Colonização espanhola x
colonização portuguesa
2ª época – 7º ano
Prof. Nilton Jr.
Introdução
 Neste trabalho revisaremos os pontos
  principais da colonização espanhola e
  da colonização portuguesa.
 Pretendemos, com isso, que você
  compreenda as principais
  características de cada uma e os
  pontos de convergência e divergência
  entre ambas.
O semeador e o ladrilhador
 No início do século XX, o historiador
  Sérgio Buarque de Holanda inventou
  duas categorias para melhor explicar
  as diferenças entre a colonização
  espanhola e a portuguesa.
 Para ele, os espanhois eram
  ladrilhadores e os portugueses
  semeadores.
 Por quê? Bom....
Espanhois (Ladrilhadores)      Portugueses (Semeadores)

   Cidades                       Cidades feitas
    planejadas, seguindo um        respeitando o relevo
    modelo projetado na            local, muitas vezes
    Espanha com uma praça          resultando em cidades
    central, os prédios da         cheias de ladeiras e ruas
    administração e dos            estreitas, como Salvador
    cidadão mais                   (BA), Olinda (PE) ou
    importantes no centro e        Ouro Preto (MG).
    de relevo plano.              Preocupados em
   Preocupados em                 estabelecer feitorias para
    desenvolver e                  obter os produtos
    cristianizar o local, os       tropicais, os portugueses
    espanhois fizeram              estabeleceram cidades
    cidades no interior e          no litoral e com fácil
    afastadas do litoral.          acesso a rotas de
Um problema em comum: a
escravidão indígena
 A escravidão indígena sempre foi uma
  questão polêmica para tanto a coroa
  portuguesa quanto a espanhola.
 De um lado havia os colonizadores
  querendo usar os índios como mão de
  obra em suas plantações, de outro
  ordens religiosas como os jesuítas
  defendiam os índios e a importância de
  catequizá-los.
 A solução encontrada de ambos os
  lados, antes do tráfico de africanos
  ganhar força foi a da guerra justa, onde
  os colonizadores poderiam escravizá-
  los, caso eles não aceitassem a
O sistema plantation
 Outro ponto em comum, não só na
  América espanhola e portuguesa, como
  até na holandesa e inglesa era a
  existência do sistema plantation.
 Esses sistema consistia em grandes
  fazendas (latifúndios), dedicados ao
  plantio de um único produto
  (monocultura), voltadas para o mercado
  externo (exportadoras) e usando mão de
  obra escrava (escravistas).
 Resumindo: podemos dizer que o
  sistema plantation se baseava em
  latifúndios
  monocultores, exportadores, escravistas.
Os engenhos de açúcar
 Importantíssimos na economia
  colonial, os engenhos eram fazendas
  que produziam açúcar, um produto
  muito valorizado na Europa.
 No Brasil, os engenhos foram peça-
  chave da economia de vários estados
  do Sudeste e Nordeste, como Rio de
  Janeiro, Pernambuco, Piauí, entre
  outros.
Partes de um engenho
 Casa grande: sede da fazenda, onde
  morava o senhor com sua família e
  alguns escravos domésticos.
 Senzala: área onde moravam os
  escravos.
 Plantação: onde era plantada a cana
  e também alguns alimentos pro gado
  e demais ocupantes.
 Moenda: onde era moída a cana.
 Casa de purgar: onde a cana era
  transformada em açúcar.
Interiorização do Brasil
   Durante muito tempo o Brasil restringiu-se a uma
    faixa no litoral. Porém, dois acontecimentos
    mudaram esta História:

   1) a morte do Rei Sebastião em Portugal e a
    fusão de Portugal com a Espanha sob a
    liderança do rei Felipe II, da Espanha.

   II) a situação de pobreza vivida pela capitania de
    São Paulo, que fazia com que seus habitantes
    fossem cada vez mais para o interior em busca
    de índios para serem escravizados ou de metais
    e pedras preciosas.

   Nesse período surgiram duas expedições muito
    importantes para o avanço do Brasil ao interior:
    as entradas e as bandeiras.
Entradas                       Bandeiras

   Expedições patrocinadas       Expedições financiadas
    pelo Estado com objeto         por particulares com
    de reconhecer/mapear a         objetivo de capturar
    região, caçar escravos         índios ou procurar metais
    fugitivos ou criminosos.       e pedras preciosas.

Recuperacao 7o ano

  • 1.
    Colonização espanhola x colonizaçãoportuguesa 2ª época – 7º ano Prof. Nilton Jr.
  • 2.
    Introdução  Neste trabalhorevisaremos os pontos principais da colonização espanhola e da colonização portuguesa.  Pretendemos, com isso, que você compreenda as principais características de cada uma e os pontos de convergência e divergência entre ambas.
  • 3.
    O semeador eo ladrilhador  No início do século XX, o historiador Sérgio Buarque de Holanda inventou duas categorias para melhor explicar as diferenças entre a colonização espanhola e a portuguesa.  Para ele, os espanhois eram ladrilhadores e os portugueses semeadores.  Por quê? Bom....
  • 4.
    Espanhois (Ladrilhadores) Portugueses (Semeadores)  Cidades  Cidades feitas planejadas, seguindo um respeitando o relevo modelo projetado na local, muitas vezes Espanha com uma praça resultando em cidades central, os prédios da cheias de ladeiras e ruas administração e dos estreitas, como Salvador cidadão mais (BA), Olinda (PE) ou importantes no centro e Ouro Preto (MG). de relevo plano.  Preocupados em  Preocupados em estabelecer feitorias para desenvolver e obter os produtos cristianizar o local, os tropicais, os portugueses espanhois fizeram estabeleceram cidades cidades no interior e no litoral e com fácil afastadas do litoral. acesso a rotas de
  • 5.
    Um problema emcomum: a escravidão indígena  A escravidão indígena sempre foi uma questão polêmica para tanto a coroa portuguesa quanto a espanhola.  De um lado havia os colonizadores querendo usar os índios como mão de obra em suas plantações, de outro ordens religiosas como os jesuítas defendiam os índios e a importância de catequizá-los.  A solução encontrada de ambos os lados, antes do tráfico de africanos ganhar força foi a da guerra justa, onde os colonizadores poderiam escravizá- los, caso eles não aceitassem a
  • 6.
    O sistema plantation Outro ponto em comum, não só na América espanhola e portuguesa, como até na holandesa e inglesa era a existência do sistema plantation.  Esses sistema consistia em grandes fazendas (latifúndios), dedicados ao plantio de um único produto (monocultura), voltadas para o mercado externo (exportadoras) e usando mão de obra escrava (escravistas).  Resumindo: podemos dizer que o sistema plantation se baseava em latifúndios monocultores, exportadores, escravistas.
  • 7.
    Os engenhos deaçúcar  Importantíssimos na economia colonial, os engenhos eram fazendas que produziam açúcar, um produto muito valorizado na Europa.  No Brasil, os engenhos foram peça- chave da economia de vários estados do Sudeste e Nordeste, como Rio de Janeiro, Pernambuco, Piauí, entre outros.
  • 8.
    Partes de umengenho  Casa grande: sede da fazenda, onde morava o senhor com sua família e alguns escravos domésticos.  Senzala: área onde moravam os escravos.  Plantação: onde era plantada a cana e também alguns alimentos pro gado e demais ocupantes.  Moenda: onde era moída a cana.  Casa de purgar: onde a cana era transformada em açúcar.
  • 10.
    Interiorização do Brasil  Durante muito tempo o Brasil restringiu-se a uma faixa no litoral. Porém, dois acontecimentos mudaram esta História:  1) a morte do Rei Sebastião em Portugal e a fusão de Portugal com a Espanha sob a liderança do rei Felipe II, da Espanha.  II) a situação de pobreza vivida pela capitania de São Paulo, que fazia com que seus habitantes fossem cada vez mais para o interior em busca de índios para serem escravizados ou de metais e pedras preciosas.  Nesse período surgiram duas expedições muito importantes para o avanço do Brasil ao interior: as entradas e as bandeiras.
  • 11.
    Entradas Bandeiras  Expedições patrocinadas  Expedições financiadas pelo Estado com objeto por particulares com de reconhecer/mapear a objetivo de capturar região, caçar escravos índios ou procurar metais fugitivos ou criminosos. e pedras preciosas.