EE IGNÁCIO PAES LEME * DISCIPLINA HISTÓRIA* PROFª ELISÂNGELA
Formação dos Estados Modernos.
Parte 2
O que é Estado? Pode ser definido como um organismo político-administrativo que exerce
poder soberano sobre determinado território, mediante aplicação de leis e o funcionamento de
estruturas judiciais e policiais.
Teorias sobre o poder real.
Direito Divino dos Reis, representantes Jean Bodin e Jacques Bossuet. Defende que o poder
real, por ser de origem divina, era sagrado. Revoltar-se contra o rei equivalia a revoltar-se
contra Deus, cabendo, pois, ao súdito, apenas o papel de obedecer passivamente à autoridade
real.
Contrato Social, apresentada por Thomas Hobbes, afirma que no momento da criação do
Estado, operou-se um contrato entre governantes e governados, necessidade de um governo
forte com vistas à manutenção da paz e da ordem e para evitar que o homem se tornasse lobo
do próprio homem. Destaca-se nesse período o florentino Nicolau Maquiavel, em função das
concepções políticas que desenvolveu na obra “O Príncipe”, defende que não deve haver
limites de ordem ética ou moral às ações do Príncipe. Todos os meios que o soberano
empregar, visando manter a vida e o Estado, são válidos.
A formação das Monarquias Nacionais.
As monarquias nacionais se formaram pela necessidade de resolver a crise feudal,
privilegiando os interesses da nobreza, burguesia e Igreja. Nesse período reinos, condados e
ducado, poderiam se juntar formando um território dirigido pela figura de um rei. As
informações a seguir apresentam elementos na formação de algumas dessas monarquias
nacionais:
Península Ibérica
Portugal (1139-1385) Espanha (1035-1492)
Guerras de Reconquista, incentivados pela organização das Cruzadas os reinos cristãos da
Península Ibérica, se organizaram e deram início aos conflitos para retomar o controle das
regiões que estavam dominadas pelos muçulmanos.
Inicialmente era um Condado, até que em
1139 o nobre Afonso Henriques conquistaram
O reino de Leão e Castela e o reino de
Aragão se anexaram por aliança de
a independência do condado, originando o
reino de Portugal.
casamento (Fernando e Isabel), a partir daí
consolidaram o domínio sobre o território que
hoje corresponde à Espanha.
Revolução de Avis: estabelecimento de uma
segunda dinastia monárquica que
estabeleceu-se, apoiada fortemente pela
burguesia e aplicando recursos nas
atividades marítimas e comerciais,
incentivando a pesquisa náutica e
possibilitando assim o pioneirismo português
nas grandes navegações.
Durante o reinado de Felipe II a Espanha
atinge o auge, governando Portugal e
Espanha (a partir da União Ibérica), Felipe II
conseguiu fortalecer o poderio econômico da
Espanha e organizou a Invencível Armada,
desejando a conquista da Inglaterra.
Entretanto, os espanhóis foram derrotados.
França (1180-1453): cooperou para o fortalecimento do poder real na França a Guerra dos
100 anos (1337-1453), envolvendo franceses e ingleses na disputa pela região comercial de
Flandres e também pela sucessão do trono francês.
Os reis franceses usaram da guerra para arrecadar recursos e formar um exército organizado
que conseguiu garantir a vitória francesa e a partir daí a ampliação do poder político real.
Inglaterra (1112-1485): antes dividida em quatro reinos (Inglaterra, Escócia, País de Gales
e Irlanda), o processo de centralização política se deu sob o comando de Henrique II, no século
XII. Os governos seguintes dos reis Ricardo Coração de Leão e João Sem Terra se
caracterizaram pela ausência dos mesmos e isso motivou a nobreza a impor um documento
limitando as funções do rei. No ano de 1215, o rei foi obrigado a assinar a Magna Carta, que
impedia o rei de criar novos impostos ou alterar leis sem a aprovação do Grande Conselho, um
órgão formado por integrantes da nobreza e do clero.
Nos governos de Henrique VIII e Elizabeth I o estado nacional britânico alcançou seu auge,
afirmando o absolutismo na Inglaterra.
Mercantilismo.
Mercantilismo se refere à política econômica dos reinos europeus absolutistas, sua
característica principal é a intervenção do Estado na economia, o objetivo é fortalecer a
economia do reino. Abaixo, algumas medidas mercantilistas:

Resumo formacao dos estados modernos

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    EE IGNÁCIO PAESLEME * DISCIPLINA HISTÓRIA* PROFª ELISÂNGELA Formação dos Estados Modernos. Parte 2 O que é Estado? Pode ser definido como um organismo político-administrativo que exerce poder soberano sobre determinado território, mediante aplicação de leis e o funcionamento de estruturas judiciais e policiais. Teorias sobre o poder real. Direito Divino dos Reis, representantes Jean Bodin e Jacques Bossuet. Defende que o poder real, por ser de origem divina, era sagrado. Revoltar-se contra o rei equivalia a revoltar-se contra Deus, cabendo, pois, ao súdito, apenas o papel de obedecer passivamente à autoridade real. Contrato Social, apresentada por Thomas Hobbes, afirma que no momento da criação do Estado, operou-se um contrato entre governantes e governados, necessidade de um governo forte com vistas à manutenção da paz e da ordem e para evitar que o homem se tornasse lobo do próprio homem. Destaca-se nesse período o florentino Nicolau Maquiavel, em função das concepções políticas que desenvolveu na obra “O Príncipe”, defende que não deve haver limites de ordem ética ou moral às ações do Príncipe. Todos os meios que o soberano empregar, visando manter a vida e o Estado, são válidos. A formação das Monarquias Nacionais. As monarquias nacionais se formaram pela necessidade de resolver a crise feudal, privilegiando os interesses da nobreza, burguesia e Igreja. Nesse período reinos, condados e ducado, poderiam se juntar formando um território dirigido pela figura de um rei. As informações a seguir apresentam elementos na formação de algumas dessas monarquias nacionais: Península Ibérica Portugal (1139-1385) Espanha (1035-1492) Guerras de Reconquista, incentivados pela organização das Cruzadas os reinos cristãos da Península Ibérica, se organizaram e deram início aos conflitos para retomar o controle das regiões que estavam dominadas pelos muçulmanos. Inicialmente era um Condado, até que em 1139 o nobre Afonso Henriques conquistaram O reino de Leão e Castela e o reino de Aragão se anexaram por aliança de
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    a independência docondado, originando o reino de Portugal. casamento (Fernando e Isabel), a partir daí consolidaram o domínio sobre o território que hoje corresponde à Espanha. Revolução de Avis: estabelecimento de uma segunda dinastia monárquica que estabeleceu-se, apoiada fortemente pela burguesia e aplicando recursos nas atividades marítimas e comerciais, incentivando a pesquisa náutica e possibilitando assim o pioneirismo português nas grandes navegações. Durante o reinado de Felipe II a Espanha atinge o auge, governando Portugal e Espanha (a partir da União Ibérica), Felipe II conseguiu fortalecer o poderio econômico da Espanha e organizou a Invencível Armada, desejando a conquista da Inglaterra. Entretanto, os espanhóis foram derrotados. França (1180-1453): cooperou para o fortalecimento do poder real na França a Guerra dos 100 anos (1337-1453), envolvendo franceses e ingleses na disputa pela região comercial de Flandres e também pela sucessão do trono francês. Os reis franceses usaram da guerra para arrecadar recursos e formar um exército organizado que conseguiu garantir a vitória francesa e a partir daí a ampliação do poder político real. Inglaterra (1112-1485): antes dividida em quatro reinos (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda), o processo de centralização política se deu sob o comando de Henrique II, no século XII. Os governos seguintes dos reis Ricardo Coração de Leão e João Sem Terra se caracterizaram pela ausência dos mesmos e isso motivou a nobreza a impor um documento limitando as funções do rei. No ano de 1215, o rei foi obrigado a assinar a Magna Carta, que impedia o rei de criar novos impostos ou alterar leis sem a aprovação do Grande Conselho, um órgão formado por integrantes da nobreza e do clero. Nos governos de Henrique VIII e Elizabeth I o estado nacional britânico alcançou seu auge, afirmando o absolutismo na Inglaterra. Mercantilismo. Mercantilismo se refere à política econômica dos reinos europeus absolutistas, sua característica principal é a intervenção do Estado na economia, o objetivo é fortalecer a economia do reino. Abaixo, algumas medidas mercantilistas: