BRASIL
CO
LÔ
NIA
I
P
R
O
F.
D
A
N
I E
L
A
N
D
R
A
D
E
INTRODUÇÃO
• Período que vai desde 1530 à 1822 ( quase 3 séculos de história);
• Brasil e sua economia estiveram subordinados a Coroa Portuguesa;
• O Pacto Colonial  Lógica do pensamento mercantilista de monopólio
da metrópole;
• Início da mão de obra escrava;
• Dinamismo do comércio português com o
Açucar produzido na madeira;
• Conquista dos turcos otomanos da
Constantinopla (1453) e do Egito (1517)
prejudicou a econômia europeia;
• No início do século XVI, 65% da renda da
coroa provinha do comércio ultramarino;
• Para preservar sua rede comercial, em
1532 os portugueses organizaram a
primeira expedição com Martim de Afonso
Souza para Colonizar o Brasil.
ANTECEDENTES
Martim Afonso de Sousa (Vila Viçosa,
c.1490/1500 — Lisboa, 21 de julho de 1571) foi
um nobre e militar português. Jaz em São
Francisco de Lisboa. Como Tomé de Sousa,
descendia por linha bastarda do rei Afonso III de
Portugal.
• Eram 14 capitanias, estas eram
imensos lotes de terra que iam do
litoral até o limite do tratado de
tordesilhas;
• Os donos da terra (donatários) eram
geralmente pertencentes a pequena
nobreza;
• Os Donatários eram responsáveis
pela defesa militar, aplicação da
justiça, arrecadação dos impostos,
da qual recebiam parte dos
impostos.
AS CAPITANIAS HEREDITÁRIAS
As 14 Capitanias Hereditárias.
O FRACASSO DAS CAPITANIAS
• Outro dever dos donatários era a distriuição das terras aos colonos, através das
sesmarias;
• Os beneficiários das sesmarias eram obrigados a cultivar a terra ou arrendá-la,
porém muitos arrendavam as terras e só cultivavam parte dela;
• Foi através das sesmarias que iniciou a economia açucareira no Brasil;
• Pernanbuco foi a capitania mais próspera do século XVI, concedida a Duarte Coelho,
seguida pela São Vicente de Martim Afonso;
• Várias capitanias não resistiram ao cerco indígena, como as do Espiríto Santo e
Bahia (Francisco Coutinho foi devorado pelos tupinambás)
• Ainda no século XVI, a coroa percebeu as deficiências das capitanias e reincorporou
diversas ao patrimônio real; Preferi-se criar capitanias reais e em 1548 foi criado o
Governo Geral no reinado de D.João III na Bahia;
• O açucar foi o grande impulsionador da
colonização do Brasil;
• O açucar era uma especiaria muito
requisitada no mercado europeu e
Portugal já tinha experiência no assunto,
pois tinha plantado nas ilhas do Atlântico;
• O engenho era a unidade produtiva
açucareira;
• O engenho: Florestas de madeira, Cana, A
casa grande, senzala, moenda, caldeira e
a casa de purgar;
A ECONOMIA DO AÇUCAR
Henry Koster(1793-1820) Engenho
de açúcar, Nordeste brasileiro, 1816.
• Era uma sociedade dividida basicamente
entre senhores de engenho e escravos;
• A base de nossa colonização foi essa
sociedade, bipolar, rural, agroexportadora,
sem mobilidade e fundada na plantation;
• A mão-de-obra escrava era há muito
praticada por árabes e europeus na
África. Para o caso colonial, a escravidão
era vista como uma boa alternativa para a
produção monocultora e latifundiária e foi
introduzida no Sistema colonial
Americano pelos portugueses.
SOCIEDADE AÇUCAREIRA
A sociedade do açucar.
POR QUE NÃO SE UTILIZOU A MÃO DE
OBRA INDÍGENA?
• Não adaptação do indígena ao Trabalho Escravo, pois não existia de forma
significativa relação escravista pré-existente no atual Brasil;
• Missão Católica: uma das justificativas do expansionismo ultramarino
estava ligado à expansão do catolicismo. O indígena era visto como um fiel
a ser conquistado, enquanto o negro africano era muitas vezes associado
aos muçulmanos, sendo visto como um infiel, justificando a escravidão
negra.
• Lucro gerado pelo Tráfico Negreiro: O comércio de escravos africanos traria
excelentes lucros aos mercadores portugueses, ao passo que o indígena
poderia ser capturado dentro da própria colônia. Do ponto de vista
econômico, foi o lucro auferido pelo tráfico negreiro internacional que
determinou a escravidão negra em nosso país.
• Chegava-se a trabalhar 16 horas p dia, castigos
fisícos e psicológicos eram comuns;
• O suicídio e o assassinato de recém nascidos
eram frequentes;
• A forma de resistência mais comum eram a
formação de quilombos de negros fugidos;
• Os quilombos eram sustentados pela agricultura
de subsistência;
• Conforme a fundação palmares
(www.palmares.gov.br) “até hoje, a fundação já
emitiu 2024 certidões de autodefinição que
reconhecem 2.427 comunidades quilombolas.”
INÍCIO DA MÃO DE OBRA ESCRAVA
Autor Desconhecido. Escravos no Brasil.
ROTAS DE ENTRADAS DE ESCRAVOS P
AMÉRICA
• Criado em 1548, o novo sistema visava dar
centralização ao governo;
• Esforço de defesa contra os indígenas e piratas
estrangeiros(franceses);
• Sede na Bahia, primeiro governador foi o Tomé de
Souza; outro governador foi Mem de Sá;
• Primeiros Jesuítas chegam ao Brasil, iniciando o
processo de evangelização dos nativos;
• Em 1580, Portugal e todas as suas colônias,
inclusive o Brasil, ficaram sob o domínio da
Espanha, situação que perdurou até 1640. União
Ibérica.
O GOVERNO GERAL (1548 – 1578)
Estátua de Tomé de Sousa em
Salvador.
• Em 1555  franceses invadiram o Brasil, na região do Rio
de Janeiro. Liderados pelo almirante Nicolau Villegaignon,
fundaram, na região do atual município do Rio de Janeiro,
uma colônia francesa chamada de França Antártica.
• 1567  Os franceses obtiveram o apoio militar dos índios
tamoios, que eram inimigos dos portugueses, Mem de Sá
consegue expulsar os Franceses;
• Em 1612  os franceses fizeram sua segunda tentativa.
Desta vez escolherem a região do Maranhão. Liderados pelo
general Daniel de La Touche, os franceses invadiram e
fundaram a França Equinocial.
• Para proteger a região conquistada, construíram um forte,
chamado de Forte de São Luís.Contudo, a falta de recurso e
a campanha liderada por Jerônimo de Albuquerque derrotou
os franceses em 1615.
PRESENÇA FRANCESA NO BRASIL
Partida de Estácio de Sá, quadro de
Benedito Calixto (1853-1927) mostrando o
padre Manuel da Nóbrega benzendo a
esquadra que vai combater os franceses.
A UNIÃO IBÉRICA (1578 – 1640)
• Em 1578, o Rei Português D.Sebastião morre na batalha Alcácer-Quibir contra o
Marrocos, deixa a coroa para seu tio-avó cardeal D.Henrique, que morre 2 anos
depois;
• Então, Felipe II, neto de D. Manuel, antigo rei português, e, por ordem de sucessão,
julgava-se o legitimo futuro rei português. Felipe II tratou de unir as coroas de
Portugal e Espanha sob o comando da dinastia Habsburgo, dando início à fase
denominada União Ibérica;
• O Brasil viu então desaparecer a linha do Tratado de Tordesilhas, inaugura-se o
primeiro Tribunal de Justiça na Bahia e ocorre a divisão do território em 2 estados:
Estado do Brasil e Estado do Maranhão, posteriormente chamado de Estado do
Grão-Pará e Maranhão;
• Com essa união, Portugal acabou herdando vários inimigos dos espanhóis, dentre
eles os holandeses.
MAPA DO BRASIL (1578)
AS INVASÕES HOLANDESAS
• Antes da União Ibérica, os portugueses tinham relações amistosas com os
holandeses, que compram o açucar dos portugueses e revendiam na Europa;
• Porém, os Países Baixos foram, até 1581, domínio político da Espanha. Após sua
independência, criou-se um clima inamistoso entre Holandeses e espanhóis;
• Os holandeses criariam a Companhia das Índias Ocidentais, que foi responsável por
invadir a Bahia (1624- 25), não obtendo sucesso nessa primeira invasão, depois
invadiram e dominaram o Pernambuco (1630-54);
• As primeiras ações dos holandeses foram violentas, incluindo o saque de igrejas,
destruição das imagens de santos, afinal os holandeses eram calvinistas;
• Contudo, em 1635 , após 5 anos da chegada dos holandeses, estabeleceram uma
tolerãncia religiosa, ofereceram emprestímos aos senhores de engenho locais e
incentivaram a economia local em função do açucar;
A NOVA HOLANDA BRASIL HOLANDÊS
(1630 - 1654)
Bandeira da Nova Holanda Invasões holandesas no Brasil.
• Consolidou e expandiu as conquistas
holandesas no nordeste brasileiro; e aumento
na produção açucareira;
• O Recife. foi modernizado e ganhou obras
culturais, como a criação do Observatório
Astronômico e de uma biblioteca.
• Nassau, entretanto, entrou em choque como
os interesses da CIO,que considerava a sua
administração muito dispendiosa e
personalista. Pressionado, o governador
acabou saindo do poder em 1644, retirando-
se para a Holanda.
GOVERNO DO CONDE MAURÍCIO NASSAU
(1637 – 1644)
Maurício de Nassau em Cleves (Alemanha),
onde faleceu aos 75 anos;
• Durante a ocupação de Pernanbuco, Portugal livrou-se do
domínio Espanhol, com o Rei D.João IV, dos Bragança;
• A cobrança dos empréstimos o declínio no preço do açucar,
bem como o fim da liberdade religiosa, foram alguns dos
motivos que levou a população a se rebelar;
• Assim, inicia-se a Insurreição, João Fernandes era o líder, em
1649, os pernanbucanos tem vitória decisiva contra os
holandeses na Batalha dos Guararapes e em 1654 tomam o
Recife;
• Em 1661, Portugal e Holanda assinam um tratado de paz.
INSURREIÇÃO PERNANBUCANA (1645 –
1654)
• Holandeses passam a
produzir cana-de-açúcar
em seus domínios nas
Antilhas;
• Concorrência com a
produção luso-brasileira;
• Declínio da economia
açucareira do Brasil.
CONSEQUÊNCIAS DA EXPULSÃO DOS
HOLANDESES
As Batalhas dos Guararapes, episódios decisivos na
Insurreição Pernambucana, são consideradas a origem do
Exército Brasileiro. Quadro de Victor Meirelles (1879).
• Kilombo, da língua banto falada em Angola, significa
acampamento ou fortaleza;
• Comunidades de Negros fugidos da escravidão no
Brasil
• Localizado na serra da Barriga, atual Alagoas,
Palmares foi o quilombo responsável pela maior
rebelião de escravos do Brasil;
• Chegou a ter 20 mil quilombolas, viviam da caça,
coleta e agricultura de milho e feijão;
• Após seguidas repressões, em 1695, o quilombo foi
invadido por Domingos Jorge e Zumbi foi degolado e
sua cabeça enviada para Recife como troféu.
RESISTÊNCIA QUILOMBOLA
Pintura de Zumbi por Antônio Parreiras.
• Simultaneamente a ocupação
holandesa e o domínio das
principais rotas de escravo, iniciou-
se o processo de expansão;
• Os pioneiros foram os bandeirantes,
com 2 tipos de expedição: Entradas
(patrocinadas pelo governo) e as
Bandeiras (organizadas pelos
particulares, principalmente
Paulistas);
A EXPANSÃO TERRITORIAL
Representação fictícia de Domingos Jorge Velho,
um bandeirante paulista. Pintura de 1903.
AS BANDEIRAS E FATORES DA EXPANSÃO
Tipos de bandeiras:
• Monções Bandeiras de comércio, utilizando bastante a via fluvial;
• Apresadoras  Bandeiras de captura aos índios. Agiam, sobretudo, contra as
reduções jesuíticas;
• Sertanismo de Contrato  Contratados para enfrentar tribos hostis ou negros
fugitivos (quilombos);
• Prospectoras  Visavam achar metais preciosos (ouro, prata, etc.) no interior
brasileiro.
Fatores da Expansão do Brasil
• Região Amazônica  Missões Jesuíticas e “Drogas do Sertão”  cacau, canela,
castanha, cravo e pimenta;
• Pecuária  Nordeste e Sul;
• Oeste  Bandeiras, comércio e economia mineradora.
INDICAÇÕES E REFERÊNCIAS
L I V R O S  F I L M E S
• CAMPOS, Raymundo. O Brasil
quinhentista de Jean de Léry. São
Paulo: Atual, 1998.
• FEIST, Hildegard. Pequena história do
Brasil holandês. São Paulo: Moderna,
1998.
• FÁTIMA GOUVEIA, Maria. O Brasil
Colonial (Vol. I e II). São Paulo, 2014;
• Palavra e utopia, Portugal, 2000.
Direção: Oswaldo de Oliveira.
Duração: 156 min
• Quilombo, Brasil, 1984. Direção:Cacá
Diegues. Duração:119 min.
J O G O S *
• Europa Universalis IV, 2013
para PC.
• Colonizadores de Catan, 1985
jogo de tabuleiro.
*consultar idade indicativa dos jogos.

Brasil COLONIAL - Slide completo parte I

  • 1.
  • 2.
    INTRODUÇÃO • Período quevai desde 1530 à 1822 ( quase 3 séculos de história); • Brasil e sua economia estiveram subordinados a Coroa Portuguesa; • O Pacto Colonial  Lógica do pensamento mercantilista de monopólio da metrópole; • Início da mão de obra escrava;
  • 3.
    • Dinamismo docomércio português com o Açucar produzido na madeira; • Conquista dos turcos otomanos da Constantinopla (1453) e do Egito (1517) prejudicou a econômia europeia; • No início do século XVI, 65% da renda da coroa provinha do comércio ultramarino; • Para preservar sua rede comercial, em 1532 os portugueses organizaram a primeira expedição com Martim de Afonso Souza para Colonizar o Brasil. ANTECEDENTES Martim Afonso de Sousa (Vila Viçosa, c.1490/1500 — Lisboa, 21 de julho de 1571) foi um nobre e militar português. Jaz em São Francisco de Lisboa. Como Tomé de Sousa, descendia por linha bastarda do rei Afonso III de Portugal.
  • 4.
    • Eram 14capitanias, estas eram imensos lotes de terra que iam do litoral até o limite do tratado de tordesilhas; • Os donos da terra (donatários) eram geralmente pertencentes a pequena nobreza; • Os Donatários eram responsáveis pela defesa militar, aplicação da justiça, arrecadação dos impostos, da qual recebiam parte dos impostos. AS CAPITANIAS HEREDITÁRIAS As 14 Capitanias Hereditárias.
  • 5.
    O FRACASSO DASCAPITANIAS • Outro dever dos donatários era a distriuição das terras aos colonos, através das sesmarias; • Os beneficiários das sesmarias eram obrigados a cultivar a terra ou arrendá-la, porém muitos arrendavam as terras e só cultivavam parte dela; • Foi através das sesmarias que iniciou a economia açucareira no Brasil; • Pernanbuco foi a capitania mais próspera do século XVI, concedida a Duarte Coelho, seguida pela São Vicente de Martim Afonso; • Várias capitanias não resistiram ao cerco indígena, como as do Espiríto Santo e Bahia (Francisco Coutinho foi devorado pelos tupinambás) • Ainda no século XVI, a coroa percebeu as deficiências das capitanias e reincorporou diversas ao patrimônio real; Preferi-se criar capitanias reais e em 1548 foi criado o Governo Geral no reinado de D.João III na Bahia;
  • 6.
    • O açucarfoi o grande impulsionador da colonização do Brasil; • O açucar era uma especiaria muito requisitada no mercado europeu e Portugal já tinha experiência no assunto, pois tinha plantado nas ilhas do Atlântico; • O engenho era a unidade produtiva açucareira; • O engenho: Florestas de madeira, Cana, A casa grande, senzala, moenda, caldeira e a casa de purgar; A ECONOMIA DO AÇUCAR Henry Koster(1793-1820) Engenho de açúcar, Nordeste brasileiro, 1816.
  • 7.
    • Era umasociedade dividida basicamente entre senhores de engenho e escravos; • A base de nossa colonização foi essa sociedade, bipolar, rural, agroexportadora, sem mobilidade e fundada na plantation; • A mão-de-obra escrava era há muito praticada por árabes e europeus na África. Para o caso colonial, a escravidão era vista como uma boa alternativa para a produção monocultora e latifundiária e foi introduzida no Sistema colonial Americano pelos portugueses. SOCIEDADE AÇUCAREIRA A sociedade do açucar.
  • 8.
    POR QUE NÃOSE UTILIZOU A MÃO DE OBRA INDÍGENA? • Não adaptação do indígena ao Trabalho Escravo, pois não existia de forma significativa relação escravista pré-existente no atual Brasil; • Missão Católica: uma das justificativas do expansionismo ultramarino estava ligado à expansão do catolicismo. O indígena era visto como um fiel a ser conquistado, enquanto o negro africano era muitas vezes associado aos muçulmanos, sendo visto como um infiel, justificando a escravidão negra. • Lucro gerado pelo Tráfico Negreiro: O comércio de escravos africanos traria excelentes lucros aos mercadores portugueses, ao passo que o indígena poderia ser capturado dentro da própria colônia. Do ponto de vista econômico, foi o lucro auferido pelo tráfico negreiro internacional que determinou a escravidão negra em nosso país.
  • 9.
    • Chegava-se atrabalhar 16 horas p dia, castigos fisícos e psicológicos eram comuns; • O suicídio e o assassinato de recém nascidos eram frequentes; • A forma de resistência mais comum eram a formação de quilombos de negros fugidos; • Os quilombos eram sustentados pela agricultura de subsistência; • Conforme a fundação palmares (www.palmares.gov.br) “até hoje, a fundação já emitiu 2024 certidões de autodefinição que reconhecem 2.427 comunidades quilombolas.” INÍCIO DA MÃO DE OBRA ESCRAVA Autor Desconhecido. Escravos no Brasil.
  • 10.
    ROTAS DE ENTRADASDE ESCRAVOS P AMÉRICA
  • 11.
    • Criado em1548, o novo sistema visava dar centralização ao governo; • Esforço de defesa contra os indígenas e piratas estrangeiros(franceses); • Sede na Bahia, primeiro governador foi o Tomé de Souza; outro governador foi Mem de Sá; • Primeiros Jesuítas chegam ao Brasil, iniciando o processo de evangelização dos nativos; • Em 1580, Portugal e todas as suas colônias, inclusive o Brasil, ficaram sob o domínio da Espanha, situação que perdurou até 1640. União Ibérica. O GOVERNO GERAL (1548 – 1578) Estátua de Tomé de Sousa em Salvador.
  • 12.
    • Em 1555 franceses invadiram o Brasil, na região do Rio de Janeiro. Liderados pelo almirante Nicolau Villegaignon, fundaram, na região do atual município do Rio de Janeiro, uma colônia francesa chamada de França Antártica. • 1567  Os franceses obtiveram o apoio militar dos índios tamoios, que eram inimigos dos portugueses, Mem de Sá consegue expulsar os Franceses; • Em 1612  os franceses fizeram sua segunda tentativa. Desta vez escolherem a região do Maranhão. Liderados pelo general Daniel de La Touche, os franceses invadiram e fundaram a França Equinocial. • Para proteger a região conquistada, construíram um forte, chamado de Forte de São Luís.Contudo, a falta de recurso e a campanha liderada por Jerônimo de Albuquerque derrotou os franceses em 1615. PRESENÇA FRANCESA NO BRASIL Partida de Estácio de Sá, quadro de Benedito Calixto (1853-1927) mostrando o padre Manuel da Nóbrega benzendo a esquadra que vai combater os franceses.
  • 13.
    A UNIÃO IBÉRICA(1578 – 1640) • Em 1578, o Rei Português D.Sebastião morre na batalha Alcácer-Quibir contra o Marrocos, deixa a coroa para seu tio-avó cardeal D.Henrique, que morre 2 anos depois; • Então, Felipe II, neto de D. Manuel, antigo rei português, e, por ordem de sucessão, julgava-se o legitimo futuro rei português. Felipe II tratou de unir as coroas de Portugal e Espanha sob o comando da dinastia Habsburgo, dando início à fase denominada União Ibérica; • O Brasil viu então desaparecer a linha do Tratado de Tordesilhas, inaugura-se o primeiro Tribunal de Justiça na Bahia e ocorre a divisão do território em 2 estados: Estado do Brasil e Estado do Maranhão, posteriormente chamado de Estado do Grão-Pará e Maranhão; • Com essa união, Portugal acabou herdando vários inimigos dos espanhóis, dentre eles os holandeses.
  • 14.
  • 15.
    AS INVASÕES HOLANDESAS •Antes da União Ibérica, os portugueses tinham relações amistosas com os holandeses, que compram o açucar dos portugueses e revendiam na Europa; • Porém, os Países Baixos foram, até 1581, domínio político da Espanha. Após sua independência, criou-se um clima inamistoso entre Holandeses e espanhóis; • Os holandeses criariam a Companhia das Índias Ocidentais, que foi responsável por invadir a Bahia (1624- 25), não obtendo sucesso nessa primeira invasão, depois invadiram e dominaram o Pernambuco (1630-54); • As primeiras ações dos holandeses foram violentas, incluindo o saque de igrejas, destruição das imagens de santos, afinal os holandeses eram calvinistas; • Contudo, em 1635 , após 5 anos da chegada dos holandeses, estabeleceram uma tolerãncia religiosa, ofereceram emprestímos aos senhores de engenho locais e incentivaram a economia local em função do açucar;
  • 16.
    A NOVA HOLANDABRASIL HOLANDÊS (1630 - 1654) Bandeira da Nova Holanda Invasões holandesas no Brasil.
  • 17.
    • Consolidou eexpandiu as conquistas holandesas no nordeste brasileiro; e aumento na produção açucareira; • O Recife. foi modernizado e ganhou obras culturais, como a criação do Observatório Astronômico e de uma biblioteca. • Nassau, entretanto, entrou em choque como os interesses da CIO,que considerava a sua administração muito dispendiosa e personalista. Pressionado, o governador acabou saindo do poder em 1644, retirando- se para a Holanda. GOVERNO DO CONDE MAURÍCIO NASSAU (1637 – 1644) Maurício de Nassau em Cleves (Alemanha), onde faleceu aos 75 anos;
  • 18.
    • Durante aocupação de Pernanbuco, Portugal livrou-se do domínio Espanhol, com o Rei D.João IV, dos Bragança; • A cobrança dos empréstimos o declínio no preço do açucar, bem como o fim da liberdade religiosa, foram alguns dos motivos que levou a população a se rebelar; • Assim, inicia-se a Insurreição, João Fernandes era o líder, em 1649, os pernanbucanos tem vitória decisiva contra os holandeses na Batalha dos Guararapes e em 1654 tomam o Recife; • Em 1661, Portugal e Holanda assinam um tratado de paz. INSURREIÇÃO PERNANBUCANA (1645 – 1654)
  • 19.
    • Holandeses passama produzir cana-de-açúcar em seus domínios nas Antilhas; • Concorrência com a produção luso-brasileira; • Declínio da economia açucareira do Brasil. CONSEQUÊNCIAS DA EXPULSÃO DOS HOLANDESES As Batalhas dos Guararapes, episódios decisivos na Insurreição Pernambucana, são consideradas a origem do Exército Brasileiro. Quadro de Victor Meirelles (1879).
  • 20.
    • Kilombo, dalíngua banto falada em Angola, significa acampamento ou fortaleza; • Comunidades de Negros fugidos da escravidão no Brasil • Localizado na serra da Barriga, atual Alagoas, Palmares foi o quilombo responsável pela maior rebelião de escravos do Brasil; • Chegou a ter 20 mil quilombolas, viviam da caça, coleta e agricultura de milho e feijão; • Após seguidas repressões, em 1695, o quilombo foi invadido por Domingos Jorge e Zumbi foi degolado e sua cabeça enviada para Recife como troféu. RESISTÊNCIA QUILOMBOLA Pintura de Zumbi por Antônio Parreiras.
  • 21.
    • Simultaneamente aocupação holandesa e o domínio das principais rotas de escravo, iniciou- se o processo de expansão; • Os pioneiros foram os bandeirantes, com 2 tipos de expedição: Entradas (patrocinadas pelo governo) e as Bandeiras (organizadas pelos particulares, principalmente Paulistas); A EXPANSÃO TERRITORIAL Representação fictícia de Domingos Jorge Velho, um bandeirante paulista. Pintura de 1903.
  • 22.
    AS BANDEIRAS EFATORES DA EXPANSÃO Tipos de bandeiras: • Monções Bandeiras de comércio, utilizando bastante a via fluvial; • Apresadoras  Bandeiras de captura aos índios. Agiam, sobretudo, contra as reduções jesuíticas; • Sertanismo de Contrato  Contratados para enfrentar tribos hostis ou negros fugitivos (quilombos); • Prospectoras  Visavam achar metais preciosos (ouro, prata, etc.) no interior brasileiro. Fatores da Expansão do Brasil • Região Amazônica  Missões Jesuíticas e “Drogas do Sertão”  cacau, canela, castanha, cravo e pimenta; • Pecuária  Nordeste e Sul; • Oeste  Bandeiras, comércio e economia mineradora.
  • 23.
    INDICAÇÕES E REFERÊNCIAS LI V R O S F I L M E S • CAMPOS, Raymundo. O Brasil quinhentista de Jean de Léry. São Paulo: Atual, 1998. • FEIST, Hildegard. Pequena história do Brasil holandês. São Paulo: Moderna, 1998. • FÁTIMA GOUVEIA, Maria. O Brasil Colonial (Vol. I e II). São Paulo, 2014; • Palavra e utopia, Portugal, 2000. Direção: Oswaldo de Oliveira. Duração: 156 min • Quilombo, Brasil, 1984. Direção:Cacá Diegues. Duração:119 min. J O G O S * • Europa Universalis IV, 2013 para PC. • Colonizadores de Catan, 1985 jogo de tabuleiro. *consultar idade indicativa dos jogos.