver a imaginação, o espírito criativo, a habilidade manual e a expressão artística, para que aprendam a organizar seqüências espaço-temporais, bem como apreciar obras de arte. • Apreciar a releitura e usar a criatividade na atividade proposta. Procedimento: Peça aos alunos que escolham uma obra de arte da Tarsila que aparece na Lição 4 e façam a releitura. Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor
  • 27. Material: lápis grafite, borracha e material de pintura livre (sugestão: tinta guache, lápis de cor, lápis de cor aquarelável, caneta hidrocor ou giz de cera). Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor Fazendo arte 1 – Cartão-postal Sugestão: Leve cartões-postais para a sala de aula e explique aos alunos que eles sempre têm uma parte em branco para escrever a mensagem e outra para colocar o endereço da pessoa a quem vão ser enviados. Se julgar conveniente, utilize o material para as aulas de Língua Portuguesa. Objetivo: • Desenvolver a imaginação, o espírito criativo, a habilidade manual e a expressão artística, para que aprendam a organizar seqüências espaço-temporais, bem como apreciar obras de Arte, na confecção de cartões. Procedimento: Peça aos alunos que procurem uma gravura de um lugar que achem atrativo em sua cidade e façam uma colagem, montando um cartão-postal. A colagem também pode ser substituída por um desenho. Material: tesoura de pontas arredondadas e cola em bastão ou lápis grafite, borracha e lápis de cor. 2 – Dia dos Pais – Quadro com palitos de sorvete Objetivos: • Desenvolver a imaginação a habilidade manual e exercitar a capacidade para a expressão plástica. • Incutir nas crianças os sentimentos de gratidão, respeito e amor aos pais, ou responsável. • Desenvolver o potencial artístico. Procedimento: Peça aos alunos que pintem o motivo de coração da atividade e, a seguir, recortem. Re-cortar também o retângulo com dizeres e o quadrado com linhas. No quadrado com linhas escrever uma mensagem para o pai ou responsável. Com palitos de sorvete preparar uma base, seguindo o modelo. Depois de pronta a base, colocar um pedaço de fita ou barbante (40 cm) e fazer dois nós para fixar. Depois de pronta a base, colar na frente o coração e os dizeres, e decorar com tinta dimensional ou cola glitter. Na parte de trás, colar o texto feito pelo aluno. Material: palitos de sorvete, cola líquida, fita ou barbante de 40 cm, tesoura de pontas arredondadas, lápis de cor e caneta hidrocor.
  • 28. A B C D Fotos: Acervo das autoras 3 – Repetição da forma Objetivo: • Consolidar o hábito visomotor de direcionalidade, em atividade de Arte com linhas. Procedimento: Peça aos alunos que, a partir das linhas feitas, continuem e completem um desenho. A seguir, pintar com lápis de cor e caneta hidrocor. Material: lápis grafite, borracha, lápis de cor e caneta hidrocor. 4 – Aviso de porta – Pintura e recorte Objetivo: • Desenvolver a imaginação, o espírito criativo, a habilidade manual e a expressão artística. Procedimento: Peça aos alunos que pintem o aviso de porta que aparece na ficha, a seguir recortem e colem em cartolina para ficar mais firme. Se desejar, para um melhor acabamento, pode-se plastificar com adesivo transparente. Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor
  • 29. No aviso que está em branco cada aluno vai criar o seu texto, colocando sua maior ne-cessidade. Aldemir Martins, Gato com flores, 1999, acrílico sobre tela. 25 x 30 cm. Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor Alguns exemplos: Silêncio: gênio estudando. Estou dormindo! Não atrapalhe. Pode entrar, mas não bagunce. Material: lápis de cor, caneta hidrocor, lápis grafite, borracha, adesivo transparente, tesoura de pontas arredondadas, cola em bastão e cartolina. Lição 5 – Técnicas de pintura Pintura acrílica Pintura que utiliza como mediação a resina acrílica solúvel em água. Tem merecido as preferências de di-versos artistas, sobretudo porque seca mais rapidamente que a pintura a óleo. No Brasil, onde vem sendo em-pregada desde a década de 1960, destacam-se entre os seus cultores Aldemir Martins, Benjamim Silva e Antonio Maia, entre outros. Pintura com aquarela Técnica de pintura que consiste em aplicar, sobre o papel, cores dissolvidas em água. Conhe-cida já no Egito do século II d.C., foi utilizada no medievo para colorir manuscritos e xilografias. A aquarela ganhou força artística com o pintor Al-brecht Dürer, mas só com os paisagistas ingleses de fins do século XVIII e começo do século XIX atingiria seu ponto máximo de desenvolvimen-to. Ideal para pintura de paisagens e flores. Pintura com guache Técnica de pintura similar à da aquarela, mas na qual as cores são opacas e mais encorpadas. O guache forma uma camada sobre o papel, uma vez que a densidade dos pigmentos impede a penetração por entre as fibras. Os brancos e de modo geral as colorações cremosas são obtidos com o emprego de pigmentos brancos, em geral branco de zinco. Não é incomum, por outro lado, que o artista utilize, num mesmo trabalho, o gua-che e a aquarela. Juan Miró, Personagem atirando uma pedra num pássaro, 1926, guache sobre papelão. 73 x 92 cm. Museu de Arte Moderna de Nova York. Visipix Aldemir Martins Visipix House, on Maine street, de Richard Kaiser.
  • 30. Pintando com tinta óleo A tinta a óleo é uma mistura de pigmento pul-verizado Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor e óleo de linhaça ou papoula. É uma massa espessa, da consistência da manteiga, e já vem pron-ta para o uso, embalada em tubos ou em pequenas latas. Dissolve-se com óleo de linhaça ou terebentina para torná-la mais diluída e fácil de espalhar. O óleo acrescenta brilho à tinta; o solvente tende a torná-la opaca. A grande vantagem da pintura a óleo é a flexi-bilidade, pois a secagem lenta da tinta permite ao pintor alterar e corrigir o seu trabalho. Leonardo da Vinci, Monalisa, 1503-1507, óleo sobre madeira. Museu do Louvre, Paris, França. Atividades 1 – Pintando com tinta guache A tinta guache: A tinta guache é uma preparação feita com substâncias corantes diluídas em água. Adicionado a esses corantes, a goma arábica o mel ou gema de ovo obtém-se uma mistura pastosa. A técnica de pintar com guache resulta em pinturas com cores opacas. Orientações para trabalhar com tinta guache: • Primeiramente, deve-se forrar a carteira. • Para preparar a tinta, coloca-se o guache nas cores desejadas num recipiente descartável (copinhos plásticos) e adicionam-se umas gotinhas de água. Não se deve deixar a tinta muito líquida; ela deve ficar meio pastosa, consistente. • Para pintar, molha-se o pincel na tinta, tendo sempre o cuidado de não usá-lo em cores diferentes sem antes lavá-lo. • Deve-se deixar o desenho secar e evitar colocar os dedos sobre eles, para não manchá-lo. • Terminado o trabalho, devem-se lavar os pincéis, enxugá-los com retalhos de pano ou papel, tampar os vidros de tinta usados e limpar o local onde trabalhou. Objetivos: • Manipular diferentes materiais, como pincel e tinta. • Conhecer o efeito da pintura com tinta guache. • Desenvolver o senso estético e de organização do material utilizado e do espaço prático. Visipix
  • 31. Acervo das autoras Trabalho de aluno. Trabalho de aluno. Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor Procedimento: Pedir aos alunos que pintem o desenho da atividade com tinta guache, usando as cores de sua livre escolha. Material: tinta guache em cores diversas, pincéis redondos de vários tamanhos, copinhos descartáveis para pôr a tinta ou outro tipo de godê, copo com água, pano para limpeza. Acervo das autoras 2 – Pintando com tinta acrílica Objetivos: • Trabalhar com diferentes efeitos cromáticos em obra de arte. • Perceber e identificar obras de arte. Procedimento: Peça aos alunos que façam um desenho em papel sulfite, a seguir copiem o desenho para uma folha de papel vegetal. Com o auxílio de papel carbono, transfiram o desenho para a tela. Depois de pronto o desenho, pintar usando tinta acrílica nas cores de preferência do aluno. Orientações: • O desenho para a tela pode ser copiado de algum livro ou revista, pode ser um desenho livre, ou uma releitura de alguma obra de arte ou ainda sobre um tema escolhido pelo professor ou pelos alunos. • A tinta acrílica pode ser em bisnaga ou em vidro, a diferença é que a tinta em bisnaga é mais consistente e deve ser usada com pincel umedecido em água. • Se o material (tinta acrílica) for comunitário, aconselhamos usar bandejas de isopor (des-cartáveis), colocando uma pequena quantidade de cada cor e deixar que usem o material em duplas ou em trio. • Esta atividade merece um destaque por parte da escola, fazendo uma exposição, com um convite para os pais. Material: tela (20 X 30 cm), pincéis diversos (são melhores para essa técnica os pincéis chatos de cerda mais dura), tinta acrílica em diversas cores, papel vegetal, papel carbono, bandeja de isopor, copo para água e pano para limpeza.
  • 32. Fazendo arte 1 – Desenhando com vela Objetivos: • Perceber e identificar obras de arte com diferentes materiais. • Valorizar a criatividade. Procedimento: Peça aos alunos que façam um desenho abstrato, ou figurativo, com uma vela branca. A seguir, em copinhos descartáveis, misturem tinta guache na proporção 1 de tinta para 2 de água. Com esta aguada, pintar sobre o papel em que foi feito o desenho com a vela – o desenho começa a parecer em linhas brancas. Material: vela branca, pincel, tinta guache em cores sortidas, copinhos descartáveis, pano para limpe-za e jornal para forrar a mesa. Trabalho de aluno. Acervo das autoras 2 – Ilustração da música “Aquarela” Objetivos: • Relacionar palavras a imagens. • Transmitir uma mensagem por meio de imagens. Procedimento: Após leitura da letra da letra da música, converse com os alunos sobre quais as palavras mais marcantes da música. Peça a eles que, com essas palavras em mente, façam um dese-nho que ilustre a letra da música. Material: lápis grafite, borracha, lápis de cor e caneta hidrocor. Professor: se possível, providencie um aparelho de som e um CD que tenha a música “Aquarela” de Toquinho. Coloque-a para que os alunos ouçam a música, e acompanhem a letra, que está no livro. Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor
  • 33. Aquarela (Letra: Toquinho, Composição: Toquinho e Vinícius de Moraes) Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo. Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva, E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva. Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel, Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu. Vai voando, contornando a imensa curva Norte e Sul, Vou com ela viajando Havaí, Pequim ou Istambul. Pinto um barco a vela branco navegando,é tanto céu e mar num beijo azul. Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená. Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar. Basta imaginar e ele está partindo, sereno, indo, E se a gente quiser ele vai pousar. Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida Com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida. De uma América a outra consigo passar num segundo, Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo Um menino caminha e caminhando chega no muro E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está. E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar, Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar. Sem pedir licença muda nossa vida, depois convida a rir ou chorar. Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá. O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar. Vamos todos numa linda passarela De uma aquarela que um dia, enfim, descolorirá. Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo (que descolorirá). E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo (que descolorirá). Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo (que descolorirá). Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor 3 – Formas geométricas Quando fechamos uma linha poligonal com três ou mais segmentos de retas, obtemos as chamadas figuras geométricas, que podem ser regulares ou irregulares. Vamos conhecer um pouco algumas figuras regulares.
  • 34. Triângulos Os polígonos de três lados e três ângulos chamam-se triângulos. Quanto à medida de seus lados, os triângulos podem ser: • Eqüilátero – os três lados iguais. • Isósceles – dois lados iguais. • Escaleno – os três lados diferentes. Quadriláteros Os polígonos de quatro lados, quatro vértices e quatro ângulos chamam-se quadriláte-ros. Os principais quadriláteros são: quadrado retângulo paralelogramo losango trapézio Circunferência A circunferência também é um polígono formado por uma linha poligonal fechada. A parte de dentro da circunferência chama-se círculo. circunferência círculo Objetivos: • Identificar a constância perceptiva das formas geométricas. • Exercitar o conhecimento geométrico. • Desenvolver a combinação de cores. Procedimento: Peça aos alunos que nomeiem as formas geométricas que aparecem na ficha. A seguir, fazer uma composição usando estas formas geométricas. Pintar o fundo com uma cor que dê bastante contraste. Se achar conveniente, recomende o uso de régua e de compasso. As formas podem ser contornadas com caneta hidrocor e pintadas com lápis de cor. Material: lápis grafite, borracha, régua, caneta hidrocor e lápis de cor. Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor
  • 35. 4 – Montagem e colagem com formas geométricas Objetivos: • Identificar formas geométricas. • Desenvolver noções de composição plástica. • Relacionar tamanhos e compor o todo. Procedimento: Peça aos alunos que recortem as formas geométricas que aparecem na atividade e a seguir montem um castelo, que deverá ficar igual ao modelo a seguir. Material: tesoura de pontas arredondadas e cola em bastão. 5 – Mosaico com carimbo de batata Objetivos: • Desenvolver no aluno a percepção e noções espaciais. • Despertar o gosto por diferentes formas de fazer arte. Procedimento: Solicite aos alunos que tragam de casa uma batata e cortem uma tira de modo que fique Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor com a ponta quadrada. Em um prato de plástico colocar tinta guache de diferentes cores e umedecer as pontas da tira de batata. Carimbar com a batata até preencher todo o espaço do desenho com quadradinhos co-loridos. Sugerimos a leitura do livro de Marie Ender-len- Debuisson, Mosaicos. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2005. (Coleção Brincar com Arte). Material: batata, tinta guache, prato descartável, pincel e pano para limpeza.
  • 36. 6 – Simetria Objetivo: • Levar a criança a perceber detalhes, aprender a observar, completar figuras e trabalhar com simetria. Procedimento: Peça aos alunos que recortem, nas linhas contínuas, o círculo e a frisa que se encontram na atividade. Depois, eles deverão dobrar nas linhas pontilhadas, deixando o risco visível, e recortar nas linhas contínuas. Ao desdobrar os papéis, eles poderão observar a simetria. Se julgar conveniente, peça aos alunos que colem os recortes sobre papel colorido (pa-pel espelho, cartolina ou laminado). Material: tesoura de pontas arredondadas, cola em bastão e papel colorido (papel espelho, cartolina ou laminado). 7 – Tangram Exercícios lógicos de percepção visual Objetivo: • Levar a criança a desenvolver a atenção voluntária e ampliar seus conhecimentos em re-lação às figuras geométricas. Orientação: A origem do tangram é desconhecida, mas, pelo que se sabe, ele foi muito utilizado pelos chineses. Procedimento: Peça aos alunos que prestem bastante atenção para aprender a jogar o tangram. É necessário usar sempre as sete peças. Não é permitido formar figuras sem usar todas elas. Depois de compor várias formas, os alunos deverão escolher duas e fazer uma colagem na folha seguinte. Material: tesoura de pontas arredondadas e cola em bastão. Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor
  • 37. Observe alguns exemplos de figuras que podem ser construídas com o tangram. 8 – Eu gostaria de ser... Objetivos: • Estimular e desenvolver a criatividade do aluno, bem como trabalhar a educação artística. • Despertar o gosto pelo desenho. Procedimento: Pergunte aos alunos qual animal gostariam de ser e por que, comentando as caracte-rísticas que mais lhe chamam a atenção no animal escolhido. A seguir, os alunos deverão desenhar na folha o animal que escolheram. Material: lápis grafite, borracha, lápis de cor e caneta hidrocor. 9 – Monte sua história em quadrinhos Objetivos: • Desenvolver a capacidade de simbolizar sons e barulhos. • Estimular o desenvolvimento da memória e da atenção. • Desenvolver a arte da seqüência lógica. • Respeitar o espaço. • Valorizar a linguagem e oralidade. Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor
  • 38. Orientação: Onomatopéia é uma palavra cuja pronúncia imita o som do que ela significa. Essas pa-lavras podem ser trabalhadas com desenhos. Procedimento: Explique aos alunos o que é onomatopéia. A seguir, peça que criem, desenhem e pintem uma história em quadrinhos onde deverão aparecer algumas onomatopéias. Material: lápis grafite, borracha, lápis de cor e caneta hidrocor. 10 – Desenho livre Objetivos: • Valorizar a criatividade como forma de expressão plástica. • Despertar o gosto pelo desenho. • Permitir a livre expressão. Procedimento: Peça aos alunos que façam um desenho de livre escolha. Parece simples, mas quando os alunos se vêem diante de um papel em branco, alguns apresentam dificuldade em começar, questionando, pedindo sugestões do que podem fazer. É importante, neste momento, que o aluno seja conduzido a fazer algo de sua livre escolha, assim eles estarão aprendendo a ter autonomia. Material: lápis grafite, borracha e material de pintura livre. Lição 6 – Chegou o Natal! Presépio A palavra presépio significa “um lugar onde se recolhe o gado; curral, estábulo”. Presé-pio também é a denominação dada à representação artística do nascimento de Jesus num estábulo. A celebração do nascimento de Cristo vem do final do século III, quando peregrinos visitavam a gruta em que nasceu, em Belém. O nascimento de Jesus é ilustrado por pintu-ras, relevos e afrescos desde o século XIV. E a primeira réplica da gruta em que teve lugar o nascimento de Jesus foi feita em Roma, três séculos mais tarde. Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor
  • 39. Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor Embora os cristãos já celebrassem a memória do nascimento de Jesus desde o século III, a tradição do pre-sépio, na sua forma atual, tem as suas origens no século XVI, na Itália. Em 1567, a duquesa de Amalfi, Constan-za Piccolomini, que possuía dois baús com 116 figuras com as quais repre-sentava o nascimento, a adoração dos reis magos, entre outras cenas, fez o primeiro presépio em sua casa. Neste mesmo século XVI, veio de Nápoles o hábito de manter o presé-pio nas salas dos lares com figuras de barro ou madeira, que se difundiu por toda a Europa; de lá chegou ao Brasil. Até o século XVIII eram sobretudo as cortes que tinham presépios, feitos por artistas famosos. Em muitos países do mundo, um Natal sem presépio não é Natal. Esses cenários coloridos que representam o nascimento de Jesus, a adoração dos pastores e dos reis magos, são expostos tanto em igrejas como nos lares. Em muitos casos, trata-se de pe-ças valiosas que são passadas de pais para filhos. Atividades 1 – É Natal – Cartão Objetivos: • Desenvolver as habilidades manuais. • Desenvolver o asseio, a ordem e a importância da organização em trabalhos práticos. • Conhecer as datas comemorativas presentes no calendário cristão. Procedimento: Peça aos alunos que pintem e decorem a árvore de Natal, usando lantejoulas, glitter, cola colorida ou outro material que achar conveniente. A seguir, recortar e dobrar na linha pontilhada. Na parte interna, sugerir que os alunos escrevam uma mensagem para alguém querido. Material: lápis de cor, lantejoulas, glitter, cola colorida e tesoura de pontas arredondadas. Fotos: CPG
  • 40. 2 – É Natal – Montagem de um presépio Objetivo: • Perceber detalhes e semelhanças em figuras diferentes, estabelecendo a relação entre elas. Procedimento: Peça aos alunos que pintem o fundo do presépio e a seguir colem os adesivos que estão da folha de adesivos. Colar no presépio as abas em cartolina (usar o modelo que está no livro). Fixar as abas para que fique de pé. Material: lápis de cor, tesoura, cola bastão, cartolina e adesivos (da folha de adesivos). Novo Eu Gosto – Arte • Manual do Professor