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Pensamento animador é o de que as orações de todos os santos elevam-se de maneiraaceitável até à presença dAquele que pode...
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adequada proporção de transportes e barcos menores, foi reunida no seguro eespaçoso porto de Cartagena, na Espanha. " — Id...
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A Extinção do Sol, da Lua e das EstrelasA obra que ficara incompleta na destruição de Roma foi realizada pelos hérulos ems...
"E o quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que do céu caiu na terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo...
"Com o levantamento dos abás¬sidas altera-se o aspecto da Ásia ocidental. A sede dogoverno é trasladada da Síria para o Ir...
Parece que a partir dessa data deveriam começar os 150 anos; pois devemos tornar doundécimo versículo para o décimo, em qu...
Os paflagônios, sob o comando dos filhos de Armúrio, uniram-se a Otman nesseataque de 27 de julho, de-modo-que Possinus af...
Este último testemunho concorda com o de Gibbon, Grégoras e outros, no sentido deque a divisão da Anatólia ocorreu em 1300...
Os turcos foram soltos, e rapidamente destruíram o Império do Oriente, mas aprofecia é mais específica e descreve a nova e...
Se este período começou ao terminar a quinta trombeta, a 27 de julho de 1449, entãoos 391 anos nos levam até 11 de agosto ...
propostas do ultimatum; e foi-lhe respondido que "haviam sido tomadas providências."Vemos, portanto, que as potências cons...
deixar um pequeno sector da nação do Eufrates. O rio se secará sob o derramamentoda sexta praga.Outros Acontecimentos da S...
das nações neste tempo, indica que a grande crise final dos povos está diante de nós.Não necessitamos entrar em detalhes s...
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As sete trombetas

  1. 1. As Sete TrombetasPor T. M. FrenchO vidente assim descreve o quadro profético: "E vi os sete anjos, que estavam diantede Deus, e foram-lhe dadas sete trombetas. " Apoc. 8: 2.São aqui apresentados os símbolos da guerra, que conduzem a quem estuda asprofecias, através da derrocada do império romano, o açoite da cristandade apóstatapor vastas hordas de exércitos hostis, a dissolução do poder islâmico, o começo dojuízo investigativo, da ira das nações e o estabelecimento do reino de nosso Senhor.Veremos ondas de invasões bárbaras que varrem a Europa; presenciaremos aderrocada dos maiores impérios da antiguidade; veremos nuvens de gafanhotos quese assemelham a cavaleiros, espalhando-se por sobre os prósperos países do OrientePróximo, suleste e sudeste da Europa, saqueando regiões e províncias inteiras; eouviremos os rumores da tormenta que se aproxima sobre as nações. Soam astrombetas, uma após outra, e os exércitos das nações reunem-se para o conflito.Um Símbolo da GuerraConcernente à trombeta, o antigo vidente escreveu: "Estou ferido no meu coração! omeu coração ruge; não me posso calar; porque tu, ó minha alma, ouviste o som datrombeta e o alarido da guerra. " Jer. 4: 19."Já tocaram a trombeta, e tudo prepararam, mas não há quem vá à peleja, porquesobre toda a sua multidão está a Minha ardente ira. " Ezeq. 4: 17.Este e outros textos nos mostram claramente que a trombeta é um símbolo de guerra.As sete trombetas, pois, simbolizam as grandes conquistas militares durante a eracristã. Mas antes de presenciar o pavoroso quadro da guerra, a matança e a fome, foiconcedida ao profeta uma visão mais tranquilizadora. Viu o símbolo da mediação deCristo no santuário celestial. Foi-lhe assegurado que em meio de todos os distúrbiosterrestres, choque das armas e consequentes sofrimentos, os santos não seriamesquecidos. A vista de nosso grande Sumo-Sacerdote tem estado vi¬giando-os, e suasfervorosas súplicas por livramento e proteção chegaram ao alto, qual suave incensoperante o trono do Altíssimo.A Mediação nos Céus"E veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dadomuito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro,que está diante do trono. " Apoc. 8: 3.
  2. 2. Pensamento animador é o de que as orações de todos os santos elevam-se de maneiraaceitável até à presença dAquele que pode salvar perfeitamente! Através do conflitodos séculos, aflições, sofrimentos e perseguição de todo gênero, Deus tornou mais quevencedores aos Seus filhos que habitam na terra. Pensai, porém, naquele tempo emque o anjo lançará seu incensário, em que não haverá mais intercessão pelahumanidade, quando as nações se precipitarão à voragem da ruína de que não haveráescape, a não ser para os santos. Este é precisamente o quadro pintadosimbolicamente no versículo 5:"E o anjo tomou o incensário, e o encheu do fogo do altar, e o lançou sobre a terra; ehouve depois vozes, e trovões, e relâmpagos e terremotos. "A Primeira Trombeta"E o primeiro anjo tocou a sua trombeta, e houve saraiva, e fogo misturado comsangue, e foram lançados na terra, que foi queimada na sua terça parte; queimou-se aterça parte das árvores, e toda a erva verde foi queimada. " V. 7.A linguagem aqui usada é altamente simbólica, mas é interessante ver como oshistoriadores profanos empregam as mesmas expressões da profecia na descrição quefazem de seu cumprimento literal.A terça parte dos homens se refere sem dúvida a uma das três divisões de Roma, cujaderrocada se realiza nos grandes movimentos representados pelas primeiras quatrotrombetas. Noutras palavras, a terça parte dos homens se refere aqui a RomaOcidental. O simbolismo consiste em "saraiva, e fogo misturado com sangue""lançados na terra. " Ê uma representação apropriada da invasão que fizeram os godosde Roma Ocidental pelo norte. Escrevendo acerca do desmembramento do ImpérioRomano, diz Gibbon:"Dissolveu-se a unidade do Império Romano; seu gênio foi abatido e feito em pó, eexércitos de bárbaros desconhecidos, provenientes das geladas regiões do norte,estabeleceram seu reino vitorioso sobre as mais prósperas províncias da Europa e daAfrica. " — Roma, de Gibbon, Cap. XXXIII, últ. frase.Escrevendo acerca dos godos, e em particular de Alarico, seu chefe, diz ainda Gibbon:"O nascimento de Alarico, as glórias de seus feitos anteriores, e a confiança em seusplanos, uniram insensivelmente o conjunto das nações sob seu vitorioso estandarte; e,com o consentimento unânime dos chefes bárbaros, segundo o antigo costume, ogrande general do Ilírico foi elevado sobre um escudo e solenemente proclamado reidos visigodos. Armado deste duplo poder, sentado sobre o limite dos dois impérios, fezalternativamente promessas enganosas às cortes de Arcádio e Honório, até declarar eexecutar seu propósito de invadir os domínios do Oeste.... Foi tentado pela fama,beleza e riqueza da Itália, que visitara duas vezes, e secretamente aspirou hastear oestandarte gótico sobre os muros de Roma e enriquecer seu exército com os saquesacumulados de trezentos triunfos. " — Idem, Cap. XXX, pág. 4.Falando da desolação produzida pelas invasões de Alarico na Itália, continua a dizerGibbon:
  3. 3. "O ancião que passou a vida simples e inocente nas proximidades de Verona, eraestranho às rixas tanto de reis como de bispos; seus prazeres, desejos e conhecimentoreduziam-se ao pequeno círculo de sua granja paterna, e um cajado lhe sustinha ospassos de velho sobre o mesmo solo em que brincara na infância. No entanto, mesmoesta humilde e rústica felicidade... foi exposta à cega ira da guerra. Suas árvores, suasvelhas árvores contemporâneas, deviam arder na conflagração de todo o país [notem-se as palavras da profecia: "Queimou-se a terça parte das árvores"]; um destacamentode cavalaria gótica havia de arrazar-lhe a casa e a família, e o poder de Alarico ia-lhedestruir a felicidade, que já não podia provar nem conferir. "—Idem, parág. 5.Os godos marcharam contra a Itália, sitiaram Roma, tomaram-na, saquearam-na, edevastaram a Itália de norte a sul e de este a oeste. Soara a primeira trombeta, ashordas góticas haviam respondido, e agora a Itália jaz saqueada desde um ao outroextremo. O período desta trombeta abrange desde 395 até 419. Ficou, porém,reservada para outros a destruição completa de Roma ocidental.A Segunda Trombeta"E o segundo anjo tocou a trombeta; e foi lançada no mar uma coisa como um grandemonte ardendo em fogo, e tornou-se em sangue a terça parte do mar. " Apoc. 8: 8.A profecia volta das frígidas regiões do norte, de onde vieram os exércitos da primeiratrombeta, para a superfície naval do Mediterrâneo, no sul. Grande montanha ardenteé arrojada ao mar, e a terça parte do mar se converte em sangue. Este é um símboloda guerra e destruição naval de Genserico, durante um período que começa em 428 evai até à queda do Império, em 476. Acerca do erguimento do poder de Genserico, dizo historiador o seguinte:"Logo que tocou a costa, ou pelo menos logo que os diques e portos de Hipo e Cartagoestiveram ao seu alcance, êle, o chefe de uma tribu de bárbaros continentais,comprometidos com os amigáveis oficiais de Bonifácio por causa do transporte de suasembarcações através do estreito de Gibraltar, concentrou todas as suas energias naconstrução de barcos, e logo possuía incomparavelmente o mais formidável podernaval do Mediterrâneo. " — Italy and his Invaders, Livro III, Cap. II, parág. 49.Além de devastar as costas do Mediterrâneo e cometer nelas pilhagens, este chefevândalo saqueou a cidade de Roma. Disso é feito o relato seguinte:"Roma e seus habitantes foram entregues às arremetidas dos vândalos e dos mouros,cujas cegas paixões vingaram as injúrias de Cartago. A pilhagem durou catorze noites,e tudo quanto ainda restava, fosse de riqueza pública ou particular, de tesourossagrados ou profanos, foi diligentemente transportado para os barcos de Genserico. "— Gibbon, Cap. XXXVI, parág. 4.Esta invasão levantou os cidadãos de Roma, amantes dos prazeres."Os bosques dos Apeninos foram derribados, os arsenais e fábricas de Ravena eMisena restaurados, Itália e Gália competiram mutuamente em contribuiçõesgenerosas para o serviço público, e a armada imperial, de trezentas galeras, com
  4. 4. adequada proporção de transportes e barcos menores, foi reunida no seguro eespaçoso porto de Cartagena, na Espanha. " — Idem, parág. 12.Mas o chefe vândalo "surpreendeu a desguarnecida frota na baía de Cartagena, muitosdos barcos foram postos a pique, tomados ou queimados, e destruídos num único diaos preparativos de três anos. " — Idem, parág. 13.Novamente se fez um esforço supremo para destruir a nação vândala. Fizeram-seextensos preparativos, e o historiador dá-nos o seguinte relato:"A frota que navegou (468 d. C. ) de Constantinopla para Cartago, compunha-se de 113barcos, e o número de soldados e marinheiros excedia de 100. 000 homens. " — Idem,parág. 20.No ataque que esta frota e uma grande força terrestre fizeram a Cartago, parecia certoque a capital dos vândalos cairia imediatamente nas mãos dos romanos. O astutoGenserico concertou uma trégua afim de conseguir um prazo para a rendição, mas ohistoriador dir-nos-á o que se fez durante o intervalo:"O vento soprou favorável aos planos de Genserico. Tripulou suas grandes naves deguerra com os mais bravos mouros e vândalos, rebocando muitos barcos grandes,cheios de materiais combustíveis. Na escuridão da noite, estes barcos destruidoresforam arrojados contra a frota indefesa dos romanos, que de nada suspeitavam, edespertaram ao sentir o perigo imediato. A ordem em que estavam dispostas asembarcações muito juntas e amontoadas, auxiliou o progresso do fogo, que foipropagado com rápida e irresistível violência; e o ruído do vento, o crepitar daschamas, os gritos dissonantes dos soldados e marinheiros, que não podiam nemmandar nem obedecer, aumentava o horror do tumulto noturno. Enquantotrabalhavam para subtrair-se às chamas e salvar pelo menos parte da armada, asgaleras de Genserico os assaltaram com valor e disciplina, e muitos dos romanos queescaparam à fúria das chamas foram destruídos ou feitos prisioneiros pelos vândalosvitoriosos. " — Gibbon, Cap. XXXVI, parág. 21.Quão vlvidamente descreve o historiador o cumprimento do símbolo profético,segundo o qual "foi lançada no mar uma coisa como um grande monte ardendo emfogo"!Tratámos neste artigo das duas primeiras trombetas. No estudo seguinte veremoscomo duas invasões sucessivas completaram a destruição do Império Ocidental.Em nosso último estudo notamos que a trombeta é um símbolo de guerra, que asprimeiras quatro trombetas foram dirigidas contra o Império Romano do Ocidente, eque a invasão dos godos e a guerra naval dos vândalos constituíram o cumprimentodas primeiras duas trombetas. Consideraremos agora outros dois conflitos quecompletaram a queda do império do Ocidente.Antes de estudar a terceira trombeta, devemos notar que existe um período em queesta se sobrepõe à segunda. A segunda começou a soar no ano 428, e a terceira, trezeanos depois; mas a segunda durou mais que a terceira. Isto parece não se acomodar a
  5. 5. uma perfeita sucessão, como se dá no caso das trombetas que compreendem os ais docapítulo 9.A Invasão dos HunosAo soar a trombeta do terceiro anjo, as hostes bárbaras se reuniram sob o estandartede Átila, o huno. Mas antes de nos ocuparmos com os acontecimentos,detalhadamente, vejamos a descrição simbólica que se registra em Apocalipse 8: 10,11."E o terceiro anjo tocou a sua trombeta, e caiu do céu uma grande estrela, ardendocomo uma tocha, e caiu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas. E onome da estrela era Absinto, e a terça parte das águas tornou-se em absinto, e muitoshomens morreram das águas, porque se tornaram amargas. "Do simbolismo que aí se nos apresenta, os seguintes fatos podemos deduzir: 1) Aestrela deve simbolizar brilhante chefe militar; 2) essa estrela caiu sobre as fontes daságuas na parte ocidental do império, isto é, ao redor dos Alpes, origem de muitos riose torrentes da Europa; 3) a queda dessa estrela acarretaria um acontecimento amargo,como o absinto; 4) muitos morreriam como consequência desse desastre.Referindo-se à campanha militar que corresponde ao cumprimento da profecia, assimse expressam os historiadores:"Os reis e nações da Alemanha e Cítia, desde o Volga, talvez, até o Danúbio,obedeceram aos chamados bélicos de Atila. Da aldeia real das planícies da Hungria,seu estandarte se moveu para o oeste; e, depois de uma marcha de umas sete ou oitomil milhas, chegou à confluência do Reno e do Neckar. ... As hordas ferozes selançaram com irresistível violência pelas províncias belgas. A consternação da Gália foiuniversal.... Do Reno e do Mosela, Átila avançou até o coração da Gália; atravessou oSena em Auxerre; e, depois de longa e exhaustiva marcha, fixou acampamento sob osmuros de Orleans. " — Roma, por Gibbon, capítulo... XXXV, par. 7.O general romano arregimentou um vasto exército, escolhendo os seus integrantesentre os povos do Ocidente, "para oferecer batalha às inumeráveis hostes de Átila".Encontraram-se na planície de Challons, seguindo-se "uma das mais gigantescas eimportantes batalhas registradas na história". (Esta cita foi extraída da EnciclopédiaBritânica, artigo: "Átila". )O curso da estrela, ou meteoro, foi apenas modificado por esse esforço indeciso, eÁtila, à frente de seu exército, marchou para o norte da Itália, conforme explica oseguinte parágrafo:"No verão seguinte (452) ele... se pôs a campo, atravessou os Alpes, invadiu a Itália esitiou Áquila com inumerável hoste de bárbaros. " — Gibbon, capítulo XXXV, par. 12.Não seguiremos os horripilantes detalhes dessa campanha realizada na Itália; bastadizer que com a extinção desse meteoro surgido repentinamente, os exércitos dessecruel huno se desintegraram, deixando apenas o epíteto depreciativo, evocador deextrema crueldade: "os hunos".
  6. 6. A Extinção do Sol, da Lua e das EstrelasA obra que ficara incompleta na destruição de Roma foi realizada pelos hérulos emsuas campanhas contra os godos. Diz o versículo:"E o quarto anjo tocou a sua trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, e a terça parteda lua, e a terça parte das estrelas. " Apoc. 8: 12.O Sol, a Lua e as estrelas se referem, sem dúvida, aos poderes dirigentes do ImpérioRomano; e o escurecimento dos mesmos constituiria a queda do imperador, doconsulado e do senado. Com respeito aos imperadores, diz Gibbon:"No espaço de vinte anos, desde a morte de Valentiniano (16 de março de 455), noveimperadores haviam desaparecido sucessivamente; e o filho de Orestes (Odoacro),jovem que se recomendava unicamente por sua formosura, seria o menos indicadopara a fama na posteridade, si seu império, que se distinguiu pela extinção do ImpérioRomano do Ocidente, não houvesse assinalado uma era memorável na história dogênero humano. " — Gibbon, cap. XXXVI, par. 13."Odoacro resolvera abolir o inútil e dispendioso ofício", coisa que fez. O Sol foi ferido.Gibbon intitula o parágrafo 31, do capítulo XXXVI: "Total Extinção do ImpérioRomano", narrando nele a abolição do reinado. Isto ocorreu em 476 de nossa era, eassinala, segundo os historiadores, a data da terminação do Império Romano. Oconsulado e o senado permaneceram apenas como formalidade durante algum tempo,até sua abolição, coisa que é simbolizada pela ferida que receberam a Lua e asestrelas. O consulado foi extinto por Justiniano em 451 de nossa éra, e o senado tevesorte idêntica na derrota dos godos, em 552.Com o desaparecimento do Império do Ocidente, volvamo-nos para o Oriente afim decontemplar os graves acontecimentos que determinaram a dissolução do que restavado grande poder. Esses eventos nos são apresentados na seguinte descrição:"E olhei, e ouvi um anjo voar pelo meio do céu, dizendo com grande vos: Ai! Ai! dosque habitam sobre a terra! por causa das outras vozes das trombetas dos três anjosque hão de ainda tocar. " Apoc. 8: 13.Em nosso estudo anterior notamos o prefácio da quinta, sexta e sétima trombetas.Porém, para ter diante de nós o quadro, citamos novamente Apoc. 8: 13:"Olhei, e ouvi um anjo voar pelo meio do céu, dizendo com grande voz: Ai! ai! dos quehabitam sobre a terra! por causa das outras vozes das trombetas dos três anjos quehão de ainda tocar. "Quão vivida é a descrição profética dos seguintes períodos de sofrimento, privações ederramamento de sangue, em resumo, tudo o que implicam estes ais!A quinta trombeta, o primeiro ai, começa com a seguinte descrição simbólica notável:
  7. 7. "E o quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que do céu caiu na terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo. E abriu o poço do abismo, e subiu fumo do poço,como fumo de uma grande fornalha, e com o fumo do poço escureceu-se o sol e o ar. Edo fumo vieram gafanhotos sobre a terra; e foi-lhes dado poder, como o poder quetêm os escorpiões da terra. " Apoc. 9: 1-3.Si a estrela da terceira trombeta era o símbolo dum grande chefe militar, a estrelaneste caso também deve referir-se a uma personagem semelhante. Esta estrelaevidentemente havia de aparecer a leste e cair sobre o Império Romano do Oriente, oImpério Grego, posto que o Império do Ocidente já havia caído. Esta trombeta tem quever com "a terceira parte" oriental do antigo Império Romano, com sua capital emConstantinopla. De maneira que devemos esperar o aparecimento de um chefe militarem alguma região adjacente a esse território.No próprio texto existe uma chave para estudar o surgimento desse chefe religioso emilitar. A expressão "poço do abismo" vem da palavra grega abyssos, que significa umaregião desolada. Temos esta palavra empregada em Apoc. 20, onde se refere à terradesolada durante o milênio. Surgiu alguma pessoa simbolizada pela estrela, numagrande região desolada? Nossa resposta é afirmativa. O gênio religioso e militar deMaomé surgiu na Arábia, fundando uma religião que havia de ser um açoite para ocristianismo nominal através dos séculos subsequentes. Essa religião nasceu comoreligião de espada, e seus seguidores, num só século, varreram país após país noOriente, atravessaram o norte da África e chegaram à própria Europa.Crê-se geralmente que o fumo que surgiu do abismo simboliza as falsas doutrinas doMaometismo. Sua fé religiosa, com sua curta e singela confissão de Deus e de Maomécomo seu profeta, serviu de "chave" para unir as tribos nômades da Arábia.Do fumo que escureceu os céus, saíram legiões de "gafanhotos", que caíram sobre oshomens e os atormentaram. Esta é uma ilustração adequada dos ginetes sarracenosque surgiram da Arábia e assolaram os territórios inimigos.Cento e Cinquenta anos de TormentoO período de cinco meses é mencionado duas vezes como sendo o espaço de tempoem que se realizaria o tormento. Tem-se feito esforço para enquadrar esse período de150 dias simbólicos, ou anos literais, no surgimento do maometismo, mas parecehaver uma dificuldade invensível na aplicação desse período num sentido tal. A fuga deMaomé, de Meca, ocorreu no ano 622 A. D., ocasião em que começa a eramaometana, com o ano 1 da Hégira. O profeta árabe voltou mais tarde a Medina ecapturou a cidade santa de Meca, o que lhe deu um prestígio que até então não tinha.Seu primeiro combate com os gregos se deu no ano 629, segundo Gibbon. Si os 150anos foram aplicados ao começo do movimento, teriam de começar em 629, poisterminariam, não no tempo em que começou a se levantar o fumo, mas no momentoem que os gafanhotos, que representam os ginetes árabes, começaram suas incursõessobre os súditos do Império do Oriente. Si se tomasse esta posição, os 150 anos seestenderiam até 779 A. D. Porém, as primeiras ondas de conquistadores maometanosse tinham esgotado quinze anos antes, ou seja em 762, durante a fundação de Bagdá.Diz o historiador:
  8. 8. "Com o levantamento dos abás¬sidas altera-se o aspecto da Ásia ocidental. A sede dogoverno é trasladada da Síria para o Iraque (a Bagdá, fundada em 762 A. D. ); os síriosperderam o monopólio da influência e o poder que até então haviam possuído; a ma: ido poder deslocou-se do oeste para este. Mas a unidade do califado estava perdidapara sempre..."O reino dos primeiros abássidas, diz um distinto erudito e historiador francês, foi aera de maior esplendor dos sarracenos orientais. A era da conquista havia passado;começara a da civilização. " — History of Sarracens, Ameer Ali, pág. 208.Si o período de conquista terminasse em 762, o tempo seria somente de 123 anos, emvez de 150.Cremos que os 150 anos de tormento, que sem lugar a dúvida se referem à assolaçãodo Império do Oriente, pertencem aos turcos otomanos desde 1299 até 1449, e nãoaos sarracenos, como veremos mais tarde.O Surgimento dos Turcos OtomanosO destruidor do Império do Oriente é apresentado sob a quinta trombeta, no versículo11:"E tinham sobre si rei, o anjo do abismo; em hebreu era o seu nome Abbadon, e emgrego Apollyon [em grego, "destruidor"]. "Este rei deve referir-se ao destruidor do Império do Oriente, pois do contrário sepoderia aplicar a qualquer rei como destruidor dos homens, e o texto se tornaria umaconfusão. Mas aplicado aos reis otomanos, temos os verdadeiros destruidores doImpério Grego. Os turcos otomanos tiveram sua origem como nação com Osman, ouOtman, do qual os otomanos tomaram o nome. Osman foi considerado o primeiro deuma grande dinastia de reis otomanos ou sultões. Diz-nos o historiador, acerca destenotável homem:"O nome Osman... significa quebrantador de membros (o termo bíblico é"destruidor"). Este foi o nome que se converteu no do povo de Osman, os osmanlís, ouotomanos. Com Osman deu-se um novo passo na senda do Islão (maometismo)... Foipor esse tempo (1229) que mandou cunhar moedas com sua própria efígie, e mandouque as orações públicas fossem feitas em seu nome. Tudo isto, entre as naçõesorientais, é considerado como traços distintivos da realeza. " — The Historians Historyof the World, Vol. 24, págs. 312, 313.Vemos que Otman significa "quebrantador de membros", ou, como se poderia dizer,destruidor, e que tomou o título de realeza em 1299. Os historiadores Possinus eGreasy sustentam esta data. É interessante notar que nesse mesmo ano, Otman fezseu formidável ataque contra o Império do Oriente. Gibbon diz:"Foi a 27 de julho do ano de 1299 da era cristã, que Otman invadiu pela primeira vez oterritório da Nicomédia; e a singular precisão da data parece revelar alguma previsãodo rápido e destruidor crescimento do monstro. " — The History of the Decline andFall of the Roman Empire, Vol. 6, pág. 226.
  9. 9. Parece que a partir dessa data deveriam começar os 150 anos; pois devemos tornar doundécimo versículo para o décimo, em que se menciona o destruidor, para encontrar oseu antecedente: "E tinham caudas semelhantes às dos escorpiões, e aguilhões nassuas caudas; e o seu poder era para danificar os homens por cinco meses, " ou seja 150dias, ou anos.Si este cômputo é correto, então os 150 anos começariam a 27 de julho de 1299 eterminariam a 27 de julho de 1449. A ordem era que "não os matassem" durante operíodo. Havia uma restrição divina sobre os destruidores até serem "soltos" para adestruição final do Império do Oriente; pois estavam "presos" por ordem dAquele quedirige os destinos das nações.Confirma-se a Data de GibbonNos últimos anos se tem posto em dúvida a exatidão da data de Gibbon —27 de julhode 1299. Portanto, bom é buscar uma prova que a confirme.Von Hammer, historiador turco, tem sido citado em oposição à data de Gibbon,assegurando-se que devera ser 1301. Para alguns, tem parecido ser superior aautoridade Von Hammer. Mas qual das duas datas conta com o testemunho das fonteshistóricas? Parece que os registros gregos dignos de confiança são mais coerentes queos turcos, pois estes foram bárbaros até ao fim do século XIII. Pachymeres foihistoriador eclesiástico e secular, nascido em Nicéia, na proximidade da invasãootomana, tendo escrito sua história durante esse mesmo período. Terminou sua obrapelo ano 1307, de modo que foi contemporâneo de Otman. Possinus realizou umacronologia completa da história de Pachymeres, dando as datas dos eclipses da lua edo sol, assim como de outros acontecimentos, registados por Pachymeres em suaobra. Pareceria que a exatidão deste cronologista, de.. 1669, estivesse além de todadúvida. Acerca desta data, diz ele:"Nossa tarefa é dar a época exata e fundamental do Império Otomano. Isto trataremosde fazer mediante uma minuciosa comparação das datas dadas pelos cronologistasárabes e o testemunho de nosso Pachymeres. O autor mencionado por último, diz noquarto livro desta segunda parte, capítulo 25, que Atman (nome grego de Otman) sefortaleceu ao assumir o comando de uma expedição poderosa combativa de enérgicosguerreiros de Paflagônia. Quando Muzalo, comandante do exército romano, tratou deimpedir seu avanço, foi derrotado numa batalha perto de Nicomédia, capital de Bitínia.Daí em diante, o vencedor manteve essa cidade sitiada, por assim dizer. Pachymeres émuito explicito em declarar que estes acontecimentos ocorreram... não muito longe deNicomédia, a 27 de julho. Asseveramos em nossa sinopse que, comparandocuidadosamente os acontecimentos, o ano foi o de 1299 de nossa era. " —Observationum Pachymerianarum, Livro 3 (Cronologia), capítulo 8, secção V.A sinopse a que se refere Possinus, dá a união dos paflagônios com as forças deOtman, realizada a 27 de julho de 1299 da era cristã, quinto ano do papa Bonifácio VIII,e o sexto de Miguel Paleologo. A declaração é a seguinte:"Atman (Otman), sátrapa dos persas, também chamados otomanos; fundador dadinastia que ainda reina sobre os turcos, fortaleceu-se ao unir-se com um grandenúmero de ferozes bandidos da Paflagônia. " — Id., livro 4, capítulo 25.
  10. 10. Os paflagônios, sob o comando dos filhos de Armúrio, uniram-se a Otman nesseataque de 27 de julho, de-modo-que Possinus afirma duas vezes que a data desteacontecimento foi 1299.Von Hammer, na prova que aduz em favor de 1301, cita mal a Possinus numareferência equívoca, como mostra o seguinte:"Gibbon estabelece sem autoridade o ano 1299. De acordo com as tábuas cronológicasde Hadji Khal¬fa, e outras fontes otomanas, a data é 1301; de acordo com a cronologiade Possinus usada na obra de Pachymeres, é 1302, o que concorda completamentecom o asserto de Hadji Khalfa, a saber que o ano da Hégira não termina antes deagosto de 1302. " — Von Hammer, Vol. 1, pág. 577.Ver-se-á por esta nota de Von Hammer que êle cita Possinus como havendo dado adata de 1302, entretanto, vimos que Possinus duas vezes dá a data de 1299. Demaneira que Von Hammer citou com precisão somente uma autoridade, a de HadjiKhalfa, havendo citado mal a cronologia de Possinus, que Pachymeres emprega.Uma Prova que Confirma a Data de 1299Geralmente se aceita que a divisão da Anatólia ocorreu no ano.. 1300 de nossa era. Emsua sinopse, Gibbon dá esta data como sendo 1330 A. D. Von Hammer admite queesse território haja sido dividido em 1301, o que devia haver ocorrido pelo menos em1300; de modo que até aí ele confirma a data de Gibbon. Nicéforo Grégoras,contemporâneo de Otman, fala desta divisão do território, e declara que Atman(Otman) tomou o Olimpo e a Bitínia, enquanto os filhos de Armúrio tomaram aPaflagônia, mostrando claramente que a invasão de Otman, em 27 de julho, ocorreuantes de 1300. Grégoras diz:"Havendo os turcos repartido entre si as antigas províncias do Império Romano naÁsia, a Carman Alisurius tocou a maior parte da Frigia mediterrânea, bem como todosos lugares perto de Filadélfia e os que se estendem de Antioquia à cidade situadasobre o rio Meandro. O território que se estende desde Esmirna até à costa da Jôniafoi dado a um certo Sarcha¬mer. Aqui se há-de observar que Magnésia e Êfeso foramtomadas de antemão por um certo Sasan. Calames e seu filho Carases obtiveram oterritório da Lídia e Acólia até Mísia sobre o Helesponto. Atman (Otman) obteve oterritório que rodeia o Olimpo e desde aí até a Bitínia; os filhos de Amur (Amurius)dividiram entre si o que vai do rio Sanga à Paflagônia. "—Ni-cephorus Grégoras, Vol. 7,págs. 214, 215.Vemos, portanto, que Otman já invadira a Bitínia a 27 de julho de 1299, antes darepartição do território, em 1300. Comprovando isto, temos a seguinte declaração deHis-torians History of the World:"Orthogrul, um dos sucessores de Alaud Din, último de seus sultões, estabeleceu o(seu) acampamento de quatrocentas famílias às margens do Sangarius; e seusdescendentes imediatos (Otman e seus homens), havendo penetrado na Bitínia em1299, estabeleceram-se pouco depois na cidade de Brusa. A divisão da Anatólia entreos emires turcos foi o resultado imediato dessa conquista. " — Vol. 2, pág. 378.
  11. 11. Este último testemunho concorda com o de Gibbon, Grégoras e outros, no sentido deque a divisão da Anatólia ocorreu em 1300; e Grégoras, assim como a obra HistoriansHistory of the World, colocam a invasão de Otman, que se realizou a 27 de julho de1299, antes dessa divisão do território pelos emires turcos. Porisso cremos que otestemunho de Gibbon e Possinus de que a data é 1299, é uma base sólida para ainterpretação desta profecia.A Terminação da Quinta TrombetaDepois da invasão de Otman, foram tomadas província após província, até que no fimdo período dos 150 anos, a 27 de julho de 1449, os turcos otomanos estavam de-pos-se de todo o território do Império do Oriente, na Ásia e na Europa, com exceção deConstantinopla e seus arredores. O rei que então reinava, subira ao trono com apermissão do sultão turco. O Senhor preservara a civilização e cultura dessa capital doOriente até a Renascença começar, e a Europa absorver a literatura do passado.Os quatro sultões do Eufrates haviam sido "presos" por ordem do Todo poderoso, paraque "não os matassem". Quando, ao começo da sexta trombeta ou segundo ai, foidada aos quatro anjos a ordem de soltar, com que prontidão os turcos destruíram oúltimo vestígio do Império do Oriente! Grandes preparativos se fizeram durante mesespara tomar essa cidadela antes que caísse. Edificaram-se fortes, forjaram-se canhões, eas muralhas de Constantinopla foram derribadas em 1453.Vimos, sob a quinta trombeta, que as hordas de gafanhotos saíram do fumo domaometismo e se lançaram sobre o Império do Oriente; vimos que se levantou o reicujo nome era "destruidor", a durante 150 anos, esse destruidor e seus súditos,representados pelos turcos otomanos, desolaram as províncias do Império; que aquinta trombeta, que foi o primeiro d03 ais, começou em 622, com o surgimento domaometismo, e terminou a 27 de julho de 1449, ao findarem os 150 anos. Notamos arápida queda de Constantinopla em 1453, somente quatro anos depois de soltos osturcos do Eufrates.Para termos perante nós a descrição minuciosa da sexta trombeta, transcrevemos otexto:"E tocou o sexto anjo a sua trombeta, e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas doaltar de ouro, que estava diante de Deus, a qual dizia ao sexto anjo, que tinha atrombeta: "Solta os quatro anjos, que estão presos junto ao grande rio Eufrates. Eforam soltos os quatro anjos, que estavam preparados para a hora, e dia, e mês e ano,afim de matarem a terça parte dos homens. " Apoc. 9: 13-15.O território do Eufrates foi, por muito tempo, dominado pelos turcos, de modo quenão há dúvida de que o profeta pensava no longo domínio otomano sobre o mesmo.Antes disso, haviam sido presos os poderes do Eufrates. A versão comum traduz apalavra grega dedeménous por "estão amarrados". Ainda que esta tradução sejaparcialmente verdadeira, não apresenta o significado integral. A tradução literal é"havendo sido amarrados". Esta interpretação traz conjuntamente o fato de que setratava de uma grande nação que fora retida, o que corresponde à idéia dos 150 anosde tormento, permitidos ao destruidor.
  12. 12. Os turcos foram soltos, e rapidamente destruíram o Império do Oriente, mas aprofecia é mais específica e descreve a nova e única maneira de derribar as muralhasdas últimas fortificações. A descrição é a seguinte:"E assim vi os cavalos nesta visão; e os que sobre eles cavalgavam tinham couraças defogo, e de jacinto, e de enxofre; e as cabeças dos cavalos eram como cabeças de leões;e de suas bocas saía fogo e fumo e enxofre. Por estas três pragas foi morta a terçaparte dos homens, isto é pelo fogo, pelo fumo, e pelo enxofre". (Vs. 17, 18. )Nesta descrição é vividamente apresentado o primeiro uso importante da pólvora.Constantinopla foi tomada, sendo suas muralhas derribadas por meio das armas defogo, as primeiras de sua espécie na história.Um Açoite para a Cristandade Apóstata.Si bem seja certo que o poder otomano reduziu o Império do Oriente, havia, noentanto, de continuar como um poder controlador da cristandade apóstata. Os turcosinvasores do sudeste da Europa dominaram os esforços da Europa católica que, porisso mesmo, não pôde desarraigar a Reforma em seu começo. Os otomanos retiverama terra santa, e, fora de dúvida, impediram aquela grosseira superstição que dava lugara que se vendessem ao público ingênuo supostas relíquias da crucifixão e de outrosacontecimentos relacionados com ela. Haviam-se já espalhado cravos e madeiras, quese dizia haverem pertencido à cruz de Cristo, suficientes para construir várias cruzes.Acerca da idolatria da cristandade, dizem as Escrituras:"E os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeramdas obras de suas mãos, para não adorarem os demônios, e os ídolos de ouro, e prata,e de bronze, e de pedra, e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar. Enão se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da suaprostituição, nem das suas ladroi¬ces. " (Vs. 20, 21. )Que infinidade de acusações se apresenta aqui contra o pretenso mundo cristão! Noentanto, quão exatamente corresponde às condições ainda depois de a Reforma havercomeçado a sua obra! Faziam-se imagens dos santos e da crucifixão e vendiam-se a umpovo entenebrecido e supersticioso. Relicários de pedra e madeira, dedicados aossantos, perpetuavam a mais vergonhosa superstição e idolatria de um povinhoingênuo. Muitos protestantes foram assassinados pela3 perseguições que sedesencadearam. A igreja idólatra provocava feitiçarias na forma de encantamentos desantos, cruzes, etc. Cometeu-se um sacrilégio com os reis da Europa, ao unirem-se aigreja e o estado.O Tempo Concedido aos Turcos"E foram soltos os quatro anjos, que estavam preparados para a hora, e dia, e mês, eano. " Aqui se concede um tempo aos vitimários: Uma hora, um dia, um mês, e umano. Um ano, de acordo com o cômputo profético bíblico, representa 360 dias, isto é,360 anos na profecia simbólica (Ezeq. 4: 6); um mês representa 30 dias, ou anos; umdia é um ano; e uma hora é a vigésima quarta parte de um dia, o que equivale a quinzedias literais. A soma destes períodos dá 391 anos e quinze dias.
  13. 13. Se este período começou ao terminar a quinta trombeta, a 27 de julho de 1449, entãoos 391 anos nos levam até 11 de agosto de 1840. Este período foi calculado epublicado por Josias Litch, em 1838, dois anos antes de terminar. A profecia começou aser estudada com grande interesse, e quando a Turquia perdeu muito do seu poder,em 1840, e permitiu que as potências cristãs dirigissem os seus negócios, a mensagemadventista de 1840 a 1844 recebeu um grande impulso.Devido a essa ousada predição de Josias Litch, muitos olhos seguiram a crise queocorreu de 1838-1840, nas relações que mantinha a Turquia com Mehemet Ali, doEgito; alguns esperavam ver o fracasso da predição, outros esperavam seucumprimento.Temendo a vitória do Egito e a possível destruição da Turquia, celebrou-se umaconferência das grandes potências, a 15 de j u l h o de 1840, na qual se achavarepresentada a Turquia, para discutir a situação. Decidiu-se que essa nação enviasseum u l t i m a t um a Mehemet Ali, fazendo-lhe certas concessões; e si se pudesse comisso resolver amigavelmente a situação entre a Turquia e o Egito, evitar-se-ia aintervenção das grandes potências nos assuntos do Império Otomano.De acordo com isto, o sultão t u r co enviou u m representante, Rifat Bey, a Alexandria,com o ultimatum. O enviado chegou a Alexandria em 11 de agosto de 1840. Até entãoa Turquia podia recusar-se a entregar o u l t i m a t um e evitar a intervenção da partedas potências; mas, com a chegada do ultimatum a Alexandria para sua entrega,estava além do poder da Turquia o ajuste dos seus próprios assuntos. Este fato secompreenderá melhor com os seguintes incidentes: A chegada da embarcação,Mehemet Ali, o rebelde governador do Egito, deixara instruções para mantê-la isoladadurante seis dias, e ele, havendo recebido alguma informação referente à conferênciade Londres e ao objetivo da missão do enviado, ausentou-se da cidade com o fito deresistir às proposições do ultimatum e procurar ajuda para a defesa do Egito. Cremosque a chegada do enviado turco, Rifat Bey, constitui juridicamente a entrega dodocumento, ainda que Mehemet deliberadamente se tenha ausentado de Alexandria,como o mostra a seguinte citação:"Rifat Bey chegou a Alexandria em 11 de agosto; mas lá não encontrou a Mehemet Ali.Ele fora fazer uma excursão pelo Baixo Egito, com o pretexto de visitar os canais doNilo, mas na realidade para ganhar tempo. " — The Life and Times of ViscountPalmerston, J. E. Ritchie, Divisão 2, pág. 529.Portanto, ainda que materialmente não tenha sido o ultimatum entregue em 11 deagosto de 1840, pelo qual Mehemet Ali devia entrar em negociações com a Turquia,que, por sua vez, se punha sob a proteção das potências européias, legalmente nessese fez a entrega.Ainda, materialmente, a 11 de agosto aconteceu alguma coisa que mostra aimportância da data. Nesse dia se apresentou em Beirute uma frota enviada pelaspotências para enfrentar qualquer emergência. Em 11 de agosto o sultão da Turquiaperguntou aos embaixadores das potências, segundo diz um correspondente do diárioLondon Chronicle em Constantinopla, que deveria fazer caso fossem rejeitadas as
  14. 14. propostas do ultimatum; e foi-lhe respondido que "haviam sido tomadas providências."Vemos, portanto, que as potências consideravam estar o assunto em suas mãos, enisso consentiu o sultão.Quanto ao efeito desses acontecimentos de 11 de agosto de 1840 sobre o mundomuçulmano, o pastor Goodell, missionário protestante em Constantinopla, escreveu oseguinte, que se publicou no Missionary Herald, de abril de 1841, pág. 160:"Quebrantou-se para sempre o poder do islamismo; e este fato não se oculta nem aeles mesmos. Existem agora somente porque são tolerados. E ainda que os governoscristãos façam grandes esforços para sustentá-los, arruínam-se mais e maisprofundamente, com velocidade aterradora.... Quão maravilhoso é que, enquantotoda a cristandade se uniu para impedir o progresso do poder maometano, este tenhacrescido a pesar de toda sua oposição; e agora, quando todas as grandes potências daEuropa cristã — que se sentem plenamente capazes de reparar as ruínas e tratar dosassuntos de todo o mundo — se unem para sua proteção (do poder maometano) edefesa, ele arruína-se, a pesar de todo o cuidado protetor que se lhe prodigalize. "Este é um testemunho notável apresentado por um contemporâneo e testemunhaocular do ruir do Islã, e que não estava familiarizado com a predição profética. Desdeentão temos visto como as províncias muçulmanas se têm convertido em merosprotetorados.A serva do Senhor, contemporânea destes episódios, escreve quanto ao impulso querecebeu o movimento adventista com estes acontecimentos:"No ano de 1840 outro notável cumprimento de profecia despertou geral interesse.Dois anos antes, Josias Litch, um dos principais ministros que pregavam o segundoadvento, publicou uma explicação de Apocalipse 9, predizendo a queda do ImpérioOtomano. Segundo seus cálculos, esta potência deveria ser subvertida no ano 1840,no mês de agosto; e poucos dias apenas antes de seu cumprimento, escreveu:Admitindo que o primeiro período, 150 anos, se cumpriu exatamente antes queDeacozes subisse ao trono com permissão dos turcos, e que os 391 anos, quinze dias,começaram no final do primeiro período, o citado período terminará no dia 11 deagosto de 1840, quando se pode esperar seja abatido o poderio otomano emConstantinopla. E isto, creio eu, verificar-se-á ser o caso. "No mesmo tempo especificado, a Turquia, por intermédio de seus embaixadores,aceitou a proteção das potências aliadas da Europa, e assim se pôs sob a direção denações cristãs. O acontecimento cumpriu exatamente a predição. Quando isto setornou conhecido, multidões se convenceram da exatidão dos princípios deinterpretação profética adotados por Miller e seus companheiros, e maravilhosoimpulso foi dado ao movimento do advento. Homens de saber e posição uniram-se aMiller, tanto para pregar como para publicar suas opiniões, e de 1840 a 1844 a obraestendeu-se rapidamente. " — O Conflito dos Séculos, págs. 334, 335.Como dissemos antes, mediante estes acontecimentos foi desfeita a unidade do Islão,e as grandes potências têm conquistado um após outro os países maometanos, até
  15. 15. deixar um pequeno sector da nação do Eufrates. O rio se secará sob o derramamentoda sexta praga.Outros Acontecimentos da Sexta TrombetaSe o estudante da profecia tomar sua Bíblia e revisar os acontecimentos do décimo edécimo terceiro versículos do capítulo onze de Apocalipse, até chegar à terminação dasexta trombeta ou ai, obterá uma visão completa dos acontecimentos referentes aesta trombeta e a sua finalização. O fim da sexta trombeta se anuncia em Apocalipse11: 14. "É passado o segundo ai; eis que o terceiro ai cedo virá. "Sétima TrombetaVimos que o segundo ai, ou a sexta trombeta, terminou em 11 de agosto de 1840. "Oterceiro ai cedo virá. " A expressão "cedo" parece colocar o fim de uma trombeta e ocomeço da outra a não muita distância. A afirmação de que a sexta trombeta terminouem 1453, e a sétima há de começar sob as últimas sete pragas, tal como asseveramalguns, dificilmente pode ser sustentada si se tiver em conta o vocábulo "cedo"; poishaveria um intervalo de mais de quatro séculos entre as duas. Nossa interpretação,como igreja, tem sido que a sexta trombeta, ou segundo ai, terminou em 1840, comum intervalo de apenas quatro anos. Examinemos as provas concernentes ao começodo terceiro ai, ou sétima trombeta."E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Osreinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e Ele reinará para todoo sempre. " (V. 15. )Este texto coloca o estabelecimento do reino de Cristo sob a sétima trombeta. Masencontramos um começo mais específico deste período profético, no versículo 18: "Eiraram-se as nações, e veio a Tua ira, e o tempo dos mortos, para que sejam julgados, eo tempo de dares o galardão aos profetas, Teus servos, e aos santos, e aos que tememo Teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra."O tempo do juízo marca o começo deste período. Aqui se faz referência ao juízoinvestigativo, pois vem após ele a recompensa aos santos. De acordo com a mensagemda hora do juízo de Apocalipse 14: 6-8. o juízo que começou em 1844 continuaenquanto o evangelho eterno está sendo pregado às nações da terra. Concluímos queesse juízo se refere ao mesmo, e que teve início em 1844, quando começou a soar atrombeta do sétimo anjo. Outra proclamação acerca do começo do período destatrombeta encontramos no versículo 7 do capítulo 10:"Mas nos dias da voz do sétimo anjo, quando tocar a sua trombeta, se cumprirá osegredo de Deus, como anunciou aos profetas, Seus servos. "Iraram-se as NaçõesDurante estes anos, desde 1844, enquanto o juízo se vem processando, iraram-se asnações. Que descrição notável dos grandes preparativos bélicos que caracterizam osanos posteriores ao grande período revolucionário de 1848! A luta sem precedentes
  16. 16. das nações neste tempo, indica que a grande crise final dos povos está diante de nós.Não necessitamos entrar em detalhes sobre o assunto, pois os diários apresentam emsuas páginas condições que abalam os povos. Este tempo é comparável com os sinaisque de Sua vinda deu o Salvador, tal como se registram em S. Lucas 21: 25: "E haverásinais no sol e na lua e nas estrelas; e na terra angústia das nações, em perplexidadepelo bramido do mar e das ondas. "Logo depois desta descrição dos sinais, nosso Senhor asseverou: "E então verão vir oFilho do homem numa nuvem, com poder e grande glória. " (V. 27. ) Esteacontecimento está às portas. Logo há de terminar o mistério de Deus; logo serãodadas as recompensas dos santos. O Senhor destruirá "os que destroem a terra", e "osreinos do mundo" virão "a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e Ele reinará para todoo sempre. " (Apoc. 11: 18, 15) Este último acontecimento termina com a sétimatrombeta ou terceiro ai. Mas antes de concluir este estudo, consideremos o últimoversículo do capítulo 11."E abriu-se no céu o templo de Deus, e a arca do Seu concerto foi vista no Seu templo:e houve relâmpagos, e vozes, e trovões, e terremotos e grande saraiva. "Aqui João contempla o lugar santíssimo do santuário celestial e vê "a arca do Seuconcerto". Por que observa agora no templo celestial a arca, que não foi contempladana visão do capitulo quatro? A resposta é que o juízo começou em.. 1844, quandosoou a trombeta do sétimo anjo; estava perto o grande dia de expiação, em que nossogrande Sumo-Sacerdote entrou no lugar santíssimo para realizar Sua última obra pelahumanidade. Vivemos nesta última fase do ministério de Cristo. Não sabemos quãologo terminará, mas os sinais prenunciam que esse dia logo chegará. Procuremos teressa preparação de alma que nos capacitará a dar as boas vindas a nosso Salvadorquando vier, e para que participemos da recompensa. Com isto damos por terminadonosso estudo sobre as trombetas.

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