Língua Portuguesa
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LÍNGUA PORTUGUESA
CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE LÍNGUA PORTUGUESA
Desde o início da década de 80, o ensino de Língua Portuguesa na escola tem sido o
centro da discussão acerca da necessidade de melhorar a qualidade da educação no país. No
ensino fundamental, o eixo da discussão, no que se refere ao fracasso escolar, tem sido a questão
da leitura e da escrita. Sabe-se que os índices brasileiros de repetência nas séries iniciais ,
inaceitáveis mesmo em países muito mais pobres – estão diretamente ligados à dificuldade que a
escola tem de ensinar a ler e a escrever. Essa dificuldade expressa-se com clareza nos dois
gargalos em que se concentra a maior parte da repetência: no fim da primeira série (ou mesmo
das duas primeiras) e na quinta série. No primeiro, por dificuldade em alfabetizar; no segundo
por não conseguir garantir o uso eficaz da linguagem, condição para que os alunos possam
continuar a progredir até, pelo menos, o fim da oitava série.
Essas evidências de fracasso escolar apontam a necessidade da reestruturação do ensino
da Língua Portuguesa com o objetivo de encontrar formas de garantir, de fato, a aprendizagem
da leitura e da escrita.
As condições atuais permitem repensar sobre o ensino da leitura da escrita considerando
não só o conhecimento didático acumulado, mas também as contribuições de outras áreas como a
psicologia da aprendizagem, a psicologia cultural e as ciências da linguagem. O avanço dessas
ciências possibilita receber contribuições tanto da psicolingüística quanto da sociolingüística;
tanto da pragmática, da gramática textual, da teoria da comunicação, quanto da semiótica, da
analise do discurso.
No que se refere a linguagem oral, algo similar acontece: o avanço no conhecimento das
áreas afins torna possível a compreensão do papel da escola no desenvolvimento de uma
aprendizagem que tem lugar fora dela. Não se trata de ensinar a falar ou a fala ‖correta‖, mas sim
as falas adequadas ao contexto de uso.
Dessa perspectiva, a língua é um sistema de signos histórico e social que possibilita ao
homem significar o mundo e a realidade. Assim aprendê-la é aprender não só as palavras, mas
também os seus significados culturais e, com eles, os modos pelos quais as pessoas do seu meio
social entendem e interpretam a realidade e a si mesmas.
Caracterização Geral e Eixos Organizadores
O estabelecimento de eixos organizadores dos conteúdos de língua portuguesa no ensino
fundamental parte do pressuposto que a língua se realiza no uso, nas práticas sociais; que os
indivíduos se apropriam dos conteúdos, transformando-os em conhecimento próprio, por meio da
ação sobre eles; que é importante que o indivíduo possa expandir sua capacidade de uso da
língua e adquirir outras que não possui em situações lingüisticamente significativas, situações de
uso de fato.
A linguagem verbal, atividade discursiva que é, tem como resultados textos orais ou
escritos. Textos que são produzidos para serem compreendidos. Os processos de produção e
compreensão, por sua vez se desdobram respectivamente em atividade de fala e escrita, leitura e
escuta. Quando se afirma, portanto que a finalidade do ensino de Língua Portuguesa é a
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expansão das possibilidades do uso da linguagem, assume-se que as capacidades a serem
desenvolvidas estão relacionadas as quatros habilidades lingüísticas básica: falar, escutar, ler e
escrever.
Disso decorre que os conteúdos de Língua Portuguesa no Ensino Fundamental devam ser
selecionados em função do desenvolvimento dessas habilidades e organizados em torno de dois
eixos básicos: o uso da língua oral e escrita e a análise e reflexão sobre a língua, conforme
demonstra o quadro dos blocos de conteúdos:
LINGUA ORAL:
USOS E FORMAS
LÍNGUA ESCRITA:
USOS E FORMAS
Análise e reflexão sobre a língua
O bloco de conteúdos ―língua escrita: usos e formas‖ subdividem-se em ―Pratica de
leitura‖ e ―Prática de produção de texto‖ que por sua vez, se desdobra em ―Aspectos discursivos‖
e ―Aspectos notacionais‖.
A maioria dos guias curriculares em vigor já não se organiza os conteúdos de Língua
Portuguesa em alfabetização, ortografia, pontuação, leitura em voz alta, interpretação de texto,
redação e gramática, mas na prática da sala de aula, essa estruturação é que ainda prevalece.
Esses conteúdos também são propostos neste documento, mas está organizada em função do eixo
USO->REFLEXÃO->USO. Aparecem, portanto, como ―Prática de leitura‖, ―Prática de
produção de texto‖ e ―Análise e reflexão sobre a língua‖
Prática de Leitura
O trabalho com leitura tem a finalidade à formação de leitores competentes e
conseqüentemente, a formação de escritores, pois a possibilidade de produzir textos eficazes tem
sua origem na prática de leitura, espaço de construção da intertextualidade e fonte de referência
modalizadoras. A leitura, por um lado, nos fornece a matéria prima para escrita: o que escrever.
Por outro, contribuir para constituição de modelos: como escrever.
A leitura é um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de construção do
significado do texto apartir dos seus objetivos, do seu conhecimento sobre o assunto, sobre o
autor, de tudo o que sabe sobre a língua: características do gênero, do portador, do sistema de
escrita, decodificando-a letra por letra, palavra por palavra. Trata-se de uma atividade que
implica, necessariamente, compreensão na qual os sentidos começam a ser constituídos antes da
leitura propriamente dita. Qualquer leitor experiente que conseguir Analisar sua própria leitura
constatará que a decodificação é apenas um dos procedimentos que utiliza quando lê: a leitura
fluente envolve uma serie de outras estratégias como seleção, antecipação, inferência e
verificação, sem as quais não é possível rapidez e proficiência. É o uso desses procedimentos que
permite controlar o que vai sendo lido, tomar decisões diante de dificuldades de compreensão,
arriscar-se diante do desconhecido, buscar no texto a comprovação das suposições feitas, etc.
Um leitor competente é alguém que, por iniciativa própria, é capaz de selecionar, dentre
os textos que circulam socialmente, aqueles que podem atender a uma necessidade sua. Que
consegue utilizar estratégias de leitura adequada para abordá-los de formas a atender a essa
necessidade.
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Formar um leitor competente supõe formar alguém que compreenda o que lê: que possa
aprender a ler também o que não esta escrito, identificando elementos implícitos que estabeleça
relações entre o texto que lê e outros textos já lidos; que saiba que vários sentidos podem ser
atribuídos a um texto; que consiga justificar e validar a sua leitura a partir da localização de
elementos discursivos.
Prática de Produção de Texto
O trabalho com produção de textos tem como finalidade formar escritores competentes
capazes de produzir textos coerentes, coesos e eficazes.
Um escritor competente é alguém que, ao produzir um discurso, conhecendo
possibilidades que estão postas culturalmente, sabe selecionar o gênero no qual o seu discurso se
realizara escolhendo aquele que for apropriado a seus objetivos e a circunstância enunciativa em
questão. Por exemplo: se o que deseja é convencer o leitor, o escritor competente selecionará um
gênero que lhe possibilite produção de um texto predominantemente argumentativo, se é fazer
uma solicitação a determinada autoridade, provavelmente redigirá um ofício; se é enviar notícias
a familiares escreverá uma carta. Um escritor competente é alguém que planeja o discurso e
conseqüentemente o texto em função do seu objetivo e do leitor a que se destina sem
desconsiderar as características específicas do gênero.
Hoje já se sabe que aprender a escrever envolve dois processos paralelos: compreender a
natureza do sistema de escrita da língua, os aspectos notacionais , e o funcionamento da
linguagem que se usa para escrever, os aspectos discursivos: que é possível saber produzir textos
sem saber grafá-los e é possível grafar sem saber produzir; que o domínio da linguagem escrita
se adquire muito mais pela leitura do que pela própria escrita; que não se aprende ortografia
antes de se compreender o sistema alfabético de escrita e a escrita não é o espelho da fala.
Para aprender a escrever, é necessário ter acesso a diversidade de textos escritos, testemunhar a
utilização que se faz da escrita em diferentes circunstâncias, defrontar-se com as reais questões
que a escrita coloca a quem se propõe produzi-la, arriscar-se a fazer como consegue e receber
ajuda de quem já sabe escrever. Sendo assim o tratamento que se dá a escrita na escola não pode
inibir o aluno ou afastá-lo do que se pretende; ao contrário é preciso aproximá-los,
principalmente onde quando são iniciados ―oficialmente‖ no mundo da escrita por meio da
alfabetização. Afinal esse é o início de um caminho que deveram trilhar para se transformarem
em cidadãos da cultura escrita.
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OBJETIVOS DA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR
1. Relatar, com coerência, experiências vividas, usando diferentes elementos que marquem a
passagem;
2. Argumentar acerca de atitudes e tomadas de decisões cotidianas.
3. dialogar com colegas e professores (as), reconhecendo os turno da fala e o espaço público
escolar;
4. Ditar ou escrever bilhetes e receitas, ainda que de forma não convencional, considerando a
situação de interação;
5. Reconhecer a função dos itens de uma enumeração em textos instrucionais, utilizando-os
para executar ações;
6. Ler e apreciar textos literários tradicionais da cultura popular, afro brasileira, africana,
indígena e de outros povos;
7. Ouvir canções e histórias contadas ou lidas e assistir apresentações teatrais desenvolvendo
atenção e interesse;
8. Ouvir e recitar poemas, parlenda, trava línguas memorizados, respeitando o ritmo, a melodia
e a expressividade;
9. Recontar textos conhecidos, respeitando a estrutura do gênero (contos de fadas, contos de
repetição, entre outros);
10. Recontar histórias lidas/contadas por outros com apoio em livros, revistas e outros suportes.
11. Memorizar e cantar canções, considerando o ritmo e a melodia;
12. Reconhecer mercadores temporais, a partir da audição de contos narrados pelo professor (a)
e outros;
13. Antecipar enredo de uma história, a partir de imagens, títulos e outras pistas;
14. Ditar e/ou registrar, ainda que de forma não convencional textos narrativos;
15. Apreciar aspectos lúdicos e sonoros de poemas e experimentar brincadeiras com a dimensão
sonora gráfica das palavras;
16. Produzir antologias, varais e murais, por meio de registro de quadrinhas, parlendas, poemas;
17. Identificar o assunto em notícias e reportagens de jornais infantis lidos por outros;
18. Compreender slogans de campanhas educativas, voltadas para crianças;
19. Escrever ou ditar slogans e/ ou regras de convivência escolar;
20. Localizar informações em listas, notas de divulgação científica para crianças, lidas pelo
professor;
21. Compreender, com o apoio do professor, enunciados de tarefas escolares;
22. Registrar, sob forma de desenhos, gravação em áudio e vídeo, ou pequenas anotações
escritas, resultados de atividades de pesquisa;
23. Utilizar recursos diversos- máquina fotográfica, filmadora, computadores para registrar e
comunicar idéias;
24. Compreender o funcionamento do sistema de escrita alfabético;
25. Reconhecer e nomear letras do alfabeto distinguindo-os de outros sinais gráficos;
26. Reconhecer diferentes tipos de letras em diferentes contextos, suportes e gêneros textuais;
27. Realizar análise fonológica de palavras, segmentando-as oralmente em unidades menores (
partes de palavras, sílabas) identificando rimas, aliterações, observando a função sonora que os
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fonemas assumem nas palavras, relacionando os elementos sonoros com sua representação
escrita;
28. Reconhecer que as sílabas variam quanto a sua combinação entre consoantes e vogais
29. (CV,CCV,CVV,CVC,VVC,VCC, CCVCC) e que as vogais estão presentes em todas as
sílabas;
30. Compreender que alterações na ordem escrita dos grafemas provocam alterações na
composição da palavra;
31. Ler ajustando a pauta sonora ao escrito;
32. Ler palavras e textos apoiando-se em imagens;
33. Escrever o próprio nome e utilizá-lo como referência para escrever e ler outras palavras,
construindo a correspondência fonema/grafema;
34. Escrever palavras e textos, segundo sua compreensão do sistema alfabético, ainda que não
convencionalmente;
35. Reconhecer palavras e frases frequentes em textos, sem a necessidade de decodificação.
36. Reconhecer palavras em textos a partir de alguns índices sonoros e suas correspondências
gráficas;
37. Ler oralmente textos familiares e curtos (títulos de histórias, manchetes, quadrinhas, entre
outros) após leitura silenciosa;
38. Dominar correspondências entre grupos ou grupos de letras e o seu valor sonoro,
construindo a correspondência fonema/grafema- grafema/fonema de modo a ler e escrever
palavras e textos;
39. Ler ajustando a pauta sonora ao escrito;
40. Conhecer o uso de variados tipos de letras, de suportes e instrumentos de escrita ( papel,
lápis/ caneta, tela e teclado);
41. Manusear adequadamente livros didáticos e de literatura e outros suportes frequentes no
contexto social.
OBJETIVOS DO REFERENCIAL CURRICULAR MUNICIPAL
 Expandir o uso da linguagem em instâncias privadas e utilizá-las com eficácia em instâncias
públicas sabendo assumir a palavra e produzir textos – tanto orais como escritos – coerentes,
coesos, adequados a seus destinatários, aos objetivos a que se propõem e aos assuntos
tratados;
 Utilizar diferentes registros, inclusive os mais formais da variedade lingüística valorizada
socialmente, sabendo adequá-los à circunstâncias da situação comunicativa de que
participam;
 Conhecer e respeitar as diferentes variedades lingüísticas do português falado;
 Compreender os textos orais e escritos com os quais se defrontam em diferentes situações de
participação social, interpretando-os corretamente e inferindo as intenções de quem o
produz;
 Valorizar a leitura como fonte de informação, via de acesso aos mundos criados pela
literatura e possibilidade de fruição estética, sendo capazes de recorrer aos materiais escritos
em função de diferentes objetivos;
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 Utilizar a linguagem como instrumento de aprendizagem, sabendo como proceder para ter
acesso, compreender e fazer uso de informações contidas nos textos: identificar aspectos
relevantes; organizar notas; elaborar roteiros; compor textos coerentes a partir de textos
oriundos de diferentes fontes; fazer resumos, índices, esquemas, etc;
 Valer-se da linguagem para melhorar a qualidade de suas relações pessoais, sendo capazes
de expressar seus sentimentos experiências, ideais e opiniões, bem como de acolher,
interpretar e considerar os dos outros, contrapondo-os quando necessário;
 Usar os conhecimentos adquiridos por meio da prática da reflexão sobre a língua para
expandirem as possibilidades de uso da linguagem e a capacidade da análise crítica;
 Conhecer e analisar criticamente os usos da língua como veiculo de valores e preconceitos
de classes, gênero ou etnia.
DIREITOS GERAIS DE APRENDIZAGEM: LÍNGUA PORTUGUESA
Compreender e produzir textos orais e escritos de diferentes gêneros, veiculados em suportes
textuais diversos, e para atender a diferentes propósitos comunicativos, considerando as
condições em que os discursos são criados e recebidos.
Apreciar e compreender textos do universo literário (contos, fábulas, crônicas, poemas, dentre
outros), levando-se em conta os fenômenos de fruição estética, de imaginação e de lirismo,
assim como os múltiplos sentidos que o leitor pode produzir durante a leitura.
Apreciar e usar em situações significativas os gêneros literários do patrimônio cultural da
infância, como parlendas, cantigas, trava línguas.
Compreender e produzir textos destinados à organização e socialização do saber
escolar/científico (textos didáticos, notas de enciclopédia, verbetes, resumos, resenhas, dentre
outros) e à organização do cotidiano escolar e não escolar (agendas, cronogramas, calendários,
cadernos de notas...).
Participar de situações de leitura/escuta e produção oral e escrita de textos destinados à reflexão
e discussão acerca de temas sociais relevantes (notícias, reportagens, artigos de opinião, cartas
de leitores, debates, documentários...).
Produzir e compreender textos orais e escritos com finalidades voltadas para a reflexão sobre
valores e comportamentos sociais, planejando e participando de situações de combate aos
preconceitos e atitudes discriminatórias (preconceito racial, de gênero, preconceito a grupos
sexuais, preconceito linguístico, dentre outros).
LEITURA Ano 1
DA1- Ler textos não-verbais, em diferentes suportes. I
DA2- Ler textos (poemas, canções, tirinhas, textos de tradição oral, dentre outros),
com autonomia.
I/A
DA3- Compreender textos lidos por outras pessoas, de diferentes
gêneros e com diferentes propósitos..
I/A
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DA4- Antecipar sentidos e ativar conhecimentos prévios relativos aos textos a serem
lidos pelo professor ou pelas crianças.
I/A
DA5- Reconhecer finalidades de textos lidos pelo professor ou pelas crianças. I/A
D6- Ler em voz alta, com fluência, em diferentes situações. I
DA7- Localizar informações explícitas em textos de diferentes gêneros, temáticas,
lidos pelo professor ou outro leitor experiente.
I/A
DA8- Localizar informações explícitas em textos de diferentes gêneros, temáticas,
lidos com autonomia.
I
DA9-.Realizar inferências em textos de diferentes gêneros e temáticas, lidos pelo
professor ou outro leitor experiente.
I/A
DA10-Realizar inferências em textos de diferentes gêneros e temáticas, lidos com
autonomia.
I
DA11-Estabelecer relações lógicas entre partes de textos de diferentes gêneros e
temáticas, lidos pelo professor ou outro leitor experiente.
I/A
DA12-Estabelecer relações lógicas entre partes de textos de diferentes gêneros e
temáticas, lidos com autonomia.
I
DA13- Apreender assuntos/temas tratados em textos de diferentes
gêneros, lidos pelo professor ou outro leitor experiente.
I/A
DA14-Apreender assuntos/temas tratados em textos de diferentes
gêneros, lidos com autonomia.
I
DA15- Interpretar frases e expressões em textos de diferentes gêneros e temáticas,
lidos pelo professor ou outro leitor experiente.
I/A
DA16- Interpretar frases e expressões em textos de diferentes gêneros e temáticas,
lidos com autonomia.
I/A
DA17-Estabelecer relação de intertextualidade entre textos. I
DA18-Relacionar textos verbais e não-verbais, construindo sentidos. I/A
PRODUÇÃO DE TEXTOS ESCRITOS Ano 1
DA1-Planejar a escrita de textos considerando o contexto de produção: organizar
roteiros, planos gerais para atender a diferentes finalidades, com ajuda de escriba.
I/A
DA2- Planejar a escrita de textos considerando o contexto de
produção: organizar roteiros, planos gerais para atender a diferentes finalidades,
com autonomia.
I
DA3- Produzir textos de diferentes gêneros, atendendo a diferentes finalidades, por
meio da atividade de um escriba.
I/A
DA4- Produzir textos de diferentes gêneros com autonomia, atendendo a diferentes
finalidades.
I
DA5- Gerar e organizar o conteúdo textual, estruturando os períodos e utilizando
recursos coesivos para articular ideias e fatos.
I
DA8- Utilizar vocabulário diversificado e adequado ao gênero
e às finalidades propostas.
I
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DA9- Revisar coletivamente os textos durante o processo de escrita em que o
professor é escriba, retomando as partes já escritas e planejando os trechos
seguintes.
I/A
ORALIDADE
Ano 1
DA1- Participar de interações orais em sala de aula, questionando,
sugerindo, argumentando e respeitando os turnos de fala.
I/A
DA2- Escutar com atenção textos de diferentes gêneros, sobretudo os mais
formais, comuns em situações públicas, analisando-os criticamente.
I/A
DA3- Planejar intervenções orais em situações públicas: exposição oral, debate,
contação de história.
I
DA4- Produzir textos orais de diferentes gêneros, com diferentes
propósitos, sobretudo os mais formais comuns em instâncias
públicas (debate, entrevista, exposição, notícia, propaganda,
relato de experiências orais, dentre outros).
I
DA5- Analisar a pertinência e a consistência de textos orais,
considerando as finalidades e características dos gêneros.
I
DA6- Reconhecer a diversidade linguística, valorizando as diferenças culturais
entre variedades regionais, sociais, de faixa etária, de gênero dentre outras.
I
DA7- Relacionar fala e escrita, tendo em vista a apropriação do sistema de escrita,
as variantes linguísticas e os diferentes gêneros textuais.
I
DA8- Valorizar os textos de tradição oral, reconhecendo-os
como manifestações culturais.
I/A/C
ANÁLISE LINGUÍSTICA: DISCURSIVIDADE, TEXTUALIDADE E
NORMATIVIDADE
Ano 1
DA1- Analisar a adequação de um texto (lido, escrito ou escutado) aos
interlocutores e à formalidade do contexto ao qual se destina.
I/A
DA2- Conhecer e usar diferentes suportes textuais, tendo em vista suas
características: finalidades, esfera de circulação, tema, forma de composição, estilo,
etc.
I/A/C
DA3- Reconhecer gêneros textuais e seus contextos de produção. I/A/C
DA4- Conhecer e usar palavras ou expressões que estabelecem
a coesão como: progressão do tempo, marcação do espaço
e relações de causalidades.
I
DA5- Conhecer e usar palavras ou expressões que retomam coesivamente o que já
foi escrito (pronomes pessoais, sinônimos e equivalentes).
I
DA7- Conhecer e fazer uso das grafias de palavras com correspondências regulares
diretas entre letras e fonemas (P, B, T, D, F, V).
I/A
DA12- Identificar e fazer uso de letra maiúscula e minúscula nos textos produzidos,
segundo as convenções.
I
DA14- Reconhecer diferentes variantes de registro de acordo com os gêneros e I
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ANÁLISE LINGUÍSTICA: APROPRIAÇÃO DO SISTEMA DE
ESCRITA ALFABÉTICA
Ano 1
DA1- Escrever o próprio nome. I/A/C
DA2- Reconhecer e nomear as letras do alfabeto. I/A/C
DA3- Diferenciar letras de números e outros símbolos. I/A/C
DA4- Conhecer a ordem alfabética e seus usos em diferentes gêneros.
I/A/C
DA5- Reconhecer diferentes tipos de letras em textos de diferentes gêneros e
suportes textuais.
I
DA6- Usar diferentes tipos de letras em situações de escrita
de palavras e textos.
I
DA7- Compreender que palavras diferentes compartilham certas letras. I/A/C
DA8- Perceber que palavras diferentes variam quanto ao número, repertório
e ordem de letras.
I/A/C
DA9- Segmentar oralmente as sílabas de palavras e comparar
as palavras quanto ao tamanho.
I/A/C
DA10- Identificar semelhanças sonoras em sílabas e em rimas. I/A/C
DA11- Reconhecer que as sílabas variam quanto às suas composições. I/A/C
DA12- Perceber que as vogais estão presentes em todas as sílabas. I/A/C
DA13- Ler, ajustando a pauta sonora ao escrito. I/A/C
DA14- Dominar as correspondências entre letras ou grupos de letras e seu
valor sonoro, de modo a ler palavras e textos.
I/A
DA15- Dominar as correspondências entre letras ou grupos de letras e seu
valor sonoro, de modo a escrever palavras e textos.
I/A
I - Introduzir; A- Aprofundar; C- Consolidar.
situações de uso.
DA15- Segmentar palavras em textos. I
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OBRAS COMPLEMENTARES – ACERVO DO PNAIC
 ABC dos animais (ordem alfabética)
 O pequeno paraquedista (presente, passado e futuro)
 O menino e a Gaiola ( texto não verbal)
 A velhinha na janela (texto não verbal)
 De Avestruz a Zebra (alfabeto, versos e rimas)
 Turma da Mônica: Folclore brasileiro (parlendas, trava línguas)
 Cadê o docinho que estava aqui? (parlendas, trava línguas)
 Era uma vez uma bota (cartas enigmáticas)
 O casamento do rato com a filha do besouro (parlendas)
 Que delícia de bolo (receita)
 O tempo (rimas, relação entre passado, presente e futuro)
 Bichionário (alfabeto, ordem alfabética, rimas, aliterações)
 O livro das adivinhas (adivinhas)
 Beijo de Bicho (rimas)
 Abracadabra (Leitura deleite)
Jogos de Alfabetização (CEEL)
 Análise morfológica
 Bingo dos Sons iniciais
 Caça rimas;
 Dado sonoro;
 Trinca mágica;
 Batalha de palavras
 Reflexão sobre os princípios do sistema alfabético
 Mais uma;
 Troca letras;
 Bingo da letra inicial
 Palavra dentro de palavra
 Consolidação da correspondência grafofônica
 Quem escreve sou eu
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PROPOSTA DE CONTEÚDOS
GÊNEROS TEXTUAIS
 Avisos/ sinais e placas
 Estrutura
 Objetivo
 Finalidade
 Linguagem não verbal
 Anúncio
 Objetivo;
 Finalidade
 Convite
 Estrutura
 Destinatário
 Assunto
 Formato
 Remetente
 Linguagem clara
 Modelos
 Objetivo
 Finalidade
 Cartaz
 Função
 Características
 Objetivo
 Público alvo
 Tamanho
 Formato
 Carta
 Estrutura
 Locutor
 Interlocutor
 E-mail – (gênero textual do meio eletrônico)
 Função
 Característica
 Comparação entre carta e e-mail
 Locutor
 Interlocutor
 Enunciados de tarefas escolares
 Compreensão com a ajuda do professor
 Bilhetes ( recados; pedidos; informação)
 Estrutura
 Destinatário
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 Saudação
 Mensagem (assunto)
 Despedida
 Assinatura
 Data
 Formato
 Receita culinária
 Objetivo
 Finalidade
 Estrutura
 Nome do prato
 Ingredientes
 Modo de fazer
 Listas
 Função
 Objetivo
 Finalidade
 Itens de enumeração
 Organização
 Notas de divulgação científica (para crianças)
 Localização de informação
 Poema
 Finalidade
 Tema;
 Estilo
 Composição
 Versos;
 Estrofes;
 Rimas;
 Brincadeiras com a dimensão sonora e gráfica das palavras
 Parlenda
 Finalidade
 Tema
 Composição
 Trava-línguas memorizadas
 Finalidades
 Tema
 Composição
 Quadrinhas
 Finalidade
 Tema
 Composição
 Canções
 Cantigas de rodas
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 Memorização
 Ritmos
 Melodia
 Notícias
 Características
 Estrutura
 O que?
 Quem?
 Onde?
 Quando?
 Por quê?
 Reportagens de jornais infantis lidos por outros
 Identificação do assunto
 Campanhas educativas voltadas para crianças
 Compreensão de slogans
 Regras de convivência
 Escrita ou ditada ( acordos)
 Tirinhas
 Elementos organizacionais;
 Balões de fala e pensamento
 Leitura e compreensão
 Lenda
 Estrutura
 Finalidade;
 Característica
 Fábula
 Estrutura;
 Personagens;
 Moral
 Finalidade;
 Características
 Provérbios
 Finalidade
 Exemplos de provérbios
 Advinhas
 Estrutura
 Biografia
ORALIDADE
 Relatos de experiência com coerência de experiências vividas
 Passeios;
 Brincadeiras
 Uso dos elementos que marcam a passagem do tempo
 Respeito aos turnos da fala
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 Aluno
 Professor
 Diálogos com colegas e professores
 Reconhecimento dos Turnos da fala no diálogo
 Atitude e tomadas de decisões cotidianas
 Argumentos utilizados
 Participação de interações orais em sala de aula
 Questionar;
 Sugerir;
 Argumentar
 Escuta atenciosa de textos de diferentes gêneros
 Planejamento de intervenções orais em situações públicas:
 Exposição oral,
 Debate,
 Contação de história
 Reconto de histórias lidas ou contadas por outra pessoa
 Conto de fada
 Assistidas;
 Dramatização
 Descrição
 Objetos;
 Pessoas; animais
 Produção de textos orais de diferentes gêneros, com diferentes propósitos, sobretudo os mais
formais comuns em instâncias públicas:
 Debate,
 Entrevista,
 Exposição oral,
 Notícia,
 Propaganda
 Relato de experiências orais, dentre outros
 Analise da pertinência e da consistência de textos orais, considerando:
 Finalidades
 Características dos gêneros.
 Esfera de circulação
 Tema
 Composição
 Estilo
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 Reconhecimento da diversidade linguística, valorizando as diferenças culturais:
 Variedades regionais
 Sociais
 Faixa etária
 Gênero, dentre outras
 Relacionamento entre fala e escrita, tendo em vista:
 A apropriação do sistema de escrita,
 As variantes linguísticas
 Os diferentes gêneros textuais
 Valorização dos textos de tradição oral, reconhecendo-os como manifestações culturais.
 Reconto de histórias lidas ou contadas por outra pessoa
 Conto de fada
 Assistidas;
 Dramatizadas
 Descrição
 Objetos;
 Pessoas; animais
 Reconto de textos conhecidos ( contos de fadas, de repetição, etc)
 Respeitar a estrutura do gênero
LEITURA
 Contos narrados pelo professor/ e outros
 Estrutura
 Ouvir com atenção
 Marcadores de tempo
 Leitura e apreciação de textos literários
 Desenvolvimento de atenção e interesse em:
 Histórias contadas
 Lidas
 Assistidas
 Livros de literatura
 Manuseio adequado
 Identificação
 Capa
 Contracapa
 Autor
 Ilustrador
 Suportes
 Livros,
 Revistas
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 Antecipação de enredo de uma história a partir de:
 Imagens
 Títulos
 Pistas fornecidas pelo professor

 Uso do dicionário
 Significado das palavras;
 Acepção mais adequada ao contexto de uso
 Leitura de textos
 Literaturas tradicionais
 Cultura popular
 Afrobrasileira
 Africana
 Indígena
PRODUÇÃO DE TEXTOS
 Recitais de poemas, parlendas e trava línguas memorizadas.
 Ritmo,
 Melodia
 Expressividade
 Ditado de bilhetes e receitas
 Ditado e registro de forma não convencional de:
 Textos narrativos
 Registro dos gêneros textuais estudados de forma
 Convencional
 Não convencional
 Revisão de texto
 Coletivamente
 Registro de Resultado de uma pesquisa na forma de:
 Desenhos
 Gravação em áudio e vídeo
 Anotações escritas.
 Registro e comunicação de ideias através dos recursos:
 Máquina fotográfica
 Filmadora
 Computadores
 Produção oral/escrita
 Histórias a partir de gravuras
 Sequência: começo, meio e fim
 Registro dos gêneros textuais estudados
 Forma não convencional
 Forma convencional
 Produção dos gêneros textuais estudados
 Antologias
Língua Portuguesa
17
 Varais
 Mural
 Declamação de parlendas
 Escritas de receitas;
 Escritas de bilhetes;
SISTEMA DE ESCRITA ALFABÉTICO/ ORTOGRAFIA
 Do desenho as letras
 Invenção da escrita
 O desenho como representação gráfica do pensamento.
 Sistema de escrita alfabético
 Fonemas e letras
 Função sonora
 Relação dos elementos sonoros com a escrita
 Alfabeto;
 Letras do alfabeto
 Reconhecimento
 Nomeação
 Distinção entre letras, números e símbolos.
 Ordem alfabética
 Uso em diferentes gêneros
 Tipos de letras em textos de diferentes gêneros e suporte textuais
 Cursiva e imprensa
 Maiúsculas e minúsculas
 Reconhecimento das letras
 Uso dos diferentes tipos de letras em situações de escritas de
palavras e textos
 Compreensão que palavras diferentes compartilham certas letras;
 Percepção que palavras diferentes variam quanto ao número,
repertório e ordem de letras.
 Vogais e consoantes
 Combinação entre consoante e vogal
CV,CCV,CVV,CVC,VVC,VCC, CCVCC
 Encontro vocálico
 Encontro consonantal
 Sílabas de palavras
 Inicial
 Final
 Monossílabas;
 Dissílabas;
 Trissílabas
 Polissílabas
 Separação de sílabas
 Segmentação oral
Língua Portuguesa
18
 Comparação das palavras quanto ao tamanho;
 Semelhança sonora em sílabas e rimas
o Identificação
 Variação das sílabas quanto a sua composição
o Reconhecimento
 Presença das vogais em todas as sílabas
o Percepção
 Leitura ajustando a pauta sonora ao escrito
 Escrita de palavras e texto
 Domínio das correspondências entre letras ou grupos de letras;
 Domínio do valor sonoro.
 Sinônimos e antônimos;
 Ortografia
 Uso das letras
 B/P
 C/G
 D/T
 F/V
 Letra ―R‖ inicial e RR
 S inicial e SS
 Z em início de sílabas ( za, ze,zi,zo,zu)
 Z em final de sílabas ( az, ez, iz, oz, uz
 As, es, is, os, us
 S com som de Z
 Cedilha
 M antes de P e B
 H inicial
 Ch / x
 Letra ―H‖
 Letras L / U final de sílabas
 Ch, lh, nh,
 Ga. Go. Gu / gue, gui
 Que. Qui
 Al, el, il, ol, ul
 X com som s
 X com som de Z
 G / J
 M e N em final de silabas
 Sons do ―X‖
 Encontros consonotais
 Ge-gi
 Ce-ci
 Substantivo
Língua Portuguesa
19
 Nome comum
 Nome próprio
 Escrita do Próprio nome ( utilizá-lo como referência para escrita e leitura
de outras palavras e construção da correspondência fonema e grafema)
 Masculino;
 Feminino
 Singular;
 Plural
 Aumentativo
 Diminutivo
 Qualidade do nome ( adjetivo)
 Palavras de ação
 Ação
 Ontem, hoje, amanhã
 Palavras
 Grafia de palavras com correspondências regulares diretas entre letras e fonemas
(P, B, T, D, F, V).
 Leitura
 Sílabas
 Palavras
 Frases
 Textos (curtos e familiares as crianças)
 Títulos de histórias
 Manchetes
 Quadrinhas
Arte
20
ARTE
CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ARTE
Aprender artes é desenvolver progressivamente um percurso de criação pessoal cultivado,
ou seja, alimentado pelas interações significativas que o aluno realiza com aqueles que trazem
informações pertinentes para o processo de aprendizagem (outros alunos, professores, artistas,
especialistas), com fontes de informação (obras, trabalhos dos colegas, acervos, reproduções,
mostras apresentações) e com o seu próprio percurso de criador.
Fazer arte e pensar sobre o trabalho artístico que realiza, assim como sobre a arte que é e
foi concretizada na história, podem garantir ao aluno uma situação de aprendizagem conectada
com os valores e os modos de produções artísticas nos meios socioculturais.
Ensinar artes em consonância com os modos de aprendizagem do aluno, significa, então,
não isolar a escola da informação sobre a produção histórica e social da arte e, ao mesmo tempo,
garantir ao aluno a liberdade de imaginar e edificar propostas artísticas pessoais ou grupais com
base em intenções próprias. E tudo isso integrado aos aspectos lúdicos e prazerosos que se
apresentam durante a atividade artística.
Assim aprender com sentido e prazer está associada à compreensão mais clara daquilo
que é ensinado. Para tanto, os conteúdos da arte não podem ser banalizados, mas devem ser
ensinados por meio de situações ou propostas que alcancem os modos de aprender do aluno e
garantam a participação de cada um dentro da sala de aula. Tais orientações favorecem o emergir
de formulações pessoais de idéias hipóteses, teorias e formas artísticas. Progressivamente e por
meio de trabalhos contínuos essas formulações tendem a se aproximar de modos mais elaborados
de fazer e pensar sobre a arte.
Cabe ao professor escolher os modos e recursos didáticos adequados para apresentar as
informações observando sempre a necessidade de introduzir formas artísticas, porque ensinar
arte com arte é o caminho mais eficaz. Em outras palavras, o texto literário, a canção e a
imagem trarão mais conhecimento ao aluno e serão mais eficazes como portadores de
informação e sentido. O aluno em situação de aprendizagem precisa ser convidado a se exercitar
nas práticas de aprender a ver, observar, ouvir, atuar, tocar e refletir sobre elas.
No que se refere à arte, o aluno pode tornar-se consciente da existência de uma produção
social concreta e observar que essa produção tem história.
O aluno pode observa ainda que os trabalhos artísticos envolvam a aquisição de códigos e
habilidades que passa a querer dominar para incorporar em seus trabalhos. Tal desejo de domínio
este correlacionado a nova percepção de que pode assimilar para se formas artísticas elaboradas
por pessoas ou grupos sociais, ao trilhar um caminho de trabalho artístico pessoal. Esse
procedimento diminui a defasagem entre o que o aluno projeta e entre o que quer alcançar.
Assim sendo, é no final desse período que o aluno, desenvolvendo práticas de
representação mediante um processo de dedicação contínua, dominará códigos construídos
socialmente em arte, sem perder seu modo de articular tais informações ou sua originalidade.
Também cabe à escola orientar seu trabalho com objetivo de preserva e impulsionar a
dinâmica de desenvolvimento e da aprendizagem, preservando a autonomia do aluno e
favorecendo o contato sistemático com os conteúdos, temas e atividades que melhor garantirão
seu progresso e integração como estudante.
Arte
21
Cabe também ao professor tanto alimentar os alunos com informações e procedimentos
de arte que podem e querem dominar quanto saber orientar e preservar o desenvolvimento do
trabalho pessoal, proporcionando ao aluno a oportunidade de realizar suas próprias escolhas para
concretizar projetos pessoais e grupais.
Com relação aos conteúdos, orienta-se o ensino da área de modo a escolher a diversidade
do repertório que a criança trás para escola, a trabalhar com os produtos da comunidade na qual a
escola está inserida e também que se introduzam informações da produção social a partir de
critérios de seleção adequados à participação do estudante na sociedade como cidadão
informado.
Além disso, a arte nem sempre se apresenta no cotidiano como obra de arte. Mas pode ser
observada na forma dos objetos, no arranjo de vitrines, na música dos puxadores de rede, na
ladainha entoada por tapeceiras tradicionais, na dança de rua executada por meninos e meninas,
nos pregões de vendedores, nos jardins, na vestimenta, etc. O incentivo à curiosidade pela
manifestação artística de diferentes culturas, por suas crenças, usos e costumes, pode despertar
no aluno o interesse por valores diferentes dos seus, promovendo o respeito e o reconhecimento
dessas distinções; ressalta-se a pertinência intrínseca de cada grupo e de seu conjunto de valores,
possibilitando ao aluno reconhecer em si e valorizar no outro a capacidade artística de
manifestar-se na diversidade.
O ensino de Arte é área de conhecimento com conteúdos específicos e deve ser
consolidada como parte constitutiva dos currículos escolares, requerendo portanto, capacitação
dos professores para orientar a formação do aluno.
OBJETIVOS DA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR
ARTES VISUAIS
1. Familiarizar-se com o vocabulário e com os elementos constitutivos específicos das artes
visuais.
2. Explorar diferentes materiais, instrumentos e recursos visuais e plásticos.
3. Iniciar-se no processo de organização do ambiente para o trabalho com as artes visuais,
compreendendo a importância da utilização dos materiais e dos instrumentos, com
responsabilidade e sustentabilidade.
4. Conhecer e apreciar obras e produções visuais e plásticas de artistas locais, regionais,
nacionais e estrangeiros.
5. Criar trabalhos em artes visuais, dialogando sobre a própria criação.
6. Mobilizar conhecimentos trazidos pelos estudantes, bem como aqueles adquiridos no
processo de escolarização, tanto na exploração das diferentes formas de arte quanto na
criação, na fruição e na argumentação sobre arte.
7. Ampliar o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório imagético dos estudantes
através da criação e fruição de imagens.
DANÇA
8. Conhecer e reconhecer elementos constitutivos do movimento em seus diferentes aspectos
estruturais, dinâmicos e expressivos, considerando a relação das partes do corpo entre si e
com o todo corporal.
Arte
22
9. Vivenciar a expressividade, por meio da experimentação do espaço pessoal do corpo e dos
espaços compartilhados pelos corpos em movimento.
10. Experimentar diferentes formas de deslocamentos, planos, direções e orientações no espaço.
11. Criar e improvisar movimentos dançados, por meio de estímulos táteis, visuais, sonoros,
imagéticos e cinestésicos, valorizando o processo colaborativo e a autoria.
12. Experimentar brincadeiras, jogos e danças coletivas de diferentes matrizes estéticas e
culturais.
TEATRO
13. Ter prazer em ouvir e contar histórias dramatizadas próprias da cultura infantil.
14. Desenvolver a imaginação por intermédio do faz-de-conta, da imitação e do experimentar-se
no lugar do outro.
15. Explorar modalidades de improvisação, em especial de jogo dramático, valorizando o
trabalho coletivo e a autoria.
16. Compor e encenar pequenas sequências cênicas, usando músicas, imagens, pequenas
narrativas ou outros estímulos, de forma a integrar outras artes.
17. Perceber e explorar a teatralidade e a performatividade dos gestos e comportamentos do
cotidiano.
MÚSICA
1. Vivenciar práticas de apreciação, criação e interpretação, considerando processos de
experimentação instrumental (convencional e alternativa) e vocal, individuais e coletivas.
2. Conhecer os elementos constitutivos da música em experiências de criação, interpretação e
apreciação musical, contextualizando-os.
3. Experimentar sonoridades, materiais e técnicas diversas para a construção de instrumentos
musicais.
4. Manipular fontes sonoras diversificadas, convencionais e alternativas, explorando-as em
propostas de criação e interpretação musical.
5. Conhecer e reconhecer repertório musical regional, nacional e estrangeiro, relacionando
códigos e convenções que são específicos da música.
6. Criar e apropriar-se de diferentes formas e técnicas de grafia musical (convencionais e
alternativas).
7. Exercitar a análise das produções musicais já consolidadas e próprias, individual e
coletivamente.
Arte
23
OBJETIVOS DO REFERENCIAL CURRICULAR MUNICIPAL
 Expressar e saber comunicar-se em artes mantendo uma atitude busca pessoal e/ ou coletiva,
articulando a percepção, a imaginação, a emoção, a sensibilidade e a reflexão ao realizar e
fruir produções artísticas.
 Interagir com materiais instrumentos e procedimentos variados em artes (artes visuais,
dança, música, teatro), experimentando-os e conhecendo-os de modo a utilizá-los nos
trabalhos pessoais.
 Edificar uma relação de autoconfiança com a produção artística pessoal e conhecimentos
estéticos, respeitando a própria produção e a dos colegas, no percurso de criação que abriga
uma multiplicidade de procedimentos e soluções.
 Compreender e saber identificar a arte como fato histórico contextualizado nas diversas
culturas, conhecendo respeitando e podendo observar as produções presentes no entorno,
assim como as demais do patrimônio cultural e do universo natural identificando a
existência de diferenças nos padrões artísticos e estéticos.
 Observa as relações entre o homem e a realidade com interesses e curiosidades, exercitando
a discussão, indagando, argumentando e apreciando arte de modo sensível.
 Compreender e saber identificar aspectos da função e dos resultados da trabalho do artista
reconhecendo em sua própria experiência de aprendiz, aspecto do processo percorrido pelo
artista.
 Buscar e saber organizar informações sobre a arte em contato com artista, documento,
acervos nos espaços da escola e fora dela (livros, revistas, ilustrações, jornais, diapositivos,
vídeos, discos, cartazes) e acervos públicos (museu, galerias, centros de culturas, bibliotecas,
fonotecas, videotecas, cinematecas), reconhecendo e compreendendo a variedade dos
produtos artísticos e concepções estéticas presentes na história das diferentes culturas e
etnias.
DIREITOS GERAIS DE APRENDIZAGEM: ARTE
Ano 1
DA1- Compreender a arte como um conhecimento produzido socialmente, em
diferentes contextos históricos e culturais da humanidade.
I/A
DA2- Reconhecer a importância social da arte na sociedade e na vida dos
indivíduos.
I/A
DA3- Vivenciar experiências educativas nas linguagens da dança, teatro, artes
visuais e música.
I/A/C
DA4- Vivenciar processos educativos de diálogo interdisciplinar da arte com
diferentes áreas de conhecimento e de diálogo interterritorial das diferentes
linguagens artísticas, inclusive com as novas tecnologias.
I/A/C
DA5- Conhecer a vida e obra de diferentes artistas das linguagens da dança, teatro,
artes visuais e música, da comunidade local e da região, como, também, com
artistas de expressão nacional e internacional, das mais diferentes partes do
mundo; de diferentes épocas, estilos, gêneros, e etnias.
I/A
DA6- Conviver e acessar fontes vivas de produção da arte. I/A/C
Arte
24
DA7- Identificar no cotidiano a produção e produtores artísticos de circulação
social em diferentes ambientes.
I/A/C
DA8- Ler, apreciar e analisar criticamente diferentes objetos artísticos e
manifestações da arte na sociedade.
I/A/C
DA9- Conhecer e reconhecer os elementos que constituem as linguagens artísticas
a partir da leitura e análise de objetos artísticos. I/A/C
DA10- Conhecer, participar e visitar diferentes dispositivos e equipamentos
culturais de circulação da arte e do conhecimento artístico, tais como: teatros,
museus, galerias, feiras, ruas, festivais, livrarias, bibliotecas, centros históricos e
culturais.
I/A/C
DA11- Fazer arte na perspectiva da criação artística como pesquisa e investigação. I/A/C
DA12- Conhecer, vivenciar e interagir com materiais, tecnologias, técnicas,
instrumentos e procedimentos variados em artes, experimentando-os de modo a
utilizá-lo nos trabalhos pessoais e coletivos de criação artística.
I/A/C
DA13- Pesquisar e organizar os diferentes conhecimentos artísticos, a partir de
fontes variadas de informações.
I/A/C
DA14- Respeitar, conviver, valorizar e dialogar com as diferentes produções
artísticas de circulação social.
I/A/C
I - Introduzir; A - Aprofundar; C - Consolidar.
OBRAS COMPLEMENTARES – ACERVO DO PNAIC
 Sofia a andorinha
 Minha família é colorida
 Cultura diferenças
 A bola redonda
 Maracatu
 Clic-clic: A máquina biruta de seu Olavo
 Sombra
 Música no zoo
 Turma da Mônica: folclore brasileiro
 Os feitiços do vizinho
 Chapeuzinho vermelho e as cores
 Mamãe é um lobo
 Canteiro – Músicas para brincar
Arte
25
PROPOSTA DE CONTEÚDOS
 A descoberta da Arte (identificar a arte ruprestre, explicando a relação entre a produção
artística dos primeiros seres humanos e o contexto em que viviam).
 De ponto em ponto baseado na técnica do artista Geroge Seraut. Livro - Seurat e o arco-íris
 Grafismos indígenas feitos por linhas, pontos e formas geométricas
 Elementos básicos do desenho ―as linhas‖ (verticais, horizontais, diagonais e curvas).
 Onde vivemos (organizar materiais e executar trabalhos artíticos percebendo a variação dos
traços)
 Barulhinhos do campo (identificação dos sons riachos, pássaros,animais, insetos, vento e
outros).
 Barulhos na escola (observação dos sons na escola e registros através dos desenhos)
 Sons curtos (do coração tum, tum,tum) e sons longos ( da abelha zzzzzzzzzz) etc. Livro
canteiro de Margareth Daresso – músicas para brincar além das canções, traz informações
sobre sons e ritmos.
 Cor e natureza (além dos sons, o campo também nos oferece muitas cores). Associar as
plantas, frutas, flores, legumes, carvão, terra, barro, animais e outros as cores).
 Pintura utilizando tipos de terra. Receita da tinta de terra (1 colher de terra, 1 colher de água,
1 colher de cola. Modo de fazer- misture tudoem uma vasilha e a já está pronto.
 Escultura em barro
 Cores primárias – sugestão do livro de Tarsila e o papagaio Juvenal, de Mércia Leitão e
Neide Duarte, retratando a história de um papagaio com cores exuberantes e sua aventuras.
 Desenho soprado
 Pintura a dedo
 Pintura com barbante, cordão ou lã
 Pintura com esponja
 Desenho vazado (molde)
 Flores tipos, tamanho e cores. Reprodução através de origami, colagem das flores, desenhos.
 Fotomontagem cômica
 Ilustração de música e contos
 Desenho sobre a lixa
 Cultura indígena – Pintura - ( grafismos indígenas – linhas, pontos e formas geométricas que
se unem)
 Desenho com formas geométricas, utilizando as cores primárias
 Carimbos com dedos, com batata, com folha, com a digital, maçã, quiabo, com as mãos,
com os pés, com círculos , quadrados, triângulos.
 Frotagem com folhas – técnica de colocar uma folha em branco sobre objetos, folhas etc. e
depois passar giz cera sobre o papel, obtendo o conteúdos. Exposição em seguida.
 Cantigas de roda
 Cantando e dançando
 Cultura Popular (folguedos e danças tradicionais)
 Folclore brincadeiras tradicionais (antigas) e as contemporâneas
 Folclore brasileiro (tipos de dança)
 Folclore (Música)
Arte
26
 Folclore (Festas)
 Folguedos e danças tradicionais
 Bumba-meu-boi
 Cavalhada
 Pastoril
 Boi de Carnaval
 Danças
 Capoeira
 Quadrilha
 Dança da Fita
 Dança Afro
 Toré
 Folclore brincadeiras tradicionais (antigas) e as contemporâneas
 Formas geométricas no folclore
 Hora de dança (além de pintar e desenhar, o ser humano também dança) Proporcionar
momentos em eles dancem vários ritmos e registrem os desenhos sobre a dança. Livro
Godô dança de Carolina Vigna-Marú.
 Mímica – o nosso corpo sente, se expressa e se comunica por intermédio da arte.
Brincadeiras de imitação de animais, pessoas, sons dos animais, expressões faciais (tristeza,
alegria, medo, irritação,alagria, susto, dor, fome)
 Cantigas de roda e os movimentos e as brincadeiras semanalmente.
 Uma maneira diferente de fazer música – utilizando garrafas pet, tampas,objetos etc.
 Classificação dos instrumentos musicais – (corda, sopro, percussão)
 Instrumentos musicais – contrução de instrumentos
 O corpo pode ser um instrumento musical – utilizar as partes do corpo pra poduzir sons
 Cantando e brincando
 Músicas para ouvir e ver – observar os diversos gêneros musicais no Brasil.
 Inventando a dançar – vamos coreografar
 Show de talentos
 Observar e fazer mímicas – jogo do adivinhar
 Teatro de máscaras
 Teatro de objetos na arte de contar histórias
 O teatro de sombras – animais de sombras podem se mexer
 Teatro de bonecos - mamulengo
 Observar e fazer mímicas – jogo do adivinhar
 Desenho individual a partir de um tema da localidade desenho texturado
 Desenho com giz de cera
 Recortes e colagens com temas diversos
 Ilustração de textos históricos
 Pintura com pente
 Origami
 Confecções de cartões
 Pintura esponjada. Como fazer: Recorte uma esponja em pedaços, do tamanho que desejar,
umedeça na tinta guache e pressione sobre o papel. Repita a atividade até formar a pintura
Arte
27
que deseja. Dica: Se usar várias cores de tinta é preciso separar um pedaço de esponja para
cada cor, para não misturar.
Educação Física
28
EDUCAÇÃO FÍSICA
CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE EDUCAÇÃO FÍSICA
O trabalho na área da Educação Física tem seus fundamentos nas concepções de corpo e
movimento. Ou, dito de outro modo, a natureza do trabalho desenvolvido nessa área tem íntima
relação com a compreensão que se tem desses dois conceitos.
Por suas origens militares e médicas e por seu atrelamento quase servil aos mecanismos
de manutenção do status quo vigente da história brasileira, tanto a prática como a reflexão
teórica no campo da Educação Física restringiram os conceitos de corpo e movimento –
fundamentos de seu trabalho - aos seus aspectos fisiológicos e técnicos.
Atualmente, a análise critica e as busca de superação dessa concepção apontam a
necessidade de que, além daqueles, se considere também as dimensões cultural, social, política e
afetiva, presentes no corpo vivo, isto é, no corpo das pessoas, que interagem e se movimentam
como sujeitos sociais e como cidadãos.
Buscando uma compreensão que melhor contemple a complexidade da questão, a
proposta dos parâmetros curriculares nacionais adotou a distinção entre organismo – um sistema
estritamente fisiológico – e corpo – que se relaciona dentro de um contexto sociocultural – e
aborda os conteúdos da Educação Física como expressão de produções culturais, como
conhecimentos historicamente acumulados e socialmente transmitidos. Portanto, a presente
proposta entende a Educação Física como uma cultura corporal.
OBJETIVOS DA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR
1. Experimentar diferentes brincadeiras e jogos pertencentes à cultura popular e presentes no
contexto comunitário e regional.
2. Fruir/desfrutar brincadeiras e jogos da cultura popular presentes contexto comunitário e
regional.
3. Formular estratégias para ampliar as possibilidades de aprendizagens de brincadeiras e jogos
do contexto comunitário e regional.
4. Realizar brincadeiras e jogos presentes no contexto comunitário e regional, reconhecendo as
diferenças de gênero, étnico-raciais, religiosas, de classe social e de aparência e/ou
desempenho corporal.
5. Reconhecer as características das brincadeiras e jogos presentes na comunidade e região.
6. Compreender e valorizar os diferentes sentidos e interesses constitutivos das brincadeiras e
jogos do contexto comunitário e regional.
7. Identificar locais disponíveis na escola e na comunidade para a prática de brincadeiras e
jogos do contexto comunitário e regional.
8. Participar na proposição e na produção de alternativas para praticar as brincadeiras e os
jogos aprendidos nas aulas, em momentos extracurriculares.
9. Experimentar e recriar jogos esportivos de marca, precisão e invasão.
10. Fruir/desfrutar de diversos tipos de jogos esportivos, prezando o trabalho coletivo e o
protagonismo.
Educação Física
29
11. Identificar, debater e utilizar estratégias individuais elementares nos diversos tipos de jogos
esportivos.
12. Compreender a importância da observação das normas e regras dos jogos esportivos que
asseguram a integridade própria e a dos demais participantes.
13. Identificar as características dos jogos esportivos experimentados e recriar suas
possibilidades de prática.
14. Reconhecer a diversidade esportiva presente na comunidade.
15. Participar na proposição e na produção de alternativas para praticar os jogos esportivos
aprendidos nas aulas, em outros momentos escolares.
16. Experimentar diferentes elementos individuais da ginástica geral (equilíbrios, saltos, giros,
rotações, acrobacias, com e sem materiais).
17. Fruir/desfrutar diferentes elementos básicos da ginástica geral.
18. Formular estratégias para resolver desafios na execução dos elementos básicos da ginástica
geral.
19. Reconhecer as características dos elementos básicos individuais da ginástica geral.
20. Refletir sobre a presença dos elementos básicos da ginástica em distintas práticas corporais.
21. Experimentar diferentes rodas cantadas, brincadeiras rítmicas e danças presentes na
comunidade.
22. Fruir/desfrutar diferentes rodas cantadas, brincadeiras rítmicas e danças presentes na
comunidade.
23. Formular estratégias para identificar, analisar e praticar os ritmos, os gestos e as músicas das
rodas cantadas, das brincadeiras rítmicas e danças presentes na cultura comunitária.
24. Realizar rodas cantadas, brincadeiras rítmicas e danças presentes na cultura comunitária a
partir de princípios da justiça, equidade e solidariedade, com ênfase para as relações
igualitárias de gênero.
25. Reconhecer os ritmos, os gestos e as músicas dos diferentes tipos de rodas cantadas,
brincadeiras rítmicas e danças presentes na cultura comunitária.
26. Compreender criticamente e valorizar as rodas cantadas, brincadeiras rítmicas e danças
vivenciadas na cultura comunitária.
27. Construir e reconstruir pequenas coreografias das rodas cantadas, brincadeiras rítmicas e
danças presentes na cultura comunitária, concebidas como patrimônio cultural.
OBJETIVOS DO REFERENCIAL CURRICULAR MUNICIPAL
 Participar de atividades corporais, estabelecendo relações equilibradas e construtivas com os
outros, reconhecendo e respeitando características físicas e de desempenho de si próprio e
dos outros, sem discriminar por características pessoais, físicas, sexuais ou sociais;
 Adotar atitudes de respeito mútuo, dignidade e solidariedade em situações lúdicas e
esportivas, repudiando qualquer espécie de violência
 Conhecer, valorizar, respeitar e desfrutar da pluralidade de manifestações de cultura corporal
do Brasil e do mundo, percebendo-as como recurso valioso para a integração entre pessoas e
entre diferentes grupos sociais;
Educação Física
30
 Reconhecer-se como elemento integrante do ambiente, adotando hábitos saudáveis de
higiene, alimentação e atividades corporais, relacionando-os com os efeitos sobre a própria
saúde e de recuperação, manutenção e melhoria da saúde coletiva;
 Solucionar problemas de ordem corporal em diferentes contextos, regulando e dosando o
esforço em um nível compatível com as possibilidades, considerando que o aperfeiçoamento
e o desenvolvimento das competências corporais decorrem de perseverança e regularidade e
devem ocorrer de modo saudável e equilibrado;
 Reconhecer condições de trabalho que comprometam os processos de crescimento e
desenvolvimento, não as aceitando para si nem para os outros, reivindicando condições de
vida dignas;
 Conhecer a diversidade de padrões de saúde, beleza e estética corporal que existem nós
diferentes grupos sociais, compreendendo sua inserção dentro da cultura em que são
produzidos, analisando criticamente os padrões divulgados pela mídia e evitando o
consumismo e o preconceito;
 Conhecer, organizar e interferi no espaço de forma autônoma bem como reivindicar locais
adequados para promover atividades corporais de lazer, reconhecendo-as como uma
necessidade básica do ser humano e um direito do cidadão.
OBRAS COMPLEMENTARES – ACERVO DO PNAIC
 Godô Dança
 Ciranda
 Desvendando a orquestra – formando platéias do futuro
 O herói de Damião em a descoberta da capoeira
PROPOSTA DE CONTEÚDOS
 Brincadeiras e jogos
 Cultura popular
 Comunitário e regional
 Características
 Jogos esportivos
 De marcas;
 De precisão;
 De invasão.
 Esportivos
 Normas e regras
 Características
 Ginástica (com ou sem material)
 Equilíbrios;
Educação Física
31
 Saltos;
 Giros;
 Rotações;
 Acrobacias
 Elementos básicos da ginástica geral
 Individuais
 Músicas
 Rodas cantadas;
 Brincadeiras rítmicas
 Danças presentes na comunidade
 Princípios da justiça;
 Equidade;
 Solidariedade
 Ritmos;
 Gestos;
 Músicas
 Coreografia
Matemática
32
MATEMÁTICA
CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE MATEMÁTICA
A matemática é componente importante na construção da cidadania, na medida em que a
sociedade se utiliza, cada vez mais, de conhecimentos científicos e recursos tecnológicos, dos
quais os cidadãos devem se apropriar.
A matemática precisa estar ao alcance de todos e a democratização do seu ensino deve ser
meta prioritária do trabalho docente.
A atividade matemática escolar não é ―olhar para coisas prontas e definitivas‖, mas a
construção e a apropriação de um conhecimento pelo, aluno que se servira dele para
compreender e transformar sua realidade.
No ensino da matemática, destacam-se dois aspectos básicos: um consiste em relacionar
observações do mundo real com representações (esquema, tabelas, figuras); outro consiste em
relacionar essas representações com princípios e conceitos matemáticos. Nesse processo, a
comunicação tem grande importância e deve ser estimulada, levando-se o aluno a ―falar‖ e a
―escrever‖ sobre matemática, a trabalhar com representações gráficas, desenhos construções a
aprender como organizar e tratar dados.
A aprendizagem em matemática esta ligada a compreensão, isto é, a apreensão do
significado apreender o significado de um objeto ou acontecimento pressupõe-se vê-lo em suas
relações com outros objetos e acontecimentos. Assim o tratamento dos conteúdos em
compartimentos estanques e numa rígida sucessão linear deve dar lugar a uma abordagem em
que as conexões sejam favorecidas e destacadas. O significado da matemática para o aluno
resulta das conexões que ele estabelece entre ela e demais disciplinas, entre ela e seu cotidiano e
das conexões que ele estabelece entre os diferentes temas matemáticos.
A seleção e organização dos conteúdos não deve ter como critério único a lógica interna
da matemática. Deve-se levar em conta sua relevância social e a contribuição para o
desenvolvimento intelectual do aluno. Trata-se de um processo permanente de construção.
O conhecimento matemático deve ser apresentado aos alunos como historicamente
construído e em permanente evolução. O contexto histórico possibilita ver a matemática em sua
prática filosófica, científica e social e contribui para a compreensão do lugar que ela tem no
mundo.
Recursos didáticas como jogos, livros, vídeos, calculadoras, computadores e outros
materiais têm um papel importante no processo de ensino e aprendizagem. Contudo eles
precisam esta integrados a situações que levam ao exercício da análise e da reflexão, em última
instância, a base da atividade matemática.
A avaliação é parte do processo do ensino e aprendizagem. Ela incide sobre uma grande
variedade de aspectos relativos ao desempenho dos alunos, como aquisição de conceitos,
domínios de procedimentos e desenvolvimentos de atitudes. Mas também devem ser avaliados
aspectos como seleção e dimensionamento dos conteúdos práticas pedagógicas, condições em
que se processa o trabalho escolar e as próprias formas de avaliação.
Matemática
33
OBJETIVOS DA BASE NACIONAL COMUM
NÚMEROS E OPERAÇÕES
1. Estimar e contar elementos de coleções de, pelo menos, 30 objetos, dispostos nas formas
ordenada e desordenada, apresentando o resultado por meio de gestos, oralmente, e usando
registro (desenhos ou símbolos);
2. Compor e decompor números, pelo menos até 30 (exemplo: 10 = 2 + 8 ou 10 = 5 + 5 ou 10
= 1 + 9 ou 10 = 11 - 1; 17 = 10 + 7 ou 17 = 12 + 5);
3. Resolver e elaborar problemas de adição e subtração em linguagem oral (com o suporte de
imagem ou material de manipulação) com os significados de juntar, acrescentar, separar,
retirar, comparar e completar quantidades de até 30 elementos, utilizando estratégias
próprias (por meio de desenho, decomposição numérica ou oralmente);
4. Estimar, contar e comparar quantidades de elementos em coleções de, pelo menos, 100
objetos, dispostos nas formas ordenada e desordenada, de diferentes maneiras (exemplo: de
2 em 2, de 4 em 4, de 5 em 5), apresentando o resultado por meio de gestos, oralmente e
usando registro (desenhos ou símbolos), utilizando termos como mais, menos, mesma
quantidade;
5. Associar a denominação de números até 100 à sua representação simbólica (do registro com
algarismos ao registro com a Língua Materna e vice-versa);
6. Compor e decompor números até 100 (exemplo: 24 = 20 + 4 ou 24 = 6 + 18 ou 24 = 26 - 2);
7. Resolver e elaborar problemas de adição e subtração (juntar, acrescentar, separar, retirar,
comparar e completar) em linguagem oral, com o suporte de imagem ou material de
manipulação, envolvendo quantidades de até 100 elementos, utilizando estratégias próprias
(exemplo: desenho, decomposição numérica, palavra);
8. Resolver e elaborar problemas envolvendo ideias multiplicativas (adição de parcelas iguais,
elementos apresentados em disposição retangular, dobro e metade) em linguagem oral, com
o suporte de imagens ou materiais de manipulação;
9. Ler, escrever, comparar e ordenar números até 1.000, associando o registro em algarismos
ao registro em Língua Materna;
10. Compor e decompor números até 1.000 (exemplo: 168 = 100 + 60 + 8ou 168 = 50 + 50 + 50
+ 18);
11. Identificar relações entre dúzia e meia dúzia; dezena e meia dezena; centena e meia centena;
12. Resolver e elaborar problemas de adição e de subtração, envolvendo os significados de
juntar, acrescentar, separar, retirar, comparar e completar quantidades, utilizando o cálculo
mental;
13. Resolver e elaborar problemas de multiplicação, envolvendo as ideias de adição de parcelas
iguais, elementos apresentados em disposição retangular, proporcionalidade, dobro e triplo;
14. Resolver e elaborar problemas de divisão (repartir uma coleção em partes iguais, dete;minar
quantas vezes uma quantidade cabe em outra, metade e terça parte), em linguagem verbal,
com o suporte de imagens ou materiais de manipulação.
15. Organizar sequências ordenadas de números naturais, resultantes da realização de adições ou
subtrações sucessivas, por um mesmo número, e descrever a regra de formação da
sequência;
16. Escrever diferentes sentenças de adições ou subtrações de dois números naturais que
resultem na mesma soma ou diferença;
Matemática
34
17. Compor e decompor números de diferentes maneiras, relacionando o valor posicional do
zero à sua decomposição polinomial (exemplo: 504 = 5 x 100 + 0 x 10 + 4 x 1 ou 504 = 2 x
250 + 4);
18. Resolver e elaborar problemas de adição e subtração com números naturais, envolvendo
seus diferentes significados, utilizando ou não o cálculo mental;
19. Relacionar adição e subtração, multiplicação e divisão, como operações inversas;
20. Resolver e elaborar problemas de multiplicação, com números naturais, envolvendo as
ideias de adição de parcelas iguais, elementos apresentados em disposição retangular,
proporcionalidade e a ideia de combinatória;
21. Resolver e elaborar problemas envolvendo ideias de divisão, com números naturais,
utilizando diferentes estratégias baseadas na decomposição de números (por exemplo:
384÷3 = (300÷3) + (60÷3) + (24÷3) = 100 + 20 + 8 = 128);
22. Reconhecer e representar frações usuais de quantidades contínuas e discretas, relacionando-
as às frações unitárias;
23. Reconhecer que, em uma unidade dividida em 10 partes iguais, cada parte corresponde a um
décimo e que, em uma unidade dividida em 100 partes iguais, cada parte corresponde a um
centésimo, representando simbolicamente décimos e centésimos, bem como elaborando
composições e decomposições de números decimais (décimos e centésimos).
ESPAÇO E FORMA
24. Identificar e descrever a localização de pessoas e objetos no espaço, considerando um ponto
de referência;
25. Descrever objetos do mundo físico, comparando-os com figuras geométricas espaciais, sem
nomeá-las;
26. Descrever, comparar e nomear figuras planas (círculo, quadrado, retângulo e triângulo),
apresentadas em diferentes disposições, ou seja, com e sem lados paralelos às bordas da
folha de papel;
27. Identificar e descrever deslocamentos e localização de pessoas e objetos no espaço,
considerando pontos de referência;
28. Reconhecer as representações de figuras geométricas espaciais (cubo, bloco retangular,
pirâmide, cone, cilindro e esfera), relacionando-as com objetos do mundo físico;
29. Descrever, comparar, nomear e classificar figuras planas (círculo, triângulo, quadrado,
retângulo) por características comuns, apresentadas em diferentes posições, ou seja, com e
sem lados paralelos às bordas da folha de papel;
30. Identificar e descrever a localização (considerando mais de um ponto de referência) e
deslocamentos (incluindo mudanças de direção) de pessoas e objetos no espaço;
31. Reconhecer e nomear as representações de figuras geométricas espaciais (cubo, bloco
retangular, pirâmide, cone, cilindro e esfera), relacionando-as com objetos do mundo físico e
associando prismas e pirâmides a suas planificações;
32. Descrever, comparar, nomear e classificar figuras planas (círculo, triângulo, quadrado,
retângulo, trapézio e paralelogramo) por características comuns, mesmo que apresentadas
em diferentes posições, ou seja, com e sem lados paralelos às bordas da folha de papel;
33. Reconhecer figuras iguais (congruentes), usando sobreposição, desenhos em malhas
quadriculadas ou triangulares, utilizando tecnologias digitais;
Matemática
35
34. Localizar objetos no espaço, usando noções de coordenadas (exemplo: mapas de cidade,
batalha naval, células em planilhas eletrônicas, plano cartesiano, coordenadas geográficas);
35. Reconhecer e nomear polígonos, considerando o número de lados, de vértices e de ângulos e
desenhá-los, utilizando material de desenho e/ou tecnologias digitais;
36. Identificar elementos de prismas e pirâmides (vértices, arestas e faces);
37. Reconhecer, em situações de ampliação e redução, a conservação dos ângulos e a
proporcionalidade entre os lados correspondentes de figuras poligonais;
GRANDEZAS E MEDIDAS
38. Comparar e ordenar objetos em relação a comprimentos, capacidades e massas, utilizando
linguagem natural;
39. Identificar e ordenar períodos do dia, dias da semana, meses do ano, datas e relações entre
esses períodos de tempo, utilizando calendários;
40. Reconhecer e nomear moedas e cédulas do sistema monetário brasileiro, comparando seus
valores;
41. Estimar, realizar e comparar medições de comprimentos horizontais, verticais e de contornos
formados por linhas retas, utilizando unidades de medida não convencionais (exemplo:
palmo, passo, lápis, pedaço de barbante);
42. Identificar, ordenar e relacionar datas, dias da semana, meses do ano e eventos (exemplo:
planejamentos diários, situações do cotidiano, programações), utilizando calendários;
43. Ler, identificar e registrar horas (hora, meia hora) e duração de eventos (horário de início e
fim) em relógios analógicos e digitais;
44. Reconhecer e nomear moedas e cédulas do sistema monetário brasileiro, estabelecendo
equivalências de valores;
45. Estimar, fazer medições, comparar e ordenar comprimentos, massas e capacidades,
utilizando unidades não convencionais de medida e unidades convencionais mais usuais;
46. Comparar áreas de duas figuras planas, recorrendo às relações entre elas ou à decomposição
e à composição;
47. Ler, identificar e registrar horas (hora, meia hora e quarto de hora) e duração de eventos
(horário de início e fim) em relógios analógicos e digitais;
48. Reconhecer e comparar valores de moedas e cédulas e estabelecer equivalências de um
mesmo valor, utilizando diferentes cédulas e moedas do sistema monetário brasileiro;
49. Comparar e ordenar grandezas (comprimento, área, massa e capacidade), utilizando
unidades convencionais de medida e reconhecendo as relações entre as unidades de medida
mais usuais;
50. Medir o perímetro de quadriláteros, triângulos e outros polígonos;
51. Descrever o que ocorre com as medidas do perímetro e da área de um quadrado, quando se
altera a medida de seus lados (exemplo: dobra, triplica);
52. Compreender a grandeza volume, de objetos tridimensionais, por meio de empilhamentos de
cubos.
TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO
53. Coletar dados em uma pesquisa envolvendo apenas uma variável (exemplo: ―Qual o time?‖,
―Qual o número do sapato?‖, ―Qual a cor preferida?‖), descrever os seus resultados e
construir representações próprias para comunicar esses dados;
Matemática
36
54. Descrever resultados de eventos cotidianos, envolvendo o acaso, indicando-os como
―prováveis‖, ―pouco prováveis‖, ―improváveis‖;
55. Identificar uma informação (exemplo: ―quantos?‖ ou ―quem?‖) e comparar duas
informações (exemplo: ―quem tem menos?‖ ou ‖qual o maior?‖ apresentadas em tabela
simples ou gráfico de colunas;
56. Coletar dados de duas variáveis (exemplo: número de irmãos e bairro onde mora) e
apresentar os resultados por meio de tabelas e gráficos pictóricos ou de colunas;
57. Identificar, em eventos familiares, envolvendo o acaso, a variação dos resultados possíveis
(exemplo: reconhecer que há diferentes respostas para uma pergunta, que há diferentes
resultados em sorteio);
58. Interpretar e comparar dados apresentados em uma tabela simples, gráficos de barras ou de
colunas;
59. Coletar dados de duas variáveis, organizando-os em categorias, e selecionar meios para
comunicar os resultados como listas, tabelas, gráfico de colunas simples, com ou sem uso de
tecnologias digitais;
60. Apresentar todos os possíveis resultados de um experimento aleatório (exemplo: sortear uma
menina de um grupo de alunos), indicando se esses resultados são igualmente prováveis ou
não (se a quantidade de meninas e meninos for igual, a chance de sortear uma menina será a
mesma do que a de sortear um menino, mas se as quantidades forem diferentes, as chances
não serão iguais);
61. Indicar a probabilidade de sucesso de um evento simples, por meio de uma razão, quando os
resultados do experimento são equiprováveis, ou seja, quando todos os resultados possíveis
têm a mesma chance de ocorrer;
62. Comparar e interpretar dados apresentados em gráficos de colunas, barras e de linhas;
63. Coletar dados e comunicar os resultados de pesquisa selecionando as representações mais
adequadas entre as já estudadas (tabelas, gráficos de colunas, de barras ou de linhas), com e
sem o uso de tecnologias digitais.
OBJETIVOS DO REFERENCIAL CURRICULAR MUNICIPAL
 Identificar os conhecimentos matemáticos como meios para compreender e transformar o
mundo à sua volta e perceber o caráter de jogo intelectual, característico da matemática,
como aspecto que estimula o interesse a curiosidade, o espírito de investigação e o
desenvolvimento da capacidade para resolver problemas;
 Fazer observações sistemáticas de aspectos quantitativos e qualitativos do ponto de vista do
conhecimento e estabelecer o maior numero possível de relações entre eles, utilizando para
isso o conhecimento matemático (aritmético, geométrico, métrico, algébrico, estatísticos,
combinatório, probabilístico); selecionar, organizar e produzir informações relevantes, para
interpretá-las e avaliá-las criticamente;
 Resolver situações problemas, sabendo validar estratégias e resultados desenvolvendo
formas de raciocínio e processos como dedução, indução, intuição, analogia, estimativa e
utilizando conceitos e procedimentos matemáticos, bem como instrumentos tecnológicos
disponíveis;
Matemática
37
 Comunicar-se matematicamente, ou seja, descrever, representar e apresentar resultados com
precisão e argumentar sobre as suas conjecturas, fazendo o uso da linguagem oral
estabelecendo, relações entre ela e diferentes representações matemáticas;
 Estabelecer conexões entre temas matemáticos de diferentes campos e entre esses temas e
conhecimento de outras áreas curriculares;
 Sentir-se seguro da própria capacidade de construir conhecimentos matemáticos,
desenvolvendo a auto-estima e a perseverança na busca de soluções;
 Interagir com seus pares de forma cooperativa trabalhando coletivamente na busca de
soluções para problemas propostos identificando aspectos consensuais ou não na discussão
de um assunto, respeitando o modo de pensar dos colegas e aprendendo com eles.
DIREITOS DE APRENDIZAGEM: Matemática
DIREITOS GERAIS DE APRENDIZAGEM: MATEMÁTICA
NÚMEROS E OPERAÇÕES
Identificar os números em diferentes contextos e funções; utilizar diferentes estratégias para
quantificar, comparar e comunicar quantidades de elementos de uma coleção, nas brincadeiras e
em situações nas quais as crianças
reconheçam sua necessidade. Elaborar e resolver problemas de estruturas aditivas e
multiplicativas utilizando estratégias próprias como desenhos, decomposições numéricas e
palavras.
GEOMETRIA
Explicitar e/ou representar informalmente a posição de pessoas e objetos, dimensionar espaços,
utilizando vocabulário pertinente nos jogos, nas brincadeiras e nas diversas situações nas quais as
crianças considerarem necessário essa ação, por meio de desenhos, croquis, plantas baixas, mapas
e maquetes, desenvolvendo noções de tamanho, de lateralidade, de localização, de
direcionamento, de sentido e de vistas. Descrever, comparar e classificar verbalmente figuras
planas ou espaciais por características comuns, mesmo que apresentadas em diferentes
disposições (por translação, rotação ou reflexão), descrevendo a transformação com suas próprias
palavras.
GRANDEZAS E MEDIDAS
Comparar grandezas de mesma natureza, por meio de estratégias pessoais e uso de instrumentos
de medida adequado com compreensão do processo de medição e das características do
instrumento escolhido. Fazer estimativas; reconhecer cédulas e moedas que circulam no Brasil.
TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO
Ler, interpretar e transpor informações em diversas situações e diferentes configurações (do tipo:
anúncios, gráficos, tabelas, propagandas), utilizando-as na compreensão de fenômenos sociais e
na comunicação, agindo de forma efetiva na realidade em que vive. Formular questões, coletar,
organizar, classificar e construir representações próprias para a comunicação de dados coletados.
Matemática
38
NÚMEROS E OPERAÇÕES
Ano 1
DA1-Identificar números nos diferentes contextos em que se encontram, em suas
diferentes funções: indicador da quantidade de elementos de uma coleção discreta
(cardinalidade); medida de grandezas (2 quilos, 3 dias, etc); indicador de posição
(número ordinal); e código (número de telefone, placa de carro etc.).
I
DA2-Utilizar diferentes estratégias para quantificar e comunicar quantidades de
elementos de uma coleção, nas brincadeiras e em situações nas quais as crianças
reconheçam sua necessidade: contagem oral, pareamento, estimativa e
correspondência de agrupamentos; comunicar quantidades, utilizando a linguagem
oral, a notação numérica e/ou registros não convencionais.
I
DA3-Associar a denominação do número a sua respectiva representação simbólica. I/A
DA4-Identificar posição de um objeto ou número numa série, explicitando a noção de
sucessor e antecessor.
I/A
DA5-Comparar ou ordenar quantidades por contagem; pela formulação de hipóteses
sobre a grandeza numérica, pela identificação da quantidade de algarismos e da
posição ocupada por eles na escrita numérica.
I
DA6- Contar em escalas ascendentes e descendentes de um em um, de dois em dois,
de cinco em cinco, de dez em dez, etc., a partir de qualquer número dado.
I/A
DA7-Identificar regularidades na série numérica para nomear, ler e escrever números
menos frequentes.
I
DA8-Utilizar calculadora para produzir e comparar escritas numéricas.
I
DA9- Resolver e elaborar problemas com os significados de juntar, acrescentar
quantidades, separar e retirar quantidades, utilizando estratégias próprias como
desenhos, decomposições numéricas e palavras.
I
DA11- Reconhecer termos como dúzia e meia dúzia; dezena e meia dezena; centena e
meia centena, associando-os às suas respectivas quantidades. I
DA12- Resolver e elaborar problemas aditivos envolvendo os significados de juntar e
acrescentar quantidades, separar e retirar quantidades, comparar e completar
quantidades, em situações de contexto familiar e utilizando o cálculo mental ou
outras estratégias pessoais.
I
DA13- Resolver e elaborar problemas de multiplicação em linguagem verbal (com o
suporte de imagens ou materiais de manipulação), envolvendo as ideias de adição de
parcelas iguais, elementos apresentados em disposição retangular, proporcionalidade
e combinatória.
I
DA14- Resolver e elaborar problemas de divisão em linguagem verbal (com o
suporte de imagens ou materiais de manipulação), envolvendo as ideias de repartir
uma coleção em partes iguais e a determinação de quantas vezes uma quantidade
cabe em outra.
I
Matemática
39
GEOMETRIA
Ano 1
DA1- Identificar números nos diferentes contextos em que se encontram, em suas
diferentes funções: indicador da quantidade de elementos de uma coleção discreta
(cardinalidade); medida de grandezas (2 quilos, 3 dias, etc); indicador de posição
(número ordinal); e código (número de telefone, placa de carro etc.).
I
DA5- Comparar ou ordenar quantidades por contagem; pela formulação de hipóteses
sobre a grandeza numérica, pela identificação da quantidade de algarismos e da
posição ocupada por eles na escrita numérica.
I
DA6- Contar em escalas ascendentes e descendentes de um em um, de dois em dois,
de cinco em cinco, de dez em dez, etc., a partir de qualquer número dado.
I
DA8-Utilizar calculadora para produzir e comparar escritas numéricas. I
GRANDEZAS E MEDIDAS
Ano 1
DA1- Comparar comprimento de dois ou mais objetos por comparação direta (sem o
uso de unidades de medidas convencionais) para identificar: maior, menor, igual,
mais alto, mais baixo, mais comprido, mais curto, mais grosso, mais fino, mais largo,
etc.
I
DA2- Comparar grandezas de mesma natureza, por meio de estratégias pessoais e uso
de instrumentos de medida conhecidos — fita métrica, balança, recipientes de um
litro, etc.
I
DA3- Selecionar e utilizar instrumentos de medida apropriados à grandeza a ser
medida (por exemplo: tempo, comprimento, massa, capacidade), com compreensão
do processo de medição e das características do instrumento escolhido.
I
DA4- Identificar ordem de eventos em programações diárias, usando palavras como:
antes, depois.
I/A/C
DA5- Identificar unidades de tempo — dia, semana, mês, bimestre, semestre, ano —
e utilizar calendários.
I
DA6- Relação entre unidades de tempo — dia, semana, mês, bimestre, semestre, ano. I/
DA7- Leitura de horas, comparando relógios digitais e de ponteiros. I
DA8- Fazer e utilizar estimativas de medida de tempo e comprimento. I
DA9- Comparar intuitivamente capacidades de recipientes de diferentes formas e
tamanhos.
I
DA10- Identificação dos elementos necessários para comunicar o resultado de uma
medição e produção de escritas que representem essa medição.
I
DA11- Reconhecer cédulas e moedas que circulam no Brasil e de possíveis trocas
entre cédulas e moedas em função de seus valores em experiências com dinheiro em
brincadeiras ou em situações de interesse das crianças.
I
TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO Ano 1
DA1- Ler, interpretar e transpor informações em diversas situações e diferentes
configurações (do tipo: anúncios, gráficos, tabelas, propagandas), utilizando-as na
I
Matemática
40
compreensão de fenômenos sociais e na comunicação, agindo de forma efetiva na
realidade em que vive.
DA2- Formular questões sobre aspectos familiares que gerem pesquisas e
observações para coletar dados quantitativos e qualitativos.
I
DA3- Coletar, organizar, classificar, ordenar e construir representações próprias para
a comunicação de dados coletados.
I
OBRAS COMPLEMENTARES – ACERVO DO PNAIC
 Beleléu e os números (quantidade)
 Nunca conte com ratinhos (números de 1 a 10)
 Animais e opostos (alto, baixo, grande , pequeno, etc.)
 Livro dos números, bichos e flores (ordem crescente e decrescente, e escrita dos números)
 Tem alguma coisa embaixo do cobertor! (sucessor e antecessor)
 É bicho (forma, cor, linha, espaço e composição)
 Quem vai ficar com o pêssego? (comparação de grandezas)
 O tempo (medida do tempo)
Jogos na Alfabetização Matemática – caderno de jogos do PNAIC
Números e operações
 As duas mãos
 Cubra a diferença
 Nunca dez
 Boca do palhaço
 Jogo das operações
 Bota de muitas léguas
 Cubra o dobro
 Travessia do rio
Geometria
 Na direção certa
 Dominó geométrico
 Jogo das figuras
 Equilíbrio geométrico
Grandezas e medidas
 Calendário dinâmico
 Marcando as horas
Matemática
41
Tratamento da informação
 Corrida de peões
PROPOSTA DE CONTEÚDOS
NÚMEROS E OPERAÇÕES
 História dos números
 Idéia de quantidade
 Representação de quantidade
 Conjuntos
 Noções de conjunto
 Quantidade de elemento de um conjunto
 Número da vida prática
 Os números em minha vida
 Antecessor e sucessor
 Formando grupos
 Grupos com cores e formas
 Números naturais
 Representação de números
 Comparação de números (igual e diferente , maior que, menor que)
 Ordenação de números
 Sistema de numeração
 A dezena
 O numero 10
 Numero de 11 a 19
 Contando até 30
 Numeração ordinária
 Contando até 50
 Formando seis, sete, oito e nove dezenas
 Números pares e números ímpares
 Sistema monetário brasileiro
 Nosso dinheiro: o real
 Cédulas e moedas
 Operações com números naturais
 Adição com total até 9
 Adição com total até 19
 Trabalhar com adição e subtração
 Problemas
Matemática
42
 Dúzia/meia dúzia
GEOMETRIA
 Localização
 Traçando percursos
 Noções de geometria
 Linhas retas e linhas curvas
 Linhas abertas e linhas fechadas
 Figuras geométricas
 Figuras geométricas planas
 Uso do tangran
 Sólidos geométricos
GRANDEZAS E MEDIDAS
 Medidas de tempo
 Idéia de tempo
 Relógio
 Dias da semana
 Mês/ano
 Medidas de comprimento
 Noções de medida de comprimento
 Instrumento de medida de comprimento
 Medidas de massa
 O quilograma
 Medida de capacidade
 O litro
TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO
 Coleta de dados
 tabelas
 Gráfico.
Ciências
43
CIÊNCIAS
CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE CIÊNCIAS
O ensino de Ciências Naturais, ao longo de sua curta história na escola fundamental, tem
se orientado por diferentes tendências, que ainda hoje se expressam na sala de aula. Ainda que
resumidamente, vale a pena reunir fatos e diagnósticos que não perdem sua importância como
parte de um processo.
Até a promulgação da lei de diretrizes e bases n.4.024/21, ministravam-se aulas de
Ciências Naturais apenas nas duas últimas séries do antigo curso ginasial. Essa lei estendeu a
obrigatoriedade do ensino da disciplina a todas as séries ginasiais. Apenas a partir de 1971, com
a lei n.5.692, Ciências Naturais passou a ter caráter obrigatório nas oito séries do primeiro grau.
Quando foi promulgada a lei n. 4.024/61, o cenário escolar era dominado pelo ensino
tradicional, ainda que esforços de renovação estivessem em processo. Aos professores cabia
transmissão de conhecimentos acumulados pela humanidade, por meio de aulas expositivas e aos
alunos absorção das informações. O conhecimento científico era tomado como neutro e não se
punha em questão a verdade científica. A qualidade do curso era definida pela quantidade de
conteúdos trabalhados. O principal recurso de estudo e avaliação era o questionário, ao qual os
alunos deveriam responder detendo-se nas idéias apresentadas em aula ou no livro-texto
escolhido pelo professor.
As propostas para o ensino de ciências debatidas para a confecção da lei orientavam-se
pela necessidade de o currículo responder ao avanço do conhecimento científico e as demandas
geradas por influência da Escola Nova. Essa tendência deslocou o eixo da questão pedagógica,
dos aspectos puramente lógicos para aspectos psicológicos, valorizando a participação ativa do
aluno no processo de aprendizagem. Objetivos preponderantemente informativos deram lugar a
objetivos também formativos. As atividades práticas passaram a representar importante elemento
para a compreensão ativa de conceitos.
A preocupação em desenvolver atividade experimental começou ter presença marcante
nos processos de ensino e nos cursos de formação de professores. As atividades práticas
chegaram a ser proclamadas como a grande solução para o ensino de ciências, as grandes
facilitadoras do processo de transmissão do saber científico.
O objetivo principal do ensino de ciências passou a ser o de dar condições para o aluno
identificar problemas a parte de observações sobre um fato, levantar hipóteses, testá-las, refutá-
las e abandoná-las quando fosse o caso, trabalhando de forma a tirar conclusões sozinho. O aluno
deveria ser capaz de ―redescobrir‖ o já conhecido pela ciência, apropriando-se da sua forma de
trabalho. É com essa perspectiva que se buscava naquela ocasião, a democratização do
conhecimento científico, reconhecendo-se a importância da vivência científica não apenas para
eventuais futuros cientistas, mas também para o cidadão comum.
As concepções de produção do conhecimento científico e de aprendizagem das ciências
subjacentes a essa tendência eram de cunho empirista/indutivista: a partir da experiência direta
com os fenômenos naturais, seria possível descobrir as leis da natureza. Durante a década de 80
pesquisadores do ensino de Ciências Naturais puderam demonstrar o que professores já
Ciências
44
reconheciam em sua prática, o simples experimentar não garantia a aquisição do conhecimento
científico.
Os problemas relativos ao meio ambiente e a saúde começaram a ter presença quase
obrigatória em todos os currículos de Ciências Naturais, mesmo que abordados em diferentes
níveis der profundidade e pertinência.
Ao longo das várias mudanças, as críticas ao ensino de ciências voltavam-se basicamente
a atualização dos conteúdos, aos problemas de inadequação das formas utilizadas para
transmissão do conhecimento e a formulação da estrutura da área.
Desde os alunos 80 até hoje é grande a produção acadêmica de pesquisas voltadas a
investigação das pré-concepções de crianças e adolescentes sobre os fenômenos naturais e suas
relações com os conceitos científicos. Uma importante linha de pesquisa acerca dos conceitos
intuitivos é aquela que norteadas por idéias piagetianas, se desenvolve acompanhada por estudos
sobre História das Ciências, dentro e fora do Brasil. Tem se verificado que as concepções
espontâneas das crianças e adolescentes se assemelham a concepções científicas de outros
tempos.
OBJETIVOS DA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR
MATERIAIS, SUBSTÂNCIAS E PROCESSOS
1. Reconhecer materiais de uso cotidiano, identificando do que são feitos e como são utilizados
nas atividades humanas;
2. Descrever as características de materiais de uso cotidiano e agrupá-los de acordo com tais
características;
3. Identificar processos de transformação de materiais que ocorrem no dia a dia;
4. Contextualização histórica, social e cultural;
5. Reconhecer que a sociedade utiliza conhecimentos sobre materiais produzidos pela ciência e
pela tecnologia;
6. Processos e práticas de investigação;
7. Descrever etapas de transformação de materiais e fazer perguntas sobre o que está
ocorrendo;
8. Linguagens;
9. Representar, por meio de desenhos, processos de transformação de materiais;
10. Construir quadros que mostram agrupamentos de materiais de acordo com suas
características.
BEM-ESTAR E SAÚDE
11. Conhecimento conceitual;
12. Identificar práticas cotidianas de cuidados pessoais que contribuem para o bem-estar e a
saúde;
13. Contextualização histórica, social e cultural;
14. Reconhecer a importância do descarte adequado de lixo doméstico, relacionando-o a
cuidados com a saúde;
15. Processos e práticas de investigação;
16. Observar e classificar os diferentes tipos de resíduos produzidos pela escola;
Ciências
45
17. Linguagens;
18. Representar e expressar, por meio de desenhos ou colagens de imagem, práticas de cuidados
pessoais de higiene.
SENTIDOS: PERCEPÇÃO E INTERAÇÕES
19. Conhecimento conceitual;
20. Compreender que se interage com o meio em que se vive por meio dos sentidos;
21. Reconhecer que as sensações das interações do cotidiano são diferentes entre indivíduos;
22. Contextualização histórica, social e cultural;
23. Reconhecer equipamentos tecnológicos que necessitam do uso dos sentidos no cotidiano;
24. Identificar diferentes tipos de sensações em ações reais e imaginárias realizadas por
personagens infantis em programas TV, livros e outros veículos de comunicação;
25. Processos e práticas de investigação;
26. Fazer levantamento de algumas características físicas e de capacidades dos colegas da
classe: auditiva, visual, sensações do tato, paladar e olfato;
27. Reconhecer que nossa mobilidade e nossa capacidade de utilizar os cinco sentidos
dependem das nossas condições físicas e de saúde;
28. Linguagens;
29. Expressar por desenhos e encenações as diferentes possibilidades de emprego dos sentidos;
30. Reconhecer símbolos e gestos que representam nossas sensações em situações cotidianas.
OBJETIVOS DO REFERENCIAL CURRICULAR MUNICIPAL
 Compreender a natureza como um todo dinâmico, sendo o ser humano parte integrante e
agente de transformações do mundo em que vive;
 Identificar relações entre conhecimento cientifico, produções de tecnologia e condições de
vida, no mundo de hoje e em sua evolução histórica;
 Formular questões, diagnosticar e propor soluções para problemas reais a partir de
elementos das Ciências Naturais, colocando em pratica conceitos, procedimentos e atitudes
desenvolvidos no aprendizado escolar;
 Saber utilizar conceitos científicos básicos associados a energia, matéria, transformação,
espaço, tempo, sistema, equilíbrio e vida;
 Saber combinar leituras, observações, experimentações, registros, etc. para coleta,
organização, comunicação e discussão de fatos e informações;
 Valorizar o trabalho em grupo, sendo capaz de ação critica e cooperativa para construção
coletiva do conhecimento;
 Compreende a saúde como bem individual e comum que deve ser promovido pela ação
coletiva;
 Compreender a tecnologia como meio para suprir necessidades humanas, distinguindo usos
corretos e necessários daqueles prejudiciais ao equilíbrio da natureza e ao homem.
Ciências
46
DIREITOS GERAIS DE APRENDIZAGEM: CIÊNCIAS
Direitos Gerais de
Aprendizagem em
Ciências Naturais
Eixos de Ensino
das Ciências
Naturais
Direitos Específicos de
Aprendizagem em
Ciências Naturais
Ano 1
1-Elaborar
compreensões
sobre o mundo
condizentes
com perspectivas
atuais da
comunidade
científica.
1-Compreensão
conceitual e
Procedimental
da ciência.
DA1- Aprender como a ciência
constrói conhecimento sobre
os fenômenos naturais.
DA2- Entender conceitos básicos das
ciências.
DA3- Ler e escrever textos
em que o vocabulário da
ciência é usado.
DA4- Interpretar textos científicos sobre a
história e a
filosofia da ciência.
DA5- Perceber as relações
existentes entre as informações e os
experimentos adquiridos e desenvolvidos
por cientistas e o estabelecimento de
conceitos e teorias.
DA6- Relacionar as informações
científicas lidas com conhecimentos
Anteriores.
DA7- Possuir conhecimentos
sobre os processos e ações que fazem das
ciências um modo peculiar de se construir
conhecimento sobre o mundo.
DA8- Identificar as fontes válidas de
informações científicas e tecnológicas e
saber recorrer a elas.
DA9- Aprender a tecer relações
e implicações entre argumentos e
evidências.
DA10- Aprender a planejar
modos de colocar conhecimentos
científicos
já produzidos e ideias próprias como
suposições a serem avaliadas (hipóteses a
serem exploradas).
DA11- Desenvolver raciocínio
lógico e proporcional.
DA12- Aprender a seriar, organizar e
classificar informações.
DA13- Elaborar perguntas e
aprender como encontrar
conhecimentos científicos já produzidos
sobre o tema em questão.
DA14- Estimular o exercício
intelectual.
I
2- Entender que as
Compreensões
2-Compreensão
sociocultural,
DA1- Diferenciar ciência de
tecnologia.
I
Ciências
47
sobre o mundo são
Produções
humanas, criadas e
influenciadas por
seus contextos
históricos.
política e
econômica dos
processos e
produtos da
ciência.
DA2- Perceber o papel das
ciências e das tecnologias na vida cotidiana.
DA3- Compreender a ética que
monitora a produção do
conhecimento científico.
DA4- Considerar o impacto do
progresso promovido pelo
conhecimento científico e suas aplicações
na vida, na sociedade e na cultura de cada
pessoa.
DA5- Compreender que o saber
científico é provisório, sujeito a mudanças.
DA6- Utilizar o conhecimento
científico para tomar decisões
no dia-a-dia.
DA7- Desenvolver posição
crítica com o objetivo de
identificar benefícios e
malefícios provenientes das inovações
científicas e tecnológicas.
DA8- Compreender a maneira
como as ciências e as tecnologias foram
produzidas
ao longo da história.
3- Fazer uso da
Compreensão
sobre o mundo
para estabelecer a
relação
entre o
conhecimento
que se produz
sobre
este mundo e as
aplicações e
produtos que tal
conhecimento
possibilita gerar,
quanto dos efeitos
de ambos
compreensão e
produtos, para a
vida social e
política dos
cidadãos.
3-Compreensão
das relações
entre ciência,
sociedade,
tecnologia e
meio ambiente.
DA1- Conhecer a natureza da
ciência entendendo como
os conhecimentos são produzidos e suas
implicações
para a humanidade e o meio ambiente.
DA2- Considerar como a ciência
e a tecnologia afetam o bem estar, o
desenvolvimento
econômico e o progresso das sociedades.
DA3- Reconhecer os limites da
utilidade das ciências e das tecnologias para
a promoção
do bem estar humano e para os impactos
sobre o meio ambiente.
DA4- Participar de situações em que os
conceitos e procedimentos científicos,
juntamente com as reflexões sobre a
natureza ética da ciência são mobilizados
para direcionar tomadas de posição acerca
de situações sociais atuais
e relevantes.
I
Ciências
48
OBRAS COMPLEMENTARES – ACERVO DO PNAIC
 Era uma vez uma gota de chuva (Ciclo da água)
 ABC dos animais (Animais)
 O que Ana sabe sobre... alimentos saudáveis (Alimentos)
 O mundinho azul (Características da água)
 A abelha (Animais)
 Pinga pingo pingado (Desperdício da água)
 Nunca conte com ratinhos (Animais)
 Sofia, a andorinha (Os sentidos)
 Clic-clic: A máquina biruta de seu Olavo (Ser humano)
 Sombra (Animais)
 Música no zoo (Animais)
 De avestruz a zebra (Animais)
 Soltando os bichos (Características animais)
 Essa não é minha cauda (Ambientes diversos/Animais)
 Pingo d’água (Importância da água)
 Balas, bombons, caramelos (Hábitos alimentares)
 A baleia – corcunda (Biodiversidade/Hábitos de animais)
 Livro dos números, bichos e flores (Animais/Vegetais)
 Águas (Transcurso de um rio/Nascente, leito, margens e trajeto)
 Dandara, o dragão e a lua (Dimensão do espaço/Natureza)
 Ar – pra que serve o ar? (Importância do ar)
 Canteiro (Cuidado com a água, com a terra/Sonoridade)
 Bichionário (Animais)
 A história da tartaruga (Animais)
PROPOSTA DE CONTEÚDOS
A NATUREZA
MATERIAIS, SUBSTÂNCIAS E PROCESSOS
 Materiais do uso cotidiano: Madeira, plástico, papel, vidro, ferro
 Como são utilizados
 Características
 Processos de transformação
 Seres vivos e não vivos
 Características dos seres vivos
 Características dos seres não vivos
 Poluição Sonora
 Semelhanças e diferenças entre animais e vegetais
 Animais úteis
 Animais nocivos
 Animais domésticos e selvagens
 Animais mamíferos
Ciências
49
 Distinção de sexo em alguns animais
 Reprodução dos animais {ovíparos e vivíparos}
 Crescimento e desenvolvimento
 Os vegetais (parte das plantas)
 Reprodução das plantas
 Jardim, horta e pomar (alimentos)
 Relação entre os seres vivos
 O corpo humano (partes)
 O ar
 O solo
BEM-ESTAR E SAÚDE
 Higiene e saúde
 O lixo
 Práticas de acondicionamento e descarte adequados de lixo
 Saneamento básico
 Doenças
 Práticas cotidianas de cuidados pessoais
 Primeiros socorros e prevenção
 A água
 Os alimentos e a água
SENTIDOS: PERCEPÇÃO E INTERAÇÕES
DESCRIÇÃO DE SENSAÇÕES
 Os sentidos
 Audição
 Olfato
 Visão
 Tato
 Paladar
 Características físicas, mobilidade e capacidade de utilizar os cinco sentidos
 Diversidade de condições físicas e transitórias de saúde
 Sensações das interações do cotidiano
 Medo
 Carinho
 Amizade
 Equipamentos tecnológicos que necessitam do uso dos sentidos
 Semáforo (cores)
 Poluiçãosonora
Geografia
50
GEOGRAFIA
CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE GEOGRAFIA
A produção acadêmica em torno da concepção de geografia passou por diferentes
momentos, gerando reflexões distintas acerca dos objetos e métodos do fazer geográfico. De
certa forma, essas reflexões influenciaram e ainda influenciam muitas das práticas de ensino. Em
linhas gerais, suas principais tendências podem assim ser apresentadas.
As primeiras tendências da geografia no Brasil nasceram com a fundação da faculdade de
filosofia da universidade de são Paulo e do departamento de geografia, quando, a partir, da
década de 40, a disciplina geografia passou a ser ensinada por professores licenciados, com forte
influência da escola francesa de Vidal de La Blanche.
Essa geografia era marcada pala explicação objetiva e quantitativa da realidade que
fundamentava a escola francesa de então. Foi essa escola que imprimiu ao pensamento
geográfico o mito da ciência asséptica, não politizada, com o argumento da neutralidade do
discurso científico. Tinha como meta aborda as relações do homem com a natureza de forma
objetiva, buscando a formulação de leis gerais de interpretação.
Essa tendência da geografia e as correntes que dela se desdobraram foram chamadas de
geografia tradicional. Apesar de valorizar o papel do homem como sujeito histórico propunha-se
na análise de produção do espaço geográfico estudar a relação homem-natureza sem priorizar as
relações sociais. Por exemplo, estudava-se a população, mas não a sociedade: os
estabelecimentos humanos, mas não as relações sociais: as técnicas e os instrumentos de
trabalho, mas não o processo de produção. Ou seja, não se discutia as relações intrínsecas a
sociedade, abstraindo assim o homem de seu caráter social. Era baseada, de forma significativa,
em estudos empíricos, articulada de forma fragmentada e com forte viés naturalizante.
No ensino essa geografia se traduziu e muitas vezes ainda se traduz pelo estudo descritivo
das paisagens naturais e humanizadas, de forma dissociada do espaço vivido pela sociedade e das
relações contraditória de produção e organização do espaço. Os procedimentos didáticos
adotados promoviam principalmente a descrição e a memorização dos elementos que compõem
as paisagens sem, contudo, esperar que os alunos estabelecessem relações, analogias ou
generalizações. Pretendia-se ensinar uma geografia neutra. Essa perspectiva marcou também a
produção dos livros didáticos até meados da década de 70 e, mesmo hoje em dia, muitos ainda
apresentam em seus corpos ideais, interpretações ou até mesmo expectativas de aprendizagem
defendidas pela geografia tradicional.
Os métodos e as teorias da geografia tradicional tornaram-se insuficiente para apreender
essa complexidade e principalmente para explicá-la. O levantamento feito por meio de estudos
apenas empíricos tornou-se insuficiente. Era preciso realizar estudos voltados para análise das
relações mundiais análises essas também de ordem econômica, social, políticas, ideológicas. Por
outro lado o meio técnico e científico passou a exerce forte influência nas pesquisas realizadas
no campo da geografia. Para estudar o espaço geográfico globalizado começou-se a recorrerer as
tecnologias aeroespaciais, tais como o sensoriamento remoto, as fotos de satélite e o computador
como articulador de massa de dados: surgem os SIG (Sistema Geográfico de Informação).
A partir dos anos 60, sob influência das teorias marxistas, surge uma tendência crítica a
geografia tradicional, cujo centro de preocupações passa serem as relações entre a sociedade, o
trabalho e natureza na produção do espaço geográfico. Ou seja, os geógrafos procuraram estudar
Geografia
51
a sociedade por meio das relações de trabalho e da apropriação humana da natureza para
produzir e distribuir os bens necessários as condições materiais que a garantem. Critica-se a
geografia tradicional, do estado e das classes sociais dominantes, propondo-se uma geografia das
lutas sociais. Num processo quase militante de importantes geógrafos brasileiros, difundem-se as
geografias marxistas.
Essa nova perspectiva considera que não basta explicar o mundo, é preciso transformá-lo.
Assim a geografia ganha conteúdos políticos que são significativos na formação do cidadão. As
transformações teóricas e metodológicas dessa geografia tiveram grandes influência na produção
científica das últimas décadas. Para o ensino, essa perspectiva trouxe uma nova forma de
interpretar as categorias de espaço geográfico, território e paisagem, e influenciou, a parti dos
anos 80, uma série de propostas curriculares voltadas para o seguimento de quinta e oitava série.
Essas propostas, no entanto foram centradas em questões referentes a explicações econômicas e
as relações de trabalho que se mostraram no geral inadequadas para os alunos dessa etapa da
escolaridade devido a sua complexidade. Além disso, a prática da maioria dos professores e de
muitos livros didáticos conservaram a linha tradicional, descritiva e descontextualizada herdada
da geografia tradicional mesmo quando o enfoque dos assuntos estudados era marcado pela
geografia marxista.
Tanto a geografia tradicional quanto a geografia marxista ortodoxa negligenciaram a
relação do homem e da sociedade com a natureza em sua dimensão sensível de percepção do
mundo: o cientificismo positivista da geografia tradicional por negar ao homem a possibilidade
de um conhecimento que passasse pela subjetividade do imaginário; o marxismo ortodoxo, por
tachar de idealismo alienante qualquer explicação subjetiva e afetiva da relação da sociedade
com a natureza.
Uma das características fundamentais da produção acadêmica da geografia desta ultima
década é justamente a definição de abordagens que consideram as dimensões subjetivas e,
portanto, singulares que os homens em sociedade estabelecem com a natureza. Essas dimensões
são socialmente elaboradas – fruto das experiências individuais marcadas. Pela cultura na qual se
encontram inseridas – e resultam em diferentes percepções do espaço geográfico e sua
construção. É, essencialmente, a busca de explicações mais plurais, que promovam a interseção
da geografia com outros campos do saber, como a Antropologia, a Sociologia, a Biologia, as
ciências políticas, por exemplo. Uma geografia que não seja apenas centrada na descrição
empírica das paisagens tampouco pautada exclusivamente na interpretação política e econômica
do mundo; que trabalhe tanto as relações socioculturais da paisagem como os elementos físicos e
biológicos que dela fazem parte, investigando as múltiplas interações entre eles estabelecidas na
constituição de um espaço: O espaço geográfico.
OBJETIVOS DA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR
O SUJEITO E O MUNDO
1. Reconhecer-se como sujeito e como parte integrante dos lugares de vivências e dos diversos
grupos sociais aos quais pertence;
2. Identificar elementos geográficos para compreensão e significação de suas funções em
lugares de vivências;
Geografia
52
3. Entender como as relações entre pessoas, grupos sociais e o ambiente constituem os lugares
de vivências.
O LUGAR E O MUNDO
4. Identificar marcas culturais e históricas de outros lugares e tempos, nas práticas cotidianas
dos grupos sociais aos quais pertence.
LINGUAGENS E O MUNDO
5. Construir referenciais espaciais para observação e posicionamentos a partir da corporeidade.
6. Elaborar obras em múltiplas linguagens sobre pessoas, lugares e grupos sociais;
7. Exercitar a imaginação, elaborando registros, em linguagens variadas, sobre lugares,
pessoas, fenômenos, fatos geográficos e grupos sociais a partir de obras artísticas, literárias,
brincadeiras e jogos;
8. Identificar, em seu cotidiano, elementos geográficos de outros lugares e temporalidades.
RESPONSABILIDADES E O MUNDO
9. Desenvolver atitudes cuidadosas e solidárias com as outras pessoas e com os lugares de
vivências;
10. Descrever características ambientais locais e reconhecer sua importância para a vida nas
suas diferentes dimensões éticas e estéticas;
11. Identificar, em lugares de vivências, a diversidade de culturas indígenas, afrodescendentes e
de migrantes, entre outras;
12. Localizar, nos lugares de vivências, situações de bem-viver e de risco, desenvolvendo
atitudes cuidadosas consigo e com o outro.
OBJETIVOS DO REFERENCIAL CURRICULAR MUNICIPAL
Espera-se que ao longo dos oito anos do ensino fundamental, os alunos construam um
conjunto de conhecimentos referentes a conceitos, procedimentos e atitudes relacionados a
geografia que lhes permitam ser capazes de:
 conhecer a organização do espaço geográfico e o funcionamento da natureza em suas
múltiplas relações, de modo a compreender o papel das sociedades em sua construção e na
produção do território, da paisagem e do lugar;
 identificar e avaliar as ações dos homens em sociedade e suas conseqüências em diferentes
espaços e tempo, de modo a construir referenciais que possibilitem uma participação
propositiva e reativa nas questões socioambientais locais;
 compreender a espacialidade e temporalidade dos fenômenos geográficos estudados em suas
dinâmicas e interações;
 compreender que as melhorias nas condições de vida, os direitos políticos, os avanços
técnicos e tecnológicos e as transformações socioculturais são conquistas decorrentes de
conflitos e acordos, que ainda não são usufruídas por todos os seres humanos e, dentro de
suas possibilidades, empenhar-se em democratizá-las;
Geografia
53
 conhecer e saber utilizar procedimentos de pesquisa da geografia para compreender o
espaço, a paisagem, o território e o lugar seus processos de construção identificando suas
relações, problemas e contradições;
 fazer leitura de imagens de dados e de documentos de diferentes fontes de informação, de
modo a interpretar, analisar e relacionar informações sobre o espaço geográfico e as
diferentes paisagens;
 saber utilizar a linguagem cartográfica para obter informações e representar a especialidade
dos fenômenos geográficos;
 valorizar o patrimônio sociocultural e respeitar a sócio diversidade reconhecendo-a como
um direito dos povos e indivíduos de um elemento de fortalecimento da democracia.
DIREITOS GERAIS DE APRENDIZAGEM: GEOGRAFIA Ano 1
DA1- Reconhecer a relação entre sociedade e natureza na dinâmica do seu cotidiano e
na paisagem local, bem como as mudanças ao longo do tempo.
I
DA2- Descrever as características da paisagem local e compará-las com as de outras
paisagens.
I/A
DA3- Conhecer e valorizar as relações entre as pessoas e o lugar: os elementos da
cultura, as relações afetivas e de identidade com o lugar onde vivem.
I/A
DA4- Ler, interpretar e representar o espaço por meio de mapas simples.
I
DA5- Reconhecer os problemas ambientais existentes em sua comunidade e as ações
básicas para a proteção e preservação do ambiente e sua relação com a qualidade de
vida e saúde.
I
DA6- Produzir mapas, croquis ou roteiros utilizando os elementos da linguagem
cartográfica (orientação, escala, cores e legendas).
I
DA7- Ler o espaço geográfico de forma crítica através das categorias lugar, território,
paisagem e região.
I
DA8- Identificar as razões e os processos pelos quais os grupos locais e a sociedade
transformam a natureza ao longo do tempo, observando as técnicas e as formas de
apropriação da natureza e seus recursos.
I
I – Introduzir; A – Aprofundar; C – Consolidar.
OBRAS COMPLEMENTARES – ACERVO DO PNAIC
 A bola dourada (Paisagem)
 Como vou (Localização – como as pessoas se deslocam no espaço)
 Ruas, quantas ruas (Noções de lugar, paisagem e cidadania)
 Águas (Elementos geográficos)
Geografia
54
PROPOSTA DE CONTEÚDOS
O SUJEITO E O MUNDO
 Moradia
 Casa
 Tipos de casa
 Cômodos das casas
 Para que o pássaro – arquiteto constrói?
 Planta da casa
 Integrantes dos lugares
 Onde vivem as pessoas;
 Onde eu estudo;
 Como é a escola
 As dependências da escola
 Minha sala de aula
 Elementos geográficos
 Naturais
 Culturais
 Grupo social
 Família
 Função
 Relação
O LUGAR E O MUNDO
 Marcas culturais e históricas das famílias
 Diversidade cultural do ambiente
 Indígena
 Afrodescendente
 Migrante
 Desenvolvimento histórico do ambiente
 As mudanças ao longo do tempo
 A paisagem se modifica
LINGUAGENS E O MUNDO
 Referência do espaço
 Localização por posicionamento do corpo
 Localizando a casa
 Espaço escolar
 Tipos de escola
 Conhecendo melhor minha escola
RESPONSABILIDADES E O MUNDO
 Atitudes cuidadosas e solidárias
 Respeito às diferenças no ambiente
Geografia
55
 Família;
 Escola
 O trabalho na escola
 Direitos e deveres dos alunos
 Comunidade
Espaço da comunidade
História
56
HISTÓRIA
CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE HISTÓRIA
Nas ultimas décadas, o conhecimento histórico tem sido ampliado por pesquisas que têm
formado seu campo de atuação. Houve questionamentos significativos, por parte dos
historiadores, relativos aos agentes condutores da história-indivíduo e classes sociais-, sobre os
povos nos quais os estudos históricos devem se concentrar, sobre as fontes documentais que
devem ou podem ser usadas nas pesquisas e quais as ordenações temporais que devem ou podem
prevalecer.
Tem sido criticada, simultaneamente, uma produção histórica que legitima determinados
setores da sociedade, vistos como únicos condutores da política da nação e de seus avanços
econômicos. Tem sido considerada, por sua vez, a atuação dos diversos grupos e classes sociais e
suas diferentes formas de participação na configuração das realidades presentes, passadas e
futuras.
A aproximação da História com as demais ciências sociais em especial com a
Antropologia, ampliou os estudos de povos de todos os continentes, redimensionando os estudos
da população não-européia. A multiplicidade de povos e de culturas em tempos e espaços
deferentes tem sido estudada considerando-se a diversidades de vivências no interior de uma
dada sociedade, na medida em que grupos e classes sociais manifestam especificidades de
linguagens, de representação de mundo, de valores, de relações interpessoais e de criações
cotidianas.
O questionamento sobre o uso exclusivo de fontes escritas levou a investigação histórica
a considerar a importância da utilização de outras fontes documentais, aperfeiçoando métodos de
leituras de forma a abranger as várias formas de registros produzidos. A comunicação entre os
homens alem de escritas, é oral, gestual, figurada, musical e rítmica.
O ensino de história possui objetivos específicos, sendo uns dos mais relevantes os que se
relaciona a constituição da noção de identidade. Assim, é primordial que o ensino de história
estabeleça relações entre identidades individuais, sociais e coletivas, entre as quais as que se
constituem como nacionais.
Para sociedade brasileira atual, a questão de identidade tem se tornado um tema de
dimensões abrangentes, uma vez que se vive um extenso processo migratório que tem
desarticulado formas tradicionais de relações sociais e culturais. Nesse processo migratório, a
perda da identidade tem apresentado situações alarmantes desestruturando relações
historicamente estabelecidas, desagregando valores cujo o alcance não se pode avaliar. Dentro
dessa perspectiva, o ensino da História tende a desempenhar um papel mais relevante na
formação da cidadania, envolvendo a reflexão sobre a atuação do indivíduo em suas relações
pessoais com o grupo de convívio, suas afetividades e sua participação no coletivo.
Essas considerações são importantes para explicar os objetivos, os conteúdos e as
metodologias do ensino de História que estão sendo propostos, neste documento.
Considera-se, então que o ensino de História envolve relação e compromissos com o
conhecimento histórico, de caráter cientifico com reflexões que se processam no nível
História
57
pedagógico e com a construção de uma identidade social pelo estudante, relacionado às
complexidades inerentes à realidade com que convive.
OBJETIVOS DA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR
PROCEDIMENTOS DE PESQUISA
1. Exercitar a curiosidade, a socialização e o registro de vivências e situações cotidianas, por
meio de rodas de conversas, desenhos, relatos orais ou escritos;
2. Apresentar, manipular e discutir sobre objetos e sobre documentos pessoais como fontes e
suporte da produção de memória;
3. Exercitar a curiosidade e o estranhamento, a socialização e o registro de vivências e
situações cotidianas, por meio de rodas de conversas, desenhos, relatos orais ou escritos;
4. Utilizar diferentes documentos como suporte à produção de memória para compreender sua
própria história, de grupos sociais e da comunidade em que vive;
5. Questionar as diferentes realidades vivenciadas, por meio de rodas de conversas, desenhos,
relatos orais ou escritos, exercitando a curiosidade e o estranhamento diante do mundo;
6. Pesquisar fatos relacionados ao seu lugar de vivências ocorridos há décadas ou séculos;
7. Identificar e descrever diferentes formas de registro da experiência cultural de sua
comunidade ao longo do tempo;
8. Identificar e questionar as diferenças entre realidades vivenciadas e outras realidades, como
por exemplo, brincadeiras de diferentes épocas, a partir do uso de fontes históricas escritas,
iconográficas e orais, além da cultura material;
9. Utilizar tecnologias para acesso às fontes históricas (dados, registros, documentos e
narrativas) em pesquisas sobre os acontecimentos passados;
10. Formular e socializar questionamentos a partir de diferentes realidades vivenciadas
utilizando registros orais, escritos ou iconográficos, de modo a exercitar a curiosidade e o
estranhamento diante do mundo;
11. Conhecer e compreender, por meio da confrontação das diversas narrativas – registros
iconográficos, escritos e orais –, o processo de criação e de desenvolvimento do município
em que vive;
12. Elaborar narrativas – registros iconográficos, escritos, orais e audiovisuais – sobre a história
do município, utilizando fontes históricas.
REPRESENTAÇÕES DO TEMPO
13. Compreender que as normas de convivência existentes nas relações familiares são
construídas e reconstruídas temporal e espacialmente;
14. Identificar mudanças e permanências nos espaços escolares e nas relações interpessoais
neles existentes, a partir de diferentes evidências não escritas, tais como edificações,
fotografias, depoimentos;
15. Identificar e problematizar as razões da seleção, das escolhas e da definição de datas
comemorativas, considerando seus diferentes significados e sentidos;
16. Compreender as diferentes organizações sociais existentes na comunidade em que vive,
percebendo as permanências e as transformações ocorridas ao longo do tempo;
História
58
17. Relacionar produtos, objetos, mercadorias e serviços aos resultados do trabalho humano,
considerando as mudanças e as permanências ao longo do tempo;
18. Identificar diferentes noções de tempo, percebendo as formas de sua medição por meio da
utilização de relógios, calendários, dentre outros;
19. Perceber mudanças e permanências nos modos de ser, viver e pensar a comunidade em que
vive como resultado da ação humana em seu contexto social;
20. Identificar diferenças e semelhanças entre as formas de organização (bairros, regiões, zonas,
setores), ao longo do tempo, do município em que vive;
21. Perceber mudanças e permanências no desenvolvimento do município a partir dos processos
de ocupação, por meio do estudo dos grupos sociais que viveram e vivem nesse território e
dos processos de intervenção na paisagem natural local;
22. Contextualizar a história de sua própria família em relação à história do município,
identificando as origens de seu grupo familiar, a partir de fontes diversas: relatos orais, fotos
e objetos;
23. Utilizar tecnologias para acesso às fontes históricas (dados, registros, documentos e
narrativas) em pesquisas sobre acontecimentos passados;
24. Formular e socializar questionamentos a partir de diferentes realidades vivenciadas,
situações cotidianas, registros orais, escritos ou iconográficos, exercitando a curiosidade e o
estranhamento diante do mundo;
25. Pesquisar as origens de seu grupo familiar considerando os grupos que constituíram o povo
brasileiro e os predominantes na região em que vive;
26. Relacionar as formas de ocupação da região em que vive com aquelas próprias de outras
temporalidades e regionalidades;
27. Conhecer e compreender a atual organização política do Brasil – Legislativo, Judiciário e
Executivo – considerando as mudanças e as permanências;
28. Discutir e manifestar opiniões sobre as diferentes ideias e representações sobre as regiões
brasileiras, compreendendo sentidos, significados e representações ao longo do tempo, tais
como a organização do espaço brasileiro em Capitanias Hereditárias, Províncias, Estados,
Distritos e Territórios Federais;
29. Identificar diferenças e semelhanças entre os principais tipos de exploração econômica e do
trabalho, na região em que vive e nas demais regiões brasileiras, em diferentes processos
históricos.
CATEGORIAS, NOÇÕES E CONCEITOS
30. Identificar o nome e o sobrenome como elementos de construção da identidade,
reconhecendo-se como membro de um grupo social que tem uma história constituída e
reconstruída nas relações sociais;
31. Identificar as relações de trabalho presentes nas diferentes organizações familiares;
32. Construir a noção de pertencimento a diferentes grupos sociais (família, escola e
comunidade), entendendo seu protagonismo e seu papel social nas mais diferentes formas de
manifestações e interações estabelecidas em cada grupo e contexto sociocultural;
33. Identificar diferenças e semelhanças entre as atividades produtivas, tais como agricultura,
indústria, comércio existentes na comunidade em que vive e em outras comunidades, e as
relações possíveis entre essas atividades;
História
59
34. Identificar diferenças e semelhanças entre relações de trabalho, tais como livre e
compulsório, remunerado e não remunerado, existentes na comunidade em que vive e em
outras comunidades;
35. Compreender década, século e milênio como medidas de tempo, considerando a utilização
de algarismos romanos;
36. Estabelecer nexos entre fatos históricos e transformações na comunidade em que vive,
percebendo relações de causalidade;
37. Estabelecer nexos de causalidade entre os fatos históricos que demarcam mudanças e
permanências políticas, sociais, culturais, econômicas e ambientais no município em que
vive, relacionando-as a outros lugares de vivências;
38. Conhecer a organização política municipal e compreender o funcionamento e as relações
entre as instituições relacionadas aos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário;
39. Reconhecer, em manifestações culturais e narrativas orais, ideias e representações sobre o
Brasil e os brasileiros em diferentes temporalidades;
40. Expressar, por meio de múltiplas linguagens, o que é ser brasileiro, desnaturalizando os
estereótipos e contextualizando as diferenças;
41. Identificar diferenças e semelhanças entre as formas de divisão regional estabelecida pelo
IBGE (Norte, Sul, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste), os ―4Brasis‖ (Amazônia, Centro-
Oeste, Concentrada e Nordeste) e a geoeconômica (Amazônia, Nordeste e Centro-Sul),
considerando os critérios utilizados em cada uma delas.
DIMENSÃO POLÍTICO-CIDADÃ
42. Identificar as várias formas de organização familiar, aprendendo a respeitar e a acolher as
diversas configurações que as famílias podem ter.
43. Identificar a existência, as mudanças e a permanência de diferentes práticas de convivência
familiar ao longo do tempo.
44. Conhecer a história da sua escola, identificando, a partir do protagonismo de professores/as,
estudantes e funcionários/as, os papéis e a atuação de cada um/a como sujeito de direitos e
deveres.
45. Definir, coletivamente, regras de convivência no espaço escolar, enquanto prática de
participação cidadã.
46. Identificar os diversos papéis sociais e atividades desenvolvidas pelas pessoas em uma
mesma coletividade, valorizando e respeitando as individualidades.
47. Identificar, vivenciar e valorizar as manifestações culturais constituídas historicamente na
comunidade.
48. Definir, coletivamente, regras de convivência no espaço escolar, enquanto prática de
participação cidadã.
49. Identificar os diversos papéis sociais e atividades desenvolvidas pelas pessoas em uma
mesma coletividade, valorizando e respeitando as individualidades.
50. Identificar a existência, as mudanças e a permanência de diferentes práticas de convivência
na comunidade ao longo tempo.
História
60
OBJETIVOS DO REFERENCIAL CURRICULAR MUNICIPAL
 Identificar o próprio grupo de convívio e as relações que estabelecem com outros tempos e
espaços;
 Organizar alguns repertórios histórico-culturais que lhes permitam localizar acontecimentos
numa multiplicidade de tempo, de modo a formular explicações para algumas questões do
presente e do passado;
 Conhecer e respeitar o modo de vida de deferentes grupos sociais, em diversos tempos e
espaços em suas manifestações culturais, econômicas, políticas e sociais reconhecendo
semelhanças e diferença entre eles;
 Reconhecer mudanças e permanências nas vivencias humanas, presentes na sua realidade e
em outras comunidades próximas ou distantes no tempo e no espaço;
 Questionar sua realidade, identificando alguns de seus problemas e refletindo sobre algumas
de suas possíveis soluções, reconhecendo formas de atuação política, institucionais e
organizações coletivas da sociedade civil;
 Utilizar métodos de pesquisa e de produção de textos de conteúdo histórico, aprendendo a
ler diferentes registros escritos iconográficos, sonoros
 Valorizar o patrimônio sociocultural e respeitar a diversidade reconhecendo-a como um
direito dos povos e indivíduos e como um elemento de fortalecimento e de democracia.
DIREITOS GERAIS DE APRENDIZAGEM: HISTÓRIA
Ano 1
DA1- Identificar-se, a si, e as demais pessoas como membros de vários grupos de
convívio (familiares, étnico-culturais, Profissionais, escolares, de vizinhança,
religiosos, recreativos, artísticos, esportivos, políticos etc).
I/A
DA2- Distinguir as práticas sociais, políticas, econômicas e culturais específicas dos
seus grupos de convívio e dos demais grupos de convívio locais, regionais e nacionais,
na atualidade.
I/A
DA3- Identificar as práticas sociais, políticas, econômicas e Culturais de grupos de
convívio locais, regionais e nacionais, existentes no passado.
I/A
DA4- Formular e expressar (oralmente, graficamente e por escrito) uma reflexão a
respeito das permanências e das mudanças ocorridas nos vários aspectos da vida em
sociedade, ao longo do tempo e em diferentes lugares.
I
DA5- Identificar e utilizar os diferentes marcadores de tempo elaborados e/ou
utilizados pelas sociedades em diferentes tempos e lugares.
I/A
DA6- Identificar e utilizar os diferentes instrumentos (individuais e coletivos)
destinados à organização do tempo na nossa sociedade, no tempo presente:
calendários, folhinhas, relógios, agendas, quadros de horários (horário comum e
comercial, horários escolares), dentre outros.
I/A
DA7- Identificar, na vida cotidiana, as noções anterioridade, simultaneidade e
posterioridade.
I/A
DA8- Distinguir e ordenar temporalmente os fatos históricos locais, regionais e
nacionais.
I
História
61
DA9- Articular e estabelecer correlações entre os fatos históricos (locais regionais e
nacionais) e a vidas vividas no tempo presente.
I
DA10- Identificar e comparar os diferentes tipos de registros documentais utilizados
para a construção, descrição ou rememoração dos fatos históricos: textos manuscritos e
impressos, imagens estáticas ou em movimento, mapas, registros orais, monumentos
históricos, obras de arte, registros familiares,
objetos materiais, dentre outros.
I/A
DA11- Vivenciar os eventos rememorativos (locais, regionais e/ou nacionais),
identificar os fatos históricos aos quais se referem.
I/A
DA12- Formular e expressar (oralmente e por escrito) uma reflexão a respeito da
importância destes eventos para os diferentes grupos de convívio da atualidade.
I/A
I- Introduzir; A- Aprofundar; C- Consolidar
SUJEITOS HISTÓRICOS
Ano 1
DA1-Diferenciar as práticas sociais relacionadas ao âmbito da
economia, da política e da cultura.
I
DA2- Identificar e expressar (oralmente, graficamente e por escrito) as características
(individuais e coletivas) comuns e particulares aos membros dos grupos de convívio
dos quais participa (familiares, étnico-culturais, profissionais, escolares, de vizinhança,
religiosos, recreativos, artísticos, esportivos, políticos, dentre outros), atualmente e no
passado.
I/A/C
DA3- Dialogar e formular reflexões a respeito das semelhanças e das diferenças
identificadas entre os membros dos grupos de convívio dos quais participa (familiares,
étnico-culturais, profissionais, escolares, de vizinhança, religiosos, recreativos,
artísticos, esportivos, políticos, dentre outros), atualmente e no passado.
I/A
DA4-Identificar e expressar (oralmente, graficamente e por escrito) as características
(individuais e coletivas) comuns e particulares aos membros de outros grupos de
convívio, locais e regionais, atualmente e no passado.
I/A
DA5- Dialogar e formular uma reflexão a respeito das semelhanças e das diferenças
identificadas entre os membros de outros grupos de convívio (familiares, étnico-
culturais, profissionais, escolares, de vizinhança, religiosos, recreativos, artísticos,
esportivos, políticos, dentre outros), locais e regionais, atualmente e no passado.
I/A
DA6- Identificar os diferentes tipos de trabalhos e de trabalhadores
responsáveis pelo sustento dos grupos de convívio dos quais
participa, atualmente e no passado.
I/A
DA7- Identificar os diferentes tipos de trabalhos e de trabalhadores responsáveis pelo
sustento de outros grupos de convívio (locais e regionais), atualmente e no passado.
I/A
DA8- Identificar as diferentes instituições existentes na localidade, na atualidade e no
passado.
I/A
DA9- Formular e expressar (oralmente, graficamente e por escrito) uma reflexão a
respeito das semelhanças e diferenças identificadas entre as maneiras de trabalhar e/ou
entre as práticas dos trabalhadores, ao longo do tempo e em diferentes lugares.
I/A
História
62
DA10- Formular e expressar (oralmente, graficamente e por escrito) uma reflexão a
respeito das mudanças e das permanências identificadas nas maneiras de trabalhar e/ou
nas práticas dos trabalhadores, ao longo do tempo e em diferentes lugares.
I/A
DA11-Comparar as condições de existência (alimentação, moradia, proteção familiar,
saúde, lazer, vestuário, educação e articipação política) dos membros dos grupos de
convívio dos quais participa atualmente.
I/A/C
DA12- Comparar as condições de existência (alimentação, moradia, proteção familiar,
saúde, lazer, vestuário, educação e articipação política) dos membros dos grupos de
convívio existentes, local e regionalmente, no passado.
I/A
DA13- Selecionar e utilizar registros pessoais e familiares (documentos, músicas,
fotos, recibos, listas de compras, receitas de todo tipo, contas domésticas, trabalhos
escolares antigos, álbuns feitos ou preenchidos domesticamente, cartas, brinquedos
usados, boletins escolares, livrinhos usados, dentre outros) para formular e expressar
(oralmente, graficamente e por escrito) uma sequência narrativa a respeito da sua
própria história.
I/A
DA14- Identificar as vivências comuns aos membros dos grupos de convívio locais, na
atualidade e no passado.
I/A
DA15- Identificar as vivências específicas dos grupos de convívio locais e regionais,
na atualidade e no passado.
I/A
DA16- Articular as vivências dos grupos de convívio locais e regionais atuais, às dos
grupos de convívio locais e regionais, do passado.
I
TEMPO HISTÓRICO
Ano 1
DA1-Situar-se com relação ao ―ontem‖ (ao que passou), com relação ao ―hoje‖ (ao que
está ocorrendo) e com relação ao ―amanhã‖ (a expectativa do porvir).
I/A
DA2- Diferenciar ações ou eventos cotidianos ocorridos
sequencialmente, antes e depois de outros.
I/A
DA3-. Diferenciar ações ou eventos cotidianos ocorridos ao mesmo tempo do que
outros.
I/A
DA4-Identificar as fases etárias da vida humana e as práticas
culturalmente associadas a cada uma delas, na atualidade e no
passado (com ênfase na infância).
I/A
DA5- Comparar e calcular o tempo de duração (objetivo e subjetivo) das diferentes
práticas sociais (individuais e coletivas), realizadas cotidianamente.
I
DA6- Utilizar diferentes instrumentos destinados à organização e
contagem do tempo das pessoas, dos grupos de convívio e das
instituições, na atualidade: calendários, folhinhas, relógios,
agendas, quadros de horários (horário comercial, horários
escolares, horário hospitalar, horários religiosos, horários dos
meios de comunicação, dentre outros).
I
DA7 Identificar instrumentos e marcadores de tempo elaborados e/ou utilizados por
sociedades ou grupos de convívio locais e
regionais, que existiram no passado.
I
História
63
DA8- Ordenar (sincrônica e diacronicamente) os fatos históricos de ordem pessoal e
familiar.
I
DA9-. Ordenar (sincrônica e diacronicamente) os fatos históricos
relacionados aos grupos de convívio dos quais participa.
I
DA10- Ordenar (sincrônica e diacronicamente) os fatos históricos de alcance regional
e nacional..
I
DA11- Identificar e comparar a duração dos fatos históricos vivenciados
familiarmente, localmente, regionalmente e nacionalmente.
I
FATOS HISTÓRICOS
Ano 1
DA1-Identificar dados governamentais sobre a história da localidade (rua, bairro e/ou
município): origem do nome, data de criação, localização geográfica e extensão
territorial, produção econômica, população etc.
I
DA2- Identificar e diferenciar os patrimônios culturais (materiais e imateriais) da
localidade (rua, bairro, município e estado).
I/A/C
DA3-. Identificar os fatos históricos ou as práticas sociais que dão
significado aos patrimônios culturais identificados na localidade.
I/A
DA4- Identificar os grupos de convívio e as instituições relacionadas à criação,
utilização e manutenção dos patrimônios culturais da localidade. I
DA5- Comparar as memórias dos grupos de convívio locais a respeito das histórias da
localidade (rua, bairro ou município), com os dados históricos oficiais (ou
governamentais).
I
DA6- Comparar as memórias dos grupos de convívio locais a respeito dos patrimônios
culturais da localidade, com as memórias veiculadas pelos dados oficiais (ou
governamentais).
I
DA7- Identificar as aproximações e os afastamentos entre as memórias compartilhadas
por membros de diferentes grupos de convívio sobre a história local.
I
DA8- Identificar as práticas econômicas e de organização do trabalho, ocorridas na
localidade no passado e compará-las às práticas econômicas atuais (na localidade).
I
DA9-. Identificar aspectos da organização política da localidade no passado e
compará-los com os principais aspectos da organização política atual (na localidade).
I
DA10- Identificar aspectos da produção artística e cultural da localidade no passado e
no presente.
I/A
DA11- Mapear a localização espacial dos grupos de convívio atuais na localidade. I
DA12- Articular as formas de organização do espaço e as práticas sociais dos grupos
de convívio atuais e do passado, com sua situação de vida e trabalho.
I
DA13- Identificar as formas de organização do espaço e as práticas sociais dos grupos
de convívio que existiram na localidade, no passado.
I
História
64
OBRAS COMPLEMENTARES – ACERVO DO PNAIC
 Minha família é colorida – os habitantes da casa (irmãos, mãe, avó, filhos, pai,), árvore
genealógica (raízes da família)
 O pequeno paraquedista – o mundo se transforma invenções mudanças (passado, presente,
futuro)
 A boladourada – diversidade cultural de diferentes povos
 Ruas , quantas ruas – atividades diurnas e noturnas
 Folclore brasileiro – Tipos de brincadeiras
 De mãos dadas – trabalho infantil, ECA
 Os feitiços do vizinho – vizinhos, a árvore genealógica (direito dos idosos)
 O menino Nito: então homem chora ou não? - gênero (papéis sociais do homem e da mulher)
 Carta do tesouro para ser lida às crianças – ECA
 O grande e maravilhoso livro das famílias – os habitantes da casa
 O tempo – o calendário
 Família alegria – Moradia
PROPOSTA DE CONTEÚDOS
SUJEITOS E GRUPOS SOCIAIS
 Quem é você?
 As coisas também têm nomes
 O que é seu
 O que pertence a todos
 De que os objetos são feitos?
 Moradia
 Os habitantes da casa
 A árvore genealógica
 Comunidade
 Vizinhos
 Com quem você se diverte?
 Tipos de brincadeiras
 O que as pessoas fazem em casa
 O trabalho na escola
 Profissões e locais de trabalho
 Atividades diurnas e noturnas
 O que fazemos todos os dias
 Trabalho infantil
 Lazer
 O calendário
 Você cresceu
 O mundo se transforma
 Invenções e mudanças
História
65
Datas Comemorativas e Feriados Nacionais
Fevereiro – Carnaval (data móvel)
08 de março – Dia internacional
06 de abril – Paixão (data móvel)
08 de abril – Páscoa (data móvel)
18 de abril – Dia nacional do livro infantil
21 de abril – Tiradentes
22 de abril – Chegada dos portugueses ao Brasil
01 de maio – Dia do trabalho
05 de maio – Dia nacional das comunicações
13 de maio – Dia das mães (data móvel)
13 de maio – Dia da abolição da escravatura
07 de junho – Corpos Christi (data móvel)
20 de junho – Dia internacional do amigo
29 de junho – Dia de São Pedro
11 de agosto – Dia do estudante
12 de agosto – Dia dos Pais (data móvel)
22 de agosto – Dia do folclore
25 de agosto – Dia do soldado
07 de setembro – Independência do Brasil
04 de outubro – Dia dos animais
12 de outubro – Dia da criança, nossa senhora Aparecida
13 de outubro – Emancipação Política de União dos Palmares
15 de outubro – Dia do Professor
23 de outubro – Dia da aviação
02 de novembro – Finados
15 de novembro – Proclamação da república
19 de novembro – Dia da Bandeira
20 de novembro - Dia da Consciência Negra
08 de dezembro – Dia da família
25 de dezembro – Natal
Cultura Palmarina
66
CULTURA PALMARINA
CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE CULTURA PALMARINA
A segunda metade do século passado testemunhou a consolidação das políticas
neoliberais marcando a transição e reestruturação das políticas curriculares, proporcionando um
campo fecundo para debates sobre a educação, conseqüentemente sobre o currículo, que em
consonância com até então recente Constituição Federal 88 fez surgir uma legislação
educacional, referenciais conceituais e ideológicos peculiares a um campo teórico específico.
Este período propiciou a produção, adoção e implementação em larga escala de temas,
referenciais e subsídios no atendimento a uma política específica, dos quais destacamos: Lei de
diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96, Diretrizes Curriculares Nacionais, Parâmetros
Curriculares Nacionais.
Essa legislação ratifica o reconhecimento de que o currículo traz em seu bojo o capital
cultural, desta forma não pode jamais estar alheio ao momento histórico e social que subsidiam a
construção das identidades dos sujeitos.
É notório que a identidade étnico-racial dos sujeitos há muito é silenciado ou tratado de
forma superficial nos espaços escolares, onde os conhecimentos construídos historicamente pela
população, em especial negra, em geral são invisibilizados pela educação escolar, fato que
comprovadamente vem agravando o distanciamento dos alunos afrodescendentes com relação ao
ambiente escolar, cujos índices de exclusão são alarmantes.
Os estudos comprovam também que os índices de reprovação nas escolas públicas
demonstram a estreita relação entre educação escolar e desigualdades raciais, onde para o
aprofundamento dessas questões se faz necessário repensar o currículo escolar.
A inexistência ou silenciamento de uma reflexão sobre as relações raciais no
planejamento escolar tem dificultado o estabelecimento de relações interpessoais respeitáveis e
igualitárias entre os agentes sociais que integram o cotidiano da escola.
Contudo, vários são os teóricos da educação que apresentam recomendações para que os
professores contemplem a identidade étnico-racial dos sujeitos aprendizes em suas práticas
educacionais, bem como, a observância da historia pessoal dos alunos possibilitando a adoção de
valores no respeito às diferenças.
Portanto, a inserção consciente, responsável, e coerente nos currículos escolares da
história local valorizando os diferentes sujeitos, proporcionará inegavelmente, um salto
qualitativo no processo de construção e valorização da identidade da população palmarina, alem
de uma política educacional inovadora atendendo aos princípios constitucionais de promoção da
cidadania através da construção do conhecimento num contexto multirracial.
A sala de aula é um universo que concentra inúmeras diferenças, e lidar com elas sem
hierarquizá-las, ou seja, sem transformá-las em desigualdades toma-se um grande desafio para
todo educador.
Cultura Palmarina
67
OBJETIVOS DO REFERENCIAL CURRICULAR MUNICIPAL
 Identificar a participação social e política como indispensável ao exercício da cidadania;
 Conhecer e valorizar a diversidade do patrimônio e aspectos sócio-culturais palmarmos
como fonte de riqueza cultural pessoal e coletiva;
 Compreender a relação entre os elementos históricos e aspectos sócio-culturais do município
e a conjuntura nacional em cada época;
 Reconhecer a importância da preservação dos elementos históricos locais como fonte de
memória, indispensável à constituição da identidade pessoal e coletiva;
 Questionar à realidade a partir das relações estabelecidas posicionando-se contra toda forma
de discriminação baseada nas diferenças culturais, de classe social, de crenças, sexo, gênero,
etnia, diferença fisica ou outras características individuais e sociais;
 Atender a Lei 10.693/03 e os aspectos didático-pedagógicos das Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e
Cultura Afro-Brasileira e Africana.
 Rever conceitos e valores preconceituosos e racistas presentes no ambiente escolar
palmarino;
 Valorizar as experiências pessoais e coletivas dos sujeitos aprendizes como fonte de
descoberta da identidade;
 Conhecer elementos históricos pertinentes as diferentes matrizes culturais como fonte de
riqueza e constituição da sociedade palmarina;
 Preencher as lacunas curriculares reconhecendo e positivando a contribuição,
 principalmente do negro e do índio, na formação sociedade palmarina.
Obras complementares – Acervo do PNAIC
 Minha família é colorida
 Como vou?
 Ruas, quantas ruas
 Maracatu
 Clic-clic: A máquina biruta de seu Olavo
 Turma da Mônica: folclore brasileiro
 O menino Nito: então, homem, chora ou não?
 O grande e maravilhoso livro das famílias
 Família alegria
 Dandara, o dragão e a lua
 Juntos na aldeia
 Bumba-boi
 Iguais, mas diferentes
 Ser criança é... Estatuto da criança e do adolescente para crianças
 Pigmeus: os defensores da floresta
 Bruna e a galinha d’Angola
 Txopai e Itôhã
 Porque somos de cores diferentes?
Cultura Palmarina
68
 Viagem ao mundo indígena
 Pretinho, meu boneco querido
 O senhor das histórias
 A árvore da família
 Canção dos povos africanos
 As panquecas de Mama Panya
 A rainha da bateria
 Porque os gêmeos são tão iguais?
 Irmãos gêmeos
 Histórias encantadas africanas
 Histórias de nossa gente
 O herói de Damião em a descoberta da capoeira
PROPOSTA DE CONTEÚDOS
Iguais e Diferentes
 Quem sou eu?
 Quem é você?
 Quem somos?
 Semelhanças e Diferenças
 Somos diferentes, porém iguais
 Minha família tem nome
 A escola tem nome
 Minha cidade tem nome
 O município e sua população
 A população de União dos Palmares
Ensino Religioso
69
ENSINO RELIGIOSO
CARACTERÍSTICAS GERAIS DE ENSINO RELIGIOSO
Segundo a nova lei de diretrizes e bases da educação nacional de no
9394/96, no seu
artigo 33, declara que ―E.R‖ (Ensino Religioso)é parte integrante da formação básica do cidadão.
Os PCNS (Parâmetro Curriculares Nacionais) e fórum nacional permanente do Ensino
Religioso declaram que ―o Ensino Religioso não é o ensino de uma religião ou das religiões nas
escolas, mas sim uma disciplina centrada na antropologia religiosa‖.
A melhor maneira, talvez, de refletir sobre as questões pertinentes a essa disciplina seja
conhecer e avaliar o modo como o ensino religioso vem sendo praticado no conjunto do país.
O ensino religioso não é catequese, pois as duas são distintas e deferentes nos seus
conteúdos e objetivos. Tanta a catequese católica ou qualquer outra doutrina religiosa não deve
ser confundida com o Ensino Religioso nas escolas, pois não é a escola uma entidade voltada ao
proselitismo ou a qualquer outra forma de imposição religiosa.
A catequese se pressupõe que o educando já tenha feito sua opção de fé e procura cultivá-
la e ajudá-la a amadurecer. Quando a catequese é ministrada na escola em substituição do Ensino
Religioso, ela pode facilmente tornar-se uma imposição indesejável pelos educandos, porque não
respondera à experiência vital de cada um e se tornara ininteligível e abstrata. O lugar da
catequese é na comunidade católica onde deve ser administrada pelos seus catequistas e não na
escola pelo educador em sala de aula.
Sem dúvida, o Ensino Religioso comporta uma real mudança de paradigmas, para qual é
indispensável está atento. É preciso pensá-lo a partir da escola, atendendo a questão da
linguagem, do enfoque e da base experiencial em que devem ser tratados todos os temas,
considerando a sua dimensão interdisciplinar e transversal.
Como disciplina normal do currículo, deve ser inserida no projeto político-pedagógico da
escola não como um remendo que não serve pra nada, mas numa perspectiva positiva de
educação a religiosidade, parte integrante da formação básica do cidadão com essa publicação,
socializando experiência diversificada sobre o Ensino Religioso, esperamos contribuir para a
reflexão e a construção de uma prática educativa repensada a partir de novos paradigmas.
A escola é o ambiente onde as culturas e as tradições religiosas se encontram de mãos
dadas, não para serem ―únicas‖, mas para partilharem o ―comum‖ e o diferente que interagem
entre si. A escola é ambiente de pluralidade religiosa onde o ―fenômeno‖ religioso vive. (...)
OBJETIVOS DA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR
SER HUMANO
1. Perceber-se como pessoa dependente de outras pessoas e das relações que se estabelecem no
coletivo familiar, escolar, na instância religiosa, comunitária e no meio ambiente;
2. Reconhecer que o ―eu‖ estabelece relações com a natureza e com a sociedade mediadas pelo
corpo, pelas linguagens e pelas especificidades histórico-sociais;
3. Reconhecer-se como membro de um núcleo de convivência familiar e de organizações
sociais, onde coexistem diferentes corporeidades, identidades, crenças, práticas, costumes,
Ensino Religioso
70
cada qual com suas necessidades, sentimentos, desejos, opções, sonhos, carências, medos,
fragilidades e potencialidades;
4. Identificar o conjunto de lembranças e símbolos sociofamiliares e comunitários que
integram, identificam e diferenciam as pessoas em suas culturas;
5. Reconhecer a existência de símbolos religiosos e não religiosos como elementos identitários
das diferentes culturas, tradições e expressões religiosas;
6. Identificar orientações e princípios éticos presentes nas diferentes culturas e tradições
religiosas relacionadas ao respeito e ao cuidado da vida, da natureza, do corpo e da saúde;
7. Reconhecer e valorizar a identidade do ―eu‖ e do ―outro‖, daqueles que seguem e daqueles
que não seguem uma religião ou que são ateus e agnósticos;
8. Distinguir liderança religiosa de outras formas de liderança, compreendendo a
corresponsabilidade nos processos de humanização e promoção dos direitos humanos;
9. Compreender o papel exercido pelos líderes religiosos das diferentes instituições, tradições e
comunidades religiosas, bem como o de outras autoridades civis e não religiosas;
10. Compreender que os conhecimentos, os preceitos éticos e morais transmitidos nos textos
sagrados orais e escritos influenciam as escolhas das pessoas, as relações socioculturais e a
organização das sociedades, em diferentes tempos, lugares e espaços;
11. Perceber que os textos sagrados orais ou escritos podem justificar práticas de solidariedade,
justiça e paz, podendo também fundamentar ações que afrontam os direitos humanos e da
Terra.
CONHECIMENTOS RELIGIOSOS
12. Entender as singularidades constituintes dos seres humanos, que conferem dignidade,
independentemente de suas diferenças físicas, étnicas, culturais, religiosas, de posição
social, de modos de ser e de se apresentar;
13. Perceber que tanto o ―outro‖ quanto o ―eu‖ possuem sentimentos, lembranças, memórias,
símbolos, valores, saberes e crenças que se constituem como referências para a construção
da identidade pessoal e coletiva e que merecem consideração e reconhecimento;
14. Conhecer os símbolos religiosos relacionando-os às suas respectivas culturas, tradições e
expressões religiosas, valorizando tanto sua dimensão imanente (material) quanto
transcendente (espiritual);
15. Conhecer alimentos considerados sagrados pelas culturas, tradições e expressões religiosas,
identificando os diferentes sentidos e valores que assumem em cada contexto;
16. Perceber que os seres vivos, objetos e divindades possuem nomes, valores e significados
próprios instituídos e compartilhados pelas pessoas, a partir das heranças culturais,
cosmologias e das experiências cotidianas;
17. Conhecer os diferentes nomes, sentidos e significados atribuídos às divindades na
diversidade de culturas e tradições religiosas, percebendo que há pessoas que não acreditam
em seres ou forças superiores;
18. Reconhecer que as diferentes ideias e as representações das divindades são construções
humanas, elaboradas em função das experiências religiosas, realizadas em distintas
temporalidades e espacialidades;
19. Identificar diferentes ideias de divindades presentes nos mitos fundantes das distintas
matrizes culturais e religiosas;
Ensino Religioso
71
20. Conhecer mitos de criação de diferentes perspectivas religiosas, com o intuito de perceber as
distintas explicações relacionadas à natureza e à cultura;
21. Perceber, em narrativas mitológicas, explicações referentes ao como e ao porquê de as
coisas acontecerem, na estreita relação interdependente entre a imanência (material) e a
transcendência (espiritual) dos acontecimentos;
22. Perceber, nas práticas de diferentes tradições religiosas, o cultivo da memória dos
acontecimentos sagrados e a manutenção da tradição por intermédio dos ritos e símbolos;
23. Identificar os símbolos religiosos e seus atributos de poder utilizados nos ritos sagrados e em
acontecimentos festivos, fúnebres e comemorativos nas religiões e espiritualidades;
24. Construir entendimentos acerca da função dos ritos sagrados como representação, recriação
e ressignificação da ação das divindades ou dos líderes espirituais, considerando as distintas
tradições ou movimentos religiosos;
25. Reconhecer o valor da tradição oral na perpetuação de memórias, saberes, identidades e
formas de relacionamento entre as pessoas, os ancestrais e/ou as divindades em diferentes
tradições culturais e religiosas;
26. Conhecer a organização dos textos sagrados orais e escritos de distintas tradições religiosas.
27. Construir conhecimentos acerca do valor dos ensinamentos presentes nos textos sagrados
orais e escritos para as instituições religiosas e seus adeptos;
28. Identificar ideias de divindades mencionadas nos textos sagrados orais e escritos e as
influências que elas exercem na formação das identidades e na organização sociocultural das
sociedades.
PRÁTICAS RELIGIOSAS E NÃO RELIGIOSAS
29. Perceber a presença de símbolos, valores e crenças em suas manifestações nos diferentes
espaços, territórios sagrados e territorialidades, para conhecer e respeitar;
30. Identificar territórios sagrados e territorialidades presentes na sociedade;
31. (Re)conhecer gestos, ritos, símbolos e práticas religiosas utilizados nas diferentes culturas e
tradições religiosas para comunicação e relacionamento com as divindades, respeitando cada
uma delas;
32. Identificar acontecimentos de cunho religioso no contexto local, regional e mundial, de
diferentes tradições e movimentos religiosos;
33. Perceber que as experiências religiosas fundamentam concepções, valores e atitudes, que
orientam distintas condutas, comportamentos e práticas socioculturais.
OBJETIVOS DA BASE CURRICULAR MUNICIPAL
 Proporcionar o conhecimento dos elementos básicos que compõe o fenômeno religioso, a
partir das experiências religiosas recebidas no contexto do educando;
 Subsidiar o educando na formulação do questionamento existencial, em profundidade, para
que ele possa dar sua resposta devidamente informado;
 Analisar o papel das tradições religiosas na estruturação e manutenção das diferentes
culturas e manifestações socioculturais;
 Facilitar a compreensão do significado das afirmações e verdades da Fé das tradições
religiosas;
Ensino Religioso
72
 Refletir o sentido da atitude moral, como conseqüência do fenômeno religioso e expressão
da consciência e da resposta pessoal e comunitaria do ser humano;
 Possibilitar esclarecimentos sobre o direito a diferença na construção de estruturas religiosas
que tem na liberdade o seu valor inalienável;
 Valorizar o pluralismo e a diversidade cultural presentes na sociedade brasileira através dos
conteúdos do Ensino Religioso;
 Reconhecer que o ensino religioso é o instrumento que auxilia o educando no final de cada
serie a uma compreensão das formas que exprimem a transcendência na superação da
finitude humana;
 Reconhecer que, o Ensino Religioso através dos seus conteúdos, proporciona conhecimentos
dos elementos básicos que compõe o fenômeno religioso, auxiliando o educando na
valorização do pluralismo e a diversidade cultural presentes na sociedade brasileira;
 Reconhecer que o Ensino Religioso parte sempre do convívio social dos educandos para que
se respeite a tradição religiosa trazidas das suas famílias.
OBRAS COMPLEMENTARES – ACERVO DO PNAIC
 Lilás, uma menina diferença
 A velha na janela
 O menino e a gaiola
 Clic-clic: a máquina biruta de seu Olavo
 Rupi! O menino das cavernas
 A rainha da bateria
 A pipa e a flor
 Alberto: do sonmhoao vôo
 Festival da primavera: aventuras do Araquâ
PROPOSTA DE CONTEÚDOS
O Mundo que a gente quer
 Todo mundo é feito para ser feliz
 E o meu nome, de onde vem?
 Bom mesmo é conviver.
 Nem todas são iguais.
 Gente se comunica.
 Dentro do coração
 Deus ama todos
 Iguais e deferentes
 Xô preconceito!
 A regra de ouro
Ensino Religioso
73
 Cuidado dá para todos
 O maior presente
 Deus quer todo mundo feliz
 Criança também tem direita!
 Crescer com coração
 Do pouco se faz muito
 Uma dica para crescer feliz
 Dando um jeito nas coisas
 Um mundo melhor para todos
 Fazer um bom trabalho
 A voz de dentro
 Toda hora é hora
 Aprendendo a aprender
 O mundo que a gente quer.

Proposta curricular 2016 1º ano

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    Língua Portuguesa 1 LÍNGUA PORTUGUESA CARACTERIZAÇÃODA ÁREA DE LÍNGUA PORTUGUESA Desde o início da década de 80, o ensino de Língua Portuguesa na escola tem sido o centro da discussão acerca da necessidade de melhorar a qualidade da educação no país. No ensino fundamental, o eixo da discussão, no que se refere ao fracasso escolar, tem sido a questão da leitura e da escrita. Sabe-se que os índices brasileiros de repetência nas séries iniciais , inaceitáveis mesmo em países muito mais pobres – estão diretamente ligados à dificuldade que a escola tem de ensinar a ler e a escrever. Essa dificuldade expressa-se com clareza nos dois gargalos em que se concentra a maior parte da repetência: no fim da primeira série (ou mesmo das duas primeiras) e na quinta série. No primeiro, por dificuldade em alfabetizar; no segundo por não conseguir garantir o uso eficaz da linguagem, condição para que os alunos possam continuar a progredir até, pelo menos, o fim da oitava série. Essas evidências de fracasso escolar apontam a necessidade da reestruturação do ensino da Língua Portuguesa com o objetivo de encontrar formas de garantir, de fato, a aprendizagem da leitura e da escrita. As condições atuais permitem repensar sobre o ensino da leitura da escrita considerando não só o conhecimento didático acumulado, mas também as contribuições de outras áreas como a psicologia da aprendizagem, a psicologia cultural e as ciências da linguagem. O avanço dessas ciências possibilita receber contribuições tanto da psicolingüística quanto da sociolingüística; tanto da pragmática, da gramática textual, da teoria da comunicação, quanto da semiótica, da analise do discurso. No que se refere a linguagem oral, algo similar acontece: o avanço no conhecimento das áreas afins torna possível a compreensão do papel da escola no desenvolvimento de uma aprendizagem que tem lugar fora dela. Não se trata de ensinar a falar ou a fala ‖correta‖, mas sim as falas adequadas ao contexto de uso. Dessa perspectiva, a língua é um sistema de signos histórico e social que possibilita ao homem significar o mundo e a realidade. Assim aprendê-la é aprender não só as palavras, mas também os seus significados culturais e, com eles, os modos pelos quais as pessoas do seu meio social entendem e interpretam a realidade e a si mesmas. Caracterização Geral e Eixos Organizadores O estabelecimento de eixos organizadores dos conteúdos de língua portuguesa no ensino fundamental parte do pressuposto que a língua se realiza no uso, nas práticas sociais; que os indivíduos se apropriam dos conteúdos, transformando-os em conhecimento próprio, por meio da ação sobre eles; que é importante que o indivíduo possa expandir sua capacidade de uso da língua e adquirir outras que não possui em situações lingüisticamente significativas, situações de uso de fato. A linguagem verbal, atividade discursiva que é, tem como resultados textos orais ou escritos. Textos que são produzidos para serem compreendidos. Os processos de produção e compreensão, por sua vez se desdobram respectivamente em atividade de fala e escrita, leitura e escuta. Quando se afirma, portanto que a finalidade do ensino de Língua Portuguesa é a
  • 3.
    Língua Portuguesa 2 expansão daspossibilidades do uso da linguagem, assume-se que as capacidades a serem desenvolvidas estão relacionadas as quatros habilidades lingüísticas básica: falar, escutar, ler e escrever. Disso decorre que os conteúdos de Língua Portuguesa no Ensino Fundamental devam ser selecionados em função do desenvolvimento dessas habilidades e organizados em torno de dois eixos básicos: o uso da língua oral e escrita e a análise e reflexão sobre a língua, conforme demonstra o quadro dos blocos de conteúdos: LINGUA ORAL: USOS E FORMAS LÍNGUA ESCRITA: USOS E FORMAS Análise e reflexão sobre a língua O bloco de conteúdos ―língua escrita: usos e formas‖ subdividem-se em ―Pratica de leitura‖ e ―Prática de produção de texto‖ que por sua vez, se desdobra em ―Aspectos discursivos‖ e ―Aspectos notacionais‖. A maioria dos guias curriculares em vigor já não se organiza os conteúdos de Língua Portuguesa em alfabetização, ortografia, pontuação, leitura em voz alta, interpretação de texto, redação e gramática, mas na prática da sala de aula, essa estruturação é que ainda prevalece. Esses conteúdos também são propostos neste documento, mas está organizada em função do eixo USO->REFLEXÃO->USO. Aparecem, portanto, como ―Prática de leitura‖, ―Prática de produção de texto‖ e ―Análise e reflexão sobre a língua‖ Prática de Leitura O trabalho com leitura tem a finalidade à formação de leitores competentes e conseqüentemente, a formação de escritores, pois a possibilidade de produzir textos eficazes tem sua origem na prática de leitura, espaço de construção da intertextualidade e fonte de referência modalizadoras. A leitura, por um lado, nos fornece a matéria prima para escrita: o que escrever. Por outro, contribuir para constituição de modelos: como escrever. A leitura é um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de construção do significado do texto apartir dos seus objetivos, do seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor, de tudo o que sabe sobre a língua: características do gênero, do portador, do sistema de escrita, decodificando-a letra por letra, palavra por palavra. Trata-se de uma atividade que implica, necessariamente, compreensão na qual os sentidos começam a ser constituídos antes da leitura propriamente dita. Qualquer leitor experiente que conseguir Analisar sua própria leitura constatará que a decodificação é apenas um dos procedimentos que utiliza quando lê: a leitura fluente envolve uma serie de outras estratégias como seleção, antecipação, inferência e verificação, sem as quais não é possível rapidez e proficiência. É o uso desses procedimentos que permite controlar o que vai sendo lido, tomar decisões diante de dificuldades de compreensão, arriscar-se diante do desconhecido, buscar no texto a comprovação das suposições feitas, etc. Um leitor competente é alguém que, por iniciativa própria, é capaz de selecionar, dentre os textos que circulam socialmente, aqueles que podem atender a uma necessidade sua. Que consegue utilizar estratégias de leitura adequada para abordá-los de formas a atender a essa necessidade.
  • 4.
    Língua Portuguesa 3 Formar umleitor competente supõe formar alguém que compreenda o que lê: que possa aprender a ler também o que não esta escrito, identificando elementos implícitos que estabeleça relações entre o texto que lê e outros textos já lidos; que saiba que vários sentidos podem ser atribuídos a um texto; que consiga justificar e validar a sua leitura a partir da localização de elementos discursivos. Prática de Produção de Texto O trabalho com produção de textos tem como finalidade formar escritores competentes capazes de produzir textos coerentes, coesos e eficazes. Um escritor competente é alguém que, ao produzir um discurso, conhecendo possibilidades que estão postas culturalmente, sabe selecionar o gênero no qual o seu discurso se realizara escolhendo aquele que for apropriado a seus objetivos e a circunstância enunciativa em questão. Por exemplo: se o que deseja é convencer o leitor, o escritor competente selecionará um gênero que lhe possibilite produção de um texto predominantemente argumentativo, se é fazer uma solicitação a determinada autoridade, provavelmente redigirá um ofício; se é enviar notícias a familiares escreverá uma carta. Um escritor competente é alguém que planeja o discurso e conseqüentemente o texto em função do seu objetivo e do leitor a que se destina sem desconsiderar as características específicas do gênero. Hoje já se sabe que aprender a escrever envolve dois processos paralelos: compreender a natureza do sistema de escrita da língua, os aspectos notacionais , e o funcionamento da linguagem que se usa para escrever, os aspectos discursivos: que é possível saber produzir textos sem saber grafá-los e é possível grafar sem saber produzir; que o domínio da linguagem escrita se adquire muito mais pela leitura do que pela própria escrita; que não se aprende ortografia antes de se compreender o sistema alfabético de escrita e a escrita não é o espelho da fala. Para aprender a escrever, é necessário ter acesso a diversidade de textos escritos, testemunhar a utilização que se faz da escrita em diferentes circunstâncias, defrontar-se com as reais questões que a escrita coloca a quem se propõe produzi-la, arriscar-se a fazer como consegue e receber ajuda de quem já sabe escrever. Sendo assim o tratamento que se dá a escrita na escola não pode inibir o aluno ou afastá-lo do que se pretende; ao contrário é preciso aproximá-los, principalmente onde quando são iniciados ―oficialmente‖ no mundo da escrita por meio da alfabetização. Afinal esse é o início de um caminho que deveram trilhar para se transformarem em cidadãos da cultura escrita.
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    Língua Portuguesa 4 OBJETIVOS DABASE NACIONAL COMUM CURRICULAR 1. Relatar, com coerência, experiências vividas, usando diferentes elementos que marquem a passagem; 2. Argumentar acerca de atitudes e tomadas de decisões cotidianas. 3. dialogar com colegas e professores (as), reconhecendo os turno da fala e o espaço público escolar; 4. Ditar ou escrever bilhetes e receitas, ainda que de forma não convencional, considerando a situação de interação; 5. Reconhecer a função dos itens de uma enumeração em textos instrucionais, utilizando-os para executar ações; 6. Ler e apreciar textos literários tradicionais da cultura popular, afro brasileira, africana, indígena e de outros povos; 7. Ouvir canções e histórias contadas ou lidas e assistir apresentações teatrais desenvolvendo atenção e interesse; 8. Ouvir e recitar poemas, parlenda, trava línguas memorizados, respeitando o ritmo, a melodia e a expressividade; 9. Recontar textos conhecidos, respeitando a estrutura do gênero (contos de fadas, contos de repetição, entre outros); 10. Recontar histórias lidas/contadas por outros com apoio em livros, revistas e outros suportes. 11. Memorizar e cantar canções, considerando o ritmo e a melodia; 12. Reconhecer mercadores temporais, a partir da audição de contos narrados pelo professor (a) e outros; 13. Antecipar enredo de uma história, a partir de imagens, títulos e outras pistas; 14. Ditar e/ou registrar, ainda que de forma não convencional textos narrativos; 15. Apreciar aspectos lúdicos e sonoros de poemas e experimentar brincadeiras com a dimensão sonora gráfica das palavras; 16. Produzir antologias, varais e murais, por meio de registro de quadrinhas, parlendas, poemas; 17. Identificar o assunto em notícias e reportagens de jornais infantis lidos por outros; 18. Compreender slogans de campanhas educativas, voltadas para crianças; 19. Escrever ou ditar slogans e/ ou regras de convivência escolar; 20. Localizar informações em listas, notas de divulgação científica para crianças, lidas pelo professor; 21. Compreender, com o apoio do professor, enunciados de tarefas escolares; 22. Registrar, sob forma de desenhos, gravação em áudio e vídeo, ou pequenas anotações escritas, resultados de atividades de pesquisa; 23. Utilizar recursos diversos- máquina fotográfica, filmadora, computadores para registrar e comunicar idéias; 24. Compreender o funcionamento do sistema de escrita alfabético; 25. Reconhecer e nomear letras do alfabeto distinguindo-os de outros sinais gráficos; 26. Reconhecer diferentes tipos de letras em diferentes contextos, suportes e gêneros textuais; 27. Realizar análise fonológica de palavras, segmentando-as oralmente em unidades menores ( partes de palavras, sílabas) identificando rimas, aliterações, observando a função sonora que os
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    Língua Portuguesa 5 fonemas assumemnas palavras, relacionando os elementos sonoros com sua representação escrita; 28. Reconhecer que as sílabas variam quanto a sua combinação entre consoantes e vogais 29. (CV,CCV,CVV,CVC,VVC,VCC, CCVCC) e que as vogais estão presentes em todas as sílabas; 30. Compreender que alterações na ordem escrita dos grafemas provocam alterações na composição da palavra; 31. Ler ajustando a pauta sonora ao escrito; 32. Ler palavras e textos apoiando-se em imagens; 33. Escrever o próprio nome e utilizá-lo como referência para escrever e ler outras palavras, construindo a correspondência fonema/grafema; 34. Escrever palavras e textos, segundo sua compreensão do sistema alfabético, ainda que não convencionalmente; 35. Reconhecer palavras e frases frequentes em textos, sem a necessidade de decodificação. 36. Reconhecer palavras em textos a partir de alguns índices sonoros e suas correspondências gráficas; 37. Ler oralmente textos familiares e curtos (títulos de histórias, manchetes, quadrinhas, entre outros) após leitura silenciosa; 38. Dominar correspondências entre grupos ou grupos de letras e o seu valor sonoro, construindo a correspondência fonema/grafema- grafema/fonema de modo a ler e escrever palavras e textos; 39. Ler ajustando a pauta sonora ao escrito; 40. Conhecer o uso de variados tipos de letras, de suportes e instrumentos de escrita ( papel, lápis/ caneta, tela e teclado); 41. Manusear adequadamente livros didáticos e de literatura e outros suportes frequentes no contexto social. OBJETIVOS DO REFERENCIAL CURRICULAR MUNICIPAL  Expandir o uso da linguagem em instâncias privadas e utilizá-las com eficácia em instâncias públicas sabendo assumir a palavra e produzir textos – tanto orais como escritos – coerentes, coesos, adequados a seus destinatários, aos objetivos a que se propõem e aos assuntos tratados;  Utilizar diferentes registros, inclusive os mais formais da variedade lingüística valorizada socialmente, sabendo adequá-los à circunstâncias da situação comunicativa de que participam;  Conhecer e respeitar as diferentes variedades lingüísticas do português falado;  Compreender os textos orais e escritos com os quais se defrontam em diferentes situações de participação social, interpretando-os corretamente e inferindo as intenções de quem o produz;  Valorizar a leitura como fonte de informação, via de acesso aos mundos criados pela literatura e possibilidade de fruição estética, sendo capazes de recorrer aos materiais escritos em função de diferentes objetivos;
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    Língua Portuguesa 6  Utilizara linguagem como instrumento de aprendizagem, sabendo como proceder para ter acesso, compreender e fazer uso de informações contidas nos textos: identificar aspectos relevantes; organizar notas; elaborar roteiros; compor textos coerentes a partir de textos oriundos de diferentes fontes; fazer resumos, índices, esquemas, etc;  Valer-se da linguagem para melhorar a qualidade de suas relações pessoais, sendo capazes de expressar seus sentimentos experiências, ideais e opiniões, bem como de acolher, interpretar e considerar os dos outros, contrapondo-os quando necessário;  Usar os conhecimentos adquiridos por meio da prática da reflexão sobre a língua para expandirem as possibilidades de uso da linguagem e a capacidade da análise crítica;  Conhecer e analisar criticamente os usos da língua como veiculo de valores e preconceitos de classes, gênero ou etnia. DIREITOS GERAIS DE APRENDIZAGEM: LÍNGUA PORTUGUESA Compreender e produzir textos orais e escritos de diferentes gêneros, veiculados em suportes textuais diversos, e para atender a diferentes propósitos comunicativos, considerando as condições em que os discursos são criados e recebidos. Apreciar e compreender textos do universo literário (contos, fábulas, crônicas, poemas, dentre outros), levando-se em conta os fenômenos de fruição estética, de imaginação e de lirismo, assim como os múltiplos sentidos que o leitor pode produzir durante a leitura. Apreciar e usar em situações significativas os gêneros literários do patrimônio cultural da infância, como parlendas, cantigas, trava línguas. Compreender e produzir textos destinados à organização e socialização do saber escolar/científico (textos didáticos, notas de enciclopédia, verbetes, resumos, resenhas, dentre outros) e à organização do cotidiano escolar e não escolar (agendas, cronogramas, calendários, cadernos de notas...). Participar de situações de leitura/escuta e produção oral e escrita de textos destinados à reflexão e discussão acerca de temas sociais relevantes (notícias, reportagens, artigos de opinião, cartas de leitores, debates, documentários...). Produzir e compreender textos orais e escritos com finalidades voltadas para a reflexão sobre valores e comportamentos sociais, planejando e participando de situações de combate aos preconceitos e atitudes discriminatórias (preconceito racial, de gênero, preconceito a grupos sexuais, preconceito linguístico, dentre outros). LEITURA Ano 1 DA1- Ler textos não-verbais, em diferentes suportes. I DA2- Ler textos (poemas, canções, tirinhas, textos de tradição oral, dentre outros), com autonomia. I/A DA3- Compreender textos lidos por outras pessoas, de diferentes gêneros e com diferentes propósitos.. I/A
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    Língua Portuguesa 7 DA4- Anteciparsentidos e ativar conhecimentos prévios relativos aos textos a serem lidos pelo professor ou pelas crianças. I/A DA5- Reconhecer finalidades de textos lidos pelo professor ou pelas crianças. I/A D6- Ler em voz alta, com fluência, em diferentes situações. I DA7- Localizar informações explícitas em textos de diferentes gêneros, temáticas, lidos pelo professor ou outro leitor experiente. I/A DA8- Localizar informações explícitas em textos de diferentes gêneros, temáticas, lidos com autonomia. I DA9-.Realizar inferências em textos de diferentes gêneros e temáticas, lidos pelo professor ou outro leitor experiente. I/A DA10-Realizar inferências em textos de diferentes gêneros e temáticas, lidos com autonomia. I DA11-Estabelecer relações lógicas entre partes de textos de diferentes gêneros e temáticas, lidos pelo professor ou outro leitor experiente. I/A DA12-Estabelecer relações lógicas entre partes de textos de diferentes gêneros e temáticas, lidos com autonomia. I DA13- Apreender assuntos/temas tratados em textos de diferentes gêneros, lidos pelo professor ou outro leitor experiente. I/A DA14-Apreender assuntos/temas tratados em textos de diferentes gêneros, lidos com autonomia. I DA15- Interpretar frases e expressões em textos de diferentes gêneros e temáticas, lidos pelo professor ou outro leitor experiente. I/A DA16- Interpretar frases e expressões em textos de diferentes gêneros e temáticas, lidos com autonomia. I/A DA17-Estabelecer relação de intertextualidade entre textos. I DA18-Relacionar textos verbais e não-verbais, construindo sentidos. I/A PRODUÇÃO DE TEXTOS ESCRITOS Ano 1 DA1-Planejar a escrita de textos considerando o contexto de produção: organizar roteiros, planos gerais para atender a diferentes finalidades, com ajuda de escriba. I/A DA2- Planejar a escrita de textos considerando o contexto de produção: organizar roteiros, planos gerais para atender a diferentes finalidades, com autonomia. I DA3- Produzir textos de diferentes gêneros, atendendo a diferentes finalidades, por meio da atividade de um escriba. I/A DA4- Produzir textos de diferentes gêneros com autonomia, atendendo a diferentes finalidades. I DA5- Gerar e organizar o conteúdo textual, estruturando os períodos e utilizando recursos coesivos para articular ideias e fatos. I DA8- Utilizar vocabulário diversificado e adequado ao gênero e às finalidades propostas. I
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    Língua Portuguesa 8 DA9- Revisarcoletivamente os textos durante o processo de escrita em que o professor é escriba, retomando as partes já escritas e planejando os trechos seguintes. I/A ORALIDADE Ano 1 DA1- Participar de interações orais em sala de aula, questionando, sugerindo, argumentando e respeitando os turnos de fala. I/A DA2- Escutar com atenção textos de diferentes gêneros, sobretudo os mais formais, comuns em situações públicas, analisando-os criticamente. I/A DA3- Planejar intervenções orais em situações públicas: exposição oral, debate, contação de história. I DA4- Produzir textos orais de diferentes gêneros, com diferentes propósitos, sobretudo os mais formais comuns em instâncias públicas (debate, entrevista, exposição, notícia, propaganda, relato de experiências orais, dentre outros). I DA5- Analisar a pertinência e a consistência de textos orais, considerando as finalidades e características dos gêneros. I DA6- Reconhecer a diversidade linguística, valorizando as diferenças culturais entre variedades regionais, sociais, de faixa etária, de gênero dentre outras. I DA7- Relacionar fala e escrita, tendo em vista a apropriação do sistema de escrita, as variantes linguísticas e os diferentes gêneros textuais. I DA8- Valorizar os textos de tradição oral, reconhecendo-os como manifestações culturais. I/A/C ANÁLISE LINGUÍSTICA: DISCURSIVIDADE, TEXTUALIDADE E NORMATIVIDADE Ano 1 DA1- Analisar a adequação de um texto (lido, escrito ou escutado) aos interlocutores e à formalidade do contexto ao qual se destina. I/A DA2- Conhecer e usar diferentes suportes textuais, tendo em vista suas características: finalidades, esfera de circulação, tema, forma de composição, estilo, etc. I/A/C DA3- Reconhecer gêneros textuais e seus contextos de produção. I/A/C DA4- Conhecer e usar palavras ou expressões que estabelecem a coesão como: progressão do tempo, marcação do espaço e relações de causalidades. I DA5- Conhecer e usar palavras ou expressões que retomam coesivamente o que já foi escrito (pronomes pessoais, sinônimos e equivalentes). I DA7- Conhecer e fazer uso das grafias de palavras com correspondências regulares diretas entre letras e fonemas (P, B, T, D, F, V). I/A DA12- Identificar e fazer uso de letra maiúscula e minúscula nos textos produzidos, segundo as convenções. I DA14- Reconhecer diferentes variantes de registro de acordo com os gêneros e I
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    Língua Portuguesa 9 ANÁLISE LINGUÍSTICA:APROPRIAÇÃO DO SISTEMA DE ESCRITA ALFABÉTICA Ano 1 DA1- Escrever o próprio nome. I/A/C DA2- Reconhecer e nomear as letras do alfabeto. I/A/C DA3- Diferenciar letras de números e outros símbolos. I/A/C DA4- Conhecer a ordem alfabética e seus usos em diferentes gêneros. I/A/C DA5- Reconhecer diferentes tipos de letras em textos de diferentes gêneros e suportes textuais. I DA6- Usar diferentes tipos de letras em situações de escrita de palavras e textos. I DA7- Compreender que palavras diferentes compartilham certas letras. I/A/C DA8- Perceber que palavras diferentes variam quanto ao número, repertório e ordem de letras. I/A/C DA9- Segmentar oralmente as sílabas de palavras e comparar as palavras quanto ao tamanho. I/A/C DA10- Identificar semelhanças sonoras em sílabas e em rimas. I/A/C DA11- Reconhecer que as sílabas variam quanto às suas composições. I/A/C DA12- Perceber que as vogais estão presentes em todas as sílabas. I/A/C DA13- Ler, ajustando a pauta sonora ao escrito. I/A/C DA14- Dominar as correspondências entre letras ou grupos de letras e seu valor sonoro, de modo a ler palavras e textos. I/A DA15- Dominar as correspondências entre letras ou grupos de letras e seu valor sonoro, de modo a escrever palavras e textos. I/A I - Introduzir; A- Aprofundar; C- Consolidar. situações de uso. DA15- Segmentar palavras em textos. I
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    Língua Portuguesa 10 OBRAS COMPLEMENTARES– ACERVO DO PNAIC  ABC dos animais (ordem alfabética)  O pequeno paraquedista (presente, passado e futuro)  O menino e a Gaiola ( texto não verbal)  A velhinha na janela (texto não verbal)  De Avestruz a Zebra (alfabeto, versos e rimas)  Turma da Mônica: Folclore brasileiro (parlendas, trava línguas)  Cadê o docinho que estava aqui? (parlendas, trava línguas)  Era uma vez uma bota (cartas enigmáticas)  O casamento do rato com a filha do besouro (parlendas)  Que delícia de bolo (receita)  O tempo (rimas, relação entre passado, presente e futuro)  Bichionário (alfabeto, ordem alfabética, rimas, aliterações)  O livro das adivinhas (adivinhas)  Beijo de Bicho (rimas)  Abracadabra (Leitura deleite) Jogos de Alfabetização (CEEL)  Análise morfológica  Bingo dos Sons iniciais  Caça rimas;  Dado sonoro;  Trinca mágica;  Batalha de palavras  Reflexão sobre os princípios do sistema alfabético  Mais uma;  Troca letras;  Bingo da letra inicial  Palavra dentro de palavra  Consolidação da correspondência grafofônica  Quem escreve sou eu
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    Língua Portuguesa 11 PROPOSTA DECONTEÚDOS GÊNEROS TEXTUAIS  Avisos/ sinais e placas  Estrutura  Objetivo  Finalidade  Linguagem não verbal  Anúncio  Objetivo;  Finalidade  Convite  Estrutura  Destinatário  Assunto  Formato  Remetente  Linguagem clara  Modelos  Objetivo  Finalidade  Cartaz  Função  Características  Objetivo  Público alvo  Tamanho  Formato  Carta  Estrutura  Locutor  Interlocutor  E-mail – (gênero textual do meio eletrônico)  Função  Característica  Comparação entre carta e e-mail  Locutor  Interlocutor  Enunciados de tarefas escolares  Compreensão com a ajuda do professor  Bilhetes ( recados; pedidos; informação)  Estrutura  Destinatário
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    Língua Portuguesa 12  Saudação Mensagem (assunto)  Despedida  Assinatura  Data  Formato  Receita culinária  Objetivo  Finalidade  Estrutura  Nome do prato  Ingredientes  Modo de fazer  Listas  Função  Objetivo  Finalidade  Itens de enumeração  Organização  Notas de divulgação científica (para crianças)  Localização de informação  Poema  Finalidade  Tema;  Estilo  Composição  Versos;  Estrofes;  Rimas;  Brincadeiras com a dimensão sonora e gráfica das palavras  Parlenda  Finalidade  Tema  Composição  Trava-línguas memorizadas  Finalidades  Tema  Composição  Quadrinhas  Finalidade  Tema  Composição  Canções  Cantigas de rodas
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    Língua Portuguesa 13  Memorização Ritmos  Melodia  Notícias  Características  Estrutura  O que?  Quem?  Onde?  Quando?  Por quê?  Reportagens de jornais infantis lidos por outros  Identificação do assunto  Campanhas educativas voltadas para crianças  Compreensão de slogans  Regras de convivência  Escrita ou ditada ( acordos)  Tirinhas  Elementos organizacionais;  Balões de fala e pensamento  Leitura e compreensão  Lenda  Estrutura  Finalidade;  Característica  Fábula  Estrutura;  Personagens;  Moral  Finalidade;  Características  Provérbios  Finalidade  Exemplos de provérbios  Advinhas  Estrutura  Biografia ORALIDADE  Relatos de experiência com coerência de experiências vividas  Passeios;  Brincadeiras  Uso dos elementos que marcam a passagem do tempo  Respeito aos turnos da fala
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    Língua Portuguesa 14  Aluno Professor  Diálogos com colegas e professores  Reconhecimento dos Turnos da fala no diálogo  Atitude e tomadas de decisões cotidianas  Argumentos utilizados  Participação de interações orais em sala de aula  Questionar;  Sugerir;  Argumentar  Escuta atenciosa de textos de diferentes gêneros  Planejamento de intervenções orais em situações públicas:  Exposição oral,  Debate,  Contação de história  Reconto de histórias lidas ou contadas por outra pessoa  Conto de fada  Assistidas;  Dramatização  Descrição  Objetos;  Pessoas; animais  Produção de textos orais de diferentes gêneros, com diferentes propósitos, sobretudo os mais formais comuns em instâncias públicas:  Debate,  Entrevista,  Exposição oral,  Notícia,  Propaganda  Relato de experiências orais, dentre outros  Analise da pertinência e da consistência de textos orais, considerando:  Finalidades  Características dos gêneros.  Esfera de circulação  Tema  Composição  Estilo
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    Língua Portuguesa 15  Reconhecimentoda diversidade linguística, valorizando as diferenças culturais:  Variedades regionais  Sociais  Faixa etária  Gênero, dentre outras  Relacionamento entre fala e escrita, tendo em vista:  A apropriação do sistema de escrita,  As variantes linguísticas  Os diferentes gêneros textuais  Valorização dos textos de tradição oral, reconhecendo-os como manifestações culturais.  Reconto de histórias lidas ou contadas por outra pessoa  Conto de fada  Assistidas;  Dramatizadas  Descrição  Objetos;  Pessoas; animais  Reconto de textos conhecidos ( contos de fadas, de repetição, etc)  Respeitar a estrutura do gênero LEITURA  Contos narrados pelo professor/ e outros  Estrutura  Ouvir com atenção  Marcadores de tempo  Leitura e apreciação de textos literários  Desenvolvimento de atenção e interesse em:  Histórias contadas  Lidas  Assistidas  Livros de literatura  Manuseio adequado  Identificação  Capa  Contracapa  Autor  Ilustrador  Suportes  Livros,  Revistas
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    Língua Portuguesa 16  Antecipaçãode enredo de uma história a partir de:  Imagens  Títulos  Pistas fornecidas pelo professor   Uso do dicionário  Significado das palavras;  Acepção mais adequada ao contexto de uso  Leitura de textos  Literaturas tradicionais  Cultura popular  Afrobrasileira  Africana  Indígena PRODUÇÃO DE TEXTOS  Recitais de poemas, parlendas e trava línguas memorizadas.  Ritmo,  Melodia  Expressividade  Ditado de bilhetes e receitas  Ditado e registro de forma não convencional de:  Textos narrativos  Registro dos gêneros textuais estudados de forma  Convencional  Não convencional  Revisão de texto  Coletivamente  Registro de Resultado de uma pesquisa na forma de:  Desenhos  Gravação em áudio e vídeo  Anotações escritas.  Registro e comunicação de ideias através dos recursos:  Máquina fotográfica  Filmadora  Computadores  Produção oral/escrita  Histórias a partir de gravuras  Sequência: começo, meio e fim  Registro dos gêneros textuais estudados  Forma não convencional  Forma convencional  Produção dos gêneros textuais estudados  Antologias
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    Língua Portuguesa 17  Varais Mural  Declamação de parlendas  Escritas de receitas;  Escritas de bilhetes; SISTEMA DE ESCRITA ALFABÉTICO/ ORTOGRAFIA  Do desenho as letras  Invenção da escrita  O desenho como representação gráfica do pensamento.  Sistema de escrita alfabético  Fonemas e letras  Função sonora  Relação dos elementos sonoros com a escrita  Alfabeto;  Letras do alfabeto  Reconhecimento  Nomeação  Distinção entre letras, números e símbolos.  Ordem alfabética  Uso em diferentes gêneros  Tipos de letras em textos de diferentes gêneros e suporte textuais  Cursiva e imprensa  Maiúsculas e minúsculas  Reconhecimento das letras  Uso dos diferentes tipos de letras em situações de escritas de palavras e textos  Compreensão que palavras diferentes compartilham certas letras;  Percepção que palavras diferentes variam quanto ao número, repertório e ordem de letras.  Vogais e consoantes  Combinação entre consoante e vogal CV,CCV,CVV,CVC,VVC,VCC, CCVCC  Encontro vocálico  Encontro consonantal  Sílabas de palavras  Inicial  Final  Monossílabas;  Dissílabas;  Trissílabas  Polissílabas  Separação de sílabas  Segmentação oral
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    Língua Portuguesa 18  Comparaçãodas palavras quanto ao tamanho;  Semelhança sonora em sílabas e rimas o Identificação  Variação das sílabas quanto a sua composição o Reconhecimento  Presença das vogais em todas as sílabas o Percepção  Leitura ajustando a pauta sonora ao escrito  Escrita de palavras e texto  Domínio das correspondências entre letras ou grupos de letras;  Domínio do valor sonoro.  Sinônimos e antônimos;  Ortografia  Uso das letras  B/P  C/G  D/T  F/V  Letra ―R‖ inicial e RR  S inicial e SS  Z em início de sílabas ( za, ze,zi,zo,zu)  Z em final de sílabas ( az, ez, iz, oz, uz  As, es, is, os, us  S com som de Z  Cedilha  M antes de P e B  H inicial  Ch / x  Letra ―H‖  Letras L / U final de sílabas  Ch, lh, nh,  Ga. Go. Gu / gue, gui  Que. Qui  Al, el, il, ol, ul  X com som s  X com som de Z  G / J  M e N em final de silabas  Sons do ―X‖  Encontros consonotais  Ge-gi  Ce-ci  Substantivo
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    Língua Portuguesa 19  Nomecomum  Nome próprio  Escrita do Próprio nome ( utilizá-lo como referência para escrita e leitura de outras palavras e construção da correspondência fonema e grafema)  Masculino;  Feminino  Singular;  Plural  Aumentativo  Diminutivo  Qualidade do nome ( adjetivo)  Palavras de ação  Ação  Ontem, hoje, amanhã  Palavras  Grafia de palavras com correspondências regulares diretas entre letras e fonemas (P, B, T, D, F, V).  Leitura  Sílabas  Palavras  Frases  Textos (curtos e familiares as crianças)  Títulos de histórias  Manchetes  Quadrinhas
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    Arte 20 ARTE CARACTERIZAÇÃO DA ÁREADE ARTE Aprender artes é desenvolver progressivamente um percurso de criação pessoal cultivado, ou seja, alimentado pelas interações significativas que o aluno realiza com aqueles que trazem informações pertinentes para o processo de aprendizagem (outros alunos, professores, artistas, especialistas), com fontes de informação (obras, trabalhos dos colegas, acervos, reproduções, mostras apresentações) e com o seu próprio percurso de criador. Fazer arte e pensar sobre o trabalho artístico que realiza, assim como sobre a arte que é e foi concretizada na história, podem garantir ao aluno uma situação de aprendizagem conectada com os valores e os modos de produções artísticas nos meios socioculturais. Ensinar artes em consonância com os modos de aprendizagem do aluno, significa, então, não isolar a escola da informação sobre a produção histórica e social da arte e, ao mesmo tempo, garantir ao aluno a liberdade de imaginar e edificar propostas artísticas pessoais ou grupais com base em intenções próprias. E tudo isso integrado aos aspectos lúdicos e prazerosos que se apresentam durante a atividade artística. Assim aprender com sentido e prazer está associada à compreensão mais clara daquilo que é ensinado. Para tanto, os conteúdos da arte não podem ser banalizados, mas devem ser ensinados por meio de situações ou propostas que alcancem os modos de aprender do aluno e garantam a participação de cada um dentro da sala de aula. Tais orientações favorecem o emergir de formulações pessoais de idéias hipóteses, teorias e formas artísticas. Progressivamente e por meio de trabalhos contínuos essas formulações tendem a se aproximar de modos mais elaborados de fazer e pensar sobre a arte. Cabe ao professor escolher os modos e recursos didáticos adequados para apresentar as informações observando sempre a necessidade de introduzir formas artísticas, porque ensinar arte com arte é o caminho mais eficaz. Em outras palavras, o texto literário, a canção e a imagem trarão mais conhecimento ao aluno e serão mais eficazes como portadores de informação e sentido. O aluno em situação de aprendizagem precisa ser convidado a se exercitar nas práticas de aprender a ver, observar, ouvir, atuar, tocar e refletir sobre elas. No que se refere à arte, o aluno pode tornar-se consciente da existência de uma produção social concreta e observar que essa produção tem história. O aluno pode observa ainda que os trabalhos artísticos envolvam a aquisição de códigos e habilidades que passa a querer dominar para incorporar em seus trabalhos. Tal desejo de domínio este correlacionado a nova percepção de que pode assimilar para se formas artísticas elaboradas por pessoas ou grupos sociais, ao trilhar um caminho de trabalho artístico pessoal. Esse procedimento diminui a defasagem entre o que o aluno projeta e entre o que quer alcançar. Assim sendo, é no final desse período que o aluno, desenvolvendo práticas de representação mediante um processo de dedicação contínua, dominará códigos construídos socialmente em arte, sem perder seu modo de articular tais informações ou sua originalidade. Também cabe à escola orientar seu trabalho com objetivo de preserva e impulsionar a dinâmica de desenvolvimento e da aprendizagem, preservando a autonomia do aluno e favorecendo o contato sistemático com os conteúdos, temas e atividades que melhor garantirão seu progresso e integração como estudante.
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    Arte 21 Cabe também aoprofessor tanto alimentar os alunos com informações e procedimentos de arte que podem e querem dominar quanto saber orientar e preservar o desenvolvimento do trabalho pessoal, proporcionando ao aluno a oportunidade de realizar suas próprias escolhas para concretizar projetos pessoais e grupais. Com relação aos conteúdos, orienta-se o ensino da área de modo a escolher a diversidade do repertório que a criança trás para escola, a trabalhar com os produtos da comunidade na qual a escola está inserida e também que se introduzam informações da produção social a partir de critérios de seleção adequados à participação do estudante na sociedade como cidadão informado. Além disso, a arte nem sempre se apresenta no cotidiano como obra de arte. Mas pode ser observada na forma dos objetos, no arranjo de vitrines, na música dos puxadores de rede, na ladainha entoada por tapeceiras tradicionais, na dança de rua executada por meninos e meninas, nos pregões de vendedores, nos jardins, na vestimenta, etc. O incentivo à curiosidade pela manifestação artística de diferentes culturas, por suas crenças, usos e costumes, pode despertar no aluno o interesse por valores diferentes dos seus, promovendo o respeito e o reconhecimento dessas distinções; ressalta-se a pertinência intrínseca de cada grupo e de seu conjunto de valores, possibilitando ao aluno reconhecer em si e valorizar no outro a capacidade artística de manifestar-se na diversidade. O ensino de Arte é área de conhecimento com conteúdos específicos e deve ser consolidada como parte constitutiva dos currículos escolares, requerendo portanto, capacitação dos professores para orientar a formação do aluno. OBJETIVOS DA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR ARTES VISUAIS 1. Familiarizar-se com o vocabulário e com os elementos constitutivos específicos das artes visuais. 2. Explorar diferentes materiais, instrumentos e recursos visuais e plásticos. 3. Iniciar-se no processo de organização do ambiente para o trabalho com as artes visuais, compreendendo a importância da utilização dos materiais e dos instrumentos, com responsabilidade e sustentabilidade. 4. Conhecer e apreciar obras e produções visuais e plásticas de artistas locais, regionais, nacionais e estrangeiros. 5. Criar trabalhos em artes visuais, dialogando sobre a própria criação. 6. Mobilizar conhecimentos trazidos pelos estudantes, bem como aqueles adquiridos no processo de escolarização, tanto na exploração das diferentes formas de arte quanto na criação, na fruição e na argumentação sobre arte. 7. Ampliar o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório imagético dos estudantes através da criação e fruição de imagens. DANÇA 8. Conhecer e reconhecer elementos constitutivos do movimento em seus diferentes aspectos estruturais, dinâmicos e expressivos, considerando a relação das partes do corpo entre si e com o todo corporal.
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    Arte 22 9. Vivenciar aexpressividade, por meio da experimentação do espaço pessoal do corpo e dos espaços compartilhados pelos corpos em movimento. 10. Experimentar diferentes formas de deslocamentos, planos, direções e orientações no espaço. 11. Criar e improvisar movimentos dançados, por meio de estímulos táteis, visuais, sonoros, imagéticos e cinestésicos, valorizando o processo colaborativo e a autoria. 12. Experimentar brincadeiras, jogos e danças coletivas de diferentes matrizes estéticas e culturais. TEATRO 13. Ter prazer em ouvir e contar histórias dramatizadas próprias da cultura infantil. 14. Desenvolver a imaginação por intermédio do faz-de-conta, da imitação e do experimentar-se no lugar do outro. 15. Explorar modalidades de improvisação, em especial de jogo dramático, valorizando o trabalho coletivo e a autoria. 16. Compor e encenar pequenas sequências cênicas, usando músicas, imagens, pequenas narrativas ou outros estímulos, de forma a integrar outras artes. 17. Perceber e explorar a teatralidade e a performatividade dos gestos e comportamentos do cotidiano. MÚSICA 1. Vivenciar práticas de apreciação, criação e interpretação, considerando processos de experimentação instrumental (convencional e alternativa) e vocal, individuais e coletivas. 2. Conhecer os elementos constitutivos da música em experiências de criação, interpretação e apreciação musical, contextualizando-os. 3. Experimentar sonoridades, materiais e técnicas diversas para a construção de instrumentos musicais. 4. Manipular fontes sonoras diversificadas, convencionais e alternativas, explorando-as em propostas de criação e interpretação musical. 5. Conhecer e reconhecer repertório musical regional, nacional e estrangeiro, relacionando códigos e convenções que são específicos da música. 6. Criar e apropriar-se de diferentes formas e técnicas de grafia musical (convencionais e alternativas). 7. Exercitar a análise das produções musicais já consolidadas e próprias, individual e coletivamente.
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    Arte 23 OBJETIVOS DO REFERENCIALCURRICULAR MUNICIPAL  Expressar e saber comunicar-se em artes mantendo uma atitude busca pessoal e/ ou coletiva, articulando a percepção, a imaginação, a emoção, a sensibilidade e a reflexão ao realizar e fruir produções artísticas.  Interagir com materiais instrumentos e procedimentos variados em artes (artes visuais, dança, música, teatro), experimentando-os e conhecendo-os de modo a utilizá-los nos trabalhos pessoais.  Edificar uma relação de autoconfiança com a produção artística pessoal e conhecimentos estéticos, respeitando a própria produção e a dos colegas, no percurso de criação que abriga uma multiplicidade de procedimentos e soluções.  Compreender e saber identificar a arte como fato histórico contextualizado nas diversas culturas, conhecendo respeitando e podendo observar as produções presentes no entorno, assim como as demais do patrimônio cultural e do universo natural identificando a existência de diferenças nos padrões artísticos e estéticos.  Observa as relações entre o homem e a realidade com interesses e curiosidades, exercitando a discussão, indagando, argumentando e apreciando arte de modo sensível.  Compreender e saber identificar aspectos da função e dos resultados da trabalho do artista reconhecendo em sua própria experiência de aprendiz, aspecto do processo percorrido pelo artista.  Buscar e saber organizar informações sobre a arte em contato com artista, documento, acervos nos espaços da escola e fora dela (livros, revistas, ilustrações, jornais, diapositivos, vídeos, discos, cartazes) e acervos públicos (museu, galerias, centros de culturas, bibliotecas, fonotecas, videotecas, cinematecas), reconhecendo e compreendendo a variedade dos produtos artísticos e concepções estéticas presentes na história das diferentes culturas e etnias. DIREITOS GERAIS DE APRENDIZAGEM: ARTE Ano 1 DA1- Compreender a arte como um conhecimento produzido socialmente, em diferentes contextos históricos e culturais da humanidade. I/A DA2- Reconhecer a importância social da arte na sociedade e na vida dos indivíduos. I/A DA3- Vivenciar experiências educativas nas linguagens da dança, teatro, artes visuais e música. I/A/C DA4- Vivenciar processos educativos de diálogo interdisciplinar da arte com diferentes áreas de conhecimento e de diálogo interterritorial das diferentes linguagens artísticas, inclusive com as novas tecnologias. I/A/C DA5- Conhecer a vida e obra de diferentes artistas das linguagens da dança, teatro, artes visuais e música, da comunidade local e da região, como, também, com artistas de expressão nacional e internacional, das mais diferentes partes do mundo; de diferentes épocas, estilos, gêneros, e etnias. I/A DA6- Conviver e acessar fontes vivas de produção da arte. I/A/C
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    Arte 24 DA7- Identificar nocotidiano a produção e produtores artísticos de circulação social em diferentes ambientes. I/A/C DA8- Ler, apreciar e analisar criticamente diferentes objetos artísticos e manifestações da arte na sociedade. I/A/C DA9- Conhecer e reconhecer os elementos que constituem as linguagens artísticas a partir da leitura e análise de objetos artísticos. I/A/C DA10- Conhecer, participar e visitar diferentes dispositivos e equipamentos culturais de circulação da arte e do conhecimento artístico, tais como: teatros, museus, galerias, feiras, ruas, festivais, livrarias, bibliotecas, centros históricos e culturais. I/A/C DA11- Fazer arte na perspectiva da criação artística como pesquisa e investigação. I/A/C DA12- Conhecer, vivenciar e interagir com materiais, tecnologias, técnicas, instrumentos e procedimentos variados em artes, experimentando-os de modo a utilizá-lo nos trabalhos pessoais e coletivos de criação artística. I/A/C DA13- Pesquisar e organizar os diferentes conhecimentos artísticos, a partir de fontes variadas de informações. I/A/C DA14- Respeitar, conviver, valorizar e dialogar com as diferentes produções artísticas de circulação social. I/A/C I - Introduzir; A - Aprofundar; C - Consolidar. OBRAS COMPLEMENTARES – ACERVO DO PNAIC  Sofia a andorinha  Minha família é colorida  Cultura diferenças  A bola redonda  Maracatu  Clic-clic: A máquina biruta de seu Olavo  Sombra  Música no zoo  Turma da Mônica: folclore brasileiro  Os feitiços do vizinho  Chapeuzinho vermelho e as cores  Mamãe é um lobo  Canteiro – Músicas para brincar
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    Arte 25 PROPOSTA DE CONTEÚDOS A descoberta da Arte (identificar a arte ruprestre, explicando a relação entre a produção artística dos primeiros seres humanos e o contexto em que viviam).  De ponto em ponto baseado na técnica do artista Geroge Seraut. Livro - Seurat e o arco-íris  Grafismos indígenas feitos por linhas, pontos e formas geométricas  Elementos básicos do desenho ―as linhas‖ (verticais, horizontais, diagonais e curvas).  Onde vivemos (organizar materiais e executar trabalhos artíticos percebendo a variação dos traços)  Barulhinhos do campo (identificação dos sons riachos, pássaros,animais, insetos, vento e outros).  Barulhos na escola (observação dos sons na escola e registros através dos desenhos)  Sons curtos (do coração tum, tum,tum) e sons longos ( da abelha zzzzzzzzzz) etc. Livro canteiro de Margareth Daresso – músicas para brincar além das canções, traz informações sobre sons e ritmos.  Cor e natureza (além dos sons, o campo também nos oferece muitas cores). Associar as plantas, frutas, flores, legumes, carvão, terra, barro, animais e outros as cores).  Pintura utilizando tipos de terra. Receita da tinta de terra (1 colher de terra, 1 colher de água, 1 colher de cola. Modo de fazer- misture tudoem uma vasilha e a já está pronto.  Escultura em barro  Cores primárias – sugestão do livro de Tarsila e o papagaio Juvenal, de Mércia Leitão e Neide Duarte, retratando a história de um papagaio com cores exuberantes e sua aventuras.  Desenho soprado  Pintura a dedo  Pintura com barbante, cordão ou lã  Pintura com esponja  Desenho vazado (molde)  Flores tipos, tamanho e cores. Reprodução através de origami, colagem das flores, desenhos.  Fotomontagem cômica  Ilustração de música e contos  Desenho sobre a lixa  Cultura indígena – Pintura - ( grafismos indígenas – linhas, pontos e formas geométricas que se unem)  Desenho com formas geométricas, utilizando as cores primárias  Carimbos com dedos, com batata, com folha, com a digital, maçã, quiabo, com as mãos, com os pés, com círculos , quadrados, triângulos.  Frotagem com folhas – técnica de colocar uma folha em branco sobre objetos, folhas etc. e depois passar giz cera sobre o papel, obtendo o conteúdos. Exposição em seguida.  Cantigas de roda  Cantando e dançando  Cultura Popular (folguedos e danças tradicionais)  Folclore brincadeiras tradicionais (antigas) e as contemporâneas  Folclore brasileiro (tipos de dança)  Folclore (Música)
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    Arte 26  Folclore (Festas) Folguedos e danças tradicionais  Bumba-meu-boi  Cavalhada  Pastoril  Boi de Carnaval  Danças  Capoeira  Quadrilha  Dança da Fita  Dança Afro  Toré  Folclore brincadeiras tradicionais (antigas) e as contemporâneas  Formas geométricas no folclore  Hora de dança (além de pintar e desenhar, o ser humano também dança) Proporcionar momentos em eles dancem vários ritmos e registrem os desenhos sobre a dança. Livro Godô dança de Carolina Vigna-Marú.  Mímica – o nosso corpo sente, se expressa e se comunica por intermédio da arte. Brincadeiras de imitação de animais, pessoas, sons dos animais, expressões faciais (tristeza, alegria, medo, irritação,alagria, susto, dor, fome)  Cantigas de roda e os movimentos e as brincadeiras semanalmente.  Uma maneira diferente de fazer música – utilizando garrafas pet, tampas,objetos etc.  Classificação dos instrumentos musicais – (corda, sopro, percussão)  Instrumentos musicais – contrução de instrumentos  O corpo pode ser um instrumento musical – utilizar as partes do corpo pra poduzir sons  Cantando e brincando  Músicas para ouvir e ver – observar os diversos gêneros musicais no Brasil.  Inventando a dançar – vamos coreografar  Show de talentos  Observar e fazer mímicas – jogo do adivinhar  Teatro de máscaras  Teatro de objetos na arte de contar histórias  O teatro de sombras – animais de sombras podem se mexer  Teatro de bonecos - mamulengo  Observar e fazer mímicas – jogo do adivinhar  Desenho individual a partir de um tema da localidade desenho texturado  Desenho com giz de cera  Recortes e colagens com temas diversos  Ilustração de textos históricos  Pintura com pente  Origami  Confecções de cartões  Pintura esponjada. Como fazer: Recorte uma esponja em pedaços, do tamanho que desejar, umedeça na tinta guache e pressione sobre o papel. Repita a atividade até formar a pintura
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    Arte 27 que deseja. Dica:Se usar várias cores de tinta é preciso separar um pedaço de esponja para cada cor, para não misturar.
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    Educação Física 28 EDUCAÇÃO FÍSICA CARACTERIZAÇÃODA ÁREA DE EDUCAÇÃO FÍSICA O trabalho na área da Educação Física tem seus fundamentos nas concepções de corpo e movimento. Ou, dito de outro modo, a natureza do trabalho desenvolvido nessa área tem íntima relação com a compreensão que se tem desses dois conceitos. Por suas origens militares e médicas e por seu atrelamento quase servil aos mecanismos de manutenção do status quo vigente da história brasileira, tanto a prática como a reflexão teórica no campo da Educação Física restringiram os conceitos de corpo e movimento – fundamentos de seu trabalho - aos seus aspectos fisiológicos e técnicos. Atualmente, a análise critica e as busca de superação dessa concepção apontam a necessidade de que, além daqueles, se considere também as dimensões cultural, social, política e afetiva, presentes no corpo vivo, isto é, no corpo das pessoas, que interagem e se movimentam como sujeitos sociais e como cidadãos. Buscando uma compreensão que melhor contemple a complexidade da questão, a proposta dos parâmetros curriculares nacionais adotou a distinção entre organismo – um sistema estritamente fisiológico – e corpo – que se relaciona dentro de um contexto sociocultural – e aborda os conteúdos da Educação Física como expressão de produções culturais, como conhecimentos historicamente acumulados e socialmente transmitidos. Portanto, a presente proposta entende a Educação Física como uma cultura corporal. OBJETIVOS DA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR 1. Experimentar diferentes brincadeiras e jogos pertencentes à cultura popular e presentes no contexto comunitário e regional. 2. Fruir/desfrutar brincadeiras e jogos da cultura popular presentes contexto comunitário e regional. 3. Formular estratégias para ampliar as possibilidades de aprendizagens de brincadeiras e jogos do contexto comunitário e regional. 4. Realizar brincadeiras e jogos presentes no contexto comunitário e regional, reconhecendo as diferenças de gênero, étnico-raciais, religiosas, de classe social e de aparência e/ou desempenho corporal. 5. Reconhecer as características das brincadeiras e jogos presentes na comunidade e região. 6. Compreender e valorizar os diferentes sentidos e interesses constitutivos das brincadeiras e jogos do contexto comunitário e regional. 7. Identificar locais disponíveis na escola e na comunidade para a prática de brincadeiras e jogos do contexto comunitário e regional. 8. Participar na proposição e na produção de alternativas para praticar as brincadeiras e os jogos aprendidos nas aulas, em momentos extracurriculares. 9. Experimentar e recriar jogos esportivos de marca, precisão e invasão. 10. Fruir/desfrutar de diversos tipos de jogos esportivos, prezando o trabalho coletivo e o protagonismo.
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    Educação Física 29 11. Identificar,debater e utilizar estratégias individuais elementares nos diversos tipos de jogos esportivos. 12. Compreender a importância da observação das normas e regras dos jogos esportivos que asseguram a integridade própria e a dos demais participantes. 13. Identificar as características dos jogos esportivos experimentados e recriar suas possibilidades de prática. 14. Reconhecer a diversidade esportiva presente na comunidade. 15. Participar na proposição e na produção de alternativas para praticar os jogos esportivos aprendidos nas aulas, em outros momentos escolares. 16. Experimentar diferentes elementos individuais da ginástica geral (equilíbrios, saltos, giros, rotações, acrobacias, com e sem materiais). 17. Fruir/desfrutar diferentes elementos básicos da ginástica geral. 18. Formular estratégias para resolver desafios na execução dos elementos básicos da ginástica geral. 19. Reconhecer as características dos elementos básicos individuais da ginástica geral. 20. Refletir sobre a presença dos elementos básicos da ginástica em distintas práticas corporais. 21. Experimentar diferentes rodas cantadas, brincadeiras rítmicas e danças presentes na comunidade. 22. Fruir/desfrutar diferentes rodas cantadas, brincadeiras rítmicas e danças presentes na comunidade. 23. Formular estratégias para identificar, analisar e praticar os ritmos, os gestos e as músicas das rodas cantadas, das brincadeiras rítmicas e danças presentes na cultura comunitária. 24. Realizar rodas cantadas, brincadeiras rítmicas e danças presentes na cultura comunitária a partir de princípios da justiça, equidade e solidariedade, com ênfase para as relações igualitárias de gênero. 25. Reconhecer os ritmos, os gestos e as músicas dos diferentes tipos de rodas cantadas, brincadeiras rítmicas e danças presentes na cultura comunitária. 26. Compreender criticamente e valorizar as rodas cantadas, brincadeiras rítmicas e danças vivenciadas na cultura comunitária. 27. Construir e reconstruir pequenas coreografias das rodas cantadas, brincadeiras rítmicas e danças presentes na cultura comunitária, concebidas como patrimônio cultural. OBJETIVOS DO REFERENCIAL CURRICULAR MUNICIPAL  Participar de atividades corporais, estabelecendo relações equilibradas e construtivas com os outros, reconhecendo e respeitando características físicas e de desempenho de si próprio e dos outros, sem discriminar por características pessoais, físicas, sexuais ou sociais;  Adotar atitudes de respeito mútuo, dignidade e solidariedade em situações lúdicas e esportivas, repudiando qualquer espécie de violência  Conhecer, valorizar, respeitar e desfrutar da pluralidade de manifestações de cultura corporal do Brasil e do mundo, percebendo-as como recurso valioso para a integração entre pessoas e entre diferentes grupos sociais;
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    Educação Física 30  Reconhecer-secomo elemento integrante do ambiente, adotando hábitos saudáveis de higiene, alimentação e atividades corporais, relacionando-os com os efeitos sobre a própria saúde e de recuperação, manutenção e melhoria da saúde coletiva;  Solucionar problemas de ordem corporal em diferentes contextos, regulando e dosando o esforço em um nível compatível com as possibilidades, considerando que o aperfeiçoamento e o desenvolvimento das competências corporais decorrem de perseverança e regularidade e devem ocorrer de modo saudável e equilibrado;  Reconhecer condições de trabalho que comprometam os processos de crescimento e desenvolvimento, não as aceitando para si nem para os outros, reivindicando condições de vida dignas;  Conhecer a diversidade de padrões de saúde, beleza e estética corporal que existem nós diferentes grupos sociais, compreendendo sua inserção dentro da cultura em que são produzidos, analisando criticamente os padrões divulgados pela mídia e evitando o consumismo e o preconceito;  Conhecer, organizar e interferi no espaço de forma autônoma bem como reivindicar locais adequados para promover atividades corporais de lazer, reconhecendo-as como uma necessidade básica do ser humano e um direito do cidadão. OBRAS COMPLEMENTARES – ACERVO DO PNAIC  Godô Dança  Ciranda  Desvendando a orquestra – formando platéias do futuro  O herói de Damião em a descoberta da capoeira PROPOSTA DE CONTEÚDOS  Brincadeiras e jogos  Cultura popular  Comunitário e regional  Características  Jogos esportivos  De marcas;  De precisão;  De invasão.  Esportivos  Normas e regras  Características  Ginástica (com ou sem material)  Equilíbrios;
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    Educação Física 31  Saltos; Giros;  Rotações;  Acrobacias  Elementos básicos da ginástica geral  Individuais  Músicas  Rodas cantadas;  Brincadeiras rítmicas  Danças presentes na comunidade  Princípios da justiça;  Equidade;  Solidariedade  Ritmos;  Gestos;  Músicas  Coreografia
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    Matemática 32 MATEMÁTICA CARACTERIZAÇÃO DA ÁREADE MATEMÁTICA A matemática é componente importante na construção da cidadania, na medida em que a sociedade se utiliza, cada vez mais, de conhecimentos científicos e recursos tecnológicos, dos quais os cidadãos devem se apropriar. A matemática precisa estar ao alcance de todos e a democratização do seu ensino deve ser meta prioritária do trabalho docente. A atividade matemática escolar não é ―olhar para coisas prontas e definitivas‖, mas a construção e a apropriação de um conhecimento pelo, aluno que se servira dele para compreender e transformar sua realidade. No ensino da matemática, destacam-se dois aspectos básicos: um consiste em relacionar observações do mundo real com representações (esquema, tabelas, figuras); outro consiste em relacionar essas representações com princípios e conceitos matemáticos. Nesse processo, a comunicação tem grande importância e deve ser estimulada, levando-se o aluno a ―falar‖ e a ―escrever‖ sobre matemática, a trabalhar com representações gráficas, desenhos construções a aprender como organizar e tratar dados. A aprendizagem em matemática esta ligada a compreensão, isto é, a apreensão do significado apreender o significado de um objeto ou acontecimento pressupõe-se vê-lo em suas relações com outros objetos e acontecimentos. Assim o tratamento dos conteúdos em compartimentos estanques e numa rígida sucessão linear deve dar lugar a uma abordagem em que as conexões sejam favorecidas e destacadas. O significado da matemática para o aluno resulta das conexões que ele estabelece entre ela e demais disciplinas, entre ela e seu cotidiano e das conexões que ele estabelece entre os diferentes temas matemáticos. A seleção e organização dos conteúdos não deve ter como critério único a lógica interna da matemática. Deve-se levar em conta sua relevância social e a contribuição para o desenvolvimento intelectual do aluno. Trata-se de um processo permanente de construção. O conhecimento matemático deve ser apresentado aos alunos como historicamente construído e em permanente evolução. O contexto histórico possibilita ver a matemática em sua prática filosófica, científica e social e contribui para a compreensão do lugar que ela tem no mundo. Recursos didáticas como jogos, livros, vídeos, calculadoras, computadores e outros materiais têm um papel importante no processo de ensino e aprendizagem. Contudo eles precisam esta integrados a situações que levam ao exercício da análise e da reflexão, em última instância, a base da atividade matemática. A avaliação é parte do processo do ensino e aprendizagem. Ela incide sobre uma grande variedade de aspectos relativos ao desempenho dos alunos, como aquisição de conceitos, domínios de procedimentos e desenvolvimentos de atitudes. Mas também devem ser avaliados aspectos como seleção e dimensionamento dos conteúdos práticas pedagógicas, condições em que se processa o trabalho escolar e as próprias formas de avaliação.
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    Matemática 33 OBJETIVOS DA BASENACIONAL COMUM NÚMEROS E OPERAÇÕES 1. Estimar e contar elementos de coleções de, pelo menos, 30 objetos, dispostos nas formas ordenada e desordenada, apresentando o resultado por meio de gestos, oralmente, e usando registro (desenhos ou símbolos); 2. Compor e decompor números, pelo menos até 30 (exemplo: 10 = 2 + 8 ou 10 = 5 + 5 ou 10 = 1 + 9 ou 10 = 11 - 1; 17 = 10 + 7 ou 17 = 12 + 5); 3. Resolver e elaborar problemas de adição e subtração em linguagem oral (com o suporte de imagem ou material de manipulação) com os significados de juntar, acrescentar, separar, retirar, comparar e completar quantidades de até 30 elementos, utilizando estratégias próprias (por meio de desenho, decomposição numérica ou oralmente); 4. Estimar, contar e comparar quantidades de elementos em coleções de, pelo menos, 100 objetos, dispostos nas formas ordenada e desordenada, de diferentes maneiras (exemplo: de 2 em 2, de 4 em 4, de 5 em 5), apresentando o resultado por meio de gestos, oralmente e usando registro (desenhos ou símbolos), utilizando termos como mais, menos, mesma quantidade; 5. Associar a denominação de números até 100 à sua representação simbólica (do registro com algarismos ao registro com a Língua Materna e vice-versa); 6. Compor e decompor números até 100 (exemplo: 24 = 20 + 4 ou 24 = 6 + 18 ou 24 = 26 - 2); 7. Resolver e elaborar problemas de adição e subtração (juntar, acrescentar, separar, retirar, comparar e completar) em linguagem oral, com o suporte de imagem ou material de manipulação, envolvendo quantidades de até 100 elementos, utilizando estratégias próprias (exemplo: desenho, decomposição numérica, palavra); 8. Resolver e elaborar problemas envolvendo ideias multiplicativas (adição de parcelas iguais, elementos apresentados em disposição retangular, dobro e metade) em linguagem oral, com o suporte de imagens ou materiais de manipulação; 9. Ler, escrever, comparar e ordenar números até 1.000, associando o registro em algarismos ao registro em Língua Materna; 10. Compor e decompor números até 1.000 (exemplo: 168 = 100 + 60 + 8ou 168 = 50 + 50 + 50 + 18); 11. Identificar relações entre dúzia e meia dúzia; dezena e meia dezena; centena e meia centena; 12. Resolver e elaborar problemas de adição e de subtração, envolvendo os significados de juntar, acrescentar, separar, retirar, comparar e completar quantidades, utilizando o cálculo mental; 13. Resolver e elaborar problemas de multiplicação, envolvendo as ideias de adição de parcelas iguais, elementos apresentados em disposição retangular, proporcionalidade, dobro e triplo; 14. Resolver e elaborar problemas de divisão (repartir uma coleção em partes iguais, dete;minar quantas vezes uma quantidade cabe em outra, metade e terça parte), em linguagem verbal, com o suporte de imagens ou materiais de manipulação. 15. Organizar sequências ordenadas de números naturais, resultantes da realização de adições ou subtrações sucessivas, por um mesmo número, e descrever a regra de formação da sequência; 16. Escrever diferentes sentenças de adições ou subtrações de dois números naturais que resultem na mesma soma ou diferença;
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    Matemática 34 17. Compor edecompor números de diferentes maneiras, relacionando o valor posicional do zero à sua decomposição polinomial (exemplo: 504 = 5 x 100 + 0 x 10 + 4 x 1 ou 504 = 2 x 250 + 4); 18. Resolver e elaborar problemas de adição e subtração com números naturais, envolvendo seus diferentes significados, utilizando ou não o cálculo mental; 19. Relacionar adição e subtração, multiplicação e divisão, como operações inversas; 20. Resolver e elaborar problemas de multiplicação, com números naturais, envolvendo as ideias de adição de parcelas iguais, elementos apresentados em disposição retangular, proporcionalidade e a ideia de combinatória; 21. Resolver e elaborar problemas envolvendo ideias de divisão, com números naturais, utilizando diferentes estratégias baseadas na decomposição de números (por exemplo: 384÷3 = (300÷3) + (60÷3) + (24÷3) = 100 + 20 + 8 = 128); 22. Reconhecer e representar frações usuais de quantidades contínuas e discretas, relacionando- as às frações unitárias; 23. Reconhecer que, em uma unidade dividida em 10 partes iguais, cada parte corresponde a um décimo e que, em uma unidade dividida em 100 partes iguais, cada parte corresponde a um centésimo, representando simbolicamente décimos e centésimos, bem como elaborando composições e decomposições de números decimais (décimos e centésimos). ESPAÇO E FORMA 24. Identificar e descrever a localização de pessoas e objetos no espaço, considerando um ponto de referência; 25. Descrever objetos do mundo físico, comparando-os com figuras geométricas espaciais, sem nomeá-las; 26. Descrever, comparar e nomear figuras planas (círculo, quadrado, retângulo e triângulo), apresentadas em diferentes disposições, ou seja, com e sem lados paralelos às bordas da folha de papel; 27. Identificar e descrever deslocamentos e localização de pessoas e objetos no espaço, considerando pontos de referência; 28. Reconhecer as representações de figuras geométricas espaciais (cubo, bloco retangular, pirâmide, cone, cilindro e esfera), relacionando-as com objetos do mundo físico; 29. Descrever, comparar, nomear e classificar figuras planas (círculo, triângulo, quadrado, retângulo) por características comuns, apresentadas em diferentes posições, ou seja, com e sem lados paralelos às bordas da folha de papel; 30. Identificar e descrever a localização (considerando mais de um ponto de referência) e deslocamentos (incluindo mudanças de direção) de pessoas e objetos no espaço; 31. Reconhecer e nomear as representações de figuras geométricas espaciais (cubo, bloco retangular, pirâmide, cone, cilindro e esfera), relacionando-as com objetos do mundo físico e associando prismas e pirâmides a suas planificações; 32. Descrever, comparar, nomear e classificar figuras planas (círculo, triângulo, quadrado, retângulo, trapézio e paralelogramo) por características comuns, mesmo que apresentadas em diferentes posições, ou seja, com e sem lados paralelos às bordas da folha de papel; 33. Reconhecer figuras iguais (congruentes), usando sobreposição, desenhos em malhas quadriculadas ou triangulares, utilizando tecnologias digitais;
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    Matemática 35 34. Localizar objetosno espaço, usando noções de coordenadas (exemplo: mapas de cidade, batalha naval, células em planilhas eletrônicas, plano cartesiano, coordenadas geográficas); 35. Reconhecer e nomear polígonos, considerando o número de lados, de vértices e de ângulos e desenhá-los, utilizando material de desenho e/ou tecnologias digitais; 36. Identificar elementos de prismas e pirâmides (vértices, arestas e faces); 37. Reconhecer, em situações de ampliação e redução, a conservação dos ângulos e a proporcionalidade entre os lados correspondentes de figuras poligonais; GRANDEZAS E MEDIDAS 38. Comparar e ordenar objetos em relação a comprimentos, capacidades e massas, utilizando linguagem natural; 39. Identificar e ordenar períodos do dia, dias da semana, meses do ano, datas e relações entre esses períodos de tempo, utilizando calendários; 40. Reconhecer e nomear moedas e cédulas do sistema monetário brasileiro, comparando seus valores; 41. Estimar, realizar e comparar medições de comprimentos horizontais, verticais e de contornos formados por linhas retas, utilizando unidades de medida não convencionais (exemplo: palmo, passo, lápis, pedaço de barbante); 42. Identificar, ordenar e relacionar datas, dias da semana, meses do ano e eventos (exemplo: planejamentos diários, situações do cotidiano, programações), utilizando calendários; 43. Ler, identificar e registrar horas (hora, meia hora) e duração de eventos (horário de início e fim) em relógios analógicos e digitais; 44. Reconhecer e nomear moedas e cédulas do sistema monetário brasileiro, estabelecendo equivalências de valores; 45. Estimar, fazer medições, comparar e ordenar comprimentos, massas e capacidades, utilizando unidades não convencionais de medida e unidades convencionais mais usuais; 46. Comparar áreas de duas figuras planas, recorrendo às relações entre elas ou à decomposição e à composição; 47. Ler, identificar e registrar horas (hora, meia hora e quarto de hora) e duração de eventos (horário de início e fim) em relógios analógicos e digitais; 48. Reconhecer e comparar valores de moedas e cédulas e estabelecer equivalências de um mesmo valor, utilizando diferentes cédulas e moedas do sistema monetário brasileiro; 49. Comparar e ordenar grandezas (comprimento, área, massa e capacidade), utilizando unidades convencionais de medida e reconhecendo as relações entre as unidades de medida mais usuais; 50. Medir o perímetro de quadriláteros, triângulos e outros polígonos; 51. Descrever o que ocorre com as medidas do perímetro e da área de um quadrado, quando se altera a medida de seus lados (exemplo: dobra, triplica); 52. Compreender a grandeza volume, de objetos tridimensionais, por meio de empilhamentos de cubos. TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO 53. Coletar dados em uma pesquisa envolvendo apenas uma variável (exemplo: ―Qual o time?‖, ―Qual o número do sapato?‖, ―Qual a cor preferida?‖), descrever os seus resultados e construir representações próprias para comunicar esses dados;
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    Matemática 36 54. Descrever resultadosde eventos cotidianos, envolvendo o acaso, indicando-os como ―prováveis‖, ―pouco prováveis‖, ―improváveis‖; 55. Identificar uma informação (exemplo: ―quantos?‖ ou ―quem?‖) e comparar duas informações (exemplo: ―quem tem menos?‖ ou ‖qual o maior?‖ apresentadas em tabela simples ou gráfico de colunas; 56. Coletar dados de duas variáveis (exemplo: número de irmãos e bairro onde mora) e apresentar os resultados por meio de tabelas e gráficos pictóricos ou de colunas; 57. Identificar, em eventos familiares, envolvendo o acaso, a variação dos resultados possíveis (exemplo: reconhecer que há diferentes respostas para uma pergunta, que há diferentes resultados em sorteio); 58. Interpretar e comparar dados apresentados em uma tabela simples, gráficos de barras ou de colunas; 59. Coletar dados de duas variáveis, organizando-os em categorias, e selecionar meios para comunicar os resultados como listas, tabelas, gráfico de colunas simples, com ou sem uso de tecnologias digitais; 60. Apresentar todos os possíveis resultados de um experimento aleatório (exemplo: sortear uma menina de um grupo de alunos), indicando se esses resultados são igualmente prováveis ou não (se a quantidade de meninas e meninos for igual, a chance de sortear uma menina será a mesma do que a de sortear um menino, mas se as quantidades forem diferentes, as chances não serão iguais); 61. Indicar a probabilidade de sucesso de um evento simples, por meio de uma razão, quando os resultados do experimento são equiprováveis, ou seja, quando todos os resultados possíveis têm a mesma chance de ocorrer; 62. Comparar e interpretar dados apresentados em gráficos de colunas, barras e de linhas; 63. Coletar dados e comunicar os resultados de pesquisa selecionando as representações mais adequadas entre as já estudadas (tabelas, gráficos de colunas, de barras ou de linhas), com e sem o uso de tecnologias digitais. OBJETIVOS DO REFERENCIAL CURRICULAR MUNICIPAL  Identificar os conhecimentos matemáticos como meios para compreender e transformar o mundo à sua volta e perceber o caráter de jogo intelectual, característico da matemática, como aspecto que estimula o interesse a curiosidade, o espírito de investigação e o desenvolvimento da capacidade para resolver problemas;  Fazer observações sistemáticas de aspectos quantitativos e qualitativos do ponto de vista do conhecimento e estabelecer o maior numero possível de relações entre eles, utilizando para isso o conhecimento matemático (aritmético, geométrico, métrico, algébrico, estatísticos, combinatório, probabilístico); selecionar, organizar e produzir informações relevantes, para interpretá-las e avaliá-las criticamente;  Resolver situações problemas, sabendo validar estratégias e resultados desenvolvendo formas de raciocínio e processos como dedução, indução, intuição, analogia, estimativa e utilizando conceitos e procedimentos matemáticos, bem como instrumentos tecnológicos disponíveis;
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    Matemática 37  Comunicar-se matematicamente,ou seja, descrever, representar e apresentar resultados com precisão e argumentar sobre as suas conjecturas, fazendo o uso da linguagem oral estabelecendo, relações entre ela e diferentes representações matemáticas;  Estabelecer conexões entre temas matemáticos de diferentes campos e entre esses temas e conhecimento de outras áreas curriculares;  Sentir-se seguro da própria capacidade de construir conhecimentos matemáticos, desenvolvendo a auto-estima e a perseverança na busca de soluções;  Interagir com seus pares de forma cooperativa trabalhando coletivamente na busca de soluções para problemas propostos identificando aspectos consensuais ou não na discussão de um assunto, respeitando o modo de pensar dos colegas e aprendendo com eles. DIREITOS DE APRENDIZAGEM: Matemática DIREITOS GERAIS DE APRENDIZAGEM: MATEMÁTICA NÚMEROS E OPERAÇÕES Identificar os números em diferentes contextos e funções; utilizar diferentes estratégias para quantificar, comparar e comunicar quantidades de elementos de uma coleção, nas brincadeiras e em situações nas quais as crianças reconheçam sua necessidade. Elaborar e resolver problemas de estruturas aditivas e multiplicativas utilizando estratégias próprias como desenhos, decomposições numéricas e palavras. GEOMETRIA Explicitar e/ou representar informalmente a posição de pessoas e objetos, dimensionar espaços, utilizando vocabulário pertinente nos jogos, nas brincadeiras e nas diversas situações nas quais as crianças considerarem necessário essa ação, por meio de desenhos, croquis, plantas baixas, mapas e maquetes, desenvolvendo noções de tamanho, de lateralidade, de localização, de direcionamento, de sentido e de vistas. Descrever, comparar e classificar verbalmente figuras planas ou espaciais por características comuns, mesmo que apresentadas em diferentes disposições (por translação, rotação ou reflexão), descrevendo a transformação com suas próprias palavras. GRANDEZAS E MEDIDAS Comparar grandezas de mesma natureza, por meio de estratégias pessoais e uso de instrumentos de medida adequado com compreensão do processo de medição e das características do instrumento escolhido. Fazer estimativas; reconhecer cédulas e moedas que circulam no Brasil. TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO Ler, interpretar e transpor informações em diversas situações e diferentes configurações (do tipo: anúncios, gráficos, tabelas, propagandas), utilizando-as na compreensão de fenômenos sociais e na comunicação, agindo de forma efetiva na realidade em que vive. Formular questões, coletar, organizar, classificar e construir representações próprias para a comunicação de dados coletados.
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    Matemática 38 NÚMEROS E OPERAÇÕES Ano1 DA1-Identificar números nos diferentes contextos em que se encontram, em suas diferentes funções: indicador da quantidade de elementos de uma coleção discreta (cardinalidade); medida de grandezas (2 quilos, 3 dias, etc); indicador de posição (número ordinal); e código (número de telefone, placa de carro etc.). I DA2-Utilizar diferentes estratégias para quantificar e comunicar quantidades de elementos de uma coleção, nas brincadeiras e em situações nas quais as crianças reconheçam sua necessidade: contagem oral, pareamento, estimativa e correspondência de agrupamentos; comunicar quantidades, utilizando a linguagem oral, a notação numérica e/ou registros não convencionais. I DA3-Associar a denominação do número a sua respectiva representação simbólica. I/A DA4-Identificar posição de um objeto ou número numa série, explicitando a noção de sucessor e antecessor. I/A DA5-Comparar ou ordenar quantidades por contagem; pela formulação de hipóteses sobre a grandeza numérica, pela identificação da quantidade de algarismos e da posição ocupada por eles na escrita numérica. I DA6- Contar em escalas ascendentes e descendentes de um em um, de dois em dois, de cinco em cinco, de dez em dez, etc., a partir de qualquer número dado. I/A DA7-Identificar regularidades na série numérica para nomear, ler e escrever números menos frequentes. I DA8-Utilizar calculadora para produzir e comparar escritas numéricas. I DA9- Resolver e elaborar problemas com os significados de juntar, acrescentar quantidades, separar e retirar quantidades, utilizando estratégias próprias como desenhos, decomposições numéricas e palavras. I DA11- Reconhecer termos como dúzia e meia dúzia; dezena e meia dezena; centena e meia centena, associando-os às suas respectivas quantidades. I DA12- Resolver e elaborar problemas aditivos envolvendo os significados de juntar e acrescentar quantidades, separar e retirar quantidades, comparar e completar quantidades, em situações de contexto familiar e utilizando o cálculo mental ou outras estratégias pessoais. I DA13- Resolver e elaborar problemas de multiplicação em linguagem verbal (com o suporte de imagens ou materiais de manipulação), envolvendo as ideias de adição de parcelas iguais, elementos apresentados em disposição retangular, proporcionalidade e combinatória. I DA14- Resolver e elaborar problemas de divisão em linguagem verbal (com o suporte de imagens ou materiais de manipulação), envolvendo as ideias de repartir uma coleção em partes iguais e a determinação de quantas vezes uma quantidade cabe em outra. I
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    Matemática 39 GEOMETRIA Ano 1 DA1- Identificarnúmeros nos diferentes contextos em que se encontram, em suas diferentes funções: indicador da quantidade de elementos de uma coleção discreta (cardinalidade); medida de grandezas (2 quilos, 3 dias, etc); indicador de posição (número ordinal); e código (número de telefone, placa de carro etc.). I DA5- Comparar ou ordenar quantidades por contagem; pela formulação de hipóteses sobre a grandeza numérica, pela identificação da quantidade de algarismos e da posição ocupada por eles na escrita numérica. I DA6- Contar em escalas ascendentes e descendentes de um em um, de dois em dois, de cinco em cinco, de dez em dez, etc., a partir de qualquer número dado. I DA8-Utilizar calculadora para produzir e comparar escritas numéricas. I GRANDEZAS E MEDIDAS Ano 1 DA1- Comparar comprimento de dois ou mais objetos por comparação direta (sem o uso de unidades de medidas convencionais) para identificar: maior, menor, igual, mais alto, mais baixo, mais comprido, mais curto, mais grosso, mais fino, mais largo, etc. I DA2- Comparar grandezas de mesma natureza, por meio de estratégias pessoais e uso de instrumentos de medida conhecidos — fita métrica, balança, recipientes de um litro, etc. I DA3- Selecionar e utilizar instrumentos de medida apropriados à grandeza a ser medida (por exemplo: tempo, comprimento, massa, capacidade), com compreensão do processo de medição e das características do instrumento escolhido. I DA4- Identificar ordem de eventos em programações diárias, usando palavras como: antes, depois. I/A/C DA5- Identificar unidades de tempo — dia, semana, mês, bimestre, semestre, ano — e utilizar calendários. I DA6- Relação entre unidades de tempo — dia, semana, mês, bimestre, semestre, ano. I/ DA7- Leitura de horas, comparando relógios digitais e de ponteiros. I DA8- Fazer e utilizar estimativas de medida de tempo e comprimento. I DA9- Comparar intuitivamente capacidades de recipientes de diferentes formas e tamanhos. I DA10- Identificação dos elementos necessários para comunicar o resultado de uma medição e produção de escritas que representem essa medição. I DA11- Reconhecer cédulas e moedas que circulam no Brasil e de possíveis trocas entre cédulas e moedas em função de seus valores em experiências com dinheiro em brincadeiras ou em situações de interesse das crianças. I TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO Ano 1 DA1- Ler, interpretar e transpor informações em diversas situações e diferentes configurações (do tipo: anúncios, gráficos, tabelas, propagandas), utilizando-as na I
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    Matemática 40 compreensão de fenômenossociais e na comunicação, agindo de forma efetiva na realidade em que vive. DA2- Formular questões sobre aspectos familiares que gerem pesquisas e observações para coletar dados quantitativos e qualitativos. I DA3- Coletar, organizar, classificar, ordenar e construir representações próprias para a comunicação de dados coletados. I OBRAS COMPLEMENTARES – ACERVO DO PNAIC  Beleléu e os números (quantidade)  Nunca conte com ratinhos (números de 1 a 10)  Animais e opostos (alto, baixo, grande , pequeno, etc.)  Livro dos números, bichos e flores (ordem crescente e decrescente, e escrita dos números)  Tem alguma coisa embaixo do cobertor! (sucessor e antecessor)  É bicho (forma, cor, linha, espaço e composição)  Quem vai ficar com o pêssego? (comparação de grandezas)  O tempo (medida do tempo) Jogos na Alfabetização Matemática – caderno de jogos do PNAIC Números e operações  As duas mãos  Cubra a diferença  Nunca dez  Boca do palhaço  Jogo das operações  Bota de muitas léguas  Cubra o dobro  Travessia do rio Geometria  Na direção certa  Dominó geométrico  Jogo das figuras  Equilíbrio geométrico Grandezas e medidas  Calendário dinâmico  Marcando as horas
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    Matemática 41 Tratamento da informação Corrida de peões PROPOSTA DE CONTEÚDOS NÚMEROS E OPERAÇÕES  História dos números  Idéia de quantidade  Representação de quantidade  Conjuntos  Noções de conjunto  Quantidade de elemento de um conjunto  Número da vida prática  Os números em minha vida  Antecessor e sucessor  Formando grupos  Grupos com cores e formas  Números naturais  Representação de números  Comparação de números (igual e diferente , maior que, menor que)  Ordenação de números  Sistema de numeração  A dezena  O numero 10  Numero de 11 a 19  Contando até 30  Numeração ordinária  Contando até 50  Formando seis, sete, oito e nove dezenas  Números pares e números ímpares  Sistema monetário brasileiro  Nosso dinheiro: o real  Cédulas e moedas  Operações com números naturais  Adição com total até 9  Adição com total até 19  Trabalhar com adição e subtração  Problemas
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    Matemática 42  Dúzia/meia dúzia GEOMETRIA Localização  Traçando percursos  Noções de geometria  Linhas retas e linhas curvas  Linhas abertas e linhas fechadas  Figuras geométricas  Figuras geométricas planas  Uso do tangran  Sólidos geométricos GRANDEZAS E MEDIDAS  Medidas de tempo  Idéia de tempo  Relógio  Dias da semana  Mês/ano  Medidas de comprimento  Noções de medida de comprimento  Instrumento de medida de comprimento  Medidas de massa  O quilograma  Medida de capacidade  O litro TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO  Coleta de dados  tabelas  Gráfico.
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    Ciências 43 CIÊNCIAS CARACTERIZAÇÃO DA ÁREADE CIÊNCIAS O ensino de Ciências Naturais, ao longo de sua curta história na escola fundamental, tem se orientado por diferentes tendências, que ainda hoje se expressam na sala de aula. Ainda que resumidamente, vale a pena reunir fatos e diagnósticos que não perdem sua importância como parte de um processo. Até a promulgação da lei de diretrizes e bases n.4.024/21, ministravam-se aulas de Ciências Naturais apenas nas duas últimas séries do antigo curso ginasial. Essa lei estendeu a obrigatoriedade do ensino da disciplina a todas as séries ginasiais. Apenas a partir de 1971, com a lei n.5.692, Ciências Naturais passou a ter caráter obrigatório nas oito séries do primeiro grau. Quando foi promulgada a lei n. 4.024/61, o cenário escolar era dominado pelo ensino tradicional, ainda que esforços de renovação estivessem em processo. Aos professores cabia transmissão de conhecimentos acumulados pela humanidade, por meio de aulas expositivas e aos alunos absorção das informações. O conhecimento científico era tomado como neutro e não se punha em questão a verdade científica. A qualidade do curso era definida pela quantidade de conteúdos trabalhados. O principal recurso de estudo e avaliação era o questionário, ao qual os alunos deveriam responder detendo-se nas idéias apresentadas em aula ou no livro-texto escolhido pelo professor. As propostas para o ensino de ciências debatidas para a confecção da lei orientavam-se pela necessidade de o currículo responder ao avanço do conhecimento científico e as demandas geradas por influência da Escola Nova. Essa tendência deslocou o eixo da questão pedagógica, dos aspectos puramente lógicos para aspectos psicológicos, valorizando a participação ativa do aluno no processo de aprendizagem. Objetivos preponderantemente informativos deram lugar a objetivos também formativos. As atividades práticas passaram a representar importante elemento para a compreensão ativa de conceitos. A preocupação em desenvolver atividade experimental começou ter presença marcante nos processos de ensino e nos cursos de formação de professores. As atividades práticas chegaram a ser proclamadas como a grande solução para o ensino de ciências, as grandes facilitadoras do processo de transmissão do saber científico. O objetivo principal do ensino de ciências passou a ser o de dar condições para o aluno identificar problemas a parte de observações sobre um fato, levantar hipóteses, testá-las, refutá- las e abandoná-las quando fosse o caso, trabalhando de forma a tirar conclusões sozinho. O aluno deveria ser capaz de ―redescobrir‖ o já conhecido pela ciência, apropriando-se da sua forma de trabalho. É com essa perspectiva que se buscava naquela ocasião, a democratização do conhecimento científico, reconhecendo-se a importância da vivência científica não apenas para eventuais futuros cientistas, mas também para o cidadão comum. As concepções de produção do conhecimento científico e de aprendizagem das ciências subjacentes a essa tendência eram de cunho empirista/indutivista: a partir da experiência direta com os fenômenos naturais, seria possível descobrir as leis da natureza. Durante a década de 80 pesquisadores do ensino de Ciências Naturais puderam demonstrar o que professores já
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    Ciências 44 reconheciam em suaprática, o simples experimentar não garantia a aquisição do conhecimento científico. Os problemas relativos ao meio ambiente e a saúde começaram a ter presença quase obrigatória em todos os currículos de Ciências Naturais, mesmo que abordados em diferentes níveis der profundidade e pertinência. Ao longo das várias mudanças, as críticas ao ensino de ciências voltavam-se basicamente a atualização dos conteúdos, aos problemas de inadequação das formas utilizadas para transmissão do conhecimento e a formulação da estrutura da área. Desde os alunos 80 até hoje é grande a produção acadêmica de pesquisas voltadas a investigação das pré-concepções de crianças e adolescentes sobre os fenômenos naturais e suas relações com os conceitos científicos. Uma importante linha de pesquisa acerca dos conceitos intuitivos é aquela que norteadas por idéias piagetianas, se desenvolve acompanhada por estudos sobre História das Ciências, dentro e fora do Brasil. Tem se verificado que as concepções espontâneas das crianças e adolescentes se assemelham a concepções científicas de outros tempos. OBJETIVOS DA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR MATERIAIS, SUBSTÂNCIAS E PROCESSOS 1. Reconhecer materiais de uso cotidiano, identificando do que são feitos e como são utilizados nas atividades humanas; 2. Descrever as características de materiais de uso cotidiano e agrupá-los de acordo com tais características; 3. Identificar processos de transformação de materiais que ocorrem no dia a dia; 4. Contextualização histórica, social e cultural; 5. Reconhecer que a sociedade utiliza conhecimentos sobre materiais produzidos pela ciência e pela tecnologia; 6. Processos e práticas de investigação; 7. Descrever etapas de transformação de materiais e fazer perguntas sobre o que está ocorrendo; 8. Linguagens; 9. Representar, por meio de desenhos, processos de transformação de materiais; 10. Construir quadros que mostram agrupamentos de materiais de acordo com suas características. BEM-ESTAR E SAÚDE 11. Conhecimento conceitual; 12. Identificar práticas cotidianas de cuidados pessoais que contribuem para o bem-estar e a saúde; 13. Contextualização histórica, social e cultural; 14. Reconhecer a importância do descarte adequado de lixo doméstico, relacionando-o a cuidados com a saúde; 15. Processos e práticas de investigação; 16. Observar e classificar os diferentes tipos de resíduos produzidos pela escola;
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    Ciências 45 17. Linguagens; 18. Representare expressar, por meio de desenhos ou colagens de imagem, práticas de cuidados pessoais de higiene. SENTIDOS: PERCEPÇÃO E INTERAÇÕES 19. Conhecimento conceitual; 20. Compreender que se interage com o meio em que se vive por meio dos sentidos; 21. Reconhecer que as sensações das interações do cotidiano são diferentes entre indivíduos; 22. Contextualização histórica, social e cultural; 23. Reconhecer equipamentos tecnológicos que necessitam do uso dos sentidos no cotidiano; 24. Identificar diferentes tipos de sensações em ações reais e imaginárias realizadas por personagens infantis em programas TV, livros e outros veículos de comunicação; 25. Processos e práticas de investigação; 26. Fazer levantamento de algumas características físicas e de capacidades dos colegas da classe: auditiva, visual, sensações do tato, paladar e olfato; 27. Reconhecer que nossa mobilidade e nossa capacidade de utilizar os cinco sentidos dependem das nossas condições físicas e de saúde; 28. Linguagens; 29. Expressar por desenhos e encenações as diferentes possibilidades de emprego dos sentidos; 30. Reconhecer símbolos e gestos que representam nossas sensações em situações cotidianas. OBJETIVOS DO REFERENCIAL CURRICULAR MUNICIPAL  Compreender a natureza como um todo dinâmico, sendo o ser humano parte integrante e agente de transformações do mundo em que vive;  Identificar relações entre conhecimento cientifico, produções de tecnologia e condições de vida, no mundo de hoje e em sua evolução histórica;  Formular questões, diagnosticar e propor soluções para problemas reais a partir de elementos das Ciências Naturais, colocando em pratica conceitos, procedimentos e atitudes desenvolvidos no aprendizado escolar;  Saber utilizar conceitos científicos básicos associados a energia, matéria, transformação, espaço, tempo, sistema, equilíbrio e vida;  Saber combinar leituras, observações, experimentações, registros, etc. para coleta, organização, comunicação e discussão de fatos e informações;  Valorizar o trabalho em grupo, sendo capaz de ação critica e cooperativa para construção coletiva do conhecimento;  Compreende a saúde como bem individual e comum que deve ser promovido pela ação coletiva;  Compreender a tecnologia como meio para suprir necessidades humanas, distinguindo usos corretos e necessários daqueles prejudiciais ao equilíbrio da natureza e ao homem.
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    Ciências 46 DIREITOS GERAIS DEAPRENDIZAGEM: CIÊNCIAS Direitos Gerais de Aprendizagem em Ciências Naturais Eixos de Ensino das Ciências Naturais Direitos Específicos de Aprendizagem em Ciências Naturais Ano 1 1-Elaborar compreensões sobre o mundo condizentes com perspectivas atuais da comunidade científica. 1-Compreensão conceitual e Procedimental da ciência. DA1- Aprender como a ciência constrói conhecimento sobre os fenômenos naturais. DA2- Entender conceitos básicos das ciências. DA3- Ler e escrever textos em que o vocabulário da ciência é usado. DA4- Interpretar textos científicos sobre a história e a filosofia da ciência. DA5- Perceber as relações existentes entre as informações e os experimentos adquiridos e desenvolvidos por cientistas e o estabelecimento de conceitos e teorias. DA6- Relacionar as informações científicas lidas com conhecimentos Anteriores. DA7- Possuir conhecimentos sobre os processos e ações que fazem das ciências um modo peculiar de se construir conhecimento sobre o mundo. DA8- Identificar as fontes válidas de informações científicas e tecnológicas e saber recorrer a elas. DA9- Aprender a tecer relações e implicações entre argumentos e evidências. DA10- Aprender a planejar modos de colocar conhecimentos científicos já produzidos e ideias próprias como suposições a serem avaliadas (hipóteses a serem exploradas). DA11- Desenvolver raciocínio lógico e proporcional. DA12- Aprender a seriar, organizar e classificar informações. DA13- Elaborar perguntas e aprender como encontrar conhecimentos científicos já produzidos sobre o tema em questão. DA14- Estimular o exercício intelectual. I 2- Entender que as Compreensões 2-Compreensão sociocultural, DA1- Diferenciar ciência de tecnologia. I
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    Ciências 47 sobre o mundosão Produções humanas, criadas e influenciadas por seus contextos históricos. política e econômica dos processos e produtos da ciência. DA2- Perceber o papel das ciências e das tecnologias na vida cotidiana. DA3- Compreender a ética que monitora a produção do conhecimento científico. DA4- Considerar o impacto do progresso promovido pelo conhecimento científico e suas aplicações na vida, na sociedade e na cultura de cada pessoa. DA5- Compreender que o saber científico é provisório, sujeito a mudanças. DA6- Utilizar o conhecimento científico para tomar decisões no dia-a-dia. DA7- Desenvolver posição crítica com o objetivo de identificar benefícios e malefícios provenientes das inovações científicas e tecnológicas. DA8- Compreender a maneira como as ciências e as tecnologias foram produzidas ao longo da história. 3- Fazer uso da Compreensão sobre o mundo para estabelecer a relação entre o conhecimento que se produz sobre este mundo e as aplicações e produtos que tal conhecimento possibilita gerar, quanto dos efeitos de ambos compreensão e produtos, para a vida social e política dos cidadãos. 3-Compreensão das relações entre ciência, sociedade, tecnologia e meio ambiente. DA1- Conhecer a natureza da ciência entendendo como os conhecimentos são produzidos e suas implicações para a humanidade e o meio ambiente. DA2- Considerar como a ciência e a tecnologia afetam o bem estar, o desenvolvimento econômico e o progresso das sociedades. DA3- Reconhecer os limites da utilidade das ciências e das tecnologias para a promoção do bem estar humano e para os impactos sobre o meio ambiente. DA4- Participar de situações em que os conceitos e procedimentos científicos, juntamente com as reflexões sobre a natureza ética da ciência são mobilizados para direcionar tomadas de posição acerca de situações sociais atuais e relevantes. I
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    Ciências 48 OBRAS COMPLEMENTARES –ACERVO DO PNAIC  Era uma vez uma gota de chuva (Ciclo da água)  ABC dos animais (Animais)  O que Ana sabe sobre... alimentos saudáveis (Alimentos)  O mundinho azul (Características da água)  A abelha (Animais)  Pinga pingo pingado (Desperdício da água)  Nunca conte com ratinhos (Animais)  Sofia, a andorinha (Os sentidos)  Clic-clic: A máquina biruta de seu Olavo (Ser humano)  Sombra (Animais)  Música no zoo (Animais)  De avestruz a zebra (Animais)  Soltando os bichos (Características animais)  Essa não é minha cauda (Ambientes diversos/Animais)  Pingo d’água (Importância da água)  Balas, bombons, caramelos (Hábitos alimentares)  A baleia – corcunda (Biodiversidade/Hábitos de animais)  Livro dos números, bichos e flores (Animais/Vegetais)  Águas (Transcurso de um rio/Nascente, leito, margens e trajeto)  Dandara, o dragão e a lua (Dimensão do espaço/Natureza)  Ar – pra que serve o ar? (Importância do ar)  Canteiro (Cuidado com a água, com a terra/Sonoridade)  Bichionário (Animais)  A história da tartaruga (Animais) PROPOSTA DE CONTEÚDOS A NATUREZA MATERIAIS, SUBSTÂNCIAS E PROCESSOS  Materiais do uso cotidiano: Madeira, plástico, papel, vidro, ferro  Como são utilizados  Características  Processos de transformação  Seres vivos e não vivos  Características dos seres vivos  Características dos seres não vivos  Poluição Sonora  Semelhanças e diferenças entre animais e vegetais  Animais úteis  Animais nocivos  Animais domésticos e selvagens  Animais mamíferos
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    Ciências 49  Distinção desexo em alguns animais  Reprodução dos animais {ovíparos e vivíparos}  Crescimento e desenvolvimento  Os vegetais (parte das plantas)  Reprodução das plantas  Jardim, horta e pomar (alimentos)  Relação entre os seres vivos  O corpo humano (partes)  O ar  O solo BEM-ESTAR E SAÚDE  Higiene e saúde  O lixo  Práticas de acondicionamento e descarte adequados de lixo  Saneamento básico  Doenças  Práticas cotidianas de cuidados pessoais  Primeiros socorros e prevenção  A água  Os alimentos e a água SENTIDOS: PERCEPÇÃO E INTERAÇÕES DESCRIÇÃO DE SENSAÇÕES  Os sentidos  Audição  Olfato  Visão  Tato  Paladar  Características físicas, mobilidade e capacidade de utilizar os cinco sentidos  Diversidade de condições físicas e transitórias de saúde  Sensações das interações do cotidiano  Medo  Carinho  Amizade  Equipamentos tecnológicos que necessitam do uso dos sentidos  Semáforo (cores)  Poluiçãosonora
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    Geografia 50 GEOGRAFIA CARACTERIZAÇÃO DA ÁREADE GEOGRAFIA A produção acadêmica em torno da concepção de geografia passou por diferentes momentos, gerando reflexões distintas acerca dos objetos e métodos do fazer geográfico. De certa forma, essas reflexões influenciaram e ainda influenciam muitas das práticas de ensino. Em linhas gerais, suas principais tendências podem assim ser apresentadas. As primeiras tendências da geografia no Brasil nasceram com a fundação da faculdade de filosofia da universidade de são Paulo e do departamento de geografia, quando, a partir, da década de 40, a disciplina geografia passou a ser ensinada por professores licenciados, com forte influência da escola francesa de Vidal de La Blanche. Essa geografia era marcada pala explicação objetiva e quantitativa da realidade que fundamentava a escola francesa de então. Foi essa escola que imprimiu ao pensamento geográfico o mito da ciência asséptica, não politizada, com o argumento da neutralidade do discurso científico. Tinha como meta aborda as relações do homem com a natureza de forma objetiva, buscando a formulação de leis gerais de interpretação. Essa tendência da geografia e as correntes que dela se desdobraram foram chamadas de geografia tradicional. Apesar de valorizar o papel do homem como sujeito histórico propunha-se na análise de produção do espaço geográfico estudar a relação homem-natureza sem priorizar as relações sociais. Por exemplo, estudava-se a população, mas não a sociedade: os estabelecimentos humanos, mas não as relações sociais: as técnicas e os instrumentos de trabalho, mas não o processo de produção. Ou seja, não se discutia as relações intrínsecas a sociedade, abstraindo assim o homem de seu caráter social. Era baseada, de forma significativa, em estudos empíricos, articulada de forma fragmentada e com forte viés naturalizante. No ensino essa geografia se traduziu e muitas vezes ainda se traduz pelo estudo descritivo das paisagens naturais e humanizadas, de forma dissociada do espaço vivido pela sociedade e das relações contraditória de produção e organização do espaço. Os procedimentos didáticos adotados promoviam principalmente a descrição e a memorização dos elementos que compõem as paisagens sem, contudo, esperar que os alunos estabelecessem relações, analogias ou generalizações. Pretendia-se ensinar uma geografia neutra. Essa perspectiva marcou também a produção dos livros didáticos até meados da década de 70 e, mesmo hoje em dia, muitos ainda apresentam em seus corpos ideais, interpretações ou até mesmo expectativas de aprendizagem defendidas pela geografia tradicional. Os métodos e as teorias da geografia tradicional tornaram-se insuficiente para apreender essa complexidade e principalmente para explicá-la. O levantamento feito por meio de estudos apenas empíricos tornou-se insuficiente. Era preciso realizar estudos voltados para análise das relações mundiais análises essas também de ordem econômica, social, políticas, ideológicas. Por outro lado o meio técnico e científico passou a exerce forte influência nas pesquisas realizadas no campo da geografia. Para estudar o espaço geográfico globalizado começou-se a recorrerer as tecnologias aeroespaciais, tais como o sensoriamento remoto, as fotos de satélite e o computador como articulador de massa de dados: surgem os SIG (Sistema Geográfico de Informação). A partir dos anos 60, sob influência das teorias marxistas, surge uma tendência crítica a geografia tradicional, cujo centro de preocupações passa serem as relações entre a sociedade, o trabalho e natureza na produção do espaço geográfico. Ou seja, os geógrafos procuraram estudar
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    Geografia 51 a sociedade pormeio das relações de trabalho e da apropriação humana da natureza para produzir e distribuir os bens necessários as condições materiais que a garantem. Critica-se a geografia tradicional, do estado e das classes sociais dominantes, propondo-se uma geografia das lutas sociais. Num processo quase militante de importantes geógrafos brasileiros, difundem-se as geografias marxistas. Essa nova perspectiva considera que não basta explicar o mundo, é preciso transformá-lo. Assim a geografia ganha conteúdos políticos que são significativos na formação do cidadão. As transformações teóricas e metodológicas dessa geografia tiveram grandes influência na produção científica das últimas décadas. Para o ensino, essa perspectiva trouxe uma nova forma de interpretar as categorias de espaço geográfico, território e paisagem, e influenciou, a parti dos anos 80, uma série de propostas curriculares voltadas para o seguimento de quinta e oitava série. Essas propostas, no entanto foram centradas em questões referentes a explicações econômicas e as relações de trabalho que se mostraram no geral inadequadas para os alunos dessa etapa da escolaridade devido a sua complexidade. Além disso, a prática da maioria dos professores e de muitos livros didáticos conservaram a linha tradicional, descritiva e descontextualizada herdada da geografia tradicional mesmo quando o enfoque dos assuntos estudados era marcado pela geografia marxista. Tanto a geografia tradicional quanto a geografia marxista ortodoxa negligenciaram a relação do homem e da sociedade com a natureza em sua dimensão sensível de percepção do mundo: o cientificismo positivista da geografia tradicional por negar ao homem a possibilidade de um conhecimento que passasse pela subjetividade do imaginário; o marxismo ortodoxo, por tachar de idealismo alienante qualquer explicação subjetiva e afetiva da relação da sociedade com a natureza. Uma das características fundamentais da produção acadêmica da geografia desta ultima década é justamente a definição de abordagens que consideram as dimensões subjetivas e, portanto, singulares que os homens em sociedade estabelecem com a natureza. Essas dimensões são socialmente elaboradas – fruto das experiências individuais marcadas. Pela cultura na qual se encontram inseridas – e resultam em diferentes percepções do espaço geográfico e sua construção. É, essencialmente, a busca de explicações mais plurais, que promovam a interseção da geografia com outros campos do saber, como a Antropologia, a Sociologia, a Biologia, as ciências políticas, por exemplo. Uma geografia que não seja apenas centrada na descrição empírica das paisagens tampouco pautada exclusivamente na interpretação política e econômica do mundo; que trabalhe tanto as relações socioculturais da paisagem como os elementos físicos e biológicos que dela fazem parte, investigando as múltiplas interações entre eles estabelecidas na constituição de um espaço: O espaço geográfico. OBJETIVOS DA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR O SUJEITO E O MUNDO 1. Reconhecer-se como sujeito e como parte integrante dos lugares de vivências e dos diversos grupos sociais aos quais pertence; 2. Identificar elementos geográficos para compreensão e significação de suas funções em lugares de vivências;
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    Geografia 52 3. Entender comoas relações entre pessoas, grupos sociais e o ambiente constituem os lugares de vivências. O LUGAR E O MUNDO 4. Identificar marcas culturais e históricas de outros lugares e tempos, nas práticas cotidianas dos grupos sociais aos quais pertence. LINGUAGENS E O MUNDO 5. Construir referenciais espaciais para observação e posicionamentos a partir da corporeidade. 6. Elaborar obras em múltiplas linguagens sobre pessoas, lugares e grupos sociais; 7. Exercitar a imaginação, elaborando registros, em linguagens variadas, sobre lugares, pessoas, fenômenos, fatos geográficos e grupos sociais a partir de obras artísticas, literárias, brincadeiras e jogos; 8. Identificar, em seu cotidiano, elementos geográficos de outros lugares e temporalidades. RESPONSABILIDADES E O MUNDO 9. Desenvolver atitudes cuidadosas e solidárias com as outras pessoas e com os lugares de vivências; 10. Descrever características ambientais locais e reconhecer sua importância para a vida nas suas diferentes dimensões éticas e estéticas; 11. Identificar, em lugares de vivências, a diversidade de culturas indígenas, afrodescendentes e de migrantes, entre outras; 12. Localizar, nos lugares de vivências, situações de bem-viver e de risco, desenvolvendo atitudes cuidadosas consigo e com o outro. OBJETIVOS DO REFERENCIAL CURRICULAR MUNICIPAL Espera-se que ao longo dos oito anos do ensino fundamental, os alunos construam um conjunto de conhecimentos referentes a conceitos, procedimentos e atitudes relacionados a geografia que lhes permitam ser capazes de:  conhecer a organização do espaço geográfico e o funcionamento da natureza em suas múltiplas relações, de modo a compreender o papel das sociedades em sua construção e na produção do território, da paisagem e do lugar;  identificar e avaliar as ações dos homens em sociedade e suas conseqüências em diferentes espaços e tempo, de modo a construir referenciais que possibilitem uma participação propositiva e reativa nas questões socioambientais locais;  compreender a espacialidade e temporalidade dos fenômenos geográficos estudados em suas dinâmicas e interações;  compreender que as melhorias nas condições de vida, os direitos políticos, os avanços técnicos e tecnológicos e as transformações socioculturais são conquistas decorrentes de conflitos e acordos, que ainda não são usufruídas por todos os seres humanos e, dentro de suas possibilidades, empenhar-se em democratizá-las;
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    Geografia 53  conhecer esaber utilizar procedimentos de pesquisa da geografia para compreender o espaço, a paisagem, o território e o lugar seus processos de construção identificando suas relações, problemas e contradições;  fazer leitura de imagens de dados e de documentos de diferentes fontes de informação, de modo a interpretar, analisar e relacionar informações sobre o espaço geográfico e as diferentes paisagens;  saber utilizar a linguagem cartográfica para obter informações e representar a especialidade dos fenômenos geográficos;  valorizar o patrimônio sociocultural e respeitar a sócio diversidade reconhecendo-a como um direito dos povos e indivíduos de um elemento de fortalecimento da democracia. DIREITOS GERAIS DE APRENDIZAGEM: GEOGRAFIA Ano 1 DA1- Reconhecer a relação entre sociedade e natureza na dinâmica do seu cotidiano e na paisagem local, bem como as mudanças ao longo do tempo. I DA2- Descrever as características da paisagem local e compará-las com as de outras paisagens. I/A DA3- Conhecer e valorizar as relações entre as pessoas e o lugar: os elementos da cultura, as relações afetivas e de identidade com o lugar onde vivem. I/A DA4- Ler, interpretar e representar o espaço por meio de mapas simples. I DA5- Reconhecer os problemas ambientais existentes em sua comunidade e as ações básicas para a proteção e preservação do ambiente e sua relação com a qualidade de vida e saúde. I DA6- Produzir mapas, croquis ou roteiros utilizando os elementos da linguagem cartográfica (orientação, escala, cores e legendas). I DA7- Ler o espaço geográfico de forma crítica através das categorias lugar, território, paisagem e região. I DA8- Identificar as razões e os processos pelos quais os grupos locais e a sociedade transformam a natureza ao longo do tempo, observando as técnicas e as formas de apropriação da natureza e seus recursos. I I – Introduzir; A – Aprofundar; C – Consolidar. OBRAS COMPLEMENTARES – ACERVO DO PNAIC  A bola dourada (Paisagem)  Como vou (Localização – como as pessoas se deslocam no espaço)  Ruas, quantas ruas (Noções de lugar, paisagem e cidadania)  Águas (Elementos geográficos)
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    Geografia 54 PROPOSTA DE CONTEÚDOS OSUJEITO E O MUNDO  Moradia  Casa  Tipos de casa  Cômodos das casas  Para que o pássaro – arquiteto constrói?  Planta da casa  Integrantes dos lugares  Onde vivem as pessoas;  Onde eu estudo;  Como é a escola  As dependências da escola  Minha sala de aula  Elementos geográficos  Naturais  Culturais  Grupo social  Família  Função  Relação O LUGAR E O MUNDO  Marcas culturais e históricas das famílias  Diversidade cultural do ambiente  Indígena  Afrodescendente  Migrante  Desenvolvimento histórico do ambiente  As mudanças ao longo do tempo  A paisagem se modifica LINGUAGENS E O MUNDO  Referência do espaço  Localização por posicionamento do corpo  Localizando a casa  Espaço escolar  Tipos de escola  Conhecendo melhor minha escola RESPONSABILIDADES E O MUNDO  Atitudes cuidadosas e solidárias  Respeito às diferenças no ambiente
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    Geografia 55  Família;  Escola O trabalho na escola  Direitos e deveres dos alunos  Comunidade Espaço da comunidade
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    História 56 HISTÓRIA CARACTERIZAÇÃO DA ÁREADE HISTÓRIA Nas ultimas décadas, o conhecimento histórico tem sido ampliado por pesquisas que têm formado seu campo de atuação. Houve questionamentos significativos, por parte dos historiadores, relativos aos agentes condutores da história-indivíduo e classes sociais-, sobre os povos nos quais os estudos históricos devem se concentrar, sobre as fontes documentais que devem ou podem ser usadas nas pesquisas e quais as ordenações temporais que devem ou podem prevalecer. Tem sido criticada, simultaneamente, uma produção histórica que legitima determinados setores da sociedade, vistos como únicos condutores da política da nação e de seus avanços econômicos. Tem sido considerada, por sua vez, a atuação dos diversos grupos e classes sociais e suas diferentes formas de participação na configuração das realidades presentes, passadas e futuras. A aproximação da História com as demais ciências sociais em especial com a Antropologia, ampliou os estudos de povos de todos os continentes, redimensionando os estudos da população não-européia. A multiplicidade de povos e de culturas em tempos e espaços deferentes tem sido estudada considerando-se a diversidades de vivências no interior de uma dada sociedade, na medida em que grupos e classes sociais manifestam especificidades de linguagens, de representação de mundo, de valores, de relações interpessoais e de criações cotidianas. O questionamento sobre o uso exclusivo de fontes escritas levou a investigação histórica a considerar a importância da utilização de outras fontes documentais, aperfeiçoando métodos de leituras de forma a abranger as várias formas de registros produzidos. A comunicação entre os homens alem de escritas, é oral, gestual, figurada, musical e rítmica. O ensino de história possui objetivos específicos, sendo uns dos mais relevantes os que se relaciona a constituição da noção de identidade. Assim, é primordial que o ensino de história estabeleça relações entre identidades individuais, sociais e coletivas, entre as quais as que se constituem como nacionais. Para sociedade brasileira atual, a questão de identidade tem se tornado um tema de dimensões abrangentes, uma vez que se vive um extenso processo migratório que tem desarticulado formas tradicionais de relações sociais e culturais. Nesse processo migratório, a perda da identidade tem apresentado situações alarmantes desestruturando relações historicamente estabelecidas, desagregando valores cujo o alcance não se pode avaliar. Dentro dessa perspectiva, o ensino da História tende a desempenhar um papel mais relevante na formação da cidadania, envolvendo a reflexão sobre a atuação do indivíduo em suas relações pessoais com o grupo de convívio, suas afetividades e sua participação no coletivo. Essas considerações são importantes para explicar os objetivos, os conteúdos e as metodologias do ensino de História que estão sendo propostos, neste documento. Considera-se, então que o ensino de História envolve relação e compromissos com o conhecimento histórico, de caráter cientifico com reflexões que se processam no nível
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    História 57 pedagógico e coma construção de uma identidade social pelo estudante, relacionado às complexidades inerentes à realidade com que convive. OBJETIVOS DA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR PROCEDIMENTOS DE PESQUISA 1. Exercitar a curiosidade, a socialização e o registro de vivências e situações cotidianas, por meio de rodas de conversas, desenhos, relatos orais ou escritos; 2. Apresentar, manipular e discutir sobre objetos e sobre documentos pessoais como fontes e suporte da produção de memória; 3. Exercitar a curiosidade e o estranhamento, a socialização e o registro de vivências e situações cotidianas, por meio de rodas de conversas, desenhos, relatos orais ou escritos; 4. Utilizar diferentes documentos como suporte à produção de memória para compreender sua própria história, de grupos sociais e da comunidade em que vive; 5. Questionar as diferentes realidades vivenciadas, por meio de rodas de conversas, desenhos, relatos orais ou escritos, exercitando a curiosidade e o estranhamento diante do mundo; 6. Pesquisar fatos relacionados ao seu lugar de vivências ocorridos há décadas ou séculos; 7. Identificar e descrever diferentes formas de registro da experiência cultural de sua comunidade ao longo do tempo; 8. Identificar e questionar as diferenças entre realidades vivenciadas e outras realidades, como por exemplo, brincadeiras de diferentes épocas, a partir do uso de fontes históricas escritas, iconográficas e orais, além da cultura material; 9. Utilizar tecnologias para acesso às fontes históricas (dados, registros, documentos e narrativas) em pesquisas sobre os acontecimentos passados; 10. Formular e socializar questionamentos a partir de diferentes realidades vivenciadas utilizando registros orais, escritos ou iconográficos, de modo a exercitar a curiosidade e o estranhamento diante do mundo; 11. Conhecer e compreender, por meio da confrontação das diversas narrativas – registros iconográficos, escritos e orais –, o processo de criação e de desenvolvimento do município em que vive; 12. Elaborar narrativas – registros iconográficos, escritos, orais e audiovisuais – sobre a história do município, utilizando fontes históricas. REPRESENTAÇÕES DO TEMPO 13. Compreender que as normas de convivência existentes nas relações familiares são construídas e reconstruídas temporal e espacialmente; 14. Identificar mudanças e permanências nos espaços escolares e nas relações interpessoais neles existentes, a partir de diferentes evidências não escritas, tais como edificações, fotografias, depoimentos; 15. Identificar e problematizar as razões da seleção, das escolhas e da definição de datas comemorativas, considerando seus diferentes significados e sentidos; 16. Compreender as diferentes organizações sociais existentes na comunidade em que vive, percebendo as permanências e as transformações ocorridas ao longo do tempo;
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    História 58 17. Relacionar produtos,objetos, mercadorias e serviços aos resultados do trabalho humano, considerando as mudanças e as permanências ao longo do tempo; 18. Identificar diferentes noções de tempo, percebendo as formas de sua medição por meio da utilização de relógios, calendários, dentre outros; 19. Perceber mudanças e permanências nos modos de ser, viver e pensar a comunidade em que vive como resultado da ação humana em seu contexto social; 20. Identificar diferenças e semelhanças entre as formas de organização (bairros, regiões, zonas, setores), ao longo do tempo, do município em que vive; 21. Perceber mudanças e permanências no desenvolvimento do município a partir dos processos de ocupação, por meio do estudo dos grupos sociais que viveram e vivem nesse território e dos processos de intervenção na paisagem natural local; 22. Contextualizar a história de sua própria família em relação à história do município, identificando as origens de seu grupo familiar, a partir de fontes diversas: relatos orais, fotos e objetos; 23. Utilizar tecnologias para acesso às fontes históricas (dados, registros, documentos e narrativas) em pesquisas sobre acontecimentos passados; 24. Formular e socializar questionamentos a partir de diferentes realidades vivenciadas, situações cotidianas, registros orais, escritos ou iconográficos, exercitando a curiosidade e o estranhamento diante do mundo; 25. Pesquisar as origens de seu grupo familiar considerando os grupos que constituíram o povo brasileiro e os predominantes na região em que vive; 26. Relacionar as formas de ocupação da região em que vive com aquelas próprias de outras temporalidades e regionalidades; 27. Conhecer e compreender a atual organização política do Brasil – Legislativo, Judiciário e Executivo – considerando as mudanças e as permanências; 28. Discutir e manifestar opiniões sobre as diferentes ideias e representações sobre as regiões brasileiras, compreendendo sentidos, significados e representações ao longo do tempo, tais como a organização do espaço brasileiro em Capitanias Hereditárias, Províncias, Estados, Distritos e Territórios Federais; 29. Identificar diferenças e semelhanças entre os principais tipos de exploração econômica e do trabalho, na região em que vive e nas demais regiões brasileiras, em diferentes processos históricos. CATEGORIAS, NOÇÕES E CONCEITOS 30. Identificar o nome e o sobrenome como elementos de construção da identidade, reconhecendo-se como membro de um grupo social que tem uma história constituída e reconstruída nas relações sociais; 31. Identificar as relações de trabalho presentes nas diferentes organizações familiares; 32. Construir a noção de pertencimento a diferentes grupos sociais (família, escola e comunidade), entendendo seu protagonismo e seu papel social nas mais diferentes formas de manifestações e interações estabelecidas em cada grupo e contexto sociocultural; 33. Identificar diferenças e semelhanças entre as atividades produtivas, tais como agricultura, indústria, comércio existentes na comunidade em que vive e em outras comunidades, e as relações possíveis entre essas atividades;
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    História 59 34. Identificar diferençase semelhanças entre relações de trabalho, tais como livre e compulsório, remunerado e não remunerado, existentes na comunidade em que vive e em outras comunidades; 35. Compreender década, século e milênio como medidas de tempo, considerando a utilização de algarismos romanos; 36. Estabelecer nexos entre fatos históricos e transformações na comunidade em que vive, percebendo relações de causalidade; 37. Estabelecer nexos de causalidade entre os fatos históricos que demarcam mudanças e permanências políticas, sociais, culturais, econômicas e ambientais no município em que vive, relacionando-as a outros lugares de vivências; 38. Conhecer a organização política municipal e compreender o funcionamento e as relações entre as instituições relacionadas aos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário; 39. Reconhecer, em manifestações culturais e narrativas orais, ideias e representações sobre o Brasil e os brasileiros em diferentes temporalidades; 40. Expressar, por meio de múltiplas linguagens, o que é ser brasileiro, desnaturalizando os estereótipos e contextualizando as diferenças; 41. Identificar diferenças e semelhanças entre as formas de divisão regional estabelecida pelo IBGE (Norte, Sul, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste), os ―4Brasis‖ (Amazônia, Centro- Oeste, Concentrada e Nordeste) e a geoeconômica (Amazônia, Nordeste e Centro-Sul), considerando os critérios utilizados em cada uma delas. DIMENSÃO POLÍTICO-CIDADÃ 42. Identificar as várias formas de organização familiar, aprendendo a respeitar e a acolher as diversas configurações que as famílias podem ter. 43. Identificar a existência, as mudanças e a permanência de diferentes práticas de convivência familiar ao longo do tempo. 44. Conhecer a história da sua escola, identificando, a partir do protagonismo de professores/as, estudantes e funcionários/as, os papéis e a atuação de cada um/a como sujeito de direitos e deveres. 45. Definir, coletivamente, regras de convivência no espaço escolar, enquanto prática de participação cidadã. 46. Identificar os diversos papéis sociais e atividades desenvolvidas pelas pessoas em uma mesma coletividade, valorizando e respeitando as individualidades. 47. Identificar, vivenciar e valorizar as manifestações culturais constituídas historicamente na comunidade. 48. Definir, coletivamente, regras de convivência no espaço escolar, enquanto prática de participação cidadã. 49. Identificar os diversos papéis sociais e atividades desenvolvidas pelas pessoas em uma mesma coletividade, valorizando e respeitando as individualidades. 50. Identificar a existência, as mudanças e a permanência de diferentes práticas de convivência na comunidade ao longo tempo.
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    História 60 OBJETIVOS DO REFERENCIALCURRICULAR MUNICIPAL  Identificar o próprio grupo de convívio e as relações que estabelecem com outros tempos e espaços;  Organizar alguns repertórios histórico-culturais que lhes permitam localizar acontecimentos numa multiplicidade de tempo, de modo a formular explicações para algumas questões do presente e do passado;  Conhecer e respeitar o modo de vida de deferentes grupos sociais, em diversos tempos e espaços em suas manifestações culturais, econômicas, políticas e sociais reconhecendo semelhanças e diferença entre eles;  Reconhecer mudanças e permanências nas vivencias humanas, presentes na sua realidade e em outras comunidades próximas ou distantes no tempo e no espaço;  Questionar sua realidade, identificando alguns de seus problemas e refletindo sobre algumas de suas possíveis soluções, reconhecendo formas de atuação política, institucionais e organizações coletivas da sociedade civil;  Utilizar métodos de pesquisa e de produção de textos de conteúdo histórico, aprendendo a ler diferentes registros escritos iconográficos, sonoros  Valorizar o patrimônio sociocultural e respeitar a diversidade reconhecendo-a como um direito dos povos e indivíduos e como um elemento de fortalecimento e de democracia. DIREITOS GERAIS DE APRENDIZAGEM: HISTÓRIA Ano 1 DA1- Identificar-se, a si, e as demais pessoas como membros de vários grupos de convívio (familiares, étnico-culturais, Profissionais, escolares, de vizinhança, religiosos, recreativos, artísticos, esportivos, políticos etc). I/A DA2- Distinguir as práticas sociais, políticas, econômicas e culturais específicas dos seus grupos de convívio e dos demais grupos de convívio locais, regionais e nacionais, na atualidade. I/A DA3- Identificar as práticas sociais, políticas, econômicas e Culturais de grupos de convívio locais, regionais e nacionais, existentes no passado. I/A DA4- Formular e expressar (oralmente, graficamente e por escrito) uma reflexão a respeito das permanências e das mudanças ocorridas nos vários aspectos da vida em sociedade, ao longo do tempo e em diferentes lugares. I DA5- Identificar e utilizar os diferentes marcadores de tempo elaborados e/ou utilizados pelas sociedades em diferentes tempos e lugares. I/A DA6- Identificar e utilizar os diferentes instrumentos (individuais e coletivos) destinados à organização do tempo na nossa sociedade, no tempo presente: calendários, folhinhas, relógios, agendas, quadros de horários (horário comum e comercial, horários escolares), dentre outros. I/A DA7- Identificar, na vida cotidiana, as noções anterioridade, simultaneidade e posterioridade. I/A DA8- Distinguir e ordenar temporalmente os fatos históricos locais, regionais e nacionais. I
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    História 61 DA9- Articular eestabelecer correlações entre os fatos históricos (locais regionais e nacionais) e a vidas vividas no tempo presente. I DA10- Identificar e comparar os diferentes tipos de registros documentais utilizados para a construção, descrição ou rememoração dos fatos históricos: textos manuscritos e impressos, imagens estáticas ou em movimento, mapas, registros orais, monumentos históricos, obras de arte, registros familiares, objetos materiais, dentre outros. I/A DA11- Vivenciar os eventos rememorativos (locais, regionais e/ou nacionais), identificar os fatos históricos aos quais se referem. I/A DA12- Formular e expressar (oralmente e por escrito) uma reflexão a respeito da importância destes eventos para os diferentes grupos de convívio da atualidade. I/A I- Introduzir; A- Aprofundar; C- Consolidar SUJEITOS HISTÓRICOS Ano 1 DA1-Diferenciar as práticas sociais relacionadas ao âmbito da economia, da política e da cultura. I DA2- Identificar e expressar (oralmente, graficamente e por escrito) as características (individuais e coletivas) comuns e particulares aos membros dos grupos de convívio dos quais participa (familiares, étnico-culturais, profissionais, escolares, de vizinhança, religiosos, recreativos, artísticos, esportivos, políticos, dentre outros), atualmente e no passado. I/A/C DA3- Dialogar e formular reflexões a respeito das semelhanças e das diferenças identificadas entre os membros dos grupos de convívio dos quais participa (familiares, étnico-culturais, profissionais, escolares, de vizinhança, religiosos, recreativos, artísticos, esportivos, políticos, dentre outros), atualmente e no passado. I/A DA4-Identificar e expressar (oralmente, graficamente e por escrito) as características (individuais e coletivas) comuns e particulares aos membros de outros grupos de convívio, locais e regionais, atualmente e no passado. I/A DA5- Dialogar e formular uma reflexão a respeito das semelhanças e das diferenças identificadas entre os membros de outros grupos de convívio (familiares, étnico- culturais, profissionais, escolares, de vizinhança, religiosos, recreativos, artísticos, esportivos, políticos, dentre outros), locais e regionais, atualmente e no passado. I/A DA6- Identificar os diferentes tipos de trabalhos e de trabalhadores responsáveis pelo sustento dos grupos de convívio dos quais participa, atualmente e no passado. I/A DA7- Identificar os diferentes tipos de trabalhos e de trabalhadores responsáveis pelo sustento de outros grupos de convívio (locais e regionais), atualmente e no passado. I/A DA8- Identificar as diferentes instituições existentes na localidade, na atualidade e no passado. I/A DA9- Formular e expressar (oralmente, graficamente e por escrito) uma reflexão a respeito das semelhanças e diferenças identificadas entre as maneiras de trabalhar e/ou entre as práticas dos trabalhadores, ao longo do tempo e em diferentes lugares. I/A
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    História 62 DA10- Formular eexpressar (oralmente, graficamente e por escrito) uma reflexão a respeito das mudanças e das permanências identificadas nas maneiras de trabalhar e/ou nas práticas dos trabalhadores, ao longo do tempo e em diferentes lugares. I/A DA11-Comparar as condições de existência (alimentação, moradia, proteção familiar, saúde, lazer, vestuário, educação e articipação política) dos membros dos grupos de convívio dos quais participa atualmente. I/A/C DA12- Comparar as condições de existência (alimentação, moradia, proteção familiar, saúde, lazer, vestuário, educação e articipação política) dos membros dos grupos de convívio existentes, local e regionalmente, no passado. I/A DA13- Selecionar e utilizar registros pessoais e familiares (documentos, músicas, fotos, recibos, listas de compras, receitas de todo tipo, contas domésticas, trabalhos escolares antigos, álbuns feitos ou preenchidos domesticamente, cartas, brinquedos usados, boletins escolares, livrinhos usados, dentre outros) para formular e expressar (oralmente, graficamente e por escrito) uma sequência narrativa a respeito da sua própria história. I/A DA14- Identificar as vivências comuns aos membros dos grupos de convívio locais, na atualidade e no passado. I/A DA15- Identificar as vivências específicas dos grupos de convívio locais e regionais, na atualidade e no passado. I/A DA16- Articular as vivências dos grupos de convívio locais e regionais atuais, às dos grupos de convívio locais e regionais, do passado. I TEMPO HISTÓRICO Ano 1 DA1-Situar-se com relação ao ―ontem‖ (ao que passou), com relação ao ―hoje‖ (ao que está ocorrendo) e com relação ao ―amanhã‖ (a expectativa do porvir). I/A DA2- Diferenciar ações ou eventos cotidianos ocorridos sequencialmente, antes e depois de outros. I/A DA3-. Diferenciar ações ou eventos cotidianos ocorridos ao mesmo tempo do que outros. I/A DA4-Identificar as fases etárias da vida humana e as práticas culturalmente associadas a cada uma delas, na atualidade e no passado (com ênfase na infância). I/A DA5- Comparar e calcular o tempo de duração (objetivo e subjetivo) das diferentes práticas sociais (individuais e coletivas), realizadas cotidianamente. I DA6- Utilizar diferentes instrumentos destinados à organização e contagem do tempo das pessoas, dos grupos de convívio e das instituições, na atualidade: calendários, folhinhas, relógios, agendas, quadros de horários (horário comercial, horários escolares, horário hospitalar, horários religiosos, horários dos meios de comunicação, dentre outros). I DA7 Identificar instrumentos e marcadores de tempo elaborados e/ou utilizados por sociedades ou grupos de convívio locais e regionais, que existiram no passado. I
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    História 63 DA8- Ordenar (sincrônicae diacronicamente) os fatos históricos de ordem pessoal e familiar. I DA9-. Ordenar (sincrônica e diacronicamente) os fatos históricos relacionados aos grupos de convívio dos quais participa. I DA10- Ordenar (sincrônica e diacronicamente) os fatos históricos de alcance regional e nacional.. I DA11- Identificar e comparar a duração dos fatos históricos vivenciados familiarmente, localmente, regionalmente e nacionalmente. I FATOS HISTÓRICOS Ano 1 DA1-Identificar dados governamentais sobre a história da localidade (rua, bairro e/ou município): origem do nome, data de criação, localização geográfica e extensão territorial, produção econômica, população etc. I DA2- Identificar e diferenciar os patrimônios culturais (materiais e imateriais) da localidade (rua, bairro, município e estado). I/A/C DA3-. Identificar os fatos históricos ou as práticas sociais que dão significado aos patrimônios culturais identificados na localidade. I/A DA4- Identificar os grupos de convívio e as instituições relacionadas à criação, utilização e manutenção dos patrimônios culturais da localidade. I DA5- Comparar as memórias dos grupos de convívio locais a respeito das histórias da localidade (rua, bairro ou município), com os dados históricos oficiais (ou governamentais). I DA6- Comparar as memórias dos grupos de convívio locais a respeito dos patrimônios culturais da localidade, com as memórias veiculadas pelos dados oficiais (ou governamentais). I DA7- Identificar as aproximações e os afastamentos entre as memórias compartilhadas por membros de diferentes grupos de convívio sobre a história local. I DA8- Identificar as práticas econômicas e de organização do trabalho, ocorridas na localidade no passado e compará-las às práticas econômicas atuais (na localidade). I DA9-. Identificar aspectos da organização política da localidade no passado e compará-los com os principais aspectos da organização política atual (na localidade). I DA10- Identificar aspectos da produção artística e cultural da localidade no passado e no presente. I/A DA11- Mapear a localização espacial dos grupos de convívio atuais na localidade. I DA12- Articular as formas de organização do espaço e as práticas sociais dos grupos de convívio atuais e do passado, com sua situação de vida e trabalho. I DA13- Identificar as formas de organização do espaço e as práticas sociais dos grupos de convívio que existiram na localidade, no passado. I
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    História 64 OBRAS COMPLEMENTARES –ACERVO DO PNAIC  Minha família é colorida – os habitantes da casa (irmãos, mãe, avó, filhos, pai,), árvore genealógica (raízes da família)  O pequeno paraquedista – o mundo se transforma invenções mudanças (passado, presente, futuro)  A boladourada – diversidade cultural de diferentes povos  Ruas , quantas ruas – atividades diurnas e noturnas  Folclore brasileiro – Tipos de brincadeiras  De mãos dadas – trabalho infantil, ECA  Os feitiços do vizinho – vizinhos, a árvore genealógica (direito dos idosos)  O menino Nito: então homem chora ou não? - gênero (papéis sociais do homem e da mulher)  Carta do tesouro para ser lida às crianças – ECA  O grande e maravilhoso livro das famílias – os habitantes da casa  O tempo – o calendário  Família alegria – Moradia PROPOSTA DE CONTEÚDOS SUJEITOS E GRUPOS SOCIAIS  Quem é você?  As coisas também têm nomes  O que é seu  O que pertence a todos  De que os objetos são feitos?  Moradia  Os habitantes da casa  A árvore genealógica  Comunidade  Vizinhos  Com quem você se diverte?  Tipos de brincadeiras  O que as pessoas fazem em casa  O trabalho na escola  Profissões e locais de trabalho  Atividades diurnas e noturnas  O que fazemos todos os dias  Trabalho infantil  Lazer  O calendário  Você cresceu  O mundo se transforma  Invenções e mudanças
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    História 65 Datas Comemorativas eFeriados Nacionais Fevereiro – Carnaval (data móvel) 08 de março – Dia internacional 06 de abril – Paixão (data móvel) 08 de abril – Páscoa (data móvel) 18 de abril – Dia nacional do livro infantil 21 de abril – Tiradentes 22 de abril – Chegada dos portugueses ao Brasil 01 de maio – Dia do trabalho 05 de maio – Dia nacional das comunicações 13 de maio – Dia das mães (data móvel) 13 de maio – Dia da abolição da escravatura 07 de junho – Corpos Christi (data móvel) 20 de junho – Dia internacional do amigo 29 de junho – Dia de São Pedro 11 de agosto – Dia do estudante 12 de agosto – Dia dos Pais (data móvel) 22 de agosto – Dia do folclore 25 de agosto – Dia do soldado 07 de setembro – Independência do Brasil 04 de outubro – Dia dos animais 12 de outubro – Dia da criança, nossa senhora Aparecida 13 de outubro – Emancipação Política de União dos Palmares 15 de outubro – Dia do Professor 23 de outubro – Dia da aviação 02 de novembro – Finados 15 de novembro – Proclamação da república 19 de novembro – Dia da Bandeira 20 de novembro - Dia da Consciência Negra 08 de dezembro – Dia da família 25 de dezembro – Natal
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    Cultura Palmarina 66 CULTURA PALMARINA CARACTERIZAÇÃODA ÁREA DE CULTURA PALMARINA A segunda metade do século passado testemunhou a consolidação das políticas neoliberais marcando a transição e reestruturação das políticas curriculares, proporcionando um campo fecundo para debates sobre a educação, conseqüentemente sobre o currículo, que em consonância com até então recente Constituição Federal 88 fez surgir uma legislação educacional, referenciais conceituais e ideológicos peculiares a um campo teórico específico. Este período propiciou a produção, adoção e implementação em larga escala de temas, referenciais e subsídios no atendimento a uma política específica, dos quais destacamos: Lei de diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96, Diretrizes Curriculares Nacionais, Parâmetros Curriculares Nacionais. Essa legislação ratifica o reconhecimento de que o currículo traz em seu bojo o capital cultural, desta forma não pode jamais estar alheio ao momento histórico e social que subsidiam a construção das identidades dos sujeitos. É notório que a identidade étnico-racial dos sujeitos há muito é silenciado ou tratado de forma superficial nos espaços escolares, onde os conhecimentos construídos historicamente pela população, em especial negra, em geral são invisibilizados pela educação escolar, fato que comprovadamente vem agravando o distanciamento dos alunos afrodescendentes com relação ao ambiente escolar, cujos índices de exclusão são alarmantes. Os estudos comprovam também que os índices de reprovação nas escolas públicas demonstram a estreita relação entre educação escolar e desigualdades raciais, onde para o aprofundamento dessas questões se faz necessário repensar o currículo escolar. A inexistência ou silenciamento de uma reflexão sobre as relações raciais no planejamento escolar tem dificultado o estabelecimento de relações interpessoais respeitáveis e igualitárias entre os agentes sociais que integram o cotidiano da escola. Contudo, vários são os teóricos da educação que apresentam recomendações para que os professores contemplem a identidade étnico-racial dos sujeitos aprendizes em suas práticas educacionais, bem como, a observância da historia pessoal dos alunos possibilitando a adoção de valores no respeito às diferenças. Portanto, a inserção consciente, responsável, e coerente nos currículos escolares da história local valorizando os diferentes sujeitos, proporcionará inegavelmente, um salto qualitativo no processo de construção e valorização da identidade da população palmarina, alem de uma política educacional inovadora atendendo aos princípios constitucionais de promoção da cidadania através da construção do conhecimento num contexto multirracial. A sala de aula é um universo que concentra inúmeras diferenças, e lidar com elas sem hierarquizá-las, ou seja, sem transformá-las em desigualdades toma-se um grande desafio para todo educador.
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    Cultura Palmarina 67 OBJETIVOS DOREFERENCIAL CURRICULAR MUNICIPAL  Identificar a participação social e política como indispensável ao exercício da cidadania;  Conhecer e valorizar a diversidade do patrimônio e aspectos sócio-culturais palmarmos como fonte de riqueza cultural pessoal e coletiva;  Compreender a relação entre os elementos históricos e aspectos sócio-culturais do município e a conjuntura nacional em cada época;  Reconhecer a importância da preservação dos elementos históricos locais como fonte de memória, indispensável à constituição da identidade pessoal e coletiva;  Questionar à realidade a partir das relações estabelecidas posicionando-se contra toda forma de discriminação baseada nas diferenças culturais, de classe social, de crenças, sexo, gênero, etnia, diferença fisica ou outras características individuais e sociais;  Atender a Lei 10.693/03 e os aspectos didático-pedagógicos das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.  Rever conceitos e valores preconceituosos e racistas presentes no ambiente escolar palmarino;  Valorizar as experiências pessoais e coletivas dos sujeitos aprendizes como fonte de descoberta da identidade;  Conhecer elementos históricos pertinentes as diferentes matrizes culturais como fonte de riqueza e constituição da sociedade palmarina;  Preencher as lacunas curriculares reconhecendo e positivando a contribuição,  principalmente do negro e do índio, na formação sociedade palmarina. Obras complementares – Acervo do PNAIC  Minha família é colorida  Como vou?  Ruas, quantas ruas  Maracatu  Clic-clic: A máquina biruta de seu Olavo  Turma da Mônica: folclore brasileiro  O menino Nito: então, homem, chora ou não?  O grande e maravilhoso livro das famílias  Família alegria  Dandara, o dragão e a lua  Juntos na aldeia  Bumba-boi  Iguais, mas diferentes  Ser criança é... Estatuto da criança e do adolescente para crianças  Pigmeus: os defensores da floresta  Bruna e a galinha d’Angola  Txopai e Itôhã  Porque somos de cores diferentes?
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    Cultura Palmarina 68  Viagemao mundo indígena  Pretinho, meu boneco querido  O senhor das histórias  A árvore da família  Canção dos povos africanos  As panquecas de Mama Panya  A rainha da bateria  Porque os gêmeos são tão iguais?  Irmãos gêmeos  Histórias encantadas africanas  Histórias de nossa gente  O herói de Damião em a descoberta da capoeira PROPOSTA DE CONTEÚDOS Iguais e Diferentes  Quem sou eu?  Quem é você?  Quem somos?  Semelhanças e Diferenças  Somos diferentes, porém iguais  Minha família tem nome  A escola tem nome  Minha cidade tem nome  O município e sua população  A população de União dos Palmares
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    Ensino Religioso 69 ENSINO RELIGIOSO CARACTERÍSTICASGERAIS DE ENSINO RELIGIOSO Segundo a nova lei de diretrizes e bases da educação nacional de no 9394/96, no seu artigo 33, declara que ―E.R‖ (Ensino Religioso)é parte integrante da formação básica do cidadão. Os PCNS (Parâmetro Curriculares Nacionais) e fórum nacional permanente do Ensino Religioso declaram que ―o Ensino Religioso não é o ensino de uma religião ou das religiões nas escolas, mas sim uma disciplina centrada na antropologia religiosa‖. A melhor maneira, talvez, de refletir sobre as questões pertinentes a essa disciplina seja conhecer e avaliar o modo como o ensino religioso vem sendo praticado no conjunto do país. O ensino religioso não é catequese, pois as duas são distintas e deferentes nos seus conteúdos e objetivos. Tanta a catequese católica ou qualquer outra doutrina religiosa não deve ser confundida com o Ensino Religioso nas escolas, pois não é a escola uma entidade voltada ao proselitismo ou a qualquer outra forma de imposição religiosa. A catequese se pressupõe que o educando já tenha feito sua opção de fé e procura cultivá- la e ajudá-la a amadurecer. Quando a catequese é ministrada na escola em substituição do Ensino Religioso, ela pode facilmente tornar-se uma imposição indesejável pelos educandos, porque não respondera à experiência vital de cada um e se tornara ininteligível e abstrata. O lugar da catequese é na comunidade católica onde deve ser administrada pelos seus catequistas e não na escola pelo educador em sala de aula. Sem dúvida, o Ensino Religioso comporta uma real mudança de paradigmas, para qual é indispensável está atento. É preciso pensá-lo a partir da escola, atendendo a questão da linguagem, do enfoque e da base experiencial em que devem ser tratados todos os temas, considerando a sua dimensão interdisciplinar e transversal. Como disciplina normal do currículo, deve ser inserida no projeto político-pedagógico da escola não como um remendo que não serve pra nada, mas numa perspectiva positiva de educação a religiosidade, parte integrante da formação básica do cidadão com essa publicação, socializando experiência diversificada sobre o Ensino Religioso, esperamos contribuir para a reflexão e a construção de uma prática educativa repensada a partir de novos paradigmas. A escola é o ambiente onde as culturas e as tradições religiosas se encontram de mãos dadas, não para serem ―únicas‖, mas para partilharem o ―comum‖ e o diferente que interagem entre si. A escola é ambiente de pluralidade religiosa onde o ―fenômeno‖ religioso vive. (...) OBJETIVOS DA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR SER HUMANO 1. Perceber-se como pessoa dependente de outras pessoas e das relações que se estabelecem no coletivo familiar, escolar, na instância religiosa, comunitária e no meio ambiente; 2. Reconhecer que o ―eu‖ estabelece relações com a natureza e com a sociedade mediadas pelo corpo, pelas linguagens e pelas especificidades histórico-sociais; 3. Reconhecer-se como membro de um núcleo de convivência familiar e de organizações sociais, onde coexistem diferentes corporeidades, identidades, crenças, práticas, costumes,
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    Ensino Religioso 70 cada qualcom suas necessidades, sentimentos, desejos, opções, sonhos, carências, medos, fragilidades e potencialidades; 4. Identificar o conjunto de lembranças e símbolos sociofamiliares e comunitários que integram, identificam e diferenciam as pessoas em suas culturas; 5. Reconhecer a existência de símbolos religiosos e não religiosos como elementos identitários das diferentes culturas, tradições e expressões religiosas; 6. Identificar orientações e princípios éticos presentes nas diferentes culturas e tradições religiosas relacionadas ao respeito e ao cuidado da vida, da natureza, do corpo e da saúde; 7. Reconhecer e valorizar a identidade do ―eu‖ e do ―outro‖, daqueles que seguem e daqueles que não seguem uma religião ou que são ateus e agnósticos; 8. Distinguir liderança religiosa de outras formas de liderança, compreendendo a corresponsabilidade nos processos de humanização e promoção dos direitos humanos; 9. Compreender o papel exercido pelos líderes religiosos das diferentes instituições, tradições e comunidades religiosas, bem como o de outras autoridades civis e não religiosas; 10. Compreender que os conhecimentos, os preceitos éticos e morais transmitidos nos textos sagrados orais e escritos influenciam as escolhas das pessoas, as relações socioculturais e a organização das sociedades, em diferentes tempos, lugares e espaços; 11. Perceber que os textos sagrados orais ou escritos podem justificar práticas de solidariedade, justiça e paz, podendo também fundamentar ações que afrontam os direitos humanos e da Terra. CONHECIMENTOS RELIGIOSOS 12. Entender as singularidades constituintes dos seres humanos, que conferem dignidade, independentemente de suas diferenças físicas, étnicas, culturais, religiosas, de posição social, de modos de ser e de se apresentar; 13. Perceber que tanto o ―outro‖ quanto o ―eu‖ possuem sentimentos, lembranças, memórias, símbolos, valores, saberes e crenças que se constituem como referências para a construção da identidade pessoal e coletiva e que merecem consideração e reconhecimento; 14. Conhecer os símbolos religiosos relacionando-os às suas respectivas culturas, tradições e expressões religiosas, valorizando tanto sua dimensão imanente (material) quanto transcendente (espiritual); 15. Conhecer alimentos considerados sagrados pelas culturas, tradições e expressões religiosas, identificando os diferentes sentidos e valores que assumem em cada contexto; 16. Perceber que os seres vivos, objetos e divindades possuem nomes, valores e significados próprios instituídos e compartilhados pelas pessoas, a partir das heranças culturais, cosmologias e das experiências cotidianas; 17. Conhecer os diferentes nomes, sentidos e significados atribuídos às divindades na diversidade de culturas e tradições religiosas, percebendo que há pessoas que não acreditam em seres ou forças superiores; 18. Reconhecer que as diferentes ideias e as representações das divindades são construções humanas, elaboradas em função das experiências religiosas, realizadas em distintas temporalidades e espacialidades; 19. Identificar diferentes ideias de divindades presentes nos mitos fundantes das distintas matrizes culturais e religiosas;
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    Ensino Religioso 71 20. Conhecermitos de criação de diferentes perspectivas religiosas, com o intuito de perceber as distintas explicações relacionadas à natureza e à cultura; 21. Perceber, em narrativas mitológicas, explicações referentes ao como e ao porquê de as coisas acontecerem, na estreita relação interdependente entre a imanência (material) e a transcendência (espiritual) dos acontecimentos; 22. Perceber, nas práticas de diferentes tradições religiosas, o cultivo da memória dos acontecimentos sagrados e a manutenção da tradição por intermédio dos ritos e símbolos; 23. Identificar os símbolos religiosos e seus atributos de poder utilizados nos ritos sagrados e em acontecimentos festivos, fúnebres e comemorativos nas religiões e espiritualidades; 24. Construir entendimentos acerca da função dos ritos sagrados como representação, recriação e ressignificação da ação das divindades ou dos líderes espirituais, considerando as distintas tradições ou movimentos religiosos; 25. Reconhecer o valor da tradição oral na perpetuação de memórias, saberes, identidades e formas de relacionamento entre as pessoas, os ancestrais e/ou as divindades em diferentes tradições culturais e religiosas; 26. Conhecer a organização dos textos sagrados orais e escritos de distintas tradições religiosas. 27. Construir conhecimentos acerca do valor dos ensinamentos presentes nos textos sagrados orais e escritos para as instituições religiosas e seus adeptos; 28. Identificar ideias de divindades mencionadas nos textos sagrados orais e escritos e as influências que elas exercem na formação das identidades e na organização sociocultural das sociedades. PRÁTICAS RELIGIOSAS E NÃO RELIGIOSAS 29. Perceber a presença de símbolos, valores e crenças em suas manifestações nos diferentes espaços, territórios sagrados e territorialidades, para conhecer e respeitar; 30. Identificar territórios sagrados e territorialidades presentes na sociedade; 31. (Re)conhecer gestos, ritos, símbolos e práticas religiosas utilizados nas diferentes culturas e tradições religiosas para comunicação e relacionamento com as divindades, respeitando cada uma delas; 32. Identificar acontecimentos de cunho religioso no contexto local, regional e mundial, de diferentes tradições e movimentos religiosos; 33. Perceber que as experiências religiosas fundamentam concepções, valores e atitudes, que orientam distintas condutas, comportamentos e práticas socioculturais. OBJETIVOS DA BASE CURRICULAR MUNICIPAL  Proporcionar o conhecimento dos elementos básicos que compõe o fenômeno religioso, a partir das experiências religiosas recebidas no contexto do educando;  Subsidiar o educando na formulação do questionamento existencial, em profundidade, para que ele possa dar sua resposta devidamente informado;  Analisar o papel das tradições religiosas na estruturação e manutenção das diferentes culturas e manifestações socioculturais;  Facilitar a compreensão do significado das afirmações e verdades da Fé das tradições religiosas;
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    Ensino Religioso 72  Refletiro sentido da atitude moral, como conseqüência do fenômeno religioso e expressão da consciência e da resposta pessoal e comunitaria do ser humano;  Possibilitar esclarecimentos sobre o direito a diferença na construção de estruturas religiosas que tem na liberdade o seu valor inalienável;  Valorizar o pluralismo e a diversidade cultural presentes na sociedade brasileira através dos conteúdos do Ensino Religioso;  Reconhecer que o ensino religioso é o instrumento que auxilia o educando no final de cada serie a uma compreensão das formas que exprimem a transcendência na superação da finitude humana;  Reconhecer que, o Ensino Religioso através dos seus conteúdos, proporciona conhecimentos dos elementos básicos que compõe o fenômeno religioso, auxiliando o educando na valorização do pluralismo e a diversidade cultural presentes na sociedade brasileira;  Reconhecer que o Ensino Religioso parte sempre do convívio social dos educandos para que se respeite a tradição religiosa trazidas das suas famílias. OBRAS COMPLEMENTARES – ACERVO DO PNAIC  Lilás, uma menina diferença  A velha na janela  O menino e a gaiola  Clic-clic: a máquina biruta de seu Olavo  Rupi! O menino das cavernas  A rainha da bateria  A pipa e a flor  Alberto: do sonmhoao vôo  Festival da primavera: aventuras do Araquâ PROPOSTA DE CONTEÚDOS O Mundo que a gente quer  Todo mundo é feito para ser feliz  E o meu nome, de onde vem?  Bom mesmo é conviver.  Nem todas são iguais.  Gente se comunica.  Dentro do coração  Deus ama todos  Iguais e deferentes  Xô preconceito!  A regra de ouro
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    Ensino Religioso 73  Cuidadodá para todos  O maior presente  Deus quer todo mundo feliz  Criança também tem direita!  Crescer com coração  Do pouco se faz muito  Uma dica para crescer feliz  Dando um jeito nas coisas  Um mundo melhor para todos  Fazer um bom trabalho  A voz de dentro  Toda hora é hora  Aprendendo a aprender  O mundo que a gente quer.