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Resumo
Superveniências e Insubsistências
Prof. Jetro Coutinho
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Fala aê, galera! Tudo beleza com vocês?
Aqui quem vos fala (ou escreve, sei lá! hahaha) é Jetro Coutinho,
Auditor Federal de Controle Externo do Tribunal de Contas da União e um
fanático pela Contabilidade Pública.
Além de ser Auditor do TCU e Prof. de Contabilidade Pública, eu
também costumo ser bacharel em Administração pela Universidade de
Brasília, pós-graduado em Direito Financeiro e Tributário e pós-graduado
em Direito Administrativo. Como concurseiro lascado que eu era,
estudava que nem um maluco e, com muito esforço, consegui a minha
primeira aprovação como Técnico do Banco Central no concurso de 2009.
Depois de muito estudo e de 2 anos e meio trabalhando no BACEN, eu fui
aprovado em dois concursos “só o ouro”: Analista de Finanças e Controle
da Secretaria do Tesouro Nacional – Área Econômico-Financeira (2013) e
no concurso para o qual eu nasci: Auditor do TCU. Aí, acabou que eu nem
assumi no Tesouro Nacional, porque eu queria mesmo era ir para o TCU.
E assim, com a 13ª colocação em um dos concursos mais concorridos e
disputados em todo o Brasil (tem mais de 20 matérias o edital da
bagaça!), eu tomei posse no TCU, aos 22 anos de idade.
Adicionalmente, também dou aulas de Economia, Finanças Públicas
e Regulação aqui no Estratégia Concursos, em parceria com o Prof. Heber
Carvalho, “o cara”.
Fiz esse resuminho para vocês para ajudar nos seus estudos e a
não confundir mais as superveniências e insubsistências ativas e passivas.
Espero que ajude muito.
Um grande abraço!
Jetro.
Superveniências e Insubsistências
Resumo
Superveniências e Insubsistências
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1. Resumo
A Contabilidade é uma ciência e, por isso, ela possui um objeto, isto
é, alguma coisa que ela estuda. No caso da Contabilidade Aplicada ao
Setor Público, o objeto estudado é o patrimônio público.
Existem várias e várias definições para o que seja patrimônio
público, mas existe uma bem simples, que também é bem fácil de
entender. Esta definição simplesmente estabelece que patrimônio é o
conjunto de bens, direitos e obrigações de uma entidade.
O patrimônio público é o conjunto de bens, direitos e obrigações das
entidades1 do setor público. Vambora, então, para uma tabelinha,
aprender o que são os bens, direitos e obrigações.
PATRIMÔNIO
Bens
Os bens são itens avaliados em moeda e que
satisfaçam as necessidades das pessoas físicas
ou jurídicas.
Exemplo: Estoques, Carros, Imóveis,
Equipamentos, Máquinas, etc.
Direitos
Os direitos são os valores que temos a receber
de terceiros.
Exemplo: Se eu conceder um empréstimo a
você, eu tenho o direito de receber este dinheiro
de volta.
Obrigações
As obrigações são valores que se tem que pagar
a terceiros.
Exemplo: a parcela do carro financiado, o valor
a pagar em virtude de um empréstimo bancário,
1
“Entidade” aqui na Contabilidade é diferente de “Entidade” para o Direito Administrativo, ok? Lá no Direito
administrativo, entidade é uma unidade de atuação dotada de personalidade jurídica própria. São formadas
mediante processo de descentralização. As principais entidades que existem são: autarquias, fundações
públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista.
Já a Contabilidade entende “Entidade” de forma mais ampla, se referindo a qualquer tipo de pessoa. Para a
Contabilidade, entidade pode ser uma empresa, um órgão público, uma autarquia ou o que for.
Resumo
Superveniências e Insubsistências
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etc.
O setor público também possui bens e direitos, pois possui carros,
imóveis, mobília, etc. Além disso, o setor público, da mesma forma que
uma família, possui direitos a receber: eu e você temos a obrigação de
pagar nossos tributos, e o setor público tem o direito de receber esses
valores.
O setor público também possui obrigações a pagar, pois deve pagar
os servidores, os fornecedores e outras coisas. Ainda, o setor público
também possui empréstimos que deve pagar, conhecidos como dívida
pública (já ouviu falar dela?).
O interessante é notar que a contabilidade costuma dividir os bens,
direitos e obrigações em três grandes grupos:
 O Ativo: composto pelos bens e direitos.
 O Passivo Exigível (PE): composto pelas obrigações com terceiros
(capital de terceiros)
 E o Patrimônio Líquido (PL): que representa o capital próprio da
família.
Para reforçar:
ATIVO Bens + Direitos
Passivo Exigível Capital de Terceiros (obrigações)
Patrimônio Líquido Capital Próprio
Estes três grandes grupos são expostos numa demonstração
contábil chamada de “Balanço Patrimonial”. Podemos dizer, a grosso
modo, que o balanço patrimonial evidencia a situação patrimonial de uma
entidade.
O Balanço Patrimonial possui a seguinte estrutura:
Resumo
Superveniências e Insubsistências
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O Ativo representa os Bens e Direitos que foram adquiridos pelo
setor público.
O Passivo Exigível é chamado “exigível” porque representa a
parcela de Bens e Direitos que foram adquiridos com capital de
terceiros. O banco, por exemplo, se emprestar dinheiro ao setor
público2, pode “exigir” o dinheiro emprestado. Para o setor público,
portanto, o valor do empréstimo representa um passivo exigível pelo
banco.
Já o Patrimônio Líquido representa aquela parte dos Bens e
Direitos que foi adquirida com o próprio dinheiro do setor público, ou seja,
com o capital próprio da família.
Enquanto o passivo exigível representa o capital de terceiros, o
patrimônio líquido representa o capital próprio e o ativo representa os
bens e direitos adquiridos.
Pois bem, o patrimônio de qualquer pessoa, e também do setor
público, não é imutável. Ele sofre várias e várias mudanças ao longo do
tempo.
2
Atualmente, muitos projetos no setor público são oriundos de empréstimos de dois grandes bancos
internacionais: o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento.
ATIVO
(Bens + Direitos)
PASSIVO EXIGÍVEL
(Obrigações, Capital de
terceiros)
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
(Capital Próprio)
Resumo
Superveniências e Insubsistências
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Afinal, um imóvel valoriza, um carro quebra, um computador se
torna obsoleto, etc. Qualquer tipo de patrimônio sofre variações, para
mais ou para menos.
Estas variações no patrimônio podem ser intencionais (que
resultam da gestão do patrimônio) ou podem ser aleatórias (que não
dependem da gestão do patrimônio, pois decorrem de fatos contingentes,
imprevistos ou fortuitos, mas que também podem decorrer de alterações
eventuais ou esporádicas no patrimônio).
Basicamente, podemos dizer que uma variação patrimonial é
intencional quando a entidade, deliberadamente, isto é, por vontade
própria, pratica algum ato que causará uma variação no patrimônio. Por
exemplo, se a entidade compra uma mercadoria, paga um fornecedor ou
contrata um financiamento, podemos dizer que estas variações no
patrimônio decorreram da própria vontade da entidade. Afinal, é meio
difícil alguém contratar um financiamento “por acaso”! hahaha
Mas existem variações no patrimônio que ocorrem de forma
totalmente alheia à vontade da entidade. Por exemplo, se um funcionário
bate o carro do Ministério do Planejamento, podemos, com certeza,
afirmar que este acidente não decorreu da vontade da entidade, mas,
sim, de algum evento esporádico ou até mesmo fortuito.
A Contabilidade costuma chamar esses eventos aleatórios de
superveniências e insubsistências.
Superveniência significa “surgimento aleatório”, enquanto
insubsistência significa “desaparecimento aleatório”.
Agora, estes surgimentos e desaparecimentos podem ser benéficos
para a entidade (quando aumentam o patrimônio líquido) ou podem ser
maléficos (quando diminuem o patrimônio líquido). Assim, também é
comum adicionarmos os termos “ativa” ou “passiva” às superveniências e
insubsistências de forma a demonstrar se o efeito foi positivo ou negativo
no PL.
Se a superveniência for ativa, nós teremos acréscimo no PL da
entidade e, por isso, esta variação aleatória foi benéfica. Se a
Resumo
Superveniências e Insubsistências
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superveniência for passiva, teremos um decréscimo
no PL da entidade e, então, a variação patrimonial foi prejudicial3.
Da mesma forma ocorre com as insubsistências. Se ela for ativa,
representará um aumento no PL. Se for passiva, representará uma
diminuição do PL.
Uma insubsistência será ativa quando ocorrer algum
desaparecimento que for benéfico à entidade.
Por exemplo, se houver o cancelamento de uma dívida, a dívida
desapareceu. Como o desaparecimento de uma dívida é benéfico ao
patrimônio de uma entidade, haverá o acréscimo no PL (pois o setor
público não precisa mais pagar a dívida). Uma insubsistência ativa é uma
insubsistência com efeitos ativos (aumenta o PL).
Por outro lado, se o desaparecimento causar diminuição no PL da
entidade, se um carro for roubado, por exemplo, a insubsistência será
passiva. Uma insubsistência passiva é uma insubsistência com efeitos
passivos (diminui o PL).
Resumindo o que vimos até agora:
Aumentos no PL Diminuição do PL
Superveniência ATIVA Superveniência PASSIVA
Insubsistência ATIVA Insubsistência PASSIVA
Até aqui, não temos problema algum. O negócio começa a
complicar quando usamos os termos “do ativo” ou “do passivo”.
Uma superveniência do Ativo é o surgimento de um ativo e, por
isso, aumenta o PL.
Uma superveniência do Passivo é um surgimento de um passivo e,
portanto, diminui o PL.
Indo para as insubsistências, podemos dizer que uma insubsistência
do ativo é o desaparecimento de um ativo e, portanto, é um
desaparecimento de um bem ou direito. O desaparecimento de um bem
3
Vale ressaltar que os termos “ativa” e “passiva” aqui, não tem relação com o “Ativo“ e “Passivo” do balanço
patrimonial. Os termos “ativa” e passiva” se referem ao efeito que as superveniências e as insubsistências
causarão no PL: Se aumentar o PL, será ativa. Se diminui, será passiva.
Resumo
Superveniências e Insubsistências
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ou direito faz decrescer o PL e, portanto, uma
insubsistência do ativo tem o mesmo efeito de uma insubsistência passiva
(diminui o PL).
Já uma insubsistência do passivo é o desaparecimento de um
passivo e, portanto, o desaparecimento de uma obrigação faz aumentar o
PL. Portanto, podemos concluir que a insubsistência do passivo tem o
mesmo efeito que uma insubsiostência ativa: ambas aumentam o PL.
Resumindo:
Aumentos no PL Diminuição do PL
Superveniência ATIVA Superveniência PASSIVA
Superveniência do
ATIVO
Superveniência do PASSIVO
Insubsistência ATIVA Insubsistência do ATIVO
Insubsistência do
PASSIVO
Insubsistência PASSIVA
Decorando o quadro acima, você já vai estar 80% preparado. Mas
ainda ficam faltando os outros 20%.
É que, como concurseiro sempre se lasca, é lógico que tem que
existir alguma divergência. E o concurseiro tem que decorar as duas
formas de pensar.
Cespe e Esaf entendem as insubsistências de forma diferente.
Assim, se você for fazer um concurso do Cespe, deve adotar um
posicionamento. Se for fazer um da Esaf, deve adotar outro.
A ESAF entende do mesmo jeito que vimos até agora.
O Cespe entende que Insubsistência do Ativo é uma Insubsistência
ATIVA (que aumenta o PL). E que a insubsistência do passivo é uma
Insubsistência Passiva (diminui o PL).
Segue a tabelinha para o Cespe (sublinhei a divergência):
Aumentos no PL Diminuição do PL
Superveniência ATIVA Superveniência PASSIVA
Superveniência do
ATIVO
Superveniência do PASSIVO
Insubsistência ATIVA Insubsistência do PASSIVO
Insubsistência do
ATIVO
Insubsistência PASSIVA
Resumo
Superveniências e Insubsistências
Prof. Jetro Coutinho
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O Cespe segue a abordagem mais tradicional das superverniências
e insubsistências, que é a encontrada com maior amparo na doutrina
contábil.
Já a ESAF segue o modelo que o Conselho Federal de Contabilidade
(CFC) adota desde 2004.
..............................
É isso por hoje, minha gente!
Esse é só um resuminho acerca de um assunto na nossa matéria.
Se quiser estudar conosco para uma preparação mais aprofundada e
direcionada para o seu concurso, te convido a dar uma olhada nas minhas
aulas demonstrativas (que você baixa de graça no site do Estratégia
Concursos):
Curso de Noções de Contabilidade para Analista de Material e
Patrimônio da Câmara dos Deputados:
https://www.estrategiaconcursos.com.br/curso/nocoes-de-
contabilidade-e-afo-parte-i-p-camara-dos-deputados-analista-
material-e-patrimonio/
Curso de Contabilidade Pública para auditor do TCU:
https://www.estrategiaconcursos.com.br/curso/contabilidade-
publica-p-tcu-2016-auditor-federal-de-controle-externo/
Um grande abraço de quem sempre está torcendo por você,
Jetro.

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Superveniências e insubsistências

  • 1. Resumo Superveniências e Insubsistências Prof. Jetro Coutinho Prof. Jetro Coutinho www.estrategiaconcursos.com.br 1 de 8 G Fala aê, galera! Tudo beleza com vocês? Aqui quem vos fala (ou escreve, sei lá! hahaha) é Jetro Coutinho, Auditor Federal de Controle Externo do Tribunal de Contas da União e um fanático pela Contabilidade Pública. Além de ser Auditor do TCU e Prof. de Contabilidade Pública, eu também costumo ser bacharel em Administração pela Universidade de Brasília, pós-graduado em Direito Financeiro e Tributário e pós-graduado em Direito Administrativo. Como concurseiro lascado que eu era, estudava que nem um maluco e, com muito esforço, consegui a minha primeira aprovação como Técnico do Banco Central no concurso de 2009. Depois de muito estudo e de 2 anos e meio trabalhando no BACEN, eu fui aprovado em dois concursos “só o ouro”: Analista de Finanças e Controle da Secretaria do Tesouro Nacional – Área Econômico-Financeira (2013) e no concurso para o qual eu nasci: Auditor do TCU. Aí, acabou que eu nem assumi no Tesouro Nacional, porque eu queria mesmo era ir para o TCU. E assim, com a 13ª colocação em um dos concursos mais concorridos e disputados em todo o Brasil (tem mais de 20 matérias o edital da bagaça!), eu tomei posse no TCU, aos 22 anos de idade. Adicionalmente, também dou aulas de Economia, Finanças Públicas e Regulação aqui no Estratégia Concursos, em parceria com o Prof. Heber Carvalho, “o cara”. Fiz esse resuminho para vocês para ajudar nos seus estudos e a não confundir mais as superveniências e insubsistências ativas e passivas. Espero que ajude muito. Um grande abraço! Jetro. Superveniências e Insubsistências
  • 2. Resumo Superveniências e Insubsistências Prof. Jetro Coutinho Prof. Jetro Coutinho www.estrategiaconcursos.com.br 2 de 8 G 1. Resumo A Contabilidade é uma ciência e, por isso, ela possui um objeto, isto é, alguma coisa que ela estuda. No caso da Contabilidade Aplicada ao Setor Público, o objeto estudado é o patrimônio público. Existem várias e várias definições para o que seja patrimônio público, mas existe uma bem simples, que também é bem fácil de entender. Esta definição simplesmente estabelece que patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma entidade. O patrimônio público é o conjunto de bens, direitos e obrigações das entidades1 do setor público. Vambora, então, para uma tabelinha, aprender o que são os bens, direitos e obrigações. PATRIMÔNIO Bens Os bens são itens avaliados em moeda e que satisfaçam as necessidades das pessoas físicas ou jurídicas. Exemplo: Estoques, Carros, Imóveis, Equipamentos, Máquinas, etc. Direitos Os direitos são os valores que temos a receber de terceiros. Exemplo: Se eu conceder um empréstimo a você, eu tenho o direito de receber este dinheiro de volta. Obrigações As obrigações são valores que se tem que pagar a terceiros. Exemplo: a parcela do carro financiado, o valor a pagar em virtude de um empréstimo bancário, 1 “Entidade” aqui na Contabilidade é diferente de “Entidade” para o Direito Administrativo, ok? Lá no Direito administrativo, entidade é uma unidade de atuação dotada de personalidade jurídica própria. São formadas mediante processo de descentralização. As principais entidades que existem são: autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista. Já a Contabilidade entende “Entidade” de forma mais ampla, se referindo a qualquer tipo de pessoa. Para a Contabilidade, entidade pode ser uma empresa, um órgão público, uma autarquia ou o que for.
  • 3. Resumo Superveniências e Insubsistências Prof. Jetro Coutinho Prof. Jetro Coutinho www.estrategiaconcursos.com.br 3 de 8 G etc. O setor público também possui bens e direitos, pois possui carros, imóveis, mobília, etc. Além disso, o setor público, da mesma forma que uma família, possui direitos a receber: eu e você temos a obrigação de pagar nossos tributos, e o setor público tem o direito de receber esses valores. O setor público também possui obrigações a pagar, pois deve pagar os servidores, os fornecedores e outras coisas. Ainda, o setor público também possui empréstimos que deve pagar, conhecidos como dívida pública (já ouviu falar dela?). O interessante é notar que a contabilidade costuma dividir os bens, direitos e obrigações em três grandes grupos:  O Ativo: composto pelos bens e direitos.  O Passivo Exigível (PE): composto pelas obrigações com terceiros (capital de terceiros)  E o Patrimônio Líquido (PL): que representa o capital próprio da família. Para reforçar: ATIVO Bens + Direitos Passivo Exigível Capital de Terceiros (obrigações) Patrimônio Líquido Capital Próprio Estes três grandes grupos são expostos numa demonstração contábil chamada de “Balanço Patrimonial”. Podemos dizer, a grosso modo, que o balanço patrimonial evidencia a situação patrimonial de uma entidade. O Balanço Patrimonial possui a seguinte estrutura:
  • 4. Resumo Superveniências e Insubsistências Prof. Jetro Coutinho Prof. Jetro Coutinho www.estrategiaconcursos.com.br 4 de 8 G O Ativo representa os Bens e Direitos que foram adquiridos pelo setor público. O Passivo Exigível é chamado “exigível” porque representa a parcela de Bens e Direitos que foram adquiridos com capital de terceiros. O banco, por exemplo, se emprestar dinheiro ao setor público2, pode “exigir” o dinheiro emprestado. Para o setor público, portanto, o valor do empréstimo representa um passivo exigível pelo banco. Já o Patrimônio Líquido representa aquela parte dos Bens e Direitos que foi adquirida com o próprio dinheiro do setor público, ou seja, com o capital próprio da família. Enquanto o passivo exigível representa o capital de terceiros, o patrimônio líquido representa o capital próprio e o ativo representa os bens e direitos adquiridos. Pois bem, o patrimônio de qualquer pessoa, e também do setor público, não é imutável. Ele sofre várias e várias mudanças ao longo do tempo. 2 Atualmente, muitos projetos no setor público são oriundos de empréstimos de dois grandes bancos internacionais: o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento. ATIVO (Bens + Direitos) PASSIVO EXIGÍVEL (Obrigações, Capital de terceiros) PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Capital Próprio)
  • 5. Resumo Superveniências e Insubsistências Prof. Jetro Coutinho Prof. Jetro Coutinho www.estrategiaconcursos.com.br 5 de 8 G Afinal, um imóvel valoriza, um carro quebra, um computador se torna obsoleto, etc. Qualquer tipo de patrimônio sofre variações, para mais ou para menos. Estas variações no patrimônio podem ser intencionais (que resultam da gestão do patrimônio) ou podem ser aleatórias (que não dependem da gestão do patrimônio, pois decorrem de fatos contingentes, imprevistos ou fortuitos, mas que também podem decorrer de alterações eventuais ou esporádicas no patrimônio). Basicamente, podemos dizer que uma variação patrimonial é intencional quando a entidade, deliberadamente, isto é, por vontade própria, pratica algum ato que causará uma variação no patrimônio. Por exemplo, se a entidade compra uma mercadoria, paga um fornecedor ou contrata um financiamento, podemos dizer que estas variações no patrimônio decorreram da própria vontade da entidade. Afinal, é meio difícil alguém contratar um financiamento “por acaso”! hahaha Mas existem variações no patrimônio que ocorrem de forma totalmente alheia à vontade da entidade. Por exemplo, se um funcionário bate o carro do Ministério do Planejamento, podemos, com certeza, afirmar que este acidente não decorreu da vontade da entidade, mas, sim, de algum evento esporádico ou até mesmo fortuito. A Contabilidade costuma chamar esses eventos aleatórios de superveniências e insubsistências. Superveniência significa “surgimento aleatório”, enquanto insubsistência significa “desaparecimento aleatório”. Agora, estes surgimentos e desaparecimentos podem ser benéficos para a entidade (quando aumentam o patrimônio líquido) ou podem ser maléficos (quando diminuem o patrimônio líquido). Assim, também é comum adicionarmos os termos “ativa” ou “passiva” às superveniências e insubsistências de forma a demonstrar se o efeito foi positivo ou negativo no PL. Se a superveniência for ativa, nós teremos acréscimo no PL da entidade e, por isso, esta variação aleatória foi benéfica. Se a
  • 6. Resumo Superveniências e Insubsistências Prof. Jetro Coutinho Prof. Jetro Coutinho www.estrategiaconcursos.com.br 6 de 8 G superveniência for passiva, teremos um decréscimo no PL da entidade e, então, a variação patrimonial foi prejudicial3. Da mesma forma ocorre com as insubsistências. Se ela for ativa, representará um aumento no PL. Se for passiva, representará uma diminuição do PL. Uma insubsistência será ativa quando ocorrer algum desaparecimento que for benéfico à entidade. Por exemplo, se houver o cancelamento de uma dívida, a dívida desapareceu. Como o desaparecimento de uma dívida é benéfico ao patrimônio de uma entidade, haverá o acréscimo no PL (pois o setor público não precisa mais pagar a dívida). Uma insubsistência ativa é uma insubsistência com efeitos ativos (aumenta o PL). Por outro lado, se o desaparecimento causar diminuição no PL da entidade, se um carro for roubado, por exemplo, a insubsistência será passiva. Uma insubsistência passiva é uma insubsistência com efeitos passivos (diminui o PL). Resumindo o que vimos até agora: Aumentos no PL Diminuição do PL Superveniência ATIVA Superveniência PASSIVA Insubsistência ATIVA Insubsistência PASSIVA Até aqui, não temos problema algum. O negócio começa a complicar quando usamos os termos “do ativo” ou “do passivo”. Uma superveniência do Ativo é o surgimento de um ativo e, por isso, aumenta o PL. Uma superveniência do Passivo é um surgimento de um passivo e, portanto, diminui o PL. Indo para as insubsistências, podemos dizer que uma insubsistência do ativo é o desaparecimento de um ativo e, portanto, é um desaparecimento de um bem ou direito. O desaparecimento de um bem 3 Vale ressaltar que os termos “ativa” e “passiva” aqui, não tem relação com o “Ativo“ e “Passivo” do balanço patrimonial. Os termos “ativa” e passiva” se referem ao efeito que as superveniências e as insubsistências causarão no PL: Se aumentar o PL, será ativa. Se diminui, será passiva.
  • 7. Resumo Superveniências e Insubsistências Prof. Jetro Coutinho Prof. Jetro Coutinho www.estrategiaconcursos.com.br 7 de 8 G ou direito faz decrescer o PL e, portanto, uma insubsistência do ativo tem o mesmo efeito de uma insubsistência passiva (diminui o PL). Já uma insubsistência do passivo é o desaparecimento de um passivo e, portanto, o desaparecimento de uma obrigação faz aumentar o PL. Portanto, podemos concluir que a insubsistência do passivo tem o mesmo efeito que uma insubsiostência ativa: ambas aumentam o PL. Resumindo: Aumentos no PL Diminuição do PL Superveniência ATIVA Superveniência PASSIVA Superveniência do ATIVO Superveniência do PASSIVO Insubsistência ATIVA Insubsistência do ATIVO Insubsistência do PASSIVO Insubsistência PASSIVA Decorando o quadro acima, você já vai estar 80% preparado. Mas ainda ficam faltando os outros 20%. É que, como concurseiro sempre se lasca, é lógico que tem que existir alguma divergência. E o concurseiro tem que decorar as duas formas de pensar. Cespe e Esaf entendem as insubsistências de forma diferente. Assim, se você for fazer um concurso do Cespe, deve adotar um posicionamento. Se for fazer um da Esaf, deve adotar outro. A ESAF entende do mesmo jeito que vimos até agora. O Cespe entende que Insubsistência do Ativo é uma Insubsistência ATIVA (que aumenta o PL). E que a insubsistência do passivo é uma Insubsistência Passiva (diminui o PL). Segue a tabelinha para o Cespe (sublinhei a divergência): Aumentos no PL Diminuição do PL Superveniência ATIVA Superveniência PASSIVA Superveniência do ATIVO Superveniência do PASSIVO Insubsistência ATIVA Insubsistência do PASSIVO Insubsistência do ATIVO Insubsistência PASSIVA
  • 8. Resumo Superveniências e Insubsistências Prof. Jetro Coutinho Prof. Jetro Coutinho www.estrategiaconcursos.com.br 8 de 8 G O Cespe segue a abordagem mais tradicional das superverniências e insubsistências, que é a encontrada com maior amparo na doutrina contábil. Já a ESAF segue o modelo que o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) adota desde 2004. .............................. É isso por hoje, minha gente! Esse é só um resuminho acerca de um assunto na nossa matéria. Se quiser estudar conosco para uma preparação mais aprofundada e direcionada para o seu concurso, te convido a dar uma olhada nas minhas aulas demonstrativas (que você baixa de graça no site do Estratégia Concursos): Curso de Noções de Contabilidade para Analista de Material e Patrimônio da Câmara dos Deputados: https://www.estrategiaconcursos.com.br/curso/nocoes-de- contabilidade-e-afo-parte-i-p-camara-dos-deputados-analista- material-e-patrimonio/ Curso de Contabilidade Pública para auditor do TCU: https://www.estrategiaconcursos.com.br/curso/contabilidade- publica-p-tcu-2016-auditor-federal-de-controle-externo/ Um grande abraço de quem sempre está torcendo por você, Jetro.