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FICHA FORMATIVA Nº 2
GRUPO I
Lê o texto sobre a exposição As Idades do Mar. Em caso de necessidade, consulta o vocabulário
apresentado após o texto.
De seguida, responde aos itens que se lhe seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.
A IDADE DOS MITOS
Ilustram-se aqui algumas das narrativas matriciais1 do universo e da humanidade, fontes conservadas
através de tradições transpostas para a escrita e suporte permanente do imaginário visual. A mitologia
clássica divulgou o universo dos deuses e heróis eternizados nos textos gregos atribuídos a Homero e nos
romanos de Virgílio e Ovídio – Odisseia, Eneida e Metamorfoses. Os seus mares agitados são povoados por
divindades de referência humana, como Vénus, deusa nascida da espuma das ondas, ou Neptuno e
Anfitrite, casal que governa os mares. Aí também vivem fantásticos seres, como nereidas, tritões e sereias.
Referido na Bíblia em vários episódios, o mar também é cenário nos milagres de santos na Europa
católica em mitos fomentados pela Contra-Reforma, como os episódios da vida de S. Francisco Xavier.
A IDADE DO PODER
O mar foi cenário de jogos de poder determinados por ambições económicas e políticas que obrigaram
à formação de grandes esquadras confrontando-se para o seu domínio. Multiplica-se a representação de
conjuntos poderosos de navios pertencentes às potências marítimas europeias, tanto em circulações
comerciais como em batalhas. Tal figuração desenvolve-se sobretudo a partir da época das grandes
navegações oceânicas, quando o conhecimento científico substitui as visões medievais geradas pela
imaginação.
Ao princípio, concedia-se à representação de navios a função de cenário para temáticas religiosas. Mas
as Províncias Unidas protestantes desenvolveram uma pintura ostentatória2, laica3, que pretendia ilustrar
e divulgar os seus sucessos no mar contra o domínio dos Habsburgos da Espanha católica. Em meados do
século XVII, os motivos preferenciais da afirmação de poder pela Holanda são os confrontos com a
Inglaterra, a nova potência naval europeia.
INSTITUTO DOS PUPILOS DO EXÉRCITO
Serviço Escolar
Ano Letivo de 2016 / 2017
ANO: 9ºano TURMA: B
Disciplina de Português
Ano Letivo 2016 / 2017  2º Período
A IDADE DO TRABALHO
Trabalhos relacionados com o mar apontam atividades continuadas de resposta a necessidades
fundamentais, tanto as de sobrevivência material (a pesca como fonte de alimento) como as das
comunicações com outras terras (os comércios que implicam o movimento dos portos como lugares
de abrigo e trânsito de pessoas, bens, serviços e culturas).
Os areais e os lodos junto ao mar também guardam meios de subsistência, que por vezes
evidenciam a dureza da sobrevivência humana, em contraponto com a representação do negócio. A
pesca prolonga-se no comércio, feito nas lotas ou nos centros urbanos, onde chegam às populações
os alimentos do mar. Fecha-se assim o ciclo do trabalho.
A IDADE DAS TORMENTAS
A morfologia dos mares agitados e dos acontecimentos meteorológicos a eles associados, matéria
de assombro e pavor que os pintores foram registando, relativiza a dimensão humana perante a sua
violência destruidora.
Num jogo entre objetivos documentais e representações cenicamente fantasiadas, estas pinturas
centram -se tanto no motivo das tormentas como no dos naufrágios que delas resultam, numa luta
entre a força monumental da Natureza e a audácia humana para nela navegar.
O sentimento trágico é acentuado na representação dos naufrágios, com o desaparecimento das
embarcações e das pessoas e bens. O cenário do mar pode assim propiciar reflexões éticas e políticas
sobre o drama social da perda do pescador enquanto sustento da família e suscita também meditações
transcendentes sobre a vida dos homens como povo ou sobre a definitiva solidão existencial do
indivíduo.
http://www.museu.gulbenkian.pt (texto adaptado)
VOCABULÁRIO
1- Matricial – que gere uma matriz ( modelo)
2- Ostentatório - exibicionista
3- Laica – que não é religiosa
1. As afirmações A a G referem-se a informações do texto.
Escreve a sequência de letras que corresponde à ordem pela qual essas informações surgem
no texto. Começa a sequência pela letra E.
A._____ Determinadas províncias protestantes usam a pintura para difundir os seus êxitos no mar.
B. _____As imagens criadas pela imaginação na época medieval são substituídas por outras
influenciadas pelo conhecimento científico.
C. _____Os quadros passam a representar, por exemplo, o comércio nas lotas ou nos centros das
cidades.
D. _____ O mar é referido nos textos bíblicos como cenário de milagres.
E. __1__ Algumas das lendas fundadoras do universo e do ser humano são alvo de ilustração.
F. _____ O cenário do mar desencadeia reflexões sobre os dramas sociais e o sentido da vida humana.
G. _____ O registo pictórico da violência destrutiva do mar acentua o poder das forças da natureza.
2.Associa cada elemento da Coluna A ao único elemento da Coluna B que lhe corresponde, de
acordo com o sentido do texto.
Escreve as letras e os números correspondentes. Utiliza cada letra e cada número apenas uma
vez.
COLUNA A COLUNA B
(a) Idade dos Mitos
(b) Idade do Trabalho
(c) Idade do Poder
(d) Idade das Tormentas
(1) Era representada nas pinturas como um tempo de confronto entre
o Homem e o poder do universo que o rodeava.
(2) Época em que o mar se destaca como fonte de recursos essenciais
e veículo de comunicação.
(3) Período que valoriza o mar sobretudo como espaço de fuga e de
recreio.
(4) Etapa em que o mar é representado como um lugar habitado por
divindades e seres fantásticos.
(5) Época de afirmação das grandes potências marítimas.
3. Seleciona a opção que corresponde à única afirmação falsa, de acordo com o sentido do texto.
Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.
A. O pronome «que» (linha 7) refere-se a «Neptuno e Anfitrite».
B. O pronome «que» (linha 18) refere-se a «uma pintura ostentatória, laica».
C. O pronome «que» (linha 27) refere-se a «meios de subsistência».
D. O pronome «que» (linha 33) refere-se a «matéria de assombro e pavor».
PARTE B
Lê o excerto apresentado de Os Lusíadas de Luís de Camões. Se necessário, consulta o
vocabulário fornecido.
De seguida, responde, de forma completa e bem estruturada, aos itens apresentados. Salvo
indicação em contrário, utiliza as tuas próprias palavras.
122 De outras belas senhoras e Princesas
Os desejados tálamos1 enjeita,
Que tudo, enfim, tu, puro amor, desprezas 1tálamos: leitos conjugais, núpcias.
Quando um gesto suave te sujeita.
Vendo estas namoradas estranhezas2, 2namoradas estranhezas: loucuras da
O velho pai sesudo, que respeita paixão
O murmurar do povo e a fantasia
Do filho, que casar-se não queria,
123 Tirar Inês ao mundo determina,
Por lhe tirar o filho que tem preso,
Crendo c’o sangue só da morte indina
Matar do firme amor o fogo aceso.
Que furor consentiu que a espada fina
Que pôde sustentar o grande peso
Do furor Mauro, fosse alevantada
Contra ũa fraca dama delicada?
124 Traziam-na os horríficos algozes
Ante o Rei, já movido a piedade;
Mas o povo, com falsas e ferozes
Razões, à morte crua o persuade.
Ela, com tristes e piedosas vozes,
Saídas só da mágoa e saudade
Do seu Príncipe e filhos, que deixava,
Que mais que a própria morte a magoava,
125 Pera o céu cristalino alevantando,
Com lágrimas, os olhos piedosos
(Os olhos, porque as mãos lhe estava atando
Um dos duros ministros rigorosos);
[…]
Luís de Camões, Os Lusíadas, edição de A. J. da Costa Pimpão,5.ª ed., Lisboa, MNE – IC, 2003.
1. Identifica o episódio a que pertencem as estâncias transcritas, indicando em que plano narrativo
e parte da estrutura interna se insere .
2. Refere o comportamento de D. Pedro constante da estância 122 e explicita o modo como o
narrador o justifica.
3. Perante as «namoradas estranhezas» (est. 122, v. 5), D. Afonso IV toma uma decisão: «Tirar Inês
ao mundo determina» (est. 123, v.1).
Identifica o recurso estilístico utilizado para transmitir essa decisão, justificando a sua utilização.
4. Através da pergunta retórica que conclui a estância 123, o narrador mostra-se indignado.
Explicita os motivos dessa indignação
5. Com base na estância 124, explica a luta interior no espírito do rei.
6. Indica o principal motivo da dor de Inês na situação em que se encontrava.
PARTE C
Lê as estrofes 122 e 123 do Canto III de Os Lusíadas, a seguir transcritas, e responde, de forma completa
e bem estruturada, ao item apresentado. Em caso de necessidade, consulta o glossário que é
apresentado a seguir ao texto.
TEXTO C
De outras belas senhoras e Princesas
Os desejados talamos1 enjeita2,
Que tudo, em fim, tu, puro amor, desprezas
Quando um gesto suave te sujeita.
Vendo estas namoradas estranhezas,
O velho pai sesudo, que respeita
O murmurar do povo, e a fantasia
Do filho, que casar-se não queria,
Tirar Inês ao mundo determina,
Por lhe tirar o filho que tem preso,
Crendo c’o sangue só da morte indina3
Matar do firme amor o fogo aceso.
Que furor consentiu que a espada fina,
Que pode sustentar o grande peso
Do furor Mauro4, fosse alevantada
Contra ũa fraca dama delicada?
Luís de Camões, Os Lusíadas, ed. preparada por António José Saraiva,
2.a ed., Porto, Livraria Figueirinhas, 1999
VOCABULÁRIO:
1 tálamos – leitos nupciais ou conjugais.
2 enjeita – rejeita.
3 indina – indigna.
4 Mauro – mouro.
Redige um texto expositivo, com um mínimo de 70 e um máximo de 100 palavras, no qual explicites o
conteúdo das estrofes 122 e 123.
O teu texto deve incluir:
• uma parte introdutória, em que identifiques o episodio a que pertencem as estrofes e as
personagens históricas nelas mencionadas;
• um desenvolvimento, no qual indiques a decisão referida na segunda estrofe e as razões que,
segundo o narrador, motivaram essa decisão;
• uma parte final, em que refiras o sentimento expresso pelo narrador com a interrogação final
e a razão que originou esse sentimento.
1. Para efeitos de contagem, considera-se uma palavra qualquer sequencia delimitada por espaços em
branco, mesmo quando esta integre elementos ligados por hífen (ex.: /di-lo-ei/). Qualquer número
conta como uma única palavra, independentemente dos algarismos que o constituam (ex.: /2009/).
2. Relativamente ao desvio dos limites de extensão indicados – um mínimo de 70 e um máximo de 100
palavras –, há que atender ao seguinte:
– a um texto com extensão inferior a 23 palavras e atribuída a classificação de 0 (zero) pontos;
– nos outros casos, um desvio dos limites de extensão requeridos implica uma desvalorização parcial
(um ponto) do texto produzido.
GRUPO II- Funcionamento da Língua
1. Classifica a forma verbal sublinhada na frase seguinte, indicando tempo, modo e pessoa.
O povo não perdoou Inês de Castro.
2. As palavras abaixo foram distribuídas pelos grupos A, B, C e D, segundo o seu processo de
formação. A cada grupo corresponde um processo diferente.
GRUPO A GRUPO B GRUPO C GRUPO D
psicologia
herbívoro
ortografia
agricultura
hospitalizar
realização
calmamente
saltitar
desfazer
compor
amoral
infiel
abonecar
envelhecer
avermelhar
amanhecer
Integra, nos grupos A, B, C ou D, cada uma das dez palavras seguintes, de acordo com o respetivo processo
de formação.
Apodrecer biblioteca chuviscar crueldade ensurdecer
Ilegal morfologia paredão prever reconto
GRUPO A GRUPO B GRUPO C GRUPO D
1. Qual das frases complexas seguinte contém uma oração subordinada completiva?
Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.
(A) Esta é a história de Inês de Castro, que foi rainha depois de morta.
(B) O rei queria que o seu filho se casasse com outra mulher.
(C) A compreensão de que Inês precisava não lhe foi concedida.
(D) Este é um acontecimento que revolta o poeta.
2. Transforma cada par de frases simples numa frase complexa, utilizando conjunções e
locuções conjuncionais das subclasses indicadas entre parênteses. Faz as alterações
necessárias.
a) Inês preferia o desterro à morte.
Assim poderia cuidar dos seus filhos. (locução subordinativa causal)
b) Os portugueses chegarão à Índia.
Os portugueses alcançarão o estatuto de heróis. (conjunção subordinativa condicional)
5. Lê a frase apresentada.
Inês de Castro foi posta diante do rei pelos algozes.
Reescreve a frase na ativa, respeitando, na frase que escreveres, o tempo e o modo.
GRUPO III- Expressão escrita
Escolhe um dos temas propostos:
Tema A
O texto A foca a ligação entre Portugal e o mar. Para muitos autores, o mar está associado a
mistérios por desvendar.
Escreve um texto narrativo, correto e bem estruturado, com um mínimo de 180 e um máximo de
240 palavras, em que imagines uma aventura misteriosa que tenha o mar como cenário.
Na tua narrativa, deves incluir, pelo menos, um momento de descrição de uma personagem.
Tema B
Diz-se que Os Lusíadas narra a história de uma nação que descobriu um mundo novo.
Apesar de se ter chamado à conquista espacial a maior aventura do Homem, Rómulo de Carvalho
(escritor português) afirma que a maior aventura do Homem continua a ser a dos Descobrimentos
marítimos dos séculos XV e XVI.
Redige um texto de opinião, que possa ser publicado num jornal escolar, em que, considerando
as diferenças e as semelhanças entre estas duas aventuras (os Descobrimentos e a conquista espacial),
apresentes o teu ponto de vista sobre qual foi a mais ousada.
Independentemente do tema escolhido, o teu texto deve ter um mínimo de 180 e um máximo de 240
palavras.
Observações relativas ao Grupo III:
1. Para efeitos de contagem, considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em
branco,
mesmo quando esta integre elementos ligados por hífen (exemplo: /di-lo-ei/). Qualquer número conta
como uma única palavra, independentemente dos algarismos que o constituam (exemplo: /2013/).
2. Relativamente ao desvio dos limites de extensão indicados – um mínimo de 180 e um máximo de 240
palavras- há que atender ao seguinte:
-um desvio dos limites de extensão requeridos implica uma desvalorização parcial (até dois pontos);
-um texto com extensão inferior a 60 palavras é classificado com 0 (zero) pontos.
Bm trabalh!!!

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Teste de preparação 1

  • 1. FICHA FORMATIVA Nº 2 GRUPO I Lê o texto sobre a exposição As Idades do Mar. Em caso de necessidade, consulta o vocabulário apresentado após o texto. De seguida, responde aos itens que se lhe seguem, de acordo com as orientações que te são dadas. A IDADE DOS MITOS Ilustram-se aqui algumas das narrativas matriciais1 do universo e da humanidade, fontes conservadas através de tradições transpostas para a escrita e suporte permanente do imaginário visual. A mitologia clássica divulgou o universo dos deuses e heróis eternizados nos textos gregos atribuídos a Homero e nos romanos de Virgílio e Ovídio – Odisseia, Eneida e Metamorfoses. Os seus mares agitados são povoados por divindades de referência humana, como Vénus, deusa nascida da espuma das ondas, ou Neptuno e Anfitrite, casal que governa os mares. Aí também vivem fantásticos seres, como nereidas, tritões e sereias. Referido na Bíblia em vários episódios, o mar também é cenário nos milagres de santos na Europa católica em mitos fomentados pela Contra-Reforma, como os episódios da vida de S. Francisco Xavier. A IDADE DO PODER O mar foi cenário de jogos de poder determinados por ambições económicas e políticas que obrigaram à formação de grandes esquadras confrontando-se para o seu domínio. Multiplica-se a representação de conjuntos poderosos de navios pertencentes às potências marítimas europeias, tanto em circulações comerciais como em batalhas. Tal figuração desenvolve-se sobretudo a partir da época das grandes navegações oceânicas, quando o conhecimento científico substitui as visões medievais geradas pela imaginação. Ao princípio, concedia-se à representação de navios a função de cenário para temáticas religiosas. Mas as Províncias Unidas protestantes desenvolveram uma pintura ostentatória2, laica3, que pretendia ilustrar e divulgar os seus sucessos no mar contra o domínio dos Habsburgos da Espanha católica. Em meados do século XVII, os motivos preferenciais da afirmação de poder pela Holanda são os confrontos com a Inglaterra, a nova potência naval europeia. INSTITUTO DOS PUPILOS DO EXÉRCITO Serviço Escolar Ano Letivo de 2016 / 2017 ANO: 9ºano TURMA: B Disciplina de Português Ano Letivo 2016 / 2017  2º Período
  • 2. A IDADE DO TRABALHO Trabalhos relacionados com o mar apontam atividades continuadas de resposta a necessidades fundamentais, tanto as de sobrevivência material (a pesca como fonte de alimento) como as das comunicações com outras terras (os comércios que implicam o movimento dos portos como lugares de abrigo e trânsito de pessoas, bens, serviços e culturas). Os areais e os lodos junto ao mar também guardam meios de subsistência, que por vezes evidenciam a dureza da sobrevivência humana, em contraponto com a representação do negócio. A pesca prolonga-se no comércio, feito nas lotas ou nos centros urbanos, onde chegam às populações os alimentos do mar. Fecha-se assim o ciclo do trabalho. A IDADE DAS TORMENTAS A morfologia dos mares agitados e dos acontecimentos meteorológicos a eles associados, matéria de assombro e pavor que os pintores foram registando, relativiza a dimensão humana perante a sua violência destruidora. Num jogo entre objetivos documentais e representações cenicamente fantasiadas, estas pinturas centram -se tanto no motivo das tormentas como no dos naufrágios que delas resultam, numa luta entre a força monumental da Natureza e a audácia humana para nela navegar. O sentimento trágico é acentuado na representação dos naufrágios, com o desaparecimento das embarcações e das pessoas e bens. O cenário do mar pode assim propiciar reflexões éticas e políticas sobre o drama social da perda do pescador enquanto sustento da família e suscita também meditações transcendentes sobre a vida dos homens como povo ou sobre a definitiva solidão existencial do indivíduo. http://www.museu.gulbenkian.pt (texto adaptado) VOCABULÁRIO 1- Matricial – que gere uma matriz ( modelo) 2- Ostentatório - exibicionista 3- Laica – que não é religiosa 1. As afirmações A a G referem-se a informações do texto. Escreve a sequência de letras que corresponde à ordem pela qual essas informações surgem no texto. Começa a sequência pela letra E. A._____ Determinadas províncias protestantes usam a pintura para difundir os seus êxitos no mar. B. _____As imagens criadas pela imaginação na época medieval são substituídas por outras influenciadas pelo conhecimento científico. C. _____Os quadros passam a representar, por exemplo, o comércio nas lotas ou nos centros das cidades. D. _____ O mar é referido nos textos bíblicos como cenário de milagres. E. __1__ Algumas das lendas fundadoras do universo e do ser humano são alvo de ilustração. F. _____ O cenário do mar desencadeia reflexões sobre os dramas sociais e o sentido da vida humana. G. _____ O registo pictórico da violência destrutiva do mar acentua o poder das forças da natureza.
  • 3. 2.Associa cada elemento da Coluna A ao único elemento da Coluna B que lhe corresponde, de acordo com o sentido do texto. Escreve as letras e os números correspondentes. Utiliza cada letra e cada número apenas uma vez. COLUNA A COLUNA B (a) Idade dos Mitos (b) Idade do Trabalho (c) Idade do Poder (d) Idade das Tormentas (1) Era representada nas pinturas como um tempo de confronto entre o Homem e o poder do universo que o rodeava. (2) Época em que o mar se destaca como fonte de recursos essenciais e veículo de comunicação. (3) Período que valoriza o mar sobretudo como espaço de fuga e de recreio. (4) Etapa em que o mar é representado como um lugar habitado por divindades e seres fantásticos. (5) Época de afirmação das grandes potências marítimas. 3. Seleciona a opção que corresponde à única afirmação falsa, de acordo com o sentido do texto. Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida. A. O pronome «que» (linha 7) refere-se a «Neptuno e Anfitrite». B. O pronome «que» (linha 18) refere-se a «uma pintura ostentatória, laica». C. O pronome «que» (linha 27) refere-se a «meios de subsistência». D. O pronome «que» (linha 33) refere-se a «matéria de assombro e pavor».
  • 4. PARTE B Lê o excerto apresentado de Os Lusíadas de Luís de Camões. Se necessário, consulta o vocabulário fornecido. De seguida, responde, de forma completa e bem estruturada, aos itens apresentados. Salvo indicação em contrário, utiliza as tuas próprias palavras. 122 De outras belas senhoras e Princesas Os desejados tálamos1 enjeita, Que tudo, enfim, tu, puro amor, desprezas 1tálamos: leitos conjugais, núpcias. Quando um gesto suave te sujeita. Vendo estas namoradas estranhezas2, 2namoradas estranhezas: loucuras da O velho pai sesudo, que respeita paixão O murmurar do povo e a fantasia Do filho, que casar-se não queria, 123 Tirar Inês ao mundo determina, Por lhe tirar o filho que tem preso, Crendo c’o sangue só da morte indina Matar do firme amor o fogo aceso. Que furor consentiu que a espada fina Que pôde sustentar o grande peso Do furor Mauro, fosse alevantada Contra ũa fraca dama delicada? 124 Traziam-na os horríficos algozes Ante o Rei, já movido a piedade; Mas o povo, com falsas e ferozes Razões, à morte crua o persuade. Ela, com tristes e piedosas vozes, Saídas só da mágoa e saudade Do seu Príncipe e filhos, que deixava, Que mais que a própria morte a magoava, 125 Pera o céu cristalino alevantando, Com lágrimas, os olhos piedosos (Os olhos, porque as mãos lhe estava atando Um dos duros ministros rigorosos); […] Luís de Camões, Os Lusíadas, edição de A. J. da Costa Pimpão,5.ª ed., Lisboa, MNE – IC, 2003. 1. Identifica o episódio a que pertencem as estâncias transcritas, indicando em que plano narrativo e parte da estrutura interna se insere . 2. Refere o comportamento de D. Pedro constante da estância 122 e explicita o modo como o narrador o justifica. 3. Perante as «namoradas estranhezas» (est. 122, v. 5), D. Afonso IV toma uma decisão: «Tirar Inês ao mundo determina» (est. 123, v.1). Identifica o recurso estilístico utilizado para transmitir essa decisão, justificando a sua utilização.
  • 5. 4. Através da pergunta retórica que conclui a estância 123, o narrador mostra-se indignado. Explicita os motivos dessa indignação 5. Com base na estância 124, explica a luta interior no espírito do rei. 6. Indica o principal motivo da dor de Inês na situação em que se encontrava. PARTE C Lê as estrofes 122 e 123 do Canto III de Os Lusíadas, a seguir transcritas, e responde, de forma completa e bem estruturada, ao item apresentado. Em caso de necessidade, consulta o glossário que é apresentado a seguir ao texto. TEXTO C De outras belas senhoras e Princesas Os desejados talamos1 enjeita2, Que tudo, em fim, tu, puro amor, desprezas Quando um gesto suave te sujeita. Vendo estas namoradas estranhezas, O velho pai sesudo, que respeita O murmurar do povo, e a fantasia Do filho, que casar-se não queria, Tirar Inês ao mundo determina, Por lhe tirar o filho que tem preso, Crendo c’o sangue só da morte indina3 Matar do firme amor o fogo aceso. Que furor consentiu que a espada fina, Que pode sustentar o grande peso Do furor Mauro4, fosse alevantada Contra ũa fraca dama delicada? Luís de Camões, Os Lusíadas, ed. preparada por António José Saraiva, 2.a ed., Porto, Livraria Figueirinhas, 1999 VOCABULÁRIO: 1 tálamos – leitos nupciais ou conjugais. 2 enjeita – rejeita. 3 indina – indigna. 4 Mauro – mouro. Redige um texto expositivo, com um mínimo de 70 e um máximo de 100 palavras, no qual explicites o conteúdo das estrofes 122 e 123. O teu texto deve incluir: • uma parte introdutória, em que identifiques o episodio a que pertencem as estrofes e as personagens históricas nelas mencionadas; • um desenvolvimento, no qual indiques a decisão referida na segunda estrofe e as razões que, segundo o narrador, motivaram essa decisão; • uma parte final, em que refiras o sentimento expresso pelo narrador com a interrogação final e a razão que originou esse sentimento. 1. Para efeitos de contagem, considera-se uma palavra qualquer sequencia delimitada por espaços em branco, mesmo quando esta integre elementos ligados por hífen (ex.: /di-lo-ei/). Qualquer número conta como uma única palavra, independentemente dos algarismos que o constituam (ex.: /2009/). 2. Relativamente ao desvio dos limites de extensão indicados – um mínimo de 70 e um máximo de 100 palavras –, há que atender ao seguinte: – a um texto com extensão inferior a 23 palavras e atribuída a classificação de 0 (zero) pontos; – nos outros casos, um desvio dos limites de extensão requeridos implica uma desvalorização parcial (um ponto) do texto produzido.
  • 6. GRUPO II- Funcionamento da Língua 1. Classifica a forma verbal sublinhada na frase seguinte, indicando tempo, modo e pessoa. O povo não perdoou Inês de Castro. 2. As palavras abaixo foram distribuídas pelos grupos A, B, C e D, segundo o seu processo de formação. A cada grupo corresponde um processo diferente. GRUPO A GRUPO B GRUPO C GRUPO D psicologia herbívoro ortografia agricultura hospitalizar realização calmamente saltitar desfazer compor amoral infiel abonecar envelhecer avermelhar amanhecer Integra, nos grupos A, B, C ou D, cada uma das dez palavras seguintes, de acordo com o respetivo processo de formação. Apodrecer biblioteca chuviscar crueldade ensurdecer Ilegal morfologia paredão prever reconto GRUPO A GRUPO B GRUPO C GRUPO D 1. Qual das frases complexas seguinte contém uma oração subordinada completiva? Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida. (A) Esta é a história de Inês de Castro, que foi rainha depois de morta. (B) O rei queria que o seu filho se casasse com outra mulher. (C) A compreensão de que Inês precisava não lhe foi concedida. (D) Este é um acontecimento que revolta o poeta. 2. Transforma cada par de frases simples numa frase complexa, utilizando conjunções e locuções conjuncionais das subclasses indicadas entre parênteses. Faz as alterações necessárias. a) Inês preferia o desterro à morte. Assim poderia cuidar dos seus filhos. (locução subordinativa causal) b) Os portugueses chegarão à Índia. Os portugueses alcançarão o estatuto de heróis. (conjunção subordinativa condicional) 5. Lê a frase apresentada. Inês de Castro foi posta diante do rei pelos algozes. Reescreve a frase na ativa, respeitando, na frase que escreveres, o tempo e o modo.
  • 7. GRUPO III- Expressão escrita Escolhe um dos temas propostos: Tema A O texto A foca a ligação entre Portugal e o mar. Para muitos autores, o mar está associado a mistérios por desvendar. Escreve um texto narrativo, correto e bem estruturado, com um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras, em que imagines uma aventura misteriosa que tenha o mar como cenário. Na tua narrativa, deves incluir, pelo menos, um momento de descrição de uma personagem. Tema B Diz-se que Os Lusíadas narra a história de uma nação que descobriu um mundo novo. Apesar de se ter chamado à conquista espacial a maior aventura do Homem, Rómulo de Carvalho (escritor português) afirma que a maior aventura do Homem continua a ser a dos Descobrimentos marítimos dos séculos XV e XVI. Redige um texto de opinião, que possa ser publicado num jornal escolar, em que, considerando as diferenças e as semelhanças entre estas duas aventuras (os Descobrimentos e a conquista espacial), apresentes o teu ponto de vista sobre qual foi a mais ousada. Independentemente do tema escolhido, o teu texto deve ter um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras. Observações relativas ao Grupo III: 1. Para efeitos de contagem, considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco, mesmo quando esta integre elementos ligados por hífen (exemplo: /di-lo-ei/). Qualquer número conta como uma única palavra, independentemente dos algarismos que o constituam (exemplo: /2013/). 2. Relativamente ao desvio dos limites de extensão indicados – um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras- há que atender ao seguinte: -um desvio dos limites de extensão requeridos implica uma desvalorização parcial (até dois pontos); -um texto com extensão inferior a 60 palavras é classificado com 0 (zero) pontos. Bm trabalh!!!