ROMANTISMO - REVISÃO Tudo  indica  que o primeiro best-seller foi o livro chamado  “ Os  sofrimentos  do  jovem  Werther”.  O romance  é  escrito  em  primeira pessoa e com poucas personagens. Na época ocorreu, na Europa, uma onda de suicídios, de tão profundo que Goethe fora em suas palavras.
ROMANTISMO - REVISÃO O  Romantismo  está  relacionado  a  dois acontecimentos que mudaram a face da Europa: Revolução Industrial Revolução Francesa
ROMANTISMO - REVISÃO Aristocracia Burguesia Política Econômica Social
ROMANTISMO EM PORTUGAL
O início  da  fase   romântica   na  literatura portuguesa   ocorreu  com a publicação do poema narrativo “Camões”, do autor Almeida Garret, em 1825. Neste  poema  é  expressado uma espécie de biografia  sentimental  de  Luís  Vaz  de Camões.
  Primeira geração romântica portuguesa   - Sobrevivência de características neoclássicas.   - Nacionalismo  - Historicismo, medievalismo  Gerações Românticas I
Gerações Românticas I Terceira geração romântica portuguesa - Diluição das características românticas.  - Pré-realismo    Segunda geração romântica portuguesa   -Mal do século  - Excessos do subjetivismo e do emocionalismo  românticos.  - Irracionalismo  - Escapismo, fantasia  - Pessimismo 
Almeida Garrett: um dos mais  importantes representantes do  Romantismo português. ALMEIDA GARRET Nasceu na cidade do Porto (Portugal) em 1799 e morreu em 1854, na cidade de Lisboa. Seus romances possuíam um forte caráter dramático.    Participou também da política, escrevendo sobre este tema. Produziu textos históricos, críticos e diplomáticos.
SEUS OLHOS Seus olhos – se eu sei pintar    O que os meus olhos cegou –    Não tinham luz de brilhar,    Era chama de queimar;    E o fogo que a ateou    Vivaz, eterno, divino,    Como facho do Destino.  
Almeida Garret Divino, eterno! – e suave    Ao mesmo tempo: mas grave    E de tão fatal poder,    Que, um só momento que a vi,    Queimar toda alma senti...    Nem ficou mais de meu ser,    Senão a cinza em que ardi.
ALEXANDRE HERCULANO Alexandre Herculano -  Nasceu na cidade de  Lisboa em 1810 e morreu em 1877, na cidade de Val-de-lobos. .  Homem de lúcida visão crítica e participante ativo das lutas políticas de seu tempo , destaca-se principalmente como historiador , tendo escrito História de Portugal e da origem e estabelecimento da Inquisição em Portugal .  Herculano foi  o  responsável  pela  introdução  e  pelo  desenvolvimento da narrativa  histórica em Portugal.
Camilo Castelo Branco Consagrado como o melhor  representante  do  Ultra-Romantismo. Camilo Castelo Branco nasceu na cidade de  Lisboa em 1825 e  morreu em 1890 na cidade de São Miguel de Seide. Teve uma vida que pode ser confundida com uma de suas próprias novelas, ou seja, uma vida dramática e tão cheia de atribulações que chega a espelhar as histórias que escreveu. 
AMIGOS Amigos cento e dez, e talvez mais,   eu já contei. Vaidades que eu sentia! Pensei que sobre a terra não havia mais ditoso mortal entre os mortais.   Amigos cento e dez, tão serviçais,   tão zelosos das leis da cortesia, que eu, já farto de os ver, me escapulia às suas curvaturas vertebraís.  
Um dia adoeci profundamente.   Ceguei. Dos cento e dez, houve um somente que não desfez os laços quase rotos.   - Que vamos nós (diziam) lá fazer? Se ele está cego, não nos pode ver". . - Que cento e nove impávidos marotos!   Camilo Castelo Branco
ROMANTISMO NO BRASIL
1ª geração –Valorizavam muito  os  temas  nacionais, fatos históricos e a vida do índio, que era apresentado  como  “bom  selvagem”  e,  portanto,  o  símbolo  cultural  do  Brasil. 2ª geração – Retratavam os temas amorosos levados ao  extremo  e  as  poesias  são  marcadas  por  um profundo pessimismo, valorização da morte, tristeza e uma visão decadente da vida e da sociedade Gerações Românticas
3ª geração – Textos  marcados  por  crítica  social, Castro  Alves  criticou de forma direta a escravidão no  poema  “Navio  Negreiro”. O  autor  mostra em sua  observação  que  os  escravos tinham uma vida antes  da  escravidão. Alguns  eram  reis,  príncipes, pessoas  da  nobreza  arrancadas  de  seu  conforto. Gerações Românticas
Características SUBJETIVISMO  SENTIMENTALISMO  EGOCENTRISMO  PESSIMISMO ESCAPISMO PSICOLÓGICO BYRONISMO  RELIGIOSIDADE NATIVISMO
Gonçalves Dias Gonçalves Dias, poeta, professor,  crítico  de  história,  etnólogo, nasceu  em  Caxias, MA, em  10  de  agosto  de  1823,  e  faleceu em naufrágio, no baixo dos Atins, MA,  em  3  de  novembro  de  1864. É  o  patrono da cadeira  n.  15,  por  escolha  do  fundador Olavo Bilac.  1823 – 1864
CANÇÃO DO EXÍLIO Minha terra tem palmeiras,  Onde canta o Sabiá;  As aves, que aqui gorjeiam,  Não gorjeiam como lá.  Nosso céu tem mais estrelas,  Nossas várzeas têm mais flores,  Nossos bosques têm mais vida,  Nossa vida mais amores. 
Em cismar, sozinho, à noite,  Mais prazer eu encontro lá;  Minha terra tem palmeiras,  Onde canta o Sabiá.  Minha terra tem primores,  Que tais não encontro eu cá;  Em cismar –sozinho, à noite–  Mais prazer eu encontro lá;  Minha terra tem palmeiras,  Onde canta o Sabiá. 
Não permita Deus que eu morra,  Sem  que  eu  volte  para  lá;   Sem que disfrute os primores     Que não encontro por cá;  Sem qu'inda aviste as palmeiras,  Onde canta o Sabiá.    Gonçalves Dias
Álvares de Azevedo 1831 -1852 A obra de Álvares de  Azevedo apresenta linguagem  inconfun- dível, em cujo vocabulário  são constantes  as palavras  que ex- pressam seu estado de  espírito, a  fuga  do  poeta  da  realidade, sua busca incessante pelo amor, a  procura  pela  vida boêmia, o vício, a morte, a noite, a mulher.
SE EU MORRESSE AMANHÃ Se eu morresse amanhã, viria ao menos  Fechar meus olhos minha triste irmã;  Minha mãe de saudades morreria  Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro!  Que aurora de porvir e que manhã!  Eu perdera chorando essas coroas  Se eu morresse amanhã! Que sol! que céu azul! que dove n'alva  Acorda a natureza mais loucã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã!
Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória, o dolorido afã... A dor no peito emudecera ao menos  Se eu morresse amanhã! Álvares de Azevedo
Castro Alves 1847 – 1871 Antônio  Frederico  de Castro Alves,  poeta,  nasceu  em Muritiba, BA, em 14 de março de  1847, e  faleceu  em Salvador, BA, em 6 de julho de 1871.  É  o patrono da  Cadeira nº 7 da Academia Brasileira de Letras,  por  escolha  do fundador  Valentim Magalhães.
NAVIO NEGREIRO III       Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!  Desce mais ... inda mais... não pode olhar humano  Como o teu mergulhar no brigue voador!  Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras!  É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ...  Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!   
IV Era um sonho dantesco... o tombadilho   Que das luzernas avermelha o brilho.  Em sangue a se banhar.  Tinir de ferros... estalar de açoite...   Legiões de homens negros como a noite,  Horrendos a dançar...  Negras mulheres, suspendendo às tetas   Magras crianças, cujas bocas pretas   Rega o sangue das mães:   Outras moças, mas nuas e espantadas,   No turbilhão de espectros arrastadas,  Em ânsia e mágoa vãs
E ri-se a orquestra irônica, estridente...  E da ronda fantástica a serpente   Faz doudas espirais ...  Se o velho arqueja, se no chão resvala,   Ouvem-se gritos... o chicote estala.  E voam mais e mais...  Presa nos elos de uma só cadeia,   A multidão faminta cambaleia,  E chora e dança ali!  Um de raiva delira, outro enlouquece,   Outro, que martírios embrutece,  Cantando, geme e ri!
No entanto o capitão manda a manobra,  E após fitando o céu que se desdobra,  Tão puro sobre o mar,  Diz do fumo entre os densos nevoeiros:  "Vibrai rijo o chicote, marinheiros!  Fazei-os mais dançar!..."  E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .  E da ronda fantástica a serpente            Faz doudas espirais...  Qual um sonho dantesco as sombras voam!...  Gritos, ais, maldições, preces ressoam!            E ri-se Satanás!...     Castro Alves
 
 
CONCLUSÃO Compreendemos  que  o  Romantismo, não  passou  de uma forma de repudiar  as regras que  contornavam  e  preenchiam  o  campo  literário  da  época  que,  Juntamente  com  a  ideologia  vigente,  traziam  um  Enorme  descontentamento. Este  momento  em  que a  Literatura presenciava, talvez fosse o  marco principal Para  a  d efinitiva  liberdade  de  expressão  do pensamento, que  viria  se  firmar  tardiamente com o Modernismo.

ROMANTISMO

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    ROMANTISMO - REVISÃOTudo indica que o primeiro best-seller foi o livro chamado “ Os sofrimentos do jovem Werther”. O romance  é escrito em primeira pessoa e com poucas personagens. Na época ocorreu, na Europa, uma onda de suicídios, de tão profundo que Goethe fora em suas palavras.
  • 2.
    ROMANTISMO - REVISÃOO Romantismo está relacionado a dois acontecimentos que mudaram a face da Europa: Revolução Industrial Revolução Francesa
  • 3.
    ROMANTISMO - REVISÃOAristocracia Burguesia Política Econômica Social
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    O início da fase  romântica  na literatura portuguesa   ocorreu com a publicação do poema narrativo “Camões”, do autor Almeida Garret, em 1825. Neste poema é expressado uma espécie de biografia sentimental de Luís Vaz de Camões.
  • 6.
      Primeira geraçãoromântica portuguesa   - Sobrevivência de características neoclássicas.   - Nacionalismo  - Historicismo, medievalismo Gerações Românticas I
  • 7.
    Gerações Românticas ITerceira geração romântica portuguesa - Diluição das características românticas.  - Pré-realismo   Segunda geração romântica portuguesa   -Mal do século  - Excessos do subjetivismo e do emocionalismo românticos.  - Irracionalismo  - Escapismo, fantasia  - Pessimismo 
  • 8.
    Almeida Garrett: umdos mais importantes representantes do Romantismo português. ALMEIDA GARRET Nasceu na cidade do Porto (Portugal) em 1799 e morreu em 1854, na cidade de Lisboa. Seus romances possuíam um forte caráter dramático. Participou também da política, escrevendo sobre este tema. Produziu textos históricos, críticos e diplomáticos.
  • 9.
    SEUS OLHOS Seusolhos – se eu sei pintar    O que os meus olhos cegou –    Não tinham luz de brilhar,    Era chama de queimar;    E o fogo que a ateou    Vivaz, eterno, divino,    Como facho do Destino.  
  • 10.
    Almeida Garret Divino,eterno! – e suave    Ao mesmo tempo: mas grave    E de tão fatal poder,    Que, um só momento que a vi,    Queimar toda alma senti...    Nem ficou mais de meu ser,    Senão a cinza em que ardi.
  • 11.
    ALEXANDRE HERCULANO AlexandreHerculano - Nasceu na cidade de Lisboa em 1810 e morreu em 1877, na cidade de Val-de-lobos. . Homem de lúcida visão crítica e participante ativo das lutas políticas de seu tempo , destaca-se principalmente como historiador , tendo escrito História de Portugal e da origem e estabelecimento da Inquisição em Portugal . Herculano foi o responsável pela introdução e pelo desenvolvimento da narrativa histórica em Portugal.
  • 12.
    Camilo Castelo BrancoConsagrado como o melhor representante do Ultra-Romantismo. Camilo Castelo Branco nasceu na cidade de Lisboa em 1825 e morreu em 1890 na cidade de São Miguel de Seide. Teve uma vida que pode ser confundida com uma de suas próprias novelas, ou seja, uma vida dramática e tão cheia de atribulações que chega a espelhar as histórias que escreveu. 
  • 13.
    AMIGOS Amigos centoe dez, e talvez mais,   eu já contei. Vaidades que eu sentia! Pensei que sobre a terra não havia mais ditoso mortal entre os mortais.   Amigos cento e dez, tão serviçais,   tão zelosos das leis da cortesia, que eu, já farto de os ver, me escapulia às suas curvaturas vertebraís.  
  • 14.
    Um dia adoeciprofundamente.   Ceguei. Dos cento e dez, houve um somente que não desfez os laços quase rotos.   - Que vamos nós (diziam) lá fazer? Se ele está cego, não nos pode ver". . - Que cento e nove impávidos marotos!   Camilo Castelo Branco
  • 15.
  • 16.
    1ª geração –Valorizavammuito os temas nacionais, fatos históricos e a vida do índio, que era apresentado como “bom selvagem” e, portanto, o símbolo cultural do Brasil. 2ª geração – Retratavam os temas amorosos levados ao extremo e as poesias são marcadas por um profundo pessimismo, valorização da morte, tristeza e uma visão decadente da vida e da sociedade Gerações Românticas
  • 17.
    3ª geração –Textos marcados por crítica social, Castro Alves criticou de forma direta a escravidão no poema “Navio Negreiro”. O autor mostra em sua observação que os escravos tinham uma vida antes da escravidão. Alguns eram reis, príncipes, pessoas da nobreza arrancadas de seu conforto. Gerações Românticas
  • 18.
    Características SUBJETIVISMO SENTIMENTALISMO EGOCENTRISMO PESSIMISMO ESCAPISMO PSICOLÓGICO BYRONISMO RELIGIOSIDADE NATIVISMO
  • 19.
    Gonçalves Dias GonçalvesDias, poeta, professor, crítico de história, etnólogo, nasceu em Caxias, MA, em 10 de agosto de 1823, e faleceu em naufrágio, no baixo dos Atins, MA, em 3 de novembro de 1864. É o patrono da cadeira n. 15, por escolha do fundador Olavo Bilac. 1823 – 1864
  • 20.
    CANÇÃO DO EXÍLIOMinha terra tem palmeiras,  Onde canta o Sabiá;  As aves, que aqui gorjeiam,  Não gorjeiam como lá.  Nosso céu tem mais estrelas,  Nossas várzeas têm mais flores,  Nossos bosques têm mais vida,  Nossa vida mais amores. 
  • 21.
    Em cismar, sozinho,à noite,  Mais prazer eu encontro lá;  Minha terra tem palmeiras,  Onde canta o Sabiá.  Minha terra tem primores,  Que tais não encontro eu cá;  Em cismar –sozinho, à noite–  Mais prazer eu encontro lá;  Minha terra tem palmeiras,  Onde canta o Sabiá. 
  • 22.
    Não permita Deusque eu morra,  Sem que eu volte para lá;  Sem que disfrute os primores   Que não encontro por cá;  Sem qu'inda aviste as palmeiras,  Onde canta o Sabiá.  Gonçalves Dias
  • 23.
    Álvares de Azevedo1831 -1852 A obra de Álvares de Azevedo apresenta linguagem inconfun- dível, em cujo vocabulário são constantes as palavras que ex- pressam seu estado de espírito, a fuga do poeta da realidade, sua busca incessante pelo amor, a procura pela vida boêmia, o vício, a morte, a noite, a mulher.
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    SE EU MORRESSEAMANHÃ Se eu morresse amanhã, viria ao menos  Fechar meus olhos minha triste irmã;  Minha mãe de saudades morreria  Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro!  Que aurora de porvir e que manhã!  Eu perdera chorando essas coroas  Se eu morresse amanhã! Que sol! que céu azul! que dove n'alva  Acorda a natureza mais loucã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã!
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    Mas essa dorda vida que devora A ânsia de glória, o dolorido afã... A dor no peito emudecera ao menos  Se eu morresse amanhã! Álvares de Azevedo
  • 26.
    Castro Alves 1847– 1871 Antônio Frederico de Castro Alves, poeta, nasceu em Muritiba, BA, em 14 de março de 1847, e faleceu em Salvador, BA, em 6 de julho de 1871. É o patrono da Cadeira nº 7 da Academia Brasileira de Letras, por escolha do fundador Valentim Magalhães.
  • 27.
    NAVIO NEGREIRO III      Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!  Desce mais ... inda mais... não pode olhar humano  Como o teu mergulhar no brigue voador!  Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras!  É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ...  Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!   
  • 28.
    IV Era umsonho dantesco... o tombadilho   Que das luzernas avermelha o brilho.  Em sangue a se banhar.  Tinir de ferros... estalar de açoite...   Legiões de homens negros como a noite,  Horrendos a dançar...  Negras mulheres, suspendendo às tetas   Magras crianças, cujas bocas pretas   Rega o sangue das mães:   Outras moças, mas nuas e espantadas,   No turbilhão de espectros arrastadas,  Em ânsia e mágoa vãs
  • 29.
    E ri-se aorquestra irônica, estridente...  E da ronda fantástica a serpente   Faz doudas espirais ...  Se o velho arqueja, se no chão resvala,   Ouvem-se gritos... o chicote estala.  E voam mais e mais...  Presa nos elos de uma só cadeia,   A multidão faminta cambaleia,  E chora e dança ali!  Um de raiva delira, outro enlouquece,   Outro, que martírios embrutece,  Cantando, geme e ri!
  • 30.
    No entanto ocapitão manda a manobra,  E após fitando o céu que se desdobra,  Tão puro sobre o mar,  Diz do fumo entre os densos nevoeiros:  "Vibrai rijo o chicote, marinheiros!  Fazei-os mais dançar!..."  E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .  E da ronda fantástica a serpente            Faz doudas espirais...  Qual um sonho dantesco as sombras voam!...  Gritos, ais, maldições, preces ressoam!            E ri-se Satanás!...    Castro Alves
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    CONCLUSÃO Compreendemos que o Romantismo, não passou de uma forma de repudiar as regras que contornavam e preenchiam o campo literário da época que, Juntamente com a ideologia vigente, traziam um Enorme descontentamento. Este momento em que a Literatura presenciava, talvez fosse o marco principal Para a d efinitiva liberdade de expressão do pensamento, que viria se firmar tardiamente com o Modernismo.