Anfibolios

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Anfibolios

  1. 1. Anfibólios Os anfibólios são silicatos em cadeia (inossilicatos). Possuem fórmula geral [Si4-xAlxO11 OH]2 R14 + 2xX é compreendido entre 0 e 1. R14 + 2x representa 14 + 2x valências saturáveis pelos cátions: Na, (K) Ca, Fe2+, Mg, (Ti) Al, Fe3+Sob vários aspectos esses minerais são comparáveisaos piroxênios. São ortorrômbicos e monoclínicos, são caracterizados por duas clivagens m (110), fazendo porém entre elas um ângulo de 55 a 560 e não mais870. Além disso, as clivagens dos anfibólios são muito mais finas e regulares que as dos piroxênios. ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  2. 2. Clivagens e estrutura interna ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  3. 3. Anfibólios ortorrômbicosAs espécies mais importantes são a antofilita e a gedrita. Antofilita [Si4O11 OH]2 (Mg, Fe)7 . O Fe substitui o Mg até 40%. Acima disso a simetria torna-se monoclínica e passa-se à cumingtonita. Gedrita : variedade aluminosa da antofilita. Tem composição bastante variável: [Si3 - 3,5 Al1 – 0,5 O11 OH]2 Al1 – 2 (Mg, Fe)6 - 5 ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  4. 4. Características em comumCristalizam em prismas, baguetes, fibras mais ou menos aciculares. Todas sãoformas alongadas segundo c.Posição da indicatriz : Ng segundo c, Nm segundo b, Np segundo a. Plano dos eixosóticos g1 (010).LN – Refringência média N ~ 1,60 à 1,70.- Seções normais ao alongamento mostram duas clivagens losangulares m (110) à560.- Seções paralelas à c – zona mm (hk0) – muito alongadas, com freqüência fibrosas,à clivagem aparentemente única.- Incolores à fracamente coloridas.LP – Birrefringência média. Tintas de polarização do fim da 1ª. O, início da 2ª.- Seções da zona mm (hk0) à extinção reta, alongamento positivo.LC – Biaxiais, 2 V grande. ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  5. 5. AntofilitaLN – Refringência crescente com o teor em Fe. Ng = 1, 623 à 1,664 – Nm =1,616 à 1,651 – Np = 1,598 à 1,647.- Incolor.LP – Birrefringência média : Ng – Np = 0,026 à 0,017 (fim da 1ª. O).LC – Biaxial negativo ou positivo, 2 VNp = 58 à 1150.Ocorrência : Nos xistos cristalinos com anfibólios monoclínicos.Igualmente nos peridotitos e serpentinitos.Alterações : freqüente para talco. ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  6. 6. Antofilita substituindo ortopiroxênio A antofilita é um orto-anfibólio incolor que pode resultar da substituição de orto-piroxênios (hiperstênio, enstatita) no retro- metamorfismo de rochas ultramáficas (piroxenitos, peridotitos), como neste exemplar.©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  7. 7. GedritaLN – Refringência crescente com o teor em Fe. Ng = 1, 658 à 1,691 – Nm =1,651 à 1,676 – Np = 1,642 à 1,669.- Incolor à fracamente colorida com pleocroísmo pouco nítido : Ng : marrom amarelado à cinza Np : marrom amarelado claro à incolorLP – Birrefringência média : Ng – Np = 0,016 à 0,022 (fim da 1ª. O).LC – Biaxial negativo ou positivo, 2 VNp = 70 à 1000.Ocorrência : Nos anfibolitos, eclogitos, gnaisses à cordierita e granada. ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  8. 8. LN LPA gedrita apresenta pleocroismo em tons de marrom amarelado-incolor-cinza e tintas de interferência mais baixas(1ª. O) que os anfibólios monoclínicos. ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  9. 9. Gedrita em cordierita-gneissSendo um anfibólio ortorrômbico possui extinção paralela ao alongamento dos cristais (extinção reta). Se associaa minerais aluminosos (cordierita, granada, estaurolita,...) e outros anfibólios. A antofilita é um ortoanfibóliomenos aluminoso separado da gedrita por um vazio de miscibilidadade definido pelos conteúdos de Al e Na. ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  10. 10. Anfibólios monoclínicos classificação 1A composição química dos anfibólios permite dividí-los em 3 grupos (*).1. Anfibólios cálcicos e ferromagnesianosSérie da Cumingtonita [Si4O11 OH]2 (Fe, Mg)7 tem como extremos: Kupferita [Si4O11 OH]2 Mg7 (apenas para lembrança) Grunerita [Si4O11 OH]2 Fe7Série da Actinolita [Si4O11 OH]2 Ca2 (Fe, Mg)5 tem como extremos: Tremolita [Si4O11 OH]2 Ca2 Mg5 Ferroactinolita [Si4O11 OH]2 Ca2 Fe5(*) Em razão do número e extensão das soluções sólidas, com freqüência bastante complexas, existentesnesta família, esta classificação é consequentemente um pouco arbitrária. Entretanto, ela tem além delógica, um interesse prático indiscutível. ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  11. 11. Anfibólios monoclínicos classificação 22. Anfibólios intermediários (Hornblendas)Hornblenda Comum ou H. Verde [(Si, Al)4 O11 OH]2 Na0 – 1 Ca2 (Mg, Fe)3 – 5 Al0 – 2Variedades cuja composição química é bem determinada: Edenita [Si7 AlO22 (OH)2] NaCa2Mg5 Pargasita [Si6 Al2O22 (OH)2] NaCa2Mg4 Al Tchermaquita [Si6 Al2O22 (OH)2] Ca2Mg3Al2Hornblenda basáltica ou OxihornblendaDifere composicionalmente das anteriores pela presença de O-2 e Fe3+ em substituição de (OH) 2- e Al.Série da Barquevicita [Si6 Al2O22 (OH)2] Na Ca2 (Fe, Mg)4 (Fe3+, Al) tendo como extremos : Magnesiohastingsita [Si6 Al2O22 (OH)2] Na Ca2 Mg4 (Al, Fe3+) Hastingsita [Si6 Al2O22 (OH)2] Na Ca2 Fe4 (Fe3+, Al) ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  12. 12. Anfibólios monoclínicos classificação 33. Anfibólios sódicosRichterita [Si4O11 OH]2 Na2 Ca (Fe, Mg)7 Variedade sódica da actinolita.Série do Glaucofano [Si4O11 OH]2 Na2 (Mg, Fe)3 (Al, Fe3+)2 tem como extremos: Glaucofano [Si4O11 OH]2 Na2 (Mg, Fe)3 Al2 Bababudanita [Si4O11 OH]2 Na2 (Mg, Fe)3 Fe3+ 2 A crossita é uma variedade intermediária.Riebequita [Si4O11 OH]2 Na2 (Fe, Mg)3 Fe3+ 2 A imerita é uma variedade potássica e cálcica. A crocidolita é uma variedade asbestiforme (fibras longas e delicadas à extinção reta), encontrada em certos xistos cristalinos. A osanita difere da riebequita apenas pela polição do plano dos eixos óticos, normal à g1 (010) (Ng segundo b).Série da Arfedsonita [Si4O11 OH]2 Na3 (Mg, Fe)4 (Fe3+ , Al)2 tem como extremos: Eckermanita [Si4O11 OH]2 Na3 Mg4 Al Arfvedsonita [Si4O11 OH]2 Na3 Fe2+4Fe3+ A fluotaramita é uma espécie intermediária. ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  13. 13. Características em comumPrismas alongados segundo c, de formas geralmente mais esticadas que as dospiroxênios, seguidamente aciculares ou mesmo fibrosas, apresentando as faces m(110), g1 (010), mais raramente h1 (100).- Clivagens constantes m(110) à 560.- Posição da indicatriz : Nm segundo b, em conseqüência o plano dos eixos óticos :g1 (010), salvo raras exceções. Os dois outros índices ocupam dentro de g1 (010)uma posição qualquer à priori.- Macla frequente h1 (100), por hemitropia normal.LN – Seções normais ao alongamento de aspecto hexagonal, mostram duasclivagens losangulares m (110) à 560 finas e bastante regulares.- Seções paralelas ao eixo c – zona mm (hk0) – seguidamente alongadas,mostrando o traço único das clivagens m (110).LP – Seções da zona mm (hk0) à extinção geralmente oblíqua em relação aotraço em comum das clivagens m (110) (há não ser, evidendemente, pela seção h1(100) que tem extinção reta). O ângulo máximo de extinção dessas seções écaracterístico de cada espécie. Da mesma maneira que para os piroxênios, o ânguloserá simbolizado por Ng ^ c ou Np ^ c (ângulo agudo de Ng ou de Np com c).- Seções da zona mm (hk0) tem alongamento positivo, salvo para riebequita earfvedsonita. ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  14. 14. Características em comum 2- Macla h1 (100) frequente, simples, repetida um pequeno número de vezes, oupolissintética.LC – Biaxiais negativos, salvo pela cumingtonita, pargasita e, por vezes, pelariebequita. ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  15. 15. I - Anfibólios cálcicos e ferromagnesianosSérie da cumingtonitaEm cristais prismáticos alongados, quase fibrosos, seguidamente agrupados emagregados paralelos e radiados.LN – Refringência forte, crescente com o teor em Fe. Ng = 1, 66 à 1,73 – Nm = 1,64à 1,71 – Np = 1,63 à 1,69.- Geralmente incolores. Os termos muito ferríferos (grunerita) são fracamentecoloridos, com pleocroísmo pouco nítido : Ng : esverdeado, amarelo amarronado claro. Nm : amarronado muito claro à incolor. Np : amarelo muito claro à incolorLP – Birrefringência muito forte : Ng – Np = 0,028 à 0,043 (2ª. O e início da 3ª. O).- Ng ^ c = 10 à 200. Alongamento positivo.- Macla h1 (100) muito frequente, seguidamente polissintética fina.LC – Biaxial de sinal variável, 2 V entre 80 e 900.Ocorrência : Em corneanas, xistos pouco metamórficos, micaxistos. A grunerita éum anfibólio característico de certos minérios de ferro. ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  16. 16. LN LP Cumingtonita – pleocroismo (tons de verde e marrom) em LN e tintas©Instituto de Geociências do início da 2ª. O em LP. Neste anfibolito ela desenvolveu-se em Prof. Alfonso Schrank cristais prismáticos, alongados segundo c.
  17. 17. Cumingtonita com lamelas de exsolução Os anfibólios também podem desenvolver lamelas de exsolução. Neste caso, num detalhe do diapositivo anterior, a cumingtonita apresenta lamelas de hornblenda paralelos e subortogonais à clivagem mm (hk0). (LN)©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  18. 18. Série da actinolitaEm prismas muito alongados, aciculares, seguidamente fibrosos (quando são osamiantos).LN – Refringência mediana a forte : Ng = 1, 624 à 1,704 – Nm = 1,613 à 1,699 – Np= 1,600 à 1,688.- A tremolita é incolor. A actinolita é mais ou menos colorida com pleocroísmo nítido : Ng : verde azulado bastante claro. Nm : verde claro. Np : verde amarelado claro a incolor.LP – Birrefringência bastante forte : Ng – Np = 0,016 à 0,024. Polarizam na 2ª.metade da 1ª. O e início da 2ª.- Ângulo máximo de extinção das seções mm (hk0) : Ng ^ c = 11 à 170. Alongamentopositivo.- Macla h1 (100) frequente, repetida. Por vezes macla p (001) polissintética fina.LC – Biaxial negativo, 2 V = 74 e 850.Ocorrência : Xistos cristalinos e corneanas cálcicas com quartzo, albita, clorita,epidoto, calcita. Meta-basaltos (actinolita) e meta-komatiítos (tremolita). As actinolitasestão entre os produtos de uralitização mais frequentes.Alteração : Em clorita, epidoto, calcita, talco, etc. ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  19. 19. LN LP©Instituto de Geociências Actinolita. Pleocroismo verde muito pálido em LN e tintas de 2ª. O em Prof. Alfonso Schrank LP. Substituiu fenocristais de piroxênio em um meta-basalto.
  20. 20. Série da actinolita (cont.) Confusões possíveis :- anfibólios ortorrômbicos : Extinção reta- cumingtonita, grunerita : Birrefringência mais elevada.- Cloritas, micas duras, hornblenda verde : ver hornblenda verde.- Wolastonita : Extinção sub-reta das seções alongadas, 2 V menor (2 V = 35 à 400). ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  21. 21. II - Anfibólios intermediáriosHornblenda comum ou hornblenda verdeEm cristais prismáticos alongados segundo c, por vezes aciculares.LN – Refringência crescente com o teor em Fe : Ng = 1, 64 à 1,71 – Nm = 1,63 à1,70 – Np = 1,63 à 1,68.- Seções normais ao alongamento mostram duas clivagens losangulares m(110) à 560.- Coloração mais ou menos intensa em tons de verde com pleocroísmo nítido : Ng : verde oliva, verde azul, verde amarronado. Nm : verde amarelado, verde franco, verde oliva. Np : verde amarelo claro, amarelo claro, amarelo amarronado claro.LP – Birrefringência média : Ng – Np = 0,014 à 0,026. Polariza a partir do amarelo de1ª. O até o azul de 2ª.- Ângulo máximo de extinção das seções mm (hk0) : Ng ^ c = 15 à 270.Alongamento positivo.- Macla h1 (100) frequente, seguidamente repetida um pequeno número de vezes.LC – Biaxial negativo, 2 V entre 63 e 870. (40 à 800 segundo alguns autores) ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  22. 22. Hornblenda comum em luz natural Notar as clivagens típicas dos anfibólios nas seções basais e as variações de cores marrons, amarelo e verde oliva, dependendo da orientação.©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  23. 23. LN LP As cores de pleocroísmo são, neste caso, variações em tons de verde ©Instituto de Geociências e verde amarronado. As tintas de polarização variam do amarelo de Prof. Alfonso Schrank 1ª. ao azul de 2ª. Ordem.
  24. 24. Hornblenda comum ou hornblenda verde (cont.)Ocorrência : A hornblenda verde é um constituinte ferromagnesiano muito comum em rochas eruptivas. É bem característica de teores em Ca importantes e H2O: granitos calcio- alcalinos, sienitos, dioritos e seus equivalentes vulcânicos. Mineral característico dos epidioritos onde resulta da uralitização dos piroxênios (a uralita é uma mistura de hornblenda verde e actinolita resultante da alteração de piroxênios). Em determinados lamprófiros. Por vezes mineral essencial de certas rochas metamórficas (anfibolitos, corneanas à anfibólio, etc.)Alterações : Em clorita, epidoto, calcita, etc. ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  25. 25. Hornblenda comum ou hornblenda verde(cont.)Confusões possíveis :- Cloritas : Uma só clivagem p (001), extinção reta/sub-reta mais ou menos completa. Birrefringência mais baixa. Quase uniaxiais.- Micas duras : Uma só clivagem. Extinção reta/sub-reta salvo o cloritóide, mas estetem alongamento positivo.- Aegerina : Clivagens grosseiras (110) sub-ortogonais. Refringência e birrefringênciamais elevadas. Ângulo máximo de extinção das seções (hk0) menor. Alongamentonegativo. Ocorrências distintas.- Actinolita : Existem todos os intermediários entre actinolita e hornblenda verde eassim não é possível uma determinação segura, há não ser na microssondaeletrônica. Em primeira aproximação, considerações sobre o fácies metamórfico, acor (sempre mais pálida na actinolita) e o ângulo máximo de extinção (menor para aactinolita) podem levar a uma estimativa aceitável.- Pargasita : Biaxial positivo.- Cumingtonita : Birrefringência mais elevada.- Gedrita : Extinção reta. ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  26. 26. PargasitaLN – Refringência média. Ng = 1, 63 à 1,66 – Nm = 1,62 à 1,65 – Np = 1,61 à 1,64.- Incolor à fracamente colorida com pleocroísmo pouco nítido : Ng : verde azulado Np : verde claroLP – Birrefringência média : Ng – Np = 0,019 à 0,025 (fim da 1ª. O e início da 2ª. O).Ng ^ c = 25 à 280. Alongamento positivo.LC – Biaxial positivo, 2 V = 50 à 650.Ocorrência : Em certos paragnaisses e lherzolitos do manto. Também em calcáriosmetamórficos com wolastonita, granada, condrodita. A pargasita é o anfibólio estávelem paragêneses acima de 3 GPa (giga-pascais), condições de pressão existentes nomanto. Juntamente com a flogopita permite a existência de H2O estrutural emcondições mantélicas. ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  27. 27. Pargasita lherzolitoA pargasita é um mineral relativamente raro. Pode encontrar-se associada com piroxênios e granada emexposições de rochas do manto que podem conter rubís. Aqui em LP mostra tintas claras de 2ª. Ordemassociada à granada e plagioclásios. ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  28. 28. Hornblenda marromLN – Refringência forte : Ng = 1, 70 à 1,75 – Np = 1,66 à 1,70.- Fortemente colorida com pleocroísmo intenso nos tons amarronados,análogos à biotita: Ng : marrom escuro, marrom avermelhado, marrom esverdeado escuro. Nm : marrom, marrom avermelhado. Np : marrom amarelo claro, amarelado.LP – Birrefringência elevada : Ng – Np = 0,030 à 0,050 podendo atingir 0,075.Tintas das 2ª. e 3ª. Ordens sempre escurecidas pela cor própria do mineral.- Ângulo máximo de extinção das seções mm (hk0) : Ng ^ c = 0 à 100.Alongamento positivo.- Macla h1 (100) frequente.LC – Biaxial negativo, 2 V grande = 60 - 800.Ocorrência : Rochas vulcânicas: andesitos, basaltos, tefritos. Apresenta-se emcristais frequentemente envolvidos por uma borda opaca de óxidos de Fe ou Ti,análoga à observada, nas mesmas condições, em torno da biotita. Também emgabros e rochas ultrabásicas.Confusões possíveis :Biotita = Uma só clivagem. Extinção reta. Jamais maclada. Praticamente uniaxial.Barquevicita : Birrefringência mais baixa. Ângulo de extinção maior. ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  29. 29. LN LP Hornblenda marrom em andesitoMais típica das rochas ígneas, o pleocroísmo varia em tons de marrom escuro a marrom amarelado. Nas rochasvulcânicas, como acima, os fenocristais seguidamente exibem bordos ornados por minerais opacos. As tintas debirrefringência de 2ª. e 3ª. Ordens são escurecidas pela cor do mineral. ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  30. 30. LN LP Hornblenda marrom em hornblenda gabroNovamente o pleocroísmo varia em tons de marrom escuro a amarelo amarronado. Em rochas intrusivas comoneste gabro não ocorrem bordos de opacos. As tintas de birrefringência até azul de 2ª. Ordem não alcançam abirrefringência máxima (3ª. O). A clivagem grosseira e as fraturas impedem confusão com a biotita. ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  31. 31. Hornblenda titanífera (Kaersutita)É praticamente impossível distinguir da hornblenda marrom, da qual é uma variedade apenas, com mesmas ocorrências. LN – Ng ~ 1,70 – Nm ~ 1,69 – Np ~ 1,67 à 1,68. - Coloração e pleocroísmo como na hornblenda marrom LP – Birrefringência forte : Ng – Np = 0,020 à 0,035. Ng ^ c = 5 à 100. LC – Biaxial negativo, 2 V = 79 à 830. ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  32. 32. Barquevicita - HastingsitaOs números em negrito correspondem à barquevicita, único termo importante da série. LN – Refringência forte. Ng = 1, 65 – 1,69 – 1,71 – 1,72 - Np = 1,64 – 1,67 – 1,69 – 1,70. - Clivagem suplementar pouco nítida g1 (010). - A barquevicita apresenta um pleocroísmo análogo ao da hornblenda marrom: Ng : marrom-vermelho escuro Np : amarelo-marrom claro - As hastingsitas são coloridas e pleocróicas nos tons de verde: Ng : verde, verde escuro Np : verde claro, marrom esverdeado claro LP – Birrefringência média : Ng – Np = 0,016 - 0,020 – 0,022. Tintas do fim da 1ª. Ordem, mascaradas pela cor do mineral. - Ângulo max. de ext. : Ng ^ c = 15 – 18 – 27 - 440. Macla h1 (100) freq. LC – Biaxial negativo, 2 V = 24 – 40 – 53 - 680. Ocorrência : Sienitos nefelínicos. ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  33. 33. III - Anfibólios sódicosRichteritaVariedade sódica da actinolita, da qual difere pelas seguintes características:LN – IncolorLP – Ng ^ c = 17 à 190.LC – Biaxial negativo, 2 V = 66 e 700.Ocorrência : Mineral raro dos escarnitos, calcários e dolomitos metamórficos.Também em certas mineralizações de ferro e manganês com rodonita. ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  34. 34. Glaucofano –(crossita)Prismas finos e alongados, por vezes aciculares.Na crossita Ng segundo b, Nm vizinho de c. Plano dos eixos óticos normal à g1 (010). LN – Refringência crescente com o teor em Fe : Ng = 1, 63 à 1,67 – Np = 1,61 à 1,65. - Colorido e pleocróico em tons de azul e amarelo : Ng : azul turquesa à violáceo Nm : azul lavanda Np : incolor à amarelo pálido LP – Birrefringência bastante baixa : Ng – Np = 0,013 à 0,021. Tintas de 1ª. O por vezes mascaradas pela cor do mineral. - ângulo máximo de extinção das seções mm (hk0) : Glaucofano : Ng ^ c = 5 à 70. Alongamento positivo. Crossita : Nm ^ c = 3 à 50. Alongamento de sinal variável. LC – Biaxial negativo, 2 V = 0 à 600. Ocorrência : Em rochas metamórficas muito particulares, de alta pressão e baixa temperatura – os chamados xistos azuis. Mais raramente nos eclogitos. ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  35. 35. LN LP Glaucofano em xisto azulO glaucofano é caracteristicamente pleocróico em tons de azul e violeta. Como a maioria dos clino-anfibólios abirrefringência máxima é da 2ª. Ordem (no caso do glaucofano, do início da 2ª. O). ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  36. 36. RiebequitaCristais prismáticos. A crocidolita é uma variedade asbestiforme.LN – Refringência bastante elevada : Ng = 1, 689 à 1,699 – Nm = 1,687 à 1,697 –Np = 1,685 à 1,695.- Clivagem suplementar g1 (010) pouco nítida.- Forte coloração em tons de azul. Pleocroísmo direto (apesar do alongamentonegativo) extremamente intenso : Ng : azul muito escuro à opaco Nm : azul claro Np : amarelo esverdeadoLP – Birrefringência muito baixa : Ng – Np = 0,004. Tintas de polarizaçãointeiramente mascaradas pela cor do mineral.- Ângulo máximo de extinção das seções mm (hk0) : Ng ^ c = 0 à 80. Alongamentonegativo.LC – Biaxial negativo (raramente positivo), 2 V = 80 à 900.Ocorrência : Como para aegerina e arfvedsonita com as quais seguidamente éassociada. É um mineral característico de rochas sódicas : granitos hiper-sódicos,sienitos nefelínicos.Confusões possíveis : Arfvedsonita : Ângulo máximo de extinção em geral bemmaior (Np ^ c = 6 à 400). ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  37. 37. Riebequita em xistos azuis Típica cor azulada destes anfibólios sódicos que podem ser encontrados junto ao glaucofano nos xistos azuis. Difere do glaucofano pelo sinal de alongamento que é negativo.©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  38. 38. Crocidolita envolvida por vidro vulcânicoVariedade asbestiforme da riebequita, exibe em luz natural as típicas cores azuladas destes anfibólios de rochasvulcânicas hiper-alcalinas. Crocidolita e riebequita também são chamados de anfibólios azuis. ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  39. 39. Arfvedsonita- Cristais prismáticos, por vezes agregados fibrosos. Clivagem suplementar g1 (010)muito imperfeita, não visível em lâmina delgada.- Posição da indicatriz : Ng segundo b. Plano dos eixos óticos normal a g1 (010).LN – Refringência crescente com o teor em Fe : Ng = 1, 68 à 1,70 – Np = 1,67 à1,69.- Fortemente colorida e pleocróica em tons de azul e verde. Pleocroísmo direto(apesar do alongamento negativo) : Ng : azul verde escuro, “azul de Berlim” Nm : amarelo esverdeado ou amarronado Np : acinzentado, amarelado, esverdeado claro.LP – Birrefringência baixa : Ng – Np = 0,005 à 0,011.- Ng ^ c = 6 à 400. Alongamento negativo.- Macla h1 (100) bastante rara.LC – Biaxial de sinal variável, 2 VNp = 50 à 1000.Ocorrência : Mineral de rochas sódicas (granitos hiper-sódicos, sienitos nefelínicos,às vezes rochas metamórficas).Confusões possíveis : Aegerina : Clivagens grosseiras (110) sub-ortogonais, corem geral mais francamente verde. Birrefringência mais forte, Np ^ c em geral menor.Riebequita : Np ^ c em geral menor. ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  40. 40. Arfvedsonita em lujavritoSeções em luz natural permitem observar as diferentes cores de pleocroísmo (verde, verde azulado, amarelo emarrom) desta Mg-arfvedsonita de Lovozero (ITA). As seções basais mostram formas hexagonais e a típicaclivagem losangular, bastante nítida, interrompida, em traços grossos, que caracteriza os anfibólios. ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  41. 41. Anfibolóides Os anfibolóides, ou anfibólios triclínicos, representam em relação aos anfibólios, o mesmo papel que os piroxenóides em relação aos piroxênios. O único representante importante é a aenigmatita. [Si4 O11] Ti O3 Na2 (Fe, Mg)2 (Fe3+ , Al)2 (aproximada)Aenigmatita (Cossirita)- LN – Refringência muito forte : Nm ~ 1, 80. - Forte colorida e pleocróica em tons de marrom : Ng : marrom escuro à opaco Np : marrom-vermelho claro. LP – Birrefringência muito baixa : Ng – Np = 0,004 à 0,007. - Ng ^ c = 6 à 400. Alongamento negativo. - Macla h1 (100) bastante rara. LC – Biaxial positivo, 2 V = 320. Plano dos eixos óticos vizinho de (110). Ocorrência : Mineral raro de rochas hiper-alcalinas (granitos, sienitos, sienitos nefelínicos e foiaítos). ©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank
  42. 42. Aenigmatita vermelha Aenigmatita associada com aegerina (verde) em sodalita foiaito da Groenlândia. Vista em LN mostra cor marrom escura, quase opaca, característica.©Instituto de Geociências Prof. Alfonso Schrank

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