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UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA
INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS - IGEO
DEPARTAMENTO DE GEOLOGIA
PETROLOGIA DE ROCHAS CRISTALINAS – GEO400
PROFESSOR: STÉLIO SOARES TAVARES JÚNIOR
EZEQUIAS GUIMARÃES
NAYARA FREITAS
RELATÓRIO DE ATIVIDADES DE CAMPO DA DISCIPLINA DE PETROLOGIA DE
ROCHAS CRISTALINAS
Boa Vista, RR.
2018.
EZEQUIAS GUIMARÃES
NAYARA FREITAS
RELATÓRIO DE ATIVIDADES DE CAMPO DA DISCIPLINA DE PETROLOGIA
DE ROCHAS CRISTALINAS
Relatório de Campo apresentado à
disciplina Petrologia de Rochas
Cristalinas (GEO 400) do
departamento do curso de
Bacharelado em Geologia, Instituto
de Geociências da Universidade
Federal de Roraima ministrada pelo
doutor Stélio Soares Tavares Júnior
como requisito para obtenção de nota.
Boa Vista, RR.
2018.
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Figura 1. Localização da área de estudo. ....................................................................................6
Figura 2. Contextualização geológica da área. ...........................................................................7
Figura 3: Propostas de evolução crustal do cráton Amazonas. ................................................10
Figura 4: Modelo de compartimentação litoestrutural do estado de Roraima..........................11
Figura 5: (A) Domínios estruturais do Estado de Roraima e (B) mapa geológico simplificado
da região Norte do Estado de Roraima com destaque para a Serra do Tepequém. ..................12
Figura 6: Mapa de Compartimentação do relevo segundo a CPRM (2003).............................18
Figura 7: Divisão dos compartimentos geomorfológicos do Estado segundo Beserra Neta &
Tavares Júnior (2004). ..............................................................................................................19
Figura 8: Compartimenção do relevo na porção norte de Roraima. .........................................20
Figura 9: (A) Imagem do afloramento, (B) Amostra de mão com escala, (C) Grande
quantidade de minerais de quartzo visto por meio da lupa eletrônica, (D) Diagrama QAPF
plotado em laboratório..............................................................................................................24
Figura 10: (A) Imagem do afloramento, (B) Amostra de mão com escala, (C) Minerais
euédricos na lupa eletrônica, (D) Biotita na lupa eletrônica, (E) Diagrama QAPF plotado em
laboratório.................................................................................................................................26
Figura 11: (A) Imagem do afloramento, (B) Rocha com intenso fraturamento, (C) Amostra de
mão com escala, (D) Predominância de plagioclásio sobre minerais máficos visto por meio da
lupa eletrônica, (E) Croqui do afloramento, (F) diagrama QAPF plotado em laboratório.......28
Figura 12: (A) Imagem do afloramento, (B) Amostra de mão com escala, (C) Pórfiros de
plagioclásio imersos naquilo que aparenta ser uma matriz de feldspato potássico (imagem na
lupa eletrônica). ........................................................................................................................32
Figura 13: (A) Imagem do afloramento, (B) Amostra de mão com escala, (C) Amostra na lupa
eletrônica mostrando possível alteração do plagioclásio para clorita.......................................34
Figura 14: (A) Imagem do afloramento, (B) Amostra de mão com escala, (C) Indicio de fluxo
magmático, (D) Plagioclásio na lupa eletrônica. ......................................................................35
Figura 15: (A) Imagem do afloramento, (B) Amostra de mão com escala (primeira amostra),
(C) Amostra de mão com escala (segunda amostra), (D) Fratura separando contato irregular
das litologias (E) Magma mingling, (F) Primeira amostra na lupa eletrônica com destaque
para mineral de biotita, (G) Segunda amostra na lupa eletrônica com destaque para pórfiro de
plagioclásio, (H) Diagrama QAPF plotato em laboratório (losango vermelho representa a
primeira amostra e o violeta a segunda). ..................................................................................39
Figura 16: (A) Imagem do afloramento, (B) Amostra de mão com escala, (C) Quartzo
intersticial visto na lupa eletrônica, (D) Diagrama QAPF plotado em laboratório. .................43
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ......................................................................................................................5
1.1 Apresentação..................................................................................................................5
1.2 Objetivos........................................................................................................................7
2. MATERIAIS E MÉTODOS...................................................................................................8
3. GEOLOGIA REGIONAL ......................................................................................................9
3.1 Contexto Geotectônico ..................................................................................................9
3.2 Litoestratigrafia...................................................................................................................12
3.2.1. Grupo Cauarane:......................................................................................................13
3.2.2. Granito Mixiguana: .................................................................................................13
3.2.3. Suíte Pedra Pintada:.................................................................................................13
3.2.4. Suíte Aricamã:.........................................................................................................14
3.2.5. Grupo Surumu: ........................................................................................................14
3.2.6. Grupo Arai:..............................................................................................................15
3.2.7. Formação Igarapé do Funil:.....................................................................................15
3.2.8. Formação Cabo Sobral: ...........................................................................................15
3.2.9. Formação Igarapé do Paiva:....................................................................................16
3.2.10. Grupo Suapi:..........................................................................................................16
3.2.11. Serra Tepequém:....................................................................................................16
3.3. Contexto Geomorfológico .................................................................................................17
3.3.1. Planalto Sedimentar Roraima (1): ...........................................................................20
3.3.2. Planalto do Interflúvio Amazonas (2) – Orenoco: ..................................................21
3.3.3. Superfícies Pediplanadas Intramontanas (3): ..........................................................21
3.3.4. Planalto Dissecado Norte da Amazônia (4): ...........................................................21
3.3.5. Pediplano Rio Branco (5) – Rio Negro: ..................................................................21
3.3.6. Relevos Residuais (inselbergs) (6):.........................................................................21
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO..........................................................................................23
4.1. SUÍTE ARICAMÃ .....................................................................................................23
4.2. GRUPO SURUMU.....................................................................................................31
4.3. SUÍTE PEDRA PINTADA ........................................................................................37
4.4. GRANITO MIXIGUANA..........................................................................................42
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ...............................................................................................45
REFERÊNCIAS .......................................................................................................................47
5
1. INTRODUÇÃO
1.1 Apresentação
Roraima é o estado mais setentrional do Brasil, possui área territorial de 225.116,10
km² e tem Boa Vista como capital. É seccionado pela linha imaginária do Equador, sendo Boa
Vista a única capital brasileira no hemisfério norte. O estado abarca duas fronteiras
internacionais: Venezuela a norte e noroeste e Guiana ao leste. Ao sul limita-se com o
Amazonas e a sudeste, com o Pará.
Do ponto de vista geológico ocupa a porção central do escudo das Guianas, inserido
ao norte do cráton Amazonas (SANTOS, 2006) por isso apresenta as principais feições
geotectônicas evolutivas do escudo. Os primeiros levantamentos geológicos sistemáticos na
região ocorreram por volta da década de 70 com o Projeto Radar na Amazônia (RADAM) que
utilizou imagens aéreas de radares de aviões para fins de mapeamentos sistemáticos de toda
região, estendendo-se para todo Brasil através do RADAMBRASIL, os quais contêm
inúmeras descrições de material geológico.
Do convênio entre o DNPM/CPRM e projeto RADAM Brasil surge a primeira
compartimentação litoestratigráfica do estado na escala de 1:500.000, resultando na cisão de
grandes domínios geológicos: Domínio Uraricoera, composto por rochas vulcânica-
plutônicas, Domínio Guiana Central, correspondendo ao Cinturão das Guianas, Domínio
Parima, com terrenos graníticos e Domínio Uatumã-Anauá com terrenos granitos-gnaissicos
(REIS, 2003).
Estes levantamentos deram um grande suporte ao avanço do conhecimento geológico,
estrutural, geofísico e geocronológico do cráton Amazonas que hoje dão subsídio para
diversos estudos mais refinados, contribuindo para o entendimento geodinâmico de sua
evolução crustal.
A área de estudo compreende basicamente a Serra do Tepequém e tem acesso feito a
partir de Boa Vista pela rodovia federal BR 174 e pela rodovia estadual RR 203, que interliga
a BR 174 ao núcleo urbano de Amajari, prolongando-se até a Serra do Tepequém, totalizando
220 km a partir da sede do município de Boa Vista. Está inserida na área da Reserva
Ecológica da Ilha de Maracá, em uma região entre as reservas indígenas de São Marcos, a
leste, e a Yanomame, a oeste.
As áreas de estudo possuem acesso relativamente fácil aos afloramentos, pelo fato de
serem locais próximos às margens das estradas ou em dentro de fazendas (figura 1).
6
Figura 1. Localização da área de estudo.
Fonte: Os autores
Os pontos visitados compreenderam diversas unidades litoestratigráficas, como o Suíte
Pedra Pinta, Suíte Aricamã, Grupo Surumu entre outras litologias. O mapa abaixo (figura 2)
representa a contextualização geológica da área de estudo.
7
Figura 2. Contextualização geológica da área.
Fonte: Os autores.
1.2 Objetivos
Analisar rochas ígneas em afloramentos no município de Amajari, no norte do estado
de Roraima para posterior classificação, identificação e possível correlação em suíte
magmática, província eou série.
8
2. MATERIAIS E MÉTODOS
A atividade realizada entre os dias: 19 e 20 de outubro de 2017 surge como análise
prática dos conteúdos ministrados na disciplina de Petrologia de Rochas Cristalinas sobre a
classificação modal das rochas ígneas. A atividade de campo desenvolveu-se através de
observações, descrições e discussões sobre a litologia presente nos pontos visitados,
configurando-se como a primeira etapa para realização do relatório.
Em cada ponto foi obtido às coordenadas geográficas em UTM (Universal Transversa
de Mercatos) com o GPS (Global Positioning System) da marca Garmin com média de erro
de 3 metros, quando necessário utilizou-se a bússola tipo Brunton, escalas de bolso e martelos
geológicos. Junto à caderneta de campo foram feitas anotações de informações relevantes e
além do uso de celulares e máquinas fotográficas que serviram para fotografar os
afloramentos estudados.
A última análise foi interpretativa e de pesquisa embasada na literatura disponível, se
propôs a caracterizar os pontos visitados em campo, através da descrição e contextualização.
Houve então, o refinamento da pesquisa juntamente com os dados obtidos nos afloramentos,
para elaboração dos croquis, perfis e mapas finais em escala de detalhe.
9
3. GEOLOGIA REGIONAL
3.1 Contexto Geotectônico
Localizado no extremo norte do Brasil, o estado de Roraima limita-se com o
Amazonas, Pará, Venezuela e Guiana – onde ocupa a porção central do escudo das Guianas,
inserido ao norte do cráton Amazonas (SANTOS, 2006). Os primeiros levantamentos
geológicos sistemáticos ocorreram por volta da década de 70 e diversos estudos atuais mais
refinados têm contribuído para o entendimento geodinâmico da de sua evolução crustal.
Registra rochas que vão desde o Paleoproterozoico até coberturas sedimentares Fanerozoicas
(Mesozoico e Cenozoico) (REIS, FRAGA, 1998).
O Cráton Amazônico é definido como uma porção continental estável da placa
Sulamericana e uma das maiores do mundo segundo Almeida (2000). Possui
aproximadamente 4.400.000 km² divididos em três grandes tipos de terrenos de
embasamento: greenstones belts, cinturões metamórficos e rochas ácidas e graníticas
metavulcânicas, que são limitadas por dois cinturões orogênicos Paleoproterozoicos e
Neoproterozoicos.
Em 1975 realizou-se Projeto Radar na Amazônia (RADAM) que utilizou imagens
aéreas de radares de aviões para fins de mapeamentos sistemáticos de toda região,
estendendo-se para todo Brasil através do RADAMBRASIL, os quais contêm inúmeras
descrições de material geológico. Estes levantamentos deram um grande suporte ao avanço do
conhecimento geológico, estrutural, geofísico e geocronológico do cráton Amazonas. Em
meio às discussões que propunham modelos evolutivos para o cráton, destacam-se duas
concepções mais aceitas no meio acadêmico, as quais foram elaboradas com base em
diferentes métodos.
Por isso, por um lado Hasui et al. (1984), Hasui & Almeida (1985) e Costa & Hasui
(1997), entre outros fixistas, elaboraram modelos que foram baseados em dados estruturais,
geofísicos e geocronológicos (métodos K-Ar e Rb-Sr). Basicamente, resultou em um mosaico
de 12 blocos crustais que se amalgamaram através de colisões diacrônicas entre o Arqueano e
o Paleoproterozoico, criando uma grande plataforma continental que passou por diversos
retrabalhamentos internos durante o ciclo Transamazônico conforme representado pela figura
3 (SANTOS, 2006).
Alternativamente, os mobilistas (CORDANI et al., 1979; TASSINARI,
MACAMBIRA, 1999 e 2004; SANTOS et al., 2006) basearam-se essencialmente em dados
10
geocronológicos com métodos mais modernos e precisos (U-Pb e Sm-Nd), levando em
consideração os conceitos atuais de tectônica de placas. Assim como o conceito moderno de
orogenia, na qual durante o Arqueano, Paleo e Mesoproterozoico ocorreram colisões em série
de microcontinentes derivados do manto, os quais se colidiram formando vários continentes
limitados por arcos magmáticos que são associados às zonas de subducção de placas. O
Cráton seria composto por grandes províncias geocronológicas com distintas assembleias
litológicas, trends estruturais, história metamórfica e determinados padrões geofísicos
(TASSINARI; MACAMBIRA, 1999, 2004) representados na figura 3.
Figura 3: Propostas de evolução crustal do cráton Amazonas.
Fonte: Províncias geocronológicas do cráton amazônico, de acordo com as propostas de (A) Tassinari e
Macambira (2004), cujas idades foram atualizadas de acordo com Cordani et al. (2009) e (B) Santos et al.
(2006).
Vale ressaltar que, o modelo de Tassinari & Macambira (1999) difere do de Santos et
al. (2006) em números de províncias geocronológicas, nas suas idades isotópicas e nos
métodos utilizados, gerando duas possíveis hipóteses para a evolução. Entretanto, estes
modelos não são satisfatórios para a caracterização geológica do estado de Roraima e, por este
motivo, a divisão em domínios tectonoestratigráficos é mais adequada para a região (REIS,
11
FRAGA, 1998, 2000 e REIS et al., 2003). Dentro das províncias do Cráton Amazônico foram
estabelecidos cerca de 20 domínios tectonoestratigráficos, baseados no arranjo entre as
unidades estratigráficas que formam as maiores entidades tectônicas e o principal padrão
estrutural que elas articulam (CPRM, 2006). Nessa divisão, Reis et al. (2003), apresenta 4
domínios principais: Domínio Parima; Domínio Uraricoera; Domínio Guiana Central; e
Domínio Uatumã-Anauá (figura 4).
Figura 4: Modelo de compartimentação litoestrutural do estado de Roraima.
Fonte: REIS, FRAGA (2000).
A região estudada no norte do Estado de Roraima compreende rochas da base do
Supergrupo Roraima, localizada na porção centro-norte do Escudo das Guianas, no domínio
litoestrutural Uraricoera (REIS et al. 2003) e correspondem principalmente aos litotipos do
Grupo Surumu, Suíte Aricamã e Suíte Intrusiva Pedra Pintada. Este domínio é limitado pelos
domínios Parima (oeste) e Guiana Central (sul) conforme a figura 5.
12
Figura 5: (A) Domínios estruturais do Estado de Roraima e (B) mapa geológico simplificado da região Norte do
Estado de Roraima com destaque para a Serra do Tepequém.
Fonte: FERNANDES FILHO (2012) modificado de Fraga et al. (1999).
3.2 Litoestratigrafia
O domínio Uraricoera é representado principalmente por terrenos vulcânicos
plutônicos sedimentares com lineamentos estruturados na direção de E-W a WNW-ESSE. O
domínio Guiana Central, situa-se na porção centro-norte do estado, com arranjos estruturais
preferenciais para NE-SW, marcado pela presença de um cinturão de alto grau, intrudido por
uma associação AMG (Anortosito/Gabro, Mangerito, Granito Rapakivi), durante o mesozoico
ocorreu uma reativação extensional em níveis crustais rasos no domínio, resultando na
instalação do Hemigráben do Tacutu (EIRAS & KINOSHITA, 1987).
Na região oeste-noroeste de Roraima, encontra-se o domínio Parima, um terreno
granito-greenstone estruturado preferencialmente por lineamentos na direção NW-SE.
Finalmente, o domínio Anauá-Jatapú (ou Domínio Uatumã-Anauá), encontra-se na porção
sudeste do estado, marcado pela abrangência de terrenos granito-gnaissícos, estruturados
13
preferencialmente nas direções NW-SE, NE-SW e N-S (REIS et al., 2003). O magmatismo
sensu lato Uatumã corresponde ao evento vulcano-plutônico paleoproterozoico ocorrido no
Cráton Amazônico, caracterizado por manifestações vulcânicas efusivas e explosivas de
composição intermediaria a ácida (LAGLER, 2011).
3.2.1. Grupo Cauarane:
Segundo CPRM (1999) o Grupo Cauarane distribui-se nos domínios Uraricoera e
Cinturão Guiana Central. No domínio Uraricoera, o Cauarane encontra-se representado por
paragnaisses e rochas calcissilicáticas, em contato com os ortognaisses do Complexo
Uraricoera. As litologias do grupo Cauarane apresentam contatos tectônicos com rochas
granitoides da Suíte Pedra Pintada. No setor meridional e oriental da região o grupo é
encoberto pela sedimentação cenozoica da Formação Boa Vista, enquanto que no quadrante
sudoeste, sua relação se faz com rochas do Complexo Uraricoera.
3.2.2. Granito Mixiguana:
Segundo CPRM (2010) que definiu pela primeira vez o corpo Mixiguana, este mede
aproximadamente 2 km de largura e 10 km de comprimento, e dispõe-se em meio às rochas
do Grupo Cauarane as quais, por sua vez, ocorrem na forma de xenólitos nos granitoides. Na
unidade Granito Mixiguana ocorrem monzogranitos, com sienogranitos, granodioritos e
tonalitos subordinados. São rochas de granulação média a grossa, em geral acinzentadas,
exibindo, frequentemente, uma foliação magmática bem desenvolvida, conferida pela
orientação preferencial de cristais ripiformes de plagioclásio e de agregados de minerais
máficos. A foliação magmática dispõe-se paralelamente aos contatos com as supracrustais
Cauarane e à sua estruturação.
3.2.3. Suíte Pedra Pintada:
Seus granitoides afloram em faixa continua, aproximadamente E-W com afloramentos
que distribuem-se ao longo dos rios Cauaruau, Jauari, Amajari e Parimé. São granitoides
equigranulares, com subordinados tipos porfiríticos, apresentam cor cinza-claro e granulação
média a grossa. São, em geral, isótropos e levemente foliados, mostrando texturas magmáticas
bem preservadas (CPRM, 1999). Observa-se com frequência a presença de enclaves máficos
finos, com formas arredondadas e elipsoidais ou angulosas e irregulares, incluindo por vezes
cristais de plagioclásio, possivelmente “pingados” da encaixante.
Os granitoides da Suíte Pedra Pintada correspondem a associações Ca-fêmicas, cujo
caráter calcialcalino, aliado a outras características químicas, como o enriquecimento em
14
elementos LIL e anomalia negativa em nióbio, sugere a participação, na sua produção, de
processos de fusão parcial de um manto e/ou material crustal, com assinatura de subducção.
Seu intervalo composicional relativamente restrito contrasta com as suítes expandidas dos
arcos magmáticos tipicamente calcialcalinos, com abundância de termos dioríticos (REIS et
al., 2003).
3.2.4. Suíte Aricamã:
Segundo CPRM (2010) a Suíte Aricamã compreende granitos isotrópicos, em geral
róseos a avermelhados ou, por vezes, cinza-claros, muito pobres em minerais máficos e muito
pouco magnéticos, por vezes com textura rapakivi. No corpo da serra Aricamã e no pequeno
corpo a oeste da serra, as rochas são de granulação média ou grossa, enquanto que nos corpos
situados a leste da serra dominam microgranitos.
A Suíte Aricamã compreende feldspato alcalino-granitos e sienogranitos, leucocráticos
a hololeucocráticos, nos quais os componentes máficos não ultrapassam os 7%, situando-se
em média nos 3%. Os granitos da Serra Aricamã e do pequeno corpo a oeste exibem textura
hipidiomórfica granular ou mais raramente porfirítica, sendo formados por feldspato
mesopertítico e quartzo, idio a subidiomórficos, localmente intercrescidos em arranjos
gráficos. Pequenos grãos de albita ocorrem entre cristais contíguos de mesopertita indicando
processos de alteração tardi- ou pós-magmática. O máfico presente é uma biotita marrom
alaranjada ou, mais raramente verde, em cristais xenomórficos, intersticiais, cristalizados
tardiamente, refletindo o caráter pouco hidratado destes granitoides (CPRM, 2010).
3.2.5. Grupo Surumu:
As rochas dessa unidade ocupam a maior parte da área estudada e compreendem tipos
vulcânicos de composição ácida a intermediária, representados por riolitos, dacitos, andesitos
e rochas piroclásticas. As rochas piroclásticas desta unidade caracterizam o topo do Grupo
Surumu e constituem o embasamento para as rochas sedimentares do Supergrupo Roraima
(CPRM, 2010). Macroscopicamente exibem textura porfirítica com fenocristais milimétricos
de quartzo, K-feldspato e plagioclásio envoltos em uma matriz afanítica com cores
avermelhadas a cinza esverdeada escura (TAVARES JÚNIOR, 2003).
Segundo Reis et al. (2003) as principais características químicas e petrográficas das
rochas vulcânicas Surumu, têm sido amplamente citadas por vários autores na identificação de
seus termos ácidos (riólitos, riodacitos e dacitos) e intermediários (andesitos, latitos e
15
traquitos); de seus componentes piroclásticos de similar composição; e da ausência de termos
basálticos.
Nos dacitos e traquidacitos predomina a textura porfirítica, com fenocristais de
plagioclásio, e mais raramente feldspato alcalino e biotita, dispersos numa matriz
microcristalina constituída essencialmente por quartzo, plagioclásio, feldspato alcalino, biotita
e hornblenda. Minerais opacos, apatita, zircão e titanita são acessórios comuns, e os minerais
secundários são representados por sericita, clorita, epidoto e carbonato. Os riólitos se
distinguem dos dacitos e traquidacitos pela textura porfirítica a glomeroporfirítica, com
fenocristais de feldspato alcalino e quartzo predominante sobre os de plagioclásio, além da
matriz relativamente mais grossa devida à presença comum de agregados recristalizados de
quartzo. Apresentam ainda, menor conteúdo em minerais máficos, principalmente biotita e
hornblenda (REIS et al., 2003).
3.2.6. Grupo Arai:
Recobre discordantemente as rochas vulcânicas do Grupo Surumu, e inclui termos
sedimentares eminentemente de natureza continental (REIS et al., 1990), registrando inter-
relacionamento das fácies de um sistema deposicional desértico e fluvial entrelaçado. As
rochas sedimentares presentes na serra Tepequém foram reunidas por Borges e D’Antona
(1988) na então formação Arai, tendo sido subdividida em três principais membros, a partir de
critérios puramente litológicos. Essa divisão da base para o topo constitui os membros Paiva,
Funil e Cabo Sobral (FERNANDES FILHO, 1990).
3.2.7. Formação Igarapé do Funil:
Os principais litotipos são arenitos finos a médios em parte argilosos, ritmitos
arenito/pelito, pelitos e subordinadas brechas. Esses litotipos normalmente são friáveis com
estruturas sedimentares preservadas, como estratificação cruzada acanalada e gretas de
contração (FERNANDES FILHO, 2012). Os depósitos desta unidade afloram
preferencialmente em áreas mais arrasadas como voçorocas. As exposições são descontínuas,
porém mais extensas, geralmente apresentam-se basculadas com ângulos baixos de mergulho,
entretanto exposições com mergulho alto e horizontalizadas também são encontradas
(FERNANDES FILHO, 2010).
3.2.8. Formação Cabo Sobral:
Compreende arenitos grossos conglomeráticos com intercalações de conglomerados
(FERNANDES FILHO, 2012).
16
3.2.9. Formação Igarapé do Paiva:
Os principais litotipos são arenitos médios a grossos e conglomerados, com pelitos e
arenitos finos subordinados, localmente silicificados, e com estruturas sedimentares
preservadas (FERNANDES FILHO, 2010). O topo da unidade é dominado por arenitos
grossos a conglomeráticos com estratificação cruzada e estruturas de corte-e-preenchimento.
As camadas apresentam atitude entre N35-65°E e mergulhos de 5-25° para NW ou SE. Uma
discordância litológica e erosiva é sugerida para o contato entre a unidade sedimentar basal e
as rochas vulcânicas Surumu (FERNANDES FILHO, 2012). Os depósitos afloram geralmente
de maneira descontínua, geralmente basculados, alcançando espessuras de aproximadamente
100 m. e 50 m na cachoeira do funil.
3.2.10. Grupo Suapi:
O Grupo Suapi recobre discordantemente a Formação Arai, encontrando-se
subdividido nas formações Uiramutã (base), Verde, Pauré, Cuquenán e Quinô (topo). Estas
unidades caracterizam os diversos processos progradacionais e retrogradacionais que
assinalam a presença e desenvolvimento de um sistema transicional (ambiente flúvio-deltaico)
ou de plataforma/litorâneo a marinho raso (FERNANDES FILHO, 2012).
3.2.11. Serra Tepequém:
A serra, particularmente, representa um testemunho de rochas paleoproterozoicas do
Supergrupo Roraima, assentadas discordantemente sobre as rochas vulcânicas do Grupo
Surumu. Estas são constituídas por riólitos, riodacitos, ignimbritos e piroclásticas ácidas.
Litótipos intermediários, tais como andesitos e latitos afloram nas porções sul e sudeste da
área. Uma discordância litológica e erosiva é sugestiva entre a unida de sedimentar basal e as
vulcânicas Surumu. As rochas da sucessão sedimentar da serra são correlatas aos depósitos
dos grupos Arai e Suapi, unidades basais do Supergrupo Roraima, e encontram-se
parcialmente deformadas (FERNANDES FILHO, 1990; TRUCKENBRODT et al., 2008).
A espessura do pacote sedimentar foi estimada em 210 m e seus membros são
concordantes. Borges & D'Antona (1988) interpretam o pacote como resultante da deposição
em leques aluviais, dunas e sistema fluvial entrelaçado, mas sugere-se que o Membro Funil
represente uma fácies lacustre. Encontra-se representada por arenitos finos, siltitos e argilitos,
via de regra laminados (FERNANDES FILHO, 2012).
17
3.3. Contexto Geomorfológico
Desde os primeiros trabalhos sobre a compartimentação do relevo de Roraima, ainda
na década de 30, até os dias de hoje, bastantes informações foram acrescentadas na descrição
desses compartimentos, além da introdução de novos compartimentos a partir do refinamento
das informações realizados por meio de imagens de satélites e estudos de campo. No âmbito
dos diversos trabalhos sobre a geomorfologia do Estado destacam-se principalmente os
trabalhos de Franco et. al. (1975) e SUDAM (1975), realizados a partir dos estudos do Projeto
Radar na Amazônia (RADAM BRASIL), Costa (1999), CPRM (2003) e BRASIL (2005).
Conforme relatório da CPRM (2014) Roraima é o estado com maior variedade
geomorfológica de toda Amazônia brasileira. Seus terrenos apresentam desde superfícies
muito baixas e extremamente planas, principalmente na região sul, até os relevos mais
movimentados e mais altos, como o Monte Roraima, com seus 2875 metros de altitude na
região norte.
Para a CPRM (2014), as características do relevo roraimense atual, portanto, é
resultado de inúmeros processos agindo sobre a paisagem e formando diversos tipos de
modelados, podendo ser sintetizado como as consequências do embate eterno entre forças
exógenas (processos erosivos e de deposição) e as forças endógenas (orogênese e
epirogênese) que atuam no planeta.
A compartimentação do relevo segundo a CPRM não será utilizada como base para
este trabalho, porém é importante chamar a atenção para esta classificação devido à divisão
das unidades morfoesculturais definidas para o estado de Roraima a partir dos conjuntos
litológicos de naturezas distintas. Conforme o mapa na figura 6 a CPRM divide as unidades
morfoesculturais em Terrenos Proterozoicos do Escudo das Guianas e Domínio das
Coberturas Sedimentares Fanerozoicas.
18
Figura 6: Mapa de Compartimentação do relevo segundo a CPRM (2003).
Fonte: CPRM (2014).
Para a realização desse relatório preferiu-se adotar a nomenclatura das unidades
propostas por Beserra Neta & Tavares Júnior (2004), que separam a geomorfologia do estado
em três grandes regiões geográficas com unidades de relevo distintas e limites estabelecidos
de maneira informal, utilizando a nomenclatura anteriormente já adotada por outros trabalhos.
Dessa forma destacam-se as regiões geográficas norte, central e sul do estado.
Na porção norte erguem-se abruptamente planaltos que atingem altitudes de 2.739
metros, a exemplo do Monte Roraima, nas áreas de fronteira com a Venezuela, estes são
bordejados por pediplanos intramontanos onde emergem relevos colinosos a tabular (700 a
1.100 m) gradando para a superfície de aplanaimento (altitudes de 80 a 150 m); na porção
central encontram-se planaltos residuais e dissecados com altitudes que podem atingir até
800 metros, a exemplo da Serra da Lua, destacando-se numa paisagem suavemente plana a
colinosa (100 a 150 m) e por fim, na porção sul erguem-se planaltos residuais, a exemplo
da serra da Mocidade, bem como extensas deposições arenosas inundáveis com altitudes
19
não superiores a 150 metros (BESERRA NETA, TAV
ARES JÚNIOR, 2004).
De maneira geral a figura 7 apresenta os limites geográficos de cada região, com seus
respectivos compartimentos geomoforlógicos.
Figura 7: Divisão dos compartimentos geomorfológicos do Estado segundo Beserra Neta & Tavares Júnior
(2004).
Fonte: BESERRA NETA, TAV
ARES JÚNIOR (2004).
A área de estudo deste relatório está compreendida dentro dos limites norte segundo a
classificação adotada. Apresenta relevo plano por vezes interrompido por pequenas
ondulações até se tornar mais montanhoso na porção lesta. Desde a década de 30 até final dos
anos 80 essa região sofreu intensa atividade extrativista relacionada à garimpagem de ouro e
diamante. A figura 8 apresenta a amplitude dessa área a partir de imagem de satélite com
destaque para as formas de relevo encontradas e logo abaixo são caracterizadas de acordo
com a classificação de Beserra Neta & Tavares Júnior (2004).
20
Figura 8: Compartimenção do relevo na porção norte de Roraima.
Fonte: TAVARES JÚNIOR (2003).
3.3.1. Planalto Sedimentar Roraima (1):
Caracteriza-se por formas tabulares de topos irregularmente aplainados, escarpas
abruptas representando recuo de planos de falhas normais, com vertentes de declividade muito
alta (superior a 30º). Correspondem as maiores altitudes da área, com cotas atingindo valores
entre 575 a 1100m. A Serra do Tepequém está situada dentro desse compartimento, elaborada
sobre rochas sedimentares do Paleoproterozoico relacionadas à Formação Tepequém (CPRM,
1999). Segundo Costa (2005) trata-se de um relevo francamente em processo de dissecação
tendo como principais características uma grande densidade de incisões resultantes da atuação
da erosão pluvial resultando em enxame de ravinas. O autor também classifica esse
compartimento relevo como de aplainamento. Beserra Neta et al. (2007) destacam que o topo
da serra do Tepequém apresenta desníveis de até 500 metros de altitude, tais características o
diferem de feições com superfície tabular.
21
3.3.2. Planalto do Interflúvio Amazonas (2) – Orenoco:
Constitui um conjunto de serras e colinas com altitudes entre 600 a 1500 m, com topos
na forma de cristas e pontões, orientadas na direção NE-SW e elaboradas em rochas graníticas
e vulcânicas ácidas. Costa (2005) classifica este compartimento de relevo como de
aplainamento. O relevo montanhoso fronteiriço com a Venezuela é sustentado por sequências
vulcanossedimentares e granitoides recobertos por densa cobertura vegetal. Em termos
morfológicos caracteriza-se por formas dissecadas em cristas e colinas com vertentes
ravinadas de forte declive e vales encaixados, resultantes, em grande parte, do controle
tectono – estrutural de zonas de cisalhamento transcorrentes e fraturamentos.
3.3.3. Superfícies Pediplanadas Intramontanas (3):
É formada por áreas aplainadas e rebaixadas em relação aos relevos dos planaltos do
Interflúvio Amazonas – Orenoco e Dissecado Norte da Amazônia. Apresentam orientação
geral E-W, localmente mostram uma dissecação em cristas geralmente orientadas
principalmente em colinas elaboradas nas rochas do Grupo Surumu.
3.3.4. Planalto Dissecado Norte da Amazônia (4):
É representada por colinas com vales encaixados e encostas ravinadas associadas a
cristas ou pontões, alcançando altitudes de até 900 m e sustentadas por rochas de composição
granítica e vulcânicas ácidas a básicas paleoproterozoicas. Corresponde a maior parte do
relevo da região.
3.3.5. Pediplano Rio Branco (5) – Rio Negro:
Caracteriza-se por uma superfície de aplainamento, constituída em sua grande parte
por sedimentos pouco consolidados. Corresponde ao nível altimétrico mais baixo da área,
com cotas não superiores a 160 m. Geomorfologicamente, esse compartimento inclui relevo
suave, representando cotas regionais baixas, com altitudes variando de 87 metros, nas
drenagens mais expressivas, a 140 m às proximidades das grandes elevações. Segundo Costa
(2005) a mesma recorta litologias pré-cambrianas e fanerozoicas, sendo interrompida
principalmente pelos Planaltos Residuais de Roraima.
3.3.6. Relevos Residuais (inselbergs) (6):
A maior parte das ocorrências constituem formas isoladas com cristas e vertentes de
forte declividade, que interrompem a monotonia do aplainamento do Pediplano Rio Branco.
Em geral, são elevações de 250 a 700 m, sustentadas por rochas vulcânicas ácidas e granitos
de tendência mais alcalina de idade pré-cambriana, com topos convexos e encostas ravinadas.
22
Tavares Júnior (2003) classifica a área como uma superfície recoberta por uma
vegetação de pequeno porte e esparsa, onde também predomina uma vegetação de floresta
mais densa. A vegetação de savana é constituída pelos subsistemas arbóreo denso e aberto,
parque e graminoso. O regime climático da região de savanas é caracterizado por um clima
quente com períodos de chuvas e de estiagem bem definidos. As regiões de relevo elevado
apresentam um clima subtropical de altitude, com temperaturas amenas e um período de
chuvas e outro de estiagem.
A região ao entorno é formada pelas bacias de drenagem dos rios Amajari e Trairão,
estes fluem de oeste para leste e noroeste para sudeste, sendo afluentes respectivamente da
margem esquerda do rio Urariquera e furo Santa Rosa ao norte da ilha de Maracá (BESERRA
Neta & TAVARES JÚNIOR, 2016).
23
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
4.1. SUÍTE ARICAMÃ
Os pontos visitados que estão compreendidos na Suíte Aricamã são os pontos 3, 7 e 8.
Os mesmo serão descritos a seguir de forma detalhada conforme a ordem de visita dos
afloramentos.
O terceiro ponto de estudo localiza-se próximo a Serra Aricamã, nas coordenadas X:
644496 e Y: 407876 com 208 metros de elevação a uma distância da sede de Amajari de 3419
quilômetros. A forma de ocorrência da rocha é grosseira na forma de blocos e até mesmo
matacões na transição entre savana e a utilização da área para uso de pecuária (figura 9-A).
Na análise macroscópica constatou-se que a rocha é formada em ambiente de
cristalização intrusivo, sendo holocristalina. A identificação de seus cristais a olho nu é
possível devido a sua textura fanerítica com granulação apresentando grãos médios de até
10mm e cristais que são majoritariamente equigranulares (figura 9-B). Seu índice de
coloração é hololeucocrático, onde os minerais fêmicos compõem menos de 5% da amostra.
Sendo assim, os minerais encontrados descritos são: quartzo, plagioclásio, feldspato
potássico, biotita anfibólio eou piroxênio. Para a elaboração do QAPF, em campo, estimou-se
as seguintes porcentagens: quartzo 20% máficos: 5%, plagioclásio 30% e alcalinos 45%. Ao
efetuar o recalculo e plotar os resultados, obteve-se a rocha sienogranito.
Contudo a análise em laboratório utilizando a lupa eletrônica redefiniu essa proporção
para: quartzo 50%; plagioclásio 25%; álcalis 20% e máficos 5%. A quantidade de quartzo na
amostra chega a ser tão grande que vista na lupa eletrônica a rocha tem uma aparência bem
cristalina (figura 9-C). Após o recalculo e plotagem no diagrama QAPF essa mesma rocha foi
reclassificada com o um monzogranitos. (figura 9-D).
24
Figura 9: (A) Imagem do afloramento, (B) Amostra de mão com escala, (C) Grande quantidade de minerais de
quartzo visto por meio da lupa eletrônica, (D) Diagrama QAPF plotado em laboratório.
A
B
C
Qz
25
Fonte: Os Autores.
O ponto 7 encontra-se a 3481 quilômetros da Vila Brasil nas coordenadas X: 639094 e
Y: 412837 com elevação de 229 metros em um afloramento de colina com área de pasto em
região de floresta ombrófila. A forma de ocorrência é de matacões e blocos rolados e in situ
(figura 10-A).
A rocha apresenta coloração majoritariamente branca com vários pontos pretos e
alguns pontos vermelhos de menor tamanho possivelmente resultante da oxidação dos
minerais de ferro (figura 10-B). A mineralogia da amostra é principalmente plagioclásio,
quartzo, alcalinos, anfibólio eou piroxênio e biotita nas seguintes proporções (35%
plagioclásio,35% quartzo, 24% alcalinos e 6% de máficos). As biotitas se apresentam bem
formadas, sendo claramente visíveis na lupa eletrônica (figura 10-D). A partir da mineralogia
a rocha foi classificada em campo como um monzogranito de textura fanerítica muito fina a
fina (entre 0,1 e 0,3 mm) e com alguns pórfiros de minerais máficos. Trata-se de uma rocha
hipoabissal, hololeucocrática e holocristalina.
Após descrição em laboratório na lupa eletrônica os minerais ficaram na seguinte
proporção: quarto 35%; plagioclásio 35%; alcalinos 25% e; máficos 10%. Nesse novo
recalculo a rocha continuou sendo classificada como um monzogranito, conforme o diagrama
D
26
plotado (figura 10- E). É uma rocha ácida, devido a grande quantidade de quartzo e
supersaturada, sendo que inúmeras vezes os minerais da amostra apresentam-se bem
formados ou até mesmo euédricos (figura 10-C).
Figura 10: (A) Imagem do afloramento, (B) Amostra de mão com escala, (C) Minerais euédricos na lupa
eletrônica, (D) Biotita na lupa eletrônica, (E) Diagrama QAPF plotado em laboratório.
A B
C D
Bt
27
Fonte: Os Autores.
O oitavo e último ponto está localizado nas coordenadas X: 640359 e Y: 4123636 com
elevação de 239 metros a 3483 da sede do município. O afloramento ocorre na forma de corte
de estrada em uma região de transição entre a savana e a floresta ombrófila (figura 11-A). As
rochas desse afloramento apresentam forte presença de intemperismo físico com inúmeras
fraturas principalmente devido ao uso de explosivos durante a abertura da estrada (figura 11-
E). Esse intemperismo também realçou as marcas das fraturas que possuem direção 160AZ/
85NE (figura 11-B).
A rocha apresenta uma coloração cinza esbranquiçado, sendo uma plutônica fanerítica
com granulação muito fina a fina (entre 0,1 e 0,3 mm). Entre todas as amostras essa é a que
mais apresenta uma textura equigranular. A cristalinidade é holocristalina, e o índice de cor é
hololeucocrático. (figura 11-C).
A mineralogia é composta por plagioclásio bem visível a olho nu, quartzo anfibólio
eou piroxênio e alcalinos nas seguintes proporções: plagioclásio 45%; quartzo 35%, máficos,
10% e álcalis 10%. A partir do recalculo da mineralogia a rocha foi classificada em campo
como um granodiorito. A forte predominância dos plagioclásios sobre os minerais máficos
E
28
que aparentam estar imersos nestes plagioclásios pode ser mais bem visualizada a partir da
figura 11-D.
Em laboratório com o uso da lupa eletrônico foi refeita a classificação modal da rocha
que passou a corresponder as seguintes proporções: plagioclásio 50%, quartzo 20%; alcalinos
15% e; máficos 15%. Após o recalculo a rocha foi classificada novamente como um
granodiorito, conforme o diagrama (figura 11-E). Quando verificada com na literatura a rocha
apresenta uma porcentagem de sílica maior que 65%, sendo considerada ácida e sua sílica
saturação é supersaturada.
Figura 11: (A) Imagem do afloramento, (B) Rocha com intenso fraturamento, (C) Amostra de mão com escala,
(D) Predominância de plagioclásio sobre minerais máficos visto por meio da lupa eletrônica, (E) Croqui do
afloramento, (F) diagrama QAPF plotado em laboratório.
A B
C
D
Pl
29
Fonte: Os Autores.
F
E
30
Ao analisarmos as amostras encontradas nos respectivos pontos 3,7 e 8 para compara-
las a literatura utilizou-se a identificação das rochas de acordo com as observadas na lupa em
laboratório, sendo assim, foram obtidas monzogranito, sienogranitos e um granodiorito,
respectivamente. De acordo com a CPRM (2010) as rochas dessa unidade são denominadas
como microgranitos, álcali-feldspato-granitos e sienogranitos, dessa forma as rochas do ponto
3 e ponto 7 estão dentro do resultado esperado para a suíte, enquanto o ponto 8 apresenta-se
fora do esperado para a unidade.
Outro fator que corrobora para a confirmação de que as amostras descritas realmente
pertencem a Suíte Aricamã, são: a baixa porcentagem de minerais máficos, onde na amostra
do ponto 3 apresenta apenas 5%, seguido de 10% das amostras dos pontos 7 e 8 e; suas
granulações que variam entre fina e grossa, sendo mais presente a granulação média e grossa;
assim como uma coloração variando entre o rosa e vermelho com algumas variedades de
cinza claro (CPRM, 2010).
Entretanto, verificou-se uma divergência com os resultados obtidos, apesar de obter-se
uma porcentagem entre 10% de minerais máficos nas descrições dos pontos 7 e 8, eles
ultrapassam a média de 3% estimada pela CPRM (2010). Também não encontram-se na
amostra descrita biotitas caracteristicamente marrons, de baixa hidratação da rocha, mas sim
minerais que podem ser olivinas e piroxênio oxidados com tons avermelhados. Já na amostra
do ponto 8 a coloração apresentada é muito mais escura para a estimada pela CPRM e os
minerais apresentam-se numa matriz muito fina, também contrasta com a granulometria
média a grossa estimada pela CPRM (2010).
31
4.2. GRUPO SURUMU
Esta unidade compreende rochas vulcânicas de composição ácida a intermediária,
como riolitos, dacitos andesitos e rochas piroclásticas. (CPRM, 2010).
Os andesitos do Grupo Surumu irão destacar-se dos dacitos e riolitos por seus pórfiros
de plagioclásio esbranquiçado e que tendem a ser orientados por um fluxo no meio da matriz.
(CPRM, 2010). Já os dacitos podem apresentar fenocristais de feldspato potássico e biotita,
enquanto que o riolito se distingue por seus pórfiros e glomeroporfiros de feldspato potássico
e quartzo sobre uma matriz de granulação mais grossa que as rochas descritas anteriormente
(REIS et al., 2003).
Tendo observado as características do grupo, os pontos que estão compreendidos nesta
unidade são: 4, 5 e 6. O ponto 4 está a 3420 quilômetros da sede do município de Amajari,
nas coordenadas X: 643670 e Y: 408578 com elevação de 212 metros. O afloramento
encontrado ocorre na forma de blocos e morros abaulados já bastante alterados (figura 12-A).
Na descrição macroscópica foi descrito vidro vulcânico verde e minerais secundários
como a clorita. Tal descrição foi entanto, prejudicada por tratar-se de uma rocha com a textura
afanítica, não sendo possível a distinção de seus minerais a olho nu, denominada hipovítrea.
Contudo, nota-se ainda, pórfiros de plagioclásio que destacam-se em meio a matriz (figura 12-
C).
Trata-se de uma rocha de cristalização extrusiva que apresenta uma coloração cinza
esverdeada. A rocha foi classificada em campo como um andesito, basicamente por sua
coloração e unidade de formação (figura 12-B).
32
Figura 12: (A) Imagem do afloramento, (B) Amostra de mão com escala, (C) Pórfiros de plagioclásio imersos
naquilo que aparenta ser uma matriz de feldspato potássico (imagem na lupa eletrônica).
Fonte: Os Autores.
A
B
C
Pl
33
O ponto 5 também está a 3435 quilômetros da sede do município nas
coordenadas X: 635586 e Y: 414378m com 196 metros de elevação. O afloramento ocorre na
forma de blocos rolados e matacões em uma área de vegetação secundária (figura 13-A).
A rocha foi classificada em campo como um riolito apresentando os minerais de
quartzo, feldspato potássico e anfibólio com uma matriz de granulação muito fina a fina, o
que concede coloração a amostra de verde acinzentado. Sendo leucocrática os minerais se
apresentam na proporção de quartzo, 20%; máficos 5%; plagioclásio 20% e; feldspato
potássico 55%. Os riolitos são classificados como rochas ácidas e supersaturadas.
A identificação dos minerais da amostra na lupa eletrônica é dificultada por se tratar
de uma rocha vulcânica hipovítrea, entretanto é possível notar fenocristais de um mineral
máfico, possivelmente anfibólio, e plagioclásio destacando-se da matriz (figura 13-B). Trata-
se de uma rocha com a textura subfanerítica, por conta dos pórfiros e também dos diminutos
minerais impossíveis de reconhecer.
Na amostra verificada observou-se bastante alteração do plagioclásio para clorita essa
alteração recebe o nome de saussurita e o processo saussuritização (figura 13-C). Por ser tratar
de um riolito que consequentemente possui plagioclásio mais rico em cálcio a rocha é mais
suscetível a alteração de solução hidrotermal, ao contrário dos plagioclásios mais ricos em
sódio. (UNESP, 2017)
34
Figura 13: (A) Imagem do afloramento, (B) Amostra de mão com escala, (C) Amostra na lupa eletrônica
mostrando possívelalteração do plagioclásio para clorita.
Fonte: Os Autores.
A
B
C
Pl alterando
35
O sexto ponto está localizado a 3437 quilômetros da Vila Brasil nas coordenadas X:
635009 e Y: 413355 com elevação de 209 metros na forma de lajedo em uma área de floresta
transicional ombrófila (figura 14-A).
A amostra apresenta coloração magenta com possível alinhamento mineral (figura 14-
C). A mineralogia é composta por minerais de feldspato potássico que compreendem a matriz,
plagioclásio e quartzo. Trata-se de uma rocha hipoabissal, que apresenta indícios de fluxo
resultante de um pequeno derrame com direção 141AZ/NW-SE que pode ser observado no
próprio lajedo (figura 14-B).
Em campo a rocha foi classificada como um riolito com textura afanítica e com
presença de pórfiros de plagioclásio (figura 14-D). Seu índice de coloração é
hololeucocrático, e hipovítrea. Possui uma variação entre cristais muito finos a finos
destacando-se os fenocristais. Os riolitos são classificados como rochas ácidas e
supersaturadas e as amostras encontradas são datadas do Paleoproterozoico.
Figura 14: (A) Imagem do afloramento, (B) Amostra de mão com escala, (C) Indicio de fluxo magmático, (D)
Plagioclásio na lupa eletrônica.
A B
36
Fonte: Os Autores.
As amostras encontradas foram denominadas respectivamente andesito e riolito para
os pontos 5 e 6, assim como esperado para a unidade, já que, conforme Costa (1999), essa
unidade reúne rochas vulcânicas de composição ácida a intermediária, representadas por
riolitos, riodacitos, dacitos, andesitos e rochas piroclásticas associadas.
Um fator que veio a facilitar a classificação também é detalhado nas características da
unidade, no ponto 4 há a presença de uma matriz fina de onde destacam-se plagioclásios, e a
coloração do riolito encontrado no ponto 6 demonstra a grande presença de feldspato
potássico conforme estimado por Tavares Junior (2003), que descreve as rochas dessa unidade
com textura porfirítica de quartzo e feldspato potássico e plagioclásio numa matriz de textura
afanítica com cores avermelhadas a acinzentadas. Sendo assim, as rochas encontradas estão
de acordo com o estipulado pela literatura.
C D
Pl
37
4.3. SUÍTE PEDRA PINTADA
O segundo ponto de afloramento está localizado no Igarapé Matrinxã nas coordenadas
X: 651299 e Y: 400289, com elevação de 111 metros a 1806 quilômetros da sede de Amajari.
O afloramento ocorre em forma de lajedos que ocasionalmente apresentam-se como blocos e
matacões em leito de rio com presença de mata ciliar. (Figura 15-A). Nesse afloramento
coletaram-se duas amostras distintas, que serão tratadas separadamente a seguir.
A primeira amostra (figura 15-B) apresenta uma coloração branca acinzentada, onde
se estimou tratar-se de uma rocha de formação intrusiva, holocristalina e com grau de
visibilidade fanerítica, com cristais variando entre média a grossa granulação, sendo de
1,0mm a 3cm. Seus cristais são praticamente equigranulares e possui índice de coloração
leucocrático, onde, apesar de apresentar uma porcentagem significativa de minerais máficos
estes, apenas pontuam a rocha não alterando sua classificação.
Sendo assim, os minerais encontrados descritos em campo são: quartzo, plagioclásio,
anfibólio eou piroxênio, biotita e feldspato potássico. Para a elaboração do QAPF,
estimaram-se as seguintes porcentagens: quartzo 30%, máficos: 20%, plagioclásio 40% e
alcalinos 10%. Após o recalculo a rocha em campo foi classificada com um granodiorito.
Nessa amostra algumas biotitas são bem visíveis a olho nu e quando observadas na lupa é
possível até mesmo verificar a clivagem do mineral (figura 15-F).
Em laboratório essas proporções foram redefinidas para: quartzo 40%, máficos 10%,
plagioclásio 40% e alcalinos 10%. Ao efetuar o recalculo e plotar os resultados no diagrama,
obteve-se novamente como rocha um granodiorito (figura 15-F). Quando verificada com na
literatura a rocha apresenta uma porcentagem de sílica maior que 65%, sendo considerada
ácida e sua sílica saturação é supersaturada.
Na segunda amostra (figura 15-C) verifica-se uma coloração mais escura entre cinza
esverdeada tendendo ao esbranquiçado. Sua granulação varia entre fina a média (0,1mm a 10
mm), porém, seus cristais são inequigranulares devido à presença de pórfiros de plagioclásio
(figura 15-G) e quartzo. Assim como a rocha anterior, esta, possui origem intrusiva, é
holocristalina, porém é mesocrática, onde os minerais fêmicos compõem mais de 35% da
amostra.
Sendo assim, os minerais encontrados descritos são: quartzo, plagioclásio, anfibólio e
piroxênio, feldspato potássico e biotita nas seguintes proporções: cerca de 5% quartzo,
plagioclásio 40%, álcalis 20% e os máficos representando aproximadamente 35%. Após o
38
recalculo e a plotagem no diagrama, a segunda amostra também foi classificada como um
granodiorito, entretanto com uma proporção de máficos maior (figura 15-H).
Apesar das diferenças à primeira vista principalmente devido heterogeneidade
apresentadas pelas amostras a olho nu, ambas foram classificadas como granodioritos. Estas,
pertencem à Suíte Pedra Pintada (CPRM, 2010) datada da era Paleoproterozoica coincidindo
com a literatura da CPRM. Onde, os granitoides dessa unidade apresentam-se equigranulares,
com subordinados tipos porfiríticos, cor cinza-claro e granulação média a grossa como os
analisados.
Na área do afloramento estudado é possível visualizar que houve um magma mingling,
ou seja, uma mistura mecânica de um magma mais félsico com um mais máfico. Pode-se
imaginar que provavelmente a mistura ocorreu devido a presença de uma fase sólida (mais
bem definida), apresentando xenocristais. e dominante, e outra em fase líquida de maior
temperatura e uma menor presença de cristais formados. Entretanto não houve hibridização
entre os magmas já que, nota-se a relação de contato e fragmentos da rocha máfica englobada
no magma mais félsico.
Nesses lajedos também são observadas famílias de juntas concordantes e discordantes
entre si (figura 15-D). A orientação da fratura, obtida em campo, em relação ao norte estava a
232AZNW e a direção de mergulho da camada encontrou-se 63º de altitude. A zona de
contato apresenta direção do cisalhamento a 334NS.
Além das juntas, é possível encontrar xenólitos diversos, máficos e félsicos, com
limites angulosos (figura 15-E) e enclaves, definidos como fragmentos com limites
arredondados. Tais fragmentos são de dimensões centimétricas.
Rochas produzidas pela mistura heterogênea de magmas estão presentes em diversas
associações magmáticas. Durante a mistura das fusões parcialmente cristalizadas, o
componente máfico, de mais alta temperatura e com menor percentual de cristais, pode ser
hibridizado por cristais, agregados de cristais, líquidos e fluídos do magma félsico.
39
Figura 15: (A) Imagem do afloramento, (B) Amostra de mão com escala (primeira amostra), (C) Amostra de
mão com escala (segunda amostra), (D) Fratura separando contato irregular das litologias (E) Magma mingling,
(F) Primeira amostra na lupa eletrônica com destaque para mineral de biotita, (G) Segunda amostra na lupa
eletrônica com destaque para pórfiro de plagioclásio, (H) Diagrama QAPF plotato em laboratório (losango
vermelho representa a primeira amostra e o violeta a segunda).
A
B C
40
D E
F G
Bt Pl
41
Fonte: Os autores.
H
42
4.4. GRANITO MIXIGUANA
Foi o primeiro afloramento analisado, está localizado nas coordenadas X:
658547 e Y: 400000, com elevação de 120 metros e foi registrado as margens da RR 203, a
1734 quilômetros da sede do Amajari em uma região de savana, com alguns arbustos de porte
médio. O afloramento apresentava-se na forma de blocos (bolders) e matacões in situ (figura
16-A).
A partir da amostra coletada (figura 16-B) foi possível fazer uma análise
macroscópica, onde se constatou que: a rocha é formada em ambiente de cristalização
hipoabissal sendo holocristalina de textura fanerítica. Dessa forma, é possível a identificação
dos seus cristais a olho nu, e sua granulação possui uma variação entre cristais finos e médios
com tamanhos entre 0,1mm a 10mm sendo praticamente equigranulares com quartzo bem
intersticial (figura 16-C). O índice de coloração da amostra é mesocrático, onde os minerais
fêmicos compõem cerca de 35% da amostra. O que reflete em sua coloração que tende do
verde acinzentado para o esbranquiçado.
Depois de descrever as características visíveis na rocha estimou-se, em campo, a
composição mineralógica, encontrando piroxênio eou anfibólio, biotita, quartzo, plagioclásio
e feldspato potássico, dessa forma estimou-se as seguintes proporções: máficos: 40%, quartzo
20%, plagioclásio 20% e alcalinos 20%. Para efetuar a elaboração do QAP fez-se o recalculo
e ao plotar os resultados no diagrama, obteve-se um monzogranito.
Em análise de laboratório utilizando a lupa eletrônica obteve-se as seguintes
porcentagens de minerais na amostra: plagioclásio 40%, máficos 30%, quartzo 25% e
alcalinos 5%. Após efetuar o recalculo a rocha foi reclassificada como um granodiorito
(figura 16-D).
Diante da diferença de resultado na classificação em campo e em laboratório recorreu-
se a literatura existente sobre o Granito Mixiguana, que segundo a CPRM (2010) apresenta
uma litologia com hornblenda-biotita monzogranitos e granodioritos, com sienogranitos
subordinados, acinzentados, médios a grossos, geralmente porfiríticos, frequentemente com
foliação magmática. (CPRM, 2010) datados da era Paleoproterozoica.
Dessa forma sem uma análise química ou microscópica da amostra coletada estima-se
que a mesma está dentro do esperado para área estudada, variando entre monzogranitos a
granodioritos ambos descritos na litologia da unidade. Tais rochas apresentam um teor de
acidez entre intermediário a ácido, variando entre 52 a acima 65% de sílica, sendo assim,
supersaturadas.
43
Sobre a origem da rocha especula-se que esteja ligada com a cristalização fracionada
já que no processo de cristalização progressiva dos minerais a partir de um magma, irão
cristalizar-se primeiro os minerais de mais alta temperatura, compostos por elementos que são
mais compatíveis ao meio sólido (os mais ricos em ferro e magnésio) e com o resfriamento
consecutivo e a mudança na composição do magma residual irão cristalizando os minerais
mais félsicos (ricos em sílica). Essa dinâmica de resfriamento pode ter ocasionado na amostra
descrita uma grande quantidade de minerais máficos em conjunto com uma grande
porcentagem de minerais félsicos.
Figura 16: (A) Imagem do afloramento, (B) Amostra de mão com escala, (C) Quartzo intersticial visto na lupa
eletrônica, (D) Diagrama QAPF plotado em laboratório.
A
44
Fonte: Os Autores.
B
D
C
Qz
45
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir da atividade de campo em conjunto com as aulas teóricas da disciplina de
Petrologia de Rochas Cristalinas foi possível observar e descrever diversas rochas ígneas da
região Norte de Roraima.
Os diferentes pontos visitados apresentam a ocorrência das unidades de
compartimentação do relevo Pediplano Rio Branco-Rio Negro, Planalto do Interflúvio
Amazonas-Orenoco, Relevos Residuais e Planalto Dissecado de Roraima, todos com
características próprias para a região Norte.
As rochas estudadas pertencem a diversas litologias sendo principalmente do Grupo
Surumu e Suíte Pedra Pintada em diferentes estágios de intemperismo e nível crustal de
formação.
Atividade de campo foi útil na tentativa de correlacionar as unidades a fim de
desenvolver uma evolução geológica para a área. Com base na literatura e a litologia descrita
em laboratório é possível imaginar um relacionamento espacial e temporal das vulcânicas
Surumu com o plutonismo que gerou as rochas da Suíte Pedra Pintada, principalmente por
conta da similaridade química.
Os principais acontecimentos na história geológica da área têm inicio com a instalação
do arco Trairão ocorrida em torno de 2,02 Ga (SANTOS et al. 2006). Em um ambiente
orogênico, intimamente relacionado à evolução da Suíte Trairão, formou-se o Grupo
Cauarane, composto por paragnaisses aluminosos com intercalações de mica xistos, rochas
calcissilicáticas, anfibolitos, metacherts e gondito (CPRM, 2010).
Em seguida, as rochas que pertencem às unidades Grupo Surumu e a Suíte Aricamã e
Pedra Pintada são resultado do magmatismo pós-colisional. Essas unidades são representadas
por rochas granitoides e vulcânicas do tipo-I, cálcio-alcalinas de alto-K, da Suíte Pedra
Pintada e Grupo Surumu e do tipo-A da Suíte Aricamã, e teve seu ápice em torno de 1986 Ma
(CPRM, 2010).
A contemporaneidade entre magmatismos cálcio-alcalino de alto-K e do tipo-A é
comum no estágio pós-colisional, onde estas rochas representam dominantemente fusões
crustais a partir de fontes juvenis, recém-formadas na etapa pré-colisional, mostrando, no
entanto, composições e condições distintas (CPRM, 2010).
Por conta disso o conjunto de amostras do Grupo Surumu mostra grande similaridade
química com os granitoides Pedra Pintada e, no entanto ocorrem algumas diferenças. Os
vulcanitos exibem alto SiO2 e intervalo de variação mais restrito (63,55-74,74%), quando
46
comparados à SPP, que mostra um intervalo expandido de SiO2 (52,06-73,64%) (CPRM,
2010). A partir desses dados é possível correlacionar o Grupo Surumu a um magmatismo
mais evoluído que resultou em rochas mais ricas em SiO2.
Segundo Tavares Júnior (2003) os vulcanitos são interpretados como produtos
evoluídos a partir do magma Pedra Pintada. No caso das diferenças, estas devem refletir a
diversidade do próprio magma Pedra Pintada, ou seja, devem refletir pequenas diferenças
entre as distintas câmaras magmáticas que forneceram material para este volumoso
vulcanismo.
47
REFERÊNCIAS
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RELATÓRIO DE ATIVIDADES DE CAMPO DA DISCIPLINA DE PETROLOGIA DE ROCHAS CRISTALINAS

  • 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS - IGEO DEPARTAMENTO DE GEOLOGIA PETROLOGIA DE ROCHAS CRISTALINAS – GEO400 PROFESSOR: STÉLIO SOARES TAVARES JÚNIOR EZEQUIAS GUIMARÃES NAYARA FREITAS RELATÓRIO DE ATIVIDADES DE CAMPO DA DISCIPLINA DE PETROLOGIA DE ROCHAS CRISTALINAS Boa Vista, RR. 2018.
  • 2. EZEQUIAS GUIMARÃES NAYARA FREITAS RELATÓRIO DE ATIVIDADES DE CAMPO DA DISCIPLINA DE PETROLOGIA DE ROCHAS CRISTALINAS Relatório de Campo apresentado à disciplina Petrologia de Rochas Cristalinas (GEO 400) do departamento do curso de Bacharelado em Geologia, Instituto de Geociências da Universidade Federal de Roraima ministrada pelo doutor Stélio Soares Tavares Júnior como requisito para obtenção de nota. Boa Vista, RR. 2018.
  • 3. LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1. Localização da área de estudo. ....................................................................................6 Figura 2. Contextualização geológica da área. ...........................................................................7 Figura 3: Propostas de evolução crustal do cráton Amazonas. ................................................10 Figura 4: Modelo de compartimentação litoestrutural do estado de Roraima..........................11 Figura 5: (A) Domínios estruturais do Estado de Roraima e (B) mapa geológico simplificado da região Norte do Estado de Roraima com destaque para a Serra do Tepequém. ..................12 Figura 6: Mapa de Compartimentação do relevo segundo a CPRM (2003).............................18 Figura 7: Divisão dos compartimentos geomorfológicos do Estado segundo Beserra Neta & Tavares Júnior (2004). ..............................................................................................................19 Figura 8: Compartimenção do relevo na porção norte de Roraima. .........................................20 Figura 9: (A) Imagem do afloramento, (B) Amostra de mão com escala, (C) Grande quantidade de minerais de quartzo visto por meio da lupa eletrônica, (D) Diagrama QAPF plotado em laboratório..............................................................................................................24 Figura 10: (A) Imagem do afloramento, (B) Amostra de mão com escala, (C) Minerais euédricos na lupa eletrônica, (D) Biotita na lupa eletrônica, (E) Diagrama QAPF plotado em laboratório.................................................................................................................................26 Figura 11: (A) Imagem do afloramento, (B) Rocha com intenso fraturamento, (C) Amostra de mão com escala, (D) Predominância de plagioclásio sobre minerais máficos visto por meio da lupa eletrônica, (E) Croqui do afloramento, (F) diagrama QAPF plotado em laboratório.......28 Figura 12: (A) Imagem do afloramento, (B) Amostra de mão com escala, (C) Pórfiros de plagioclásio imersos naquilo que aparenta ser uma matriz de feldspato potássico (imagem na lupa eletrônica). ........................................................................................................................32 Figura 13: (A) Imagem do afloramento, (B) Amostra de mão com escala, (C) Amostra na lupa eletrônica mostrando possível alteração do plagioclásio para clorita.......................................34 Figura 14: (A) Imagem do afloramento, (B) Amostra de mão com escala, (C) Indicio de fluxo magmático, (D) Plagioclásio na lupa eletrônica. ......................................................................35 Figura 15: (A) Imagem do afloramento, (B) Amostra de mão com escala (primeira amostra), (C) Amostra de mão com escala (segunda amostra), (D) Fratura separando contato irregular das litologias (E) Magma mingling, (F) Primeira amostra na lupa eletrônica com destaque para mineral de biotita, (G) Segunda amostra na lupa eletrônica com destaque para pórfiro de plagioclásio, (H) Diagrama QAPF plotato em laboratório (losango vermelho representa a primeira amostra e o violeta a segunda). ..................................................................................39 Figura 16: (A) Imagem do afloramento, (B) Amostra de mão com escala, (C) Quartzo intersticial visto na lupa eletrônica, (D) Diagrama QAPF plotado em laboratório. .................43
  • 4. SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ......................................................................................................................5 1.1 Apresentação..................................................................................................................5 1.2 Objetivos........................................................................................................................7 2. MATERIAIS E MÉTODOS...................................................................................................8 3. GEOLOGIA REGIONAL ......................................................................................................9 3.1 Contexto Geotectônico ..................................................................................................9 3.2 Litoestratigrafia...................................................................................................................12 3.2.1. Grupo Cauarane:......................................................................................................13 3.2.2. Granito Mixiguana: .................................................................................................13 3.2.3. Suíte Pedra Pintada:.................................................................................................13 3.2.4. Suíte Aricamã:.........................................................................................................14 3.2.5. Grupo Surumu: ........................................................................................................14 3.2.6. Grupo Arai:..............................................................................................................15 3.2.7. Formação Igarapé do Funil:.....................................................................................15 3.2.8. Formação Cabo Sobral: ...........................................................................................15 3.2.9. Formação Igarapé do Paiva:....................................................................................16 3.2.10. Grupo Suapi:..........................................................................................................16 3.2.11. Serra Tepequém:....................................................................................................16 3.3. Contexto Geomorfológico .................................................................................................17 3.3.1. Planalto Sedimentar Roraima (1): ...........................................................................20 3.3.2. Planalto do Interflúvio Amazonas (2) – Orenoco: ..................................................21 3.3.3. Superfícies Pediplanadas Intramontanas (3): ..........................................................21 3.3.4. Planalto Dissecado Norte da Amazônia (4): ...........................................................21 3.3.5. Pediplano Rio Branco (5) – Rio Negro: ..................................................................21 3.3.6. Relevos Residuais (inselbergs) (6):.........................................................................21 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO..........................................................................................23 4.1. SUÍTE ARICAMÃ .....................................................................................................23 4.2. GRUPO SURUMU.....................................................................................................31 4.3. SUÍTE PEDRA PINTADA ........................................................................................37 4.4. GRANITO MIXIGUANA..........................................................................................42 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ...............................................................................................45 REFERÊNCIAS .......................................................................................................................47
  • 5. 5 1. INTRODUÇÃO 1.1 Apresentação Roraima é o estado mais setentrional do Brasil, possui área territorial de 225.116,10 km² e tem Boa Vista como capital. É seccionado pela linha imaginária do Equador, sendo Boa Vista a única capital brasileira no hemisfério norte. O estado abarca duas fronteiras internacionais: Venezuela a norte e noroeste e Guiana ao leste. Ao sul limita-se com o Amazonas e a sudeste, com o Pará. Do ponto de vista geológico ocupa a porção central do escudo das Guianas, inserido ao norte do cráton Amazonas (SANTOS, 2006) por isso apresenta as principais feições geotectônicas evolutivas do escudo. Os primeiros levantamentos geológicos sistemáticos na região ocorreram por volta da década de 70 com o Projeto Radar na Amazônia (RADAM) que utilizou imagens aéreas de radares de aviões para fins de mapeamentos sistemáticos de toda região, estendendo-se para todo Brasil através do RADAMBRASIL, os quais contêm inúmeras descrições de material geológico. Do convênio entre o DNPM/CPRM e projeto RADAM Brasil surge a primeira compartimentação litoestratigráfica do estado na escala de 1:500.000, resultando na cisão de grandes domínios geológicos: Domínio Uraricoera, composto por rochas vulcânica- plutônicas, Domínio Guiana Central, correspondendo ao Cinturão das Guianas, Domínio Parima, com terrenos graníticos e Domínio Uatumã-Anauá com terrenos granitos-gnaissicos (REIS, 2003). Estes levantamentos deram um grande suporte ao avanço do conhecimento geológico, estrutural, geofísico e geocronológico do cráton Amazonas que hoje dão subsídio para diversos estudos mais refinados, contribuindo para o entendimento geodinâmico de sua evolução crustal. A área de estudo compreende basicamente a Serra do Tepequém e tem acesso feito a partir de Boa Vista pela rodovia federal BR 174 e pela rodovia estadual RR 203, que interliga a BR 174 ao núcleo urbano de Amajari, prolongando-se até a Serra do Tepequém, totalizando 220 km a partir da sede do município de Boa Vista. Está inserida na área da Reserva Ecológica da Ilha de Maracá, em uma região entre as reservas indígenas de São Marcos, a leste, e a Yanomame, a oeste. As áreas de estudo possuem acesso relativamente fácil aos afloramentos, pelo fato de serem locais próximos às margens das estradas ou em dentro de fazendas (figura 1).
  • 6. 6 Figura 1. Localização da área de estudo. Fonte: Os autores Os pontos visitados compreenderam diversas unidades litoestratigráficas, como o Suíte Pedra Pinta, Suíte Aricamã, Grupo Surumu entre outras litologias. O mapa abaixo (figura 2) representa a contextualização geológica da área de estudo.
  • 7. 7 Figura 2. Contextualização geológica da área. Fonte: Os autores. 1.2 Objetivos Analisar rochas ígneas em afloramentos no município de Amajari, no norte do estado de Roraima para posterior classificação, identificação e possível correlação em suíte magmática, província eou série.
  • 8. 8 2. MATERIAIS E MÉTODOS A atividade realizada entre os dias: 19 e 20 de outubro de 2017 surge como análise prática dos conteúdos ministrados na disciplina de Petrologia de Rochas Cristalinas sobre a classificação modal das rochas ígneas. A atividade de campo desenvolveu-se através de observações, descrições e discussões sobre a litologia presente nos pontos visitados, configurando-se como a primeira etapa para realização do relatório. Em cada ponto foi obtido às coordenadas geográficas em UTM (Universal Transversa de Mercatos) com o GPS (Global Positioning System) da marca Garmin com média de erro de 3 metros, quando necessário utilizou-se a bússola tipo Brunton, escalas de bolso e martelos geológicos. Junto à caderneta de campo foram feitas anotações de informações relevantes e além do uso de celulares e máquinas fotográficas que serviram para fotografar os afloramentos estudados. A última análise foi interpretativa e de pesquisa embasada na literatura disponível, se propôs a caracterizar os pontos visitados em campo, através da descrição e contextualização. Houve então, o refinamento da pesquisa juntamente com os dados obtidos nos afloramentos, para elaboração dos croquis, perfis e mapas finais em escala de detalhe.
  • 9. 9 3. GEOLOGIA REGIONAL 3.1 Contexto Geotectônico Localizado no extremo norte do Brasil, o estado de Roraima limita-se com o Amazonas, Pará, Venezuela e Guiana – onde ocupa a porção central do escudo das Guianas, inserido ao norte do cráton Amazonas (SANTOS, 2006). Os primeiros levantamentos geológicos sistemáticos ocorreram por volta da década de 70 e diversos estudos atuais mais refinados têm contribuído para o entendimento geodinâmico da de sua evolução crustal. Registra rochas que vão desde o Paleoproterozoico até coberturas sedimentares Fanerozoicas (Mesozoico e Cenozoico) (REIS, FRAGA, 1998). O Cráton Amazônico é definido como uma porção continental estável da placa Sulamericana e uma das maiores do mundo segundo Almeida (2000). Possui aproximadamente 4.400.000 km² divididos em três grandes tipos de terrenos de embasamento: greenstones belts, cinturões metamórficos e rochas ácidas e graníticas metavulcânicas, que são limitadas por dois cinturões orogênicos Paleoproterozoicos e Neoproterozoicos. Em 1975 realizou-se Projeto Radar na Amazônia (RADAM) que utilizou imagens aéreas de radares de aviões para fins de mapeamentos sistemáticos de toda região, estendendo-se para todo Brasil através do RADAMBRASIL, os quais contêm inúmeras descrições de material geológico. Estes levantamentos deram um grande suporte ao avanço do conhecimento geológico, estrutural, geofísico e geocronológico do cráton Amazonas. Em meio às discussões que propunham modelos evolutivos para o cráton, destacam-se duas concepções mais aceitas no meio acadêmico, as quais foram elaboradas com base em diferentes métodos. Por isso, por um lado Hasui et al. (1984), Hasui & Almeida (1985) e Costa & Hasui (1997), entre outros fixistas, elaboraram modelos que foram baseados em dados estruturais, geofísicos e geocronológicos (métodos K-Ar e Rb-Sr). Basicamente, resultou em um mosaico de 12 blocos crustais que se amalgamaram através de colisões diacrônicas entre o Arqueano e o Paleoproterozoico, criando uma grande plataforma continental que passou por diversos retrabalhamentos internos durante o ciclo Transamazônico conforme representado pela figura 3 (SANTOS, 2006). Alternativamente, os mobilistas (CORDANI et al., 1979; TASSINARI, MACAMBIRA, 1999 e 2004; SANTOS et al., 2006) basearam-se essencialmente em dados
  • 10. 10 geocronológicos com métodos mais modernos e precisos (U-Pb e Sm-Nd), levando em consideração os conceitos atuais de tectônica de placas. Assim como o conceito moderno de orogenia, na qual durante o Arqueano, Paleo e Mesoproterozoico ocorreram colisões em série de microcontinentes derivados do manto, os quais se colidiram formando vários continentes limitados por arcos magmáticos que são associados às zonas de subducção de placas. O Cráton seria composto por grandes províncias geocronológicas com distintas assembleias litológicas, trends estruturais, história metamórfica e determinados padrões geofísicos (TASSINARI; MACAMBIRA, 1999, 2004) representados na figura 3. Figura 3: Propostas de evolução crustal do cráton Amazonas. Fonte: Províncias geocronológicas do cráton amazônico, de acordo com as propostas de (A) Tassinari e Macambira (2004), cujas idades foram atualizadas de acordo com Cordani et al. (2009) e (B) Santos et al. (2006). Vale ressaltar que, o modelo de Tassinari & Macambira (1999) difere do de Santos et al. (2006) em números de províncias geocronológicas, nas suas idades isotópicas e nos métodos utilizados, gerando duas possíveis hipóteses para a evolução. Entretanto, estes modelos não são satisfatórios para a caracterização geológica do estado de Roraima e, por este motivo, a divisão em domínios tectonoestratigráficos é mais adequada para a região (REIS,
  • 11. 11 FRAGA, 1998, 2000 e REIS et al., 2003). Dentro das províncias do Cráton Amazônico foram estabelecidos cerca de 20 domínios tectonoestratigráficos, baseados no arranjo entre as unidades estratigráficas que formam as maiores entidades tectônicas e o principal padrão estrutural que elas articulam (CPRM, 2006). Nessa divisão, Reis et al. (2003), apresenta 4 domínios principais: Domínio Parima; Domínio Uraricoera; Domínio Guiana Central; e Domínio Uatumã-Anauá (figura 4). Figura 4: Modelo de compartimentação litoestrutural do estado de Roraima. Fonte: REIS, FRAGA (2000). A região estudada no norte do Estado de Roraima compreende rochas da base do Supergrupo Roraima, localizada na porção centro-norte do Escudo das Guianas, no domínio litoestrutural Uraricoera (REIS et al. 2003) e correspondem principalmente aos litotipos do Grupo Surumu, Suíte Aricamã e Suíte Intrusiva Pedra Pintada. Este domínio é limitado pelos domínios Parima (oeste) e Guiana Central (sul) conforme a figura 5.
  • 12. 12 Figura 5: (A) Domínios estruturais do Estado de Roraima e (B) mapa geológico simplificado da região Norte do Estado de Roraima com destaque para a Serra do Tepequém. Fonte: FERNANDES FILHO (2012) modificado de Fraga et al. (1999). 3.2 Litoestratigrafia O domínio Uraricoera é representado principalmente por terrenos vulcânicos plutônicos sedimentares com lineamentos estruturados na direção de E-W a WNW-ESSE. O domínio Guiana Central, situa-se na porção centro-norte do estado, com arranjos estruturais preferenciais para NE-SW, marcado pela presença de um cinturão de alto grau, intrudido por uma associação AMG (Anortosito/Gabro, Mangerito, Granito Rapakivi), durante o mesozoico ocorreu uma reativação extensional em níveis crustais rasos no domínio, resultando na instalação do Hemigráben do Tacutu (EIRAS & KINOSHITA, 1987). Na região oeste-noroeste de Roraima, encontra-se o domínio Parima, um terreno granito-greenstone estruturado preferencialmente por lineamentos na direção NW-SE. Finalmente, o domínio Anauá-Jatapú (ou Domínio Uatumã-Anauá), encontra-se na porção sudeste do estado, marcado pela abrangência de terrenos granito-gnaissícos, estruturados
  • 13. 13 preferencialmente nas direções NW-SE, NE-SW e N-S (REIS et al., 2003). O magmatismo sensu lato Uatumã corresponde ao evento vulcano-plutônico paleoproterozoico ocorrido no Cráton Amazônico, caracterizado por manifestações vulcânicas efusivas e explosivas de composição intermediaria a ácida (LAGLER, 2011). 3.2.1. Grupo Cauarane: Segundo CPRM (1999) o Grupo Cauarane distribui-se nos domínios Uraricoera e Cinturão Guiana Central. No domínio Uraricoera, o Cauarane encontra-se representado por paragnaisses e rochas calcissilicáticas, em contato com os ortognaisses do Complexo Uraricoera. As litologias do grupo Cauarane apresentam contatos tectônicos com rochas granitoides da Suíte Pedra Pintada. No setor meridional e oriental da região o grupo é encoberto pela sedimentação cenozoica da Formação Boa Vista, enquanto que no quadrante sudoeste, sua relação se faz com rochas do Complexo Uraricoera. 3.2.2. Granito Mixiguana: Segundo CPRM (2010) que definiu pela primeira vez o corpo Mixiguana, este mede aproximadamente 2 km de largura e 10 km de comprimento, e dispõe-se em meio às rochas do Grupo Cauarane as quais, por sua vez, ocorrem na forma de xenólitos nos granitoides. Na unidade Granito Mixiguana ocorrem monzogranitos, com sienogranitos, granodioritos e tonalitos subordinados. São rochas de granulação média a grossa, em geral acinzentadas, exibindo, frequentemente, uma foliação magmática bem desenvolvida, conferida pela orientação preferencial de cristais ripiformes de plagioclásio e de agregados de minerais máficos. A foliação magmática dispõe-se paralelamente aos contatos com as supracrustais Cauarane e à sua estruturação. 3.2.3. Suíte Pedra Pintada: Seus granitoides afloram em faixa continua, aproximadamente E-W com afloramentos que distribuem-se ao longo dos rios Cauaruau, Jauari, Amajari e Parimé. São granitoides equigranulares, com subordinados tipos porfiríticos, apresentam cor cinza-claro e granulação média a grossa. São, em geral, isótropos e levemente foliados, mostrando texturas magmáticas bem preservadas (CPRM, 1999). Observa-se com frequência a presença de enclaves máficos finos, com formas arredondadas e elipsoidais ou angulosas e irregulares, incluindo por vezes cristais de plagioclásio, possivelmente “pingados” da encaixante. Os granitoides da Suíte Pedra Pintada correspondem a associações Ca-fêmicas, cujo caráter calcialcalino, aliado a outras características químicas, como o enriquecimento em
  • 14. 14 elementos LIL e anomalia negativa em nióbio, sugere a participação, na sua produção, de processos de fusão parcial de um manto e/ou material crustal, com assinatura de subducção. Seu intervalo composicional relativamente restrito contrasta com as suítes expandidas dos arcos magmáticos tipicamente calcialcalinos, com abundância de termos dioríticos (REIS et al., 2003). 3.2.4. Suíte Aricamã: Segundo CPRM (2010) a Suíte Aricamã compreende granitos isotrópicos, em geral róseos a avermelhados ou, por vezes, cinza-claros, muito pobres em minerais máficos e muito pouco magnéticos, por vezes com textura rapakivi. No corpo da serra Aricamã e no pequeno corpo a oeste da serra, as rochas são de granulação média ou grossa, enquanto que nos corpos situados a leste da serra dominam microgranitos. A Suíte Aricamã compreende feldspato alcalino-granitos e sienogranitos, leucocráticos a hololeucocráticos, nos quais os componentes máficos não ultrapassam os 7%, situando-se em média nos 3%. Os granitos da Serra Aricamã e do pequeno corpo a oeste exibem textura hipidiomórfica granular ou mais raramente porfirítica, sendo formados por feldspato mesopertítico e quartzo, idio a subidiomórficos, localmente intercrescidos em arranjos gráficos. Pequenos grãos de albita ocorrem entre cristais contíguos de mesopertita indicando processos de alteração tardi- ou pós-magmática. O máfico presente é uma biotita marrom alaranjada ou, mais raramente verde, em cristais xenomórficos, intersticiais, cristalizados tardiamente, refletindo o caráter pouco hidratado destes granitoides (CPRM, 2010). 3.2.5. Grupo Surumu: As rochas dessa unidade ocupam a maior parte da área estudada e compreendem tipos vulcânicos de composição ácida a intermediária, representados por riolitos, dacitos, andesitos e rochas piroclásticas. As rochas piroclásticas desta unidade caracterizam o topo do Grupo Surumu e constituem o embasamento para as rochas sedimentares do Supergrupo Roraima (CPRM, 2010). Macroscopicamente exibem textura porfirítica com fenocristais milimétricos de quartzo, K-feldspato e plagioclásio envoltos em uma matriz afanítica com cores avermelhadas a cinza esverdeada escura (TAVARES JÚNIOR, 2003). Segundo Reis et al. (2003) as principais características químicas e petrográficas das rochas vulcânicas Surumu, têm sido amplamente citadas por vários autores na identificação de seus termos ácidos (riólitos, riodacitos e dacitos) e intermediários (andesitos, latitos e
  • 15. 15 traquitos); de seus componentes piroclásticos de similar composição; e da ausência de termos basálticos. Nos dacitos e traquidacitos predomina a textura porfirítica, com fenocristais de plagioclásio, e mais raramente feldspato alcalino e biotita, dispersos numa matriz microcristalina constituída essencialmente por quartzo, plagioclásio, feldspato alcalino, biotita e hornblenda. Minerais opacos, apatita, zircão e titanita são acessórios comuns, e os minerais secundários são representados por sericita, clorita, epidoto e carbonato. Os riólitos se distinguem dos dacitos e traquidacitos pela textura porfirítica a glomeroporfirítica, com fenocristais de feldspato alcalino e quartzo predominante sobre os de plagioclásio, além da matriz relativamente mais grossa devida à presença comum de agregados recristalizados de quartzo. Apresentam ainda, menor conteúdo em minerais máficos, principalmente biotita e hornblenda (REIS et al., 2003). 3.2.6. Grupo Arai: Recobre discordantemente as rochas vulcânicas do Grupo Surumu, e inclui termos sedimentares eminentemente de natureza continental (REIS et al., 1990), registrando inter- relacionamento das fácies de um sistema deposicional desértico e fluvial entrelaçado. As rochas sedimentares presentes na serra Tepequém foram reunidas por Borges e D’Antona (1988) na então formação Arai, tendo sido subdividida em três principais membros, a partir de critérios puramente litológicos. Essa divisão da base para o topo constitui os membros Paiva, Funil e Cabo Sobral (FERNANDES FILHO, 1990). 3.2.7. Formação Igarapé do Funil: Os principais litotipos são arenitos finos a médios em parte argilosos, ritmitos arenito/pelito, pelitos e subordinadas brechas. Esses litotipos normalmente são friáveis com estruturas sedimentares preservadas, como estratificação cruzada acanalada e gretas de contração (FERNANDES FILHO, 2012). Os depósitos desta unidade afloram preferencialmente em áreas mais arrasadas como voçorocas. As exposições são descontínuas, porém mais extensas, geralmente apresentam-se basculadas com ângulos baixos de mergulho, entretanto exposições com mergulho alto e horizontalizadas também são encontradas (FERNANDES FILHO, 2010). 3.2.8. Formação Cabo Sobral: Compreende arenitos grossos conglomeráticos com intercalações de conglomerados (FERNANDES FILHO, 2012).
  • 16. 16 3.2.9. Formação Igarapé do Paiva: Os principais litotipos são arenitos médios a grossos e conglomerados, com pelitos e arenitos finos subordinados, localmente silicificados, e com estruturas sedimentares preservadas (FERNANDES FILHO, 2010). O topo da unidade é dominado por arenitos grossos a conglomeráticos com estratificação cruzada e estruturas de corte-e-preenchimento. As camadas apresentam atitude entre N35-65°E e mergulhos de 5-25° para NW ou SE. Uma discordância litológica e erosiva é sugerida para o contato entre a unidade sedimentar basal e as rochas vulcânicas Surumu (FERNANDES FILHO, 2012). Os depósitos afloram geralmente de maneira descontínua, geralmente basculados, alcançando espessuras de aproximadamente 100 m. e 50 m na cachoeira do funil. 3.2.10. Grupo Suapi: O Grupo Suapi recobre discordantemente a Formação Arai, encontrando-se subdividido nas formações Uiramutã (base), Verde, Pauré, Cuquenán e Quinô (topo). Estas unidades caracterizam os diversos processos progradacionais e retrogradacionais que assinalam a presença e desenvolvimento de um sistema transicional (ambiente flúvio-deltaico) ou de plataforma/litorâneo a marinho raso (FERNANDES FILHO, 2012). 3.2.11. Serra Tepequém: A serra, particularmente, representa um testemunho de rochas paleoproterozoicas do Supergrupo Roraima, assentadas discordantemente sobre as rochas vulcânicas do Grupo Surumu. Estas são constituídas por riólitos, riodacitos, ignimbritos e piroclásticas ácidas. Litótipos intermediários, tais como andesitos e latitos afloram nas porções sul e sudeste da área. Uma discordância litológica e erosiva é sugestiva entre a unida de sedimentar basal e as vulcânicas Surumu. As rochas da sucessão sedimentar da serra são correlatas aos depósitos dos grupos Arai e Suapi, unidades basais do Supergrupo Roraima, e encontram-se parcialmente deformadas (FERNANDES FILHO, 1990; TRUCKENBRODT et al., 2008). A espessura do pacote sedimentar foi estimada em 210 m e seus membros são concordantes. Borges & D'Antona (1988) interpretam o pacote como resultante da deposição em leques aluviais, dunas e sistema fluvial entrelaçado, mas sugere-se que o Membro Funil represente uma fácies lacustre. Encontra-se representada por arenitos finos, siltitos e argilitos, via de regra laminados (FERNANDES FILHO, 2012).
  • 17. 17 3.3. Contexto Geomorfológico Desde os primeiros trabalhos sobre a compartimentação do relevo de Roraima, ainda na década de 30, até os dias de hoje, bastantes informações foram acrescentadas na descrição desses compartimentos, além da introdução de novos compartimentos a partir do refinamento das informações realizados por meio de imagens de satélites e estudos de campo. No âmbito dos diversos trabalhos sobre a geomorfologia do Estado destacam-se principalmente os trabalhos de Franco et. al. (1975) e SUDAM (1975), realizados a partir dos estudos do Projeto Radar na Amazônia (RADAM BRASIL), Costa (1999), CPRM (2003) e BRASIL (2005). Conforme relatório da CPRM (2014) Roraima é o estado com maior variedade geomorfológica de toda Amazônia brasileira. Seus terrenos apresentam desde superfícies muito baixas e extremamente planas, principalmente na região sul, até os relevos mais movimentados e mais altos, como o Monte Roraima, com seus 2875 metros de altitude na região norte. Para a CPRM (2014), as características do relevo roraimense atual, portanto, é resultado de inúmeros processos agindo sobre a paisagem e formando diversos tipos de modelados, podendo ser sintetizado como as consequências do embate eterno entre forças exógenas (processos erosivos e de deposição) e as forças endógenas (orogênese e epirogênese) que atuam no planeta. A compartimentação do relevo segundo a CPRM não será utilizada como base para este trabalho, porém é importante chamar a atenção para esta classificação devido à divisão das unidades morfoesculturais definidas para o estado de Roraima a partir dos conjuntos litológicos de naturezas distintas. Conforme o mapa na figura 6 a CPRM divide as unidades morfoesculturais em Terrenos Proterozoicos do Escudo das Guianas e Domínio das Coberturas Sedimentares Fanerozoicas.
  • 18. 18 Figura 6: Mapa de Compartimentação do relevo segundo a CPRM (2003). Fonte: CPRM (2014). Para a realização desse relatório preferiu-se adotar a nomenclatura das unidades propostas por Beserra Neta & Tavares Júnior (2004), que separam a geomorfologia do estado em três grandes regiões geográficas com unidades de relevo distintas e limites estabelecidos de maneira informal, utilizando a nomenclatura anteriormente já adotada por outros trabalhos. Dessa forma destacam-se as regiões geográficas norte, central e sul do estado. Na porção norte erguem-se abruptamente planaltos que atingem altitudes de 2.739 metros, a exemplo do Monte Roraima, nas áreas de fronteira com a Venezuela, estes são bordejados por pediplanos intramontanos onde emergem relevos colinosos a tabular (700 a 1.100 m) gradando para a superfície de aplanaimento (altitudes de 80 a 150 m); na porção central encontram-se planaltos residuais e dissecados com altitudes que podem atingir até 800 metros, a exemplo da Serra da Lua, destacando-se numa paisagem suavemente plana a colinosa (100 a 150 m) e por fim, na porção sul erguem-se planaltos residuais, a exemplo da serra da Mocidade, bem como extensas deposições arenosas inundáveis com altitudes
  • 19. 19 não superiores a 150 metros (BESERRA NETA, TAV ARES JÚNIOR, 2004). De maneira geral a figura 7 apresenta os limites geográficos de cada região, com seus respectivos compartimentos geomoforlógicos. Figura 7: Divisão dos compartimentos geomorfológicos do Estado segundo Beserra Neta & Tavares Júnior (2004). Fonte: BESERRA NETA, TAV ARES JÚNIOR (2004). A área de estudo deste relatório está compreendida dentro dos limites norte segundo a classificação adotada. Apresenta relevo plano por vezes interrompido por pequenas ondulações até se tornar mais montanhoso na porção lesta. Desde a década de 30 até final dos anos 80 essa região sofreu intensa atividade extrativista relacionada à garimpagem de ouro e diamante. A figura 8 apresenta a amplitude dessa área a partir de imagem de satélite com destaque para as formas de relevo encontradas e logo abaixo são caracterizadas de acordo com a classificação de Beserra Neta & Tavares Júnior (2004).
  • 20. 20 Figura 8: Compartimenção do relevo na porção norte de Roraima. Fonte: TAVARES JÚNIOR (2003). 3.3.1. Planalto Sedimentar Roraima (1): Caracteriza-se por formas tabulares de topos irregularmente aplainados, escarpas abruptas representando recuo de planos de falhas normais, com vertentes de declividade muito alta (superior a 30º). Correspondem as maiores altitudes da área, com cotas atingindo valores entre 575 a 1100m. A Serra do Tepequém está situada dentro desse compartimento, elaborada sobre rochas sedimentares do Paleoproterozoico relacionadas à Formação Tepequém (CPRM, 1999). Segundo Costa (2005) trata-se de um relevo francamente em processo de dissecação tendo como principais características uma grande densidade de incisões resultantes da atuação da erosão pluvial resultando em enxame de ravinas. O autor também classifica esse compartimento relevo como de aplainamento. Beserra Neta et al. (2007) destacam que o topo da serra do Tepequém apresenta desníveis de até 500 metros de altitude, tais características o diferem de feições com superfície tabular.
  • 21. 21 3.3.2. Planalto do Interflúvio Amazonas (2) – Orenoco: Constitui um conjunto de serras e colinas com altitudes entre 600 a 1500 m, com topos na forma de cristas e pontões, orientadas na direção NE-SW e elaboradas em rochas graníticas e vulcânicas ácidas. Costa (2005) classifica este compartimento de relevo como de aplainamento. O relevo montanhoso fronteiriço com a Venezuela é sustentado por sequências vulcanossedimentares e granitoides recobertos por densa cobertura vegetal. Em termos morfológicos caracteriza-se por formas dissecadas em cristas e colinas com vertentes ravinadas de forte declive e vales encaixados, resultantes, em grande parte, do controle tectono – estrutural de zonas de cisalhamento transcorrentes e fraturamentos. 3.3.3. Superfícies Pediplanadas Intramontanas (3): É formada por áreas aplainadas e rebaixadas em relação aos relevos dos planaltos do Interflúvio Amazonas – Orenoco e Dissecado Norte da Amazônia. Apresentam orientação geral E-W, localmente mostram uma dissecação em cristas geralmente orientadas principalmente em colinas elaboradas nas rochas do Grupo Surumu. 3.3.4. Planalto Dissecado Norte da Amazônia (4): É representada por colinas com vales encaixados e encostas ravinadas associadas a cristas ou pontões, alcançando altitudes de até 900 m e sustentadas por rochas de composição granítica e vulcânicas ácidas a básicas paleoproterozoicas. Corresponde a maior parte do relevo da região. 3.3.5. Pediplano Rio Branco (5) – Rio Negro: Caracteriza-se por uma superfície de aplainamento, constituída em sua grande parte por sedimentos pouco consolidados. Corresponde ao nível altimétrico mais baixo da área, com cotas não superiores a 160 m. Geomorfologicamente, esse compartimento inclui relevo suave, representando cotas regionais baixas, com altitudes variando de 87 metros, nas drenagens mais expressivas, a 140 m às proximidades das grandes elevações. Segundo Costa (2005) a mesma recorta litologias pré-cambrianas e fanerozoicas, sendo interrompida principalmente pelos Planaltos Residuais de Roraima. 3.3.6. Relevos Residuais (inselbergs) (6): A maior parte das ocorrências constituem formas isoladas com cristas e vertentes de forte declividade, que interrompem a monotonia do aplainamento do Pediplano Rio Branco. Em geral, são elevações de 250 a 700 m, sustentadas por rochas vulcânicas ácidas e granitos de tendência mais alcalina de idade pré-cambriana, com topos convexos e encostas ravinadas.
  • 22. 22 Tavares Júnior (2003) classifica a área como uma superfície recoberta por uma vegetação de pequeno porte e esparsa, onde também predomina uma vegetação de floresta mais densa. A vegetação de savana é constituída pelos subsistemas arbóreo denso e aberto, parque e graminoso. O regime climático da região de savanas é caracterizado por um clima quente com períodos de chuvas e de estiagem bem definidos. As regiões de relevo elevado apresentam um clima subtropical de altitude, com temperaturas amenas e um período de chuvas e outro de estiagem. A região ao entorno é formada pelas bacias de drenagem dos rios Amajari e Trairão, estes fluem de oeste para leste e noroeste para sudeste, sendo afluentes respectivamente da margem esquerda do rio Urariquera e furo Santa Rosa ao norte da ilha de Maracá (BESERRA Neta & TAVARES JÚNIOR, 2016).
  • 23. 23 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO 4.1. SUÍTE ARICAMÃ Os pontos visitados que estão compreendidos na Suíte Aricamã são os pontos 3, 7 e 8. Os mesmo serão descritos a seguir de forma detalhada conforme a ordem de visita dos afloramentos. O terceiro ponto de estudo localiza-se próximo a Serra Aricamã, nas coordenadas X: 644496 e Y: 407876 com 208 metros de elevação a uma distância da sede de Amajari de 3419 quilômetros. A forma de ocorrência da rocha é grosseira na forma de blocos e até mesmo matacões na transição entre savana e a utilização da área para uso de pecuária (figura 9-A). Na análise macroscópica constatou-se que a rocha é formada em ambiente de cristalização intrusivo, sendo holocristalina. A identificação de seus cristais a olho nu é possível devido a sua textura fanerítica com granulação apresentando grãos médios de até 10mm e cristais que são majoritariamente equigranulares (figura 9-B). Seu índice de coloração é hololeucocrático, onde os minerais fêmicos compõem menos de 5% da amostra. Sendo assim, os minerais encontrados descritos são: quartzo, plagioclásio, feldspato potássico, biotita anfibólio eou piroxênio. Para a elaboração do QAPF, em campo, estimou-se as seguintes porcentagens: quartzo 20% máficos: 5%, plagioclásio 30% e alcalinos 45%. Ao efetuar o recalculo e plotar os resultados, obteve-se a rocha sienogranito. Contudo a análise em laboratório utilizando a lupa eletrônica redefiniu essa proporção para: quartzo 50%; plagioclásio 25%; álcalis 20% e máficos 5%. A quantidade de quartzo na amostra chega a ser tão grande que vista na lupa eletrônica a rocha tem uma aparência bem cristalina (figura 9-C). Após o recalculo e plotagem no diagrama QAPF essa mesma rocha foi reclassificada com o um monzogranitos. (figura 9-D).
  • 24. 24 Figura 9: (A) Imagem do afloramento, (B) Amostra de mão com escala, (C) Grande quantidade de minerais de quartzo visto por meio da lupa eletrônica, (D) Diagrama QAPF plotado em laboratório. A B C Qz
  • 25. 25 Fonte: Os Autores. O ponto 7 encontra-se a 3481 quilômetros da Vila Brasil nas coordenadas X: 639094 e Y: 412837 com elevação de 229 metros em um afloramento de colina com área de pasto em região de floresta ombrófila. A forma de ocorrência é de matacões e blocos rolados e in situ (figura 10-A). A rocha apresenta coloração majoritariamente branca com vários pontos pretos e alguns pontos vermelhos de menor tamanho possivelmente resultante da oxidação dos minerais de ferro (figura 10-B). A mineralogia da amostra é principalmente plagioclásio, quartzo, alcalinos, anfibólio eou piroxênio e biotita nas seguintes proporções (35% plagioclásio,35% quartzo, 24% alcalinos e 6% de máficos). As biotitas se apresentam bem formadas, sendo claramente visíveis na lupa eletrônica (figura 10-D). A partir da mineralogia a rocha foi classificada em campo como um monzogranito de textura fanerítica muito fina a fina (entre 0,1 e 0,3 mm) e com alguns pórfiros de minerais máficos. Trata-se de uma rocha hipoabissal, hololeucocrática e holocristalina. Após descrição em laboratório na lupa eletrônica os minerais ficaram na seguinte proporção: quarto 35%; plagioclásio 35%; alcalinos 25% e; máficos 10%. Nesse novo recalculo a rocha continuou sendo classificada como um monzogranito, conforme o diagrama D
  • 26. 26 plotado (figura 10- E). É uma rocha ácida, devido a grande quantidade de quartzo e supersaturada, sendo que inúmeras vezes os minerais da amostra apresentam-se bem formados ou até mesmo euédricos (figura 10-C). Figura 10: (A) Imagem do afloramento, (B) Amostra de mão com escala, (C) Minerais euédricos na lupa eletrônica, (D) Biotita na lupa eletrônica, (E) Diagrama QAPF plotado em laboratório. A B C D Bt
  • 27. 27 Fonte: Os Autores. O oitavo e último ponto está localizado nas coordenadas X: 640359 e Y: 4123636 com elevação de 239 metros a 3483 da sede do município. O afloramento ocorre na forma de corte de estrada em uma região de transição entre a savana e a floresta ombrófila (figura 11-A). As rochas desse afloramento apresentam forte presença de intemperismo físico com inúmeras fraturas principalmente devido ao uso de explosivos durante a abertura da estrada (figura 11- E). Esse intemperismo também realçou as marcas das fraturas que possuem direção 160AZ/ 85NE (figura 11-B). A rocha apresenta uma coloração cinza esbranquiçado, sendo uma plutônica fanerítica com granulação muito fina a fina (entre 0,1 e 0,3 mm). Entre todas as amostras essa é a que mais apresenta uma textura equigranular. A cristalinidade é holocristalina, e o índice de cor é hololeucocrático. (figura 11-C). A mineralogia é composta por plagioclásio bem visível a olho nu, quartzo anfibólio eou piroxênio e alcalinos nas seguintes proporções: plagioclásio 45%; quartzo 35%, máficos, 10% e álcalis 10%. A partir do recalculo da mineralogia a rocha foi classificada em campo como um granodiorito. A forte predominância dos plagioclásios sobre os minerais máficos E
  • 28. 28 que aparentam estar imersos nestes plagioclásios pode ser mais bem visualizada a partir da figura 11-D. Em laboratório com o uso da lupa eletrônico foi refeita a classificação modal da rocha que passou a corresponder as seguintes proporções: plagioclásio 50%, quartzo 20%; alcalinos 15% e; máficos 15%. Após o recalculo a rocha foi classificada novamente como um granodiorito, conforme o diagrama (figura 11-E). Quando verificada com na literatura a rocha apresenta uma porcentagem de sílica maior que 65%, sendo considerada ácida e sua sílica saturação é supersaturada. Figura 11: (A) Imagem do afloramento, (B) Rocha com intenso fraturamento, (C) Amostra de mão com escala, (D) Predominância de plagioclásio sobre minerais máficos visto por meio da lupa eletrônica, (E) Croqui do afloramento, (F) diagrama QAPF plotado em laboratório. A B C D Pl
  • 30. 30 Ao analisarmos as amostras encontradas nos respectivos pontos 3,7 e 8 para compara- las a literatura utilizou-se a identificação das rochas de acordo com as observadas na lupa em laboratório, sendo assim, foram obtidas monzogranito, sienogranitos e um granodiorito, respectivamente. De acordo com a CPRM (2010) as rochas dessa unidade são denominadas como microgranitos, álcali-feldspato-granitos e sienogranitos, dessa forma as rochas do ponto 3 e ponto 7 estão dentro do resultado esperado para a suíte, enquanto o ponto 8 apresenta-se fora do esperado para a unidade. Outro fator que corrobora para a confirmação de que as amostras descritas realmente pertencem a Suíte Aricamã, são: a baixa porcentagem de minerais máficos, onde na amostra do ponto 3 apresenta apenas 5%, seguido de 10% das amostras dos pontos 7 e 8 e; suas granulações que variam entre fina e grossa, sendo mais presente a granulação média e grossa; assim como uma coloração variando entre o rosa e vermelho com algumas variedades de cinza claro (CPRM, 2010). Entretanto, verificou-se uma divergência com os resultados obtidos, apesar de obter-se uma porcentagem entre 10% de minerais máficos nas descrições dos pontos 7 e 8, eles ultrapassam a média de 3% estimada pela CPRM (2010). Também não encontram-se na amostra descrita biotitas caracteristicamente marrons, de baixa hidratação da rocha, mas sim minerais que podem ser olivinas e piroxênio oxidados com tons avermelhados. Já na amostra do ponto 8 a coloração apresentada é muito mais escura para a estimada pela CPRM e os minerais apresentam-se numa matriz muito fina, também contrasta com a granulometria média a grossa estimada pela CPRM (2010).
  • 31. 31 4.2. GRUPO SURUMU Esta unidade compreende rochas vulcânicas de composição ácida a intermediária, como riolitos, dacitos andesitos e rochas piroclásticas. (CPRM, 2010). Os andesitos do Grupo Surumu irão destacar-se dos dacitos e riolitos por seus pórfiros de plagioclásio esbranquiçado e que tendem a ser orientados por um fluxo no meio da matriz. (CPRM, 2010). Já os dacitos podem apresentar fenocristais de feldspato potássico e biotita, enquanto que o riolito se distingue por seus pórfiros e glomeroporfiros de feldspato potássico e quartzo sobre uma matriz de granulação mais grossa que as rochas descritas anteriormente (REIS et al., 2003). Tendo observado as características do grupo, os pontos que estão compreendidos nesta unidade são: 4, 5 e 6. O ponto 4 está a 3420 quilômetros da sede do município de Amajari, nas coordenadas X: 643670 e Y: 408578 com elevação de 212 metros. O afloramento encontrado ocorre na forma de blocos e morros abaulados já bastante alterados (figura 12-A). Na descrição macroscópica foi descrito vidro vulcânico verde e minerais secundários como a clorita. Tal descrição foi entanto, prejudicada por tratar-se de uma rocha com a textura afanítica, não sendo possível a distinção de seus minerais a olho nu, denominada hipovítrea. Contudo, nota-se ainda, pórfiros de plagioclásio que destacam-se em meio a matriz (figura 12- C). Trata-se de uma rocha de cristalização extrusiva que apresenta uma coloração cinza esverdeada. A rocha foi classificada em campo como um andesito, basicamente por sua coloração e unidade de formação (figura 12-B).
  • 32. 32 Figura 12: (A) Imagem do afloramento, (B) Amostra de mão com escala, (C) Pórfiros de plagioclásio imersos naquilo que aparenta ser uma matriz de feldspato potássico (imagem na lupa eletrônica). Fonte: Os Autores. A B C Pl
  • 33. 33 O ponto 5 também está a 3435 quilômetros da sede do município nas coordenadas X: 635586 e Y: 414378m com 196 metros de elevação. O afloramento ocorre na forma de blocos rolados e matacões em uma área de vegetação secundária (figura 13-A). A rocha foi classificada em campo como um riolito apresentando os minerais de quartzo, feldspato potássico e anfibólio com uma matriz de granulação muito fina a fina, o que concede coloração a amostra de verde acinzentado. Sendo leucocrática os minerais se apresentam na proporção de quartzo, 20%; máficos 5%; plagioclásio 20% e; feldspato potássico 55%. Os riolitos são classificados como rochas ácidas e supersaturadas. A identificação dos minerais da amostra na lupa eletrônica é dificultada por se tratar de uma rocha vulcânica hipovítrea, entretanto é possível notar fenocristais de um mineral máfico, possivelmente anfibólio, e plagioclásio destacando-se da matriz (figura 13-B). Trata- se de uma rocha com a textura subfanerítica, por conta dos pórfiros e também dos diminutos minerais impossíveis de reconhecer. Na amostra verificada observou-se bastante alteração do plagioclásio para clorita essa alteração recebe o nome de saussurita e o processo saussuritização (figura 13-C). Por ser tratar de um riolito que consequentemente possui plagioclásio mais rico em cálcio a rocha é mais suscetível a alteração de solução hidrotermal, ao contrário dos plagioclásios mais ricos em sódio. (UNESP, 2017)
  • 34. 34 Figura 13: (A) Imagem do afloramento, (B) Amostra de mão com escala, (C) Amostra na lupa eletrônica mostrando possívelalteração do plagioclásio para clorita. Fonte: Os Autores. A B C Pl alterando
  • 35. 35 O sexto ponto está localizado a 3437 quilômetros da Vila Brasil nas coordenadas X: 635009 e Y: 413355 com elevação de 209 metros na forma de lajedo em uma área de floresta transicional ombrófila (figura 14-A). A amostra apresenta coloração magenta com possível alinhamento mineral (figura 14- C). A mineralogia é composta por minerais de feldspato potássico que compreendem a matriz, plagioclásio e quartzo. Trata-se de uma rocha hipoabissal, que apresenta indícios de fluxo resultante de um pequeno derrame com direção 141AZ/NW-SE que pode ser observado no próprio lajedo (figura 14-B). Em campo a rocha foi classificada como um riolito com textura afanítica e com presença de pórfiros de plagioclásio (figura 14-D). Seu índice de coloração é hololeucocrático, e hipovítrea. Possui uma variação entre cristais muito finos a finos destacando-se os fenocristais. Os riolitos são classificados como rochas ácidas e supersaturadas e as amostras encontradas são datadas do Paleoproterozoico. Figura 14: (A) Imagem do afloramento, (B) Amostra de mão com escala, (C) Indicio de fluxo magmático, (D) Plagioclásio na lupa eletrônica. A B
  • 36. 36 Fonte: Os Autores. As amostras encontradas foram denominadas respectivamente andesito e riolito para os pontos 5 e 6, assim como esperado para a unidade, já que, conforme Costa (1999), essa unidade reúne rochas vulcânicas de composição ácida a intermediária, representadas por riolitos, riodacitos, dacitos, andesitos e rochas piroclásticas associadas. Um fator que veio a facilitar a classificação também é detalhado nas características da unidade, no ponto 4 há a presença de uma matriz fina de onde destacam-se plagioclásios, e a coloração do riolito encontrado no ponto 6 demonstra a grande presença de feldspato potássico conforme estimado por Tavares Junior (2003), que descreve as rochas dessa unidade com textura porfirítica de quartzo e feldspato potássico e plagioclásio numa matriz de textura afanítica com cores avermelhadas a acinzentadas. Sendo assim, as rochas encontradas estão de acordo com o estipulado pela literatura. C D Pl
  • 37. 37 4.3. SUÍTE PEDRA PINTADA O segundo ponto de afloramento está localizado no Igarapé Matrinxã nas coordenadas X: 651299 e Y: 400289, com elevação de 111 metros a 1806 quilômetros da sede de Amajari. O afloramento ocorre em forma de lajedos que ocasionalmente apresentam-se como blocos e matacões em leito de rio com presença de mata ciliar. (Figura 15-A). Nesse afloramento coletaram-se duas amostras distintas, que serão tratadas separadamente a seguir. A primeira amostra (figura 15-B) apresenta uma coloração branca acinzentada, onde se estimou tratar-se de uma rocha de formação intrusiva, holocristalina e com grau de visibilidade fanerítica, com cristais variando entre média a grossa granulação, sendo de 1,0mm a 3cm. Seus cristais são praticamente equigranulares e possui índice de coloração leucocrático, onde, apesar de apresentar uma porcentagem significativa de minerais máficos estes, apenas pontuam a rocha não alterando sua classificação. Sendo assim, os minerais encontrados descritos em campo são: quartzo, plagioclásio, anfibólio eou piroxênio, biotita e feldspato potássico. Para a elaboração do QAPF, estimaram-se as seguintes porcentagens: quartzo 30%, máficos: 20%, plagioclásio 40% e alcalinos 10%. Após o recalculo a rocha em campo foi classificada com um granodiorito. Nessa amostra algumas biotitas são bem visíveis a olho nu e quando observadas na lupa é possível até mesmo verificar a clivagem do mineral (figura 15-F). Em laboratório essas proporções foram redefinidas para: quartzo 40%, máficos 10%, plagioclásio 40% e alcalinos 10%. Ao efetuar o recalculo e plotar os resultados no diagrama, obteve-se novamente como rocha um granodiorito (figura 15-F). Quando verificada com na literatura a rocha apresenta uma porcentagem de sílica maior que 65%, sendo considerada ácida e sua sílica saturação é supersaturada. Na segunda amostra (figura 15-C) verifica-se uma coloração mais escura entre cinza esverdeada tendendo ao esbranquiçado. Sua granulação varia entre fina a média (0,1mm a 10 mm), porém, seus cristais são inequigranulares devido à presença de pórfiros de plagioclásio (figura 15-G) e quartzo. Assim como a rocha anterior, esta, possui origem intrusiva, é holocristalina, porém é mesocrática, onde os minerais fêmicos compõem mais de 35% da amostra. Sendo assim, os minerais encontrados descritos são: quartzo, plagioclásio, anfibólio e piroxênio, feldspato potássico e biotita nas seguintes proporções: cerca de 5% quartzo, plagioclásio 40%, álcalis 20% e os máficos representando aproximadamente 35%. Após o
  • 38. 38 recalculo e a plotagem no diagrama, a segunda amostra também foi classificada como um granodiorito, entretanto com uma proporção de máficos maior (figura 15-H). Apesar das diferenças à primeira vista principalmente devido heterogeneidade apresentadas pelas amostras a olho nu, ambas foram classificadas como granodioritos. Estas, pertencem à Suíte Pedra Pintada (CPRM, 2010) datada da era Paleoproterozoica coincidindo com a literatura da CPRM. Onde, os granitoides dessa unidade apresentam-se equigranulares, com subordinados tipos porfiríticos, cor cinza-claro e granulação média a grossa como os analisados. Na área do afloramento estudado é possível visualizar que houve um magma mingling, ou seja, uma mistura mecânica de um magma mais félsico com um mais máfico. Pode-se imaginar que provavelmente a mistura ocorreu devido a presença de uma fase sólida (mais bem definida), apresentando xenocristais. e dominante, e outra em fase líquida de maior temperatura e uma menor presença de cristais formados. Entretanto não houve hibridização entre os magmas já que, nota-se a relação de contato e fragmentos da rocha máfica englobada no magma mais félsico. Nesses lajedos também são observadas famílias de juntas concordantes e discordantes entre si (figura 15-D). A orientação da fratura, obtida em campo, em relação ao norte estava a 232AZNW e a direção de mergulho da camada encontrou-se 63º de altitude. A zona de contato apresenta direção do cisalhamento a 334NS. Além das juntas, é possível encontrar xenólitos diversos, máficos e félsicos, com limites angulosos (figura 15-E) e enclaves, definidos como fragmentos com limites arredondados. Tais fragmentos são de dimensões centimétricas. Rochas produzidas pela mistura heterogênea de magmas estão presentes em diversas associações magmáticas. Durante a mistura das fusões parcialmente cristalizadas, o componente máfico, de mais alta temperatura e com menor percentual de cristais, pode ser hibridizado por cristais, agregados de cristais, líquidos e fluídos do magma félsico.
  • 39. 39 Figura 15: (A) Imagem do afloramento, (B) Amostra de mão com escala (primeira amostra), (C) Amostra de mão com escala (segunda amostra), (D) Fratura separando contato irregular das litologias (E) Magma mingling, (F) Primeira amostra na lupa eletrônica com destaque para mineral de biotita, (G) Segunda amostra na lupa eletrônica com destaque para pórfiro de plagioclásio, (H) Diagrama QAPF plotato em laboratório (losango vermelho representa a primeira amostra e o violeta a segunda). A B C
  • 42. 42 4.4. GRANITO MIXIGUANA Foi o primeiro afloramento analisado, está localizado nas coordenadas X: 658547 e Y: 400000, com elevação de 120 metros e foi registrado as margens da RR 203, a 1734 quilômetros da sede do Amajari em uma região de savana, com alguns arbustos de porte médio. O afloramento apresentava-se na forma de blocos (bolders) e matacões in situ (figura 16-A). A partir da amostra coletada (figura 16-B) foi possível fazer uma análise macroscópica, onde se constatou que: a rocha é formada em ambiente de cristalização hipoabissal sendo holocristalina de textura fanerítica. Dessa forma, é possível a identificação dos seus cristais a olho nu, e sua granulação possui uma variação entre cristais finos e médios com tamanhos entre 0,1mm a 10mm sendo praticamente equigranulares com quartzo bem intersticial (figura 16-C). O índice de coloração da amostra é mesocrático, onde os minerais fêmicos compõem cerca de 35% da amostra. O que reflete em sua coloração que tende do verde acinzentado para o esbranquiçado. Depois de descrever as características visíveis na rocha estimou-se, em campo, a composição mineralógica, encontrando piroxênio eou anfibólio, biotita, quartzo, plagioclásio e feldspato potássico, dessa forma estimou-se as seguintes proporções: máficos: 40%, quartzo 20%, plagioclásio 20% e alcalinos 20%. Para efetuar a elaboração do QAP fez-se o recalculo e ao plotar os resultados no diagrama, obteve-se um monzogranito. Em análise de laboratório utilizando a lupa eletrônica obteve-se as seguintes porcentagens de minerais na amostra: plagioclásio 40%, máficos 30%, quartzo 25% e alcalinos 5%. Após efetuar o recalculo a rocha foi reclassificada como um granodiorito (figura 16-D). Diante da diferença de resultado na classificação em campo e em laboratório recorreu- se a literatura existente sobre o Granito Mixiguana, que segundo a CPRM (2010) apresenta uma litologia com hornblenda-biotita monzogranitos e granodioritos, com sienogranitos subordinados, acinzentados, médios a grossos, geralmente porfiríticos, frequentemente com foliação magmática. (CPRM, 2010) datados da era Paleoproterozoica. Dessa forma sem uma análise química ou microscópica da amostra coletada estima-se que a mesma está dentro do esperado para área estudada, variando entre monzogranitos a granodioritos ambos descritos na litologia da unidade. Tais rochas apresentam um teor de acidez entre intermediário a ácido, variando entre 52 a acima 65% de sílica, sendo assim, supersaturadas.
  • 43. 43 Sobre a origem da rocha especula-se que esteja ligada com a cristalização fracionada já que no processo de cristalização progressiva dos minerais a partir de um magma, irão cristalizar-se primeiro os minerais de mais alta temperatura, compostos por elementos que são mais compatíveis ao meio sólido (os mais ricos em ferro e magnésio) e com o resfriamento consecutivo e a mudança na composição do magma residual irão cristalizando os minerais mais félsicos (ricos em sílica). Essa dinâmica de resfriamento pode ter ocasionado na amostra descrita uma grande quantidade de minerais máficos em conjunto com uma grande porcentagem de minerais félsicos. Figura 16: (A) Imagem do afloramento, (B) Amostra de mão com escala, (C) Quartzo intersticial visto na lupa eletrônica, (D) Diagrama QAPF plotado em laboratório. A
  • 45. 45 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir da atividade de campo em conjunto com as aulas teóricas da disciplina de Petrologia de Rochas Cristalinas foi possível observar e descrever diversas rochas ígneas da região Norte de Roraima. Os diferentes pontos visitados apresentam a ocorrência das unidades de compartimentação do relevo Pediplano Rio Branco-Rio Negro, Planalto do Interflúvio Amazonas-Orenoco, Relevos Residuais e Planalto Dissecado de Roraima, todos com características próprias para a região Norte. As rochas estudadas pertencem a diversas litologias sendo principalmente do Grupo Surumu e Suíte Pedra Pintada em diferentes estágios de intemperismo e nível crustal de formação. Atividade de campo foi útil na tentativa de correlacionar as unidades a fim de desenvolver uma evolução geológica para a área. Com base na literatura e a litologia descrita em laboratório é possível imaginar um relacionamento espacial e temporal das vulcânicas Surumu com o plutonismo que gerou as rochas da Suíte Pedra Pintada, principalmente por conta da similaridade química. Os principais acontecimentos na história geológica da área têm inicio com a instalação do arco Trairão ocorrida em torno de 2,02 Ga (SANTOS et al. 2006). Em um ambiente orogênico, intimamente relacionado à evolução da Suíte Trairão, formou-se o Grupo Cauarane, composto por paragnaisses aluminosos com intercalações de mica xistos, rochas calcissilicáticas, anfibolitos, metacherts e gondito (CPRM, 2010). Em seguida, as rochas que pertencem às unidades Grupo Surumu e a Suíte Aricamã e Pedra Pintada são resultado do magmatismo pós-colisional. Essas unidades são representadas por rochas granitoides e vulcânicas do tipo-I, cálcio-alcalinas de alto-K, da Suíte Pedra Pintada e Grupo Surumu e do tipo-A da Suíte Aricamã, e teve seu ápice em torno de 1986 Ma (CPRM, 2010). A contemporaneidade entre magmatismos cálcio-alcalino de alto-K e do tipo-A é comum no estágio pós-colisional, onde estas rochas representam dominantemente fusões crustais a partir de fontes juvenis, recém-formadas na etapa pré-colisional, mostrando, no entanto, composições e condições distintas (CPRM, 2010). Por conta disso o conjunto de amostras do Grupo Surumu mostra grande similaridade química com os granitoides Pedra Pintada e, no entanto ocorrem algumas diferenças. Os vulcanitos exibem alto SiO2 e intervalo de variação mais restrito (63,55-74,74%), quando
  • 46. 46 comparados à SPP, que mostra um intervalo expandido de SiO2 (52,06-73,64%) (CPRM, 2010). A partir desses dados é possível correlacionar o Grupo Surumu a um magmatismo mais evoluído que resultou em rochas mais ricas em SiO2. Segundo Tavares Júnior (2003) os vulcanitos são interpretados como produtos evoluídos a partir do magma Pedra Pintada. No caso das diferenças, estas devem refletir a diversidade do próprio magma Pedra Pintada, ou seja, devem refletir pequenas diferenças entre as distintas câmaras magmáticas que forneceram material para este volumoso vulcanismo.
  • 47. 47 REFERÊNCIAS ALMEIDA F.F.M., BRITO NEVES B.B., DAL RÉ CARNEIRO C. 2003. The origin and evolution of the South American Platform. Earth Science Reviews, 50(1-2):77-111. BESERRA N. L. C. ; TAVARES J. S. S. Contextualização Morfológica Regional da Serra do Tepequém- RR. Geociências na Pan- Amazônia. 1ªed.- Boa Vista, Roraima: Editora da Universidade Federal de Roraima. 2016. p 65- 85. BESERRA N. L. C.; DINIZ C. L; TAVARES J. S. S. Dinâmica da Paisagem na Serra do Tepequém. Geociências na Pan- Amazônia. 1ªed.- Boa Vista, Roraima: Editora da Universidade Federal de Roraima. 2016. p 87- 112. BESERRA N. L. C.; TAVARES J. S. S. Fatores condicionantes na formação de voçorocas no topo da Serra do Tepequém- Revista Geonorte, Ed. Especial. V.2, N.4, p.456 – 463, 2012. BESERRA N. L. C.; TAVARES J. S. S. Roraima 20 anos: as geografias de um novo Estado. Boa Vista: Editora da UFRR- EdUFRR, 2008. BRITO NEVES B.B., ALMEIDA F.F.M. 2003. A evolução dos crátons Amazônico e São Francisco comparada com homólogos do hemisfério norte – 25 anos depois. In: 8º Simpósio de Geologia da Amazônia, SBG/NO, Manaus - AM. CORDANI, U.G et al. Evolução tectônica da Amazônia com base nos dados geocronológicos. In: CONGRESO GEOLÓGICO CHILENO, 2., 1979, Arica. Anais... [s .n.], 1979. p.137- 138. COSTA, J. A. V. Compartimentação do relevo do estado de Roraima. Roraima em foco: Pesquisas e Apontamentos Recentes. 1ed. Boa Vista: Editora da UFRR - EdUFRR, 2008, v. 1, p. 77-107. CPRM - Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil. Roraima Central, Folhas NA.20-X-B e NA.20-X-D (integrais), NA.20-X-A, NA.20- X-C, NA.21-V-A e NA.21-V-C (parciais). Escala 1:500.000. Estado de Roraima. Superintendência Regional de Manaus, 166 p, 1999. CPRM (2004). Mapa geológico do Estado de Roraima. Sistema de Informações Geográficas - SIG. Mapa na escala de 1:1.1000.000. CD-ROM.
  • 48. 48 FERNANDES, A.L.F et. al. Deformação das rochas siliciclásticas paleoproterozoicas do Grupo Araí como exemplo das reativações de falhas do embasamento, Serra do Tepequém, Roraima, norte do Brasil. Revista Brasileira de Geociências, volume 42(4), 2012. FERNANDES, L.A.F; Fácies deposicionais, estratigráficas e aspectos estruturais da cobertura sedimentar paleoproterozóica na serra do Tepequém, escudo das guianas, estado de Roraima. Tese de doutorado Universidade do Pará, Instituto de Geociências. FRAGA, M.B.L; et. al. Aspectos geoquímicos das rochas granitoides da Suíte Intrusiva Pedra Pintada, norte do estado de Roraima. Revista Brasileira de Geociências, Volume 27, 1997. HASUI, Y. & ALMEIDA, F.F.M. 1985. The Brazil Central Shield reviewed. Episodes, 8(1): 29-37. HASUI, Y.; HARALY, N.L.E.; SCHOBBENHAUS, C. 1984. Elementos geofísicos e geológicos da região amazônica: subsídios para o modelo geotectônico. In: SIMPÓSIO DE GEOLOGIA DA AMAZÔNIA, 2, Manaus. Anais, SBG-NO, p.129-148. HOLANDA, J.L.R; MARMOS, J.L; MAIA, M.A.M. Geodiversidade do estado de Roraima, programa geologia do Brasil levantamento da geodiversidade. CPRM. Manaus, 2014. LAGLER, B. Dissertação de mestrado: programa de pós graduação em geoquímica e geotectônica. São Paulo, 2011. MAIA, T.F.A; Geologia e litogeoquímica das intrusões máficas- ultramáficas da região de amajari, Roraima: implicações petrogenéticas. Dissertação de pós- graduação em Geociências da Universidade Federal do Amazonas. 2016. N.J., et al. Geologia do Estado de Roraima, Brasil. In: F. Rossi, L. Jean-Michel, M.L. Vasquez (eds). Geology of France and Surrounding Areas. Ed. brgm. Paris, França: 2003. p. 121-134. PRESS, F, SIEVER R.,GROTZINGER, J. & JORDAN, T. H., 2006. Para Entender a Terra. Tradução Rualdo Menegat, 4 ed. – Porto Alegre: Bookman. REIS N.J, et. al. Stratigraphy of the Roraima Supergroup along the Brazil -Guyana border in the Guiana shield, Northern Amazonian Craton – results of the Brazil -
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