RECONSTRUÇÃO DAS PÁLPEBRAS
Belo Horizonte. MG
Dr. Eduardo J.C. Soares
Setor de Plástica Ocular
Fundado em 1966
UFMG
2017
Hospital São Geraldo
Von J. F. Dieffenbach
Pai da Cirurgia Plástica
1829
JC Mustardé EJC Soares1971
Reconstrução Palpebral - Homenagem
1965
Recuperação EstéticaRecuperação Estética
SimetriaSimetria
EstabilidadeEstabilidade
Cicatrizes inaparentesCicatrizes inaparentes
Recuperação FuncionalRecuperação Funcional
Mobilidade normalMobilidade normal
Oclusão completaOclusão completa
LubrificaçãoLubrificação
Objetivos :Objetivos :
Reconstrução palpebralReconstrução palpebral
Fundamentos :Fundamentos :
Reconstrução palpebralReconstrução palpebral
1- Revestimento interno : mucosa
( enxerto do septo nasal ).
2- Revestimento externo : pele
( retalho rotatório temporal ).
Tipo ITipo I Tipo IITipo II Tipo IIITipo III
Reconstrução palpebralReconstrução palpebral
Desvantagens :Desvantagens :
Excisão de tecido sadio.
Reconstrução palpebralReconstrução palpebral
Intercorrêcia : impossibilidade de obtenção do enxerto condro-mucoso
1975
Desvantagens :Desvantagens :
Necessidade de enxerto do septo nasal
Reconstrução palpebralReconstrução palpebral
Planejamento :
Reconstrução Topográfica :
Quatro folhetos.
Revestimento PosteriorRevestimento Posterior
Retalho deRetalho de traçãotração
TécnicaTécnica
Conjuntiva :Conjuntiva :
Reconstrução Topográfica das Pálpebras
Tarso :Tarso :
Cartilagem auricularCartilagem auricular
TécnicaTécnica
Reconstrução Topográfica das Pálpebras
Plano tarsalPlano tarsal
Enxerto deEnxerto de
Plano muscularPlano muscular
Músculo :Músculo :
Retalho doRetalho do
orbicular pré-septalorbicular pré-septal
TécnicaTécnica
Reconstrução Topográfica das Pálpebras
Revestimento AnteriorRevestimento Anterior
Pele :Pele :
Enxerto de peleEnxerto de pele
TécnicaTécnica
Reconstrução Topográfica das Pálpebras
Reconstrução Topográfica das Pálpebras
Recuperação Estética e Funcional
Reconstrução Topográfica das Pálpebras
Reconstrução Topográfica das Pálpebras
Reconstrução Topográfica das Pálpebras
Pálpebras + Canto lateralPálpebras + Canto lateral
Lamela AnteriorLamela Anterior
Músculo e Pele :Músculo e Pele : Retalho miocutâneo bipediculadoRetalho miocutâneo bipediculado
Reconstrução Topográfica das Pálpebras
Reconstrução Topográfica das Pálpebras
Pálpebras + CantoPálpebras + Canto laterallateral
Lamela AnteriorLamela Anterior
Músculo e Pele :Músculo e Pele : Retalho miocutâneo bipediculadoRetalho miocutâneo bipediculado
Lamela PosteriorLamela Posterior
Tarso e conjuntiva :Tarso e conjuntiva :
Cartilagem auricularCartilagem auricular
com pericôndriocom pericôndrio
( 1997 )
Reconstrução Topográfica das Pálpebras
Lamela PosteriorLamela Posterior
Tarso e conjuntiva :Tarso e conjuntiva :
Cartilagem auricularCartilagem auricular
com pericôndriocom pericôndrio
Reconstrução Topográfica das Pálpebras
Pálpebras + Canto lateralPálpebras + Canto lateral
Lamela PosteriorLamela Posterior
Tarso e conjuntiva :Tarso e conjuntiva :
Cartilagem auricularCartilagem auricular
com pericôndriocom pericôndrio
Reconstrução Topográfica das Pálpebras
Pálpebras + Canto lateralPálpebras + Canto lateral
Reconstrução das Pálpebras
FixaçãoFixação
Pálpebras + Canto lateralPálpebras + Canto lateral
Canto lateralCanto lateral
Reconstrução das Pálpebras
Retalho rotatórioRetalho rotatório
Estudo retrospectivoEstudo retrospectivo 129 pacientes129 pacientes
1975 - 20001975 - 2000
(139 prontuários descartados)(139 prontuários descartados)
Reconstrução Topográfica das Pálpebras
Feminino
Masculino
Pálpebra superior
Pálpebra inferior
conjuntivaconjuntiva
tarsotarso
músculomúsculo
pelepele
Exames histopatológicos
Resultados Total
Carcinoma Basocelular 51,1%
Adenocarcinoma de Gl. de Meibomius 9,3%
Carcinoma Espinocelular 6,9%
Neo mista ( Baso + Espinocelular ) 4,6%
Necrose palpebral iatrogênica por
injeção de formol 1,3%
Coloboma marginal 4,6%
Traumas 22,2%
Reconstrução Topográfica das Pálpebras
Bons resultados 66.4%Bons resultados 66.4%
CritériosCritérios
Cura definitivaCura definitiva
Reabilitação estética e funcionalReabilitação estética e funcional
Reconstrução Topográfica das Pálpebras
Resultados satisfatórios 23.2%Resultados satisfatórios 23.2%
CritériosCritérios
Cura definitivaCura definitiva
Discretas deformidades residuaisDiscretas deformidades residuais
Reconstrução Topográfica das Pálpebras
CritériosCritérios
RecidivaRecidiva
Deformidades grosseirasDeformidades grosseiras
Reconstrução Topográfica das Pálpebras
Maus resultados 10.4%Maus resultados 10.4%
Complicações 14
Recidiva do tumor 6
Exp. e retirada do
enxerto 4
Lesões corneanas 2
Infecções 2
ConclusõesConclusões
Reconstrução anatômica e funcionalReconstrução anatômica e funcional
Estabilidade definitivaEstabilidade definitiva
Útil para ambas as pálpebrasÚtil para ambas as pálpebras
A cartilagem auricular comA cartilagem auricular com
pericôndriopericôndrio
pode substituir o septo nasal ou opode substituir o septo nasal ou o
palatopalato
Reconstrução Topográfica das Pálpebras
SITE : WWW.EDUARDOJCSOARES.COM.BR
Admiro o poder das redes sociais
e como a internet facilita
a difusão do conhecimento.
LEGENDAS - Reconstrução Topográfica das Pálpebras
Slide 01 – A apresentação desse tema deve relembrar J.F. Dieffenbach, considerado o pai da
cirurgia plástica geral, e suas importantes contribuições para a reconstrução da pálpebra inferior
publicadas em 1829.
Slide 02 – O capítulo da “Reconstrução palpebral” deve a John Clark Mustardé as lições da sua
grande experiência publicadas em seu livro editado em 1965, nos capítulos referentes ãs
reparações das perdas de espessura total das pálpebras. Sistematizou seus procedimentos,
estabelecendo fundamentos e princípios técnicos básicos para planejar e restaurar qualquer tipo de
lesão palpebral.
Slide 03 – A cirurgia de reconstrução da pálpebra tem o duplo objetivo de restaurar a sua
integridade física e a sua saúde funcional. Anatomicamente o resultado deve mostrar a
similaridade com a pálpebra normal (simetria), a margem estável e cicatrizes inaparentes.
Funcionalmente o procedimento visa a restauração dos movimentos, a oclusão palpebral completa
e a recuperação da sua função hidrodinâmica.
Slide 4 – Entre os fundamentos básicos para qualquer técnica reconstrutora, ressalta a necessidade
da pálpebra ser reconstruida com pelo menos dois folhetos : o posterior mucoso e o anterior
dérmico. Um desses folhetos tem de ser vascularizado, portanto um retalho, podendo o outro ser
um enxerto. Mustardé usa um enxerto condro-mucoso retirado do septo nasal para constituir o
folheto posterior e um retalho de pele com tecido subcutâneo para cobrir o enxerto, refazendo o
folheto anterior. Há quem prefira retirar o enxerto condro-mucosos do pálato.
LEGENDAS - Reconstrução Topográfica das Pálpebras
Slide 05 –O autor dessa palestra considera um inconveniente, nos casos de perdas de tecido
marginais extensas (50% ou mais), a necessidade de retirar muito tecido sadio, em forma de
triângulo, para permitir o fechamento adequado do retalho rotatório.
Slide 06 – Assim como também acha a retirada do enxerto condro-mucoso do septo nasal ou do
pálato uma técnica mais avançada e de mais difícil aprendizado para o cirurgião recém
especializado em plástica ocular. Esse paciente, com lesão marginal extensa, operado em 1975 no
nosso serviço, ilustra o problema : não foi possível retirar o enxerto do septo nasal devido a um
intenso sangramento. Optamos então por usar um retalho de conjuntiva do fórnice superior,
tracionado para refazer a face posterior da pálpebra inferior, sendo então recoberto pelo retalho
rotatório de pele e subcutâneo. Apesar da falta da cartilagem, o resultado final foi bastante
satisfatório.
Slide 07 – Essa experiência nos levou então a planejar e desenvolver uma técnica opcional para
esses casos de perdas marginais de espessura total, com extensão igual ou superior a 50% do seu
comprimento. Evoluimos para o que chamamos de "Reconstrução Topográfica” ou seja,
restauração dos quatro folhetos anatômicos palpebrais :
mucosa, cartilagem, músculo e pele.
Slide 08 - O plano mucoso é refeito com um retalho de tração da conjuntiva que recobre a face
posterior da pálpebra oposta. A conjuntiva é dissecada do plano subjcente desde a borda superior
do tarso até ao fórnice, tendo a largura da lesão. Devido à sua elasticidade, a conjuntiva é
facilmente tracionada e suturada à conjuntiva remanescente com pontos separados de vicryl 6.0. É
importante ressaltar que não há nenhum comprometimento do tarso da pálpebra doadora,
mantendo-se a sua integridade.
LEGENDAS - Reconstrução Topográfica das Pálpebras
Slide 09 – Sobre o retalho da conjuntiva ricamente vascularisado, coloca-se um enxerto de
cartilagem auricular com a curvatura e dimensões adequadas para refazer a margem. As
extremidades do enxerto e do tarso remanescente são unidas com vicryl 6.0.
Slide 10 – O enxerto de cartilagem é a seguir recoberto com um retalho do orbicular pré-septal, uni
ou bipediculado. A confecção do feixe muscular vascularisado por seu (s) pedículo (s) tem a
intenção de nutrir a face anterior da cartilagem e substituir o músculo prétarsal dando estabilidade
à margem. Vai servir também de leito nutridor do enxerto de pele.
Slide 11 – Finalizando o procedimento, um enxerto de pele pré ou retro auricular é suturado sobre
o plano muscular, com seda 6.0, segundo a técnica clássica “tie-over”.
Após 3 a 4 semanas a conjuntiva deve ser seccionada rés à margem da pálpebra doadora. Em
alguns poucos casos há necessidade de fazer um pequeno retoque para cobrir a margem com a aba
de conjuntiva excedente.
LEGENDAS - Reconstrução Topográfica das Pálpebras
Slide 12 – As ilustrações mostram a recuperação estética e funcional da pálpebra reconstruida com
todos os planos topográficos. Nota-se também que a pálpebra doadora apresenta o tarso íntegro e a
face interna com seu recobrimento conjuntival normal.
Slide 13 – A mesma técnica pode ser empregada para a reconstrução da pálpebra superior. Nota-se
que os ¾ mediais foram ressecados até o fórnice. A conjuntiva da face interna da pálpebra inferior
foi dissecada e tracionada para ser suturada à conjuntiva remanescente. O tarso foi substituido por
um enxerto de cartilagem mais alto e o músculo prétarsal foi criado por um retalho do orbicular
préseptal inferior monopediculado no canto medial.
Slide 14 – As fotos mostram em cima o enxerto de pele e o aspecto pós-operatório imediato após a
retirada do “tie-over" e das suturas. Embaixo ilustram o pós-operatório tardio com a retauração
estética e funcional da pálpebra proporcionada por esse procedimento.
Slide 15 – Os colobomas congênitos ou as perdas de espessura total causadas por traumas são
também indicações para o uso da reconstrução topográfica. Esse caso mostra o uso a confecção do
retalho do orbicular prétarsal bipediculado, indicado principalmente nos casos que atingem
maiores extensões da margem palpebral, porque tem maior vascularização.
Slide 16 – Esse paciente foi submetido à ressecção de toda a região pré tarsal da pálpebra inferior,
do canto lateral e do 1/3 lateral da pálpebra superior. Na foto central nota-se o enxerto de
cartilagem colocado sobre a conjuntiva tracionada da pálpebra superior e fixado no periósteo
medial e lateral. A camada muscular e a de pele foram substituidas conjuntamente por um retalho
miocutâneo bipediculado, retirado da área préseptal da pálpebra superior.
LEGENDAS - Reconstrução Topográfica das Pálpebras
Slide 17 – Aspecto pós-operatório tardio mostrando a margem estável em posicão normal, com
perfeita recuperação dos fórnices. O canto lateral apresenta-se ligeiramente medializado.
Slide 18 – Outra opção para reconstruir a lamela posterior da pálpebra consiste em retirar a
cartilagem auricular juntamente com o pericôndrio na sua face côncava. Coloca-se o enxerto com a
membrana pericondrial em contato com a superfície ocular pois ela rapidamente mimetiza a
mucosa conjuntival. Esse tipo de enxerto é utilizado em perdas localizadas da traquéia desde 1997.
Slide 19 – As fotos mostram o aspecto pós-operatório imediato da reconstrução topográfica de
mais da metade da pálpebra inferior, acrescida do canto lateral, na qual foi usado um enxerto de
cartilagem com pericôndrio para substituir a lamela posterior. Um retalho músculo-cutâneo
confeccionado na área préseptal da pálpebra superior foi usado para recobrir e nutrir o enxerto.
Verifica-se que a face posterior da pálpebra e da margem é lisa e não agressiva à superfície ocular.
Slide 20 – Aspecto pós-operatório tardio do caso apresentado no diapositivo anterior.
LEGENDAS - Reconstrução Topográfica das Pálpebras
Slide 21 – Nas reconstruções que envolvem o canto lateral é muito importante fixar o ângulo de
união das pálpebras exatamente no lugar escolhido pela natureza, ou seja, por dentro da reborda
orbitária, na área do tubérculo de Whitnall. Para conseguir esse objetivo, fazemos dois furos
ósseos na reborda orbitária por onde os fios de fixação do ângulo sejam introduzidos de dentro
para fora, Isso se consegue fácil e rapidamente com o auxílio do entubador com um orifício na
extremidade. A figura central mostra o fio introduzido no orifício do passador (ver a aula sobre o
“Passador” para entubação lacrimal). Após serem exteriorizados, tracionados e enodados, os fios
posicionam o canto e as margens perfeitamente em contato com a superfície ocular. Além disso a
fixação é segura e definitiva, sem risco de deiscência.
Slide 22 – Esse caso mostra o valor da técnica de reconstrucão de Mustardé, indicada quando a
perda de tecido ultrapassa a área palpebral, acomete maiores extensões e atinge a margem
orbitária. As fotos evidenciam a presença de um tumor basocelular situado na metade lateral da
margem e no canto lateral, com comprometimento profundo, infiltrando a reborda orbitária
lateral e tecido intra-orbitário anterior. Apresentamos esse paciente para afirmar que a
reconstrução topográfica tem limitações e indicações precisas, não devendo ser realizada em
casos semelhantes, onde as técnicas de Mustardé tem maior chance de sucesso.
LEGENDAS - Reconstrução Topográfica das Pálpebras
Slide 23 – Realizamos a técnica de “Reconstrução topográfica das pálbebras" desde 1975. Em
2000 fizemos um estudo retrospectivo de 129 pacientes, tendo descartado 139 prontuários por falta
de informações pós-operatórias.
Slide 24 – As lesões tumorais constituiram o grupo mais numeroso de indicações, com predomínio
dos basocelulares.
Slide 25 – A análise dos resultados mostrou 66,4% de satisfação, considerando como critérios a
cura definitiva e a reabilitação estética-funcional completa.
Slide 26 – A presença de deformidades residuais exigindo retoques ou reoperações foi o critério
adotado para classificar os casos com resultados satisfatórios ( 23,4% ).
Slide 27 – As complicações observadas no quadro totalizaram 10,4% dos casos, caracterizando os
maus resultados.
Slide 28 – Continuamos a realizar esse procedimento nos casos em que os limites da perda de
espessura total está localizada e limitada estritamente à área palpebral, até o fundo de saco. Pelos
motivos apresentados nesse quadro, consideramos essa técnica como alternativa válida à tecnica de
Mustardé, a qual indicamos nos casos de recidiva ou de lesões mais extensas.
Slide 29 - Essa palestra encontra-se disponivel no meu site. Fique à vontade para acessar meus
trabalhos. Eduardo J C Soares

Reconstução palpebral com legendas

  • 1.
    RECONSTRUÇÃO DAS PÁLPEBRAS BeloHorizonte. MG Dr. Eduardo J.C. Soares Setor de Plástica Ocular Fundado em 1966 UFMG 2017 Hospital São Geraldo Von J. F. Dieffenbach Pai da Cirurgia Plástica 1829
  • 2.
    JC Mustardé EJCSoares1971 Reconstrução Palpebral - Homenagem 1965
  • 3.
    Recuperação EstéticaRecuperação Estética SimetriaSimetria EstabilidadeEstabilidade CicatrizesinaparentesCicatrizes inaparentes Recuperação FuncionalRecuperação Funcional Mobilidade normalMobilidade normal Oclusão completaOclusão completa LubrificaçãoLubrificação Objetivos :Objetivos : Reconstrução palpebralReconstrução palpebral
  • 4.
    Fundamentos :Fundamentos : ReconstruçãopalpebralReconstrução palpebral 1- Revestimento interno : mucosa ( enxerto do septo nasal ). 2- Revestimento externo : pele ( retalho rotatório temporal ). Tipo ITipo I Tipo IITipo II Tipo IIITipo III
  • 5.
    Reconstrução palpebralReconstrução palpebral Desvantagens:Desvantagens : Excisão de tecido sadio.
  • 6.
    Reconstrução palpebralReconstrução palpebral Intercorrêcia: impossibilidade de obtenção do enxerto condro-mucoso 1975 Desvantagens :Desvantagens : Necessidade de enxerto do septo nasal
  • 7.
    Reconstrução palpebralReconstrução palpebral Planejamento: Reconstrução Topográfica : Quatro folhetos.
  • 8.
    Revestimento PosteriorRevestimento Posterior RetalhodeRetalho de traçãotração TécnicaTécnica Conjuntiva :Conjuntiva : Reconstrução Topográfica das Pálpebras
  • 9.
    Tarso :Tarso : CartilagemauricularCartilagem auricular TécnicaTécnica Reconstrução Topográfica das Pálpebras Plano tarsalPlano tarsal Enxerto deEnxerto de
  • 10.
    Plano muscularPlano muscular Músculo:Músculo : Retalho doRetalho do orbicular pré-septalorbicular pré-septal TécnicaTécnica Reconstrução Topográfica das Pálpebras
  • 11.
    Revestimento AnteriorRevestimento Anterior Pele:Pele : Enxerto de peleEnxerto de pele TécnicaTécnica Reconstrução Topográfica das Pálpebras
  • 12.
    Reconstrução Topográfica dasPálpebras Recuperação Estética e Funcional
  • 13.
  • 14.
  • 15.
  • 16.
    Pálpebras + CantolateralPálpebras + Canto lateral Lamela AnteriorLamela Anterior Músculo e Pele :Músculo e Pele : Retalho miocutâneo bipediculadoRetalho miocutâneo bipediculado Reconstrução Topográfica das Pálpebras
  • 17.
    Reconstrução Topográfica dasPálpebras Pálpebras + CantoPálpebras + Canto laterallateral Lamela AnteriorLamela Anterior Músculo e Pele :Músculo e Pele : Retalho miocutâneo bipediculadoRetalho miocutâneo bipediculado
  • 18.
    Lamela PosteriorLamela Posterior Tarsoe conjuntiva :Tarso e conjuntiva : Cartilagem auricularCartilagem auricular com pericôndriocom pericôndrio ( 1997 ) Reconstrução Topográfica das Pálpebras
  • 19.
    Lamela PosteriorLamela Posterior Tarsoe conjuntiva :Tarso e conjuntiva : Cartilagem auricularCartilagem auricular com pericôndriocom pericôndrio Reconstrução Topográfica das Pálpebras Pálpebras + Canto lateralPálpebras + Canto lateral
  • 20.
    Lamela PosteriorLamela Posterior Tarsoe conjuntiva :Tarso e conjuntiva : Cartilagem auricularCartilagem auricular com pericôndriocom pericôndrio Reconstrução Topográfica das Pálpebras Pálpebras + Canto lateralPálpebras + Canto lateral
  • 21.
    Reconstrução das Pálpebras FixaçãoFixação Pálpebras+ Canto lateralPálpebras + Canto lateral
  • 22.
    Canto lateralCanto lateral Reconstruçãodas Pálpebras Retalho rotatórioRetalho rotatório
  • 23.
    Estudo retrospectivoEstudo retrospectivo129 pacientes129 pacientes 1975 - 20001975 - 2000 (139 prontuários descartados)(139 prontuários descartados) Reconstrução Topográfica das Pálpebras Feminino Masculino Pálpebra superior Pálpebra inferior conjuntivaconjuntiva tarsotarso músculomúsculo pelepele
  • 24.
    Exames histopatológicos Resultados Total CarcinomaBasocelular 51,1% Adenocarcinoma de Gl. de Meibomius 9,3% Carcinoma Espinocelular 6,9% Neo mista ( Baso + Espinocelular ) 4,6% Necrose palpebral iatrogênica por injeção de formol 1,3% Coloboma marginal 4,6% Traumas 22,2% Reconstrução Topográfica das Pálpebras
  • 25.
    Bons resultados 66.4%Bonsresultados 66.4% CritériosCritérios Cura definitivaCura definitiva Reabilitação estética e funcionalReabilitação estética e funcional Reconstrução Topográfica das Pálpebras
  • 26.
    Resultados satisfatórios 23.2%Resultadossatisfatórios 23.2% CritériosCritérios Cura definitivaCura definitiva Discretas deformidades residuaisDiscretas deformidades residuais Reconstrução Topográfica das Pálpebras
  • 27.
    CritériosCritérios RecidivaRecidiva Deformidades grosseirasDeformidades grosseiras ReconstruçãoTopográfica das Pálpebras Maus resultados 10.4%Maus resultados 10.4% Complicações 14 Recidiva do tumor 6 Exp. e retirada do enxerto 4 Lesões corneanas 2 Infecções 2
  • 28.
    ConclusõesConclusões Reconstrução anatômica efuncionalReconstrução anatômica e funcional Estabilidade definitivaEstabilidade definitiva Útil para ambas as pálpebrasÚtil para ambas as pálpebras A cartilagem auricular comA cartilagem auricular com pericôndriopericôndrio pode substituir o septo nasal ou opode substituir o septo nasal ou o palatopalato Reconstrução Topográfica das Pálpebras
  • 29.
    SITE : WWW.EDUARDOJCSOARES.COM.BR Admiroo poder das redes sociais e como a internet facilita a difusão do conhecimento.
  • 30.
    LEGENDAS - ReconstruçãoTopográfica das Pálpebras Slide 01 – A apresentação desse tema deve relembrar J.F. Dieffenbach, considerado o pai da cirurgia plástica geral, e suas importantes contribuições para a reconstrução da pálpebra inferior publicadas em 1829. Slide 02 – O capítulo da “Reconstrução palpebral” deve a John Clark Mustardé as lições da sua grande experiência publicadas em seu livro editado em 1965, nos capítulos referentes ãs reparações das perdas de espessura total das pálpebras. Sistematizou seus procedimentos, estabelecendo fundamentos e princípios técnicos básicos para planejar e restaurar qualquer tipo de lesão palpebral. Slide 03 – A cirurgia de reconstrução da pálpebra tem o duplo objetivo de restaurar a sua integridade física e a sua saúde funcional. Anatomicamente o resultado deve mostrar a similaridade com a pálpebra normal (simetria), a margem estável e cicatrizes inaparentes. Funcionalmente o procedimento visa a restauração dos movimentos, a oclusão palpebral completa e a recuperação da sua função hidrodinâmica. Slide 4 – Entre os fundamentos básicos para qualquer técnica reconstrutora, ressalta a necessidade da pálpebra ser reconstruida com pelo menos dois folhetos : o posterior mucoso e o anterior dérmico. Um desses folhetos tem de ser vascularizado, portanto um retalho, podendo o outro ser um enxerto. Mustardé usa um enxerto condro-mucoso retirado do septo nasal para constituir o folheto posterior e um retalho de pele com tecido subcutâneo para cobrir o enxerto, refazendo o folheto anterior. Há quem prefira retirar o enxerto condro-mucosos do pálato.
  • 31.
    LEGENDAS - ReconstruçãoTopográfica das Pálpebras Slide 05 –O autor dessa palestra considera um inconveniente, nos casos de perdas de tecido marginais extensas (50% ou mais), a necessidade de retirar muito tecido sadio, em forma de triângulo, para permitir o fechamento adequado do retalho rotatório. Slide 06 – Assim como também acha a retirada do enxerto condro-mucoso do septo nasal ou do pálato uma técnica mais avançada e de mais difícil aprendizado para o cirurgião recém especializado em plástica ocular. Esse paciente, com lesão marginal extensa, operado em 1975 no nosso serviço, ilustra o problema : não foi possível retirar o enxerto do septo nasal devido a um intenso sangramento. Optamos então por usar um retalho de conjuntiva do fórnice superior, tracionado para refazer a face posterior da pálpebra inferior, sendo então recoberto pelo retalho rotatório de pele e subcutâneo. Apesar da falta da cartilagem, o resultado final foi bastante satisfatório. Slide 07 – Essa experiência nos levou então a planejar e desenvolver uma técnica opcional para esses casos de perdas marginais de espessura total, com extensão igual ou superior a 50% do seu comprimento. Evoluimos para o que chamamos de "Reconstrução Topográfica” ou seja, restauração dos quatro folhetos anatômicos palpebrais : mucosa, cartilagem, músculo e pele.
  • 32.
    Slide 08 -O plano mucoso é refeito com um retalho de tração da conjuntiva que recobre a face posterior da pálpebra oposta. A conjuntiva é dissecada do plano subjcente desde a borda superior do tarso até ao fórnice, tendo a largura da lesão. Devido à sua elasticidade, a conjuntiva é facilmente tracionada e suturada à conjuntiva remanescente com pontos separados de vicryl 6.0. É importante ressaltar que não há nenhum comprometimento do tarso da pálpebra doadora, mantendo-se a sua integridade. LEGENDAS - Reconstrução Topográfica das Pálpebras Slide 09 – Sobre o retalho da conjuntiva ricamente vascularisado, coloca-se um enxerto de cartilagem auricular com a curvatura e dimensões adequadas para refazer a margem. As extremidades do enxerto e do tarso remanescente são unidas com vicryl 6.0. Slide 10 – O enxerto de cartilagem é a seguir recoberto com um retalho do orbicular pré-septal, uni ou bipediculado. A confecção do feixe muscular vascularisado por seu (s) pedículo (s) tem a intenção de nutrir a face anterior da cartilagem e substituir o músculo prétarsal dando estabilidade à margem. Vai servir também de leito nutridor do enxerto de pele. Slide 11 – Finalizando o procedimento, um enxerto de pele pré ou retro auricular é suturado sobre o plano muscular, com seda 6.0, segundo a técnica clássica “tie-over”. Após 3 a 4 semanas a conjuntiva deve ser seccionada rés à margem da pálpebra doadora. Em alguns poucos casos há necessidade de fazer um pequeno retoque para cobrir a margem com a aba de conjuntiva excedente.
  • 33.
    LEGENDAS - ReconstruçãoTopográfica das Pálpebras Slide 12 – As ilustrações mostram a recuperação estética e funcional da pálpebra reconstruida com todos os planos topográficos. Nota-se também que a pálpebra doadora apresenta o tarso íntegro e a face interna com seu recobrimento conjuntival normal. Slide 13 – A mesma técnica pode ser empregada para a reconstrução da pálpebra superior. Nota-se que os ¾ mediais foram ressecados até o fórnice. A conjuntiva da face interna da pálpebra inferior foi dissecada e tracionada para ser suturada à conjuntiva remanescente. O tarso foi substituido por um enxerto de cartilagem mais alto e o músculo prétarsal foi criado por um retalho do orbicular préseptal inferior monopediculado no canto medial. Slide 14 – As fotos mostram em cima o enxerto de pele e o aspecto pós-operatório imediato após a retirada do “tie-over" e das suturas. Embaixo ilustram o pós-operatório tardio com a retauração estética e funcional da pálpebra proporcionada por esse procedimento. Slide 15 – Os colobomas congênitos ou as perdas de espessura total causadas por traumas são também indicações para o uso da reconstrução topográfica. Esse caso mostra o uso a confecção do retalho do orbicular prétarsal bipediculado, indicado principalmente nos casos que atingem maiores extensões da margem palpebral, porque tem maior vascularização.
  • 34.
    Slide 16 –Esse paciente foi submetido à ressecção de toda a região pré tarsal da pálpebra inferior, do canto lateral e do 1/3 lateral da pálpebra superior. Na foto central nota-se o enxerto de cartilagem colocado sobre a conjuntiva tracionada da pálpebra superior e fixado no periósteo medial e lateral. A camada muscular e a de pele foram substituidas conjuntamente por um retalho miocutâneo bipediculado, retirado da área préseptal da pálpebra superior. LEGENDAS - Reconstrução Topográfica das Pálpebras Slide 17 – Aspecto pós-operatório tardio mostrando a margem estável em posicão normal, com perfeita recuperação dos fórnices. O canto lateral apresenta-se ligeiramente medializado. Slide 18 – Outra opção para reconstruir a lamela posterior da pálpebra consiste em retirar a cartilagem auricular juntamente com o pericôndrio na sua face côncava. Coloca-se o enxerto com a membrana pericondrial em contato com a superfície ocular pois ela rapidamente mimetiza a mucosa conjuntival. Esse tipo de enxerto é utilizado em perdas localizadas da traquéia desde 1997. Slide 19 – As fotos mostram o aspecto pós-operatório imediato da reconstrução topográfica de mais da metade da pálpebra inferior, acrescida do canto lateral, na qual foi usado um enxerto de cartilagem com pericôndrio para substituir a lamela posterior. Um retalho músculo-cutâneo confeccionado na área préseptal da pálpebra superior foi usado para recobrir e nutrir o enxerto. Verifica-se que a face posterior da pálpebra e da margem é lisa e não agressiva à superfície ocular.
  • 35.
    Slide 20 –Aspecto pós-operatório tardio do caso apresentado no diapositivo anterior. LEGENDAS - Reconstrução Topográfica das Pálpebras Slide 21 – Nas reconstruções que envolvem o canto lateral é muito importante fixar o ângulo de união das pálpebras exatamente no lugar escolhido pela natureza, ou seja, por dentro da reborda orbitária, na área do tubérculo de Whitnall. Para conseguir esse objetivo, fazemos dois furos ósseos na reborda orbitária por onde os fios de fixação do ângulo sejam introduzidos de dentro para fora, Isso se consegue fácil e rapidamente com o auxílio do entubador com um orifício na extremidade. A figura central mostra o fio introduzido no orifício do passador (ver a aula sobre o “Passador” para entubação lacrimal). Após serem exteriorizados, tracionados e enodados, os fios posicionam o canto e as margens perfeitamente em contato com a superfície ocular. Além disso a fixação é segura e definitiva, sem risco de deiscência. Slide 22 – Esse caso mostra o valor da técnica de reconstrucão de Mustardé, indicada quando a perda de tecido ultrapassa a área palpebral, acomete maiores extensões e atinge a margem orbitária. As fotos evidenciam a presença de um tumor basocelular situado na metade lateral da margem e no canto lateral, com comprometimento profundo, infiltrando a reborda orbitária lateral e tecido intra-orbitário anterior. Apresentamos esse paciente para afirmar que a reconstrução topográfica tem limitações e indicações precisas, não devendo ser realizada em casos semelhantes, onde as técnicas de Mustardé tem maior chance de sucesso.
  • 36.
    LEGENDAS - ReconstruçãoTopográfica das Pálpebras Slide 23 – Realizamos a técnica de “Reconstrução topográfica das pálbebras" desde 1975. Em 2000 fizemos um estudo retrospectivo de 129 pacientes, tendo descartado 139 prontuários por falta de informações pós-operatórias. Slide 24 – As lesões tumorais constituiram o grupo mais numeroso de indicações, com predomínio dos basocelulares. Slide 25 – A análise dos resultados mostrou 66,4% de satisfação, considerando como critérios a cura definitiva e a reabilitação estética-funcional completa. Slide 26 – A presença de deformidades residuais exigindo retoques ou reoperações foi o critério adotado para classificar os casos com resultados satisfatórios ( 23,4% ). Slide 27 – As complicações observadas no quadro totalizaram 10,4% dos casos, caracterizando os maus resultados. Slide 28 – Continuamos a realizar esse procedimento nos casos em que os limites da perda de espessura total está localizada e limitada estritamente à área palpebral, até o fundo de saco. Pelos motivos apresentados nesse quadro, consideramos essa técnica como alternativa válida à tecnica de Mustardé, a qual indicamos nos casos de recidiva ou de lesões mais extensas. Slide 29 - Essa palestra encontra-se disponivel no meu site. Fique à vontade para acessar meus trabalhos. Eduardo J C Soares

Notas do Editor

  • #2 Slide 01 – A apresentação desse tema deve relembrar J.F. Dieffenbach, considerado o pai da cirurgia plástica geral, e suas importantes contribuições para a reconstrução da pálpebra inferior publicadas em 1829.
  • #3 Slide 02 – O capítulo da “Reconstrução palpebral” deve a John Clark Mustardé as lições da sua grande experiência publicadas em seu livro editado em 1965, nos capítulos referentes ãs reparações das perdas de espessura total das pálpebras. Sistematizou seus procedimentos, estabelecendo fundamentos e princípios técnicos básicos para planejar e restaurar qualquer tipo de lesão palpebral.
  • #4 Slide 03 – A cirurgia de reconstrução da pálpebra tem o duplo objetivo de restaurar a sua integridade física e a sua saúde funcional. Anatomicamente o resultado deve mostrar a similaridade com a pálpebra normal (simetria), a margem estável e cicatrizes inaparentes. Funcionalmente o procedimento visa a restauração dos movimentos, a oclusão palpebral completa e a recuperação da sua função hidrodinâmica.
  • #5 Slide 4 – Entre os fundamentos básicos para qualquer técnica reconstrutora, ressalta a necessidade da pálpebra ser reconstruida com pelo menos dois folhetos : o posterior mucoso e o anterior dérmico. Um desses folhetos tem de ser vascularizado, portanto um retalho, podendo o outro ser um enxerto. Mustardé usa um enxerto condro-mucoso retirado do septo nasal para constituir o folheto posterior e um retalho de pele com tecido subcutâneo para cobrir o enxerto, refazendo o folheto anterior. Há quem prefira retirar o enxerto condro-mucosos do pálato.
  • #6 Slide 05 –O autor dessa palestra considera um inconveniente, nos casos de perdas de tecido marginais extensas (50% ou mais), a necessidade de retirar muito tecido sadio, em forma de triângulo, para permitir o fechamento adequado do retalho rotatório.
  • #7 Slide 06 – Assim como também acha a retirada do enxerto condro-mucoso do septo nasal ou do pálato uma técnica mais avançada e de mais difícil aprendizado para o cirurgião recém especializado em plástica ocular. Esse paciente, com lesão marginal extensa, operado em 1975 no nosso serviço, ilustra o problema : não foi possível retirar o enxerto do septo nasal devido a um intenso sangramento. Optamos então por usar um retalho de conjuntiva do fórnice superior, tracionado para refazer a face posterior da pálpebra inferior, sendo então recoberto pelo retalho rotatório de pele e subcutâneo. Apesar da falta da cartilagem, o resultado final foi bastante satisfatório.
  • #8 Slide 07 – Essa experiência nos levou então a planejar e desenvolver uma técnica opcional para esses casos de perdas marginais de espessura total, com extensão igual ou superior a 50% do seu comprimento. Evoluimos para o que chamamos de "Reconstrução Topográfica” ou seja, restauração dos quatro folhetos anatômicos palpebrais : mucosa, cartilagem, músculo e pele.
  • #9 Slide 08 - O plano mucoso é refeito com um retalho de tração da conjuntiva que recobre a face posterior da pálpebra oposta. A conjuntiva é dissecada do plano subjcente desde a borda superior do tarso até ao fórnice, tendo a largura da lesão. Devido à sua elasticidade, a conjuntiva é facilmente tracionada e suturada à conjuntiva remanescente com pontos separados de vicryl 6.0. É importante ressaltar que não há nenhum comprometimento do tarso da pálpebra doadora, mantendo-se a sua integridade.
  • #10 Slide 09 – Sobre o retalho da conjuntiva ricamente vascularisado, coloca-se um enxerto de cartilagem auricular com a curvatura e dimensões adequadas para refazer a margem. As extremidades do enxerto e do tarso remanescente são unidas com vicryl 6.0.
  • #11 Slide 10 – O enxerto de cartilagem é a seguir recoberto com um retalho do orbicular pré-septal, uni ou bipediculado. A confecção do feixe muscular vascularisado por seu (s) pedículo (s) tem a intenção de nutrir a face anterior da cartilagem e substituir o músculo prétarsal dando estabilidade à margem. Vai servir também de leito nutridor do enxerto de pele.
  • #12 Slide 11 – Finalizando o procedimento, um enxerto de pele pré ou retro auricular é suturado sobre o plano muscular, com seda 6.0, segundo a técnica clássica “tie-over”. Após 3 a 4 semanas a conjuntiva deve ser seccionada rés à margem da pálpebra doadora. Em alguns poucos casos há necessidade de fazer um pequeno retoque para cobrir a margem com a aba de conjuntiva excedente.
  • #13 Slide 12 – As ilustrações mostram a recuperação estética e funcional da pálpebra reconstruida com todos os planos topográficos. Nota-se também que a pálpebra doadora apresenta o tarso íntegro e a face interna com seu recobrimento conjuntival normal.
  • #14 Slide 13 – A mesma técnica pode ser empregada para a reconstrução da pálpebra superior. Nota-se que os ¾ mediais foram ressecados até o fórnice. A conjuntiva da face interna da pálpebra inferior foi dissecada e tracionada para ser suturada à conjuntiva remanescente. O tarso foi substituido por um enxerto de cartilagem mais alto e o músculo prétarsal foi criado por um retalho do orbicular préseptal inferior monopediculado no canto medial.
  • #15 Slide 14 – As fotos mostram em cima o enxerto de pele e o aspecto pós-operatório imediato após a retirada do “tie-over" e das suturas. Embaixo ilustram o pós-operatório tardio com a retauração estética e funcional da pálpebra proporcionada por esse procedimento.
  • #16 Slide 15 – Os colobomas congênitos ou as perdas de espessura total causadas por traumas são também indicações para o uso da reconstrução topográfica. Esse caso mostra o uso a confecção do retalho do orbicular prétarsal bipediculado, indicado principalmente nos casos que atingem maiores extensões da margem palpebral, porque tem maior vascularização.
  • #17 Slide 16 – Esse paciente foi submetido à ressecção de toda a região pré tarsal da pálpebra inferior, do canto lateral e do 1/3 lateral da pálpebra superior. Na foto central nota-se o enxerto de cartilagem colocado sobre a conjuntiva tracionada da pálpebra superior e fixado no periósteo medial e lateral. A camada muscular e a de pele foram substituidas conjuntamente por um retalho miocutâneo bipediculado, retirado da área préseptal da pálpebra superior.
  • #18 Slide 17 – Aspecto pós-operatório tardio mostrando a margem estável em posicão normal, com perfeita recuperação dos fórnices. O canto lateral apresenta-se ligeiramente medializado.
  • #19 Slide 18 – Outra opção para reconstruir a lamela posterior da pálpebra consiste em retirar a cartilagem auricular juntamente com o pericôndrio na sua face côncava. Coloca-se o enxerto com a membrana pericondrial em contato com a superfície ocular pois ela rapidamente mimetiza a mucosa conjuntival. Esse tipo de enxerto é utilizado em perdas localizadas da traquéia desde 1997.
  • #20 Slide 19 – As fotos mostram o aspecto pós-operatório imediato da reconstrução topográfica de mais da metade da pálpebra inferior, acrescida do canto lateral, na qual foi usado um enxerto de cartilagem com pericôndrio para substituir a lamela posterior. Um retalho músculo-cutâneo confeccionado na área préseptal da pálpebra superior foi usado para recobrir e nutrir o enxerto. Verifica-se que a face posterior da pálpebra e da margem é lisa e não agressiva à superfície ocular.
  • #21 Slide 20 – Aspecto pós-operatório tardio do caso apresentado no diapositivo anterior.
  • #22 Slide 21 – Nas reconstruções que envolvem o canto lateral é muito importante fixar o ângulo de união das pálpebras exatamente no lugar escolhido pela natureza, ou seja, por dentro da reborda orbitária, na área do tubérculo de Whitnall. Para conseguir esse objetivo, fazemos dois furos ósseos na reborda orbitária por onde os fios de fixação do ângulo sejam introduzidos de dentro para fora, Isso se consegue fácil e rapidamente com o auxílio do entubador com um orifício na extremidade. A figura central mostra o fio introduzido no orifício do passador (ver a aula sobre o “Passador” para entubação lacrimal). Após serem exteriorizados, tracionados e enodados, os fios posicionam o canto e as margens perfeitamente em contato com a superfície ocular. Além disso a fixação é segura e definitiva, sem risco de deiscência.
  • #23 Slide 22 – Esse caso mostra o valor da técnica de reconstrucão de Mustardé, indicada quando a perda de tecido ultrapassa a área palpebral, acomete maiores extensões e atinge a margem orbitária. As fotos evidenciam a presença de um tumor basocelular situado na metade lateral da margem e no canto lateral, com comprometimento profundo, infiltrando a reborda orbitária lateral e tecido intra-orbitário anterior. Apresentamos esse paciente para afirmar que a reconstrução topográfica tem limitações e indicações precisas, não devendo ser realizada em casos semelhantes, onde as técnicas de Mustardé tem maior chance de sucesso.
  • #24 Slide 23 – Realizamos a técnica de “Reconstrução topográfica das pálbebras" desde 1975. Em 2000 fizemos um estudo retrospectivo de 129 pacientes, tendo descartado 139 prontuários por falta de informações pós-operatórias.
  • #25 Slide 24 – As lesões tumorais constituiram o grupo mais numeroso de indicações, com predomínio dos basocelulares.
  • #26 Slide 25 – A análise dos resultados mostrou 66,4% de satisfação, considerando como critérios a cura definitiva e a reabilitação estética-funcional completa.
  • #27 Slide 26 – A presença de deformidades residuais exigindo retoques ou reoperações foi o critério adotado para classificar os casos com resultados satisfatórios ( 23,4% ).
  • #28 Slide 27 – As complicações observadas no quadro totalizaram 10,4% dos casos, caracterizando os maus resultados.
  • #29 Slide 28 – Continuamos a realizar esse procedimento nos casos em que os limites da perda de espessura total está localizada e limitada estritamente à área palpebral, até o fundo de saco. Pelos motivos apresentados nesse quadro, consideramos essa técnica como alternativa válida à tecnica de Mustardé, a qual indicamos nos casos de recidiva ou de lesões mais extensas.
  • #30 Slide 29 - Essa palestra encontra-se disponivel no meu site. Fique à vontade para acessar meus trabalhos. Eduardo J C Soares