SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 8
Sermão de Santo António aos peixes
Capitulo III
Rémora
Momentos do excerto
O excerto do capitulo III de a Rémora pode ser dividido em dois momentos:
 1º momento entre as linhas 1 a 8 onde o autor identifica e caracteriza a remora como um peixe
pequeno mas com muita força e poder.
 2º momento desde a linha 8 ate ao final do excerto onde estabelece uma comparação entre o
peixe (a rémora) e o Santo António.
Qualidades/Virtudes dos peixes
 No geral segundo padre vieira os peixes eram melhores que os homens pois não se domavam e
não se domesticavam. Foram as primeiras criaturas criadas por deus e são os mais numerosos e
obedientes prestando atenção e respeito ao ouvirem a pregação de Santo António.
 A rémora é um peixe de pequenas dimensões, mas apesar disso consegue determinar o rumo das
naus, revelando assim uma grande força e poder.
Relação entre a Rémora e Santo António
 A Rémora é comparada com a língua do pregador S. António “se alguma Rémora houve na terra,
foi a língua de Santo António” pois mesmo sendo pequena também demonstra força e poder para
dominar as paixões humanas já que com sua língua através da pregação impediu que os homens
pecassem encaminhando as suas naus para a salvação das almas.
As naus que a língua de Santo António travou
As naus referidas no texto que a língua de S. António travou são:
 Nau Soberba (linha 22), “velas inchadas do vento”, o vento simboliza o carater fútil do pecado da
soberba. A língua levou as velas a amainarem e a tempestade interior e exterior a terminar.
 Nau Vingança (linha 27) era carregada de materiais de guerra. O arsenal de guerra pronto a
disparar e o facto de avançarem sem razão simboliza a fúria que arrasta as pessoas que se movem
pelo desejo de vingança. Santo António detém a fúria, acaba com o odio e faz a nau içar bandeiras
de paz.
 Nau Cobiça (linha 31), “sobrecarregada ate as gáveas”. A carga em excesso simboliza o resultado
da cobiça, que leva os homens a acumularem bens materiais. A língua salvou a nau dos ataques
dos corsários que a levariam a perder o que desejavam obter.
 Nau Sensualidade (linha 35), era cega sem sol e engano do canto das sereias. A cegueira e a
desorientação simbolizam o que sucede aos que se deixam levar facilmente pela sensualidade
caindo facilmente na tentação. Santo António impediu a nau de naufragar, devolvendo aos seus
ocupantes a capacidade de ver e voltarem a assumir o rumo certo
Validade dos argumentos do orador
 O orador valida os seus argumentos comas palavras de São Gregório Nazianzeno “na verdade a
língua é pequena, mas vence tudo em força” e também com as do Apostolo Santiago da sua
Epistola.
 Apresenta também S. António como argumento de autoridade contribuindo assim para tornar o
seu discurso mais credível.
Recursos expressivos e o seu valor expressivo
Esta presente :
 Antítese (linha 4/5) “tao pequeno no corpo e tao grande na força, e no poder”. Reforça as virtudes
da remora pois a sua força e poder contrastam com a sua pequena dimensão.
 Comparação (linha 20/21) “mostrou a língua de António quanta força tinha, como Rémora”. O
orador compara a língua de S. António com a Rémora para evidenciar a semelhança nas virtudes
de ambas.
 Anáfora (linha 22 ate 35) “quantos” está associado a alegoria da naus. "Nau Soberba … Nau
Vingança … Nau Cobiça … Nau Sensualidade” cada uma das naus representa um vicio humano que
o orador denuncia e critica. Se S. António não entrevisse cada uma destas naus acabaria destruída
num naufrágio, isto é, todos estes pecados levariam a predição das almas.
 Metáfora (linha 17/19) “leme” o leme do navio é associado ao “alvedrio” ou seja ao livre arbítrio
humano dizendo-nos que este orienta a ação dos homens. (linha 42) “naufrágios” é utlizado no
sentido metafórico dando a ideia da predição das almas.
Objetivo/intenção critica do orador
 O orador como afirma no inicio do sermão, tem a intenção louvar o bem e repreender o mal.
 Ao recorrer a alegoria das naus pretende criticar os vícios que elas representam, procurando
afastar os seus ouvintes desses vícios mostrando-lhes as consequências negativas que os mesmos
têm.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Estrutura do Sermão de Santo António aos Peixes
Estrutura do Sermão de Santo António aos PeixesEstrutura do Sermão de Santo António aos Peixes
Estrutura do Sermão de Santo António aos PeixesAntónio Fernandes
 
Capítulo V Sermão Santo António aos Peixes Padre António Vieira
Capítulo V Sermão Santo António aos Peixes Padre António VieiraCapítulo V Sermão Santo António aos Peixes Padre António Vieira
Capítulo V Sermão Santo António aos Peixes Padre António VieiraAlexandra Madail
 
Resumos de Português: Sermão de Santo António aos Peixes
Resumos de Português: Sermão de Santo António aos PeixesResumos de Português: Sermão de Santo António aos Peixes
Resumos de Português: Sermão de Santo António aos PeixesRaffaella Ergün
 
Sermao de S. Antonio aos peixes - Capítulo v
Sermao de S. Antonio aos peixes - Capítulo vSermao de S. Antonio aos peixes - Capítulo v
Sermao de S. Antonio aos peixes - Capítulo vRita Magalhães
 
Sermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixesSermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixesvermar2010
 
Cap v repreensões particular
Cap v repreensões particularCap v repreensões particular
Cap v repreensões particularHelena Coutinho
 
Sermão aos peixes resumo-esquema por capítulos
Sermão aos peixes   resumo-esquema por capítulosSermão aos peixes   resumo-esquema por capítulos
Sermão aos peixes resumo-esquema por capítulosClaudiaSacres
 
Sermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixesSermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixesAnaGomes40
 
Louvor dos Peixes do Sermão de Santo António aos Peixes
Louvor dos Peixes do Sermão de Santo António aos PeixesLouvor dos Peixes do Sermão de Santo António aos Peixes
Louvor dos Peixes do Sermão de Santo António aos PeixesCarolina Sousa
 
Sermão de Santo António aos Peixes
Sermão de Santo António aos PeixesSermão de Santo António aos Peixes
Sermão de Santo António aos PeixesDaniel Sousa
 
Os Lusíadas - Reflexões do Poeta
Os Lusíadas - Reflexões do PoetaOs Lusíadas - Reflexões do Poeta
Os Lusíadas - Reflexões do PoetaDina Baptista
 
Esquema de Sermão de Santo António aos Peixes - Português 11 ano
Esquema de Sermão de Santo António aos Peixes - Português 11 anoEsquema de Sermão de Santo António aos Peixes - Português 11 ano
Esquema de Sermão de Santo António aos Peixes - Português 11 anoericahomemmelo
 
Sermão de santo antónio aos peixes - Capítulo V
Sermão de santo antónio aos peixes - Capítulo VSermão de santo antónio aos peixes - Capítulo V
Sermão de santo antónio aos peixes - Capítulo VEuniceCarmo
 
Sermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixesSermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixesMargarida Rodrigues
 
Canto IX - estâncias 88-95, Reflexões do Poeta
Canto IX - estâncias 88-95, Reflexões do PoetaCanto IX - estâncias 88-95, Reflexões do Poeta
Canto IX - estâncias 88-95, Reflexões do PoetaCatarina Sousa
 
Auto de inês pereira
Auto de inês pereiraAuto de inês pereira
Auto de inês pereirananasimao
 
Estrutura do sermão de sto antónio aos peixes
Estrutura do sermão de sto antónio aos peixesEstrutura do sermão de sto antónio aos peixes
Estrutura do sermão de sto antónio aos peixesbeonline5
 

Mais procurados (20)

Estrutura do Sermão de Santo António aos Peixes
Estrutura do Sermão de Santo António aos PeixesEstrutura do Sermão de Santo António aos Peixes
Estrutura do Sermão de Santo António aos Peixes
 
Capítulo V Sermão Santo António aos Peixes Padre António Vieira
Capítulo V Sermão Santo António aos Peixes Padre António VieiraCapítulo V Sermão Santo António aos Peixes Padre António Vieira
Capítulo V Sermão Santo António aos Peixes Padre António Vieira
 
Resumos de Português: Sermão de Santo António aos Peixes
Resumos de Português: Sermão de Santo António aos PeixesResumos de Português: Sermão de Santo António aos Peixes
Resumos de Português: Sermão de Santo António aos Peixes
 
Canto vii est 78_97
Canto vii est 78_97Canto vii est 78_97
Canto vii est 78_97
 
Cap ii louvores geral
Cap ii louvores geralCap ii louvores geral
Cap ii louvores geral
 
Cap vi
Cap viCap vi
Cap vi
 
Sermao de S. Antonio aos peixes - Capítulo v
Sermao de S. Antonio aos peixes - Capítulo vSermao de S. Antonio aos peixes - Capítulo v
Sermao de S. Antonio aos peixes - Capítulo v
 
Sermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixesSermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixes
 
Cap v repreensões particular
Cap v repreensões particularCap v repreensões particular
Cap v repreensões particular
 
Sermão aos peixes resumo-esquema por capítulos
Sermão aos peixes   resumo-esquema por capítulosSermão aos peixes   resumo-esquema por capítulos
Sermão aos peixes resumo-esquema por capítulos
 
Sermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixesSermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixes
 
Louvor dos Peixes do Sermão de Santo António aos Peixes
Louvor dos Peixes do Sermão de Santo António aos PeixesLouvor dos Peixes do Sermão de Santo António aos Peixes
Louvor dos Peixes do Sermão de Santo António aos Peixes
 
Sermão de Santo António aos Peixes
Sermão de Santo António aos PeixesSermão de Santo António aos Peixes
Sermão de Santo António aos Peixes
 
Os Lusíadas - Reflexões do Poeta
Os Lusíadas - Reflexões do PoetaOs Lusíadas - Reflexões do Poeta
Os Lusíadas - Reflexões do Poeta
 
Esquema de Sermão de Santo António aos Peixes - Português 11 ano
Esquema de Sermão de Santo António aos Peixes - Português 11 anoEsquema de Sermão de Santo António aos Peixes - Português 11 ano
Esquema de Sermão de Santo António aos Peixes - Português 11 ano
 
Sermão de santo antónio aos peixes - Capítulo V
Sermão de santo antónio aos peixes - Capítulo VSermão de santo antónio aos peixes - Capítulo V
Sermão de santo antónio aos peixes - Capítulo V
 
Sermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixesSermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixes
 
Canto IX - estâncias 88-95, Reflexões do Poeta
Canto IX - estâncias 88-95, Reflexões do PoetaCanto IX - estâncias 88-95, Reflexões do Poeta
Canto IX - estâncias 88-95, Reflexões do Poeta
 
Auto de inês pereira
Auto de inês pereiraAuto de inês pereira
Auto de inês pereira
 
Estrutura do sermão de sto antónio aos peixes
Estrutura do sermão de sto antónio aos peixesEstrutura do sermão de sto antónio aos peixes
Estrutura do sermão de sto antónio aos peixes
 

Semelhante a Sermão de Santo António aos peixes - Rémora

Caderno informativo sobre os lusiadas_fichaapoio.pdf
Caderno informativo sobre os lusiadas_fichaapoio.pdfCaderno informativo sobre os lusiadas_fichaapoio.pdf
Caderno informativo sobre os lusiadas_fichaapoio.pdfPaula Duarte
 
Teste de preparação 1
Teste de preparação 1Teste de preparação 1
Teste de preparação 1Isabel Couto
 
Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 118
Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 118Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 118
Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 118luisprista
 
2 dedicatória narração_reflexão _canto_i
2 dedicatória narração_reflexão _canto_i2 dedicatória narração_reflexão _canto_i
2 dedicatória narração_reflexão _canto_iFilipa Costa
 
Latim e o direito
Latim e o direito Latim e o direito
Latim e o direito Luci Bonini
 
Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, primeira aula de cábulas
Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, primeira aula de cábulasApresentação para décimo segundo ano de 2016 7, primeira aula de cábulas
Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, primeira aula de cábulasluisprista
 
Os Lusíadas - Estrutura e resumo.pdf
Os Lusíadas - Estrutura e resumo.pdfOs Lusíadas - Estrutura e resumo.pdf
Os Lusíadas - Estrutura e resumo.pdfPaula Vieira
 
Encontro com as profecias 2 trombeta
Encontro com as profecias   2 trombetaEncontro com as profecias   2 trombeta
Encontro com as profecias 2 trombetaDiego Fortunatto
 
Teste de preparação correção
Teste de preparação   correçãoTeste de preparação   correção
Teste de preparação correçãoIsabel Couto
 
Batalha de Aljubarrota
Batalha de AljubarrotaBatalha de Aljubarrota
Batalha de Aljubarrotasin3stesia
 
Resumo do-sermao-de-santo-antonio-aos-peixes
Resumo do-sermao-de-santo-antonio-aos-peixesResumo do-sermao-de-santo-antonio-aos-peixes
Resumo do-sermao-de-santo-antonio-aos-peixesCristina Lourenço
 
Resumo do-sermao-de-santo-antonio-aos-peixes.pdf recursos estilisticos
Resumo do-sermao-de-santo-antonio-aos-peixes.pdf recursos estilisticosResumo do-sermao-de-santo-antonio-aos-peixes.pdf recursos estilisticos
Resumo do-sermao-de-santo-antonio-aos-peixes.pdf recursos estilisticosInácio Vitorino
 
Portugues8 2
Portugues8 2Portugues8 2
Portugues8 2Pedro Vaz
 

Semelhante a Sermão de Santo António aos peixes - Rémora (20)

Caderno informativo sobre os lusiadas_fichaapoio.pdf
Caderno informativo sobre os lusiadas_fichaapoio.pdfCaderno informativo sobre os lusiadas_fichaapoio.pdf
Caderno informativo sobre os lusiadas_fichaapoio.pdf
 
Teste de preparação 1
Teste de preparação 1Teste de preparação 1
Teste de preparação 1
 
Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 118
Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 118Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 118
Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 118
 
O Barroco na Literatura
O Barroco na LiteraturaO Barroco na Literatura
O Barroco na Literatura
 
2 dedicatória narração_reflexão _canto_i
2 dedicatória narração_reflexão _canto_i2 dedicatória narração_reflexão _canto_i
2 dedicatória narração_reflexão _canto_i
 
Latim e o direito
Latim e o direito Latim e o direito
Latim e o direito
 
Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, primeira aula de cábulas
Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, primeira aula de cábulasApresentação para décimo segundo ano de 2016 7, primeira aula de cábulas
Apresentação para décimo segundo ano de 2016 7, primeira aula de cábulas
 
Lusiadas resumo2
Lusiadas resumo2Lusiadas resumo2
Lusiadas resumo2
 
Sermão Santo António
Sermão Santo AntónioSermão Santo António
Sermão Santo António
 
Proposição
ProposiçãoProposição
Proposição
 
Os Lusíadas - Estrutura e resumo.pdf
Os Lusíadas - Estrutura e resumo.pdfOs Lusíadas - Estrutura e resumo.pdf
Os Lusíadas - Estrutura e resumo.pdf
 
Encontro com as profecias 2 trombeta
Encontro com as profecias   2 trombetaEncontro com as profecias   2 trombeta
Encontro com as profecias 2 trombeta
 
Os Lusíadas
Os LusíadasOs Lusíadas
Os Lusíadas
 
Teste de preparação correção
Teste de preparação   correçãoTeste de preparação   correção
Teste de preparação correção
 
Batalha de Aljubarrota
Batalha de AljubarrotaBatalha de Aljubarrota
Batalha de Aljubarrota
 
As sete trombetas
As sete trombetasAs sete trombetas
As sete trombetas
 
Guia de estudo o modelo romano 1415
Guia de estudo o modelo romano 1415Guia de estudo o modelo romano 1415
Guia de estudo o modelo romano 1415
 
Resumo do-sermao-de-santo-antonio-aos-peixes
Resumo do-sermao-de-santo-antonio-aos-peixesResumo do-sermao-de-santo-antonio-aos-peixes
Resumo do-sermao-de-santo-antonio-aos-peixes
 
Resumo do-sermao-de-santo-antonio-aos-peixes.pdf recursos estilisticos
Resumo do-sermao-de-santo-antonio-aos-peixes.pdf recursos estilisticosResumo do-sermao-de-santo-antonio-aos-peixes.pdf recursos estilisticos
Resumo do-sermao-de-santo-antonio-aos-peixes.pdf recursos estilisticos
 
Portugues8 2
Portugues8 2Portugues8 2
Portugues8 2
 

Último

PRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basico
PRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basicoPRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basico
PRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basicoSilvaDias3
 
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfBRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfHenrique Pontes
 
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNAS
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNASQUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNAS
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNASEdinardo Aguiar
 
Educação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SPEducação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SPanandatss1
 
LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.
LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.
LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.HildegardeAngel
 
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecasMesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecasRicardo Diniz campos
 
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdfPPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdfAnaGonalves804156
 
Bingo da potenciação e radiciação de números inteiros
Bingo da potenciação e radiciação de números inteirosBingo da potenciação e radiciação de números inteiros
Bingo da potenciação e radiciação de números inteirosAntnyoAllysson
 
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdfO guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdfErasmo Portavoz
 
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdfCurrículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdfIedaGoethe
 
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...LuizHenriquedeAlmeid6
 
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdfDIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdfIedaGoethe
 
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdf
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdfGuia completo da Previdênci a - Reforma .pdf
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdfEyshilaKelly1
 
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdf
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdfMapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdf
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdfangelicass1
 
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptxBaladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptxacaciocarmo1
 
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024GleyceMoreiraXWeslle
 
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxDeyvidBriel
 
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chaveAula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chaveaulasgege
 
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024Sandra Pratas
 
Gametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
Gametogênese, formação dos gametas masculino e femininoGametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
Gametogênese, formação dos gametas masculino e femininoCelianeOliveira8
 

Último (20)

PRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basico
PRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basicoPRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basico
PRIMEIRO---RCP - DEA - BLS estudos - basico
 
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfBRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
 
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNAS
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNASQUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNAS
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNAS
 
Educação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SPEducação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SP
 
LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.
LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.
LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.
 
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecasMesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
 
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdfPPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
 
Bingo da potenciação e radiciação de números inteiros
Bingo da potenciação e radiciação de números inteirosBingo da potenciação e radiciação de números inteiros
Bingo da potenciação e radiciação de números inteiros
 
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdfO guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
 
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdfCurrículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
 
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
 
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdfDIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
 
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdf
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdfGuia completo da Previdênci a - Reforma .pdf
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdf
 
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdf
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdfMapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdf
Mapas Mentais - Português - Principais Tópicos.pdf
 
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptxBaladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
 
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
 
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
 
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chaveAula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
Aula - 2º Ano - Cultura e Sociedade - Conceitos-chave
 
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
 
Gametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
Gametogênese, formação dos gametas masculino e femininoGametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
Gametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
 

Sermão de Santo António aos peixes - Rémora

  • 1. Sermão de Santo António aos peixes Capitulo III Rémora
  • 2. Momentos do excerto O excerto do capitulo III de a Rémora pode ser dividido em dois momentos:  1º momento entre as linhas 1 a 8 onde o autor identifica e caracteriza a remora como um peixe pequeno mas com muita força e poder.  2º momento desde a linha 8 ate ao final do excerto onde estabelece uma comparação entre o peixe (a rémora) e o Santo António.
  • 3. Qualidades/Virtudes dos peixes  No geral segundo padre vieira os peixes eram melhores que os homens pois não se domavam e não se domesticavam. Foram as primeiras criaturas criadas por deus e são os mais numerosos e obedientes prestando atenção e respeito ao ouvirem a pregação de Santo António.  A rémora é um peixe de pequenas dimensões, mas apesar disso consegue determinar o rumo das naus, revelando assim uma grande força e poder.
  • 4. Relação entre a Rémora e Santo António  A Rémora é comparada com a língua do pregador S. António “se alguma Rémora houve na terra, foi a língua de Santo António” pois mesmo sendo pequena também demonstra força e poder para dominar as paixões humanas já que com sua língua através da pregação impediu que os homens pecassem encaminhando as suas naus para a salvação das almas.
  • 5. As naus que a língua de Santo António travou As naus referidas no texto que a língua de S. António travou são:  Nau Soberba (linha 22), “velas inchadas do vento”, o vento simboliza o carater fútil do pecado da soberba. A língua levou as velas a amainarem e a tempestade interior e exterior a terminar.  Nau Vingança (linha 27) era carregada de materiais de guerra. O arsenal de guerra pronto a disparar e o facto de avançarem sem razão simboliza a fúria que arrasta as pessoas que se movem pelo desejo de vingança. Santo António detém a fúria, acaba com o odio e faz a nau içar bandeiras de paz.  Nau Cobiça (linha 31), “sobrecarregada ate as gáveas”. A carga em excesso simboliza o resultado da cobiça, que leva os homens a acumularem bens materiais. A língua salvou a nau dos ataques dos corsários que a levariam a perder o que desejavam obter.  Nau Sensualidade (linha 35), era cega sem sol e engano do canto das sereias. A cegueira e a desorientação simbolizam o que sucede aos que se deixam levar facilmente pela sensualidade caindo facilmente na tentação. Santo António impediu a nau de naufragar, devolvendo aos seus ocupantes a capacidade de ver e voltarem a assumir o rumo certo
  • 6. Validade dos argumentos do orador  O orador valida os seus argumentos comas palavras de São Gregório Nazianzeno “na verdade a língua é pequena, mas vence tudo em força” e também com as do Apostolo Santiago da sua Epistola.  Apresenta também S. António como argumento de autoridade contribuindo assim para tornar o seu discurso mais credível.
  • 7. Recursos expressivos e o seu valor expressivo Esta presente :  Antítese (linha 4/5) “tao pequeno no corpo e tao grande na força, e no poder”. Reforça as virtudes da remora pois a sua força e poder contrastam com a sua pequena dimensão.  Comparação (linha 20/21) “mostrou a língua de António quanta força tinha, como Rémora”. O orador compara a língua de S. António com a Rémora para evidenciar a semelhança nas virtudes de ambas.  Anáfora (linha 22 ate 35) “quantos” está associado a alegoria da naus. "Nau Soberba … Nau Vingança … Nau Cobiça … Nau Sensualidade” cada uma das naus representa um vicio humano que o orador denuncia e critica. Se S. António não entrevisse cada uma destas naus acabaria destruída num naufrágio, isto é, todos estes pecados levariam a predição das almas.  Metáfora (linha 17/19) “leme” o leme do navio é associado ao “alvedrio” ou seja ao livre arbítrio humano dizendo-nos que este orienta a ação dos homens. (linha 42) “naufrágios” é utlizado no sentido metafórico dando a ideia da predição das almas.
  • 8. Objetivo/intenção critica do orador  O orador como afirma no inicio do sermão, tem a intenção louvar o bem e repreender o mal.  Ao recorrer a alegoria das naus pretende criticar os vícios que elas representam, procurando afastar os seus ouvintes desses vícios mostrando-lhes as consequências negativas que os mesmos têm.